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UT

D e s e n h o 12

“Com Sequência”
Diferenças, Semelhanças e Ritmo
ES Santa Maria – Sintra | http://sala17.wordpress.com |
Prof. António Marques

É interessante reflectir sobre o facto de que uma sequência de
imagens nunca poderia fazer muito sentido se uma porção dessas
mesmas imagens não permanecesse inalterada, fazendo a “ponte”
visual para a imagem seguinte.
Tal como nos fotogramas de um filme, a noção de continuidade e de movimento é transmitida pelas diferenças – muitas vezes
mínimas – que se conseguem discernir de uma imagem para a seguinte. A sequência como factor sugestivo da 4ª dimensão (o tempo)
e gerador de ritmos visuais, foi explorada por vários artistas, dos quais nos interessa aqui destacar os seguintes:


Vânia Comoretti e a obtenção do ritmo baseado nas diferenças entre as suas imagens múltiplas,
Helena Almeida e a sua noção de “elemento externo” que interfere e interage com os personagens das obras.
William Kentridge e a expressividade realista da sua técnica e do seu traçado de grafite/carvão

Definição e Objectivos
Realiza uma sequência fotográfica com três ou quatro imagens que indicie uma acção/ movimento subtil. O corpo
humano – no todo ou em parte – deve ser o tema principal. Imprime e coloca a tua sequência no diário gráfico.
Introduz um elemento abstracto externo que não apresente relação aparente com o conteúdo das imagens mas que
interaja/ interfira fisicamente com o conteúdo das mesmas.
Após teres testado várias ideias no DG, executa a tua série final, recorrendo ao desenho. A tua série pode expandirse (no tempo) para além ou para aquém daquela que está expressa nos teus registos fotográficos. Dá um título ao
teu trabalho.
As imagens, de dimensões iguais entre si, terão formato livre. Serão dispostas num suporte rígido de formato 50x65
cm com a disposição que melhor possibilitar a sua leitura sequencial. O suporte poderá ser maior se for dobrável
para o formato referido.
Material: Grafite e/ou carvão/ Acrílico/Têmpera negra sobre papel-cenário ou papel de desenho. Meios e técnicas
livres para o “elemento externo” (pintura, colagem, etc.)
No Diário Gráfico:
• Afixa as imagens da tua sequência fotográfica.
• Traça o plano do teu trabalho final (número, dimensão e disposição das imagens), com um estudo do tema,
dimensões e composição, tendo em conta o suporte final de montagem.
• Ensaia a validade da tua sequência e a interacção pretendida com o “elemento abstracto externo”.
Pontos mais valorizados:
• Transmitir a máxima noção de movimento/ritmo com o menor número de diferenças entre as várias imagens,
• Criar uma interacção coerente entre o conteúdo das tuas imagens e o “elemento externo” por ti criado no
decorrer da tua sequência.
• Representar de forma realista o conteúdo da imagem, na morfologia, proporções, valores e texturas.

Avaliação C – Conceitos, P – Práticas, VA – Valores/Atitudes
C
DG
P1
P2
P3
VA

Movimento/ Sequência/ Interacção / Representação
Elementos pedidos no DG/ Amplitude e profundidade de pesquisa formal/ Hipóteses de composição
Expressão de movimento e coerência semântica da sequência/ Interacção c. elemento externo/ Criatividade
Morfologia e proporções/ Valores e texturas face ao referente/ Domínio de meios e técnicas
Apresentação e integridade da montagem/ Apresentação
Metodologia de trabalho/ Autonomia/ Empenho/ Gestão do tempo/ Pesquisa e planeamento no DG
(CM - Cotação máxima). Total

CM
20
30
50
50
30
20
200

Calendarização
Fev

Mar

Fev

12 M

26

1

4

12 N

25

3

7
DG

29

Mar

8
DG
10

11

15

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DES12 UT06 ComSequência AM 2015-2016.doc Prof. António Marques. Pág. 1/1