Mercado de capitais

Mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona
liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização. É
constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições
financeiras autorizadas.
Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital social das empresas,
tangibilizado em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas, no mercado,
representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros
papéis comerciais. Esta constituição permite a circulação de capital e custeia o
desenvolvimento econômico.
O que é títulos de capitais

Ações
Títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração
do capital da empresa emitente. Podem ser escriturais ou representadas por cautelas ou
certificados. O investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é
acionista, participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a qualquer
tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Podem ser:

- Ordinárias: São as que conferem direito comuns aos sócios (incluindo o direito
de voto), sem restrições ou privilégios. Nas companhias fechadas as ações
poderão ser dividias em classes diferentes, já nas abertas serão todas iguais

- Preferenciais: São aquelas que dão as seus titulares alguns privilégio ou
preferência, como a prioridade da distribuição dos dividendos no mínimo superior a
10% do que foi atribuído às ordinárias.

- Fruição: Ao invés de distribuir dividendos, resolve amortizar um lote de ações,
geralmente por sorteio, pagando o valor nominal para seus titulares. Em seguida,
permite-se que aqueles antigos titulares adquiram outras ações em substituição.

O que é títulos de capitais
Os contratos são mais genéricos e padronizados de forma que podem ser transferíveis a
terceiros, ou seja, tais contratos podem ser negociáveis em mercados secundários, ganhando
liquidez. Não há intermediação financeira, o banco apenas promove o encontro entre
investidores e tomadores com a cobrança de uma taxa de corretagem.

uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários. o investidor deverá procurar um banco. que participem do lançamento das ações pretendidas. Commercial. no mercado primário. de forma ampla e não restrita à subscrição pelos atuais acionistas. Funções a) Proporcionar liquidez b) Estabelecer preço para o mercado primário Formas de Vendas Como não é obrigatório o exercício de preferência na subscrição de novas ações. Opções de Venda . Mercado primário Refere-se à colocação inicial de um título. de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. ou seja. Mercado secundário Onde ocorre a negociação contínua dos papéis emitidos no passado Ex: Bolsa de valores e BM&F para operar no mercado secundário é necessário que o investidor se dirija a uma sociedade corretora membro de uma bolsa de valores. Se pretender adquirir ações de emissão nova. bônus-bonds). que pode ser conceituada como sendo um contrato firmado entre a instituição financeira líder do lançamento de ações e a sociedade anônima. na qual funcionários especializados poderão fornecer os mais diversos esclarecimentos e orientação na seleção do investimento. a empresa contrata os serviços de instituições especializadas. tais como: bancos de investimento. chamam-se lançamentos públicos de ações. Papers. no qual a empresa encarrega a um intermediário financeiro a colocação desses títulos no mercado. o acionista poderá vender a terceiros. sociedades corretoras e sociedades distribuidoras. que deseja abrir o capital. Para colocação de ações no mercado primário. os direitos que detém.Divide-se em: Títulos de Propriedade (Ações) e Títulos de Dívidas (Debentures. é aqui que o emissor toma e obtém os recursos. É um esquema de lançamento de uma emissão de ações para subscrição pública. em bolsa. Os lançamentos de ações novas no mercado. que formarão um pool de instituições financeiras para a realização de uma operação.

Os investimentos mais populares em renda fixa são a Caderneta de Poupança e os Fundos DI. ao preço de exercício. ao final da aplicação. Outro risco possível é de. segundo a maior ou menor propensão do investidor ao risco. você está emprestando a quantia investida ao emissor do título para. receber o valor aplicado (denominado "principal").tais como cláusulas de recompra. o investidor deixará de receber uma parte ou a totalidade da quantia pactuada. . em troca. tanto titulares como lançadoras em opções de compra e/ou opções de venda. Formas de Remuneração Renda Fixa Nos investimentos em renda fixa. a rentabilidade se revelar menor do que a oferecida para outras aplicações de risco similar e disponíveis durante o mesmo período. pode-se formar diversas estratégias neste mercado. seja ele emitido pelo governo ou por uma empresa privada. sempre existe a possibilidade de perda do capital investido. se o emissor do título não cumpre a obrigação assumida. Tanto o titular como o lançador de opções (de compra ou de venda) podem. no todo ou em parte. assim como em qualquer investimento. ou sua forma de cálculo. previamente. pela realização de uma operação de natureza oposta. qual será a rentabilidade da aplicação. depois de um certo período.são acertadas com o devedor (também chamado emissor do título ou tomador) no momento da aplicação. é previamente definida no momento da aplicação. acrescido de juros pagos como forma de remuneração de seu empréstimo. As condições do investimento . sair do mercado. formas de remuneração e índices . o investidor não tem como saber. Por exemplo. Renda variável Nos investimentos em títulos de renda variável. a remuneração. a qualquer instante. Ao investir seus recursos em um título de renda fixa.São aquelas que garantem a seu titular o direito de vender ao lançador (vendedor da opção) um lote determinado de ações. Como é possível ter diferentes posições. Na renda fixa. prazos. na data de vencimento da opção.

ou seja. a possibilidade de perda decorre não apenas da possibilidade de não pagamento pelo devedor. os investimentos em renda variável são recomendados para prazos mais longos e para investidores com mais tolerância às variações de preço dos títulos. a aplicação em renda variável poderá proporcionar ao investidor um retorno maior do que o obtido em aplicações de renda fixa. acrescido da respectiva remuneração. pois eventuais perdas em alguns papéis podem ser compensadas com ganhos em outros. é muito importante para diminuir o risco. as emissões de entidades públicas têm o objetivo de propiciar a cobertura de déficits orçamentários. Prazo emissão/vencimento Prazo Há títulos com prazo de emissão variável ou indeterminado. respectivamente. o investimento em títulos de vários emissores diferentes. públicos. mas também da possibilidade de a rentabilidade obtida terminar sendo menor do que a taxa de juros oferecida por aplicações de renda fixa disponíveis no mesmo período do investimento. não têm data definida para resgate ou vencimento.Porém. ou empresa na qual se investiu. . se a escolha for feita com critério. Nesse tipo de investimento a diversificação da carteira. quando seu detentor receberá o valor correspondente à sua aplicação. Já os títulos de prazo fixo apresentam data estipulada para vencimento ou resgate. estadual ou municipal. se emitidos pelos governos federal. quando lançados por sociedades anônimas ou instituições financeiras autorizadas pela CVM ou pelo Banco Central do Brasil. diante de opções bem avaliadas e com diversificação dos investimentos. os fundos de ações e os clubes de investimento. Nos investimentos em renda variável. De forma geral. Particulares. podendo sua conversão em dinheiro ser feita a qualquer momento. Os investimentos mais tradicionais e populares em renda variável são as ações. o financiamento de investimentos públicos e a execução da política monetária. Emissão Os títulos podem ser particulares ou públicos. isto é. Geralmente. muito comuns nesse mercado.