REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DO AGENTE PÚBLICO ELABORADA POR

MEMBRO DA AGU – GARANTIA PARA A CONSECUÇÃO DO INTERESSE
PÚBLICO RELEVANTE.

Claudio Geoffroy Granzotto
Advogado da União
Professor da Universidade Cândido Mendes
Especialista em Direito do Estado e em Advocacia Criminal pela UERJ

SUMÁRIO: Introdução; 1 Base Normativa; 2
Abrangência;
3 Garantia ou Privilégio?; 3.1
Importância da Defesa Pessoal; 4 Requisitos para
Obtenção da Representação Pessoal; 5 Natureza
Jurídica
Da
Representação
JudicialDiscricionariedade da AGU ou Direito Subjetivo da
Autoridade em ter a Representação Judicial?; 6
Conclusão; Referências.
RESUMO: O presente artigo tem como objetivo demonstrar a importância da
representação judicial do agente público elaborada pela Advocacia-Geral da União AGU em razão de um ato praticado no exercício de seu mister.
Em outras palavras, o agente público pratica um ato funcional e em razão disso
precisa de um representante judicial, já que está sendo demandado pessoalmente.
Para tanto, buscaremos aduzir as razões que levaram à criação do instituto.
PALAVRAS-CHAVE:

Representação Judicial – Agente Público

ABSTRACT: This article will demonstrate the importance of legal representation of
a Public Agent Through the Advocacia-Geral da União – AGU because of an act
performed by himself in the exercise of its function.
In other words, the public agent commits a functional act and needs a legal
representative, since it is being sued personally. The objective of this article is to
furnish reasons that led to the creation of the institute.
KEYWORDS: Legal Representation - Public Agent -

INTRODUÇÃO
A representação judicial do agente público elaborada pela AGU é um instituto
novo, que inaugura uma nova atribuição aos advogados públicos.
A legislação que trata desse instituto apenas adentrou nas linhas gerais,
havendo muitas dúvidas ainda acerca da real importância e do alcance da
representação judicial do agente público.
1 BASE NORMATIVA
A representação judicial do agente público tem como base o art. 22 da Lei
1
9028/90 , regulamentado pela portaria Portaria AGU nº 408 de 25 de março de
2009.
1

Art. 22. A Advocacia-Geral da União e os seus órgãos vinculados, nas respectivas áreas de atuação,

o suposto lesado ingressa com ação com pedido de reparação civil em face do agente público. por algum ato praticado por ele no exercício funcional que tenha gerado contrariedade a algum interesse do demandante. quanto aos mesmos atos. da Constituição. eis que o mesmo. uma vez que estaria sujeita a sofrer o estigma e as agruras de ser ré em um processo judicial. de 2001) . especialmente da União. Capítulo IV.216-37. suas respectivas autarquias e fundações. como por exemplo. cabe ressaltar que essa função de representação judicial ocorre em maior escala quando a autoridade pública é demandada pessoalmente. das Instituições Federais referidas no Título IV. 3. de direção e assessoramento superiores e daqueles efetivos.649.216-37. legais ou regulamentares.2 ABRANGÊNCIA Essa representação é bem abrangente. podendo a AGU atuar no campo passivo como ativo. de autarquias e fundações públicas federais. promovendo ação penal privada.649. Contudo. e não em um benefício puramente em razão do cargo. ainda que de forma legítima. Neste caso. também se poderia aduzir que na iniciativa privada instituto análogo não existiria. poderá contrariar interesses de terceiros. por exemplo. ainda. quanto a atos praticados no exercício de suas atribuições constitucionais. e ainda: (Incluído pela Lei nº 9. o agente público teria que com suas próprias expensas contratar advogado privado para defender-se judicialmente. Estes. de 2001) § 1o O disposto neste artigo aplica-se aos ex-titulares dos cargos ou funções referidos no caput. 3 GARANTIA OU PRIVILÉGIO? A questão da representação judicial elaborada pela AGU pode parecer num primeiro momento como uma vantagem ou um privilégio dado ao servidor público. No caso da representação judicial do agente público. Uma autoridade. não teria despesa com a contratação de um advogado. bem como os titulares dos Ministérios e demais órgãos da Presidência da República. sem o respaldo de uma advocacia pública lhe representando. de 1998) (Vide Medida Provisória nº 22. de 1998) (Vide Medida Provisória nº 22. impetrar habeas corpus e mandado de segurança em defesa dos agentes públicos de que trata este artigo. Ademais. poderão demandar não somente contra o ente público ao qual a autoridade está vinculada. inclusive promovendo ação penal privada ou representando perante o Ministério Público. sem motivo razoável ou também quando não ligado à preservação do interesse público. ou das Instituições mencionadas. e de cargos de natureza especial. ficam autorizados a representar judicialmente os titulares e os membros dos Poderes da República. sendo demandado judicialmente em razão de ato funcional praticado. a questão cinge-se na análise do interesse público a ser resguardado. quando vítimas de crime. (Redação dada pela Lei nº 9.1 IMPORTÂNCIA DA DEFESA PESSOAL. Tornando-se frequente a demanda pessoal. o privilégio ocorre justamente quando um benefício é atribuído a alguém com a exclusão de outros. como. quando no exercício funcional. Todavia. a autoridade tenderia a perder ou ter enfraquecida a autonomia necessária para contrariar interesses particulares. podendo. no interesse público. sendo atingidos. mas sim diretamente contra a própria autoridade. para atender ao interesse público.

o Presidente da República. na defesa do interesse público. salienta o saudoso HELY LOPES MEIRELLES: “Realmente. 20ª ed. legais ou regulamentares.os Membros do Ministério Público da União. XI . nos Decretos-Lei nºs 73. p. 74). 2 Art. e 2.os titulares de cargos efetivos da Administração Federal. II . observadas suas competências e o disposto no art.Por outro lado.os titulares de cargos em comissão de direção e assessoramento superiores da Administração Federal. IV . os agentes públicos a seguir relacionados: I . 2º A representação de agentes públicos somente ocorrerá por solicitação do interessado e desde que o ato pelo qual esteja sendo demandado em juízo tenha sido praticado no exercício de suas atribuições constitucionais. 3 b) Requisito pessoal : Que o agente figure no rol das autoridades representáveis. XIV . sem responsabilidade de decisão e de opções políticas. de 1995. quando. São Paulo: Malheiros.o Vice-Presidente da República. suas respectivas autarquias e fundações.321. poderá ter auxílio representativo pela AGU. VI . XII . Nesse sentido. a autoridade poderá ter uma maior liberdade na pratica de atos funcionais que atendam ao interesse público. 22 da Lei nº 9. X .024.. 3º A AGU e a PGF poderão representar em juízo. de 25 de fevereiro de 1987. Sem essas prerrogativas funcionais os agentes políticos ficariam tolhidos na sua liberdade de opção e decisão. acerca da importância das garantias concedidas a certas autoridades que praticam atos relevantes.os Ministros de Estado. 3 Art.os Membros da Advocacia-Geral da União. especialmente da União. XV . IX .os Membros dos Poderes Judiciário e Legislativo da União.os designados para a execução dos regimes especiais previstos na Lei nº 6. 4º. na eventual hipótese de ser demandada.os militares das Forças Armadas e os integrantes do órgão de segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. podemos elencar os seguintes requisitos necessários para a obtenção da representação judicial. são garantias necessárias ao pleno exercício de suas altas e complexas funções governamentais e decisórias. 4 REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PESSOAL Ao analisarmos os artigos 2º e 4º.os titulares de autarquias e fundações federais. ou das Instituições mencionadas no art. de 13 de março de 1974.os Membros da Procuradoria-Geral Federal.os titulares dos Órgãos da Presidência da República. em decorrência do cumprimento de . 1995. São eles os necessários de forma cumulativa: 2 a) Requisito funcional : Que consiste que o ato praticado seja no exercício das funções da autoridade. a situação dos que governam e decidem é bem diversa da dos que simplesmente administram e executam encargos técnicos e profissionais.os Membros da Defensoria Pública da União. com o instituto da representação pessoal. As prerrogativas que se concedem aos agentes políticos não são privilégios pessoais. III .028. Daí por que os agentes políticos precisam de ampla liberdade funcional e maior resguardo para o desempenho de suas funções. já que. de 21 de novembro de 1966. (Direito Administrativo Brasileiro. ante o temor de responsabilização pelos padrões comuns da culpa civil e do erro técnico a que ficam sujeitos os funcionários profissionalizados. XIII .os titulares de cargos de natureza especial da Administração Federal. VIII . VII . V . parágrafo 4º da portaria 408 da AGU.

os ex-titulares dos cargos e funções referidos nos incisos anteriores. de 1995. na defesa do interesse público. 6 Vale ressaltar que esse interesse público relevante pode ter um viés com o interesse público primário (coletividade) ou secundário (erário público). ou das Instituições mencionadas no art. 57-58. pois este é o interesse que a lei consagra e entrega à compita do Estado como representante do corpo social.028. especialmente se comprovados e reconhecidos administrativamente por órgão de auditoria ou correição.os policiais militares mobilizados para operações da Força Nacional de Segurança.) . 6 É essencial que esse interesse tenha uma relevância que justifique a atuação da AGU. legal e pessoal.. como. in verbis: Interesse público ou primário é o pertinente à sociedade como um todo e só ele pode ser validamente objetivado. legais ou regulamentares. 2005. nos parece que para ter direito ao benefício. Assim. por exemplo. 4 Art. uma autoridade que é demandada judicialmente por ter no exercício funcional promovido a desapropriação de um grande latifúndio ou dever constitucional. não basta ao agente provar que seu ato foi no exercício funcional. improbidade ou imoralidade administrativa.conduta com abuso ou desvio de poder. onde discorreremos sobre a natureza jurídica da representação judicial. e) Esse requisito será mais explorado no próximo tópico. suas respectivas autarquias e fundações. e XVII . responderem a inquérito policial ou a processo judicial. necessário se faz que o ato praticado tenha relevante interesse público. poderemos chegar à conclusão de que. porém em uma análise perfunctória poderá verificar se os requisitos autorizadores da representação judicial estão presentes. se o agente estiver elencado entre as autoridades representáveis.] V . especialmente da União. Mas não basta a prática de ato que vise preservar qualquer interesse público. dentre eles que o ato seja compatível com o interesse público e não seja eivado de ilegalidade ou abuso de poder. legal ou regulamentar. para a obtenção da representação judicial. Claro que a Advocacia-Geral da União não fará um julgamento exauriente para verificar esses requisitos. A razão de ser do instituto da representação judicial é justamente garantir que o agente pratique atos relevantes sem ter receio de represálias judiciais. tendo praticado o ato no exercício funcional. São necessários outros requisitos. sem ilegalidade aparente. 6º Não cabe a representação judicial do agente público quando se observar: [. Celso Antônio Bandeira de Mello nos traz à baila a distinção feita pela doutrina italiana entre as duas acepções de interesse público. mas sim a um interesse público relevante. 5 A representação de agentes públicos somente ocorrerá por solicitação do interessado e desde que o ato pelo qual esteja sendo demandado em juízo tenha sido praticado no exercício de suas atribuições constitucionais. 5 NATUREZA JURÍDICA DA REPRESENTAÇÃO JUDICIALDISCRICIONARIEDADE DA AGU OU DIREITO SUBJETIVO DA AUTORIDADE EM TER A REPRESENTAÇÃO JUDICIAL? Se nos ativermos apenas aos requisitos formal. p. faria o mesmo jus à representação judicial. ilegalidade. Interesse secundário é aquele que atina tão-só ao aparelho estatal enquanto entidade personalizada e que por isso mesmo pode lhe ser referido e nele encarna-se pelo simples fato de ser pessoa.4 c) Requisito legal : Que o ato não esteja eivado de ilegalidade. 22 da Lei nº 9. Assim. São Paulo. XVI . 5 d) Requisito da relevância do ato : Que o ato atenda não somente a um interesse público qualquer.. (Curso de Direito Administrativo. Malheiros Editores.

] a lei usa certos conceitos indeterminados ou. Marçal – Curso de Direito Administrativo. embora não signifique liberdade total. existem idades que estariam incluídas na zona sombria do conceito de idoso. Assim. isto é. Celso de Mello. isenta de qualquer limite. ADI-MC 2213/DF. equidade. 7 E. estão sujeitos. “fórmulas elásticas”. Porém. por exemplo.Os pressupostos da urgência e da relevância. 30-38. a aplicação desencadearia discricionariedade administrativa. art. Há também uma zona positiva no conceito indeterminado da expressão idoso. Há uma zona negativa do que seja idoso. Brasília. por exemplo. mas tão somente nas zonas 9 sombrias . mas sim pelas prerrogativas inerentes aos agentes públicos."caput"). classificada como conceito jurídico indeterminado. n. “bons antecedentes”. pelo Chefe do Poder Executivo. principalmente 8 quando ligados a conceitos de valor e não de experiência.) . porém. incluindo-se aí uma pessoa de dez anos. 2007) 9 Vejamos o exemplo da expressão Idoso. Já na hipótese de conceito de valor. Saraiva. (STF. duas pessoas. Por outro lado. moralidade etc. na medida em que não há grandes implicações na prática deste ato. utilidade pública. como. concluir qual a única decisão possível. jan. p. uma com sessenta anos e outra com setenta anos. porque ela está fora do âmbito da discricionariedade. ao controle do Poder Judiciário. 36.mesmo um advogado público que emite um parecer que viabilize um grande projeto político.( Flávio Henrique Unes Pereira. inicialmente. imagine-se a situação de um agente que é acionado por ter decretado a desapropriação de uma grande propriedade para fins de uma política nacional de habitação. como. extraordinariamente. 62. uma pessoa de cem anos certamente estaria incluída no conceito. depende. a estabilidade no caso dos servidores de carreira. 7 "A edição de medidas provisórias. porque compõem a própria estrutura constitucional que disciplina as medidas provisórias. ./mar. para legitimar-se juridicamente. tais como comoção interna. jurídicos. entendendo que. por exemplo. surgirá a discricionariedade do administrador. Doutrina. embora conceitos jurídicos relativamente indeterminados e fluidos. “força maior”. ed. (JUSTEN FILHO. sentidos axiológicos.Revista CEJ. Nesses casos não haveria dúvida de que a matéria é de pura interpretação e pode o Poder Judiciário rever a decisão administrativa. Maria Sylvia Zanella Di Pietro entende que existe a discricionariedade. a expressão interesse público. Para a ilustre administrativista existe discricionariedade quando [. p. assim consideradas aquelas que encerram valorações. a disposição legal interesse público tem que ser interpretada de acordo com a finalidade do instituto da representação judicial. nas palavras de Linares. Um agente público é acionado judicialmente por ter indeferido um recurso administrativo de multa de trânsito. pela Constituição da República. senão vejamos. da competência normativa primária que lhe foi outorgada. portanto. dentre outros requisitos. extraídos da experiência comum. como tal. Cumpre ressaltar que a discricionariedade não residiria nas zonas positivas e negativas acerca do conceito de interesse público. Precedentes". Rel. Já os conceitos de experiência ou empíricos pressuporiam critérios objetivos.. porém contraria interesses de um particular. em relação àqueles. como na expressão interesse público. Min. É o que ocorreria em face de expressões como “caso fortuito”. DJ 04/04/2002) 8 Há doutrinadores que classificam os conceitos jurídicos indeterminados em conceitos de valor e conceitos de experiência. pelo Presidente da República. bem comum. De mais a mais. mesmo expondo-se. da estrita observância dos pressupostos constitucionais da urgência e da relevância (CF. Neste caso.. 4. sob pena de. 148. práticos. à avaliação discricionária do Presidente da República. decoro. o interesse público que não tenha uma grande relevância é preservado. justiça. desvirtuarmos a importância do instituto em tela. Por outro lado. que permitiriam. ainda que excepcionalmente. Este ato estaria abarcado na zona negativa do conceito de interesse público relevante. qualificando-se como requisitos legitimadores e juridicamente condicionantes do exercício. não pela possibilidade de representação judicial da AGU. possui um alto grau de discricionariedade . é a base para avaliação da possibilidade de representação judicial pela AGU. ao utilizarmos somente a interpretação literal.

1995. E o que falar de um caso de um perito que á acionado por ter emitido um parecer técnico contrário aos interesses em uma empresa? Aqui.Sem medo de errar. Contudo. segundo critérios consistentes de razoabilidade. Saraiva.. não pode tornar-se uma atividade freqüente. t. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. mas tão somente o ato que vise resguardar o interesse público relevante. 48. 36. podemos verificar a importância da representação judicial a determinados agentes públicos. entendemos que estaria este ato incluído na zona positiva do conceito de interesse público relevante. Derradeiramente. São Paulo: Malheiros. dela não se possa extrair objetivamente uma solução unívoca para a situação vertente. não podendo o judiciário interferir no ato administrativo. 2005. n. pensamos que haveria uma zona sombria acerca da natureza do ato praticado. no caso supracitado. quando. Por outro lado.2009. ed. diretamente ou através de órgão vinculado.Direito Administrativo Brasileiro. conclui-se que a representação judicial não é um direito 10 subjetivo do agente. na medida em que haveria uma grande incerteza quanto à relevância do ato. 2ª. (Discricionariedade e Controle Jurisdicional. jan. _______. 2007 10 Celso Antônio Bandeira de Mello define “discricionariedade administrativa” como: [. 4. Marçal – Curso de Direito Administrativo. sob pena de desfiguração de uma de suas atividades principais. Hely Lopes . a fim de cumprir o dever de adotar a solução mais adequada à satisfação da finalidade legal. MEIRELLES. p./mar. 6ª tiragem. essa representação judicial por parte de membros da AGU é uma função atípica da instituição. de modo que conjugada com os argumentos concernentes à relevância do ato.] a margem de liberdade que remanesça ao administrador para eleger. um. Assim.. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. na medida de proporcioná-los uma maior segurança na prática de atos que atendam ao interesse público. judicial e extrajudicialmente. cabendo-lhe. perante cada caso concreto. não é todo e qualquer ato funcional impugnado judicialmente em face da autoridade que gerará a representação judicial da AGU.. 131 da CRFB. Brasília. por força da fluidez das expressões da lei ou da liberdade conferida no mandamento. REFERÊNCIAS JUSTEN FILHO. 20. São Paulo. Discricionariedade e Controle Jurisdicional. Malheiros Editores. PEREIRA.. dentre pelo menos dois comportamentos cabíveis. ed. ed.Revista CEJ. 2003. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Malheiros. rotineira. salvo nos casos onde não há zona sombria acerca do conceito de interesse público relevante.) 11 Art. ed. . agirá licitamente a AGU ao deferir ou indeferir ou o pedido de representação judicial por seus membros. que é a 11 representação judicial da União . 2003. Flávio Henrique Unes . representa a União. 2. mas sim ato eminentemente discricionário da AGU. MELLO. Curso de Direito Administrativo. 6 CONCLUSÃO Por todo o exposto. 6. A Advocacia-Geral da União é a instituição que. Celso Antônio Bandeira.