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Ao falarmos sobre a Educação de Jovens e Adultos sabemos que é uma modalidade de

ensino cujo objetivo é permitir que pessoas adultas, que não tiveram a oportunidade de
freqüentar a escola na idade convencional, possam retomar seus estudos e recuperar o
tempo perdido.

Desta forma oferecer a modalidade EJA nos dias de hoje requer um novo pensar acerca
das políticas educacionais e das propostas de (re) inclusão desses educados nas redes de
educação pública do nosso país. O que se tem pensado até o momento é que o trabalho
pedagógico desenvolvido neste seguimento de ensino deva ser de cunho eminentemente
alfabetiza tório. No entanto, alfabetizar é somente a primeira parte do processo. O que
não se pode é pensar que só alfabetização poderá garantir desenvolvimento social deste
educando.

Para uma pessoa adulta que retoma seus estudos, o desejo maior é o de se preparar para
o trabalho, de ter autonomia e de se dar bem profissionalmente. A abordagem
metodológica neste sentido não deve ser desenvolvida com os mesmos parâmetros
utilizados para se trabalhar com crianças. Um aluno com idade de 30 anos, por exemplo,
retomando os anos escolares correspondente ao 4º ano do ensino fundamental não se
interessará por uma atividade caracterizadamente infantil. Daí a necessidade de abordar
conteúdos equivalentes, mas com uma linguagem adulta e que vá ao encontro daquilo
que esse público deseja.

Entretanto a educação é o maior e melhor instrumento gestor de mudança, através dela o
homem consegue compreender melhor a si mesmo e ao mundo em que vive, dessa
forma, a própria educação deve ser a primeira a aceitar e a acompanhar o
desenvolvimento e suas especificidades, ou seja, renovar e promover a interação com o
novo.

Vimos que o Brasil já deu um grande passo nas questões que se referem a alfabetização
de jovens e adultos, embora continuamos dentro da escola dos países com maior taxa de
analfabetos. E o problema, como já mencionado, é que o adulto que procura a escola
não quer apenas aprender a ler e a escrever, ele quer e necessita é de atualização com o
contexto social em que vive e faz parte.
Percebemos que a defasagem escolar é grande, segundo a Lei 9.394/96 art. 37 “a
educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação
profissional, na forma do regulamento”, dessa forma, e se realmente acontecesse o que
está previsto em lei, teríamos muito mais jovens dentro das escolas. Em consequência
do desemprego, a busca pelo ensino profissional e técnico aumentou significativamente.

A proposta é muito boa. e os que ficam se deparam com a forte concorrência. A procura é grande. mas falta qualificação e oportunidades. que necessita bem mais que a própria escrita e leitura convencional. característica de quem já tem experiência de vida. necessita acima de tudo ler as entrelinhas impostas pela problemática de ser e estar plenamente exercendo a cidadania . só que de uma maneira mais ampla. sem falar nos recursos utilizados para levar essa informação à população.O jovem quer trabalhar. Exemplo dessa realidade pode ser vista nos cursos da modalidade PROEJA. mas falta mais dedicação. fome de ler e vontade de aprender eles têm. do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFGOIAS) da cidade de Goiânia. principalmente a de concluir a educação básica e ter parcial domínio das novas tecnologias. a maioria da população não fica nem sabendo da oportunidade. Portanto em suma. que no dia 27/04/2009 lançou 90 vagas para cursos desta modalidade. a oferta é pequena. o importante e que (re) pensemos nosso conceito de educação para jovens e adultos.

Dessa forma. A comunidade escolar não deve apenas contribuir para que os alunos adquiram conhecimentos relacionados com a saúde. Os hábitos e as manias que elas têm em casa são repetidos na escola e. muitas vezes. por isso. ética e compromisso de ser cidadão.” Portanto os hábitos de higiene na escola que devem ser reforçados vão. a escovarem os dentes até explicar a importância de lavar as frutas antes de comê-las.Sabemos que a escola é um espaço privilegiado de análise. temos que fazer com que o aluno perceba que a Escola como um Patrimônio Público. . Para solucionar esse problema é dever da escola resgatar a valorização a conscientização dos alunos quanto a importância da mesma e como é bom viver em um ambiente limpo. para que o aluno analise. Segundo Amaury Meller Filho. discuta e reflita sobre o que deve ser melhorado. desde ensinar as crianças a lavarem as mãos. a extensão de casa principalmente para as crianças na educação infantil. Cuidados com a água e com os alimentos da cantina escolar também são importantes quesitos quando se fala em higiene na escola. por isso. Nos últimos anos as escolas públicas vêm enfrentando vários problemas. defendida e protegida. Os alunos acham que a escola é apenas responsabilidade do governo. pois somente se tornará efetiva quando promover mudanças de comportamentos. é importante que alguns hábitos sejam reforçados. e um deles é a falta de cuidado com o patrimônio publico escolar. não tratando a mesma como seu espaço para educação. visando um ambiente mais propicio a educação de crianças e adolescentes. discussão e reflexão da realidade. Outra coisa é agir no sentido de que todos os que estão no ambiente escolar adquiram. Assim. Desta forma o colégio é. Uma coisa seria ensinar higiene e saúde. é de responsabilidade de todos e deve ser preservada. Esse descaso dos alunos com o Patrimônio Público é devido à falta de informação quanto aos custos para a construção e mantimento do mesmo. é essencial que seja vinculado projetos que trabalhem as questões sociais e ambientais dentro da Unidade Escolar. Por isso. reforcem ou melhorem hábitos. De acordo com o Ministério da Educação: “A educação não deve se limitar a apenas informar. sob pena de colocar em risco a segurança das pessoas e o projeto pedagógico". não só no ambiente escolar mas na comunidade geral. "O patrimônio compõe a identidade e a imagem da escola e. ele precisa estar sempre em ordem. atitudes e conhecimentos relacionados com higiene e saúde. é essencial que a higiene na escola seja incentivada e não apenas comentada ou ensinada. que venham a contribuir para o desenvolvimento da comunidade nos vários setores. É nesse espaço que está sendo formados “cidadãos conscientes”.