Teologia

AEADEPAR - Associação Educacional das
Assembléias de Deus no Estado do Paraná

1BADEP

I B A D E P - Ins tit uto Bíb lico das A ss e m b lé ia s de Deus no
Estado do Pa ra n á Av. Brasil, S/N° - El etr osu l - Cx.
Postal 248 85980-000 - Gu aí ra - PR Fone/Fax: (44) 36422581 / 3642-6961 / 3642-5431 E-mail:
ib a d e p @ ib a d e p .c o m Site: w w w .ib a d e p .c o m

Eclesiologia/Missiologia

Pe s q u is a d o
e
adapt ad o
pela
Equipe
R eda tor ia l pa ra Curso ex clu si vo do I B A D E P - Instituto
Bíblic o das Igrejas E va ngé lic as A ss e m b lé ia s de Deus
do Es ta do do Paraná.

C o m auxílio de adapt aç ão e esboço de vários
ensin ad ore s.

5a Edição - Abril/2 005

T odo s os direitos re ser va dos ao IB A D EP

Membro Simão Bilek .Diretorias C IEAD EP Pr. Pr. Pr. Pr. Ev.2o Tesoureiro A E A D E P A R .C o n s e l h o cie A d m i n i s t r a ç ã o Pr.Coord. José Carlos Teodoro Delfino . José Pimentel de Carvalho . Pr.Presidente Robson José Brito . Pr. José Alves da Silva .Membro Mirislan Douglas Scheffel .Presidente Ival Teodoro da Silva . Pr.2° Tesoureiro IBADEP Pr.2o Secretário Simão Bilek . Ev. Pr.I o Vice-Presidente Moisés Lacour .Membro Carlos Soares . Pr.Conselho D eliberativo Pr.2o Vice-Presidente Ival Theodoro da Silva .2o Secretário José Polini .Membro Daniel Sales Acioli . Financeiro . Pr. Pr. Pr. Ev.I o Tesoureiro Mirislan Douglas Scheffel .Membro A E A D E P A R . Pr.I o Secretário Gessé da Silva dos Santos .Presidente Israel Sodré .I o Tesoureiro Darlan Nylton Scheffel . Perci Fontoura . Hércules Carvalho Denobi .Vice-Presidente Gilmar Antonio de Andrade .Membro Moisés Lacour . Pr.I o Secretário Carlos Soares . Administrativo Pr.Relator Israel Sodré . Pr. Pr. Pr.Presidente de Honra José Alves da Silva .Coord. Pr.Membro Jamerson Xavier de Souza .

Rm 8.3-8).13.23 e At 3. Rm 6.19. Filho e o Es pír i to Santo.9). c onfo rm e de ter mi nou o Se nhor Jesus Cristo (Mt 28. Mc 12.4.14. et er n am e n te subsi st en te em três pessoas: O Pai. 6) No perdão dos pe cados. Mt 28. 5) Na nece ssi da de absolu ta do novo nasc im en to pela fé em Cristo e pelo po de r atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus. em sua ressur reiçã o corporal dentre os mortos e sua asc en são vitoriosa aos céus (Is 7. em sua morte vicária e ex piatória.19).34 e At 1. e que s om ent e o ar rep end im ent o e a fé na obra ex p iató ria e re de nt or a de Jesus Cristo é que pode restau rá-lo a De us (Rm 3. 12 ). na salvação presente e perfeita e na eterna j u s ti fi c a ç ã o da alma recebidos gra tuitam en te de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10. em no me do Pai. 3) Na c onc ep ção virginal de Jesus.1-6 e Cl 2 .19. 5. Rm 10. 2) Na inspiração verbal da B íblia Sagrada.9). 4) Na pe ca m in os id a de do h om e m que o destituiu da glória de Deus.29). para torna r o hom em digno do R eino dos Céus (Jo 3.Cremos 1 ) Em um só Deus. (Dt 6.24-26 e Hb 7. 3. . única regra infalível de fé n orm a tiv a pa ra a vida e o caráter cristão (2Tm 3.43.14-17). 7) No batismo bíblico e fetua do por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas.25. do Filho e do Espírito Santo.

4.15). para re c eb e r re c o m p e n s a dos seus feitos em fa v or da c aus a de Cristo na terra (2Co 5.invisível ao mun do. 17.10). Pr im e ir a . c onfo rm e a sua so ber ana von tade ( I C o 12.4. 9) No ba tis mo bí b li c o no Espí ri to Santo que nos é dado por Deus m e d ia n te a intercess ão de Cristo. in s p ir a d o r e s ant if ic ado r do Espíri to Santo.fi e l da terra. 13) No j u í z o vi n d o u ro que re c o m p e n s a rá os fiéis e c o n d e n a r á os infiéis (Ap 20. c onfo rm e a sua vo nta de (At 1.8) Na ne c e s si d a d e e na p os si bil id ad e que temos de viver vida santa m ed ia nt e a obra e x p ia t ó ri a e re de nt or a de Jesus no Calvário. I C o 15. 10) Na a tu al id ad e dos dons esp irituais di st rib u íd o s pelo Es pí ri to Sa nt o à Igreja para sua edific açã o.44-46. 12) Que todos os cris tãos c o m pa r ec e rã o ante o T ri bunal de Cristo. com sua Igreja glorificada.5154.1-12).14 e l P d 1. com a e v id ên c ia inicial de falar em outras línguas.16. para a rr e b at ar a sua I g r e ja . e m duas fases distintas. 10. 19.5.46). através do poder re ge ner ad or. Jd 14). para re in a r sobre o mu n d o du ra nte mil anos ( l T s 4.1-7). 11) Na Se g u n d a V in d a pre mi le nia l de Cristo. seg un da . .11-15). 2. Ap 20. antes da G rande Tr ib u la çã o . que nos capa cita a viver c o m o fiéis te s t e m u n h a s do po d e r de Cristo (Hb 9.5. Zc 14. 14) E na vida eter na de gozo e felic ida de para os fiéis e de tr is te za e to rm en to para os infiéis (Mt 25.visível e corporal.

de sv e n d a n d o m is tério s contidos em sua Palavra. Le m br e -s e que você é o au tor de sua história e que é neces sár io atualizar-se. o aluno deve e st a r con sci en te do porqu ê da sua dedicaç ão de temp o e e sf or ço no afã de galgar um de gra u a mais em sua formaç ão . temos que ser organiz ado s. para assim g a nhar almas para o Rein o de Deus. não apenas a cu m ule co n te ú d o s vis ando p re pa rar. D e vo ci on a l: a) F a ç a uma oração de a gr a d ec im e n to a Deus pela sua salvação e por pr o po r ci o n a r. Ele deve ser: . ler co m p re c is ã o as lições. Co ns c ie nte desta rea lid ade . b) C o m a sua hu mi ld ad e e oração. para que po ssa vir a ser um ele m en to útil a si m e s m o e à Igreja em que está inserido.l h e a o p o rt u n i d a d e de e stu da r a sua Pa la vra . Tent e seguir o roteir o sugerido ab aixo e c o m p ro v e os resultados: 1. De us irá iluminar e d ir e c io n ar suas fa cu lda de s men tais através do Es pír i to Santo. m e d it a r c om atenção os conteú dos. 2. Local de estudo: V oc ê precisa dis por de um lugar próprio para e st u d a r em casa. bem co m o se integre na p r o b le m á ti c a atual. c) P a ra m e lh o r a pro v e ita m en to do estud o.M e to d o lo g ia de E stu d o Par a obter um b o m ap ro v e it am en to . D e s e n v o lv a sua c ap a c id ad e de racio cínio e de s oluç ão de problemas.s e para provas ou trab al hos po r fazer.

3. e nv o lv en d o difer en te s c om po rt a m e nt os : ra ciocínio. te levisão e conversas. To da s.a) Bem arejado e c om boa ilu m in a ç ão preferência. para ev ita r o cansa ço físico. C on sc ie ntiz e. Por isso adq uir a o hábito de e st u d a r vo lu nta ria me nte . A p ro ve it a m en t o das aulas: Cada dis ci pli na a pre sen ta car act erí st ic as próprias.se no que e stá fazendo. no . Quand o p e rc eb e r que está cansado e o e stu do não alcança mais um bom r e n di m e nt o .se da im port ân c ia dos itens abaixo: a) E s ta b el ec er um horário de estudo extra clas se. algum tempo para descanso e lazer. e) Não p ass ar para out ra lição antes de d o m in a r bem o que estiv er estu da nd o. interpr etaçã o. estará deslig ado de outras ativid ad es. Disposição: Tud o o que fa z em os por opção alcança bons resultados. 4. qua ndo estudar. d) Ado tar uma co rre ta p o s tu ra (sentar-se à mesa. aplicaç ão ou s im ple sm e nt e ha bil ida des motoras. sem im pos iç ões . Ass im . faça uma pau sa para descansar. c) C on cen tra r. b) Reservar. que a luz venh a da esquerda). d ia ria m e nte . (de b) Isolado da ci rcula çã o de pessoas. f) Não ab usar das c a p a c id ad e s físicas e mentais. tronco ereto). analogia. c) Longe de sons de rádio. dividin do -se entre as disci plinas do cu rrículo (dispense mais tempo às matérias em que tiver maior dificuldade).

d) Mate riais que poderão ajudá-lo: ■ Mai s que uma versão ou tr ad uç ão da Bíblia Sagrada. c) A no ta r as observ açõ es c o m p le m e n ta re s m o ni to r em c ade rno apropriado.entanto. dando co la bo ra ç õe s esp on tâ n e as e pe rg u n ta n d o quando algo não lhe ficar bem claro. alcan çar me lh or aprovei tam ent o. procure: Para a) C o la b o ra r para a ma nutenção da d is ci pl in a na sala-de-aula. ■ Livros e apostilas assunto. b) Pa rt i ci pa r ativa men te das aulas. Procu re não de ix ar suas dúvidas se acumulem. anote-a. Se c o n s t a t a i al guma dúvida. ■ E n c ic lo p é d ia Bíblica. ■ Atlas Bíblico. do d) A nota r datas de provas ou entrega de trabalhos. ■ D ic io ná r io Bíblico. ex ig em sua participação ativa. Es tud o e x t r a d a s s e : O b se rv a n d o as dicas dos itens 1 e 2. que trat em do mesmo . ■ U m bom dic ionário de Por tuguês. ■ Liv ros de Histórias Gerais e Bíblicas. b) R ev e r os c on teú dos do dia. você deve: a) F az er dia ria m e n te as tarefas pro postas. e a pre sen ta ao m on ito r na aula seguinte. c) Pr ep a ra r as aulas da se m a na seguinte.

C o m o obter m e lh or a p ro v e it a m e n to em avaliações: a) R ev is e toda a matéria antes da avaliação. tenha sem pr e em mente: ■ A n e ces sid ad e pessoal. c) C once nt re -s e no que está fazen do . Bom D e se m pe nh o! . de dar a sua c olab or açã o ■ O direito de todos os integ ra nte s opinarem. f) R e s o lv a prim eir o as qu e st õ e s mais acessíveis. g) H a ven d o tempo. e) Leia ate nta m e nte todas as que stõ es .e) Se o estudo for em grupo. b) P e r m a n e ç a calm o e seguro (você estudou!). d) Não tenha pressa. revise tud o antes de en tre ga r a prova.

v Q3 E c le si o lo g ia / M is s io lo gi a > ^ / 0 0 Bíblia C l Penta te uco QJ Livros H is tó ric os C3 Livros Poéti co s C3 Profetas M aiores Profetas M en ore s CQ Os Ev a n g e lh o s / Atos tQ Epí stola s Pa ul in as / Gerais Q H l A poc al ip s e / Es cat o lo gia . P ec ado e Salvação 03 H e re s io lo gia f.Currículo de Matérias > E du c a çã o Geral B3 H is tó ria da Igreja £Q E du c a çã o Cristã ( 3 G e ogra fi a Bíblica > M ini st éri o da Igreja CU Ét ica C ristã / T e olo gi a do Obreiro EQ H om il é ti c a / H e rm e n ê u ti c a CQ F a m íli a C ristã EB A dm in is tr a ç ão Ec le si ás tic a > Te olo gia CQ Bib lio lo gia £Ql A T r in dad e ÍB Anjos. H o m e m .

si gnifica I P e 2. .depois de Cristo. . figurad amen te. . ARA . gr. refs. .confe re. v.e. séc.B íb lia Viva BLH .C. cf. .versículos.cap ítulo .1ss.literal. cap.fig urado.refe rência. .isto é. fig.grego hb.Im p r e n s a B íb lic a B rasileira Km . literalmente. . . . . os ve rs ícu los co ns e c utiv os de um c apí tu lo até o seu final. vv. LX X Se p tu a g in ta (versão grega do Antigo T e s ta m en to ) m .g. ver .B íb li a na Li n g u ag e m de Hoje c. . a pro xim a da m en te .C.hebra ico i. ref. MSS . d.N o v a Ve rsã o In ternacio nal p. .capítulos. .C er ca de. e.e os seg uin te s (isto é. . IBB . .m a n u sc ri t o s N T .Abreviaturas a. . co mpare.Figu rado.página. caps.1-25). . Fig.A nti go T e s ta m e n to BV .A lm e i d a R ev i st a e Corrida AT .antes de Cristo.po r e xe mp lo .veja .No vo Te s ta m e n to NVI .referências ss.século (s).ve rsículo. .S ím b o lo de qu ilo m e tro lit. .A l m e i d a R ev is ta e Atua liz ada ARC . Po r ex em pl o: I P e 2.S ím bo lo de metro. .

............... 93 Li çã o 5 .........................................A D o u tr in a da I g r e j a ....Ec le si olo gia ........Ecle si olo gia ............. 41 Liçã o 3 ..... 141 ..............A Igreja e M i s s õ e s ..........A Igreja e o E v a n g e l i s m o .............. 117 Ref er ên c ia s B i b l i o g r á f i c a s ...✓ índice Li çã o 1 .......................... 67 Liçã o 4 ............. 15 Liç ã o 2 .A Igreja e M i s s õ e s .............A D o u tr in a da I g r e j a .

o r d e n a n ç a s .10).9. re v e s ti d a de seu Espíri to e c u m p r in d o sua vontade.1-3). pela graça de Deu s.' ^ J ■ C o m u n h ã o espiritual.— ■ O rg a ni z aç ão . na c om u n h ã o do Espí ri to Santo. J //. V est ida da ju s t i ç a de Cris to. C om o o r g a n i z a ç ã o é a co nv oca ç ão visível num local. Sua maior glória no futuro será tornar-se s e m e lh a n te a seu Se nh or ( l J o 3.Lição 1 Eclesiologia . ministério. esp era nd o a volta de Jesus Cristo a quem a ama ( I T s 1. Foi com refe rê nci a a esta solene a s s e m b lé i a que Jesus disse: “Edificarei a minha Igreja. de crentes re ge ner ad os . e as porta s do inferno não pre va le c e rã o contra el a” . a Igreja e lev a os seus olhos ao céu. c h a m a d a Igreja em glória 15 .A Doutrina da Igreja fiC■— ^ E c le s io lo g ia é o estudo da Igreja em sua natureza. Qual é a i d e n ti d a d e da verdadeira Igreja ap re se nta da por Jes us? Quais suas principais c ar ac te rís tic as ? Quem é seu fu nd a do r? A v e rd a d e ir a Igreja do Se nhor não conhece outro le gi sl ad o r além de Cristo e de sco bre que seu gozo mais e le v a d o na terra con siste em sabe r sua vontade e fazê-la. E. *A Igreja de Cristo tem três si gn ifi ca do s nas Escrituras: ■ Instit uiç ão . J . >/ A Igreja de Cristo como i n s t i t u i ç ã o ex plica a sua na tureza. como uma c o m u n h ã o e s p i r i t u a l . missão e governo. m e di a nte a fé no Cristo c ru cific ad o e ressurreto. salvos. cheia de seu amor.

31. 9. e que se co ngregará ao re dor do Trono de Deus.42. 16 . sem m á c u l a e ne m ruga. E a Igreja glori osa.4. p e l o l at im e ccl esi a.5.23-29. Nos tempos p ós -a po st ól ic os .28. Rm 16. A Igreja . 15.47.17. onde não exi st e ba rre ira de raças e nações. No Novo Te s ta m e n to inglês. Tg 2.5. 20. Ef 5. não é uma organização. a palavra chu rch é in v a ri a ve lm en te us ad a para tra d uz ir o termo grego e kk le sia (Mt 16.ou Igreja dos p r im og ên ito s .18.28.20.Seus Significados Kuriakon. 13. os gregos uti li z a ra m o termo ku ria k o n para de sig na r o prédio da Igreja. uma c om un hã o no Espírito. At 2. Cl 1. A e vo luç ão de k uri ak on em grego para church em inglês pode ser vista na p a la vr a esco ces a kirk (Igreja Nacio na l da Escócia).18.10).22.17. 1 A e x p l i c a ç ã o s o b r e a o r i g e m do t e r m o i n gl ês c h u r c h nã o se a p l i c a ao v o c á b u l o p o r t u g u ê s “ i g r e j a ” . mas um co rp o místico. sign ifican do “ pe rt en cen te ao S e n h o r ” . IC o 12.4. e m bora seja e nc ontr ad a duas vezes no N o v o T e s ta m e n to como um adjetivo re lacio na do à ceia do S e n h o r e ao dia do Se n h o r ( I C o 11. Ap 1. q u e v e m do gr eg o e k k l e s i a .2). Ap 1. Ekklesia. O termo inglês churc h é de riv ad o da palavra ku ri a k o n . Os únicos termos aplic ado s no N ovo T e s ta m en to para d e si gn a r um prédio co m o local de adoração são: “ t e m p l o ” e “ s i na goga ” (At 5.11). 14. 16. é a Igreja que exist e através dos séculos.23. na terra e no céu. 18. que j a m a i s é aplicad a à Igreja no períod o do Novo T e s t a m e n t o .1.

Ekk les ia significa “ um a reunião de p e s s o a s” .
O termo é de riv ad o de duas palavras gregas, ek,
sign ifica ndo “fora d e ” , e k a l e o , si gni fic an do “c h a m a r ” .
O rig ina lm en te, (“os ch am a dos para fo r a ” '/
co nsti tu ía m o grupo de legis lad or es da repú bl ic a grega,
c on voc ad os de suas c o m un id a de s para serv ire m o país.
Q uando nos refe rim os a uma sessão da A ss e m bl é ia
Estadual, estam os usando a palavra “ a s s e m b l é i a ”
e xa ta m e nt e com o os gregos e m p re g a v a m ekklesia
Nos tem pos do Nov o Te s tam en to , qua ndo
Jesus aplicou a pa lavra ekklesia para desi gn ar o corpo
que Ele iria formar, ela tom ou de e m p ré st i m o seu
sentido pelo menos em duas fontes:
■ O uso j u d e u da pa lav ra no Antigo T e s ta m en to
Grego
(a Sep tua gin ta),
onde
se referia à
c on gre gaç ão de Israel;
■ O em pr eg o da palav ra grega para referir-se a
qu a lq uer reu niã o de pessoas, que r fosse um corpo
c ons ti tuí do qu er uma mu lti dã o de sor ganizada.
Um e xe m pl o do uso ju d a ic o é en co n tr ad o em
Atos 7.38: “E este M oisés qu em esteve na co ng re ga ç ão
no deserto, com o Anjo que lhe falava no mo n te Sinai,
e co m nossos pais; o qual re ceb eu palavras vivas para
no-las tr a n s m i t i r ” . O uso ju d a i c o de ekklesia traduz
geral men te o termo hebra ico quahal, que era a palav ra
do Antigo Te s ta m e n to para a co ng re ga ç ão de Israel no
deserto.
Um e x em p l o do uso grego de ekklesia é
e nc ont rad o em Atos 19.32,39: “Uns, pois, grit ava m de
uma forma, outros, de outra; porqu e a a ss em bléi a
(ie k k le si a) caíra em co nfusão. E na sua ma ior parte nem
sabiam por que mo tiv os es ta va m reunid os ( m u l t i d ã o ) ” ;
“Mas se algumas outras cou sas pleite iam, será decid id a
em ass e mb lé ia regu la r (corpo legislativo o f ic ia l) ” .

17

Não há dú v id a de que Jes us esc olh eu a
palavr a t ra du z id a “Ig r e ja ” porque fora usad a para
desi gna r o povo de Deus, mas o te rm o si gnificava
apenas “ a s s e m b l é i a ” . Em vista de a p a lav r a hebraica
trad uz id a ekkle sia ser algu ma s vezes in te rp re ta d a como
“ s in a g o g a ” , po d e ter havido um prop ós ito na esc o lh a da
primeira, a fim de ev ita r confusão entre a Igreja e a
sinagog a de Israel.
Q ua nd o Jesus disse: “ ... sobre esta pedra
edificarei a m in ha Ig r e ja ” (Mt 16.18), Ele não deu
ênfase à p a la vr a “Ig re ja ” , mas à pa lav ra “ m i n h a ” . A
Igreja é única, não por ser ch am a da Igreja, mas sim por
ser a a ss e m b lé i a dos crentes que p e rt e n ce m a Jesus,
que c o n s ti tu e m o seu corpo.

Usos do Termo “Igreja” no Novo Testamento
>

O corpo univ ersal de Cristo.

A Igreja universal é c o m p o s t a de todos os
cristãos autênt ico s de todas as eras, tanto na terra como
no paraíso, o corpo de Cristo inteiro. E ela quem irá
re unir-se no b a nq uet e das bodas do C or de iro (Ap 19.69), que se seguirá ao a rre bat am en to da Igreja. As
seguintes pa ss a ge ns ap licam-se à Igreja universal:
Mat eu s 16.18; Efésios 3.10,21; 5.23-32; Co lo ss e ns e s
1.18,24; H e bre us
12.22,23:
“ ... e à universal
a ss e m b léia e Igreja dos pri m ogê nit os arrolados nos
céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos .espíritos dos
ju s to s a p e r f e i ç o a d o s ” .
> A Igreja local.
A Igreja local é c o m p o st a de cristãos
identifi ca dos c om um corpo consti tuí do, a d or a nd o em
uma loc al ida de (Rm 16.1; Cl 4.16; G1 1.2,22; At
14.23).

18

Os m e m br os de uma Igreja local fo r m am a
Igreja m e sm o qua ndo não estão re unido s, fato que pode
ser verif ic ad o em Atos 14.27: “Ali chega dos , reunid a a
Igreja, rela tar am quantas cou sas fizera Deus com
e le s ... ” .
Todo s os crentes autênt ico s são m em bro s do
corpo universal de Cristo; todavia, todos os crentes
fiéis de vem estar ide ntificados com uma Igreja local
onde se reúna m para adoração, co nf ra te rn iz aç ã o e
serviço co m alguma re gu larid ad e (Hb 10.24,25). São
ta m b é m discípulos, irmãos e m e m b ro s de um corpo.
>

As igrejas domésticas.

Nos tempos do Nov o T e s ta m e n to não havia
pr éd ios de Igreja; os crentes re u n ia m -s e para adorar
onde ho uv e sse facilidades para eles. M uitas vezes
re u n ia m -s e nas casas dos cristãos: “No Senh or muito
vos s a ú d a m Aquila e Priscila e, be m assim, a Igreja que
está na casa d e l e s ” ( I C o 16.19b)..
Quan do a Igreja em uma d et er mi na da
c o m u n id a d e era muito grande, ha vi a inúm eras igrejas
do m é st ic a s (veja IC o 14.23). T od a v ia , a Igreja dessa
c o m u n id a d e era c on si d e ra da co mo uma só, e todos eles
se r e u n ia m com a ma ior fr eq üê nc ia possível.
Nas c o m unid a des pe quen as , uma Igreja
d o m é s t ic a podia a co m od a r o cor po inteiro (veja Cl
4.15). U m a das razões para as igrejas terem em geral
vários anciãos, era talvez o fato de exi st ire m diversas
igrejas domé st ica s no corpo total dess a comu nid ad e.
E m Atos 20, o ap ó sto lo Paulo reuniu os
pre s b íte r os da Igreja em Éfeso: “De M ileto ma ndo u a
E f e s o c h a m a r os presbíteros da Ig r e ja ” (At 20.17). Essa
Igr eja era uma só, mas o grande núme ro de anciãos
sugere que ela se reunia ge ra lm en te nas casas por causa
da falt a de prédios grandes para a Igreja.

19

e dif ic and o. Fp 3. > As igrejas agindo em conjunto. G1 1. IC o 16. Em várias pa ssa gen s. Rm 16.23. mas no texto grego. l T m 3. para pa sto re arde s a Igreja de Deus. referin do -se à Igreja em termos gerais (veja Mt 18.28). 15. diz “ ig re ja s ” .31).13.17.19. Ga liléia e Sa ma ria . não eram cer tam en te regidas s e ve ra m e nte por uma hi erar qui a central.se e cam i n h an d o no temo r do Se n h o r e. um fato d e m o n s t ra d o pelo con cílio sobre doutri na e práti ca re gi st ra do em Atos 15. a qual ele c om pro u c o m o seu próprio s an gu e ” (At 20. tinha paz por toda a Judéia.28).32. Fm 2). isto é. I C o 12. fo r m av a m uma só Igreja em Éfeso: “Atendei por vós e por todo o reb a nho sobre o qual o Espíri to Santo vos co nst it uiu bispos. é notório que as igrejas agiam em conj unto e s eg uia m a lid erança apostólica. e sc o lh id a pelo voto da co ngre gaç ão . IC o 16. R m 16. porém. Cada Igreja local era c onsi de ra da com o sendo a ma ni fest ação física da Igreja universal ness a c o m u n id a d e (cf.15. > A Igreja coletiva. na verdade. T oda via . At 9.19. 20 .23. sujeitas apenas à lid erança local. crescia em n ú m e r o ” (At 9. a p a lav ra está no singular: “ A Igreja.6.31). a p alavr a Igreja é usada ge ne ri ca m e nt e .4. onde é m e n ci o na da a paz que a Igreja ex p er im en t o u depois da con ver são de Saulo. 2Co 11. Alguns af ir m a m que as igrejas locais eram a utô no ma s.5. assim como em outras versões.9.Toda s essas igrejas domé sticas. Não há dúv ida de que as igrejas locais tin ha m ba stante liberdade. no co nforto do Esp íri to Santo. Ex is te m várias passagens do Nov o T e s ta m en to que fazem re fe rê nci a à Igreja visível com o única ( I C o 10. c o n fo rm e inúmeras pa ssa gen s das Es crituras (At 14.28).

Hoje em dia. para que pus e s s e m em ord em as cou sas restantes. Q ua ndo a Bíb lia fala da Igreja de Éfeso. O Que não é Igreja no Novo Testamento > N ão é us ado para prédio. bem como. prá tic a e governo. N e n h u m prédio de “Ig re ja ” foi c on st ru íd o até o terceiro século.26: “Po rq ue todas as vezes que. tr a duz id a “ igr e ja ” . desde que se tenh a em mente a ve rdadeira n a tu re za da Igreja.. . Não existe n e n h u m mal em ch am a r o santuário de “Ig r e ja ” . be ber des o c ál i c e . não havia um termo e sp ec ífi co para designá-lo. C h a m a r o pré dio de Igreja é uma figura de linguagem d e n o m in a d a “ m e t o n í m i a ” . 21 .. O m e sm o é e nco ntr ado em IC o r ín t io s 11.. Esc reveu a Tito ord en an do: “Por esta causa te deixei em Creta. Q u a n d o foram c on str uíd os prédios de Igreja. j a m a is a um prédio. c ons ti tuí sse s presbíteros. foi usada para referir-se a eles.5). co n fo rm e te p r e s c r e v i ” (Tt 1. uma p a la vr a dif erente (k u r i a k e ). o e m pr e go de uma palav ra para de sc re ver tanto o prédio c o m o a c on gre gaç ão foi u m a e vo lu çã o natural. refere-se à co ng re ga ç ão de cristãos em Efeso. em ca da cidade. nom eo u anciãos sobre as igrejas ou ord en ou a seus c o la bo r ad or es que n o m e as s em dirigentes.tran sn om in a çã o. al g u ém poderia dizer: “Há um a Igreja branca na e sq u in a das ruas tal e t a l” . Por outro lado. sig ni fic an do “ a casa do S e n h o r ” . ele en v io u s au da çõ es por parte de grupos de igrejas de uma região. s empre se refere às pessoas. mas o seu cont eúd o) .Paul o deu instruções às igrejas locais sobre doutri na. ” (Não be be m os o cálice. A pal avr a grega ekklesia.

a de uma unidade universal em do ut ri na e organização.> Não é usado para uma de no m in a çã o. de vem ter em me nte que a Igreja. porém. D esd e que todo re a vi v am e nt o a bra ngent e pro v o c o u uma reação da lid e ra nç a da Igreja es ta be le c id a . Tt 1. O fato de as igrejas locais de v er em reunir-se para co nfr a te rn iz aç ã o e mi ssõ es é cer tam e nt e uma verdade bíb li c a (2Co 8. à s e m e lh a nça das d e n o m in a çõ e s modernas. com põe -s e de todos os verdadeiros crentes. As d e no m in a çõ e s podem ter sido o método de Deus para p re s er va r o re a vi va m e nto e o ferv or missionário. que é o corpo de Cristo. U ma fé e prá tic a aceitável para todos têm sido um “ mínimo denominador comum”. a palav ra “ig r e ja ” não dev eria ser ligada aos nom es dos líderes ou do gm a s doutri nár io s. foi inevitável o su rg im en to de reform as r e je ita d as pelo sist em a ori ginal. A c on di çã o ideal para a Igreja na terra seria. Todavia. 22 . A ss im sendo.se v irt ua lm e nte impossível de evitar. e que estes devem estar unido s em espírito para fazer a v an ç a r o Evang elho de Cristo no mundo.1-19. com o a co nte ce hoje. 23. sem dúv ida .24. Durante os dias do No vo T es tam ent o. obri ga nd o os fiéis a formarem grupos dis tintos. O m o vi m e nt o e c u m ê n ic o tentou j u n t a r as d e no m in a çõ e s n u m a só c or p or a çã o. mas isso só veio a co ncr et iz a r-s e à custa da ple ni tu de doutr in ári a e espiritual. pois todos serão arrebatados em c o n ju n to na vinda do Senhor. a for maç ão de novas o rg an iz açõ es para p re s er v a r a inte gri da de do utri ná ri a e a vida espiritual to rno u. a fim de id e ntif ic a r or ga niz açõ es e cl es iás tic as distintas.5). Os membro s das igrejas de no mi na cio na is . q u a nd o o principal corpo e cle si ást ic o af astou-se da E s c rit ura na doutrina e na prática. não sur gir am grupos de cris tão s com iden tidades separadas pelo nome.

oj d e u T I g r e j a . J esu s voltou ao Pai.19. pa ra ser o cabeça sobre todas as cousas. num sentido real. mas po uc o antes de partir p ro me te u: “E eis que estou c o n v o sc o todo s os dia s” .22. A Igreja é o corpo de Cristo. Jesus e x p re ss o u esta relação c om u m a m e t á f o r a 1 diferente em J o ã o 15: “Eu sou a videira. m e d ia n te o qual Ele c um pr e sua m is são terrena (Sua pl en itu de ). Continua tra ba lh an d o na . m a n if e st a d o através do seu corpo. e q u e se f u n d a m e n t a n u m a r e l a ç ã o de s e m e l h a n ç a s u b e n t e n d i d a e n t re o s e nt id o p r ó p r i o e o f i g u r a d o . o S e n h o r Jesus subiu à de stra do Pai. A Igreja é a e xt ens ão do Se n h o r J esu s Cristo. porém.20).12). D e p o is de sua missão terrena.A Igreja Como o Corpo de Cristo A o rg a n iz aç ã o cr iteriosa. ) a qual é o seu corpo. > A rela ção vital com a cabeça. com o a ca be ç a fica com o corpo. Ele está co no sc o. ajuda a Igreja c onc re tiz ar sua m is são . É um ser vivo cuja vida d iv in a é prov ida pela h a bit a çã o do Espírito de Cristo (Rm 8.23). vós os ramos. t r a n s l aç ã o. 23 . Ele co n tin ua no m un d o . a Igreja não é por n a tu re za uma org a ni z aç ã o . a Igreja. a fpTéniTiuIê>) daquele que a tudo e nch e em todos as c o u s a s ” (E f 1.te rra mais p o d e ro s a m e n te do que antes (Jo 14.9). 1 T r o p o q u e c o n s i s t e na t r a n s f e r ê n c i a d e uma p a l a v r a p a r a um â m bi to s e m â n t i c o q u e nã o é o do o b j e t o q u e e la d e s i g n a . Pau lo e x p r e s s a esta relação co mo segue: “E pôs todas as cou sas d e ba ix o dos seus pés e. Os dois últimos versí cul os do Ev a ng e lh o de M ar co s e xp re ss am dr a m a ti c a m e n te a relação entre Cristo e a Igr eja (Mc 16. d ir ig id a pelo Espírito. mas sim um org an is mo .

p orq ue sem mim na da podeis f a z e r ” (Jo 15.12).5). nele. e eu. 28. os ramos são os corpos da videira. Exi ste m muitos m in is té ri o s na Igreja.19. a Igreja empre ga in úm e ra s m e to do lo gi a s.. N e nh um m e m b ro do corpo é insignifi ca nte ou d e sn e c es sá ri o ( I C o 12. de fato.21. Os ramos são para a vide o que o corpo é p a ra a cabeça. o a p e r fe i ç o a m e n to dos santos para o d e s e m p e n h o do seu s e r v iç o ” (Ef 4..18. do qual os m e m br os são partes inter-rela cio na das .22.14.20. mas todos são c oor de nad os pelo Es p ír i to para alcan çar um só objetivo: “ . mas sua atuaçã o é ha rmônica. > A im p o r tâ n c ia de cada m e m b r o no corpo. o corpo ta m b é m na da pode re a liz a r sem a vida e orien ta ção da c a b e ç a (o Senh or Jesus). 14.5. A Igreja (corpo) de Cris to não é s im p le sm e n te uma co le ç ã o de indi víd uos que c o n c o r d a m com uma filo sof ia . em te s t e m u n h o (Mt 24.25).21. mas. Os dons do Es pí ri to são muitos. a fim de c u m p r i r u m a finalidade: a e di fi c a ç ã o do corpo de Cristo ( I C o 12. U ma das ma ior es ê nfa se s da me tá fo ra do “c o r p o ” é a da uni dade dos mui tos m e m b ro s da Igreja. mas elas tê m um único alvo: que o E v a n g e lh o do Rein o seja pre ga do em todo o mun do. é um org an is mo .20.12 26).15).Q u e m pe rm a nec e em m im .4-7. Mc 16. > A un ida de do corpo. D a me sm a fo r m a que os ra mos da videira p r o d u z e m fruto. 24 . esse dá muito fruto. a obra de Cristo no m un d o deve ser e x e c u t a d a pelo corpo (a Igreja). Pau lo de sc re v e a uni da de da Igreja em IC o rín ti os 12.26 . assim co mo os ram os são inúteis quan do sepa rados da videira.

In fe liz me nt e.22). R m 13. O corpo universal de Cristo c o n si s te no núme ro total de cristão s au tênticos de todas as eras.24. Cj.-12.5).13).17. Os fatos segu intes de m on st ra m a ne c e s si d a d e da relação co m a Igreja local: 25 . re s sa lta r que as Escrituras do No vo Te s ta m e n to dir ig em -se a to dos os crentes na terra co mo m e mb ros ativos de a lg um a Igreja local. ex ist em muitos cristãos pro fe s so s que j u l g a m p e rt e n c e r ao corpo “ m ís ti c o ” de Cristo. O corpo de Cristo e a Igreja local. Fp 2.12. para ser o cab eç a sobre todas as coi sas .29.17. acredita ndo que a pa rt ic ipa ção na Igreja local seja optativa ou de sne ces sár ia. ^ ■ S ubm is s ão uns aos outros em Cristo (Ef 5. o deu à Igr eja ” (Ef 1. Tg 4. IC o 16." > S ubm is s ão às au toridades civis.4-7): “E pôs todas as cousas d e b a ix o de seus pés e.7).13-17).9. 5. no céu e na terra. ' £ ■ Su bm is são aos líderes da Igreja n o m e a d o s por Deus (Hb 13. mas só existe uma cabeç a.8.21-6. Os m em bro s não pode m f un c io na r a d eq ua da m en te sem se su jeitarem in te ir a m e n te à cabeça que c o m a n d a o corpo inteiro ( I C o 12. É n ece ssá rio . l T s 5. q u a n d o tal sujeição não e x ija d e so be d iê nc ia aos ensi nos claros das E s c ri tu ra s (At 4. IPe 2.16.20. porém. o Se nho r Jesus Cristo. 12.9. Os m e m b ro s do corpo de Cristo são muitos.19.> Su bm is são no corpo. Hb ' 2. IP e 5. O cr istão deve pra ticar a ^ s u b m issão em quatro aspectos: ) í ■ Su bmi ssã o a De us e a seu Filho Jesus (Ef 5.

(1) Jesus tom ou como certo que seu povo
pa rt ic ip a ri a de uma Igreja local. E m vista de a
fun d a ç ão da Igreja ser ainda futura, J esu s refere-se a
ela pelo no me apenas duas vezes.
A s egu nda referê ncia foi feita em casos de
dis có rd ia entre os irmãos, qua ndo Jesus ensinou: “E, se
ele não os a ten de r (test emunhas ), dize-o à Igreja; e, se
re c u sa r ou vi r tam bé m a Igreja, c o n si d e ra -o como
gentio e p u b l i c a n o ” (Mt 18.17).
É evid ent e que uma Igreja que pode arbitrar
div e rg ê nc ia s entre os crentes é uma Igreja local, sendo
os m e m b ro s su bm iss os a ela no Senhor.
(2) Tod as as epístolas do N o v o Te s ta m en to
são dirig idas às igrejas locais ou a líd eres de igrejas
locais.
(3) To do s os ministé rio s, que são dons de
Deus,
são c once did os
aos c or pos
locais para
a per feiç oa r os santos para o m in is té ri o mútuo.
Ap óst ol os , profetas, evan ge lis ta s, pa sto re s e mestres só
po de m m in is tr a r aos santos que se re ún e m em
c o m u n h ã o (Ef 4.11-16).
(4) Jesus
or de nou
aos
crentes
que
pa rt ic ip a ss e m ju n to s da santa c o m u n h ã o até a sua volta
( I C o 11.23-26).
(5) A operação dos dons do Es píri to só pode
atuar n um corpo local. Ao falar da op e ra çã o dos dons,
Paulo disse: “ ... procurai progredir, para a edificação
da Ig r e j a ” ( I C o 14.12).
(6) C om o m e m br os do co rp o de Cristo, os
crentes não estão rela cio nad os apenas co m Cristo, o
“c a b e ç a ” , mas uns com os outros no cor po (Rm 12.5).
(7) A p re nd em os que D eu s
co loc a os
m e m b ro s no corpo c on fo rm e lhe agra da ( I C o 12.18).

26

(8)
Afi m de
c om is sã o de Cristo, é pre ciso
c re sc im e nto da Igreja visível e
e va n g e li s m o e mi ssões mund ia is (At
13.1-3).

os cristãos c um p ri re m
haver c o m un hão ,
a obra mútua de
2.41-47; 11.26-30;

a

> M in is t ér io do corpo.
O con cei to de Igreja co mo o corpo de Cristo
tem re ceb ido no va ênfase nos últimos anos, que levou a
impor tante pe rcepção sobre adoração e ministério. O
ministério tem sido de m a s ia d a m e n te visto como
tra ns mi tid o de uma p la ta fo rm a ou púlpito e só pelo
clero designado. Q uan do a idéia de ministé rio é essa,
os m e m b ro s da c on gr e g aç ão tornam -se simples
espect ado res , cuja única a ti vid ad e é oc upar os bancos.
A de scrição bíbli ca da vida do corpo não
apóia essa visão limi ta da do ministério. Deu s, na
verdade, c o locou a li der an ça espiritual na Igreja para
pregar .e ensinar; mas o objeto de sua pregação, ensino,
e c ui da do pastoral é o ap er fe i ço a m e n to dos santos, a
fim de m in is tra re m uns aos outros e ao m u n d o (Ef
4.11-15) . A partir deste co nc ei to do m ini st éri o do
corpo, com o expr ess o pelo apóst ol o Paulo, vários fatos
ficam claros:

(1)
É intenç ão do Se nh or que cada m e m b r
do cor po de Cristo tenha um ministério. Cada m e m bro
do
corpo
hum a no
co ntribu i
para
pre ser va ção ,
cre sc im e nt o, saúde e at iv id ad e desse corpo; se alguns
m e m bro s não fu nc ion am , surge a doença. M ui to s males
da ( Igreja re su ltam de uma c on gre gaç ão que não
funciona. )
A fim de a lc an çar pa rt icipa ção total no
trabalho e ad oração da Igreja, Deus proveu lide ran ça
espiritual para a p er fei ço ar e a m a d u r e c e r os santos, e os
dons do Espíri to para ca pa c itá -l os e orientá-los.

27

(2) O prin ci pa l propósito do m in is té rio do
corpo é a ed ifi c aç ã o da Igreja inteira (Ef 4.12). O teste
do valor e validade do minist ér io do c o rp o e da prática
dos dons está em ed if ic ar em ou não o corp o de Cristo.
Pedro escre veu : “Servi uns aos outros, cada
um c on fo rm e o dom que rec ebeu, com o bons
d esp en sei ro s da m u lt if o r m e graça de D e u s ” ( I P e 4.10).
M in is té r io e dons c o n st it ue m m ordo m ia. O
dom do crente não é co nc e di do p r i m a ri a m e n te para a
sua edificação; tra ta -s e de uma m o r d o m ia para outros,
para a família da Igreja.
(3) Q u a n d o o corpo inteiro m in is tra em
un idade e amor, o re su ltado é o c re sc im e n to espiritual
e n um é ri c o (Ef 4.16).
M uit a co isa é dita hoje sobre o cr e sc im e nt o
da Igreja. O c re sc im e n to “ ó t i m o ” da Igreja não pode
ser al cançado apenas m ed ia nt e os e sf orç os dos líderes,
pastores, e vang el is ta s e mi ssi onár io s; o c re sc im e n to
ideal só re sulta q u a nd o a Igreja inteira ministra.
(4) Q ua nd o toda a Igreja mi nistra, é preciso
que a força a gr e ga do ra do amor esteja presente. A não
ser que a pa rt icipa ção de toda a Igreja seja m o ti v a d a e
re a liz a da em um espír ito de a mo r e su bm is s ã o à
liderança, o c re sc im e n to obtido pode ser tra nsi tó rio e o
min istério, me nos que ed ificante ( I P e 1.22). (Veja
ta m b é m IC o 13; G1 5.13; E f 4.2,3, 15,16; 3.17-19 ; Fp
2.1-5; Cl 3.12-15; l T s 5.12,13).

28

mas sim uma organização.Questionário ■ A ss in a le c om “X ” as alte rnativas corretas 1. m is são e governo a)| I Ec le ti s m o b)l I Igreja log ia c)fx] Ec le si o lo g ia d)l I E c le si as tia 2. Os únicos termos ap licados no No vo T e s ta m en to para d e si gn a r um prédio co mo local de ador açã o são a)l I “Ig r e j a ” e “ sa n tu á ri o ” b)| I “ C a s a de o ra ç ão ” e “c o n g r e g a ç ã o ” c)| I “T a b e r n á c u l o ” e “Ig r e ja ” d ) @ “T e m p l o ” e “ s in a g o g a ” 3.|£ A Igreja de Cristo possui apenas um si gnificado nas Es cri tur as . min is té rio . É o e stu do da Igreja em sua nat ure za. k A A Igreja não é por n at ure za um org an is mo . E inc oe re nt e dizer que o cris tão deve pr at ic ar a s ubm is s ã o a ) 0 A todas as demais igrejas b ) 0 Aos líderes da Igreja no m e a d o s por Deus c)l I A Deus e a seu Fil ho Jesus d)l I As au toridades civis ■ M ar q u e “ C ” para Certo e “E ” para Errado 4. É um ser vivo cuja vida divina é p r o v id a pela habitação do Es pí ri to Santo 29 . a saber: c o m u n h ã o espiritual 5 . ord enanças.

Além da pre ga ção como uma missã o da Igreja.. c o m e ç a n d o de Jer usa lém. A missão pri ncipal da Igreja é de cla ra da na Gran de C omi ssã o da da por Jesus aos apó stolos antes de sua ascensão. Eis que 30 . U ma fo rm a da co m is sã o é en co nt ra da nos quat ro Eva ng e lh os e no livro de Atos. M arcos en fa tiz a a missão da Igreja na “pre ga ção do e v a n g e l h o ” : “ .. a fim de e n te n d e r o escopo total da comissão.A Missão da Igreja Pre gaçã o e e n s i n o . será neces sár io e x a m i n a r as cinco oc or rênci as do encarg o de Jesus à Igreja. Ex i st e m dois termos gregos princi pa is tra duz id os com o “p r e g a r ” : * K e r u s s o . M arcos tam bé m ressa lta o pode r so brenatural do Espír it o Santo que a co m p a n h a ri a a prega ção do ev an ge lh o (Mc 16. “ a n u n c ia r” (como uma ■ E u a n g e l i z o . Ide por todo o mu ndo e pregai o ev an ge lh o a toda c ri a tu ra ” (Mc 16. A im p o r tâ n c ia da prega ção po d e ser in dic ad a pelo fato de que as palavr as usadas para “ p r e g a ç ã o ” foram inc luídas mais de 115 vezes no N ovo T es tam ent o. Vós sois te st em u n h a s destas cousas.17-20). cada escritor de s c re ven do apenas uma parte sele c io na da da co m is sã o total. a todas as nações. que sig nif ic a pro c la m aç ã o real).15). Assim sendo. que sign ifi ca “prega r as boas n o v a s ” . A parte da Gra nd e C om is sã o desc rita no Ev a nge lh o de Lucas ta m b é m en fatiza a pregação: “ e que em seu nome se pre ga sse a rr e p en d i m en to para remi ssã o de pecados. cada um deles ocorre mais de ci n q ü en t a vezes.

envio sobre vós a pro m e s sa de me u Pai; perma nec ei,
pois, na cidade, até que do alto sejais re ve sti dos de
po de r” (Lc 24.47-49).
O E v a n g e lh o de Lucas rev ela parte do
co nteúdo da pregação: “e que em seu nome se pregasse
a r r e pe nd im en to para remis são de p e c a d o s .. .” . Este
c ont eúd o po de ser re s um id o com o segue:
■ Os in créd ulo s são cham ad os para se a rr ep end ere m
dos pecad os ;
■ A dá div a do Ev a ng e lh o é o pe rdã o de pecados;
■ A p re ga ção da Igreja é em nome de Jesus (a
salvaç ão do pecado é através da virtude da obra
r e d e n to ra de Jesus).
Luca s registra, tanto em seu Ev a n ge lh o como
em Atos, a or de m do Sen ho r sobre os prep arat ivos
necessá rios para a pregação (At 1.8, cf. Lc 24.49).
(Veja ta m b é m Jo 20.21-23). Seg un do Lucas e Atos,
Jesus e n ca rr e g a os prega do res da Igreja de serem suas
te st em un has ; eles não dever ão preg ar por ou v ir dizer,
mas a n u n ci a r o que j á e x p e r im e n t a ra m ( l J o 1.3; cf. Lc
24.48; At 1.8; 10.40-43; IC o 1.17-24; 9.16).
O relato de Mateus sobre a Gra nde C om is são
enfat iza a mis são de ensino da Igreja (Mt 28.18-20) . O
minist éri o duplo da Igreja, pr e ga ção e ensino, ficam
evi den te s através de todo o livro de Atos (At 5.42; At
2.42; At 11.25,26). Veja ta m b é m Atos 15.35; 18.11;
20.20 e 28.31.
A pregação é o ministé rio de re c ru ta m en to e
m o tiv a ç ão da Igreja; o en sino é o m in is té rio de
am ad u r ec im e n to . Através da pregação, novos filhos
na sc e m na fa m íl ia de Deus; através do ensino, essas
crianças são nutridas a partir do leite até o alimento
sólido. Po d e ri a ser dito que o tra balho da Igreja é
duplo: “ at ra ir ” e “ d e s m a m a r ” ( I C o 3.1,2; Hb 5.12-14).

31

Discipulado.
A G rande Co m is sã o, no Ev a n ge lh o de
Mat eu s, deu uma tare fa à Igreja: “Ide, portanto, fazei
discíp ulos de todas as n a ç õ e s ” (Mt 28.19).
“E n s i n a r ” em
grego é ma th e teu o,
de
matlietes, que sig nif ica “ d i s c í p u l o ” . A missão da Igreja
é “ disci pu lar todas as n a ç õ e s ” .
D is cip ul ar é mais que ensinar. P od e m os
e ns in a r c o m u n ic a n d o um sist em a de preceitos. Mas
dis ci pu la m os outr em d e m o n s t ra n d o a verdade através
do ex emplo. É pos sível con tar a outros com o obter a
vitória; no entanto, aquele que dis ci pu la outros lhes
mo s tra pelo e x e m p l o a vida vitoriosa. Os que
si m p le sm e n te e nsi na m têm alunos; os que dis ci pul am
faz em seguidor es - prim ei ro de Jesus, depois do
professor.
Ao e sc re v e r aos Tes sa lo ni c en s e s, Paulo
afirmou: “ Porque o nosso e van ge lho não c hego u até
vós tão somente em pa lavra, mas, sob re tud o em poder,
no Espíri to Santo e em plena convicç ão , assim com o
sabeis ter sido o nosso pr o c e d im en t o entre vós, e por
a m or de vós. Com efeito, vos tornastes im itadores
(se guidore s) nossos e do Senhor, tendo re ceb ido a
palavra, posto que em meio de muita tri bulação, com
alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tor nastes o
mo de lo para todos os cren tes na M ac e d ô n ia e na A c a i a ”
( l T s 1.5-7).
A grande força da Igreja local é sua vida
co m u n it á ri a cristã.
C o m u n h ã o (c o n f r a t e r n i z a ç ã o ) .
A missão da Igreja é ma nter uma c om u n h ã o
entre os crentes. A Pr im e ir a Igreja era rica em
fraternidade:
“E pe rs e v e ra v a m na dou tri na dos
apó stolos e na c o m u n h ã o ” (At 2.42).

32

O termo grego para “ c o m u n h ã o ” é ko inonia,
que si gnifica “ aquilo que é p os su íd o em c o m u m ou
c o m p a r t i l h a d o ” , “c o m u n h ã o ” . A pa ssagem em Atos
co nti nua de fin ind o a “c o m u n h ã o ” : “E todos os que
creram e st a v a m ju nto s , e tinham tudo em c o m u m ” (At
2.44).
A palavra bíblica “c o m u n h ã o ” é com
f re qü ên ci a mal inter pre ta da e mal aplicada. Os usos de
koi non ia nas Escritura s são os seguintes: “ ... a graça de
pa rticipa rem da assistência aos s a n t o s ” (2Co 8.4b caridade); “ ... me esten de ram , a mim e a Bar nabé, a
destra de c o m u n h ã o .. .” (G1 2.9 - aceitação no Corpo);
“e m a n if e st ar qual seja a dis pe ns a çã o (c om un hã o) do
m is té ri o ...” (Ef 3.9a - pa rt ic ipa ção no Corpo); “ pela
vossa coo per ação
no e v a n g e lh o .. .” (Fp
1.5 partic ipa ção na salvação); “ Se há... alg uma co mu nh ão
no E s p ír i to .. .” (Fp 2.1b - unidade efe tua da pelo
Espírito).
Talvez o apóstolo João, em sua prim eir a
carta, é quem re su ma as ap licações mais claras da
c om u n h ã o bíblica: “ O que temos visto e ouvido
an un ci a m os també m a vós outros, para que vós
ig ua lm en te mantenhais c o m u n h ã o conosco. Ora, a
nossa c om u n h ã o é com o Pai e co m seu Filho Jesus
Cristo... Se dissermos que m a nte m o s c om unhão com
ele, e andar mos nas trevas, m e n ti m o s e não pratic amos
a verdade. Se, porém, a nd ar mo s na luz, com o ele está
na luz, mantém co mu nhão uns co m os o u tr os ...” ( l J o
1.3,6,7).
C om unhã o é ter uma relação c om um co m o
Pai e o Filho no corpo de Cristo, onde somos unidos
pelo Espí ri to em laços de amor, unida de e si ngel eza de
pr op ósito. Esta co mu nh ão dos crentes e ste nde- se a
todas as atividades mútuas que dão honra a Deus,
inc lusive ja n ta r ju nt os no “ salão de c o n f ra te rn iz a ç ã o ” .

33

.26).. Jesus p r e te ndia que o Ev a ng e lh o (as “ boas n o v a s ” para todas as na ções. U m a das obras do Es pírito Santo é ass istir ao crente na oração. Uma m is são im po rt an te da Igreja é pr o m o v e r e ma nter uma a tm o s fe r a que leve a adoração. ren ova çã o e c res ci me nto na Igreja. Jud éia e Samaria.. M iss õe s e e v a n g e l i s m o . povo de pr o p r ie d a d e e xcl us iv a de Deu s.. para o crente cheio do Esp írito.1. a adoração ao Deus Sober an o era em geral a c o m p a n h a d a do ofe rec im ent o sacrificial de animais. pela qual ele pode adora r a Deus mais pe rf e it a m en t e do que o faria somen te através do intelecto humano: “ Pois q ue m fala em outra língua.Adoração. adoração e louvor (Rm 8.8) fosse lev ado para além das fronteiras de J erusa lé m.. até “ aos confins da te rr a ” . oração e louvor o resu lta do é reavi vamento. interc ess ão. poré m. é sua lingua ge m de oração. ” ( I C o 14. não fala a home ns.23). oração e louvor: “ Vós. A Gra nde C o m is sã o incluía a e van ge liz aç ã o mundial. sace rdóci o real. a fim de pro c la m ar des as virtudes da quele que vos c ha m ou das trevas para a sua m a ra vi lh os a luz ” ( I P e 2. Em espírito de adoração. sois raça eleita. Jesus dis se que o Pai bus ca a adoração daq ueles que qu is e r e m adorá-lo em espírito e em ve rdade (Jo 4. No An tig o T e s tam en to .9).2.Atos 1. O que fala em outra língua a si m e sm o se e d if ic a ..15). na ção santa. Um auxílio im po rt an te na adoração. 34 . Hb 13. senão a Deus. A Igreja do N ovo T e s ta m en to oferece a Deus sac rifício de louvor (Rm 12. e em espírito fala mistérios. qua se sem exceção.4).

M a t u r id a d e do c r e n t e . antes. e c o m p re e n d ê -l o os que nad a tinham ouv id o a seu r e s p e i t o ” (Rm 15. povos e línguas.19-21. a Igreja: “E ele m esm o co nce de u uns para ap óstolos. A Igreja não c o m p le to u sua m is são de a nu nc ia r o E va ngel ho e faz er dis cípulos de todas as nações. até que todos ch eg ue m o s 35 . e s f o r ç a n d o . não onde C ris to j á fora an unciado. e os confins da terra não for am ainda alcançados. com vistas ao a pe r fe iç oa m e nt o dos santos para o de se m p e n h o do seu serviço. Pa ul o ex pli ca p e rfe ita m en te o pr opó si to do Se nh or para o seu corpo. como está escrito: Hão de vê-lo aqu ele s que não tiveram notíc ia dele. A Igreja tem f r e q ü e n te m e n te ne ce s si ta do de um impu ls o especial para c o n ti n u a r a tarefa recebida. para a edificaçã o do corpo de Cristo. outros para profetas.19. pelo po d e r do E s p ír i to Santo. tradução literal) o e v a nge lh o de Cristo. Paulo. 11. fu n d a m e n to alheio. c h am a do de “ o pai das missões m o d e r n a s ” . até ao llírico. ed ifi caç ão e am ad u r ec im e n to do crente. tribos. Is 52.1. de sa fio u a Igreja com o seu test em un ho: “ P o r força de sinais e pro d íg io s. A Igreja não pode ig nor ar o fato que nem todas as naçõ es foram ainda dis ci pu la da s.20). tenho div ulg ad o ( p le na m en te . para não ed ificar s o b r e . de m an ei ra que. desde Jeru salé m e c ir c un viz i nh an ç a s.10). o grande mi ssi oná ri o.Todav ia. W il li a m Carey. teve de vencer forte res istência antes de c o n s e g u ir auto riz açã o para levar o E va nge lho à índia.m e deste m od o por p re g a r o ev angelho. foi ne c e s sá ri a uma pe rs egu iç ão de v as ta d o ra para e sp a lh a r o E van ge lho e os ev an ge lis ta s até A nt io qu ia (At 8. U m a grande parte do N ovo Te st am en to refere-se ao ensino. outros para ev an ge lis ta s. e outros para pastores e mestres.

1.18).28). ■ O bras cristãs (Hb 13.5..33-6.12).2-4. ■ P a c iê nc ia na pro va ç ão (Tg 1. C r i s t o ” (Ef 4.18-21). 18. ■ D ons espirituais (Rm 1.21).à un id a de da fé e do p le no c o n h e c im e n to do Filho de D e us.15. 1. 36 . ele deu te st em unho ou pro cedeu ao ba tis m o de toda a fam íli a (At 16. 2Tm 2. .7). l J o 2. Cl 1. ■ Q ua nd o Paulo fez c onv er tid o.10). Cl 3.6).3.39). ■ G ra ça (2Pe 3.11. à perfeita va ro nil ida de . ■ Ex e rc íc io da fé ( l T s 3. para que não mais sejamos como m en ino s. Tt 1.12).4. A missão da Igreja est e nde -s e ao lar e inclui a vida da família.5.1.. Hb 6. A Bíblia fala de c r e sc im e nto e matur ida de através destes aspectos: ■ O raç ão (Cl 4. 12. M in is té r i o no l a r . ■ A pr om e s sa do E sp íri to Santo foi para os crentes e seus filhos (At 2.8).14. I C o 3. c re sç am o s em tudo naq uel e que é o c ab eç a. fato que fica claro pelo seguinte: ■ J esu s tinha grande in te resse e amor pelas crianças (Mc 10. ■ Paulo dá ins truções e spe ci ais a todos os m e m bro s da família cristã (Ef 5. cf.2. IPe ■ A m o r ( l T s 1.15). à me di d a da estat ura da ple n it u d e de Cristo.11-15 ). ■ Foi or de na do aos pr es bí ter os e diácon os que ti ves sem famílias bem dis ci plin ad as ( l T m 3.4. ■ Pa la vr a de Deus ( I P e 2. Mas.13-16). 4.34.2. Cl 3..

Rm 16. p or que Deu s ama a quem dá co m a le gr ia . I C o 16.5.15. d e v o lv e n d o . Paul o e seus c o la bor ad or es fize ram coletas em todas as igrejas gen tias a fa vo r dos santos pobres de Jer usa lém.3 4. V e ja m os algumas co n st a ta çõ e s bíblica s a seguir: (1) A Igreja de J e r u sa lé m m an ti n h a um serv iço de alim e nt aç ã o para as viúvas e em u m a é p o c a de crise e sc olh e u uma lide rança de ntre os home ns mais e sp ir itu ai s. At 21..8. Gra nd e parte do livro de 2C orín tio s rela ci on a -s e c om essas coletas.1-7).27-30). Este intere sse social surgiu sem dúvida dos e n s in a m e n to s de Jesus (cf. Minis téri o às n e c e s s id a d e s m a t e r i a i s . mas ela não po de fu gir às im plicações sociais do E v a ng e lh o bíblico.7) às co nt ri b u iç õ e s para as ne ce s si da de s mate ria is (cf. a fim de re s ol ve r o p r o b le m a •(At 6. (4) D ur an te um a crise posterior. 8.36-42).9). o nde o E v a n ge lh o in fl u en c ia v a toda a vida fa m il ia r (Cl 4. e s p e c ia lm e n te da famíl ia cristã. Lc 10. todos os cristãos de A n ti o q u ia e n v ia r am aju da fina nc ei ra (At 11. Não foi ord e na do que a Igreja pre ga ss e um “evange lho s o c i a l ” . 2Co 9. A Igreja P r im it iv a tinha um interesse sin cero nas ne ce ssi da de s mate ria is das pessoas..a às suas obras de car ida de (At 9.46 . Mt 25. (3) Nu m pe río do de fom e na Ju déia.25-37). 37 ..■ As p rim eir as igrejas era m nas casas.4. e o m in is té rio dela era c ostu ra r para os pobres e as viúvas.9). A pass ag em: “ .5.. P e dr o a ressus ci tou .19. ” (2Co 9. (2) Q ua ndo D o rc as morreu.

15-17). 38 .310 ). A Igreja é o ins tru me nto do S e n h o r para pôr em prática sua bênção provid en cial. alma e corpo. (6) A obra re de nt or a de Cristo é pa ra o homem com ple to: espírito.(5) Ins truções especiais para o c u id a d o das viúvas são dadas na carta de Paulo a T i m ó te o ( l T m 5. Ela de ve refletir a c o m p a i x ã o de Jesus. que é ger alme nte m e lh o r expressa no aux ílio aos menos af ortunados (Tg 2.

prim eiro de Jesus.Questionário ■ Assina le com “X ” as alterna ti vas corretas 6. depois do p ro fe sso r ! ( ) . A palav ra co rreta em definir: é ter uma relação c o m u m com o Pai e o Filho no cor po de Cristo. e sp e c ialm en te da família cristã 39 .resistência antes de co n se g u ir auto riz açã o para levar o E v a n g e lh o à índia a)| I Wi lli am Wrede b)| | Willi am Paley c ) D Will iam de O c kra m d)| I Wi lli am Carey ■ M ar q u e “C ” para Certo e “E ” para Errado 9.[Ç| Os que si m p le sm e n te e n si n a m têm alunos. é a)l I R el ac io na m en to b)l I Con vívio c)l I Co m unh ã o d)| I Vinc ula çã o 8. É o a)[ b)| c)l d)| termo grego que si gnifica “pregar as boas n o v a s ” I Kerusso I Ku ria ko n I Evan ge lizo | Ekklesia 7. Teve de vencer forte . os que di sci pulam fa zem seguid ore s . □ A Igreja Pr im iti va tinha um interesse si ncero nas ne ce ssi da de s ma teriais das pessoas.

.

O termo “ o r d e n a n ç a ” vem do latim o r d o . E m b o r a apenas duas o rd en an ças sejam clara e i n d is c u ti v e l m e n te orde na das por Jesus. que si gnifica “fi l a ” ou “ o r d e m ” . cerca de doze ob s erv ânc ias e xte rn as foram referidas como sacrame ntos. A pa lav ra “ s a c r a m e n t o ” si gnifi ca va orig in al m e nt e “ o sinal ex terno de uma obra i n t e r n a ” ou “o sinal visível de uma obra invisível da g r a ç a ” . As or de na n ça s são às vezes c h a m a d a s de sacra mentos.A Doutrina da Igreja Continuação As Ordenanças da Igreja i «?As or de na nç a s da Igreja local são os ritos exter nos ou o b s er vâ nc ia s si mb óli cas or d e n a d a s por Jesus. é int e re ssa nte not ar que. du ra nt e a história da Igreja. a saber: o ba tis m o em águas e a ceia do S e n h o r .Lição 2 Eclesiologia . A Igreja Cat ólica R o m a n a o bs er v a sete sa cr am en tos . ou. ou seja: (1) Bati smo . (2) Crisma. As o rd e n a n ça s ob ser vad as pelas igrejas prote st ant es são duas. “ algo i m p o s to e tornad o obri ga tór io pela au toridade a p r o p r i a d a ” . por ex tensão. 41 . que e st a b e le c e m verdades cristãs e sse n cia is .

em seu B ook o f S en ten ce s (Livro de Sent en ças ). U su a lm e n te é pelas igrejas sacrame nta li sta s que a graça é recebida. n e n h u m autor cristão re c o n h e c id o afirma que era m sete as ord enanças. a Igreja R o m a n a foi ad ici on an do outros sacramentos. C as a m en t o . Penitê nc ia. E x t r e m a .u n ç ã o (unção dos doen tes com óleo). tudo qu a n to à pessoa precisa fazer é pa ss a r pela fo rm a externa. e não foi senão depois do C o n c í li o de Florença. durante mais de mil anos depois de Cristo. o re c e b im e n to da bênção d e pe nd e do estad o do coração. os prim eir os Pais da Igreja ge ra lm e n t e rec onh ec ia m o batismo e a ceia do Senhor co mo os principais sacra me nto s. que os sete s ac ra m e n to s foram fo r m a lm e n te d ecr eta dos pela igreja romana. Todav ia. e devem ser c o m p re e n d id a s com o ocas iõe s me moria is. que r t e n h a m ou não os pa rt ic ip a n te s uma fé ativa.(3) (4) (5) (6) (7) E u c a ri s ti a (missa). Em b o ra a o b e d iê n c ia às duas ord enaçõe s esteja pre scr it a no N ovo Te s ta m e n to . Não foi senão no século XII que Peter Lo m b ar d (1 100-1 164 ). o s acr am en to crê que uma graça divina espec ial é c on ce did a aos pa cie nte s de certos rituais pre scritos. O batismo em águas e a ceia do Senho r fo ra m in st itu íd os ou ord e na do s pelo Senhor. O C r is tia ni sm o bíblico não é ritualista nem sa c rame nt al. Não há pode r salvífico na real iza ção m e c â n ic a desses atos. É impo rt ant e o b s er v ar que. 42 . Orde ns (or denação de padres e c onsa gra ção de freiras). no ano de 1439. C onfo rm e o te m p o foi pa ssa ndo. ne nhu m m ét odo espec ial é vinculado a tal obe diê nc ia. definiu como sete o n úm e ro de sacra me nto s.

G1 3.2.47.16). estar ão de cla ra nd o ao m u n d o que morreram com Cris to e foram re ssu sc it ad os com Ele 43 .33. 18.8.> jO bat ism o em á g u a s ^ ü tato de Jes us ter e sta be lec ido o ba tis mo em águas com o uma orde na nça .A fór mu la para o ba tis mo em águas é c la r am e nt e e st a be le c id a na G rande C o m is sã o co mo r e m nome do Pai. O sentido espiritual do ba tismo em águas é ta m b é m en sin ad o nas e pís to las (Rm 6. João B at is ta (Mt 3. 10. Assim fazendo. 16. 9. Isto pode ser visto no si gnifi ca do da pa lav ra grega baptizo. Mc 16.38. 16. 19. O ba tis mo por imersão é ord e na do nas Escrituras.27).6. ■ O m é t odo do ba tis m o . do Fi lh o e do Espí ri to S a n t o ” .18.se a ser batizado pelo seu pr ecursor. IC o 10.15. 22. todos q u a nt os se a rr ep end em e c rê em em Cristo. ba tiz an do seus co nve rt ido s (At 8. Atravé s de todo o livro de Atos.3.19. que indi ca c la r am e nt e imerg ir e pela descrição bíbli ca da m a nei ra co mo J esu s foi bat iz ado no rio Jordão.em águas é por imers ão. 8. fica claro na Gra nd e Co m is sã o. com o reg is tra do po r Mateus e M arc os (Mt 28. O próp rio Jesus de ixo u um e xe m pl o para a sua Igreja.5. devem ser ba tizados. ■ .12.16). os apóstolos ob s e r v a ra m a ord en an ça. com o S a lv a d o r e Senhor.7 As declar aç ões sobre ser bat iz ado “em no me de J e s u s ” o mi te m a fó r m u la mais longa e e n f a t i z a m o ba tismo cristão co mo sendo distinto do b a ti s m o de João.48.41). Pedro repetiu este m a n d am en to do ba tis m o em seu sermão no D ia de Pent eco st es (At 2. s uje it an do .36-38.13-17).

Os dis cípulos saiam e pr eg av am por toda a parte. At 10. 47.21. todo aquele que ama ao Sen ho r pr ova o seu amor obed ec e ndo à sua Pala vra (Jo 14.41. At 2.18.16.23). Foi E le que mandou os seus dis cípulos batiz arem (Mt 28.41.16). O ba ti sm o foi o r d e n a d o por Jesu s Cristo.37 At 9.para an dar em no v id a d e de vida (Mt 28. Mc 16.12.30).19. Rm 6.16. Um a ord em dada pelo Se n h o r é re almente para ser c u m p r id a (SI 119. 10.47 At 19.1-6 . e b a tiz av a m em cu m p ri m e n to da or de m re cebida (Mc 16.17.18). 12 ). 8. Orde m a ser c u m p r id a .20.38 At 2.4). Os que eram aceitos para serem batizados nos dias dos apostólicos: R efer ênc ias Eram Bat iza dos / y Pessoas que hav ia se arrepen did o Pessoas que de bom grado recebiam a Pala vra Os que cria m em Jesus j Crentes j á batizad os c om o Espírito Santo V Pessoas que j á eram discípulos 44 At 2. pois a falta de ob e di ên c ia significa re jeição do c ons el ho de Deus (Lc 7.4).29.12 Mc 16. O ba tis m o deve ser pra ticad o co mo foi nos dias dos ap óstolos. A salvação nos liberta até das tradições receb ida s dos pais ( I P e 1. At 8.19.48. Mc 16. 8 .

a c r ed ita va na ressu rreição. alegrou-se c om toda a sua f a m íl ia ” (At 16. ^ N a fam íli a de Co rn él io foram todos ba tiz ado s com o E sp íri to Santo antes do ba tis m o em águas (At 10. ■ Sob re a famíl ia de Es té fa no ( I C o 1. que não e x ist e na Bíblia n e n h u m e xe m pl o de ba tis mo de cria nças recémnascidas. So b re o bat ism o pelos mortos ( I C o 15. Diz que Crispo “creu no Senhor. * A re sp eito da famíl ia de Crispo.8).47). que até aqueles que em outros ponto s doutrinais est a va m erra dos .34).46. a Bíblia não e sc l a r e c e 1qual era a situa ção de cada me mb ro.16). Q ua ndo se fala de “ba ti s m o de fa m í l i a s ” . A B íblia diz que o carce rei ro. L it er al m e nt e a pal avr a bat iz ar qu er dizer: m e rg ul h a r ou im er gi r 45 . não se altera aquilo que acima foi m e n c i o n a d o . com toda a sua c a s a ” (At 18. “na sua crença em Deu s. eram c o m p o st a s de pessoas j á c o n s c ie n ti z a d a s sobre o que faziam. Vejam: \C r ■ A fa m íl ia do carcereiro.29).15). Trat a. Q ua nd o Paulo de fe n d ia a v erd ad e da re s su rr ei ç ã o de Cristo co ntra os que a c onte s ta va m .O b se rv a m o s assim. diz en do que se de d ic a v a m ao serviço dos santos ( I C o 16. ele mo s tro u co mo um e xe mp lo . pois as fa mílias sobre cujo ba tismo a B íb lia fala.se de uma here sia que havia no tempo de Paulo. mas Paul o escr ev eu a re sp eito.

16 N os s a identificação com a morte. é s em pr e m a ra v ilh os o qua ndo é possível faz er algo que agrada a Deus (Rm 14.. Jo 13. em n o m e do Pai. 46 . pelo ba tismo . 22. A salvaç ão é um dom de Deus (Rm 6. só por ser m in is tr a do traz ofertas para a vida espiritual.17).20. IP e 3. e do Fil ho e do Espírito Santo” .A F ó r m u la “ .16.23).21. a pr ofu nd a a vida espiritual (G1 3. Não é c o m o alguns afirm am um ato mág ic o que. 0 Rec ipiente To da s os que s in ce ra m e n te se a r r e p e n d i a m de seus pe cad os e ex erciam uma fé viva no Senhor Jesus At 8.19 O bat ism o é o c am in h o da benção. Deus p r opor ci on a ricas bênçãos que ap er feiç oa m a salvaç ão recebida.4.. Mt 3. com o 0 Sig nificado s e p u lt a m e n to e com a re s su rr ei ç ã o de Jesus. a ben ç oa n do e c o nfi rm a ndo a sua fé na Palavra. G1 2.9).15.16. V e ja m os a lgu ma s das bênçãos que o acom panham: m"' O ba tismo agrada a De us (Mt 3. mas. Mt 28.27).18. v / É um ato em que Jes us opera na vida da que le que se subm ete a Ele.3.21 A Ef icácia Es sen cial para integrar a o b e d iê n c ia a Cristo I P e 2.37. ■ J Por id en tif icar o b a ti z a n d o com Cristo. 2Co 5. Rm 6.

pois so m os ba tizados em Cristo (R m 6. fazei isto em m e m ó r i a de m i m ” (Lc 22. mas a co nte c e que muitas vezes os b a ti z an do s são ba tiz ado s co m o Espíri to Santo antes de serem ba tiz ado s em águas.23-26 ver 10.. 20.13). no entan to . que é o c a b e ç a da Igreja (Ef 1. ■ Deus p r o m e t e u aos que fo rem b a ti z ad o s “ o D o m do Es pír i to S a n t o ” (At 2. isto é o meu corpo o fe re ci do por vós. q u e m ainda não o é. > /A ceia do Se nh or. a festa era co n cl u í d a co m a ceia do Senhor (At 2.20-22.35). 47 . O b se rv e os seguintes p o nto s rela tiv os à n a tu re za da ceia do Senhor: ■ É um ato de ob e diê nc ia ao m a n d a m e n t o do Senhor. Q u a i s q u e r que sejam as b ên ção s de riv a das da o b s e r v â n c i a da ord enança. 11.38).se no e nsi no do apóstolo Paul o ( I C o 11. a o b s e r v â n c ia da ceia do S e n h o r é referida pelo te rm o “ p a rti r do p ã o ” . nos to rn a m o s m e m b r o s do co rpo de Cris to. J esu s ins tit ui u a o rd e n a n ç a de c o m e r o pão e to m a r o suco da vid eira em m e m ó ri a de sua morte expiatória: “ . 27.23. A e vi d ên c ia mais clara que a Igreja ob s e r v a v a a ceia do Se nh or co mo um a ord e na nça en co n tr a.27-34).42.11. que é a sua Igr eja (At 2. po de re c e b e r essa pro me ssa .22).41.46 .16-21. E m b o r a os dis cí pulo s fr eq ü e n te m en te p a rt is se m o pão como um a fes ta de c onfra te rn iz aç ã o e amor.. N a sua úl tim a Páscoa.19).3). ela é m a n ti d a em o b e d iê n c ia ao cabeça da Igreja ( I C o 11.7.■ / P o r m e io do batismo.24).42 . No livro de Atos. 47). A B íb li a diz: “ nós fo mo s b a ti z ad o s num Espí ri to f o r m a n d o um c o r p o ” ( I C o 12.

A ceia do Se nh or foi ins tituída por Jesus C ris to por ocasião de sua úl tim a refeição. foi sacrificado por n ó s ” ( I C o 5.24. Lc 22. 26.16). nossa Páscoa. outras. todas as vezes que c om er de s este pão e be be rd es deste cálice. até que v e n h a ” ( I C o 11. on de cada p a rt ic ip a nte rec ebe pela fé o p o d e r e a bê nçã o de sua ligação c om o Salvador: “ O pão que partimos. a ceia do Se n h o r to m o u o lugar da P á s co a do A nti go T es tam ent o. Mc 14. da fé na e fi các ia da obra ex pia tó ria de Cristo: “anunciais a morte do S e n h o r ” ( I C o 11. ■ É uma p r o c la m aç ã o. até sua s egu nda vinda. mas a ma ioria das “ Ass e m blé ia s de D e u s ” o b s er v a. ■ É uma ex p er iê n c ia de c o m u n h ã o co m o Senhor.19). ■ É uma afirm aç ão da e x p e c ta ti v a da volta de Cristo para con clu ir sua obra redentora: “ an unciais a morte do Senhor.. na Páscoa. ■ É uma c o m u n h ã o (k o i n o n i a ) de crentes à mesa do Se n h o r e uma de cla ração da uni dade do corpo de Cristo ( I C o 10..\ ■ V - E um me moria l à mo rt e e x pi at óri a e ao sangue de rra ma do de Jesus ( I C o 11. não é a c o m u n h ã o (k o i n o n i a ) do corpo de C r i s t o ? ” ( I C o 10. Ord en ou Jesus que a ceia do Se nh or fosse re p e ti d a a intervalos freqü en tes. pela Igreja.22-25. Par a nós.17). uma vez por semana.26). IC o 11. Ela é 48 . A lg um a s igrejas ob s e r v a m a ceia do Sen hor a cada culto. até que ele v e nh a ” ( I C o 11. 15-20. horas antes de ser cruci fic ado (Mt 26.26). an unciais a mor te do Senhor.7).26). T u d o que Jesus disse foi: “ Po rque.a uma vez por mês. p orq ue Cristo. na c o m p a n h i a dos di scí pulos (com freqü ên ci a c h a m a d a de “úl ti m a c ei a ” ).29. pr e s en te e futuro. Lc 22. “ .23-26). um ato de co nfissão. A ceia do S e n h o r tem diversos valores em relação ao passado.

Inspiradora: ^ Po rq ue nos le mb ra que. Instrutiva: R e p r e s e n t a d a por meio de uma lição ob je tiv a e sagrad a à e n ca rn a çã o de Cristo e à e x pi aç ã o (a c on su m a ç ão dos e le m en to s físicos). estare mos nos id e ntif ic a nd o r e p e ti d a m e n te co m Jesus em sua morte. o suco de uva. in st ru ti v a e inspiradora. e env olve res p o n sa b il id a d e. Sobre os e lem en to s físicos (o pão e o vinho). Trata-se de uma ocas iã o solene para po n d e ra rm o s p r of un da m e nt e o s ign ifi ca do da mor te e x p ia t ó ri a de Cristo. Es ta é a orig em do termo “E u c a r i s t i a ” . trata-se de uma o p o r tu n i d a d e de 49 . Q u a n d o Jesus disse: “Isto é o meu c o r p o ” e: “Este cálice é a no va aliança em meu s a n g u e ” . a pont o crítico de toda a História. Comemorativa: “Fazei isso em m e m ó ri a de m i m ” (Lc 22. Ação de G r a ç a s : v / Que é o aspecto de euxaristici. deu a e nt end er que o pão e o vinho re p r e s e n ta v a m seu corpo. p a rt ic ip a nd o dela de fo rm a regular. e o seu sangue d e rr a m a d o em sacrifício sobre a cruz. pro c la m a o novo pa cto .19). por me io da fé. usado na ceia não era fermentado. l e m bra nd o que Ele morr eu e ressu sci tou para que p u d é s s e m o s ter vitória sobre o pe ca d o e evitar toda espécie de mal ( l T s 5.c om em orati va . há boas e v id ên c ia s de que o vinho. oferecido na mort e. usado por algu mas igrejas. p r o m o v e ação de graças e c o m u n h ã o .16). podemos a lc a n ç a r os ben efícios de sua m ort e e ressurr eição. no grego ( I C o 10. N e la nos defron ta mos de no vo com o Cristo da re de nç ã o do pecado e sua pen ali dad e.22).

que são nossas. por não entend ere m tais adver tênc ias.23. J No vo P a c t o : Nova Aliança.24-26).3) e.. R e s p o n s a b i l i d a d e : sj Há nece ssi da de de uma e xpli caç ão sobre a “ a dv er tê nc ia contra comer.19.20. IC o 11.a g ra d ec er a Deus por todas as b ê nçã os . 1-14. em seg un do lugar. Comunhão: Primeiro com o Pai e seu Filho ( l J o 1. Mc 14. Ao p artic ip armo s da ceia do Senh or. porq ua nto prometeu: “ P or qu e onde esti verem dois ou três re unidos em meu no m e .29). Lc 13.6) e a p resen ça do Espíri to Santo (Rm 8. de tom ar a nos sa cruz diaria me nte e c u m p r i r a Grande Co mi ssã o. no grego lie K aine diatheke. onde Jesus prometeu beb er de novo do fruto da videira (Mc 14.7.. ab sti ve ra m -se d e sn e c es sa ri a m e n te da ceia do Senhor. e está ligado à m a ne ir a de participar. Ele é o c on vid ado invis ível de cada celeb ra ção da ceia do Senhor. a graça de Deus (Fp 1. Jesus era um conv idado .20). Na qu a li d a d e do nosso Se n h o r res sur reto. e não à in d ig ni d a de das pessoas. de fazer a sua vontade.25). estarei ali no meio d e l e s ” (Mt 18.28. 22.27-29). i n d ig n a m e n te ” ( I C o 11. Ele está presente. A ceia do Senhor tam b é m olha para o futuro Reino de Deus. ou beber.11. Cl 1.11). visto que Jesus mo rr eu na cruz (Mt 26. Muitos crentes. Deve ser not ad o que “ i n d ig n a m e n te ” é um ad vérbio que m odif ic a os verbos “c o m e r ” e “b e b e r ” .27.. de claramos nosso pro pó s it o -d e fazer de Jesus o nosso Senhor.24.. A ad v er tê nc ia referia-se à 50 . Por tanto. com outros cren tes que co nosco c o m p a r ti lh a m fé (Jd 3). na ocasião da última ceia.9. E muito prová ve l que este versículo se refir a às “Bodas do C o r d e i r o ” (Mt 8. Lc 22.

além disso. A pa rt ic ip a ç ã o com fé pode r e s u lt a r em grandes bênçãos e até na cura espiritual e físic a ( I C o 11.20-22. 51 . os par tic ipa nte s pre ci sam ex am in ar a si m e s m o s com relação ao m o d o como tomam a ceia e à sua atitude para com os outros crentes. a m b i c i o s a . 2 Q u a l i d a d e d a q u e l e ou d a q u i l o q u e é fr í vo l o. de sc rit a em I C or ín t io s 11.a. co nta nt o que os participantes c h e g u e m c o m a atitude mental ap ropriada.30). Livre A d v o g a m algumas d e n o m in a ç õ e s que a ceia deve ser dada a m e m b r o s de q u a l q u e r d e nom in a çã o Restrita Ela só deve ser dada aos m e m b r o s da m e s m a d e no m in a çã o Ultra-r estrita Só pa rti ci pa m da ceia os m e m b r o s da Igreja local 1 A n si os a . em que le m b ra m o s o ponto m á x im o da ob ra de Cristo em nos so favor. To d a v ia . Visto que a ceia do Se nh or é uma oc asião solene. v ol úv e l . • . Três pos iç õe s entre os e va ng é lic os . N in g u é m é digno. ela pode torn ar-s e num momento de grande be nçã o espiritual. no que tange à pa rti ci pa ção da ceia. por si m e sm o.atitude á v i d a 1 e d e s c o n tr o la d a dos co rín tio s. devem ve rificar se estão dis cernindo o co rp o do Senhor. sem d e m o n s t ra r 2 irreverência ou fr iv o li d a d e em suas maneiras. de ter co mu nh ão com Jes us. L e v i a n o . mas po ssu ím os esse pri vi lég io em virtude da obra ex p iató ria que os e le m en to s simbolizam.29.

Esta idéia é d e s m e n ti d a pela experiência. Além-disso. 52 . Ela é ta m b é m c on tes ta da pela lógica.28. Esses c once ito s não são apo iados pelas Escrituras em po nto algum. mas. ■ C on s u b st a n ci a çã o . ■ f P r e s e n ç a mística>£)s e le m e n to s . ■ M em or ia l. os e lem en to s. q u a n d o recebidos pela fé. o ponto de vista de Mar tinho Lut ero. Este é o ex tre mo opo sto às opini õe s cató lica e luterana.27.C om respeito à na tu re za dos el ementos da ceia do Senhor. ex ist em quatro opiniões: ■ T ra n s u b s t a n c ia ç ã o . mas o corp o e o sangu e reais de Jesus estão “ presentes c o m ” os elem ento s. 11. obser vân cia da ceia é sim pl e sm e nt e um ato me moria l que não pro p ic ia qu a lq u e r bênção. os elem ent os não se m o di f ic a m . é e x p e r im e n t a d a uma ve rd ad eir a co mu nh ão c om o Se n ho r e os benefícios dess a co mu nh ão podem ser receb idos . qua ndo recebidos pela fé. pois ne nh um teste j á d e m o n st ro u que os el ementos seja outra coisa além de pão e fruto da videira. Segundo o re fo rm ad or. Seg undo este conceito. ao invés de às b ê nçã os es ' ituais da ceia do Senhor. tr a n s fo rm a m -s e re al men te no corpo e sangue de Jesus. Os e le m en to s em si não p a s s a m de sí mbolos. e n c o r a ja m a su perstição e dão ex ce ssi va ênfase à parte material.29). o ponto de vista da Igreja C at ó li ca Roma na. quan do ab en ç o a dos pelo padre.16. con cei to defendido por C alvino e pela m a io ri a dos reform ado res. Esta parece ser a visão mais bíblica entre todas (veja IC o 10. pro pi ciam ao cre nte os benefícios espir itu ai s da morte de Cristo. pois Jesus achavase ain da em seu corpo físico quan do ins tituiu a or d e n a n ç a e disse a res peito do pão: “ Isto é o meu corpo” .

Questionário ■ Assina le com “X ” as al te rnativas corretas 1. todos qu an to s se a rr e p en d e m e crêem em Cristo. de vem ser batiz ado s 5. ass inale o c o nce ito de fe nd id o po r C al vin o e pela m ai ori a dos r e fo rm ad ore s a)| | T r a n s u b s ta n c ia ç ã o b)| I C o n s u b s ta n c i a ç ã o c)l I M em or ia l d)P*1 P r es e nç a místic a ■ M ar qu e “ C ” para Certo e “E ” para Errado 4 . c omo S a lv a do r e Sen hor .[ç] A ceia do S e n h o r é um me moria l à morte exp ia tó ria e ao s an gue de rra m a do de Jesus 53 . k l O bat is mo po r a sp ersão é ordenad o nas Es critu ras . F a m íl ia em que todo s foram ba tiz ad os Espírito Santo antes do ba tismo em águas a)l I F a m íl ia do c ar cer eiro b)l I F a m íli a de C ris po c)E3 F a m íli a de C or né lio d)f I Fa m íl ia de Es té fano com o 3. Qu a nto à n a tu re za dos e le m en to s da ceia do Se nhor. São os ritos e xt ernos ou ob s ervân ci as s im bólic as orde na das po r J es us. que e st ab el ece m ve rda des cristãs ess enciais a)l | Os m a n d a m e n t o s da Igreja local b ) @ As o rd e n a n ça s da Igreja local c)l I Os rituais da Igreja local d)| I As do ut ri nas da Igreja local 2.

20.7. l T m 5. Os títulos dos líderes da Igreja do Novo T e s ta m e n to desc re via m mais seus m in is té ri os do que seu cargo e posição. ■ C ada Igreja tinha au to rid ad e para dis ci plin ar ou ex c lu i r certos memb ros (Mt 18.28-35). a princípio.13.Funcionários. 5.7. 2Ts 3. Os seguintes fatos m o s tr a m cla ra me nt e que ha via u m a organ izaçã o na Igreja do N o v o Testamento: ■ Q u a n d o surgiram probl em as em certas atividades m in is te ria is .6-16 .2).47. IC o 16. At 6. eles e st a be le c e ra m a or ga niz açã o da Igreja de uma form a mais ou m en os s em e lh a nt e ao da sinagoga. Hb 13. mais tarde.23.5-9. l T m 1. ■ As qu alifi ca çõe s dos pre sb ítero s (bispos) e d i á co no s são estabe lec ida s c om de talhes ( l T m 3.1. Ministros e Líderes na Igreja A quan tid ad e de material b íb lic o relativo à o rg a n iz aç ã o e liderança da Igreja a po st óli ca não é grande.42.17.5).17. I P e 5.17 -22. . todos os dias. sJ ■ Os m e m b ro s são advertidos a re s pei ta r e obed ece r aos líderes da Igreja ( l T s 5.1-4. foram n om e ad os líderes para a d m in is tr a r essas atividades (At 6. I C o 5.11-13 Tt 1.1-5.46.18-20). 14. Já que os pr im e ir o s memb ros e líderes da Pr im e ira Igreja eram ju d e u s . 20. ■ Foi dad a atenção à no m e a ç ã o de uma liderança a de q u a d a (At 1. ■ Os discí pulos re uni am -s e r e gu la rm e nt e para adorar.1-7).23-26.24).1-7. no p rim ei ro dia da sem an a (At 2. Tt 1. familia riza dos com a sinagoga.12.

vários termos. que re pre sen tam ta m b é m o prim ei ro dom de m in is té rio c on ced ido por D e us à Igreja (Lc 6. A palav ra “ a p ó s t o l o ” é uma tran sl ite ração do grego a po sto lo s. Certos cargos. deve ser feito um e sf orç o para analisar cada cargo do N ovo Testamento. “Pas tores e m e s t r e s ” pod em ser dois tipos de minis tros . com o “ m i n i s t r o ” e “ d iá c o n o ” .20). com o os de “ apóst ol o e p r o f e ta ” . 11.13. enqu anto outros foram des e m p e n h ad o s m e d ia n te elei ção ou no me aç ã o h u m a n a ba se a da em q ua lif ic a çõ e s específicas.14). ou talvez os termos re p re se n te m sim pl e sm e nte duas funç õe s de um único cargo. são tra duçõ es diferentes da m e sm a pal avr a grega diakonos. Não é fácil c la s s ifi c ar os vários m in is tro s e oficiais m e n ci onad os no N ovo Testam ent o. pres bítero e b i s p o ” . a q u e m Ele pe ss o a lm en t e deu in st ruç ões e enviou (Mt 10.4. que c on si de ra m o s títulos. Q ua ndo Judas Iscari otes 55 . tais co mo “ pastor. Er am doze ao todo. Apóstolos. pela Igreja com ■ Um co nse lho reu niu -s e em Je ru sa lé m para re s olv er uma dive rg ê nc ia sobre dou tri na e prática em tod a a Igreja cristã (At 15.1-35).■ M is si oná rio s são en vi ad os aprovação oficial (At 13. Algun s termos. Os pr im eir os e xposit or es do E v a n g e lh o cristão foram os apó sto lo s. foram ex erc ido s e st ri ta m en te po r ind icação divina através da práti ca de um dom esp iritu al.1-3). E f 4. A p e sa r das dificu lda de s e nvo lv id a s. Lc 22. At 16.2. que si gnifica “ um m e n s a g e i r o ” ou “a lguém enviad o nu m a m i s s ã o ” .12. Os ap ós to lo s originais foram àq ueles escolh ido s por J esu s para o a co m pa nha re m . E f 2. são prov a ve lm en te m a nei ras dif erentes de d e sc re v er a me sm a função.

12 ). J ■ T e r sido uma te st e m u n h a da r e s su rr ei ç ã o (At 1.14).15-26). Os term os “ a p ó st o l o ” e “m i s s i o n á r i o ” têm o m esm o significado.13. Fica e v ident e que “ a p ó s t o l o ” teve um uso mais amplo.7).7).1). que teve uma visão do Se n h o r e foi ch a m a d o pe ss oa lm en te por Jesus para ser apóstolo para os gentios (Rm 11.traiu o Se nhor.22). 2 ). que declarou doz e vezes ser um apóstolo. y ■ Te r visto o Se nhor ( I C o 9. irmão de Jesus ( I C o 15. ■ P ar en te s de Paulo (Rm 16. Ap 2 . prodígios e milag res (2Co Os apó stol os fun da m e nt ai s fo r a m fixados em n úm e ro de doze.7).22). ■ '-Tiago. tais como: ■ Paulo. etc. ta mbé m c h am a d o s de “a p ó s t o l o s ” . os cento e vinte.21. pelo fato de que hav ia alguns que a legav am fa ls am e nte ser apó stolos (2Co 11.1). e e sp e c ia lm en te para os que pa re ci a m ter uma comis são especial para fu nd a r novas igrejas. O termo “ a p ó s to l o ” veio a p a r e n te m e n te a ser usado nu m sentido mais amp lo para aqueles que haviam estad o com Jesus. ■ Certos apó stol os não n om e ad os ( I C o 15. po ré m . outro apóstolo foi e s c olh id o para tomar o seu lugar (At 1. ^ ■ Te r op erad o 12 . tais co mo os setenta. Os nomes dos doze apó stol os foram es c rit os nos doze f u nda m e nt os da no v a Jeru salé m (Ap 21. Os requisitos para o a po sto la do eram: v/ ■ T e r est a do com o Se nh or (At 1. E x i st e m outros. sinais. ■ B a r n a b é (At 14. de ixa ndo apenas onze.13.14). É im por tante m a nt e r clara a dis tin ção entre os ap óst ol os originais e os ch am a do s “ a p ó s to l o s ” no 56 . IC o 9.

Tiago. E m bora os prof etas viessem logo depois dos apó stolo s na escala. se o te rm o “ a p ó s to l o ” for usado no sentido mais amplo de alg uém co m is si o n a d o pelo Se n h o r para abrir novos c am po s m is si on ário s. que era cer ta m e nt e um ap óstolo. e não os apósto los ( I P e 5. todos eles usados pelo Espí ri to para e sc rever o No vo T es tam ent o.1-4).37). Isso de pe nd e ria do senti do dado à palavra “ a p ó s t o l o ” . Lucas.sentido mais amp lo da palavra. esta ria m h o m e n s como Paulo. outros para p r o f e t a s ” (Ef 4. E dito que a Igreja está co nst ru íd a sobre o fu n d a m e n to de a póst ol os e profetas (Ef 2. A Igreja só pode ter e v id en t em e n te um alicerce. 57 . ide ntifico u-s e al eg r em e n te com os presb ítero s ( I P e 5. Pedro.1). Ele virá para coro ar os past or es (presbíteros). c om is si o n a d o s por Ele. era m sujeitos aos apóstolos ( I C o 14. Q ua ndo Jes us. ne nh um outro esc rit or ap ostól ico rec ebe u co m is sã o para fazer acr és ci m os à Escritura. Iden tificad os de perto co m os doze. A Igreja j a m a i s teve au torização de criar ap óstolos. M ar co s . cujo minis té rio seja a co m p a n h a d o por sinais e pro dí gi os.11). Depois de e nc e rr a do o cânon do No vo T e s ta m en to . deve ficar be m claro que os a pó sto lo s são uns dons de D eus. esse não seria um uso ina de quad o da Palavra. Sur gem sem pr e de bates sobre a p o s si bi li da de de ha ver apóstolos mo de rn os. T od av ia . N e n h u m a s uces são apostó li ca foi s eq ue r estab elec ida . Será o fim dos te mp os um período em que grande s pastores e v an g e li z ar ão toda a sua área? Profetas. Judas e o es c ri to r de Hebreus. o Su p rem o Pastor.20): “ E ele m e sm o co nce de u uns para ap óstolos. voltar. Não obstante.

U m a fun çã o me nos fr eqüente do pr of eta era a de pr ed iç ão do futuro.17). Sua pre vi sã o de uma fom e futura c a pa c ito u a Igreja a p rep arar-se para aj ud ar aos pobres da Ju déia. Evangelistas. teve uma fu nç ã o vital na c apa citaç ão de T i m ó te o para o m ini st ério ( l T m 4. o esp írito da prof ecia se manifesta.32).13).27-29). A prof eci a é de fin id a por Paulo como segue: “ Mas o que profetiza.. Em grande parte da preg açã o pen teco stal. mas o que prof etiza e d if ic a a ig r e ja ” ( I C o 14. ' A prof eci a .28) com o d e r r a m a m e n to do Espíri to sobre a Igreja: “E acontecerá nos úl tim os dias. o que se cum pri u. P e d ro ide ntificou a prof eci a de Joel (2. O dom da pro fecia pe rm an ece hoje na Igreja. Ága bo previu a prisão de Paulo pelos ju d e u s em Jer usa lé m. e mb ora Pa u lo não fizesse q u a lq ue r te ntativa para evitar o p r o b le m a (At 21. vossos filhos e vossas filhas p r o f e t i z a r ã o ” (At 2. Filipe é o único re al me nt e 58 . .Paulo pa re cia dar ao dom da pro fe c ia a su pr e m a pri ori da de entre os dons espir itu ai s ( I C o 14. ed ifi c an do. diz o Senhor.14). onde quer que os dons espirituais sejam rec onh eci dos . po rqu e quase todo m un d o fazia o trabalho de evan ge liz açã o. que eram ta m b é m profetas. um prof eta de nome Agabo previu eventos futuros (At 11. Mais tarde. que derramarei do meu E sp íri to sobre toda a carne. O ev an ge lis ta é mais difícil de id e n ti fi c a r no Novo T e s tam en to . Em seu sermão no dia de Penteco ste s. c on so la ra m os irmãos co m muitos c o n se lh o s e os f o r ta le c e r a m ” (At 15. Esta definição é d e m o n s t r a d a em Atos 15: “Judas e Silas.1015). e x o rt a nd o e co nso lando. Em duas oc asiões. fala aos h om en s.4).3.

59 . Mc 6. 1 E m g er a l. Pastores. em grego.11). 21. Ti m ó te o não é c h a m a d o de evan ge lista. o ev an ge lis ta é alg uém cujo minis té rio é diri gid o pri n c ip a lm e n te à salvaç ão dos perdidos: “Filipe. E m b o ra o termo “ p a s t o r ” . o te so ure ir o etíope.7).dade de g an har almas.6. D e p o is disso. seja e n c o n tr a d o apenas u m a vez no No vo T e s ta m en to (Ef 4. IC o 9. At 20. de profeta e de ev an g e li s ta que d esc revem os e ra m min is tério s da Igreja em geral.25. A ju l g a r pelo m in is té rio de Filipe em Sama ria.15-17 . I P e 2. É interessa nte que te nh a sido to ma do tanto espa ço para co n tar a história da c o nv er sã o de um ho m e m co m o para na rrar a his tória do r e a vi va m e nto sam aritano. e (2) a me tá fo ra pa storal é uti lizada em várias pa ss a gen s ( I P e 5.20.2 8. a nu nci av a. os que d e sc re v e r e m o s a seguir era m m in is té ri os da Igreja local.1-16. o r d i n a r i a m e n t e .8). Jo 10.5). ele será tratado em det al hes aqui por duas razões: (1) é o termo mais c o m u m e n t e 1 e m p re g ad o na Igreja hoje. Hb 13. mas Paulo o a co nse lh a a fazer o tra ba lh o de ev an gel is ta (2Tm 4.ch a m a d o de “ e v a n g e li s ta ” (At 21.lhe s a C r i s t o ” (At 8. Filipe foi c h a m a d o a preg ar para um h om e m no deserto. O ev an g e li s ta é então alguém cujo principal obje tiv o é pre g a r o ev an ge lh o co m a finali. é derivado do verbo tr a duz id o com o “pr e ga r o e v a n g e lh o ” .2 9. a q ue m levou a Cristo. “E v a n g e l i s t a ” . com o líder esp iritual da Igreja local. de sc e nd o à ci dade de Sama ria.2-4. Vale a pen a notar que seu m ini st ério de s al va ç ão de almas foi a c o m p a n h a d o de milagres e sinais.34. Os minis tério s de apó sto lo .5).

e “ m e s t r e s ” são citados j u n t a m e n t e com apóstolos e prof etas com o cargos e st a be le c id os por Deus na Igreja ( I C o 12.28).11).N) A t e r m in o lo g i a favorita de Jesus para ex p re ss a r sua re lação co m o povo era a de “pa st or e o v e l h a s ” . É. Por outro lado. o te rm o talvez indi que s im p le s m e n te o en sino c o m o uma fun çã o dos past or es (pastores mestres). E n s i n a r é m e n c i o n a d o co mo um dom espiritual em R o m a n o s 12. mas o título que pe rm a n e c e u foi o de “p a s to r ” . porta nto . assim sendo. portanto. q u a lq ue r crente que te nh a esse dom pode ensinar.7. “ m e s t r e ” não é pre cedido por um artigo definido c o m o os outros cargos. em Efésios 4. natural que os e nc a rr e ga d os de c uid ar do reb an ho do Senhor sejam ch am a do s “p a s t o r e s ” . 60 .1) indic a que “m e s t re ” era um m in is té rio distinto. Ou tro s si nônimos para o cargo pastoral são usados mais fr eq ü e n te m en te no Nov o T e s ta m en to . Mes tres ( p r o f e s s o r e s ) . “M e s t r e s ” é a quin ta c ate go ria de dons de mi nis té rio s c o n ce d id o s à Igreja pelo . Não é fácil para os ha bit an tes do mu nd o ocidental c o m p r e e n d e r a relação ín ti m a que exist ia entre o pa st or pa le s tin o e suas ovelhas.11.6. N e n h u m a pa la vr a poderia e x p re s s a r m e lh o r o c ui d ad o a m oro s o e a c on fia n ça mú tu a que de ver iam exi st ir entre o líder espiritual e sua c o n g re g aç ão do que a pa lavra “ p a s t o r ” . O fato de ex is t ir e m “p r o f e t a s ” e “m e s t r e s ” (doutores) na Igreja de A nt io qu ia (At 13. Não fica a b s o lu t a m e n te claro se o te rm o “ m e s t r e ” repre se nta ria um cargo distinto ou s im p le s m e n te uma função dos apósto los e pastores (presbíteros).Senhor (Ef 4.

ap óstolo e m e s t r e ” (2Tm 1. Paulo n o m e ou anciãos para c u id a r delas (At 14. Depois de fu nd a r várias igrejas na Ásia. sendo o título mais c o m u m para o en car reg ad o de uma Igreja local (At 20. sendo a or ig e m de nossa p a la vr a presbítero. Tt 1. que si gnificava “ um ho m e m mais v e lh o” .^ tenho ordenado.o s e m no me do Pai e do Filho e _do Espíri to ja n to . 61 . “A n c iã o ” era um tí tu lo to ma do de e m p ré st i m o da si nagoga e da co ng re ga ç ão de Israel.20). I P e 5.5. fazei discí pulo s de todas as na ções.28. Paulo a co ns e lh a Ti m ót eo .17. A Grande C o m is sã o sugere fort eme nte que o en sin o é de m ai or im p o r tâ n c ia para o avanço da Igreja: “ Ide.o s a g ua rd a r todas as cousas que vos_..19 . j j E n s i n a n d o . A n c iã os (p r e s b ít e r o s ).23). havia alguns cujo c h a m a d o pri ncipal era e ns in a r a Pala vra de Deus. a e xe r ce r um minis té rio de en sino (2Tm 2. A pa lav ra he br a ica para “ a n c iã o ” era za q u en . E xi ste m sem dú vi da hoje aqueles cujo m ini st ério pode ser mais bem iden tif ic ad o co m o de “p r o f e s s o r ” .2). O termo é em pr eg ad o no No v o T e s ta m e n to cerca de trinta vezes co m referê ncia aos an ciãos de Israel.* Os an ciãos eram su st e nt a dos V m a te ri a lm en t e por suas c ongre gaç ões . um pastor.f ” (Mt 28.11).Paul o refere-se à sua pessoa co mo “d esi gnad o pregador. b a t i z a n d o . O ancião eq uivalia ao pastor. as quais o apó sto lo Paulo exo rtou no senti do de c o nc e de re m hon ra dobra da (ho norários) aos pr e s bí te r os que g ov e rn a ss em (ou diri gis se m) bem suas igrejas. P r e sb u te r o s em grego tem o m e sm o significado. E m b o ra o ensino seja pãrte de quase todos os min is té rio s do No vo Te s ta m en to . portanto.1-4).

e estes façam oração sobre ele. supõ e.14. No No vo T e s ta m en to .Dignos de honr a especial e ra m aqueles presb ítero s que tr a b a l h a v a m na pregação e en sino ( l T m 5.19). Já que a p a la vr a “ a n ciã o” oc or re g e ralm ent e no plural. a razão prová ve l seria que as co ng re ga ç ões ma iores tinha m de re un ir. A in fl uê nc ia da Igreja da In gla te rra pode ser pe rc eb id a no uso da pa lavra “b i s p o ” . 16. co mo po de ser visto clar am e nte através de uma c o m pa r aç ã o de Ti to 1.17-19) .20. E a oração da fé salvará o e nf er mo .7-9 e Atos 20. “ b i s p o ” e “p r e s b í t e r o ” são nome s para o m e s m o cargo.5. e. se h o u v e r co me ti do pe ca do s. Nos tempos do N ovo T e s ta m e n to . onde “ s u p e r v i s o r ” deriva da m e s m a pa lav ra grega tra du z id a “b i s p o ” em outras pass ag ens .15. A Ve rsã o King James traduz o te rm o grego ep isko p o s (de onde derivo u nossa pa la v r a “ e p i s c o p a l ” ) como “ b i s p o ” . Os pre s bíte r os eram homens de fé e po de r espiritual.15). não foi senão no s eg undo século que ele passou a d ir ig ir várias igrejas.17 co m 20. U m a tradução m e lh o r teria sido “ s u p e r v is o r ” .6 com 1. o bispo ou s up er vis or dirigia uma Igreja. un gi nd o-o com óleo em n o m e do Senhor. pois os doen tes foram instru ído s a pr oc urá -l os para serem ung idos co m óleo e re ceb er em a oraç ão da “fé: Está al gu ém entre vós doe nte? C h a m e os pres bít ero s da igreja. ser-lhe-ão p e r d o a d o s ” (Tg 5.se em grupos m en ore s nas casas dos vários m e m b ro s ( I C o 11. que é o sentido literal. e o Sen hor o levantará.se que cada Igreja tivesse vários presb ítero s.28.17 que hav ia tanto “pr es bí ter os d i r i g e n t e s ” co mo “pr es b íter os p r o f e s s o r e s ” . Alguns c o n cluír am pela p a s s a g e m em IT i m ó t e o 5. 62 . Bi spos ( s u p e r v i s o r e s ) .

não se d e v en d o então su por que os di áco no s só d e s e m p e n h a v a m tarefas de serviço.. Eles não são c h am a d o s diá co nos em Atos 6. As Esc rit ura s não d e t e r m i n a m os deveres dos diá co no s na Igreja po st erio r do N o v o T e s ta m en to . po rqu e as suas viúvas era m de spr ezad as no m in is té ri o q u o t i d i a n o ” (At 6. Dois dos sete. Os d i á co no s são m e n ci on ad os d ir e ta m e n te em apenas duas p a ss a gen s (Fp 1. mas é tido c o m o certo que seus de ver es es ta va m ligados à a d m in is tr a ç ã o das obras de c ar id ad e e aos neg ócios da Igreja.D e po is da mor te dos apóst ol os.1. q u a li fi c a çõ e s ba stante de talh ada s para os diá con os são a pre se nt a das no m e sm o c ap ít ulo on de são dadas as q u a li fi c a çõ e s para os pre sbíteros.pre sb íter o. D iáconos. F il ip e e Este vão .1 . em grego. l T m 3. é la mentável que esta te n d ê n c ia levasse à hiera rqu ia ro ma na . houve pr o v a v e lm e n t e ne ce s si da de de um a org a ni z aç ã o mais abran gen te.1-9. (Veja ta m b é m I T i m ó t e o 3. A B íb lia torna mu ito clar o que os dois cargos da Igreja local eram o de pre sb íte ro e o de “ d i á c o n o ” . 63 j ' £> . Os diá co no s serviam então a Igreja. todavia. mas a fo r m a verbal da p a lav ra diá c o n o se en co nt ra na cl áusula: “ . uma pa ss a ge m em que são e st a be le c id a s as qualifi ca çõe s para o cargo de s up er vis or . pastor).IBB). Os primeiro s diá co n os fo ram pr o v a v e lm e n t e os sete es c o lh id o s em Atos 6 para ser vir às mesas e m in is tr a r às ne ce s si da de s das viúvas da Igreja de J er u sa lé m .8-13). de m an ei ra a li b e ra r os pres bít ero s para a ora ç ão e ao minist ér io da Palavra. eram t a m b é m pregad ores. que si gnifica “ s e r v o ” .. A pa lav ra “d i á c o n o ” ve m de d iakon os.

E x i s te m . senão m in is tr os pelos quais crestes.7. Por que o trab alho deles é velar sobre as almas de vocês.. As palavras “ g o v e r n a r ” e “d ir i g e n te ” são usadas várias vezes para d e si gna r aos líderes da Igreja (Rm 12. e co n fo rm e o que o Se n h o r deu a cada u m ? ” ( I C o 3.17. E s p e ra -s e que todos os santos m in is tr e m (verbo).. c onfo rm e o do m da graça de De us. e qu e m é Apoio. I' . E de novo. “Le m b re m -s e dos seus líderes que têm e ns in a do a Pala vra de Deu s a vocês.7).7.17.M inistros. à Igreja de Éfeso: “Do qual fui c o n s ti tu íd o ministro. Paulo refere-se à sua pe sso a como m in is tr o cinco vezes e dive rsas vezes.17.BV). Q ua nd o o pa st or rec ebe o nome de “ m i n i s t r o ” . no entanto. o título “m i n i s t r o ” está sendo usado de m odo pe rf e it a m e n t e bíblico.5 . mas o título “ m i n i s t r o ” (s u b st a n ti v o ) só é usado em ca da caso para os c h a m a d o s à liderança espiritual. A p r e s e n te m as m inh as saud aç ões a todos os seus líderes e aos outros crentes d a í ” (Hb 13.IBB).. O termo a p a r e n te m e n te en fatiza o papel de servo do pregador.24). 64 .8. Hb 13. O b e d e ç a m aos seus líderes esp irituais e e ste ja m pron tos a fazer o que eles dis se re m . e Deus j u l g a r á se eles fazem isto bem. e s c re v e n d o aos coríntios. a m im concedida . c ha m a seus jovens c ola bora dore s de minis tros .24 . L íd e r es (d i r i g e n t e s ) . segun do a for ça operante do seu p o d e r ” (Ef 3. l T m 5. i nú me ra s pa ssa gen s onde à palavra d ia k o n o s não pode refe rir -s e ao cargo de diácono. A palavra “ m i n i s t r o ” vem do m e sm o termo grego tr a d u z id o com o “d i á c o n o ” . P o r ex emplo.12). Paulo disse: “ Pois quem é Paulo. O alvo dos líderes espir itu ai s é pr ep arar os santos para o “ s er viç o” (Ef 4..

E x i s t e m alguns que te n d em a de pre cia r a lid erança na Igreja.12.13). Não se pode ne ga r que a lid erança d e v id am en te c on st it uíd a e r e c o n h e c i d a seja um e ns in a m e n to bíblico: “Agora vos ro ga m os . Questionário ■ A ss in a le c om “X ” as al te rnativas corretas 6. irmãos. por causa do trab al ho que re a li z a m . Qu a nto aos anciãos é incerto di z er que a)l I Os anciãos era m suste nta dos m a te ri a lm en t e por suas co ng reg açõ es b)l I A nc ião era um título to m a do de e m pr é st im o da s i n ag og a e da c ong reg ação de Israel c)l I A p a la vr a heb raica para “ a n c i ã o ” era zaq uen. Si gnif ic a “ um numa m issão” a)[xl A p a lav r a b)| I A pa la vr a c)l I A p a la vr a d)| I A pa la vr a m e n s a g e ir o ” ou “ al guém enviad o “ a p ó s to l o ” “d i á c o n o ” “p r o f e ta ” “p a s to r ” 7. .. Seus dev ere s es ta va m ligados à ad m in is tra çã o das obras de car id ad e e aos ne góc ios da Igreja a)l I A pó st o lo s b)| I Pa st ore s c)ÍKl D iá c o n o s d)[ I M est re s 65 . que acateis co m apreço os que tr a b a lh a m entre vós. e os que vos pre s id e m no Sen hor e vos a d m o e s ta m .” ( l T s 5. e que os tenhais c om a m o r em m á x im a c o n si d e ra ç ão . que si g ni fic av a “um h om e m mais v e l h o ” d ) 0 As palavr as “ g o v e r n a r ” e “d ir i g e n te ” são usadas várias vezes para d e si g n a r aos anciões 8.

ta m b é m c ham ad os de “ a p ó s to l o s ” .M a r q u e “ C ” para C ert o e “E ” para Errado 9. irmão de Jesus 1 0 . al ém dos doze. 0 A te rm in olo gia f a vori ta de Jesus para e x p re ss a r sua relação com o povo era a de “pastor e o v e l h a s ” . tal com o: Tiago.1 E x i s te m outros.1 1.

31). tinha m o desejo ardente de a n u n ci a r o E va nge lh o. ti nha m o amor de Deus em seus c ora çõ es pelas almas perdidas.20) tudo o que fora re al iza do pelo querido Mestre. cada vez mais se e n c h ia m do pod e r de Deus para c ontin ua rem o traba lho. 67 . As persegu içõ es do dia a dia não ti r av a m o ânimo deles. e certo do poder que Jesus tem para salvar ain da hoje.47) para que o Senhor acr escente a cada dia aqueles que de ver ão ser salvos. pois eles ha vi am visto e ouvido (At 4. mas c onf ia dos na m e n s a g e m de Jesus (Jo 16. mas isto para os salvos em Cristo não é no vi da d e. Qu an to mais se a p ro x im a este dia. não po d ia m parar. Na Igreja p ri m iti va todos os crentes (At 4. c o n f o r m e os textos acima. é im p o r ta n te para o crente salvo t o m a r co m o uma tarefa a ser cu m prid a . preg ar aquilo que e nch e o seu interior.Lição 3 A Igreja e o Evangelismo D e v id o à ev an ge liz aç ã o ser uma ord em direta de Jesus. O Evangelismo Hodierno 1 A tu a lm e n te há dificu lda de s no avanço do ev an ge lis mo de vid o ao e sf ria me nto do pri m eir o a m o r e avanço da apost as ia. porta nto . 1 R e l a t i v o a os di as d e h o j e .33). To do a que le que tiver esta c h a m a d a deve estar co nvict o de uma salvação c om ple ta. e cair na graça do povo (At 2. pois espe ra mo s a vin da glo ri osa do Senhor Jesus Cristo. atual.

Seu co ração sofre qua nd o seus filhos gemem aos pés do sofrimento.38). O Ev a ng e lh o é o pode r de Deus (Rm 1. sábios ou leigos com um falso ensino. Mas s abe mo s que as bases do e v ang el ho puro estão em Cristo. a b a te r . Ah. d e rr i b a r . c a b e r . O s en ti m e n to de Deus prec isa ser sentido pela Igreja. Deus de ixo u a Igreja de Jesus Cristo in c u m b id a de en tre gar a m e n sa g e m da salvação. c o m p e t i r . Deus está c o n t e m p la n d o as suas c riaturas. 68 .25-34. No Ev a n g e li s m o Pes soal.4). e sua arma mais p o d e ro s a tem um alvo: de str uir as bases do e v a n g e lh o puro. ver Êx 33. seu tra ba lh o agrada a Deus (Rm 10. se todas as igrejas e van gé lic as se torn as sem igrejas evangel ís tic as! A m e n s a g e m de Jesus Cristo tem que ser pregada. o ev an g e lis ta deve ter c er tez a da efic ácia do seu trabalho. Então estão todos p e rd id o s ? Não.11. IP e 2. prostitu iç ão . Ele j á ma ndo u seu Filho para m o rr e r em favor da hum a ni da de . Ele se e n tri st ece qua ndo os j o v e n s se e ntr eg am aos vícios.11.6. Is 55. do d e ve r .16). Ele está us and o ho mens e mulheres. d e m ol ir .7). p e r t e n c e r .o D ia b o . roubo . fomos no me ad os para dar fruto para o Se n h o r (Jo 15.15). a Pe dr a Viva (Mt 16. Ele ta m b é m “ s o fr e ” qua ndo um lar se d e s m o r o n a 1. Mt 6. A hu m a ni d a de está nas mãos da Igreja. Sim. 1 F a z e r vir a b a i x o . 2 Ser da o b r i g a ç ã o .se lev ant a co ntra os e sc olh id os de D eus. Ah. Es ta é a m e nsa ge m divi na a seus filhos: ■ O m u n d o está inquieto. d e r r u b a r . Ele está ve ndo isto! Mas Ele não vai dar u m a solução? Não. se as igrejas se c on sc ie n ti z a s se m da sua pa rti cipação no pla no divi no da salvação.18.16). ver Hb 10.nos so ad versário . * D e v e m o s ajudar al gué m (Pv 24. fazend o afastar aqu ele s que se a pr o xi m a m de Deus. mas D eu s re s po nde (Fp 4.

“ para que vades e deis fr u to s ” (Jo 15.12).20). e de casa em casa. Rm 10. N a que le dia o Senh or da Seara dará a cada um. Ap 22.11.8. A eles cab eria o trab al ho de levar ad iante o E va ngelho. ■ Es pe rou que eles se m u lt ip l ic a s se m . ■ D e ve m os ter con vicçã o da quilo que pr eg am os (Is 55. Jesus: ■ Sele cio nou os e lem en to s ' para o trab al ho “escolheu doze dentre e le s ” (Lc 6.16).15).“ desig nou doz e para esta re m com e le ” (Mc 3.“recebei o Espí ri to S a n to ” (Jo 20.13). Jesus Cristo oc up ou -s e em intenso tr ei nam en to de seus discípulos. Para alcanç ar o seu objetivo evange lís tic o.8. ■ D e m o n st r o u co mo dev eria m p ro c e der . praças. as obras de nossas mãos (SI 90.15-20). Mc 16.22).12). ■ T r an s m iti u a eles o seu po d e r como c on di çã o e credencial . ■ De le go u autorid ad e e dist rib uiu o traba lho entre eles . a sua rec om pen sa ( I C o 3.14-18. ■ Exi giu deles a c on sag ração .19).29).■ D e ve m os tra ns mi tir o que temos recebid o de Deus (At 1. Ação Evangelística do Senhor Jesus ^ .“eu vos dei o e x e m p l o ” (Jo 13.“eu vos farei pesc ad ores de h o m e n s ” (Mt 4. .“ tomai sobre vós o meu j u g o ” (Mt 11. Vamos en ch e r nossas mã os. levand o a m e n sa g e m pode rosa e salvad ora do E v a ng e lh o de Cristo. sairmos às ruas. “e eis que estou co nv os co todos os d ia s ” (Mt 28.14). ■ A ss oc iou -s e com eles .17). C onfi rm a Se nhor.oPara real iza r a salvação pla nej ada pelo Pai.

Evangelho ■ D e fi ni ç ão P o p u l a r : A história de Cristo.■ S u p e rv is io no u p e ss o a lm en t e o trab al ho deles “ ainda não c o ns id er as tes . Afi rm a que agora cabe fazer 70 . nem c o m p r e e n d e s t e s ? ” (Mc 8. A c o n s e lh a ação de finida e re so lu ta na solução dos p ro bl e m a s políticos. Tr an s m is sã o. ap os tó li co s dos ■ D e fin iç ão B í b l i c a : Boas novas de salvação. D e le ga ç ão . o tra balho de ev an g e li s m o co m põe. A ss o c ia çã o. e co n ô m i co s e sociais. Po r meio do Espír it o. os planos mestres de evang el is mo. o Senhor co nt in ua li de rando o m o v im e n to dos pre ga dore s do Evang el ho. Em nos so tempo. O seu apelo é por um mund o s oc ialm en te m e lh o r e não po r um mu ndo re d im id o pelo sacrifício da cruz. D e m on st r aç ã o. de ixa ndo em plano secundá rio os interesses esp irituais de cada indiv íduo .17). sendo a s alv aç ão a mais importante. ■ D e fi n iç ã o H i s t ó r i c a : Escritos ensinos de Jesus. R ep ro dução e Sup ervisão . Consa gra ção . o Espíri to Santo m oti va os discípulos a tr a ba lh ar da me sm a m a nei ra da é poc a inicial.se de: Seleção. em seu conjunto. s em el ha nt es a uma div e rs id ad e de jóias. Idéias Errôneas Sobre o Evangelismo > O e v a n g e lh o social. Po rt an to . E todos os passos a cim a m e nc i on ad os c o ntin ua m sendo. ■ D e fin iç ão da A t u a l i d a d e : Os ensi nos de Cristo c om pl e to s. no prim ei ro século.

q u i m e r a . ■ É apenas terrenal. pois a m e nsa ge m social é mais op ort una que a m e n sa g e m p ro pr ia m e nte ev ang elística.25). ♦♦♦ O e v a ng e lh o social é uma v e rd a dei r o Ev a ng e lh o porque: ■ A nula o sangue de C r i s t o . fome e guerra. O e vang el ho social afirma que o h o m e m é produto do meio e tem o obje tiv o u tó p ic o 2 de e s ta b e le c e r o reino de Deus en tre os ho m e ns pela t ra n s fo rm a ç ão do ambiente. <♦ O e v a ng e lh o social co ntr ad iz a H a m ar ti olo gi a (d ou tr ina do pecado): ■ O ev an ge lh o social afirma que o mal que aflige o h om em ces sar á c om a m ud a nça do meio. Caridade. * O ev an ge lh o social espe ra um m un d o com um fim glorioso por meio da ação social da Igreja. por meio da ação social do Evang el ho. por ém não de ve m os e sq ue c er o nosso prin ci pa l alvo. Jr 2. v" de gr ad ação do ♦♦♦ O e v a n g e lh o social co ntradiz a Escatologia: H A Bíb lia diz que o m un d o será de str uíd o por V pestes.tra balho e d uc a c io na l e f i l a n t r ó p i c o 1. ■ A B íblia afirma que o grande mal que oprime as nações é o pecado e que é no coração do h om e m que ele nasce (Lv 26. 71 / . 1 Amor à humanidade. humanitarismo. ' / ■ C on tr a di z o arr ep end im ent o. 2 P r o j e t o i r r e a l i z á v e l . E s ta m os cientes de que cada crente tem uma re s p o n s a b il id a d e social. f a nt as i a.28.

que ta m b é m eles sejam um em nós. N ascido em A m s te r d ã em 1948 o C. ca tó li co s ro ma nos. Ess e e cu m e n is m o r om a no esfria o evang elis mo. e eu em ti.I. ortodo xos orientais.I. modernis tas em geral e quase todos os ramos das Igrejas Católicas O r to do xa s Orientais. > O pr os elitismo. não imp o rt an do os meios que se e m p r e g u e m para a lc an çar o seu objetivo. ry' „ Tent a e s ta b e le c e r ao m un d o uma nova ordem r e lig io s a e social. co mo nos somos u m ” . todas as religiões do mun do. é uma Igreja M und ial Única. para que o mu nd o creia que tu me enviaste. com o tu. etc.M. pela união de todos os credos religiosos: prot es tan te s.r\v.vv. in c lu e m em seu rol Igrejas pro test an te s. Em sua divu lg a ç ão citam sem pr e João 17. ve nh am a fundir-se. O C on cí li o M undial de Igrejas é seu grande defensor. o és em mim.Pr otestantes. fazer cre sc er a de n o m in a ç ã o .21: “Para que todos sejam um. E v a n g e li s m o para eles não é apenas ga nhar pecad ore s para Cristo. p e nsa nd o e m im pl an tar assim o reino de Deus na terra. ju d a ís m o . ta m b é m ga nhar m e m br o s de outras igrejas. na qual todas as Igrejas da terra . > O e cum eni sm o. . C at óli cos R om a no s e O rt o d o x o s e. b udis m o. O p ro s e lit is m o a pli ca à visitação e con vites às pessoas crentes vis an do tirá-las de suas de no mi na çõ e s. Os adeptos desta fi lo so fi a de e va ng e lis m o c rêem que “e v a n g e l i s m o ” é a um en ta r o núme ro de me mb ro s. Es tá e m p re g a n d o todas as forças para efe tuar um retorno às trevas de Roma. E eu de i-lhes a glória que a mim me deste. O alvo do C. para que sejam um. o Pai. is la m is m o. Ge ral m en te m o s tr a e au m en ta as falhas 72 . final me nte .M.

9 . z el o.1 1-1 2 que p ro c la m a a vitória univ ersal de Jeov á sobre o mundo.o na sc im e nt o e re s su rr e iç ã o de Jesus Cristo (Lc 2.no vas .das outras igrejas. Mc 16.9-11. ^ ■ Alis ta r vidas ao serviço de Cristo. c o n c r e ti z a d o n. p re g a r e 1 Hesitação ou dúvida de c o n s c i ê n c i a .27. é pr o c la m a r o e va n g e lh o de Je ov á ao povo. m e t i c u l o s i d a d e . que significam bo a s.10 e 68. contar. ^ ■ O b e d ec er e pro c la m a r as bo as./ ■ A tarefa de levar homens à Cristo. 73 de . E v a n g e li s m o é: ■ A tarefa de te s t e m u n h a r de Cristo aos p e rd id os . de seu va lo r na m e n sa g e m sal vífica. cujas raízes são: a pa lavra grega “e v a n g g e lio n ” . r e m o r s o . Isso é falta de a m or e resp eit o para com as ig rejas co ­ irmãs. A p a la vr a e va nge lho to rn a -s e mais s ign ificativa q u a n d o e stu dam os o verbo he bra ico “b is s a r ” que si gn ifi c a “ anunciar. Sa lm o s 40. da m e s m a fo r m a a sua deriv açã o. é ne cessário ver mos alguma s definições. p u b l i c a r ” . > O s ig ni fi ca d o. É falta de e s c r ú p u l o 1 min iste rial. C u i d a d o . '. Po rt an to . inquietação c o n s c i ê n c i a . Não é o verdad eiro e van ge lis m o. A ss im c o m o a pa lav ra e v a n g e lh o é de muito valor.6-9). re a lç a nd o o que há de b o m na sua. O Que é Evangelismo? E v a n g e li s m o vem da pa la vr a ev an ge lh o.no va s . Este verbo é apl icado em Isaías 41. Para termos uma real co m p re en s ã o.no vas. e “e v a n g e liz o ” que si gnifica trazer ou a n u n ci a r boas. ev an g e li s m o .no va s de Jeov á. ev an g e li s m o é a n u n c i a r as b oa s. a n u n c ia r à v 7" h u m a n id a d e a salvação em Cristo Jesus.

6). Mt 11.lh e o camin ho da salvaç ão (At 26.12-26).5). e outros c heg am a dizer que ev an ge lis mo é um me io pelo qual a igreja vem se a u to pro pa ga r co mo instituiç ão filantrópica.25-26).36).25. e m o s tr a r. • Os apóstolos o b e d e c e ra m ao “I D E ” de Jesus (Lc 9. através de Cristo (At 3. . ♦♦♦ L e v a r homens à Cristo (Jo 1. E xe mp los : • Jesus foi o exem pl o.4.' » / Seu objetivo não é outro senão info rm ar a re s pe ito do plano de Deus para salva r os pecadores. Sua f in a lid a de vai muito além de um si mp le s pa ssatempo.e n s i n a r d e m on st ra nd o co nvicç ão de que Ele veio r e d i m i r e salvar os pe cadores.25-29). H á muitos que p e nsa m que e va ng e lis m o é um p a s s a te m p o . • A Igreia Pr im iti va 8. * O ev ang el is mo tem co mo ob je tiv o pers uad ir o ho m e m qua nto a sua triste c on di çã o pecamino sa. que a v e rd a d ei r a vida cristã.46).40). ❖ A n u n c ia r o Cristo (Jo 1. Sua finalidade é a pre se nt a r ao pecador o Se n h o r J esu s como o S a lv a dor fiel e compas si vo. A li s ta r vidas ao serviço de Cris to (At 11. E bom le m br a rm os .18. c o n ti n u o u assim (At > A fi n a li d a d e . fa z en do assim (Lc 4. ti rando-o s da cegueira espiritual. e é de mais valor do que uma si mples pr opa ga nd a comer cial. é uma vida de tra ba lh o e dedi caç ão ao serv iço do Mestre. um serviço para férias.

19). > A am pl itu de.37.36).1.no va s de Jesus Cristo.23). Olhos altivos (Is 2.16-27).13. Rm 10.14).17-21).1-24). ^ Pés velozes para d e rra m a r sangue (Rm 3. ❖ R eve la da no M in is t ér io de Cristo.i/ Mortos no pe cad o (Ef 2. ^ Muitas feridas e chagas (Is 1.23. ■ E nvio u os 12 discí pu los (Lc 9. 15).1 ) j/ ❖ Most ra o p e n s a m e n to divino.7.6). A garga nta é um sepulcro (Rm 3. * Estão co mo ovelh as perdidas (Mt 9. mas uma ra diog rafia que local iza e mostra a doe nça espiritual do pecador. \ / A boca ch eia de ma ldi ção (Rm 3. Pr ega r as bo a s.13).> A necessidade. ■ A volta de Cristo na d e p en dê nc ia do e van ge lis m o (Mt 24. ^ O co ração de pedra (Ez 11. ■ En vi ou o h om e m de G ad ara (Lc 8.35-39). não é priv ilégio dos past or es e missi onár ios. Paulo (Cl 1. 75 . Lc ^ 15. ■ En vi ou 70 crentes (Lc 10.14). * Suas almas têm alto valor (Mc 8^36. Ev a n g e li s m o não é uma simples técnica.2).5). e tam b é m nos mostra o c uid a d o e a pro vis ão de Deus para com a Sua criatura.15). R eve la da no Ve lho Te s ta m e n to (Ez 3. y f A testa de bron ze (Is 48.4-6). ❖ Most ra a c o n d iç ã o espiritual dos pecadores ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ A cabeça do en te (Is 1. mas de todos qua ntos nosso Se n h o r Jesus Cristo ch am a r à salvação.11). Jesus deu e x em p l o (Mt 4.

Oins tru me nto usado por Deu s.❖ R ev e la da nas prim eir as ativid ad es cristãs ■ ■ ■ ■ Todo s t e s t e m u n h a v a m (At 4.20).19.20. e va ng e lis m o é uma flor que de sa bro c ho u no coração divino. ■ Re to rn o j u b i l o s o (SI 126. a vontade de salvar a Sua criatura.14. E por estes moti vos.8-10). Portanto. v Varões c hip rio s e cirinenses (At 11.29. ver 25. Este trabalho é de inic ia tiv a divina. ■ T or na . é o evange lis mo. para div ulg aç ão de Sua m a ra vi lh os a m e nsa g e m . S • Pés for m o so s (Is 52. ^ ■ Ta lento s de se nvolv id os (Mt 25. Sua o r i g e m .13). e viver um a vida cristã vitor iosa e dinâmica.21).4).7). 'S E s te v ão te s te m un ho u (At 6. isto é. Lc \ / 19. e nem ta m pouc o pela Igreja mod erna. E sair da inércia. muitos têm neg lig en cia do o ev ang el is mo .se sábio (Pv 11.3. Os que iam fugindo à pe rs eg ui ç ã o (At 8.31). ■ C ob re pecad os (Tg 5.4-6). v/ > Sua r ec om p en sa .30). O Evangelismo e Sua História E v a n g e li s m o não é novid ad e. E v a n g e li z a r é prop icia r a bê nç ã o de Deus sobre nós. 76 . por não s ab er em a sua história. Não é técnica origi nad a pelos reform ado res . Não é pro dut o da mente humana. mas na sc e u no seio de Deus.

3 9 ) .30-43).1-30) . O Espírito. Cristo sabia que a obra do Es p ír i to é testificar. Sua p re o c u p a ç ã o era “C u m p ri r toda j u s t i ç a ” (Mt 3. Cristo disse: “Mas. \ / 77 S .20). da ju s t i ç a e do ju íz o. Suas pa lavras. Jo 16. qua ndo vier o C on so la do r. ■ O Espí ri to Santo o d i vu lg ou (At 13. É por in te rm é d io do E sp íri to Santo que a m e n sa g e m div ina é div ulg ad a. Suas obras e Suas ações. Jo 4.2 9-4 3.8). E v a n g e l i z a r foi qual fogo nos corações dos ap óstolos. Neste s dois ve rsículos e n c o n tr a m o s a promessa de libertação. semp re e st i v er e m em c o m p l e t a ha rm o n ia co m a v ont ad e divina. ■ André e v an ge liz ou P e dr o (Jo 1. e através deles c o n v e n c e o m u n d o do pe cado. bairros.2 8 -3 0 . Is 6. ■ Os apóstolos.15).45).❖ N a Tr indade. o Espíri to Santo quer d iv ulg a r a m e n s a g e m sal va do ra de Cristo. v ■ Filipe e v an ge liz ou N a ta na e l (Jo 1.. Eles não c on se g u ir a m ficar calados (At 4.811). e o apelo div in o para d iv u lg a r Seus desígnios.15. . Lc 23. países. A vida de C ris to aqui na terra.2. cidades. * Cris to o c u m p ri u (Jo 3. s / ■ Pedro e v a ng e liz ou C orn é li o (At 10.26). ele T E S T I F I C A R Á de m i m ” (Jo 15.40-42). co nt in e nt es . ■ D eu s orig in ou (Gn 3.1-3. Santo e nv ia ho m e n s para pregar. ■ A s am ari ta na (Jo 4. E m todas as ruas. estados. ♦♦♦ Nos seus seguidores.

v n ■ 0 John Hyde: “ Pai. Para rea liz a r a salvaç ão pla nej ada pelo Pai. . Jesus Cristo oc up ou-s e em a)l I R e s ta u r a r a na ção de Israel b)l I E d i fi c a r novas igrejas c)| | R e s ta u ra r o j u d a í s m o d ) @ I nt e ns if ic ar o tr e in a m e nt o de seus di scí pulos 2. da vida e ■ D.j se na praia da ín d i a e disse: Aqui quero ser gasto in te ir a m e n te p o r D e u s ” . ■ H e nr iq ue Martyn. M oo d disse: “Us a -m e Se n h o r para o alvo v que lhe a g r a d a ” . L. ■ Da vid Yonggi Cho: pediu ao Senhor: “ Quero j mil almas por ano e depois pe diu mil por mês. Te nta e st a b e le c e r ao mund o uma no v a or d e m religiosa e social. ■ John Wesley: “O m un d o é minha p a r ó q u i a ” .m e a Es c ó cia ou m o r r e r e i ” .■ E v a n g e li z a r s em pr e foi o tema m e n sa g e m dos g ra nd e s pregadores. . >/ V. pela união de todos os credos religiosos a ) 0 O e c u m e n is m o b)| I O pro s e li ti s m o c)l 1O e va n g e lh o social d)| I O n o m in a li s m o 78 . De le está escrito: “ Ajo el ho u. e D eu s lhas d e u ” ./ ■ John Knox: “D á . d á-m e almas ou eu m o r r o ” . Questionário * Assina le c om “ X ” as al ternativas corretas 1.

1-êl O pr os e li ti s m o espera um m u nd o co m um fim glor io so por meio da ação social da Igreja 79 . c on sag ra ção . assoc iaç ão . John Hyde disse a ) D “D á -me a Esc óc ia ou m o r r e r e i ” b)| I “ O m u n d o é minha p a r ó q u i a ” c ) @ “ Pai. rep ro duç ão e s upe rv isã o 5. tra ns m is sã o. deleg aç ão.fc] O tra ba lh o de e va nge lis m o c o m p õ e .s e de: seleção. E v a n g e l i z a r sem pr e foi o te m a da vida e m e n sa g e m dos gran de s pregadores. de m onst raç ã o. dá -me almas ou eu m o r r o ” d)| | “U sa -m e Se nh or para o alvo que lhe a g ra d a ” ■ M a r q u e “ C ” para Certo e “E ” para Errad o 4.3.

1 Aquele que recebeu ou acabou de receber o batismo 80 . tendo sempre em mira a volta de Cristo.O Evangelismo e a Igreja A vida espiritual e o cre sc im e nto da Igreja d e p e n d e m e xcl u s iv a m e n te do traba lho de ev angelismo. Não sabem eles que o ev an g e lis mo tira a Igreja da rotina e traz vida vibrante para seus me mbr os . Muitas igrejas estão acomo da da s co m cultos rotineiros. j u s t i f i c a ç ã o e sa nti fi caç ão. E v a n g e li s m o está in tr in se c am e n te ligado co m o de se n v o lv im e n to do corpo de Cristo. A vida p ro fu nd a em Cristo fort ale c er á e firmará o n e ó f i t o 1. Q ua ndo ocorre este “ê x o d o ” . Ev a nge lis m o é trazer almas para a Igreja. suas vidas têm muito val or e por isso a Igreja tem de estar p re pa rad a para ajudá-las nas seguintes áreas: > V Área devocional (Mt 6. ou seja. a Igreja te m de cuidar dessas pessoas. ###BOT_TEXT### A Igreja deve orien ta r o cresc ime nto espir itu al e a for maç ão da s e m e lh a nç a de Cristo na vida do novo convertido.lhe os sãos en si n a m e nt o s a re speito da sa lvação. a carne e o mundo.1-3). a saída de almas do mundo. > Área dou trinária (Hb 6. da ndo -lh e força para e nf re nt a r o Diabo.5-13). Seu e n f o q u e . é agreg ar vidas em torno de Cristo. A Igreja deve se pr e o c u p ar em dout ri nar sa d iame nt e o novo conv er tid o. M os tr ar -lh e as bases bíblica s que sustentam o c ris tia nis m o e transm iti r.

se total me nte . J esus nos m o s tr a co n fo rm e M ate u s 2 5 . O novo c on ve rt id o é um in s tr u m e n to na mã o da Igreja. união e de se jo de uni dade co mple ta. Isto c o m e ç o u no É de n da parte de D e us (Gn 3.3-4 e 9. E m Atos 8. do Ev a ng e lh o de Cristo.20).8a). O m esm o Deus que os visitou ta m b é m p r o v i d e n c i o u a re c upe raç ão da q u el e casal (Jo 3.6-10).1 9.. 16. T e m os que a p ro v e it a r este potencial que m uit as vezes não dam os o m ín im o valor. sem re s erv a s . Mt 28 . A Igreja dev e e n si n a r o novo c o n v e r ti d o e integrá-lo nos se rv iç os de e va nge liz açã o. é a ss in a ndo uma folha em b ra n c o e de ixa ndo que D e u s dite o seu quere r para ele.16). gozo. ^A visita deixa ma rc as de amor.19).16 que nos diz: “ . H oje Ele ainda corrige (Hb 12.. sendo 81 . os cren tes sem distinção de sexo. para preg ar o E v a n g e lh o . É b o m l e m b r a r m o s que o p rim ei ro a m o r é o m om e nto onde o in d iv íd u o r e a lm en te salvo e nt re g a .14. À quel e que o sal vou e o libertou. m e sm o qua nd o A dã o e Ev a tinham falh ad o (Gn 3 . 6 ) .46 que uma visita leva paz. Para e n te n d e r m o s este pa rágrafo é n e c e s sá ri o anali sar mo s a lgu ma s pa ssa gen s bíblicas tais como: R om a no s 1. Paulo estava diz en do que não tinha receio de ir a Ro ma .3 5. m e sm o que e n v o lv a discTpIinal^(Gn 3. A e v a n g e li z a ç ã o de fe ns iv a. nada tinha que temer. Deus fez esta visita.> Área do d i s c i p u la d o (Mc 3. para salvação de outra s almas. porqu e o p o d e r do E v a n g e lh o seria seu escu do. pois é o poder de D e u s ” . > Visitação. e a ún ic a fo r m a que ele e nco ntr a para re tr ib u i r ao seu Se nhor.31 vemos a Igreja sendo perseguid a.

18b temos a re s p o s ta do seu triunfo. D e ix e que o e va ng e lis m o d om in e todas as áreas de sua vida. O Êxito do Evangelismo Ser ev an gel is ta é com o disse certo pregador: “É viv er co mo se Cristo tivesse m orr id o ontem. sempre p re g a n d o a m e n sa g e m das boas-novas. Para ser um au têntico e van gel is ta . E r a a Igreja m a rc h a n d o . A Igreja era c o m o soldados av an ç a n d o sob o co m an do de Jesus Cristo. Isto significa que nossa vida deve estar em pe rfe ita c o m u n h ã o com Cristo e que d e v e m o s estar inte ira m e nte in tegra dos na obra de Deus. Q ua nto s que têm se levan tad o co ntr a a ma rc ha da Igreja? T ê m sido inú m e ro s os seus ini mi gos. E r a m os crentes d e p o s it a n d o co nf ia nça nas palavras de J es us . o E v a n g e l h o é tam bé m ataque. o evang el is ta pessoal de ve ser: 82 . re s su s c i ta d o hoje e voltasse a m a n h ã ” . E m M at e us 16. Sua vida p e s s o a l . lutando por seu ideal. apris ionados. mas a c onvic ç ã o e c on fia nça da Igreja na q u el e que a salvou. É c om ele que a Igreja vence os seus inimigos. pois qua ndo for falar aos pe cadores. A lé m de defesa. porém an im a d o s. você deve and ar de acordo com o m ode lo bíblico. Por tanto . até a c o n s u m a ç ã o dos s é c u lo s ” .ma ltr a ta do s. que disse: “Eis que estou c on vo sc o todos os dias. foi mais forte que o po de rio dos im pe ra do re s que a p ar ec er am em seu caminho. sua vida não en trará em c o nt ra diç ã o c om suas palavras. A e v a n g e li z a ç ã o ofensiva.

João 3.19). Tiago 2.12).5). M a r c o s 16.6. Ser cheio do Es p ír i to Santo (At 1. • Pr ocu ro ser cristão. ele deve: M a n e ja r bem a P a la v ra de Deus (2Tm 2. • Mate us 16. Lucas 16.15).36.24.23. ■ C o nh ec e r as seita^. 2. Luca s 18. IP e 2.15.55). 83 . Respos ta: Atos 10. b o n d o s o . Não po sso de ix ar tudo.8.Uma nova cr iatur a (Jo 3. Port ant o.16.9. Salmo s 16. re lig iõ e s mais co muns. A g r a d á v e l . R esposta: R o m a n o s 3.11.4. ■ Co nh ec e r os h om e ns e suas desculpas (Jo 4. ^ Um verd ad eiro cre nte (At 9. Efés ios 2. 7. ■ Saber o que se pa ss a no mundo. O e van g e li s ta é u m a p e ss oa que está a par dos pr oble m a s dos hom en s.15. B e n é v o l o . > De sc u lp a s do ser huma no: • Não faço mal a ning ué m. Respos ta: M a r c o s 8. Isaías 64. At V 7. Su a vida intelectual.16 18).10.29. a p r a z í v e l .8.1-6. 4. e não só isso: ele tem a re s p o st a certa para o m o m e n t o certo.8.37.4. IC o rí n t io s 2.3-6.30.2-53). Um cristão de vida e x e m p l a r (At 3. \í U ma pe sso a a f á v e l 1 e c he ia de simp at ia ( I C o 9. 1 D e l i c a d o no trato.

4. . Os p ro fi ss io na is (a dvogados. Não po s so entender.15). * * ■ * * A família. ju iz e s.).18. açougue. Ele deixou bem claro o que o e van ge lis ta deve fazer: ■ De ve orar com ferv or (At 3.. Nas escolas (p ri nc ip a lm e nte notu rna s. O e va nge li s ta não pode esqu ec er. Seu c am po de a ç ã o ..33. te remo s que deix ar o nos so c o m o d i s m o . D e sta fo r m a estare mos ala rg an do o nosso c ampo de ação.1. fábrica. m éd icos.) .. V ■ D e v e m e dita r na sua m i s s ã o . 2. ). Respo sta: Salmos 37.14.29.ter o dese jo de ver as almas salvas ( l T m 4. 4. c ontra os prínc ipe s das t r e v a s ” (Ef 6.12). 10.. ^ * De ve ler a B íb lia (Hb 4.• • Te n ho m e d o de fracassar. ...28. SI 122. que o ev an g e li s m o é uma ob ra de caráter espiritual. Res pos ta: IC or ín ti os 11. Paulo disse: “ Porque não te mo s que lutar contra a carne e o sangue.31. Os c o m e r c ia n te s (padaria. no seu ministério. R o m a n o s Jo ão 10. No tra ba lh o (oficina. mas sim c o nt ra os pr in c ip a do s.1).1. ■ D e v e ir à casa de Deus (At 3. 84 . c on tr a as pote st ade s. o c onforto do nos so púlpi to e ir até aos pe ca d or e s onde eles estão.9.).28. R om a no s Sua vida e s p i r i t u a l .. IC orí nt io s 1. N ão p o d e m o s c on ceb er a idéia de um e van ge lis ta fechad o entre quatro paredes.9). 2C oríntios 12. Se q ui s er m os ev ang el iz ar. esc ritório.12). 14.

A sua pos iç ã o diante de Deus é esta: “Não desistirei en qu anto não ver almas re nde ndo-s e aos teus pés S e n h o r ! ” . 4. Sim. D e t e r m i n a ç ã o (Jo 1. ■ Q u a n d o a pesso a acha que para ela não há solução. ■ As crianças.15). P e r s is tê n c ia (Jo 4.11)... O ve rdadeiro ev an g e li s ta não de sa nim a rá diante da p rim eir a dif ic uld ad e que aparecer. Ele sente a ne ce s si da de em dar te s t e m u n h o de Cristo a alguém.16. pre sí di o. trem. mas se apo ssa da id e n tid a de ‘divina e da a uto rid a de divina.1-30).). eles prec isa m de sua ajuda e c o m p re e n s ã o . arr ebatandoos do f o g o ” (Jd 23. 85 . ■ Q u a n d o a pe sso a o agride. eles pr e c is a m do seu temp o e muito carinho. D e te r m in aç ã o é: “ Salvai alguns. ■ Q u a n d o a pesso a não se con ver te.).■ Nos meios de tra ns porte (ôn ibus.11). creches.35-46). estejam atentos às pe rg unta s de seus filhos.. Ele abre o cor açã o para o “ ide de C r is to ” (Mc 16. A m pl ie o lugar de sua tenda. Pv 24. ■ As e nt id a de s (hospital. com o dad a a M o is é s em Ê xodo 3. É o m om e nto em que o cre nte c olo ca a mão no arado para ev angelizar.. e a v an ça em bus ca das almas. M uit as vezes ele não te m ne nh um cargo eclesiást ic o. ■ Os amigos. a fa m íli a unida em oração e m ed ita ção vence todas as batalhas. Olhai para o reb an ho sem se e sq ue c er dos de tua casa.14. ela não volta va zia mesmo. No seu o u v id o é nítida a voz “A P a la v ra de Deus não volta v a z i a ” (Is 55. E o m o m e n to em que ele per mi te que a P a la v ra de D eu s se c u m p ra em sua vida.

D e sp e rt a uma ne ces sid ad e. ■ O exemp lo de C ri s to (Mt 15.37.despe rta um desejo.15).26). ■ Exor taç ão a te rm o s co m pa ix ão (Mt 18. \ f ■ As nossas palavr as se tornem poderosas. é f e l i z ? ” . sem a ajuda daquele amigo sua vida teria sido um fr acasso total. E Ele quem: ■ Testifica de Cris to (Jo 15. D e p e n d ê n c ia do E s p ír i to S a n t o . Rm 12. j á ouviu falar de C r is to ? ” . Nós temos um A mi g o deste quilate! É o Espí ri to Santo.24.17). > Po r meio de uma pergunta: ■ “O Sr. Aquele amigo o amava.C om p a i x ã o (Mt 23. R espondeu: “Eu tive um a m i g o ” . 14. 86 v" . e.32.17). ■ E o nosso “d in a m u s ” (poder). ■ “O Sr. Pe rgu nta ram a um homem im por tan te qual o segredo do seu sucesso.8). é c r e n t e ? ” . . Oração ( l T s 5. * Co nven ce o M u n d o (Jo 16.■ Nos guia (Jo 16. Para que ■ Deus nos mos tre c om quem falar.26). vX Como pr inc ip iar a c o n v e r s a ç ã o . deixou bem claro para todos que. o amigo p r o m e tid o por Jesus para realizar a Sua obra. ■ Deus nos guie no que falar.De spe rta curios idade . 20. * “O Sr.34. A oração é a chave da vitória. Ele o ajud ara nas horas difíceis e o apoiara.14).30) ■ Nos ensin a e faz le m bra r (Jo 14. tin h a fé nele e fizera com que sua vida tivesse valor. Hb 2.

■ “U m a c a t á s t r o f e ” .a pressa é in im ig a da perfeição. * Não ter pr es sa . “ pois n ã o ” . p r o s t i t u i ç ã o ” . > Por me io de uma lit eratura (At 8. Salva ção .tran smite a m iz ad e e c o n v ic ç ã o de suas opini õe s.as suas resp ost as e gestos de pe nd e rã o v 7 da re ação do seu ev an ge liz ad o.“com l i c e n ç a ” . ■ C o n ta r a sua e xp er iê nc ia c om Cristo.“F o l h e t o ” . ■ “ Jornal ou revista e v a n g é l i c a ” .c olo ca o e van ge li s ta em pleno cam po de ação. * “ C ur so b íb li c o ” . A tit ud e s p os iti v as na c o n v e r s a ç ã o . . ■ Sor ris o .Á g u a (Jo 4. ■ “ Os vícios. mas do pecado.> Por um as s unto c om um . Tr ab a lh e dentro da c on c e p ç ã o do e v an g e li z ad o no que diz respeito a: Deu s. Es pírito Santo.13): v 7 ■ “A morte de um artista c o n h e c i d o ” .não q u e re m o s tirá-lo */ de uma religião. ■ E v i ta r a p o lê m ic a c onfu são .27-31) v . A tit ud e s n e e a ti v a s na c o n v e r s a ç ã o . “ por fa v o r ” . ■ Part ir do c on hec ido para o d e s c o n h e c id o . ■ R es p e it o . ■ A te nçã o . ■ Educação . “não há de q u e ” . drogas. ■ - D eu s não é Deus de y/ N u n c a o fe nd e r a pe sso a .não us ar palavr as de sco n he ci da s. ^ “ o b r i g a d o ” . sem ne n h u m p ro b le m a . p r in c ip a lm e nt e q ua n d o a pe sso a for do sexo oposto. 87 . ■ “ O co nfli to m u n d i a l ” .

30)./ ■ É não fazer a vontade de Deus (SI 143. por não c onhec e re m sua força e sua destruição. Muitos vive m no pecado. pois o g a n h a d o r de almas é sábio (Pv 11. m e sm o que ela não q ue ir a \ aceitar a Cristo.8).3). \ / ■ E declínio esp iritual (G1 3.■ O rar com a pe sso a . Aqui e n fa tiz a re m o s o Ev a n g e li s m o Pessoal. Sempre d e v em o s dar aquilo que re ceb em os (Mt 10.6). .10. pois os dois fazem o ev an gel is mo c om ple to . O que é o pe ca do ? ■ É a falta de c o m u n h ã o com Deus ( l J o 1. Este mal está no meio da sociedade. Ve rdade s co nc e rn e nt e s à vida esp iritual que levarão o pe c a d o r a to ma r uma decisão e levar muitos crentes a um novo en co ntr o com Deus. Mt 6 . O Evangelismo Pessoal O E v a n g e li s m o Pessoal se c o m pl e ta no coletivo. Expõe o pecado. de vem os pe rm iti r que o e va ng e lis m o opere pelo po d e r do Es pírito Santo. Verem os agora algumas car acterísticas do Ev a n g e li s m o Pessoal. O único meio de mu ita gente ou vi r a verdade sal va dora é através do E v a n g e li s m o Pessoal.3. Para uma decisão ao lado de Cristo e uma renovação de vida. não devem ser separados. Ele co nv en c e o pe ca do r do seu pecado. 88 . e verem os que é dever de cada crente salvo ser um ev an g e li s ta pessoal. Q u a ndo assim acontece. 2 3 ) . ^ ■ É estar desti tuí do da glória de Deus (Rm 3 . 10 ). e a Igreja terá que dar o alarme deste malefício c h a m a d o pecado.

3-4. p e c a d o . Jo 1.7).9. Rm 10. falt a.31. SI 37.20). '\y ■ E n t re g a r a vida a Cristo (Jo 1. 89 \ / . 1 P a l a v r a s q u e u l t r a j a m a d i v i n d a d e ou a r e l i gi ã o. O ev an g e li s m o orienta o pe c a d o r nos seguintes assuntos: ■ A rr e p e n d er -s e (Ez 18. ■ C on fi a r nas Esc rit ura s (Jo 5. É int er ess an te nota rm os que a s al va ção não vem pelas boas obras (Ef 2.39. ■ C o n fe ss a r ( l J o 1.9.9-10).7-8).16). Jo 10. Is 53. v / ■ Cre r em J esu s Cristo (At 16. Is 55.16. ne m por p e rt e n ce r a uma Igreja (d en omi naçã o) . como ta m b é m m o ti v a a ira divina sobre a sua criatura.10. mas antes De us tinha que amá-lo. Ap \ / 3. Esta pr o v id ê n c ia diz res pei to à solução divina para o pe cad o. e o am ou da seguinte forma: ■ E n v i a n d o seu Filho (Jo 3. 10. c rime . que não só destrói o homem. salvação.12. Rm 10. > O que faz er par a ser salvo (At 16. S o m e n te o ev an g e lis mo m o s tr a a direção certa para se c h eg a r à .1-14).24).■ É b l a s f ê m i a 1 ao Espíri to Sant o (Mt 12.35. Rm 4. C u l p a .8-9). Hb 9. x / M ost ra a p r o v id ê n c ia de D e u s . ■ ^ Ac eita nd o a obra efe tuada por seu Fi lh o ( I C o 15.31). v / ■ En t re g a n d o um a mis são a seu Fil ho (Lc 19. 2 F a t o q u e a lei d e c l a r a p un íve l . Era ne ces sár io s alv ar o pecador.31.9-10).24-25. ^ ■ É d e l i t o 2 c on tr a toda ma nife st a vo nta de de Deus.5.12. Jo 1. Jo \ / 5. 2Tm 3.31). l J o 4.

12-13.3) e pediu isso ao Pai (Jo 17. 3. l J o 3. porém.20).20. Ap 21.15). O homem natural nece ssi ta de inúm eras coisas. Em Atos 1. mas a s alvaç ão em Cristo pr e e n ch e todos os vazios da sua vida. ■ To rn a. \ / ■ Sobre o Diabo ( l J o 2.31 vem os a rea lid ad e da ne ces sid ad e do ensino.3).18). 2Co 5.9. Tu do isso por que: ■ D eu s o perdoa ( l J o 1. " D eu s o levará para m ora r e te rn am e n te com Ele (Ap 21. \i ■ O e xe m pl o de João ( l J o 1.26-27. ■ D eu s habita em seu co ra ção (Ez 36.1516.10.24). V ■ Deus o ju s tif ic a (Hb 10. ^ * Sobre a carne (GI 5.24). ^ ■ Deus o recon cili a (Rm 5. Todo evang el is ta deve ter as seguintes qualidades: > C o n h e c im e n to pessoal do Se n h o r Jesus. Is 1.20).1-3). IC o 1 5 .M o s t r a o que Deus faz c om os s a l v o s . 5 4 . Tg 4.17.1 e 28. Cl 1. " O e xem plo de Pau lo (At 22. Jesus a nunci ou isso (Jo 14.se filho de Deus (Jo 1.24). p o ré m n e nhum a o satisfaz esp ir itu al me nt e. 2Co 5.5 7 ) V 90 .19. n/ > U m a vida vitoriosa. que remos le m b ra r que quando e va n g e li z a m o s de vem os c o m p le ta r com o e nsi no bíblico. ^ / !/ V V O Evangelismo Completo Já mencionamos an te ri or m e n te o E v a n g e li s m o Pessoal e C ole tiv o.14.19. Ap 3.7).18.7.3. Ef 2. em ob e d iê n c ia às orden anças de Jesus (Mt 28.16-17).4). ■ Sobre o mund o ( l J o 5.

Pv 2.15). um e xem pl o (2Pe 3. .2. ver v / SI 119. > C o n he c im e nt o da P a la v ra de Deus. s an ti fic ação e pre pa raç ão (2Tm 2.7. ■ Seu te s t e m u n h o pessoal (At 16. ■ U su fr uíd o po r todo s que d e sej arem (Pv 2. Dn 1. ■ Pureza. I C o 2. nesse sent id o \ / (2Tm 2.24). bem com o o dos de fora v (At 2.15).47).1. v ver l T s 4. ■ O te st em u n h o com os descrentes em casa ( I P e v 3.3. ■ O ap óstolo Paulo.12). A área devocional a)R1 Ori en ta no cre sc im e nt o espiritual e na for ma çã o da se m e lh a n ç a de Cristo na vida do novo c on ver tid o b)| I Pr eo c u p a -s e em do u tri nar s ad ia m e nt e o novo con vertid o c)l I M ostr a-o as bases bíblicas que s ust e nt a m o c ris tia ni sm o e tra nsm ite os sãos e ns in a m e n to s d)| | E n s in a o novo c onv er tid o a in te gr ar -lh e nos serviços de ev an ge liz aç ã o 91 / .6.4).10. ■ Como ap ro va do diante de Deus.> U ma vida trans for ma da .17.2). ■ O te s t e m u n h o da Igreja. V Questionário ■ Assinale c o m “X ” as alternativas corretas 6. l T m 3.22. .21 .

c o n h e c im e n to da Pa la v ra de Deus 92 .Fel A visita só não dei xa marcas de a mo r somente qua nd o en volv e dis ci pl in am en to 1 0. uma vida vi tor ios a e tran sformada. ma nej ar be m a Palavra de Deu s é caracte rís tic as de sua vida a ) D Social b ) D Pessoal c ) D Espi ritual d ) 0 Intelectual 8.[X] Todo ev an ge lis ta deve ter: c on h e c im e n to pessoal do Se n h o r Jesus. O pe ca d o não é a)| | D e cl ín io espiritual b)| I Fa lta de c om u n h ã o com Deus c ) H B la s fê m ia a si próprio d)| I E s ta r de stituído da glória de Deus ■ M a r q u e “ C ” para Certo e “E ” para Errado 9 . S ab e-se que o e va nge li s ta nece ssita d o m in a r todas as áreas de sua vida. e.7. porta nto .

instruiu e treinou dis cípulos. M is s ão está em tod a a Bíblia. c o m pro m is s o. nas ilustrações. e sp ec ifi co ulhes a tarefa de te st e m u n h a r em todo o mundo. figuras. con tud o. M issões. inc um bê nc ia . é correto afirmar que está presen te desde G ênesis ao Apo calip se . / V l L * 0 livro de Atos se sobressai em missõ es . o mi ssi on ário por exce lên cia.Lição 4 A Igreja e Missões Jesus. encarg o ou obrigaç ão de en v ia r missionários. as s um in do a cruz no lugar de toda a h u m a ni da de. que significa: ação. não só c um pri u sua g ran dio sa missã o salvífica. man dat o. profecias. como tam bé m or ga niz ou um m o v im e n to m is si onár io evang eliz ado r: selecionou. está em toda a Bíblia. O livro do Se nhor é o manual de missões. Essa pre s en ç a p ode ser direta ou indireta. que se origi nou por sua vez do verbo m itte re. ordem. ins tituiu a Igreja e enviou o Espíri to Santo. Missão A palav ra “ m i s s ã o ” vem da ex pr e ssã o latina m is s io n e . tarefa. 93 . mi ssõ es se in s er em nesse co ntex to. Visto que o pr opó si to fu nda m e nta l da Pa la vr a de Deus é a re den ção humana. regis tra os grandes traba lhos mi ssionários.

Mas. Missão-tarefa. será que e va nge liz ar é a única missão da Igreja? Ou será que e v a n g e li z a r é o alvo final de D e us? Claro que não! Tu do o que Deus realizou. A Gra nd e Co mis são a pre se nta a e va ng e liz aç ã o mu ndial co mo a missão da Igreja.se no traba lho cultural e transcu lt ura l etc. todavia. é “ a p ó st o l o ” e sign ifi ca “ alguém env iado por ord em de ou tre m para real iza r uma ta r e f a ” . em por tug uê s. Par a a lc an çar esta m is sã o. ele fez para a sua glória. veio im pe di r que o ser hum a no p e rm a nec e ss e em ple na c om un hã o com o Criador. para a glória de Deus. Foi nesse tempo que Ele pla nej ou a vinda do seu Filho unigé nit o com o M ed ia d or . M issão-obietivo. o P od e m os então dizer que a m is sã o -o bje tiv o de Deus para a Igreja é a glorificação do próp rio Deus.o h o m e m (Ef 1.No grego. env olv e. in c ap a c ita nd o-o de glor if ic ar o TodoPo deroso. Deus te m usado homens que se dispõe a a nuncia r o seu plano salvador. Ora. Ele fez o h o m e m com o obje tiv o de ser glorificado por este. porém. Isto é: ela evang el iz a. muito antes de o ho m e m ser criado. a Igreja utiliza-se da missão-tarefa. para re st au rar a c om unh ão que hav ia entre o C ria do r e a c oro a de sua criação . al gué m é e nv ia do para rea lizar algo (missãotarefa) no intuito de atingir um alvo espec ífico (mi ssã o-o bjetivo).. co rre sp on de à p a lavr a a p o sto lo s que. Pa ra a evan ge liz açã o. Deus.ob je tiv o. rea liza a obra social e ed ucativa. O pecado. p r ov id e nc io u um meio para de volv er a c o m unhão pe rdi da no Eden. 94 . funda novas igrejas.4). sendo onisciente.

prepa rou um gr upo de hom en s que. im p la n ta çã o de novas igrejas. Missão e Missões A esta tarefa de fazer dis cí pulos pelo m un d o afora c ham a m os . mas de pa r am o. Mt 10. no sentido de “m i s s ã o -t a re fa ” .40.14. E m b o r a m is sã o -t ar e fa e m is s ã o -o b j e ti v o esteja m int er.2. 13.21.8. dev ido à plu ra li d a d e da tarefa ou.1820.seus discípulos. 16.através de uma d e t e r m i n a d a via .8.no s c om um verbo co rre sp on de nt e : “e n v i a r ” (Gn 12.1.re la cionad as. Mc 3.15.4. Êx 3.31).1.10-15. de “ m i s s õ e s ” .44-49 .12. para a tin gi r a sua mis sãoobjetivo: a glória de Deus ( I C o 10. 10. Ml 3. Isto é. P or qu e não há co mo s al v a r o mund o sem que haja al guém e nvia do para pre g a r e ap ontar-lhe o Cam inho .o mun do perdid o . Is 6. 20. etc). E hoje não é diferente! O Se nhor co n ti n u a a c on ta r co m os seus discípulos para a lc an çar e r e dim ir o m un d o pecador. Assim.17. Lc 9.5. 45. nesta obra. “m i s s ã o ” é a ação da Igreja no sentido de c u m p ri r a sua mi ssã o-t are fa : e va ngel iz açã o. e d u ca tiv os e culturais etc.Q u a n d o Cristo veio c o n s u m a r a res ta ur aç ão . Deus m a n d a ou faz seguir sua m e n s a g e m de salvação a um desti no . Rm 10. cheios de sua auto rid ad e pelo E sp íri to Santo.15.16. serviços sociais. Jr 26. s im p le s m e n te “m i s s ã o ” . 95 . 24. At 1. Jo 17. Jz 6. Não e n co nt r am os o te rm o “ m i s s õ e s ” na Bíblia.321. “E n v i a r ” si gnifica m a n d a r al gué m ou al gu ma coisa. até que Ele volte. A tarefa de salvar o m u n d o não pode ser d e s a s s o c ia d a do en v ia r hom en s e m ul he res chei os do po d e r de Deus para alcançá-lo. fa z er seguir po r de te r m in a d a via.14. I C o 1.1. foram e nvi ado s a p r o c la m a r a Boa N ova de salvação.1. 28.

Este processo começa com enviar. No últ im o século. o qual. por seu turno. e n vi an do . o qual. foi ta m b é m po r Ele enviad o (Jo 16. por Deus e pela Igreja.No texto de R o m a n o s 10. ver que a missão do Pai foi env iar o seu Fil ho Jesus. En v i ar pe ssoas capacitadas. e segu í-lo na c o m unhão de sua Ig r e j a ” .13-15. p o s s a m ser salvos. ba se a d a nas cinco versões da Gra nde C om is sã o. ve mo s que há um pr oc e ss o para a salvação do h o m e m . O C o m it ê de L a u s an n e para a E va n g e li z a ç ã o M undia l assim de fine a na tu re za de missões: “E a co m unic aç ão das Boas Nov as com o p ro pó s ito de dar a indiv ídu os e grupos uma o p o rt un id ad e válida de ace itar a Jesus Cristo co mo Se n ho r e Salvador. na E uro p a O ci den ta l e na A m é ric a do Norte. a pa rti c ip a çã o e co op er aç ão da Igreja no plano p r e d e te r m in a d o po r Deus para salva r (redimir) o mundo perdido. nos países n o m in a lm e n te c r i s t ã o s ” . 2 0 . envia seus seguid or es im pe lid os pelo Espíri to Santo. 2 1 ) . s eg uin do o e xe m pl o de Cristo.os com o discí pulo s dEle. crer para que po s sa m in vo c ar o n o m e de Jesus e. era idéia do pro te s ta n t is m o que: “ir em missão era ir aos grandes países nã o -c ris tã os onde a Igreja ainda não existia. p ro c la m a por palavras e ações o Rein o de Deu s. ou v ir para que po ssa m crer. c o n v o c a n d o todos ao a r r e p e n d i m e n to e à fé em Cristo.7-11. H oj e cada Igreja e nco ntr a-se a si m e sm a n u m a situação m is si on ár ia peculiar. assim. ao in v o c a r o seu nome. é que mis sõ e s é a obra de D eu s co n fi a d a à Igreja que. “To do s sa b e m que 96 . m ul he re s e crianças de todas as tribos. era tam bé m ir j u n t o de pe ssoas ainda não toc ada s. Outra def ini ção de missõ es . para que p re gue m o Ev a n ge lh o. pre ga r para que homens.íM iss ão é. P o d e m o s . línguas. povos e nações pos sam ouvir. por sua vez.

R e a li z a r mi ssões é c o n q u is t a r vidas para o celeiro eterno de Deus. para serem tr a ns fo rm a do s em suas te s t e m u n h a s vivas e servas do seu Reino. E. O “ i d e ” de Cristo é o grande desafio à Igreja e a razão da p re sen ça desta no mundo. A missão da Igreja é a ação de sair dentre qua tro paredes. Par a facilitar o nosso estudo . C ol em an diz que a intenção de D eu s era salva r um povo para si e co m este povo e di fi c ar sua Igreja eterna. se entrega aos seus cuid ado s.16.42).47). 4. pode -se dizer que e sta é a diferença bási ca entre ev ang e liz aç ã o e mis sõe s: “ A e va nge liz açã o é a pr e ga ção do Ev a nge lh o den tro da cu ltura ou região onde vive o obreiro. ao 97 . Este é o único trab al ho cujos resultados j a m a i s perecerão! F az er mis sõe s é o meio de se c on str uir para a eternidade. o ho m e m pass a a d e sf ru ta r da vida eterna (Jo 6. “ de fo rm a con trá ria a nossa superficial man eira de pensar. N in g u é m pode ria ser e xc lu íd o desse propó si to. a rre pen di do . em sua mente. R ober t E. mas ta m b é m àqueles que vive m nos confins da terra.mis sõe s fa zem parte do plano de Deus para re c on du zi r o h o m e m caído ao lar C e l e s ti a l” . Ele a env ia não s om ent e aos que estão p ró x im o s. j a m a i s houve. q ua lq uer distinção entre mis sõ e s nacionais e mi ssõ es estrangeiras. de sua cultura. de seu povo. de sua lí ngua e de seus co stu m es para a nu nc ia r o Ev a ng e lh o re d e n to r de Cristo. tendo em vista a u ni ve rs alid ad e do seu a mo r (Jo 3. No mo m e nt o em que recebe a Jesus co mo Salvador. Ele conclui que. A e va n g e li z a ç ã o do mu nd o é o dev er m a io r da Igreja e o seu c u m p r im e n to é o de ver de t o d o s ” . Para Jesus só havia ev an ge lis mo de e sc opo mundial. Pois Ele salva o pe cad or que. ao re ceb er o r e v e s ti m e n to de po de r do Espí ri to Santo. ele não de s c a n s a rá en quant o não pa rti lh ar sua alegria com todos os seus semelhantes.40.

C um pr e -n os imitá-Lo. At 1. É aquilo que Deus fez. e c o n ti n u a a fazê-lo. ap ro x im o u -s e . Com estes esc la re ci m e nt os . pode aceita r ou rejeita r a salvação. Deus quer usar home ns para m o s tr a r o c am in ho da salvação. em outras cul tur as ou nações e até os con fins da terra (Mt 28.8).1820. O h om e m é resp onsável por si me sm o. e sta be lec en d o e fo r m an do igrejas que p o s sa m te st e m u n h a r em suas co mu ni da de s. Ele criou. Ele é o único cuja históri a afeta a vida hum an a. para Cristo. Cristo é d iv is o r de águas das nossas vidas e da H istória U niv er sal . é a proc la maç ão do E va nge lho n u m a cu ltu ra ou país (grupo étnico) estr anho ao obreiro c r i s t ã o ” .s e pelo ser huma no. To da vi a quere mos deix ar claro que. Mi ssõ es está no coração de Deus. po dem os então de linir: “ m i s s õ e s ” significa en vi ar pessoas capacitadas por Deus e pela Igreja a lugares que se acham fora do al cance da Igreja local. 98 . Fatores Importantes e Indispensáveis A ção de D e u s .passo que missões. para a glória do seu Criador. Jesus . se quis er mo s ser te st em unh a s eficientes. N i n g u é m pode ficar alheio à Sua vida e obra. a missão da Igreja é e v an g e li z ar tanto os na ciona is quanto os estrangeiros. T a m bé m po de mo s ch am a r a e v an g e li z aç ã o de missões na cionais e as missões de mi ssõ es transculturais. R e sp o n sa b ilid a d e h u m a n a .O Missionário Por Excelência J O Se nh or Jesus Cristo oferece u-no s o perfe ito e x em p l o de mi ssi oná ri o. O Se nhor não faz dife re nc ia ç ã o de povos. in te re ss o u. co m o objetivo de e va ng el izar e disci pul ar .

26). no me divino.36). O apóstolo Paulo disse: “e n in gu é m pode diz er que J esu s é o Senhor. a B íb lia diz que Ele em tudo foi perfeito. Er a por isso que os cristãos pri m iti v os r e c usa vam -s e a c h am a r César de Senhor. ha ver ia n e c e s si d a d e de o Espírito Santo o reve lar? Claro que não (At 2.44). O N ovo Te s ta m e n to diz que Mes si as é o m e s m o que Cristo (Jo 1.“J o s u é ” . “M e s s i a s ” . que aparece Ious ue . A Se ptu a g in ta trans literou o n o m e he bra ico por Ieso us . 4.25).41. > O S e n h o r Jesus Cristo. Se Cristo fosse um mero Senhor. É a form a grega do nome heb rai co m a sh i a ch . O nome Jesus vem do he b ra ic o Yehoshua ou Yesh ua .“J o s u é ” . M ois és m u d o u seu nome para Yeho sh ua ben N um “Josué filho de N u m ” (Nm 13. > C r i s t o . exceto l C r ô n i c a s 7.3).8.27. que sig nif ic a “u n g id o ” (Dn 9. que si gnifica “J e o v á ” ou “ía vé é s a l v a ç ã o ” .25. Josué era c h a m a d o de Oshea ben N u m “ Oséia s filho de N u m ” (Nm 13. senão pelo Espíri to S a n t o ” ( I C o 12. O n o m e Jesus Cristo que r dizer: “ Sa lv a d or U n g i d o ” . Isso por si só r ed uz a cinzas todos os a rg um e nto s das seitas que p r o p a g a m tais coisas. Fala da div indade a bs o lu ta de Jesus. E a p a la vr a “ S e n h o r ” diz re s p eito à sua de idade absoluta.16). Dt 32.É o nos so mo de lo em tudo.“J e s u s ” . 99 . Dizer: “ César é S e n h o r ” seria r e c on he c er a d iv in da de do im pe ra dor romano. > O r i g e m do n o m e J e s u s . E o m is si o n ár io por excelência. A Se ptu a g in ta traduz iu A d o n a y e J eov á pela palavra grega kyrios que é “ S e n h o r ” . é nEle em que d e v em o s nos inspirar. em todas as p a ss a ge ns do Antigo Te s ta m e n to .

13). 100 . e a s s o c ia v a -s e com os pe cadores: pu bli ca nos e p r os tit uta s (Mt 11.15). o Filho enviou seus dis cí pu lo s ao mundo (Jo 20. B ast a uma lida nos E v a n g e lh o s para deixar qu a lq u e r um perplexo. Ele não p r oc u ra va status.23.25).19. A Igreja O r t o d o x a Grega desde o pr inc ípi o us av a o vocábulo a pós tol os para desi gna r seus missi oná rio s. 3 £r O co nceito de “m i s s ã o ” no co n te x t o bíblico te ológ ico é “ e n v i a r ” e vem da palav ra grega apo stolos. É também usado para os env iados com o e m b ai x ad o re s ou m is si o n á r io s da Igreja (2Co 8. 21. 32 ).. A pe rfe iç ão e a singular ida de que e n c o n tr a m o s na vida e m in is té rio de Jesus são algo nun c a visto na história. Essa. foi s ub m et id o aos nossos s ofr im e nto s e provações.49.21). A B íb lia diz que Jesus veio ao m un d o para salvar os p e ca dore s ( l T m 1. J esus é ch am a do de a p o s to lo s no Novo T e s ta m e n to grego: “Considerai a Jesus Cristo. Fp 2. foi a missão na terra do missi on ári o por exce lên cia. apóstolo e sumo sace rdo te da nos sa c o n f i s s ã o ” (Hb 3.3 1. At 1. e m bo ra santo. perfe ito e imp ecável. O .8). J esu s é s in e u la r . a que m deu o no me de a p ó s to l o s ” (Lc 6.1). o Pai e o Filho e n v ia r a m o Espíri to Santo para dar p o d e r à Igreja em sua m is são de bu sca r os pe rdi do s da terra (Lc 24. Q e n v ia d o de D e u s .O Enviado do Pai M is s io n á r io .17). porta nto . Esse voc áb ul o é usado no N ovo Te s ta m e n to para d e s ig n a r os doze apóstolos: “e e sc olh e u doze deles. Deus envio'u o seu Filho ao mu nd o (Jo 3.

14).8). P r o v o u ser o verdadeiro H o m e m e o ve rdadeiro Deus.5.1) e ao m e s m o te mp o ho m e m ( l T m 2. Satanás e o inf ern o (Mc 5.47).assumiu a fo r m a hu m a n a para e nt ra r no mu n do .5. como a glóri a do Unigé nito do Pai.7-13). Deus . mis té rio da p i e d a d e ” ( l T m 3. Fp 2. 2Pe 1. é o que a B íb li a c h a m a de: “ .Ro m p e u barreiras geográficas. > Seu poder.27). Deus e o Homem > D eus entre os h om en s. N unc a p r o n u n c io u palavras tais: “ . pe cad o e a n a tu re z a (Jo 8. l J o 4. cu lturais. eu acho q u e . cheio de graça e de v e r d a d e ” (Jo 1. “não sei ” .. é o único Sa lv a do r do mund o. te ría m o s mais que o sufic iente para fu n d a m e n ta r a do u tr i n a de sua divindade. é t n i c a s 1 e rel igiosas (Mc 7. talvez. é dev er nosso levar o seu n om e para as na çõe s (Lc 24..8. Hb 1. No entan to .2-3). Jo 4.. “ vou pe sq uis a r isso é mu ito 1 R e la tiv o ou p e r te n c e n te a e tn ia .26.1-14) fosse à únic a pa ss a gem da Bíb lia que fizesse me nçã o da de id ad e ab sol ut a de Jesus. Mt 8.24-27.5. ” .46. Jesus re ve lo u seu pod e r sobre o reino das trevas. pois “ o Verbo se fez carn e e ha bit ou entre nós e vim os a sua glória. Eis aí o mo de lo de missionário: Jesus é de todos e para todos. 101 . Se apenas o pr ólo g o do Ev a ng e lh o de João (Jo 1. temos na Bíbl ia in úm e ra s pa ss a ge ns que falam de m a n e i ra exp líc ita que J esu s é Deus (Rm 9.. sobre as en fe rm id a des e a mor te (Mt 10.16)...9).6.

“Em verdade te d ig o” (Lc 23. ta m b é m usá-la com o seu manual de mis sões e de todas as atividades missi oná ri as. mas as minhas palavras não hão de p a s s a r ” (Mt 24. Mas sempre dizia: “Na verdade. ou: “ele hab ita em meu c o r a ç ã o ” . na v erd ad e te d ig o ” (Jo 3. Não é possível sep ara r m is são da Bíblia. p o ré m Jesus declaro u sê-lo e re al mente o é! (Jo 8.3). além de re c o n h e c e r a B íblia com o ún ic a e infalível Pala vra de Deus. 102 . > O c a r á t e r d i v i n o de J e s u s . ou ainda: “tenho c o m u n h ã o com M a o m é ” . O Manual de Missões T o d a “ m i s s ã o ” só pode ser sadia e eficiente se. e “tudo o que diz respeito à vida e a p i e d a d e ” (2Pe 1. os c on fu c io n is t as e Confúcio. os budistas e Buda. Ne sta en co ntr am os o te ma de mis sões : Jesus. 10.20). P o d e m o s co mo salvos dizer: “ Cris to vive em m i m ” (G1 2. Não havia a pa lav ra “ i m p o s s í v e l ” em seu dicionário. Da m e sm a fo rm a os ju d e u s c om re lação a Moisés.43). N e n h u m dos chefes re ligiosos acim a afirmou alg uma vez ser o Deus verdadeiro. e viremos para ele e faremos nele m o r a d a ” (Jo 14. T odo s os cristãos re c o n h e c e m a origem divina das Esc rituras.3). e meu Pai o amará.58. Ele garantiu ha bit ar nos corações de seus seguid ore s: “ Se alguém me ama. o C ria do r do céu e da terra.difícil e vou orar e pe rgu nta r ao P a i ” . “ s u p o n h o q u e ” . guarda rá a mi nh a pa lavra.35). Mas c om Jesus é diferente. “ O céu e a terra pa ssarão.30-33).23). Você nunc a ouviu um m u ç u l m a n o dizer: “M a o m é vive em m i m ” .

ou seja: co mo fazer. Essas coisas nos in s pi ra m e or ie nt a m com o fazer missões. o papel da Igreja m is si on ár ia e os pr obl em as en fre nta dos no c a m p o mis sionário. est ratégias de evan ge liz açã o. e as estratégias m i s s i o n á r i a s . p r i n c ip a lm e n te as do apóst ol o Paulo. além disso. Ele sempre se p re oc up ou com o b e m -e st a r do ho me m. m os tra -no s com o im p la n ta r igrejas locais.. A lé m de ser a únic a fonte in sp ira da de te o lo g ia e ética. É na Bíblia que e n c o n tr a m o s os registros das pr im eir as missões. e isso se en co nt ra nos oráculos divinos. O registro das viagens m is si on ár ia s na B íb lia serve ta m b é m para m os tr a r o m o d u s o perandi. 103 . ela nos en sin a c o m o fazer missões. de onde viemo s e para onde vamos. Deus nos ma nda fazer missões e. A B íb lia é o manual por e x c e lê n c ia de mi ssões po rqu e é a reve laç ão de Deus à hu m a n id a d e. e. a B íb lia Sagrada. or de nou que fosse re gi s tra d a em sua Pa la vr a as viag ens missi oná ri as. A lém disso. > As Escritura s nos apre sen ta o fu nda me nto . Essa von tade só po de ser co nheci d a pela re ve laç ão .4). Deus quer que todos os seres hu ma no s c o nh eç a m a ve rdade sobre Ele e de com o Ele revelouse nas Santas Escrituras. Sua vontade é que todos os homens se ar re p en d a m e venham ao c on h e c im e n to da ve rdade ( I T m 2. as po s sí ve is atividades de um m is si o n ár io no cam po.> A Bíb lia ev ide nc ia os pro pós ito s universais de Deus para a Red e nç ão do h o m e m . o norte. para que todos po s sa m vis ual iz a r uma viagem m is s i o n á r ia e todas as po ssí vei s atividades de um obre iro no campo mis si onár io. ta m b é m sobre a na tu re za humana. Eia é a única obra literá ria do pl a ne ta que registra a nossa origem: o que somos.

registra os grandes traba lhos missi oná ri os 5. A m is sã o. educativos e culturais 2.|(v| A e va ng e liz aç ã o é a pro c la m aç ã o do Ev a n g e lh o numa cu ltu ra ou país est ra nh o ao obreiro cristão 104 .obje tiv o é a ) C A im pl an tação de novas igrejas b ) 0 A glória de Deus c) D A ev ang e liz aç ã o d ) Q O s serviços sociais. [Ç] O livro de Atos se sobressai em missões. É a partic ipa ção e co op eração da Igreja no plano p re de te rm in ad o por Deus para salvar o mund o perdido a) 1x1 Missão b)l 1Ev an g e li c al is m o c)l I Dis cip ul ad o d)| I Pr egação 3.Questionário ■ Assinale com “X ” as alternativas corretas 1. O co nceito de “ m i s s ã o ” no c ont ext o bíblico teológico é a)l I “M i s s i o n a r ” e vem da palavra latina m is sio ne b)l I “R e m e t e r ” e vem da palav ra grega kyrios c)l 1“E x p e d i r ” e vem da palavra heb ra ica m a sh ia ch d ) B “E n v i a r ” e vem da pa lavra grega ap ost ol o s ■ Mar que “C ” para Certo e “E ” para Errado 4 .

A Visão Missionária e o Antigo Testamento > E x e m p li f ic a d a no c o m is si o n a m e n to dos patriarcas.4) tam bé m a Jacó (Gn 28. e não m e ra m e n t e um Deus 105 . da Et ió p ia (At 8. as suas m a ra v il h a s ” (SI 96. eram as prim íc ia s do Pentecostes rep re se nt a das nas 17 nações que c om eç a va m a se e spa lha r entre as nações: Etiópia. Q uan do Deus apareceu a Abraão. no c o m is si o n a m e n to de Abraão. O salm o 67 é e s s e nc ia lm e n te missionário. A nt io qu ia da Síria e fin alme nte “ os con fins da terra” .39). A obra m is si onár ia está no co ração de Deus. entre os povos.14).3). casa de Cornélio. Assim. a c on ve rs ã o do eunuco da ra inh a Candace.27. Nis so po de mo s ver mi ssões tanto no ex emplo . Deus é aprese nta do nos prof etas com o Deus un iversal. em Harã. O patria rc a A bra ão foi ch ama do por Deus para deixar sua terra e parti r para uma terra distante e de sc onhe ci da (At 7.8).31). prometeu: “Em ti serão benditas todas as fam ílias da te rra ” (Gn 12. Es sa prom essa foi co nfir m a da de poi s a Isaque (Gn 26. como ta m bé m de m a ne ir a direta: as famílias da terra sendo ab enç oa das no pat ria rc a Abraão. de toda a terra.2-4).3). A c hegada do E v a nge lh o entre os etíopes é c um pri me nto de uma pr o f ec ia bíblica cantada nos salmos (SI 68. Isso significa que o próp rio Deus pregou o E van ge lho p ri m ei r am e n te a Abra ão pr ev en do sua ext ens ão por toda a terra (G1 3. Os salm os ta mbé m v is lu m b ra v a m a obra m is si on ár ia em toda a terra: “A nunciai entre as nações a sua glória. > Ca nta da nos salmos. > C o n s c ie n ti z a d a nos profetas.

106 . mas a int erpretação te oló gic a está nas epístolas.tribal restrito aos filhos de Israel (Is 40.> As epístolas. A Visão Missionária e o Novo Testamento > Os ev ang el hos .3. Cj . O Senhor Jesus está presen te em cada livro da Bíblia. mas somente os quatro E va ng e lh os revelam sua vida e ministério e o re c o n h e c e m como o c u m p ri m e n to das pro me ssa s de Deus. O papel de Atos dos A póst olo s é decisivo em missões. E n c o n tr a m o s tanto de m a nei ra impl ícita com o explícita a n a tu re z a mi s si on ár ia do cris tia n is m o em termos pr of étic os (Is 42.28). O objetivo da obra m is si o ná r ia é tornar o n o m e de Jes us c onh eci do em todas as nações da terra. morte. G1 2. Veja o c u m p ri m e n to dessas prof eci as no Novo T e s ta m en to (Mt 12. N e n h u m missi oná ri o pode fa z er coisa alguma sem o E sp íri to Santo.Sabemos que a hi st ór ia da vida de Jesus está r e gi s tra da nos quatro Ev a n g e lh o s. ressu rr eiç ão e asc en são ao céu. De todos os 66 livros da B íblia os E va n ge lh os se d e st a c am na revelação da pe sso a de Jesus e de sua história: n ascimento .47). No que tange à missi ologia. Elas tratam dos mais variados assuntos f unda m e n tais da fé cristã. Senhor Jesus e a Bíblia.6).21. No A poc alipse e nc o n tr a m o s o fim glorioso da j o r n a d a da Igreja (Ap 21.Jesus o ma ior exemplo. At 13.9). O Sen hor Jesus é o centro das Escrituras e da m e n sa g e m dos missionários.4). s ervem ta m b é m para e st ab el ece r dis ci pli nas e enco raja r as igrejas às mi ssões (Rm 10. vida. 49.13-15.4.

8). que na ação do Es pírito Santo.4 6-4 9. m e dia nt e a atuação do Espí ri to Santo (At 1. At 1. Jesus deu aos seus discípulos para que a obra de Deus seja re a liz a da (Mc 16. e na sua própria au to rid ad e enviou seus discí pulo s ao mundo.17.18-2 0.8).20-22. No E v a n g e lh o de João. Tratase de uma ord em bíbli ca im pe rativ a e não m e ra m en t e um parecer ou uma re c om end aç ão. até aos confins da terra. Es sa me ns a ge m de salvação é para ser pre ga da a “todo o m u n d o ” (Mc 16.18. Ele c o nti nuou com esta c h a m a acesa até o 107 .A Visão M issionária . é ne cessário bus car a direção do Espíri to para saber com o rea lizar tal tarefa. Jo 20. # F a z er mis sõ e s é m a n da m en to bíblico. Lc 24.15). > U ma ord em e não um a rec om end aç ão.se quatro im por tante s m o tiv os que re pr e se nt a m um con tín uo incent ivo esp iritual na vida do apóstolo Paul o para a realização da sua grande obra m ission ária.16). lemos que Jesus veio pela au toridade do Pai. O Impulso da Obra Missionária D e st a c a m . Po rém. Essas diferentes na rra çõe s se c om pl et am entre si apre sen ta ndo um res umo dos elem ent os básicos para missões. Re gi str ad a nos quatro Eva ng e lh os e re pe tid a em Atos (Mt 28.A Grande Comissão > A Grande Comissão.15-20. Essa i n c u m b ê n c ia foi dada à Igreja. Es sa ord em é bíblica ( I C o 9. É algo que não depende mais de m a n d a m e n to espe cífico ou de re c eb e r uma visão especial da parte de Deus para inicia r a obra missionária. At 1. e esse po de r ab range todo o universo “o céu e a te rr a ” .8). Mc 16.

se grupos de oração nas ilhas Britânicas. que em 1746 e n v ia m um me m or ia l para os EUA para e nt ra re m n u m c on cer to de oração m is si o n á r ia por sete anos. 108 . italiano. ap rende latim. 3) A cer te z a de que foi Jesus quem ordenou: “Ide por todo o m u n d o ” . hebraico.7). John Sutc liff faz um apelo aos batistas. 1) A c o n v ic ç ã o de que Jesus é o únic o meio de salvação. prepara um pan fle to sobre este assunto que. para in te rc ed e r em fav or da con ver são dos pagãos. Em 1743. Car ey é influ enc ia do pelo a v iv am en to na Inglaterra e EUA. O Pai das Missões Modernas W illia m C arey e a ín d ia (1 76 1 -1 83 4). A u to d id a ta e leitor fluente. francês e holandês. guardei a f é ” (2Tm 4. volta a ser lido nas igrejas da Inglaterra. em todas as igrejas. f o r m am . q u a n d o pôde dar o brado de vitória: “ Combati o bom c o m b at e. Jo nat ha s Edwa rds re sp ond e po s iti va m en te . S a pa te ir o e prof ess or aos 26 anos foi ordenado ao m in is té rio pastoral. > M o tiv o s . acabei a carreira. Carey co nverte-se aos 18 anos na Igreja da Inglaterra. todas as prim eir as segunda s. ing re ssa ndo po s te r io rm e n te na Igreja Batista. 4) O sen ti m en to da resp o n sa b il id a d e pessoa l de a n u n ci a r o Evangelho. em 1783. 2) A c o n sc ie n ti z aç ã o de que os gentios não c o n h e c e m a Deus.feira s do mês.fim. grego.

sente-se. da m is são de Halle. John Ryland). intente grandes coisas pa ra D e u s ” . eles re u n ir a m -s e n o v a m e n t e em No tti ng ha n. Ele o fará sem a sua aj[uda ou a m inha” . I n d i f e r e n ç a . T e m com o influên cia o diário de Da vid Brainerd. Este sermão im p r e s s i o n a os ouvintes.2. não se c on fo rm a com o m a r a s m o 1 da Igreja e com o ca lv in ism o (“Deus é so be rano em tudo e faz tudo sem a parti ci pa ção do h o m e m ” ). 109 . acontece outra re un iã o com 12 min is tro s e um leigo.3 nu m co n te x t o mis sio nár io. e s t o p i m 2 para a fo rm açã o da missã o de Carey. faz uma p ro p o s ta para for maç ão de uma m is são ob jetiv an do o envio de mis si oná ri os. Q ua ndo Deus qu is er c o n v e r te r os pagãos. onde não a s s u m e m a criação proposta. escreve um op ús cu lo (folheto) com o título: “Um Inq ué ri to sobre a Ob ri ga çã o dos Cristãos em Usarem M e io s p a r a a C on ver são dos P a g ã o s ” . onde Carey tem a opo rt u n i d ad e de pre ga r sobre Isaías 54. Em uma reunião mini st er ial batista. em N ort h a m p to n s h ir e . No dia 2 de ou tub ro de 1792. Em 1792. que diz: “Jovem. sente-se c h am a do para a obra mi s si onár ia c om a seg uinte pergunta: “A lg u é m j á foi c o nq ui st ar as ilhas do Cap it ão Co ok para J e s u s ? ” . E m 30 de maio de 1792. Aos 31 anos. 2 F ig . a p a tia .Ao ler o livro “A última Viagem do Capitão C o o k ” . co nt ri b u in d o para que na pau ta da p r ó x im a reunião seja cria da uma so ciedade missi oná ria. então. to m a um fol he to m oravia no int itu lad o “R e la to Pe ri ód ic o das M is s õ e s M o r á v i a s ” e diz: “Irmãos. pelo m o v im e n to morávio e por John Eliot. sendo ad ver tid o pelo pre si de nt e da reuniã o (Dr. d e s â n im o . Carey. se tão s om ent e 1 F a lta de c o r a g e m . E le m e n to d e f l a g r a d o r de um a sé rie de a c o n te c im e n to s . fazend o um famoso desafio: “E s p e re grandes coisas de Deus.

2 L ín g u a in d o . C om o não aparece quem vá ao campo. Carey parte com W il li a m W or d e J o sh u a M ar sh m a n (p ro fes so r e tipógrafo). seus ideais m is si onár io s são: ■ Vasta prega ção do Ev a ng e lh o por todos os meios possíveis. Oito meses depois (13 de ju n h o de 1793). ba tiza o primeiro conv ert ido . j u n to ao falecido marido) o escan dal iz a. em fé ” . ■ Criação de igrejas o quanto antes.tivessem lido este folhe to e sou bes sem c o m o estes homens s ob re pu ja r am todos os obstáculos pe la c aus a de Cristo iriam avante. de obreiros nacionais. C on tud o. ■ Reforço da pr e ga ção por meio de pu bl ic a çã o de literatura na língua nativa. parte com os dois colegas. Sete anos após sua chegada. o qua nto antes. o n d e é lín g u a o fic ia l. 110 . relig iõe s e tradições dos po vos não-cristãos. mas voltam. que fica p r o ib i d a por sua influência. mas não en contra ind ícios desta prática. 1 D a n o ou p r e ju íz o c a u s a d o a uma e m b a rc a ç ã o ou às m e r c a d o r ia s q u e t ra n s p o rta . A práti ca do Sutbee (s ep ult am ento da viúva viva. criaram: a Socied ade Bat ist a P ri vad a para a P r op ag a ç ão do E va ngel ho entre os Pagãos. no E s t a d o de B e n g a la ( ín d ia ) e em B a n g la d e s h . Faz então uma re vis ão no livro dos hindus.se m esm o co ntra a vonta de de seu pai e sua esposa. traduz a B íb lia ou parte dela em 35 idiom as e dialetos e algumas literaturas cristãs em 42 idiomas. devido a uma a v a r i a 1 no navio. e sp os a e filhos para a índia. ■ Estud o p ro f un do do pe ns a m e nt o.a r ia n a f a la d a na r e g iã o do d e lta do rio G a n g e s . ■ Prepa raçã o. Lá estuda e é c on tr a ta do na U niv er si da d e de Sir am pole . que se recusa a ir. Com o p ro f es so r de b e n g a li 2. Ass im . Medi an te isto. Carey ofe rece.

o TodoP o d e ro s o ? Ex is te sim. potestade.a s para as mã os de Jesus. su je ito . O versículo 20 fala sobre a po si ção de Cristo após aressurreição. Carey mo rr eu em 9 de ju n h o de 1834. mas a vitória na gu e rra é nossa por J esus Cristo.1 0-2 0). uma ten ta tiv a de Satanás e suas hostes em fazer com que os s ú d i t o s 1 do Grande Rei d e s a n im e m e si ntam-se derrotados. não exi st e e nu nc a existiu uma luta en tre Deus e o diabo. Satanás sabe disso e p ro c ur a fazer com que pe rc am o s a batalha. acima de todo pri nc ip a do.19-22). Jesus Cristo é o d o m i n a d o r de todas as coisas. 1 Q u e es tá s u b m e tid o à v o n ta d e de o u tr e m . > N o ssa p o siçã o (E f 1. tran sp or ta nd o. A Igreja Local e Missões Q ua ndo en tramos na tarefa de fazer missões pa ssa m o s a parti ci pa r de batalhas. nos lugares celestiais. 111 . A batalha final j á foi ganha.Es ta missão se tornou a p ri m e ir a de outras agências mi ssio nárias. d o m ín io e poder. o traba lho m is si onár io (ev ang elizar) é uma bat al ha espiritual que arranca vidas das mãos de Sata nás . > N o ssa a rm a d u ra (E f 6. não po de mo s ser de rro ta dos . Que é o diabo para lutar c ont ra Deu s. Entre 1795 e 1816 são fundada s oito so ci e da d es missionárias. é Ele quem co ntrola o po d e r de Satanás. Deus o c olo cou a sua direita. S ubme te u tudo aos seus pés. O texto fala de nossa a rm a d u ra nesta guer este a rm a m e n t o nos fará ve ncedo res c on tra o diabo e suas hostes.

O so ldado ferido dá muito mais trab al ho do que o so lda do morto. Os que se e n c o n tr a m nesta ba talha e os que estão na linha de apoio. 112 . ■ L in h a dos que a ta ca m uns aos outros . de sejam pe rp e tu a r seu nome na ci dade ou d e nom in a çã o através de im port ant es edifícios.são os crentes que ficam bri ga nd o entre si.A m a rr a r o inimigo e tom ar os bens. são os que oram e c on tri buem regu la rm e nt e com os miss io nár ios . co loca em pr im ei r o lugar a const ru ção de templos. são pessoas c o m p ro m e ti d a s com a obra de Missões. * E fésios 4. ■ M a teu s 16. dis cut ind o o p ro ble m a do de no m in a ci o n a li s m o .18 . na vizinhança. ■ M arcos 3.. etc. garantir os b en s tomados através do di s ci pulad o e resi sti ndo ao inimigo. etc. ■ L in h a dos so ld a d os fe r id o s .27 .aqui estão os que pe rde ram o obje tivo e o propó si to da Igreja.. S em pr e prob le má tic os. na escola.são aqueles que só traz em probl em as para as igrejas. ■ L in h a dos que estão c o n str u in d o tem plos . formas de batismo. E só c on vid am as pe ssoas para virem à Igreja aos do mi ngo s para ouvirern um sermão evangelístico.D e r r u b a r as portas do inferno.27 . ■ L in h a dos que só a ta c a m aos dom in g os . desejan do receber atençã o especial. ent rar no reino das trevas para livrar vidas (almas) das garras do diabo.Não dar lugar ao diabo.> N o ssa estratégia . Nosso inimigo não é o irmão de outra Igreja e sim o diabo.são pastores e igrejas que não têm test em unh o pessoal do trabalho. posições te ológicas. tra zem que stões c om pli cad as .

fotos de m is si o n á r io s e de missões. ■ E s c o lh e r uma data compatível. para que os pais de diq uem seus filhos à obra m is si o ná ri a ass im co mo Deus c olo cou Seu Filho para salvar o mundo. 113 . M o tiv a ç õ es m is s io n á r ia s . * E s c o lh a bons oradores. O r g a n iz a ç ã o de c o n fe r ê n c ia s . c o n tr ib ui n te s e s uste nt ad or es da obra missi oná ri a. car tazes. para inici are m grupos de inte rc es s ão por missões.■ L inh a dos que não sabem que estã o em gu erra são aqueles que só pensam em ga nhar d in he iro e a cu m ul ar te so uro s na terra. A Prática de Missões na Igreja Local P rega ção m is s io n á r ia . ■ E s c o lh a de boa m ú s ic a (hinos). * Faça p r o pa ga nd as . ■ E s c o lh a de um tema.são os m is si onár io s que estão no c a m p o e v a n g e li z a n d o e g a nh an do almas para Cristo. ■ L inh a dos que estão na fren te do tr a b a lh o . A o rg a ni z aç ã o de c on fe rê nc ia s nas Igrejas deve seg uir os critérios: ■ E s c o lh e r um local apropriado. É o apelo para os crentes se to rna rem mi ssi on ári os. São aq ueles que a de ntr am em território inimigo para ver o R ei no de Deus se exp and ir . E c o m p o s t a de crentes indifer en tes qu an to ao progr esso do Eva ng el ho . A pre se n ta ç ã o e mapas. e sta tís tic as. cria ção de frases e lemas m is si o ná r io s.

A tu a lm e nte há mais de sete mil línguas faladas no mundo. alim en tar es. suas línguas se s u b d iv id ir a m e se to rna ram ain da mais diferentes. mas ain da não foram alcanç ado s pelo Evang el ho..eram suas pró pr ias no rm a s de c ond uta e o seu próprio sistema de valores. a ca b a ram se esp al han do pela face da terra e. Criou i n s ta n ta n e a m e n te grupos difere nte s que. após o dilúvio ordenou e x p lic ita m en te : “ Sede fec und os.Povos não Alcançados D iv e r s id a d e s . 114 . ou onde o núme ro de cri stãos é insignificante. Deus é o criador da div e rs id ad e humana. separados pela barreira lingüística. c o n fu n d in d o a língua de modo que não c o m p re e n d e s s e m uns aos outros. de cor.1). racial. Deus re al izo u um milagre. língua. etc.. mu lti pl ica i-v os e enchei a te rr a ” (Gn 9. mas eles qu eriam p e rm a n e c e r ju n to s num só lugar. Deu s ordenou que po v o a ss e m toda a terra. cultural etc. desenvolv. nos desertos ou em grandes cidades. ti nham as m e s m a s normas de con duta. T od os sabem que ex ist em dif erentes tipos de pe sso as. Os povos não alc a nç ad os são grupos étnicos 1 que n ã o ' p o s s u e m c o nh ec im e nt o do Ev a ng e lh o de Jesus Cristo. não se ap ro x im a ra m mais. com o pa ssar do temp o. pois na quel e te mp o todos fal a vam a m e s m a língua. ? -v JjÇ . as diferenç as foram se acentu an do dev ido a fatores cl imáticos. esta diferença po de ser só cio -eco nôm ic a. P o d e m e nc ontr ar-se no meio da selva am az ôn ic a ou africana. Entr et ant o. culturais. são pe sso as co m as quais os m is si on ár io s ainda não tivera m n e n h u m con tato e nunc a o u v ir a m falar de Jesus co mo o S a lv a d o r e o único c am in ho para Deus.

Classificação Missiológica Um grupo étn ico que não possui cristão é c on sid er ad o oculto ou não alcançado. envia m is si on ário s. Aquele que possui apenas 1% de cristãos é um povo in ic ia lm en te alcançado. são grupos al cançados de fo rm a mínima. Já o que possui entre 10 e 20% de co nver tid os a Cristo é um grupo po s si v e lm e n te al cançado e o trabalho m is si onár io pode e deve c o m e ç a r a ser feito por elem entos do pró pr io grupo. Os grupos étnicos que po ssu em entre 1 e 10% de cristãos. j á tem um te st em un ho de Cristo.. e ainda pre c is a m de m is si oná ri os vindo de fora. ainda que ins ignific an te. isto é.il I 0 % 1% 10% 2 0 % +2 0 % 11 10 í+ ▼ A lcanç ad os To t a lm e n te f Alc an ç a do s y r P o s s i v e l m e n t e al cançado 11 A lc an ç a do em form a m ín im a y A lc anç ad o in ic ia lm e n te O culto ou não a lc an çad o 115 . Os que p o s s u e m mais de 20% de co nver tid os j á é c onsi de rado um grupo alcanç ado e ao invés de receber. .

é incerto di z er que. de obreiros na cionais c ) 0 R ef or ç o da pregação po r meio de publicação literal na língua de seu país origi nári o d)| I E s tu d o prof undo do pe n s a m e n to . foi a)l I C on sc ie n ti z a d a nos profetas b ) 0 C o n d u z i d a para todo o mu nd o pelos ju de us c)l I C an t ad a nos salmos d)| I E x e m p li f ic a d a no c o m is s io n a m e n to dos patriarc as 7. Não faz parte dos ideais m is si o ná r io s de Carey a)| I Cri a çã o de igrejas o quanto antes b)| I Prep ara ção . São aq ueles que só pe n s a m em ga nh ar dinheiro e ac um ul ar tesouros na terra a)P*1 L in ha dos que não sab em que estão em guerra b)| I L in ha dos soldados feridos c)| I L in h a dos que estão na frente do trabalho d)l I L in ha dos que só ata c a m aos do m in go s ■ M ar q u e “C ” para Certo e “E ” para Errado 9.Questionário ■ Ass ina le co m “X ” as alternativas corretas 6. o qua nto antes. mas a inte rp re ta çã o te ológica está nas epíst ola s U m grupo étnico que não possui cristão é c on si d e ra d o um povo in ic ia lm e nte al cançado 116 . religiões e tra diç ões dos povos nã o-c ris tão s 8.[cl S a be m os que a história da vida de Jesus está re gis tra da nos quatro Ev a n g e lh o s. Qua nto à visão m is si oná ri a do Antigo T es tam ent o.

E im pe ra tiv o que nos sos recursos est ej am f oc a liz a do s sobre os povos que hab ita m nesta área. onde vivem bil hõe s de alm as em po bre ci da s em seu espirito.Lição 5 A Igreja e Missões Continuação A Janela 10/40 É no centr o do m u n d o que vive um e x p re ss iv o núme ro de po vo s não alcan çad os . e qua ndo A dã o e Ev a pe ca ra m pera nte o Sen hor .26. R eal me nte a B íb lia c om eç a co m sua e x p lic aç ão que Adão e Ev a for am coloca dos por Deus no “ c o r a ç ã o ” do que agora é a J an e la 10/40. é que os seres h u m a n o s teriam d o m ín io sobre a terra e de ve r ia m pr ee nch ê-la . E ss a ja n e l a se este nde desde o oeste da Á fri ca até ao leste da Ásia. id en tif icad o co mo “Jan ela 10/40” . hindu e bud ista. o plano de De us ex pr e ss a em G ên esi s 1. num es p a ç o c om pa r ad o a uma j a n e l a reta ngula r. não p o d e m o s ignorar as c o n st r a n g e d o ra s re alida de s desta região que nos c on fr on ta a im po r ta nte s conside ra çõ es: > O significado histórico e bíblico dessa área. 117 . antes c o n h e c id o com o “ci ntu rã o da re s is tê n c ia ” . sendo 10 a 40 graus ao norte do Equador. perde ram seu d o m ín io sobre a terra. se nós esta mos seri ame nte c o m p r o m e t i d o s em pr ov e r uma e x p e r iê n c ia com a ve rdade do S a lv a do r Jesus. É um a ju nt a m en to do m un d o m u ç u lm a n o .

Se aceita rmo s com seried ad e o c h a m a d o de pregar o E v a n g e lh o a toda criatura. que j u l g o u a terra com a catástrofe do dilúvio. obra oc orr ida no coração da J an e la 10/40. que re pre se nta m 97% da po p u la ç ã o dos 50 países me nos ev an g e liz ad os. Sem dú v id a a Janela 10/40 é uma área de si gnificação bíbli ca e histórica. Logo. porém. o Ba b il ón ic o. c o m eç a ndo com a antiga civili zaç ão da M es op ot â m ia . o Persa e o Grego. que foi como u m a p ro vo c a çã o contra Deus. 37 estão ali. fa zer m os discípulos de todos os po vos e sermos te st em u n h a s de Jesus até ao último da terra. sem dúvida pr e c is a m os re c o n h e c e r a 118 . ou dentro dessa região. foi tam bé m onde a Igreja teve o seu início. c o m um total a pro xim a do de 3 bilhões de pessoas. tudo isso leva. A J a n e la 10/40 inclui 62 países. viveu e m orr eu em nosso lugar. Esses não e v an ge liz ad os são povos que tem um m ín im o c o n h e c im e n to do E v a n g e lh o ou nem m esm o ti ve ra m a opo rtu nid ad e de co nh ec ê -lo . estados soberanos e não soberanos. N e st a região vive o ma ior n úm e ro de povos não alcan çad os . A J an e la 10/40 é o berço da h um a ni da d e. co m o o Egíp cio. co n fo rm e j á vimos anter ior me nte . os ho m e ns in u til m en te vieram a e st a b e le c e r seu novo intento para d o m in a r o mu nd o c on st r u in d o a Tor re de Babel.nos sem dúvida. no v a m e n t e Ele e st e nde u sua mão em j u l g a m e n t o e o res ult ado foi a in tr od uç ã o de diferentes línguas.O c o m p o r ta m e n to pe ca m in o s o do ho me m cresceu muito diante de Deus. mas. perto de 2/3 (dois terços) da p o p ula çã o do mun do reside ali. isso co nsiste em 1/3 (um terço) da área total da terra. o Assírio. Dos 50 países menos evan ge liz ad o s do mun do. a ver que a J an e la 10/40 é um lugar que c en tr aliz a os m en os e va nge liz ado s. Foi nesta região que J esu s veio ao mundo. Impérios têm se le vantado e caído a partir.

O m un d o m u ç u l m a n o re pr ese nt a mais de 1. ^ i s l a m i s m o . c o n f in a n t e . O 1 C o n tíg u o à f r o n te ir a de um a r e g iã o . saindo da J ane la 10/40. 119 . lin d e iro . em nen h u m lugar é tão gritante a ne c e s si d a d e da verd ad eir a salvaç ão que está s om ent e em Jesus Cristo. a saber: o .pri o r id a d e de c once nt ra rm os os n os sos esforços na J a n e la 10/40. O m u nd o b u d i s t a (600 mi lhões no m un do) c er ca toda a C hi na e ou tros países l i m í t r o f e s 1. O hi n d u ís m o c o n st it ui -s e de um valor a p r o x i m a d o que chega a 1 bilhão de pessoas.1 bilhões de pessoas. n u m a e xte ns ã o que vai desde o Orie nte M éd io até ao nor te da África. Janela 10/40 Tadjiquistão Benin Afeganistão Omã Albânia Burkina-Fasso Catar Bangladesh Síria Gibraltar Iêmen Barein Sudão Grécia Paquistão Irã Butão Nigéria Espanha Sri Lanka Iraque Camboja M ianm ar Portugal Coréia do N orte Israel China Argélia Formosa Coréia do Sul Chade Mali Tunísia Tibet M arrocos Djibuti Níger Egito M ongólia Em irados Arabes U nidos Mauritânia Etiópia Filipinas Líbia Nepal Guiné-Bissau Gâmbia índia K uwait Turquia C abo Verde Guiné Japão Líbano Chipre Azerbaijão Senegal Laos Tailândia Eritréia T urquemenistão Palestina Malásia Taiwan Somália A rábia Saudita Jordânia Maldivas Vietnã Indonésia N a J ane la 10/40 c o n c e n tr a m -s e as três m a io re s re ligiões não cristãs do mu nd o. o hin du ís mo e o bud ism o.

a m ai ori a dos povos não a lca nç ado s vi v em nos países mais pobres do mundo. C om im e ns a p o b re z a e danos ca us a do s por e nf erm ida des . D e v e m o s p r o c la m a r que Jesus veio trazer vida com abundância! A China. até m e s m o in c o n c iliá v e is . são os “pobre s dos p o b r e s ” . por pessoa. an im is m o e pratica ocultista. está p r o f u n d a m e n te in fl ue nci ad a pelas raízes do budis mo. E nt re t an to citamos: 1 T e n d ê n c ia à u n if ic a ç ã o d e id é ia s ou de d o u t r in a s d iv e r s i f i c a d a s e. a ín d ia tem sido vítima de severa cegu ei ra do hin duís m o.isl am ism o está se e s p a lh a n d o por todo o globo. co m uma e st raté gia similar. co nsi de ra nd o esta sit ua ção o fato nos m os tra 1. D e vem os pe net rar o co ra çã o do isl a m ism o co m a m e n sa g e m lib ertadora do Ev angelho. 120 . ainda que 2.3 bilhões de c hi ne se s que estão pr e c is a nd o d e se s p er a d a m en t e de Cristo. ainda que ofi ci alme nte seja um país ateu.4 bilhões de pe sso as nestas cond içõe s vivam na J an e la 10/40. e isto quer dizer que em ca da uma delas há uma p o p ula çã o de mais de 1 milhã o de pe ssoas sem Cristo. desde a rev o lu ç ão M ar xist a no final dos anos 40. Algun s e s tu di oso s c on si de ra m que a rea lidade religiosa da Ch in a é um s i n c r e t i s m o 1 que inclui folclore. p o r v e z e s. 2 G r a n d e m e tr ó p o le . m is tic is m o . s om ent e 8% dos m is si oná ri os tr ab al ha entre eles. Na J an e la 10/40 se e n co ntr am as ma iores me gal ópo les não alca nç ada s do mundo. N e st a regiã o vive uma en orm e q ua nt jd a de de pobres. tem sido uma nação que vem en gord a ndo livrem en te vacas e e m a g r e c e n d o vidas huma nas. Oito em cada dez com um orç a m en to in fe ri o r a 500 dólares por ano.

T a m b é m é sobre ela que de v em o s c on cen tra r nossas forças para vermos o E v a n g e lh o triunfar. Não p od em os ser fatalistas. de vem os c re r que Deus pode nos usar para re ver ter este trágico quadro. H iro sh im a . não só estão debaix o de e nfe rm id a des . en tretanto. o qual é a im a g e m de D e u s ” (2Co 4. Pa ra tor nar-se mi ssi on ári o é neces sár io que pe sso a tenh a e x per iên ci as p r of undas com Deus.China índ ia Iraque Irã Israel Japão A rá bia Sa ud ita Senegal T a il â n d ia Peq uim . ex em plo claro que está escrito: “ O D eu s deste século cegou o e n te n d i m e n to dos incré du los para que não lhes resp la n d e ç a a luz do e van ge lho da glória de Cristo. i c o n h e c im e n to s e preparo ne cessário. F u k u o k a Medina. pobreza. O Missionário > A c h a m a d a e o preparo para a obra mis sionária. N ogai. M eca Dakar Bangcoc N a J an e la 10/40 se e n c o n tr a m fortalezas de Satanás. tendo o apoio dá Igreja e sendo reco nhe ci do por uma agência de 121 . Foi nesta região que Satanás fez suas pri m eir as vítimas (Adão e Eva). Kobe. B ilh õe s de pessoas que vivem nesta região. mas tam bé m tem sido im po s si b il it a d a de co nhec e r o pode r t ra n s fo rm a d o r do Evan ge lho . e será nela a última batal ha pelo con tro le total do mundo. c a la m id a de s.4). Xangai Calcutá B agdá Teerã Telavive Tóquio. Osaka.

122 . Ap re nd er um estilo simples de vida. quer espiritual. e posto tudo de bai xo dos seus pés. C ontato co m o Pastor. Ser me mbr o ativo de uma Igreja. e cada crente deve ser c onsc ie nt iz ad o disso. o cre nte recebe um de sp e rta m e nt o que pode causa r uma total m uda nç a na sua vida.18). a Pala vra de Deus c ont inu a sendo a fonte principal para a nossa orient açã o espiritual. portanto. lhes entregou solen em en te a ord em missi onária. Quan do Jesus se de spediu dos discípulos. e o co nstituído com o cabeça da Igreja. Rev e st im e nt o de poder. essa ordem foi confia da àqueles que o Se nh or havia esc olh ido para serem os líderes da Igreja que Ele próprio haveria de edificar. Então . > Jesus entregou a ordem m is si onár ia à sua Igreja. após ter co n su m a d o a obra redentora. Jesus dissera: “ Sobre esta pe dra edificarei a m inh a Igreja. Obra Missionária e a Ordem de Jesus A obra m is si onár ia é de suma imp or tânci a. C h am ad a divina. Ap re nd er sobre o mundo. A dq ui rir m ai or c o nh ec im e nt o bíblico. quer material. qua ndo o Es pírito Santo vivifica para o crente a ordem mi s si onár ia de Jesus. após Deus ha ver re s sus ci tad o ao Se nho r em poder. e as portas do inferno não pr ev al ece rã o c ontra e la ” (Mt 16.missões. Para tanto a p e ss o a gera lmen te deve passar estes estágios: (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) E xpe riê nc ia de salvação.

1-2) e é ela que tem recebid o a i n c u m b ê n c ia de entre gá. consum ad o. A g or a Ele que ria que a sua Igreja (o seu corpo) an unci a s se essa obra. isto foi um a or ie nta ção im por tante . “ Ide ensinai todas as n a ç õ e s ” (Mt 28. a sua obra redentora. até que do alto sejais revesti dos de p o d e r ” (Lc 24.47)..5). p r o p ó s ito .18-23). através do seu cor po hum an o. At 1.47). C o n v ê m ob ser var co mo o Espí ri to Santo ajudara e ssa Igreja nesse m i s t e r 1. m e sm o nas mais duras pe rs eg ui ç õe s pro m ov id as co ntra elas pelos j u d e u s religiosos. Jud éia e Sa m a ria e até os confins da terra (jAt L 8 j ). a Igreja em Je ru sa lé m cu m p ri a li te ra lm en te a ord em m is si o n á r ia recebida. da ndo c on h e c im e n to do E v a n g e lh o a todos os home ns.15). Ele ainda declar ou que assim eles seriam feitos te st em unha s .4-5). ‘‘. Jesus disse: “Ficai em Jer usa lém. É m uit o im port an te ob ser var que a ordem m is si on ár ia foi en tre gue e vincu lad a à p r o m e s s a do rec eb im e nt o do ba tis mo com o E sp íri to Santo. receb ido a in c u m b ê n c ia de ser o Sa lv a do r do mund o (Hb 10.49. essa ordem era taxativa: “Ide por todo o m u n d o e pregai o evang elh o a toda à c r i a t u r a ” (Mc 16. Jesus dera ordem que a ev ang e liz aç ã o c o m eç a ss e pri m eir o em Je ru sa lé m (Lc 24. 123 .19). em seu n o m e se pregasse. em todas as n ã ç o e s ” (Lc 24.que é o seu corpo (Ef 1. c o m is s ã o . I n tu ito .lo (o E va ngel ho) aos que ainda não o c o nhec e m . in c u m b ê n c ia . tanto em J e r u s a l é m. para que a todos ch egasse à luz do Ev a n g e lh o ( I C o 4. e no po d e r do Espírito Santo.a obra m is si o n á r ia prec isa 1 M i n is té r io . para co n ti n u a r a obra de Cristo nesse mun do. ch eg a ra à hora de essa Igreja levan tar-se em poder. m eta. A obra mi s si on ár ia seria feita pela Igreja.. J esu s havia.

c o m e ç o u um de sp er ta me nto com mu ito poder. os sacerdotes sent ia m a a meaç a de fi ca rem despr estig iad o pelo cresc ent e de sp e rta m e nt o da fé no Senh or ressus citad o. Logo após.15-16)..47). mas se est av a for tificando cada vez mais. que e sta va diri gind o a Igreja em Je ru sa lé m .15). “ . 5. a mu lti dã o dos que cria m no Senhor. a Palavra de D e us tornou-se po de ro s am e nt e pe netra nte e estava s em pr e aco mp a nh a da de sinais e ma ra vil ha s operadas por meio dos dons espirituais. e. o traba lho devia es p a lh a r-s e em “toda a Ju déi a e S a m a r i a ” (At 1. em breve o número dos hom en s j á era quase de 5. Ao raiar o dia de Pentecostes. 124 .8). C on fo rm e a ordem de Jesus.ser de se n v o lv id a no cam po da Igreja local.. pois a Bíb lia diz que sobre todos eles: “ . havia a bun dan te g ra ç a ” (At 4.16).1-16. Os alicerces da antiga religião j u d a i c a est av am sendo est re me c id os . tanto ho m e ns com o mulheres. e. 4.7).. isto é. logo depois: “ .000 (At 4. esses crentes.30.4). O Espírito de Deus op e ra v a direta mente através dos crentes. para c u m p ri m e n to dessa re c o m e n d a ç ã o de Jesus. 5 . O E sp íri to Santo. “crescia a Pala vra de Deus e se m u lt ip l ic a v a o núme ro dos discí pulos e até_ grande parte dos sacerdotes ob ed eci a a fé ” r(At 6. l 4 ) e até das cidades c ir c un vi zi nh as conco rr ia múTüTgente a J er us a lé m (At 5. quan do todos os crentes (cerca de 120) foram cheios do Espíri to Santo (At 1. não somente tinha sido fundada. como resultado. o povo abriu os seus corações para r e c eb e r às fervorosas te st em unha s sobre aquilo que Jesus havia feito. e. caíram na graça de todo o p o v o ” (At 2.33).. c re sc ia m cada vez m a is ” ^ A t .. que se m a n ife st ara m pelo bat is mo com o Espíri to Santo (At 3. viram que a Igreja em Jer us a lé m .. muitos aceitaram a fé. operou de m a nei ra mara vilho sa. assim.

28). não sabiam que se tra ta va de crentes cheios do Es pírito Santo.32-34).31). para isso.4) e até os obrig av a a b la s f e m a r (At 2 6 . eram brasas acesas que esp a lh a v am o fogo do Espírito Santo ao a ndar em por toda parte “ an u n ci a n d o a p a la v r a ” (At 8. T a m b é m pelo do m de 125 . foi o diácon o Felipe. ser iam c o m o “ovelhas sem p a s t o r ” . re c eb e ra m o Evan ge lho . cujo n o m e era Saulo de Tars o. Q ua ndo os sacerdotes e fariseus não mais s u p o rt a ra m ver a Igreja de Cristo c re sc er e esp alhar-se p o r toda a parte.aproveitand o. Pe dro e Jo ão foram até Sama ria pa ra lhes e ns in a r a boa doutri na. sem os seus líderes. Um dos e le m en to s mais de st ac ado s nas crueldades c o m et id as foi um j o v e m fariseu. Todo s os novos na fé fo ra m batizados co m o E sp íri to Santo. povo de tanta mis tur a reli gio sa (2Rs 17. Logo depois j á se esc rev ia que as igrejas em toda a Jud éia . e mui tos creram e fo ram bat iz ado s.1) e todos tes ti fic av a m de J es us . que c he go u a esse povo e lhes pre go u a Cristo (At 8.4). Eles não permi tir am que os a pósto lo s s aí s s em .11). T a m b é m os samaritanos.6). da C ilicia (At 22. A B íb lia diz que “ a mão do Se nhor era co m eles e grande n úm e ro creu e se co nver teu ao S e n h o r ” (At 11.1). os quais c o ns ti tu ía m cada um deles.19-21). que p r o m o v i a perseg uiç õe s e mor te s c ontra os crentes (At~22. os imprev isto s que s ur gi a m no trabalho (Rm 8. c om eç a ra m a pe rs egu iç ão . da Igreja em Jer usa lém. Que vitória ex tra ordinária."põTqüe p e n s a v a m que os crentes. G a li lé ia e Sam aria tinham paz e er am edific ada s (At 9. porém. De J er usa lé m não faltou assistência.3). D e n tr o de pouco tempo havia dez a vinte mil crentes “ dis per sos pelas terras da J u d éi a e S a m a ri a ” (At 8. e c e r ta m e nt e e sta va entre os que p la n e j a v a m ex pu lsa r todos os crentes (exceto os ap ósto lo s) de Je ru sa lé m (At 8. um mis sionário. De us c onfi rm ou a sua Palavra.

um eun uco . desde 87 a. 126 . foi salvo e ba tiz ad o em águas. pela mão de Deus.C.di s ce rn im en to . e ns in a nd o e prepa rando a Igreja p a ra a missão que ela havia de rea lizar na obra 1 Q u e te m p o u c o s an os de e x is tê n c ia . Saulo e Barnabé p e rm a n e c e ra m ju n to s em A n ti o q u ia cer ca de um ano. que se tornou um dos maiores no tem po dos apóstolos. e n co n tr o u -s e com um líder etíope.21). mas foi desc obe rto e d e s m a s c a ra d o e o trabalho cresceu ca da vez mais. era mordo mo mo r de Can da ce. no vo . Ain da hoje ex is t em vestígios dessa obra. E m Antioq uia lev ant ou. o P o d e r da Pa la vra se m a nif est ou e “grande núme ro se c o nver te u ao Se n h o r” (At 11. Desta cidade que Barnabé saiu em bus ca de Saulo. co n fo rm e rela ta o c onh eci do hi st ori ad or Eusé bio .27). B ar na bé foi enviado para lá e pe rm a nec e u por um bom tempo. fundou. Esse hom em . era capital da Síria. porém.20). A Igreja em Je ru sa lé m co nse gu iu. também. QuandxTvoltou à sua terra. e s upe ri nte nde nte de todos os tesouros (At 8. De Samaria o Espí ri to Santo env iou Filipe a Gaza. levar a Pa la vra de Deus “Até os con fins da te rra ” (At 11. T a m b é m não faltou a a ss is tê nc ia apostólica de J e r u sa lé m a essa n o v e l 1 Igreja.se um considerável núm e ro de obreiros que serv ira m ao Senhor. um grande traba lho. a ch am a da Igreja Copta. con tud o. co n fo rm e a ord em de Jesus. onde. o expers egu ido r. que tem s o b re viv id o a pe rs eguições pela p o p ula çã o muçulma na. que o apóstolo Pe dro po ssu ía a Igreja ali foi liberta de um ex -m á gic o que qu er ia elevar-se a uma p o s iç ã o de destaque. Era um centro onde o pe ca do domin av a de m a ne ir a treme nda . ensinad o e ori e nt a ndo os novos crentes. uma pro ví nc ia romana. rainha dos etíopes. os quais entraram qm A n ti o q u ia uma grande ci dade que.

haven do.8. tam bé m ch egu e aos povos (2Rs 7. obedeceu. o orga nis mo aqui na terra que levantou para re a liz a r os prop ós itos do Mestre. para abr ire m trabalhos em terras onde não se c onhec ia a Jesus (At 1 3 .9). ha via m fugido. depois de se h av er em saciado não se senti ram b e m em não avisar ao povo da ci dade (que estava m o rr e n d o de fome). por isso Paulo escreveu: “Ai de mim.l .16). de ixa ndo todo o arraial aban don ad o. eles. A ss im c omo os quatro lep roso s que est a v a m fora da c ida de de Sa m a ria de sc o br ir am que os exércitos da Síria. pelo poder do Espí ri to Santo. se não a nun cia r o e v a n g e l h o ” ( I C o 9. N e ssa Igreja que o Espírito Santo falou ord en an do que fos se m env iados os prim eir os mis sionários. em pouco mais de uma 7) década. 127 . e s levantar a Igreja em A nti oq uia . que recebeu de Cristo a ordem missi onár ia. Hav ia a b u nd ân c ia de víveres deixados pelos assírios. para o c u m p ri m e n to da ord em missionária. mas que en tregue a divina m e ns a ge m do per dã o aos povos. que a sitiavam. A de so b e d iê n c ia à ordem m is si onár ia ou a om is são dela trará graves c on seq üê ncias . por isso. Jesus espera que a sua Igreja não venh a a falhar. e ser dirigida por Ele. assim tam bé m um crente con sci en te não se pode sentir bem sem re a li za r algo para que o Pão da V id a (que há entre nós em ab undância). que serviu de mo de lo para a obra m is si on ár ia de todos os tempos.3 ) / íAssim a Igreja de Jer usa lém. E m b o r a vítima de perseguições co nse gui u. e sp al ha r o E v a n g e lh o por toda a Palestina. pão em abun dân ci a. Jesus espe ra que a sua Igreja cu mpra a or de m m is si on ár ia que recebera.do Senhor. pois é o corpo de Cristo. A maior ne c e s si d a d e da Igreja de hoje é voltar à vida cheia do E sp íri to Santo.

te m sido uma nação que ve m eng ord an do livr em e nt e vacas e em ag re c e n do vidas humanas 5. Na J ane la 10/40 c on ce nt ra m -s e as três maiores religiões não cristãs do mundo.Questionário * Ass ina le com “X ” as alternativas co rretas 1. o ' ju d a i s m o e o i s la m is m o c ) 0 O is la m is m o. preparo e apoio da Igreja 128 . assinale a a lte rnati va que co rr e sp on de ao I o estágio a)|/~l E x p e r iê n c ia de salvação b)l I Ser m e m bro ativo de uma Igreja c)| I C h a m a d a divina d)| I A p r e n d e r um estilo simples de vida 3. E m b o r a víti ma de pers egu iç õe s co ns eg ui u. a saber: a)[ I O co nf u c io n is m o . Qua nto aos estágios que o m is si on ár io deve passar. o bu dis mo e o hin d uí sm o b)| I O b udis m o. e le v a n t a r a Igreja em A n ti o q u ia . com o E sp íri to Santo c ) D A Igreja em Corinto. c om o Es p ír i to Santo * M ar q u e “ C ” para Certo e “E ” para Erra do 4.o modelo na obra m is s i o n á r ia a ) D A Igreja em Efeso.IÏ1 A ín d ia tem sido vítima de severa cegu eira do isl a m is m o. o hind uís mo e o bu d is m o d ) M O j u d a í s m o . o c o nfu c io nis m o e o hin du is mo 2. com o Es pír i to Santo d ) Q A Igreja em Jer usalém. com o E sp íri to Santo b ) D A Igreja em Samaria. espalhar o E v a n g e lh o por toda a Palestina.[c1 Para ser um missi oná rio é ne ce s sá rio que a pessoa tenha c on h e c im e n to .

Vemos assim que.8). porqu e Ele queria o ap er feiç oa m e nt o dos santos para a obra (Ef 4.26). um pastor de sp e rta do por Deus faz com que a N oi va do Cordeiro sinta a sua ch am a da divina para a nunci a r as virtudes d A qu e le que nos c ha mo u das trevas para a sua m a ra vil hos a luz! ( I P e 2.6). Jesus fez essa afirmação com muit a emoção. e pôde dizer: “Hoje vos prote sto que estou limpo do sangue de t o d o s ” (At 20. Pesa uma grande r e s po ns a bi lid a de sobre o pastor de cada Igreja no dever de e nsi na r e orien tar aos memb ros quan to à obra missionária.12). e teve grande c om pa i xã o deles (Mt 9.37). O pastor da Igreja rep re se nt a aquele que: “ Abre a sua boca em fav or do mun do. vendo a esp ad a vir. A B íblia diz que Deus deu à Igreja o ministério.13). É o ins tru me n to que Deus usa para despe rta r a Igreja (2Pe 1.36-37).O Pastor e a Obra Missionária Paulo se esfor çou para c um pr ir a sua c h am a d a mission ária.9). estava olha ndo para as mu ltidões em todos os tempos que viviam co mo ovelh as que não tem pastor. 129 . não avisou ao povo. pois. o pa sto r é o en car re ga do de Deus em orientar e e n c a m in h a r a Igreja em suas atividades espirituais. p ro c u r a r . c u ltiv a d a . e pelo direito dos que se acha em d e s o l a ç ã o ” (Pv 31. mas pouco s os c e if e ir o s ” (Mt 9. com o onisci ente . 1 Ir em b u sc a de. “ A seara é re a lm en te grande. inc lu s iv e no c um pr im e nt o da or de m missionária. Ele aqui certam en te se referia à Pal av ra de Deus ao atalaia que. 2 C a m p o de c e re a is. E x te n s ã o de te rr a s e m e a d a . Diz a B íblia que Deus d e m a n d a r á 1 o sangue da mão do atalaia (Ez 33.

pois todas as almas são prec iosa s. este im port an te assunto deve fazer parte do e nsi no geral da Igreja. mo st ra ndo o e nsi no da Bíblia sobre ela e apre sen tando inform açõ es refere ntes ao que está a co nte c en do nos campps missi oná ri os. quando o pastor se e sf o rça nesse ensino. O pa st or deve estar co n sc ie n ti z ad o que a obra m is si o n á r ia é um trabalho que toda a Igreja deve estar e m p en h a d a . mas ela é do interesse de toda a Igreja. Deus c o m e ç a a preparar aqueles que em breve serão env iados para o campo missionário.17). E de muit a utilidade p ro m o v e r cultos especiais sobre a obra missionária. poré m. que estão se formando. essa obra não é somen te algo em que um p e q ue no núme ro de “ in te re ss a d o s ” deve trabalhar. Que o Espíri to Santo use os pa stores para uma orienta ção que desperte as igrejas locais. Isso é uma ev idência do verdad eiro espírito mis si onár io. aos poucos o traba lho de mi ssões com eça a fazer parte do interesse da Igreja. nota-se um aumento no intere sse pelo trabalho pessoal de ganhar os pecadore s para Cristo. 130 . Um d e sp e rt a m e nt o em favor da obra m is si onár ia é sempre a co m p a n h a d o de um de sp erta me nto na Igreja local. “A Igreja nad a fará pela salvação dos povos que vivem sem o c on h e c im e n to de J e s u s ” . Po r outro lado. Po r isso. se eles estiv ere m de sp er ceb id os. a Igreja ta mbé m o será. Quando o pa st or e os seus co m pan he ir os de mi nistério são de sp e rta dos para o de se n v o lv im e n to da obra missionária. a Igreja c o m e ç a a sentir que Deus e nt rega nas mãos dela o re m é dio que pode sarar as feridas dos povos.A fé vem pelo ou vi r (Rm 10. sejam elas da no ssa terra. sempr e que o ch amado mis si oná ri o c om eç a a arder nu ma Igreja. ou de terras longínquas . N e ss a atmosfera.

35). Paulo escreveu: “ A ju d a n d o -n o s ta m b é m vós. que p ro c ur a m im p e d ir a ob ra (Rm 15. que s om ent e a e te rn ida de po de rá revelar a sua grande impo rtânc ia.30.9-10). Q ua ndo o ap ós to lo Pe dro estava orando. se g a r.2).38). co m oração por n ó s ” (2Co 1. através da re de nç ão . 1 C o r ta r . qua se em todas as suas epístolas temo s re p e ti d am en te pedidos ness e sentido: “orai por n ó s ” . a oração de um ju s t o pode muito em seus efeitos (Tg 5. c o lh e r.31). A Bíbli a nos ensin a que Deus ope ra pe la oração. Quan do ro ga mo s ao Se n h o r da seara. lutar de m a ne ir a eficiente. Q uan do os m in is tro s que es ta va m em oração e j e j u m na Igreja de A nt io qu ia . Deus então lhe deu uma visão pel a qual c o m p re en de u que Cristo. pela oração.17-21). En tr et an to . 131 .A Intercessão e a Obra Missionária A int ercessão em fa v o r da obra mi s si on ár ia é um a arma tão poderosa. por isso. Ele envi a tr ab al had or es para ela (Mt 9. e m b o ra esteja a milha res de qu ilô me tro s distante dos c amp os do exterior. 2Ts 3.16). Jesus nos m ost ra os camp os brancos para a c e i f a 1 (Jo 4.11. e a ju d ar os m is si onár ios a v e n ce r as duras ba talhas c ontr a as hostes da malda de.1). foi q ua n d o Saulo orava que ouviu: “Vai porqu e hei de e nv ia r. Paul o pr o cu rou por toda a parte in c en t iv ar os crentes a se d ed ica rem à oração em fa vo r da sua obra. o crente pode. havia pr e pa rado p ur if ic a ç ão para todos os povos (At 10. D eu s am pli a a visão mis si oná ri a. Pela oração.te aos gentios de lo n g e ” (At 22. Pela oração. o E sp íri to Santo falou: “A pa rta i-m e a B ar na bé e a Saulo para a obr a que os tenho c h a m a d o ” (At 13.

porque. 12.14). “Ele é o m esm o ontem. pois. e hoje e e t e r n a m e n t e ” (Hb 13. A man ife st ação dess a obra exi ge meios fin anceiro s.1. o prejuízo que a Igr eja sofre.1 5 .15. re pe tir á as me sm as ma ra vi lh a s que opero u nos dias dos apóstolos.13. O Senhor. tanto no tra ba lh o local com o nos c am pos missi oná ri os (Lc 11.14. At 1. o apóstolo Pau lo fez re fe rê nci a a isso em várias de suas epístolas. para que os rios do E s p ír i to Santo pos sam c or re r liv remente. É atra vés dela que o in te rc e s s o r pode e xer ce r uma gra nde inf lu ên c ia espiritual sob re as cidades e as nações (Et 4. A nte s de tudo.3).4-11). O apóstolo Pa ul o afirma que as orações a br e m as portas ao E v a n g e l h o (Cl 4.7. a oração é o m e io principal que abre os vales. l T m 2.1 4 . sem lhes dar um apoio real através da in te rc ess ão no E s p ír i to Santo. da sua parte.6. Pela oração . A Contribuição e a Obra Missionária A c o ntr ibu iç ão para a obr a mi s si on ár ia r e pre se nt a um outro aspecto im p o r ta n te na realização das missõ es .18.8). 8 .2). V e ja m o s .18-20).23-3 1. que é o dono de todo o ouro e 132 . Jr 29. Jd 20) e Deus. E f 6. quando e n v ia m is si oná ri os para o campo. Muitas vezes De us tem usado interc ess ore s fiéis pa ra pro m o v e r d e sp e rt a m e n to e d e rr a m a m en to do E sp íri to Santo. or ie nta ndo as Igrejas a se d e d ic a re m à oração e à in te rcess ão no Espíri to Santo ( I C o 14. para os cam in hos apost ól icos. G1 4. portanto.T e m o s vários e xem pl os na B íb li a em que a oração foi o meio prin ci pa l de vencer as lutas que vinha m c o n tr a o E v a n g e lh o (At 4. os mi s si on ár io s rec ebe m um a a ju d a eficaz no m in is té rio da Pala vra (E f 6. V olte mo s.

pois nad a r e c eb e m dos gentios (3Jo 7). re c ol he nd o entre os seus m e m b ro s meios para o sust en to desses m e sm o s m is si on ár io s (Fp 4. C om a operaçã o do Espí ri to Santo. Quan do o Espírito Santo c o meça a de sp e rta r alguém para c oo pe r ar a ti va m en te na obra missi onár ia. e lo gi o u.8 que outras igrejas da M a c e d ô n ia sup rir am as suas ne ce s si da de s (2Co 11. Para uma m a io r c o n sc ie nt iz aç ã o sobre a obra m is si onár ia. deve. O pr óp ri o Espírito Santo se en ca rr e ga de operar neste sentido. agora. cada Igreja deve ter um “ caixa de m i s s õ e s ” . A parte fin an cei ra na obra mi s si onár ia está aind a pouco de se n v o lv id a entre as igrejas. Paulo e sc re veu em 2C or ín tio s 11. de se ja nd o s in cer am en te contribuir. Paulo. c om muito p ra z er e re s p o n sa b il id a d e e sta va d is po st a a contribuir.1-5).de toda a prata (Ag 2. e. para que ele n a da to ma sse da Igreja de Co rinto (2Co 11.se pelo seu salário. ela m an ti n h a “ a c om u n ic a ç ã o com res peito a dar e re c e b e r ” (Fp 4. de fo rm a que a pesso a se en che de volunta rie da de e de ge ne ro sid a de (2Co 8. Ele faz olhar nesse al guém a graça de Deus. para novos campos.13).15. então a Igreja que e nv io u o mi s si o n ár io fica aliviada.8) é a que le que dá ao cre nte aquilo que ele possui ( l C r 29. Os mi s si onár io s d e p e n d e m do su stento da Igreja que os envia.9-13).9). a obra m is si o n á r ia cresce. não faltam recursos para suprir as nece s si da de s do cam po. à Igreja que havia sido f un da da por ele e Silas (At 16). C aixa de m is s õ e s .a porque. re s p o n sa b il iz a n d o .12.16).se 133 . Vemos aqui a ma ne ir a de como o lado financeiro estava fu n c io n a n d o na Igreja prim iti va . pelo m e n os n u m culto por mês. ao e sc rever sua carta aos F il ipe ns es.15).

(2) Outros para c on tr ib u ír e m no su stento financeiro. Um a Igreja que ainda não s uste nta um m is si onár io pode. (3) E outros para irem p e ss oa lm en te levar o Evangelho. Na c ham a m is si onár ia ex ist em difere nte s partes. que o Espírito Santo atual iza qua ndo c o me ça a d esp erta r uma Igreja: (1) Uns são c h am a d o s pa ra a interc ess ão a favor da obra. e todas são de cis iva s e de impo rtânc ia. o pri ncipal é o envio de missi on ári os para o 134 . elas r e p re s e n ta m um pode r que garante a vitória. tam bé m se leia o relatório do mês anterior. pois.tirar uma oferta para a obra missionária. às vezes esse sen ti me nto vem a pessoas que Deus. c ham a para outras funções. Ess as três in c u m b ê n ci a s são de gra nd e valor e. na rea lidade. A lgu ns se têm co nf undid o pe n sa n d o que um senti men to m is si onár io é sempre ev id ên c ia de ter que sair ao cam po. c o o p e r a r no sustento de um obreiro no exterior. co ntudo. c on vé m bus car a direção de Deus para c o m p r e e n d e r o que Ele quer. Na real ização da obra m is si on ár ia . e re pr e se nt e m uma for ça em ação. e a c oo pe ra ç ão fin a nc ei ra de muita im po r tâ nc ia . através dessa caixa. É im port an te salien ta r que. pela operação do Es pí ri to Santo. alguém sentir a c ham a m is si o n á r ia ardendo em sua alma. essas pro v id ê n c ia s i ng ressa m a Igreja na obra. con vém d e st a c ar três coisas im portantes. Quando. A Igreja e o Envio de Missionários E m b o r a as oraçõ es em favor das mis sõ e s s ejam in di sp en sáv eis.

Par a c o m p re e n d e r e p ra tic ar isso. mas o plano divi no é que a porta se abra. Para o lugar que recebe o enviad o está ch eg a n d o a solução espiritual de um povo que vivia em trevas. pode ser que o trabalho no início pa reça difícil. uma c h a m a d a da parte de Deus.7). c o m e ç a m a ap ar ec er pessoas que sent em dentro de si a c h am a para t ra ba lh ar em m is sõe s. Jesus disse “ id e ” e n e n h u m a outra p r o v id ê n c ia pode su bstituir a ob e di ên c ia desta ordem. aliás. Um m is s i o n á r io e n viado para um c a m p o si gnifica um m e ns a ge iro de bo as. mil ha res e milha res de ho m e ns de Deus tem sido en vi ad os para diferentes países. um novo tempo está raiando. ou j u n ta r. Quan do De us c om eç a a desp ert ar a Igreja pa ra o c u m p ri m e n to da ord e m missi oná ria. até im po ssí vel. e que os gentios se co nver tam e sejam ben efi cia dos pela vitória de Cristo na cruz. mas como é que estes agora .no va s c o m e ç a n d o a su bir ao monte para p r o c la m a r que Deus rei na (Is 52. o S e n h o r nu nc a ma nda alg ué m para não fazer nada.4) e sempre deve ha ve r q ue m lhes pregue a P a la v ra de Deus. cada Igreja dev ia env iar o seu. Ele sem pr e tem um pro pósito. o m is si o ná ri o é o f u n d a d o r de um novo trabalho no meio de um povo que ainda não c on hec e a Deus. a Igreja prec isa orar: “ Senhor.campo. Ele semp re aviva a c h a m a mis si onár ia.s e a outra Igreja para isso. através dos anos. Ele o fez para a real iza ção de um deter min ad o tra ba lho . ma nd a ceifeiros para a tua sea ra ” . para alguém ser um mis sionário. Na história das missõ es . po rqu e “ uma geração vai e outra geração v e m ” (Ec 1. Q uando o E sp íri to Santo en co nt ra a m b ie n te para entrar em ação. É para uma Igreja algo im por ta nt e po d e r e n v ia r o seu próp rio mi ssi on ár io . esse traba lho não pode parar. porqu e todos os hom en s pr ec isa m ou vir que Jesus é o S a lv a d or do mundo.

muito mal tem c au s a do aos c am po s de mis sões . sen te m. as pess oa s que cheg am até ali sem p os sui r uma c h am a d a divina: foram levados po r um simples sen ti me nto mi ssi on ár io . aquele que sente a c h am a d a deve bu s ca r a Deus. ped in do que Ele c onfi rm e a Sua vonta de..s e para a viagem. u m a v erdad eir a c h am a d a é feita por Deus. Mui tos se pre ju di c ar am em divulgar logo após s en ti re m a “c h a m a d a ” . E m segu n d o lugar. e p re p a ra r e m . isso é p re ci pit açã o e sempre dá em prejuízo.se h u m il h a d o s e de sac reditados. m ov id a pelo 136 . fica clar o não se tratava de uma ve rd ad eir a c ham ad a. para o c a m p o sem ter uma c h a m a d a divina. e Ele é poderoso para co nfir m a r de maneira inc on fu nd ív e l. Alguns c h eg a ra m a pedir d e m is s ã o do em pre go. ao senti rem a cham ad a.de vem p r o c e d e r ? Qual é o en sino da Bíblia sobre isso? Em p rim eiro lu ga r. sair ao c a m p o sem ter uma c h a m a d a c o n fi rm a d a por De us é sem pr e um perigo. quando. se tiv es sem b u s c a d o a Deus em oração co m insistência. mas sim de um simples se n ti m e n to favorável à obra missi oná ri a. este ass unto é sério. Ele lhes teria reve lado o erro e teriam evita do o prejuízo para si e para a obra missi onár ia. P o r falta de c ui dad o dos re s p o n sá v ei s neste ponto. a saber: ■ Na p rim eira: Deus despe rta no co raç ão da pessoa o desejo de ir. uma ve rdadeira c h a m a d a tem duas fases. Q u a n d o Deus c o nf ir m a que a c h am a d a é re al me nte divina. o c an did at o deve co n tin uar guard an do em segr edo essa revelação. devem g u a r d a r isso co mo um segredo entre si me smos e Deus. e Ele mesm o c on fir m a que isso é de sua vontade. a qual. várias pe ssoas c heg aram até a ser em enviadas. com o c or rer do tempo. ■ Na segu n d a : O m esm o Deus que c ham ou o c an did a to rev ela isso à Igreja.

s e teo log ic amen te . ele pode ter a cert eza de que está na vo nta de do Pai.1-3). Deus m esm o falou isso ao minist ér io da Igreja em Antio quia . É in d is pe nsá vel p re pa ra r. antes de viajar para o país a que está cham ad o. É c o n v en ie n te apr en der o id io m a do país para onde sente a chamada. depois. pois assim ganha ex pe ri ên c ia s espirituais. lev ar o assunto ao c o n h e c im e n to da Igreja para depois en via-lo com o m is si o n ár io . leitura bíblica . po de ser que fique surp reso ao ouv ir que este j á sabia da chamada. em todas as ativida des .1517). diz a Bíblia: “Disse o E sp íri to Santo: ap artai-m e a B ar nab é e a Saulo pa ra a obra que os tenho c h a m a d o ” (At 13. a pr e se nt á -lo ao minist ér io da Igreja para a aprovação. o c an did a to deve revelar o seu segredo ao pa sto r da Igreja. c on fir me a c ham ad a. ou no interior. e assim. de poi s de ter cert eza da c h a m a d a do can didato. Pr ec is a d e di car -s e ao traba lho na sua p ró pri a Igreja. assim ele terá op ortu n id ad e de a dquiri r e xper iên ci as que serão de grande valor no c a m p o mi ssi on ár io .se na oração. p ri m e ir o passe um te mp o (talvez um ano ou mais) tr a b a lh a n d o na sua pró pr ia Igreja.5). envia o m is si o n ár io para o campo. assim acont ec eu com o a póst ol o Paulo. deve então aceitá-la e fazer u m a entrega total e inc on dic io n al da sua vida a D eu s (2Co 8. Dess e m o m e n to em diante. Cabe agora ao pastor.Es pí ri to Santo. c om intensidade. C o m o tempo. e na direç ão de Deus. Vale a pen a esp erar em D eus. dessa m a n e i ra dupla. e dar 137 . é uma grande va n ta g e m para o c an did at o que. prim eir o ele rec ebe u a ch am a da p e s s o a lm e n t e (At 22. ass is tir escolas bíblicas e cursos bíbl ic os de sua Igreja. Q uan do o cand ida to tiver cert eza no seu cora ção de que a sua c h a m a d a é v e rd a dei r am e nte divina . para depois. para que Ele. d e sc a n sa r nEle. de dic a r.

vale a pena. alguns se pre oc up am tanto co m isso que c o m eç a m a e x ig ir da Igreja um de te r m in a d o salário.9-10). > Os m issio n á r io s e as fin a n ç a s. a B íblia diz: “digno é o obreiro do seu s al á ri o” . Deus nun c a c heg a atrasado. antes de tudo. alguns se m o s tr a m “ i m p o r ta n te s ” por serem “ m is s i o n á r io s ” . Para sep arar um diá con o. D e p oi s que a Igreja aceitou o c an di da to como seu mi ssi onár io . p r á tic a . O novo m is si o n ár io deve to m a r atitude certa em relação às finan ças . o c o m p o r ta m e n to espiritual dele no me io dos irmãos é agora de muit a imp or tân ci a.prova da c onfir m a ç ão da c h am a d a divina. c o m e ç a a última etapa antes da viagem. > A sep ara çã o e envio do m issio n á rio ao cam po. isso p re ju d ic a a eles m esm os. se ap are cer ne ce s si d a de s financeiras no c am po. deve bus car ao Se n h o r e viver em v e rd a d eira humild ad e. D e v e rá p ro v id e n c ia r os d o c um en to s de p r a x e 1 1 A q u ilo qu e se p r a t ic a h a b it u a lm e n t e . 138 . Assim. e ga rantias. uso. deve ele p rim eiro ser prov ad o ( l T m 3. a obra m is si onár ia é por fé. Ele é um fiel “P a tr ã o ” . conf ia r no Se nhor. os p ro ble ma s que sur ge m são oportu ni dad e s para o Se nh or operar. é im po rt an te aquele que irá ao ca m po mis sionário.10) e exist em na Bíblia várias ex igências sobre as qua lidad es que um pr e sb íte ro tem de po s su ir ( l T m 3. pois ele irá agora fu nda r um novo tra b a lh o em terras estr angeiras. dele ta m b é m tem cui dad o. aq uele que Deus cham a.17). o mi ssi on ár io tem o dire ito de entregá-las a D eus. D e us só usa os que em si me sm os são nada. pois. r o tin a . porqu e “ o seu po d e r se aper fei çoa na f r a q u e z a ”' ( 2 C o 12. Ex per iê nc ias a dquir ida s é a me lho r “b a g a g e m ” que um missi onár io pode levar co nsigo. p o s s u ir e xp er iê nc ia s pessoais. e Ele cer tam e nt e a suprirá.

pois tudo que até o m o m e n to foi realizado. 139 . o que repre sen ta uma grande ajuda. pa rt ic u la rm e n te . A gora a c am in ho do c am po . A af irmação: “A seara é r e a lm en t e grande.23.t a m b é m pelo Espíri to Santo. é um a prática que faz parte dos prim eiros r u d i m e n t o s 1 (Hb 6. 13. que ela. j á fizera. o pa sto r de J er us a lé m 1 E l e m e n to in ic ia l. 14. p r in c íp io . o Filho de Deus c)| I João. é seg un do a direção dEle. É um ato em que os servos do Se n h o r s ep a ra m uma pesso a para serviço integral c o n fi rm a n d o a entrega a Deus. é dada com m u it a e mo ção por a)l I Paulo. l T m 5.13. o apostolo b ) 0 J esu s Cristo.22). quando al gu ém era separado para o santo serviço (At 6. assim pro ce dia ao minist éri o no tempo dos ap óstolos. mas po uc os os c ei f ei r os ” . deve procurá-los co m m u ito respeito. lem bra ndo-s e de que eles têm mais exper iên cias. No culto de de spedida. c o m e ç o . o mis si on ári o é sep arado c om im po si ção de mãos. o discípulo amado d)l I Tiago . o missi oná rio não só é e nvia do pela Igreja. O apoio que o m is si o n ár io irá receb er da Igreja que o env ia depende da m a ne ir a com o ele se co m porta r. eles o a co m p a n h a rã o co m as suas orações.para a e st a da legal no País e se ali j á existir mis si o ná ri os da m e sm a d e no m in a çã o.2). m a s . qua nd o a Igreja sente que o seu obreiro de pe nde de Deus. Questionário * A ss in a le c om “X ” as al te rnativas co rretas 6.6.

do cu me nt os. cada Igreja deve ter um “ caixa de missões 140 . 0 Para uma maior c o n sc ie nt iz aç ã o sobre a obra missionária.7. que o Espír it o Santo atualiza qua nd o c ome ça a de spertar uma Igreja a ) D Uns são c h a m a d o s para a intercess ão a favor da obra b)l | Outros são c h a m a d o s para c ontr ib uír em no sustento financ eiro c)| I Outros são c h a m a d o s para irem pe sso a lm en te levar o E van ge lho d)[xl To do s são c h a m a d o s para fazer a obra no camp o mis si oná ri o 8. Não é uma das três coisas impor tan te s. etc ■ Mar que “C ” para Certo e “E ” para Errado 9. di sp ens a do emprego. para liberação de sua pa rti da c)| I Co nta r para todos a grande revelação d)| | A rr um ar todas as co isas.IE O pastor deve estar c o nsc ie nti z ad o que a obra m is si on ári a não é um tra ba lh o que toda a Igreja deve estar em p en h a d a e sim todos os obreiros 1 0 . o can d id at o deve a ) 0 C onti nua r g ua rd a nd o em segredo a reve laç ão b)l I Ir de imedi ato falar co m o past or local. Quan do Deus c o n fi rm a que a c ham ad a é re al mente divina.

Rio de Janeiro: C PA D . 3a Edição. C onhecendo as D o u trin a s da Bíblia-. Eur ico. PATE. Teologia Sistemática-. 1995. O rla ndo . 1996. 1996. Pi n da m o n h a n g a b a: IBAD. 1985. B íblia de E stu d o P e n te c o s ta l. 1995. P E A R L M A N . B E R G S T E IN . 3a edição. São Paulo: E di to ra Vida. Myer.Eclesiologia e Missiologia Referências Bibliográficas F E R R E IR A . Hen ry H. I a Ed iç ão . Rio de Janeiro: E d i to ra Nova Fron teira. M E N Z I E S . D ic io n á rio Teológico-. R A YE R . D. D o u trin a s Bíblicas'. D o n a ld C. J. N ovo A u ré lio Sécu lo XXI . o D e sa fio Final-. São Paulo: E di tor a Vida. Rio de Janeiro: CPA D . H A LLEY . Rio de Janeiro: CPA D. 2a edição. 1990. 1999. M an ua l B íb lico . Rio de Janeiro: C PA D . 1998. Rio de Janeiro: C PAD . ANDRADE. B O YE R . B E R G S T E IN . 141 . 1984. M issões. 2001. O N ovo D ic io n á rio da B íb lia . Gary Luther. A M issão da Igreja-. P equena E n c ic lo p é d ia B íblica. D O U G L A S . ST A M P S . São Paulo: E di to ra Vida Nova. São Paulo: E dit o ra Vida Nova. Missiologia-. C la u d io n o r Corrêa de. 2a edição. 6o edição. Rio de Janeiro: C PA D . Eurico. Larry D... Willian W. 9a edição. e Horton Stanley.. Au rélio Bu arque de Hola nd a.

142 . 1997. A P rá tica do E va n g elism o P e s s o a l. Rio de Janeiro: C PAD . Oséa s M ac e d o de: M a n u a l de Missões'. T e m ó te o R am os de. Stanley M. Teologia S is te m á tic a . 2000. M e Final Brindes Promocionais Fone/Fax: (44) 642-1188 G U A ÍR A -P R . 2a Edição. 8a Ediçã o. BÍCEG O. Rio de Janeiro: C PA D . Valdir. São Paulo Ed i to ra Vida. 11a Edição.H O R T O N . G IL B E R T O .Uma P e r sp e c tiv a P e n te c o s ta l. 2a Edi ção . 1997.. 2000. Produtos Gráficos e Serigràficos em geral. E v a n g e liza çã o Pessoal'. P E A R L M A N . Sinalização por Recorte Eletrônico de Adesivos. O L IV E IR A. PAU LA . Antônio. Com o ser um M issionário'. M a n u a l de Evangelismo'. G ráfica e Serigrafia LEX Ltda. Rio de Janeiro: C PA D . Rio de Janeiro: CPA D . Myer. 1981.

Cx.IBADEP .85980-000 .Fone: (44) 3642-2581 Vila Eletrosul .com ■ .Postal 248 . S/N° .PR E -m a il: ib a d e p @ ib a d e p .Instituto Bíblico das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus do Estado do Paraná Av.Guaíra . Brasil.c o m .ib a de p .w w w .