__________________________________________________________________

São canalizações dos sistemas de abastecimento de água que
conduzem a água para as unidades que precedem a rede de
distribuição.

Fonte: TSUTIYA (2004)

__________________________________________________________________

Elas interligam captação, ETA e reservatórios de distribuição e
não distribuem a água aos consumidores.
São as unidades principais de um sistema de abastecimento de
água: qualquer interrupção que venham a sofrer afetará o
abastecimento à população.
Necessitam de cuidados especiais na elaboração do projeto e
na implantação das obras: criteriosa análise do traçado em
planta e em perfil; correta colocação de seus órgãos
acessórios; ancoragens nos pontos onde ocorrem esforços que
possam causar deslocamento das peças.

__________________________________________________________________

Classificação das adutoras
Quanto à natureza da água transportada:
 Adutoras de água bruta: transportam água sem
tratamento (da captação até a Estação de tratamento
de água - ETA);

 Adutoras de água tratada: transportam a água
tratada (da ETA ate os reservatórios).

__________________________________________________________________

Quanto à energia para a movimentação da água:
Adutora por gravidade: são aquelas que transportam
a água de uma cota mais elevada para uma cota mais
baixa

aproveitando o desnível existente

(energia

hidráulica).
A adução por gravidade pode ser feita por conduto
livre ou forçado.

A água escoa sempre em declive mantendo uma superfície livre sob o efeito da pressão atmosférica. Os condutos podem ser abertos ou fechados. . não funcionando com seção plena (totalmente cheios).__________________________________________________________________ Adutora por gravidade em conduto livre: quando a linha piezométrica coincide com o nível da água no conduto.

__________________________________________________________________ Adutora por gravidade em conduto livre Adutora por gravidade em conduto forçado: nela a água fica sob pressão superior à atmosfera (tem-se a linha piezométrica acima da linha d’água). .

pois é a forma que melhor resiste às pressões internas da água.__________________________________________________________________ Os condutos desse tipo de adutora têm seção circular. Adutora por gravidade em conduto forçado .

Sifão invertido é um conduto forçado por gravidade. situado inteiramente abaixo da linha piezométrica e que interliga dois trechos de adutora de conduto livre.__________________________________________________________________ Adutora por gravidade em condutos livre e forçado: é constituída com trechos em conduto livre (aqueduto) e trechos em conduto forçado (sifões invertidos). .

__________________________________________________________________ Adutora por gravidade em condutos livre e forçado .

. O sistema de adução por recalque é composto por condutos forçados.__________________________________________________________________  Adutora por recalque: transportam a água de um ponto a outro de cota mais elevada através de uma estação elevatória (conjunto moto-bomba e acessórios). A adução pode ser feita por recalque simples ou recalque duplo (booster).

__________________________________________________________________ Adutoras por recalque: Sucção Curta .

13 __________________________________________________________________ Adutoras por recalque: Sucção Longa .

__________________________________________________________________  Adutoras mistas: compõem-se de trechos por recalque e de trechos por gravidade .

Sistemas de Água I .Adutoras – Parte 19 e 26/11/2013 16 __________________________________________________________________ .Aula 8.

.

. • NBR 10156 – Desinfecção de tubulações de sistema público de abastecimento de água. • NBR 09650 – Verificação da estanqueidade no assentamento de adutoras e redes de água. adutora de água para São documentos que também devem ser consultadas no momento do dimensionamento/execução do projeto.__________________________________________________________________ Documentos de referência para projetos de adutoras • NBR 12215 – Projeto de abastecimento público.

• NBR 12214 – Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. • NBR 12217 – Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público. .__________________________________________________________________ • NBR 12211 – Estudos de Concepção de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água. • NBR 12213 – Projeto de captação de água de superfície para abastecimento público. • NBR 12216 – Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público.

.__________________________________________________________________ Vazão de adução Esqueçam as fórmulas!!! O importante é o que deve ser considerado em cada caso. ..

__________________________________________________________________ As vazões indicadas correspondem a adução 24 h/dia (os sistemas por gravidade funcionam 24 horas por dia). a vazão da adutora subseqüente à elevatória deve ser multiplicada pelo fator “24/T” (deve ser maior). que varia de 16 a 20 horas por dia (para permitir a manutenção dos equipamentos das elevatórias e permitir a operação dessas fora do horário de ponta do sistema elétrico). Nessa situação. A adutoras por recalque trabalham por um período de tempo “T”. .

__________________________________________________________________ QDMC: vazão média do dia de maior consumo. . QHMC: vazão média da hora de maior consumo. q: vazão consumida na ETA. Qmín: vazão mínima na rede de distribuição.

__________________________________________________________________ .

Esse reservatório recebe água durante as horas de menor consumo e auxilia o abastecimento durantes as horas de maior consumo Ele possibilita uma menor oscilação de pressão nas zonas de jusante da rede. .__________________________________________________________________ No esquema (b) foi utilizado um reservatório de sobras (localizado a jusante da rede de distribuição de água).

além de X% do dia de maior consumo. .__________________________________________________________________ No esquema (c) foi admitido que a reservação para atendimento do consumo da rede 2 está no reservatório R1.. Situação intermediária: X% do volume consumido na Rede 2 está em R2 e Y% está em R1. A vazão da adutora que interliga R1 a R2 tem que suportar a hora de maior consumo de Y% do volume aduzido. O reservatório R2 funciona apenas como caixa de passagem (as vazões nas tubulações a montante e a jusante de R2 são iguais a da hora de maior consumo da Rede 2).

e a diferença entre as cotas dos níveis de água dos reservatórios (ou de outra cota piezométrica conhecida). . o dimensionamento pode ser completado por meio das equações hidráulicas fundamentais. Estes dois últimos parâmetros (L e Δh) são normalmente definidos por meio de levantamento planialtimétrico. Conhecidos estes parâmetros.__________________________________________________________________ Além da vazão “Q”para o dimensionamento há necessidade de se definir previamente: o material e o comprimento do conduto.

etc). 4) Extensão da adutora 5) Nº de Conexões (Tês. Aço. de transição ou rugoso) . PVC.pois os diâmetros têm de ser compatíveis com as vazões de projeto. 6) Regime do escoamento (Turbulento liso.item fundamental .__________________________________________________________________ Fatores que influenciam as perdas de cargas 1) Natureza do fluido . que apresentam-se com acabamento interno bem caracterizado 9 Rugosidade e área livre). PEAD ou PRFV. 2) Material empregado na fabricação dos tubos e conexões da adutora (Ferro Dúctil. no nosso caso a água ou o esgoto à temperatura ambiente. curvas. válvulas. 3) Diâmetro Interno ou Diâmetro Hidráulico .

__________________________________________________________________ Equações hidráulicas fundamentais Fonte: TSUTIYA (2004) .

.

S1 = V2...S2 = constante  Q: vazão (m³/s)  V: velocidade média na seção (m/s)  S: área da seção de escoamento (m²) Obs: em canais longos pode ser necessário acrescentar as perdas por evaporação. .__________________________________________________________________ Equações hidráulicas fundamentais Equação da continuidade: Q = V1.

𝑰 em que: V = velocidade media do escoamento (m/s) 3 C= coeficiente de Chézy A = seção molhada (m2) RH = raio hidráulico [seção molhada/perímetro molhado] (m) I = declividade da linha de energia (m/m) .__________________________________________________________________ Perdas distribuídas: condutos livres Equação de Chézy 𝑽 = 𝑪.𝑰 ∴ 𝑸 = 𝑪.𝑨. 𝑹𝑯. 𝑹𝑯.

__________________________________________________________________ Perdas distribuídas: condutos livres Equação de Manning .

Entretanto. . equações como a de Hazen-Williams. As perdas de carga localizadas devem ser consideradas no cálculo (geralmente são pouco significantes).38 __________________________________________________________________ Perdas distribuídas: condutos forçados A NBR 12215 recomenda a equação Universal para avaliação da perda de carga contínua. podem ser utilizadas (desde que dentro dos limites recomendados).

__________________________________________________________________ Equação Universal para perda de carga contínua .

.__________________________________________________________________ Perda de carga localizada (para uma determinada peça) K = coeficiente que depende da geometria da singularidade e do número de Reynolds.

__________________________________________________________________ Traçado das adutoras As adutoras por gravidade podem estar totalmente abaixo. do plano de carga e da linha piezométrica. . coincidentes ou acima em alguns pontos.

as seções da adutora estão submetidas a uma carga de pressão positiva (pressão superior a atmosférica).Tubulação assentada totalmente abaixo da linha piezométrica efetiva (LPE). Nesse caso. .__________________________________________________________________ Perfil (1) .

com pressão na superfície igual à atmosférica. sem problemas de escoamento. Trata-se. . Perfil (2) . É a adutora por gravidade com tubulação em conduto livre. portanto.__________________________________________________________________ A perda de carga é igual ao desnível geométrico correspondente à diferença de cotas dos reservatórios.Tubulação coincidente com a linha piezométrica efetiva (LPE). de um escoamento forçado.

ou quando em conduto forçado. .__________________________________________________________________ As adutoras devem ser projetadas segundo esta posição (Perfil 2). na posição anterior (Perfil 1) ou uma combinação destes (adutora mista).

. porém abaixo da linha piezométrica absoluta (LPA).__________________________________________________________________ Perfil (3) – Tubulação acima da linha piezométrica efetiva (LPE). Quando a tubulação corta alinha piezométrica efetiva as condições de funcionamento não são satisfatórias.

a tubulação fica totalmente abaixo desta e. pela possibilidade de sucção. uma solução é construir uma caixa de transição no ponto mais alto da tubulação para alterar a posição da linha piezométrica. . Assim. portanto. Isso pode ocasionar a entrada de ar e a contaminação da água.__________________________________________________________________ O trecho da tubulação situado acima da LPE fica sujeito a pressões inferiores à atmosférica (P < Patm entre A e B). como no Perfil (1). sujeita a pressões positivas. Quando as condições topográficas indicarem um Perfil (3).

mas fica abaixo da linha piezométrica absoluta (LPA).Adutoras – Parte 19 e 26/11/2013 56 __________________________________________________________________ Perfil (4) – Tubulação corta a LPE e o plano de carga estático [ou plano de carga efetivo] (PCE).Sistemas de Água I . .Aula 8.

__________________________________________________________________ A água não atinge naturalmente o trecho situado acima do nível de água no reservatório R1 e o escoamento só é possível após o enchimento da tubulação. mas fica baixo do plano de carga absoluto (PCA) sendo. Perfil (5) – O conduto corta LPE. LPA e PCE. impossível o escoamento por gravidade. portanto. . O trecho situado acima da linha piezométrica efetiva denomina-se sifão (funcionando em condições precárias).

__________________________________________________________________ A solução para os Perfis (4) e (5) (que têm parte do seu traçado situado acima do plano de carga estático) é a instalação de uma elevatória e. . obter pressões superiores a pressão atmosférica em toda a tubulação. assim.

. pantanoso e de outras características não adequadas. com maior declividade (>0.2%). seguidos de trechos descendentes curtos. de preferência em ruas e terrenos públicos. São favoráveis traçados que apresentem trechos ascendentes longos com pequena declividade (>0.3%). devendo-se o evitar traçado onde o terreno é rochoso.__________________________________________________________________ Recomendações para o traçado das adutoras A adutora deverá ser implantada.

0 m acima da geratriz superior do conduto. em quaisquer condições de operação. perfis ascendentes e descendentes. ao menos 5. . há necessidade de se utilizar blocos de ancoragem ou envolver a tubulação em solo cimento se enterrada para dar estabilidade estrutural ao conduto. Não se devem executar trechos de adução horizontal. No caso em que o perfil do terreno seja horizontal. o conduto deve apresentar alternadamente.__________________________________________________________________ Quando a inclinação do conduto for superior a 25%. A linha piezométrica da adutora em regime permanente deve situar-se.

__________________________________________________________________ Dimensionamento de adutoras: por gravidade em conduto forçado .

__________________________________________________________________ Dimensionamento de adutoras: por gravidade em conduto livre .

64

__________________________________________________________________

Dimensionamento de adutoras por recalque
Os diâmetros das adutoras por recalque são escolhidos com
base num critério econômico pelos motivos expostos a seguir:
Um diâmetro menor para a tubulação ocasiona: uma perda de
carga maior; maior altura manométrica; maior potência do

conjunto motobomba; preço do conjunto elevatório é maior e
as despesas com energia também.
Um diâmetro maior implica: despesa mais elevada para a

implantação da tubulação; menor perda de carga; potência reduzida; menor
custo para a aquisição e operação dos conjuntos elevatórios.

__________________________________________________________________
O diâmetro da adutora mais conveniente economicamente, ou diâmetro ótimo
é aquele que resulta em menor custo total do sistema considerando-se os custos de implantação

e de consum o de energia elétrica :
CUSTOS DOS TUBOS

CUSTO
SOMA DOS DOSI
VALORES = CUSTO
GLOBAL

CUSTOS DE ENERGIA

DIÃMETRO ÓTIMO

DIÂMETRO

A “equação de Bresse” sintetiza os resultados normalmente obtidos por essa análise

econômica:

Com base em instalações existentes implantadas no BRASIL, chega-se á Equação de
Bresser modificada, que permite o cálculo do diâmetro ótimo com bastante precisão: 𝑫
ó𝒕𝒊𝒎𝒐 = 𝟎, 𝟖𝟔 ∙ 𝑸𝟎,𝟒𝟐
Q em m3/s e D em m

__________________________________________________________________

Z1

O diâmetro é hidraulicamente indeterminado...

manutenção) . dinâmica).  Resistência a pressão da água (estática.  Estanqueidade.__________________________________________________________________ Materiais das adutoras Aspectos que devem ser considerados na escolha:  Não ser prejudicial a qualidade da água.  Economia (custo da tubulação. etc. aspectos construtivos.  Resistência química e mecânica.). instalação. necessidade de proteção a corrosão.  Alteração da rugosidade com o tempo (incrustação.

__________________________________________________________________ Principais materiais das adutoras Materiais metálicos: Aço Ferro Fundido Dúctil Materiais não metálicos: Polietileno de Alta Densidade e Polipropileno (PE e PP) PVC Poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV) .

__________________________________________________________________ Tubulação de aço Vantagens:     Alta resistência às pressões internas e externas Estanqueidade (com junta soldada) Vários diâmetros e tipos de juntas Competitivo principalmente em maiores diâmetros e pressões Desvantagens:     Pouca resistência à corrosão externa Precauções para transporte e armazenamento Cuidados com a dilatação térmica Requer cuidados especiais na execução da obra .

__________________________________________________________________ .

__________________________________________________________________ .

__________________________________________________________________ .

__________________________________________________________________ Tubulação de ferro fundido dúctil Diâmetros: 50 a1200 mm. Revestimento interno com argamassa de cimento Revestimento externo com zinco e pintura betuminosa Tipos de juntas:  Elástica  Elástica travada  Mecânica  Flanges . Comprimento: 6 a 8 m.

_________________________________________________________________ .

até centenas de metros sem juntas (emissários submarinos)  Sem revestimento interno ou externo  Leve e flexível  Estanqueidade  Resistência química  Resistência a abrasão  Menor rugosidade Principais juntas em adutoras: solda termoplástica (topo) e flanges .__________________________________________________________________ Tubulação de polietileno   Diâmetros: 16 a 1200 mm Comprimento: limitado pelo transporte.

MATERIAL AÇO CONCRETO PRFV e CPRFV TIPO DE TUBO FABRICAÇÃO PONTA/PONTA PONTA & BOLSA PROTENDIDO COM ALMA DE AÇO NORMA DE AWWA-C200 TIPO DE JUNTA SOLDA CONCRETO PONTA & BOLSA ARMADO COM ALMA DE AÇO FERRO PONTA & BOLSA NBR 7675 ELÁSTICA 80 2000 PN-25 PONTA & BOLSA NBR15536-1 ELÁSTICA 200 1600 PN-16 PN-20 AWWA C-301 ELÁSTICA AWWA C-300 ELÁSTICA CLASSES DIÂMETROS DE NOMINAS PRESSÕES (Kgf/cm²) MIN MAX (mm) (mm) DE TOPO 300 MIN MAX 3500 PN-4 PN-40 X X 400 6350 ND PN-25 X X 750 3600 ND PN-10 X X PN-40 X X X X X X FÁCIL AJUSTE DE MONTAGEM SEM TESTES NA MONTAGEM FACILIDADE DE TRANSPORTE RESISTÊNCIA A IMPACTO X X X X X DUCTIL X X X X X X X X X X 10 X X X X X X X X 10 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X CARACTERÍSTICAS HIDRÁULICAS QUÍMICAS X X X X PONTUAÇÃO CARACTERÍSTICAS RESISTENTE À SOLOS AGRESSIVOS IMUNIDADE À CORROSÃO RESISTENTE A FOGO EXTERNO SEM REVESTIMENTO IXTERNO SEM REVESTIMENTO INTERNO RESISTEÊNCIA A RAIOS UV BAIXA CELERIDADE BAIXA RUGOSIDADE CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DIÂMETRO INTERNO ≥ NOMINAL TUBO AÉREO RESISTE AO VÁCUO RUPTURA "COM AVISO" ALTO GRAU DE ESTANQUEIDADE RESISTENTE A VANDALISMO RESISTENTE A IMPACTOS EXTERNOS DISPENSA BLOCOS DE ANCORAGEM CONTINUIDADE ESTRUTURAL TUBO SEMIRÍGIDO TRABALHABILIDADE TUBO FLEXÍVEL ALTA DUCTIBILIDADE RESPOSTA ELÁSTICA MATERIAL ISOTRÓPICO ALTO GRAU DE AVANÇO DE OBRA POSSÍVEL FABRICAÇÃO NA OBRA PESO LEVE FAIXA DE FABRICANTES NACIONAIS VANTAGENS 15 14 15 .

MATERIAL AÇO FERRO PRFV e CPRFV TIPO DE TUBO FABRICAÇÃO PONTA/PONTA CONCRETO PONTA & BOLSA PROTENDIDO COM ALMA DE AÇO ARMADO PONTA & BOLSA COM ALMA DE AÇO NORMA DE AWWA-C200 TIPO DE JUNTA DE TOPO SOLDA AWWA C-301 ELÁSTICA AWWA C-300 ELÁSTICA DUCTIL PONTA & BOLSA NBR 7675 ELÁSTICA 80 2000 PONTA & BOLSA NBR15536-1 ELÁSTICA 200 1600 MIN MAX (mm) (mm) 300 3500 X 400 6350 X X X X X X X X X X X X X 750 3600 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X NOMINAS X X X X X X X X X X 18 X X X X X 18 X 11 X X X X X X X CARACTERÍSTICAS HIDRÁULICAS DIÂMETROS QUÍMICAS X PONTUAÇÃO CARACTERÍSTICAS SOFRE ATAQUE POR SOLOS AGRESSIVOS REQUER PROTEÇÃO À CORROSÃO NÃO RESISTE A FOGO EXTERNO REQUER REVESTIMENTO IXTERNO REQUER REVESTIMENTO INTERNO NÃO RESISTE A RAIOS UV CELERIDADE ALTA RUGOSIDADE MÉDIA CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS DIÂMETRO INTERNO < NOMINAL TUBO AÉREO SOB VÁCUO C/ REFORÇO RUPTURA "SEM AVISO" SUJEITO À FISSURAÇÃO GRAU DE ESTANQUEIDADE MÉDIO POSSIBILIDADE DE SANGRADOUROS SUJEITO A DESLOCAMENTOS REQUER BLOCOS DE ANCORAGEM DESCONTINUIDADE ESTRUTURAL TRABALHABILIDADE TUBO RÍGIDO BAIXA DUCTIBILIDADE RESPOSTA INELÁSTICA FUNÇÃO DA FABRICAÇÃO DO TUBO MATERIAL COMPÓSITO AVANÇO LENTO DE OBRA FABRICAÇÃO DISTANTE DA OBRA TUBOS PESADOS REQUER CUIDADOS NA MONTAGEM FAIXA DE EXIGE TESTES NA MONTAGEM TRANSPORTE REQUER CUIDADOS BAIXA RESISTÊNCIA A IMPACTO DESVANTAGENS 11 14 .

formando bolhas. Se este não é removido. Esse ar em regiões de baixa pressão tende a ser liberado e se acumula em pontos mais altos da tubulação.__________________________________________________________________ Bloqueio de adutoras As águas contêm em torno de 2% de ar dissolvido. a seção de escoamento fica reduzida: .

Na região da bolha de ar o escoamento se processa como se estivesse em um conduto livre .__________________________________________________________________ Isso ocasiona a redução da capacidade de escoamento na tubulação e até mesmo a interrupção do fluxo.

a passagem do escoamento sob pressão a jusante faz-se por aumento gradual de altura de água. 1981). no trecho em declive do conduto. Quando em uma situação posterior há escoamento. desde que sua velocidade seja pequena. A Figura 1(a) mostra um bolsão de ar aprisionado em um ponto alto de um conduto. processa-se com superfície livre. Durante o escoamento. com a água em repouso. bruscamente por meio de ressalto hidráulico. fenômeno que desenvolve grande turbulência ilustrado pela Figura 1(b) e (c) (Quintela. . possibilitando assim a formação de um ressalto hidráulico. estando o ar a pressão constante ao longo do trecho.AR APRISIONADO EM PONTOS ALTOS DA ADUTORA Ressalto Hidráulico Forçado A ação da gravidade no escoamento pode ocasionar uma sobrecarga. ou.

Figura 1. em movimento sem ressalto (b). em movimento com ressalto (c) (Quintela.Tubulação com bolsa de ar :em repouso(a). 1981) .

melhorando as ondas de pressão. bem como discussões efetuadas por diversos especialistas. em razão da mistura de ar e água. a presença de grandes bolsões de ar resultam em ondas de pressão que são fortemente oscilatórias e deformadas. descobriu-se também que pequenos acúmulos de ar podem ter um efeito adverso nas pressões transientes. na realidade. resultando numa diminuição da capacidade de escoamento do tubo. . principalmente a densidade e a elasticidade. c) Bolhas de ar introduzem momento vertical no escoamento devido à sua flutuabilidade e pode dessa forma causar efeitos significativos no campo de escoamento. como sendo os principais que o ar ocasiona dentro de tubulações: a) A seção transversal efetiva do tubo é reduzida pelos bolsões de ar. No entanto. b) A maior parte das propriedades do fluido mudam.O conjunto de publicações e informações disponíveis. enumeram os problemas listados abaixo. d) Em transientes hidráulicos.

b) Em tubulações de ferro fundido e de aço não revestidas ou com falhas de revestimento. e ao invés disso. Por exemplo: o ar acumulado em um ressalto hidráulico pode não ser capaz de se mover para jusante. a presença de ar aumenta a corrosão por permitir mais oxigênio disponível para o processo. cria um movimento contrário ao escoamento através do ressalto. além de causar instabilidades da superfície da água. c) Uma transição de escoamento em tubo parcialmente cheio a cheio pode causar vibrações da estrutura sendo que. ondulações no escoamento podem acompanhá-la. .a) O acúmulo de ar em um sistema pode levar à interrupção do escoamento e efeitos como transporte de bolsões em ambos os sentidos do escoamento. Isso pode levar à vibração e danos estruturais. d) O ar pode causar leituras falsas em aparelhos de medição.

. e outro. expelir o ar continuamente durante a operação de redes e adutoras.Válvulas eliminadoras de ar com dois orifícios ou ventosa de tríplice função convencionais As válvulas de ar combinadas ou de duplo orifício. realizando a eliminação de ar formado durante a operação das bombas (Figura 2). Uma ventosa de tríplice função constitui-se de duas câmaras: uma com um orifício “A” bastante grande que permite o escoamento de grandes vazões de ar e trabalha com altas pressões. admitir ar durante o esvaziamento das redes e. As principais funções das ventosas de tríplice função são: expelir o ar deslocado pela água durante o enchimento de redes e adutoras. com um pequeno orifício “B” que trabalha como uma ventosa simples. também são denominadas de ventosas de tríplice função.

Ventosa de tríplice função (Saint . liberando a entrada de ar pelo orifício “A”.Gobain). Já durante o esvaziamento ou ocorrência de uma depressão na tubulação. o volume de água cresce lentamente. o flutuador 1 desce sob ação do próprio peso. O ar escapa pelo orifício “A” com um volume equivalente à quantidade de água que entra na tubulação. o ar que se acumula na tubulação é eliminado pelo orifício “B”. Para o caso de sistemas de bombeamento. Funcionamento: durante o enchimento da tubulação.Figura 2 . como em uma ventosa simples .

b) Deformação e entupimento: a estrutura oca do tipo utilizado na esfera flutuante. as dimensões da esfera devem ser perfeitas. Constata-se que na prática o flutuador pode se alongar e aderir ao orifício. entre os quais se destacam: a) Vedação insuficiente a baixas pressões: para que se produza uma vedação perfeita junto ao anel elástico localizado ao redor da circunferência do orifício. . Esses podem aderir ao flutuador e prejudicar a operação do orifício. impedindo-o de funcionar. Isso é difícil de alcançar na prática e como forma de compensação. anéis de assentamento macio são frequentemente usados. as faz suscetíveis à distorção e deformações permanentes quando submetidas a altas pressões e choques de carregamento.Existem diversos problemas relacionados a operação deste tipo de ventosas.

especificava uma pressão diferencial de 10kPa para ocorrência do fechamento dinâmico. em muitas delas. para não incorrer no risco de obstruí-lo. o desempenho de descarga é adversamente afetado. Por razões econômicas. Isto estava bem abaixo do desempenho reivindicado pelos fabricantes. existia a propensão ao fechamento dinâmico a pressões diferenciais baixas (3-5kPa). indicaram que. d) Limitação do tamanho do orifício e seu efeito no desempenho: a descarga de válvulas de remoção de ar é afetada pelo grande diâmetro do orifício. Alguns fabricantes afirmam que o diâmetro da esfera flutuante deve ser no mínimo três vezes o diâmetro do orifício. RECOMENDAÇÃO:EMPREGAR VÁLVULAS VENTOSAS DE ALTO DESEMPENHO CILÍNDRICAS . isso resulta na escolha por parte do projetista de um orifício menor e. em certo número de válvulas para remoção de ar comumente usadas. consequentemente.c) Fechamento prematuro: frequentemente referido como “fechamento dinâmico” e refere-se à tendência da válvula ser fechada pelo flutuador a uma pressão diferencial muito baixa sem quaisquer descargas posteriores. Testes de altas taxas de volume realizadas pelo CSIR (Council for Scientific and Industrial Research) na África do Sul. no qual na maioria dos casos.

com maior declividade Isso facilita o acúmulo de ar nos pontos mais altos e reduz o arraste de bolsas de ar contrárias ao fluxo. facilitando a localização dos pontos de ventosa . com pequena declividade. A norma recomenda um traçado formado por trechos ascendentes longos.__________________________________________________________________ O perfil da adutora é determinante para a localização deste equipamento. seguido de trechos descendentes curtos.

A necessidade de esvaziamento ocorre na fase de préoperação (limpeza e desinfecção da tubulação) e para drenar a linha quando alguma parte necessita de manutenção ou mesmo limpeza dos resíduos sólidos eventualmente decantados após algum tempo de uso. .__________________________________________________________________ Descargas nas adutoras Cuidados especiais devem ser tomados nos pontos baixos das adutoras → instalação de válvulas de descarga para proporcionar o esvaziamento completo do trecho da adutora.

. O efluente deve ser encaminhado ao sistema receptor (córregos e galerias de águas pluviais). Outro inconveniente gerado pela alta velocidade é a cavitação. devendo ter sua energia cinética dissipada. que pode danificar rapidamente a válvula de descarga.__________________________________________________________________ O escoamento deve ocorrer por gravidade (se não for possível. podem ser utilizadas bombas para completar o esvaziamento). Dependendo do desnível a velocidade do escoamento pode ser muito elevada.

.__________________________________________________________________ Os diâmetros dessas descargas são condicionados pelo tempo requerido para esvaziamento do trecho da linha e pela velocidade mínima necessária ao arrasto do material eventualmente sedimentado. Como regra prática utiliza-se diâmetro superior a 1/6 do diâmetro da tubulação (dd ≥ D/6).

2.3.1 .2 .Condições de Drenagem das Tubulações 3.Esquema Básico QAR dV QAR dV D D Z2 Z1 dD QÁGUA L1 L2 L = L 1 + L2 Onde : D = Diâmetro da Linha a ser drenada dV = Diâmetro da Ventosa de Grande Orifício dD = Diâmetro da Descarga .

.Diâmetro das Descargas São dados pela seguinte expressão : D/dD= ((KS*(2*g*ZM)½*T)/2*L)½ Onde : KS = Coeficiente de perda de Carga da Descarga para a Atmosfera ZM =(Z1 + Z2)/2 = Desnível geométrico Médio do trecho a ser Drenado T = Tempo de drenagem do trecho L = L1 + L2 = Extensão do trecho a ser drenado .

94 mca (Absoluta) .46 mca (Absoluta) pI = Pressão Interna Subatmosférica = 8. ou seja : QAR = QMÁX = 2.46 -9. 2. admitindo-se escoamento isoentrópico na ventosa.4 Kg/m³ ( Densidade do Ar) pATM = 9.(pI/pATM)1.40= -0.53 garante escoamento SUBSÔNICO c/ M < 1) pI = Pressão Interna Subatmosférica = 0.55 (Coeficiente de vazão da Ventosa) AR = 1. segundo a Ref.40 = 8. a vazão de ar é dada por : QAR = (Cd/AR)* (dV²/4)*{7*pATM*AR *[(pI/pATM)1.90*9..90 ( Relação Superior a 0. à cota média de 740 msnm) pI/pATM = 0.40 mca (Pressão Atmosférica Local.71]}½ Onde : Cd = 0.5*ZMÁX½*(dD²/4) Com ZMÁX = Máximo entre Z1 e Z2 Por seu turno.2.Diâmetro das Ventosas de Grande Orifício Os diâmetros das ventosas de grande orifício são obtidos admitindo-se quie a vazão de ar (QAR) seja igual à máxima vazão de água drenada em cada ramal.429 .

Condições de Regime Permanente 3. deve-se primeiramente verificar a capacidade de remoção hidráulica do ar acumulado em pontos altos.36*(g*D*sen)½ Onde : V*= Velocidade Crítica de arraste de Ar (m/s) g = Aceleração da gravidade (m/s²) D = Diâmetro da Tubulação (m)  = Ângulo que o conduto forma com o plano horizontal a jusante do ponto alto em graus Haverá arraste hidráulico do ar dissolvido na massa líquida se a velocidade do escoamento for superior à velocidade crítica. 2.1): V* = 1. mediante a aplicação da expressão de KENT (Ref.Verificação do Arraste de Ar Em condições de regime permanente.3.1 . Esquematicamente: BOLSÃO DE AR PRESO D V Forma-se o bolsão de ar preso se V < V*  .

P2 . Como em condições normais a concentração de ar dissolvido na água é de 2 %.02*QLINHA Por seu turno. formando bolsões de ar.4 Razão entre os Calores Específicos do Ar DP = P1 . função da Relação P1/P2 e  P1 = Pressão Absoluta a Montante do Orifício (Interior da Tubulação) P2 = Pressão Absoluta a Jusante do Orifício (Meio Externo)  = 1. o escoamento de ar pelo pequeno orifício da ventosa se dá sob condições de escoamento isoentrópico. qual seja. pode-se admitir como vazão de ar pela ventosa esta mesma concentração..Coeficiente de Vazão do Orifício Y = Fator de Expansão do Gás na Garganta.Queda de Pressão no Orifício g = Aceleração da Gravidade AR = Massa Específica do Ar .Dimensionamento da Ventosa de Pequeno Orifício As ventosas de pequeno orifício são dimensionadas para garantir a remoção de ar aprisionado em pontos da linha onde o ar dissolvido na massa líquida tenha condições de se desprender e concentrar. sendo calculada através da seguinte expressão : QAR = C*Y*AO*(2g*DP/AR) Onde : C = 0.60 . QAR = 0.

.

A vazão de entrada de água na linha deve ser igual à vazão de saída de ar. que deve corresponder a uma velocidade máxima do escoamento de 0.Coeficiente de Vazão do Orifício Da expressão acima resulta então : D/dV =11. pois acima deste valor há o bloqueio da vazão e escoamento com choque.60 . limitando-se um diferencial máximo de pressão na ventosa de 0.30 m/s (Velocidade de Enchimento) = 0.30 m/s. Se "D" é o diâmetro da linha e "dV" é o diâmetro da ventosa.53*pATM.55 . vem : QE = VE*(*D2/4) = QAR = Cd *(* dV 2/4)*(2g*DH)½ Onde : = 0. a ventosa para expulsão de ar deverá também ter o seu grande orifício dimensionado para a vazão de enchimento das tubulações.30 mca na ventosa. impondo-se a a igualdade entre a vazão de enchimento (QE) e a Vazão de Ar pela ventosa (QAR). além do máximo DH de 0.Condições de Enchimento das Tubulações Nos pontos da linha onde se detectou a necessidade de remoção mecânica de ar.