Disciplina: Direito Civil VIII

Professor: Hamid Charaf Bdine Júnior

Aula 01
00/02/2014

Sucessão: credor, subrogação, alguém na relação jurídica substituindo outra.
Pessoas vivas: relação jurídica
Óbito

Sucessão: acontecimento automático pela morte.

Artigo 1786: principio saisene, transmissão direitos do morto ocorre na ocasião
da morte
Inventario: divide o patrimônio.
O patrimônio nunca ficará sem o titular, mesmo sem saber quem é o herdeiro.
Ao descobrir o herdeiro o direito retroage ao instante da morte.

Regra da transmissão dos direitos da herança: lei vigente no momento da morte
e não no inventario
Exemplo: casal em união estável (morte ocorrida em dez/2002, código anterior,
onde não havia previsão da companheira em receber a herança) inventario a ser
feito em 2015 retroagira aos efeitos da morte em 2002

Renuncia (1808): retroage como nunca tivesse passado ao patrimônio do
herdeiro. Os efeitos sempre retroagem ao momento da morte.

Ultimo domicilio do falecido: patrimônio é visto como só houvesse bens imóveis
(parte geral do código 80 e 82). Bem imóvel: direito à sucessão aberta (ficção)
opção do legislador para proteger os herdeiros.

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Conseqüências de ser bem imóvel: se quiser vender a parte na herança é
possível e a pessoa será vista como um condômino e a conseqüência é que será
feita uma parte do imóvel sujeitando a duas regras:
Casado: a venda será valida se houver anuência da companheira, exceção
separação total, artigo 1647. A anuência é para qualquer bem
Preferência: precisa oferecer aos demais condôminos, a preferência das cotas é
para os co-herdeiros, artigo 1795.

Observação: a expressão herança não é somente para os valores positivos, por
ser um conjunto precisa incluir o ativo e passivo. O patrimônio do morto é usado
para pagar primeiro os credores.
Sendo um condomínio não pode ser vendido um bem da herança, somente é
possível com autorização do juiz que ouve os outros herdeiros para dar anuência.
Sem autorização do juiz a venda é ineficaz (artigo 1793)
Negocio jurídico: pode não existir, se existir pode não ser valido (166 ou 161) se
é invalido é nulo ou anulável.
Anulável: capacidade relativa, erro, dolo ou coação
Nulidade: incapacidade , objeto ilícito.

Venda sem anuência (juiz e outros herdeiros) é ineficaz, podendo se tornar eficaz
quando a concordância que esta faltando for concedida ou quando a partilha ao
ser realizada vai para o patrimônio da pessoa.
Sendo ineficaz o imóvel volta para
depende da decisão do juiz.

a herança, não há necessidade de ação

Ao ficar no patrimônio do herdeiro a ineficácia pode se tornar eficaz.

Venda do bem antes da herança: pode se tornar eficaz

A herança é transmitida aos herdeiros pela lei ou pelo testamento
Na lei a transferência do patrimônio hereditário é feita baseando pelo artigo
1829, ou seja, se o falecido não fez testamento ou o testamento é anulável,
sempre alguém ficara com os bens por testamento ou lei.

Testamento é limitado
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EUA: não precisa ter mínimo
Brasil: 50% do patrimônio não será disponível quando houver herdeiro necessário
(1845)
Parentes
Cônjuge
Descendente
Ascendente

Vácuo do artigo não incluiu a companheira ou companheiro, jurisprudência do STJ
tem decidido o reconhecimento do companheiro ou companheira. A doutrina
defende que a não inclusão foi uma opção do legislador.
Ponto de vista constitucional: casamento e união estável são hierarquicamente
diferentes, artigo 226, §5º, CF. conversão da união estável em casamento.
Posição doutrinaria majoritária se casamento e união estão sem hierarquia não
há como privilegiar um do outro

Cessão de direitos hereditários: autorização da parte da herança para terceiro,
venda da cota na herança não tem necessidade de autorização judicial. A
autorização é somente para vender um bem na herança. A diferença está na cota
e no bem.
Preferência dos herdeiros
Autorização do cônjuge

Venda de bem imóvel necessita da escritura publica (artigo 108)
Cessão de direitos hereditários também precisa de escritura pública por ser a
venda da parte de um imóvel.

Problema que surge (1810) renuncia à herança quando o herdeiro não quer a
herança. Se for feita a renuncia ele é um herdeiro inexistente, ou seja, ele não é
morto.

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O renunciante pode renuncia por termos nos autos (artigo1806), pode ser feita
por escritura publica ou termos nos autos (incompatibilidade que surge é a
manifestação de vontade contra o imóvel). Termos nos autos não é pago fazendo
diretamente no fórum ou cartório.
Doutrina e TJ/SP entendem que a cessão e a renuncia pode ser feita por termo.
STJ diz que a lei tem que ser aplicada como esta prevista

Renuncia: a lógica seria para transmitir aos demais herdeiros

Renuncia: transmite aos herdeiros legais
O renunciante pode renunciar em favor de alguém

Resumo:
Instante da morte
Cessão e venda de bens tem regras diferentes (preferência e inexistência)
Cessão e renuncia são negócios jurídicos (erro, dolo, fraude contra credores,
simulação) todas as regras da parte geral são aplicadas.

Aula 02
00/02/2014

Cessão de direitos hereditários , 1793
Se vendo parte da herança é o patrimônio que conheço, exemplo: divisão de
imóveis. Após a cessão é descoberto outro patrimônio desconhecido, o
entendimento é que na cessão só há o conhecimento dos bens existentes no
momento.
Na cessão o objetivo é ceder uma cota indeterminada, ou seja, a pessoa cede
apenas o que tem.

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Artigo 1789: regra ninguém paga com o seu patrimônio dividas recebidas. A
divida do falecido é verificada durante o inventario (o que cada herdeiro recebe),
e neste momento é pago as dividas do falecido. Se a divida é maior o credor
receberá até onde houver créditos do falecido. O credor jamais poderá pegar o
patrimônio do herdeiro. Após o termino do inventario o espolio deixa de existir.
O patrimônio que fica para os herdeiros é possível ser cobrado pelo credor
inclusive se o patrimônio já foi vendido para o terceiro de boa fé.

Terceiro de boa fé: fica com o bem adquirido
Terceiro de má-fé: o bem retorna para partilha

Morte real e morte ficta
Todo patrimônio precisa de um titular
Artigo 7º C.C. (morte por equiparação), não é possível identificar o morto mas
sua morte é certa. Emite certidão de morte e abre o inventário. No caso do
ausente é possível aplicar o mesmo da morte ficta, porem, o inventário é fictício
pois a qualquer momento ele pode vira a aparecer.

Artigo 1790: trata da transmissão da herança para companheira em união
estável. Ver o artigo 1829, ordem.

Administrador da herança (1797): responsável pelo patrimônio do falecido
durante o inventário. Ordem: cônjuge, herdeiro na posse, testamenteiro e pessoa
de confiança do juiz (rol exemplificativo, não é necessário seguir a ordem),
havendo conflitos o juiz determina o responsável, pode ser nomeado mais de
uma pessoa.
A regra é para antes da abertura do inventário.

Das pessoas que podem e que não podem ser herdeiras de outras, capacidade
para ser herdeiro
Qualidade jurídica para receber a herança

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se ele vier a adotar o seu filho poderá ser herdeiro. Pessoa jurídica que ainda não existe é possível somente para fundação (patrimônio ao qual determina personalidade jurídica). Com testamento (1798 e 1799) Pessoas que podem receber herança por testamento: Pessoa jurídica ou instituição de caridade (não confundir a pessoa jurídica com a do sócio). 6 . Fica estabelecido um curador para administração do patrimonio Quem não tem capacidade para herdar Pela lei herdaria porém cometeu um ato de indignidade. Se o prazo não for atendido o patrimônio será transmitido para os herdeiros naturais. não há restrição pode ser todos os tipos de sociedade. Prazo: dois anos a partir do momento da morte para que seja concebido. União socioafetiva: se estiver consolidada pode herdar e se não estiver não poderá. a exclusão é pela força da indignidade. Prole eventual (1800): precisa ser apenas com testamento Precisa identificar a pessoa para quem o patrimônio será deixado. Se a transmissao se da no momento da morte do nascituro e se teve vida ele recebe o patrimonio e se vier a falecer o bem é transmtido a seus herdeiros. Limites: a regra do testamento é valida se a pessoa cuja prole eventual seja beneficiada esteja viva no momento do falecimento. mesmo sem testamento.Código prevê lista se não há testamento e se há testamento elege outras capazes de herdar Sem testamento: herdeiros nascidos e concebidos ao tempo da morte e a condição para herdar é nascer com vida (proteção dos direitos do nascituro). exemplo: deixar herança para o filho de um amigo mesmo que não tenha filho. Se não houve vida do nascituro a trasmissao é feita para os herdeiros do falecido.

sogra e genro) do testador casado. união estável proibida por lei. Aula 03 10/02/2014 Administração do condomínio Quem pode ser herdeiro Impedimentos para ser herdeiro: proibição de ser herdeiro (testemunhas. irmãos. trata-se de uma hipótese de nulidade (o testamento não vai se convalidar e não existe prazo). Casado e separado de fato é considerado como união estável. escrivão) 7 . o testamento é baseado na liberdade das pessoas O objetivo é não influir na disposição do herdeiro. exemplo: escrivão não pode se incluir no testamento bem como familiares e amigos. Inciso III e 1803: não pode incluir a concubina (1727.1801 – pessoas que não podem ser herdeiras por testamento Na sua essência.

Artigo 1804 – aceitação ou renuncia à herança Transmissão da herança se dá no momento da morte. Renuncia deve ser pura: renunciante nunca existiu. o objetivo é proteger o cônjuge. casados. a constituição já protege o filho de relação extraconjugal. o filho já é herdeiro necessário. Amante do testador não pode herdar.Herança deixa para concubina: Concubina: conceito para pessoas que vivem em união estável e estão impedidas de casar. Companheira não é concubina quando a pessoa já está separada de fato. procura no rol de herdeiros quem receberia (irmãos do renunciante ou neto do falecido) nunca será quem tem ligação com o renunciante. A renuncia Renuncia: escritura publica ou termos nos autos. Renuncia é inexistência. não é possível presumir que a pessoa não quer a herança. O fato de ter aceitado a herança anos após a morte Aceitação ou renuncia retroagem Aceitando é considerado como tivesse aceitado no momento da morte. Impedidos de casar: artigo 1521 – ascedente. ou seja. não pode ser privilegiada no casamento e não receber o seguro. Exemplo: herdeiro único que vendeu bem da herança e nesse caso fica claro que a pessoa aceitou a herança. quem matou não pode casar com viúva Concubina que não pode ser beneficiada pelo casamento (1803) no entanto nada impede que o testador deixe parte do testamento para o filho da concubina desde que seja filho dele também. hoje em dia. não há previsão de renuncia tácita. mostrar pelo comportamento que aceitou a herança. Renuncia é sempre solene (escritura ou termos no autos) Aceitação da herança pode ser tácita. 8 .

Renuncia é negocio jurídico unilateral: manifestação de vontade que sozinha estabelece o resultado desejado. exemplo: casa ou conta em banco. Aceitar e vender a parte (pessoa aceita. Havendo herança e legado pode aceitar um e renunciar o outro. 9 . na herança a pessoa é excluída Quando houver coação tem que ser dado entrada com ação de revogação Renuncia ou aceitação nunca pode ser condicional. Revogação significa que não possa anular a manifestação de vontade. Exemplo: renuncia de escritura mediante coação pode ser revogada. Em hipótese de aceitação a pessoa recebe toda a cota (positivo negativo e direitos abstratos exemplo: pessoa que durante a vida teve a honra ofendida). São incondicionadas e sem termo de duração. Não pode ser em partes ou aceita tudo ou nada. Se a pessoa renunciar transfere automaticamente para outros herdeiros. exemplo: aceito a herança por dez anos ou só aceito se meu irmão passar na faculdade. Herança: por direito legal ou testamento nesta hipótese a pessoa pode aceitar a herança da lei e renunciar a herança do testamento.Aceitação ou renuncia são decisões irrevogáveis. cada herança tem uma causa diferentel Legado: herança por testamento com bem ou valor individual. Artigo 1809: se o avo faleceu e o seu filho antes de aceitar ou renunciar veio a falecer também seus herdeiros terão direito à herança do avo se aceitarem a herança do seu pai. bem entra no patrimônio e vende) Renunciar transferindo para outro herdeiro é uma forma de aceitação e transferência. ou seja. Cessão de direitos hereditários: recebe e cede a parte. Ao herdar a pessoa herda cota ideal da herança compreendendo: lucros e prejuízos.

Renuncia de herança para enganar credor: renuncia é ineficaz e ao pagar o credor a herança transfere para outros herdeiros. renuncia que prejudica credores é ineficaz. Não há necessidade da Ação Pauliana. No futuro se ele quiser ele pode vir a renunciar. 10 . Renuncia não paga impostos. o codigo permite que o credor entre . Cessão de direitos e renuncia: considera como negocio. Se a pessoa renuncia ou cede para os herdeiros o resultado é o mesmo então é tratado como renuncia. Despesa para manutenção dos bens ou pagamento das despesas do enterro do falecido. Condutas do herdeiro destinadas a proteger a herança não significa a aceitação tácita. se por acaso ele renuncia ou cede para um dos herdeiros será tratado como cessão Ação Pauliana: reconhecimento de fraude contra credores (artigo 154). só o seu silencio ou manifestação verbal não tem validade. Aceitação tácita: legislador preocupa-se que um dos herdeiros que não quer a herança. Herdeiro – 1813 Prazo – hipóteses do 1807. precisa de outorga do cônjuge e precisa de escritura e assinatura de termo nos autos. se ele optar por renunciar ele precisa lavrar escritura ou termo. Atos de mera conservação não é considerado aceitação tácita. o herdeiro pode estipular um prazo para a manifestação do interesse ou renuncia.Cessão para coherdeiros: pagará dois tipos de impostos. Se a pessoa renuncia ao patrimônio e vem a surgir novos bens ele pode vir a aceitar os bens desconhecidos. Fraude cometida por herdeiro.

Se não provar no criminal que o réu não é o autor essa decisão passa para o cível. Inciso II: não há homicídio mas há ofensa à honra. ou seja. Homicídio doloso com a pessoa em plena consciência e não necessita da decisão com transito em julgado Homicídio culposo não pode ser punido com a indignidade. Ver artigo 265 CPP. Artigo 935: pode haver decisões distintas no cível e criminal e na segunda parte a decisão pode absolver o réu e ser condenado no cível. A indignidade é uma pena civil Incapaz: não há punição para o absoluta e relativamente incapaz. 11 . extinguindo a ação de indignidade no cível.a presunção de inocência fica somente na área penal e no cível adota a previsão do artigo 935. Quando há ofensa à honra precisa da condenação segundo a doutrina porque é um crime de ação privada sendo necessário reclamação no juízo para que provoque o processo judicial. Se o morto não representou em vida não há como excluir o herdeiro. caluniar a pessoa que vai herdar no processo. Atenção: a primeira parte do artigo prevê a calunia praticada em juízo gerando a indignidade. haver provas mais consistentes. por exemplo. Homicídio: não precisa do transito em julgado da sentença judicial Sentença penal absolutória com base na legitima defesa e estado de necessidade pois são hipotess em que não é ilícito. precisar da condenação criminal na indignidade não há necessidade pois a doutrina e jurisprudência conjuga com o artigo 935 havendo elo entre o civil e criminal (a decisão penal é independente da civil) pode haver decisão criminal absolvendo e na civil absolvendo. não se aplica a punição para quem não tem discernimento.Aula 04 13/02/2014 Indignidade – 1814 Apesar de outros artigos do código civil. artigo 188. artigo 1527. a decisão do criminal passa para o cível. A posição minoritária acredita que o incapaz com consciência deveria ser punido. Em outros países há condenação quando é verificada a consciência da pessoa na ocasião do crime.

Vitimas eram apenas os que fizessem o testamento do crime e ofensa no código civil de 1916. Não há previsão legal do perdão parcial. Segundo a doutrina a legitimidade do MP pode ser identificada se houver conluio entre os herdeiros para evitar a indignidade. Homicídio pode não ser dirigido ao que não vai herdar Ofensa: cônjuge e companheiro Precisa fazer a conexão com o artigo 1818. Exemplo: reter a pessoa no cartório para não fazer fraude o testador de processo ou testador fazer o o testamento. por exemplo por tentativa de homicídio ou ofensa. O prazo é de 04 anos com prazo decadencial Açao descontitutiva é decadencial Fora do artigo 205 é decadencial Quem tem interesse na ação são os outros herdeiros que serão privilegiados tendo a legitimidade para propor a ação. O poder de perdoar cabe somente ao testador. Neste caso não há necessidade condenação. O silencio não é aceitação e sim o comportamento. 12 . quem pode tudo pode o menos § único 1818: o perdão pode ser tácito onde o testador sabendo do fato praticado pelo herdeiro o coloca no testamento. Momento da abertura da sucessão ocorre com a morte. portanto. que visa mudar a realidade. mas a doutrina a aceita. o herdeiro terá direito ao total. Se houver indignidade ela não é automática. Precisa provar que houve dificuldade para o testamento.Inciso III: haverá indignidade quando houver impedimento por também será indigno. atenção: se o testador foi expresso no perdão não será considerado o perdão tácito. O perdão é autorizado: Expressa: escritura publica ou documento autentico. A ação é de natureza desconstitutiva. pode ser filmagem ou gravação onde o conteúdo mostra o perdão. O herdeiro receberá somente o que testador estabelecer no testamento. O perdão tem validade se o testador ciente do ato o perdoa. sendo necessário ser proposta a ação para provar que ele é indigno. onde o “falecido” pode perdoar o indigno. toda vez que é praticado atos do 1818 não signfica que a pessoa automaticamente esta excluída da herança. não cabe prova verbal.

Se os filhos indignos herdarem bens do avo. A. 13 . Se for provado que a pessoa não é autora do crime ele pode ser absolvido no cível. havendo choques de decisões prevalece o previsto no artigo 935 . a herança não poderá retornar para o indigno. Se outros herdeiros morrem antes do indigno Herdeiros por representação menores: o indigno terá o usufruto legal dos filhos e nessa hipótese o indigno teria o beneficio. ou seja. Asfor Rocha Aula 05 17/02/2014 A indignidade é reconhecida como punição e não pode atingir ninguém alem do próprio indigno. Havendo duas decisões absolvição no penal e condenação no cível. Modalidades: representação do pré-morto. A legitima defesa (artigo 180 e 181 do CC) prevê que a legitima defesa é ato lícito.Não havendo herdeiros fica para a prefeitura por ser órgão arrecadador de heranças que não tiverem titulares. ver decisão do STJ. Ele não herdará no futuro e não poderá ter o usufruto dos bens o qual foi punido com a indignidade. B e C são herdeiros de D Reconhecimento do indigno Renunciante: inexistente Indignidade: morte civil Artigo 1816: efeito da indignidade é de excluir da herança e excluir dos descendentes. 935: absolvição por falta de provas no criminal pode ser condenado no cível pois a falta de provas é irrelevante no cível. Representação: pessoa herda representando a outra.

ascendente e cônjuge). A petição é a reclamação do que é seu 14 . Após um ano e a herança é considerada vaga há o impedimento dos herdeiros de reclamarem (colaterais. Negocio oneroso: Se o alienante agiu de boa fé a venda prevalece. Quem cuidará do patrimônio Titular da herança vacante é a prefeitura (agente que arrecada patrimônio sem titular). A pessoa apenas deixou de ganhar pois não houve negocio jurídico. O herdeiro prejudicado cobra a parte do herdeiro e não tem como cobrar o comprador Se foi de má fé o negócio é desfeito. 1824 a 1828 . Os herdeiros que não são colaterais podem aparecer e reclamar no prazo máximo de cinco anos (descendente. Herança vacante e jacente – 1819 a 1823 – se não herdeiro ou não tiver herdeiro com condições de ser herdeiro.petição de herança é hipótese de reclamação de herdeiro que venha a ser prejudica pelos demais. a pessoa não é protegida Doação ou cessão: se houver negocio gratuito feito pelo indigno não existe a boa ou má fé se houver conflito o bem retorna ao herdeiro. É a herança vaga Jacente: Do estado jacente para o vacante Fases dos bens Arrecadação: promotor. tio avo e sobrinhos) eles não fazem mais jus à herança. Quando não souber se há herdeiro a herança jaz Vacante: esta esperando para saber se há herdeiro se ficará com ela. juiz ou terceiro recolhe os bens e publica os editais (morreu alguém e esta esperando alguém que prova ser herdeiro). Um ano após o juiz publica a herança vacante (não apareceu ninguém para reclamar). tio.Herdeiro indigno antes de ser reconhecido como indigno vende ou doa bens do espolio e quem comprou ou recebeu doação pode estar ou não agindo de boa fé subjetiva.

Artigo 1827: o herdeiro pode reclamar bens dos herdeiros e quem os adquiriu. Prazo da ação de petição de herança: prescrição a pessoa tem o prazo de 10 anos a contar do óbito do titular. O prazo para reconhecimento da paternidade é imprescritível. testamento valido que determina parte da herança. A segunda parte protege o comprador de boa fé. Ação de investigação de paternidade: a partir da morte o prazo é de 10 anos para reclamar a herança. Aula 07 20/02/2014 Ordem da vocação hereditária – 1829 15 . A prescrição é o meio de garantir a segurança jurídica. Qualquer herdeiro que esta sendo prejudicado é o objetivo da petição da herança O herdeiro pode reclamar a parte dele o todo (motivo por causa da herança ser um condomínio). companheira. Artigo 1829: pessoa que falece sem deixar testamento. Comunhão parcial: regime da lei Comunhão universal: tudo comum salvo exceções Separação obrigatória: regime em que é obrigado a casar pelo regime da separação Separação convencional: casal escolhe casa pelo regime onde cada um tem seus bens estabelecidos.Utilização: filho não reconhecido em vida (reconhecimento de paternidade). Inciso I: não confundir herança com regime de bens.

cônjuges e colaterais. ascendente. a doutrina acredita que esta regra não pode ser aplicada sendo possível somente em uma hipótese apesar da separação ainda há a manutenção de um vinculo entre ambos. O sistema vigeu no código anterior por causa do regime legal de casamento era o da comunhão universal de bens. Qualquer condição de filiação (adotado ou sócio afetivo) permite que ele herde em igualdade de condições. Em se tratando de herança primeiro precisa excluir o cônjuge. O cônjuge começa a concorrer com o descendente em determinado regime de bens. A preocupação do legislador se deu no abando do viúvo ou viúva. A lógica diz que acabou a comunhão plena de vida a lei não poderia fazer a proteção. Tem o dever de sustentar e ter o laço afetivo mais estreito. O cônjuge participa com um pedaço da herança.Para quem a herança fica em caso de não haver testamento ou ele ser nulo. Atenção: na lista de sucessores depois do descendente entra em segundo lugar o ascendente. Logo a conclusão era de que o viúvo ou a viúva teria direito à metade do patrimônio do falecido. A lista para de ser procurada quando é encontrado alguém (ordem preferencial). O patrimônio particular abriu a possibilidade do viúvo ficar sem nada com o novo código. quem será o titular da herança. b) se a regra for aplicada como escrita é a proteção da pessoa que rompeu o vinculo. O que acontece em cada um dos Descendentes: o legislador tenta supor quem estaria na ordem do testador. 16 . se for encontrado descendente e ascendente o patrimônio não chegaria ao viúvo ou viúva como era no código de 1916. Importante: o cônjuge para ser herdeiro e particpar da herança (1830) não pode estar separado de fato a mais de dois anos. Essa regra é criticada pela doutrina por duas razoes: a) é perfeitamente possível que antes dos dois anos surja uma relação estavel entre um dos dois com outra pessoa trazendo o seguinte problema: ao viver em união estável com outra pessoa ela não teria direito à herança por não possuir mais vinculo afetivo com o falecido. a união estável rompeu o vinculo. enquanto houver descendentes será feita a busca e encontrando o descendente ele receberá tudo. Na partilha precisa saber o patrimônio do falecido. Neste caso a proteção seria dada primeiramente aos descendentes. O cônjuge entra em terceiro lugar. Observação: o termo descendente não para nos filhos ou seja. A lista é composta de : descentente. possibilitando o retorno do convívio. Sucessão e regime de bens são distintos So será discutido o patrimônio de quem faleceu e não entrará o patrimônio do cônjuge. Lista de pessoas na ordem sucessiva que deverá ser respeitada.

O cônjuge não herda pedaço do bem com o descendente Convencional: patrimônio separado entre os cônjuges um dos motivos é ter filhos de outros casamentos. Comunhão parcial: os bens adquiridos antes do casamento é particular e os bens onerosamente após o casamento são comuns. Neste regime o viúvo ou viúva herda ou seja a confusão patrimonial que queria ser evitada ocorreu. porem se o descendente forem todos filho do casal (falecido e viúva) ela terá direito a uma reserva de 25%. A finalidade do 426 é no aspecto moral e impedir a venda da herança da pessoa viva e torcer pela sua morte.A participação do cônjuge na herança do descendente ocorrerá de acordo com o novo código: se houver o casamento no regime da comunhão universal o cônjuge não precisa da proteção patrimonial por causa do regime adotado. No regime da comunhão parcial pode ocorrer dos bens recebidos por doação e herança não são comuns sendo exclusivo de quem recebeu. Hipótese 03: parte do patrimônio é particular e parte comum neste caso por não saber o que é particular e comum o legislador prevê que no regime da comunhão parcial onde haver meação não terá direito a herança e nos bens onde não há meação precisa proteger o viúvo (pode cair na prova) a viúva herdara onde não há meação. Há uma hipótese não esclarecida pela legislação (filhos comuns e exclusivos do falecido) se todos são 17 . A doutrina responde que no regime da comunhão universal clausulado não havendo meação a viúva herda. A proteção se dará se o regime for diverso da comunhão universal. Ao proibir fazer herança de pessoa viva o objetivo é a torcida. este regime de casamento (1641) há obrigaçao imposta pela lei para proteger filho ou ex-marido (ele quer proteger alguém) e dessa maneira não pode haver comunicação do patrimônio com a morte do marido. Exemplo: durante o casamento o cônjuge adquiriu todos os bens de maneira onerosa e dessa maneira o resultado patrimonial é o mesmo e a lógica diz que se os bens são comuns a proteção se assemelha à da comunhão universal. A decisão do STJ diz que ao optar pelo regime convencional supõe que a pessoa não queria participar da herança. Neste caso o legislador protege a viúva com a seguinte regra: um pedaço da herança ficara com a viúva por causa de não ter proteção por causa do regime de casamento. observar que o cônjuge herdará se não for encontrado descendente nem ascendente. Hipótese 02: todos bens adquiridos foram antes do casamento e neste caso a viúva não possui nenhum patrimônio do marido. A solução neste caso é a seguinte: por causa da decisão ao casar sob o regime e não ter pacto o cônjuge herdará. Ao concorrer com os descentes ele terá direito a uma parte e a pergunta é quanto ele herda: o cônjuge concorre com a herança dos descendentes em partes iguais. Se houver pacto e tiver previsão de não haver (artigo 426 – vedado negocio jurídico sob herança de pessoa viva) direito à herança. Separação obrigatória (imposta pela lei) e convencional (pacto entre as partes): Obrigatória: não herda bens dos descendentes. Onde meia não herda. onde herda não meia.

Lei de registros públicos (são passiveis de registro) não era elencado no rol. outro exemplo é o viúvo que tem o direito de habitação do imóvel sem a necessidade do registro). Decisão do STJ pode incluir o registro no cartório de registro de imóveis apesar de não haver previsão legal.descendentes a herança será divida em partes iguais. no código de 16 o direito expirava com o novo casamento o que não ocorre no código de 2002. Sua preocupação é garantir que o viúvo ficar no imóvel em que era usado pela família como residência. Artigo 1225 – hipóteses de direito real – surgimento com o registro. O ascendente será procurado se não encontrar o descendente Aula 08 00/02/2014 Herança dos descendentes Artigo 1835 – direito real de habitação Está desvinculado do regime de bens. Se o bem não couber na parte da viúva ele terá o direito real de habitação que durará durante toda a vida da viúva ou viúvo. Requisitos: viúvo ou viúva e que tinha um único imóvel para residência. Se o imóvel couber na partilha ou meação ele deve se encaixar nesta parte para não sacrificar os herdeiros. A viúva não terá direito à reserva de 25%. A reserva se aplica somente quando os descendentes forem comuns. Herança do descendente 18 . usucapião. Direitos reais sem registro (recebimento do direito real do falecido sem o registro. Exemplo: bens com clausula de incomunicabilidade a lógica diz que ao falecer as clausulas morreram junto. Na comunhão universal há o entendimento que todos os bens são dos cônjuges. O legislador não se preocupa em saber o regime de bens.

cada um terá direito a 1/3. neste caso os unilaterais recebem 25% cada e o bilateral recebe 50% 19 . Colateral até quarto grau: Representação dos colaterais é na hipótese dos irmãos serem herdeiros. Ao procurar o descendente (filho. independente do regime de casamento. Se a herança chegar ao sobrinho neto não cabe direito de representação. Parentes unilaterais e bilaterais Bilaterais recebem duas vezes ao que cabe ao unilateral. Se houver o pai e o cônjuge ambos terão direito a 50%. Exemplo: herança de 100 onde há um bilateral e dois unilaterais. A lei não importa sobre o regime de bens inclusive a meação. herda por estirpe ou por representação quando há herdeiros de linhas diferentes. Se não houver ascendentes nem descendentes o viúvo ou viúvo terá direito a toda herança.Já saiu a meação e a parte do cônjuge e a sobra é dos descendentes. Ao chegar aos avós a viúva terá direito a 50% (artigo 1837). neto) o primeiro que for encontrado terá direito à herança. Se não for encontrado descendente vai para a linha dos ascendentes e para na linha em que encontrar o ascendente e não existe o instituto da representação. O direito real de habitação também terá validade. Se todos descendentes estão na mesma linha herdam por cabeça Pré-morto: direito de representação. Os descendentes tem maior importância do que os ascendentes. Antes da divisão por cabeça ocorre a divisão por linhas (paterna e materna 50% para cada). Outra proteção esta na quantidade. ele não tem cota igual exceto quando houver divisão entre os pais do falecido e a viúva ou viúvo. O cônjuge terá maior proteção se houver que partilhar com ascendentes.

A proteção dada no artigo 1. Herdeiros necessários Aula 09 24/02/2014 União estável: a viúva herda 50% dos bens e divide os outros 50% ela divide com os outros herdeiros. O código é omisso quando há descendentes comuns e filhos dele: a opinião prevalente é que todos herdam igualmente ou os filhos herdam o dobro do que a viúva herdará. A prevalência é que todos herdam igualmente. A lei veda a distinção de filhos. porem.790 se dá somente após percorrer a lista dos colaterais tendo direito a apenas 1/3. A companheira só herdará os bens adquiridos no casamento. se concorrer com os avós ela terá direito a 50% 20 .Companheira ou companheiro está sujeito a outra regra. Alguns doutrinadores acreditam que este inciso é inconstitucional por causa do laço de família existente não caberia a inclusão de ascendentes e descendentes. Companheiros e companheiras não há a reserva de 25%. ou seja. Inciso III: os parentes sucessíveis (ascendentes e descendentes colaterais até o quarto grau). se a viúva concorre com descendentes comuns (filhos do morto e companheira) eles herdarão por cabeça. todos herdam igualmente. Se a viúva concorrer somente com os filhos do falecido ela terá direito à metade dos bens que eles herdarão. Observação: para fins de cálculo exclui os bens adquiridos antes da união estável da companheira ou companheiro. Viúva casada herdar concorrendo com concorrentes será de 1/3 será somente se os sogros estiverem vivos. artigo 1790.

790 por falha legislativa. Se a pessoa vive em união estável que não é o regime da lei tem que aplicar a regra do 1. Ela só herdará na meação e os bens particulares ficarão na herança vacante e jacente.790? a jurisprudência e doutrina acham que o regime aplicado no 1790 é o da lei. É possível também viver em união estável pela separação obrigatória. A exceção do caput se aplica nos casos em que houver descendentes. Observação: dependendo da idade do vendedor o funcionário do cartório deverá confirmar se a pessoa é solteira e confirmando a informação ele pedirá para que a pessoa assine um termo declarando não viver em união estável para evitar problemas futuros e o cartório ser responsável pelo ressarcimento do imóvel. Nem sempre uma pessoa terá conhecimento que ao adquirir o imóvel o vendedor está vivendo em união estável. Havendo outro regime não há regramento especifico solucionando por analogia aplicando o artigo 1829. Em outros momentos é constitucional porque (1647) os atos podem ser praticados com consentimento do cônjuge Quem vive em união estável para vender imóvel depende da anuência do outro? Se for para proteger a família depende da anuência (casamento) erga omnes. ficam todos os bens. Exemplo: pessoa que vende imóvel e descreve viver em união estável tem que ser aplicado o artigo 1647. A interpreçao é que quando a viúva ou viúva concorre com os sucessível dá direito a 1/3 a todos os bens. União estável é fato (vive com alguém) Casamento é negócio jurídico (contrato) Regra do artigo 1845 Herdeiros necessários: quem são os herdeiros necessários? Descendente. 21 .Ao herdar 1/3 havendo outros parentes sucessíveis não é esclarecido se ele receber tudo (meação durante o casamento + particulares) ou se ela herda somente a meação. A resposta para esta dúvida é que não há conexão do inciso III com o caput do 1. O artigo 1790 foi pensado na comunhão parcial a não ser que os cônjuges escolhem outro regime. IV: não havendo mais herdeiros a herança ficará para a viúva ou viúvo da união estável. ascendente e cônjuge excluindo companheiro e companheira Quem vive em união estável é ou não herdeiro necessário? Diante da diferença entre os institutos (casamento e união) são inconstitucionais por violar a lógica que protege a família.

Atenção: se a herança necessária é garantia que metade do patrimônio ficara para o herdeiro necessário é relevante responder se o testador pode fazer um testamento com todo o patrimônio ser impenhorável.O casado tem proteção da herança necessária e a doutrina inclui o companheiro ou companheira como herdeiro necessário. terá que ser excluída a meação que tem relação com a herança. Se o testador incluir a justa causa e vier a falecer muitos anos depois terá que ser visto se a justa causa ainda está vigente. Se houver uma justa causa para impor a clausula restritiva terá que ser formalizado. A ideia do legislador é para estabelecer clausulas restritivas ao patrimônio disponível deverá ter uma justa causa e não ficará a critério do testador. O objetivo é proteger a familiar Na herança os necessários tem direito a 50% dos patrimônio no dia da morte. incomunicabilidade (se a pessoa casar por qualquer regime de bens não se comunica). Observar ser há testamento. Supõe que o pai ira partilhar o patrimônio com os filhos igualmente. O código se preocupa com os herdeiros necessários Colação: filho que em vida recebeu do pai parte da herança desconta aquele valor da herança. incluindo a impenhorabilidade). por exemplo ele não queria deixar bens para o genro e posteriormente veio a ter bom relacionamento Representar: Linha descendente 22 . Se o testador quiser clausular pode impor as clausulas restritivas. 50% da herança necessária será desembaraçada. Na colação os pais podem tratar os filhos diferentemente na parte dos 50%. O entendimento é que a herança necessária quer garantir parte do patrimônio ao herdeiro ela terá que ser entregue livre. A justa causa não impedirá a discussão sobre a sua regularidade. impenhorabilidade (o bem não pode ser passível de penhorabilidade). Ao realizar doação ou testamento de bens (1848) pode se valer de clausulas restritivas de direitos que dizem não pode vender o bem (inalienabilidade.

Próxima aula: sucessão testamentária Ato jurídico: conduta humana que produza resultados (independentemente da vontade das pessoas ou quando depende da vontade ocorre o negocio jurídico) Fato jurídico: não tem participação humana é efeito da natureza em sentido estrito.Ascendnete nunca Colateral só quando um dos herdeiros tiver falecido. O tio rico vem a falecer e deixa herança ao pai ele pode representá-lo naquela herança. exemplo: o pai que deixou um imóvel para o filho com a condição de não vender enquanto estiver vivo e no momento do falecimento do filho a clausula estará liberada para que os netos possam vender. O fato de renunciar a herança de uma pessoa não impede o de representar em outra herança. o conteúdo é feito com grau de liberdade para manifestar no momento pós morte. Exemplo: união estável onde as pessoas vivem juntas sem interesses. Embora regulado pela lei o conteúdo [e regulamentado pela vontade do testador Caráter personalíssimo: não admite procuração para terceiro fazer 23 . A cláusula restritiva terá duração para uma geração. exemplo: pai falece o filho não quer herdar nada e vem a renunciar. Aula 10 06/03/2014 Sucessão testamentária Artigo Testametno: negocio jurídico unilateral.

Se o contrato foi por escritura publica o desfazimento pode ser verbalmente. o negocio pode ser declarado a qualquer momento não há decadência nem prescrição.Solene: somente pode fazer de acordo com o sistema da lei. tem três formas: publico. O problema ocorre quando: Precisa ser compreendido o tema da paridade das formas: diz respeito à ao artigo 472 (desfazer o contrato deve usar a mesma forma exigida pela lei). cerrado e particular. A paridade é desfazer o negocio da mesma forma exigida pela lei e não a escolhida pelas partes. Formas especiais são possíveis em determinadas situações: marítimo. O testamento nulo tem prazo de decadência (exceção). Ato potestativo Anular: so é possível se houver vicio ou defeito no ato juridico Caducidade: circunstancia que acarretam a perda da validade ou eficácia do testamento. Outro exemplo: contrato de aluguel verbal o distrato é feito verbalmente. Exemplos: mandato . Fundamentos para declarar a nulidade ou anulabilidade Artigo 171 e 166 Se a lei exige duas testemunhas e foi feita com uma é nulo Testamento feito com erro Atenção: problema na nulidade. O testamento tem as formas solenes tendo como características essencial a revogabilidade e como é possível aplicar a paridade das formas? Se pode fazer pelas maneiras solenes a revogação pode ser solene não necessariamente pela m esma que foi feita. A exigência é que seja usada a solenidade Não confundir revogação com anulação e caducidade Revogar é tirar a voz. não é obrigado a manter o testamento válido. não querer mais o que manifestou que surte efeitos. artigo 1859 que estabelece que a 24 . Exemplo: testamento particular pode ser revogado por escritura pública e vice-versa. revogar é ato espontâneo (eu concedo e eu retiro). Exemplo: testamento feito e o surgimento de um filho posterior. O testamento caduca. A nulidade no negocio jurídico (169) regra: nulidade não se convalida nem pelo decurso do prazo. É desdizer o que a pessoa havia dito ou estabelecido. Exemplo: venda de imóvel precisa de escritura publica e ao querer desfazer o contrato precisa ser por escriturra publica também. exercito e aeronáutico Revogabilidade: qualquer um que fizer em qualquer momento pode revogar o testamento feito.

Capacidade para fazer o testamento e para receber os bens para testamento Artigo 1857 e 1860: toda pessoa capaz pode testar.a razão da nulidade é a que a eternizaçao dos efeitos da nulidade. Se a interdição for depois do testamento tem que entrar com açao para provar (declaratória de nulidade de testamento prazo de cinco anos) que no momento em que ele testou ele era incapaz. O maior de 16 anos precisa ter a capacidade mental plena. Artigo 1861: quem pode receber bens via testamento 25 . no testamento o beneficiado ganha sem perder nada. se tem capacidade (18 anos e mentalmente são). Por esses motivos é necessário o prazo definitivo de cinco anos para que ao ganhar ele não prejudicara outras pessoas a não ser outros herdeiros.... A incapacidade fica associada a interdição em que é uma sentença declaratória da incapacidade da pessoa porem não tem efeito retroativo automático por duas razoes: a incapacidade atual não é a garantia da capacidade anterior e a publicidade.. exceção do 1860 onde o maior de 16 anos pode fazer testamento (relativamente incapaz so pode fazer negocio jurídico assistido) a exceção é por ser um ato personalíssimo o maior de 16 pode testar sem ser assistido. Toda vez que houver validade ou invalidade o fato ocorreu no nascimento do negocio jurídico e significa que o sujeito fez o testamento quando tinha capacidade plena e depois ficou incapaz o testamento é valido é por causa do momento em que foi feito o testamento comprovando sua capacidade. O prodigo só não pode desfazer dos bens em vida. Mesmo sendo maior e relativamente incapaz não pode testar. Artigo 1242..invalidade do testamento deve ser alegada no prazo de cinco anos contado do registro do testamento. Se for detectado que o testamento é fruto da prodigalidade pode ser anulado... parágrafo único pode gerar usucapião com tempo mais curto. Atenção: se não vier melhora da capacidade não há como anular o testamento entendendo que o momento da realização era a vontade da pessoa. exemplo: ébrio... Outra questão é relativa a capacidade é validade para testamento valido e o relativamente incapaz pode testar. O prodigo pode testar mesmo sendo relativamente incapaz de acordo com a doutrina por que o prodigo ao transferir seus bens para depois da morte não há nenhum impedimento. O registro do testamento é o momento em que o testamento é apresentado ao juiz responsável pelo ..

Capacidade para ser herdeiros: nascituros. Corespectivo: Havendo garantia da revogabilidade pode ser feito testamento. Aula 06 13/03/2014 26 . Testador dever ser infomado do conteúdo pelo tabelião. só pode testar por escritura publica. duas testemunhas para ouvir Compreensão de leitura: analfabeto. Não pode haver negociação de pessoas vivas. Se for feito em um único instrumento não pode ser revogado. se fosse possível fazer o testamento no mesmo instrumento negocial sendo vedado fazer testamento em conjunto. prole eventual (filho de alguém) pessoa jurídica constituída e a não constituída (fundação) So pode ser usada par fazer o testamento uma das formas: não pode ter testamento cerrado e particular ou particular e publico Não são validos testamentos conjuntivos: ele precisa ser revogavel. tabelião faz constar que usou o método de libras 1867: cego. Duas pessoas fazer testamento beneficando terceiro ou recíproco em que duas pessoas testam beneficiando a ambos. o tabelião lê duas vezes informando sobre o conteúdo do testamento e assina. surdo e cego 1865: tabelião assina e declara assinando a seu rogo. possibilidade de comunicação com surdo através da leitura de libras. Característica do testamento Solenidade: artigo 1864 a 1867 Escritura publica: cartório de notas e informa ao tabelião o que quer constar no testamento e a autentiidade atende os requisitos: leitura do teor. casos de analfabeto e pessoas com deficiência física 1866: surdo.

Pode ficar ignorado até a morte do testador. Testamento particular tem uma regra do artigo 1879. por exemplo. onde na presença de dez testemunhas declara que quer casar com 27 . O testamento particular é feito pelo próprio testador.Revogabilidade Publico pode ser revogado pelo particular ou cerrado O cerrado pode ser pelo publico ou particular Pode ser escrita em língua nacional ou estrangeira Duas testemunhas Na morte do testador o testamento é levado ao juiz que examinará se houve alteração e em caso negativo o testamento será registrado chama os interessados e o inventario será em razão do testamento cerrado. O tabelião pode ser responsabilizado. novidade trazida pelo código civil. As outras pessoas pedem a aprovação verbalmente. inclui o surdomudo precisa pedir a aprovação por escrito. É uma forma mais insegura de testar por causa da necessidade de uma testemunha estar presente para confirmar. Incoveniente: é absolutamente inseguro. O testador tinha capacidade absoluta? Invalidade do testamento precisa saber se o testador estava mentalmente são para dar validade ao testamento. Forma informal e solene: particular – artigo 1876 Testamento que não é levado antes da morte a registro. pessoa em estado terminal por causa de um acidente de veículo. O cartório de notas ao suspeitar da condição do testador pede um atestado ou laudo médico para garantia contra eventual questionamento de testamento feito por incapaz. Ao falecer uma das testemunhas tem que estar “viva” para confirmar a vontade do testador pelo juiz que quer saber das condições da elaboração do testamento. com três testemunha. Qualquer pessoa pode utilizar desde que saibam ler e escrever. em língua estrangeira ou nacional. de forma mecânica ou a mão. onde é quebrada a solenidade dos testamentos fazendo analogia ao casamento in extremis (sem solenidade).

em noventa dias. exceção para o artigo 1879. A regra é 90 dias a partir do momento em que a pessoa teria plena condições de testar. O juiz analisa as informações e não havendo impedimentos valida o testamento. Apesar do artigo prevê a formalidade de testar escrita. a jurisprudência não tem ocorrência sobre esta forma Testamentos especiais – artigo 1886 a 1896 Só podem ser feitos em situação de guerra (testamento militar) alto mar (guerra ou não) e ar. O que diferencia do testamento é a materia em que o codicilo pode versar. precisa ser escrito. exemplo: pessoa perdida em floresta escreve o testamento e vem a falecer. Na dúvida o juiz pode invalidar o testamento. Testamentos não solenes: se a pessoa sai da situação de emergência e volta para a situação de segurança tem que fazer um testamento ordinário. supõe que ele está revogado. A insegurança gerada por este tipo de testamento é alta. mesmo não havendo regra. É um documento particular onde poderá ser estabelecido a doação de esmolas. a doutrina aceita. É um testamento feito por uma pessoa em estado extremo. artigo 1881 a 1885 Não precisa de testemunha e nem de registro. 28 . porém. Peculiaridades: Pode ser feito testamento militar oral (menos solene). Testamentos excepcionais. trocar testamenteiro do testamento que tinha o feito. Outra possibilidade é gravar a sua voz em aparelho celular. exemplo: pessoa que está em guerra (1893) em combate confiando sua vontade a duas pessoas.aquela pessoa (não pode ser parentes) e o juiz de direito vendo se não há impedimento formaliza o casamento. Ocorre a redução da solenidade. No testamento: em situações excepcionais o testador pode fazer sem testemunhas. Testamento perante o comandante do navio. É solene. avião. general que recebe o testamento ditado. Condicilo: testamento reduzido. Pode ocorrer das duas testemunhas em conluio forçar o testador a declarar algo que não é de sua vontade. O testamento precisa ser convertido. que a pessoa que não sabe escrever pode solicitar gravar em vídeo a manifestação da sua vontade. Exemplo: trocar o testamenteiro sem a necessidade de novo testamento. Se a pessoa está em estado terminal em hospital o médico pode atestar que ele estava em condições de testar. o prazo de 30 dias seria o suficiente para revogar.

Na argentina não existe este tipo de clausulas de interpretaçao. a analise é pelo conjunto do testamento. São duas regras: Na interpretação é buscar a vontade do contrato do que a literadade: a interpretação é no que está escrito. Para continuar a validade de codicilo ele precisa confirmar o codicilo quando fizer o testamento. o codicilo troca o testamenteiro. opinião do professor. prevista pelo legislador. Das disposições testamentárias: Conexão com o negocio jurídico e testamento Há três regras de interpretação Meramente interpretativas: como deve buscar a interpretação de cada clausula no testamento Proibitivas: o que não pode deixar no testamento. Exemplo: testador diz que deixa seus bens para sua filha e ele não tem filha e sim uma sobrinha. para o testamento pode revogar o testamento de forma expressa ou em caso do testador ter feito o testamento após o codicilo e não o ter revogado. Na duvida busca a vontade do testador e se for o caso busca a vida do testador. o que é nulo Clausulas ou disposições permissivas: pode fazer disposição desse jeito. neste caso é uma revogação tácita. em qualquer instrumento particular sem a necessidade de escritura publica para o reconhecimento da paternidade. Na interpretação. O codicilo pode ser cerrado em razão da previsão de reconhecimento de paternidade. Artigo 1899: interpretativas A regra diz que na duvida sobre o conteúdo e objetivo da regra a interpretação será buscando o que representa melhor a vontade do testador. O limite da esmola só é possível medir pelo tamanho do patrimônio do testador. o que não é proibido é permitido.O codicilo autoriza que seu autor reconheça paternidade. pela doutrina majoritária. Por ser menos do que o testamento. 29 . entende-se que ao tratar a sobrinha como filha a vontade dele era deixar os bens para ela. não tem que procurar o que o testador estava pensando.

Aula 07 17/03/2014 Conteúdo do testamento Regras Interpretativas: regras do código de como interpretar o conteúdo testamentário Proibitivas: disposições do testamento invalidas Permitir ou autorizar conteúdos no testamento Artigo 1899 c. Deixando cota certa para a pessoa o que sobrar ficarão para os que não foram referenciados. 1904: Havendo mais de um herdeiro para receber a herança tem que ser dividido em partes iguais (pelo numero de beneficiários). Exemplo: pessoa deixa 30 .c 1903 – interpretação do testamento onde vai busca na vida do testador o que ele queria em vida. Testador que não identificou quem recebera as esmolas deixadas por ele e neste caso será buscado as pessoas que moravam próximo ao testador incluindo instituições de caridade. Clausula não clara pode buscar nas relações do testador quem se trata daquela pessoa que queria beneficiar 1902: esmolas deixadas pelo testador. No negocio jurídico não é possível buscar conteúdo fora do contrato. Artigo 1903: havendo erro da pessoa beneficiada no testamento é permitido fazer uma investigação para saber quem é o beneficiário. 1905: observar que havendo grupo e pessoas beneficiadas as pessoas do grupo será considerada como uma única pessoa 1907: quinhão certo para pessoas e não haver referencia a demais herdeiros.

Por ter natureza personalíssima não é possível transferir para terceiro. Disposição condicional é a condição de herdeiro e o testamento em si não pode ser condicional.Regras proibitivas: o testamento não pode ter e se houver será invalida Herança ficar com a pessoa por um período: herança sujeita a termo. Se eu não sei a quem deixar a clausula é nula. ver o artigo 125 do CC. Exemplo: testamento feito por duas pessoas. exemplo: deixo a herança para o filho A se ele se formar no prazo de cinco anos. Permitidos Testamento sujeito a condição: testador pode estabelecer clausula sob condição 31 . Exemplo: testador que deixa a herança para a pessoa se formar em determinada turma o aluno com a melhor nota. Este tipo de testamento é proibido e a clausula é nula. exceto para a herança condicional. Exemplo: deixar para o filho A herança por um período de 10 anos e após o período a herança vai para uma instituição. Outra possibilidade é estabelecer beneficiários incertos (indeterminável) não há como cumprir a vontade testamentária. porem. Exemplo: o testamento terá validade se a pessoa vier falecer daqui a cinco anos ou o testamento não terá efeito se a pessoa não vier a falecer. O testamento continua a produzir os efeitos. Exemplo: deixo um bem para uma pessoa se ele fizer um testamento para mim. nada impede que parte do patrimônio fique com beneficiário indeterminado mas determinável. A lógica da regra é que a disposição testamentária dure por um período e depois mude é denominado fideicomissso (testador quer que a pessoa fique por um período com a herança). Exemplo: herança ficará para X se Y matar Z. Condição ilícita: fato ilícito o negocio jurídico é invalido Não pode haver disposição testamentária do tipo captatoria. Captatoria: vontade que faz a captação de outra pessoa a clausula é nula. Também não admite testamento em que o testador transfira para terceiro indicar quem será o herdeiro. depende de fato futuro e incerto. A condição pode ser feita por algo incerto Ligar a parte da condição com a parte geral do código (fato futuro e incerto e em alguns casos a condição é invalida e outros casos invalida o negocio) Condição impossível e resolutiva é inexistente A diferença da parte geral com a do testamento é o testador falecido e a condição for ilícita o testamento vale e a condição é ilícita. não pode haver limitação do caráter personalíssimo do testamento não pode haver clausula testamentária em que faça combinação com outra pessoa.

A invalidade estará nos 30% tendo validade a dos 70% 1911: clausulas que restringem liberdade do herdeiro so podem ser impostas a herdeiros não necessários. Se não for possível cumprir a validade a termo não há como cumprir o testamento. É possível cancelar as clausulas restritivas: se for pedido ao juiz com fundamentação pode ser cancelada. Exemplo: toda parte disponível ficara com herdeiro X por dez anos. Tem que ser declarado os motivos das clausulas restritivas Clausula de inaliebilidade trazem junto as de impenhorabilidade: os bens recebidos com as clausulas restritivas o Estado pode ficar com o bem e o dinheiro arrecadado ficara com o previsto nas clausulas. Exemplo: casa com clausula restritivas que a renda era possível obter lucros e houve desvalorização do imóvel não rendendo mais lucros neste caso o juiz autoriza a venda do bem excluindo a clausula restritiva. Pode ser revogado ou ser obrigado a cumprir o encargo. Aula 08 20/03/2014 32 . Quem recebe o beneficio não paga pelo bem.Mediante encargo: é possível estabelecer conduta a um beneficiário de uma liberalidade. Exemplo: deixo 70% para sobrinhos e outros 30% para pessoas que desconheço. Quando se trata de herdeiro necessário há duas questões a serem resolvids as: a clausula restritiva sobre a parte disponível da herança não há impedimento. Outro exemplo: não tenho herdeiros necessário e o meu tio é quem escolherá os herdeiros. Se houver interesse publico o MP entra com açao para compelir o herdeiro a fazer a sua obrigação. 1910: nulidade de uma clausula não acarreta a nulidade do testamento. Quando se tratar da parte indisponível dos necessário pode ser estabelecidadas as restritivas desde que haja justa causa. este alguém pode ser obrigado a fazer ou exercer benefecio a um terceiro ou o testador Encargo x condição Condição: o efeito do negocio jurídico esta vinculado a sua condição Encargo: o negocio tem validade o beneficiário tem que fazer o encargo determinado. porem. O não cumprimento do encargo pode ser revogado é o que defende a doutrina majoritária. Outro exemplo é a pessoa que recebeu um bem e ficou milionária o objetivo do bem era proteger o patrimônio e deixou de ter efeito por causa da mudança do padrão de vida da pessoa. exemplo: testador pediu para que fosse urbanizada uma área na cidade e o beneficiário não a fez.

exemplo: imóvel legado ao sobrinho e em vida ele doa para um dos filhos se não houver clausula de reversão o legado não terá direito ao bem. A corrente minoritária defendida pelo professor é o que o bem não irá para o legaratário. Pré-legado: bem transferido a alguem que já é herdeiro. Doação com clausula de reversão é uma hipótese (540) o doador pode fazer a doação com clausula de reversão (se o donatário falecer antes do doador o bem retorna ao doador). A sua efetividade ocorrerá quando o herdeiro entregar o bem 33 . Embora o negocio seja nulo e o bem voltara para o patrimônio do testador e o legado não prevalecerá. A venda nula exteriorizou a vontade Serve para nulidade e anulabilidade (venda com dolo ou com vício) Bem em legado que é doado: a doaçao se sujeita a mêsma ideia da venda. se a venda é nula ocorre o mesmo acima. O negocio é nulo retorna para o patrimônio e o legado não prevalece isso ocorre quando a causa da nulidade não é a vontade do testador. Outro exemplo (artigo 166 – nulidades) erro de solenidade (venda por escritura e feita por instrumento particular) neste caso a nulidade não compromete a venda do bem. a venda é nula o bem retorna e será entregue em legado. A transmissão não se da com a morte do testador.Legado Se deixa para alguém bem que não tem e depois entra no patrimônio vai para o legatário Posso vender o que não tenho e se não tiver o bem vou indenizar a pessoa. Se o testador deixou o bem Se o bem foi deixado em legado e vendido porem o contrato foi anulado a lógica diz que o bem irá para o legatário. O filho será herdeiro e legado O legado não se sujeita a regra dos herdeiros. a decisão da doutrina é que mesmo que o bem retorne ao testador ele não irá para o legatário (corrente majoritária). Se o testador deixou no patrimônio dele vai para o legatário. isso significa que o contrato não é nulo há o inadimplemento. Exemplo: venda pelo absolutamente incapaz hipótese de anulidade absoluta. Se houver uma clausula de reversão e o donatário vier a falecer o bem retorna ao testador.

Embora não receba de imediato a posse e propriedade ele tem direito aos frutos desde a morte do testador.ao legatário. Se foi feito por um testamento particular não há o que ser feito. Testamento publico: legatário pede o cadastro geral do testamento Testamento particular: herdeiro que escondeu a infomação não ocorre se descobrir depois há responsabildade dos herdeiros. Se não é herdeiro necessário atinge em completo 34 .um dos herdeiros deverá entregar o bem abrindo uma exceção de renuncia e aceitação de herança. Neste caso há uma equiparação com o resultado da herança. Se é herdeiro necessário o artigo 1913 não pode atingir a parte indisponível da herança. publico ou cerrado) ocorre o dever do Estado de dar publicidade. porém. exemplo: o testador que possui o patrimônio de 1 milhão e dois herdeiros e poderá disponibilizar 500 mil. observar que se não há dinheiro para comprar o bem os herdeiros não são obrigados a comprar. Testador que utiliza o artigo 1913 . A morte gera o direito de pedir o bem e os frutos desde a morte. Outra hipótese é no testamento dizer que os herdeiros tem que adquirir um imóvel em X lugar e entregar para a legatário (há uma ordem de compra e obrigação de entrega). Artigos 1923 e 1924 1912: pedir os bens no seu patrimônio O testador pode estabelecer que seus herdeiros entreguem um bem seu que não está no seu patrimônio ao legatário. parte da doutrina acredita que houve renuncia total. Na renuncia precisa ser expressa (termos dos autos). Se o legatário descobre e leva ao juiz ele dará efetividade ao testamento (particular. não se trata de bem vendido e sim de que os herdeiros deverão adquirir um bem e entregar ao legatário. Este artigo trata a renuncia como sanção (pena) exemplo: um dos herdeiros entregar um bem particular (não é de herança) seu em legado ao legatário. Se o herdeiro não entregar o bem ao legatário entenderá que houve renuncia à herança do testador.C. Observar que uma parte da herança é indisponível. Observação: se não foi dito que o herdeiro tem que comprar o bem o legado é ineficaz pois não foi especificado o bem. O entendimento da renuncia é só da parte disponível. Se o herdeiro esconder a informação e o legatário vem a descobrir aplica-se o artigo 927 do C. O artigo prevê conseqüência ao fato do herdeiro não entregar um bem ao legatário abrindo mão da herança.

Se não houver acerto entre os herdeiros e legatário ele poderá entrar com ação contra o herdeiro e será nomeado perito se necessário. Em paralelo precisa analisar o artigo 246 que prevê a boa fé objetiva nas relações obrigacionais e tenta impedir que o devedor não pode escolher o pior e )melhor. Quem tem direito a escolher os bens a serem entregues ao legatário. Se os quadros foram emprestados para exposição e retornar ele ficara com o legatário. O negocio será valido se tiver elementos para determinar o conteúdo. alguém irá buscar no mercado o bem para satisfazer o legado. Artigo 243 e 246 do CC: legador deixa uma indicação de quantidade e gênero de determinado bem ao legatário. Se o bem foi retirado do lugar em caráter definitivo o legado caduca se foi retirado em caráter provisório ficará com o legatário. Exemplo: deixa X cavalos ou XX sacas de café. esta ficara com o legatário 1917: legado composto de bens em determinado lugar. podendo até escolher que um terceiro faça a escolha). 1914: se o bem foi vendido em parte o que sobrou ficará para o legado mesmo que seja a constituição de um condomínio. Pode aplicar tanto para o devedor quanto para o credor. Exemplo: terreno deixado em que foi vendido a metade. ou seja. Exemplo: quadros deixados e doados a um museu não ficara com o legatário. no direito de escolha quem tem o direito da escolha é o devedor (herdeiro).1915: legado de coisa incerta Não é validade a disposição testamentária de coisa incerta (não identifica o benefeciário) o testador está impedido de outorgar a disposição de bens a um terceiro. o bem tem que ser em condições média (padrão mediano). ocorrendo a exceção no legado em que a escolha for atribuída ao legatário (testador diz que o legatário é que escolherá a coisa incerta. Próxima aula: deserdação 35 . Observar que o legado fica para o fim da herança não podendo descobrir a herança necessária. O legatário credor do legado tendo o direito de fazer a escolha ele não é obrigado a fazer a escolha do bem médio podendo escolher o melhor pois entende que o legador quis dar a coisa melhor para o legatário em razão da vontade do testador oferecer o melhor para o legatário.

Não há previsão de créditos após o testamento. Este artigo pretende evitar o risco da seguinte interpretação: no exemplo acima .. Prevê sustento. podendo estabelecer data final ou não dizer quando termina tornando vitalícia. Artigo 1919: alem do legado em divida ou credito o legador pode deixar quantia em dinheiro. ou seja.Aula 09 27/03/2014 Legado de credito ou quitação de divida Credito não pode ultrapassar o mencionado no testamento A quitação é o valor da divida no momento do testamento atualizado ate o momento da morte. Ao falecer a quitação será em face dos 50 mil restando o debito de 30 mil. Na cessão há uma especulação e no testamento há um ato puro de liberalidade. A renda deve ser paga no inicio de cada período. A correção não pode incluir dividas adquiridas após o testamento.... ou seja. Artigo 295: mesma hipótese do artigo 1918. cura e vestuário enquanto ele viver... Exemplo: credor de 50 mil e se vir a falecer a divida é perdoada. a solvência não ser garantida. A parte indisponível pode ser 36 .. Alimentos: diferentemente da renda periódica no alimentos o objetivo é prover o sustento e existência do legatário podendo vir ou não estipulado. Artigo 1920: três tipos de legado: renda periódica. No alimentos do artigo 600. O credito em vida cedido ao cedente não precisa garantia de patrimônio. O alimentos do 1920 usa a parte disponível da herança e o testador pode deixar para uma pessoa que não é herdeira necessária. Se alguns meses depois o legatário empresta do testador mais 30 mil. com correção monetária. A divida deve ser quitada integralmente. Se há um crédito e o testador perdoa a divida por testamento e o devedor quita a divida ele não pode solicitar que os herdeiros devolvam a quantia pois o perdão era da divida e não havia a previsão da devolução de valores. Renda periódica: direito de receber dos herdeiros um salário mínimo por mês. Artigo 1918: credito em legado não garante a existência e a solvência. Não confundir alimentos com a verba alimentar decorrente do direito de família. Aqui é uma liberalidade a entrega é porque o testador quer.?há uma obrigatoriedade. alimentos e usufruto.

não tendo previsão ainda pela doutrina. Cônjuge viúvo ou viúva tem direito real de habitação qual seja o regime do casamento. Problema ocorrido entre sucessão e alimentos: artigo 1700 do CC. Não sendo hipótese de alimentos do direito de família será para menores. O entendimento do STJ o artigo prevalece se o falecido em vida foi condenado a pagar alimentos. por um período ou vitalício. Exemplo semelhante é a compra de lotes vizinhos 37 . Outro entendimento é que o pagamento de alimentos cessam com a morte. Se houver a interpretação que o testador queria incorporar o novo imóvel ele será por extensão deixado em legado. Importante notar que direito real de habitação é um bem que a lei prevê para o viúvo ou viúva e assemelha ao legado que não é deixado por testamento. Pagamento em parcelas: 10 parcelas. O alimentos podem ser deixados para maiores. O alimentos do 1920 iniciam com a morte. ou seja. Neste caso os herdeiros são obrigados a pagar alimentos até o termino do inventario. No alimentos em direito de família o pai tendo possibilidade deverá garantir a educação do filho até a formação em graduação. Direito real de habitação é o imóvel deixado para o viúvo ou viúva. a contagem inicia a partir da morte e o período é no final do mes Alimentos: o pagamento deve ser no inicio do período por causa da sobrevivencia Usufruto: previsão de que alguém será usufrutuário de um bem. Por não ter obrigatoriedade o alimentos do 1920 a interpretação é restritiva. Exemplo: casa deixada em usufruto. ao primeiro imóvel. O legado vai para o imóvel previsto. O alimentos do direito de família iniciam durante a vida. Legado remuneratório (1922): preocupação do legislador em deixar o imóvel para determinada pessoa e antes de falecer há a compra do imóvel vizinho. No direito português entende que é um legado necessário não sendo possível deixar em legado pois estará suprimindo um direito real de habitação. que trata da transmissão do dever de pagar alimentos. A verba alimentar inclui a educação que deve ser limitada à menoridade. Há uma proximidade que deixa um bem individualizado para alguém.deixada como alimentos para herdeiros necessários.

porta. Terá que ser feito a avaliaçao. A remuneração em valor certo não é considerado credito e sim a divida pois é exigível. ele integrará o imóvel. Em razão de não ser acessório vai aderir ao principal . Ela ser um legado se não for exigível. Aula 10 31/03/2014 38 . será incluída a plantação e a construção. não há integração ao bem. Imóvel Benfeitoria: acessório que integra o bem. Acessão: prédio construído sobre o imóvel. nunca o valor venal. divida prescrita que existe e o devedor paga se quiser). l Ao Contas no negocio jurídico utiliza o valor de mercado dos bens. A acessão não é acessória e ao ser deixado um legado por exemplo um terreno e foi construído um prédio o legatário ficara com o solo e o prédio.de uma fazenda ou de um prédio se dá para interpretar que a compra havia a intenção da incorporação será considerado no legado a totalidariedade. O legado deixado como remuneração corresponderá ao valor do serviço do legatário e o credito não é exigível (hipótese de obrigaçao natural. janela. Legado remuneratório: o legatário recebe algo mas não como doação ou doação remuneratória.

Atenção: tem que ser verificada a intenção do testador para ver se caracteriza ou não a caducidade.artigo 1939 Situações em que o testador deixa um testamento que não vai prevalecer. No primeiro caso o testador transformou por vontade próprio aí o bem caduca. Caducidade: hipóteses em que o legado não prevalece. É fazer o ato que deixou ter validade voltar a valer. Se estiver ausente a vontade do testador o testamento não caducou e ele será entregue como se fosse o carro. A intenção do testador deverá ser verificada: o testador quis transformar o veiculo em peças ou outra hipótese é que o carro se acidentou. não vai produzir efeitos. Testador que estabelece que o legado será entregue pelo herdeiro e que é de propriedade do herdeiro se o herdeiro pagar entregando o bem de propriedade dele tem o direito de regresso dos demais herdeiros. exemplo: carro que foi desmanchando e vendido em peça. Bem alienado pelo testado: o bem que é deixado e depois alienado pelo testador. Represtinação: o ato é valido. Houve a caducidade do legado na venda e ele so vai prevelecer se for feito novo legado. porém. Bem estabelecido em legado e ele é vendido após o testamento sai do patrimônio e depois ocorre a recompra do bem. depois perde a validade e surge outro ato que revoga a revogação. ele não será deixado para o legado. exemplo: lei A que revoga a lei B 39 .Legado: legatário recebe os direitos desde a morte e so entra na posse a partir da entrega pelo herdeiro. Se ele estava consciente o negocio é nulo (pelo objeto ser licito). Tem que ser verificada a vontade do alienante (venda nula pela incapacidade do testador). Se o testador vendeu como incapaz a venda é nula e esta nulidade decorre da falta de consciência o bem volta ao testamento e será transferida ao legado. Mudança substancial da coisa: o bem deixado em legado é modificado com tal itensidade que ate o nome se modifica. ele perde a sua existência identificada como veiculo.

Evicção: garantia contratual de negócios onerosos Há uma proteção aos herdeiros que deveriam entregar o legado. O legado caduca e o herdeiro tem a obrigaçao de indenizar Bem perdido por evicção: 443 do CC. exemplo: roubo do bem. Haverá obrigaçao do herdeiro se o perecimento foi por culpa do herdeiro (regra geral da responsabilidade civil. O que pode revogar é a vontade e neste caso não houve a vontade de alienar o bem. O bem perdido por evicção não obrigam os herdeiros a entregar outro no lugar. Contratos: negocio oneroso.Se a caducidade do legado acontecer pela venda do bem a recompra do bem não acarreta automático restabelecimento do legado. exemplo: herdeiro tinha que cuidar de uma joia e ela foi furtada por deixar em local de fácil acesso e neste caso ele deverá indenizar o legatário. Alguém recebe o bem (gratuitamente) e depois que recebe vem a perde-lo e a perda que depende de dois requisitos: decorrente de decisão judicial ou decorrente de decisão judicial baseada em fato antes do bem deixado em legado. Ele é vendido por imposição do Estado. Atenção: o artigo refere-se a culpa do herdeiro e não do testador. por esta regra o legatário terá um prejuízo. Embora compulsória ocorre a alienação do bem e a doutrina e jurisprudência tem a duvida se a venda compulsória revoga o legado. artigo 927). a pessoa tem que ser indenizada por pagar um bem. desmoronamento de um imóvel. Bem que pode ser desapropriado: um dos poderes do Estado por intermédio de lei impõe que o proprietário testado venda o bem compulsoriamente. Se fosse o testador que perdesse não tem obrigação de indenizar. O Coisa perecer ou for evicta: há dois objetivos nesta regra: o legado caduca se o bem deixado em legado perecer. através de precatório. Perecimento do bem: ao perecer não há o que deixar em legado se foi por culpa. Neste caso o que ficará para o legatário é o valor que terá direito de receber pela venda. 40 .

Jose e Joaquim herdarão trinta por cento do patrimônio na proporcçao de 15. Podera ocorrer o acréscimo ou substituição. Legatário indigno: não entrará no rol de herdeiros. Legatário falecer antes do testador: por ser personalíssimo ocorrendo a morte do legatário o legado não irá prevalecer e o testamento continua valendo. ou seja. O problema surgirá quando ocorrer as seguintes hipóteses (1941 e 1942) Testador pode estabelecer o direito de acrescer quando expressamente fizer a previsão ou quando ele disser que esta deixando a cota de herança ou legado em conjunto (deixar para João é Jose um terço do patrimônio) ele não determina a parte de cada um e neste caso por haver a determinação da parte se um deles vier a falecer haverá o direito de acréscimo a um deles. Exemplo: se Joaquim falecer antes do testador a herança ficara em substituição para Pedro ou Antonio ou somente para Pedro. Direito de acrescer Regras de substituição no testamento Os dois institutos acima interessam para o estudo de sucessão testamentária não entrando na sucessão legitima pois a lei já contempla todas as situações de herança dos herdeiros legítimos Acrescer e substituir: na disposição em beneficio de alguém não haverá prevalência se o herdeiro vier a falecer antes do testador. Ana. ele pode acrescer e substituir. 10 e 5 por cento para cada um. Obrigações alternativas: esta presente no direito das obrigações e não é valida para o legado.O legatário por receber um bem de forma gratuita não obriga que os herdeiros faça o ressarcimento. não haverá o direito de 41 . Outro exemplo. Ao prever esta possibilidade o testador pode indicar para quem ficara o bem em caso de morte de herdeiro.

Os legatários A e B não tinham nenhuma obrigação e C falece. Aula 11 03/04/2014 Substituição vulgar Substitutos recíprocos: manutenção da proporção Falecendo A: B e C recebem em proporção igual C : A e B recebe na sua proporção A 50% B 25% 50% 50+16.acrescer por haver especificado a parte de cada um.6 25+8. § único. STJ: parte disponível da herança para filho e nora na razão de metade de cada um. A parte do legado que ficaria para os legatários não ficara para os herdeiros e sim para o beneficiário do encargo. Quando o testador faleceu o seu filho já havia morrido. 1945: legatário que recebe por direito de acrescer e recebe em parte maior por parte maior do legatário não poderá renunciar em parte. A decisão é que se houve a especificação da parte caducou e não foi adotada a lógica que tudo ficaria com a nora.3% C 25% 50% 42 . A e B podem renunciar tudo e neste caso o bem deixado em legado reverte aos beneficiários do encargo. cada um já estava estabelecido sobre o que iria herder. 1943: Pode ocorrer que o legado com encargo (pessoa recebe mas tem que cumprir em favor de alguém). A efetivação se dará pelo ministério publico. Exemplo: legatário C que terá obrigatoriedade de construir um colégio. A opção para A e B é receber e construir o colégio e se optarem por não construírem devem renunciar a tudo. ou seja. se houver a renuncia haverá o acréscimo para os demais que deverão cumprir o encargo deixado pelo testador.

Se o testador deixar a herança para a prole eventual e esta já esta concretizada (nascida ou a pessoa está gestante). O problema é que Y não estava na proporção e a saída foi ao entrar um novo herdeiro deverá ser divido em partes iguais. Atenção: tem que ser prole eventual. Esta prole deixou de ser eventual (estando grávida o nascituro já possui direitos se nascer com vida). sobrinho ou pessoa sem laço familiar. Problema e identificar os fideicomissário pois o código não limita por exemplo ser um neto. Se não houver previsão de substituto vai para os indicados em lei. não pode ter nascido quando o testador falecer. Com a prole concebida não pode haver fideicomisso não pode ser mantido seus efeitos. O testador no fideicomisso diz deixo minha herança para os filhos de fulano de tal que ainda não nasceram e até dez anos após a minha morte a herança vai ficar para Joaquim (terceira pessoa podendo ser o pai ou não da prole). A regra da substituição é quando o herdeiro definir os herdeiros e quando um dos herdeiros vem a falecer antes do testador.Artigo 1950: herdeiros em cota e na morte de um há substituição recíproca. A lógica que é o testador quer deixar a herança por um período com uma pessoa e outro com outra. Neste caso há uma transformação do instituto para instituição de usufruto (se os filhos nascem ele que seriam fiduciario nuproprietários) e os fideicomissário são transformados em usufrutuários. Artigo 1951 a 1960 – substituição fideicomissária Era um instituto em declínio até que o STJ tem tomado decisões a respeito Também é um caso de substituição e que so pode ser disciplinado em testamento não há previsão legal. ou seja. Outra opção é o testador prever a substituição. não ter nascido. 43 . O codigo permite que a substituiçao de um herdeiro testamentário por outro seja feita da seguinte forma: durante um tempo a herança fica com o herdeiro fiduciário e depois vai para o herdeiro fideicomissário. A imposição do código para o fideicomissário é a prole eventual de determinada pessoa (futuros filhos de uma pessoa). Herdeiros: qualquer que morrer subsitui o outro na herança No caso da substituição são substitutos: herdeiros naturais e um terceiro (Y) divide a herança. ou seja.

O testador deixa para aquele que confia e vai cuidar da herança como fosse proprietário. Tempo de duração do fideicomisso: o testador pode definir (dez. Fideicomisso: fidúcia=confiança. tempo certo ou condição. Na propriedade resolúvel: pode vender ou hipotecar. Prazo determinado de dez anos: e no prazo de cinco anos o fiduciário vem falecer. Os herdeiros 44 . As despesas do bem correrão por conta do fiduciário Havendo benfeitorias pode pedir restituição O fiduciário tem o dever de cuidar da herança até o momento da transferência e pode ser exigida caução e não havendo caução pode ser ingressada ação de indenização. O contrario também poderá ocorrer. § 4º) acabará o fideicomisso e os bens ficarão com fiduciário em definitivo. Se o fiduciário vem a falecer a obrigação ficará com os seus herdeiros. Neste caso o direito fiduciário irá para os seus herdeiros. A doutrina majoritária entende que o prazo não pode estender os dois anos. O fiduciário poderá fazer o que quiser com a herança menos deteriorar ou estragar devendo entregar os bens íntegros. § O fiduciário pode renunciar a herança (artigo 1954) ficando tudo para o fideicomissário.. haverá o registro do imóvel que ele é objeto de fidúcia. não podendo restringir o direito do herdeiro necessário. porem. Pode ser vitalício. A prole eventual tem que estar concebida até dois anos depois da morte (1800.O fideicomisso so pode ser permitido na parte disponível para proteção da herança. A pessoa que adquire o bem deve estar ciente que o imóvel em determinado momento irá perde-lo. vinte ou a vida inteira) ou prevê que a prole que vem a se formar (condição). Prazo para prole eventual: dois anos. permitindo a redução. Haverá a prevalência se a pessoa não tiver grávida ou o filho nascido. O aumento é por causa da suspensão de circulação de riquezas na espera do nascimento da prole. Direito da propriedade resolúvel: quando alguém recebe o direito de propriedade mas esta previsto que em determinado momento irá perder. Observar se ocorrer adoção ou caso de socioafetividade Se a pessoa não tiver filho (prole eventual): artigo 1799.

Não caberá indignidade entre o fideicomissário e testador por razões óbvias (o testador e fideicomissário nunca se encontrarão por causa do condicionante que é a morte. descendente. Fideicomissário e fiduciário são herdeiros do testador e neste caso se houver indignidade do fideicomissário contra familiares do testador a herança será transferida par ao fiduciário.recebem a propriedade. Se o fideicomissário fizer algo que justifique que é indigno de herdar contra o fiduciário não é considerado indigno. ascendente ou cônjuge neste caso o fideicomissário será declarado indigno. 45 . Fideicomisso: a propriedade é própria. não pode ser vendido o direito de usufruto nem o bem. impenhorável Indignidade do fiduciário é possível pois mesmo que esteja sendo deixada por tempo é uma herança e vai ficar para o fideicomissário. bem pode ser penhorado Usufruto: direito de uso e fruir de bem alheio. Fidúcia: recai sobre direito real Depositário fiel: proveniente de contrato Aula 12 07/04/2014 Indignidade: 1814 – regra de exclusão de pessoa na condição de herdeiro necessário ou não pratica um ato que atinja o testador fisicamente ou na sua honra. ela continua resolúvel. o bem pode ser vendido (o comprador tem que saber que vai perdê-lo). porém. Indigno: tentar matar o testador. Observar que se foi a termo (até a morte do fiduciário) os herdeiros não terão direito à herança.

Na ação ele vai confirmar se haverá a deserdação. A indignidade é uma punição não devendo passar da pessoa do indigno e os herdeiros do indigno ocupam seu lugar como tivesse sido morto. O único lugar em haverá a deserdação é no testamento. O testador tem aptidão para deserdar fazendo um testamento onde exclui o herdeiro necessário. Deserdação: A deserdação não se aplica a qualquer herdeiro somente aos herdeiros necessário pelo seguinte motivo: deserdar não decorre da lei ela decorre do testamento. O ato testamentário não precisa ser justificado se quiser tirar da lista herdeiro não necessário. O código divide duas sequências de atos para iniciar a deserdação Deserdação do descendente e ascendente e não foi tratada a deserdação do cônjuge pelo legislador. 1965) O único testamento a ser aberto é o cerrado. O testador aponta qual o herdeiro necessário praticou qual dos atos previstos no artigo 1962 e 63. É uma sentença descontitutiva. O que pratica um ato de indignidade para ser excluído depende de uma ação. O testamento particular é apresentando para o juiz para inicio da contagem de prazo. O prazo de quatro anos é da abertura do testamento (§4º. Na deserdação do herdeiro necessário praticou um ato e que ao falecer o herdeiro que ficara com a herança terá quatro anos para ajuizar ação de confirmação da deserdação.A indignidade se aplica a qualquer tipo de herdeiro: necessário. O testamento público é tudo menos ser cerrado. A herança do renunciante não é passada para seus herdeiros. Há um rol taxativo (1962 e 1963) para o testador utilizar. parente e testamentário. Ao transferir a herança aos herdeiros do indigno não pode usar os bens em usufruto e nem herde os bens dos seus descendentes. 46 .

Hipóteses de incapacidade. Por não tratar do cônjuge eles acreditam que ele foi excluído pelo doutrinador. Observar a regra do 1831 (que é inconstitucional) após a separação até dois anos ex-conjuge tem direito à herança. A sentença penal só faz coisa julgada no crime. A indignidade está próxima da punibilidade penal (artigo 935)... O deserdado não pode exercer o usufruto e nem receber de herança dos seus descendentes semelhante à indignidade. sendo equiparada como a morte e os seus herdeiros entram na herança como representação. A lógica diz que a lista taxativa do ascendente e descendente pode ser extensiva ao cônjuge. Exemplo: o testador não pode punir um filho incapaz. A deserção é o exercício da vontade própria do testador. 47 ..Deserdação do descendente: ordem de afetividade do descendente precede a do cônjuge.. O juiz analisará a vontade do testador (ação de confirmação de deserção) em deixar a parte da herança e se confirmar será feita através de uma sentença.. A antecipação de provas obriga que haja a entrada da ação principal pois o seu objetivo maior é preservar uma prova presente mesmo que ele não venha a utilizar no futuro com a sua morte. O professor acredita que pode haver a parcial pois mesmo que a pessoa cometeu um ato contra o testador ele pode dispor de uma parte da herança. Os doutrinadores acreditam que só podem ser deserdados os descendentes e ascendentes. apesar do entendimento que se houve agressão física ou contra a honra o cônjuge vai propor a separação. Em ultimo caso o município pode propor a ação. É necessário propor uma ação para confirmar a deserção e se não for proposta a deserção não terá efeitos. Pode haver a deserção parcial ou total Há entendimentos que não pode haver a deserção parcial por não estar prevista no código. Observar que no caso de menor o seu representante deverá propor a ação e o caso da Suzana Von onde o MP poderia ter proposto a ação. Há uma divisão no entendimento se cabe ou não a antecipação de provas. A diferença entre a indignidade e a deserção é que a indignidade está na lei e a deserção está no testamento O testador pode propor antecipação de provas para prevenir a demanda para o futuro. Ao ser deserdado a pessoa é punida (pena) e não pode passar da pessoa que esta sendo punida. legitima defesa e estado de necessidade repercutem no cível..

Esta afirmação serve para o seguinte caso: testador que deserdou a pessoa e o testamento é nulo. Não há previsão do próprio deserdado propor ação para provar que ele é indigno de ser deserdado. Proteção do terceiro de boa fé: o deserdado vende um bem para a pessoa um ano após a divisão dos bens e somente após entra com ação de deserdação Todos os casos que permitem a indignidade permitem também a deserdação. exemplo: deserdo meu filho porque ele praticou crime de estilionato contra o pai não é considerado injúria grave. Se houver um deserdação invalida ou ineficaz. 48 . Ele devera esperar o prazo de 04 anos. A deserdação no testamento nulo não é deserdação mas se for indignidade pode aplicar a indignidade. Observar que a agressão física mesmo que leve pode ter carga de ofensa moral Cometida pelo descendente para o ascendente. Quando é praticada do ascendente para o descendente é classificada como castigos moderados. Ofensa moral ou verbal: Injuria grave Relação ilícita com madrasta ou padrasto é considerada ofensa grave. Este não é caso de deserdação por não estar previsto no rol taxativo. sendo cabível a deserdação.Cautelar: destina a preservar uma ação futura. Ofensa física: A doutrina acredita que a ofensa física tem que ser grave para poder ocorrer a deserdação.

Se o testador queria deserdar e não o fez de maneira correta e ação não foi julgada procedente a herança necessária não será excluída somente a disponível. Toda vez que houver ineficácia da vontade do testador ela não exlcui da herança necessária tendo efeitos na disponível. O sentido da regra é na hipótese de haver herdeiros necessários Funcionamento da redução: Primeiro: reduz dos herdeiros na parte disponível Segundo: reduz a parte do legado O sentido é pela opção do legislador e também que o legado é um bem especifico a ser dado por uma pessoa e por esse motivo primeiramente retira dos herdeiros. Redução: trata de três temas Não permitir que o testador ultrapasse a parte disponível e se ele ultrapassar o testamento é reduzido para limitar a parte disponível. O legislador supõe que não há tratamentos diferente e portanto cria um constrangimento ao testador e obriga ele a fazer tratamento diferenciado na parte disponível. A validade é sobre a indisponível onde tem que ser tudo igual aos herdeiros Na disponível não há obrigatoriedade de tratar os herdeiros iguais. exclui-lo da herança disponível. ou seja.Embora a deserdação ser ineficaz a vontade dele era não deixar nada para o herdeiro. Aula 13 14/04/2014 Artigo 1966 a 1968: Redução das disposições testamentárias O legislador preocupa com duas posições em rela Garantir a parte dos herdeiros necessários Pretende evitar que entre os necessários haja desequilíbrio na disposição da herança. 49 .

incapacidade. A mesma regra da redução das disposições do patrimônio vale para as doações. Revogação do testamento – artigos 1969 a 1972 Distinguir as hipóteses Revogar: a própria pessoa muda de opinião. A doação se reflete na sucessão (artigo 547 inoficiosa – doação feita em vida em que transfere mais o que poderia dispor em testamento).Havendo so legatários reduz proporcionalmente dos legados. O legado deixado em dinheiro equivale a 60 (legado divisível) reduz os 10 para o disponível. Exemplo: herança de 100 em que foi disposto 70 para os necessários e precisa reduzir a 20. coação. Na doação há um desrespeito a metade indisponível que considera o momento da doação. Como procede para reduzir o legado indivisível: a melhor opção é formar um condomínio (50 para o legatario e 10% para os herdeiros necessários). Doação: não se confunde com sucessão que é negocio entre vivos. Não há necessária outra intervenção Anular: dizer que foi vitima de um comprometimento da conscienencia ou vontade e anula o testamento. Não haverá condomínio e sim tormi?essa regra é para quem não quer ficar dividindo um bem com o legatário. Embora a regra seja ligada a sucessao o valor do patrimônio a ser respeito é o da data da doação. O artigo prevê que se o legatário for perder menos de 25% terá um privilégio (se o bem que será reduzido é indivisível e a transferência é menos de 25% o legatário integra o valor para os herdeiros. Artigo 1968: redução do legado para reduz a legitima. Não é uma das melhores soluções pois não é viável manter bens em condominio. As doações são consideradas nulas sem prazo decadencial para a maioria da doutrina. dolo. 50 . Outro exemplo: legado de 60 (com um imóvel indivisível). A doutrina minoritária com apoio do STJ não enxerga como caso de nulidade. Hipóteses: erro. Legado deixado a herdeiro necessário: por haver coincidência ele pode deixar o legado na parte dele. Se a redução for superior os herdeiros ficam com o bem e fica com a cota do legatário. A doação inoficioso é anulável e o prazo para pedir a decretação da anulação é de quatro anos a partir do ato.

No caso de vicio de forma ou de vontade como o segundo testamento não é valido o primeiro testamento continua produzindo efeito. E neste caso a revogação se mantem Rompimento do testamento O testamento pode ser revogado em três hipóteses ele perde a sua eficácia porque ele caduca em base de presunções que se o testador soubesse que tinha herdeiros necessários em tais condições ele não teria feito o testamento. Pode ser feito um novo testamento trocado por exemplo o legatário. Neste caso havendo um herdeiro desconhecido fica evidente que ele queria colocar o herdeiro. Não pode ser feito por escritura publica sem característica de testamento. A revogação também pode ser tácita porque ela contem disposições incompatíveis com o testamento anterior. Sobrevindo dependente sucessível: é feito um testamento nesta data sem ter filhos e posteriormente é descoberta a existência do filho ou que ele vem a nascer e neste caso o testamento caduca. O ato expressso de revogação pode ser total ou parcial: precisa dizer que está revogando. Se foi rasgado sem querer não houve manifestação de vontade de rasgar ou inutilizar.Posso revogar o testamento por qualquer modo em que posso fazer o testamento independentemente do modo feito: testamento cerrado pode ser revogado pelo particular. Há diferença da solenidade na confecção. neste caso o ato mais novo substitui o anterior Outra forma de revogação tácita: testamento cerrado (artigo 1972) e manda rasgar ou rasga entende que ele foi revogado. A solenidade tem que ser a mesma para a qual é feita o testamento. Artigo 1971: testamento existente e foi feito novo testamento revogando o testamento anterior. Ao rasgar ou inutilizar mesmo sendo possível ver o ato significa que o testador não quer mais. Se ele fizer o testamento e for surpreendido com o surgimento de novos herdeiros será aplicada as hipótese. Se foi feito o primeiro testamento e depois o segundo O testamento pode ser invalidado por ter um vicio de forma (feito de maneira errada) ou quando foi fazer o segundo testamento o testador foi coagido ou induzido em erro. A revogação tem que ser feita por uma forma de fazer um testamento. Não precisa ter forma igual pela qual o testamento foi feita. Pode ocorrer de no segundo testamento (revogador) não ser possível aplica-lo porque o herdeiro nomeado no segundo testamento foi considerado indigno ou revogou e neste caso não há duvida que o testador de modo consciente e forma valida e não há possibilidade de revogação ou anulação. 51 .

Pode ser o caso de um cônjuge que estava sumido e apareceu.Nesta hipótese o testador não tinha descendente e desse modo não há caducidade. A caducidade só ocorre se não existisse herdeiros Artigo 1974: havendo descendentes e é feito o testamento e depois surgem ascendentes ou vice-versa. A regra deste artigo é que fiz o testamento e tinha descendente e foi descoberto posteriormente ascendentes vivos e nestes caso o testamento caduca. Se for da mesma classe não caduca. Só vai caducar se surgir OUTROS descendentes ou ascendentes de classes diferentes. desde que não seja herdeiro ou legatário O testador pode prever a remuneração do testamenteiro que pode incluir a herança Sendo herdeiro ou legatário não pode ter remuneração Se quiser ser remunerado pode abrir mão da herança ou legado 1977: posse e administração quando não há herdeiros necessários Testamenteiro na posse da herança tem obrigação de abrir o testamento para haver a partilha Qualquer herdeiro pode reivindicar do testamenteiro a herança Testamenteiro que não presta contas o herdeiro pode obrigá-lo. Ele tem obrigação de prestar contas 52 . 16/04 1988 Porcentagem de 5% ao testamenteiro.

Testamenteiro: a maior punição é ser retirado do cargo. Legitimidade: ação contra o espolio ou o espolio contra alguém tem que ter o inventario aberto.O testamenteiro não tem direito ao bens da herança. Não havendo testamenteiro subsequentemente nomeado: o cônjuge e os herdeiros Se o juiz não ficar satisfeito pode nomear um testamenteiro dativo Inventario: processo judicial ou ato negocial (escritura) dividindo cada bens do espolio aos herdeiros e ao final da divisão ocorre o termino do espolio. Não tendo aberto o credor pede a abertura Após o encerramento do inventario não há como entrar com ação contra o espólio e neste caso o credor terá que entrar com ação contra cada herdeiro. Inventariante: multa até a remoção do cargo de inventariante 24/04 Sonegados – 1992 a 1996 Redução das disposições testamentárias: para respeitar a meação Sonegar está ligado à colação e 53 . Ele tem o dever de cuidar dos bens dos herdeiros e os frutos devem ser repassados para os herdeiros desde o momento da morte do testador. Por ser negocio jurídico não precisa ser feito na esfera judicial. Inventario judicial: Inventario extrajudicial: quando não houver testamento e herdeiros maiores e capazes.

Má fé: estando com o bem em seu poder e sabe que tem que apresentar aos herdeiros ele age de má fé. Exemplo: quadro guardado na casa do filho a pedido do pai e ele vem a falecer. A validade é somente na modalidade de descendentes. pois a meação ela não recebe como herdeira e sim como meeira. Herdeiro que sonega bens da herança só é punido com a perda da herança quem é herdeiro. Se o ascendente não informa que recebeu a doação também caracteriza como sonegação Sonegação ou ocultação é esconder um bem da herança e prejudica outros herdeiros. Como punição o herdeiro que será punido tem que ter agido de má fé. Quem sonega perde o direito de herança do bem sonegado. momento de apresentar e não o fizer 54 . Neste caso ela perderá por sonegação o bem que seria de herança. Colação: instituto que um dos herdeiros recebe em vida parte do patrimônio do falecido e esta parte tem que ser colacionada (descontada da minha parte na herança) com a finalidade de igualar a parte dos três irmãos.Sonegar é não dizer que tenho (tributário: não aviso ao órgãos públicos para não pagar) no civil é não dizer que tem bens que podem ser somados à herança para serem divididos com outros herdeiros. Caso de sonegação da viúva de que era de propriedade dela e do marido (ela era meeira ou tinha uma cota conforme o regime do casamento). Duvidas: como caracterizar a má fé e a sonegação. Sendo inventariante ele será sonegador quando escrever que não há mais bens a partilhar. Herdeiro com o quadro do pai em casa: faz uma petição infomando que não há mais bens a inventariar. Sonegação: ele for intimado a apresentar o bem e não apresentar. Se ela era inventariante perderá a condição de inventariante como sanção. A conseqüência da sonegação do bem é perda deste bem por quem sonegou. Sendo herdeiro necessário ou não necessário perde o direito de herdar aquele bem em específico. Outra hipótese é saber o momento de apresentar os bens a serem partilhados e não fez apresentação Critérios: lei. Neste caso o tratamento é como sanção. Neste caso o filho deveria ter dito aos herdeiros o bem que deveria ser partilhado. Foi omitido (furtado ou subtraído) um bem.

O problema ocorrerá quando os herdeiros não reconhecerem e o juiz terá que adotar as seguintes hipóteses: há um credor do falecido e há negativa dos herdeiros que não apresentaram recibo de quitação. Ação pauliana (artigo 174): prazo de 04 anos a partir do negocio expresso. Ver o artigo 205 do cc não estando presente o prazo é de dez anos a partir do momento da sonegação (a contagem inicia da intimação do herdeiro sonegador e a sua negativa). O juiz pedira que os herdeiros façam a manifestação sobre a divida: os herdeiros ao não negar a divida realizam o pagamento. Esta regra era aplicada Artigo 984 do CPC: questão relativa a herança que não seja de alta indagação (algo complexo) pode ser solucionada no inventário. exemplo: quadro doado pelo pai mediante recibo. Hipótese 02: o credor tem documento que comprova a divida e os herdeiros contestam (cheque com assinatura falsa ou já pago) neste caso não há um 55 .Perda do direito do herdeiro sonegador: quando ocorre e em quanto tempo (artigo 1994). somente através de uma ação para garantir ao sonegador o contraditório. Regra da prescrição : data do fato do direito violado Do pagamento da dívida: em primeiro lugar as dividas do falecido são pagas com a extensão da herança. o código quer garantir o contraditório pleno. O prazo neste caso é quando a vitima tomou conhecimento do negócio. Alta indagação no inventario é a que depende de prova. A divida é paga com o patrimônio do falecido. exemplo: foi pedido informações e o herdeiro informou que não possuía o bem. Havendo documento suficiente para mostrar a divida (cheque ou contrato de locação). Se houver necessidade de testemunhas não é possível fazer no inventario sendo somente provas pode ser feito dentro do inventário. O juiz verá a idoneidade do credor e obrigará o pagamento. Regra que em principio não permite que a pena de sonegados seja aplicada no inventario. Problemas que surgem: como o credor faz para receber a divida (dentro ou fora do inventário?) ambas as possibilidades são possíveis. não há hipótese do herdeiro pagar com seu patrimônio. Se o juiz chega a conclusao que o credor não possui elementos de prova não irá limitar os direitos dos herdeiros e recomendará que entre com outra ação e toca o inventario. O credor do falecido entrar nos autos do inventario e alega ser credor do falecido (habilitação do credito no inventario). Prazo para ação de sonegação: natureza do prazo (qual é a natureza jurídica: desconstitutivo (decadência) condenatório (prescrição). Prazo prescricional: quando a lesao dá origem ao prazo prescricional.

000 em que se o credor não quiser correr risco de misturar bens do falecido e dos herdeiros ele pode pedir ao juiz que mencione a extensão dos bens que foram transmitidos aos herdeiros (pouco usual).documento que comprove o pagamento (há um titulo e não há o recibo). B e C recebem 50 mil de herança) e o credor do falecido entra com ação contra um dos herdeiros que fica sem a herança. Neste caso poderia ocorrer a confusão (artigo 303 do cc) onde o credito seja extinto. Neste caso o herdeiro terá o direito de regresso contra os outros herdeiros dividindo o que pagou como os demaisa herdeiros. Ao obter a medida restritiva o credor tem que entrar com ação (artigo 808 do CPC). Outra possibilidade é que o herdeiro seja ao mesmo tempo herdeiro e credor do falecido. Não ter dinheiro para pagar o velório e enterro: não tem onde cair morto Outra hipótese é haver credores do falecido que tem colidam com interesses dos credores dos herdeiros. A partir da morte todos os direitos são transferidos aos herdeiros: para evitar as despesas do enterro pelos herdeiros o artigo 1998 prevê que as dividas sairão da herança. Pai que emprestou dinheiro ao filho ele se transforma em devedor do espolio. Há uma garantia extra para quem paga toda a divida com a herança e ao voltar contra outros herdeiros um deles é insolvente o legislador prevê que a parte do insolvente é dividida entre os demais. Se os herdeiros não tem um recibo para comprovar o pagamento o juiz no inventario fará a reserva dos bens suficientes para o pagamento do credor e mantem os bens vinculados no inventario para o futuro pagamento (seria semelhante a uma cautelar de arresto). Exemplo: falecido e herdeiros com credores onde inicia um conflito de interesses. Os outros herdeiros poderão exigir que o herdeiro faça o pagamento da divida. Há uma divisão do prejuízo com o herdeiro solvente. 56 . Herdeiro que tenha que pagar sozinho a divida do espolio. O legislador se preocupa em haver confusão entre o que é do espólio e o que é dos herdeiros e para evitar este problema há previsão no artigo 2. Exemplo: recebeu a herança e a divida do falecido atingiu somente a sua parte recebida (herdeiros A. Neste caso a ação tem que ser proposta em trinta dias sob pena de anular a liminar.

A doação é valida e a conseqüência não é a invalidade sendo que a conseqüência é o desconto na herança. Se não houver afirmação do testador que a parte disponível ao herdeiro ou legatário todos os herdeiros herdarão em partes iguais na disponível e indisponível. Não havendo esta manifestação mesmo após a doação o bem deverá ser dividido entre os herdeiros. podendo entregar inteira em prejuízo aos outros filhos. Não há invalidade na doação feita pelo pai ao filho em vida. Para colacionar o bem tem que ser ajustado com os valores atualizados desde a doação no caso do bem ser vendido. O legislador para permitir ao titular da herança que ele pode prejudicar um dos filhos exige que o testador estabeleça que a parte disponível seja direcionado para determinado herdeiro.Colação Instituto complexo por causa das varias formas de contorná-la A regra da colação diz que não pode haver desrespeito a herança necessária. Neste caso o testador poderá privilegiar um filho em detrimento ao outro na parte disponível. Se por exemplo o bem for imóvel e vendido pelo herdeiro que recebeu a doação não havendo manifestação ele deverá fazer a divisão no falecimento. A doação não é ato fraudulento tratando-se de ato verdadeiro e transparente sendo resolvido na colação. Parte indisponível: partilha em partes iguais Parte disponível: pode beneficiar um descendente e precisa ter uma afirmação do testador. 57 . So terá alteração com a indignação e deserção A parte disponível da herança não está garantida aos herdeiros necessários podendo ser entregue a quem o testador quiser. Para não ter necessidade de divisão o pai precisará informar a sua vontade. O legislador não supõe que um filho seja tratado melhor do que outro. Se for feita de forma escondida é caracterizada como sonegação. A parte indisponível da herança será partilhada entre os herdeiros necessários entre partes iguais.

58 .Pode ocorrer de o pai investir em educação dos filhos dispensando valor maior a determinado filho e neste caso ele poderá pedir a colação.