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UNIDADE DIDÁTICA III
DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula).
Assuntos e objetivos específicos:
1. Princípios, direitos e deveres constitucionais (carga horária: 03 horas de aula).
1.1 - Interpretar os dispositivos constitucionais (carga horária: 01 hora de aula).

Sugestões de objetivos intermediários para o primeiro tempo de aula:

-

Realizar a introdução da matéria (apresentação da matéria e do instrutor; discussão
acerca da condução das aulas e avaliações);
Apresentar noções doutrinárias gerais de Direito Constitucional;
Identificar os principais dispositivos constitucionais a serem estudados no curso;
Apresentar e analisar os princípios fundamentais da atual Constituição.

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1. DO DIREITO CONSTITUCIONAL E DA CONSTITUIÇÃO.
1.1. DO DIREITO CONSTITUCIONAL
1.1.1. Natureza e conceito
O Direito é fenômeno histórico - cultural, realidade ordenada, ou ordenação
normativa da conduta segundo uma conexão de sentido. Consiste num sistema
normativo. Como tal, pode ser estudado por unidades estruturais que o compõem, sem
perder de vista a totalidade de suas manifestações. Essas unidades estruturais ou
dogmáticas do sistema jurídico constituem as divisões do Direito, que a doutrina
denomina ramos da ciência jurídica, comportando subdivisões conforme mostra o
esquema seguinte:

(1) Público
DIREITO

(a) Constitucional
(b) Administrativo
(c) Urbanística
(d) Econômico
(e) Financeiro
(f) Tributário
(g) Processual
(h) Penal
(i) Internacional (público e privado)

(2) Social

(a) do Trabalho
(b) Previdenciário

(3) Privado

(a) Civil
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(b) Comercial
Podemos defini-lo como o ramo do Direito Público que expõe, interpreta e
sistematiza os princípios e normas fundamentais do Estado. Como esses princípios e
normas fundamentais do Estado compõem o conteúdo das constituições (Direito
Constitucional Objetivo), pode-se afirmar, como o faz Pinto Ferreira, que o Direito
Constitucional é a ciência positiva das constituições.
Sendo ciência, há de ser forçosamente um conhecimento sistematizado sobre
determinado objeto, e este é constituído pelas normas fundamentais da organização do
Estado, isto é, pelas normas relativas à estrutura do Estado, forma de governo, modo de
aquisição e exercício do poder, estabelecimento de seus órgãos, limites de sua atuação,
direitos fundamentais do homem e respectivas garantias e regras básicas da ordem
econômica e social.
Assim sendo, podemos conceituar Constituição como sendo o conjunto de normas
que organiza os elementos constitutivos do Estado.
1.1.2. Classificação das Constituições
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Estática ou dogmática – EUA e Brasil;
Não – estática ou histórica (consuetudinária) – Inglaterra;
Populares – contam com a participação popular, por meio de constituintes
eleitos;
Outorgadas – não contam com a participação popular; o governante as
estabelece;
Rígida – alterações realizadas mediante processo mais cuidadoso que o das leis
ordinárias;
Flexível - alterações realizadas mediante o mesmo processo das leis ordinárias.

A estabilidade das constituições não deve ser absoluta, não pode significar
imutabilidade. Não há constituição imutável diante da realidade social cambiante, pois
não é ele apenas um instrumento de ordem, mas deverá sê-lo, também, de progresso
social. Deve-se assegurar certa estabilidade constitucional, certa permanência e
durabilidade das instituições, mas sem prejuízo da constante, tanto quanto possível,
perfeita adaptação das constituições às exigências do progresso, da evolução e do
bem-estar social. A rigidez relativa constitui técnica capaz de atender a ambas as
exigências, permitindo emendas, reformas e revisões, para adaptar as normas
constitucionais às novas necessidades sociais, mas impondo processo especial e mais
difícil para essas modificações.
1.1.3. Objeto e conteúdo das constituições
As constituições têm por objeto estabelecer a estrutura do Estado, a organização de
seus órgãos, o modo de aquisição do poder e a forma de seu exercício, limites de sua
atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e
disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos
econômicos, sociais e culturais.
Nem sempre tiveram as constituições objeto tão amplo. Este vem estendendo-se
com o correr da história. A cada etapa desta, algo de novo entra nos textos
constitucionais, "cujo conteúdo histórico é variável no espaço e no tempo, integrando,

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na expressão lapidar de Bergson, a 'multiplicidade no uno' das instituições econômicas,
jurídicas”.
A ampliação do conteúdo da constituição gerou a distinção entre constituição em
sentido material e constituição em sentido formal. Segundo a doutrina tradicional, as
prescrições das constituições, que não se referiam à estrutura do Estado, à organização
dos poderes, seu exercício e aos direitos do homem e respectivas garantias, só são
constitucionais em virtude da natureza do documento a que aderem; por isso, diz-se que
são constitucionais apenas do ponto de vista formal. Quase a unanimidade dos autores
acolhe essa doutrina. A despeito disso, permitimo-nos ponderar que esse apego ao
tradicional revela incompreensão das dimensões do Direito Constitucional
contemporâneo. Tal fato se verifica, além do mais, em conseqüência de não se arrolarem
os fins e os objetivos do Estado entre os elementos essenciais que o constituem. Ora,
concebido que a finalidade (fins e objetivos a realizar) se insere entre os elementos
constitutivos do Estado e, considerando a ampliação das funções estatais atualmente,
chegaremos à conclusão inelutável de que o conceito de Direito Constitucional também
se ampliou, para compreender as normas fundamentais da ordenação estatal, ou, mais
especificamente, para regular os princípios básicos relativos ao território, à população,
ao governo e às finalidades do Estado e suas relações recíprocas. Diante disso, perde
substância a doutrina que pretende diferenciar constituição material e constituição
formal e, pois, direito constitucional material e direito constitucional formal.
1.1.4. Elementos das constituições
A doutrina diverge quanto ao número e à caracterização desses elementos. De nossa
parte, entendemos que a generalidade das constituições revela, em sua estrutura
normativa, cinco categorias de elementos, que assim se definem:
(1) elementos orgânicos, que se contêm nas normas que regulam a estrutura do
Estado e do poder, e, na atual Constituição, concentram-se, predominantemente, nos
Títulos III (Da Organização do Estado), IV (Da Organização dos Poderes e do Sistema
de Governo), Capítulos I e II do Título V (Das Forças Armadas e da Segurança
Pública) e VI (Da Tributação e do Orçamento, que constituem aspectos da organização
e funcionamento do Estado);
(2) elementos limitativos, que se manifestam nas normas que consubstanciam o
elenco dos direitos e garantias fundamentais: direitos individuais e suas garantias,
direitos de nacionalidade e direitos políticos e democráticos; são denominados
limitativos porque limitam a ação dos poderes estatais e dão a tônica do Estado de
Direito; acham-se eles inscritos no Título II de nossa Constituição, sob a rubrica Dos
Direitos e Garantias Fundamentais, excetuando-se os Direitos Sociais (Capítulo II), que
entram na categoria seguinte;
(3) elementos sócio - ideológicos, consubstanciados nas normas sócio- ideológicas,
que revelam o caráter de compromisso das constituições modernas entre o Estado
individualista e o Estado Social, intervencionista, como as do Capítulo II do Título II,
sobre os Direitos Sociais, e as dos Títulos VII (Da Ordem Econômica e Financeira) e
VIII (Da Ordem Social);

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IV). assim. da cooperação entre os povos e o da integração da América Latina (art. (d) princípios relativos ao regime político: princípio da cidadania. dos princípios definidores da estrutura do Estado. III) e princípio da não discriminação (art. princípio da dignidade da pessoa. 3°. da igualdade dos Estados. consagrados nas normas destinadas a assegurar a solução de conflitos constitucionais. I. nos arts. da solução pacífica dos conflitos e da defesa da paz. soberania.intervenção.NET (4) elementos de estabilização constitucional.1). premunindo os meios e técnicas contra sua alteração e infringência.). assim também a do §1° do art. dos princípios estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e da organização política em geral. constituem-se dos princípios definidores da forma de Estado. são os que se acham consubstanciados nas normas que estatuem regras de aplicação das constituições. da autodeterminação dos povos. e 60 (Processo de emendas à Constituição). 4°. princípio do pluralismo. (5) elementos formais de aplicabilidade. I. princípio de convivência justa e princípio da solidariedade (art. 3°. e são encontrados no art. do Estado e das instituições democráticas. segundo o qual as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 3°. 4 . 5°. princípio da soberania popular. (e) princípios relativos à prestação positiva do Estado: princípio da independência e do desenvolvimento nacional (art. forma. 1°. o dispositivo que contém as cláusulas de promulgação e as disposições constitucionais transitórias. A análise dos princípios fundamentais da Constituição de 1988 nos leva à seguinte discriminação: (a) princípios relativos à existência.WWW. 2. (b) princípios relativos à forma de governo e à organização dos poderes: República e separação dos poderes (arts. (c) princípios relativos à organização da sociedade: princípio da livre organização social. 1° e 2º). 3°. 34 a 36 (Da Intervenção nos Estados e Municípios). do respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana. especialmente o Capítulo I. Estado Democrático de Direito (art. integram os elementos orgânicos). 102 e 103 (Jurisdição constitucional) e Título V (Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas. a defesa da constituição. do repúdio ao terrorismo e ao racismo. a (ação de inconstitucionalidade). 1°). o preâmbulo. estrutura e tipo de Estado: República Federativa do Brasil. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO BRASILEIRO Para Comes Canotilho. princípio da representação política e princípio da participação popular direta (art. como vimos. (f) princípios relativos à comunidade internacional: da independência nacional.APOSTILADOS. parágrafo único). II). 59. da não . porque os Capítulos II e III. 102. princípio da justiça social (art.

APOSTILADOS. que o direito lhe pertence.1. um direito subjetivo.1. mas ainda não fora exercido. analisando-os. A realização efetiva desse interesse juridicamente protegido. proteção direta. Uma importante condição da segurança jurídica está na relativa certeza que os indivíduos têm de que as relações realizadas sob o império de uma norma devem perdurar ainda quando tal norma seja substituída. Segurança das relações jurídicas A temática deste número liga-se à sucessão de leis no tempo e à necessidade de assegurar o valor da segurança jurídica. Se vem lei nova. consequentemente.Aplicar os dispositivos constitucionais na solução de situações que enumeram direitos e deveres individuais. Realmente. decorrida a qual perde vigência e. 1. um direito condicionado. pelo que seu titular fica dotado do poder de exigir uma prestação positiva ou negativa. então. um interesse legítimo. ou seja. a eficácia. uma norma.  Sugestões de objetivos intermediários para o segundo tempo de aula: - Apresentar os principais direitos e garantias individuais. assim. Diz-se. Seu texto. delimita o tempo durante o qual ela regerá a situação fática prevista. chamado direito subjetivo. contudo. já integra o seu patrimônio. Este último é garantido jurisdicionalmente. revogando aquela sob cujo império se formara o direito subjetivo. só perca o vigor quando outra a revogue expressa ou tacitamente. ESTABILIDADE DOS DIREITOS SUBJETIVOS 3.NET UNIDADE DIDÁTICA III DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula). a expectativa de direito. às vezes. direitos e deveres constitucionais (carga horária: 03 horas de aula).1. é que uma lei. Seu limite temporal pode ser nela mesma demarcado ou não. diz-se que ela criou situação jurídica subjetiva. que poderá ser um simples interesse. Princípios.2 . O mais comum. cogitar-se-á de 5 . sociais e políticos (carga horária: 02 horas de aula). DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS 3. não raro fica na dependência da vontade do seu titular. uma lei é feita para vigorar e produzir seus efeitos para o futuro. é um direito exigível na via jurisdicional. coletivos. especialmente no que tange à estabilidade dos direitos subjetivos. Recebe. Se a lei revogada produziu efeitos em favor de um sujeito. Outras vezes ela é feita para regular situação transitória.WWW. A segurança jurídica consiste no "conjunto de condições que tornam possível às pessoas o conhecimento antecipado e reflexivo das conseqüências diretas de seus atos e de seus fatos à luz da liberdade reconhecida". Assuntos e objetivos específicos: 1. 3.

tornou-se situação jurídica consumada (direito consumado. ou. que a Constituição não veda a retroatividade da lei. porque era direito exercitável e exigível à vontade de seu titular. e casou-se. Vale dizer. a arbítrio de outrem (art. É ainda a opinião de Gabba que orienta sua noção. Ora. Se tal direito é exercido. Se o direito subjetivo não foi exercido. A lei nova não pode descasar o casado. consumou-se.APOSTILADOS. A lei nova não pode prejudicá-lo. vindo a lei nova. para ser exercido quando convier. ou condição preestabelecida inalterável.2.WWW. de maneira garantida. Direito adquirido A doutrina ainda não fixou com precisão o conceito de direito adquirido. Vale dizer—repetindo: o direito subjetivo vira direito adquirido quando lei nova vem alterar as bases normativas sob as quais foi constituído. Afora isto. por isso mesmo. XXXVI. ao contrário. Direito subjetivo "é a possibilidade de ser exercido.. 5°. foi devidamente prestado. quem tinha o direito de casar de acordo com as regras de uma lei. não se transforma em direito adquirido sob o regime da lei nova.NET saber que efeitos surtirá sobre ele. só pelo fato de o titular não o ter exercido antes. aquilo que as normas de direito atribuem a alguém como próprio". Isto é: são feitas para reger situações 6 . mas interesse jurídico simples. que. 6°. seu direito foi exercido. Não se trata aqui da questão da retroatividade da lei. direito satisfeito. A Lei de Introdução ao Código Civil declara que se consideram adquiridos os direitos que o seu titular. sob o enunciado de que a lei não prejudicará o direito adquirido. Prevalece a situação subjetiva constituída sob o império da lei velha. § 2°. ou alguém por ele. possa exercer.1. a não ser da lei penal que não beneficie o réu. Para compreendermos um pouco melhor o que seja o direito adquirido. mas princípio geral de Direito. transforma-se em direito adquirido. Se não era direito subjetivo antes da lei nova. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. portanto. Decorre do princípio de que as leis são feitas para vigorar e incidir para o futuro. ). como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo. mera expectativa de direito ou mesmo interesse legítimo. A lei nova não se aplica a situação subjetiva constituída sob o império da lei anterior. A lei nova não tem o poder de desfazer a situação jurídica consumada. destacando como seus elementos caracterizadores: (1) ter sido produzido por um fato idôneo para a sua produção. porque estabeleceu regras diferentes para o casamento. essa possibilidade de exercício continua no domínio da vontade do titular em face da lei nova. mas tão-só de limite de sua aplicação. o princípio da irretroatividade da lei não é de Direito Constitucional. extinguiu-se a relação jurídica que o fundamentava). Por exemplo. corta tais situações jurídicas subjetivas no seu iter. (2) ter se incorporado definitivamente ao patrimônio do titular. incide. 3. Incorporou-se no seu patrimônio. fica ela subordinada aos difames da lei nova? É nessa colidência de normas no tempo que entra o tema da proteção dos direitos subjetivos que a Constituição consagra no art. Essa possibilidade de exercício do direito subjetivo foi adquirida no regime da lei velha e persiste garantida em face da lei superveniente. porque sobre elas a lei nova tem aplicabilidade imediata. cumpre relembrar o que se disse acima sobre o direito subjetivo: é um direito exercitável segundo a vontade do titular e exigível na via jurisdicional quando seu exercício é obstado pelo sujeito obrigado à prestação correspondente.

1. Cumpre fazer uma observação final a respeito da relação entre direito adquirido e direito público. hoje. 3. porém. Prevalece. interpretações. em oposição à opinião de Pontes de Miranda. "O ato jurídico perfeito. direito que já integrou o patrimônio. Ficou. as notificações. reputa ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. Não é rara a afirmativa de que não há direito adquirido em face da lei de ordem pública ou de direito público.APOSTILADOS. Ato jurídico perfeito A Lei de Introdução ao Código Civil. A coisa julgada formal só se beneficia da proteção indiretamente na medida em que se contém na coisa julgada material. 5°. não por ser ato perfeito. Tutela-se a 7 . 153. é o negócio jurídico. art. salvo a retroatividade benéfica ao réu). a fixação de prazo para a aceitação de doação. 6°. assim os negócios jurídicos. porque aquele é manifestação de interesse particular que não pode prevalecer sobre o interesse geral. 153. que torna imutável e indiscutível a sentença. Se o simples direito adquirido (isto é.WWW. Coisa julgada A garantia. nos termos do art. mas não foi ainda exercido) é protegido contra interferência da lei nova. enquanto o segundo é negócio fundado na lei. a constituição de domicílio. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. como as reclamações. mas não assim a simples coisa julgada formal. as comunicações. art. que se trata. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art.4. assim as declarações unilaterais de vontade como os negócios jurídicos bilaterais.3. direito esgotado. ou o ato jurídico stricto sensu. A diferença entre direito adquirido e ato jurídico perfeito está em que aquele emana diretamente da lei em favor de um titular. pois. A Constituição não faz distinção. Esse direito consumado é também inatingível pela lei nova. o reconhecimento para interromper a prescrição ou com sua eficácia (ato jurídico stricto sensu)". porque o que se protege é a prestação jurisdicional definitivamente outorgada. 3. § 3°. A generalização não é correta nesses termos. refere-se à coisa julgada material. §1°. a que se refere o art. 6°. portanto. XXXVI]. Dizemos que o texto constitucional só se refere à coisa julgada material. Essa definição dá a idéia de que ato jurídico perfeito é aquela situação consumada ou direito consumado. não à coisa julgada formal. aqui. superada a definição do art. da Lei de Introdução ao Código Civil. Direito adquirido e direito público. Só podem surtir efeitos retroativos quando elas própria o estabeleçam (vedado em matéria penal. XXXVI]. Ato jurídico perfeito. Não é disso. O que se diz com boa razão é que não corre direito adquirido contra o interesse coletivo. § 3° [art. resguardados os direitos adquiridos e as situações consumadas evidentemente. 5°. referido acima. É perfeito ainda que possa estar sujeito a termo ou condição.1. 467). visto que é pressuposto desta. § 3° [agora. como direito definitivamente exercido. mais ainda o é o direito adquirido já consumado. é aquele que sob o regime da lei antiga se tornou apto para produzir os seus efeitos pela verificação de todos os requisitos a isso indispensável.NET que se apresentem a partir do momento em que entram em vigor. mas por ser direito mais do que adquirido.

como o fez o art. 3.2. A coisa julgada é. a não ser em caso de flagrante delito ou desastre. que a lei preordene regras para a sua rescisão mediante atividade jurisdicional. se acha ínsita no termo segurança. quando define a casa como o asilo inviolável do indivíduo. 8 .] à segurança.APOSTILADOS.NET estabilidade dos casos julgados. Mas pode prever licitamente. XI.2. 5. que esse asilo inviolável protege.°. Mas também se dirige aos particulares. A proteção constitucional da coisa julgada não impede. Visa impedir que estas invadam o lar. aliás. Segurança do domicílio O art. mas o constituinte a destacou como um instituto de enorme relevância na teoria da segurança jurídica. 5° fala em inviolabilidade do direito [. Aí também o direito fundamental da privacidade.1. por determinação judicial. sua rescindibilidade por meio de ação rescisória. no entanto. para busca e apreensão de criminosos ou de objeto de crime. o ambiente que resguarda a privacidade. não propriamente como garantias individuais. Dizendo que a lei não prejudicará a coisa julgada. O princípio é que. A segurança aparelhada no dispositivo consiste na proibição de na casa penetrar sem consentimento do morador.. O crime de violação de domicílio tem por objeto tornar eficaz a regra da inviolabilidade do domicílio.2. apenas durante o dia (determinação judicial). da intimidade. liberdade pessoal ou a incolumidade física ou moral). proibições. O recesso do lar é. A proteção dirige-se basicamente contra as autoridades. a intimidade. o que.2. para fins judiciais. da Constituição consagra o direito do indivíduo ao aconchego do lar com sua família ou só. DIREITO À SEGURANÇA 3. E o caput do art. a vida privada. limitações e procedimentos destinados a assegurar o exercício e o gozo de algum direito individual fundamental (intimidade. em certo sentido. um ato jurídico perfeito. com sua carga de valores sagrados que lhe dava a religiosidade romana. Considerações gerais O Prof. Efetivamente esse conjunto de direitos aparelha situações. quer-se tutelar esta contra atuação direta do legislador contra ataque direto da lei. ou para prestar socorro. 3. assim. natureza que. assim já estaria contemplada na proteção deste. Aí o domicílio. de que a esfera privativa e íntima é aspecto saliente. A lei não pode desfazer (rescindir ou anular ou tornar ineficaz) a coisa julgada. mas o respeito à personalidade. não impede seja ele considerado um conjunto de garantias.WWW. para o que o titular do direito aí reconhecido tenha a certeza jurídica de que ele ingressou definitivamente no seu patrimônio.. Essas exceções à proteção do domicílio ligam-se ao interesse da própria segurança individual (caso de delito) ou do socorro (desastre ou socorro) ou da Justiça. Importa o conceito de dia. contudo. o dia se estende de 6 às 18 horas. 485 do Código de Processo Civil. durante o dia. O objeto de tutela não é a propriedade. Manoel Gonçalves Ferreira Filho arrola os direitos à segurança (direitos cujo objeto imediato é a segurança) como categoria de direitos individuais. ou.

2. mais a hipótese do inc. o segredo. incluído entre os remédios constitucionais (infra). mesmo na exceção. 5°. como o privilégio de Prefeito de ser julgado perante o Tribunal de Justiça (art.3. 5°. do sigilo das votações dos jurados e da soberania dos veredictos (inc. mas apenas os indicados na própria Constituição. Vê-se que.constituído. por ordem judicial. XXXVII). a fim de proteger a esfera íntima do indivíduo. se interrompa o seu curso e se escutem e interceptem telefonemas. XXXVII a XLVII. Essas garantias penais ou criminais protegem o indivíduo contra atuações arbitrárias. a liberdade de manifestação de pensamento. 5°. pelo qual é vedada a constituição de juiz ad hoc para o julgamento de determinada causa. valendo dizer: outro tribunal 9 . IV). sustação ou interferência no curso da correspondência. e podem ser consideradas nos grupos seguintes: (1) garantias jurisdicionais penais: (a) garantia da inexistência de juízo ou tribunal de exceção (inc. fora das hipóteses excepcionais autorizadas no dispositivo constitucional. sem falar no habeas corpus. O "objeto de tutela é dúplice: de um lado. a Constituição está proibindo que se abram cartas e outras formas de correspondência escrita. Abriu-se excepcional possibilidade de interceptar comunicações telefônicas. como expressão do direito à intimidade''. A suspensão. contudo. que são meios de comunicação interindividual. XXXVIII). Segurança das comunicações pessoais Trata-se de garantia constitucional que visa assegurar o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas (art. que entram no conceito mais amplo de liberdade de pensamento em geral (art. constituem as formas principais de violação do direito protegido. VIII). A legislação penal (Código Penal) e a especial (Código das Comunicações) prevêem sanções aplicáveis a esses crimes. Ao declarar que é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. pré . LXXV. de dados e telefônicas. 3. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual. acolhendo-se aí o princípio do juiz natural.2.WWW. XII). o foro privilegiado. assim como as interceptações telefônicas. Figura ela no art. sua leitura e difusão sem autorizarão do transmitente ou do destinatário. de outro lado.APOSTILADOS. o de Deputados Federais. admite-se. Constitui-se de garantias que visam tutelar a liberdade pessoal. para que não se a use para abusos. formas de manifestação do pensamento de pessoa a pessoa. Garantia também do sigilo das comunicações de dados pessoais.4. a Constituição preordenou regras estritas de garantias. Segurança em matéria penal. 29.NET 3. (b) garantia de julgamento pelo tribunal do júri nos crimes dolosos contra a vida e ainda assim com as garantias subsidiárias da plenitude de defesa. de Senadores e Presidente da República de serem processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

nos termos da lei. (e) proibição de extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião (inc. por isso que "a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade competente" (inc. praticado antes da naturalização. vale dizer: a pena não passará da pessoa do delinqüente. de trabalhos forçados. XLV). que já discutimos nas condições jurídicas dos estrangeiros. até o limite do valor do patrimônio transferido. ou seja. salvo a possibilidade de extensão aos sucessores e contra eles executadas. XL). pois. de acordo com a qual não há crime sem lei anterior que o defina (regra do nullum crimen sine lege). (c) garantia do juiz competente (incs. LXIII). e para maior eficácia desta garantia confere-se ao "preso o direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório" (inc. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel (inc. XLVI). (c) garantia de legalidade e da comunicabilidade da prisão. não mudar o mérito do julgamento. de caráter perpétuo. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. no sentido de que não atingirá a ninguém de sua família nem a terceiro. da obrigação de reparar o dano e da decretação de perdimento de bens. segundo a qual ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente e nem preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.APOSTILADOS. LI). em caso de crime comum. salvo flagrante delito e nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar definidos em lei. XLVI): de morte (salvo em caso de guerra declarada). (b) personalização da pena (inc. (c) proibição de prisão civil por dívida. salvo quando beneficiar o réu (inc. garantia. (d) proibição de extradição de brasileiro. salvo o naturalizado. (b) garantia da irretroatividade da lei penal. (3) garantias relativas à aplicação da pena: (a) individualização da pena (inc. XXXIX).NET não pode reformar o mérito da decisão do júri. VI). LXIV). LXV1I). na forma da lei (inc. a aplicação da pena deve ajustar-se à situação de cada imputado. proscrevendo assim ordenamentos ex post pacto. de banimento e cruéis.WWW. 10 . nem pena sem prévia cominação legal (regra da nula poena sine lege). pode anular o processo por vício de forma. LIII e LXI). (2) garantias criminais preventivas: (a) anterioridade da lei penal (inc. de que ninguém pode sofrer sanção por fato alheio. (f) proibição de determinadas penas (inc.

III). em certo sentido. salvo nas hipóteses previstas em lei (inc.WWW. segundo a qual ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. deve-se observar. fica sujeito à substituição pelo interessado (vítima ou seu representante). se esta não for intentada no prazo legal. pois significa também que alguém só pode ser julgado e condenado por juiz competente previamente estabelecido na ordem judiciária e por crime que previamente também seja definido como tal em lei. (b) garantia do devido processo legal (inc. LXXV. em verdade. 11 . LVIII). (5) garantias da presunção de inocência. a garantia de inocência e de que ninguém deve sofrer sanção sem culpa é que fundamenta a prescrição do inc. porém. (c) garantia da ação privada (inc. 5°: "constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. XLIII). podem ser citadas as seguintes: (a) instrução penal contraditória (inc. na verdade o texto inicial dizia "salvo nas hipóteses excepcionais previstas em lei". III) e a prática desta será considerada. mais especificamente. valendo dizer: "a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais" e "a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. que garante ao interessado promover a ação privada nos crimes de ação pública. (7) garantias penais da não discriminação (incs. e LV).APOSTILADOS. LIX). (b) vedação e punição da tortura: ninguém será submetido à tortura (inc. segundo as quais ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatório (inc. tem-se uma forma de controle do Ministério Público. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia (inc. importante. XLIV do art. (8) garantia penal da ordem constitucional democrática: é o que consta do inc. em deixando de cumprir sua atribuição. nos termos da lei". XLI e XLII).NET (4) garantias processuais penais: de certo modo as anteriores também o são. que a inafiançabilidade e especialmente a imprescritibilidade revelam um retrocesso na ciência penal. XXXV. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença". não obstante. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático". que. mas que. LIV). "excepcionais". sendo assim garantia conexa com a do juiz competente e à da anterioridade da lei penal. LV). que tem como conteúdo essencial a garantia da plenitude ou ampla defesa. aqui. sujeito à pena de reclusão. civis ou militares. com os meios e recurso a ela inerentes (incs. tem sentido muito mais abrangente. mas uma proposta de redação do primeiro para o segundo turno eliminou o vocábulo. (6) garantias da incolumidade física e moral: (a) vedação de tratamento desumano e degradante (inc. segundo o qual "o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. a. pela lei. XVII) e o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.

ninguém nela XI—a casa é o asilo inviolável do indivíduo. científica e de comunicação. sem distinção de qualquer natureza GARANTIAS XLI—a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.WWW. segundo o Art. ou por interesse social. 12 . independentemente de censura ou licença.. a vida privada. XVII—é plena a liberdade de associação XVIII—a criação de associações independe de autorização. (direito à intimidade) XI—a casa é o asilo inviolável do indivíduo. neste último caso. 5°. Todos são iguais perante a lei. X—são invioláveis a intimidade. por ordem judicial nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. ou. a assegurado o direito a indenização pelo dano material ou honra e a imagem (direito à privacidade) moral decorrente de sua violação.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. salvo em (direito à intimidade. XX—ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. a proteção aos locais de culto e a assegurado o livre exercício dos cultos religiosos suas liturgias. desde que não frustrem outra armas. artística. moral ou à imagem. salvo se as invocar convicções filosóficas ou políticas. (Direito à vida e à integridade física e moral) III—ninguém será submetido a tratamento desumano ou degradante. sendo vedada a interferência estatal XIX—as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. IX—é livre a expressão da atividade intelectual. salvo.APOSTILADOS. sem independente de autorização. fixada em lei. sendo V—é assegurado o direito de resposta. X—são invioláveis a intimidade. XVI—todos podem reunir-se pacificamente. em locais abertos. (direito à intimidade das comunicações pessoais) XII—é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas. XV—é livre a locomoção no Território nacional em LXVIII — conceder-se-á habeas corpus sempre que tempo de paz alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. nos termos da lei. ou para prestar socorro. (liberdade de religião) VIII—por motivo de crença religiosa ou de —. além da indenização por dano material. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. na forma da lei.. sendo Garantida. para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. por determinação judicial. sujeito à pena de reclusão.NET Quadro Comparativo de Direitos e Garantias correlatas. a vida privada. a assegurado o direito a indenização pelo dano material ou honra e a imagem (direito à privacidade) moral decorrente de sua violação. proporcional ao vedado o anonimato agravo. 5º da CF/88: DIREITOS Art. por ilegalidade ou abuso de poder. IV—é livre a manifestação do pensamento. durante o dia. científica e de comunicação. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. IX—é livre a expressão da atividade intelectual. XXII—é garantido o direito de propriedade XXIV— a lei estabelecerá o procedimento de XXIII—a propriedade atenderá a sua função social desapropriação por necessidade ou utilidade pública. reunião anteriormente convocada para o mesmo local. artística.ninguém será privado de direitos. XLII—a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. ao recesso do lar) caso de flagrante delito ou desastre. VI—é inviolável a liberdade de crença. (Liberdade de ação geral) II . independentemente de censura ou licença. podendo penetrar sem consentimento do morador.

isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. (direito subjetivo à jurisdição) XXXV—a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.NET Quadro Comparativo de Direitos e Garantias correlatas. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. (direito subjetivo à estabilidade dos negócios XXXVI—a lei não prejudicará o direito adquirido. ficando o autor. (direito ao juízo natural) XXXVII—não haverá juízo ou tribunal de exceção. não esquecer que as garantias constitucionais são também direitos.] pessoais—direito de acesso às informações registradas em bancos de dados—direito de retificação de dados) (direito à probidade e à moralidade da LXXIII—qualquer cidadão é parte legítima para propor Administração) ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. Cumpre. mas direitos instrumentais. (direito à intimidade e à incolumidade dos dados LXXII—conceder-se-á habeas data: [. b) a obtenção de certidões em repartições públicas. segundo o Art. direito à segurança em geral) (direitos públicos subjetivos. não amparado por habeas corpus ou habeas data. no entanto.APOSTILADOS. Esses exemplos são suficientes para ilustrar a distinção entre direitos e garantias. à moralidade administrativa. XXXVII a LXVII do art. 5º da CF/88: (continuação) DIREITOS XXXIII—todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de interesse coletivo ou geral (direito coletivo a informação) GARANTIAS LXX—o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partidos políticos.° moral — direito de defesa — liberdade política e de opinião — enfim.. 5. o ato jurídicos) jurídico perfeito e a coisa julgada. 13 . b) organização sindical.WWW. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. em geral. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. independentemente de a uma atuação democrática dos Poderes Públicos) pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. salvo comprovada má-fé. não como outorga de um bem e vantagem em si. nos incs. (direito geral à legalidade da Administração—direito XXXIV—são a todos assegurados.. líquidos e certos) LXIX—conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. porque destinados a tutelar um direito principal. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. (direito de liberdade — direito de não sofrer sanção são protegidos pelas garantias penais que se acham por fato alheio — direito à incolumidade física e inscritas.

coletivos.GARANTIAS 4. analisando sua utilização.2.2. DIREITOS COLETIVOS.2.APOSTILADOS.3. Mandado de injunção coletivo 4. GARANTIAS DOS DIREITOS COLETIVOS: 4. Mandado de segurança coletivo 4.NET UNIDADE DIDÁTICA III DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula).2.2. GENERALIDADES: 4. Colocação do tema 4. analisando-os. Princípios.3.3.2 . SOCIAIS E POLÍTICOS . Normatividade dos direitos sociais 4.5. Assuntos e objetivos específicos: 1.WWW. GARANTIAS DOS DIREITOS SOCIAIS: 4. Tutela jurisdicional dos hipossuficientes 4. Ação popular 4.1.1.3. Esclarecimentos prévios 4.2.2.  Sugestões de objetivos intermediários para o terceiro tempo de aula: - Apresentar os principais direitos e garantias coletivas. 4. 1.3. Identificar os principais remédios constitucionais.3.l. sociais e políticos (carga horária: 02 horas de aula). direitos e deveres constitucionais (carga horária: 03 horas de aula).Aplicar os dispositivos constitucionais na solução de situações que enumeram direitos e deveres individuais.2. Sindicalização e direito de greve 14 .4.

4.WWW. incentivos e proteção (art. a que se dará publicidade. o direito à educação. 215). Aos direitos culturais. Garantias de outros direitos sociais Diz-se que o núcleo central dos direitos sociais é constituído pelo direito do trabalho (conjunto dos direitos dos trabalhadores) e pelo direito de seguridade social. Eficácia dos direitos fundamentais Finalmente. 225 define vários procedimentos. São ainda modulações cuja eficácia própria só a experiência vai confirmar.4. Em torno deles. 225.2. Inclui-se aí também a determinação de que sejam gratuitos. consequentemente. na forma da lei. GARANTIAS DOS DIREITOS POLÍTICOS 4. no caso de instalação de obras e serviços causadores de degradação ao meio ambiente.4. na legitimação que têm para suscitar dissídio coletivo de trabalho. o direito ao meio ambiente sadio. 114. assim como estatui meio de atuação repressiva de natureza penal. 194 e 195).3. Tais são o sigilo do voto. o §1° do art. a igualdade do voto. incluindo estudo prévio de impacto ambiental. 4. os atos necessários ao exercício da cidadania. com aplicação obrigatória nas ações e serviços de saúde e às prestações providenciarias e assistenciais (arts. fonte de recursos para a seguridade social. Para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente. prevendo.3.. § 3°). assim como a reserva de recursos orçamentários para a educação (art. ex. a garantia das garantias consiste na eficácia e aplicabilidade imediata das normas constitucionais. o de assistência social. Decisões judiciais normativas A importância dos sindicatos se revela ainda na possibilidade de celebrarem convenções coletivas de trabalho e.NET 4. 4.4. impõe-se ao Estado dar-lhes apoio. 15 . administrativa e civil (art.1. p. gravitam outros direitos sociais. A Constituição tentou preordenar meios de tornar eficazes esses direitos. como o direito à saúde. o direito de previdência social.4. § 2°). Garantias políticas são aquelas que possibilitam o livre exercício da cidadania. Isso significa que se dá às decisões judiciais em tais casos extensão normativa que alcança toda a categoria profissional representada pelo sindicato suscitante beneficiando mesmo aqueles trabalhadores que sequer sejam sindicalizados (art. Definição do tema.5. 212).APOSTILADOS.

3.3.1.1.administrativa da República Federativa do Brasil (carga horária: 01 hora de aula). 2.2.3.4.1. Território e forma de Estado 5.WWW. DA ESTRUTURA BÁSICA DA FEDERAÇÃO 5. Organização e defesa do Estado (carga horária: 03 horas de aula).3. REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: 5. Estado Federal: forma do Estado brasileiro 5.3.1. O ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO: 5.5. Apresentar os mecanismos e finalidades do instituto da intervenção federal.1.2.1.1.1.4. O País e o Estado brasileiros 5.Estrutura básica da Federação e dos Três Poderes. Independência e harmonia entre os poderes 5.2. Fundamentos do Estado brasileiro 5.1.4. Exceções ao princípio 5.2.3. Forma de Governo: a República 5.1. O princípio da divisão de poderes 5.1.4.6.1 .1.2.1.2. Objetivos fundamentais do Estado brasileiro 5.1. Poder político 5. Governo e distinção de funções do poder 5.1.1.1.2.3.2. Caracterização do Estado Democrático de Direito 5.1.4.5. A lei no Estado Democrático de Direito 5. Princípios e tarefa do Estado Democrático de Direito. 16 . - 5.2. PODER E DIVISÃO DE PODERES: 5. Assuntos e objetivos específicos: 2.1.3.  Sugestões de objetivos intermediários para o quarto tempo de aula: - Apresentar as principais noções relativas aos princípios constitucionais do Estado Brasileiro: . .2.3.1.Descrever a organização político .NET UNIDADE DIDÁTICA III DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula). Divisão de poderes 5.3.Competências dos entes federativos.1.4. DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO ESTADO BRASILEIRO 5.1.APOSTILADOS.6.

Agora. os Estados. onde a existência de competências exclusivas dos Municípios comprime ainda mais a área estadual.3.WWW. Formação dos Estados 5. a União.3. a técnica de repartição do poder autônomo entre as entidades federativas.2.3. Técnicas de repartição de competências 5. Componentes do Estado Federal A organização político . dando-se aos Estados federados competências mais amplas. 5. São notórias as dificuldades quanto a saber que matérias devem ser entregues à competência da União. DAS ENTIDADES COMPONENTES DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA 5. 0 princípio da predominância do interesse 5.2. de sorte que não há mais por que regressar a eles aqui.2. como se vê no art. DA REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS 5.4.1.2.4. A Constituição aí quis destacar as entidades que integram a estrutura federativa brasileira: os componentes do nosso Estado Federal. quais as que competirão aos Estados e quais as que se indicarão aos Municípios.7.administrativa da República Federativa do Brasil compreende.2. Esta distribuição constitucional de poderes é o ponto nuclear da noção de Estado federal.5. Numas a descentralização é mais acentuada. Os limites da repartição regional e local de poderes dependem da natureza e do tipo histórico de federação. 5. Vedações constitucionais de natureza federativa.2. 18. Os Municípios na federação 5. o Distrito Federal e os Municípios. Sistema da Constituição de 1988 17 .APOSTILADOS. como tem sido no Brasil. como nos Estados Unidos.2. seus componentes.2.membros.2. restando limitado campo de atuação aos Estados. 5. 5.3.3. Noutras a área de competência da União é mais dilatada. A Constituição de 1988 estruturou um sistema que combina competências exclusivas. privativas e principiológicas com competências comuns e concorrentes. A posição dos Territórios 5. 0 problema da repartição de competências federativas A autonomia das entidades federativas pressupõe repartição de competências para o exercício e desenvolvimento de sua atividade normativa.2. Brasília 5.3.1. nosso tema diz sobretudo respeito à estrutura do Estado Federal brasileiro: sua organização concreta.NET 5. buscando reconstruir o sistema federativo segundo critérios de equilíbrio ditados pela experiência histórica.3.6. Questão de ordem Já estudamos os princípios do Estado Federal e sua aplicação à Re pública Federativa do Brasil.

assenta no princípio da autonomia das entidades componentes e que se apóia em dois elementos básicos: existência de governo próprio e posse de competência exclusiva. 18). como se nota pelos arts. AUTONOMIA E INTERVENÇÃO 6. Constitui o punctum dolens do Estado federal. respeitados os princípios estabelecidos na Constituição.6.]". pois. É.3. Distrito Federal e Municípios. Por ela afasta-se momentaneamente a atuação autônoma do Estado. Autonomia e equilíbrio federativo O Estado federal. Distrito Federal ou Município que a tenha sofrido. que rege as relações entre União.WWW. que está prevista nos arts. exceto para [. entre os quais sobreleva o da intervenção federal nos Estados e agora também no Distrito Federal e dos Estados nos Municípios. 18 . decorre daí que a intervenção é medida excepcional. poder limitado e circunscrito e é nisso que se verifica o equilíbrio da federação. 6.1. Estados. 34 a 36. Intervenção é antítese da autonomia. exceto quando: [. DA INTERVENÇÃO NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS 6. todos autônomos nos termos da Constituição (art.1. como vimos antes. Uma vez que a Constituição assegura a essa entidades a autonomia como princípio básico da forma de Estado adotada.. 25. Municípios e Distrito Federal.]" arrolando-se em seguida os casos em que é facultada a intervenção estreitamente considerados. Sistema de execução de serviços. 29 e 32 que a reconhecem aos Estados.1. Esse equilíbrio federativo realiza-se por mecanismos instituídos na constituição rígida.NET 5. 39: "O Estado não intervirá em seus Municípios.. 6. Autonomia é a capacidade de agir dentro de círculo preestabelecido. e só há de ocorrer nos casos nela taxativamente estabelecidos e indicados como exceção ao princípio da não intervenção.2. conforme o art. Classificação das competências 5. Natureza da intervenção A intervenção é ato político que consiste na incursão da entidade interventora nos negócios da entidade que a suporta.3..5.APOSTILADOS. nem a União nos Municípios localizados em Território Federal. e o art..1. 34: "A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. onde se entrecruzam as tendências unitaristas e a tendências desagregantes.

(b) no caso do inciso VII. Casos e finalidades Os pressupostos de fundo da intervenção federal nos Estados constituem situações críticas que põem em risco a segurança do Estado. ordem ou decisão judicial. intervenção sem interventor. (2) a defesa do princípio federativo. é autorizada a intervenção para: (a) manter a integridade nacional. direta e indireta. dentro dos prazos estabelecidos em lei. salvo força maior. se couber. quando o art. quando. II.NET 6. (b) repelir invasão estrangeira.2.APOSTILADOS. prazo e condições de execução e. o interventor será também necessário para assumir as funções executivas e legislativas. O ato de intervenção: limites e requisitos Constituem pressupostos formais da intervenção: o modo de sua efetivação. (3) a defesa das finanças estaduais. Se for no Executivo. 6. o equilíbrio federativo. as finanças estaduais e a estabilidade da ordem constitucional. INTERVENÇÃO FEDERAL NOS ESTADOS E NO DISTRITO FEDERAL 6. (b. (b. O decreto de intervenção dependerá: 19 . Trata-se de um instituto típico da estrutura do Estado federal que tem por finalidade: (1) a defesa do Estado (País). Pressupostos formais. seus limites e requisitos.2. (b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas na Constituição. o que tem sido a regra. (4) a defesa da ordem constitucional. Se for no Legislativo apenas. A intervenção federal efetiva-se por decreto do Presidente da República. para exigir a observância dos seguintes princípios constitucionais: (b. o qual especificará a sua amplitude. regime democrático. para que exerça as funções do Governador. desde que o ato de intervenção atribua as funções legislativas ao Chefe do Executivo estadual. Se for em ambos. é permitida a intervenção para reorganização das finanças da unidade da Federação que: (a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos. 34.2. III e IV. é facultada a intervenção para: (a) repelir invasão de uma unidade da Federação em outra.2. 34. nomeará o interventor (art. (c) garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. Pressupostos de fundo da intervenção. (b. § 1°). quando.2) direitos da pessoa humana. (b) pôr termo a grave comprometimento da ordem pública.4) prestação de contas da administração pública. sistema representativo.1. 34 autoriza a intervenção: (a) no caso do inciso VI. nos casos do mesmo art. 36. nos casos do art.3) autonomia municipal. I e II.WWW. 34. quando. tornar-se-á desnecessário o interventor. É que ela pode atingir qualquer órgão do poder estadual. Há. nos casos do art. pois. para prover a execução de lei federal. V. a nomeação do interventor será necessária.1) forma republicana.

seu objeto consiste em garantir a executoriedade da lei federal pelas autoridades estaduais. 49. de provimento. de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido. que será convocado extraordinariamente. se a coação for exercida contra o Poder Judiciário.337/64. que terá de executá-la sempre que for necessária. segundo a matéria. 34.NET (1) nos casos dos incisos I. da simples verificação dos motivos que a autorizam. Nos casos dos incisos VI e VII do art. (4) no caso do inciso VII do art. portanto. e. 36. mormente nas hipóteses de requisição dos Tribunais (art. aliás. Se. III e V do art. 20 .3. se for suficiente para eliminar a infração àqueles princípios constitucionais neles arrolados. I a IV). 36. de provimento. se não estiver funcionando. ao Presidente da República. Controle político e jurisdicional da intervenção O decreto de intervenção será submetido pelo Presidente da República à apreciação do Congresso Nacional no prazo de vinte e quatro horas. digamos que seja uma ação de executoriedade da lei. está expressamente estabelecido no art. mas evidentemente de conformidade com as regras de competência jurisdicional ratione materiae. de representação do Procurador . 34). II. §§1° a 3°).2. 34. IV. Aplica-se o processo estabelecido na Lei 4. que lhe dá competência exclusiva para aprovar ou suspender a intervenção.778/72). dispensada a exigência se a suspensão do ato impugnado houver produzido seus efeitos nos casos de provimento à representação do Procurador . para conhecer do ato interventivo.3 de requisição do Supremo Tribunal Federal. pois o decreto interventivo lhe será submetido para apreciação. 34. a simples suspensão do ato não for bastante. 34. portanto essa representação tem natureza diversa da referida no inciso III do art. mas também um dever que se impõe à União. do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral. a que já nos referimos antes. 34.WWW.APOSTILADOS. 36. não se diz no texto. no mesmo prazo. Esta não é mera faculdade. representação essa que caracteriza a ação direta de inconstitucionalidade interventiva. como. porém. com possibilidade de suspensão liminar do ato impugnado (Lei 5. (5) no caso de recusa à execução de lei federal (art. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. efetivar-se-á a intervenção. pelo Supremo Tribunal Federal. ou de requisição do Supremo Tribunal Federal. (2) no caso do inciso IV do art.Geral da República (art. É despiciendo dizer que o Congresso Nacional não se limitará a tomar ciência do ato de intervenção. VI). pelo Superior Tribunal de Justiça. o decreto de intervenção limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado.Geral da República. o que envolve julgamento de aprovação e de rejeição. aqui não se trata de obter declaração de inconstitucionalidade. uma vez que se cuida aí de medida de defesa da Constituição. de representação do Procurador . (3) no caso de desobediência a ordem ou decisão judicial (inciso VI do art. isto é.Geral da República. 6.

2. O interventor. Cessação da intervenção: conseqüências 6.NET Se suspender a intervenção. constituirá atentado contra os poderes constitucionais do Estado.3.5. se for mantida. 85 da CF. esta passará a ser ato inconstitucional.3. Competência para intervir. e deverá cessar imediatamente.3. caracterizando o crime de responsabilidade do Presidente da República previsto no art. Responsabilidade civil 6.WWW. Fundamento constitucional 6.3. INTERVENÇÃO NOS MUNICIPlOS: 6. 6. 21 .4. Motivos para a intervenção nos Municípios 6.3.1. pois.2.APOSTILADOS.2.

o que torna mais grave qualquer desvio. ainda que circunstancial.1. seus princípios basilares e sua destinação constitucional. relacionadas com o Estado de Defesa e de Sitio (carga horária: 01 hora de aula). Nessa dimensão.1.1. os políticos e de nacionalidade. em termos que já estudamos antes. na perspectiva constitucional. é defesa da soberania 22 . II). II. 34.NET UNIDADE DIDÁTICA III DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula).1. Interpretar a atuação das FFAA no Estado de Defesa e no Estado de Sítio. Apresentar os mecanismos e finalidades do Estado de Defesa e do Estado de Sítio. 2.  Sugestões de objetivos intermediários para o quinto tempo de aula: - Analisar as principais noções relativas à defesa do Estado e das instituições democráticas. que envolva desrespeito aos direitos fundamentais do homem. DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS 7. A defesa do Estado aparece expurgada da conotação geopolítica os da doutrina da segurança nacional que informaram o regime revogado. como instituições comprometidas com o regime democrático inscrito na Constituição de 1988. DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO 7. Correlacionando a defesa das instituições democráticas e Forças Armadas é forçoso convir que estas ficaram. Organização e defesa do Estado (carga horária: 03 horas de aula).APOSTILADOS.1.Interpretar a destinação constitucional das Forças Armadas. SISTEMA CONSTITUCIONAL DAS CRISES 7. Nesse mesmo compromisso ficam envolvidos os órgãos da segurança pública. Assuntos e objetivos específicos: 2.WWW. inclui também um capítulo sobre as Forças Armadas e outro sobre a segurança pública.1. e 137. - 7. Aí defesa do Estado é defesa do território contra invasão estrangeira (arts.2 . Analisar o papel constitucional das FFAA. incluindo os individuais os sociais (aí o direito de sindicalização e o de greve). Defesa do Estado e compromissos democráticos O título em exame tem por rubrica "Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas".

mas também a defesa do Estado quando a situação crítica derive de guerra externa. que "o equilíbrio é o elemento que caracteriza a ordem constitucional". informadas pelos princípios da necessidade e da temporariedade. São normas que visam a estabilização e a defesa da Constituição contra processos violentos de mudança ou perturbação da ordem constitucional.2. têm por objeto as situações de crises e por finalidade a mantença ou o restabelecimento da normalidade constitucional''. a existência de greve. a legalidade normal é substituída por uma legalidade extraordinária. se não for convenientemente administrada.2. que "a competição entre os distintos grupos sociais só é tolerável na medida em que esses mesmos grupos estejam subordinados aos procedimentos constitucionais". não mais a defesa deste ou daquele regime político ou de uma particular ideologia ou de um grupo detentor do poder. 142). Daí decorre. que poderá assumir as características de crise constitucional. ou combinação de grupos.1.2. poderá provocar o rompimento do equilíbrio constitucional e. Defesa do Estado e estado de defesa 7. e são o princípio fundante da necessidade e o princípio da temporariedade. que define e rege o estado de exceção. Constituem pressupostos de fundo do estado de defesa: (a) a existência de grave e iminente instabilidade institucional que ameace a ordem pública ou a paz social ou (b) a manifestação de calamidade de grandes proporções na natureza que atinja a mesma ordem pública ou a paz social. ESTADO DE DEFESA 7.1. 7. e esta.2. dos estados de exceção foram bem lembrados por Aricê Moacyr Amaral Santos. Os princípios informadores do sistema constitucional das crises e.2. por mais prolongada e intensa que seja. fora desses parâmetros. 7. e são de fundo e de forma. que. para concluir. Então. Isso quer dizer que. pôr em grave risco as instituições democráticas. como uma ameaça à ordem ou à paz social que justifique a decretação da medida. Se a Constituição reconhece o 23 . com David Easton.1. governada. por conseguinte. agora com Catlin. 136. conforme os mesmos autores.1. por exemplo.WWW. Acrescenta que "o equilíbrio constitucional consiste na existência de uma distribuição relativamente igual do poder. Pressupostos e objetivo Os fundamentos para a instauração do estado de defesa acham-se estabelecidos no art.1.NET nacional (art. as competições pelo poder geram uma situação de crise. é defesa da Pátria (art. 91). de tal maneira que nenhum grupo. possa dominar sobre os demais". pois. Naturalmente que não se há de tomar. que "a democracia é o equilíbrio mais estável entre os grupos de poder". Defesa das instituições democráticas Diego Valados observa.1.APOSTILADOS. Quando uma situação dessas se instaura é que se manifesta a função do chamado sistema constitucional das crises considerado por Aricê Moacyr Amaral Santos "como o conjunto ordenado de normas constitucionais.

citamos: (1) restrições aos direitos de: (a) reunião. nos termos do texto constitucional. o Presidente da República ficará com a grave responsabilidade de. (e) indicação de medidas coercitivas. IV. 136. se opinarem contra a decretação da medida. desatendendo-os.WWW. assim mesmo decretá-la. na adoção de legalidade especial para a área em questão. (b) sigilo de correspondência. no decreto. e 136. que não poderá ser superior a trinta dias. 49. o que vale dizer que sua opinião é sempre de ser levada em consideração. (3) prisão (a) por crime contra o Estado. respeitados os termos e limites da lei. Os pressupostos formais do estado de defesa são: (a) prévia manifestação dos Conselhos da República e de Defesa Nacional. fica sujeito a controles político e jurisdicional.3.2. ainda que exercida no seio das associações. A audiência dos Conselhos da República e de Defesa Nacional é obrigatória. 7. e 1365. se assim entender indispensável. § 1°. tais Conselhos são apenas consultivos.APOSTILADOS. Se o fizer e o Congresso a aprovar nos termos dos arts. por igual período (ou por período menor. ela terá que ser de grandes proporções e ainda gerar situação de séria perturbação à ordem pública ou à paz social para servir de base à decretação do estado de defesa. Controles O juízo de decretação do estado de defesa cabe ao Presidente da República. 90. Portanto. é evidente que ela não pode ser tomada como algo fora da normalidade. Efeitos e execução do estado de defesa A decretação do estado de defesa importa. II. dentre as discriminadas no art.NET direito de greve sem limitações.1. O controle político realiza-se em dois momentos pelo Congresso Nacional.2. como primeira conseqüência. O estado de defesa tem por objetivo preservar ou restabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por aqueles fatores de crise. (c) determinação. salvo autorização do Poder Judiciário. Contudo. poderá surgir hipótese de crime de responsabilidade do Presidente da República. (b) decretação pelo Presidente da República. (b) por outros motivos. 7. mas não é uma situação de arbítrio. podendo ser prorrogado apenas uma vez. na hipótese de calamidade pública. O primeiro é no da apreciação do decreto de instauração e no de prorrogação do estado de 24 . (d) especificação das áreas por ela abrangidas. para justificar a implantação de uma legalidade extraordinária. respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. que deverá comunicá-la. §1°. com declaração do estado físico ou mental do detido. se persistirem as razões que justificaram sua decretação. evidentemente). §§ 4° e 6°. nunca superior a dez dias. A calamidade é sempre um fato de desajuste no âmbito de sua verificação. pelo executor da medida. mas não será vinculativa. do tempo de sua duração. cujo conteúdo depende do decreto que o instaurar. Dentre as possíveis medidas coercitivas que poderão vigorar em sua vigência. mas. (c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica.3. I. sob pena de inconstitucionalidade da medida. após a audiência desses dois Conselhos (arts. Se o Congresso rejeitar a medida. 91. (d) ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos. que a Constituição requer seja elaborada para disciplinar o tema. ao juiz competente.1. tudo fica conforme com a Constituição.

São as condições de fato. § 5°) designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa.APOSTILADOS. 7. 137. o Congresso continua funcionando durante o estado de defesa). especialmente o atentado a direitos individuais. ó constrangimento.3. 140. quando deputados e senadores apreciarão a mensagem do Presidente ao Congresso relatando as providências adotadas. segundo o qual a Mesa do Congresso Nacional (art. não havendo tal autorização.WWW. O controle jurisdicional consta.079/50. Finalmente. convocação extraordinária em cinco dias e apreciação em até no máximo dez dias em qualquer caso. facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial. Prevê-se. além daquele período. se não for legal. mas sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. do art. onde se prevê que a prisão por crime contra o Estado. O segundo é sucessivo. ficará caracterizado algum crime de responsabilidade do Presidente. por exemplo. será por ele comunicada imediatamente ao juiz competente. § 3°.NET defesa (em até 24 horas. Demais. que a relaxará. E se o Congresso não aceitar a justificação dada pelo Presidente da República. previsto no art. se ele chegar à conclusão de que houve arbítrio. nos termos do art. um controle político concomitante. com especificação e justificação delas. se em recesso. é ilegal e passível de controle jurisdicional por via do habeas corpus. Pressupostos. em tal caso.3. e ainda com a relação dos atingidos e da indicação das restrições aplicadas.1. cessado o estado de defesa. Membros da Mesa ou do Congresso? Parece-nos que membros da Mesa do Congresso que é composta dos membros da Mesa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 86 e regulado na Lei 1.1. 136. Essas causas estão previstas no art. sem as quais o estado de sítio constituirá um abuso injustificado. o que vale dizer que a prisão fica sempre sujeita ao controle jurisdicional para o cumprimento dessa vedação. essa comunicação será acompanhada de declaração do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação. cessarão seus efeitos. objetivos e conceito Causas do estado de sitio são as situações críticas que indicam a necessidade da instauração de correspondente legalidade de exceção (extraordinária) para fazer frente à anormalidade manifestada. São pressupostos de fundo cuja ocorrência confere legitimidade às providências constitucionalmente estabelecidas. 57. Isso quer dizer que existirá a possibilidade de controle jurisdicional sucessivo sobre a conduta dos executores ou agentes da medida.1. ESTADO DE SÍTIO 7. determinada pelo executor da medida. excesso? Parece-nos que. ainda. é vedada a incomunicabilidade do preso. pelo que pode ser ele submetido ao respectivo processo. Também a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias salvo autorização do Poder Judiciário. consubstanciadas em dois casos: 1) comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a 25 .

II. portanto: (a) estado de sitio em caso de comoção grave de repercussão nacional. XIX. I do art. (b) dar condições de livre mobilização de todos os meios necessários à defesa do Estado no caso de guerra. II. perturbada por motivo de comoção grave de repercussão nacional ou por situação de beligerância com Estado estrangeiro. e por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira na hipótese do inc. que. que não poderá ser superior a trinta dias. na instauração de uma legalidade extraordinária. nem prorrogada. (b) estado de sitio em caso de ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medidas tomadas durante o estado de defesa. guerra declarada nos termos dos arts. as instituições democráticas. a que dedicaremos as considerações que seguem. 137 e 13~. (2) declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. pois. Esses condicionamentos visam situar o estado de sítio em limites estritamente necessários ao restabelecimento da normalidade. aí. e 84. (b) as normas necessárias à sua execução. (c) estado de sítio em caso de declaração de guerra. juridicamente estabelecido. por prazo superior. (c) decreto do Presidente da República.NET ineficácia de medidas tomadas durante o estado de defesa. as instruções que devem reger a conduta dos executores da medida. Há. de cada vez (o que permite mais de uma prorrogação). portanto um estado de crise que seja de efetiva rebelião ou de revolução que ponha em perigo as instituições democráticas e a existência do governo fundado no consentimento popular.WWW. quais sejam: (a) audiência ao Conselho da República e ao Conselho de Defesa Nacional. se estiver em recesso. eventualmente em situação de guerra dependente de referendo do Congresso Nacional na conformidade dos mesmos artigos citados. para sua decretação em atendimento a solicitação fundamentada do Presidente da República. a fim de apreciar a solicitação. concedendo-a. §§ 2° e 3°). Guerra. É o decreto do Presidente da República que instaura a normatividade extraordinária do estado de sítio pela indicação de: (a) sua duração. (c) as garantias constitucionais que ficarão suspensas. São efeitos de sua decretação. ouvido aqueles dois Conselhos e autorizado pelo Congresso Nacional. na conversão deste em estado de sítio. por conseguinte. ou seja. e. O estado de sitio consiste. A instauração do estado de sítio depende ainda do preenchimento de requisitos (pressupostos) formais. pois. é sempre guerra externa. dentre as autorizadas no art. por determinado tempo e em certa área (que poderá ser o território nacional inteiro). No segundo. trata-se de estado de guerra. 26 . por voto da maioria absoluta do Congresso Nacional. Publicado o decreto. o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as áreas abrangidas. (b) autorização. praticamente. desembaraçada de situação interna que porventura a dificulte. o estado de sítio é decretado pelo Presidente da República. ou seja. ou seja: só o estado de beligerância com Estado estrangeiro é que fundamenta o estado de sítio na hipótese. No primeiro. que são. 137. que corresponde. 49. Quer dizer. permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas (arts. objetivando preservar ou restaurar a normalidade constitucional. manter e defender o Estado Democrático de Direito e. A aplicação de medidas coercitivas e a suspensão de direitos e garantias constitucionais são apenas meios para a consecução de seus objetivos. para que não se sirva dele como instrumento para obter resultado diametralmente contrário a seus objetivos.APOSTILADOS. pelo visto: (a) preservar. (d) estado de sitio em caso de agressão armada que exija pronta resposta. 139. quando se tratar de estado de sítio com base no inc. Os dois últimos casos são de situação de guerra. será imediatamente convocado pelo Presidente do Senado Federal para reunir-se dentro de cinco dias.

tanto 27 . ao sigilo das comunicações. Na vigência deste estado de sitio. a medida.). Controles do estado de sítio Tal como no estado de defesa. na forma da lei. como primeira conseqüência. do Exército ou da Aeronáutica. 7. conforme o disposto no art. a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas. a legalidade extraordinária implantada com sua decretação e as providências de sua execução. Ele tem a faculdade de decretar. Em regra. (5) busca e apreensão em domicílio.APOSTILADOS. na substituição da legalidade constitucional comum por uma legalidade constitucional extraordinária.3.WWW. (4) suspensão da liberdade de reunião.3. como foi dito. de transportes. nomeado depois de sua publicação. mas nada impede seja nomeado no próprio decreto de instauração do estado de sítio. mas não se inclui. Cessado o estado de sítio. à prestação de informações e à liberdade de imprensa. são nomeadas autoridades militares que se incumbem de tomar as medidas coercitivas autorizadas no decreto. radiodifusão e televisão. Esta realiza-se por meio de delegado do Presidente da República. de fornecimento de água etc. o que é uma derrogação da inviolabilidade do domicílio. o que acaba por deter as pessoas em prisão dos quartéis da Marinha. mas se o fizer. o juízo de conveniência da instauração do estado de sítio cabe ao Presidente da República quando ocorra um dos pressupostos de fundo que o justificam. 137. (7) requisição de bens. só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas coercitivas: (1) obrigação de permanência em localidade determinada. só são estabelecidos relativamente ao estado de sítio decretado por motivo de comoção grave ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia do estado de defesa.3. o que significa a necessidade de elaboração de uma lei que preveja a possibilidade e limites dessas restrições. (2) detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns. Tais limites.2.1. contudo. cessarão os seus efeitos sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. desde que liberada pela respectiva Mesa. (6) intervenção nas empresas de serviços públicos (empresas de telecomunicações. Efeitos do estado de sítio A decretação do estado de sítio importa. ou não. o estado de sítio. que. como executor das medidas específicas consubstanciadas no decreto. terá que observar as normas constitucionais que a regem. que são. importam em interceptação e censura aos meios de comunicação em geral. respeitados os limites indicados na Constituição. (3) restrições relativas à inviolabilidade da correspondência. Vale dizer.NET 7. nessas restrições. I.1. O conteúdo desta depende do decreto que instaura a medida. como se nota.

O controle jurisdicional é amplo em relação aos limites de aplicação das restrições autorizadas. em que se lhes traçam as linhas mestras (arts. e arts. VI) e a de 1937 desdobra a matéria em dois capítulos: um sobre os Militares da Terra e Mar (art. com especificação e justificação das providências adotadas. 17 e 18 art. é lógico que seus atos ficam sujeitos a correção por via jurisdicional. ns. Poderá ocorrer hipótese de responsabilização jurisdicional. deverá designar Comissão composta de cinco de seus membros (seus da Mesa. Constituem. reconhecendolhes a mesma destinação e relevo (arts. 4 e 5. tal como em relação ao estado de defesa. 34. as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República. ouvidos os líderes partidários. Dado o relevo de sua missão. porque. consoante vimos. E em função de seu poderio que se afirmam. elemento fundamental da organização coercitiva a serviço do Direito e da paz social. 77 e 78). nem pode ser.APOSTILADOS. 8. Por isso. por iniciativa de qualquer destes. A primeira Constituição republicana não lhes abriu capítulo especial. 145 a 150). Mesmo depois de cessado o estado de sítio e seus efeitos.WWW. à garantia dos poderes constitucionais e. DAS FORÇAS ARMADAS 8. da lei e da ordem (art. nossas constituições sempre reservaram a elas posição especial. Se os executores ou agentes do estado de sítio cometerem abuso ou excesso de poder durante sua execução. os garantes materiais da subsistência do Estado e da perfeita realização de seus fins. 160) e outro sobre a segurança 28 . o prestígio do Estado e a sua própria soberania. (b) um controle concomitante.NET quanto o estado de defesa. A do Império destacou-lhes um capítulo com seis artigos. 142).1. assim. uma situação de arbítrio. 73. 14. ou seja. 76. ao que nos parece) para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de sítio. 137). 48 ns. São. não é. porque é uma situação constitucionalmente regrada. após cessado o estado de sítio. 3. Esta nelas repousa pela afirmação da ordem na órbita interna e do prestígio estatal na sociedade das nações. DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL A Constituição estabelece que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares que se destinam à defesa da Pátria. quer por habeas corpus. quer por via de mandado de segurança. portanto. a Mesa do Congresso Nacional. nos momentos críticos da vida internacional. em mensagem ao Congresso Nacional. fica sujeito a controles político e jurisdicional. Em função da consciência que tenham da sua missão está a tranqüilidade interna pela estabilidade das instituições. nos termos do art. com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas. mas delas cuida em vários dispositivos esparsos. porque a decretação do estado de sítio depende de sua prévia autorização (art. 74. O controle político realiza-se pelo Congresso Nacional em três momentos: (a) um controle prévio. (c) sucessivo. A Constituição de 1934 volta a destinar-lhes título específico denominado Da Segurança Nacional (Tít. 140. quer por outro meio judicial hábil.

que. e 86 a 89 e 90 a 93). defesa das instituições democráticas. o que vale dizer defesa. arts. parágrafo único). o que já se encontrava implícito na Constituição imperial de 1824. Juiz de Direito não é poder constitucional. emanam do povo (art. Foi a Constituição de 1891 que as declarou instituições nacionais permanentes (art.APOSTILADOS. Concebendo-as como instituições nacionais. pois a isso corresponde a garantia dos poderes constitucionais. permanentes e regulares. importância e relativa autonomia jurídica decorrente de seu caráter institucional. São simples membros dos poderes e não os representam. INSTITUIÇÕES NACIONAIS PERMANENTES As Forças Armadas são instituições nacionais. 146). A Constituição vigente abre a elas um capítulo do Título V sobre a defesa do Estado e das instituições democráticas com a destinação acima referida. declarando-as permanentes e regulares. salvo por decisão de uma Assembléia Nacional Constituinte. a atuação das Forças Armadas convocada por Juiz de Direito ou por Juiz Federal. 8. sob a autoridade suprema do Presidente da República (art. que compreendem a polícia federal e as polícias civil e militar dos Estados e do Distrito Federal. a Constituição. significa que deverão contar com efetivos suficientes ao seu funcionamento normal.2. 142). E. que se referia a forças militares permanentes de mar e terra (art. em seções diferentes. Essa posição constitucional das Forças Armadas importa afirmar que não poderão ser dissolvidas. 29 . sendo regulares. de convocação dos legítimos representantes de qualquer dos poderes federais: Presidente da Mesa do Congresso Nacional. além do mais. Deputado não é poder constitucional. que.NET nacional. Só subsidiária e eventualmente lhes incumbe a defesa da lei e da ordem. de tal sorte que sua missão essencial é a da defesa da Pátria e a garantia dos poderes constitucionais. ou mesmo por algum Ministro do Superior Tribunal de Justiça ou até mesmo do Supremo Tribunal Federal é inconstitucional e arbitrária. Sua interferência na defesa da lei e da ordem depende. vincula-as à própria vida do Estado. enquanto a Constituição de 1946 incluíra num só título as Forças Armadas e o Conselho de Segurança Nacional (Tít. 1°. Senador não é poder constitucional. VII. nos termos da Constituição. não representam qualquer dos poderes constitucionais federais. nos termos da lei. porque essa defesa é de competência primária das forças de segurança pública. 14). arts. Portanto. atribuindo-lhes a perduração deste. por mais importantes que sejam. técnica que tornou a ser adotada pelo constituinte de 1967 e 1969. 176 a 183). cuidaram da segurança nacional e das Forças Armadas (respectivamente. Juiz Federal não é poder constitucional. 89 a 91 e 92 a 94. Presidente da República ou Presidente do Supremo Tribunal Federal. contra agressões estrangeiras em caso de guerra externa e. reconhece-lhes. por via do recrutamento constante. por um lado. porque estas autoridades. por outro lado. Ministro não é poder constitucional. organizadas com base na hierarquia e na disciplina.WWW.

um corolário de toda organização hierárquica". porém. sob a autoridade suprema do Presidente da República (art. 142. isto é. como dizia o art. com superposição de vontades. entrosadas hierárquica e disciplinarmente e devem ser obedientes a um centro comum. 142). dentro dos limites da lei. há. 84. que se traduz na disciplina. como ocorre nos EUA e em outros países. neste século. 84. que declara não caber aquele remédio constitucional em relação a punições disciplinares militares.APOSTILADOS. emanadas dos órgãos superiores. formando a Armada e o Exército. uma relação de sujeição objetiva. para desgosto de Santos Dumont. correlativamente. juridicamente falando. quer-se afirmar que elas. Declarar . 30 . mas são termos correlatos. 8. XII). Ao dizer-se que as Forças Armadas são organizadas com base na hierarquia sob a autoridade suprema do Presidente da República.WWW. às ordens. O aparecimento da aviação. eram compostas apenas das forcas de mar e de terra. XIII). nos termos do art. § 2°. subordinam-se em conjunto ao Chefe do Poder Executivo federal. Essa relação fundamenta a aplicação de penalidades que ficam imunes ao habeas corpus. a seus superiores hierárquicos. "Onde há hierarquia. Cada uma das três forças goza de autonomia relativa.NET 8. hierarquia e disciplina. Somente se é obrigado a obedecer. subordinadas ao Ministério da Defesa. que delas é o comandante supremo (art. significa o dever de obediência dos inferiores em relação aos superiores. A disciplina é. no sentido de que a disciplina pressupõe relação hierárquica.3.4. a quem tem poder hierárquico. além da relação hierárquica interna a cada uma das armas. como se vê. Todas são. Disciplina é o poder que têm os superiores hierárquicos de impor condutas e dar ordens aos inferiores. que é o seu comando supremo exercido pelo Presidente da República. 14 da Constituição de 1891. Hierarquia é o vínculo de subordinação escalonada e graduada de inferior a superior. no rigoroso acatamento pelos elementos dos graus inferiores da pirâmide hierárquica. No Império. COMPONENTES DAS FORÇAS ARMADAS As Forças Armadas brasileiras são constituídas pela Marinha pelo Exército e pela Aeronáutica (art. Correlativamente. assim.se que as Forças Armadas são organizadas com base na disciplina vale dizer que são essencialmente obedientes. fez surgir nova organização militar: a Aeronáutica. normativas ou individuais. HIERARQUIA E DISCIPLINA As Forças Armadas são organizadas com base na hierarquia e na disciplina. Não se confundem. e seu emprego como arma de guerra.

desincorporando-se. Mas a Constituição reconhece a escusa de consciência no art. compreendida a convocação de reservistas e de outras forças militares. o serviço militar consiste na incorporação do indivíduo às fileiras das tropas. 84. não se cuidará propriamente de efetivos.° do mesmo artigo. mas nos momentos em que a defesa da Pátria ou da Constituição exigisse a convocação de todos. mas de mobilização nacional. o Presidente da República poderá tomar a iniciativa de lei sobre o assunto quando julgar necessário. Isso não era ainda o serviço militar obrigatório regular. 0 princípio aí estatuído é o de que o serviço militar é obrigatório para todos nos termos da lei. a outros encargos que a lei lhes atribuir.5. sujeitos. porém. O §1. Em tempo de guerra. I). A Constituição vigente manteve o princípio da obrigatoriedade nos termos do seu art. dependem de lei de iniciativa do Presidente da República (art. VIII. vencido este. 143 incumbe às Forças Armadas. como fizeram a de 1824 que o previa de ano para ano. enfermagem etc. FIXAÇÃO E MODIFICAÇÃO DOS EFETIVOS DAS FORÇAS ARMADAS A fixação e a modificação dos efetivos das Forças Armadas.WWW. 5°. por via de recrutamento anual. na forma da lei. A OBRIGAÇÃO MILITAR Todas as Constituições brasileiras trouxeram normas que definiam as obrigações dos brasileiros referentemente à defesa da Pátria. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. para receber adestramento e instruções militares. a de 1891 que manteve o princípio da fixação anual e as de 1934 e de 1946 que determinavam a fixação dos efetivos em cada legislatura. atribuir serviço alternativo aos que. Foi a partir de campanha do poeta Olavo Bilac em favor do serviço militar obrigatório para todos que se revelassem aptos. entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. de tiro de guerra ou cursos de preparação de oficiais da reserva. 143. na qualidade de reservista ou oficial da reserva. ao declarar que as mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz.APOSTILADOS. após alistados. na forma das leis federais. A de 1891 estabeleceu que todo brasileiro era obrigado ao serviço militar. §1°. por determinado tempo. para o tempo de paz. o que se faz por decreto do Presidente da República (art. Pela atual. Em geral. em tempo de paz. que afinal fora instituída a obrigação de todos servirem numa das Armas que compõem as Forças Armadas. Outras isenções vêm no § 2. 61. que desobriga o alistado ao serviço militar obrigatório. em defesa da Pátria e da Constituição. Os outros encargos são os de assistência religiosa. 31 .NET 8. dentro dos limites dos efetivos previstos em lei.6. desde que cumpra prestação alternativa. 8. A Constituição não adotou o princípio da periodicidade para a fixação ou modificação dos efetivos das Forças Armadas.° do art. alegarem imperativo de consciência. XIX).

sujeitar-se-á à pena de perda dos direitos políticos (art. dado que essa defesa já decorreria da própria situação de cada um em função de sua exclusiva pertinência à comunidade nacional. por si. Justifica-se. fica considerado insubmisso. não só por afastar o indivíduo do seio da família e de suas atividades. prevendo a lei penas rigorosas para esses crimes militares. como por exigir. 15. Cuida-se de dever infungível. Aquele que. IV). não comportando. Se alguém invocar imperativo de consciência para não servir e recusar-se a cumprir prestação alternativa. e aquele que estiver em serviço e abandoná-lo será tido como desertor. convocado para o serviço militar. execução por substituição. implica a necessidade ética de cada membro dessa comunidade lutar por sua sobrevivência contra qualquer inimigo. como já se admitiu em outros países. o tributo da própria vida. A exigência constitucional tem ainda o sentido de que ninguém poderá deixar de prestar a obrigação militar fundado em especial condição social ou religiosa. pois se trata de obrigação sumamente onerosa. porém. 32 .WWW. por isso.APOSTILADOS. cuja lição nos vem orientando neste passo. o que. a determinação constitucional. ainda que agora a escusa de consciência em tempo de paz seja reconhecida nos termos vistos acima.NET Pode parecer estranho que a Constituição tenha que determinar a obrigatoriedade de serviços destinados à defesa da Pátria a todos os brasileiros. e é de caráter estritamente pessoal. às vezes. não se apresenta. como nota Seabra Fagundes.

ficando a designação de servidores públicos adstrita aos civis. os membros das Forças Armadas. 9. § 3°. os militares das Forças Armadas ou ingressam no serviço por via do recrutamento.WWW. Assuntos e objetivos específicos: 2. os interessados se submetem a provas de seleção de 33 . Logo. não há mais que se falar em servidores públicos militares. Apresentar o papel constitucional da Justiça Militar. Identificar os conceitos de defesa nacional e de segurança pública. com base no art. por conseguinte. ORGANIZAÇÃO MILITAR E MILITARES Cumpre apenas lembrar. Por exemplo.Expor idéias sobre a participação das FFAA no contexto do Estado brasileiro (carga horária: 01 hora de aula). segundo o artigo 142.1.  Sugestões de objetivos intermediários para o sexto tempo de aula: - Apresentar as principais noções relativas aos direitos e deveres dos militares segundo a Constituição. os integrantes das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares dos Estados. Territórios e Distrito Federal. A obrigatoriedade do serviço militar (art. analisando competências e responsabilidades relativas a cada conceito. e por militares dos estados.NET UNIDADE DIDÁTICA III DIREITO CONSTITUCIONAL (carga horária: 06 horas de aula). - 9. ou por via de exame de ingresso nos cursos de formação de oficiais. CONCEITO DE MILITAR Entende-se por militares. Diferem até mesmo entre si. de 05 de fevereiro de 1998. nos termos do art. que cabe à lei complementar estabelecer as normas gerais a serem adotadas. Organização e defesa do Estado (carga horária: 03 horas de aula). diferem fundamentalmente do regime dos servidores civis.APOSTILADOS. O ingresso nas polícias militares é voluntário. §3°. após a Emenda Constitucional nº 18.42. que é forma de convocação para prestar o serviço militar. Sua organização e seu regime jurídico. 2.3 . desde a forma de investidura até as formas de inatividades. e. 142. 143) não deixa margem à realização de concurso público à semelhança do que ocorre para os servidores civis.

Fala várias vezes em militar da ativa. bem como as prerrogativas. como forças auxiliares e reserva do Exército. § 3°). Por isso. Uniforme é a farda. que podem. 142. 12.2. assim. Militar no exercício de função civil. É o lugar da praça na hierarquia militar. direitos e deveres a ela inerentes. A patente era antigamente a carta régia de concessão de um título. A Constituição garante as patentes dos oficiais da ativa. ser reduzidas a duas: atividade e inatividade. dos Territórios e do Distrito Federal (arts. 34 . Patentes. entre oficiais e não oficiais. empregos ou função pública. §§ 4° e 5°. títulos e posto. 9. mas sem garantias especiais de posto. com os mesmos direitos referentes à revisão dos proventos da inatividade e sobre a pensão estatuídos para os servidores civis no art.: posto General de Exército. Hoje é o ato de atribuição do título e do posto a oficial militar. A primeira diz respeito ao militar que se encontra incorporado nas fileiras da tropa no exercício do serviço militar. postos e uniformes. e as dos oficiais das polícias militares e corpos de bombeiros militares dos Estados e do Distrito Federal. será imediatamente transferido para a reserva (art. emprego ou função pública temporária. como pode dar a entender o texto desse autor. 42. a estabilidade e outras condições de transferência do servidor militar para a inatividade (art. Cabe à lei dispor sobre os limites de idade. é que Pontes de Miranda pôde dizer que quem tem a patente tem o título. na forma e uso regulados em lei. 142. Quanto ao militar da ativa. § 1°). situações dos militares. VI). § 1°. pelos respectivos Governadores (art. § 3°. 142. se é eletivo ou não eletivo. o é dos militares. 40. por isso. o posto e o uniforme que a ela correspondem. Se o militar da ativa for empossado em cargo público civil permanente (cargo de provimento em caráter efetivo). títulos. mas. Os servidores públicos militares da ativa como em situação de inatividade poderão ocupar cargos. § 3°). DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DOS MILITARES A importância constitucional das Forças Armadas e das polícias militares. incluindo também as escolas de formação de seus integrantes oficiais. A inatividade é o estado ou situação do militar afastado temporária ou definitivamente do serviço da respectiva força. como o faz a Constituição (art. limita o ingresso à carreira de oficial das Forças Armadas aos brasileiros natos (art. O título é a designação da situação confiada ao titular dos postos (ex. 142. título: Comandante de Exército). indicando. se é cargo público civil permanente. § 1°). ou se é cargo. abrange a agregação. a transferência para a reserva e a reforma. 42. diz a Constituição (art. e 42. posto ou privilégio militar de nível superior. A inatividade. § 3º. sendo deste último tipo. há que distinguir. Graduação.APOSTILADOS.). também. que são as praças. em verdade. com esses termos. só possuem o título de nomeação e graduação. e. Mas o título e o posto não se confundem. reforma e agregação. transferência para a reserva.WWW. das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares dos Estados. E a situação do militar em efetivo exercício de seu posto ou graduação. porém. A Constituição distingue. Militar da ativa e inatividade militar. ao passo que os não oficiais. As patentes dos oficiais das Forças Armadas são conferidas pelo Presidente da República. levou o legislador constituinte a cercar seus integrantes de garantias e prerrogativas. Aqueles têm patente.NET vários tipos para sua investidura. que não é privativa dos oficiais. da reserva e dos reformados das Forças Armadas. Posto é o lugar que o oficial ocupa na hierarquia dos círculos militares.

gozo de férias anuais remuneradas com. Perda da patente e do posto militar. § 3°. licença à gestante. para a inatividade (reforma). Vê-se por aí que a condenação a pena restritiva de liberdade por mais de dois anos não implicará perda da situação militar. não eletiva. cumpre apenas lembrar que o art. A natureza do crime apenado é que levará à apreciação e reconhecimento da indignidade ou incompatibilidade e. VI.°). XVII. § 3. passará automaticamente. A mera condenação a pena restritiva da liberdade não induz. reforma é a situação de inatividade (aposentadoria) definitiva do servidor militar. portanto. 35 . mas importará no julgamento de indignidade e de incompatibilidade.APOSTILADOS. por decisão de tribunal militar de caráter permanente. a perda da patente e do posto. com a duração de cento e vinte dias. § 3º.WWW. sendo reformado depois de dois anos de afastamento. 92. b. Se o cargo for eletivo. § 3°). licença . não pode estar filiado a partidos políticos (art. caberá à lei prevista no § 3° do art. para terminar. integrante do Poder Judiciário. determina que é aplicável aos militares o disposto no art. um terço a mais do que o salário normal. em tempo de paz. salário . Se aceitar cargo. no ato da diplomação. ser promovido por antigüidade. com a conseqüência da perda da patente e do posto (art. 142. (b) se contar mais de dez anos de serviço. e é isso que quer dizer o art. sem prejuízo do emprego e do salário. como vimos. pelo menos. 9. DIREITOS TRABALHISTAS EXTENSIVOS AOS MILITARES Enfim. deverá: (a) afastar . se para a reserva ou reforma. contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva. § 3°). contudo. 142. obrigado a admitir estas só por causa da condenação. O oficial das Forças Armadas só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível. 142.se da atividade. VIII. § 3°).°. XIX e XXV. 14. O tribunal militar não estará. são proibidas a sindicalização e a greve (art. em tempo de guerra (art.paternidade.escolar para seus dependentes até os seis anos de idade. não se diz como e em que caráter se afastará da atividade.3. Se a condenação for a pena inferior a dois anos. e 122. se eleito. Tribunal militar permanente é o constante da organização judiciária pré constituída. enquanto permanecer nessa situação. ao militar. A indignidade e a incompatibilidade para com o oficialato dependem de declaração de um desses tribunais nas circunstâncias previstas. XVIII. Finalmente. como são os Tribunais e Juízes Militares previstos nos arts.NET § 3°). 142. 142. por sentença transitada em julgado. 7. será agregado pela autoridade superior e. ou de tribunal especial. não caberá o procedimento de apuração da indignidade e da incompatibilidade para com o oficialato. emprego ou função pública temporária. se contar menos de dez anos de serviço (art. será submetido a julgamento perante tribunal militar permanente em tempo de paz ou tribunal especial em tempo de guerra. Se o militar for condenado pela justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos. enquanto em efetivo serviço. só por si. contínuos ou não. à perda da patente e do posto. quando fala em transferência para a inatividade. após dois anos de reserva que também é inatividade. que o militar.família. e assistência pré . competentes para processar e julgar os crimes militares. 142 resolver a questão. contudo. § 8°. XII. ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá. É de observar. para o fim de ser eventualmente declarado indigno do oficialato ou com ele incompatível. da perda da patente e do posto. ou seja: décimo terceiro salário. nem. 142. ainda que da administração indireta. por conseguinte.

tais meios se revelam basicamente como conjunto de direitos sociais.WWW. onde institui principias sobre o assunto. Mas aí se põe uma petição de princípio. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos. mesmo se se modificar a base legal sob a qual se estabeleceu. que são as Auditorias Militares. GUARDAS MUNICIPAIS.5. O Tribunal Superior Militar compõe-se de quinze Ministros vitalícios. já que a ordem pública requer definição. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. sendo três dentre oficiais .generais do Exército.2.generais da Marinha. (2) dois. depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal. como dissemos de outra feita. Na teoria jurídica a palavra "segurança" assume o sentido geral de garantia. proteção. conforme dispõe a Lei de Organização Judiciária Militar (Decreto-lei 1. por escolha paritária.1. como vimos antes. "segurança jurídica" consiste na garantia de estabilidade e de certeza dos negócios jurídicos. dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada. esta mantém-se estável. JUSTIÇA MILITAR 11. antes que entremos na discussão da temática da segurança pública a que agora a Constituição reserva um capítulo. quatro dentre oficiais .3. 10.4.003/69). Mas a Constituição já determina que a ela compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. estabilidade de situação ou pessoa em vários campos. sendo: (1) três. todos da ativa e do posto mais elevado da carreira. existentes nas circunscrições judiciárias.generais da Aeronáutica.1. até porque. 11. 36 . a caracterização de seu significado é de suma importância. preferiu o espanholismo seguridade social. "Segurança nacional" refere-se às condições básicas de defesa do Estado. POLÍCIA E SEGURANÇA PÚBLICA "Polícia" e "segurança" são dois termos que demandam um esclarecimento prévio. nomeados pelo Presidente da República. e cinco civis (art. outorgadas pela Constituição. de sorte que as pessoas saibam de antemão que. COMPETÊNCIA A lei disporá sobre a organização. POLICIAS ESTADUAIS 10. os Tribunais e Juízes Militares instituídos em lei. porquanto se trata de algo destinado a limitar situações subjetivas de vantagem. POLÍCIAS FEDERAIS 10.APOSTILADOS. uma vez envolvidas em determinada relação jurídica. três dentre oficiais . dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. 11. DA SEGURANÇA PUBLICA 10. "Segurança social" significa a previsão de vários meios que garantam aos indivíduos e suas famílias condições sociais dignas. A Constituição. ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA 10. Em nome dela se têm praticado as maiores arbitrariedades. "Segurança pública" é manutenção da ordem pública interna.2.NET 10. o funcionamento e competência da Justiça Militar. 123). que é o Órgão de cúpula dessa Justiça. dependente do adjetivo que a qualifica. COMPOSIÇÃO A Justiça Militar compreende: o Superior Tribunal Militar. nesse sentido.