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REFER NCIA: PARECER-CONSULTA 3657/2009
CONSULENTE: SRA. XXX
CONSELHEIRO: DR. JOSÉ LUIZ FONSECA BRANDÃO - CRM-MG 17.228
Emen a: Ao médico do trabalho, no exerc cio de suas
atividades dentro do âmbito da empresa, é facultada a
possibilidade de discordar de atestado médico
apresentado pelo trabalhador, assim como estabelecer
novo per odo de afastamento decorrente de sua
avaliação médica, sempre assumindo a responsabilidade
pelos seus atos.
I - PARTE EXPOSITIVA
O Conselho Regional de Medicina recebe consulta da presidente do Sindicato dos
Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais, informando receber
reclamações de seus afiliados quanto a não aceitação de atestado médico pelos "serviços
de saúde dos Tribunais Federais de Minas Gerais". Acrescenta sua necessidade de
orientar aos seus afiliados, com segurança e presteza, e que as reclamações se dão na
maioria dos casos pelo fato do médico do setor de saúde dos tribunais questionar o
motivo do atestado e ou diminuir o prazo de licença estipulado pelo médico atestante.
Finaliza apresentando consulta sobre os limites de interferência e questionamento se os
médicos de um setor de saúde, podem se opor a um atestado médico fornecido por
médico habilitado e de confiança do paciente.
II - PARTE CONCLUSIVA
Considerando o processo-consulta CFM 6.310/2001 (Parecer CFM n 49/2002), assim
como a Resolução CFM 1488/1998, que dispõe de normas específicas para médicos que
atendem o trabalhador, podemos esclarecer à consulente nos seguintes termos.
Ao Médico do Trabalho, frente a um atestado emitido pelo médico assistente do
trabalhador, é facultada a realização do exame direto do paciente, a fim de avaliar seu
estado clínico e a capacidade laborativa do empregado, bem como a decisão da indicação
ou não de afastamento do trabalho. Estabelecida a necessidade de afastamento
laborativo do trabalhador possui a prerrogativa de determinar este período de
afastamento, mesmo se diferente do indicado pelo atestado médico a ele apresentado.
Não lhe cabe o simples papel de burocrata acolhedor de atestados ou outros documentos
emitidos por colegas. Outrossim, possui a capacidade e a possibilidade de questionar ou
discordar da opinião do médico assistente. Ressalta-se que a decisão médica, frente ao
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cível e criminalmente pelos possíveis desdobramentos conseqüentes à sua decisão. nunca podendo defini-la sem a realização pessoal deste exame. Cons.26/01/12 SISTEMAS WEB . 2 da Resolução CFM 1. Jos Luiz Fonseca Brandão Relator Aprovado na Sessão Plenária do dia 23/05/2009.c g. bem como a responder ética.488/98. Este é o Parecer. 21 de maio de 2. h ?id=379 2/2 . conforme a orientação estabelecida no Art. Belo Horizonte. g. deverá ser sempre estabelecida após o exame direto do paciente. Imprimir i e a .Pe i a Pa ece e estado de saúde apresentado pelo empregado.009. devemos ter em conta que ao adotar posição divergente da indicada pelo médico assistente do trabalhador.b / a ece e /i i i _d c e . o Médico do Trabalho passa a assumir a responsabilidade pela recuperação do paciente. Finalmente.