UNIVERSIDADE GAMA FILHO

CURSO DE HISTÓRIA

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO
CADERNO DE RESUMOS

1 a 3 de Agosto de 2012

FICHA CATALOGRÁFICA
(Catalogado na fonte pela Biblioteca Central da Universidade Gama Filho)
Encontro de História da Universidade Gama Filho (1: Rio de Janeiro, ago.
1-3, 2012).
Cadernos de Resumos do I Encontro de História da Universidade
Gama Filho / Organizadores: Carolina Coelho Fortes, Márcia Teixeira
Cavalcanti e Wendell dos Reis Veloso. — Rio de Janeiro : Editora Gama
Filho, 2012.
99p.
ISBN: 978-85-7444-095-8
1. História – Congressos. I. Fortes, Carolina Coelho. II. Cavalcanti,
Márcia Teixeira. III. Veloso, Wendell dos Reis. IV. Título.
CDD – 906

Capa e Projeto Gráfico
André Luiz Santos

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO
UNIVERSIDADE GAMA FILHO
Reitor

Fernando Vieira Braga
Pró-Reitor de Saúde

Gilberto Chaves
Pró-Reitor de Humanidades e Ciências Sociais

Fernanda Pontes Pimentel Fernandes
Pró-Reitor de Ciências Exatas e Tecnologia

Paulo Cesar Dahia Ducos
Pró-Reitor de Administração e Desenvolvimento

Rosa Maria Antunes Cardoso Marques

COORDENADOR DO CURSO DE HISTÓRIA
Prof. Dr. Marcos Guimarães Sanches
COMISSÃO ORGANIZADORA

MONITORES

Profa. Dra. Carolina Coelho Fortes

Ana Carolina Castro Silva
Andrea Delfino Ferraz
Cláudia Regina Franco
Daniel dos Santos de Oliveira
Igor Formagueri de Oliveira
Janes Franklin
Jefferson Albino
Johnny Ribeiro Galocha
Leandro Carmo dos Santos
Luciane de Araújo Machado
Mariana Zignago Melo
Max Delis Santos Soares
Moreno Carvalho da Silva
Neylan Coelho Porto Silva
Rafael Sarmento Blanco
Raphael Ruvenal
Thaise Silva Vasconcelos

Profa. Doutoranda Márcia Teixeira Cavalcanti
Prof. Mestrando Wendell dos Reis Veloso
COMISSÃO CIENTÍFICA
Profa. Dra. Cláudia Regina do Amaral Affonso
Prof. Doutorando Guilherme Antunes Jr.
Prof. Dr. Igor Salomão Teixeira
Prof. Dr. Jorge Atílio Silva Iulianelli
Prof. Doutorando Marcello Sena
Profa. Dra. Marilene Antunes
Profa. Dra. Marta Silveira
Prof. Dr. Sérgio Chahon
Profa. Doutoranda Teresa Vitória Alves
Prof. Dr. Thiago dos Reis

.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

APRESENTAÇÃO

É

com imensa satisfação que apresentamos a programação e os resumos do I Encontro de História
da Universidade Gama Filho. O Encontro foi pensado, inicialmente, como uma maneira de
reunir nossos alunos e ex-alunos em torno de suas pesquisas, viabilizando uma oportunidade de
trocas acadêmicas. No entanto, entendemos que, para que tal intercâmbio fosse efetivo, teríamos que
alargar esse escopo mais restrito e dar espaço a todos os interessados. Nossa mudança de rumo foi bem
sucedida, como demonstram os cento e dezessete trabalhos inscritos para comunicação, cujos resumos
publicamos aqui.
Nessa primeira edição do Encontro, demos espaço a pesquisadores vinculados, de diferentes formas, à
nossa instituição. Todos os conferencistas, coordenadores de sessão e membros da comissão científica
são ex-alunos, professores da casa ou interlocutores constantes do Curso de História. Vemos a pronta
resposta aos nossos convites, tanto no que se refere a estes como aos pesquisadores inscritos para
apresentação de comunicações, como uma prova do vigor da nossa área de conhecimento. No contexto
atual, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de produzir saber sobre o passado, como uma
maneira de garantir identidade e de construir reflexão crítica sobre o mundo em que nos inserimos.
E este mundo, como mostram as pesquisas apresentadas aqui, é enorme e diverso. Os trabalhos versam
sobre temas os mais variados, que vão do Egito Antigo à Baixada Fluminense, de mísseis à livros
didáticos, de registros inquisitoriais ao cinema. Diante de tamanha riqueza de objetos e abordagens,
buscamos organizar as sessões de acordo com critérios que, necessariamente, também foram diferentes.
Procuramos, no entanto, montar as sessões de maneira que os vários pesquisadores possam estabelecer
diálogo em prol do desenvolvimento de suas reflexões.
Gostaríamos de agradecer àqueles que aceitaram nossos convites e a todos os inscritos, por nos dar
um voto de confiança, em sendo esta apenas a primeira edição do Encontro de História da UGF.
Agradecemos também ao Reitor Fernando Vieira Braga, ao Pró-Reitor Ducos e ao Coordenador do
Curso de História, Prof. Dr. Marcos Sanches, por apoiar nossa iniciativa.

Profa. Dra. Carolina Coelho Fortes
Profa. Doutoranda Márcia Teixeira Cavalcanti
Prof. Mestrando Wendell dos Reis Veloso

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I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SUMÁRIO
19

PROGRAMAÇÃO
SESSÃO 1
Catolicismo no Brasil Colonial

22

AS CONSTITUIÇÕES DOS CONVENTOS FEMININOS DE CLARISSAS E
CONCEPCIONISTAS DO PERÍODO MODERNO
Amanda Dias de Oliveira

22

NEGROS DO ROSÁRIO: DEVOÇÃO, SOCIABILIDADE E ETNIA NA
IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO DE JANEIRO –
SÉCULOS XVII E XVIII
Márcia Cristina Pires (UNIRIO)

23

REDES DE SOCIABILIDADE E A FORMAÇÃO DE UM CLERO DE COR NO
BISPADO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII
Guilherme da Silva (UNIRIO)

23

PERSEGUIÇÕES INQUISITORIAIS NO BRASIL NA PRIMEIRA METADE DO
SÉCULO XVIII
Jessica Gabrielle de Souza (UGF)
SESSÃO 2
História e Cinema

25

CINEMA E DITADURA MILITAR BRASILEIRA: REPRESENTAÇÕES DOS
GUERRILHEIROS E DA LUTA ARMADA NO CINEMA BRASILEIRO PÓSRETOMADA
Neylan Coelho Porto Silva (UGF)

25

HISTÓRIA E CINEMA: A FAVELA VAI AO CINEMA EM “RIO, 40 GRAUS”
Fahya Kury Cassins (UDESC)

26

A BARBÁRIE PENSADA A PARTIR DO FÍLMICO: UMA ANÁLISE DO FILME
“FESTIM DIABÓLICO” (ROPE) DE ALFRED HITCHCOCH, 1948
Lamartine Gaspar de Oliveira (UPM)

27

VÍCIOS E VIRTUDES NA RELAÇÃO ENTRE ENSINO DE HISTÓRIA E
PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA: UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM
CONSTRUTIVISTA POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DA CINEMATOGRAFIA
SOBRE A IDADE MÉDIA COMO FONTE HISTÓRICA EM SALA DE AULA
Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ - FAPERJ)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 3 História das Mulheres e Sexualidade 28 CUIDADO COM O ROCIO: O LUGAR DO HOMOEROSTISMO MASCULINO NA CIVILIZAÇÃO QUE SE ALMEJAVA. O RIO NU (1898-1916) Natália Batista Peçanha (PPHR/UFRRJ) 28 REFLETINDO A ATUAÇÃO DA MULHER: NA SOCIEDADE DOS BARÕES DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBA FLUMINENSE Eliane Cahon Leopoldo (USS) 29 QUEM SÃO AS MULHERES PRESENTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTAL? Rachel Luiza Pulcino de Abreu (PUC-Rio) SESSÃO 4 O Rio de Janeiro como Cenário Histórico 30 UMA VISITA À OFICINA DO ARQUITETO: ETNOGRAFIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA DA MAÇONARIA NO RIO DE JANEIRO Tiago César da Silva (UNIRIO) 30 RIO. MODERNIDADE E PRAÇA DE MERCADOS Vitor Leandro de Souza (UFF) 31 “SEMPRE TRAÍDA”? O RIO DE JANEIRO E A CONSTRUÇÃO DA UNIDADE NACIONAL Rafael Lima Alves de Souza (PUC-Rio) 31 A REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO: IMIGRANTES NO RIO DE JANEIRO Thaíla Guimarães de Queiroz (UNIVERSO) SESSÃO 5 Religiosidade e Igreja na Idade Média 32 RELAÇÕES ENTRE IDENTIDADE CRISTÃ E CRITÉRIOS DE HUMANIDADE NA OBRA CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ .CAPES) 32 O PECADO NO DISCURSO AGOSTINIANO Joana Paula Pereira Correia (UFES) 33 CONSIDERAÇÕES SOBRE A HAGIOGRAFIA DE SÃO GERALDO André Rocha de Oliveira (UFRJ) 33 A CONSTRUÇÃO DO PODER PAPAL NO PONTIFICADO DE GREGÓRIO IX ATRAVÉS DO ÍCONE SÃO FRANCISCO Victor Mariano Camacho (LITHAM/UFRRJ) .

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 6 História e Trajetórias Individuais nos Períodos Joanino e Imperial 34 DUARTE DA PONTE RIBEIRO E AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DO IMPÉRIO BRASILEIRO COM AS REPÚBLICAS DO PACÍFICO (1829-1852) Cristiane Maria Marcelo (UFF) 34 O MINISTÉRIO OURO PRETO E O DILEMA DA FEDERAÇÃO Amanda Muzzi Gomes (PUC-Rio .UERJ/FFP) 35 A MOBILIDADE SOCIAL ASCENDENTE DOS HOMENS DE NEGÓCIO COM A VINDA DA CORTE JOANINA EM 1808: O CASO DO CONSELHEIRO E COMENDADOR DA ORDEM DE CRISTO ELIAS ANTONIO LOPES (1808-1815) Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF) 36 UM PRESIDENTE DE PROVÍNCIA EM AÇÃO: DIÁLOGOS ESTABELECIDOS NO FUNCIONAMENTO DA ESCOLA NORMAL FLUMINENSE (1834-1840) Lívia Beatriz da Conceição (PPGHS/UFRJ) 36 A CONSTRUÇÃO NACIONAL DE GONÇALVES DE MAGALHÃES Marina Letti Marcucci (UNIRIO) SESSÃO 7 Poder Político e Resistência 38 ATUAÇÃO DO LEGISLATIVO EM TORNO DA ANISTIA POLÍTICA (1964-1979) Sandro Héverton Câmara da Silva (FND/UFRJ) 38 A ATUAÇÃO DE ALBINO MOREIRA DIAS NO MOVIMENTO OPERÁRIO CARIOCA (1906-1918) Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ) 39 A REPRESENTAÇÃO DA REVOLUÇÃO SOCIAL PELA MILITÂNCIA ANARQUISTA (1917-1924) Ricardo Ferrini Garzia (PPGHS/UFRJ) 39 GETÚLIO CABRAL: TRAJETÓRIA E MORTE DE UM MILITANTE COMUNISTA NA BAIXADA FLUMINENSE. NA GUANABARA E EM SALVADOR Giselle dos Santos Siqueira (UERJ) 40 PRÁTICAS DISCURSIVAS E IMPRENSA ANARQUISTA EM RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO NA DÉCADA DE 40 E 50 Rafael Viana da Silva (PPHR/UFRRJ) .

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 8 Aspectos da Administração no mundo luso-brasileiro 41 ADMINISTRAÇÃO COLONIAL E AS REDES DE PODER: UMA ANÁLISE SOBRE AS AÇÕES COLONIAIS. PESQUISA E FONTES NO ESTUDO SOBRE A PROVEDORIA DE FAZENDA Ana Carolina da Silva (UNIRIO) 41 UM “GOVERNADOR” CONTRA OS HOLANDESES: A ADMINISTRAÇÃO DO 1º CONDE DA TORRE Andréa Delfino Ferraz (UGF) 42 O DEBATE POLÍTICO SOBRE O VALIMENTO EM PORTUGAL NO SÉCULO XVII Ligia Castellano Pereira (PPHR/UFRRJ) 43 HISTORICIZANDO A HISTORIOGRAFIA DA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL NA AMÉRICA PORTUGUESA Felipe Castanho Ribeiro (Faculdades Integradas Simonsen) SESSÃO 9 História da Baixada Fluminense 44 “CHEGUEI. OUVI E ANOTEI”: A MEMÓRIA POLÍTICA IGUASSUANA A PARTIR DA COLUNA DE LUIZ MARTINS AZEREDO (1945-1948) Maria Lúcia Bezerra da Silva Alexandre (UFRRJ) 44 A POLÍTICA LOCAL IGUAÇUANA E O CORONELISMO Adriano dos Santos Moraes (UFRRJ/IM) 45 A IGREJA VIGIADA: A VISÃO DA COMUNIDADE DE INFORMAÇÕES SOBRE ATUAÇÃO POLÍTICO RELIGIOSA DE DOM ADRIANO HIPÓLITO 1974-1985 Abner F. Sótenos (PPGHIS/IH/UFRJ) 45 CORONELISMO NA BAIXADA FLUMINENSE – A FIGURA MÍTICA DE TENÓRIO CAVALCANTI Jordan Luiz Menezes Gonçalves (UGF) SESSÃO 10 O uso de periódicos como documento histórico 46 ÁULICOS E A IMPRENSA FLUMINENSE (1824-1826) Nelson Ferreira Marques Júnior (UERJ) 46 O JORNAL “A MANHÔ E AS NOTICIAS SOBRE O “SERTÃO” George Leonardo Seabra Coelho (UFG) .

A SABINADA .UM ESTUDO DE CASO Ronaldo Lucas da Silva (UGF) .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO 47 O DISCURSO E SUA METAMORFOSE: UMA ANÁLISE DA REVISTA CAPICHABA NOS ANOS DE 1930 A 1945 Diego Stanger (UFES) 47 A PROPOSTA DE REFORMA POLICIAL EM 1869: IDÉIAS JURÍDICAS DE JOSÉ DE ALENCAR Adriano Ribeiro Paranhos (UFF) SESSÃO 11 Militares e Ciências na História do Brasil 48 OBSERVAÇÕES DA NATUREZA E INTERESSE MILITAR: EXPEDIÇÕES CIENTIFICAS PARA O ESTUDO DE ECLIPSES DO SOL E O APERFEIÇOAMENTO DE MISSEIS INTERCONTINENTAIS Heráclio Duarte Tavares 49 A PRÁTICA ASTRONOMICA ENTRE OS MILITARES E O IMPERIAL OBSERVATÓRIO DO RIO DE JANEIRO (1827-1870) Olívia da Rocha Robba 49 A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO MILITAR FRANCÊS NO PÓS PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO EXÉRCITO BRASILEIRO Fábio Neves Luiz Laurentino (UGF) 50 OS MILITARES EM ANGOLA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII: APONTAMENTOS INICIAIS PESQUISA Ariane Carvalho da Cruz (PPHR/UFRRJ) SESSÃO 12 História Militar: A arte da guerra no século XIX e na I Guerra Mundial 51 ONDE ESTÁ A HISTÓRIA MILITAR? UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DOS LIMITES DO CAMPO Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar) 51 REFLEXÕES SOBRE A DOUTRINA MILITAR DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Daniel Albino da Silva (IGHMB/UNIRIO) 52 GUERRA CIVIL NORTE-AMERICANA E GUERRA FRANCO-PRUSSIANA: ANÁLISE SOBRE O PENSAMENTO MILITAR E A ARTE DA GUERRA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO) 52 O CONCEITO DE GUERRA IRREGULAR NO CONTEXTO DAS REVOLTAS REGENCIAIS.

PEDRO II E AS VIAGENS PARA O EGITO: O INICIO DA EGIPTOFILIA NO BRASIL Marco Aurelio Neves Junior (UGF) 56 A INSERÇÃO DO PROTESTANTISMO DE MISSÃO NO BRASIL IMPERIAL: BREVE ANÁLISE SOBRE DISPUTAS NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO DO SEGUNDO REINADO Pedro Henrique Cavalcante de Medeiros (UFRRJ) 57 INFLUÊNCIAS DA NACIONALIDADE NA FORMULAÇÃO DA DOUTRINA DE LIMITES DO IMPÉRIO DO BRASIL Leonardo Moreira Casquilho SESSÃO 15 História Agrária e Territorialidade 58 NO MEIO DA SERRA: O TÚNEL GRANDE E A EXPANSÃO PARA DENTRO DO IMPÉRIO BRASILEIRO Maísa de Brito Braga (MAST/UNIRIO) 58 PROPRIEDADE.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 13 A aplicação de conceitos à pesquisa histórica 54 O CONCEITO GRAMSCIANO DE SOCIEDADE CIVIL: UTILIZAÇÕES PARA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA NOS ANOS 1970-1980 João Paulo de Oliveira Moreira (UFF) 54 NAÇÃO E REVOLUÇÃO NA ESCRITA DA HISTÓRIA DE NELSON WERNECK SODRÉ Rafael José Galozi Soares (PPHR/UFRRJ) 55 CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A IMAGEM DO ESCRAVO NEGRO NOS LIVROS DIDÁTICOS: COISA X AGENTE SOCIAL Rejane Ramos Vieira (UGF) SESSÃO 14 Aspectos do Brasil Império 56 D.A DINÂMICA AGRÁRIA E SEUS CONFLITOS NA FREGUESIA DE SÃO TIAGO DE INHAÚMA (1850-1915) Rachel Gomes de Lima (UFF) . TRABALHO E PRODUÇÃO AGRÍCOLA: O SÉCULO XIX NA PERSPECTIVA DA ZONA DA MATA MINEIRA Jamila Aparecida Silva Câmara (UFF) 59 O SUBÚRBIO DO RIO DE JANEIRO PELO OLHAR DA HISTÓRIA AGRÁRIA: “CIRANDA DA TERRA .

TENSÕES E FLUTUAÇÕES Thiago Henrique Mota Silva (UFF) SESSÃO 17 O Discurso Médico em perspectiva histórica 63 IMAGENS DA SAÚDE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: OS HOSPITAIS NA COLEÇÃO AUGUSTO MALTA DO MIS-RJ (1903-1936) Maria Isabela Mendonça dos Santos (UFF) 63 NA ORDEM DO DISCURSO: RASGANDO O CONTRATO FICCIONAL? Edson Silva de Lima (UERJ) e Pedro Henrique Rodrigues Torres (UERJ) 64 A MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DO XIX: A DISCUSSÃO RACIAL SOB AS INFLUÊNCIAS DAS IDEIAS DE GOBINEAU Adriana Gomes (UERJ) 64 “DOS TEMPERAMENTOS”: DISCURSO MÉDICO SOBRE DOENÇAS E ESCRAVOS NO OITOCENTOS Iamara da Silva Viana (UERJ) SESSÃO 18 Olhares sobre a América Latina 66 CONCEPÇÕES DE DEMOCRACIA NO GOVERNO DE HUGO CHÁVEZ Nilson de Oliveira Pinto Pereira (UGF) 66 POR UMA REVOLUÇÃO SEM FRONTEIRAS: LUTA ARMADA E INTERNACIONALISMO REVOLUCIONÁRIO NA AMÉRICA DO SUL Izabel Priscila Pimentel da Silva (UFF) . UMA ESCRAVA NA LEI DE MOISÉS Pollyana Vieira Lopes (UGF) 61 JORGE BENCI: PERCEPÇÕES DE UM MISSIONÁRIO ITALIANO SOBRE A ESCRAVIDÃO NA BAHIA COLONIAL Natália de Almeida Oliveira (FSBRJ) 61 AFRICANIDADE E ESCRAVIDÃO NO PERÍODO MODERNO: REPRESENTAÇÕES.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 16 Escravidão e Alteridade Africana na Época Moderna 60 AS VISITAÇÕES DO SANTO OFÍCIO EM 1591 E 1763: O ESCRAVISMO COLONIAL A PARTIR DAS APROPRIAÇÕES NAS PRÁTICAS MÁGICORELIGIOSAS Marcus Vinícius Reis (UERJ – FFP) 60 ENTRE O CUMPRIMENTO DO MUNDO E A SALVAÇÃO DA ALMA: MARIANNA DE ANDRADE.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO 67 OS DEBATES DIPLOMÁTICOS ENTRE BRASIL E BOLÍVIA SOBRE A REPATRIAÇÃO DOS PRÓFUGOS ESCRAVOS: O CASO DA PROVÍNCIA DE MATO GROSSO (SÉCULO XIX) Jefferson Tenório Barroso (UGF) 68 CIÊNCIA E NATUREZA: A IMPORTÂNCIA DE DIONÍSIO CERQUEIRA NA FRONTEIRA BRASIL-ARGENTINA NO INÍCIO DA PRIMEIRA REPÚBLICA Bruno Capilé (MAST/MCTI) e Moema de Rezende Vergara (MAST/MCTI) SESSÃO 19 Ensino de História 69 TEATRO PEDAGÓGICO E OUTRAS POÉTICAS EDUCACIONAIS Thiago Luiz da Silva de Assis (UGF) 69 ETNOCENTRISMO VERSUS EUROCENTRISMO: UM ESTUDO ACERCA DOS CONCEITOS NO ENSINO DE HISTÓRIA SOBRE A CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA Carla Magdenier Sobrino 70 ENSINO DA HISTÓRIA NA ERA DIGITAL Raphaella Marques de Carvalho 71 O TEATRO COMO INSTRUMENTO PARA O ENSINO DE HISTÓRIA Gleiner Vinicius Vieira Costa (ArtTude Produções – Projeto EduCart) SESSÃO 20 Literatura e Leis na Idade Média 72 A SITUAÇÃO LEGAL DOS JUDEUS DURANTE O REINADO DO REI SÁBIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO RÉGIO Igor Formagueri Cunha de Oliveira (UGF) 72 O MORRER E O TESTAR NA IDADE MÉDIA Aryanne Faustina da Silva (UNIRIO) 73 UMA DISPUTA DE AMOR NAS CANTIGAS DE SANTA MARIA: GÊNERO. SEXUALIDADE E ECLESIÁSTICOS NO SÉCULO XIII Nathália Silva Fontes (UFRJ) 73 UM ESTUDO COMPARATIVO EM HISTÓRIA E LITERATURA: O EPISÓDIO DE INÊS DE CASTRO N’OS LUSÍADAS Raquel Hoffmann Monteiro 74 ALÉM DA NARRAÇÃO: COMPARANDO AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM OS CONTOS DA CANTUÁRIA DE GEOFFREY CHAUCER Anna Beatriz Esser dos Santos (PPGHC/IH – UFRJ) .

IDEOLOGIA E PROJETO DE DESENVOLVIMENTO: O CASO DA COMISSÃO MISTA BRASIL-ESTADOS UNIDOS (1951-1953) Thiago Reis Marques Ribeiro 76 “AS AVENTURAS DO HOMEM-ARANHA NO DESERTO DO REAL”: UMA DISCUSSÃO DO REAL E IRREAL.) Thamis Malena Marciano Caria ( NEA/CEHAM/ UERJ) .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 21 Perspectivas sobre História da América 75 URBANIDADE.1965) Karen Garcia Pêgas (UCB) SESSÃO 22 História Militar: Ações da Marinha do Brasil do Império à República velha 78 A ESQUADRA NO PRATA: UM ESTUDO SOBRE PENSAMENTO POLÍTICO E GUERRA DURANTE O SEGUNDO REINADO (1850-1876) Renato Jorge Paranhos Restier Júnior (IGHMB/ Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha) 78 A ARMADA IMPERIAL NA COSTA DA ÁFRICA: (1827-1830) Marcelo Rodrigues de Oliveira (IGHMB/UNIRIO) 79 RUI BARBOSA E A AMEAÇA GERMÂNICA: A LEITURA DE ANDRÉ CHÉRADAME NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Livia Claro Pires (UERJ) 79 DE NATAL A GIBRALTAR: A DIVISÃO NAVAL BRASILEIRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Valterian Braga Mendonça (UNIRIO) SESSÃO 23 A Antiguidade e suas reinterpretações contemporâneas 81 EGITO ANTIGO: DUALIDADE E IMAGINÁRIO SOCIAL (1550. HEROICIZAÇÃO E VILANIZAÇÃO NA ÓTICA DE SLAVOJ ŽIŽEK Gustavo Moltavão Freixo 76 O NEW DEAL ATRAVÉS DA ÓTICA DO DARWINISMO Diego da Rocha Conceição (UGF) 77 CARLOS LACERDA E A PROPOSTA UDENISTA DE POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL DO BRASIL COM OS ESTADOS UNIDOS ( 1945.C) Marina Rockenback de Almeida (NEA/ CEHAM/ UERJ – ARCHAI/UNB) 81 PRÁTICAS AMOROSAS E MAGICAS NO ANTIGO EGITO (1550-1070 A.1070 A.C.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO 82 A MÉTIS VERSUS A VOZ DAS SEREIAS: UM EMBATE NO XIIº CANTO DA OBRA ODISSÉIA Camila Alves Jourdan (UFF) 82 ENTRE A EXALTAÇÃO DO PRINCEPS E A DIVINIZAÇÃO DO GENIUS: UMA ANÁLISE DO DEBATE EM TORNO DA UTILIZAÇÃO DE CONCEITOS DA REPÚBLICA ROMANA NO INÍCIO DO SÉCULO XX Debora Casanova da Silva (UNIRIO/PPGHS/NERO . SECULO XVIII Marcelo Inácio de Oliveira Alvez (UFRRJ) SESSÃO 25 História da Morte na Colônia 85 A MORTE NO PATÍBULO: AS EXECUÇÕES E SEUS RITUAIS NO RIO DE JANEIRO COLONIAL (1750-1822) Bárbara Alves Benevides (UNIRIO) 85 COMPARAÇÕES ENTRE CEMITÉRIOS DE DESPRIVILEGIADOS NO BRASIL ESCRAVISTA: OS CASOS DE SALVADOR.CAPES) SESSÃO 24 Índios. Escravos e Jesuítas na Colônia 83 TRADIÇÃO E ORALIDADE: ETNOSABERES TUPINAMBÁ EM DOCUMENTOS COLONIAIS Ana Paula da Silva (UNIRIO) 83 CONFLITO ENTRE JESUITAS E COLONOS PAULISTA NO PERIODO COLONIAL Miguel Luciano Bispo dos Santos (UGF) 84 SER SENHOR DE ESCRAVOS NO RECONCAVO DO RIO DE JANEIRO: ESTRATEGIAS DE LEGITIMAÇÃO DO PODER SENHORIAL NA FREGUESIA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE. SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO Milra Nascimento Bravo (UNIRIO) 86 A MORTE INDÍGENA COMO OBJETO DE ESTUDO: REFLETINDO SOBRE O COTIDIANO DO MORRER NOS ALDEAMENTOS COLONIAIS DO RIO DE JANEIRO Ana Carolina Santoian Ferreira (UNIRIO) SESSÃO 26 Baixa Idade Média e Transição para a Modernidade 87 AS VIRGENS ITALIANAS DA COLEÇÃO EVA KLABIN: UMA ANÁLISE ICONOGRÁFICA Fernanda Correa da Silva (UFRJ) .

Rio) 91 MEMÓRIA. HISTÓRIA E SOCIEDADE: A GUINADA SUBJETIVA E O PAPEL DA HISTORIOGRAFIA Bianca Rihan Pinheiro Amorim (UFF) SESSÃO 28 Diferentes perspectivas sobre o Conhecimento Histórico 92 A AUTOBIOGRAFIA EM BLAISE CENDRARS: O PERSONAGEM ENTRE A HISTÓRIA E A HISTÓRIA Karla Adriana de Aquino (PPGHIS/UFRJ) 92 A HISTÓRIA EM DEBATE COM AS NOVAS TECNOLOGIAS: ALGUMAS IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS Marcella Albaine Farias da Costa (UFRJ) 93 O ARQUIVISTA E O HISTORIADOR/PESQUISADOR Maria Lucia Valada de Brito .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO 87 O CONCEITO DE CLASSE SOCIAL E A BURGUESIA MEDIEVAL PORTUGUESA .UMA DISCUSSÃO TEÓRICO-HISTORIOGRÁFICA Bruno Marconi da Costa (PPGHC/UFRJ) 88 O ESTADO PORTUGUÊS ÀS VÉSPERAS DA MODERNIDADE: TENSÕES E RELAÇÕES DE PODER EM UMA SOCIEDADE NOBILIÁRQUICA Thaís Silva Félix Dias (UGF) 89 A IMPORTÃNCIA DA PESTE NEGRA PARA O DECLÍNIO DA ECONOMIA FEUDAL NO SÉCULO XIV Vinicius Cardoso da Silva (UNIABEU) 89 FATORES IDEOLÓGICOS NO IMAGINÁRIO SOCIAL MEDIEVAL DO SÉCULO XIV Eduardo Correa de Freitas (UNIABEU) SESSÃO 27 Historiografia e Teoria da História 90 NAS ONDAS DO TEMPO: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS IDEIAS DE HISTÓRIA UNIVERSAL NA CONTEMPORANEIDADE Rafael da Cunha Duarte Francisco (PUC-Rio) 90 O VALOR E O NÃO VALOR DOS ESTUDOS HISTÓRICOS: UMA LEITURA DA “ II CONSIDERAÇÃO INTEMPESTIVA” DE FRIEDRICH NIETZSCHE Ana Carolina Pereira Araujo (PUC .

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 29 Entre a África e o Brasil 94 FORMAÇÃO DA TERRITORIALIDADE AFRICANA NAS MINAS DA AMÉRICA PORTUGUESAS: IDENTIDADE E PRESERVAÇÃO DA CULTURA Sergio Antonio de Paula Almeida 94 GÊNERO E APARTHEID: REPRESENTAÇÕES EM MOVIMENTO Valdene Costa Rocha (UnB) 95 O FLANÊUR E OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS: CONTRADIÇÕES E PERTINÊNCIAS NA BELLE ÉPOQUE CARIOCA Viviane Fernandes Silva (UERJ) SESSÃO 30 Visões sobre o Mundo Contemporâneo 96 A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: NOTAS TEÓRICAS SOBRE O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO Andre Franklin Palmeira (UFF) 96 O CINEMA E O ORDENAMENTO URBANO NO RIO DE JANEIRO DO INÍCIO DO SÉCULO XX Veridiana Chiari Gatto (UFF) 97 LIMITES DO CRESCIMENTO: INFLUÊNCIA HISTÓRICA DO CLUBE DE ROMA NA CONSTRUÇÃO DE UMA CONSCIÊNCIA DE MUNDO FINITO Denise Quintanilha SESSÃO 31 Patrimônio e Memória 98 O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO DE BELO HORIZONTE: UMA DISCUSSÃO SOBRE MEMÓRIA E PATRIMÔNIO André Luiz Galdino da Silva (USS) 98 RUÍNAS DE GONGO SOCO: UM HISTÓRICO DE DESTRUIÇÃO Jonas José de Melo Alves (USS) 99 CINE VAZ LOBO: PRESERVAÇÃO. CULTURA E MEMÓRIA Karen da Silva Barros (IHGBI) .

Julio Cesar Mendonça Gralha (UFF/PUCG/ESR) 14:00 – 16:00: Sessões de comunicação 16:00 – 18:00: Sessões de comunicação Dia 3 de Agosto de 2012 – sexta-feira 08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestre Gabriel da Costa Turano (Santa Mônica Centro Educacional) Conferência 2: Mundo Antigo e Modernidade: Relações de Poder e Legitimidade por meio dos Usos do Passado – Prof. quem habitará a vossa tenda”? A Submissão do Corpo Escravo no Espaço Monástico da Ordem de São Bento na Corte Imperial – Prof. Mestre Paulo Henrique Silva Pacheco (LEDDES/UERJ .FEUDUC) 14:00 – 16:00: Sessões de comunicação 16:00 – 18:00: Sessões de comunicação Dia 2 de Agosto de 2012 – quinta-feira 08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestra Marina Vieira de Carvalho (LEDDES/UERJ – FAMATH – CEDERJ/ UNIRIO) Conferência 2: “Senhor. Dr. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO) 10:00 – 12:00: Conferência Conferência 1: O Rio de Janeiro e o Carnaval das Manifestações Populares: a Vizinha Faladeira Revelando a História da Folia das Escolas de Samba nos Anos 30 – Prof.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO PROGRAMAÇÃO Dia 1º. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO) 10:00 – 10:20: Sessão de Abertura do Encontro 10:20 – 12:00: Conferências Conferência 1: O Chique em Choque? Os Malabaristas da Subsistência do Pós-Abolição Carioca Profa. de Agosto de 2012 – quarta-feira 07:30 – 08:30: Credenciamento 08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO) 10:00 – 12:00: Conferências 19 .

das Índias – MANTO . Dr. Mestre Yllan de Mattos (UFF/Cia.Profa. Dra. De Agosto 2 de Agosto 3 de Agosto Sessão 1 Sessão 12 Sessão 22 Sessão 2 Sessão 13 Sessão 23 Sessão 3 Sessão 14 Sessão 24 Sessão 4 Sessão 15 Sessão 25 Sessão 5 Sessão 16 Sessão 26 Sessão 6 Sessão 17 Sessão 27 Sessão 7 Sessão 18 Sessão 28 Sessão 8 Sessão 19 Sessão 29 Sessão 9 Sessão 20 Sessão 30 Sessão 10 Sessão 21 Sessão 31 Sessão 11 ____ ____ 20 . Andreia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ/PPGHC/PEM) HORÁRIOS DA SESSÕES Horário/Data 14:00 – 16:00 16:00 – 18:00 1º.FAPERJ) Conferência 2: Dominicanos. Igor Salomão Teixeira (UFRGS) 14:00 – 16:00: Sessões de comunicação 16:00 – 18:00: Sessões de comunicação 18:00 – 19:30: Conferência de Encerramento: uma proposta de leitura histórica dos textos e a produção da narrativa historiográfica – Prof.. reino da Sicília.ª Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva Uma proposta de leitura histórica dos textos e a produção da narrativa historiográfica. Historiografia e Possibilidades de Pesquisa – Prof. Papa João XXII: grupos de interesse e personagens da canonização de Tomás de Aquino 1274-1323 – Prof.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO Conferência 1: A Inquisição no Brasil: História.

RESUMOS .

Religião. Palavras-Chave: História. Francisco em toda esta família Cismontana. Mulheres. Durante o artigo. “Constituciones generales para todas lãs monjas. Regra das religiosas do Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda e Notícia Histórica Da Ordem da Immaculada Conceição da Mãe de Deus e do convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda do Rio de Janeiro. “A perfeita religiosa”. sobre a Irmandade do Rosário do Rio de Janeiro. serão destacadas fontes de caráter normativos como o “Concílio de Trento”. y religiosas sujeitas a La obediência de La ordem de N. quando tornou-se a mais promissora entre os homens de cor da capitania fossem estes escravos ou forros. pois admitia em seu interior tanto irmãos cativos quanto forros. NEGROS DO ROSÁRIO: DEVOÇÃO.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 1 Catolicismo no Brasil Colonial Coordenador: Prof. cujo objetivo central é reconstruir a história da referida irmandade desde a sua criação até o período áureo do oitocentos. Como 22 . SOCIABILIDADE E ETNIA NA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII Márcia Cristina Pires (UNIRIO) E sta comunicação terá como referência principal a pesquisa. dentro dos Conventos das ordens clarissas e concepcionistas do período moderno. Tais fontes ajudaram na compreensão do como eram as normas das instituições religiosas das ordens das Clarissas e Concepcionistas do período moderno. A Irmandade do Rosário merece um destaque especial dentre outras confrarias de negros.P. que está em andamento. e o que se esperava da conduta das freiras dentro dos claustros. Mestre Paulo Henrique Silva Pacheco (LEDDES/UERJ .S.FEUDUC) AS CONSTITUIÇÕES DOS CONVENTOS FEMININOS DE CLARISSAS E CONCEPCIONISTAS DO PERÍODO MODERNO Amanda Dias de Oliveira N este artigo busca-se demonstrar como eram as regras que direcionavam a vida das religiosas. pois foi a mais popular entre os homens de cor.

adaptações e tensões (1640-1750)”. Privilegiando o enfoque do processo de mobilidade social e da estruturação das hierarquias numa sociedade com traços de Antigo Regime. bem como. buscando assim afirmarem sua etnia sobre os demais grupos existentes no contexto escravista colonial. PERSEGUIÇÕES INQUISITORIAIS NO BRASIL NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII Jessica Gabrielle de Souza (UGF) O subprojeto de pesquisa “Perseguições Inquisitoriais no Brasil na primeira metade do século XVIII”. Etnia. sua atuação em um dos cenários sociais mais importantes da América portuguesa que é a cidade do Rio de Janeiro. Também buscaremos compreender a demarcação das diferenças étnicas entre os negros dentro da referida irmandade. que evitavam ser confundidos entre si. Religiosidade. Estado Colonial: Perfil institucional. seus objetivos centrais enquanto uma associação religiosa de negros. incluindo uma análise mais específica das estratégias que conduziram à ordenação daqueles que possuíam o chamado “defeito da cor”. está inserido no projeto “Poder e sociedade no mundo colonial. esferas administrativas. Assim buscaremos precisar o início da Irmandade do Rosário. Procurar-se-á entender esta mobilidade em um sentido que não se resume à ação individual e sim coletiva. Palavras-Chave: Redes de Sociabilidade. seus principais articuladores e promotores. Palavras-Chave: Escravidão. Clero de cor. REDES DE SOCIABILIDADE E A FORMAÇÃO DE UM CLERO DE COR NO BISPADO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII Guilherme da Silva (UNIRIO) O presente trabalho visa abordar o estudo da ordenação de africanos e seus descendentes como padres seculares na América Portuguesa. pretende-se analisar os significados da existência deste segmento clerical para a população de cor e para as instâncias dos poderes secular e religioso na América Portuguesa. O presente subprojeto se orienta para uma análise da ação disciplinadora do Tribunal do Santo Ofício Português nas regiões 23 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO também foi a primeira irmandade de negros a construir uma igreja própria o que demonstrava poder e prestígio da mesma na esfera social da colônia. através da formação e discussão do conceito de “redes de sociabilidade”.

Palavras-Chave: Inquisição Portuguesa. dado o expressivo número de prisioneiros brasileiros enviados aos cárceres da Inquisição de Lisboa. Embora não se tenha sido instalados tribunais do Santo Ofício no Brasil. O projeto tem como objetivo mapear o perfil dos réus perseguidos no período bem como os mecanismos que tal instituição se utilizava para exercer seu poder na ação de seus comissários e familiares. Relações de Poder.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO sul e sudeste na primeira metade do século XVIII. Brasil colonial. a colônia era subordinada ao Tribunal de Lisboa que da metrópole respondia pelos assuntos coloniais. 24 .

Regime Militar. 40 GRAUS” Fahya Kury Cassins (UDESC) O cinema. Destaco a imprescindível necessidade de associar as representações cinematográficas às condições de produção dos filmes. de Nelson Pereira dos Santos. Na História do Cinema percebemos que alguns filmes são representativos para a própria produção cinematográfica e podem ser estudados como elementos fundamentais para mudanças e estilos. Guerrilha. para o historiador. observar quais aspectos sobre a luta armada são valorizados e/ou silenciados por esses filmes. Palavras-chave: Cinema. 40 Graus” (1955). procuro analisar as construções de memórias acerca do regime militar brasileiro (1964-1985). que outros filmes com o mesmo contexto – a favela – fossem feitos. contou uma história inserida na sua época apropriando-se de personagens e 25 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 2 História e Cinema Coordenador: Prof. permitiu. A produção cinematográfica. de certa forma. sempre considerando que o cinema pode ser percebido como um operador de memória social e como um lugar privilegiado para o embate de memórias. Busco. Artur Malheiro (UNIRIO) CINEMA E DITADURA MILITAR BRASILEIRA: REPRESENTAÇÕES DOS GUERRILHEIROS E DA LUTA ARMADA NO CINEMA BRASILEIRO PÓS-RETOMADA Neylan Coelho Porto Silva (UGF) O presente estudo insere-se no campo das reflexões que buscam um diálogo entre cinema. anos depois. Através de um conjunto de filmes da atualidade. história e memória. Tomando como base de pesquisa a relação entre cinema e história e como objeto de análise o filme “Rio. neste caso. assim como ao contexto social do qual emergem. pretendemos apresentá-lo como o marco da presença de um estrato do povo brasileiro quase não visto nas telas e como ele. Embate de Memórias HISTÓRIA E CINEMA: A FAVELA VAI AO CINEMA EM “RIO. com ênfase na temática da luta armada existente no período. é uma rica fonte de informações e interpretações da época e do lugar onde foi feito. neste sentido.

portanto o verdadeiro conhecimento. Ele inaugura uma nova fase e estende seu legado para as gerações futuras. de fato o cinema é a arte da ilusão. o primeiro a cores produzido por ele. Assisti-lo nos permite ver já nas cenas iniciais que os nossos atos bárbaros acontecem na escuridão de nossa animalidade. O filme nos aponta para o direito. Respeitar o outro é lidar e conviver até com a sua inferioridade. Não temos como dizer diferente. pouco tempo após a Segunda Guerra Mundial. certamente nos levam para a escuridão de nossas interpretações egoístas. que demorou a se firmar como “realidade” na história do cinema nacional.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO dramas de um lugar. de acordo com o nosso ego. a dignidade e a vida de todo e qualquer indivíduo sem acepção de pessoas. obscurecendo. Favela. Palavras-Chave: Rio 40 Graus. Intolerância. aquilo que deveria ser luz se torna em trevas. É desejo de muitos. Cinema Novo. 1948 Lamartine Gaspar de Oliveira (UPM) D iscutir Festim Diabólico em tempos de intolerância é pensar a Barbárie pelo viés do trabalho fílmico do diretor Alfred Hitchcock (HOPE) de 1948. Arte para muitos Palavras-Chave: História. ela é algo ainda intenso dentro do ser humano. É entender que. Fílmico. Arte. 26 . A barbárie não. nos levando a agir erroneamente. quando nossa compreensão de certas preposições não desembocam em luz. ou de acordo com aquilo que nos agrada e se ainda estamos nesse sentido sendo guiados pela nossa animalidade interior. A BARBÁRIE PENSADA A PARTIR DO FÍLMICO: UMA ANÁLISE DO FILME “FESTIM DIABÓLICO” (ROPE) DE ALFRED HITCHCOCH. a favela. Nesse sentido entendemos a realidade onde muitas vezes. Barbárie.

junto aos alunos. objetivamos apresentar possibilidades para a diminuição entre a realidade acadêmica e o cotidiano escolar por meio da utilização do discurso fílmico como fonte histórica em sala de aula.FAPERJ) P artindo da constatação da distância existente entre a produção acadêmica no campo historiográfico e sua aplicabilidade na prática do ensino de História. parafraseando palavras dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Prática Historiográfica. com direção de Mário Monicelli e o filme Cruzadas. possibilitando não só a apropriação do instrumental teórico-metodológico da História em salas de aula de níveis fundamental e médio. quando da utilização de fontes históricas em sala de aula. Tal escopo se torna exequível se considerarmos o papel participativo e ativo instrumentalizado na colaboração entre o corpo docente e discente. apoiando-nos nas considerações das teorias construtivistas da aprendizagem. como também contribuindo para repensar. o posicionamento frente os discursos propagados nas várias formas de mídias audiovisuais. Idade Média 27 . Cinema. da mesma forma que pontuamos as possibilidades e limites de tais teorias de construção cognitiva na prática docente do ensino de História. Tais possibilidades teórico-metodológicas são por nós apresentadas por meio de estudos de caso concernentes a filmes que abordam a Idade Média. Palavras-chave: Ensino de História.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO VÍCIOS E VIRTUDES NA RELAÇÃO ENTRE ENSINO DE HISTÓRIA E PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA: UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DA CINEMATOGRAFIA SOBRE A IDADE MÉDIA COMO FONTE HISTÓRICA EM SALA DE AULA Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ . dirigido por Ridley Scott. dentre eles O Incrível Exército de Brancaleone.

ª Rachel Pulcino de Abreu (PUC-Rio) CUIDADO COM O ROCIO: O LUGAR DO HOMOEROSTISMO MASCULINO NA CIVILIZAÇÃO QUE SE ALMEJAVA. diversos instrumentos foram alçados a esse fim. REFLETINDO A ATUAÇÃO DA MULHER: NA SOCIEDADE DOS BARÕES DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBA FLUMINENSE Eliane Cahon Leopoldo (USS) E sta comunicação objetiva apresentar nossas reflexões acerca das atuações da mulher de elite. Palavras-Chave: O Rio Nu. Representantes da elite local e historiografia selecionada para estudo. que. Modelos de homens e mulheres eram criados para serem seguidos por aqueles que pretendiam se adequar a esta nova civilização. O RIO NU (1898-1916) Natália Batista Peçanha (PPHR/UFRRJ) E m fins do século XIX e princípio do XX a busca pela formação de uma civilização aos moldes europeus pairava sobre as cabeças de grande parte da intelectualidade brasileira e de membros de algumas instituições (Academias de Medicina. policiais. juristas. e.  Grosso modo faremos um contra 28 . Homoerotismo. no contexto da sociedade dos Barões do café no Vale do Paraíba Fluminense.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 3 História das Mulheres e Sexualidade Coordenador: Prof. Desta forma. Pretendemos analisar a participação e atuação de algumas mulheres integrantes da sociedade cafeeira fluminense. antiga moradia dos Teixeira Leite. dentre outros). sobretudo. Para este trabalho elencamos o jornal O Rio Nu (1898-1916) a fim de analisarmos um material dedicado aos homens. por conseguinte criava modelos a serem seguidos por seus leitores. Com base em pesquisas realizadas em testamentos e inventários disponíveis CDH/USS/Vassouras e documentos pertencentes ao acervo do Museu Casa da Hera/Vassouras. modelos a serem evitados. Civilização. como o caso dos homossexuais que circulavam no Largo do Rocio e que eram representados de forma pejorativa por este impresso.

Poder. que procura identificar nos autores que escrevem sobre o ensino de história e também que analisam os livros de didáticos de história. nossas inquietações situam-se em torno das atuações sociais destas mulheres e o quadro forjado quando pensamos a mulher deste período e sociedade. Livro didático. ou apenas aparecem de modo ilustrativo? Assim. como a questão do ensino do gênero feminino é abordado. a discussão tenta trazer contribuições para um dos problemas mais frenquentes quando pensamos em ensino de história: quais são os conteúdos ou conhecimentos escolares abordados nos livros didáticos? E mais específico. quem são as mulheres presentes nos livros? Será que elas são contempladas como as agentes sociais que são.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO ponto entre Eufrásia Teixeira Leite e outras personagens selecionadas da referida sociedade e período. Gênero. Palavras-Chave: Ensino de história. E sse trabalho se insere num conjunto maior de questões levantadas sobre os problemas enfrentados por nós professores e/ou educadores ao entrarmos nas salas de aula. QUEM SÃO AS MULHERES PRESENTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTAL? Rachel Luiza Pulcino de Abreu (PUC-Rio) “Quem são as mulheres presente nos livros didáticos de história do ensino fundamental?” busca através dessa interrogação desvendar o porque as mulheres ainda não são tão presentes no ensino de história. 29 . A rigor. sendo ainda realizado a revisão bibliográfica. que buscam entender suas inserções e  atuações no contexto desta sociedade em meados do XIX e limiar do século XX. na abordagem de nossas análises e questionamentos.  Propomos uma interface. Palavras-Chave: Mulher. essas são algumas das questão que pretendo fazer ao analisar os livros didáticos do ensino fundamental de história. A pesquisa segue em fase inicial. Elite. No caso.

Ms. Memória. a Independência. pois deste modo podem ser reconhecidos como agentes transformadores e não somente como uma Instituição secundária nestes processos. Existem no Rio de Janeiro dois locais que atualmente servem como abrigo para o patrimônio deste grupo. respectivamente. documentação administrativa e imagens reconstruir como tais mudanças foram sentidas pelos frequentadores dos Mercados e os meios utilizados pela administração 30 . MODERNIDADE E PRAÇA DE MERCADOS Vitor Leandro de Souza (UFF) E sta comunicação pretende abordar as ações do processo de ordenamento do comércio de gêneros de primeira necessidade na Cidade do Rio de Janeiro entre a segunda metade do século XIX e início do século XX através da constituição e regulamentação das Praças de Mercados. como por exemplo. a emancipação do trabalho escravo e a proclamação da República. Patrimônio. Busca-se através de fragmentos presentes na imprensa. Palavras-Chave: Maçonaria. Esta “era de ouro” da Maçonaria serve hoje como combustível para legitimar a solicitação da Ordem da busca por seu espaço histórico. literatura. Tiago César da Silva (UNIRIO) UMA VISITA À OFICINA DO ARQUITETO: ETNOGRAFIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA DA MAÇONARIA NO RIO DE JANEIRO Tiago César da Silva (UNIRIO) O objetivo geral deste trabalho é apresentar a Maçonaria como guardiã de uma memória que transita entre a construção de sua própria identidade e a História do Brasil. que são o Centro Cultural do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito e o Palácio do Lavradio. localizados nos bairros de São Cristóvão e do Centro. período em que diversos maçons brasileiros estavam em posições sociais de destaque. sendo força motriz de mudanças sociais que quebraram o paradigma da nação. Estes lugares abrigam objetos relacionados principalmente ao século XIX. RIO.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 4 O Rio de Janeiro como Cenário Histórico Coordenador: Prof.

Objetivando o controle e a organização da entrada de imigrantes. espanhola ou italiana. mais do que qualquer outra cidade brasileira. CIC. nesse sentido. destaca-se por sua estreita relação com a história nacional desde pelo menos 1763. Palavras-Chave: Mercados. Discurso. com a emancipação política. Literatura. 31 . almejavam tornar uma espécie de manual de conduta a ser seguido pela população com relação aos imigrantes. sobretudo via literatura. no Rio de Janeiro. “SEMPRE TRAÍDA”? O RIO DE JANEIRO E A CONSTRUÇÃO DA UNIDADE NACIONAL Rafael Lima Alves de Souza (PUC-Rio) O presente trabalho parte do princípio de que o Rio de Janeiro.nossa principal fonte de análise . Rio de Janeiro. Palavras-Chave: Rio de Janeiro. Modernidade. Já na edição inaugural da revista. este deveria ser de origem portuguesa. teve papel decisivo na costura da unidade territorial e na construção da identidade nacional. quando a cidade passou a ser sede do Vice-Reino. Pretendemos demonstrar que essa nacionalização do Rio nos idos dos anos 1820. Reformas Urbanas. Nação. o governo Estado Novista criou em 1938 o Conselho de Imigração e Colonização (CIC). quando a cidade transformou-se em Corte e.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO pública para tornar aquele “equipamento” em conformidade com a “ideologia modernizadora” do início do século XX. conhecidos por latinos que estivessem dispostos a se misturarem a população nativa e assumir o Brasil como nação. tal órgão publicou entre os anos de 1940 e 1955 a Revista de Imigração e Colonização . observamos o tipo de imigrante que era tido como o ideal ou desejável: o europeu. A REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO: IMIGRANTES NO RIO DE JANEIRO Thaíla Guimarães de Queiroz (UNIVERSO) E sta comunicação tem como proposta a análise do discurso acerca dos imigrantes desejáveis.cujos autores associando agressividade e didática aos textos. então capital do Brasil. para gerar constantes equívocos historiográficos que tomam a cidade pela nação. Entretanto. sob a influência de intelectuais como Oliveira Vianna. assim como a experiência dos indesejáveis entre os anos de 1940 e 1955. Palavras-Chave: Imigração. Esse entrelaçamento Rio de Janeiro/Nação consolidouse ainda mais na primeira metade do século XIX. Ainda com esse objetivo. contribuiu em muito para deixar na penumbra suas facetas locais e. Estado Novo.

Desta maneira. As reflexões do bispo hiponense acerca dos elementos constituintes desta identidade reverberaram em reflexões sobre os diferentes estatutos de humanidade que caracterizariam os bons cristãos e também aqueles que. nossa intenção é.CAPES) O IV século é marcado por esforços de institucionalização do Credo Niceno e é neste contexto que o Bispo Agostinho de Hipona (354-430 d. Critérios de Humanidade. que se opõe a maniqueísta ponto este que pretendemos analisar em nosso trabalho. Identidade Cristã. Palavras-Chave: Agostinho de Hipona. 397 d. distanciavam-se das projeções escatológicas contidas em sua teologia. Agostinho de Hipona se converte ao Cristianismo e passa a combater sua antiga fé. Bem e Mal. ainda jovem o hiponense escreve várias obras de combate ao Maniqueísmo. 32 . O PECADO NO DISCURSO AGOSTINIANO Joana Paula Pereira Correia (UFES) A pós 9 anos como Ouvinte Maniqueu.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 5 Religiosidade e Igreja na Idade Média Coordenador: Prof. por meio de uma Análise de Discurso de trechos da obra agostiniana Confissões (c. Igreja Medieval.) forja elementos identitários para a crescente comunidade cristã. estabelecer a relação . Entre as questões levantadas pelo jovem nestas obras podemos destacar a noção agostiniana de pecado.). Palavras-Chave: Agostinho de Hipona. C. Maniqueísmo. assim como as consequências destas. Neste período.não existente na obra de maneira explícita – entre o projeto agostiniano de identidade cristã e a condição de humanidade estabelecida por ele para os diversos seres sociais. Pecado. identificando aí os critérios estabelecidos pelo bispo para as classificações estabelecidas por ele. Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ . C. Confissões. por suposto erro ou desvio.CAPES) RELAÇÕES ENTRE IDENTIDADE CRISTÃ E CRITÉRIOS DE HUMANIDADE NA OBRA CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ .

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO CONSIDERAÇÕES SOBRE A HAGIOGRAFIA DE SÃO GERALDO André Rocha de Oliveira (UFRJ) E m nossa comunicação apresentaremos algumas reflexões iniciais relacionadas à pesquisa que tem por objetivo a redação da monografia de fim de curso. Para tal. Palavras-Chave: Hagiografia. Neste trabalho. L. o presente trabalho tem por finalidade analisar a questão do reconhecimento da santidade na Idade Média Central como estratégia de dominação papal através do caso específico da canonização de Francisco de Assis pelo papa Gregório IX. A temática central da presente pesquisa é a relação entre a produção hagiográfica episcopal e a cidade medieval de Braga. aos santos. a Igreja no pontificado de Gregório IX buscou sistematizar de forma mais centralizada o culto. A CONSTRUÇÃO DO PODER PAPAL NO PONTIFICADO DE GREGÓRIO IX ATRAVÉS DO ÍCONE SÃO FRANCISCO Victor Mariano Camacho (LITHAM/UFRRJ) O papado durante a Idade Média procurou de diversas maneiras estabelecer seu controle e poder sobre as práticas religiosas e sociais da sociedade ocidental. São Geraldo. situada no norte da Península Ibérica e importante sede episcopal. Santidade. a partir do século XIII. Braga. 33 . Logo. Frazão da Silva. Palavras-Chave: Franciscanismo. partiremos dos estudos realizados por Michel de Certeau e Isabel Velázquez sobre a Hagiografia. Papado. Andréia C. o surgimento da Ordem dos Frades Menores no início do século XIII. Vinculada ao projeto coletivo Hagiografia e História: um estudo comparativo da santidade. com a chamada Reforma Papal. apontaremos algumas considerações iniciais sobre os conceitos e metodologias possíveis de serem aplicados no estudo da hagiografia de São Geraldo. Drª. neste sentido. que foi bispo da cidade de Braga entre os séculos XI e XII. bem como a figura de seu fundador representaram uma peculiaridade do pontificado deste mesmo papa. e desenvolvida no âmbito do Programa de Estudos Medievais (PEM) da UFRJ. esta investigação é realizada sob a orientação da Profª.

Com o processo de Independência. os interesses econômicos. Paraguai. mas não deixou de retratar o perfil cultural. Repúblicas do Pacífico. Colômbia. O MINISTÉRIO OURO PRETO E O DILEMA DA FEDERAÇÃO Amanda Muzzi Gomes (PUC-Rio . Ponte Ribeiro representava os interesses brasileiros naquela parte do continente. Bolívia. O objetivo agora não era apenas comercial. Ao longo de sua vida diplomática esteve no Peru. Equador. de aproximar-se da região a fim de fazer valer o poder daquele Império em construção. os acordos estabelecidos entre elas. social. Abordo. no entanto.ª Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF) DUARTE DA PONTE RIBEIRO E AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DO IMPÉRIO BRASILEIRO COM AS REPÚBLICAS DO PACÍFICO (1829-1852) Cristiane Maria Marcelo (UFF) O objetivo desta comunicação é fazer uma análise inicial das contribuições do diplomata Duarte da Ponte Ribeiro no processo de consolidação do poder do Império Brasileiro junto às Repúblicas do Pacífico (Peru.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 6 História e Trajetórias Individuais nos Períodos Joanino e Imperial Coordenador: Prof. tratava-se. navegação e limites. num plano de fundo. Ele foi um dos primeiros diplomatas a viajar para aquele lado. Chile onde procurou estabelecer alguns acordos de comércio. a atuação política do visconde de Ouro Preto e o seu programa como presidente do último Conselho de Ministros da Monarquia brasileira. até então inexplorado pelo governo brasileiro. É nesse contexto que a figura de Ponte Ribeiro torna-se importante. o contexto de crise do Brasil-Império em que este gabinete se inicia e as 34 . Bolívia. principalmente. Uruguai) devido aos objetivos de contrabando possibilitados pela criação da Colônia de Sacramento (1680). Desde o período colonial a atenção das autoridades portuguesas eram voltadas apenas para os conflitos políticos ocorridos na região do Rio do Prata (Argentina. em um primeiro plano. Ao longo de suas estadias pôde descrever com maestria a situação política das repúblicas daquela região.UERJ/FFP) N este trabalho analiso. Palavras-Chave: Século XIX. tal preocupação alargou-se à região do Pacífico. Venezuela e Chile). militar e financeira de cada uma das Repúblicas que visitou. Duarte da Ponte Ribeiro.

o lugar de deputado da Real Junta de Comércio. tinham origem portuguesa. A MOBILIDADE SOCIAL ASCENDENTE DOS HOMENS DE NEGÓCIO COM A VINDA DA CORTE JOANINA EM 1808: O CASO DO CONSELHEIRO E COMENDADOR DA ORDEM DE CRISTO ELIAS ANTONIO LOPES (1808-1815) Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF) A comunicação tem como objetivo abordar a breve trajetória do negociante de grosso trato Elias Antonio Lopes no período de 1808 a 1815. A mobilidade social ascendente herdeira desta mentalidade amoldou-se no ultramar com suas devidas características e peculiaridades. Política imperial. Entre as mercês conquistadas destacam-se a Comenda da Ordem de Cristo. Estas distinções influenciaram negociantes que procuravam pautar suas riquezas e adquirir mercês e honrarias para estarem no topo de uma hierarquia social. sobretudo nas últimas décadas do século XVIII. fator que minorou a base de apoio ao ministério Ouro Preto. pela diversificação de seus negócios. Federação. como interpreto. não se desvinculando deles quando vieram para o ultramar. Ele é um dos mais influentes homens de negócio do Rio de Janeiro de fins do século XVIII e início do século XIX. Conselheiro de Dom João. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Mercês. particularmente em relação à defesa da federação. Portanto. Homens de negócio. por seus cabedais. localizada na Quinta da Boa Vista em São Cristóvão para residência do príncipe regente. 35 . Muitos negociantes estabelecidos no Rio de Janeiro. é em torno do debate sobre descentralização e federação que ocorre a última cisão entre os Liberais.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO dissidências partidárias em curso. Estes viveram em uma sociedade pautada pelos valores aristocráticos de Antigo Regime. sendo atraídos pela vinda da Corte. Palavras-Chave: Visconde de Ouro Preto. bem como pelas mercês conquistadas no período joanino quando ofereceu sua chácara. o que aconteceu no caso de Elias Lopes. Palavras-Chave: Trajetória.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO UM PRESIDENTE DE PROVÍNCIA EM AÇÃO: DIÁLOGOS ESTABELECIDOS NO FUNCIONAMENTO DA ESCOLA NORMAL FLUMINENSE (1834-1840) Lívia Beatriz da Conceição (PPGHS/UFRJ) T emos por objetivo refletir sobre os diálogos estabelecidos por Joaquim José Rodrigues Torres. Esta proposta faz parte de um objetivo maior de reflexão que é a construção de uma biografia sobre esse personagem. Palavras-Chave: Biografia. A ruptura com a Coroa Portuguesa precisava ser ocasionada também no âmbito cultural 36 . Trabalhamos aqui. A CONSTRUÇÃO NACIONAL DE GONÇALVES DE MAGALHÃES Marina Letti Marcucci (UNIRIO) D omingo José Gonçalves de Magalhães foi o precursor do romantismo no Brasil e tinha como uma de suas correntes a poesia indianista. nesse sentido. consequentemente na literatura. os diálogos que foram sendo estabelecidos por Rodrigues Torres com outras províncias do Império na construção de suas propostas para a instrução elementar serão aqui problematizados ao trazermos ao debate o fato de que algumas dessas províncias enviavam seus professores primários para serem “suficientemente instruídos” para o exercício do magistério na escola normal que então estava em efetivo funcionamento na província do Rio de Janeiro. com uma perspectiva dialógica no entendimento de suas estratégias de ação e mediação para a educação elementar provincial. A construção identitária da nação brasileira teve uma de suas vertentes nas artes e. Instrução pública. ao defenderem que para se entender as ações dos sujeitos históricos em sociedade se faz de suma importância que nos preocupemos em perceber e analisar as redes de sociabilidade nas quais um personagem se acha inscrito. Era patriota e assumia a posição de que só era possível construir a identidade de uma nação através de uma literatura nacional autônoma. Magalhães também procurava estabelecer uma forte analogia entre os índios e os antigos como forma de valorização dos primeiros. Magalhães desenvolveu seu projeto. Em seu famoso e épico poema “A Confederação dos Tamoios”. enquanto presidente da província do Rio de Janeiro. Contudo. Focado na construção desta identidade nacional brasileira. publicado em 1856 exaltou o índio e criticou os portugueses que os consideravam selvagens e os escravizaram. uma vez que o símbolo do Brasil era a natureza e seus indígenas. A partir disso. Idéia esta que se faz uma constante nos estudos que se dedicam à escrita biográfica como aposta historiográfica na atualidade. o poeta também mantinha uma linha neoclássica. na construção de seus projetos políticos para a instrução primária provincial. Império do Brasil.

Investigando seus escritos e o contexto em que estava presente. 37 . Gonçalves de Magalhães. Palavras-Chave: Romantismo. é curioso compreender a inovação proposta por Magalhães e os obstáculos que enfrentou para iniciar a literatura autônoma brasileira. Indianismo.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO e Magalhães se propôs a realizá-la. O objetivo do presente trabalho é apresentar como se deu esta formação nacional através da literatura de Magalhães.

realizados nos anos de 1906 e de 1913. socialista e sindicalista revolucionária. A sua atuação foi por meio da publicação de sete artigos e um relatório. motivações e significados das disputas acerca daquela bandeira para os rumos do processo político.683/79. Dentre esses destaca-se o operário e militante de orientação sindicalista revolucionária Albino Moreira Dias.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 7 Poder Político e Resistência Coordenador: Prof. Durante as sessões os militantes participantes decidiram as orientações para o movimento operário. Na atuação do militante destaca-se o seu discurso e ação em prol dos têxteis. situa o debate na esfera da resistência democrática. ocupando o posto de representante do Sindicato dos Trabalhadores em Fábricas de Tecidos. no ano 1913. associação que teve participação direta na realização da Insurreição Anarquista e greve geral. contou com a participação de homens e mulheres com orientações ideológicas como a anarquista. Indo de encontro à historiografia que prioriza a atuação dos movimentos sociais da década de 1970.ª Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ) ATUAÇÃO DO LEGISLATIVO EM TORNO DA ANISTIA POLÍTICA (1964-1979) Sandro Héverton Câmara da Silva (FND/UFRJ) E sta comunicação aborda a participação do Congresso Nacional Brasileiro em torno as anistia política aos apenados pelo regime civil-militar. até a promulgação da edição da Lei 6. Congresso Nacional. Palavras-chave: Anistia. e em 1918 como vice-presidente da União dos Operários em Fábricas de Tecidos. Diante disso entende-se 38 . na cidade do Rio de Janeiro. num recorte temporal que compreende o início do governo Castelo (1964 – 1979). no jornal de orientação sindicalista revolucionária “A Voz do Trabalhador” (1908-1915). Resistência Democrática. A ATUAÇÃO DE ALBINO MOREIRA DIAS NO MOVIMENTO OPERÁRIO CARIOCA (1906-1918) Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ) A organização do movimento operário. O militante atuou também em duas associações operárias e nas sessões do Congresso Operário Brasileiro. enfocando as estratégias.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

que Albino Moreira Dias, através das experiências adquiridas dentro das fábricas têxteis, nas associações
e congressos operários, atuou buscando mobilizar os têxteis para a luta via sindical e colaborou para a
organização do movimento operário carioca.
Palavras-Chave: Movimento operário, Militância, Sindicalismo revolucionário.

A REPRESENTAÇÃO DA REVOLUÇÃO
SOCIAL PELA MILITÂNCIA ANARQUISTA
(1917-1924)
Ricardo Ferrini Garzia (PPGHS/UFRJ)

A

o longo da Primeira República, os grupos de militantes anarquistas que gravitavam em torno
do jornal A Plebe constituíram a voz de contestação mais radical ao sistema político brasileiro,
pregando, entre a classe operária, a favor de uma sociedade sem leis, governos e livre daquela que era
apontada como a origem de todo o mal social, a propriedade. Em seu esforço por inspirar o ânimo
transformador dos trabalhadores, a militância se valeu da representação do grande momento redentor,
a revolução social, por meio de poesias e ilustrações. Em nosso estudo pretendemos analisar algumas
dessas representações – tomando, além de folhetos e livros da autoria de militantes, o jornal A Plebe
como fontes de investigação –, bem como traçar considerações a respeito dos espaços onde a militância
buscava agir sobre a consciência do operariado, isto é, nos festivais de propaganda e no sindicato.
Palavras-Chave: Anarquismo, Movimento operário, Imaginário.

GETÚLIO CABRAL: TRAJETÓRIA E MORTE
DE UM MILITANTE COMUNISTA NA
BAIXADA FLUMINENSE, NA GUANABARA
E EM SALVADOR
Giselle dos Santos Siqueira (UERJ)

G

etúlio de Oliveira Cabral nasceu em 04 de abril de 1942, em Espera Feliz (MG). Segundo seu irmão
Vitor Hugo, seu nome foi uma homenagem que sua mãe prestou ao presidente Getúlio Vargas.

Na década de 1950, a família veio morar em Duque de Caxias. Nesse período, Getúlio tinha apenas sete
anos de idade. Residiam na Rua Diamantina, que é a atual Avenida Leopoldina. E depois se mudaram
para a Rua do Retiro (entre Gramacho, Leopoldina IV e Centenário).
Foi dirigente regional do PCB e dirigente nacional do PCBR (Partido Comunista Brasileiro
Revolucionário). Era chefe do Grupo de Fogo, na Guanabara, também chamado de Esquadra Militar.
Este foi o último grupo de guerrilha urbana no Rio de Janeiro.
39

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

Getúlio foi morto sob torturas no dia 29 de dezembro de 1972, aos 30 anos, no DOI/CODI-RJ
(Departamento de Operações Internas – Centro de Operações de Defesa Internas). Ele foi uma das
vítimas do massacre que também vitimou Fernando Augusto da Fonseca, José Silton Pinheiro e José
Bartolomeu Rodrigues de Souza.
Palavras-Chave: Militância, Guerrilha Urbana, PCBR, Memória, Ditadura.

PRÁTICAS DISCURSIVAS E IMPRENSA
ANARQUISTA EM RIO DE JANEIRO E SÃO
PAULO NA DÉCADA DE 40 E 50
Rafael Viana da Silva (PPHR/UFRRJ)

O

presente trabalho tem como objeto a imprensa anarquista produzida durante a década de 40 e 50
nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A análise dos veículos de comunicação dos militantes
anarquistas neste período, muito além de apenas resolver descontinuidades historiográficas, possibilita
estender a nossa compreensão para as estratégias destes militantes na conjuntura sindical e política do
pós-guerra. No âmbito da cultura política dos círculos anarquistas, a análise de sua prática discursiva e
de seus conceitos-chaves, permite compreender as transformações de suas propostas e de suas práticas
sociais.
A constituição de mecanismos e práticas textuais anarquistas neste contexto, está inserida numa ordem
societária marcada por diversas lutas da classe trabalhadora, que tornam-se rapidamente, o objeto de
inúmeros investimentos e disputas políticas. De maneira mais ampla, a imprensa militante teve um
papel crucial na difusão ideacional, na construção identitária dos trabalhadores e na formação da sua
consciência de classe no período relacionado. Com sua prática textual, os anarquistas intentavam deste
modo, interferir discursivamente no domínio público e se posicionarem em relação aos debates vigentes.
Palavras-Chave: Anarquismo, Sindicalismo, Imprensa.

40

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 8
Aspectos da Administração no
mundo luso-brasileiro
Coordenador: Prof. Ana Carolina da Silva (UNIRIO)

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL E AS REDES
DE PODER: UMA ANÁLISE SOBRE AS
AÇÕES COLONIAIS, PESQUISA E FONTES
NO ESTUDO SOBRE A PROVEDORIA DE
FAZENDA
Ana Carolina da Silva (UNIRIO)

E

sta comunicação analisa o funcionamento da Provedoria de Fazenda do Rio de Janeiro com base
nas normas que orientavam sua organização e a influência exercida pelos oficiais na efetiva atuação
da instituição, baseado nas normas contidas no Regimento dos Provedores, ou seja, a normatização
teórica do funcionamento da instituição, mas na prática era desempenhada a aplicação de outras
inúmeras medidas contidas somente no contexto da sociedade colonial. Dessa forma, eram fortes
agentes influenciadores e principal elemento de ligação entre os oficiais e a Coroa, já que o seu esforço e
empenho eram a única garantia da efetiva arrecadação das rendas. Os funcionários da Fazenda serviram
como elos intermediários desta lucrativa relação em que ambas as partes tinham grandes interesses de
favorecimento e para isso era interessante que estivesse cada vez mais vivificada. O trabalho, em fase
inicial da elaboração da Dissertação de Mestrado, versa sobre a investigação destas relações e conflitos,
assim como a possível interface entre a posição dos indivíduos nas diferentes redes sociais e sua atuação
na administração. Propomos a análise das relações de poder existentes entre os representantes do governo
local e das demais esferas da administração existentes do Rio de Janeiro colonial.
Palavras-Chave: Poder, Administração, Redes.

UM “GOVERNADOR” CONTRA OS
HOLANDESES: A ADMINISTRAÇÃO DO 1º
CONDE DA TORRE
Andréa Delfino Ferraz (UGF)

O

objetivo desse trabalho é discutir a atuação de Fernando Mascarenhas, o 1º conde da Torre, entre
os anos de 1638 e 1640, período no qual ele esteve envolvido com a organização e comando da
41

Como protagonista das ações do rei castelhano na coroa portuguesa. O debate sobre o valimento em Portugal volta a tomar corpo com o reinado de D. o debate político em torno da figura do valido se torna mais notório devido ao reinado de Felipe IV (1621-1665) e seu favorito o conde duque de Olivares. Portugal. Afonso VI e seu valido o conde de Castelo Melhor. desfrutar da amizade do Rei se torna fator determinante de prestígio na corte. a partir da articulação entre a esfera institucional e a da prática governativa. quando também exerceu o cargo de governador-geral do Estado do Brasil. sendo motivo de grande oposição. Em Portugal. Dessa forma. buscamos verificar a posição do governador-geral dentro da estrutura administrativa da América Portuguesa no contexto da luta contra os holandeses. que se encontravam então sob o domínio holandês. Governo-Geral. É nesse contexto que surge a figura controversa do valido. a figura de Olivares personificava os impactos governativos do valimento. Por meio das análises de correspondência entre diversas autoridades administrativas que se encontravam em Portugal. visto que o público e o privado não eram separados. O medo de um fracasso na Restauração. a imagem do desastre do governo com validos dos filipes ainda estava viva no imaginário português. Regimento. Compreender a aplicação das normas contidas nos diversos documentos expedidos no período e sua recepção no corpo social. O DEBATE POLÍTICO SOBRE O VALIMENTO EM PORTUGAL NO SÉCULO XVII Ligia Castellano Pereira (PPHR/UFRRJ) N a sociedade do Antigo Regime as relações pessoais eram fatores determinantes para a ascensão social. por conta da constante presença estrangeira no território. debate político. Palavras-Chave: Valimento. além disso. 42 . Após a Restauração e com o crescente medo do retorno da dominação hispânica. com o presente trabalho pretendemos dar conta do debate sobre o valimento em Portugal no século XVII.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO armada montada para tentar a restauração dos territórios portugueses na América. Afonso VI) e um valido. as criticas ao governo com validos se tornam mais hostis. Palavras-Chave: Administração Colonial. e contando com aliados em solo português. Espanha e América portuguesa. e também identificar. Momento esse caracterizado por diversos conflitos na América portuguesa. o alcance e os limites do poder da Coroa. nas quais se trocavam informações e estratégias acerca da armada montada para a restauração das terras sob domínio holandês. por conta do rei tido como doente (caso de D. que poderia estar usurpando o poder do rei preocupava os contemporâneos.

historiograficamente. Não foi diferente com a relação entre Brasil e Portugal nos tempos em que a conexão com estes era de colonizado e colonizador. 43 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO HISTORICIZANDO A HISTORIOGRAFIA DA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL NA AMÉRICA PORTUGUESA Felipe Castanho Ribeiro (Faculdades Integradas Simonsen) H á muito historiadores escrevem sobre a natureza das relações existentes entre metrópoles e colônias. Palavras-Chave: Historiografia. que muita das vezes estavam ligados à própria estrutura do Estado português. Muitas explicações permearam o meio acadêmico e o senso comum. Está visão é justamente oposta a anterior em que a explicação de Pacto Colonial predominava. há muito os historiadores procuram entender a dinâmica que pautava a relação entre esses dois países. de modo que a historiografia sobre o tema é extensa é polêmica. assim como as influências que levaram a formulação de ambas. entretanto a partir de 1980 vimos ser delineada. Administração Colonial. Acreditamos ao abordar este tema estarmos contribuindo para uma área controversa e que ainda gera polêmica entre o que se tem no senso comum e na academia. Império Marítimo Português. Esta comunicação possui justamente o objetivo de demonstrar de forma concisa a diferença entre estas duas explicações historiográficas. gradativamente uma explicação em que encontrávamos um equilíbrio maior na relação entre o poder central representado pela Coroa portuguesa e o poder periférico que se fazia representar através dos inúmeros órgãos e agentes coloniais.

Política local. por meio da sua trajetória profissional. ouvi e anotei” assinada por Luiz Martins Azeredo. entre as décadas de 1940 e 1950. discutindo seus conceitos e buscando contextualizar seu momento histórico. Pretende-se. Política.CAPES) “CHEGUEI. Nova Iguaçu.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 9 História da Baixada Fluminense Coordenador: Prof. 44 . do qual foi redator-chefe e jornalista. na Baixada Fluminense. no período histórico da Primeira República. Deste modo. especialmente. analisar a política local de Nova Iguaçu. sua atuação política no Jornal Correio da Lavoura. OUVI E ANOTEI”: A MEMÓRIA POLÍTICA IGUASSUANA A PARTIR DA COLUNA DE LUIZ MARTINS AZEREDO (1945-1948) Maria Lúcia Bezerra da Silva Alexandre (UFRRJ) P or meio do projeto “Caminhos de Negros: Vida. Trabalho e Desenvolvimento Urbano no PósAbolição”. o presente trabalho tem por desígnio apresentar o conhecimento adquirido e ampliado sobre a coluna “Cheguei. como objetivo principal. também. Allofs Daniel Batista (Memórias Baixada Fluminense . Palavras-Chave: Baixada Fluminense. desejo contemplar de modo mais especifico a memória política vivenciada e produzida pelo jornalista Luiz Martins Azeredo no município de Nova Iguassu. A POLÍTICA LOCAL IGUAÇUANA E O CORONELISMO Adriano dos Santos Moraes (UFRRJ/IM) E ste presente trabalho visa abordar o sistema político denominado coronelismo. buscando observar suas particularidades sob a ótica dos conceitos tratados. jornalista e filho do fundador do Jornal Correio da Lavoura. Coronelismo. Nova Iguaçu. formação educacional. Nova Iguaçu (1880-1940)”. valores e costumes e. Palavras-Chave: Imprensa.

sendo abordada por Pang como fenômeno vigente até a década de 50.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO A IGREJA VIGIADA: A VISÃO DA COMUNIDADE DE INFORMAÇÕES SOBRE ATUAÇÃO POLÍTICO RELIGIOSA DE DOM ADRIANO HIPÓLITO 1974-1985 Abner F. a metralhadora. Palavras-Chave: História Política. na região da Baixada Fluminense. esse mesmo conta a trajetória política do mesmo. no estado do Rio de Janeiro. órgãos de repressão e/ou informações. Sua força política é incontestável. dom Adriano Mandarino Hipólito. Coronelismo. que apelidou de Lurdinha. Tomamos como personagem o Deputado Federal Tenório Cavalcanti. dom Adriano Hipólito. o que o ajuda na figura de Coronel. coreano que aborda o tema com uma cronologia diferente do teórico Vitor Nunes Leal. Baixada Fluminense. a partir da documentação produzida pelos órgãos de repressão e/ou informações. que vê o Coronelismo com um ponto inicial (1889) e um ponto final (1930). tendo como foco o caso da diocese de Nova Iguaçu. que sempre vem acompanhado com a sua “fiel escudeira”. Rio de Janeiro nas décadas de 50 e 60 do século XX. O mesmo aborda a temática do Coronelismo. que se torna o nome mais forte do sistema coronelista constituído na Baixada Fluminense. Tenório Cavalcanti. Tomamos como base o conceito desenvolvido pelo autor Eul-Soo Pang. Tenório é conhecido por toda uma mística ligada a sua “imortalidade”. CORONELISMO NA BAIXADA FLUMINENSE – A FIGURA MÍTICA DE TENÓRIO CAVALCANTI Jordan Luiz Menezes Gonçalves (UGF) O nosso trabalho aborda uma temática ligada a História Política. Nosso trabalho é baseado nas fontes impressas da época e também no filme “O Homem da Capa Preta”. e a atuação política de seu bispo. 45 . o Estado e a sociedade brasileira durante o período da ditadura militar no Brasil (1974-1985). constituída por seus capangas e por sua própria figura. até porque se utiliza da força militarizada. ditadura militar no Brasil. Sótenos (PPGHIS/IH/UFRJ) O presente estudo procura fazer uma análise das relações entre a Igreja Católica. Palavras-Chave: Diocese de Nova Iguaçu.

Projeto. Marilene Sant´Anna (UGF) ÁULICOS E A IMPRENSA FLUMINENSE (1824-1826) Nelson Ferreira Marques Júnior (UERJ) O s áulicos fluminenses constituem-se um grupo de grande importância no Primeiro Reinado. As principais metas dos áulicos eram defender os ataques perpetrados pelas facções rivais e reafirmar seus postulados políticos. Os áulicos são constituídos por aqueles que apoiavam o imperador d. mesmo no período em que a liberdade de imprensa e expressão fora cerceada pela Constituição de 1824. contra as facções oponentes. Chama a atenção a falta de estudos a respeito dos diversos jornais de tendência política áulica que tiveram papel decisivo na tentativa de justificar e legitimar o governo e que contribuíram para acender o debate político. A apresentação analisa de forma superficial as ideias. nosso interesse será levantar algumas questões sobre o papel da imprensa durante o Estado Novo (1937-1940). Para tanto. Palavras-Chave: Áulicos. Imprensa. propostas e a nova linguagem política que incorpora no Brasil através dos impressos. nosso objetivo será avaliar como a imprensa oficial divulgou notícias sobre o interior do Brasil. procurando dar sustentação e visibilidade a seu governo no período pós-independência diante da opinião pública. que tinha como ideia basilar a manutenção da ordem pública e de uma monarquia constitucional com forte poder centralizador.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 10 O uso de periódicos como documento histórico Coordenador: Profa. mais precisamente sobre a região Centro-Oeste do país. Como fonte histórica principal iremos utilizar o jornal “A Manhã” que circulou – sob a tutela 46 . O JORNAL “A MANHÔ E AS NOTICIAS SOBRE O “SERTÃO” George Leonardo Seabra Coelho (UFG) N esta comunicação. e como se configura essa elite política no Primeiro Reinado.Pedro I. Dra.

e também sobre o comunismo. 47 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO estadonovista – no estado do Rio de Janeiro entre 1940 e 1945 tendo como diretor responsável o poeta paulista Cassiano Ricardo. Estado. acerca do fascismo e comunismo nos anos de 1930 a 1945. ganha um enfoque maior devido o contexto em que ele propôs tais idéias. Século XIX. além de outros espaços reservados para informes oficiais. forma como deveria se organizar e função social da polícia. Opinião Pública A PROPOSTA DE REFORMA POLICIAL EM 1869: IDÉIAS JURÍDICAS DE JOSÉ DE ALENCAR Adriano Ribeiro Paranhos (UFF) E sta comunicação tem como objetivo apresentar a maneira como José de Alencar pensou a estrutura. Integralismo. de que forma as notícias divulgadas pela imprensa pretendiam construir uma sensação de efetiva ação governamental no interior sob o signo da “Marcha para o Oeste”. Palavras-Chave: Imprensa. nosso intuito será perceber como o governo estadonovista promovia sua autopropaganda e como esta era construída simbolicamente. Neste sentido. o editorial escrito pelo diretor. Pretende-se mostrar como a revista passa por uma mudança de discurso no decorrer do período escolhido como objeto de análise. onde avaliaremos as notícias sobre a construção da capital goiana. ou seja. O DISCURSO E SUA METAMORFOSE: UMA ANÁLISE DA REVISTA CAPICHABA NOS ANOS DE 1930 A 1945 Diego Stanger (UFES) O objetivo deste trabalho é analisar o discurso apresentado na Revista Capichaba. Vigilância. Idéias jurídicas. Revista Capichaba. Para o presente trabalho contaremos com o primeiro número de circulação do jornal. que colaborou para a tentativa da construção de uma opinião pública. Palavras-Chave: José de Alencar. nazismo e integralismo. sobre o fascismo e suas variantes. Palavras-chave: Espírito Santo. Sertão. visto que a mesma foi uma importante publicação regional.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 11 Militares e Ciências na História do Brasil Coordenador: Profa. Entre as instituições que organizaram expedições para o estudo de eclipses solares. A partir do final do século XVIII. missões científicas foram enviadas a diferentes locais do mundo para realizarem observações deste fenômeno. da NGS. há duas que mostravam indícios de interesses que as diferenciavam das demais. Palavras-Chave: Eclipse solar. do United States American Army e da United States American Air Force para analisar historicamente um projeto secreto para a organização de uma multiexpedição que observou o eclipse anular do Sol de 09 de maio de 1948 e pretendia usar os resultados gerados para aperfeiçoar mísseis intercontinentais. a ocorrência de eclipses do Sol desperta o interesse humano. A partir do entendimento que a ciência é um produto cultural. que podiam ser fornecidos por um experimento realizado pela primeira vez durante o eclipse total do Sol de junho de 1927. as forças armadas dos EUA tinham uma necessidade de dados precisos sobre as distâncias entre os continentes. O National Bureau of Standards (NBS) e a National Geographic Society (NGS) são instituições norteamericanas que formaram parcerias científicas durante os anos 1930 e 1940 para a realização de experimentos científicos durante eclipses do Sol. Segunda Guerra Mundial 48 . Expedição cientifica. No imediato pós-Segunda Guerra. utilizarei documentos do NBS. Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO) OBSERVAÇÕES DA NATUREZA E INTERESSE MILITAR: EXPEDIÇÕES CIENTIFICAS PARA O ESTUDO DE ECLIPSES DO SOL E O APERFEIÇOAMENTO DE MISSEIS INTERCONTINENTAIS Heráclio Duarte Tavares D esde a Antiguidade Clássica.

Império. A Missão Militar Francesa.). assinatura do contrato e a Missão Militar) por ocasião da vinda da Missão Militar Francesa. mas se estendeu por todo o oitocentos até ser transferido para o Morro de São Januário em São Cristóvão. contratada em setembro de 1919. A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO MILITAR FRANCÊS NO PÓS PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO EXÉRCITO BRASILEIRO Fábio Neves Luiz Laurentino (UGF) O presente artigo. a elaboração dos primeiros estatutos. a gestão dos primeiros. Serão abordados os primeiros anos de existência do IORJ. sobretudo.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO A PRÁTICA ASTRONOMICA ENTRE OS MILITARES E O IMPERIAL OBSERVATÓRIO DO RIO DE JANEIRO (1827-1870) Olívia da Rocha Robba E sta comunicação tem como objetivo discutir a criação do Imperial Observatório do Rio de Janeiro (IORJ) como parte integrante das instalações da Academia Militar da Corte. Palavras-Chave: Astronômico. Ao longo deste trabalho pretendo discutir a prática de astronomia no Brasil ao longo do século XIX como parte essencial na formação profissional dos militares da corte e a importância destes personagens para a construção e consolidação do IORJ ao longo do século XIX. mostrar como se deu a reformulação do Exército Brasileiro (antecedentes. a construção e aquisição de instrumentos para a realização das primeiras atividades de ensino e prática astronômica com o fim de formar uma geração de civis e. Militares. já sob a denominação de Observatório Nacional (ON). Ciência. para orientar a partir de 1920. contratada pelo Governo brasileiro no final dos anos de 1919. tem por objetivo com o auxílio das devidas referências historiográficas (fontes primárias. Durante esses anos. na década de 1920. representações iconográficas. a existência do IORJ foi marcada pela precariedade. de cunho histórico. familiarizados com os valores do progresso e da ciência moderna. na qual 49 . Canudos em 1896 e Contestado em 1912. militares. o que não se encerrou no período em questão. estagnação e tentativas frustradas de equipá-lo com instrumentos em um local mais adequado ao seu funcionamento. a modernização do Exército Brasileiro. que tinham uma formação predominantemente científica. a fim de “combater” as deficiências (teóricas e operacionais) encontradas após as desastrosas campanhas de revoltas internas como a Revolta Federalista em 1893. Instrução. etc.

influenciados ainda por pensamentos e tecnologias do Exército Imperial Brasileiro na campanha da Guerra da Tríplice Aliança. Força Expedicionária Brasileira. Dessa forma. A análise das nomeações dos cargos militares pode contribuir melhor para observar a apropriação dos serviços militares. agregando a organização militar às práticas locais. pretende-se demonstrar que a realização de um projeto reformista em Angola esbarrou nos direitos costumeiros africanos e também em forças políticas tradicionais. ou seja. com muitos africanos. E como objetivo final. os africanos souberam se apropriar dos códigos do Império português para conseguir privilégios. Exército Brasileiro. “La Stratégie de Napoléon”. houve distintas apropriações. excluindo os modelos alemão.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO o Exército Brasileiro foi posto à prova. Territorialização 50 . dentre outros aspectos ainda a desvendar. Os militares foram parte importante do objetivo de implementar a territorialização. uma readaptação dos moldes propostos. Como objetivo parcial. OS MILITARES EM ANGOLA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII: APONTAMENTOS INICIAIS PESQUISA Ariane Carvalho da Cruz (PPHR/UFRRJ) O presente trabalho analisa a organização militar em Angola. na segunda metade do século XVIII. Palavras-chave: Angola. contra o Paraguai. pretendemos ao analisar as fontes mostrar o porquê da escolha do Governo brasileiro pelo modelo francês (exército este consagrado como grande vencedor da Primeira Guerra Mundial). momento em que ocorreram grandes mudanças no vasto Império ultramarino português. exigia uma maior flexibilidade a essa proposta. a mudança de conceitos e mentalidades que perdurou em nosso Exército até a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial Palavras-Chave: Missão Militar Francesa. no entanto a realidade africana impôs limites a esse projeto. Para além do choque entre duas formas distintas de guerra e organização militar. Militares. Igualmente. A própria composição das tropas. americano e britânico. e mostrava com alguma preocupação uma estagnação e limitação profissional por parte de alguns líderes militares. ou melhor. as apropriações de códigos e exercícios de poder e de hierarquia social.

“uma abordagem ou uma prática historiográfica não pode ser rigorosamente enquadrada dentro de um único campo” (BARROS. Especialista Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar) ONDE ESTÁ A HISTÓRIA MILITAR? UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DOS LIMITES DO CAMPO Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar) J á vai longe o tempo em que se podia relacionar. 15) Palavras-Chave: História Militar. ou como produção obrigatoriamente associada a uma história factual. como afirma José D’Assunção Barros. entre outros. baseada em novos conceitos. Historiografia Militar Contemporânea REFLEXÕES SOBRE A DOUTRINA MILITAR DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Daniel Albino da Silva (IGHMB/UNIRIO) E sta comunicação tem como objetivo discorrer a respeito das doutrinas militares das principais potências beligerantes (Inglaterra. a Antropologia e a Arqueologia. desprovida de análise e alheia a interdisciplinaridade que renovou a produção historiográfica ao longo do século passado. a chamada Nova História Militar se ocupa de muito mais do que apenas com a tradicional “história batalha”. no entanto. 2004. Por outro lado. ampliou a abrangência do campo da História Militar e atualmente se envolve em temáticas diversas. Atualmente. p. Esta corrente historiográfica. França. a História Militar com um campo de interesse exclusivo de militares profissionais. Cabendo ressaltar. Alemanha) durante a Primeira Guerra Mundial (191451 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 12 História Militar: A arte da guerra no século XIX e na I Guerra Mundial Coordenador: Prof. como a Sociologia. e isso leva a uma discussão sobre os limites desse campo específico da História. “Nova História Militar”. que não se pretende aqui perder de vista o fato da escrita da História ser feita por uma interação de fatores e que. interagindo com outros campos da História e outras áreas do conhecimento. sem contestação. o fenômeno da guerra nem sempre está presente nos trabalhos e pesquisas da chamada “Nova História Militar”.

será explicitada a forma como esse pensamento militar se chocou com a realidade do front ocidental na Primeira Guerra Mundial e as soluções tentadas para romper o impasse da guerra de trincheiras. de motivações imperialistas. em um primeiro momento. Através das análises acerca da evolução de armamentos. não segue regras de combate pré-estabelecidas. permanecia inalterado desde as Guerras Napoleônicas. Doutrina Militar O CONCEITO DE GUERRA IRREGULAR NO CONTEXTO DAS REVOLTAS REGENCIAIS. discute o conceito de guerra irregular. estratégias. 52 . visível principalmente no caso norte-americano – será possível compreender o contexto do surgimento do combate moderno. Arte da Guerra GUERRA CIVIL NORTE-AMERICANA E GUERRA FRANCO-PRUSSIANA: ANÁLISE SOBRE O PENSAMENTO MILITAR E A ARTE DA GUERRA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO) E sta comunicação objetiva demonstrar a evolução do pensamento militar e a arte da guerra durante a segunda metade do século XIX.UM ESTUDO DE CASO Ronaldo Lucas da Silva (UGF) O presente trabalho. Palavras-Chave: Guerra Mundial 1914-1918. Em um segundo momento. Após um breve comentário sobre as experiências do século XIX que influenciaram o pensamento militar destas potências. A Primeira Guerra. de táticas. Palavras-Chave: Guerra Civil Norte-Americana. Para tal se realizará a análise de dois fatos históricos do período: A Guerra Civil Norte-Americana e a Guerra Franco-Prussiana. emprego da logística e do impulso ao esforço de guerra – este último. Arte da Guerra. Ela é entendida então como a ação militar que não se guia por padrões doutrinários rígidos. que foi marcado por um começo difícil e trágico. Doutrina Militar. com algumas poucas modificações. demonstrando as modificações ocasionadas pela Segunda Revolução Industrial nas questões de guerra tanto na Europa quanto na América do Norte.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO 1918). representou a falência de um modo de fazer guerra que. ou seja. se apropriando desse conceito. Guerra Franco-Prussiana. conflito de natureza total. A SABINADA .

Sabe-se que essa revolta baiana apresentou o aspecto predominante de uma guerra regular. que apesar de terem ocorridos tais combates formais entre o Exército Imperial Brasileiro. durante o Período Regencial brasileiro e. com cerco à cidade de Salvador e combates frontais entre as tropas beligerantes. mais especificamente. Palavras-Chave: Guerra irregular. pela análise do conjunto dos documentos oficiais disponíveis referentes à Sabinada. Período Regencial. Verifica-se no entanto.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO pretende demonstrar a existência de traços desse tipo de ação militar em revoltas ocorridas no século XIX. ocorreram também ações de caráter irregular. perpetrados por indivíduos que perceberam os benefícios de tais ações nas circunstâncias apresentadas durante aquele conflito. apoiado pela Guarda Nacional. Sabinada 53 . contra os revoltosos. na Sabinada.

244) tentaremos demonstrar como é válido a sua utilização para a investigação das relações sociais no Brasil deste período e. Hegemonia e Aparelhos Privados de Hegemonia. Entendendo a filosofia da história como resposta para uma carência de 54 . Sendo assim. 2006. liberais e economicistas. o presente trabalho buscará apresentar a noção deste conceito para o autor. a análise dos conceitos estará articulada com a ideia de temporalidade. NAÇÃO E REVOLUÇÃO NA ESCRITA DA HISTÓRIA DE NELSON WERNECK SODRÉ Rafael José Galozi Soares (PPHR/UFRRJ) O s conceitos de “Formação” e “Revolução Brasileira” estão presentes de forma marcante na obra de Nelson Werneck Sodré. desenvolve o conceito de Sociedade Civil. formulados pelo historiador alemão Reinhart Koselleck para em entender a fluência do tempo histórico. Dr. p. Este trabalho buscará lançar mão destes conceitos para entender como tal historiador concebeu tais conceitos. as transformações ocorridas no Estado capitalista em conexão com as frações de classes atuantes nos Aparelhos Privados de Hegemonia. Sérgio Chahon (UGF – Simonsen) O CONCEITO GRAMSCIANO DE SOCIEDADE CIVIL: UTILIZAÇÕES PARA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA NOS ANOS 1970-1980 João Paulo de Oliveira Moreira (UFF) T endo como aporte teórico o corpus da obra “Cadernos do Cárcere”. Desta forma nos apoiamos nas categorias de “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa”. ou seja. Sociedade Civil. em que o Estado deve se estudado na sua dimensão ampliada. Partindo do pressuposto gramsciano. Palavras-Chave: Antonio Gramsci. e ligada à noção de “filosofia da história” que abarca a análise marxiana que Sodré estabelece para o Brasil. em que o marxista sardo Antonio Gramsci.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 13 A aplicação de conceitos à pesquisa histórica Coordenador: Prof. bem como propor a utilização do mesmo para a compreensão da sociedade brasileira nos anos de 1970-1980. em oposição aos autores contratualistas. Sociedade Civil + Sociedade Política (GRAMSCI.

uma função de orientação – como nos adverte Jörn Rüsen – poderemos entender como a escrita da história de Sodré busca inserir a história do Brasil em uma determinada temporalidade. iremos buscar nos livros didáticos selecionados previamente qual a visão que ainda é utilizada neles em relação à escravidão no Brasil. Nelson Werneck Sodré CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A IMAGEM DO ESCRAVO NEGRO NOS LIVROS DIDÁTICOS: COISA X AGENTE SOCIAL Rejane Ramos Vieira (UGF) P retendemos. discutir o conceito de escravidão no período da Modernidade. teoria da história. e.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO orientação – que advém de um momento de crise – tornando-se. para isso. utilizando como suporte teórico nesta comparação as obras de Fernando Henrique Cardoso e Sidney Chalhoub. 55 . Palavras-Chave: Escravidão. Também desejamos comparar a figura do escravo traçando um paralelo entre a imagem de escravo coisa e a imagem do escravo como agente social. que não é de forma alguma isenta de uma aplicação prática. Palavras-chave: Historiografia brasileira. Posteriormente. A escrita da história de Sodré pretende mudar o futuro. assim. Livro Didático. mais especificamente a escravidão no Brasil. Escravo. se fez necessário estudar o passado. Para isso nos deteremos nas definições de escravidão empregadas por Emília Viotti e por Ronaldo Vainfas. neste trabalho. e como esta visão pode ser trabalhada em sala de aula. Ao final apresentaremos uma proposta de plano de aula sobre a temática estudada que utilizará o entendimento de que o escravo é um agente histórico. explicitando como cada um dos autores aplica este conceito.

PEDRO II E AS VIAGENS PARA O EGITO: O INICIO DA EGIPTOFILIA NO BRASIL Marco Aurelio Neves Junior (UGF) O Imperador D. Ao viajar duas vezes para o Egito. e durante o reinado de D. Egiptomania. Pedro II ainda sofre com a chegada de missionários protestantes que procuravam abrir espaço na sociedade para divulgação de sua fé. Pedro II ao país dos faraós.e da Egiptofilia .no Brasil. se encontra traduzido no site do IHGB (Insitituto Histórico e Geográfico Brasileiro). que hoje se encontra na sala Egípcia do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista. Egiptofilia. hoje. o presente trabalho objetiva analisar o início da Egiptofilia no Brasil. Dr. Pedro I. Relação essa que foi se desgastando ao longo de todo aquele século. Pedro II.UNIRIO) D. pretendemos analisar a relação que houve naquele período protestantismo.que é o gosto pelo exotismo e o colecionismo relativos ao Egito Antigo . Pedro II foi um homem dedicado às ciências e às letras. D. Sob a perspectiva teórica de Pierre Bourdieu.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 14 Aspectos do Brasil Império Coordenador: Prof. além de um grande apaixonado pela Arqueologia e. Com isso. pela Egiptologia. 56 . principalmente. Egiptologia A INSERÇÃO DO PROTESTANTISMO DE MISSÃO NO BRASIL IMPERIAL: BREVE ANÁLISE SOBRE DISPUTAS NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO DO SEGUNDO REINADO Pedro Henrique Cavalcante de Medeiros (UFRRJ) O presente trabalho se propõe a analisar o uso da imprensa como estratégia de divulgação de ideias religiosas protestantes no período do Segundo Reinado. produziu um diário que. Juntamente com a coleção de artefatos Egípcios adquiridas por D. atendo-se às viagens de D. suas viagens se tornaram o marco inicial da Egiptomania . Marcos Sanches (UGF . Palavras-Chave: Egito.que é a releitura de símbolos do Egito Antigo . Entendemos que o século XIX foi marcado por uma complexa relação entre religião e política no Brasil.

Palavras-chave: Fronteiras. Nacionalidade. na gestão de Paulino José Soares de Souza à frente da pasta de Negócios Estrangeiros. Para a aceitação pelas repúblicas limítrofes do princípio do uti possidetis e do território nacional. Diplomacia. com o Tratado de Madri. Uti possidetis 57 . e também da manutenção do regime político e social da elite política. Palavras-Chave: Religião. foi utilizado como incentivo a concessão de livre navegação dos rios pertencentes ao Império brasileiro. INFLUÊNCIAS DA NACIONALIDADE NA FORMULAÇÃO DA DOUTRINA DE LIMITES DO IMPÉRIO DO BRASIL Leonardo Moreira Casquilho A nalise da influência da nacionalidade construída pela elite política e intelectual do Império brasileiro na formulação da doutrina de limites de fronteira no Segundo Reinado com base no princípio jurídico do uti possidetis entre 1849 e 1850. Política. Imprensa. Segundo Reinado. O princípio do uti possidetis foi incorporado à ideia de nacionalidade e embasado no mito da Ilha-Brasil.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO catolicismo e liberalismo. Como se constituía o Campo Religioso brasileiro oitocentista? A relação entre protestantismo e catolicismo pode ser entendida como uma disputa pela gestão dos bens de salvação? E o liberalismo reformista que relação teve nessa disputa? Essas questões nortearão nossa pesquisa. A doutrina defendeu a ideia de nacionalidade do Império brasileiro e as posses dos territórios que compreendiam acordo de posse territorial desde o período colonial em 1750.

PROPRIEDADE.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 15 História Agrária e Territorialidade Coordenador: Profa. Ms. O objetivo da obra é criar um espaço de contextualização dos pensamentos acerca de modernidade tecnológica e avanço social proporcionado pela construção de uma ferrovia ligando os principais centros econômicos brasileiros. as encontradas são muito estimadas. Pedro II. Talvez pelo receio dos grandes fazendeiros com os custos da construção. apenas a linha férrea em si seria o objeto de estudo. Túnel Grande. ou o descaso dos turistas por uma ferrovia. Foi observado que pouco era o interesse por relatar fatos ou curiosidades sobre a Estrada de Ferro Dom Pedro II e o Túnel 12 (Grande). Pedro II de viajantes estrangeiros e os moradores do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX. e prejuízos relativos à Estrada de Ferro D. Palavras-Chave: Estrada de Ferro D. visto que mesmo com pouca fonte. quando o Rio de Janeiro era atrativo pelas suas belezas naturais. Rachel Lima (UFF) NO MEIO DA SERRA: O TÚNEL GRANDE E A EXPANSÃO PARA DENTRO DO IMPÉRIO BRASILEIRO Maísa de Brito Braga (MAST/UNIRIO) O atual projeto compara as diferentes perspectivas acerca dos benefícios. sobretudo a partir da segunda seção da Estrada de Ferro. A princípio. contudo o Túnel Grande agora faz parte da pesquisa e o foco está centrado nele e em todas as questões que envolveram sua construção e acesso. Contudo. a investigação continua. TRABALHO E PRODUÇÃO AGRÍCOLA: O SÉCULO XIX NA PERSPECTIVA DA ZONA DA MATA MINEIRA Jamila Aparecida Silva Câmara (UFF) O presente estudo propõe um olhar sobre o debate historiográfico produzido no interior da academia cujo enfoque analítico esteve voltado para a análise do mundo rural nos oitocentos e que o 58 . Relatos de Viajantes.

Aborda-se o campo da História Agrária  como história econômica e social do mundo rural. Palavras-Chave: Conflito de terras. Brasil Império . História Regional. observando ainda os instrumentos teórico-metodológicos utilizados pelos autores nas produções aqui destacadas.A DINÂMICA AGRÁRIA E SEUS CONFLITOS NA FREGUESIA DE SÃO TIAGO DE INHAÚMA (1850-1915) Rachel Gomes de Lima (UFF) C om o objetivo de analisar a dinâmica agrária na freguesia rural de São Tiago de Inhaúma no Rio de Janeiro. Zona da Mata Mineira. entre os séculos XIX e XX. por exemplo. Abordamos também o estudo das famílias proprietárias na freguesia e suas redes de parentela iniciadas no século XVIII.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO recorte espacial considerasse especificamente a região da Zona da Mata Mineira. Palavras-Chave: História Agrária. O SUBÚRBIO DO RIO DE JANEIRO PELO OLHAR DA HISTÓRIA AGRÁRIA: “CIRANDA DA TERRA . dentre elas a presença do rural em uma onda de urbanização em princípio do século XX e a utilização e debate sobre as legislações coloniais e imperiais ainda presentes nas questões agrárias e civis que regeriam os conflitos até a instituição do primeiro Código Civil brasileiro. 59 . Rio de Janeiro. sua área valorizada pela instalação da linha férrea e aumento populacional que ocorria em Inhaúma.República. as diferentes estratégias para se provar a posse na disputa de uma antiga fazenda que teria. Tal objeto permite a percepção de diversas continuidades do Império em um momento de ruptura política da Primeira República. optamos por esquadrinhar um conflito de reintegração de posse terras em Bonsucesso. e dialoga-se também com a História do Direito. Destacaremos aqui o uso do Código Comercial de 1850 e seu Regulamento 737. os mitos de origem da propriedade. no ano de 1912.

Nesse sentido. podem ser encaradas a partir de uma metodologia comparativa diante da estrutura de crenças religiosas que pairou ao longo do período colonial e que assumiu diferentes formas de apropriações por aqueles que se dispuseram a praticar mediações com o mundo do sobrenatural. Práticas mágico-religiosas. escrava parda de Domingos Rodrigues Ramires que chegou às malhas do Santo Ofício através da crença nas 60 . Trata-se de percorrer as tramas percorridas por tais indivíduos que foram encarados pela sociedade como sendo capazes de intervir nos destinos individuais e/ou coletivos. UMA ESCRAVA NA LEI DE MOISÉS Pollyana Vieira Lopes (UGF) A presente pesquisa tem como objetivo analisar o processo de Marianna de Andrade. Mestre Yllan de Mattos (UFF/Cia.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 16 Escravidão e Alteridade Africana na Época Moderna Coordenador: Prof. respectivamente. Nordeste e Grão-Pará. foram por vezes considerados praticantes de atividades ilícitas ao catolicismo vigente. mas que. nosso objetivo se direciona a analisar brevemente alguns casos denunciados nessas visitações referentes às práticas mágico-religiosas relacionadas à presença da escravidão no espaço colonial.FAPERJ) AS VISITAÇÕES DO SANTO OFÍCIO EM 1591 E 1763: O ESCRAVISMO COLONIAL A PARTIR DAS APROPRIAÇÕES NAS PRÁTICAS MÁGICO-RELIGIOSAS Marcus Vinícius Reis (UERJ – FFP) E mbora possam ser considerados como dois acontecimentos a priori distintos. Escravidão ENTRE O CUMPRIMENTO DO MUNDO E A SALVAÇÃO DA ALMA: MARIANNA DE ANDRADE. Palavras-Chave: Inquisição. aos olhos da Inquisição. das Índias – MANTO . as visitações inquisitoriais de 1591 e de 1763.

O impacto de tais referenciais na formação de uma concepção centrada. que tinha como escopo os párocos e os senhores de escravos. na interpretação bíblica 61 . durante sua estada foi procurador do Colégio da Bahia. a “Economia Cristã dos Senhores no Governo dos Escravos”. TENSÕES E FLUTUAÇÕES Thiago Henrique Mota Silva (UFF) N esta comunicação. como italiano ocupou altos cargos dentro da Companhia. que foi publicado em Roma em 1705. Propomos aqui uma análise da introdução da obra Benciana. Secretário Provincial e Visitador Local. Palavras-Chave: Escravidão. Práticas judaizantes. Escravidão. Discurso. Professor de Teologia e Humanidades. Portanto. em aspectos positivos das sociedades africanas.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO Leis de Moisés. A cativa era natural e residente no Rio de Janeiro. Objetivamos analisar como elementos religiosos. seguindo os dados do Padre Serafim Leite. e. com o confisco de seus bens e proibição de se ausentar do Reino. na qual trabalharemos o discurso do autor. políticos e econômicos foram conjugados em busca da caracterização de um lugar comum nos discursos lusos acerca da natureza dos homens africanos e da possibilidade de sua escravização. discutiremos os recursos empregados na construção de ideias acerca da África e dos africanos no período Moderno. este processo servirá como aporte para a compreensão e identificação das práticas judaizantes e do criptojudaísmo existente no América Portuguesa. por um lado e minoritariamente. imposta no auto-de-fé de 09 de julho de 1713. por outro e majoritariamente. formada por virtudes como justiça e sabedoria.Durante sua estada pregou os sermões “Obrigações dos Senhores para com os seus escravos”. analisando suas práticas e representações. nos quais o jesuíta orquestra um molde de trato com o cativo. além de excomunhão. AFRICANIDADE E ESCRAVIDÃO NO PERÍODO MODERNO: REPRESENTAÇÕES. Palavras-chave: Jorge Benci. JORGE BENCI: PERCEPÇÕES DE UM MISSIONÁRIO ITALIANO SOBRE A ESCRAVIDÃO NA BAHIA COLONIAL Natália de Almeida Oliveira (FSBRJ) J orge Benci foi um jesuíta italiano que viveu no Brasil Colonial durante o período de 1683 a 1700 aproximadamente. Esta obra contém uma introdução e quatro discursos. destacando os usos dados pelos portugueses à conceituação da alteridade negra. que posteriormente virariam um tratado. Criptojudaísmo. Marianna teve sua sentença.

contatos comerciais.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO que associa os africanos à linhagem amaldiçoada de Cam. Representações dos africanos. mostra-nos as tensões e flutuações no discurso que ora se formava. missões religiosas. filho de Noé cuja geração seria destinada à escravidão. mesmo que. em busca constante de configurações cabíveis no imaginário católico moderno. Discutiremos tais representações e o uso que delas se fizeram na sustentação dos objetivos e ações desenvolvidas ao longo das expedições rumo à costa africana: pilhagem. no decorrer do processo. construção de feitorias. 62 . Finalizaremos analisando o papel proeminente do discurso católico na caracterização e legitimação da escravidão africana. Discurso religioso. ceda lugar às discussões de ordem econômica. Palavras-Chave: Escravidão.

entre os anos de 1903 a 1936. Palavras-Chave: Fotografia. portanto. mais especificamente. Tendo em vista. este trabalho tem por objetivo evidenciar a adequação do discurso do saberes científicos à construção de uma verdade que não se estabelece a partir da oposição polar verdadeiro/falso.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 17 O Discurso Médico em perspectiva histórica Coordenador: Prof. ora auxiliar. Dentro deste universo. Dr. NA ORDEM DO DISCURSO: RASGANDO O CONTRATO FICCIONAL? Edson Silva de Lima (UERJ) e Pedro Henrique Rodrigues Torres (UERJ) N este artigo procuramos identificar o discurso médico presente na narrativa literária. a obra “O alienista” de Machado de Assis. 2. No MIS-RJ. Adriano Rosa (UGF) IMAGENS DA SAÚDE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: OS HOSPITAIS NA COLEÇÃO AUGUSTO MALTA DO MIS-RJ (1903-1936) Maria Isabela Mendonça dos Santos (UFF) E ste trabalho analisa a coleção Augusto Malta do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. questões foram levantadas em relação ao lugar que o tema da saúde ocupa nas fotografias oficiais de tal período histórico. para tanto. todo o contexto no qual o trabalho de Malta estava inserido. entre as 20 mil fotografias. A partir deste panorama. pretendo analisar a preocupação com a saúde da população e com a higienização da cidade retratadas em sua fotografia. e. Acervo Iconográfico.400 negativos de vidro e 115 negativos panorâmicos. ora complementar entre as narrativas histórica e literária. Buscando não apenas a apropriação da realidade na ficção. antes. Augusto Malta é reconhecido pelo seu trabalho como fotógrafo oficial da prefeitura da cidade entre as administrações Pereira Passos e Pedro Ernesto. 11 pastas intituladas Medicina e Saúde. 63 . a Coleção Augusto Malta é constituída por mais de 20 mil fotografias. observamos também o diálogo. além de 167 documentos textuais. utilizando. Museu da Imagem e do Som. 20 álbuns fotográficos com imagens selecionadas pelo próprio Malta. as fotografias desta coleção em que se destacam os hospitais da cidade. Neste sentido. encontram-se.

Na sua percepção do caos. A miscigenação era o fim inexorável da civilização. a total contragosto. em 1869. Discurso de Verdade. Para tanto. Ele defendeu no Essai. ele não poupou palavras preconceituosas para expressar a sua opinião sobre os brasileiros. Brasil. Supomos que a análise do discurso de 64 . e passou a conviver com uma população mestiça. Esta maculava as raças em sua essência. que todas as grandes civilizações entraram em decadência. eliminando a ação política dos cidadãos do processo de mudanças no terreno da História. degenerando atributos físicos e morais. porque o algoz propiciador dessa situação havia sido a mestiçagem. Gobineau. Estes. História e Literatura. ao avaliar o quadro de um doente. Gobineau. Opinião compartilhada com médicos brasileiros contemporâneos seus. Palavras-Chave: Miscigenação. Com essas ideias já formuladas. segundo as “leis physiológicas”. “DOS TEMPERAMENTOS”: DISCURSO MÉDICO SOBRE DOENÇAS E ESCRAVOS NO OITOCENTOS Iamara da Silva Viana (UERJ) J ean-Baptiste Alban Imbert. informavam inicialmente o seu temperamento descrevendo-o e associando-o a sua constituição física. médico francês formado em Montpellier. a única maneira de conter a degenerescência do Brasil era através imigração. sua origem e sua moléstia. conduzindo para a derrocada.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO pelo jogo de forças que se defrontam em torno da noção de normalidade posta pela cientificidade no Século XIX. a mistura racial fundava. ele elaborou uma teoria classificatória da humanidade. Através de correspondências diplomáticas. Em sua concepção. foi nomeado Ministro da França no Brasil. onde a raça ariana ocupava o topo da hierarquia social. apontando por meio de uma análise densa a importância dos “temperamentos” na aquisição ou desenvolvimento de doenças. A MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DO XIX: A DISCUSSÃO RACIAL SOB AS INFLUÊNCIAS DAS IDEIAS DE GOBINEAU Adriana Gomes (UERJ) G obineau estava inserido nas discussões intelectuais do XIX acerca das raças humanas. Gobineau construiu o seu pensamento atrelando os destinos dos homens a uma raça. sobretudo quando se referia às apreciações de suas qualidades físicas ou morais. Palavras-Chave: Cientificidade. Sua ideia central era defender um escalonamento racial. se dedicou desde sua chegada ao Império do Brasil em 1831 a estudar a prática da medicina popular. desenvolvia e no final destruía as civilizações.

Discurso médico. nos possibilite compreender melhor a constituição da sociedade em questão. Palavras-Chave: Escravidão. especialmente no que tange a importância do conhecimento do corpo e dos temperamentos.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO Imbert sobre as enfermidades que acometiam escravos na primeira metade do século XIX. Doenças. ambas importantes na constituição do mesmo. seu discurso nos aponta uma das possibilidades de controle do corpo escravo. 65 . pois a existência física e moral de um indivíduo sob a influência relativa de seu temperamento pode desenvolver características físicas e morais diversas. Da mesma forma.

que se caracterizaram por uma forte desconfiança em relação às formas tradicionais de atuação e representação política. leituras sobre o conceito de Democracia ao redor do tempo histórico da humanidade. Dr. apesar de suas especificidades. tal como a mudança de significado no qual este conceito é frequentemente submetido. América Latina. fracassadas) de efetivar um internacionalismo revolucionário na região. e dura até o presente momento.analisando para tal.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 18 Olhares sobre a América Latina Coordenador: Prof. POR UMA REVOLUÇÃO SEM FRONTEIRAS: LUTA ARMADA E INTERNACIONALISMO REVOLUCIONÁRIO NA AMÉRICA DO SUL Izabel Priscila Pimentel da Silva (UFF) O cenário político da América do Sul foi marcado. Palavras-Chave: Democracia. Hugo Chávez. também possuíam similitudes teóricas e práticas e. além disso. procuraram estabelecer articulações guerrilheiras. com uma visão geral do semi-continente.analisando a concepção que denota a Democracia no governo chavista.o governo de Hugo Chávez na Venezuela. Venezuela. Trata das questões referentes a historicidade da Democracia nos âmbitos político-sociais referentes a América Latina. Uma característica fundamental da pesquisa é ter como um das suas bases. Estas organizações da esquerda armada sul-americana. pela valorização da ação e pela defesa da luta armada. pela emergência de ditaduras civil-militares e pela ascensão de diversas organizações revolucionárias. O presente artigo visa elucidar uma dessas experiências internacionalistas revolucionárias na América do Sul. esboçando tentativas (na maioria dos casos. ao longo das décadas de 1960 e 1970. através 66 . que se inicia no ano de 1999. com foco na aplicação da Democracia na América Latina. e como uma perspectiva específica na Venezuela chavista. Contemporânea. Eduardo Scheidt (UGF – USS) CONCEPÇÕES DE DEMOCRACIA NO GOVERNO DE HUGO CHÁVEZ Nilson de Oliveira Pinto Pereira (UGF) M eu projeto de pesquisa encontra-se em fase inicial.

Nesta perspectiva dos debates diplomáticos ocorreram tentativas dos presidentes da província de Mato Grosso. a respeito das fugas internacionais de cativos do território brasileiro em direção ao país andino. o Ejército Revolucionário del Pueblo (da Argentina) e o Exército de Libertação Nacional (da Bolívia). na repatriação dos prófugos escravos do território boliviano. Neste contexto de abolição e continuação do escravismo. Escravidão. A manutenção da escravidão como garantia da unidade territorial é um dos fatores que possibilitou a vitória do modelo político monárquico. há um intenso debate diplomático entre Brasil e Bolívia. o Brasil optou pela monarquia unitarista como modelo de organização política. Palavras-chave: Luta Armada. Uma diferença sempre apontada pelos historiadores é o fato de o Brasil ter conseguido manter sua unidade territorial e mesmo expandi-la no período monárquico. O contraponto ao modelo brasileiro é a República da Bolívia. América do Sul. 67 . Diplomacia. Internacionalismo. organização que reuniu quatro dos grupos guerrilheiros mais significativos de nuestra América: o Movimiento de Liberación Nacional-Tupamaros (do Uruguai). o Movimiento de Izquierda Revolucionaria (do Chile). na figura do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. que aboliu seu regime de trabalho escravo em 1825.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO da formação da Junta de Coordinación Revolucionaria (JCR). e dos Encarregados da pasta na Bolívia para intercederem aos senhores de escravos. para que o país limítrofe respeitasse o direito da propriedade escrava garantido pela Constituição de 1824. data que coincide com a conclusão de seu processo de independência. OS DEBATES DIPLOMÁTICOS ENTRE BRASIL E BOLÍVIA SOBRE A REPATRIAÇÃO DOS PRÓFUGOS ESCRAVOS: O CASO DA PROVÍNCIA DE MATO GROSSO (SÉCULO XIX) Jefferson Tenório Barroso (UGF) O processo de conclusão da independência dos países sul americanos. Os mesmos buscavam justificar junto ao governo central. Palavras-Chave: Unitarismo.

buscaremos refletir de que forma a ciência. tecnologia e ambiente. Palavras-Chave: História da Ciência. e participou das questões diplomáticas que permearam o estabelecimento desse limite através do arbítrio do presidente norte-americano Grover Cleveland em 1895. Sendo assim. consideraremos os instrumentos. Cerqueira trabalhou em duas das três comissões demarcadoras de limites entre esses países. História Ambiental. as técnicas e os cientistas. além dos aspectos climáticos e geográficos do ambiente dessa fronteira. Fronteira Brasil-Argentina 68 . desempenharam um importante papel na formação territorial brasileira. Para isso. proporemos aqui diferentes abordagens da historiografia ambiental e da ciência. atuando como ministro das relações exteriores nesse intervalo.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO CIÊNCIA E NATUREZA: A IMPORTÂNCIA DE DIONÍSIO CERQUEIRA NA FRONTEIRA BRASIL-ARGENTINA NO INÍCIO DA PRIMEIRA REPÚBLICA Bruno Capilé (MAST/MCTI) e Moema de Rezende Vergara (MAST/MCTI) A presente comunicação analisa a importância das atividades do diplomata Dionísio Cerqueira na história da demarcação da fronteira entre o Brasil e Argentina. Relações Exteriores. Apesar desse tema ter sido estudado na área de relações exteriores.

É politizar. Palavras-Chave: Teatro pedagógico. Paulo Freire. irão transformar a sala de aula em um fórum de debates. seu pensamento critico desenvolvidos. dessa forma se conscientizando de que eles são necessários para a transformação da realidade a qual está inserido. ETNOCENTRISMO VERSUS EUROCENTRISMO: UM ESTUDO ACERCA DOS CONCEITOS NO ENSINO DE HISTÓRIA SOBRE A CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA Carla Magdenier Sobrino E ste artigo é um desmembramento referente ao Trabalho de Conclusão de Curso realizado em 2010. adaptando-as para novas gerações. Seus pensamentos. Práticas educacionais. Ms. através de textos desenvolvidos por ele e apresentados em sala nos moldes do TO. O TCC objetivou algumas revisões conceituais dirigidas 69 . a única limitação é a imaginação de seu criador. mas ainda não há suficiente familiaridade do educador com os mesmos. Utilizando as técnicas apresentadas do Teatro do Oprimido. O aluno. A proposta do Teatro do Oprimido é ir além do entretenimento. No teatro.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 19 Ensino de História Coordenador: Profa. há a possibilidade de discussões e sua aplicação onde há poucos recursos. que teve como título: Proposta Pedagógica para Ensino e Reflexão da História – A Conquista da América e a relação entre diferentes culturas. tendo como base o Teatro do Oprimido criado por Augusto Boal a partir do teatro pedagógico de Brecht somado as praticas pedagógicas de Paulo Freire. sendo assim uma alternativa. sonhos e idealizações devem ser trazidos a tona. Teresa Vitória Alves (UGF) TEATRO PEDAGÓGICO E OUTRAS POÉTICAS EDUCACIONAIS Thiago Luiz da Silva de Assis (UGF) O presente projeto tem como objetivo utilizar o teatro como ferramenta pedagógica. conscientizar o seu espectador de seus direitos e deveres e chamá-lo para a ação e transformação. ou mesmo onde eles existam.

destacando a mescla de elementos da religiosidade nativa com a religião Católica. proporcionando aos mestres uma capacitação constante das suas práticas pedagógicas. ENSINO DA HISTÓRIA NA ERA DIGITAL Raphaella Marques de Carvalho E m tempos de mundo tecnológico. Educopédia. É uma plataforma de aulas digitais que favorece um processo de aprendizagem mais dinâmico e interativo através da internet. Transculturação. Colonização. A prática da pesquisa e análise de conteúdos são características desde movimento de colaboração e interação para a construção do conhecimento do indivíduo. Índios. Civilização. História. e através da Web 2. é construída colaborativamente pelos professores da SME-RJ. Descobrimento. a utilização por parte dos espanhóis de instituições ameríndias (Mita e Coatéquitl) para exploração colonial. que foi construída em 2010 e está em constante crescimento até o momento. a aprendizagem está encontrando novos rumos.0. tais como: América Pré. Educação Especial e PEJA. Diante destes conceitos trabalhados na visão européia.educopedia. Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro em parceria com o MEC e outras instituições. Palavras-Chave: História da América.com. a Educopédia foi desenvolvida a fim de proporcionar a democratização do conteúdo e uma nova proposta metodológica dentro e fora da sala de aula.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO aos docentes com a finalidade de que estes pudessem ao longo de suas aulas reverem termos de cunho eurocêntrico. Novas Tecnologias. Esse novo ambiente virtual contempla a turmas da Educação Infantil ao 9ºano do Ensino Fundamental. Educadores buscam um novo processo educativo para atender às expectativas da geração digital. além dos métodos de resistência indígena que de alguma forma colaboraram para preservação dos traços culturais dos povos conquistados. O presente relato visa compartilhar as experiências da educação colaborativa e as novas competências do educador através da plataforma educacional. no qual. 70 . aprende com várias mídias no mesmo ambiente. Educopédia. Palavras-Chave: Educação. o artigo enfatiza e traz um breve complemento sobre o processo de transculturação que houve entre ameríndios e espanhóis. Conquista etc. a sociedade do início do século XXI vivencia diversas experiências em diferentes esferas sociais.www.Colombiana.br.

Seja por qual motivo for. O teatro é além de uma forma de entretenimento. Educação. Teatro é a ciência/arte de representar . o teatro na escola. Importante: a apresentação teatral deve sempre ter um objetivo e projeto pedagógico. Também sempre deve acompanhar atividades com os alunos. e um veículo altamente eficiente e eficaz de transmitir conhecimento. O Historiador na qualidade de Professor enfrenta vários desafios na função de ensinar. o teatro consegue despertar o interesse do aluno.utilizar um espaço e pessoas para transmitir uma mensagem e o pensamento de uma época e lugar. Ensino de História. A visualização das cenas. é difícil atrair a atenção do aluno mesmo com os esforços de se ministrar uma aula dinâmica. Muitos possuem desinteresse na escola. debates. utilizando a linguagem do aluno e conseguindo transformar o aprendizado em algo mais atrativo. outros valorizam matérias exatas e acham o estudo de História desnecessário. 71 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO O TEATRO COMO INSTRUMENTO PARA O ENSINO DE HISTÓRIA Gleiner Vinicius Vieira Costa (ArtTude Produções – Projeto EduCart) E m simples palavras. seja através de apresentação teatral por grupos ou peças realizadas com auxilio do professor de educação artística. auxilia os alunos no momento de aprender. Isto ajuda a fixar na memória o aprendizado. estando lá por pura obrigação. exercícios e até em alguns casos explicação possíveis adaptações e diferenças historiográficas. Através do dinamismo. para assim fixar e esclarecer o que foi apresentado. Palavras-Chave: Teatro.

acreditava-se que o cristão deveria se preparar previamente para morrer de uma forma “espiritualmente” mais segura. era a de que mais cedo ou mais tarde. Propõe ainda. o testamento foi tendo agregado em si o papel de um dispositivo para a obtenção da salvação do indivíduo. produções de textos e de imagens ligados diretamente à questão da salvação da alma do homem. Através do método da análise de discurso. situa-se esse processo dentro de um outro. Fuero Real. Deste modo. Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ . além de analisar as penalidades impostas a minoria judia dentro deste quadro de forças. Palavras-Chave: Afonso X. Como consequência de todas essas crenças. Em um período da história da humanidade que é muito conhecido por ter sido marcado por mortalidades devido às pestes e às guerras.FAPERJ) A SITUAÇÃO LEGAL DOS JUDEUS DURANTE O REINADO DO REI SÁBIO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO RÉGIO Igor Formagueri Cunha de Oliveira (UGF) A presente pesquisa tem como objetivo entender as relações entre os cristãos e judeus durante o reinado de Afonso X. ainda maior. Judeus O MORRER E O TESTAR NA IDADE MÉDIA Aryanne Faustina da Silva (UNIRIO) D urante a Idade Média. a Igreja começou a dedicar sermões. No mesmo contexto. analisaremos o processo de confecção deste códex jurídico. A única convicção que era compartilhada entre todos. bem como os discursos predominantes por ele enunciados. a apresentação de possíveis disparidades entre a aplicação da lei no grupo citado. Esta comunicação visa abordar alguns aspectos que formavam o imaginário medieval cristão a respeito da morte e do “post mortem”. Para conseguir tal dádiva. a morte foi encarada por grandes camadas das sociedades como sendo um momento de incerteza. o Sábio. se morreria. esse tema ocupou o imaginário dos indivíduos. Utilizar-se-á como fonte primária o Fuero Real. busco 72 .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 20 Literatura e Leis na Idade Média Coordenador: Prof. extenso código jurídico produzido pelo escritório régio como uma tentativa de centralização do poder monárquico. Além disso. o de consolidação do poder monárquico em Castela durante o século XIII.

Palavras-Chave: Sexualidade. suas conquistas e lutas 73 . compilação de canções mariológicos reunidas na corte castelhana. impedindo a consumação do casamento. tem por tema cantar as proezas do povo lusitano. para então estabelecer conexões – tais como as propostas por Roger Chartier – entre a História e a Literatura. Castela. pautada na categoria gênero. na qual analiso. relacionada com a qualificação das condutas sexuais dos eclesiásticos pela sociedade castelhana e com as normativas da monarquia e da Igreja. Catolicismo. Tem a intenção de analisar a passagem inesiana n’Os Lusíadas. o que faz o clérigo deixar seus bens e sua mulher para servi-la integralmente. A obra épica Os Lusíadas. Alma. segundo a Igreja. A Cantiga CXXXII (132) traz a história de um clérigo que. a Virgem Maria cobra sua fidelidade por meio de uma visão. será exposta uma interpretação da Cantiga CXXXII (132). Alfonso X. selecionados entre as Cantigas de Santa Maria. casou-se por pressão de familiares. na segunda metade do século XIII.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO analisar como o testamento tornou-se um forte aliado para que as pessoas fossem. UMA DISPUTA DE AMOR NAS CANTIGAS DE SANTA MARIA: GÊNERO. No entanto. Cantigas de Santa Maria. de Luis Vaz de Camões. UM ESTUDO COMPARATIVO EM HISTÓRIA E LITERATURA: O EPISÓDIO DE INÊS DE CASTRO N’OS LUSÍADAS Raquel Hoffmann Monteiro A comunicação proposta é uma ramificação de trabalho monográfico e intermediária de pesquisa de projeto de mestrado. poemas que possuem como tema central a relação ilícita entre clérigos e mulheres. Palavras-Chave: Morte. Eclesiásticos. realizado o âmbito do Programa de Estudos Medievais da UFRJ. vinculado ao projeto coletivo Hagiografia e História: um estudo comparativo da santidade. Testamentos. no eixo Discursos de Gênero. a partir da categoria gênero. salvas. SEXUALIDADE E ECLESIÁSTICOS NO SÉCULO XIII Nathália Silva Fontes (UFRJ) N esta comunicação será apresentado um recorte da minha pesquisa monográfica. embora tenha prometido castidade à Santa. Neste sentido. Este trabalho é desenvolvido sob a orientação da Professora Doutora Andréia Frazão. comparando a obra de Camões com as fontes históricas e a base historiográfica.

Deste modo. no Conto do Escrivão. Medieval. Para construir tal epopéia. Moderna. Medieval. no Conto do Clérigo e no Conto de Chaucer. envolvendo os episódios históricos em uma riquíssima névoa literária de alegoria e lírica. Camões então estabeleceu uma síntese narrativa consistente da história de Portugal. Entretanto. Literatura. Para encontrarmos os pontos onde os dois campos do saber se tangenciam se separam. serão verificadas as transformações sociais ocorridas no período e como os ideais cristãos foram articulados pelo autor da obra. Mulher. é preciso comparar a visão literária camoniana sobre a Inês de Castro com os registros historiográficos sobre esta personagem histórica. ALÉM DA NARRAÇÃO: COMPARANDO AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM OS CONTOS DA CANTUÁRIA DE GEOFFREY CHAUCER Anna Beatriz Esser dos Santos (PPGHC/IH – UFRJ) O s Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer foram um marco para a Língua Inglesa. no que diz respeito à atuação da mulher e seu espaço na sociedade medieval e em como a historiografia aborda os valores de conduta femininos presentes nesses Contos. verificando o ato de interpretar e pensar sobre determinada sociedade e como a constituição desta subjetividade é necessária para operar em discursos de atores sociais inseridos em um determinado tempo e espaço. Para esta análise. será analisado o discurso presente no Conto do Moleiro. será utilizado o conceito de representação social. Palavras-Chave: Inglaterra. as sutilezas narrativas camonianas nos permitem estabelecer onde começa a História e onde termina a Literatura n’Os Lusíadas. Mulher. Chaucer.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO no estabelecimento e expansão de seu império. no Conto do Mercador. História Comparada. no Conto do Marinheiro. Entre os episódios escrutinizados por Luís de Camões. comparando-os com a crítica social presente em Chaucer. 74 . Palavras-Chave: Península Ibérica. A partir deste. pois têm o objetivo de ser um extrato da vida dessa sociedade do final do século XIV. a passagem de Inês de Castro chama-nos a atenção por sua discrepância narrativa e nos leva à reflexão sobre sua presença na epopeia camoniana.

Palavras-Chave: Desenvolvimentismo. como sofrendo radicais impactos pelos projetos de desenvolvimento então levados à cabo. Foram elaborados pela Comissão Mista um conjunto de 42 projetos específicos de investimento (na maioria em infraestrutura de transporte e de energia). trataremos deste tema a partir do caso da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos (CMBEU). Mais especificamente. além de um minucioso Relatório Geral em que se analisa brasileira – de extrema importância no que tange à originalidade. Nesta documentação – produzida conjuntamente com membros do governo estadunidense – o urbano aparece de uma dupla forma: tanto como elemento condicionante do processo de crescimento econômico. Urbanidade. julgamos da maior pertinência o debate sobre o lugar da cidade nos diversos planos e projetos desenvolvimentistas historicamente elaborados pelo Estado brasileiro. Dada a frequente associação da temática do desenvolvimento – entendido na maior parte dos casos como sendo estritamente crescimento econômico – com a questão da industrialização e da urbanização. Eduardo Lucas Parga URBANIDADE. que existiu entre 1951 e 1953. Comissão Mista Brasil-Estados Unidos. em especial após Segunda Guerra Mundial. Dr. abrangência e detalhamento para a época.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 21 Perspectivas sobre História da América Coordenador: Prof. IDEOLOGIA E PROJETO DE DESENVOLVIMENTO: O CASO DA COMISSÃO MISTA BRASIL-ESTADOS UNIDOS (1951-1953) Thiago Reis Marques Ribeiro O nosso trabalho tem por objetivo discorrer sobre o sentido do urbano na ideologia e no projeto de desenvolvimento elaborado no fim da década de 1940 e na década de 1950. 75 .

Iremos buscar os dois discursos presentes na política norte-americana da época (Republicanos e Democratas) para legitimar uma reestruturação econômica e social do país. Para isso. HEROICIZAÇÃO E VILANIZAÇÃO NA ÓTICA DE SLAVOJ ŽIŽEK Gustavo Moltavão Freixo E m 11 de Setembro de 2001 ocorreu aquele que muitos acreditam ser o maior atentado terrorista do mundo: dois aviões se lançaram contra as torres gêmeas do World Trade Center. História Política. Darwinismo Social. no EUA. e enxergaram o cenário do terceiro mundo. 11 de Setembro. isto é. Histórias em Quadrinhos. O filósofo esloveno Slavoj Žižek. O NEW DEAL ATRAVÉS DA ÓTICA DO DARWINISMO Diego da Rocha Conceição (UGF) O presente trabalho tem por objetivo estudar um possível Darwinismo social nos Estados Unidos durante o New Deal. analisamos a revista em quadrinhos “The Amazing Spider-Man 36” publicada nos EUA em dezembro de 2001. apresentando a participação do Homem-Aranha no resgate às vítimas do atentado. Através da peculiar visão de Žižek. em suas esferas. forçando-os a acordarem do sonho idílico do “American Way of Life”. 76 . iremos buscar na historiografia análises que mostram as influências do acordo na sociedade. Palavras-Chave: História Geral. eles olharam para seu quintal. Palavras-Chave: New Deal. Como um despertador. e das reflexões de outros autores das Ciências Sociais. o que é sugerido pela “Nova História Política”.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO “AS AVENTURAS DO HOMEM-ARANHA NO DESERTO DO REAL”: UMA DISCUSSÃO DO REAL E IRREAL. analisando de 1930 até 1939. em sua obra “Bem-vindo ao deserto do real!” analisa os acontecimentos apenas dois anos após o ocorrido e afirma que os atentados trouxeram fatos inéditos à população americana. Estados Unidos.

Relação Brasil – Eua. Ao mesmo tempo.1965) Karen Garcia Pêgas (UCB) A partir das propostas lacerdistas de relação econômica do Brasil com os Estados Unidos encontradas em periódicos e em documentos partidários da UDN. UDN. 77 . Palavras-Chave: Teatro pedagógico. esta comunicação tem como objetivo discutir o posicionamento udenista de política econômica exterior. Economia Internacional. visa questionar a alcunha de “entreguista” imputada à União Democrática Nacional pelos varguistas e muito utilizada pelos historiadores até os dias atuais.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO CARLOS LACERDA E A PROPOSTA UDENISTA DE POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL DO BRASIL COM OS ESTADOS UNIDOS ( 1945.

mesmo ocupando uma posição de destaque no subsistema regional da América do Sul. Pensamento político. Ms. num cenário de grandes tensões e indefinição territorial. Paraguai e Argentina resultaram em conflitos armados. A ARMADA IMPERIAL NA COSTA DA ÁFRICA: (1827-1830) Marcelo Rodrigues de Oliveira (IGHMB/UNIRIO) O objetivo deste trabalho consiste fundamentalmente em analisar a atuação da Divisão Naval do Leste. chegando a atuar como um gestor subregional. Os diferentes projetos geopolíticos do Brasil. Durante os entreveros na região platina. cuja navegação das vias fluviais era o meio mais dinâmico para o desenvolvimento das operações.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 22 História Militar: Ações da Marinha do Brasil do Império à República velha Coordenador: Prof. Uruguai. Contudo. Guerra. base que a Armada Imperial estabeleceu na costa da África em decorrência dos acordos 78 . o emprego da Armada Imperial tornou-se imprescindível. Ricardo Cabral (UGF – UFRJ) A ESQUADRA NO PRATA: UM ESTUDO SOBRE PENSAMENTO POLÍTICO E GUERRA DURANTE O SEGUNDO REINADO (1850-1876) Renato Jorge Paranhos Restier Júnior (IGHMB/ Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha) N a década de 1850. tendo em vista as especificidades naturais daquela região. cujo principal e mais definitivo foi a Guerra da Tríplice Aliança (1865-1870). Palavras-Chave: Estado Imperial. o Brasil encontrava-se muito aquém de suas demandas militares. o Império do Brasil iniciou uma política externa mais intervencionista na região do Prata. Tendo em vista que toda programação militar está vinculada a uma política de Estado. pretendemos analisar como as questões relativas à política de armamento e a guerra eram discutidas no Parlamento e no Conselho de Estado.

também inscreverá sentidos à obra. Le plan pangermaniste démasqué. uma relação dual é estabelecida. Palavras-Chave: Comércio de Escravos. Obras escritas guardam estratégias de narrativas. RUI BARBOSA E A AMEAÇA GERMÂNICA: A LEITURA DE ANDRÉ CHÉRADAME NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Livia Claro Pires (UERJ) N o ato da leitura. Buscaremos comprovar que efetivamente a Divisão Naval do Leste. teria concretizado um duplo objetivo: proteção do comércio transatlântico de escravos. ambos agregados a conjunturas anteriores. além 79 . Armada Imperial. Divisão Naval do Leste. em função da Guerra da Cisplatina (1825-1828). contra ataques de corsários e de piratas que infestavam o litoral africano e dissuasão da Grã-Bretanha quanto a real cooperação no processo de fiscalização do comércio ilícito de africanos realizado ao norte da linha do Equador e do comércio lícito ao sul deste paralelo. uma equipe de aviadores à Inglaterra e uma Divisão Naval para operar em Gibraltar(a DNOG). A questão essencial desses acordos envolvia um interesse especificamente britânico: a extinção do comércio de escravos africanos. Relações intelectuais. O leitor. o ato da leitura configura-se como uma “prática de apropriação”. por sua vez. Palavras-Chave: História da Leitura. estilos literários. Por outro lado. para supostamente fiscalizar o intenso comércio de escravos. realizado por navios negreiros brasileiros. quanto à observância da gradual diminuição do comércio de escravos até a sua supressão definitiva. no contexto do debate intelectual que antecedeu a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO diplomáticos realizados em 1826 e 1827 entre o Império do Brasil e a Grã-Bretanha. estabelecida no litoral angolano entre 1827 e 1830. que darão contorno às intenções do autor e do editor. Dessa forma. o presente trabalho propõe-se a uma breve reflexão acerca da apropriação de Rui Barbosa da obra do cientista político francês André Chéradame. Segundo Roger Chartier. É o encontro entre o texto e o leitor. DE NATAL A GIBRALTAR: A DIVISÃO NAVAL BRASILEIRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Valterian Braga Mendonça (UNIRIO) O Brasil participou da Primeira Guerra Mundial enviando uma Missão Médica à França. o Brasil necessitava do apoio inglês para manter o bloqueio naval no Rio da Prata. Primeira Guerra Mundial.

os beligerantes assinaram o armistício que poria fim à guerra. a Divisão Naval brasileira retardou em 24 horas seu encontro com um navio britânico que. que vitimou centenas de marinheiros. Palavras-Chave: DNOG. enquanto aguardava. Primeira Guerra Mundial 80 . de alugar 32 navios mercantes à França e de fornecer gêneros de primeiras necessidades aos aliados. a divisão foi acometida pela gripe espanhola. Em razão deste tipo de contra-tempo. o que as vulnerabilizavam a possíveis ataques de submarinos alemães. escala da viagem. Marinha do Brasil. Panes frequentes paralisaram nossas belonaves no Atlãntico.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO de comissões militares para aquisição de material bélico nos Estados Unidos e na Europa. Na chegada a Dakar. A DNOG ainda desferiu ataque a um cardume de golfinhos (o “Combate das Doninhas”) e. por engano. nossos navios prestaram ajuda humanitária às populações locais. disparou contra um navio aliado. No dia seguinte à chegada da DNOG a Gibraltar. sofreu torpedeamento e soçobrou. Nas Ilhas de Cabo Verde. Deficiências de toda ordem retardaram a chegada de nossos navios de guerra à Europa e fizeram da travessia de Natal/RN a Gibraltar uma epopéia.

e como essa dualidade acontecia. Egiptologia. Debora Casanova da Silva (UNIRIO) EGITO ANTIGO: DUALIDADE E IMAGINÁRIO SOCIAL (1550. Pretende-se também com essa pesquisa identificar como as práticas divinas nos mitos acabavam por estabelecer práticas sociais e analisar a estrutura familiar dentro das representações duais. Palavras-chave: História Antiga. mundo dos vivos e mundo dos mortos. que fornece para este estudo exemplos significativos sobre a conquista amorosa que indicam formas de relações de poder entre indivíduos e segmentos sociais. sob a perspectiva de desvendar a função do mito ao estabelecer um contato dual entre o homem e os deuses.C) Marina Rockenback de Almeida (NEA/ CEHAM/ UERJ – ARCHAI/UNB) A presente pesquisa visa explorar o imaginário social presente no Egito Antigo. bom e mau.C. buscando compreender as relações sociais e o imaginário social no cotidiano deste universo. a viagem do dia e da noite do sol são símbolos com forte presença na cultura egípcia. Contudo. observamos que dentro das práticas amorosas estão inseridas as práticas mágicas. Tomando por base essas formas duais. escrito por Plutarco em seu livro Obras Morales y de costumbres (Moralia) VI Isis y Osiris Diálogos Píticos. PRÁTICAS AMOROSAS E MAGICAS NO ANTIGO EGITO (1550-1070 A. tendo por foco a dualidade estabelecida entre diversos aspectos nessa sociedade.) Thamis Malena Marciano Caria ( NEA/CEHAM/ UERJ) O presente trabalho visa analisar as práticas amorosas do Egito Antigo. analisaremos o texto do mito de Isis e Osíris. Céu e terra. Dualidade. Imaginário Social.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 23 A Antiguidade e suas reinterpretações contemporâneas Coordendor: Profa.1070 A. Mito. Apesar de não ser o elemento central neste pesquisa é possível comparar essas práticas do Egito Faraônico 81 . Por meio da análise dos poemas de amor e das iconografias é possível identificar práticas socio-culturais e o modo como o egípcio idealizava esteticamente a sua amada e o seu amado.

iconografia. Palavras-Chave: métis. ENTRE A EXALTAÇÃO DO PRINCEPS E A DIVINIZAÇÃO DO GENIUS: UMA ANÁLISE DO DEBATE EM TORNO DA UTILIZAÇÃO DE CONCEITOS DA REPÚBLICA ROMANA NO INÍCIO DO SÉCULO XX Debora Casanova da Silva (UNIRIO/PPGHS/NERO .I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO com as práticas do mundo contemporâneo. Principado Augustano. e que deste modo não se aplicaria a antiguidade. através da documentação textual e iconográfica. Odisseu. “culto imperial”. 82 . de modo a perceber características e elementos significativos no tempo presente. Essa apropriação parte do princípio de que o culto seria meramente um instrumento político a favor do governante. faremos uso das metodologias propostas por Françoise Frontisi-Ducroux e Claude Bérard e a teoria de “representações sociais” formulado por Denise Jodelet. História Antiga. essa apropriação indevida de categorias acaba deformando conceitos e expressões de outra temporalidade histórica. Religião Romana. pelos estados totalitários. principalmente quando atentamos para o fato de que a distinção entre política e religião é uma distinção moderna. o embate apresentado no canto XII da obra homérica “Odisséia”. Práticas amorosas. o que seria um problema. não somente da expressão em si. Magia. no qual se evidencia a métis (ardil/ astúcia) de Odisseu e a voz envolvente das sereias que atentam contra os nautai (navegantes). Palavras-Chave: Culto Imperial. Para tanto. Por vezes. A utilização. Palavras. Imaginário Social A MÉTIS VERSUS A VOZ DAS SEREIAS: UM EMBATE NO XIIº CANTO DA OBRA ODISSÉIA Camila Alves Jourdan (UFF) N a presente comunicação buscamos analisar. fez ressurgir todo um conglomerado de signos e símbolos que em primeiro momento foram vistos como exclusivamente ligados ao campo político.CAPES) A presente comunicação visa abordar um dos questionamentos levantados pela historiografia das décadas de 1920-1930 sobre o Culto Imperial. mas de conceitos retirados do contexto da antiguidade.Chave: Egiptologia.

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 24 Índios. Jesuítas. Também nos propomos investigar a atuação da Câmara Municipal da Vila de São Paulo como mediadora dos conflitos advindos da escravidão indígena. Palavras-chave: Memória. visamos  compreender sua dinâmica interna e as relações tecidas com as esferas mais amplas da administração e do governo. estão entrelaçados às suas cosmologias. no período compreendido entre 1611 à 1640. Dr. analisando as Atas da Câmara da Vila de São Paulo. Palavras-chave: Brasil Colônia. a partir das proposições conceituais elaboradas por Michel Foucault para compreender os campos de relações de força nos quais se constituem os jogos de poder que levou a expulsão dos padres jesuítas da vila de São Paulo em 1640. Os povos indígenas possuem processos tradicionais de organização social que determinam suas práticas de uso dos recursos de suas terras. Detentores de saberes particulares. que aqui preferimos denominá-los etnosaberes. 83 . Escravos e Jesuítas na Colônia Coordenador: Prof. Colonos. Oralidade. as autoridades régias na Colônia e a Coroa. assim como profundamente articulados ao meio ambiente onde vivem. Conflito. constantemente recriados. Wilmar Vianna (UGF) TRADIÇÃO E ORALIDADE: ETNOSABERES TUPINAMBÁ EM DOCUMENTOS COLONIAIS Ana Paula da Silva (UNIRIO) O objetivo dessa comunicação é discutir alguns saberes tradicionais tupinambá a partir de fontes históricos dos séculos XVI e XVII. Por ser este um espaço de representação dos interesses dos colonos. acumulados e transmitidos durante milenios através da oralidade esses conhecimentos tradicionais. Etnosaberes Tupinambá CONFLITO ENTRE JESUITAS E COLONOS PAULISTA NO PERIODO COLONIAL Miguel Luciano Bispo dos Santos (UGF) O trabalho tem como  objetivo abordar a questão do conflito entre os colonos da Capitania de São Vicente e a Companhia de Jesus.

de homens e de terras. confrontando-os com a análise de fontes eclesiásticas setecentistas. entre senhores e demais agentes sociais. socialmente reconhecida em uma freguesia rural do Recôncavo do Rio de Janeiro. em especial registros de testamentos de livres e batismos de escravos da Freguesia de São Gonçalo do Amarante. à análise de obras discursivas (qualitativa) e à história serial por meio da construção de banco de dados (quantitativa). o trabalho analisa discursos de autores coevos sobre escravidão e governo dos escravos e o debate historiográfico afim. no Recôncavo da Guanabara. Os objetivos são compreender a acepção de autores sobre a relação senhor/escravo. A hipótese principal é que as alianças sociais permitiam a elevação e/ou manutenção da posição de senhores. Em resumo. trata-se de analisar quem eram os senhores e como se relacionavam com iguais e subalternos para legitimar-se. SECULO XVIII Marcelo Inácio de Oliveira Alvez (UFRRJ) A tinente ao século XVIII. Palavras-Chave: senhor de escravos. governo senhorial. inserido na monarquia portuguesa.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SER SENHOR DE ESCRAVOS NO RECONCAVO DO RIO DE JANEIRO: ESTRATEGIAS DE LEGITIMAÇÃO DO PODER SENHORIAL NA FREGUESIA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE. relação senhor-escravo 84 . Recorre-se. assim. inclusive o compadrio. cuja orientação conceitual provinha do Antigo Regime nos trópicos. Entender práticas e códigos senhoriais. atentar para as construções de alianças e redes de sociabilidade. portanto. é fundamental para a compreensão da sociedade escravista.

à forca. o patíbulo. quando vivo. a posição social – os defuntos poderiam ter diversos destinos fúnebres.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 25 História da Morte na Colônia Coordenador: Profa. Visando criar um panorama geral sobre este tema ainda pouco explorado pela historiografia da morte. de seus “agentes sociais” (os carrascos e seus ajudantes. Sendo vista quase como um espetáculo. Os resultados preliminares mostram uma presença ativa da Santa Casa de Misericórdia. os sacerdotes.). assim como atração que as execuções exerciam sobre grande parte da população. entre 1750 e 1822. ainda em estágio inicial.) e das atitudes populares perante tal evento. Marina Carvalho (LEDDES/UERJ – FAMATH – CEDERJ/UNIRIO) A MORTE NO PATÍBULO: AS EXECUÇÕES E SEUS RITUAIS NO RIO DE JANEIRO COLONIAL (1750-1822) Bárbara Alves Benevides (UNIRIO) A presente comunicação visa apresentar as linhas gerais da pesquisa que estou desenvolvendo. Os mais privilegiados 85 . das etapas da execução da pena até o patíbulo. Condenados. muitos acompanhavam todo o trajeto do condenado desde sua saída da cadeia até o seu destino final. sua geografia (os espaços da cidade destinados à cadeia. Ms. COMPARAÇÕES ENTRE CEMITÉRIOS DE DESPRIVILEGIADOS NO BRASIL ESCRAVISTA: OS CASOS DE SALVADOR. à sepultura dos condenados e etc. Forca. Palavras-Chave: Execução. os irmãos da Santa Casa de Misericórdia e etc. SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO Milra Nascimento Bravo (UNIRIO) A estrutura social do Brasil colonial/imperial é bem mais complexa do que pode aparentar. onde de acordo com alguns aspectos – dentre eles. Pretendese identificar o cenário geral de tal situação pela análise do ritual em torno da execução. no Brasil. Tal complexidade se fez presente também no âmbito da morte. que busca analisar as atitudes perante a morte ocorrida por execução da justiça para os presos condenados à pena de morte na cidade do Rio de Janeiro.

inserida no âmbito de novos trabalhos que buscam a compreensão e a reflexão da vida em sociedade no período colonial. como visitas pastorais e relatos de viajantes. que se constitui com base em registros paroquiais de óbitos conjugados com outros tipos de fontes. sobretudo neste momento histórico.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO socialmente tinham os chamados sepultamentos ad sanctos apud ecclesiam – dentro ou no entorno das igrejas –. no entanto. o objeto do presente estudo. pretende-se propor questões para a reflexão de seus ritos fúnebres e concepções de além-túmulo. São estes cemitérios. Desta forma. Palavras-Chave: Ritos fúnebres. proponho a morte indígena como objeto de estudo. em especial no Rio de Janeiro setecentista. A MORTE INDÍGENA COMO OBJETO DE ESTUDO: REFLETINDO SOBRE O COTIDIANO DO MORRER NOS ALDEAMENTOS COLONIAIS DO RIO DE JANEIRO Ana Carolina Santoian Ferreira (UNIRIO) A presente comunicação tem como objetivo refletir a morte e o morrer indígena nos aldeamentos do Rio de Janeiro colonial. pensando de que forma a escatologia católica foi interpretada por tais índios aldeados. alguns membros da sociedade não conseguiam este tipo de enterro e eram inumados em cemitérios de menos prestígio. Palavras-Chave: Cemitério. Aldeamentos coloniais 86 . Assim pretendo expor as linhas gerais desta pesquisa. Hierarquia. Tendo em vista que os índios configuram um importante segmento social. os rituais fúnebres lá realizados e os mortos a eles destinados. século XVIII. Desprivilegiados. A comunicação apoia-se na pesquisa que desenvolvo – ainda em estágio inicial – que busca investigar o cotidiano do morrer indígena nos aldeamentos de São Barnabé e São Lourenço no Rio de Janeiro. Índios. visando um estudo tanto quantitativo quanto qualitativo.

não são do conhecimento do meio acadêmico. um desenvolvimento das forças produtivas relacionadas às atividades urbanas. em especial a obra pictórica. principalmente do comércio e do artesanato.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 26 Baixa Idade Média e Transição para a Modernidade Coordenador: Prof. portanto. Palavras-Chave: Iconografia. este trabalho visa uma análise destas pinturas. como objeto de pesquisa. Tais obras ainda não foram estudadas com exatidão e. João Cerineu Carvalho (UGF) AS VIRGENS ITALIANAS DA COLEÇÃO EVA KLABIN: UMA ANÁLISE ICONOGRÁFICA Fernanda Correa da Silva (UFRJ) I nserido em um debate historiográfico que desde meados do século XIX possibilita um diálogo entre arte e história. A fim de dar continuidade ao exercício de valorização da arte produzida entre os séculos XV e XVI na península itálica que se encontra em território brasileiro. a partir do século XI até a crise do século XIV. Renascimento italiano. este estudo contribui para a ampliação da compreensão de fontes históricas ao utilizar a imagem. O CONCEITO DE CLASSE SOCIAL E A BURGUESIA MEDIEVAL PORTUGUESA . Deste modo. esta análise se debruçará sobre imagens italianas produzidas entre os séculos XV e XVI que fazem parte da casa-museu Fundação Eva Klabin (FEK). O objetivo primordial desta comunicação consiste em analisar as questões iconográficas da representação da Virgem no Renascimento italiano (enquanto contexto histórico e artístico) a fim de explorar suas possibilidades interpretativas e compreender seus usos e funções a partir da sua contextualização. segundo as suas questões iconográficas relacionadas às formas simbólicas renascentistas.UMA DISCUSSÃO TEÓRICOHISTORIOGRÁFICA Bruno Marconi da Costa (PPGHC/UFRJ) A Europa Ocidental observou. 87 . Virgem Maria. Ms. no Rio de Janeiro.

preferindo operacionalizar conceitos diferentes como. P. Palavras-Chave: Estado Português. mesmo que em menor proporção quando comparado às cidades de Flandres ou do norte da Itália. A partir desta percepção. Outros criticaram seu uso. como Armindo de Sousa. burguesia. Analisaremos nesta comunicação a maneira na qual a historiografia abordou o agente social protagonista desta transformação na sociedade medieval portuguesa. com o objetivo de observar a aplicabilidade e os limites do conceito à burguesia medieval portuguesa. a partir do conceito de classe social.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO Essa sobreposição de estruturas senhoriais e mercantis criou o que José Luis Romero chamou de uma “sociedade feudoburguesa”. Dialogaremos tais perspectivas com as reflexões de E. Outros. Portugal também esteve imerso em tal processo histórico. o de oligarquia. Alguns autores mantiveram-se próximos ao léxico marxista. tem por objetivo analisar a configuração histórica do Estado Português Moderno entre os séculos XV e XVI. intitulada O Estado Português às Vésperas da Modernidade: Tensões e Relações de poder em uma Sociedade Nobiliárquica. na medida em que readaptava as estruturas (e mecanismos) “préexistentes” para o novo contexto em que estava inserido. poderemos entender como o caso de Portugal diferia dos demais Estados Modernos ocidentais. Para que essa análise seja feita. Modernidade. a burguesia. como António Borges Coelho e Armando Castro. por exemplo. Thompson sobre classe como processo e como relação. Idade Média O ESTADO PORTUGUÊS ÀS VÉSPERAS DA MODERNIDADE: TENSÕES E RELAÇÕES DE PODER EM UMA SOCIEDADE NOBILIÁRQUICA Thaís Silva Félix Dias (UGF) A pesquisa. entendendo que as relações e tensões existentes entre o poder central (cujo caráter “absoluto” precisa ser relativizado) e os poderes periféricos eram fundamentais para a manutenção dessa estrutura estatal. 88 . faz-se necessária a compreensão dos motivos que levam à caracterização do Estado no recorte temporal indicado como uma estrutura moderna. Palavras-chave: Classe social. Tensões e relações de poder. usaram a base teórica pensada por Pierre Bourdieu.

. Procuraremos ao longo do trabalho explicitar as legislações econômicas portuguesas no reinado de Afonso IV que nos remetem a importância da peste para a desestruturação das relações entre senhores e servos. processo muito frequente devido a grande taxa de mortalidade em consequência da peste. a Peste Negra. Teremos como foco principal nesta pesquisa a manipulação do imaginário social realizada pela igreja católica com intenção de controle social. Momento no qual a Igreja se utiliza de eventos externos. a Fome e as Grandes Guerras para camuflar suas reais intenções. ou pela mudança social em fator do êxodo rural. Imaginário Social. FATORES IDEOLÓGICOS NO IMAGINÁRIO SOCIAL MEDIEVAL DO SÉCULO XIV Eduardo Correa de Freitas (UNIABEU) A bordaremos neste trabalho fatos históricos ocorridos ao longo do século XIV. Crise feudal. Tendo como corte espacial Portugal e a segunda metade do século XIV como corte temporal. Palavras-chave: Peste Negra. observando a formação de grupos opostos como os “flagelantes” e aqueles que se entregavam a total danação dos prazeres da carne. Palavras-chave: Peste Negra. Crise Feudal. 89 . Abordaremos também. Fatos estes exógenos à liturgia cristã da época que foram incorporados de maneira oportunista a um momento no qual a sociedade feudal questionava-se a respeito do cumprimento das obrigações religiosas e sociais que até então coubera á igreja católica. no que tange ao caráter mental da época..I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO A IMPORTÃNCIA DA PESTE NEGRA PARA O DECLÍNIO DA ECONOMIA FEUDAL NO SÉCULO XIV Vinicius Cardoso da Silva (UNIABEU) A bordaremos neste trabalho a importância da peste negra para o declínio da economia feudal no século XIV. Legislações econômicas. seja por heranças. Portanto. como por exemplo. Período este que visualizamos a transição das relações feudais servis para relações monetárias. tornando-se nosso foco nesta pesquisa uma abordagem diferenciada das fontes que nos possibilita visualizar uma possível ascensão social durante a crise feudal do século XIV. Podemos visualizar esta divisão. a diminuição da relevância dada à nobreza sanguínea em detrimento a nascente qualidade dos “enriquecidos”. ainda que esta se encontre em um processo transitório. Igreja.

as recentes tentativas de resposta à crise do Historicismo. propõe-se a discutir as ideias de Friedrich Nietzsche acerca da História. Dessa forma. realizadas por pensadores de tradição marxista. procuramos desenvolver a ideia de uma História Universal que só seria plausível caso fosse pensada no âmbito das múltiplas temporalidades.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 27 Historiografia e Teoria da História Coordenador: Profa. Palavras-Chave: História Universal. reconhecendo os limites dessas duas abordagens. presentes na “II Consideração Intempestiva sobre a 90 . Progresso. abre-se um novo campo para que essa História Universal seja repensada no âmbito de nossa contemporaneidade. O VALOR E O NÃO VALOR DOS ESTUDOS HISTÓRICOS: UMA LEITURA DA “ II CONSIDERAÇÃO INTEMPESTIVA” DE FRIEDRICH NIETZSCHE Ana Carolina Pereira Araujo (PUC .Rio) E ste projeto de mestrado. como Fredric Jameson. Temporalidade. Teleologia. no tempo. como afirma Burke. mas sim que todas as culturas estejam inseridas. de diversas formas. Ana Carolina Pereira Araujo (PUC . Por outro lado. Não nos interessa. que o progresso seja uma ideia comum tanto ao oriente como ao ocidente.Rio) NAS ONDAS DO TEMPO: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS IDEIAS DE HISTÓRIA UNIVERSAL NA CONTEMPORANEIDADE Rafael da Cunha Duarte Francisco (PUC-Rio) O presente trabalho procura pensar as possibilidades e limites da concepção de História Universal. tendo em vista os crescentes desafios epistemológicos enfrentados pelo conhecimento histórico na atualidade. A partir das ideias de Espaço de experiência e Horizonte de expectativas. que se encontra em caráter inicial. não conseguem desvincular a História Universal de uma concepção teleológica idealista que acaba por reduzir consideravelmente o valor heurístico de suas próprias reflexões. Procuraremos mostrar como as dez teses de Peter Burke em seu Western Historical Thinking in a global perspective só permitem que uma História Universal seja possível a partir de uma violenta imposição do cânone historiográfico europeu frente ao resto do mundo.

Historiografia. mais próxima da essência artística da criação onde não predomine o acúmulo do conhecimento histórico. Historicismo. HISTÓRIA E SOCIEDADE: A GUINADA SUBJETIVA E O PAPEL DA HISTORIOGRAFIA Bianca Rihan Pinheiro Amorim (UFF) P ela historiografia do tempo presente perpassam questões éticas que. que a torna nociva à ação e a vida. da necessária saída das memórias subterrâneas para o espaço público. políticas e midiáticas. o conhecimento do passado como útil a ação no presente. como no caso das transições democráticas na América Latina: nosso esforço se dará. A temporalidade presente faz irromper assuntos latentes na cena pública: os sujeitos são representados e se representam frente às narrações acadêmicas. por último. Sobre esta discussão. 91 . São eles: a dissolução da visão da História como forma absoluta de conhecimento (opondo-se desta forma aos sistemas historicistas que atingem seu auge no século XIX). sem dúvida. Nietzsche propõe como saída para a questão da História a construção de uma história que sirva a vida. Palavras-Chave: História.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO utilidade e os inconvenientes da História para a vida”. guinada subjetiva. A pesquisa. ao mesmo tempo. Século XIX. até o momento. influenciam a disciplina quanto a um caráter reflexivo e político. MEMÓRIA. em buscar identificar a importância das tantas representações. contempla três eixos básicos abordados pelo filósofo pertinentes a reflexão sobre a História. Palavras-Chave: Memória. Mas sim. como em apontar os desafios da historiografia para que não caiamos em interpretações cômodas e fixas sobre o passado. analisaremos a guinada subjetiva e a centralidade da memória em períodos pós-traumáticos. a compreensão da História como forma de texto. as consequências do excesso da História. no qual os símbolos da cultura são interpretados e.

também. em que estudamos a tensão entre autobiografia. Busca-se investigar se a imagem de Blaise Cendrars e de alguns personagens. tomando por base a fundamentação teóricometodológica de Philippe Lejeune. corresponde a uma certa realidade. e se a regra fundamental do pacto autobiográfico. onde busca conhecer as tradições culturais junto com os modernistas. Autobiografia. foi bem sucedida. gradativamente. sua obra é marcada pela presença de representações sobre o Brasil. A HISTÓRIA EM DEBATE COM AS NOVAS TECNOLOGIAS: ALGUMAS IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS Marcella Albaine Farias da Costa (UFRJ) O debate sobre as chamadas novas tecnologias da informação e da comunicação (NTICs) tem. Dra.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 28 Diferentes perspectivas sobre o Conhecimento Histórico Coordenador: Profa. impressa nos textos. A partir de então. Ficção. a da coincidência explícita entre autor. narrador e personagem principal. objeto do trabalho. Marta de Carvalho Silveira A AUTOBIOGRAFIA EM BLAISE CENDRARS: O PERSONAGEM ENTRE A HISTÓRIA E A HISTÓRIA Karla Adriana de Aquino (PPGHIS/UFRJ) B laise Cendrars viaja ao Brasil nos anos 20. ganhado destaque no campo da História. como Paulo Prado. Palavras-Chave: Blaise Cendrars. passa a apresentar. História. Entretanto. que é a autobiografia. Bourlinguer e Le Lotissement du Ciel. além da poesia vanguardista. 1924. qual o estatuto que adquirem e o papel que exercem essas pessoas transformadas em personagens no texto literário marcado pelo pacto referencial. marca uma virada em sua obra. outras formas narrativas. que trata da questão da autobiografia. que. O ano de sua primeira viagem. algumas questões 92 . enfocando dois livros de Cendrars. história e ficção. como o romance e a autobiografia.

93 . por isso. entendendo-as como primordiais aos historiadores e aos professores de História no tempo presente. Há referências de autores que se preocupam com o acesso aos dados informacionais para gerar a erudição nas unidades da informação. A melhor forma do acesso à informação contida nos arquivos depende de uma interação mútua entre todos para que ela seja efetivamente útil. o presente artigo trata a respeito dos usuários das unidades de documentação na sociedade da informação e do conhecimento. O ARQUIVISTA E O HISTORIADOR/ PESQUISADOR Maria Lucia Valada de Brito E ste trabalho pretende mostrara visão do arquivista e do historiador e demais pesquisadores dos arquivos. Discute-se a importância dos usuários e seu significado. Usos e usuários. Palavras-Chave: Historiadores. Pesquisa em acervos. Nesse sentido. historiadores e usuários ocasiona muitos obstáculos e conflitos.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO importantes ainda precisam ser problematizadas: podemos dizer que as NTICs ampliam a noção de fonte histórica? Em que medida elas modificam as concepções de tempo e espaço? Trariam elas algum tipo de alteração no conceito de arquivo. Novas tecnologias. Ao mesmo tempo. Palavras-Chave: História. Assim. expectativas e objetivos são diversos. os usuários de INTERNET e a inclusão digital descrevem um novo contexto na sociedade multidisciplinar dos saberes. Epistemologia. utilizam-se as idéias de diversos autores e pesquisadores a respeito dos usos e usuários da informação. que novas possibilidades são abertas à pesquisa e ao ensino de História? O objetivo deste trabalho é refletir acerca de tais implicações epistemológicas. A dificuldade na comunicação e compreensão entre os arquivistas. Assim. patrimônio e memória? Por fim. Além disso. Unidades da informação. cada profissional tem uma visão particular dos arquivos e. suas necessidades. também. este trabalho pretende mostrar a experiência profissional do arquivista e do historiador nas unidades de informação.

baseado na obra do escritor sul-africano J. Os festejos e crenças analisados levaram a uma nova interpretação da vida escrava e suas ações enquanto congregações de fé. Pós-apartheid sul-africano. Coetzee. Religiosidade. Procura-se analisar. Palavras-Chave: Identidade. Palavras-Chave: Gênero. Herança Cultural. GÊNERO E APARTHEID: REPRESENTAÇÕES EM MOVIMENTO Valdene Costa Rocha (UnB) E ste artigo busca compreender os lugares femininos no período pós-apartheid na África do Sul.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 29 Entre a África e o Brasil Coordenador: Prof. Cinema. História da África. M. utilizando o cinema como ferramenta para uma possível abordagem em ensino de História da África. tendo como objeto de análise o filme Desonra (2008). também. esses grupos étnicos refazem suas vidas e resgatam suas raízes ancestrais. Ms. como essa questão mostra-se indispensável ao tratarmos da sociedade sul-africana pós-apartheid. Analisando trabalhos científicos e referencias bibliográficos com pesquisas recentes a cerca do tema procuramos entender a verdadeira face dos rituais e ações dos grupos negros. Objetivamos reinterpretar a ação das Irmandades Negras nas Minas Gerais do período colonial Através da releitura da cultura dominante. 94 . Cláudio de Paula Honorato (FEUDUC/SJT/IPN) FORMAÇÃO DA TERRITORIALIDADE AFRICANA NAS MINAS DA AMÉRICA PORTUGUESAS: IDENTIDADE E PRESERVAÇÃO DA CULTURA Sergio Antonio de Paula Almeida O s africanos e seus descendentes recriaram novos espaços dentro do sistema escravagista na América Portuguesa. A luz dos trabalhos analisados percebemos a implantação da territorialidade e a própria África recriada do outro lado do Atlântico.

refletidas em sua capital Rio de Janeiro.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO O FLANÊUR E OS CULTOS AFROBRASILEIROS: CONTRADIÇÕES E PERTINÊNCIAS NA BELLE ÉPOQUE CARIOCA Viviane Fernandes Silva (UERJ) O objetivo do presente trabalho é pensar as transformações na sociedade da virada do século XIX para o XX a partir da crônica intitulada No mundo dos feitiços. João do Rio. o célebre João do Rio. Palavras-Chave: Belle Époque. Acredito poder deslumbrar nesta narrativa a tentativa de João do Rio em promover seu exercício investigativo não apenas na atividade jornalística ou literária. julgo a crônica em questão valiosíssima para a compreensão dos limites da modernidade no período republicano frente às influências ainda presentes do período colonial e. Neste sentido. sobretudo imperial na sociedade brasileira. 95 . Dedicar-me-ei a refletir acerca do pioneirismo do autor ao discorrer sobre os cultos afro-brasileiros no período da Belle Époque carioca. inserida na obra As religiões no Rio. publicada em 1904. então momento de modernização na sociedade como um todo. teoricamente. mas também na crítica social. de Paulo Barreto. Religiosidade afro-brasileira.

Dr. baseado no Estado de Bem-estar Social dos anos 1970 – se apresenta predominantemente financeirizado e seus mecanismos de expansão se materializam na ofensiva do capitalismo sobre o trabalho. o Estado e os recursos naturais. para tanto. faremos uma incursão na história do cinema brasileiro antes e depois da 96 . legitimado no campo ideológico pelo receituário neoliberal. pensar a história do cinema à luz do pensamento genealógico de Michel Foucault. Antonio Gramsci. Palavras-chave: Crise. junto com a descartabilidade cada vez maior dos produtos consumidos. Segundo a formulação de István Mészáros. Lênin. suas distintas fases históricas e resgatando autores como Karl Marx. além de teóricos da atualidade como István Mézáros e Ricardo Antunes para nos ajudar a compreender as profundas distinções do capitalismo contemporâneo. crônica e permanente”. neste trabalho. O uso indiscriminado da tecnologia como forma de aumentar a capacidade produtiva. a saída foi uma busca pela agilização do ciclo produtivo. Uma crise estrutural do capitalismo. Deste modo vamos demonstrar o processo de valorização do capital. Capitalismo Contemporâneo O CINEMA E O ORDENAMENTO URBANO NO RIO DE JANEIRO DO INÍCIO DO SÉCULO XX Veridiana Chiari Gatto (UFF) P rocuraremos. Ivan Ducatti (UGF) A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: NOTAS TEÓRICAS SOBRE O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO Andre Franklin Palmeira (UFF) O presente artigo segue a perspectiva da teoria marxiana do Valor e procura analisar o processo da dinâmica de acumulação capitalista em continua e necessária expansão. Teoria do Valor. para superar a crise do capitalismo nos anos 1970. Ou seja. “a forma de uma crise endêmica. Esta foi a tônica desde então.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 30 Visões sobre o Mundo Contemporâneo Coordenador: Prof. O capitalismo nos últimos 40 anos – após o esgotamento do padrão de acumulação fordista. cumulativa.

Relatório Meadows. e o cinema pós-reforma. Palavras-Chave: Cinema. que aqui chamaremos primeiro cinema. que foi progressivamente tornando-se narrativo. LIMITES DO CRESCIMENTO: INFLUÊNCIA HISTÓRICA DO CLUBE DE ROMA NA CONSTRUÇÃO DE UMA CONSCIÊNCIA DE MUNDO FINITO Denise Quintanilha A partir do impacto causado pelo Relatório Meadows encomendado pelo Clube de Roma e publicado na obra Limites do Crescimento em 1972. como dos modos de exibição. Apresentará como resultado o valor de suas ações como catalizadora de mudanças globais. esta pesquisa fará uma breve análise do legado histórico do Clube de Roma que passa pela desconstrução do mito de crescimento infinito à formação de uma nova consciência de mundo sustentável. Rio de Janeiro. Palavras-Chave: Clube de Roma. tanto da forma e do conteúdo dos filmes. Reforma Pereira Passos. Sustentabilidade 97 . Limites do crescimento.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO Reforma Pereira Passos demarcando-a como ponto de ruptura entre o cinema anárquico dos primeiros anos. Nossa proposta é pensar que o ordenamento produzido pela reforma urbana está intimamente ligado ao processo disciplinarização e aburguesamento.

Da mesma maneira que preservar o patrimônio é preservar a nação. É como se o valor estético atribuído às edificações pudesse autenticar a identidade da Capital mineira. a 90 km de Belo Horizonte/MG . em qualquer nível (município. RUÍNAS DE GONGO SOCO: UM HISTÓRICO DE DESTRUIÇÃO Jonas José de Melo Alves (USS) O trabalho trata da história da mina de Gongo Soco . Identidade. tem que ser uma construção da sociedade no sentido de atribuir valor histórico e não simplesmente um projeto governamental. um período importante da história da Capital mineira e.e do núcleo urbano. Memória.localizada em Barão de Cocais. Palavras-Chave: Patrimônio. É importante pensar essas edificações residenciais para além de suas linhas arquitetônicas. onde seus espaços possam nos levar a visualizar um pouco mais a respeito do contexto histórico da época de suas construções. com influências inglesas. Ms. portanto. Ana Paula Magno (UGF) O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO DE BELO HORIZONTE: UMA DISCUSSÃO SOBRE MEMÓRIA E PATRIMÔNIO André Luiz Galdino da Silva (USS) A s edificações que ficaram conhecidas como “casas-tipo” foram reconhecidas como bens que retratavam os anos iniciais da formação da cidade. Esse apelo à preservação dos “bens culturais”. preservar as casas-tipos simbolicamente é preservar memória história de Belo Horizonte. 98 . que se formou ao seu redor.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO SESSÃO 31 Patrimônio e Memória Coordenador: Profa. estado ou união). merecedores de serem inventariados para o tombamento garantindo dessa forma a preservação da riqueza de informações sobre a história belorizontina nos seus primórdios. Pois o que parece transparecer é que as ações preservacionistas sob a responsabilidade do município perpassam pelas mesmas práticas há décadas no país e que sempre se basearam na ideia de remissão da destruição do passado.

nos últimos anos do século XIX e início do século XX. CINE VAZ LOBO: PRESERVAÇÃO. tanto pelo extrativismo mineral ferrífero nos últimos cinquenta anos e ao descaso e omissão das autoridades. CULTURA E MEMÓRIA Karen da Silva Barros (IHGBI) O Cine Vaz Lobo. Assim. Entre os obstáculos para preservar a história de Gongo Soco estão à degradação natural decorrentes das intempéries do tempo e principalmente. Ruínas. Atualmente se explora o minério de ferro. Gongo Soco. quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do lugar e de seu povo. Palavras-Chave: Cinema. A exploração aurífera no local foi uma das mais rentáveis no decorrer dos séculos XVIII e XIX. Antônio Mendes Filho. Mineração. os provocados pela ação destrutiva do homem. faz parte da história do primeiro núcleo de ocupação sub urbe da Cidade do Rio de Janeiro. formou-se  uma das ativas centralidades o Largo de Vaz Lobo. cultura. e os objetos e fragmentos utilizados pelos antigos moradores encravados em seu subsolo que comprovam a vitalidade do local corre sérios riscos de destruição. 99 . Assim sendo. com 1800 lugares era considerado um dos “palácios cinematográficos” do Rio. e entrevista do herdeiro do cinema. quer por seu valor arqueológico e etnográfico. Pertencente geograficamente a baixada de Irajá. em estilo art-decó tardio inaugurado em 1941. assim como a crise dos cinemas de rua por Alice Gonzaga. Gongo Sôco detém essas características e esse é o mote desse trabalho. “Palácios e Poeira”. O verdadeiro tesouro histórico da mina. uma questão de Estado”. propomos a preservação do cinema resgatando sua história através da análise da memória de moradores e estudos da história do lugar. ao longo dessas vias começou a desenvolver-se densa ocupação urbana da qual gradativamente. funcionando como tal até 1982. que em 1644 tornou-se sua terceira freguesia. preservação. de Fábio Kobol. memória. analisamos como o contexto político foi propício para sua realização através do artigo “Cinema.I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO atualmente em ruínas. a fim de ratificar sua valorização como patrimônio cultural para sua revitalização e reabertura como centro cultural a serviço da região carente de espaço de cultura e lazer. o sítio arqueológico composto de ruínas – do antigo núcleo minerador –. Palavras-Chave: Minas Gerais. Patrimônio histórico. a pouco ameaçado de demolição por obras do corredor Transcarioca. A principal característica de um patrimônio é que a sua conservação seja de interesse público. Para tanto.