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Relatório

Construção e lançamento de foguetes para
IX Mostra Brasileira de Foguetes

E. E. B. Irmã Irene
Alunos: Daniel Pegoraro Dal Bosco
João Gabriel Gomes Vidal
Tutora: Silvana Domingues
12 de maio de 2015
Santa Cecília-SC

Conteúdo
Introdução ..................................................................................................................................... 3
Materiais utilizados e construção ................................................................................................. 4
Base de lançamento .................................................................................................................. 4
Parte principal ....................................................................................................................... 4
Reatores de CO2 (Combustível) ............................................................................................ 5
Sustentação ........................................................................................................................... 8
Gatilho ................................................................................................................................... 9
Foguetes .................................................................................................................................. 10
Foguete 01........................................................................................................................... 10
Foguete 02........................................................................................................................... 11
Funcionamento ........................................................................................................................... 13
Primeira etapa - reatores ........................................................................................................ 13
Segunda etapa - foguete ......................................................................................................... 13
Terceira etapa – pressurização ............................................................................................... 14
Quarta etapa – lançamento .................................................................................................... 15
Resultados ................................................................................................................................... 16
Foguete 01............................................................................................................................... 16
Foguete 02............................................................................................................................... 17

Introdução
Antes de investir em qualquer equipamento, nossa equipe se aprofundou a respeito de
foguetes de garrafas pet de acordo com o conteúdo disponível na internet.
O site www.aircommandrockets.com , com vasto conteúdo especializado em construção de
bases e foguetes a ar comprimido, nos ajudou a descobrir a pressão máxima de cada garrafa
pet e a quantidade ideal de líquidos dentro dos foguetes, que é de 1/3 do volume total.
Então planejamos em papel uma base onde fosse possível pressurizar o foguete em até 70% de
sua capacidade máxima com bicarbonato de sódio e vinagre, mas sem extrapolar a quantidade
de líquidos ideal.
A nova base também deveria aceitar uma bomba de ar comprimido, com objetivo de estudar
os voos de novos foguetes, checar vazamentos e realizar manutenções com facilidade.
Os tubos e conexões deveriam ser diferenciados para aguentar a alta pressão sem risco de
explosão ou desgaste com o tempo. Para isso, visitamos uma fábrica madeireira para observar
os equipamentos pneumáticos.
Um manômetro e registros para abortar ou regular a pressão seriam indispensáveis para a
nova base.
Quanto à parte dos foguetes, usamos de início o modelo do ano anterior, de 2 litros de
volume, com uma estrutura rígida para aguentar inúmeros voos sem avarias. Foi o foguete
ideal para podermos testar, estudar e avançar para outros modelos.
Segundo as normas de segurança descritas no regulamento iniciamos então a construção do
foguete, base e lançamentos tomando todos os cuidados necessários e supervisionados pela
Prof. Representante.

Materiais utilizados e construção
Base de lançamento
Parte principal

No modelo construído, optamos por usar tubos e conexões PPR, destinados a redes de ar
comprimido de indústrias. É feito de material plástico, leve e extremamente resistente,
podendo suportar até 20kgf/cm2 (284 PSI). Sua montagem é feita por termofusão, onde
garante uma estanqueidade total nas uniões, eliminando possibilidades de vazamentos nesses
pontos. As peças PPR (azuis) foram termofundidas em uma loja especializada no momento da
compra.
A peça de numero 17, que serve como guia do foguete, pode ser substituída facilmente por
outra maior ou menor, dependendo da necessidade. O fato de a peça ser de PVC comum, não
aumenta o risco de acidentes com explosões, pois fica uniformemente pressurizada dentro do
foguete.
As peças de 11 a 15, foram necessárias para o encaixe na peça 7 da plataforma de sustentação
(ver página 8). O Te (15) serve para a saída de gases ou líquidos pressurizados no momento
que a válvula 8 se abre, para uma despressurizarão ou aborto emergencial.
Optamos pelo uso de uma válvula de segurança (18) encontrada em compressores de ar, que
limita a pressão de todo o conjunto em 150 PSI. Passando dessa quantidade de pressão, a
válvula se abre conforme a necessidade. Esta pode ser a peça de segurança mais importante
de todas, cuja pressão não excede mais que 70% da capacidade do foguete de 1,5 litros, onde
a máxima é entre 185 a 195 PSI. Tal peça pode ser substituída por outros modelos facilmente,
tomando como exemplo uma de 125 PSI, para uso em foguetes de 2 litros (Max. 150 PSI).

A válvula ¼ (7), é usada para barrar o fluxo de pressão entre os reatores e a base. Poderia ser
substituída por uma válvula de não retorno, onde os fluxos percorrem apenas em direção para
dentro da base. Mas infelizmente, tal peça não se encontrava disponível no momento da
compra do conjunto, onde agora o controle sobre o fluxo dos gases deve ser feito
manualmente a cada troca de reator. (Detalhes do funcionamento pg. 14).
Para fazer a ligação com os reatores, foi usada uma conexão (10) para mangueiras PU de 10
mm. Tais conexões facilitaram muito o trabalho de conexão das mangueiras entre os
componentes, por terem um mecanismo simples e funcional.
O manômetro é extremamente importante para a observação da pressão ao longo do
processo. Foi indispensável para avaliar o potencial dos reatores e dos foguetes.

Legenda das peças:
1 – Manômetro ¼ vertical, escala até 300 PSI;
2 – Bucha de redução ½ x ¼;
3 – Te misto 20mm x ½;
4 – Tubos PPR 20mm;
5 – Luva mista 20mm x ½;
6 – Niple de redução ½ x ¼;
7 – Válvula de esfera monobloco ¼;
8 – Válvula de esfera monobloco ½;
9 – Te 20mm;
10 – Conexão reta ¼ para mangueira PU 10mm;
11 – Niple de redução galvanizado ¾ x ½;
12 – Niple de redução galvanizado 1 ½ x ¾;
13 – Adaptador curto soldável 40mm x 1 ¼;
14 – Tubo PVC 40mm;
15 – Te soldável 40mm;
16 – Adaptador curto soldável 20mm x ½;
17 – Tubo PVC 20mm – 30cm;
18 – Válvula de segurança 150 PSI;
19 – Te galvanizado ¼;
20 – Niple ¼.

Reatores de CO2 (Combustível)

Visando alcançar boas e controladas quantidades de pressões, sem que o foguete saísse da
margem de 1/3 de líquidos do total de seu volume, desenvolvemos essa parte para cumprir a
tarefa.
Basicamente, o processo de mistura entre o bicarbonato de sódio e o vinagre acontece nesses
reatores. Toda pressão gerada neles é dividida diretamente com a base e o foguete.

(Exemplo de um reator conectado a base, com reação finalizada, e manômetro marcando125
PSI).
Conectamos na base apenas um reator por vez, pois encontramos dificuldades em estourar os
balões ao mesmo tempo nos reatores, quando interligados. A pressão de um reator é passada
para o outro, e quando um reator reage antes do outro, o balão do daquele que não reagiu
acaba se comprimindo como uma pedra, impossibilitando a sua perfuração.

O regulador de fluxo (1) foi adicionado ao projeto a fim de sanar o problema citado,
substituindo uma conexão reta comum. Mas mesmo com ele, o problema não se resolveu
totalmente. Portanto, essa peça teve importância na despressurização lenta e segura dos
reatores após desconecta-los da base, e a mantemos funcionando dentro do projeto.
Para possibilitar a conexão da mangueira PU ao litro (reator), usamos o conector com
regulador de fluxo (1) parafusado firmemente em uma luva (4) do lado de dentro da tampa (3).
Uma arruela (2) foi necessária para nivelar a tampa no momento do aperto e evitar
vazamentos.

A peça 6 é um toco de mangueira PU(7) perfurada com prego quente, e a ponta derretida.
Serve como uma peneira dentro do reator, que impossibilita a passagem do balão perfurado
para as mangueiras e a base, causando um possível e perigoso entupimento. É encaixada na
conexão 5.
Para perfurar o balão cheio de bicarbonato dentro do reator, confeccionamos objetos
pontiagudos com resina Durepoxi e tachinhas, borracha e alfinetes cortados. Possuem os
tamanhos suficientemente pequenos para passar na boca do litro.
Legenda das peças:
1 – Regulador de fluxo ¼ para mangueira PU 10mm
2 – Arruela de alumínio
3 – Tampa de garrafa pet
4 – Luva ¼ fêmea x ¼ fêmea;
5 – Conexão reta ¼ para mangueira PU 10mm;
6 – Mangueira PU com furos e ponta fechada.
7 – Mangueira PU
Objetos perfurantes
construídos com resina
epóxi e tachinhas,
borracha e alfinetes
encurtados.

Sustentação

Foi construída uma plataforma grande o suficiente para acoplagem da parte principal.
As peças de numero 4 das pontas, não foram coladas, para permitir a mudança de seus
ângulos. Antes da montagem, tais peças foram lubrificadas com óleo mineral para um melhor
deslize quando necessário.
Os tubos de numero 1, foram colocados estrategicamente no meio de toda a estrutura para
manter as peças 4 das pontas firmes em seus lugares, que são reguláveis. As mesmas foram
preenchidas com cimento para um acréscimo no peso da estrutura.
A peça 7, encaixa na peça 15 ( página 4) da parte principal da base.
As peças 6, 8 e 9, servem no ajuste da altura do suporte 10, possibilitando a regulagem do
ângulo de lançamento. A peça 8 foi perfurada na altura especifica para um ângulo de 45°,
previamente medido com o conjunto montado. O parafuso (9) mantém o suporte na posição
correta.
Para uma melhor fixação da parte principal, a peça 10, foi cortada em um de seus lados para
encaixe.
Legenda das peças:
1 – Cano PVC 40mm – 39 cm
2 – Cano PVC 40mm – 17cm
3 - Cano PVC 40mm - 12 cm

4 – Te soldável 40mm
5 – Joelho 90° soldável 40mm;
6 – Cano PVC 40mm – 19 cm
7 – Cano PVC 40mm – 5 cm
8 – Cano PVC 32mm – 19 cm
9 – Parafuso com porca;
10 – Te PVC 32mm modificado;

Gatilho

Para o gatilho, mantemos o modelo padrão da MOBFOG.
Usamos duas abraçadeiras metálicas (1, 2) para garantir que as abraçadeiras de nylon (3)
fiquem em seus lugares.
Escolhemos uma luva de 40mm (4) ao invés de um tubo, por ser mais resistente. Em um
lançamento de testes, tal tubo se quebrou, necessitando sua substituição. A peça foi perfurada
em dois lugares para a passagem da alça (5), feita de barbante.
Para puxar o gatilho, cortamos um fio de nylon para pesca de 6 metros. A peça 7, foi retirada
de um tambor de sabão, que serve para uma melhor comodidade na hora do lançamento.
Para a vedação na acoplagem do foguete (8), dois anéis de borracha de 20mm foram
colocados ao final do curso do tubo de lançamento. Em seguida, os anéis e uma pequena parte
do tubo foram enrolados com fita veda rosca, ate que o encaixe do foguete fosse firme e não
apresentasse vazamentos. Periodicamente, é necessário passar algumas voltas de fita veda
rosca no local, que acaba se desgastando e apresentando falhas.
Legenda:

1 – Abraçadeira metálica 25-51 mm;
2 – Abraçadeira metálica 19-25 mm;
3 – Abraçadeiras de nylon;
4 – Luva PVC 40 mm;
5 – Barbante;
6 – Fio de nylon para pesca, cerca de 6 metros;
7 – Alça plástica para a mão, retirada de um tambor de sabão;
8 – Vedação: constituída de 2 anéis de borracha de 20mm e fita veda rosca;

Foguetes
Foguete 01

Este foi o foguete mais usado até agora, fez inúmeros voos fundamentais para o avanço do
desenvolvimento da base.
Seu modelo final é resultado de melhoramentos do foguete usado no ano anterior. Agora é
provido de aletas menores e um uma ponta resistente a vários impactos.

A única parte que envolve uma maior
atenção está na construção das aletas. O
material delas é o mesmo dos tambores
mostrados na imagem. O tamanho atual
das aletas é de 7,5 x 7,5 cm.
A parte lisa dos tambores foi recortada
neste tamanho. O lado que será fixado na
saia foi dobrado com tamanho de 0,5 x
3,75 cm, e dois furos cada para a
passagem da abraçadeira de nylon.
A saia é parte do meio de uma garrafa de
fanta de 2 litros, uma garrafa idêntica é
usada para conter a pressão do foguete.
Para o bico do foguete, acoplamos a
metade de uma garrafa retornável de
coca cola por ter uma resistência aos
impactos melhor que de outros litros.
Debaixo da tampa, foram colocados cerca
de 80 gramas de Durepoxi, deslocando o
centro de massa do foguete para frente e
melhorando seu desempenho.
Na acoplagem das partes, pode ser usada fita dupla face ou fita durex.

Foguete 02

O ultimo modelo construído, com 1,5 litros de capacidade.
As garrafas usadas são de refrigerante Schweppes, modelo escolhido por nós pela boa
aerodinâmica aparente. A parte pressurizada e a ponta são dessas garrafas especificas.
Com o intuito de melhorar a aerodinâmica na ponta do foguete, e ao mesmo tempo
acrescentar peso a ele, um cone foi construído com Durepoxi no bocal do litro. Não foi
necessário passar nenhuma fita ou cola para acoplagem na garrafa principal, pois teve um
encaixe justo e firme.
As aletas foram recortadas de pasta de arquivo. Seu modelo foi cuidadosamente desenhado
para se encaixar nas curvas da garrafa.
A colagem das aletas foi efetuada com silicone.
Na imagem abaixo, a garrafa se encontra pressurizada com 20 PSI e um pouco de água, para
facilitar o trabalho de colagem.

O foguete pronto ficou com um peso
aproximado de 150 gramas.

Funcionamento
Primeira etapa - reatores
A primeira etapa é preparação dos reatores com o combustível.
As garrafas usadas são uma de 2 litros e outra de 1,5 litros, ambas segue esta ordem de
preparação:
1 – Encher com cerca de 900 ml de vinagre, usando um funil;
2 – Colocar os objetos perfurantes;
3 – Encher um balão e esvaziar, para que o mesmo se expanda com facilidade no litro. Amassar
a garrafa e prender o balão no bocal; assoprar o balão com a boca para se expandir;
4 – Com o auxilio de um funil, encher o balão com 200 gramas de bicarbonato de sódio;

5 – Amarrar o balão e soltar para o fundo ate chegar ao vinagre;
6 – Encher o restante do litro com vinagre;
7 – Rosquear a tampa (pg. 7) firmemente na garrafa.

Reator pronto

Segunda etapa - foguete
Nesta parte, pode-se escolher se o foguete será impulsionado com a ajuda de líquidos ou
apenas com CO2.
O liquido que usamos é a água. O vinagre que sobra da reação dos reatores pode ser
armazenado para ser posteriormente usado no foguete.
Os passos:
1 – Checar se a base está com o gatilho na posição correta;
2 – Abastecer o foguete com a quantidade de líquidos necessária, com a ajuda de um funil e
um medidor;
3 – Inclinar a base para possibilitar a acoplagem do foguete sem perder parte de seu liquido;

4 – Mover o gatilho até travar o foguete. Checar se as abraçadeiras estão em ordem, e se o fio
de nylon pode ser puxado sem problemas;
5 – Colocar pesos sobre a plataforma de sustentação, para evitar que a base saia do lugar no
momento do lançamento. No caso, usamos duas pedras planas;
6 – Ajustar e checar a direção que o foguete deverá percorrer.

Terceira etapa – pressurização
De acordo com os testes de pressão realizados pela aircommandrockets, a garrafa de 2 litros
suporta 150 PSI, já a de 1,5 litros suporta 195 PSI, considerando uma margem de erro de 20% e
também o modelo das garrafas.
Por essa razão, pensando na segurança, usamos o reator de 2 litros por primeiro, que é capaz
de gerar uma pressão em cerca de 100 PSI com um foguete de 1,5 litros na base.
Os passos são:
1 – Conectar o reator de 2 litros com a base usando a mangueira PU;
2 – Checar se o registro de aborto (2) se encontra fechado, e o registro dos reatores aberto (1);

Nesta imagem, ambos estão fechados, e a
mangueira PU desconectada.
3 – Checar se a válvula de fluxo do reator está totalmente aberta;
4 – Agitar o reator até que o balão estoure e a reação se inicie;
5 – Manter o reator na posição vertical, nos primeiros momentos da reação, para que somente
os gases se transfiram para a base;
6 – Agitar novamente para finalizar a mistura entre o bicarbonato e o vinagre, aguardar cerca
de um minuto ou até a reação acabar;
7 – Fechar totalmente a válvula de fluxo do reator;
8 – Fechar o registro (1) na base;
9 – Desconectar a mangueira PU;
10 – Despressurizar o reator abrindo sua válvula de fluxo;
11 – Esvaziar o reator e retirar os objetos perfurantes. *Este passo pode ser feito após o
lançamento.

Agora a base e o foguete já se encontram pressurizados com a reação do primeiro reator. É
possível conectar quantos reatores forem necessários para atingir a pressão desejada.
Lembrando que a pressão aumenta e o risco de explosão também, por isso nos próximos
reatores, recomenda-se garrafas menores com 1,5 litros.
Para conectar os reatores restantes:
1 – Conectar o reator com a base usando a mangueira PU;
2 – Checar se a válvula de fluxo do reator esta totalmente aberta;
3 – É necessário que alguém abra o registro (1) no mesmo momento que o balão estoure no
reator, alguém deve ficar a postos prestando atenção no momento certo. Se o registro for
aberto antes da hora, a pressão na base será dividida com o reator, fazendo com que o balão e
o vinagre se comprimam, impossibilitando a perfuração para iniciar a reação. Se caso demorar
demais para abrir o registro após a reação ter iniciado, há grandes riscos de o reator explodir;
4 – Agitar o reator até que o balão estoure;
5 – Abrir imediatamente o registro (1) na base;

6 – Repetir todo o processo a partir do quinto passo do primeiro reator.

Quarta etapa – lançamento
Após conseguir atingir a pressão desejada na etapa anterior, prosseguimos para o lançamento.
É interessante anotar neste momento a pressão adquirida, condições do vento e direção de
voo do foguete.
Não é recomendado pessoas ficarem perto da base no momento do lançamento, pois
provavelmente vão levar um banho de vinagre nada agradável. Sem contar o perigo de o
foguete alterar sua direção subitamente para qualquer um dos lados, principalmente com
foguetes em fase de teste.
Para o lançamento, o fio de nylon deve estar com seus 6 metros totalmente esticados. Alguém
faz a contagem e puxa o gatilho de forma brusca.
Em seguida, se acharmos necessário, medimos a distância do lançamento.

Resultados
Foguete 01
O foguete 01 foi usado desde os primeiros lançamentos até ser substituído pelo 02. Com ele,
pudemos evoluir para a situação atual.
Para provar se realmente a quantidade de 1/3 de líquidos interfere no desempenho do
foguete, realizamos nove lançamentos com diferentes situações, utilizando o foguete 01.
No dia destes testes, o foguete foi lançado direção oeste com ventos moderados direção
norte. A pressurização foi realizada com uma bomba manual.

Pressão em PSI

1
2
3
4
5
6
7
8
9

50
50
50
50
50
50
100
100
100

Quantidade de água
em ml
660
660
660
0
0
0
660
660
660

Distância em metros
97
107
111
65
69
77
129
120
122

A conclusão é que com 1/3 de água no foguete, aparenta um desempenho aproximado 30%
melhor do que sem água. Assim, concluímos que é indispensável o uso de líquidos nos
foguetes, e maior pressão muda consideravelmente o resultado.
A tabela a seguir mostra alguns resultados com o foguete 01, pressurizado pelos reatores com
bicarbonato de sódio e vinagre. Inúmeros lançamentos foram realizados, porem não foram
catalogados, impossibilitando acrescenta-los na tabela:

Pressão em PSI

Quantidade de água

Distância em metros

em ml
1

102

500

139

2

90

10

90

3

115

700

130

4

100

660

135

A conclusão foi que, este foguete tem desempenho máximo de 140 metros, e uma média de
130 metros. A base estava operando em perfeitas condições, só nos faltava um foguete com
desempenho melhor.

Foguete 02

Nosso primeiro modelo com 1,5 litros de capacidade e formato diferenciado, que apresentou
grandes resultados em relação ao foguete anterior. Com a experiência adquirida, tivemos o
voo mais longo com 240 metros, no dia 14/05/15.
Na tabela abaixo, está catalogado todos os lançamentos com o modelo:

Pressão em PSI

Quantidade de água

Distância em metros

em ml
1

130

500

70

2

75

600

125

3

60

500

130

4

122

510

174

5

125

510

214

6

130

550

135

7

115

520

212

8

110

520

125

9

110

500

242

10

120

500

176

11

115

500

218

O lançamento 1, considerado como teste, foi o primeiro voo realizado. Demonstrou uma falha
nas aletas que estavam muito grandes, e obteve um resultado de reprovação.

Os lançamentos de 2 a 5, após o encurtamento das aletas, obtivemos excelentes resultados
considerados um sucesso.

No lançamento 6, o foguete estava com uma aleta quebrada. Na tentativa de conserto,
passamos uma fita adesiva. Pela pressão adquirida, o resultado não foi o esperado, mas
considerado aprovado.
No lançamento 7, considerado como teste, o primeiro foguete construído foi modificado
passando a ter apenas 3 aletas em sua estrutura, e obteve o resultado esperado do
lançamento 5, um sucesso.

No lançamento 8, considerado como teste, um novo foguete foi construído com aletas um
pouco maiores. O resultado não foi o esperado, e necessita passar por melhorias;
No lançamento 9, usamos o modelo com 3 aletas. O lançamento atingiu a distância de 242.
Infelizmente, devidos a problemas no equipamento de gravação, não conseguimos o vídeo
para comprovar a distância atingida;
No lançamento 11, oficial, usado o mesmo modelo de 3 aletas dos lançamentos 7, 9 e 10, com
pressão em 115 psi, o foguete atingiu 218 metros, no qual pode ser comprovado nitidamente
pelo vídeo anexado ao relatório.