You are on page 1of 2

5 feridas emocionais da infância que podem

persistir na idade adulta

Criança Ferida

O texto a seguir é baseado nos estudos da especialista em comportamento Lisa Bourbeau, traduzido e
adaptado pela psicóloga Josie Conti, e traz ponderações importantes a respeito das “feridas”
emocionais sofridas na infância e que podem influenciar, fortemente, padrões comportamentais
futuros. Claro que cada história tem suas peculiaridades e precisa ser entendida de forma particular,
mas não dá para negar que os estudos e os argumentos da autora são extremamente relevantes.
Dedique um tempinho e não deixe de ler!!!!!
Embora não seja regra absoluta, não podemos negar que nossa infância e primeiras experiências
afetivas podem influenciar na maneira como lidamos com os relacionamos posteriores e na leitura
que temos das coisas que acontecem ao nosso redor.
As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam
também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do
enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou
seremos diferentes?
Abaixo, estão descritas 5 feridas emocionais segundo a especialista em comportamento canadense
Lisa Bourbeau. Para a autora, são elas algumas das mais determinantes nas dificuldades de
relacionamentos que as pessoas podem carregar ao longo da vida adulta posterior.
1- O medo do abandono
Um dos medos frequentes nas crianças é o medo da ausência de seus pais, o medo do abandono. A

Se a aprendizagem dessa separação necessária já é complexa em ambientes onde os pais lidam com o fato com tranquilidade. ainda não consegue separar fantasia de realidade. no começo. maus ou mesmo exagerando em comparações. isso destrói a criança e sua autoestima. Soma-se a isso a incapacidade de tomar decisões com confiança. Uma pessoa criada em um ambiente assim pode desenvolver uma personalidade exageradamente dependente.A humilhação Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e criticam. Como a pessoa. no caso de pessoas que tiveram experiências de negligência na infância. durante o desenvolvimento. Podemos criar esses problemas em nossos filhos dizendo-lhes que eles são estúpidos. muitas vezes. e. A pessoa saberá que está curada quando os momentos de solidão não forem vistos como desamor e rejeição. pode ser afetada também por rejeições em ambiente escolar. Outra possibilidade é o desenvolvimento da “tirania” também em si. mesmo frente ao sucesso e obtendo bons resultados. e. a rejeitar-se. então. existirem diálogos positivos e esperançosos. principalmente quando o mesmo não cumpria as suas promessas. pode internalizar em si uma autoimagem de que não é merecedora de afeto e de que não possui atributos suficientes para ser aceita em sociedade. Quando perdem o controle ficam nervosas e sentem-se perdidas. faziam com que se sentissem preteridas e injustiçadas. Pessoas que passaram por isso desenvolvem uma tendência maior a tentar controlar tudo e todos ao redor em uma tentativa de trazer para si o comando de variáveis que.criança.O medo da rejeição É uma ferida profunda que é formada quando. as marcas deixadas podem acarretar um medo de solidão e rejeição contínuos todas as vezes em que a pessoa não tiver perto de si (fisicamente) a pessoa amada. Quem não recebe o que foi prometido pode não se sentir digno de ter os que os outros têm. pode nutrir uma desconfiança que. dentro de si. 3. pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos. A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar. Em ambientes assim. 2. 4. quando existe uma demanda além da capacidade real da criança.Traição ou medo de confiar Uma criança que se sentiu repetidamente traída por um de seus pais. .Injustiça A ferida da injustiça surge a partir de um ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. ela pode ter sentimentos de impotência e inutilidade que depois pode carregar ao longo dos anos. um mecanismo de defesa em que a pessoa passa a humilhar aos outros para se sentir mais valorizada. Na infância. a criança pode desenvolver um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo como tentativa de minimizar os erros e as cobranças. e. entente que as ausências podem significar abandono absoluto. a criança não se sentiu suficientemente amada e acolhida pelas figuras de referência que estavam ao seu redor assim como. posteriormente. essa pessoa pode apresentar grande fragilidade frente a qualquer crítica que exponha seus medos internos de insucesso. na idade adulta. 5. mais tarde. O rejeitado passa. forma sua identidade a partir da maneira como é tratada. por também não conseguir quantificar o tempo. nos primórdios de sua vida. se ela for desvalorizada e depreciada constantemente. antigamente.