DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

SOBRE A INTEGRAÇÃO DO MBMS NO IMS

Carlos Manuel Silva dos Reis
(Licenciado)

Dissertação submetida como requisito parcial para a obtenção do Grau de

Mestre em Engenharia Informática e de
Telecomunicações

Orientador:
Prof. Doutor Américo Manuel Carapeto Correia
Outubro de 2007

Copyright © 2007 de Carlos Reis
Todos os Direitos Reservados

i

Dedicatória

A Deus,
aos meus queridos pais,
a minha esposa Manuela e aos meus
filhos, pelo apoio incessante,
pela compreensão, paciência e amor,
demonstrados nos momentos de
dificuldade.

"Bem-aventurado o homem que encontra a
sabedoria, e o homem que adquire o
conhecimento, pois é mais valiosa do
que o ouro e a prata." (Provérbios
3,13)
ii

simpatia e apoio que sempre demonstrou ao longo de todo esse período da realização desta tese. Ao meu amigo e colega Edson Andrade o meu sincero agradecimento por toda a ajuda prestada neste trabalho. apoio e motivação com que me habituaram ao longo destes anos. Em suma. 15 de Outubro de 2007 iii . Aos meus pais. o meu especial agradecimento a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para que este projecto fosse realizado.AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar gostaria de agradecer ao Professor Américo Correia por ter aceitado orientar-me neste trabalho e por toda a disponibilidade. filhos e a todos os meus familiares e amigos por todo o carinho. esposa. Lisboa.

que significa uma retransmissão periódica de cada conteúdo.RESUMO Diversos operadores móveis começaram agora serviços do tipo multicast. A entrega de serviços Multicast/Broadcast sobre ligações de rádio de capacidade limitada requer mecanismos de escalonamento inteligente que fazem o melhor uso dos recursos. Palavras – Chave: MBMS. adaptação para a congestão da rede e adaptação às procuras dos clientes. IMS. iv . A fim de suportar convenientemente os serviços móveis de Multicast/Broadcast. canal de notícias e televisão móvel no geral. Integração. Escalonamento de transmissão. São introduzidas modificações nos algoritmos básicos para se puder cumprir com as exigências identificadas no MBMS que são principalmente adaptação aos novos conteúdos. O escalonador tem que determinar que conteúdo deve ser emitido e em que intervalos de tempo a fim de satisfazer a tantos clientes quanto possível. Ainda nesta tese investiga-se o desempenho e a complexidade computacional dos diferentes algoritmos de escalonamento aplicados para o Multicast móvel. que são baseados no modelo de entrega de serviços personalizados. Neste trabalho abordam-se possíveis cenários de integração do serviço MBMS no IMS com ênfase na entrega de conteúdos baseada em serviços do tipo Carousel. Carousel de dados. o 3GPP normalizou os serviços do MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) para UMTS e GPRS no Release 06. temos a notificação de golos para os fans de futebol (um clube = um canal). Por exemplo.

The delivery of Multicast/Broadcast channels over capacity limited radio links requires intelligent scheduling mechanisms that make best use of the resources. In this thesis we investigate the performance and computational complexity of different scheduling algorithms applied for mobile multicast.ABSTRACT Recently. Keywords: MBMS. IMS. several mobile operators have started “Broadcast-like” services. The algorithms then are enhanced to fulfil the identified requirements of MBMS which are mainly adaptation to new contents. news channels and mobile television in general. v . Data Carousel. In this work we consider the integration of the MBMS service in the IMS focusing in carousel based content delivery. which means periodical retransmission of each content. and are known from classical Broadcast services like radio and TV. which are based on the channel delivery model. Integration. Examples are goal notification for football fans (one club = one channel). adaptation to network congestion and adaptation to the client’s demands. Broadcast Scheduling. In order to efficiently support mobile Broadcast services 3GPP has standardized Multimedia Broadcast Multicast Services (MBMS) for UMTS and GPRS in Release 06. The scheduler has to determine what content should be sent at which time in order to satisfy as many clients as possible.

...........................................2 3 Release 05 .1 Introdução ...................10 Release 07 ..................................................................................................................................................................................1 3...2...........9 Release 06 ...........................................1......................................2 Porquê foi desenvolvido o IMS?.....2 Objectivos ...............................................................1 Modos de operação do MBMS ............................ iv ABSTRACT ............................................................................................................................................41 4.....1 Introdução .3 Arquitecturas de evolução do sistema UMTS onde foi introduzida o IMS...........................................................1 Introdução ...............3..................2 Formas de distribuição / Solução MBMS .........26 Modo Multicast ............................................................................................2............2 Arquitectura do IMS e sua implementação ..............39 4.........2 Fases do serviço MBMS ........................3..........2 Análise da integração....................................1 3....................................................3 Arquitectura do MBMS e sua implementação..................... ix LISTA DE ACRÓNIMOS ...13 2....3 1..............3....2....3 MBMS no contexto do 3GPP .....................................................................................30 O conceito dos serviços MBMS....................................2.....................................3..................................................................3.......................................................................................1 2.............................v ÍNDICE.......1 Introdução ........4...........................................................2..............................................................................................3 Propostas de arquitecturas de integração.............................. viii ÍNDICE DAS TABELAS ....30 3....4 Arquitectura IMS .......................25 3.....................................22 3......3............................27 3.....................2.............3 Estrutura da tese........................4 2 IMS (IP Multimedia Subsystem) ..............................2 Modo Broadcast....................7 2....................................16 MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) .........................................................................................................................1.....7 2.......................3....................................6 2..........................1 Estado de Arte..................................x LISTA DE SÍMBOLOS .....................2...............................................28 3..........................4.......7 2...................2 4 Arquitectura do MBMS......3 2.............................................41 4........................................................................1 1....3..............2............. xvii 1 Introdução .........................................3.........................42 vi ...........................................................3..............................................................................................................................................22 3...........................12 3GPP 2(Third Generation Partnership Project 2) ........................................1 2.......................2.3....................12 Exigências Arquitecturais ..........1 1...........................................1 Proposta de integração do IMS-MBMS para a rede 3GPP R7/R8 .................................................................................................................. iii RESUMO ............................... xvi NOTAÇÃO E TERMINOLOGIA ........................................................3...........................2 2..........3..........34 Integração do MBMS numa arquitectura IMS ..........................9 2.....ÍNDICE AGRADECIMENTOS .................................................................................26 3...............39 4.....13 Descrição das entidades e funcionalidades do IMS ........................................6 2.........22 3.............. vi ÍNDICE DAS FIGURAS .3...2....4 2......................................................................................

...............................................................................................................................49 Entidades da rede .................67 Avaliação de desempenho para os algoritmos básicos .......54 Escalonamento e Controlo da congestão...................................4 Serviços em tempo não real ..3..................................................................2..................122 Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas ..................................................................4.....58 4.2 Conceito de algoritmo de escalonamento ..............1 Problemas e objectivos ............................................2....................3..................................2....................................77 5...........................1 4..3.........46 3GPP SAE/LTE .......................2 Escalonamento distribuído entre camadas (Cross Layer)............2.3...............125 Referências ....................................3 Optimização de escalonamento Broadcast/Multicast para serviços móveis .........................77 Proposta de Algoritmos estendidos ...67 5......................................3 4..65 5....................................63 Escalonamento adaptável baseado no feedback da RAN ..........1..................2 Entidades da rede .....4.55 4............93 6.........4.........................................................2...............1 5................1 4....4.............................................3..................................................1 5....1........................................................................86 6 Conclusões...................................................................................95 Anexos ..................................66 5.....1.................................................4............58 Escalonamento de serviços Carousel (Retransmissão periódica) ...........2 Resultados Obtidos ...........1.......................................................1 Trabalho desenvolvido ...............................................4 4..................2 4............................50 Protocolos de rede e interfaces......127 vii ..3 Trabalho Futuro ...................................2 Resultados...........45 4....47 A arquitectura evoluída de serviço.....116 Anexo C – BM-SC como sendo a nova entidade introduzida ...............................................97 Anexo B – Tarifação no IMS........82 5..........................3............................3.................................................................46 4.....................................................................................4...2 4.....3.............4................91 6.....................2......................2 Proposta de integração IMS-MBMS para uma rede Evoluída/Convergida....4.......................................................................1 Avaliação de desempenho para os algoritmos com extensão .....................3 Algoritmo existente .....................3...3.....96 Anexo A – Redes Móveis ..............................61 Serviços de streaming em tempo real....................................................1 4.................................................................3....1 Introdução .......63 5 Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do serviço Carousel (Retransmissão periódica) ......................2......5 4.....4 Arquitecturas de referência .....65 5...............1...............................................................3..91 6......3 4..1 Introdução ....................................................................3.......56 4..................................................55 4.......43 Protocolos e interfaces de rede...............................

...........................................................................................81 Figura 36 – Comparação dos algoritmos básicos de escalonamento Carousel .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................78 Figura 31 – Desempenho do algoritmo On-line com erro ..........................................8 Figura 2 – O IMS e a sua relação com sistemas de comunicações existentes [49] ...48 Figura 21 – Arquitectura evoluída da integração IMS-MBMS [50]................24 Figura 12 – Modo Broadcast ................................. Unicast (esq........................19 Figura 7 – Distribuição Unicast [53] ...........................8 Figura 3 – Arquitectura do UMTS Release 05 [3]......................................................90 Figura 40 – Rede GSM [3]..47 Figura 20 – Estrutura SAE/LTE do 3GPP [31........................................................................66 Figura 26 – Interacção entre as entidades da rede ................................ 50].................................................................67 Figura 27 – Parte de um ciclo de Broadcast [39] .............70 Figura 29 – Heurística para divisão itens em k buckets [39] ..............................23 Figura 10 – Diagrama de solução MBMS para Multicasting [53]....89 Figura 39 – Eficiência dos algoritmos com erros e modificados....................15 Figura 6 – Estrutura do HSS [49] .................................................87 Figura 37 – Comparação dos diferentes números de buckets ...........................53 Figura 24 – Proposta de escalonamento de camada cruzada [50] ......................50 Figura 23 – Estrutura funcional do Serviço Enabler de Broadcast/Multicast [50] ......................24 Figura 11 – Multicasting com MBMS [52] .... 50] ................ 35.................................................. 50] ..........29 Figura 15 – Arquitectura MBMS [50] .....................35 Figura 17 – Arquitectura de integração (IMS-MBMS R7/R8) [50] .....................................................22 Figura 8 – Diagrama do serviço CBS ..........................................................26 Figura 13 – Modo Multicast ................................................................................................................................................................88 Figura 38 – Eficiência dos algoritmos levando em consideração os erros .........................................10 Figura 4 – Arquitectura do UMTS Release 06 [3]...............................................11 Figura 5 – Arquitectura do IMS por camadas [49] .............................105 viii ............................................................. 53] .............................69 Figura 28 – Construindo um ciclo de Broadcast [39]................................................................27 Figura 14 – Fases do Serviço MBMS [31.................................................................................................................30 Figura 16 – Exemplos das classes de serviços UMTS e aplicações [7]..................................................57 Figura 25 – Comparação da entrega de dados.........23 Figura 9 – IP Multicast [52]................................................................................................................104 Figura 44 – Rede 3G (3GPP R99) [3].........................................) e Broadcast/Multicast (dir..........49 Figura 22 – Projecto da entidade de rede da proposta de integração evoluída [50] ...........80 Figura 33 – Desempenho do algoritmo on-line com buckets com erro ............................................................81 Figura 35 – Desempenho do algoritmo PFQ com erro .............................................................42 Figura 18 – Projecto de entidade de rede da proposta de integração do R7/R8 [31................................80 Figura 34 – Desempenho do algoritmo PFQ sem erro ...................................................99 Figura 42 – Introdução do EDGE para o Sistema GPRS [3].....79 Figura 32 – Desempenho do algoritmo On-line com buckets sem erro.............................................................................................................................) ..............................................................................ÍNDICE DAS FIGURAS Figura 1 – Aplicações com ligações peer – to – peer [49] ..............43 Figura 19 – Estrutura de Broadcast/Multicast do TISPAN [31............................................72 Figura 30 – Desempenho do algoritmo On-line sem erro....................................................................................................98 Figura 41 – Rede GPRS [3] ....................................................................................................100 Figura 43 – Arquitectura da Rede Núcleo [49].......

..........................................122 ÍNDICE DAS TABELAS Tabela 1 – Aplicações Broadcast e Multicast [13].......................................................................................................................113 Figura 50 – Desactivação do contexto PDP pela MS ...........................86 Tabela 4 – Comparação das características dos algoritmos de escalonamento ......90 Tabela 5 – Mapeamento das Classes de QoS no UMTS em Classes DifferServ de PHB ..............................................................................................................................................37 Tabela 2 – Tabela de inicialização de R(i)........................106 Figura 46 – Arquitectura do RAN [49]...............................................................................................................................................................................................................................................................................................115 ix ........................................109 Figura 48 – Activação do contexto PDP pela MS...........................................83 Tabela 3 – Mapeamento da Congestão e da Prioridade..........................117 Figura 53 – Arquitectura IMS de tarifação on-line [49] ...........115 Tabela 6 – Atributos de QoS para as classes UMTS ................119 Figura 54 – Estrutura funcional do BM-SC na rede UMTS [31.........................114 Figura 52 – Arquitectura IMS de tarifação off-line [49]..............................................Figura 45 – Rede 3G (3GPP R4) [3]........................113 Figura 51 – Desactivação do contexto PDP pela rede .................................................106 Figura 47 – Arquitectura da QoS [7] .....111 Figura 49 – Activação do contexto PDP pela rede ............... 50] ...........................

LISTA DE ACRÓNIMOS 1G 1 rd Generation 2G 2 rd Generation 2.5 Generation 3G 3 rd Generation 3GPP Thrid Generation Partnership Project 3GPP2 3G Partnership Project 2 AAL2 ATM Adaptation Layer 2 AAL5 ATM Adaptation Layer 5 AKA Authentication and Key Agreenment AMC Adaptive Modulation and Coding AMPS Advanced Mobile Phone System ANSI American National Standards Institute APN Access Point Name AS Application Server ATM Asynchronous Transfer Mode AUC Authentication Center BCF Bearer Charging Function BG Border Gateway BGCF Breakout Gateway Control Function BICC Bearer Independent Call Control BM-SC Broadcast Multicast – Service Center BM-SE Broadcast-Multicast Service Enabler BSC Base station Controller BSS Base station Subsystem BTS Base Transceiver Station CAMEL Customized Applications for Mobile Network Enhanced Logic CAP CAMEL Application Part CBS Cell Broadcast Service CCF Charging collection function x .5G 2.

Data Only EV-DV Evolution – Data and Voice FDD Frequency Division Duplex FDMA Frequency Division Multiple Access FEC Forward Error Correction FLUTE File delivery over Unidirectional Transport FSC Fast Scheduling FTP File Transfer Protocol GERAN GPRS/EDGE Radio Access Network GMSC Gateway MSC GMSK Gaussian minimum shift keying GGSN Gateway GPRS Support Node xi .CDMA Code Division Multiple Access CDR Charging data record CGF Charging Gateway Function CN Core Network CP Content Provider CRC Cyclic Redundancy Check CS Circuit switched CSCF Call Session Control Function D-AMPS Digital AMPS DNS Domain Name Server DSCP Differentiated services code point DSL Digital suscriber line DVB Digital Video Broadcasting DVB-H Digital Video Broadcasting – Handheld ECF Event Charging Function ECC Error control codecs EDGE Enhanced Data rates for GSM Evolution ESG Electronic Service Guide ETSI European Telecommunications Standards Institute EV-DO Evolution .

GMSC Gateway MSC GPRS General Packet Radio Packet Service GSM Global System for Mobile Communication GSN GPRS Support Nodes GTP GPRS tunnel HARQ Hybrid Automatic Request HLR Home Location Register HSDPA High Speed Downlink Packet Access HS-PDSCH High Speed Physical Downlink Shared Channel HSS Home Subscriber Server HSS/AuC Home Subscriber Service/Authentication Center HTTP Hypertext Transfer Protocol HTTPS Hyper text Transfer Protocol I-CSCF Interrogating-CSCF IETF Internet Engineering Task Force IGMP Internet Group Manangement Protocol IMSI International Mobile Subscriber Identity IMS IPMultimedia Subsystem IMS-MGW IP Multimedia Subsystem-Media Gateway Function IMT-2000 International Mobile Telephony 2000 IP Internet Protocol IPv4 Internet Protocol version 4 IPv6 Internet Protocol version 6 ISC IMS Service Control ISDN Integrated Services Digital Network ISIM IP Multimedia Services Identity Module ISUP ISDN User Part ITU International Telecommunications Union LCS Lcation Service LTE Long-Term Evolution MBMS Multimedia Broadcast Multicast Service xii .

MDFC Media Delivery Function Controller MDFP Media Delivery Function Processors MEGACO Media Gateway Control MGCF Media Gateway Control Function MGW Media Gateway MIMO Multiple Input Multiple Output MLD Multicast Listener Discovery MME Mobility Mnagement Entity MMS Multimedia Messaging Service MRF Media Ressource Function MRFC Multimedia Resource Function Controller MRFP Multimedia Resource Function Processor MS Mobile Station MSC Mobile services Switching Center MSC/VLR Mobile Switching Centre/Visitor Locator Register MT Mobile Terminal NA Network Access NGN Next-Generation Network NMT Nordic Mobile Telephone OCS On-line Charging System OMA Open Mobile Alliance OSI Open Systems Interconnection P2P Peer to Peer PCC Policy and Charging Convergence PCRF Policy and Charging Rules Function P-CSCF Proxy – Call Session Control Function PDA Personal digital assistant PDC Personal Digital Communication PDF Policy Detection Function PDN Packet Data Networks PDP Packet Data Protocol xiii .

PFQ Packet Fair Queuing PHB Per-Hop Behavior PIM Protocol Independent Multicast PLMN Public landing mobile network PoC Push to talk Over Cellular POTS Plain old telephone service PS Packet switched PSI Public service identifier PSK Phased Shift Keying PSTN Public Switched telephone Network PtM Point-to-Multipoint PtP Point-to-Point QoS Quality of Service RAB Radio Access Bearer RADIUS Remote Authentication Dial In User Service RAN Radio Access Network RNC Radio Network Controller RNS Radio Network System RTCP Real Time Control Protocol RTP Real Time Protocol RRC Radio Resource Control RRM Radio Ressource Management SAE Service Architecture Evolution SCF Session Charging Function SCIM Service capability interaction manager S-CSCF Serving-CSCF SDP Service Description Protocol SFTP SSH File Transfer Protocol SGSN Serving GPRS Support Node SGW Signalling gateway SIP Session Initiation Protocol xiv .

SLF Subscription Locator Functional SMS Short Message Service TACS Total Access Communication System TCP Transmission Control Protocol TDD Time Division Duplex TDMA Time Division Multiple Access TE Terminal equipment TID Tunel Identifier TISPAN Telecoms & Internet Services & Protocols for Advanced Network TRAU Transcode and Rate Adapatation Unit UA User Agent UDP User Datagram Protocol UE User Equipment UMTS Universal Mobile Telecommunications System UPE User Plane Entity URL Uniform Resource Locator USIM UMTS Subscriber Identity Module UTRAN UMTS Terrestrial Radio Access Network UWC Universal Wireless Communications VLR Visitor location registers VMSC Visitor MSC WCDMA Wideband Code Divison Multiple Access WiMAX Worldwide Interoperability for Microwave Access) WLAN Wireless Local Area Network XML eXtensible Mark-up Language xv .

LISTA DE SÍMBOLOS ai Quantidade de dados b Largura de banda básica ci Nível de congestão dj Tempo médio de transmissão por bucket E (li) Probabilidade de um erro ocorrer fi Frequência de um item i g Factor de congestão Ij Item mais abaixo no bucket j li Tempo necessário para fazer envio do serviço M Nº total de itens de informação no servidor de dados N Tamanho de um ciclo pi Probabilidade de pedido de serviço qj Tempo médio de transmissão Q Tempo actual R(i) Instante em que foi feita a ultima radiofusão si Espaçamento óptimo tcyc Tempo necessário para a transmissão de um ciclo inteiro tcyc_max Tempo máximo necessário para a transmissão de um ciclo inteiro ti_guar Tempo médio de acesso garantido toptimal Tempo médio de acesso total óptimo toverall Tempo médio de acesso total xi Prioridade de um item i λ Taxa de erro variável ∆t Valor de adaptação do algoritmo as necessidades específicas θ Coeficiente parametrizado xvi .

]”. embora já exista algum consenso na passagem de alguns termos técnicos para Português. no entanto.] da rede UMTS [.. deste modo.] para uma abordagem Broadcast [... pois são estes os mais conhecidos e usados.NOTAÇÃO E TERMINOLOGIA Notação Geral A notação utilizada ao longo do documento segue a convenção apresentada a seguir: ♦ Texto sublinhado ou negrito – utilizado para realçar uma palavra ou expressão no meio de um parágrafo. por manter certos termos e acrónimos em Inglês. Terminologia Ao longo do trabalho utilizou-se a Língua Portuguesa.]”... ♦ Texto numerado – para indicar uma referência bibliográfica. exemplo “ [.. Inglês).] permitir uma maior eficiência da rede [. ♦ Letras Maiúsculas – utilizadas para referenciar acrónimos... exemplos: “ […] complementaridade de novas técnicas e tecnologias com as existentes [1] ”. ♦ Texto em itálico – para palavras em língua estrangeira (isto é. exemplo: “ [. o seu uso ainda não é generalizado... xvii . Ao longo do trabalho optou-se.. exemplo: “ [...]”.

de modo a permitir a apresentação do mesmo. Em consequência o modo Multicast do MBMS está associado com a subscrição e a autorização antes de se juntar ao grupo. as transmissões ocorrem não obstante a presença do utilizador em uma dada área. Além disso. O serviço Streaming fornece um fluxo de informação multimédia contínuo (por exemplo áudio. vídeo). Os serviços Broadcast são activados localmente no terminal enquanto no modo Multicast um grupo Multicast tem que ser formado antes que a recepção dos dados de serviço seja disponibilizada.Capítulo 1 – Introdução 1 Introdução O Capítulo 1 inicia com um conjunto de questões introdutórias relacionadas com a contextualização e motivação subjacentes ao trabalho. Permite aplicações que empregue funcionalidades da rede através das interfaces abertas padronizadas. No caso do modo Broadcast. O 3GPP (Third Generation Partnership Project) definiu dois modos de operação: o modo Broadcast e o modo Multicast. enquanto no modo Multicast transmissões ocorrem nas áreas onde há subscritores a servirem. O IMS tem uma arquitectura por camadas que consiste nos seguintes planos: Plano de Transporte. serviço de activação/iniciação no servidor de aplicação e aprovisionamento da informação da rede às aplicações do IMS. o 3GPP classifica dois tipos de serviços de utilizador do MBMS de acordo com o método usado para distribuir serviços. As funções principais da rede núcleo do IMS podem ser classificadas em três categorias: Gestão de sessões multimédia. Plano de Serviço e Plano de Utilizador O MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) é considerado primeiramente como um serviço unidireccional ponto-multiponto (p-t-m) que permite que dados sejam transmitidos de uma única fonte para múltiplos receptores. O 1 .1 Estado de Arte O IMS (IP Multimedia Subsystem) é um subsistema de controlo overlay de aplicações multimédia baseado em IP para redes móveis da terceira geração. 1. Plano de Controlo. É padronizado pelo 3GPP release 05 e 06 para suportar serviços multimédia baseados em IP no sub domínio de PS (Packet-switched) como parte da rede núcleo do UMTS (Universal Mobile Telecommunications System) fornecida a um subscritor móvel.

o TISPAN (Telecom and Internet converged Services and Protocols for Advanced Networks) apresenta uma estrutura baseada em IP. [31] [32]. [13]. O MBMS estende a arquitectura existente do UMTS e GPRS (General Packet Rádio Service). O projecto de TISPAN permite definir ou adaptar subsistemas novos e adicionais a existente arquitectura. Quase todos os nós afectados podem ser actualizados por updates de software para fornecer as funcionalidades necessárias do MBMS. As especificações do MBMS release 06 não consideram o IMS e assim não utilizam nenhuma das funcionalidades do IMS.Capítulo 1 – Introdução serviço de Download de ficheiros é usado para entregar ficheiros de dados binários sobre uma portadora MBMS. Embora o 3GPP proponha considerar a possível integração do IMS e do MBMS na release 07. de redes que convergem. 2 . Da mesma maneira a evolução dos sistemas celulares UMTS/HSDPA (High Speed downlink Packet Access) permitirá entregar eficientemente serviços de IPTV com suporte da mobilidade. A integração do IMS e do MBMS requer uma investigação e uma análise completa das várias possibilidades de integração de arquitecturas e estruturas de comunicação/sinalização. É imperativo compreender e definir interfaces e nível de interacções dentro das várias entidades funcionais. no projecto IST FP6 designado por C-Mobile os seus parceiros estudaram todas as possíveis integrações não somente no topo da rede celular mas também em outras redes da transmissão tais como DVB-H. com multi serviço padronizado genérico. funções de Segurança. A entrega de ficheiros pode usar Carousels (Retransmissões periódicas) a fim de entregar repetidamente dados do ficheiro. É responsável por fornecer funções de Adesão. funções de Proxy e de Transporte e controla o estabelecimento da sessão e a entrega dos dados sobre as duas interfaces de referência adicionados: Gmb e o Gi [12]. o IMS aparece como uma extensão da arquitectura UMTS. Apenas uma entidade funcional completamente nova é adicionada: o BM-SC (Broadcast/Multicast Service Centre) como a unidade central do processador. Actualmente o sistema celular fornece estes serviços baseados somente em um esquema de comunicação do tipo Unicast. Comparado com o MBMS o IMS foi projectado para suportar canais Unicast e suportar assim somente o estabelecimento de comunicação ponto a ponto baseado na portadora Unicast. multi protocolo e multi acesso. Considerando o IMS como a tecnologia emergente para convergência fixa e móvel. No release 05 do 3GPP.

o IMS possibilita a integração dos diferentes serviços oferecendo mais e melhores serviços aos clientes.Retransmissão periódica (On-line algorithm. Finalmente. As transmissões adaptáveis podem oferecer a qualidade mínima aceitável em áreas congestionadas com melhor qualidade de transmissões nas áreas onde existir mais largura de banda disponível. bem como o impacto que essa integração terá na arquitectura da rede UMTS. estudar os mesmos algoritmos já com extensões. não só levando em conta os erros mas também a congestão e os níveis de prioridade. 3 . O IMS usa o SIP (Session Initiation Protocol) do IETF a fim de controlar a sessão multimédia. A capacidade de escalonar transmissões quando possível e adaptar o conteúdo e os dados aos recursos actuais da rede poderá melhorar o custo/desempenho do MBMS e de outras tecnologias da transmissão usadas. O escalonamento das transmissões para conteúdos em tempo real pode ajustar os picos do uso do recurso. não obstante existir outras ferramentas. são pequenos comparados com as capacidades da largura de banda no núcleo da rede. Bucketing algorithm and Adaptation of Packet Fair Queueing). baseados em políticas predeterminadas. sem levar em conta os erros de transmissão numa primeira fase. 1. pretendendo-se contribuir com um estudo sistemático para o aprofundamento e esclarecimento de alguns aspectos relativos à integração do serviço MBMS no IMS. Também é objectivo deste trabalho estudar os três tipos de algoritmos básicos de escalonamento para o serviço . os objectivos deste trabalho inserem-se no enquadramento anteriormente referido. O MBMS fornece um meio eficiente para distribuir simultaneamente dados a um grande grupo de utilizadores. os recursos da rede. A ferramenta utilizada para a implementação da simulação para a análise de desempenho dos três algoritmos foi o Matlab. e em particular a capacidade da ligação rádio. Entretanto.Capítulo 1 – Introdução Adiciona um conjunto de novas funções ligadas por novas interfaces padronizadas. Numa segunda fase será levada em conta os erros de transmissão e numa terceira fase. Fornece QoS por meio de reserva de recursos e permite aos operadores novos esquemas de tarifação para sessão multimédia.2 Objectivos Em termos gerais.

Capítulo 3: Fala da necessidade de passar dos actuais esquemas de distribuição de informação (Unicast e CBS) no UMTS para um novo serviço MBMS. é feita uma pequena introdução uma vez que o mesmo ainda se encontra em estudo. Para isso começa por fazer uma análise funcional ou seja da estrutura funcional do BM-SC na rede UMTS e da descrição das entidades que fazem parte dessa estrutura. 4 .3 Estrutura da tese Após a introdução sobre o enquadramento e objectivos do trabalho realizado. apresentando as suas arquitecturas. a descrição das entidades e funcionalidades do IMS. Ainda neste capítulo é feita uma abordagem sobre os dois tipos de arquitecturas propostas para as possíveis integrações do MBMS com o IMS ou seja da proposta de integração do IMSMBMS para o 3GPP R7/R8 com a sua respectiva arquitectura de integração e as respectivas entidades da rede assim como da proposta de integração IMS-MBMS para uma rede evoluída/convergida da SAE (Service Architecture Evolution) e LTE (Long Term Evolution) na 3GPP e pelo TISPAN. Capítulo 4: Apresenta uma síntese do IMS e do MBMS apresentado nos capítulos 2 e 3 para depois começar por falar das possíveis arquitecturas de integração do MBMS no IMS. também com a sua arquitectura de integração e suas respectivas entidades de rede. Por fim são descritas as modificações introduzidas na arquitectura da Rede UMTS com a introdução do serviço MBMS e o conceito dos serviços MBMS. Apresenta uma pequena descrição das duas Releases do UMTS no âmbito do 3GPP onde realmente foi introduzido o IMS (Release 05 e Release 06). Capítulo 2: Aborda o IMS ou seja o significado do IMS e porquê foi desenvolvido. Também em paralelo este capítulo apresenta uma análise das interfaces e os níveis de interacção entre as várias entidades funcionais. Ainda neste capítulo são apresentadas as exigências arquitecturais do IMS. assim como outras considerações. Com isso são descritos em detalhes esses mesmos esquemas.Capítulo 1 – Introdução 1. Relativamente ao Release 07. apresenta-se o desenvolvimento da tese estruturado em seis capítulos: Capítulo 1: Apresenta uma pequena introdução sobre o enquadramento e objectivos desta tese de Mestrado.

Também fala da optimização do escalonamento para serviços móveis Broadcast/Multicast assim como da classificação dos três tipos de serviços em MBMS. Uma pequena abordagem da Qualidade de Serviço em Redes UMTS. É feita um estudo sobre os algoritmos existentes e das extensões propostas para os mesmos algoritmos. 5 . Anexo A: Apresenta uma visão geral de Redes Móveis e sua evolução em termos de tecnologia e de serviços. Capítulo 5: Este capítulo é dedicado ao estudo do escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do serviço Carousel. Ainda neste capítulo é feita uma apresentação geral da rede UMTS. No fim deste documento. Anexo D: Faz uma descrição das novas interfaces introduzidas. passando pela sua evolução ou seja do 1G até o 3G. Finalmente são apresentados os resultados obtidos tanto para os algoritmos básicos como para os mesmos já com extensão. assim como das novas entidades melhoradas. descrevendo a sua estrutura funcional. tal como algumas sugestões a serem considerados em trabalho futuro. Depois é feita uma breve descrição sobre o conceito de algoritmo de escalonamento. Capítulo 6: O último capítulo é destinado às conclusões e comentários finais deste trabalho. usando o Matlab como ferramenta para a simulação. para melhorar o desempenho dos mesmos. Anexo B: Faz uma descrição do sistema de tarifação no IMS Anexo C: Faz uma descrição do BM-SC como sendo a nova entidade introduzida no MBMS. assim como os diversos tipos de escalonamento propostos. da CN e da RAN. desde os seus serviços e as suas potencialidades. uma vista geral da rede UMTS. É feita uma introdução sobre o tema passando pelos problemas e objectivos. falando por exemplo da activação/desactivação do contexto PDP e do mapeamento das classes de QoS no UMTS também é apresentada. serviços esses classificados de serviços em tempo real e não real.Capítulo 1 – Introdução É apresentado também uma visão do que é o escalonamento e seu objectivo. são apresentados quatro Anexos com informação auxiliar que permitem uma melhor compreensão dalgumas partes dos textos apresentados.

chat. Em adição. 11]: 6 . Como resultado. Seguindo a filosofia geral do UMTS. serviços multimédia em tempo real e em tempo não real podem facilmente ser integrados sobre um transporte baseado em IP comum. todos eles baseados num pequeno conjunto de potencialidades [6. pelo menos na área da provisão da QoS. estes serviços podem interligar directamente com todos os serviços disponíveis sobre a Internet. Uma sessão pode pedir diferentes níveis de QoS para cada componente de informação e modificar estes níveis durante o seu tempo de vida. conferência de voz e de vídeo etc. Consequentemente. Consequentemente o domínio PS fará com que eventualmente o domínio CS fique obsoleto. tais como áudio ou vídeo. O IMS usa o termo sessão no lugar de chamada: uma sessão inclui remetentes. e requerem componentes de mídia a ser sincronizados um com o outro. Apesar de muitos esforços para fornecer tal suporte. O IMS (IP Multimedia Subsystem) realça a conectividade básica do IP fornecido pelo UMTS adicionando entidades à rede para a gestão da instalação de sessão multimédia e controlo à provisão da QoS. chamadas telefónicas que aceitam voz e telefonia. a Internet não fornece ainda nenhuma garantia no atraso ou confiabilidade sobre a transmissão de pacote end to end. somente as potencialidades do serviço requerido para construir vários outros serviços. o IMS não padroniza nenhuma aplicação. receptores e sequência de dados que participam em uma aplicação. reduzindo assim o custo das redes UMTS.1 Introdução O serviço multimédia combina múltiplos componentes de informação. Finalmente. 10. os serviços existentes em circuito comutado como a voz podem ser substituídos na rede UMTS por serviços em tempo real baseados em IP comutados por pacote. Alguns dos serviços que podem ser fornecidos sobre o IMS são a telefonia de voz e de vídeo. os serviços actuais de multimédia requerem o suporte adicional da rede. Em compensação.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) 2 IMS (IP Multimedia Subsystem) 2. Existem numerosos serviços possíveis. as redes UMTS fizeram significativos progressos neste sentido. serviços de presença. mensagens instantâneas. enquanto uma simples conectividade IP permite que diversos tipos de informação sejam transmitidos sobre o IP em redes móveis.

1 Introdução O IMS (IP Multimedia Subsystem).2 Porquê foi desenvolvido o IMS? O novo paradigma de comunicação sobre redes de dispositivos móveis é baseado em IP. Estes serviços básicos podem ser controlados por AS (Application Servers – servidores de aplicação) externos para fornecer várias aplicações. • Serviços multimédia em tempo real de pessoa para pessoa. 7 . Estes terminais utilizam largos displays de alta precisão. • Descrição das potencialidades de informação. O IMS é uma arquitectura para a convergência de dados. voz e redes móveis. permitindo conferência de voz e de vídeo. com câmeras incorporadas e com muitos recursos para aplicações. é baseado no SIP (Session Initation Protocol . o IMS fornece: ƒ Facilidades de transmissão ponto a ponto e ponto a multiponto. • Comunicação genérica do grupo.2 Arquitectura do IMS e sua implementação 2. A capacidade de estabelecer uma ligação P2P entre os novos dispositivos móveis com IP é o ingrediente chave requerido (Figura 1). incluindo canais de TV. mas o SIP como protocolo é apenas uma parte dela. permitindo chat e mensagens instantâneas. 2. 2.Protocolo de Iniciação de Sessão). utilizados para permitir serviços em tempo real no topo de PS do sistema UMTS. • Streaming de serviços multimédia de máquina para pessoa. incluindo formatos dos códigos e taxas de dados. ƒ Facilidade de gestão de grupo. sessão de rádio nos dois sentidos. ƒ Capcidade de um AS externa de controlar a comunicação de grupo. jogos.2.to Peer).Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) • Identidades endpoint. incluindo números de telefone e nomes de Internet. que facilitam a partilha de Browsing. incluindo telefonia de voz. e é baseada num conjunto de protocolos. • Gestão genérica do grupo. Por exemplo. sendo na nova geração designados por entidades P2P (Peer .2. uniformizado pelo IETF (Internet Engineering Task Force).

O sistema de comunicação móvel foi dividido em três partes: terminais.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) Figura 1 – Aplicações com ligações peer – to – peer [49] A Figura 2 mostra uma rede onde o IMS introduz o controlo de sessão multimédia no domínio PS e traz ao mesmo tempo a funcionalidade CS. RAN (Radio access network) e núcleo de rede. Em IMS o termo RAN é substituído para "rede de acesso (NA) " porque um sistema IMS pode ser instalado também sobre redes de acesso não rádio (non-RAN). Figura 2 – O IMS e a sua relação com sistemas de comunicações existentes [49] 8 .

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

2.2.3

Arquitecturas de evolução do sistema UMTS onde foi introduzida o IMS

Nesta secção é feita uma pequena descrição das releases onde realmente foi introduzida o IMS
evidenciando o grau de importância que teve na arquitectura do sistema UMTS, releases estas
desenvolvidas pelo consórcio 3GPP. È dado um especial ênfase as releases 05 e 06 onde a
introdução do IMS trouxe benefícios para o sistema UMTS.
2.2.3.1 Release 05
Com os avanços tecnológicos efectuados nos últimos anos na Internet e nos telemóveis, assistese agora a uma convergência cada vez maior entre estes dois meios de comunicação. Portanto,
a Release 05 do UMTS representa uma mudança de filosofia, cujo objectivo é ter já o IP como
tecnologia de transporte em todas as partes da rede, o que significa que as futuras redes móveis
serão baseadas em comutação de pacotes end – to – end. A Figura 3 ilustra essa mudança de
filosofia. A arquitectura da rede núcleo sofre alterações de fundo, passando esta a ser uma rede
de pacotes, na qual se suportam os serviços de voz e os serviços de dados.
A maior novidade desta Release é ao nível da tecnologia de transporte na UTRAN, que passa
de ATM para IP. Nesta Release, as evoluções passaram por melhorias ao nível dos serviços de
localização (LCS) e a adopção do protocolo SIP (Service Initiation Protocol).
Desde que foi publicada a Release 99 muito se tem clarificado sobre as verdadeiras
capacidades da tecnologia 3G UMTS. Apesar do salto quantitativo dado em termos do ritmo de
transmissão máximo, parece ser plausível dizer que o UMTS ainda não consegue satisfazer, a
preços acessíveis, as previsíveis necessidades do tráfego, na componente de dados, para grande
parte dos serviços previstos pelo UMTS Fórum. Isto levou ao desenvolvimento de novas
tecnologias, em que o HSDPA (High-Speed Downlink Packet Access) [15] e o IMS (IP
Multimedia Subsystem) são bons exemplos.
O HSDPA é um canal partilhado para dados no sentido descendente, sentido onde se espera
uma maior necessidade de largura de banda, que veio permitir taxas de transmissão acima dos
10 Mbps (em comparação com os actuais 384 kbps, ou 2 Mbps em hot spots). Com a
introdução do HSDPA, novas técnicas foram simultaneamente introduzidas, entre elas o AMC
(Adaptive Modulation and Coding), o HARQ (Hybrid Automatic Request), para o tratamento
de erros de transmissão, o Fast Scheduling e o Channel Quality Feedback.

9

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

Por outro lado, o IMS teve como fundamento a independência da tecnologia de acesso,
tornando-se o fundamental na convergência de redes. Permitiu suportar aplicações que
envolvem diferentes fontes de informação (por exemplo, dados gerados por computador,
imagens e texto, e dados analógicos, tais como áudio/vídeo) com a possibilidade de acrescentar
e abandonar componentes durante a sessão. Foram ainda alteradas as ferramentas USIM e
aspectos relacionados com a transferência de mensagens e segurança.
Observando a arquitectura do 3GPP Release 05 (Figura 3) é fácil encontrar as novas entidades
introduzidas, o HSS (Home Subscriber Server) e o IMS. O HSS é a base de dados principal
para um dado utilizador, sendo a entidade que contém informação relativa à subscrição de
suporte das entidades de rede que realmente gerem as chamadas e sessões.
Esta Release foi dada como terminada em Março de 2002, embora só tenha efectivamente
terminado em Junho de 2002.

Figura 3 – Arquitectura do UMTS Release 05 [3]

2.2.3.2 Release 06
A crescente necessidade do utilizador em termos de serviços que combinem componentes em
tempo real e tempo não real, disponíveis tanto em ambientes móveis e fixos, levou à
necessidade da Release 06 aumentar e melhorar as funcionalidades e serviços existentes
10

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

incluindo o OSA, a QoS, o LCS, o MMS, a segurança, a GERAN e a interface rádio. A partilha
de redes foi outra funcionalidade introduzida nesta Release, o que possibilitou a ligação da
mesma UTRAN a diferentes redes núcleo de diferentes operadores, permitindo a partilha dos
elementos da RAN e dos recursos rádio.
As principais alterações nesta fase foram a actualização do IMS (IMS Fase 2) e a interligação
entre o UMTS e outras tecnologias de acesso rádio, tais como a WLAN (Wireless LAN). O
facto de o UMTS oferecer benefícios ao nível da cobertura de zonas extensas, mobilidade total
e maior segurança, e pelo contrário a WLAN ser uma tecnologia útil para o acesso à Internet
com uma elevada velocidade mas com uma baixa mobilidade e com utilizadores estáticos,
levou à integração das duas redes.
Para além das alterações referidas, foram introduzidas novas funcionalidades como o MBMS,
que introduziu o Broadcast e o Multicast na rede UMTS, permitindo a partilha dos recursos da
rede e deste modo uma maior eficiência da interface rádio. Observando a Figura 4 encontra-se
a nova entidade adicionada na rede UMTS, o BM-SC (Broadcast Multicast Service Centre),
sendo esta entidade importante para a introdução do MBMS.

Figura 4 – Arquitectura do UMTS Release 06 [3]

Relativamente aos serviços introduzidos, destacam-se o Serviço do tipo Push, o Serviço
Prioritário e o Serviço de Presença. O Serviço do tipo Push é uma tecnologia que veio permitir
à entidade fornecedora de conteúdos transferir informação para um determinado utilizador, sem

11

Adoptou as especificações do núcleo Release 05 IMS como uma linha de base. O aumento da eficiência espectral da interface rádio é um dos propósitos fundamentais nesta Release.3. Existe algumas diferenças entre as soluções 3GPP2 IMS e 3GPP IMS Release 05 devido 12 . por exemplo. gerando taxas de transmissão máximas teóricas bem acima dos 14 Mbps disponíveis hoje.3 Release 07 O trabalho da Release 07 do sistema UMTS começou no início do ano passado dentro do consórcio 3GPP. O seu papel é o de especificar o IMS como parte da solução do domínio de multimédia que contêm o subsistema de pacote de dados.4 3GPP 2(Third Generation Partnership Project 2) O 3GPP2 é um projecto para o desenvolvimento do sistema móvel da 3G para a comunidade ANSI (American National Standards Institute).3. também aumentando a taxa de transmissão média das células.2. dos seus dispositivos e serviços. suporte para continuidade de chamadas de voz. e PCC (Policy and Charging Convergence). também irá ser considerada nesta Release [45]. ao nível do IMS (fase 3) serão efectuados melhoramentos para acesso de redes fixas de banda larga. estando inicialmente prevista para o final de 2007 a sua conclusão. 2. melhorias da Rede Núcleo e IMS relacionadas à telefonia multimédia. A Release 06 foi dada como terminada em Maio de 2005. Por fim. 2. A integração de tecnologias rádio alternativas. Nesta Release também são esperados melhoramentos nalguns dos itens introduzidos nas duas Releases anteriores. redução de latência. Outros novos recursos do Release 07 incluem: avanços na RAN (Radio Access Network). como por exemplo as wireless LANs. o Serviço de Presença permite o acesso a informação da localização do utilizador. como conectividade contínua. O domínio multimédia e a rede de acessos CDMA2000 juntos formam a 3G do All IP do núcleo de rede em 3GPP2. O Serviço Prioritário permite o acesso prioritário de serviços a determinados utilizadores previamente autorizados.2. encontrando-se ainda em fase de estudo. onde o uso do sistema de múltiplas antenas MIMO (Multiple Input Multiple Output) está idealmente posicionado para o aumento da capacidade da rede ao nível dos recursos rádio disponíveis.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) que este a tenha previamente solicitado.

móvel ou sem fio) com funções PS. CDMA 2000. Pode ser obtido da rede home ou da rede visitada. • Assegurando a qualidade do serviço para serviços multimédia IP Na Internet pública. • Conectividade IP Para aceder a serviços IMS um cliente tem que ter conectividade IP. os atrasos tendem a ser elevados e variáveis. Os pacotes chegam fora de ordem e alguns são perdidos ou descartados. WiMAX. Arquitectura IMS 2.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) aos diferentes pacotes subjacentes e tecnologias de rádio.4. DSL).1 Exigências Arquitecturais As exigências básicas fixas do IMS 3GPP etapa 1 que guiam a maneira em que a sua arquitectura foi criada e como deve evoluir no futuro pode ser encontrado em [10]. como por exemplo (GPRS. Além disso. Interfaces abertas entre camada/plano de serviço e de controlo permitem elementos e chamadas/sessões de diferentes redes de acesso a serem misturados. requer-se que se use o IPv6 [16].4 Diferenças em soluções de tarifação. Através do IMS.2. Os UEs podem negociar parâmetros tais como: 13 . UMTS. • Acesso independente O IMS é projectado para ser acesso independente de modo que os serviços possam ser fornecidos sobre qualquer rede (fixo. Isto já não acontece com o IMS que fornece uma boa QoS. Velhos sistemas de telefone CS (POTS. GSM) são suportados através de gateways. • 2. Os principais resultados relacionados com o primeiro Release IMS são: • O controlo da política do IP entre o IMS e o subsistema de pacote de dados não são suportados em 3GPP2. os UEs (User Equipments) negociam as suas capacidades e expressam as suas exigências de QoS durante a sessão de estabelecimento SIP ou de um procedimento de modificação da sessão.2. WLAN.

¾ Frequência de transporte do pacote. um operador pode estar interessado em correlacionar a informação de tarifação gerada nos níveis de transporte e do IMS (serviço e conteúdo). sentido de tráfego. 18]: ¾ O elemento de controlo da política pode verificar se os valores negociados na sinalização do SIP são usados quando activado portadoras para tráfego de informação. ¾ O elemento de controlo de política pode receber notificações quando o serviço da rede de acesso da conectividade IP modificar. 17. Como sessões IMS podem incluir múltiplos componentes de informação (por exemplo. Isto permite a possibilidade de tarifar o chamado e de adicionar novos componentes de informação em uma sessão. Tarifa apenas o chamador ou o chamador e o chamado. baseando-se nos parâmetros de sinalização na sessão IMS.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) ¾ Tipo de informação. tamanho do pacote. • Controlo da política IP para garantir o uso correcto de recursos de informação O controlo da política do IP significa a capacidade de autorizar e controlar o uso do tráfego de portadora pretendida para informação em IMS. 14 . baseados em recursos usados no nível de transporte (tarifação inteiramente no nível de sessão do IMS). Os meios para o estabelecer podem ser divididos em três categorias diferentes [10. suspender ou liberar as portadoras de um utilizador associado com uma sessão. áudio e vídeo). taxa de bit. uso de RTP para certo tipo de informação. A arquitectura do IMS permite o uso de diferentes modelos de tarifação. • Modelos de tarifação Da perspectiva do operador ou do fornecedor de serviço a capacidade de tarifar utilizadores é uma obrigação em toda a rede. ¾ O elemento de controlo de política pode reforçar quando tráfego de informação entre pontos de extremidade da sessão SIP inicia ou termina. Isto requer a interacção entre a rede de acesso de conectividade IP e IMS. largura de banda. etc. Entretanto. requer-se que o IMS fornece meios de tarifação para componentes de informação.

RAN. Roaming IMS refere-se a uma configuração da rede em que a rede visitada fornece conectividade IP (por exemplo. Roaming GPRS significa a capacidade de aceder o IMS quando a rede visitada fornece o RAN e o SGSN e a rede home fornece o GGSN e o IMS.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) • Suporte para roaming A característica do roaming torna possível usar serviços mesmo que o utilizador não esteja situado geograficamente na área de serviço da rede home. A vantagem de roaming IMS comparado com o GPRS é o melhor uso dos recursos do Plano de Utilizador • Projecto por Camadas/Planos O 3GPP decidiu-se usar uma arquitectura por Camadas/Planos (Figura 5) para o projecto: ¾ Plano de Serviço ¾ Plano de Controlo ¾ Plano de Transporte Figura 5 – Arquitectura do IMS por camadas [49] 15 . SGSN. GGSN) e o ponto de entrada do IMS (isto é. P-CSCF) e a rede home fornecem as restantes funcionalidades do IMS.

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

Isto significa que os serviços de transporte e o de portadora estão separados da rede de
sinalização do IMS e do serviço de gestão de sessão. Serviços adicionais funcionam no topo da
rede de sinalização do IMS.
A aproximação por Camadas/Planos visa uma dependência mínima entre Camadas/Planos e
facilita a adição de novas redes de acesso ao sistema mais tarde. Quando as aplicações são
isoladas e as funcionalidades comuns podem ser fornecidas pela rede subjacente do IMS, as
mesmas aplicações podem funcionar com UEs usando diversos tipos de acesso.
2.2.4.2 Descrição das entidades e funcionalidades do IMS
Estas entidades são classificadas em seis categorias principais: gestão de sessão e função de
encaminhamento (CSCFs), bases de dados (HSS, HLR), elementos de interligação (BGCF,
MGCF, MGW), serviços (AS - servidores de aplicação, MRFC, MRFP), entidades de suporte
(PDF) e tarifação.

P-CSCF (Proxy – Call Session Control Function)

A P-CSCF é o primeiro ponto de contacto para o utilizador no IMS. Todo o tráfego de
sinalização SIP de ou para UE é feita via P-CSCF que se comporta como um proxy [4, 18, 19].
Significa que o P-CSCF valida o pedido, encaminha-o ao destino seleccionado, processando e
encaminhando a resposta. O P-CSCF pode comportar-se como um UA (user agent) [4, 18, 19].
Pode existir um ou mais P-CSCFs dentro da rede de um operador. As funções executadas pelo
P-CSCF são [18, 20]:
¾ Prover o encaminhamento SIP entre os móveis SIP e a rede IMS.
¾ Executar a política de controlo definida pela operadora da rede.
¾ Coordenar com a rede de acesso, autorizando o controlo de recursos e qualidade das
chamadas/sessões.
¾ Controlar os serviços oferecidos localmente pelos operadores.
¾ Enviar informação de contabilidade ao CCF (Charging Collection Function).

16

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

PDF (Policy Decision Function)

O PDF é responsável por tomar as decisões de política baseadas em sessão e em informação
relacionada com informação obtidas do P-CSCF. Age como um ponto de decisão de política
para o controlo de SBLP. São identificadas as seguintes funcionalidades:
¾ Armazenar a sessão/informação de informação.
¾ Gerir uma autorização que identifique o PDF e a sessão.
¾ Fornecer uma decisão da autorização de acordo com a sessão armazenada e
informação relacionada ao receber um pedido de autorização da portadora de GGSN.
¾ Revogar a decisão da autorização em qualquer altura.
¾ Capacidade para permitir/impedir o uso de uma portadora autorizada (por ex, PDP) ao
manter a autorização.
¾ Informar o P-CSCF quando a portadora (por ex, contexto PDP) for perdida ou
modificada. Uma indicação da modificação é dada somente quando a portadora é
actualizado ou depreciado de ou para 0 kbit/s.
¾ Passar um identificador de tarifação IMS ao GGSN e GPRS ao P-CSCF.
• I - CSCF (Interrogating- Call Session Control Function)
O I-CSCF é o ponto de contacto dentro da rede de um operador para todas as ligações
destinado a um subscritor. Pode haver múltiplos I-CSCFs dentro da rede. As funções
executadas pelo I-CSCF são:
¾ Contactar o HSS para obter o nome do S-CSCF que está servindo um utilizador.
¾ Atribuir um S-CSCF baseado nas potencialidades recebidas pelo HSS.
¾ Encaminhar pedidos SIP ou respostas ao S-CSCF.
¾ Emitir informação de contabilidade relacionada ao CCF.
¾ Fornecer uma funcionalidade chamada THIG (Topology Hiding Inter-network

Gateway) que pode ser usado para esconder a configuração, a capacidade e a
topologia da rede fora da rede de um operador.

17

Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem)

S-CSCF (Serving -Call Session Control Function)

O S-CSCF é o cérebro do IMS e está localizado na rede home. Executa sessão de controlo e
serviços de registo para UEs. Quando um UE for acoplado numa sessão, o S-CSCF mantém o
estado da sessão e interage com as plataformas do serviço e as funções de tarifação
necessitadas pelo operador de rede para o suporte dos serviços. Pode haver múltiplos S-CSCFs,
e podem ter diferentes funcionalidades dentro da rede de um operador. As funções executadas
pelo S-CSCF são:
¾ Segurar pedidos de registo, agindo como um registador [23]. Conhecer o endereço IP
do UE e que P-CSCF o UE está usando como ponto de entrada do IMS.
¾ Autenticar utilizadores por meio de autenticação e de acordo com a chave do IMS
AKA. O IMS AKA consegue a autenticação entre o UE e a rede home.
¾ Descarregar informações do utilizador e dados de serviço relacionados do HSS
durante o registo ou quando permite um pedido para um utilizador não registado.
¾ Encaminhar o tráfego do móvel de destino ao P-CSCF e o tráfego do móvel de origem
ao I-CSCF, ao BGCF (Breakout Gateway Control Function) ou a um AS.
¾ Executar sessão de controlo como um proxy ou como UA (User Agent) [18, 19].
¾ Interagir com as plataformas do serviço. A interacção significa a capacidade de
decidir quando um pedido ou uma resposta necessita de ser encaminhada a um
específico AS para um futuro processamento.
¾ Supervisionar temporizadores de registo e poder registar utilizadores quando
necessário.
¾ Executar a política de informação. O S-CSCF pode verificar o conteúdo do payload
do SDP e verificar se ele contêm os tipos de informação ou codificadores, que não são
permitidos.
¾ Manter temporizadores de sessão. O Release 05 não fornece os meios ao proxy para
saber o estado das sessões O. Release 06 corrige esta deficiência com temporizadores
de sessão.
¾ Emitir informação relacionada com contabilidade ao CCF para finalidades de
tarifação off-line e ao OCS (On-line Charging system) para finalidades tarifação online.

18

parâmetros de acesso e informação do serviço despoletado [21]. tais como servidores MSC/MSC. Figura 6 – Estrutura do HSS [49] • MRFC (Multimedia Resource Function Controller) O MRFC interpreta a sinalização SIP recebido através do S-CSCF e usa instruções do protocolo de controlo de gateway de informação ”MEGACO” (Media Gateway Control Protocol) para controlar o processador de função de recurso multimédia “MRFP” (Multimedia Resource Function Processor). Contêm o subconjunto (HLR/AUC). De forma similar o HLR fornece suporte às entidades do domínio CS. A funcionalidade do HLR é requerida para fornecer suporte às entidades do domínio PS. tais como SGSN e GGSN. O MRFC pode emitir a informação de contabilidade ao CCF e ao OCS. Isto permite o acesso do subscritor aos serviços do domínio PS. funcionalidade requerido pelo domínio PS e pelo domínio CS.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) • HSS (Home Subscriber Server) É o principal armazenamento de dados para todo o subscritor e dados de serviço relacionados com o IMS. Os principais dados armazenados no HSS incluem identidades do utilizador. informação de registo. Isto permite o acesso do subscritor aos serviços de domínio CS e suporta roaming para redes GSM/UMTS de domínio CS. 19 . que é usado para gerar dados dinâmicos de segurança para cada subscritor móvel. O AUC armazena uma chave secreta para cada subscritor móvel. A estrutura do HSS é mostrada na Figura 6.

são funções no topo do IMS. então o BGCF selecciona um MGCF. O MGCF 20 . • BGCF (Breakout Gateway Control Function) O BGCF selecciona a rede na qual o acesso à rede pública comutada deve ocorrer. O MGCF será responsável pelo inter funcionamento com a rede comutada. De forma similar todas as sessões IMS originadas pelos utilizadores do CS passam pelo MGCF. Executa as seguintes funções: ¾ Misturar os fluxos de entrada multimédia. ¾ Processar fluxos de multimédia (transcoding de áudio. o BICC (Bearer Independent Call Control). encaminhando a sessão ao IMS. Se o BGCF determina que o acesso vai ocorrer na mesma rede onde o BGCF está localizado. pedidos e instruídos pelo MRFC. • MGCF (Media Gateway Control Function) O MGCF é uma gateway que permite uma comunicação entre utilizadores do IMS e do CS. Entretanto.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) • MRFP (Multimedia Resource Function Processor) O MRFP fornece os recursos do plano do utilizador. As funções principais do AS são: ¾ Processar uma sessão inicial do SIP recebida do IMS. os AS são descritos aqui como partes da função do IMS porque são entidades que fornecem serviços de valor adicional multimédia no IMS. Todo o controlo da sinalização das chamadas dos utilizadores do CS que entram é destinado ao MGCF. O objectivo final é minimizar o percurso da chamada/sessão [18]. análise de informação). • AS (Application server) As servidoras de aplicação (AS) não são puras entidades do IMS. o BGCF envia a sinalização desta sessão a um BGCF ou MGCF (dependendo da configuração) na outra rede. e protocolos SIP. ¾ Originar pedidos SIP ¾ Emitir a informação de contabilidade ao CCF e ao OCS. que executa a conversão de protocolo entre o ISUP (ISDN User Part). ¾ Fornecer fluxos de multimédia (para anúncios multimédia). Se o ponto de acesso está em outra rede.

Distribui os pacotes IP que contêm a sinalização SIP da UE ao P-CSCF e vice-versa.Capítulo 2 – IMS (IP Multimedia Subsystem) controla também os canais de informação na entidade associada do plano de utilizador. o MGCF pode transmitir a informação do cliente ao CCF (charging collection function). GSM) e o IMS. • GGSN (Gateway GPRS Support Node) O GGSN possibilita a interacção com as redes de pacote de dados externas. Na maioria dos casos o IMS tem o seu próprio ponto de acesso. o GGSN atribui um endereço IP dinâmico à UE que é usado no registo do IMS. Termina a portadora de canal da rede CS e fluxos de informação da rede backbone (por exemplo. Cuida do encaminhamento de pacotes IP de informação IMS para a rede de destino. o IMSMGW (IMS Media Gateway). quando a UE iniciar uma sessão como um endereço de contacto da UE. 21 . • MGW (Media Gateway) O MGW fornece a ligação do plano de utilizador entre as redes CS (PSTN. O IMS-MGW é controlado pelo MGCF. Em adição. • SGSN (Serving GPRS Support Node) É responsável por executar ambas as funções de controlo e de supervisão do tráfego no domínio PS. Em adição. onde residem as aplicações e serviços baseados em IP. o IMS-MGW pode fornecer tons e anúncios aos utilizadores do CS. Age como um gateway para encaminhamento dos dados do utilizador e certifica também que as ligações recebam o QoS apropriado. A parte de controlo contém duas funções principais: gestão da mobilidade e gestão da sessão. Supervisiona também os serviços e recursos da rede 3G. A sua função principal é ligar a UE às redes de dados externas. fluxo RTP em uma rede IP ou em ligações AAL2/ATM no backbone do ATM). Quando a UE activar uma portadora (contexto PDP) para um ponto de acesso (IMS). executa a conversão entre estas terminações e faz a codificação e processamento de sinal para o plano de utilizador quando necessitado. Gera a informação de tarifação. A gestão da mobilidade ocupa da posição e do estado do UE e autentica tanto o subscritor como o UE. A rede de dados externa pode ser o IMS ou a Internet. A parte de controlo da gestão de sessão cuida do controlo da admissão da ligação e de todas as mudanças nas ligações de dados existentes.

o Unicast (Figura 7). 3. Uma das abordagens utilizadas para aumentar a capacidade é a redução do número de pacotes transmitidos ao longo da rede de acesso rádio. nomeadamente a rede UMTS.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) 3 MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) 3. mas antes uma evolução na consolidação e complementaridade de novas técnicas e tecnologias com as existentes. mostram que o sentido da evolução deverá passar pela utilização do IP (Internet Protocol) como tecnologia de transporte. As redes móveis. no sector das telecomunicações (infra-estruturas e terminais. ineficiente e ineficaz para as exigências dos potenciais serviços a serem introduzidos. isto é. Figura 7 – Distribuição Unicast [53] 22 . é procurar alternativas para o esquema de distribuição de informação na rede actualmente suportado. conduz-nos a uma tendência para a convergência a vários níveis. Surgem assim dois novos conceitos associados a esta abordagem.1 Introdução Os avanços tecnológicos nas áreas de multimédia informática. televisão digital e na Internet. No entanto e face ao desenvolvimento tecnológico já existente.2 Formas de distribuição / Solução MBMS Uma das preocupações da comunidade de investigação do UMTS. conduzindo a um desperdício da capacidade e consequentemente. não se espera que se observe uma revolução na forma de fazer telecomunicações. a um aumento dos custos. o envio da mesma informação para todos ou para certos grupos de utilizadores em redes móveis terrestres. serviços e mercados). ao longo dos anos. o Broadcast e o Multicast.

Apesar. O primeiro permite apenas o envio de pequenas mensagens com baixa largura de banda e sem qualquer qualidade de serviço (QoS). os dois serviços que fazem uso desta abordagem encontram-se definidos pelo 3GPP para a rede UMTS.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) Actualmente. Por outro lado. ambos possuem limitações. o serviço IP Multicast não oferece qualquer vantagem em termos de optimização da utilização dos recursos de rádio. Figura 8 – Diagrama do serviço CBS Figura 9 – IP Multicast [52] 23 . destes serviços introduzirem os modos Broadcast e Multicast. nomeadamente o CBS (Cell Broadcast Service – Figura 8) e o IP Multicast (Figura 9).

o 3GPP definiu um novo serviço (Figuras 10 e 11) designado por MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) de maneira a optimizar a utilização de recursos de rádio e simultaneamente reutilizar as funcionalidades existentes na arquitectura UMTS. mas por outro lado o MBMS tem problemas significativos de potência de transmissão. Isto significa que para um sistema limitado pela interferência como o UMTS. Figura 10 – Diagrama de solução MBMS para Multicasting [53] Figura 11 – Multicasting com MBMS [52] 24 . a redução da interferência é o principal responsável pelo aumento da eficiência espectral e consequentemente da capacidade do sistema. O serviço MBMS definido pelo 3GPP permite ultrapassar as limitações existentes actualmente. na medida que oferece uma maneira eficiente de transmitir a mesma informação de um remetente para vários destinatários através de um único canal. É necessária uma potência de transmissão significativa para oferecer o serviço MBMS com uma qualidade aceitável para todos os UEs numa determinada área [22].Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) Tendo em conta estas limitações.

3 MBMS no contexto do 3GPP Com a introdução da informação multimédia (ex. mas economiza recursos da rede no operador móvel: optimização da interface rádio. onde os utilizadores são informados de actualizações. onde os utilizadores escolhem e fazem o download de informação (utilizados na Internet) para os Serviços Push. a informação é apenas enviada uma única vez. implica algumas limitações. O MBMS é transparente para os utilizadores (eles recebem a mesma informação tal como as ligações p-t-p). Espera-se que este serviço seja muito usado nas redes celulares e portanto é necessário 25 . ao contrário das ligações p-t-p (ponto-aponto). Por exemplo. utilizando a sua própria frequência e time slot. Por esses motivos e com o intuito de tornar o UMTS verdadeiramente complementar ao DVB-H. em particular os serviços de notícias e entretenimento. ao contrário do que acontecia no serviço IP Multicast. vídeo ou imagens fixas) na rede. Além dos aspectos referenciados. o 3GPP definiu um novo serviço “o MBMS “ com dois novos esquemas de distribuição de informação. na rede actualmente definida [25]. áudio. O facto de estes serviços serem essencialmente distribuídos para um grande número de pessoas e a elevada largura de banda exigida por estes. a comunidade do UMTS tem procurado ao longo dos anos alternativas para o esquema de distribuição de informação na rede actualmente suportando “Unicast“ de forma a aumentar a capacidade da rede UMTS e a melhorar a eficiência dos recursos rádio. é já um facto que os serviços de transmissão digital DVB (Digital Video Broadcasting). Assim.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) 3. Segundo o 3GPP Release 06. o SGSN irá enviar a informação apenas uma vez para o RNC ao invés do número de Nodes B e UEs que pretendam receber a informação. Assim. Esta migração deveu-se essencialmente à ineficácia dos equipamentos móveis existentes e à banda estreita. especialmente ao nível dos recursos rádio. Isto permite uma distribuição eficiente da mesma informação para múltiplos destinatários. onde cada terminal recebe a informação em sessões p-t-p separadas. como era feito no tradicional GPRS. o MBMS é um serviço unidireccional em que a informação é transmitida de uma entidade para múltiplos destinatários. mudanças de serviços e notícias. texto. mais propriamente o DVB-H (Digital Video Broadcasting to a Handheld) estão bem definidos e em vias de serem disponibilizados em Portugal. Simultaneamente têm-se assistido à migração dos Serviços designados Pull. verificou-se um aumento da variedade de serviços.

o 3GPP definiu dois modos de operação no serviço MBMS. uma vez que a informação é enviada de uma entidade para todos os utilizadores. o método mais eficiente. tais como a televisão.1 Modos de operação do MBMS Uma das abordagens utilizadas para aumentar a capacidade e permitir uma eficiente distribuição da informação é a redução do número de pacotes transmitidos ao longo da rede. texto. Utilizando esta abordagem de forma a ultrapassar ou minimizar as questões acima referidas. 3. Figura 12 – Modo Broadcast 26 .3. É neste momento. a rádio e os jornais [12.3. 3. áudio. vídeo) de uma entidade para todos os utilizadores numa área de serviço Broadcast. apresentados a seguir. económico e popular de transmissão de informação para grandes massas noutras redes. Para se perceber como é que o MBMS funciona são descritos a seguir os modos de operação possíveis no MBMS. 26].1 Modo Broadcast O modo Broadcast (Figura 12): pode ser visto como uma transmissão unidireccional com uma distribuição “um-para-muitos” da informação multimédia (ex. Imagem. A Figura 12 ilustra como a rede pode ser configurada para transmitir uma variedade de serviços de elevada largura de banda a todos utilizadores dentro de uma área de serviço Broadcast.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) que as redes PLMN tenham capacidade de suportá-los eficientemente. Um exemplo de um serviço que usa este modo é a transmissão de anúncios de publicidade.1. Tem apenas um modo de transmissão designado por transmissão p-t-m.

no entanto é necessário uma subscrição ao serviço para acedê-lo.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) 3. consoante o número de subscritores do serviço. 26]. Um exemplo de um serviço que usa este modo é o serviço que permite visualizar os golos de um jogo de futebol. Figura 13 – Modo Multicast 27 . O modo de transmissão p-t-p é usado apenas quando existe um número reduzido de subscritores para um dado serviço. sendo mais adequado em termos de eficiência dos recursos rádio. uma vez que permite o uso de controlo de potência e retransmissões selectivas. O modo Multicast usa dois modos de transmissão. O Multicast é baseado nos princípios do Broadcast. por isso a distribuição de informação é controlada.1. p-t-m e p-t-p. A Figura 13 ilustra um exemplo de como a rede pode ser configurada para transmitir uma variedade de serviços de elevada largura de banda aos utilizadores que tenham previamente subscrito os serviços dentro de uma área de serviço Multicast.2 Modo Multicast Trata-se de uma transmissão unidireccional com distribuição p-t-m da informação multimédia de uma entidade para um grupo Multicast numa área de serviço Multicast. sendo necessária a subscrição do utilizador para aceder ao serviço [12.3.

• 3. Existem várias alternativas para efectuar o anúncio do serviço. e a cor azul as fases exclusivamente do modo Multicast. nos modos Broadcast ou Multicast. tornando as aplicações multiponto possíveis. De seguida são descritas as fases do Serviço MBMS [26. das quais se destacam: • Maior eficiência. isto é. 27]: • Subscrição – Nesta fase a ligação entre o utilizador e o fornecedor dos conteúdos é estabelecida. em vez de múltiplas transmissões de informação.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) A introdução do Multicast no UMTS irá trazer algumas vantagens. o utilizador dá o seu consentimento à rede para 28 . uma vez que elimina tráfego redundante.2 Introdução de novos serviços do tipo push. entre outros. • Economia da capacidade e dos recursos rádio na interface rádio e na rede. • Aplicações distribuídas. A informação da subscrição é armazenada na rede do operador. são apresentadas e descritas as diversas fases necessárias para receber a informação MBMS. Esta fase é apenas necessária para o modo Multicast. A cor castanha encontram-se as fases iguais em ambos os modos de um serviço MBMS. o que permite ao utilizador receber o serviço. o SMS (Short Message Service). • Desempenho optimizado.3. na medida que controla o tráfego de rede e reduz a carga dos servidores ao utilizar uma única transmissão. Fases do serviço MBMS Para uma correcta compreensão do modo de funcionamento do serviço MBMS. tais como o CBS. • Envio da mesma informação simultaneamente para um grande número de utilizadores pertencentes ao mesmo grupo. existem algumas diferenças entre os dois modos de operação. Web URL (Uniform Resource Locator). A Figura 14 ilustra as várias fases de um serviço MBMS. • Joining (Activação do serviço MBMS) – É o processo pelo qual o utilizador se torna membro do grupo Multicast. • Anúncio do Serviço – É iniciado pelo fornecedor dos conteúdos e permite informar os UEs (quer sejam ou não assinantes do serviço MBMS) dos serviços disponibilizados pelo fornecedor. Como o serviço MBMS no modo Multicast precisa previamente da subscrição do utilizador para aceder ao serviço.

Esta fase começa depois da fase Início de Sessão. • Notificação do MBMS – Informa os UEs da proximidade da transferência da informação Multicast/Broadcast. isto é. Os requisitos relativos à mobilidade são explorados nesta fase. o utilizador não quer continuar a receber informação de um serviço MBMS específico. • Término da Sessão – Liberta os recursos rádio quando não existe mais informação MBMS para ser transferida. Esta fase ocorre independentemente da fase activação/joining de um serviço pelo utilizador. • Transferência da Informação – É a fase onde a informação MBMS é transferida para os UEs. 53] 29 . Esta fase pode ocorrer depois da fase Início da Sessão e é apenas necessária no modo Multicast.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) receber informação de um serviço específico. Esta fase é apenas necessária para o modo Multicast. (a) Broadcast (b) Multicast Figura 14 – Fases do Serviço MBMS [31. • Leaving (Desactivação do serviço MBMS) – É o processo pelo qual o assinante deixa de ser membro do grupo Multicast. • Início da Sessão – Estabelece os recursos rádio para a transferência da informação MBMS na área Multicast/Broadcast.

no entanto a arquitectura permite tanto fontes de serviços Multicast/Broadcast internas como externas.1 Arquitectura do MBMS Para perceber correctamente o serviço MBMS é necessário conhecer as diferentes entidades que fazem parte da arquitectura do MBMS. A Figura 15 ilustra quais as entidades afectadas pela introdução do MBMS na arquitectura da rede UMTS Release 06. Figura 15 – Arquitectura MBMS [50] No MBMS.3. A interface Gp refere-se apenas ao caso onde o SGSN e o GGSN se encontrem em diferentes núcleos da rede.3. 3. o BM-SC. o BM-SC pode funcionar como a fonte dos serviços multimédia a serem transmitidos aos utilizadores.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) É importante referir que as fases subscrição. Fontes internas podem injectar directamente os seus dados no GGSN através da interface Gi. que é a entidade responsável pelo fornecimento e entrega dos serviços multimédia no MBMS. É também realçado o novo nó. Joining e Leaving são desempenhadas pelos utilizadores. enquanto as outras fases são desempenhadas para um serviço para todos os utilizadores.3.3 Arquitectura do MBMS e sua implementação 3. As fontes externas são ligadas ao GGSN através 30 .

Nesta arquitectura o SGSN executa funções de controlo para utilizadores individuais e une todos os utilizadores do mesmo serviço num mesmo serviço MBMS. As especificações 3GPP em [27]. podendo também suportar funções de segurança apropriadas para o MBMS. a UTRAN/GERAN. o UE deve ser capaz de receber e armazenar a informação MBMS. se os SGSN também reconhecerem IP Multicast então o GGSN pode transmitir os dados MBMS usando um endereço IP Multicast especial (apenas para a rede UMTS) e todos os SGSN que necessitam de receber esses dados podem subscrever este endereço IP Multicast. nomeadamente a UE. O GGSN termina esse túnel GTP e liga-os via IP Multicast à fonte de serviços Multicast/Broadcast. o terminal tem que se registar no RNC para receber o serviço MBMS e o RNC necessita de se registar no SGSN se ainda não possuir os dados MBMS que o utilizador esteja interessado. 27]: ¾ UE Até agora os desafios enfrentados pela UE estão relacionados com a adesão a um serviço MBMS. Idealmente pretende-se que estas alterações sejam ao nível do software ao invés do hardware. Os dados MBMS podem estar localizados no BM-SC ou numa fonte separada. Para além disso. Por exemplo. o SGSN e o GGSN. Vai existir apenas um túnel GTP (GPRS tunnel) destinado a cada serviço MBMS entre o SGSN e GGSN. Existe outra alternativa para entrega de dados MBMS. A adesão é um procedimento de sinalização entre a UE e a rede. Quando o terminal transita de uma estação de base para outra. [31] descrevem algumas das funcionalidades necessárias aos vários elementos da rede para o suporte do MBMS. onde se pretende que as alterações na sinalização entre a UE e a rede núcleo sejam mínimas. os esquemas de gestão de mobilidade têm que ser melhorados para garantir que a recepção dos dados MBMS não seja interrompida [47]. de modo a permitir a introdução do MBMS [26.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) da BG (Border Gateway) que controla o fornecimento dos dados vindos de redes externas [46]. 31 . • Descrição das entidades existentes e da nova entidade adicionada De seguida serão descritas as alterações sofridas. Algumas alterações são necessárias nos procedimentos de sinalização e estabelecimento de ligações entre o terminal móvel e o RNC de modo a activar os serviços MBMS. isto é. dependendo das capacidades do terminal. bem como as principais funções introduzidas pelas entidades existentes.

¾ SGSN O papel do SGSN dentro da arquitectura do MBMS é desempenhar funções de controlo do utilizador e fornecer transmissões MBMS para a UTRAN/GERAN. Para além disso. ƒ Fornecimento de serviços p-t-p e funções CAMEL (como por exemplo prépagamento). ƒ Autorização do uso de serviços/recursos baseados na informação de subscrição do HLR. ƒ Armazenamento de contextos dos serviços activados por utilizador. a UTRAN/GERAN deve ser capaz de transmitir anúncios do serviço MBMS. Para finalizar. existem outras funções fornecidas pelo SGSN das quais se destacam: ƒ Autenticação dos utilizadores baseados na informação de subscrição do HLR (Home Location Register). Assim. a UTRAN/GERAN deve suportar a mobilidade intra RNC/BSC e inter RNC/BSC entre os UEs que recebem o serviço MBMS.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) ¾ UTRAN/GERAN A UTRAN/GERAN é responsável pelo envio eficiente da informação MBMS para uma dada área de serviço Broadcast e Multicast. Portanto. a estimação do número de UEs dentro da célula antes e durante uma transmissão MBMS para escolher a portadora de rádio apropriada. Para além das funções referenciadas. ƒ Gestão da mobilidade do utilizador. as transmissões MBMS podem ser iniciadas e terminadas intermitentemente e por isso a UTRAN/GERAN deve suportar a iniciação e a terminação da transmissão MBMS da rede núcleo. para evitar a perda de informação leva a que seja necessário requerer mecanismos na UTRAN/GERAN como por exemplo. informação de controlo (não específico do MBMS) e suportar outros serviços em paralelo com o MBMS (por exemplo dependendo das capacidades do terminal o UE pode começar ou receber uma chamada ou receber mensagens em vez de receber o serviço de vídeo MBMS). A mobilidade dos UEs pode levar à perda de informação e por isso as aplicações MBMS devem ser capazes de lidar com essa potencial perda de informação. 32 .

o GGSN deve ser capaz de pedir o estabelecimento/remoção do plano do utilizador para uma transmissão MBMS Broadcast ou Multicast. ¾ GGSN O papel do GGSN dentro da arquitectura do MBMS é servir como o ponto de entrada para o tráfego IP Multicast com a informação MBMS.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) ƒ Gerar dados de facturação por serviço para cada utilizador. O BM-SC disponibiliza funções que possibilitam o fornecimento e entrega de um serviço MBMS. isto é. desactivar e autorizar os serviços MBMS para utilizadores. para activar. destacam-se: 33 . Para além das funções referenciadas existem outras funções que o GGSN deve fornecer para suportar um serviço MBMS. ¾ BM-SC (Nova entidade adicionada) É uma nova entidade funcional adicionada à arquitectura do MBMS para permitir a implementação do serviço MBMS na rede UMTS. ƒ Estabelecimento de portadoras de acesso rádio (RABs) por pedido. Pode funcionar como um ponto de entrada para a informação MBMS vinda de fornecedores de conteúdos bem como fornecer funções de segurança especificadas pelo 3GPP para o modo Multicast. Das outras funções desempenhadas pelo BM-SC e que permitem a disponibilização dos serviços MBMS. quando a informação tem de ser transferida para os utilizadores. mas que não são exclusivas deste serviço nomeadamente: ƒ Selecção de mensagens (não é necessário se as fontes MBMS são internas no PLMN). ƒ Recolha de dados de facturação. Depois da notificação do BM-SC. Todas estas funções podem ser usadas na arquitectura do MBMS (potencialmente com modificações) para o controlo individual dos utilizadores de serviços Multicast MBMS. ƒ Negociação da QoS.

endereçamento. deve ser capaz de iniciar e terminar recursos da rede de transporte MBMS antes e durante a transmissão da informação MBMS. Por outro lado. ƒ Anúncio e Descrição de Serviços O BM-SC deve ser capaz de fornecer anúncios para serviços Multicast e Broadcast. o BM-SC é responsável pela verificação da integridade da informação recebida dos fornecedores de conteúdos bem como gerar registos de facturação dessa informação. ƒ Transporte MBMS O BM-SC é responsável pelo fornecimento ao GGSN. usando para isso. Autorização e Facturação do Fornecedor de Conteúdos O BM-SC deve ser capaz de autenticar os Fornecedores de Conteúdos sempre que estes desejarem iniciar uma transmissão de um serviço MBMS e também autoriza-los para transmitirem a informação através da portadora do serviço MBMS. Além disso. O BM-SC deve ter a capacidade de fornecer ao UE descrições de sessões especificando as sessões a ser entregues como parte do MBMS (como por exemplo identificação. de parâmetros associados ao transporte.2 O conceito dos serviços MBMS As expectativas em torno dos novos serviços de 3G foram muitas e apesar disso a adopção dos serviços de transmissão de dados por via das redes móveis permaneceu e permanece lenta. usando igualmente protocolos específicos do IETF.3. tempo de transmissão de um serviço Multicast).Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) ƒ Autenticação. Por outro lado. deve ser capaz de fornecer ao UE descrições de informação especificando a informação a ser entregue como uma parte do MBMS (como por exemplo o tipo de codificação do vídeo e áudio). 3. Não 34 . tais como a QoS e uma área Multicast/Broadcast.3. protocolos específicos do IETF. ƒ Transmissões MBMS O BM-SC deve ter a capacidade de aceitar e transmitir conteúdos de fontes externas usando esquemas resistentes à ocorrência de erros (como por exemplo Codecs especializados para o MBMS).

resumidos na Figura 16. simetria das comunicações (simétrico ou assimétrico). transmissão directa de filmes e jogos. as notícias locais. são alguns dos serviços de interesse para os fornecedores de conteúdos. Existem muitas maneiras de classificar os serviços dependendo do critério de selecção como a direccionalidade (unidireccional ou bidireccional). Com a introdução do serviço MBMS na rede UMTS espera-se ultrapassar estas dificuldades e introduzir novos serviços adaptados a novos perfis de utilizadores. O 3GPP definiu uma classificação de tráfego consoante os seus requisitos gerais de QoS. de forma a estimular a migração dos assinantes para a nova tecnologia. continua a debater-se com problemas de interoperabilidade. Deste modo. Aplicações multimédias com ritmos de transmissão elevados como por exemplo. ao contrário do que acontece actualmente onde a grande maioria dos serviços apenas contempla as empresas. os serviços de Premium text é para um nicho e o correio electrónico só é usado por uma pequena minoria. os serviços são classificados em termos das quatro classes de QoS para o UMTS de acordo com as características de tráfego e exigências de qualidade de serviços. informações de viagem. publicidade baseada na localização. como também as aplicações como o MMS. Figura 16 – Exemplos das classes de serviços UMTS e aplicações [7] 35 . de forma a atingir a maioria da população.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) só as aplicações oferecidas pelos operadores não são verdadeiras necessidades. • Classificação do serviço A aposta e a oferta num leque cada vez mais alargado de novos e variados serviços que combinem a voz e os dados serão uma das principais vantagens apontadas pelos operadores 3G. entre outros.

é um serviço idêntico ao Serviço de Download. Assim. Os serviços MBMS são serviços do tipo “Um para muitos”. o MBMS classificou os serviços de acordo com o método usado para distribuir e utilizar essa informação em [13]: ¾ Serviço Streaming – este serviço permite a transmissão contínua de informação (por exemplo. no que diz respeito ao lado do servidor. áudio e vídeo). isto é. as únicas 36 . é necessário que o utilizador receba toda a informação enviada para poder utilizar o serviço. Por outro lado. No entanto. texto e/ou imagens fixas). a informação utilizada neste serviço é apenas informação estática (como por exemplo. como por exemplo as aplicações baseadas no protocolos FTP (File Transfer Protocol) ou TCP (Transmission Control Protocol) não são apropriados para o MBMS. Semelhante ao Serviço Streaming. as aplicações interactivas não apresentam grau de liberdade temporal para reunir um grupo de utilizadores com os mesmos interesses em termos de serviços. Exemplos de Serviços de Streaming são a transmissão de vídeo e áudio. Além disso. fornecendo grupos de utilizadores com a mesma informação. ¾ Serviço de Download de Ficheiros – este serviço transmite informação binária (dados de ficheiro) sequencialmente através de uma ordem predeterminada. o UE) activa a aplicação apropriada e utiliza a informação recebida. Isto acontece porque o MBMS apenas satisfaz as transmissões de informação no sentido descendente.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) Por sua vez. Um cliente MBMS (isto é. A funcionalidade mais importante neste serviço é a fiabilidade. No lado do cliente (UE) o mesmo conjunto de informação é exibido e actualizado regularmente. este serviço inclui sincronização do tempo. sendo uma característica do serviço MBMS no modo Multicast. Observando as classes de QoS definidas para o UMTS e tendo em conta as características do Serviço MBMS pode-se constatar que as aplicações pertencentes à Classe Interactiva e aqueles que precisam de algum feedback em tempo real. ¾ Serviço Carousel – este serviço combina aspectos de ambos os serviços acima mencionados. A aplicação não necessita de esperar pelo download de toda a informação para transmitir o ficheiro.

A maior parte das aplicações são classificadas como Streaming na perspectiva das classes do UMTS. Deve ser notado que os serviços pertencentes à classe MBMS Carousel podem ser adequadamente servidos pela classe do UMTS Background. especialmente em situações onde um enorme número de serviços MBMS irá desenvolver-se. Exemplos de aplicações podem ser o envio (por parte do operador) de 37 . A área do serviço é determinada por essa certa área geográfica. ser definidos como aplicações do tipo Push.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) classes de QoS do UMTS apropriadas para os serviços MBMS são as classes de serviço Streaming e Background. publicidade ou turísticos) é enviada para todos os utilizadores [29]. Isto irá permitir alguma economia e organização na implementação do MBMS. Tabela 1 – Aplicações Broadcast e Multicast [13] • Serviços Broadcast O Serviço Broadcast é um serviço unidireccional p-t-m em que a informação é transmitida de uma única fonte para todos os utilizadores numa certa área geográfica ou áreas geográficas. Pela definição pode-se deduzir que os Serviços Broadcast podem ser aplicações com reduzida taxa de transmissão e baixo custo para o operador. no sentido que a informação (exemplo. Um conjunto de possíveis aplicações está previsto e descrito na Tabela 1. serviços de emergência. Podem ainda.

notícias locais e de turismo baseado na localização geográfica do utilizador. 38 . Exemplos de serviço Multicast são ilustrados na tabela 1. Exemplos de Serviços Broadcasts são ilustrados na Tabela 1. a rede deverá conhecer a localização do(s) UE(s) [20]. O operador deve ter controlo de admissão para cada serviço de forma a ser capaz de fornecer um serviço particular para apenas grupos fechados (por exemplo empresas). garantem ganhos para a operadora. • Serviços Multicast O serviço Multicast é um serviço unidireccional p-t-m de uma única fonte para um grupo de utilizadores numa certa área geográfica ou áreas geográficas. Neste serviço. o utilizador deve subscrever-se ao serviço para conseguir acedê-lo. sendo estes gratuitos para o utilizador e ao mesmo tempo.Capítulo 3 – MBMS (Multimedia Broadcast Multicast Service) publicidade. Pelo facto de existir subscrição do serviço pode-se deduzir que será um serviço com um custo mais elevado e com taxas de transmissão elevadas e para além disso.

oferecendo a sua melhoria assim como serviços adicionais aos clientes. Usando uma portadora Multicast. desenvolvida para fornecer serviço multimédia sobre diferentes tecnologias de acesso. Uma vez que o IMS suporta somente transmissão Unicast. O IMS foi desenvolvido para funcionar com ligações ponto a ponto. Como exemplo. Assim ele usa a sinalização SIP para gerir as sequências multimédia em tempo real. Uma solução mais eficiente seria criar uma portadora comum ligando o servidor de informação a todos os participantes. • Finalmente.1 Introdução Como descrito anteriormente o 3GPP Release 05 introduziu o IMS como uma extensão da arquitectura UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). ambos os recursos de rádio e da rede núcleo são conservados. 39 . uma vez que está ciente do serviço solicitado pelo utilizador. os recursos podem ser consumidos redundantemente. os operadores podem também melhorar os seus esquemas de tarifação para sessões multimédia. quando os dados são para ser entregues a um grupo de utilizadores. O IMS foi desenvolvido para lidar com conteúdos multimédia. esta limitação pode ser um inconveniente.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida 4 Integração do MBMS numa arquitectura IMS 4. Na arquitectura IMS o MRFP (Multimedia Resource Function Processor) cuida da entrega das sequências de dados aos diferentes utilizadores usando diferentes codecs. o IMS permite integrar diferentes serviços [18]. • Conhecendo o serviço exacto. Entretanto. ficando assim disponíveis para outros serviços. uma ligação ponto a ponto entre o servidor de informação e cada utilizador. Para além dos benefícios do IMS já descritos no capítulo 2. os principais ganhos de ter este subsistema adicional são triplos: • O IMS pode fornecer QoS (Quality of service) no Plano de Utilizador. numa conferência multiparticipantes é criada. o IMS não foi desenvolvido para permitir o streaming de conteúdos em tempo real e em consequência não fornece o suporte apropriado para a entrega de ficheiros ou de outros formatos em tempo real. Para os serviços que envolvem grupos de utilizadores que recebem a mesma informação.

Ao observarmos o IMS e o MBMS. Faz o transporte de parâmetros tais como a QoS e a área de serviço. Tendo os serviços Multicast controlados por entidades IMS. Estas novas interfaces deverão permitir que o IMS controle as portadoras Multicast. Como se disse anteriormente uma nova entidade de controlo e de entrega foi introduzida – o BM-SC. O MBMS padrão não especifica uma interface entre o BM-SC e os fornecedores de contéudos. O MBMS faz o transporte unidireccional dos dados de uma única fonte para muitos possíveis utilizadores. com novas interfaces. os fornecedores de conteúdos e os utilizadores do IMS podem emitir conteúdo multimédia aos grupos de utilizadores que conservam os recursos da rede devido aos ganhos conseguidos por usarem portadoras Multicast. usadas para entregar conteúdos 40 .Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida O MBMS foi desenvolvido pelo 3GPP Release 06 como uma portadora Broadcast/Multicast nas redes UMTS podendo ser usado para transferir eficientemente dados aos grupos de utilizadores. Para se conseguir a integração destas duas tecnologias. O BM-SC fornece o serviço de anúncios para utilizadores do serviço Multicast e Broadcast do MBMS. uma distribuição Unicast no Release 07 está sendo adicionada às potencialidades de entrega do BM-SC. Para suportar o MBMS. algumas melhorias são requeridas nas várias entidades de rádio e da rede núcleo. O papel do BM-SC abrange funções de provisão e de entrega do serviço de utilizador do MBMS. disponíveis para o GGSN (Gateway GPRS Support Node) e a tarifação de recursos de portadora MBMS de iniciação e de terminação. protocolos e funcionalidades. Este é claramente um obstáculo aos fornecedores de contéudos que planeiam usar o MBMS para a entrega de contéudos. existe a necessidade de uma arquitectura melhorada e integrada. A partir do Release 06. O serviço de utilizador é baseado principalmente no Streaming e no Download de Contéudos. Além disso. toda a gestão da sessão é realizada por meio de sinalização específica MBMS sem reutilizar outros subsistemas existentes de controlo tal como o IMS. o MBMS foi desenvolvido para se poder utilizar os serviços Multicast e Broadcast. as possíveis sinergias entre ambos os sistemas tornam-se evidentes: O IMS está sendo usado para o controlo da sessão (usando sinalização SIP) e o MBMS usado para entrega de conteúdos multimédia através de suas portadoras Multicast/Broadcast. O serviço Unicast está fora do âmbito desse estudo. O BM-SC emite dados MBMS e leva em consideração a protecção da integridade e da confidencialidade da informação. Entretanto.

Segundo o projecto C – MOBILE. as suas arquitecturas com a 41 . Uma vez que o IMS é visto como uma camada de controlo overlay que fornece uma plataforma comum para várias tecnologias de acesso.3 Propostas de arquitecturas de integração Nesta secção apresentarei algumas propostas de integração segundo o estudo efectuado pelo CMOBILE e pelas outras entidades de pesquisa nesta área. Como já foi mencionado anteriormente. Para uma arquitectura integrada existem diversas opções que necessitam de ser levadas em consideração. é necessária uma investigação e análise das várias arquitecturas de integração possíveis e estruturas de comunicação e de sinalização. os procedimentos de provisão do serviço devem ser revistos e os procedimentos de sinalização necessitarão de modificação. foi introduzida uma nova entidade funcional. assim como.2 Análise da integração Estudos efectuados pelo projecto C-MOBILE para a integração do MBMS no IMS revelam que o objectivo deles é usar uma camada/plano comum de controlo para convergir redes heterogéneas de acesso Multicast/Broadcast na sua arquitectura. considerado como a tecnologia emergente para a convergência fixa e móvel. A distribuição é basicamente Unicast. 4. Entretanto.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Multicast a uma rede núcleo convergida. O MBMS Release 06 não considerou o IMS e assim não utilizou algumas das suas funcionalidades. a exigência principal é a de permitir a entrega de conteúdos multimédia a um grupo de utilizadores usando uma portadora Multicast/Broadcast onde quer que seja possível. Estas opções são baseadas em conceitos de desenvolvimento no presente assim como nas arquitecturas de rede da próxima geração. Nesta junção de arquitectura IMS/MBMS. 4. ou seja. é imperativo compreender e definir as interfaces e os níveis de interacção entre as várias entidades funcionais. para a integração do MBMS no IMS. o BM-SC. está sendo considerado pelo 3GPP como um ponto de estudo na Release 07 [30]. Além disso. assim os benefícios possíveis de usar uma portadora como o MBMS é óbvio. da perspectiva da rede núcleo. foram especificados alguns melhoramentos para o SGSN (Serving GPRS Support Nodes) e o GGSN (Gateway GPRS Support Nodes).

4. A arquitectura integrada preserva tanto quanto possível ambos os sistemas. Este tipo de arquitectura por camadas/planos fornece uma visão das diferentes arquitecturas e da sua divisão funcional e permite uma melhor comparação das duas opções. Uma primeira opção arquitectural (Figura 17) é que as aplicações do IMS usem MBMS.1 Proposta de integração do IMS-MBMS para a rede 3GPP R7/R8 As implicações de uma arquitectura integrada são evidentes ao estudar as arquitecturas separadas do 3GPP. isto é. Um serviço MBMS Broadcast/Multicast pode ser iniciado por um Fornecedor de Conteúdos ligado directamente ao BM-SC ou indirectamente através de um Servidor de Aplicação.3.1 [34] uma arquitectura por camadas para funções de mapeamento e entidades de rede foi proposta. foi feita uma análise completa de ambas as tecnologias a integrar. fazendo somente ligeiras melhorias.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida descrição das respectivas entidades. Figura 17 – Arquitectura de integração (IMS-MBMS R7/R8) [50] Com redes 3GPP R7/R8 a ideia é ter uma arquitectura integrada onde o IMS é usado para controlar as portadoras MBMS. reconhecendo a necessidade do suporte de portadora Broadcast/Multicast. 42 . o IMS e MBMS e chegou-se à conclusão que se deve utilizar duas arquitecturas possíveis: • Arquitectura com BM-SC • Arquitectura sem BM-SC Em D4. Segundo os mesmos. preservando tanto quanto possível as suas funcionalidades e estrutura.

3. novas interfaces são previstas mas contudo a serem definidas mais tarde. Plano de Entrega de Multimédia.1 Entidades da rede Figura 18 – Projecto de entidade de rede da proposta de integração do R7/R8 [31. a saber: Plano de Acesso e de Transporte. por exemplo MRFC. 50] apresentada na figura 18 integra ambas as entidades do IMS e do MBMS.1. 4.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Nenhuma nova entidade de rede é introduzida: entretanto. MRFP e BM-SC. A fim de ter os trajectos de comunicação entre entidades do IMS. modificações nas entidades existentes são esperadas mas devem ser exploradas mais tarde. As aplicações do IMS usarão as portadoras do Multicast estabelecidas pelo BM-SC para entregar os seus conteúdos aos utilizadores subscritos. A proposta de integração (Projecto de entidade de rede) consiste numa estrutura de cinco Camadas/Planos. 50] A arquitectura R7/R8 da entidade de rede [31. 43 .

44 . 50] que fornece funções para o aprovisionamento e entrega do serviço de utilizador do MBMS. Plano de Acesso e de Transporte A nova entidade neste Plano. que deve existir para cada serviço dos utilizadores do MBMS. O BM-SC consiste em cinco sub funções. e a gestão de dos dados e a sinalização entre o IMS e entidades funcionais do MBMS. • Função de Segurança. O BM-SC é uma entidade funcional. • Função de Proxy e de Transporte. o Plano do Utilizador e o Plano do Fornecedor de Conteúdos (FC). o BM-SC interage directamente com o Plano de Controlo do IMS. Este bloco funcional é chamado de controlador de Broadcast/Multicast. uma nova interface entre o MRFP e o BM-SC deve ser definida. Plano de Controlo baseado em IMS O Plano de Controlo IMS necessita de ser melhorado para suportar o início.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Plano de Controlo IMS. Plano de Entrega de Multimédia Da análise realizada conclui-se assim que o Plano de Entrega de Multimédia (designado por Plano de Entrega de Media na figura 18) se mantém sem mudança. Os planos lógicos melhorados e as entidades funcionais são apresentados a seguir. Pode servir como um ponto de entrada para transmissões do Fornecedor de Conteúdos MBMS. em conjunto com os dois pontos de extremidade. Para fluxos de sinalização. o fim. na perspectiva do IMS é o BM-SC [31. como ilustrado na figura 18 e com mais detalhe no Anexo C: • Função de Adesão (Membership). isto é. Entretanto. e para processamento e transmissão de informação o controlador BM-SC comunica com o BM-SC através do MRFP do IMS. • Função de Sessão e de Transmissão. • Função de Anúncio de Serviço. usado para autorizar e iniciar serviços de portadora do MBMS na rede PLMN e pode ser usado para escalonar e distribuir transmissões MBMS. Plano do Service Enabler e o Plano de Aplicação.

Esta subsecção apresenta as novas interfaces e protocolos previstos. um possível protocolo a ser usado é RTP (Real Time Protocol) para transportar conteúdos de streaming que devem ser entregues por meio de uma portadora Multicast. Entre o BM-SC e o MRFP Com a integração do MBMS e IMS o MRFP pode funcionar como um Fornecedor de Conteúdos. que funcionam sobre portadoras Multicast. é necessário clarificar as funcionalidades requeridas pelo BM-SC e pelos 45 .3. Consequentemente. Entre o BM-SC e o MRFC Baseados em mensagens SIP vindo do AS.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Adicionalmente o MRFC++ é uma versão melhorada do MRFC a fim de incorporar e integrar o controlador do BM-SC. o MRFC deve gerir recurso multimédia. Consequentemente. Um Enabler de Gestão de Grupo de Serviço é introduzido neste plano para facilitar uma comunicação de grupo sobre uma arquitectura integrada IMS-MBMS.2 Protocolos e interfaces de rede A fim de lidar com serviços baseados no IMS.1. por exemplo. quando ocorre uma conferência multiparticipantes. é necessário desenvolver novas interfaces e seleccionar protocolos para gerir os novos trajectos usados para streaming multimédia. Existe um conjunto de melhoramentos necessários para controlar os recursos do BM-SC para a entrega de streaming multimédia vindo do MRFP através de portadoras Multicast. Além disso. um Enabler de Gestão de Sessão e um Enabler de Escalonamento de Serviço são também adicionados. Plano do Service Enabler O Plano do Service Enabler abrange os servidores de aplicação que fornecem serviços de valor acrescentado. Entre o BM-SC e o Fornecedor de Conteúdos A interface entre o BM-SC e o Fornecedor de Conteúdos não é padronizada pelo 3GPP. 4.

o SIP Stack deve ser implementado e a lógica de serviço deve ser desenvolvida no Fornecedor de Conteúdos e em plataformas do BM-SC para lidar com os serviços de streaming solicitados. 4. 46 .1 Arquitecturas de referência • TISPAN NGN A migração da funcionalidade aplica-se particularmente ao papel da nova entidade MBMS BMSC introduzida no Release 06 do 3GPP. 4. Similarmente o trabalho do TISPAN (Telecoms & Internet converged Services & Protocols for Advanced Network) numa geração de rede convergida baseada em IP. também se encontra em progresso.2. Para streaming em tempo real. LTE e TISPAN. foi proposta a seguinte arquitectura possível que integra o IMS com o MBMS sobre uma rede evoluída. o BM-SC deve criar novas sessões com os utilizadores subscritos e enviar os dados para a portadora Multicast ou Broadcast. Após ter recebido o conteúdo do Fornecedor de Conteúdos (FC).2 Proposta de integração IMS-MBMS para uma rede Evoluída/Convergida O trabalho no SAE (Service Architecture Evolution). Uma maneira prática e segura de interligar o BM-SC com o Fornecedor de Conteúdos é usando o protocolo HTTPS (Hyper text Transfer Protocol) e o SFTP (SSH File Transfer Protocol). Entre o AS e o Fornecedor de Conteúdos Um outro objectivo é a possibilidade de ter o AS controlando as sessões entre o BM-SC e o Fornecedor de Conteúdos.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Fornecedores de Conteúdos a fim de entregar os conteúdos MBMS a uma rede núcleo convergida. O razoável seria utilizar uma estrutura do tipo como representada na Figura 19 para ter a certeza de que esta funcionalidade do BM-SC esteja garantida por entidades da rede IMS como ilustra a mesma figura. o protocolo RTCP/RTP pode ser usado. A transferência de dados pode ser feita por uma interface Web ou por transferência de ficheiros. Para isso. Considerando o estado actual. e com as premissas básicas do SAE.3.3. e LTE (Long-Term Evolution) está sendo feito no 3GPP e espera-se que se venha a desenvolver ainda mais com o tempo.

47 .3. Na proposta do LTE e do SAE a funcionalidade BM-SC do UMTS Release 06 pode ser dividida em diversas entidades do núcleo do IMS. levantam mais questões a respeito da integração do MBMS em todo o núcleo evoluído IP.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Figura 19 – Estrutura de Broadcast/Multicast do TISPAN [31.2.2 3GPP SAE/LTE As implicações da arquitectura do LTE e do SAE. ilustrada na Figura 20 [35]. 50] 4.

autorização do TA/PLMN e gestão da mobilidade. UPE (User Plane Entity) O UPE gera e armazena o contexto da UE. âncora de mobilidade. 48 . encaminhamento de pacotes. 50] • Descrição de algumas entidades chaves: MME (Mobility Management Entity) O MME gera e armazena o contexto do plano de controlo da UE. encriptação. Gera um ID temporário e fornece: autenticação do UE. 35. PCRF (Policy Control and Charging Rules Function) O PCRF é responsável pelos aspectos de QoS. gestão de políticas e funções de tarifação. Âncora 3GPP É a âncora de mobilidade entre o 2G/3G e o LTE. sessões terminadas no modo desocupado.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Figura 20 – Estrutura SAE/LTE do 3GPP [31. iniciação de páginas etc. Âncora SAE É a âncora de mobilidade entre a 3GPP e a não 3GPP.

isso permitirá a integração de novas entidades. Para visualizar e clarificar os objectivos. Consequentemente. Contudo o IMS age como uma estrutura de base para a arquitectura evoluída de serviço para serviços multimédia Broadcast/Multicast. 49 .2. Também. Além disso. no projecto C-MOBILE as entidades existentes da rede são melhoradas e as entidades do LTE/SAE são introduzidas. a rede necessita de ser melhorada para a entrega de informação Multicast através da rede núcleo. Figura 21 – Arquitectura evoluída da integração IMS-MBMS [50] A respeito do Plano de Acesso e de Transporte. os routers do núcleo IMS na camada 3 de OSI (camada do IP) necessitam de ser melhorados a fim de permitir endereços IP Multicast.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida 4.3 A arquitectura evoluída de serviço O TISPAN e o 3GPP consideram o IMS como a tecnologia emergente para a convergência fixa e móvel.3. deve ser possível transportar dados Multicast dos Fornecedores de Conteúdos através da rede núcleo para a UE. é relevante mencionar que um novo AS será introduzido. Uma vez que a implementação no TISPAN da NGN (Next Generation Network) é baseada na aproximação de um subsistema independente. A utilização de um protocolo de encaminhamento Multicast como o PIM (Protocol Independent Multicast) é uma solução possível. como se mostra na Figura 21.

por exemplo.4 Entidades da rede As entidades da rede tornam-se mais complexas quando são melhoradas para suportar a transmissão Broadcast/Multicast na arquitectura evoluída. Diversas funcionalidades do BM-SC na Release 06 encontram-se neste plano.3.2. Segurança e Detecção de Serviço. A maioria das mudanças afecta o Plano do Service Enabler.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida 4. Anúncio de Serviço. Porém o projecto mantém-se mais ou mais menos consistente uma vez que. Figura 22 – Projecto da entidade de rede da proposta de integração evoluída [50] 50 . a Gestão do Grupo. tirando o AS. nenhuma nova entidade é introduzida. Uma visão detalhada das novas e modificadas entidades é dada nos seguintes parágrafos e ilustrada na figura 22.

O HSS no 3GPP é a base de dados central na rede IMS. é importante observar que o utilizador MBMS e a criação do contexto da portadora. E um utilizador tem que juntar-se a um grupo para a activação do serviço. É responsável pelos aspectos de QoS. Para o LTE/SAE do projecto C-MOBILE o HSS não necessita de nenhuma melhoria. Sempre que a ligação é estabelecida. Quando o UE estabelece uma ligação ao IMS. Plano de Controlo baseado em IMS O Plano de Controlo IMS consiste no CSCFs. Um serviço pode ser mapeado num grupo específico. correcção do erro de codificação. O MDFP é colocado como uma gateway entre o Fornecedor de Conteúdos e o núcleo de pacote evoluído. assim como. 51 . a anulação e a gestão. Esta entidade estende o MRFP. PDF/PCRF e no MDFC. Estas mensagens SIP resultam na activação do serviço e permitem assim a entrega ao grupo do serviço. O perfil do utilizador contém os grupos de serviços subscritos. O S-CSCF contém a informação do service-triggered na forma de critério inicial de filtro. O PCRF é introduzido no SAE/LTE como uma extensão do componente PDF no IMS. o S-CSCF transfere o perfil do utilizador correspondente à partir do HSS. Plano de Entrega de Multimédia O transporte e pré processamento de conteúdos ocorrem neste plano (designado por Plano de Entrega de Media na figura 22). O MDFP em combinação com o MDFC realizam a cifra de informação (segurança da transmissão). Consequentemente são designadas diversas entidades MDFP. o S-CSCF executa o serviço de trigger e envia mensagens SIP ao servidor de grupo no Plano de Aplicação.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Plano de Acesso e de Transporte O núcleo de pacote no Plano de Acesso e de Transporte é melhorado de acordo com o plano do roadmap de SAE e de LTE do 3GPP. Entretanto. mistura de diferentes sequências de informação e transcoding. gestão da política e funções de tarifação. A junção dos serviços é possível com os critérios iniciais de filtro colocados nos perfis de utilizador. o Proxy e Transporte serão modificados. HSS.

a sua saída pode ser usada pela Gestão de Escalonamento de Serviço (Figura 22) como base para as decisões de escalonamento. O MDFC faz a reserva e a gestão de endereços Multicast (por exemplo. capacita a Função de Gestão de Sessão (e o Gestor de Sessão M*) para seleccionar tanto o transporte Multicast como o Unicast. A arquitectura do BM-SE (Broadcast-Multicast Service Enabler) é mostrada na Figura 23 e fornece algumas das funções que são encontrados no BM-SC na arquitectura do Release 06. como indicado antes. Uma outra tarefa do MDFC é encontrar um MDFP apropriado dependendo da localização dos utilizadores. serão evoluídas à partir do IMS e das especificações e arquitecturas do OMA. Assim. armazenando e analisando os relatórios de QoS. Multicast ou Broadcast. Em adição. • Colheita estatística de QoS para Streaming. • Descrição de serviço e guia do serviço de agregação para serviços Broadcast e Multicast.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida O escalonamento e controlo de recursos são aspectos do MDFC. Estes incluem: • Função de gestão de segurança incluindo o registo para os updates de chaves. O colector estatístico é responsável por colher e agregar o estado dos acessos rádio e da rede núcleo. updates de chaves de serviço. A maioria das características dos enablers. atribuição de endereço não utilizado do Multicast para cada sessão de entrega Multicast). para funcionarem sobre uma rede SAE/LTE. 52 . não dão nenhuma informação detalhada sobre o Service Enabler e o Plano de Aplicação. • Gestão de grupo. O MDFC é um melhoramento do MRFC (Media Ressource Function Controller). o MDFC tem que admitir um Fornecedor de Conteúdos para a entrega de um conteúdo a um endereço específico Unicast. • Alto nível de escalonamento e conteúdos. O MRFC fornece serviços para conferência e anúncios a um utilizador ou a um transcoder de informação na arquitectura IMS. Para controlar as fontes de conteúdos. assim como as interfaces. Plano do Service Enabler As especificações do SAE/LTE. • Colheita estatística para entregas de Streaming e de Download.

A entidade da Gestão de Chaves e Protecção do Serviço é responsável por entregar os updates das chaves de serviço (chaves de sessão ou MSKs como em [33]) baseados em registos prévios da UE para receber estes updates. A fim de suportar o eficiente escalonamento Multicast. Outras funções da segurança do BM-SC são distribuídas através do núcleo IMS (autenticação) e do MDFP (cifra e geração de chaves de tráfego). Na arquitectura proposta é sugerido usar Subscrever/Notificar. Isto é feito na Release 06 no BM-SC baseado em HTTP.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida A função de escalonamento por sua vez fornece o guia de serviço de agregação com informação do timeslot calculado para cada serviço. Figura 23 – Estrutura funcional do Serviço Enabler de Broadcast/Multicast [50] 53 . identificação e localização dos membros do grupo. a Gestão de Escalonamento de Serviço depende da Função da Gestão de Grupo. por exemplo. permitindo a UE registar-se para receber os updates de chaves e de adquirir estes updates quando disponível à partir do BM-SE.

para o transporte de vídeo com a RTP [36]. As descrições de sessões podem ser variadas entre os vários ambientes e cenários e podem ser construídas usando qualquer linguagem. O MDFC convida o FC para iniciar com a entrega de um conteúdo para um específico endereço IP. entidades de controlo da mobilidade de sessão. usando os protocolos existentes da Internet tais como Jini.) não estão especificadas e meramente estão definidas. • Protocolos de descrição da sessão A descrição da sessão é de importância chave porque é o primeiro acordo entre o utilizador e o sistema.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida 4. VoiceXML etc. registos dos perfis de utilizador (HSS) etc.3. utilizá-las ou fazer a melhoria delas. etc. • Extensão das interfaces existentes Entre o FC e o MDFC – O SIP é o protocolo usado para este ponto de referência. As descrições de sessões podem também ser preditas.5 Protocolos de rede e interfaces Para as muitas interfaces da arquitectura IMS no R7/R8 do 3GPP. ou usar os serviços de mensagens móveis como SMS. Entretanto. MMS etc. Entre o FC e o MDFP – A interface entre o Fornecedor de Conteúdos e o MDFC é uma interface IP. por exemplo XML. TISPAN. baseado nas exigências do ambiente um protocolo de interoperação comum da descrição da sessão tem que ser definido. Entretanto. são esperadas poucas ou nenhumas modificações à arquitectura evoluída. • Procedimentos da detecção do Serviço Os procedimentos da detecção do serviço transforma-se num termo muito dinâmico quando discutido no contexto do ambiente móvel baseado em Multicast. por exemplo.2. Necessita também de fornecer em larga escala as funções de suporte. como por exemplo. Existem duas soluções 54 . Os procedimentos da detecção do serviço podem evoluir. para detectar serviços. deve-se observar que muitas das interfaces definidas nas diferentes especificações padrões (3GPP. tendo assim um papel principal na gestão da mobilidade do utilizador e a gestão do perfil de utilizador e as muitas mais funcionalidades. as entidades da gestão da sessão.

Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida possíveis que são dependentes das potencialidades do IMS CN. Um MDFP usa as interfaces Gmb e Gi para transportar dados Multicast. Além disso. Porque a interface entre o MRFC e o MRFP. se o transporte Multicast for suportado na rede núcleo.246/MEGACO. Uma comunicação SIP de MDFC-AS seria distribuída tipicamente pelo CSCF. é necessário construir uma árvore de encaminhamento Multicast. Um escalonamento total end-to-end visa utilizar os recursos disponíveis mais eficientemente a fim de satisfazer tantos utilizadores quanto possível. 55 . codificação FEC ou cifra como parte de mecanismos de segurança do MBMS. O MDFP é usado pelo operador móvel para controlar o tráfego que vem do Fornecedor de Conteúdos baseado na política do MDFC. 4. A arquitectura desta rede móvel consiste no CN (rede núcleo) e na RAN (rede de acesso rádio) necessária para a interacção de feedback entre as entidades da rede. Entre o MDFC e o AS – Com esta interface. Carousel. Os dados IP para a entrega de conteúdos que usa esta árvore Multicast devem sempre ser distribuídos ao longo do MDFP. o Servidor de Aplicação pode informar o MDFC do conteúdo e da sua posição. No MBMS a entidade responsável pelo escalonamento é o BM-SC. mistura. Alternativamente. Consequentemente. as exigências dos vários tipos de serviços (Streaming. Entre o MDFC e o MDFP – O protocolo usado para esta interface poderá ser o H.4 Escalonamento e Controlo da congestão 4. Download) necessitam de ser identificadas diferentemente e processadas pela entidade que faz o escalonamento. o tráfego que entra pode também ser transportado entre o FC e a rede de acesso usando um endereço Multicast. com a finalidade de transcoding. O protocolo usado para este ponto de referência poderá ser o SIP. assim. Ao Fornecedor de Conteúdos deve ser permitido distribuir o seu conteúdo directamente através de transporte Unicast a um MDFP.1 Introdução A entrega do serviço móvel de transmissão sobre ligações de rádio de capacidade limitada requer mecanismos de escalonamento inteligente que fazem o melhor uso dos recursos disponíveis ao minimizar o tempo médio de acesso dos pacotes.4. ainda não está completamente definida. outros protocolos além do SIP são soluções possíveis.

Segundo os cenários e exigências técnicas do C-MOBILE D2. o escalonamento necessita de ser distribuído entre as camadas lógicas.1 [38] diversos destes casos podem facilmente ser identificadas incluindo os modelos de conteúdos.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Nesta secção é discutida a funcionalidade de um escalonamento total. a configuração e os updates do software etc [38]. o conteúdo gerado pelo utilizador. O escalonamento end-to-end contém escalonamento em diferentes níveis. Muitas das aplicações e dos serviços vistos. A ideia de uma estratégia de escalonamento distribuído que seja baseado em mecanismos de feedback parece a mais prometedora porque o próprio serviço e as sessões da entrega do serviço (em termos de escalonamento de pacote) necessitam de ser cobertos. como ilustrado nas figuras 17 e 18. De acordo com a visão a longo prazo da evolução do MBMS. Um MRFC melhorado. Aqui. a entrega de conteúdo personalizado. Depois da gestão de admissão se certificar de que o Fornecedor de Conteúdos está autorizado a adicionar um novo serviço MBMS. requerem a entrega de ficheiros de dados em curtos períodos de tempo. o MBMS é considerado como uma tecnologia subjacente de acesso e de transporte Multicast/Broadcast controlada por uma rede IMS de entrega do serviço. 4. ele decide que rede/tecnologia de acesso deve usar.4. Uma sinalização MBMS-IMS melhorada necessita de ser definida numa pesquisa futura. designado por MDFC (Multimedia Delivery Function Controller) encontra-se localizado no Plano de Controlo do IMS. Para esta decisão tem que se usar as 56 . O escalonamento superior é distribuído entre os diversos planos lógicos. Contém o Controlador de Escalonamento e de Congestão que recebe o feedback do BM-SC sobre os seus actuais recursos disponíveis para fornecer portadoras Broadcast/Multicast. como ilustrado na figura 24. A informação da capacidade será trocada provavelmente através do protocolo SIP. Baseado nesta informação.2 Escalonamento distribuído entre camadas (Cross Layer) Na proposta da integração de 3GPP R7/8 IMS-MBMS. assim como entre as entidades físicas e funcionais. Contudo a função de escalonamento MBMS mantém-se no BM-SC. A Gestão de Escalonamento de Serviço é responsável por controlar o escalonamento de longo prazo. a Gestão de Sscalonamento de Serviço tem que examinar se o time slot desejado está disponível ou pode sugerir outro. o sistema de navegação. o escalonamento necessita de ser distribuído entre diferentes camadas lógicas.

o objectivo do Enabler de Escalonamento do Serviço é gerar um programa de serviço que possa ser usado como um guia electrónico para programar o serviço. Figura 24 – Proposta de escalonamento de camada cruzada [50] Aqui. Opcionalmente. O Escalonamento da Sessão é delegado para a Gestão do Escalonamento de Serviço. Interage com o Controlador de Congestão a fim de dar preferência a entregas.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida funcionalidades do Enabler de Gestão do Grupo de Serviço para estabelecer uma relação entre o serviço e o tamanho do grupo de recepção. pode instruir o controlador MDFP para fazer o transcode do conteúdo e consequentemente adaptá-lo às condições dos recursos. Em adição. uma outra entidade de escalonamento é localizada no Plano de Controlo do IMS melhorado no interior do MDFC. em células com recursos livres. 57 . Uma vez que um serviço MBMS é especificado para compreender múltiplas sessões de transmissão. o Enabler da Gestão de Localização pode ser contactado levando em conta a mobilidade e a localização dos receptores. dinâmicamente. O controlador de congestão pode ser considerado como o corrector da capacidade e deve interagir com o RRM (Radio Resource Management).

substanciais modificações e extensões funcionais seriam necessárias para dar conhecimento ao IMS sobre como negociar com as células individuais. • Gestão de Escalonamento do Serviço de Streaming. A entidade controladora do escalonamento (localizada no MDFC ou MRFC) pode ser dividida também.3 Optimização de escalonamento Broadcast/Multicast para serviços móveis Como explicado anteriormente o escalonador necessita de levar em conta os diferentes parâmetros da qualidade do serviço. numa ideia de curto prazo pode restringir-se para fazer escalonamento baseado em decisões estatísticas da carga total da rede e de outros parâmetros. ritmo máximo de bit e taxa de erros. este método não pode utilizar os melhores recursos disponíveis. 4. Entretanto.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Esta arquitectura tem que ser vista numa visão a longo prazo. O serviço Carousel pode ser considerado como um serviço de 58 . é possível fornecer a média dos recursos. • Escalonamento estatístico – neste caso o MDFC ou o MRFC fornece a quantidade de dados.4. 4. Os três tipos de serviços especificados para serviços MBMS podem ser agrupados em serviços em tempo real e não real. Assim. Uma vez que a taxa de bit constante e uma garantia de QoS não é necessária. paridade.4. A informação de escalonamento pode tomar uma destas duas formas: • Escalonamento deterministicoo das diferentes transmissões ou sessões da portadora – neste caso o MDFC ou MRFC determina precisamente quando estas sessões de transmissão ocorrerão e quantos recursos eles consumirão e quando se passa esta informação para o Plano de Entrega de Multimédia (designado por Plano de Entrega de Media na figura 22).3. A Gestão de Escalonamento de Serviço (situada no Plano do Service Enabler) pode conter as seguintes funções lógicas: • Gestão de Escalonamento do Serviço de Carousel. • Gestão de Escalonamento do Serviço de Download.1 Serviços em tempo não real O grupo de serviços em tempo não real compreende serviços MBMS de Download e de Carousel. Obviamente.

Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida

Download repetido periodicamente. Um Carousel de dados deve permitir uma mudança dinâmica
do escalonamento da transmissão e adaptar o mesmo ao nível de congestão ocorrida.
O MBMS Release 06 define os meios pelos quais os ficheiros são entregues usando o protocolo
FLUTE (File Delivery over Unidirectional Transport). O FLUTE fornece uma estrutura
extensível para a entrega de qualquer tipo de ficheiros sobre a UDP e é utilizado na maior parte
das comunicações Multicast IP, mas pode ser usado também para transmissões Unicast [37]. A
entrega de ficheiros [32] relaciona o transporte de ficheiros assim como o meio pelo qual as
sessões são definidas e descritas ao terminal usando o SDP. Para a actual entrega o MBMS define
também o meio pelo qual um terminal pode reconhecer a recepção de ficheiros ou pedir
fragmentos adicionais perdidos a fim reconstruir o ficheiro entregue (que pode ter correcção
FEC).
• Cálculo da média da entidade de escalonamento de recursos para serviços em tempo
não real
De acordo com o C-MOBILE D2.1, muitos dos casos podem facilmente ser identificados
incluindo os modelos de conteúdos, gerador de conteúdo de utilizador, entrega de conteúdo
personalizado, sistema de navegação, configuração e updates de software etc, (secção 2 de D2.1
de C-Mobile). A capacidade de entregar o conteúdo, a configuração ou ficheiros executáveis a
grandes grupos de terminais de recepção e de fazê-los eficientemente e dentro dos limites
determinados é consequentemente benéfica.
A entrega de ficheiros sobre MBMS nunca é garantida realmente. Os terminais podem estar em
condições de má cobertura, nas áreas onde o MBMS não é suportado, fazendo roaming a outras
redes ou desligadas simplesmente. Tais circunstâncias podem impedir que o receptor MBMS no
terminal não descubra que um ficheiro foi entregue.
Na altura da entrega um determinado terminal pode estar em condições difíceis de cobertura que
o impedem de receber realmente o ficheiro. Assim se o terminal souber que o ficheiro está sendo
transmitido, ele não poderá reconstruir o ficheiro entregue. O MBMS fornece ferramentas para a
reconstrução de fragmentos em falta, mas estes eventualmente recorrem ao uso do Unicast e
aumentarão o custo da entrega.

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Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida

No MBMS Release 06 nenhum algoritmo de controlo de potência é usado para as portadoras de
rádio MBMS devido à natureza do Broadcast/Multicast. Em consequência as condições de
recepção de alguns receptores podem sofrer de má qualidade de recepção e de elevadas taxas de
erro e de perda de pacotes. Operando com diferentes condições de recepção, força a uma
transmissão de elevada potência de acordo com a pior condição prevista e/ou a uma quantidade
elevada de informação redundante para permitir correcções de erro nos receptores. Mesmo que a
maioria dos receptores estejam tipicamente em condições boas de cobertura, a entrega deve levar
em conta os receptores que se encontram em condições piores de cobertura. Faltando o controlo
de potência, o soft handover e os mecanismos de feedback, a quantidade de recursos dispendidos
nestes receptores é muito mais elevada do que o que se esperaria para uma portadora Unicast.
Um modo para solucionar este problema é dividir a entrega de ficheiros em diversas sub sessões,
espaçadas no tempo (sessões de portadora MBMS). Isto aumenta a distribuição sobre o tempo
real da entrega do ficheiro e consequentemente a probabilidade de boa recepção de rádio. Melhor
que dispender recursos para entregar um ficheiro num dado intervalo de tempo, é aumenta-lo
supondo que uma grande parcela dos receptores usufruem das condições médias da recepção
sobre o intervalo mais longo. Usando os códigos FEC tais como os definidos em [32], um
receptor pode reconstruir completamente um ficheiro sem receber todos os dados de transmissão.
Maior detalhe do conceito pode ser encontrado no D4.1, secção 5.2.5 [34].
Este mecanismo requer uma lógica adicional na camada de controlo do IMS e no Plano de
Entrega de Multimédia, ilustradas na figura 17 e na figura 21.
O Plano de Controlo IMS determina que ficheiro de determinado tamanho necessita de ser
entregue. Antes de escalonar um ficheiro para uma única ou múltiplas transmissões, o
MDFC/MRFC escalona a entrega para múltiplas sessões sobre um período prolongado com
sessões múltiplas de transmissão e assume a transmissão de dados do ficheiro com paridade (ou
repetidamente). O tempo total para a entrega do ficheiro é determinado pela informação recebida
à partir do Service Enabler ou Plano de Aplicação (por exemplo, como é que o conteúdo
necessita de ser entregue e com que prioridade?). A suposição é a de que o ficheiro seria entregue
sobre diversos intervalos de tempo espaçados onde partes do ficheiro (possivelmente com
correcção FEC) são entregues.

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Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida

O Plano de Entrega de Multimédia recebe um ficheiro a ser entregue à partir da entidade
chamada "Fonte de Download e de Streaming", como ilustrado na figura 22 e a informação de
escalonamento à partir do MDFC/MRFC. Esta informação de escalonamento pode ser de
natureza estatística. Melhor que entregar um ficheiro usando uma única transmissão (ou da sessão
de portadora MBMS) ou a um conjunto de transmissões repetidas, o MDFP no Plano de Entrega
de Multimédia, codifica o ficheiro com um código FEC, criando símbolos redundantes. A
quantidade de redundância é determinada pela quantidade de recursos atribuídos pelo
MDFC/MRFC. Ele então divide o ficheiro FEC codificado (pacotes da fonte + pacotes da
paridade) em um conjunto de bloco de transmissão, cada um a ser transmitido sobre uma sessão
da portadora MBMS. As sessões da portadora são espaçadas em tempo para permitir uma elevada
probabilidade de terminais estarem em condições favoráveis de recepção sobre o período de
entrega completo do ficheiro.
As sessões de portadora são aprovisionadas pelo MDFP, usando comandos de início e término de
sessão no Plano de Acesso e de Transporte – a saber MBMS. Isto é feito usando a interface Gmb
para o gateway da rede de acesso (por exemplo GGSN) ou através do BM-SC. As sessões da
portadora iniciam no MDFP sem a necessidade de um pré escalonamento e actualização do ESG
(Electronic Service Guide) ou da informação da descrição da sessão.
O MBMS fornece um parâmetro "sessionID" fornecido no início da sessão. Este parâmetro
permite aos receptores que receberam inteiramente um dado ficheiro ignorar o pedido de paging
[31], [32] para retransmissão.
O resultado final da introdução deste mecanismo é que o Plano de Aplicação e o Service Enabler,
assim como os Fornecedores de Conteúdos passaram a ter um mecanismo mais eficiente para a
entrega de conteúdo de ficheiros e que será transparente a eles. Adicionalmente, isto é feito
usando procedimentos padrão de Release 06 do MBMS no Plano de Acesso e de Transporte a fim
de controlar as sessões de transmissão e é transparente à rede núcleo (CN) do MBMS.
4.4.3.2 Escalonamento de serviços Carousel (Retransmissão periódica)
Se o escalonamento de serviços Carousel for analisado no contexto do ambiente MBMS, o
requisito mais importante é desenvolver algoritmos que sejam capazes de criar escalonamento
eficiente de transmissão.
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o seu transporte é de prioridade mais baixo. A entidade de escalonamento no Plano do Serviço Enabler atribui um time slot para o serviço pedido (pelo FC). Comparado com os serviços de Download e de Streaming. assim como pelo controlador de escalonamento de sessão. mais provável será a ocorrência de erros. Estas características necessitam de ser consideradas pela Gestão de Escalonamento de Serviço. as exigências dos Fornecedores de Conteúdos necessitam de ser satisfeitas: ¾ Os pedidos de adição e de remoção dos serviços têm que ser processados. A gestão de Escalonamento de Serviço reserva um time slot definido para a entrega de serviços Carousel MBMS e faz com que o controlador de escalonamento de sessão adicione este serviço ao Carousel de dados existentes ou gerar um novo. respectivamente. 62 .Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida Estes escalonamentos têm que mudar dinâmicamente no caso de conteúdos de actualização ou de serviços Carousel MBMS recentemente adicionados. ¾ Quanto maior for o tempo para transmitir o serviço. • A entrega de serviços Carousel pode ser considerada como um serviço Background. O algoritmo de escalonamento necessita adaptar a frequência (com que frequência o serviço MBMS é transmitido num ciclo inteiro de transmissão) para os seguintes aspectos: • No início. ¾ O estado da capacidade da rede (em termos da congestão da rede) e a presença de erros na transmissão são também importantes para a decisão de como um serviço será transmitido. as exigências dos utilizadores têm que ser levadas em consideração. os princípios de cálculo da entidade que faz o escalonamento dos recursos devem ser usados. ¾ Assim. em termos do tamanho do grupo de recepção. Além disso. tendo por resultado uma base de dados dinâmica com a mudança dos serviços Carousel disponíveis. os serviços que contêm uma grande quantidade de dados devem ser transmitidos mais frequentemente e. além disso. visto que o controlador de escalonamento de sessão (no MDFC) constrói o próprio ciclo de transmissão.

4. atrasos e jitter). A gestão dos recursos rádio necessita de fornecer informação sobre os recursos de rádio disponíveis. Assim. Conteúdos e transmissões de dados em células congestionadas da rede móvel devem ser evitados.3 Serviços de streaming em tempo real O escalonamento de serviços de Streaming deve preferivelmente fornecer uma taxa de bit constante. Em relação a função de transcoding e a função de controlo de congestão no MDFP. Ao streaming em tempo real será dada prioridade pelo controlador de escalonamento a fim de fornecer a qualidade de serviço requerida (por exemplo para evitar o jitter). uma cooperação próxima com a actividade de gestão de recurso rádio do C-MOBILE (Modificações da RAN) [48]. O feedback poderia consistir nos parâmetros comuns de QoS (por exemplo a largura de banda disponível para Streaming MBMS e para serviços de Background. a taxa de bit da fonte de áudio/vídeo pode ser adaptada para utilizar mais eficientemente os recursos disponíveis.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida 4.4. A Gestão de Escalonamento de Serviço no Plano do Service Enabler é requerida para estimar exactamente as condições da rede. Se a entrega do conteúdo de Streaming (por exemplo um clip de vídeo) for anunciada por uma guia electrónico de serviço/programa.4. isto será essencial para a satisfação dos utilizadores. As estatísticas sobre o estado dos trajectos da rede e sobre os relatórios de QoS serão usadas a fim de se puder utilizar os recursos disponíveis mais eficientemente. carga actual. A informação sobre a congestão é agregada e fornecida às entidades da função de escalonamento da camada lógica superior sendo a chave do objectivo da pesquisa. Contudo. uma nova interface e novas entidades funcionais devem ser definidas. a localização do 63 .3. Os protocolos disponíveis pelo IETF necessitam de ser analisados e melhorados para permitir a troca da informação de feedback. uma vez que a interface de rádio é supostamente o ponto com menos capacidade na arquitectura de entrega do MBMS.3.4 Escalonamento adaptável baseado no feedback da RAN O desafio de um escalonamento end-to-end necessita de considerar os mecanismos de feedback da RAN. Consequentemente é essencial.

estimando possivelmente e/ou prevendo a largura de banda actualmente disponível ou usar a camada de codecs que fornecem níveis diferentes de resolução e de taxa de dados. Uma outra opção é dividir o grupo de receptores em diversos subgrupos e emitir os conteúdos independentemente mudando o tempo para estes subgrupos. Independente do tipo de serviço (Download de ficheiros ou Streaming). adaptando a taxa de dados da transmissão. 64 . a informação de feedback permite ao MDFC adaptar dinâmicamente o transcoding de conteúdos de Streaming multimédia. é sempre possível deslocar a transmissão para um posterior escalonamento. isto é atrasar a entrega. Além disso. isto é.Capítulo 4 – Integração do MBMS numa arquitectura convergida endereço dos utilizadores necessitam de ser levada em consideração no caso de entrega de dados Multicast.

Nem o 3GPP nem a OMA (Open Mobile Alliance) especificaram estratégias e algoritmos de escalonamento para serviços móveis de transmissão. o BM-SC (Broadcast Multicast Service Centre) que é responsável pelo controlo da entrega do serviço de transmissão móvel. Assim.frames per second) [12]. notícia de informação periodicamente 65 . Esta parte da tese foca a entrega de conteúdos baseada em Carousel (isto é retransmissão periódica).1 Introdução Hoje. os terminais móveis são capazes de fornecer o acesso para conteúdos multimédia. tendo como resultado uma redução considerável do custo. O MBMS especificou os serviços de Carousel para serem usados em mensagens de texto. Um outro exemplo é uma subscrição de um serviço de top ten de clip de vídeo musical ou notícias mais recentes. o Broadcast e o Multicast são técnicas para diminuir a quantidade de dados transmitidos numa rede e usar mais eficientemente os recursos.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel 5 Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do serviço Carousel (Retransmissão periódica) 5. [27]. Com o aumento previsto de aplicações de elevada largura de banda e com um grande número de UEs que recebem os mesmos serviços de elevados taxa de dados. No MBMS a entidade responsável pelo escalonamento é o BM-SC. por exemplo pequenos clips de vídeo ou mesmo televisão móvel. é essencial uma distribuição eficiente da informação. o 3GPP padronizou os serviços do MBMS [12]. [13]. [31]. por exemplo. [31] para UMTS e GPRS. substituindo as ligações múltiplas Unicast por uma ligação do serviço Multicast/Broadcast para a rede núcleo 3G (CN) e para redes de acesso rádio (RAN). Possíveis serviços são. A Figura 25 ilustra a vantagem do MBMS. O serviço Multicast existente oferece a fans de futebol a possibilidade de receber periodicamente os resultados de todos os desafios interessados ou até de ver os golos marcados pela sua equipa favorita em forma de vídeo. O MBMS introduz uma nova entidade. A entrega do serviço móvel de transmissão sobre ligações de rádio de capacidade limitada requer mecanismos de escalonamento inteligente que fazem o melhor uso dos recursos disponíveis ao minimizar o tempo médio de acesso dos receptores. A fim de suportar eficientemente serviços de Broadcast. imagens estáticas e para vídeos de baixa qualidade (por exemplo 3 fps .

Então o BM-SC por sua vez decide se aceita ou rejeita os pedidos levando em conta as condições contractuais dos clientes. A entidade de escalonamento deve também considerar erros de canal. Um outro caso importante de uso é a entrega de publicidade e de anúncios de outros serviços MBMS. Além disso. A entidade de escalonamento deve esperar que a ligação se torne livre antes que a actual transmissão inicie. Os serviços MBMS que teriam que ser entregues nas ligações congestionadas devem ser negligenciados. Unicast (esq.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel actualizada. O objectivo é fornecer um escalonamento justo. notícias do tempo e actualizações de segurança (firmware/security). caso a comunicação sem fios seja susceptível à presença de erros incorrigíveis. tomando diferentes quantidades de dados de serviço e de tamanhos diferentes dos grupos de receptores em consideração. Para determinar o estado da rede.1 Problemas e objectivos Como mostrado na Figura 26 o BM-SC contém a entidade que faz o escalonamento. Esta entidade central recebe pedidos do FC sobre a adição e a remoção de serviços Carousel MBMS. 66 .) 5. Os muitos utilizadores estão esperando por um serviço MBMS que transmitirá mais frequentemente este serviço do que tem sido transmitido. Esta parte da tese concentra-se nos serviços de Carousel. Figura 25 – Comparação da entrega de dados. comparados com os outros serviços. a rede de transporte que consiste na CN (Core Network) e na RAN (Radio Access Network) dá o feedback sobre os recursos disponíveis.1.) e Broadcast/Multicast (dir. Este tipo de feedback de congestão é fornecido principalmente pelo RRM (Radio Resource Management) dentro da RAN que é tipicamente o ponto com menos capacidade na arquitectura do MBMS por causa dos recursos de rádio limitados. a entidade de escalonamento tem que reagir aos trajectos congestionados da rede. assim como o estado actual da rede e o tamanho do Carousel de transmissão.

[40] [41]. em resumo o algoritmo de escalonamento deve adaptar-se às exigências dos receptores. O algoritmo on-line básico [39].2 Conceito de algoritmo de escalonamento 5. O algoritmo de escalonamento decide que conteúdo deve ser transmitido a fim de conseguir um tempo médio de acesso mínimo. à congestão da rede. 67 .2. o instante em que foi feita a última radiodifusão R(i) é armazenado [39]. o mais baixo possível para todos os utilizadores. Hameed que melhor se adaptam aos objectivos explicados. o algoritmo on-line com bucketing [40] assim como o algoritmo baseado numa adaptação do PFQ (Packet Fair Queuing) [41] têm em comum o uso da regra da raiz quadrada [40] para conseguir os melhores resultados. • Algoritmo on-line básico Com o aumento da aceitação da tecnologia sem fio.1.1 Algoritmo existente Pela pesquisa de literatura sobre o assunto deparei com três algoritmos desenvolvidos por N. Figura 26 – Interacção entre as entidades da rede 5. [40]. tais mecanismos podem ser usados por um satélite ou uma estação base para comunicar informação de interesse comum ao host sem fio. Em adição.1. Por exemplo. mecanismos para transmitir informação eficientemente para os clientes sem fio é de todo essencial.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Assim. Vaidya e por S.H. à uma mudança dinâmica dos conteúdos da base de dados e aos erros de transmissão. Usam a probabilidade de demanda pi e o tempo necessário para fazer o envio do serviço (neste trabalho o serviço se refere a um serviço Carousel do MBMS) li como parâmetros do perfil global em que todos os perfis de utilizadores estão agregados.

Assume-se que a base de dados é dividida em muitos itens de informação. É importante minimizar o tempo médio de acesso. Considerou-se uma base de dados dividida em itens de informação. As instâncias fi de um item são numeradas de 1 até fi. diminuindo assim o tempo morto do cliente. Conseguir um igual espaçamento nem sempre pode ser realizado na prática. M significa o nº total de itens de informação no servidor de dados. li representa o comprimento do item. O escalonamento de transmissão determina quando cada item é transmitido pelo servidor. O espaçamento entre dois instantes de um item (Figura 27) é o tempo que ele leva para transmitir a informação à partir do início do 1º instante até ao início do 2º instante. O servidor transmitirá esses itens periodicamente para todos os clientes. Os itens são numerados de 1 a M. O escalonamento para o ciclo de transmissão é em ordem aos itens no ciclo. O tempo requerido para transmitir um item de unidade de comprimento é referido como uma unidade de tempo.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel No ambiente sob consideração. dado por: Onde li é o comprimento do item i. a capacidade de comunicação downstream do servidor para clientes. Pode-se demonstrar que para um escalonamento óptimo de transmissão. Assim o tempo requerido para transmitir um item de comprimento l é l unidade de tempo. O tamanho do ciclo N é contudo. Assume-se que todos os instantes do item i são espaçados de si. A frequência fi de um item i é o número de instantes do item i no ciclo de transmissão. é relativamente maior do que a capacidade de comunicação upstream dos clientes para o servidor. 68 . O tempo médio de acesso é a quantidade de tempo que o cliente tem que esperar por um item de informação. todos os instantes de um item devem ser igualmente espaçados.

Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Figura 27 – Parte de um ciclo de Broadcast [39] O tempo médio de acesso do item i. Assim: Substituindo temos: Considerando que instantes de cada item i são espaçados igualmente com espaçamento si o tempo mínimo de acesso total é dado por: Substituindo si em toverrall o tempo médio de acesso total óptimo. chamado de toptimal será: 69 . O tempo médio de acesso total. A chegada dos pedidos dos clientes. chamado de ti é definido como a média esperada pelo cliente necessitando do item i até o mesmo começar a receber o item i a partir do servidor. A probabilidade de pedido de serviço do item i. Do processo de Poisson segue-se que a média de tempo até o 1º instante do item i ser transmitido. Assim ti=si/2. é si/2 unidades de tempo. denotado por toverrall é definido como o tempo médio esperado pelo cliente. é assumido ser governado pelo processo de Poisson. a partir do tempo em que o cliente inicia a espera do item i. chamado de pi é a probabilidade de o item i ser o que o cliente pretende.

Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel toptimal é derivado assumindo que os instantes de cada item são igualmente espaçados. O objectivo é ajudar na obtenção de uma expressão para o tempo médio de acesso óptimo (toptimal). É de recordar que a frequência de um item é o número de vezes que o item é transmitido no ciclo. o 2º bloco usa as frequências para determinar o escalonamento da transmissão. ƒ Mapeando as exigências para as frequências O objectivo aqui é determinar as frequências óptimas como uma função da probabilidade (pi) e do comprimento ou tamanho da distribuição (li). Como indicado antes. igual espaçamento não pode sempre ser realizado. para itens i e j. O primeiro bloco mapeia a distribuição da demanda de probabilidade em itens de frequências óptimas. temos: Como: 70 . Depois de ter determinado as frequências óptimas. Assume-se a situação ideal em que: Colocando numa forma diferente. O objectivo é executar as funções dos dois blocos de tal maneira que o tempo médio de acesso total (toverrall) seja minimizado. A figura dá um baixo nível de abstracção para o procedimento. ¾ Esquema de escalonamento proposto Figura 28 – Construindo um ciclo de Broadcast [39] A Figura 28 mostra uma visão do procedimento para a construção de um escalonamento de transmissão.

Passo 2 – Escolhe item i tal que G(i) = Gmax . Se houver mais do que um item para esta igualdade escolhe qualquer um arbitrariamente. onde: Admitindo que Q significa o tempo actual e R(j) significando o tempo em que um instante do item j foi mais recente transmitido. R(j) é iniciado em -1.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Teremos: Sempre que o servidor estiver pronto para transmitir um novo item. para um desempenho óptimo. que determina o próximo item a ser transmitido. para todos os j. Faça Gmax designar o máximo valor de G(j). usando a regra de decisão que é motivado pelo resultado obtido no seguinte teorema: “ Dada a demanda de probabilidade pi de cada item i. 1 ≤ j ≤ M. e Q é iniciado em 0 (zero). o mínimo tempo médio de acesso total. Este teorema implica que. Assim: ¾ Scheduler para o algorithm on-line Passo 1 – Determine um mínimo valor de G(j) sobre todos os itens j. Passo 3 – Transmite item i no tempo Q Passo 4 – R(i) = Q 71 . instantes de um item i deverão ser igualmente espaçados com espaçamento si. t é encontrado quando a frequência fi de cada item i for proporcional a: e inversamente proporcional a e assumindo que os instantes de cada item são igualmente espaçados”. chama o algoritmo on-line. R(j) é actualizado sempre que o item j é transmitido.

de modo que: Figura 29 – Heurística para divisão itens em k buckets [39] Deve-se manter os itens em cada bucket numa fila cíclica. Deve-se definir: Como a média da probabilidade de demanda do item no bucket Bj. É de notar que a função (13) é similar ao termo em (11): A desvantagem do algoritmo on-line é o custo computacional O(M) requerido para avaliar qual o próximo item a ser transmitido. com mi ≥ 0. dj é igual a: Então a média do comprimento dos itens no bucket Bj é igual a: 72 . cada bucket Bi irá conter mi itens. • Algoritmo on-line com bucketing A maior desvantagem do algoritmo on-line sem bucketing é o alto custo computacional O(M) requerido para decidir qual o próximo item a ser transmitido. somente os itens na frente de cada bucket são candidatos a serem transmitidos nesse tempo. Este custo pode ser reduzido pelo particionamento da base de dados em buckets (Figura 29) como se segue: Ao se dividir a base de dados em k buckets.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Nota: Q – R(i) é o espaçamento entre o tempo actual e o tempo em que o item foi previamente transmitido. Em qualquer altura.

O G(j) agora significa: A função G(j) usada aqui é similar à função G(j) usada no algoritmo on-line sem bucketing. de tal forma que a equação seja reduzida. Qualquer outro item é colocado no bucket Bj (1 ≤ j ≤ k) se 73 . Para a simulação foi usada a heurística para determinar a relação de itens com os buckets. O tempo médio de acesso total óptimo. será (21): A equação mostra que topt_bucket é dependente da selecção de valores de mj`s e que: Optimizando o esquema de bucketing para um dado numero de k buckets requer que mj`s sejam escolhidos apropriadamente. A heurística para determinar a relação de um item i para o bucket Bj é o seguinte: Seja Amin = Mini Se para item i Amini = e Amax = Maxi e então item i é colocado no bucket B1. Tambem deve-se designar o Ij como o item à frente do bucket Bj.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Se o item i se encontrar dentro do bucket Bj. então o espaçamento si e fi é igual a: Deve-se designar o Q como sendo o tempo actual e R(i) o tempo em que o item i foi o item mais recentemente transmitido.

O tempo requerido para transmitir um item de comprimento l é l unidades de tempo. O servidor age da mesma maneira ou seja transmitirá esses itens periodicamente para todos os clientes. li representa o comprimento do item. Passo 3 – Transmite item Ii a frente do bucket no tempo Q. Contudo o algoritmo precisa de comparar valores para somente k itens. O princípio de escalonamento de transmissão é idêntico ao utilizado no algoritmo online. O tempo médio de acesso total. excepto que a regra de decisão é aplicada somente para itens à frente de cada bucket.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel ¾ Scheduler para o algoritmo on-line com bucketing Passo 1 – Determine um máximo valor de sobre todos os buckets j. Os itens são numerados de 1 a M. • Algoritmo PFQ Tal como no algoritmo on-line a base de dados também é dividida em itens de informação. Passo 2 – Escolhe um bucket Bi tal que G(i) = Gmax. 1 ≤ j ≤ k. Onde Gmax significa o máximo valor de G(j). Assim toverrall é igual a (2. chamado de pi é a probabilidade de o item i ser o que o cliente pretende. dada a complexidade de O(k). Se houver mais do que um bucket para esta igualdade escolha qualquer um arbitrariamente. Passo 4 – Retire da fila o item Ii da frente do bucket Bi e coloque na fila o mesmo atrás de Bi. A probabilidade de pedido de serviço do item i. Também aqui M significa o nº total de itens de informação no servidor de dados. denotado de toverrall é definido como a média esperada encontrada pelo cliente. o mínimo tempo de acesso total é dado por: 74 . 3): Considerando que instantes de cada item i são espaçados igualmente com espaçamento si. Passo 5 – R(i) = Q O algoritmo usado aqui é similar ao algoritmo on-line sem bucketing. Todos os itens dentro do mesmo bucket são transmitidos com a mesma frequência.

Bj = Cj e Cj = Bj+ sj Passo 5 – Quando item j completa a transmissão T = T + lj O algoritmo itera do passo 1 até 5 repetidamente. chamado de toptimal será: toptimal é derivado assumindo que instantes de cada item são igualmente espaçados. Isto é. Inicialize Bi = 0 e Ci = si para 1 ≤ i ≤ M Passo 1 – Determine o conjunto S de itens para o qual Bi ≤ T. os dados são codificados usando ECC (Error control codec). o servidor é solicitado a retransmitir os dados. Considerou-se o caso em que os itens de informação são transmitidos num canal único. Quando tais erros são detectados (mas que não podem ser corrigidos pelo cliente).Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Substituindo si em toverrall o tempo médio de acesso total óptimo. O tempo actual é denominado de T. ¾ Scheduler para o algoritmo PFQ Passo 0 – Determine o espaçamento óptimo si para cada item i usando a equação (23). Para cada item i o algoritmo mantém duas variáveis. 1 ≤ i ≤ M} Passo 2 – Seja Cmin = mínimo valor de Ci sobre i є S Passo 3 – Escolhe qualquer item j є S tal que Cj = Cmin Passo 4 – Transmite item j no tempo T. Tradicionalmente num ambiente sujeito a erros. De entre esses itens. Bi é o anterior tempo quando o próximo instante do item i deve começar a transmissão. Estes códigos capacitam os clientes a “corrigir” alguns erros. e Ci = Bi + si. • Impacto dos erros de transmissão Foi assumido até agora que cada item transmitido pelo servidor é sempre recebido correctamente pelo cliente. Os itens no conjunto S estarão prontos para transmissão. transmitindo um item por iteração. 75 . isto é. S = {i | Bi ≤ T. primeiro o conjunto S de itens com inicio de tempo Bi menor do que ou iqual a T é determinado. Em cada iteração. Bi e Ci. esta suposição não é sempre válida. o item com menor Ci é escolhido para ser transmitido. Como a transmissão rádio está sujeito a erros de transmissão. Inicialmente T = 0. Contudo o ECC (Error control codec) não consegue corrigir um grande número de erros nos dados. recuperar os dados com erros.

li significa o comprimento do item i depois de ser codificado com ECC. o tempo médio de acesso total óptimo. levando em conta os erros de transmissão 76 . o tempo médio de acesso total é minimizado quando: Quando não ocorre erros. E(l) = 0 e a equação reduz-se a equação de si (10). é dado por: Dada a probabilidade de ocorrência de erros incorrigíveis em um item de comprimento l é E(l). t. levando em conta os erros de transmissão O tempo médio de acesso total. assumindo que instantes do item i são igualmente espaçados com espaçamento si. Admite-se que erros incorrigíveis ocorrem em um item de comprimento l com probabilidade E(l). Levando em conta os erros de transmissão.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Num ambiente assimétrico não é sempre possível que o cliente peça ao servidor para retransmitir os dados. chamado de topt_err é o seguinte: ¾ Algoritmo on-line com buckets. ¾ Algoritmo on-line básico.

considerou-se uma base de dados (M) contendo 1000 itens. levando em conta os erros de transmissão 5.1 Avaliação de desempenho para os algoritmos básicos Os resultados foram produzidos com a ajuda do Matlab.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel ¾ Algoritmo PFQ. Assumiu-se que a probabilidade de demanda segue uma distribuição Zipf.2 Resultados Obtidos 5.2. Para a experiência. A fórmula da distribuição Zipf é a seguinte: Onde θ é o coeficiente de distorção de acesso. ¾ Algoritmo on-line sem erro e com erro respectivamente Para o cálculo do li foram consideradas três tipos de distribuição: ƒ Increasing (L0=1 e L1=10) 77 . O algoritmo de Round Robin foi usado aqui como uma referência.

0.0) e valores de lambda λ (taxa de erro) de (0 a 0.6 com passos de 0. 17) para o cálculo de toptimal.4 0. As figuras 30 e 31 mostram os diferentes valores de toptimal obtidos durante a simulação para o algoritmo on-line sem erro e com erro respectivamente. foram consideradas três valores de θ (0. Levando em conta erros de transmissão.05) e foram usadas as equações (16.2 1. foram considerados valores de θ de (0 a 1. E como foram 78 . Para o algoritmo on-line.25 com passos de 0.2 0. quanto maior for o coeficiente de distorção de acesso (theta).Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel ƒ Decreasing (L0=10 e L1=1).6 0.6 Figura 30 – Desempenho do algoritmo On-line sem erro Da figura 30 pode-se verificar que para o algoritmo on-line sem erro.5 e 1.8 THETA 1 1.4 1. Para o increasing e para o decreasing utilizou-se a seguinte fórmula para obtenção do li : ƒ Random – O valor é escolhida aleatoriamente de 1 até 10 com uma probabilidade uniforme. menor é o tempo médio de acesso.2) e foi usado (5) para o cálculo de toptimal. 3000 optimaldec optimalinc optimalRand Overall Mean Access Time 2500 2000 1500 1000 500 0 0 0.

29. o tempo médio de acesso será 79 . foram considerados valores de θ de (0 a 1. a taxa de erro.5) e foram usadas as equações (15. Levando em conta os erros de transmissão. menor é o tempo médio de acesso.5 com passos de 0. menor é o tempo médio de acesso e quanto maior for a taxa de erro. o OptimalInc apresenta um melhor desempenho. 18000 THETA=0 THETA=0.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel consideradas 3 situações ou seja OptimalDec (L0=10 e L1= 1). Da figura 32 pode-se verificar que para o algoritmo on-line com bucketing sem erros de transmissão. 32) para o cálculo de topt_bucket_error. 31. quanto maior for o coeficiente de distorção de acesso.1 0.5) e valores de lambda λ (taxa de erro) de (0 a 0. 30. maior é o tempo médio de acesso ou seja apresenta um pior desempenho. As figuras 32 e 33 mostram os valores de topt_bucket obtidos durante a simulação para o algoritmo on-line com Bucketing sem erro e com erro. pode-se concluir que para um mesmo coeficiente de distorção de acesso.25 lambda Figura 31 – Desempenho do algoritmo On-line com erro Para o algoritmo on-line com erro (figura 31) foram considerados para além do coeficiente de distorção de acesso. OptimalInc (L0=1 e L1= 10) e OptimalRand obtida de forma aleatória.15 0. e verificou-se que quanto maior for o coeficiente de distorção de acesso. 18.5 THETA=1.05 0. foi considerado somente um valor de θ (0. 16.05) e foram usadas as equações (27.0 16000 Overall Mean Access Time 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 0 0. 21) para o cálculo de topt_bucket. ¾ Algoritmo on-line com bucketing sem erro e com erro Para o algoritmo on-line com bucketing sem erro. Também se pode verificar que para um mesmo coeficiente.25 com passos de 0.2 0.

15 0. Para o algoritmo on-line com bucketing e com ocorrência de erros (figura 33). 3000 optimal:1 bucket optimal:5 buckets optimal:10 buckets optimal:100 buckets Overall Mean Access Time 2500 2000 1500 1000 500 0 0 0.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel menor. quanto maior for o número de buckets e para um só bucket o tempo médio de acesso é constante ou seja resume-se ao algoritmo Round Robin. E que o tempo médio de acesso se degrada drásticamente em relação ao algoritmo sem erro para um mesmo coeficiente.5 THETA Figura 32 – Desempenho do algoritmo On-line com buckets sem erro 18000 THETA=0.5 16000 Overall Mean Access Time 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 0 0. quanto maior for a taxa de erros. maior será o tempo médio de acesso.5 1 1. o resultado mostra que para um mesmo coeficiente.05 0.25 THETA Figura 33 – Desempenho do algoritmo on-line com buckets com erro 80 .1 0.2 0.

02 0.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel ¾ Algoritmo PFQ sem erro e com erro Para o algoritmo PFQ sem erro (Figuras 34).5 0.08 0.7 0.3 0.14 0. Levando em conta os erros de transmissão (Figura 35). 26) para o cálculo de toptimal. foram considerados valores de θ de (0.05) e foram usadas as equações (35. 24.2 Figura 35 – Desempenho do algoritmo PFQ com erro 81 .1 0.06 0.25) e foram usadas as equações (23.6 THETA 0. foram consideradas três valores de θ (0. 36) para o cálculo de toptimal.5 16000 Overall Mean Access Time 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 0 0.16 0. 1.2 com passos de 0.25 a 1.04 0.5) e valores de lambda λ (taxa de erro) de (0 a 0. 25.4 0.0 e 1. 2800 optimaldec optimalinc optimalRand 2600 Overall Mean Access Time 2400 2200 2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 0.8 0.18 0.9 1 Figura 34 – Desempenho do algoritmo PFQ sem erro 18000 THETA=0 THETA=1 THETA=1.12 lambda 0.0 com passos de 0.

antes da informação com os conteúdos de baixa prioridade. Três classes de prioridade são sugeridas: . 5. mas levando em conta a prioridade do item. verifica-se que quanto maior for coeficiente de distorção de acesso (theta). Assim a prioridade do item xi é considerada e garantida uma média de tempo de acesso ti_guar que possa ser fornecida. E para um mesmo coeficiente. o esquema de prioridade pode ser usado para as seguintes finalidades: ¾ Adição de serviços Os conteúdos recentemente adicionados de elevada prioridade devem ser transmitidos. enquanto a prioridade oferece a possibilidade de influenciar as decisões de escalonamento. A Tabela 2 mostra um exemplo de como as atribuições podem ser realizadas. Além disso. também se confirma a regra que. o OptimalInc apresenta um melhor desempenho. quanto maior for a taxa de erro. maior é o tempo médio de acesso. • Consideração do esquema de prioridade A probabilidade da demanda é associada primeiramente aos desejos e às capacidades dos receptores.Classe 3: serve para os serviços menos importantes No geral. Δt pode ser escolhido para adaptar o algoritmo às necessidades específicas. Da análise da figura 35 relativamente ao algoritmo PFQ levando em conta os erros de transmissão. o nível actual de congestão ci é levado em conta. quanto maior for coeficiente de distorção de acesso (theta).Classe 1: refere-se aos serviços mais importantes . menor será o tempo médio de acesso e que para um mesmo coeficiente. 82 .Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Da leitura da figura 34 verifica-se que para o algoritmo PFQ sem erros de transmissão.Classe 2: para serviços comuns . menor é o tempo médio de acesso. No que diz respeito ao algoritmo on-line e ao algoritmo on-line com bucketing devem inicializar-se com R(i)=-1 em qualquer caso.3 Proposta de Algoritmos estendidos Este trabalho estende o trabalho de Vaidya e de Hameed.

Em vez disso. a adaptação do algoritmo PFQ é baseada no cálculo do espaçamento óptimo. 83 .Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Tabela 2 – Tabela de inicialização de R(i) ¾ Adaptação da frequência Um item com prioridade mais alta é mais frequentemente transmitido. ¾ Garantindo um limite para o tempo médio de acesso O esquema de prioridade pode também ser usado para fornecer um determinado nível de QoS pela diferenciação de serviço. tenta não desperdiçar a capacidade disponível. No caso do algoritmo on-line. Além disso. O tempo médio de acesso resultante pode ser determinado por: Assim. Isto resulta em um espaçamento menor e num tempo de acesso mais curto para conteúdos de elevada prioridade. Tentar tratar todos por igual é garantido porque os itens com prioridade baixa não serão excluídos de serem transmitidos. Como descrito acima. com a extensão proposta este algoritmo pode garantir um tempo máximo de espera para cada classe de prioridade restringindo o Carousel para os itens de prioridade elevada. à custa do tempo de acesso dos itens de prioridade baixa. xi descreve a prioridade do item i. enche o ciclo de transmissão com tantos itens quanto possível sem exceder os limites garantidos. a seguinte modificação (37) do original (11) e (12) é sugerida. Assim poucos itens são removidos a fim de observar os limites do tempo médio de acesso. Cada classe de prioridade pode ser directamente acoplada com o valor médio do máximo tempo de acesso. Com essa alteração passa-se a ter um tempo médio de acesso mais curto para itens de prioridade elevada. Para reduzir os custos computacionais os itens devem ser mantidos em ordem de acordo com o seu valor para o pili.

• Controlo de Congestão Para simplificar a matéria. Assim.implica que somente a metade da largura de banda estará disponível e que leva duas vezes mais tempo para entregar o mesmo conteúdo do que faria se não tivesse ocorrido congestão.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Uma alternativa de aproximação é de remover os itens (outra vez unicamente os de uma classe de baixa prioridade) que foram transmitidos recentemente ou remover aqueles que têm uma probabilidade de demanda baixa. 84 . ci = 0. a congestão varia de receptor a receptor e consequentemente de item a item. Depende da posição dos receptores e do estado do tráfego das ligações aos UEs. o tempo de transmissão li medido em unidades de comprimento pode ser substituído como se mostra em (39) a fim de levar em conta a congestão.refere a máxima congestão ci = 0 .implica que não ocorreu congestão e a largura de banda "básica" estará disponível. Esta suposição é praticável.5 . assume-se que a entidade de escalonamento transfere a informação sobre a congestão na forma de um único valor que é armazenado no perfil global e usado como o parâmetro de entrada para o algoritmo de escalonamento: 0 ≤ ci ≤ 1. Se o Multicast for analisado. Contudo. porque a largura de banda "básica" deverá ser constante: Para a entrega do serviço Carousel do MBMS a classe de tráfego Background da QoS no UMTS é usada [17] [25]. ai denota a quantidade de dados (medidos em bits) e b refere à largura de banda "básica" disponível (medida em bps). o índice i é adicionado ao factor de congestão: ci = 1 . g é usado como o factor de conversão.

¾ Restrição para conteúdos de alta prioridade A congestão ocorrida pode ser mapeada pelas prioridades. A base adaptada para as decisões de escalonamento é apresentada em (41). a sua adaptação para a congestão é dada em (40).Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel ¾ Adaptação da frequência Uma vez que todos os três algoritmos são baseados na regra da raiz quadrada. seria inadequado transmitir apenas estes itens de prioridade elevada e negligenciar todos os outros. Se o perfil global contiver somente um número muito pequeno de itens de prioridade elevada. podem ser omissos aqui. As outras características armazenadas no perfil global (o número de itens. Uma vez que a largura de banda "básica" b e o factor de conversão g se mantêm constantes independentemente do item. Não obstante. determina directamente que conteúdo é autorizado a ser transmitido. Como exemplo. O nível de congestão. independentemente de qual o algoritmo de escalonamento escolhido. os outros dois algoritmos de escalonamento podem ser adaptados similarmente. Assim. a modificação do algoritmo on-line é descrita abaixo. O problema com esta aproximação é que os recursos disponíveis podem não ser utilizados eficientemente. 85 . o seu comprimento e a probabilidade de demanda) não são consideradas. A Tabela 3 introduz um mapeamneto possível da congestão e das prioridades. O comprimento de transmissão li [unidades de tempo] é substituído pelo termo previamente apresentado. Uma segunda aproximação possível é baseada no algoritmo on-line e no esquema sugerido de prioridade. esta estratégia resulta em decisões de escalonamento não justas. Tenta restringir o ciclo da transmissão a um máximo total. O tempo necessário para transmitir o ciclo inteiro é tcyc e o tcyc_max refere-se ao limite definido. A modificação resulta em uma transmissão mais frequente dos itens que não têm que ser emitidos nas ligações congestionadas.

Como um parâmetro da simulação a probabilidade da demanda dos UEs que querem receber os serviços Carousel do MBMS é suposta seguir a distribuição Zipf (35) com um coeficiente de distorção de acesso θ. o algoritmo unicamente toma em conta os conteúdos de prioridade elevada (classe 1) e determina o tempo do ciclo resultante. Se os erros da transmissão forem considerados. Os outros parâmetros da 86 . A aproximação para garantir um máximo tempo de acesso para cada classe de prioridade pode facilmente ser estendida para tomar em conta a congestão. Assim.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel No início. Se houver um espaço à esquerda no ciclo. o algoritmo adiciona os conteúdos de prioridade mais baixa que se segue e continua até que o tempo de ciclo máximo seja excedido ou os conteúdos de todas as prioridades especificadas x = 1. Mas não é possível calcular o valor exacto para o tempo do ciclo com (43) porque o factor de proporcionalidade α não é conhecido. Esta lacuna é construída por uma ponte pelo uso do algoritmo PFQ como descrito abaixo.1 Avaliação de desempenho para os algoritmos com extensão Os resultados foram produzidos por simulação. O valor pode unicamente ser estimado com base na estatística. O cálculo do tempo de acesso é modificado e resulta na equação (44): Tabela 3 – Mapeamento da Congestão e da Prioridade 5. usando o Matlab. o algoritmo on-line não está bem qualificado para ser estendido e tomar em conta a congestão. ocorrem de acordo com uma distribuição de Poisson (27) com uma taxa variável de erro λ.xmax forem incluídos no conjunto S (42).3..

A Figura 36 mostra a comparação do desempenho de todos os três algoritmos básicos do Carousel acima descritos. Um coeficiente de acesso mais elevado. k=10 Adaptation of PFQ 500 0 0 0. O desempenho de um algoritmo será melhor classificado. O algoritmo simples Round Robin é mostrado como referência. excepto no Round Robin. isto é uma distribuição desigual da probabilidade da demanda. O tempo médio de acesso total de todos os receptores é usado como uma métrica de saída. resulta geralmente em um tempo médio de acesso mais baixo.5 1 Access Skew Coeficient THETA 1.5 Figura 36 – Comparação dos algoritmos básicos de escalonamento Carousel 87 . Comparação dos algoritmos Básicos 3000 Overall Mean Access Time [s] 2500 2000 1500 1000 Round Robin On-line On-line with Bucketing. Todos os algoritmos restantes conseguem métricas similares.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel simulação não são explicadas em detalhe porque a simulação visa apenas oferecer a oportunidade de comparar os algoritmos. quanto menor for o tempo médio de acesso. O perfil global contém M=1000 itens.

5 1 Access Skew CoeficientTHETA 1. o algoritmo é reduzido à disciplina de Round Robin. O algoritmo on-line e o algoritmo on-line com bucketing foram analisados e o impacto do número dos buckets é apresentado na Figura 37. Importante é ter sempre em conta os diferentes custos computacionais. 88 . Se somente o bucket k=1 for usado. Ou seja da figura se pode verificar que o algoritmo on-line apresenta um melhor desempenho e que quanto maior for o número de buckets mais se assemelha ao algoritmo on-line.5 Figura 37 – Comparação dos diferentes números de buckets Da figura 36 conclui-se que para um mesmo coeficiente de distorção de acesso. A vantagem do algoritmo on-line com bucketing é óbvia: o compromisso entre custos computacionais e a eficiência pode ser ajustado com o número de buckets. A Figura 38 mostra o desempenho de todos os três algoritmos levando em conta os erros. o algoritmo online com bucketing apresenta um pior desempenho ou seja um maior tempo médio de acesso e que o algoritmo on-line e o PFQ apresentam valores similares de desempenho.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel Comparação dos diferentes números de Buckets 3000 Overall Mean Access Time [s] 2500 2000 1500 1000 k=1 k=5 k=10 k=100 On-line 500 0 0 0.

06 0. A figura 39 mostra o desempenho dos mesmos algoritmos mas agora não só levando em conta os erros de transmissão mas também as modificações que foram introduzidas.12 lambda 0.08 0.04 0.02 0. ou seja para uma mesma taxa de erros os mesmos algoritmos apresentam menores tempos médios de acesso o que resulta num melhor desempenho dos algoritmos. demonstra que para uma mesma taxa de erro. Comparado com os algoritmos originais.14 0. o algoritmo on-line apresenta um melhor desempenho e que o pior dos três é o algoritmo on-line com bucketing.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel 18000 OL Adaptation PFQ OLB 16000 Overall Mean Access Time 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 0 0.1 0. 89 . as modificações conduzem a um melhor resultado.2 Figura 38 – Eficiência dos algoritmos levando em consideração os erros O resultado da comparação dos algoritmos básicos levando em conta os erros de transmissão.16 0.18 0.

Adicionalmente.02 0. especialmente do número de itens Carousels e da quantidade de dados. k=20 16000 Overall Mean Access Time 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 0 0.12 lambda 0.Capítulo 5 – Escalonamento adaptável dos dados para transmissão móvel do Serviço Carousel 18000 Modified On-line Modified Adapation of PFQ Modified On-line with Bucketing. A escolha de qual o algoritmo que melhor serve.04 0.14 0. depende das exigências da tecnologia da transmissão e do seu ambiente.08 0.2 Figura 39 – Eficiência dos algoritmos com erros e modificados Tabela 4 – Comparação das características dos algoritmos de escalonamento A Tabela 4 sumariza as características básicas dos três algoritmos e compara as capacidades de extensão. a frequência da base de dados muda e a potência disponível tem que ser levada em consideração.1 0.18 0.16 0.06 0. 90 .

que significa uma retransmissão periódica de cada conteúdo. deve ser possível transportar dados Multicast dos Fornecedores de Conteúdos através da rede núcleo para o UE (User Equipment). A arquitectura SAE/LTE apresenta uma estrutura por camadas mapeando as áreas funcionais para os diferentes Planos que são: o Plano de Aplicação. O núcleo de pacote no Plano de Acesso e de Transporte é melhorado de acordo com o plano do roadmap de 3GPP SAE e de LTE. a rede necessita de ser melhorada para a entrega de informação Multicast através da rede núcleo.1 Trabalho desenvolvido A principal motivação deste trabalho residiu no estudo de possíveis cenários de integração do serviço MBMS no IMS com ênfase na entrega de conteúdos baseada em serviços do tipo carousel. Esta integração IMS – MBMS é apropriada para a arquitectura R7/R8 do 3GPP. duas aproximações distintas. é importante observar que o utilizador MBMS e 91 . Além disso. Entretanto. Plano do Service Enabler. e os níveis de interacção entre as várias entidades funcionais. Estes planos funcionais são baseados na arquitectura de TISPAN e de Broadcast. routers do núcleo IMS na camada 3 de OSI (camada do IP) necessitam de ser melhorados a fim de permitir endereços IP Multicast. foi necessário compreender e definir as interfaces. A segunda aproximação considera as funções do BM-SC a serem distribuídas através das várias entidades do IMS e é mais apropriada à visão de longo prazo da arquitectura SAE/LTE do 3GPP. Plano de Entrega de Multimédia e finalmente o Plano de Acesso e de Transporte. Nesse sentido foram propostas pelo projecto C – Mobile e por outras entidades de normalização nesta área. Consequentemente. assim como.Capítulo 6 – Conclusões 6 Conclusões 6. A primeira em que as aplicações do IMS podem usar o MBMS. Plano de Controlo IMS. Para o estudo da integração do MBMS no IMS. mas o BM-SC é mantido inalterado. foi necessária uma investigação e análise de várias arquitecturas de integração possíveis e estruturas de comunicação e de sinalização. A respeito do Plano de Acesso e de Transporte.

o Proxy e Transporte serão modificados. São introduzidas modificações nos algoritmos básicos para se puderem cumprir as exigências identificadas no MBMS que são: Adaptação aos novos conteúdos. Além disso este trabalho estende os algoritmos para combater as perdas dos canais pela adaptação à congestão e capacitando as classes de prioridade para garantir uma certa QoS. 92 . A entrega de serviços Multicast/Broadcast sobre ligações de rádio de capacidade limitada requerem mecanismos de escalonamento inteligente que fazem o melhor uso dos recursos. O PCRF é introduzido em SAE/LTE como uma extensão do componente PDF do IMS. Embora o trabalho se tenha centrado no escalonamento do BM-SC de MBMS os resultados são também aplicáveis para outros sistemas de transmissão como DVB-H (Digital Vídeo Broadcasting – handled) e DMB (Digital Multimédia Broadcasting). Além do mais foi mostrado que a complexidade computacional pode ser grandemente reduzida com perda mínima de desempenho usando o algoritmo on-line com bucketing ou o PFQ. As simulações provaram que o algoritmo on-line melhora o tempo mínimo de acesso dos utilizadores comparando com o algoritmo de escalonamento de round robin para conteúdos de comprimento e probabilidade de procura não homogéneos. a anulação e a gestão. É responsável pelos aspectos de QoS. Nesta tese investiga-se o desempenho e a complexidade computacional dos diferentes algoritmos de escalonamento aplicado para o Multicast móvel.Capítulo 6 – Conclusões a criação do contexto da portadora. adaptação a congestão da rede e adaptação às procuras dos clientes. assim como. gestão da política e funções de tarifação.

Capítulo 6 – Conclusões 6. OptimalInc (L0=1 e L1= 10) e OptimalRand obtida de forma aleatoriamente. quanto maior for o coeficiente de distorção de acesso. E como foram considerados 3 situações ou seja OptimalDec (L0=10 e L1= 1). o OptimalInc apresenta um melhor desempenho. Numa fase posterior fez-se uma comparação de desempenho dos três algoritmos levando em conta os erros de transmissão. menor é o tempo médio de acesso.2 Resultados Quanto menor for o tempo médio de acesso. quanto maior for o número 93 . Também nesta fase fez-se uma comparação de desempenho do algoritmo on-line com bucketing com diferentes números de buckets. assim como o algoritmo baseado numa adaptação do PFQ. Para o algoritmo on-line com bucketing sem erros de transmissão. apresenta um pior desempenho. mas também levando em conta o esquema de prioridade (adição de serviços e adaptação da frequência) e o controlo da congestão (adaptação da frequência e restrição a conteúdos de alta prioridade). foram considerados para além do coeficiente de distorção de acesso. e para isso utilizou-se o algoritmo round robin como referência. a análise dos resultados baseou-se essencialmente no desempenho individual dos três algoritmos básicos do Carousel ou seja o algoritmo on-line. pode-se concluir que para um mesmo coeficiente. o algoritmo on-line com bucketing. menor é o tempo médio de acesso. Os resultados foram produzidos com a ajuda do Matlab. a taxa de erro e verificou-se que quanto maior for o coeficiente. melhor será classificado o desempenho de um algoritmo. com e sem erros de transmissão. Assim. Para o algoritmo on-line com erro. o tempo médio de acesso será menor. Foi feita uma comparação de desempenho dos algoritmos básicos sem erros de transmissão. Numa primeira fase obteve-se os resultados individuais de desempenho dos algoritmos básicos. Ainda nesta fase também se fez uma comparação de desempenho dos três algoritmos levando em conta os erros de transmissão. Dos resultados obtidos verificou-se que para o algoritmo on-line. verificou-se também que quanto maior for o coeficiente. Também se verificou que para um mesmo coeficiente. no âmbito do trabalho desenvolvido. maior é o tempo médio de acesso ou seja. menor é o tempo médio de acesso e quanto maior for a taxa de erro.

O resultado da comparação dos algoritmos básicos levando em conta os erros de transmissão. quanto maior for o coeficiente. E que para um mesmo coeficiente. maior será o tempo médio de acesso. 40. quanto maior for a taxa de erros. Relativamente aos algoritmos com modificações. menor é o tempo médio de acesso. resume-se ao algoritmo Round Robin. os resultados mostram que para um mesmo coeficiente. quanto maior for a taxa de erro maior é o tempo médio de acesso. 94 . o algoritmo on-line apresenta um melhor desempenho e que o pior dos três é o algoritmo on-line com bucketing. demonstrou-se que houve uma melhoria substancial no desempenho dos mesmos ao se levar em conta o esquema de prioridade e o de controlo da congestão. Para um mesmo coeficiente. o OptimalInc apresenta um melhor desempenho. o tempo médio de acesso é constante ou seja. verificou-se que o algoritmo on-line apresenta um melhor desempenho e que quanto maior for o número de buckets mais se assemelha ao algoritmo on-line. 41]. o algoritmo on-line com bucketing apresenta um pior desempenho ou seja um maior tempo médio de acesso. Da comparação dos diferentes números de buckets com referência ao algoritmo on-line. Relativamente aos resultados do algoritmo com erros de transmissão. também a regra se confirma. É de salientar que para a simulação do algoritmo on-line com bucketing com erros foi feita uma adaptação às fórmulas de forma a encontrar uma fórmula para o toptimal. Da comparação dos três algoritmos básicos. ou seja que quanto maior for o coeficiente.Capítulo 6 – Conclusões de buckets e que para um só bucket. verificou-se que para um mesmo coeficiente de distorção de acesso. Para o algoritmo on-line com bucketing com erro. demonstra que para uma mesma taxa de erro. menor será o tempo médio de acesso. visto que na literatura disponível não se encontrou uma [39. Para o algoritmo PFQ sem erros de transmissão. E que o tempo médio de acesso se degrada drasticamente em relação ao algoritmo sem erro para um mesmo coeficiente.

Um trabalho futuro a fazer também poderá ser a inclusão de streaming e file delivery para além do carousel na optimização de escalonamento e explorar a utilização de recursos não homogéneos na árvore de entrega.3 Trabalho Futuro No desenvolvimento deste trabalho foram vários os assuntos referidos que poderiam ser alvo de estudo futuro.Capítulo 6 – Conclusões 6. Relativamente ao estudo efectuado pelo C-Mobile e pelos outros parceiros na integração do IMS-MBMS. 95 . na proposta do IMS-MBMS R7/R8 como se pode verificar ficaram algumas interfaces por definir que pela importância carecem de estudo futuro: • Interface entre o Plano de Utilizador e o Plano de Acesso e de Transporte • Interface entre o BM-SC e o Plano do Service Enabler • Interface entre a versão melhorada do MRFC (MRFC ++) e o BMSC • Interface entre o MRFP e o BMSC Também futuramente um estudo mais pormenorizado do algoritmo on-line com bucketing com erro é o que se pretende fazer visto que ainda residem algumas lacunas quanto ao mesmo.

Anexo B – Tarifação no IMS Anexos 96 .

Além disso. que se caracterizou. às redes 2G. obviamente. Os sistemas da primeira geração (1G) usavam transmissão analógica e forneciam somente circuitos comutados de voz. sobretudo. falta de compatibilidade com os outros. a procura era apenas por serviços de voz e os sistemas praticamente não ofereciam serviços de dados. a reutilização de frequências. NMT-450. com cada canal atribuído a uma faixa de frequência. Esses sistemas possuem também serviços de dados com comutação de circuitos e baixas taxas de transmissão. NMT-900. R-2000 e C-450 (Europa). A crescente popularidade da Internet conduziu à adição de serviços de dados comutados por pacotes. tornando assim em redes de 2. Os sistemas da segunda geração (2G) eram totalmente digitais e ofereciam inicialmente circuitos comutados de voz e de dados. o cenário dos sistemas de comunicações móveis celulares mudou bastante. inclusive. tendo.Anexo B – Tarifação no IMS Anexo A – Redes Móveis Este anexo apresenta uma visão geral das Redes Móveis e da sua evolução em termos de tecnologia e de serviços. Essa foi a primeira geração de telefonia celular. estrutura de sinalização bastante simples. Todos os sistemas analógicos acima citados empregaram FDMA (Frequency Division Multiple Access). sistemas contemporâneos e comutação de circuitos.5G. No princípio. Esta aposta em circuitos comutados por pacotes permite oferecer novos serviços. uma vista geral da rede UMTS de acordo com as especificações do Release 06 da 3GPP e Qualidade de Serviço em Redes UMTS. pela comunicação de voz analógica (modulação FM). Alguns exemplos de sistemas de segunda geração [1] são: 97 . respeitando. incluindo serviços multimédia baseados em IP. Evolução das redes Móveis Nos últimos anos. foram as principais razões para a evolução em direcção à segunda geração. a estrutura de sinalização e controlo desses sistemas é bem melhor. TACS. as redes 3G fornecem todos os serviços sobre circuito comutado para comutação por pacotes. Alguns exemplos de sistemas analógicos são [1]: AMPS (América do Norte). uma maior segurança no que se refere à autenticação e privacidade. Finalmente. cuja principal característica é a comunicação de voz digital. O rápido aumento no número de utilizadores e a proliferação de vários sistemas analógicos incompatíveis. Eles ainda apresentavam alto custo do terminal e alto consumo de bateria. além de sua capacidade ser bem maior que a dos sistemas analógicos. incluindo sistemas telefónicos de voz.

A Figura 41 ilustra uma rede GPRS [3]. Figura 40 – Rede GSM [3] No entanto. sem dúvida. Os sistemas dominantes na geração 2. IS-95 e PDC. alguns serviços de dados tiveram grande sucesso na segunda geração. o rápido crescimento na procura por diversos serviços de dados sem fio teve como consequência a necessidade de grandes aumentos na capacidade e na taxa de transmissão de dados dos sistemas celulares existentes. IS-136. a tecnologia mais popular até o momento.5 [1]. o GGSN (Gateway GPRS Support Node) e o SGSN (Serving GPRS Support 98 . Foi a partir dessa ideia que começou a evolução para a chamada geração 2. tornou-se possível viajar para diferentes países e usar o telemóvel normalmente.5 são o GPRS (General Packet Radio Services) e o cdma2000 1xEV-DO. O GSM (Global System for Mobile Communications) obteve um enorme sucesso. Técnicas de múltiplo acesso como TDMA (Time Division Multiple Access) e CDMA (Code Division Multiple Access) são usadas em conjunto com FDMA na segunda geração. A tecnologia GPRS (General Packet Radio Services) permite às redes celulares. uma maior velocidade e largura de banda sobre GSM. melhorando as capacidades de acesso móvel à Internet. Como vários países utilizavam a mesma tecnologia. Mesmo com baixas taxas de transmissão. A Rede GSM é ilustrada na Figura 40. como o SMS (Short Message Service).Anexo B – Tarifação no IMS GSM. no mercado mundial de telefonia e é. Um grande avanço foi obtido com a segunda geração no que diz respeito ao roaming. A modificação mais importante na introdução do GPRS na rede GSM foi a adição de dois nós de rede.

os terminais. bem como eleva a capacidade de tráfego de voz em aproximadamente duas vezes.25 MHz. Ou seja. O GGSN faz a ligação da rede de dados GPRS com outras redes de pacotes de dados externas (Internet. Ao manter uma largura da banda padrão para CDMA. 1x significa uma vez 1. o que é mais importante. As taxas de dados do GPRS são bem maiores do que as do GSM (9. se comparado às redes CDMA de hoje.6 Kbps. por exemplo) e o SGSN faz a gestão da rede GPRS. sejam compatíveis perante as evoluções tecnológicas. o cdma2000 1x é a evolução do padrão CDMA IS-95. permite-se que ambas as infra-estruturas e. podendo chegar até 52 Kbps.6 Kbps). o utilizador passaria a ser tarifado pelo volume de informação trafegada na rede. 99 . Um problema do GPRS é o alto consumo de bateria. Ele incrementa as taxas de transmissão de dados via comutação de pacotes e aumenta a velocidade da rede. e não pelo tempo de ligação. As taxas de transmissão de dados podem chegar até 153. Figura 41 – Rede GPRS [3] Os serviços lançados basearam-se no facto dessa tecnologia permitir a transmissão de dados por pacotes de informação. que é a largura de banda padrão de uma operadora CDMA IS-95.Anexo B – Tarifação no IMS Node). dando aos utilizadores a possibilidade de estarem permanentemente on-line – com ligação à Internet. Por sua vez.

Uma segunda fase na evolução do cdma2000 incluiria dados e voz na mesma portadora e seria chamada de 1xEV-DV (Evolution – Data and Voice). mas no enlace de descida os utilizadores são multiplexados no tempo. A Figura 42 ilustra a introdução do EDGE para o sistema GPRS. também conhecido como HDR (High Data Rate). Continuando a evolução em direcção a taxas cada vez maiores. uma versão optimizada do cdma2000. Já o ETSI (European 100 . Neste sistema. técnicas de adaptação de enlace são usadas para aumentar a taxa de transmissão. chamada de 1xEVDO (Evolution . ao invés de por códigos. Este sistema aumenta a capacidade de dados das tecnologias TDMA da segunda geração. O enlace de subida permanece praticamente inalterado em comparação com o cdma2000. Portadoras distintas são necessárias para dados e voz neste sistema. 2]. temos o sistema EDGE [3] (Enhanced Data for Global Evolution). fornece taxas de pico de até 2 Mbps. o IMT-2000 (International Mobile Communications System for the year 2000) [1. O 1xEV-DO. Figura 42 – Introdução do EDGE para o Sistema GPRS [3] A fim de suportar as diferentes aplicações multimédia que surgiram. foi proposta.Data Only). Tais técnicas incluem diferentes esquemas de modulação (GMSK e 8-PSK) e diferentes códigos correctores de erro. a ITU (International Telecommunications Union) começou o estudo de um sistema universal. como o GSM e o IS-136.Anexo B – Tarifação no IMS Para alcançar taxas ainda maiores.

que seria o cdma2000 3x. • Requisitos de atraso compatíveis com diversas aplicações (desde aplicações em tempo real à serviços de melhor esforço). que seria uma evolução do EDGE. o WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access) é o que tem emergido como o mais promissor. • 384 Kbps para utilizadores pedestres. Ele. As principais características do WCDMA são: • Taxas de transmissão até 2 MBPS. no momento. • 144 Kbps para utilizadores com alta mobilidade.Anexo B – Tarifação no IMS Telecommunications Standards Institute) chamou esse estudo de UMTS (Universal Mobile Telecommunication System). ou seja. utilizaria uma banda três vezes maior do que a usada pelo IS-95. compatibilidade e interoperabilidade com os padrões existentes. • Suporte a handover entre sistemas. e uma proposta para o UWC-136HS (Universal Wireless Communications – 136 High Speed). Além disso. já está em funcionamento em muitos países do mundo. • Multiplexagem de serviços com diferentes requisitos de QoS em uma única ligação. • Coexistência entre sistemas de segunda e terceira geração. seria necessário oferecer aos utilizadores múltiplos serviços com diferentes classes de qualidade de serviço (QoS). Os requisitos de taxas de transmissão para os sistemas de terceira geração são: • 2 Mbps para locais fixos. Ele pode ser obtido a partir da migração de um sistema GSM/GPRS ou de um sistema EDGE. • Suporte a tráfego assimétrico nos enlaces de subida e de descida. De entre os padrões de terceira geração propostos. além de modos TDD (Time Division Duplex) e FDD (Frequency Division Duplex). Esse sistema universal seria a chamada terceira geração (3G) de telefonia celular. Existem também propostas para uma terceira geração do CDMA. 101 . arquitectura aberta (isto é. • Alta eficiência espectral. não proprietária de um determinado fabricante) e suporte a tráfego assimétrico.

com o propósito de satisfazer as futuras exigências.Anexo B – Tarifação no IMS As taxas alcançadas pelos sistemas de terceira geração são suficientes para a maioria das aplicações baseadas em Internet. Isso será conseguido através do canal HS-PDSCH (High Speed Physical Downlink Shared Channel) que será adicionado aos canais já existentes do WCDMA. [3]. onde a modulação. procura rápida de célula (FSC). o sinal pode ser voz ou dados. no HSDPA. isto é telefonia de voz. vários serviços ainda podem se beneficiar de maiores taxas e menores atrasos (como download de ficheiros e streaming). a implementação inclui modulação e codificação adaptativa (AMC). o HSDPA (High Speed Dowlink Packet Access). o principal objectivo do HSDPA é proporcionar ao WCDMA taxas de dados de pico no enlace de descida de 10MBPS ou até maiores para serviços de melhor esforço. taxa de código e outros parâmetros de transmissão do sinal são alterados dinamicamente para se adaptarem às condições variantes do canal. Também aqui omito o MBMS porque também foi discutida no capítulo do MBMS. Serviços e Potencialidades Ao contrário das redes 1G que forneceram somente um único serviço. entradas múltiplas e saídas múltiplas (MIMO).5G. A ideia principal do HSDPA é fazer uso da adaptação de enlace para melhorar a eficiência espectral e aumentar a taxa de transmissão. foi proposta pelo 3GPP (Third Generation Partnership Project) uma evolução para o WCDMA. [2]. Técnicas de adaptação de enlace. Porém. tal como a telefonia de voz. Aqui omito o Release 05 e o Release 06 porque foram apresentados no capítulo do IMS. Por isso. Redes UMTS Esta secção apresenta uma visão geral da rede UMTS [1]. e rápido escalonamento. Em particular. têm se mostrado bastante eficientes para estes propósitos. • O teleserviço combina um serviço de portadora com a funcionalidade nos terminais para fornecer um serviço visível ao utilizador. 102 . apresentando a sua evolução e descrevendo em detalhe a CN e o RAN. as redes 2G fornecem serviços múltiplos divididos em três tipos: • O serviço de portadora é uma facilidade de transmissão do sinal dentro da rede. Considerada uma tecnologia de 3. retransmissão automática híbrida (HARQ).

Enquanto as redes 3G fornecem todos os teleserviços e serviços suplementares 2G para a compatibilidade. o UE em UMTS é dividido em: • MT (Mobile Terminal – Terminal Móvel). Por esta razão. tal como um computador portátil ou um assistente digital pessoal. Rede Núcleo A função principal da rede núcleo é fornecer a distribuição e a comutação para o utilizador e controlo de tráfego. Uma outra área onde esta separação é clara está na definição UMTS da UE. 49]. ou pode ligar a um dispositivo externo que fornece a funcionalidade de aplicação. o acesso rádio e telefonia de voz. que é. fornecendo funcionalidade de aplicação. enquanto o domínio PS é uma evolução do GPRS. A CN é dividida nos domínios CS (Circuit switched) e PS (Packet switched).Anexo B – Tarifação no IMS • O serviço suplementar fornece as facilidades adicionais relacionadas a um outro serviço. isto é. especificações da Release 06 somente define estas potencialidades para implementar os serviços requeridos. sem mudanças para a arquitectura da rede.Equipamento terminal). sem padronizar eles mesmos os serviços. • TE (Terminal equipment . serviços de portadoras paramétricos e mecanismos requeridos para implementar os serviços. como ilustrado na figura 43 [2. Esta ênfase em potencialidades do serviço é evidente no uso do IP para o transporte. Isto permite a rede UMTS de oferecer diversos serviços baseados nestas potencialidades. com modificações em ambos os domínios para se poder funcionar com os serviços do UMTS. fornecendo comunicação.. 103 . Os portadores comutados por pacote são usados para fornecer serviços de voz e de dados. a arquitectura do UMTS enfatiza potencialidades do serviço. O domínio CS é uma evolução do GSM. tal como o redireccionamento de chamadas. Ao contrário das redes anteriores onde um telefone móvel fornece ambos comunicação e a funcionalidade da aplicação. ao contrário dos portadores comutados a circuito que são somente apropriados para a voz. Um telemóvel pode assim incluir a funcionalidade da aplicação.

As chamadas que saem usam o trajecto inverso. ou seja. Quando o utilizador incorpora uma rede nova. as chamadas são geridas por dois MSC (Mobile services Switching Center): o GMSC (Gateway MSC) que se encontra localizado na rede home do utilizador e o VMSC (Visitor MSC) localizado na rede onde o utilizador está visitando. e o VLR informa por sua vez o HSS apropriado que aquele utilizador se encontra actualmente nessa rede. Para as chamadas originadas ou terminadas por ISDN ou PSTN. No domínio PS.Anexo B – Tarifação no IMS Ambos os domínios utilizam o HSS (Home Subscriber Server) que contém toda a informação relacionada do utilizador. No domínio CS. as chamadas são similarmente geridas por dois GSN (GPRS Support Nodes): o GGSN (Gateway GSN) que se encontra localizado na rede home do utilizador e o SGSN (Serving GSN) que se encontra localizado na rede que o utilizador está visitando. Enquanto o 104 . um MGW (Media Gateway) é utilizado pelo GMSC. incluindo preferências do utilizador. dados de autenticação e gestão da informação de localização. que pergunta ao HSS sobre a posição actual do utilizador e dirige a chamada ao VMSC apropriado. seu VMSC informa o VLR (Visitor location register) sobre o utilizador. do VMSC ao GMSC na rede home do utilizador. Figura 43 – Arquitectura da Rede Núcleo [49] As chamadas que entram são dirigidas primeiramente ao GMSC.

o GGSN conhece sempre o SGSN que gere o utilizador. Neste ponto o utilizador pode emitir e receber pacotes IP através de SGSN e GGSN ou vice-versa [9]. Durante este procedimento o utilizador é autenticado pelo HSS e o SGSN local cria um contexto de gestão da mobilidade para gerir a UE. 105 . O PDP contém o endereço IP atribuído ao utilizador. De modo a uma UE conseguir a conectividade IP. quando se iniciou o Release 04 (figura 45) a CN empregou o IP para transferência de dados nos domínios CS e PS. A etapa seguinte é para o UE criar o contexto PDP (Packet Data Protocol) no GGSN em sua rede home. ele deve primeiramente fazer um Joint ao GPRS. o utilizador e os dados de controlo nos domínios CS e PS foram transferidos sobre o ATM (Asynchronous Transfer Mode). Figura 44 – Rede 3G (3GPP R99) [3] Entretanto. Em UMTS o IP é suportado nas modalidades Unicast e Multicast.Anexo B – Tarifação no IMS HSS fornece toda a informação relacionada ao utilizador. com o AAL2 (ATM Adaptation Layer 2) usada pelo CS e o AAL5 (ATM Adaptation Layer 5) usado pelo PS. o GGSN age como um gateway de distribuição do IP entre a rede UMTS e a Internet. O domínio PS é baseado em GPRS que foi originalmente projectado para transportar qualquer tipo de dados de pacote. Para chamadas originadas ou terminadas da Internet. Neste ponto a UE é conhecido para a rede UMTS mas não pode comunicar-se. No Release 99 (Figura 44). Esta ênfase no IP reflecte o aumento da importância do domínio PS em redes UMTS. consequentemente não existe necessidade de um VLR no domínio PS. que é enviado à UE e ao SGSN.

Figura 46 – Arquitectura do RAN [49] 106 . ilustrado na figura 46.Anexo B – Tarifação no IMS Figura 45 – Rede 3G (3GPP R4) [3] Radio Access Network – Rede de acesso Rádio A função principal do RAN é fornecer a conectividade entre a UE e a CN. A primeira opção do RAN suportada pelo UMTS é o GERAN (GPRS/EDGE Radio Access Network).

Para canais atribuídos a dados de pacote. assim suporta eficientemente serviços assimétricos. e múltiplos RNCs formam um RNS (Radio Network Subsystem). Dependendo do número dos slots TDMA atribuídos a uma transmissão e ao esquema de código usados sobre o canal. Entretanto. a compatibilidade com o GSM significa que o sistema é limitado. O sistema WCDMA pode operar-se em duas modalidades: na modalidade FDD as transmissões uplink e downlink ocorrem em bandas de frequências diferentes. o GPRS pode suportar transmissões de dados entre 9 Kbps e 171 Kbps. enquanto na modalidade TDD as transmissões uplink e downlink usam a mesma banda de frequência mas multiplexados no 107 . O GERAN é basicamente uma evolução da rede rádio do GSM com suporte GPRS. mas somente para a duração requerida. sem mudar as estruturas de FDMA ou de TDMA do GSM. Cada canal do circuito comutado pode ser atribuído a uma chamada de voz ou as chamadas múltiplas de dados de pacote. Cada região do BSC é dividida em células. atribuindo um ou mais códigos a cada chamada dependendo da largura de banda requerida. e os serviços que requerem altas taxas de dados devem recorrer a uma tecnologia diferente. Slots TDMA de uplink e de downlink são atribuídos separadamente. Na UTRAN um ou mais células é alimentada por um Node-B. com cada célula servida por um BTS (Base Transceiver Station). Múltiplos Node-Bs são conectados a um RNC (Radio Network Controller). o sistema atribui dinamicamente um ou mais slots TDMA em cada período para cada UE que necessita transmitir ou receber pacotes. suportando taxas de dados de pelo menos 384 Kbps para ambientes urbanos e 144 Kbps para ambientes rurais. O BSS divide esta área em regiões menores. o GERAN pode ser usado para suportar muitos dos serviços oferecidos por redes UMTS. A UTRAN usa o WCDMA para partilhar a banda de frequência disponível entre chamadas múltiplas simultâneas. Em consequência. A versão EDGE de GPRS oferecido pelo GERAN fornece esquemas mais avançados de modulação e de codificação. tais como downloads de ficheiros.Anexo B – Tarifação no IMS O GERAN cobre uma grande área chamada de BSS (Base station Subsystem). A outra tecnologia é a UTRAN. a segunda opção da RAN suportada pelo UMTS. com cada região controlada por um BSC (Base station Controller).

em que a ligação de rádio à nova célula é estabelecida antes de se remover a ligação de rádio à célula antiga. Uma vez que a GERAN usa bandas de frequências diferentes em cada célula. além de explorar o esquema flexível de atribuição da largura de banda do WCDMA. A Mobilidade de MSs entre redes (roaming) terá um impacto nas soluções de QoS. que necessitam garantir o nível de serviço quando os utilizadores finais cruzarem os domínios. Qualidade de serviço em redes UMTS Um elemento chave no transporte de serviços multimédia em redes UMTS é a Qualidade de Serviço (QoS). A modalidade de TDD é mais flexível em termos do alocamento do espectro mas também mais complicadas em termos da sincronização. Uma outra área onde a UTRAN é superior a GERAN é na gestão dos handovers. oferecida às aplicações. somente suporta o hard handover. A arquitectura para QoS das redes Backbone UMTS é uma evolução para a arquitectura de QoS para o GPRS. pode também suportar velocidades de mais de 2048 Kbps em pequenas células ou em áreas interiores. A UTRAN. Em consequência. a interferência entre as diferentes chamadas é minimizada. Em contraste. com as células diferenciadas somente pelo código preliminar usado em cada célula. o utilizador nunca perde a conectividade durante um handover. Isto significa que as transmissões entre um UE e um Node-B usam a quantidade mínima de potência requerida para conseguir a conectividade no nível requerido. O end-to-end bearer service é realizado através de uma arquitectura em camadas ilustrado na figura 47. Como resultado.Anexo B – Tarifação no IMS tempo. e o sistema pode suportar alta capacidade. A UTRAN suporta consequentemente o soft handover. Um handover é executado quando uma UE que faz uma chamada se move para uma nova célula. baseada em pacotes (All IP). a UTRAN utiliza também o controlo de potência. dependendo da distância entre eles. a UTRAN usa a mesma banda de frequência em toda parte. e aos recursos limitados da interface aérea. 108 . além de oferecer as velocidades fornecidas pela GERAN. devido à natureza da rede. em que a ligação de rádio na célula antiga é desligada antes de se estabelecer uma ligação de rádio na nova célula. Nesta arquitectura um Bearer Service define as características e funcionalidades entre os pontos finais da comunicação com o objectivo de realizar um suporte consistente de QoS para serviços end-to-end. Para conseguir estas elevadas taxas de dados.

a gestão dos recursos nos pontos de ingresso à rede backbone 109 . PDAs e telefones móveis tradicionais. que é oferecido pelo operador. quando várias redes estão envolvidas. Na arquitectura UMTS. bem como. Este serviço pode utilizar o transporte IP ou outras alternativas. mapeamento e gestão da mobilidade das MSs. • O external bearer service liga o backbone UMTS e o nó de destino localizado em uma rede externa. classificação. • O UMTS bearer service. portáteis. Estes componentes compreendem as MSs. Provê QoS dentro da rede UMTS e realiza as funções necessárias para o inter funcionamento com as redes externas. e um ou mais dispositivos de utilizador. o end-to-end service pode ser compreendido em três componentes básicos [7]: • O local bearer service. que é responsável pela ligação física com a UTRAN por meio da interface aérea. As funções de gestão de QoS em redes backbone UMTS para aplicações multimédia incluem um mecanismo que efectue o controlo de admissão. que permite a comunicação entre os diferentes componentes de uma estação móvel. Este serviço ainda é composto do RAB (Radio Access Bearer Service) e do backbone UMTS bearer service. tais como.Anexo B – Tarifação no IMS Figura 47 – Arquitectura da QoS [7] O end-to-end service é a combinação do serviço das diferentes redes ao longo do caminho endto-end.

como: tipo de rede. O contexto PDP é um protocolo de sinalização usado para estabelecer diferentes comunicações possibilitando a interoperabilidade com PDNs externas. 110 . possibilitando a interoperabilidade com PDNs externas. O SGSN valida a requisição baseando-se na informação de inscrição recebida do HLR durante o processamento do GTP [42]. que é activado através de um pedido feito pela estação móvel ao SGSN. O APN é enviado para o DNS (Domain Name Server) no SGSN para que se encontre o endereço IP do GGSN relevante. A função de gestão de recursos é realizada através de mecanismos de escalonamento. chamados de endereços PDP. onde estão localizados os perfis de QoS e outros parâmetros necessários à activação deste. Para que isso ocorra o MS requisita uma activação de contexto PDP. O contexto PDP descreve as características da ligação com a rede de dados externa. etc. Esta operação estabelece uma associação entre o SGSN com a qual a MS se registou e o GGSN que mantém o(s) endereço(s) PDP atribuído(s) à MS. de modo a enviar ou receber pacotes de uma estação móvel residindo em uma PDN externa. endereço de rede. Activação do contexto PDP O contexto PDP deve ser estabelecido antes que uma estação móvel possa efectivar a comunicação com a rede de dados externa e após o seu registo com um SGSN da sua rede backbone UMTS. O estabelecimento de QoS dentro da rede backbone UMTS se dá através do procedimento de activação de um contexto PDP. O GGSN atribui à estação móvel um endereço IP dinâmico da gama de endereços atribuídos a PLMN ou a partir de um servidor RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service). gestão de filas e controlo de recursos de rádio. Após a estação móvel se ter registado com um SGSN do seu backbone UMTS. a fim de distribuir os recursos disponíveis entre os serviços.Anexo B – Tarifação no IMS UMTS. É criada uma ligação lógica entre o SGSN e o GGSN/GTP. APN (Access Point Name). ela precisa atribuir um ou mais endereços da camada de rede. [43]. QoS.

um NSAPI e um perfil de QoS. PDN) atribuído para uma MS.Anexo B – Tarifação no IMS Ao registo da associação entre um endereço PDP que identifica a aplicação de um utilizador móvel. IPv6. confiabilidade. precedência de serviço e througput. o SGSN precisa autenticar a MS e verificar o contrato de serviço assinado com a operadora de rede em termos dos níveis de 111 . um tipo PDP. um APN opcional que identifica um GGSN através de um endereço IP ou um nome lógico. • Para aceitar o perfil de QoS solicitado. A activação de um contexto PDP pode ser executada por uma MS ou pela rede GGSN. Os procedimentos utilizados para a activação de um contexto PDP iniciados por uma MS estão ilustrados na figura 48 [17]: Figura 48 – Activação do contexto PDP pela MS • Uma MS envia uma mensagem de “Pedido de activação de contexto PDP” para o SGSN contendo as seguintes informações: um endereço PDP. um SGSG e um GGSN. • Endereço de um GGSN que serve como ponto de acesso para uma PDN externa. Os seguintes parâmetros podem ser definidos em um contexto PDP: • Endereço PDP (PDN) e tipo PDP (IPv4. é chamado de contexto PDP. • Perfil de QoS: define a QoS esperada por um assinante móvel em termo dos seguintes parâmetros: atraso.

Finalmente. um túnel GTP (caminho bi-direccional ponto . • O SGSN envia o APN recebido a um DNS através de um pedido de busca.ponto) é aberto entre o SGSN e o GGSN. Além disso. Se necessário. em ordem de preferência. O DNS responde o pedido através de uma lista. ele enviará uma mensagem de confirmação contendo o IMSI e o endereço do SGSN servindo a MS. Caso contrário. A figura 49 ilustra a activação do contexto PDP pela rede. • O GGSN responde ao pedido uma mensagem de confirmação “Resposta de criação do contexto PDP” para o SGSN contendo o endereço PDP para a MS e o perfil de QoS negociado.Anexo B – Tarifação no IMS QoS. 112 . o GGSN pedirá ao SGSN para enviar uma mensagem a MS (contendo o endereço PDP e o tipo de PDP) solicitando a activação de um contexto PDP. a qualquer momento dependendo das condições de carga de uma PLMN GPRS e dos recursos disponíveis. • O SGSN envia uma mensagem para a MS indicando que o contexto PDP solicitado foi activado correctamente. Para enviar essa mensagem. pede ao HLR informações de encaminhamento necessárias para o endereço PDP. o SGSN também actualiza uma entrada de sua tabela mapeando a identidade móvel com o TID e o endereço IP do GGSN com o qual ele estabeleceu o túnel. Se uma resposta positiva for recebida.a . O SGSN selecciona o GGSN adequado e envia a este uma mensagem de “Pedido de Criação de Contexto PDP”. As figuras 50 e 51 ilustram a desactivação do contexto PDP. Esse túnel é identificado por um TID (Tunel Identifier). um perfil de QoS pode ser modificado pelo SGSN. o GGSN. o GGSN actualiza uma das entradas da sua tabela onde ele mapea o TID e o endereço IP do SGSN com a MS associada a eles. dos GGSNs disponíveis para uso. Para o caso em que um pacote destinado a um endereço PDP específico for recebido de uma PDN e não existir um contexto PDP activo para esse endereço o GGSN poderá simplesmente descartar o pacote ou tentar activar um contexto PDP com a MS correspondente. caso este ainda não exista. o HLR informará a causa indicando a razão para a resposta negativa. Se o HLR possuir essas informações.

Figura 49 – Activação do contexto PDP pela rede Figura 50 – Desactivação do contexto PDP pela MS 113 .Anexo B – Tarifação no IMS A desactivação do contexto PDP pode ocorrer a partir da MS ou a partir de outras redes de dados externas (PDNs).

uma certa tolerância de atraso e jitter é permitida. aplicações de fluxo contínuos. • Classe Interactiva – É aplicável a serviços que requerem uma vazão garantida. Esse tráfego possui a menor prioridade de entre todas as classes. Alguns exemplos desta classe incluem: e-commerce. • Classe Background – É utilizada para o tráfego Best Effort tradicional. navegação Web interactiva. taxa de erro e prioridade no tratamento do tráfego conforme descrito a seguir [44]: • Classe Conversacional – Essa classe representa os serviços de tempo real que possuem restrições quanto ao atraso e jitter. como transferência de arquivos e e-mail. Como exemplo para esta classe pode-se citar: vídeo em tempo real. 114 . Exemplo: aplicações de voz. Esta classificação é baseada nos requisitos de atraso. taxa de bit. • Classe Streaming – Para as aplicações enquadradas nesta classe. As tabelas 5 e 6 apresentam o mapeamento das classes de QoS no UMTS em classes DifferServ de PHB e os atributos de QoS para as quatro classes de tráfego UMTS [44].Anexo B – Tarifação no IMS Figura 51 – Desactivação do contexto PDP pela rede Mapeamento das classes da Qualidade de Serviço no UMTS Os tipos de tráfegos para a arquitectura de QoS no UMTS definidos pelo 3GPP são divididos em quatro classes.

Tabela 6 – Atributos de QoS para as classes UMTS 115 .Anexo B – Tarifação no IMS Tabela 5 – Mapeamento das Classes de QoS no UMTS em Classes DifferServ de PHB O processo de marcar pacotes com DSCPs (Differentiated Service Code Point) apropriados nos encaminhadores de borda também é chamado de “classificação de pacote”. Os encaminhadores intermediários da rede Backborne UMTS usam este DSCPs para o escalonamento e o encaminhamento apropriado das datagramas IP.

Tarifação on-line é um processo onde as entidades do IMS.Anexo B – Tarifação no IMS Anexo B – Tarifação no IMS • Arquitectura de tarifação A arquitectura do IMS suporta a capacidade de tarifação on-line e off-line. o AS interroga o sistema de tarifação on-line antes de permitir o estabelecimento de uma sessão ou recebe informação acerca de quanto tempo um utilizador pode participar em uma conferência. 116 . onde tanto o chamador como o chamado estão usando o roaming IMS. tais como um servidor de aplicação (AS). CGF – Charging Gateway Function). que toma cuidado ao fornecer o CDR final. A figura 52 descreve a arquitectura de tarifação off-line em um caso. através do ponto de referência Rf. O sistema de tarifação on-line por sua vez interage em tempo real com o cliente. controlando ou monitorando a tarifa relacionada ao uso do serviço: por ex. ¾ Arquitectura de tarifação off-line O ponto central na arquitectura de tarifação off-line é o CCF (Charging Collection Function) que recebe a informação de contabilidade das entidades IMS. Quando o utilizador não está em roaming haverá somente um CCF envolvido. interagem com o sistema de tarifação on-line. que mostre os itens tarifados durante um particular período. não afectando em tempo real o serviço que está sendo usado. Tarifação off-line é um processo onde a informação de tarifação é colectada após a sessão. Neste modelo um utilizador recebe tipicamente uma conta mensal. tomando a informação recebida do cliente de outras fontes (por ex. Processa os dados recebidos e depois constrói e formata o CDR (Charging data record) actual. O CDR é passado ao sistema de facturação.

transferindo assim a informação de tarifação das entidades do IMS ao sistema de facturação escolhido pelo operador de rede. Uma diferença é que o CGF recebe CDRs válido do SGSN e do GGSN. filtrar campos desnecessários e adicionar a informação específica do operador à informação recebida do cliente. 117 . As funções principais do CCF são: o Colectar e gerar a informação de contabilidade das entidades do IMS. separado ou como um residente de funcionalidade integrado nas entidades do IMS. consolidar.Anexo B – Tarifação no IMS Figura 52 – Arquitectura IMS de tarifação off-line [49] ƒ CCF (Charging Collection Function) O uso do CCF permite um operador de ter um único ponto de referência para o sistema de facturação. o Correlacionar. CGF (Charging Gateway Function) O CGF no domínio PS fornece um mecanismo para transferir a informação de tarifação dos nós SGSN e GGSN aos sistemas de facturação escolhidos pelo operador de rede. As principais funcionalidades do CGF para o domínio PS são equivalentes ao CCF que são usadas no domínio IMS [22]. o ƒ Criar CDRs após pré processamento e transferir CDRs ao sistema de facturação. O CCF pode ser implementado como um elemento de rede centralizada.

ƒ Ponto de referência de Ut Ut é o ponto de referência entre a UE e o AS. tais como uma lista de recurso. o 3GPP não especificou nenhum protocolo em particular para o ponto de referência Bi. A sinalização SIP relaciona-se com as sessões ou com os eventos do IMS. Entretanto. onde todas as implementações devem suportar uma interface baseado em ficheiros volumosos para a transferência de CDRs. destinos. BGCF-CDR. 118 . Existem os seguintes tipos de CDR: o S-CSCF-CDR. A informação é emitida das entidades do IMS ao CCF. P-CSCF-CDR. Porque existe muitas variações entre sistemas de facturação existentes. por o ex.Anexo B – Tarifação no IMS ƒ Sistema de facturação O CCF e o CGF emitem CDRs ao sistema de facturação que cria a conta real. Exemplos de serviços que utilizam o ponto de referência Ut são: presença e conferência. MGCF-CDR. e controlam as políticas de autorização que são usadas pelo serviço. vídeo). Os utilizadores podem usar o ponto de referência Ut para criar identidades públicas de serviço (PSIs). I-CSCF-CDR. Permite os utilizadores de controlarem e configurarem firmemente sua informação de serviço relacionada com a rede. O CCF emitirá diferentes CDRs ao sistema de facturação através do ponto de referência Bi. A conta pode conter. O HTTP é o protocolo de dados escolhido para o ponto de referência Ut. hospedada no AS. o 3GPP estabeleceu algumas exigências mínimas. do CCF ao sistema de facturação: a recomendação é de utilizar FTP sobre TCP/IP [23]. ƒ Ponto de referência Rf A sessão do IMS atravessa através das várias entidades do IMS e de todas as entidades que executam o controlo da sessão SIP. MRFC-CDR. duração e tipo de sessões (áudio. podendo gerar a informação de tarifação off-line. o nº de sessões. usando os pedidos de contabilidade do Diameter via a interface Rf. ƒ Ponto de referência Bi O CCF (charging collection function) usa o ponto de referência Bi para transferir o CDR criado ao sistema de facturação.

O modelo evento de tarifação com unidade de reserva usa a função de avaliação para determinar o preço do serviço desejado de acordo com a informação do serviço específico. O ECF suporta dois modelos diferentes de autorização: evento de tarifação e evento de tarifação com unidade de reserva. o AS ou o MRFC contacta o ECF através do ponto de referência Ro antes de entregar o serviço ao utilizador. Figura 53 – Arquitectura IMS de tarifação on-line [49] ƒ ECF (Event Charging Function) Quando um UE solicita algo do AS ou do MRFC que requer autorização de tarifação.Anexo B – Tarifação no IMS ¾ Arquitectura de tarifação on-line O S-CSCF. Então o ECF usa a função de avaliação para resolver a tarifa e para calcular o preço baseado no nº das unidades entregues. Por ex. o AS pode emitir um ACR e informar o ECF do serviço e do nº dos itens a ser entregue. Após ter resolvido a tarifa e o preço. A figura 53 ilustra a arquitectura de tarifação on-line. O modelo evento de tarifação usa a função de avaliação para encontrar a tarifa apropriada para um evento. O AS e o MRFC usa o ponto de referência Ro. deduz uma quantidade apropriada de dinheiro do utilizador. enquanto o S-CSCF usa o ponto de referência ISC (IMS Service Control) para comunicar com o OCS (On-line Charging System). AS e MRFC são as entidades IMS que podem executar tarifação on-line. Usando este modelo o AS ou o MRFC deve saber que pode entregar o serviço pedido ao próprio utilizador. se o 119 .

em termos do tempo ou do volume de tráfego).Anexo B – Tarifação no IMS custo não for dado no ACR. o AS ou o MRFC informa o ECF da quantidade de recursos consumidos. O BCF controla o uso da portadora (por ex. Finalmente. Também deve poder terminar uma sessão existente quando por exemplo a conta do utilizador está vazia. Quando os recursos concedidos ao utilizador forem consumidos ou o serviço for entregue com sucesso ou terminado. Deve poder controlar o estabelecimento da sessão. O projecto actual impõe severos problemas. Então reserva uma quantidade apropriada de dinheiro do utilizador e retorna a quantidade correspondente de recursos ao AS ou ao MRFC. Na prática. deduz a quantidade usada do utilizador [22. Ter todas estas funções como parte de um sistema de tarifação on-line sobrecarregaria o sistema e conduzi-lo-ia a uma incoerente arquitectura de tarifação on-line. duração da conferência). existem duas opções para resolver este problema: estender o ponto de referência do ISC ou escolher um outro ponto de referência apropriado. 120 . ƒ BCF (Bearer Charging Function) O SGSN usa o CAP (CAMEL Application Part) baseado como ponto de referência para pedir a permissão para o uso da portadora BCF. baseando-se em pedidos recebidos do S-CSCF através do ponto de referência ISC. Este modelo é apropriado quando o AS ou o MRFC não pode determinar de antemão se o serviço pode ser entregue ou quando não se sabe a quantidade requerida de recursos antes do uso de um serviço específico (por ex. permitindo ou negando um pedido de estabelecimento após ter verificado a conta do utilizador. A quantidade de recursos pode estar em tempo ou a um volume de dados permitido. por exemplo. que o SCF deve suportar o protocolo stack SIP. 23]. mas requer primeiro uma interacção com a função de avaliação. O BCF interage com a função de avaliação e a conta do utilizador. Em Release 06 as funções do BCF necessitam de ser estendidas para cobrir a WLAN (Wireless Local Area Network) e fluxo de IP baseado em pedidos de tarifação do GGSN. agir como um AS. manter o modelo de estado da chamada e fazer o controlo do fluxo para sessões IMS. ƒ SCF (Session Charging Function) O SCF executa a tarifação de acordo com o recurso de sessão usado. Significa.

A arquitectura permite o uso de pontos de referência de tarifação on-line e tarifação off-line simultaneamente [23]. ƒ Função de Correlação Existe múltiplas fontes que podem produzir dados de tarifação a respeito de uma única sessão IMS. SCF e BCF). volume dos dados. ƒ Ponto de referência Ro O AS e o MRFC usam mensagens ACR e ACA do protocolo DIAMETER para emitir a informação de contabilidade on-line através do ponto de referência Ro para o ECF. A determinação da tarifa significa o cálculo de cargas da utilização da rede para o uso de um serviço particular. o AS e o MRFC devem poder distinguir quando é uma ou outra. Como as mensagens e o protocolo são os mesmos para tarifação on-line e tarifação off-line. Esta decisão poder ser baseada na informação fornecida por um operador ou na informação recebida pela sinalização SIP (endereço CCF e/ou ECF). como para tarifação on-line. A função de correlação é a entidade que liga diferentes CDRs. O preço é usado para os updates da balança do cliente (débito/crédito). a função de avaliação calcula o nº de sessão relacionado com unidades não monetária (por ex. Se um operador quizer correlacionar a informação que vem das diferentes fontes (ECF. É possível executar a função da avaliação antes e/ou após o consumo do serviço. A determinação de preço é usada para calcular o preço de um dado nº de unidades não monetária. 121 . baseada nos identificadores de tarifação. tempo). baseado no serviço pedido. necessita garantir que identificadores únicos de tarifação sejam atribuídos a cada evento tarifado.Anexo B – Tarifação no IMS ƒ Função de avaliação (Rating) Em um processo de determinação da unidade. unidades de serviço.

O BM-SC é uma entidade funcional que deve existir para cada serviço MBMS. por exemplo entre o BM-SC e o fornecedor de conteúdo (FC). 122 . escalonamento e início de ligações MBMS dentro da rede UMTS. Com esta entidade são fornecidas funcionalidades para provisão e entrega de serviços MBMS aos terminais móveis. entrega.Função de Segurança A Função de Segurança é responsável pela: • Aceitação do registo da UE para actualização de chaves de serviço. O MBMS pode ser utilizado como ponto de entrada para um fornecedor de conteúdos transmitir os serviços. • Geração de chaves de serviço. Figura 54 – Estrutura funcional do BM-SC na rede UMTS [31. A figura cobre também as interfaces e os protocolos usados. 50] . sendo responsável pela autorização. Deve-se entretanto observar que algumas interfaces.Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas Anexo C – BM-SC como sendo a nova entidade introduzida O BM-SC é a nova entidade introduzida pelo consórcio 3GPP na arquitectura e modo de funcionamento da rede UMTS para suporte do MBMS. 50]. A estrutura funcional do BM-SC numa rede UMTS ilustrada na Figura 54 está dividida em cinco funcionalidades [31. não estão definidas. • Autorização e aquisição da informação chave base do BSF (usando a interface Zn). 32.

• Cifragem de chave de tráfego e actualização de chaves de tráfego na portadora Broadcast/Multicast. • Gestão registos de facturação dos utilizadores serviços MBMS através da interface Gi. .Função de Proxy e de Transporte Esta é uma funcionalidade ao nível do estabelecimento de ligações para transmissão do MBMS que actua como um agente proxy para sinalização entre os GGSNs e outras funcionalidades do 123 . • Gerir o conteúdo do repositório. • Activar e desactivar recursos da rede de transporte MBMS antes e durante a transmissão da informação MBMS. • Autenticar e autorizar fontes externas e aceitar o conteúdo enviado por elas. cifrando os dados de serviço transmitidos.Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas • Cifragem de chave de serviço e actualização de chaves de serviço pelo BM-SC. • Tarifação do tempo relacionado e tarifação da subscrição relacionada. . • Interagir com o FC (Fornecedor de conteúdos). • Geração de chaves do tráfego. • Escalonar a sessão de transmissão e também efectuar retransmissões.Função de Sessão e de Transmissão A Função de Sessão e de Transmissão é uma funcionalidade ao nível do serviço responsável por fazer activar funções de estabelecimento de ligações quando as sessões MBMS são agendadas. Esta função deve ser capaz de: • Fornecer ao GGSN parâmetros associados com o transporte da informação. • Gerir sessão e parâmetros associados de transmissão. • Interface de subscrição opcional para a UE. tais como a qualidade de serviço e a área de serviço MBMS e enviar os dados MBMS. • Iniciar e terminar recursos da portadora.Função de Adesão A Função de Adesão é responsável pela: • Autorização de Join Multicast e pela gestão do utilizador em adesão. .

WAP. tempo de transmissão. • Suportar mecanismos de anúncio de serviços MBMS. endereço IP. A Função Proxy e Transporte do BM-SC também deverá ser capaz de: • Gerir funções do BM-SC quando diferentes serviços MBMS são fornecidos por múltiplos elementos da rede.Função de Anúncio de Serviço O anúncio de serviço é uma funcionalidade ao nível do utilizador responsável por: • Enviar anúncios dos serviços MBMS disponíveis aos terminais móveis. • Actuar como um intermediário dos dados enviados pela função Sessão e Transmissão para o GGSN. O nome do Fornecedor de Conteúdos é fornecido à funcionalidade Proxy e Transporte do BM-SC através da interface Gmb no início da sessão. O encaminhamento das diferentes iterações de sinalização deve ser transparentes ao GGSN. HTTP. • Fornecer aos terminais móveis a discrição da informação a ser transmitida (ex: tipo de codificação de vídeo e áudio) assim como a descrição da sessão MBMS (ex: identificação do serviço.Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas BM-SC através da interface Gmb. 124 . tais como SMS. . • Gerar registos de facturação para o Fornecedor de Conteúdos. etc.). • A função de Proxy e de Transporte pode ser dividida numa função Proxy gerindo o plano de controlo (Gmb) e uma função Transporte gerindo o Multicast dos dados. • Fornecer a descrição da sessão e do tipo de dados MBMS durante o anúncio de serviço por meios de protocolos especificados pelo IETF. etc.

Uma 125 .Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas O MBMS foi realizado pela adição das novas potencialidades e de uma nova entidade funcional. Gmb. mas esta interface foi deixada sem especificação. uma nova interface de controlo. Enquanto a funcionalidade BM-SC divide em várias entidades do IMS. foi introduzida entre a rede núcleo 3GPP e o BM-SC [31]. a saber o BM-SC: consequentemente. ¾ O BM-SC indica o início e o fim da sessão para o GGSN incluindo atributos da sessão como QoS e a área de serviço do MBMS. • Sinalização Gmb específica do utilizador: ¾ O BM-SC autoriza a activação específica do utilizador do serviço Multicast MBMS (join) no GGSN. é crítico analisar a interface. Esta mudança será ditada pela entidade do destino e investigada como parte das arquitecturas de integração propostas. O BM-SC fornece também uma interface aos fornecedores de conteúdos. A Sinalização da interface Gmb pode ser sub categorizado em: • Sinalização Gmb do serviço específico da portadora do MBMS: ¾ O GGSN estabelece o contexto da portadora MBMS e regista-o no BM-SC. ¾ O GGSN ou o BM-SC liberta o contexto da portadora do MBMS e o GGSN deixa de estar registado no BM-SC. a interface tem que ser adaptada também e talvez repartido em diversas interfaces. O GGSN faz o relatório a fim de sincronizar o contexto do UE BM-SC MBMS com os contextos da UE MBMS no SGSN e no GGSN. ¾ O GGSN relata ao BM-SC o sucesso da activação específica do utilizador Multicast MBMS (join) para permitir o BM-SC de sincronizar o contexto da UE de BM-SC MBMS com os contextos de UE MBMS no SGSN e no GGSN. Em adição a interface Gmb. ¾ O GGSN relata ao BM-SC quando um serviço específico do utilizador Multicast do MBMS é libertado ou desactivado. Para qualquer proposta de integração. a interface Gi é usada para transportar o Multicast IP do BM-SC aos GGSNs correspondentes.

O RNC (Radio Netowrk Controller) ou BSC (Base Station Controller) é responsável para a eficiente entrega de dados MBMS. O papel do SGSN na arquitectura do MBMS é executar o serviço de portadora do MBMS para cada UE individual e fornecer transmissões MBMS para UTRAN/GERAN (UMTS Terrestrial Radio Access Network/GSM Edge Radio Access Network). com os procedimentos de mobilidade intra-SGSN e inter-SGSN. seleccionando o apropriado canal de transmissão e os procedimentos de suporte da mobilidade intra-RNC e inter-RNC. Gmb e uma nova interface Gma (ma para autorização Multicast). GGSN. actualizações das chaves de tráfego. Os dados MBMS devem incluir o conteúdo actual. a descodificação do FEC (Forward Error Correction). RNC/BSC e UE que fornecem serviços de portadora MBMS foram também melhoradas para executar diversas funções e procedimentos relacionados com o MBMS. anúncio de serviço ou outra informação de controlo tal como streams de pacotes RTCP (Real Time Control Protocol). 126 . O GGSN serve como um ponto de entrada para o tráfico Multicast IP como dados MBMS. recepção de streams sobre Multicast.Anexo D – Novas interfaces introduzidas/entidades melhoradas possível aproximação pode ser a divisão da interface Gmb em duas interfaces. SGSN. com IGMP (Internet Group Management Protocol) ou suporta o protocolo de apoio MLD (Multicast Listener Discovery) e participa na activação/desactivação do serviço de portadora MBMS e suporta a sinalização da rede núcleo do MBMS e as funções e os procedimentos da rede rádio. as entidades NASS ou HSS e autoriza a activação da portadora Multicast. Primeiro a UE deve suportar a recepção do conteúdo do serviço do utilizador MBMS incluindo potencialidades tais como a gestão e o decifrar da chave de segurança. recepção e reconstrução de ficheiros FLUTE (File delivery over Unidirectional Transport) codificados e a gestão de várias descrições do serviço e da sessão. Onde Gmb mantêm com a sinalização específica da portadora MBMS e Gma contacta o PDF. As entidades existentes da rede. A UE é conectada IP.

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