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Deus - Ensino e Pesquisa
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Aluno(a)

Digitalizado por

Profetas Maiores
Pesquisado e adaptado pela Equipe
Redatorial para Curso exclusivo do IBADEP Instituto
Bíblico da Assembleia de Deus - Ensino e Pesquisa.

Com auxílio de adaptação e esboço de vários
ensinador es.

4 a Edição - 0utubro/2005

Impr essão e acabamento: Gráfica Lex Ltda

To do s os direito s res erv ado s ao IB ADEP
2

2° Tesoureiro IBADEP Pr.2 o Vice-Presidente Pr. Ival Teodoro da Silva .Presidente de Honra Pr.1 o Secretário Pr.2 o Secretário Pr. Douglas Scheffel Jr. Moisés Lacour.Presidente Pr. José Pimentel de Carvalho . Coordenador 3 .1 o Vice-Presidente Pr. Edilson dos Santos Siqueira . Aparecido Estorbem . Mirislan Douglas Scheffel . Hercílio Tenório de Barros . Samuel Azevedo dos Santos . M.1 o Tesoureiro Pr.Diretorias CIEADEP Pr.

3. 9).4. confor me deter minou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.34 e At 1.3-8). 5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus.14-17). 6) No per dão dos pecados. 4 . e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatór ia e r edentora de Jesus Cristo é que pode r estaurá-lo a Deus (Rm 3.24-26 e Hb 7. Rm 10.1-6 e Cl 2 .19.23 e At 3.14. 2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada. ú nica regra infalível de fé nor mativa para a vida e o caráter cristão (2T m 3. (Dt 6.43. Mc 12.19. Rm 8.9). em sua r essurreição corporal dentr e os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7. 4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus.29). 3) Na concepção vir ginal de Jesus. eternamente subsistente em tr ês pessoas: O Pai. Mt 28. em nome do Pai.Cremos 1) Em um só Deus.19). 12 ) . na salvação presente e perfeita e na eter na justificação da alma r ecebidos gratuitamente de Deus pela fé no s acrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.25.13. 7) No batismo bíblico efetuado por imersão do cor po inteiro uma só vez em águas. para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3. do Filho e do Espír ito Santo. 5. Rm 6. em sua morte vicária e expiatória. Filho e o Espír ito Santo.

Ap 20.8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário. 4.1 -12). 10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igr eja para sua edificação. 10.44-46. antes da Grande Tribulação. 2. através do poder regenerador.1-7). 13) No juízo vindouro que r ecompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.invisível ao mundo.10).visível e corporal. inspirador e santificador do Espírito Santo.51 . com a evidência inicial de falar em outras línguas.14 e lPe 1:15). confor me a sua vontade (At 1. Primeira . que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9. com sua Igr eja glor ificada.5. 9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a inter cessão de Cristo.5. 19. para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5. Jd 14). confor me a sua soberana vontade (ICo 12. 14) E na vida eter na de gozo e felicidade para o s fiéis e de tristeza e tor mento para os infiéis (Mt 25.16. ICo 15.54. para arrebatar a sua Igr eja fiel da terra.46). Zc 14. para reinar sobr e o mundo durante mil anos (lTs 4. segunda . em duas fases distintas. 5 . 12) Que todos os cristãos compar ecerão ante o Tribunal de Cristo.4. 17.11 -15). 11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo.

ler com pr ecisão as lições. para que possa vir a ser um elemento útil a si mesmo e à Igr eja em que está i nser ido. Local de estudo: Você pr ecisa dispor de um lugar próprio para estudar em casa. para assim ganhar almas para o Reino de Deus. Consciente desta realidade. Lembr e-se que você é o autor de sua histór ia e que é necessário atualizar -se. não apenas acumule conteúdos visando pr eparar -se para provas ou trabalhos por fazer. 2. b) Com a sua humildade e oração. o aluno deve estar consciente do porquê da sua dedicação de tempo e esforço no afã de galgar um degrau a mais em sua for mação.Metodologia de Estudo Para obter um bom aproveitamento. T ente seguir o roteir o suger ido abaixo e compr ove os resultados: 1. meditar com atenção os conteúdos. bem como s e integr e na problemática atual. Deus irá iluminar e dir ecionar suas faculdades mentais através do Espírito Santo. Desenvolva sua capacidade de raciocínio e de solução de pr oblemas. temos que ser organizados. desvendando mistérios contidos em sua Palavra. Devocional: a) Faça uma oração de agradecimento a Deus pela sua salvação e por proporcionar -lhe a oportunidade de estudar a sua Palavra. c) Para melhor aproveitamento do estudo. Ele deve ser: 6 .

aplicação ou simplesmente habilidades motoras. estará desligado de outras atividades. diariamente. tronco er eto). faça uma pausa para descansar. dividindo-se entr e as disciplinas do currículo (dispense mais tempo às matérias em que tiver maior dificuldade). e) Não passar para outra lição antes de dominar bem o que estiver estudando. 3. no 7 . f) Não abusar das capacidades físicas e mentais. c) Longe de sons de rádio. envolvendo difer entes comportamentos: raciocínio. Assim. algum tempo para descanso e lazer. sem imposições. b) Isolado da circulação de pessoas. b) Reser var. que a luz venha da esquer da). interpr etação. 4. Por isso adquira o hábito de estudar voluntariamente. para evitar o cansaço físico. analogia. Quando per ceber que está cansado e o estudo não alcança mais um bom r endimento.a) Bem arejado e com b oa iluminação (de pr efer ência. televisão e conversas. Todas. c) Concentrar-se no que está fazendo. Conscientize -se da importância dos itens abaixo: a) Estabelecer um horário de estudo extraclasse. d) Adotar uma corr eta postura (sentar -se à mesa. quando estudar. Apr oveitamento das aulas: Cada disciplina apresenta características próprias. Disposição: Tudo o que fazemos por opção alcança bons resultados.

■ Um bom dicionário de Português. . exigem sua participação ativa.entanto. Se constatar alguma dúvida. e apr esenta ao monitor na aula seguinte. anote-a. Para alcançar melhor aproveitamento. Estudo extraclasse: Observando as dicas dos itens 1 e 2. Procur e não deixar suas dúvidas se acumulem. b) Participar ativamente das aulas. procur e: a) Colaborar para a manutenção da disciplina na sala de aula. c) Anotar as obser vações complementar es do monitor em cader no apropriado. d) Materiais que poderão ajudá -lo: "Mais que uma versão ou tradução da Bíblia Sagrada. dando colaborações espontâneas e per guntando quando algo não lhe ficar bem claro. b) Rever os conteúdos do dia. c) Preparar as aulas da semana seguinte. ■ Livros de Histórias Gerais e Bíblicas. ■ Livros e apostilas que tratem do mesmo assunto. ■ Dicionário Bíblico. você deve: a) Fazer diariamente as tarefas propostas. ■ Enciclopédia Bíblica. d) Anotar datas de provas ou ent rega de trabalhos. ■ Atlas Bíblico.

■ O dir eito de todos os integrantes opinarem. tenha sempr e em mente: ■ A necessidade de dar a sua colaboração pessoal. Como obter melhor aproveitamento em avaliações: a) Revise toda a matéria antes da avaliação.e) Se o estudo for em grupo. 6. f) Resolva primeir o as questões mais acessíveis. b) Per maneça calmo e segur o (você estudou!). e) Leia atentamente todas as questões. r evise tudo antes de entre gar a prova. d) Não tenha pressa. g) Havendo tempo. Bom Desempenho! 9 . c) Concentre-se no que está fazendo.

Pecado e Salvação Her esiologia Eclesiologia / Missiologia  Bíblia Pentateuco Livros Históricos Livros Poéticos Profetas Maior es Profetas Menor es Os Evangelhos / Atos Epístolas Paulinas / Gerais Apocalipse / Escatologia 10 .Currículo de Matérias  Educação Geral História da Igreja Educação Cristã Geografia Bíblica  Ministério da Igr eja Ética Cristã / Teologia do Obr eiro Homilética / Her menêutica Família Cristã £Q Administração Eclesiástica  Teologia Bibliologia A Trindade Anjos. Homem.

Almeida Revista e Atualizada ARC . C. e.Bíblia Viva BLH .Bíblia na Linguagem de Hoje c. LXX .Cerca de. os versículos consecutivos de um capítulo até o seu final.capítulos.Novo Testamento NVI . C.1-25).Septuaginta (versão gr ega do Antigo Testamento) m .capítulo.por exemplo.Figurado. . .página. gr.Nova Versão Inter nacional p.Símbolo de metr o. e. . .século (s). . . ref. .Imprensa Bíblica Brasileira Km .Antigo T estamento BV . ARA . ver .refer ências ss. significa lPe 2.depois de Cristo. .versículos. Fig. Por exemplo: lPe 2. refs. séc.hebraico i. fig. . .1ss. .veja 11 . cf. MSS . . v. caps.grego hb. vv. compare. ci.versículo.figurado. g. .confer e. . d.e os seguintes (isto é.Almeida Revista e Corrida AT . . .manuscr itos NT . figuradamente.refer ência. . IBB . cap. . aproximadamente. . .literal.Abreviaturas a.Símbolo de quilometr o lit.isto é.antes de Cristo. literalmente.

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..................................................... ............................... 65 Lição 4 - 0 Livro de Ezequiel . 111 Refer ências Bibliográficas ................................ 137 13 ................... 41 Lição 3 - 0 Livro de Lamentações ................................................. 87 Lição 5 - 0 Livro de Daniel ................... 17 Lição 2 - 0 Livro de Jer emias .........Índice Intr odução Geral aos Profetas Maior es ............... 15 Lição 1 - 0 Livro de Isaías ................

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A destruição da nação foi consumada em dois períodos. Neste houve: Isaías. 1 Que remanesce. é em si mesmo maior do que todos os doze livr os dos profetas menor es. Os nomes maior es e menor es não se r efer em à importância pessoal do profeta. Jer emias. O grande pr ofeta da r edenção. Jer emias.). Os Cinco Maiores  Isaías.C. Cada um dos três livros. ou Ezequiel. remanente. mesclado com maldições sobr e as nações pecadoras.). Ezequiel e Daniel. restante. mas ao tamanho do livro e à extensão do ministério exercido. ■ O Reino do Norte caiu (732 -722 a. Isaías. sendo que. tomados em conjunto.C. É um livro rico em pr ofecias messiânicas. ■ O Reino do Sul caiu (605-587 a. Antes dess e período e durante ele houve: Isaías. para o qual existe em futuro glorioso. cinco são considerados maior es e doze menor es.Introdução Geral Profetas Maiores Os livr os proféticos consistem em númer o de dezessete. 15 . Mensagem: Deus tem u m remanescente 1 .

O fato histórico que deu ocasião à obra dos profetas foi a apostasia das dez tribos no fim do r einado de Salomão (ver sobr e lRs 12). o Reino do Norte (Israel) adotou como r eligião ofi cial.  Ezequiel. Logo depois adicionou o culto de Baal. É um livro de impressionantes metáforas (empr ego de uma palavra em sentido difere nte do próprio por analogia ou semelhança) que descr evem claramente a triste condição do povo de Deus e o caminho. Nessa crise. e quando o nome de Deus estava desaparecendo do espírit o do povo e o plano divino. um aspecto da religião do Egito. O culto do Bezerro. teimosia. nesse tempo surgiram os profetas. Como medida política.  Lamentações. que também teve grande influência no Reino do Sul (Judá). Jeremias. quando o povo estava abandonando Deus e se entr egando à idolatria das nações vizinhas. reduzia-se a zer o. que visavam à redenção final do mundo. o cativeiro e a restauração dos judeus. É um livro de biografia pessoal e visões apocalípticas acerca dos acontecimentos da histór ia secular e sagrada. É uma sér ie de clamor es de Jer emias. O profeta chorão. Viveu desde os tempos de Josias até o cativeir o. pertinácia. 16 . para conservar separados os dois reinos. a exaltação e a glória futura. Tema principal: a reincidência 1 . 1 Obstinação. lamentando as aflições de Israel.  Daniel.

amarrar . Entr elaçadas com a mensagem da condenação vindoura há importantes pr ofecias messiânicas (Is 2. Redentor.C. 7. correspondendo aos temas principais do Antigo Testamento e Novo Testamento. Isaías é uma Bíblia em miniatura. Justiça. Contém quatro grandes blocos de profecias. Versículo-chave Is 7 14 e 61. 9. (1) Nos capítulos 1-12.14. Nas divisões de Isaías e da Bíblia.66.6. Tema: Juízo e Salvação.1-3 Os sessenta e seis capítulos de Isaías podem ser divididos naturalmente em duas seções: 1 -39 e 40. Isaías adverte e denuncia Judá pela sua idolatria. 17 . imoralidade e injustiças sociais durante um período de prosper idade enganadora. Data: Cerca de 700 . cingir ou apertar com laçada ou nó.Lição 1 O Livro de Isaías Isaías Autor: Isaías. Em certos aspectos. e o 1 P render. ❖ A primeira seção de Isaías (1 -39).7.680 a.4. o fio que as 1 ata é a obra redentora de Cristo. Palavras-Chave: Salvação. Paz e Consolo. Sua dupla divisão ressalta o julgamento e salvação. 11.1-9).

cintilação. como plena demonstração de seu amor redentor. Estes capítulos inspiraram esperança e cons olo ao povo de Deus durante os anos finais do reinado de Ezequias (Is 38. ❖ A segunda seção (40-66).18-25) e 1 Brilho. O profeta prediz que o Messias vindouro fará com que a justiça brilhe com fulgor 1 . 49. 18 . (3) Os capítulos 24-35 contêm um amplo leque de promessas proféticas de salvação e juízo futuros. 52. Elas avançam além da experiência dos exila dos. 53. Isaías condena as nações contemporâneas por causa de seus pecados. que for ma um paralelo com 2Reis 18. e de sua promessa em restaurar um remanescente justo e frutífer o em Israel e entr e as na ções.4-9. e seu r espectivo cumprimento têm conexão especial com o sofrimento e contêm os “cânticos do ser vo” (ver Is 42. Tais promessas. e pr evêem a vinda futura de Jesus Cristo e a sua morte expiatór ia (Is 53).testemunho do profeta a respeito da própria purificação e de seu encargo para o ministér io profético (Is 6). 50. esplendor .5) e nos séculos seguintes.21. Condena a cegueira espir itual (Is 42. Estão repletos de r evelações a r espeito da glór ia e poder de Deus.1 -4. e que a salvação chegue às nações como uma tocha ard ente (Is 60-66). clarão.13 20. (2) Nos capítulos 13-23.12).13.1-6. (4) Os capítulos 36-39 r egistram a história seleti va do r ei Ezequias. Traz algumas das profecias mais profundas da Bíblia a respeito da grandeza de Deus e da vastidão de seu plano de r edenção.

1.recomenda a oração intercessória e a labuta 1 espiritual pelo povo de Deus. 680 a. filho de Amoz.6-8. tanto do antigo como do novo concerto.C. O Autor O contexto histórico do ministér io de Isaías ( o nome Isaías significa „O Senhor Salva‟). labutação .  Profetizar esperança à geração futura de exilados judaicos.1). com a Palavra do Senhor.C.7. 66. 62. e outras nações contemporâneas. suscitando esperança no povo de Deus. Hb 11. foi centrado em Jerusalém durante os r einados de quatro reis de Judá: Uzias. em 687 a. Is 56. o ministério de Isaías abrangeu mais de meio século. Jotão. Era um homem cultíssimo. labor.  Mostrar que Deus enviar ia o Messias davídico. mostrando lhes seus pecados e o conseqüente castigo divino. (cf. lida. para que todas as promessas seja m cumpr idas (cf. Isaías provinha de uma família inf luente de Jerusalém.2 6. cuja salvação abrangeria todas as nações da terra. Propósito Fica patente o tríplic e propósito de Isaías. Considerando que o rei Uzias tenha morrido em 740 a. o ímpio r ei Manassés (c. e tinha o dom da poesia.  Confr ontar a própria nação. Segundo parece. e Ezequias. Ele era 1 Trabalho.).. Is 6.C. Segundo a tradição. Acaz e Ezequias (Is 1. Isaías foi serrado ao meio (cf.1). e à qual Deus redimir ia como luz aos gentios.7-18). 19 . que ser ia restaurada do cati veir o.37) pelo filho de Ezequias.

21). a não buscar ajuda dos assírios contra Israel e a Síria. 44. destinados aos exilados judaicos em Babilônia. depois da queda de Israel em 722 a.familiarizado com a r ealeza.1-11. a não fazer alianças com nações estrangeiras e contra a Assíria. Ap 1.1-12). enfim. Não existe. Isaías desfrutou de sua maior influência durante o r einado de Ezequias. e p odem ser classificadas em duas categor ias: 20 . E consider ado o mais literário e influente dos profetas.8. que teria m vindo um século e meio mais tarde. 47. Exortou -os. muit o tempo depois de sua morte. e tinha dois filhos. Alguns estudiosos questionam a autoria de Isaías quanto à totalidade do livr o que lhe leva o nome. As evidências que sustentam esta posição são abundantes.1. cai por terra o obstáculo principal à cr ença de que Isaías realment e escr eveu o livr o inteir o.1 a 22.C.6-8. Isaías era contemporâneo de Oséias e Miquéias. a confiarem somente no Senhor (7. ou autor es. 30. cujos nomes repr esentavam mensagens simbólicas à nação. porém. Se aceitar mos os fenômenos das visões e revelações proféticas (cf. 4. Advertiu o r ei Ezequias. enfatizam o poder de Deus em revelar eventos futuros específicos através dos seus profetas (Is 42. Os capítulos 40-66 são atribuídos a outro autor. e o declínio espiritual e moral de Judá (o Reino do Sul).9. Era casado com uma profetisa. de Judá. 53.3 -7. nos capítulos 40 -66. Profetizou durante a expansão ameaçadora do Império Assírio. e aconselhava os r eis no tocante à política externa de Judá. Advertiu o r ei Acaz.1. Eles lhe atribuem somente os capítulos 1 -39. o colapso de Israel (o Reino do Norte).1-17).. 45. As mensagens de Isaías. nenhum fato bíblico que nos leve a rejeitar a autoria de Isaías para todo o livr o.

1.16-21 Is Is Is Is Is 42. Data O profeta coloca que ele pr ofetizou durante os reinados de “Uzias.7-9. 40.3. 53.27 e 10.9.17-21 Mt 3.37-41 At 8. O Talmude é uma coletânea de preceitos rabínicos. Um exemplo notável é a expr essão “o Santo de Israel”. Acaz e Ezequias. 6. 53 e 65. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano em que o r ei Uzias morreu. no hebraico. é provável que ele tenha começado durante a última década do r einado de Uzias. que ocorre doze vezes nos capítulos 1 -39. que atribui todo o livro ao profeta Isaías.8). Jotão. que tinha o sentido de aprender.1. (2) As evidências exter nas incluem o testemunho do Talmude 1 e do próprio NT.28-33 Rm 9. de decisões legais e d e com entários sobre a legislação mosaica . 10.3 e Lc 3. que incluem o título em 1. confira: Mt 12.1). 1 Nome próprio derivado de um verbo hebraico. (Is 6. e os numer osos paralelos e pensamentos marcantes entre ambas as seções do livro.10 e 53.1-4. cerca de 740 a. estudar. cognato do acádico e do ugarítico.(1) As evidências inter nas. 21 . Entr etanto. Expr essões estas não encontradas em nenhum outro lugar dos livr os proféticos do AT.1. O substantivo comum desse verbo significa discípulo.4 Jo 12.C. e catorze nos capítulos 40 a 66. mas somente seis vezes no r estante do AT. Nada menos que vinte e cinco for mas verbais hebraicas aparecem nas duas divisões de Isaías. reis de Judá” (Is 1. no próprio livro.

(4) É o mais teológico e extenso de todos os livr os proféticos do AT. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 a. estão escritas em for ma poéticas. majestade e santidade de Deus do que qualquer 22 . por que. aos novos céus e nova terra (Is 65. e olha para o futuro.C. filho de Ezequias.C. e os capítulos poster iores. (1) Em grande parte. Muitos acreditam que a for ma “serrados” em Hebr eus11.17.5).22).37 é uma refer ência à morte de Isaías. (3) Sua visão da cruz (Is 53) é a profecia mais detalhada sobr e a morte expiatór ia de Jesus. ele deve ter sobr evivido a Ezequias por alguns anos. suas profecias contêm as declarações mais plenas e claras sobr e Jesus Cristo. (2) É chamado “o pr ofeta evangélico”.. e é insuperável como jóia literária na beleza. (Is 37. (5) Contém mais r evelação a r espeito da natureza. poder e versatilidade. dentr e todos os livros do Antigo T estamento. Características Especiais Oito aspectos básicos caracterizam o livro de Isaías. Senaqueribe. 66. O período de tempo ali tratado remonta à criação dos céus e da terra (Is 42.Por Isaías mencionar a mort e do r ei da Assír ia.37 38). A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. que morr eu em cerca de 680 a. bem como o de Miquéias em Judá. após a sua retirada da vida pública. o seu ministér io pode ter se sobr eposto aos ministér ios de Amós e Oséias em Israel. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeir os anos de Isaías.

22.1-3). Que precede. 43.3-5. cujo nome significa “o Senhor salva”.21). Isaías revela que o propósito divino da salvação será soment e realizado em conexão com o Messias. referência.26.6.7.33. um dos livros do AT mais citados e aludidos no N T. 2. 31. 28. 11.16.32.13). ou a chegada de alguém.17.outro livr o profético do AT.17). Ele empr ega a palavra “salvação” quase tr ês vezes mais do que todos os demais livros proféticos do AT.35. Seguem-se muitas de suas profecias messiânicas sobr e a vida e ministério de Jesus Cristo: ■ Encarnação e divindade (Is 7.5. aquele que julgará o pecado e a iniqüidade dos ser es humanos e nações. Lc 1. Além disso. o Êxodo (Is 4.11). cf. O Livro de Isaías ante o Novo Testamento Isaías profetiza a respeito de João Batista como aquele destinado a ser o pr ecursor 2 do Messias (Is 40. 43. Mt 1. relação. Que vai adiante. Que anuncia um sucesso.6. Que faz prever.g. Mt 3. é o profeta da salvação.11.34.23 e Lc 1. 2 23 . o surto de outras figura s.. Is 9.14. 30. (6) Isaías.5. (7) Isaías faz fr eqüentes r efer ências aos eventos redentor es da história de Israel: e.4. O Deus de Isaías é Santo e Todo-Poder oso.15.9) e a vitór ia de Gideão contra os midianitas (Is 9. faz alusões 1 ao cântico profético de Moisés em Deuteronômio 32 (Is 1. 10. 1 Menção. (8) Isaías é juntamente com Deuter onômio e os Salmos. a destruição de Sodoma e Gomorra (Is 1. prepara os atos.2. Sua expressão predileta para Deus é “o Santo de Israel”.

3 2 e At 13. 14-35. (3) Nome das dez tribos que compuseram o Reino do Norte. e o terceiro nos capítulos 40-66.21).1. (2) Nome do povo composto das 12 tribos descendentes de Jacó (Êx 3. Jd v.8). ■ Ascensão (Is 52. a nação havia de ser levada ao cativeiro. por motivos dos seus pecados.1.2 -5). solidão. chamado de Judá (lR s 14. ■é No que concer ne a Israel. Is 53. Mt 12. ■ Segunda vinda (Is 26.9 -11).30. Jo 1. somos ensinados: que.26. 14.21. destruição. Lc 4. ■ Milagr es (Is 35. 2Ts 1.4-12.2-5.19). ■ Rejeição (Is 53. desamparo.5. ver Fp 2.8). Is 65.15-21). Mt 11. ■ Mensagem e unção pelo Espír ito (Is 11.6.5-12. Rm 5. 42.1. em contraposição ao Reino do Sul.23).16 e 11. ■ Missão (Is 11.23. Hb 5.1-3 e 61. Is 61.16).11 e 7.14.28). Mt 26. que um r estante do povo ser ia afinal salvo e ter ia parte no gozo e liber dade 1 Israel: O Que Luta com Deus. consternação.2. ■ Morte expiatória (Is 53. mas o pr imeiro é mais evidente nos capítulos 1-12.18.6).4. ruína.3.5.1719.5. e refer e-se a Israel 1 . As Profecias de Isaías As profecias têm três aspectos difer entes. At 8. Grande tristeza. Isolamento.15.67 e 27.22.11. Lc 3. ■ Sofrimentos (Is 50. 24 .20. ■ Humilhação (Is 52. havia de passar por um per íodo de desolação 2 e angústia. achamos em todo o livr o. ■ Obediência (Is 50.1.1-3. e 61.7.17-25).13. Estrago causado por calamidade. 42. 60.5). (1) Nome dado por Deus a Jacó (Gn 32. 2 Devastação. às Nações e ao Messias. Lc 23.2.28-33).6.■ Juventude (Is 7. Fp 2.1-4. O primeir o e terceir o.

7 como o Redentor de Israel e como uma Luz para iluminar os gentios. em 32. em 42. havia de ser estabelecido sobr e a terra.1 como “u m Rebento 1 do tronco de Jessé”. que esse r eino ser ia universal.  Quando chegamos às profecias messiânicas. Moabe. em 42. Dumá. descendente . Assíria.16 como a Pedr a preciosa da esquina. Deus Forte. que a glória e grandeza dele ultrapassariam qualquer coisa conhecida anterior mente.do r eino do Messias. em 11. maior ment e cumpr idas.1 vemos o un gido Mensageir o de Deus. 1 Broto que dá origem a outra planta. Todas as nações são consideradas por Deus como “a gota de u m balde” (Is 40.2 como o Renovo. 25 . nascido da virgem. Arábia e Tiro têm sido. Síria.6. e o período r efer ido é o futur o período Messiânico. Filí stia. finalmente. com seu centr o em Jerusalém. em 9. mas Deus dispõe dessa gota.1 como o Eleito Ser vo de Deus.6 como Maravilhoso Conselheir o.  As pr edições contra Babilônia. e em 61.15). em 7. encontramos-nos em águas profundas e ricas.14 como o Emanuel. refilho. e Príncipe da Paz. mas há aspectos destas profecias que ainda esperam seu cumpr imento durante o per íodo que virá depois desta presente dispensação cr istã. Egito. sarar e libertar. Filho. e Fruto da Terra. O Messias é r epetidamente prometido e predito: em 4. e. enviado a pregar. As passagens são numer osas demais para especificar. Pai da Eter nidade. e nenhuma parte da Sagrada Escritura é mais abundante nisto do que Isaías. em 28. renovo.1 -2 como o Rei que r einará em justiça e como o homem que será escudo e abrigo da tempestade.

2-4) tirada de Miquéias (ou de outro profeta mais antigo). mas geralmente se prendem às necessidades presentes das pessoas”. lembrem disto: Ninguém pode explicar. “Os sofrimentos e exaltação de Cristo são claramente declarados como se o profeta tivesse estado ao pé da cruz. O estabelecimento do reino futuro é ligado com a vinda de um Libertador. ela constantemente ia além do atual e do imediato. e podia ser conhecido somente com o Espírito de Deus comunicando ao seu servo escolhido. 1 P rofecia: A mensagem de Deus anunciada por meio de um Profeta a respeito da vida religiosa e moral do seu povo “Acima de tudo. em que o destino futuro de Sião é descrito. Isto ser ve como base de uma chamada ao arrependimento. Achou a sua ocasião e objetivos na necessidade e circunstâncias dos seus dias. Isaías põe uma breve profecia (Is 2. do futuro. por si mesmo. os sofr imentos do Messias são mais claramente pr editos do que em qualquer outra parte do Antigo T estamento. purificada e regenerada pelo juízo. mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Sant o quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus (2Pe 1.BLH). às vezes. de fato. porém. até o futur o do propósit o divino. uma profecia das Escrituras Sagradas. uma revelação. 26 . P ois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana.Tudo isto é. e visto Cristo em Ressurreição ”. Profecias 1 Messiânicas A pr egação de Isaías referiu -se ao pr esente.Neste livro. Sua metr ópole será Sião. Por ém. um Rei que ser á da casa de Davi. Junto aos seus primeir os discursos. As profecias tratam. especialmente nos capítulos 50.20 -21 . 52 e 53.

Quando a religião e a moralidade estavam decadentes. ameaçavam esmagar totalmente seu povo. Isaías repete com autoridade a profecia que pr ediz a supremacia espiritual de Sião. e o estabelecimento da paz universal. ante cujos dois reis tu (Acaz).14-16). Contudo. em vez de vir render homenagem ao Deus de Jacó. em algum sentido. Sabemos de Mateus 1. quando Israel.C. e pôr -lhe-á o nome de Emanuel. 1 Conjunto de traduções e comentários de textos bíblicos que datam do séc. e o fruto da terra em orgulho e adorno para os de Israel que tiverem escapado”. quando as nações. Ele comerá manteiga e mel. tremes de medo” (Is 7. em vez de converter as nações ao culto a | Jeová. VI a. era pervertido pelas suas superstições. e r ei Acaz) um sinal: eis que uma donzela conceberá e dará á luz um filho. Será desolada a terra. casa de Davi.2: “Naquele dia o renovo de Jeová se tornará em beleza e glória. O Targum 1 dos judeus tem as palavras „ parafraseadas assim: “ Naquele dia será o Messias de Jeová formoso e glorioso A promessa do Emanuel. quando Soube r rejeitar o mal e escolher o bem. 27 . É possível haver uma alusão messiânica no Capítulo 4. Pois antes. “Portanto o Senhor mesmo vos dará (a vós.A grandeza desta profecia vê-se quando é relacionada com a s circunstâncias do momento.21-25 que o completo Je final cumpr imento desta estranha profecia deu -se com I o nascimento de Cristo. havemos de entender * que. houve cumprimento parci al e I suficiente nos dias de Acaz para servir -lhe de “sinal” e Apr ovar a veracidade do pr ofeta.

Seu advento é ainda futuro.). de maneira extraordinária e mister iosa.1-9).7). mas é certo: “O zelo do Senhor dos exércitos cumprirá isto” (Is 9. mas. A casa de Davi era representada por um príncipe infiel e apóstata na pessoa de Acaz. A paz do Paraíso será restaurada à natureza (Is 11. O nome quádruplo deste Príncipe declara a sua natureza maravilhosa.1 -7). etc. Isaías proclama que é ainda o pr opósito de Deus r estabelecer seu reino de Paz e justiça por meio de um descendente de Davi. e proclama ser Ele. Teria parecido debalde esperar a libertação da parte de Acaz. Em outra profecia (Is 11.Nascimento e reinado do Príncipe da Paz (Is 9. Seus inimigos tramaram a destruição dela. O Espírito de Jeová em toda a sua plenitude descansará sobre Ele.1. 28 . descreve -se o caráter deste Rei e seu gover no. com a indomável coragem da inspiração. o r epr esentante de Jeová.

seu livro não é citado e aludido no Novo Testamento Isaías profetiza a respeito de João Batista como aquele destinado a ser o precursor do Messias 29 . à Igreja e ao rei de Judá b) Judá. às Nações e ao Messias d) Q Judá. e refer e-se a a) Israel. à Edom e ao Messias c) Israel. . Um dos propósitos de Isaías era a) Entr egar a mensagem divina do juízo às sete nações estrangeiras ao redor de Judá b) Ocultar da própria nação os seus pecados e o conseqüente castigo divino c) Profetizar tristeza à geração futura de exilados judaicos. Aponte com coer ência o tema do livr o de Isaías . a ) Juízo e Salvação b) Paz e Alegr ia c) Tristeza e Juízo 2 d)Q Renovo e Justiça 2.Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corretas 1. cuja salvação abranger ia todas as nações da ter ra 3. ao Egito e ao Messias e) ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado f Apesar de Isaías ser um “profeta messiânico”. As profecias de Isaías têm tr ês aspectos difer entes. e à qual Deus exter minaria futuramente d) Mostrar qu e Deus enviaria o Messias davídico.

A linguagem é figurativa dos sólidos e custosos alicerces do templo. Isaías assevera a sua per manência. Esta profecia é rep etida em Salmos 118. o Egito e a Assíria. a profecia atinge o seu auge quando Isaías antecipa a reconciliação desses inimigos inveterados.42. 30 .10) transparece em vários trechos.6).33.16.).Sião Inviolável “Outra série de pr ofecias se refer e a Sião que era ameaçada de destruição. Tem seu cumprimento em Cristo. com Israel e um com o outro. lPe 2. nem a casa de Davi. sendo Israel a vítima de ambos . Mas. mas o edifício pr ecisa ser levantado com a linha do julgamento e da justiça.11. como a incorporação pessoal do propósito divino. mas o plano divino do qual o templo é o símbolo. Em contraste com essa política está a pedra provada.o vínculo que os une. Políticos mundanos tramaram uma aliança com o Egito: uma política sem fé. A fé é a condição para uma segurança tranqüila no meio do perigo (Is 28. o propósito afir mado em (Is 2. Contudo. etc. mor mente ameaçadas de juízo. As Nações Segue-se uma série de profecias acerca das nações.22: “A pedra que os edificadores rejeitaram tem -se tornado a principal da esquina”. At 4.2 e 11. nem o templo. o fundamento do r eino de Deus na Igreja (Mt 21. Jeová pôs os alicerces do seu r eino em Sião. a pedra de esquina que Jeová pôs em Sião”. Qual é essa pedra de fundament o segur o? Não a cidade. Rm 9. e fatal.

. farão votos a Jeová e os cumprirão. cumprimento durante a própria vida dele. a sua reconciliação r epr esenta a incorporação dos seus mais ferr enhos inimigos do r eino de Deus. e os egípcios servirão com os assírios. A Assíria provou ser o maior perigo. e os egípcios conhecerão a Jeová naquele dia.7) e Israel fracassou. Não tinha de introduzir o por vir que ele esperava. Naquele dia haverá estrada do Egito para a Assíria. 31 .. mas será realizada naquela grande paz mundial (no Milênio) que é a esperança de todos os povos. Cumprimento das Profecias As profecias de Isaías receberam um notável. antepassado dos sírios). como Isaías tinha pr edito. Esta predição nunca poderá ser cumpr ida literalmente nela. A libertação de Jerusalém do poder de Senaqueribe foi a mais evident e atestação da sua comissão div ina. que se estendia desde o nor deste da Palestina até os vales dos rios Tigr e e Eufrates (Nm 23. embora incompleto. Quando ela ameaçou a existência do seu povo. uma benção no meio da terra” (Is 19. O juízo caiu sobre Judá.“Será conhecido Jeová pelo Egito. A alia nça entre a Sír ia (Arã . Naquele dia será Israel o terceiro com o Egito e com a Assíria. Estas nações r epr esentam as nações do mundo. Isso demonstrou que o Santo de Israel estava no meio de seu povo. porque deixaram de exist ir. o Senhor desse povo inter veio.Filho de Sem (Gn 10. Eles servirão com sacrifícios e ofertas.21-24). A Síria. ma s não podia tomar um passo além do que Deus per mitia.22). Entrará o assírio no Egito e o egípcio na Assíria.

quando Ele ia deixá -los. Ele os avistou de longe. que estava neles indicava”.. talvez durante a sua própria vida. sem dúvida. que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo. tão clarament e que lhes pareciam próximos. outras vezes. Se os discípulos de Cristo. pelo ensino desse mes mo Espírito.. O Servo do Senhor A descrição do Servo do Senhor apresentada no “Livr o da Consolação” (capítulos 40 -66) é especialment e inter essante. O pr opósito divino lhe foi r evelado. Á luz do Novo T estamento fica bem claro que. mas uma futura geração “ da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada (lPe 1. através de Jesus Cristo.10 etc. e foi-lhes r evelado. as pr ofecias acer ca do Servo do Senhor tiveram o s eu cumprimento.7).). Jesus r eúne duas grandes figuras dele própr io apresentado no Antigo T estamento ao falar em Marcos 10.Parece ter antecipado brevemente o advento do Rei perfeito e a r egeneração do povo. E isso não deve surpreender nos. que as suas profecias não foram para eles. foram advertidos de que não lhes competia saber os tempos ou as épocas “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder ” (At 1. mas o tempo e a maneira do cumprimento desse propósito não lhe foram revelados. não é de estranhar que esse conhecimento f osse vedado aos profetas do Antigo Testamento.45 que “O Filho do homem (mencionado no livro de 32 . no momento crítico. algumas vezes pelo curso dos acontecimentos interpr etados por esse Espír ito. Eles “inquiriram e indagaram.

prodígio . Quase todos os seus discursos são dirigidos o povo de Jerusalém. que sofr eu por nós. Que vive em con vento. mas voltar a Jeová. Também os apóstolos fazem fr eqüentes alusões a esse Ser vo do Senhor. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Assim.20 22. O Método Isaías não era nenhum r ecluso 1 .18). 1 Encerrado. Residia na capital.11). Sear-Jasube: “um restante voltará” (Is . 2 Coisa ou pessoa arrebatada ou apreendida com violência ou rapacidade. preso. ou a indivíduos nela residentes.16. exerceu o seu ministér io. Ali.Baz: “Apressando-se ao despojo 2 . Sua mulher era profetisa (Is 8. Isaías podia dizer.1). que habita no monte de ião ” (Is 8. “Eis que eu e os filhos que Jeová me tem ado somos para sinais e portentos 3 em Israel da parte arte do Senhor dos exércitos. no entr o da vida nacional. apressurou-se à presa'' (Is 8. Não voltar do cativeiro. O outro Maer -Salal-Hás.3). Podemos entender que Isaías reuniu em r edor e si um bando de fiéis discípulos que entesouraram as luas palavras na memór ia. tinham nomes significativos.3). Dois de Seus filhos. Sua própria família fazia parte da sua mensagem. vivendo à arte dos homens comuns. 3 Coisa ou sucesso maravilhoso. 33 .Daniel) não veio para ser servido. significa a próxima queda de Samaria e Damasco. e guardaram as profecias ue tinham escrito um livr o selado para a multidão sdescrente (Is 8. encarcerado. 29. nos dias mais enebrosos. como lemos em Isaías 10. como os de Oséias.

podia ele chamar a principal autoridade eclesiástica da cidade (Is 8. A variedade das suas atividades é notável. viandantes. um pr egador de justiça e piedade. 30. cam inhantes. Quando pr ecisava de uma testemunha durante seu serviço pr ofético. intensamente inter essado em tudo que dizia respeito ao bem estar deles. misterioso. mas vacilante Ezequias. Nã o somente era um refor mador social e r eligioso. marcava seus movimentos e pr edisse o seu destino. ou interpretar.Uma vez vemo-lo tomando uma tábua e escr evendo nela algum aviso enigmático 1 7 . o conselheir o do bem. Em outra ocasião vemo-lo atravessando as ruas de Jerusalém. 34 . Mas. mas um estadista precavido. e ser o centro donde o r econhecimento espiritual seria para iluminar as nações do mundo. olhava também sobre os povos em redor. para chamar a atenção dos transeuntes 18 (Is 8. 2). purificado pelo fogo do juízo. Olhou para um por vir em que Israel.2). Obscuro. um quadro vivo dos cativos do Egito e Etiópia que seria m levados pelo vitorioso r ei Sargão (Is 20. Ele evidentemente ocupou uma posição de autoridade singular em Jerusalém. passantes.1. embora assim vivesse entr e seu povo. Apr eciou -os do ponto de vista divino. Ele observava os movimentos políticos do dia. havia de r ealizar a s ua vocação. Era o destemido crítico do covarde Acaz. nacionais e estrangeir os. Difícil d e compreender. 17 Relativo a.8). descalço e nu. ou que contém enigma.intencionado. 18 Indivíduos que vão andando ou passando. andantes.

Então. Como alguns têm pensado uma segunda chamada. Seu ensino descansa sobr e esse aspecto do caráter divino que tem sido especialmente impr esso sobr e seu espír ito. no começo do livro? A r esposta mais provável é que era originalmente pr efixada a uma Coleção de profecias pertencentes ao reinado de Acaz. Ele teve uma visão de Deus r evelado em glór ia. ele recebe uma purificação divina. e não. Parece evidente que esta visão era a primeira chamada de Isaías ao seu ministério profético. e r etida nessa posição quando as várias coleções subor dinadas foram r eunidas. então. publicada separadamente. Mas mesmo Isaías teve suas características distintivas. Parece quase uma pr esunção tentar escolher quaisquer elementos especiais e distintivos do seu ensino. contado no capítulo seis. Cada profeta é teólogo. a santidade. A majestade.A Vocação A chave para a boa compr eensão do ministér io de Isaías encontra -se no r elatório da sua chamada ao ser viço pr ofético. 'Sente -se encorajado a se ofer ecer para a tarefa. A Teologia Isaías é o mais notável de todos os profetas. e. Isaías era u m teólogo proeminente. encontra-se a narrativa onde está. Como era de esperar. e a glór ia de Deus são os temas que enchem e subjugam o Seu espír ito. e não. e o resultado foi o reconhecimento da sua própria impureza e do seu povo. Essa visão deu caráter a todo o futuro ministér io de Isaías. Por que. . ouvindo qu e Deus pr ecisa de um mensageir o.

no sossego e na confiança estará a vossa força. a refer ência a Jeová como o “Santo de Israel”. repetidas vezes em Isaías. o espírito mundano prevalecia. Porque rejeitais esta palavr a (a saber. sereis salvos. repetindo a sua célebr e frase: “ Fazei que o Santo de Israel desapareça diante de nós” (Is 30. e confiais 36 . Ele seria misericordioso e os livraria da opressão do tirano assírio. o Santo de Israel: voltando (da vossa política mundana) e descansando. a exortação profética de confiar em Jeová). no s eu tempo.11). e puseram sua confiança nos carros e nos cavaleir os (Is 31. e. Zombaram do pr ofeta e seus companheir os. mandaram seus embaixador es pedir auxílio ao Egito. dando a inspiração e a idéia pr edominante do seu ensino. quando a política dos estadistas mundanos em Jerusalém ameaçou envolver Jud á numa aliança com o Egito. a doutrina de Deus como o Santo de Israel veio a ser ainda mais salient e no seu ensino. então. á ruína qu e veio sobr e Samaria. levando -o. mas não a quisestes” (Is 30. em vez de procurar o Santo de Israel. “Assim disse o Senhor Jeová. isto for mou a sua visão das relações de Jeová. Uma profunda impr essão desses atributos dominava seu espírito. Se ficassem quietos e obedecessem à mensagem e se confor massem com a vontade divina. Naquela crise. “ Assim diz o Santo de Israel. Mais tarde no seu ministér io.15).1). Mas o povo era descr ente.A visão em que recebeu sua vocação foi uma revelação da glória de Jeová. Notamos. exi gindo os supremos atributos de majestade e santidade. assim. Calmamente Isaías continua a proclamar a sua dupla mensagem de juízo e libertação. Isaías sem hesitação aconselhou os seus patrícios a confiar em no Santo de Israel.

Contudo. forma barriga num alto muro. como o pássaro-mãe. 1 2 Adquirir com violência.5). diz Jeová” no fim dos capítulos 48 e 57.na opressão (que era pr eciso empr egar para extor quir 1 meios para comprar a ajuda do Egito) e perversidade (a saber. “O Livro da Consolação” (Capítulos 40 a 66) Ainda que concor dem que esta parte também fosse escrita (ou falada) por Isaías. portanto esta iniqüidade vos será como uma brecha que. Até o fim do capítulo 39 o nome de Isaías é mencionado 16 vezes. devemos tomar sentido nas suas características especiais. Jeová protegerá Jerusalém. prestes a cair. adejando 2 sobr e seu ninho para proteger seus filhotes. fingindo ser o grande profeta. De 40 a 66. passando e pondo a salvo” como outr ora adejou sobre as casas dos israelitas. ao mesmo tempo em que destruiu os egípcios (Is 31. O livro parece ser dividido em tr ês partes pela repetição das palavras: “Para os ímpios não há paz. Este fato é suficiente em si para desfazer a idéia de que seja de algum impostor . Primeir o o ser vo é Israel (Is 41. pois em tal caso ele havia de mencionar ro nome de Isaías ao menos uma vez. voar.13). obter por extorsão. “Protegendo e livrando. O Servo de Jeová é o tema desenvolvido nest e livro. Mover as asas para manter -se em equilíbrio no ar. cuja queda vem de repente.8 -16). 37 . nem uma só vez. bater as asas.12. num momento ” (Is 30. a política de intrigas secr etas) e sobre elas vos estribais.

ilhas.por ém. Mas em qu e sentido? Pois o primeir o serviço do Servo é pa ra com Israel mesmo: “ Para suscitar as tribos de Jacó e restaurar os que de Israel têm sido preservados ” (v.. pode-se supor que o profeta mesmo é quem fala. Mas não é assim.). e seu final êxito: “ Ouvi-me. No começo da segunda divisão da profecia Ele fala. mais uma vez o discurso profético volta para o Servo. e descrevendo a sua vocação e obra.8. apesar desse fracasso e dessa humilhação de Israel. 44. A primeira vista. Presume -se ter acontecido a volta da Babilônia (Is 52.. Até aqui é claramente a nação de Israel que é o Servo de Jeová.1-7). Mais uma vez no capítulo 50 o Servo fala. desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome. Jeová chamou -me desde o ventre. na sombra da sua mão me escondeu ” (Is 49.3). Depois vemos a cegueira e a sur dez do servo Israel (Is 42. o Servo é ao mesmo tempo identificado com Israel e distinto dele. Assim. e sua certeza de triunfo de força divina (Is 50. passo a passo somos levados para esse trecho sagrado em que culmina o ensino do profeta concer nente ao Servo de Jeová. e apesar do seu completo fracasso fica sendo o Servo de Jeová. Mas. 6).18. descr evendo a sua vocação di vina.7-12).4 -9). sua experiência de oposição e perseguição. Assim. o ver dadeir o Servo de Jeová está oculto na nação.1. sua aparente falha atual. 38 . e a sua reabilitação (Is 43. mais adiante o título Ser vo é aplicável ao Messias (Is 42.6). 48. Israel é o povo que Ele tem escolhido para cumpr ir seus pr opósitos para o mundo. etc. fez a minha boca como esp ada aguda. O Servo de Jeová ainda está identificado com Israel (v.1-2). e escutai povos de longe. Então. dir igindo-se às nações.

Mais uma vez deve obser var que esta exposição da chamada. sofredor e triunfante. E fácil fazer isto. despertando a admiração de nações e r eis.13 -15). Somente nele r ecebe a sua completa explicação.. que ficam mudos de atônitos que estão (Is 52. Seu sucesso e exaltação estarão de acordo com a sua humilha ção. e toda a série de profecias. revivificou e fortaleceu a sua fé. Para nós é natural considerar esta grande profecia. à luz doseu cumpr imento em Cristo. e nesse cumprimento está a garantia para nós e que os propósitos de Deus caminham para uma consumação maior e mais gloriosa do que podemos imaginar. . O que tenha sido a idéia precisa que o r etrato o Servo de Jeová. agora é Jeová quem fala. Falando em nome dos seus compatriotas.. Nessa crise da história de Israel os que tinham ouvidos para ouvir precis avam ser ensinados obr e qual era a vocação da sua nação. obra e vitór ia o servo do Senhor era uma ver dade para seu próprio tempo. mas em fazê-lo perdemos alguma coisa dos métodos pelos quais Deus ensinou seu povo em tempos passados. propósito divino havia de ser rigor osamente consumado. Precisavam saber que. apesar do fracasso de Israel. Mas a surpresa não era somente para as nações. já se cumpr iu. mas não podemos duvidar de que foi proposto pelo Espírito a apontar para Cristo. apresentava ao profeta e aos seus contemporâneos. Mais do que eles podiam ter esperado. o profeta lamenta a incr edulidade geral com que fora recebido. é impossível adivinhar mos. e descr eve o r esultado da sua obra.mas enquanto antes ele mesmo falava. qual o propósito or que tinha sido criada e conser vada tão maravilhosamente.

com Israel e um com o outro (Israel a vítima) 7. com Judá e um com o outro (Judá a vítima) b) Antecipa a reconciliação de Israel e a Assíria.66) 40 . com Israel e um com o outro (Judá a vítima) d) Antecipa a reconciliação do Egito e a Assíria.Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corret as 6. A profecia às nações atinge o seu auge quando Isaías a) Antecipa a reconciliação do Egito e a Assíria. Dois de seus filhos. Quanto ao profeta Isaías. Era um homem simples. com Judá e um com o outro (Israel a vítima) c) Antecipa a reconciliação de Judá e o Egito. A chave para a boa compr eensão do ministério de Isaías encontra-se em Isaías 6 10. como os de Oséias. Dos a) b) c) d) capítulos 40 ao 66 de Isaías. O Servo de Jeová é o tema desenvolvido no Livro da Consolação (Isaías 40 . c) Quase todos os seus discursos são dirigidos ao povo de Jerusalém nacionais e estrangeir os 8. é incerto afir mar que a) Residia no inter ior. os chamam de O Livr o da Exortação O Livro da Consolação O Livro da Reconciliação O Livro da Edificação ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 9. carregador de sicômor os (semelhante a Amós) b) Sua mulher era profetisa. tinham nomes significativos d) Observava os movimentos políticos do dia.

Essas profecias não estão dispostas numa or dem rigidamente cr onológica ou temática. Yersículo-chave: Jr 1. ao passo que outras têm a for ma de pr osa 1 ou narrativa.51). 40-45). 1 A maneira nat ural de falar ou de escrever. 34 -38. embora o livro de Jer emias tenha a estrutura global indicada no esboço. Parte do livro está escrita em linguagem poética. Suas mensagens pr oféticas estão entr elaçadas com os seguintes aspectos históricos: A vida e ministér io do pr ofeta (capítulos 1.580 a. por oposição ao verso. embora haja algumas que dizem r espeito à restauração (especialmente os capítulos 30-33). Tema: 0 Juízo Divino e Inevitável de Judá Palavras-Chave: Arr ependimento.5 O livro é essencialmente uma coletânea de profecias de Jer emias. mas também a nove nações estrangeiras (46 . dirigidas principalmente a Judá (2 29). estas profecias focalizam principalmente o juíz o. restauração.Lição 2 O Livro de Jeremias Jeremias Autor: Jer emias.C. Data: Cerca de 585 . 41 . sem forma retórica ou métrica.

a compra de um terr eno na sua cidade nat al (Jr 32. rejeição e perseguição (Jr 15. Jer emias pratica várias ações simbólicas a fim de ilustrar de modo claro a sua mensagem profética: o cinto podr e (Jr 13.1-11).20). que se fragmentou (Jr 19. Jer emias foi levado contra sua vontade ao Egito.17).12.19.21).1 -14). 7. proclamar com ousadia e fé a palavra profética a Judá.1-9). O livro foi escrito:  Para fornecer um registro per manente do ministér io profético de Jer emias e sua mensagem.17. a proibição divina de não se casar ou ter filhos (Jr 16. o oleir o 22 e o barro (Jr 18. Joaquim (7-20) e Zedequias (21-25. Assim como Ezequiel. 46-52). juntamente com as fr eqüentes reafir mações de Deus (Jr 3.8 -13).12. 42 . os dois cestos de figos (Jr 24. principalmente durante o período dos r eis: Josias (capítulos 1 -6).  Eventos inter nacionais que envolvia Babilônia e outras nações (25-29.20.1-11). inclusive a queda de Jerusalém (capítulo 39). o jugo no seu pescoço (Jr 27.6 13.13.1-10). 22 Aquele que trabalha em olaria.2.27 28.6-15) e asgrandes pe pavimento de tijolos de Faraó (Jr 43. a seca (Jr 14. o vaso do oleir o.1-9). A histór ia de Judá. Ceramista .1 -13).  Para revelar o inevitável juízo divino por ter o povo transgr edido o concerto e persistido em sua rebelião contra Deus e sua palavra. A compreensão clara que Jer emias tinha da sua chamada pr ofética (Jr 1. apesar de esta nação sempr e r eagir com hostilidade. 34). on de continuou profetizando até a sua morte (Jr 43 e 44). Após a destruição de Jerusalém. 11.2.

6.19-22. 32. onde agora existe o raque .8. é compr eensível que o livro do 24 profeta esteja cheio de pr enúncios sombr ios. 25.10.14-16). A cidade foi construída na pmargem esquer da do r io Eufrates. ❖ Judá. 31.C. ou ainda estão por se cumpr ir (Jr 23. de Valor. de intensidade.9. Foi for mado quando as dez tribos do Norte se r evoltaram ontra Roboão e for maram o Reino de Israel sob o “ comando de Jer oboão I. > Gênesis 11. 28. 20.12).15-17. Ato de declinar. 34. 43 .1-9 conta como a construção de uma orre ali não foi ter minada por que Deus confundiu a íngua falada pelos seus construtores. 2Rs 20.31 -34. Muitas das profecias de Jer emias foram cumpridas durante a própria vida do profeta (Jr 16. Para demonstrar a autenticidade e autoridade da palavra profética. foram cumpr idas poster ior mente. Nome de uma r egião e de sua capital (BLH n 10. declinação.). 27. durante os últimos quarenta anos de sua história (626-586 a. Ele viveu para ser testemunha das invasões babilônicas de Judá.1-14. outras que envolviam o futuro distante. Judá. qu e resultaram na destruição de Jerusalém e do templo. em 931 a.5. 33.1-5. 30. O cenário envolve as seguintes localidades: ❖ Babilônia.4. Como o chamado de Jer emias pr opunha -se a que ele profetizasse à nação durante os últimos anos de seu declínio 2 3 e queda.10-13. Reino localizado no sul da Palestina. prognóstico. (lRs 12).C. O ministério pr ofético de Jer emias foi dirigido ao Reino do Sul. 34 Anúncio de coisa futura. Diminuição gradativa de força.9.).

11). Antes de Jer emias nascer. 2Cr 11-36). Depois disso. 44 . (Jr 52. Depois de pr ofetizar durante vinte anos a Judá. Autor O autor do livro é indicado com clareza em Jer emias 1.C.C. foi tomada e arrasada pelos babilônios.C.10). enviou então Baruque para ler as profecias no templo. 18. . e os moradores do Reino do Sul (Judá) foram derrotados e levados como prisioneir os para a Babilônia em 586 a. Seu ministér io abrangeu os últimos quarenta anos da nação. Visto qu e Jer emias estava proibido de comparecer diante do r ei.1-4). Cativeiro. e o povo foi levado ao Cativeir o (lRs 12 -22. Jeudi as leu diante do r ei Joaquim.6.24-30). Por causa da sua mensagem de julgamento e da sua devoção ao Senhor.1.22. Baruque (Jr 36. Situação dos israelitas quando os morador es do Reino do Nort e (Israel) foram derrotados e levados como prisioneir os para a Assíria em 722 a. Lugar onde alguém fica como prisioneir o (Ap 13. O monarca demonstr ou despr ezo a Jer emias e à Palavra do Senhor ao cortar e queimar o rolo (Jr 36.23). Jer emias voltou a ditar suas profecias a Baruque. Jer emias enfr entou muita oposição e sofr imento. Seu nome significa: Jeová é Elevado. quando Jerusalém. Assim o fez ao ditar suas profecias a seu fiel secr etário. sua capital. (2Rs 17.Durou até 587 a. Deus já havia deter minado que ele fosse pr ofeta. Jer emias foi ordenado por Deus a deixar a sua mensagem por escrito. e dessa vez incluiu até mais do que estava no primeir o r olo.

Com durante o décimo terceir o ano do r einado do bom r ei Josias. a tragédia de sua vida foi esta: pregava a ouvidos surdos e só recebia ódio em troca do seu amor aos compatriotas” (Farley). 45 .1). “Nunca foi imposto sobre um homem mortal fardo mais esmagador. Embora fosse solitário e rejeitado durante toda a sua vida.21-9. e pela totalidade do povo de Judá. cumpr iu fielmente sua chamada profética para advertir seus concidadãos de que o juízo divino estava às portas. Seu espír ito sensível tornou mais intenso o seu sofr imento. Apesar da grande oposição. era um homem coração sensível equebrantado (Jr 8. filho de sacer dote. à medida que a Palavra de Deus ia sendo r epudiada por seus familiar es e amigos. não deixou de ser um dos mais ousados e corajosos profetas.Jer emias. Este livro pr ofético revela que Jer emias. a não ser que houvesse ver dadeir o arrependimento em escala nacional. Mas. Em toda a história da raça j udaica. que as mudanças não estavam resultando numa verdadeira transfor mação de sentimentos do povo. nunca houve semelhante exemplo de intensa sin ceridade. pelos sacer dotes e r eis. frequentemente chamado de “o profeta das lágrimas”. Não demor ou em perceber. Jer emias advertiu que. sofrimento sem alívio. proclamação destemida da mensagem de Deus e intercessão incansável de um profeta em favor do seu povo como se observa no ministério de Jeremias. nasceu e cresceu na aldeia sacer dotal de Anatote (mais de 6 km ao nordeste de Jerusalém) durante o r einado do ímpio rei Manassés. no enta nto. e apoiou seu movimento de r efor ma. a condenação e a destruição viriam de repente.

2).C.. Cerca de quatro anos depois da mort e do r ei Josias. a Assíria foi conquistada por u ma coalizão babilônica.C. A última invasão babilônica tomou Jerusalém. profetizando na Babilônia de 593 a 571 a.C. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerus além. Habacuque e Obadias foram contemporâneos seus. O seu chamado é datado em 626 a. e Naum.C. Uma segunda campanha contra Jerusalém ocorreu em 597 a. Em 612 a. Durante todo esse tempo.C. 46 .C.. ver Jr 46.. Jeoaquim. pois contém mais palavras (não capítulos) do que qualquer outro livro. o Egito foi derr otado por Babilônia na batalha de Carquemis (605 a. Eze contemporâneo mais jovem. em 586 a. Jeconias e Zedequias.C.Data Jer emias profetizou a Judá durante os r einados de Josias.. exceto Salmos. entr e os quais Ezequiel. o templo e a totalidade do reino de Judá em 586 a. as advertências proféticas de Jer emias a respeito do juízo divino iminente passaram despercebidas pela nação. Características Especiais Sete aspectos principais caracter izam o livr o de Jer emias: (1) É o segundo maior livro da Bíblia. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jer emias. Naquele mesmo ano o exército babilônico de Nabucodonosor invadiu a Palestina. capturou Jerusalé m e deportou alguns dos jovens mais seletos de Jerusalém para Babilônia. entr e eles Daniel e seus tr ês amigos. ocasião em que foram levados dez mil cativos à Babilônia.

arruinados como castigo por sua rebeldia. Apesar de sua mensagem severa. Jeremias sentia tristeza e quebrantamentos profundos por causa do povo de Deus. Embora Israel e Judá tivessem transgr edido. (7) Há mais r efer ências à nação de Babilônia nas profecias de Jer emias (Jr 16. que Deus estabelecer ia com seu povo fiel num tempo futuro de restauração (Jr 31. Mesmo assim. Jer emias profetizou a respeito 47 . os concertos com Deus. (5) Sua maior revelação teológica é o conceito do “novo concerto”.31-34). e seu tema perpétuo é o inescapável juízo divino em r etribuição à rebeldia e apostasia. (6) Sua poesia é tão eloquente e lír ica quanto qualquer outra obra poética da Bíblia.4) do que em todo o restante da Bíblia.(2) A vida e as tribulações pessoais de Jer emias como profeta são r eveladas com maior profundidade e detalhes do que as de qualquer outro profeta do Antigo Testamento. poster ior mente. e sua mais pr ofunda tristeza era a mágoa sofrida por Deus.31 -34). (3) Está per meado ' com as tristezas. (4) Sua palavra-chave é “rebelde” (usada tr eze vezes). angústias e prantos do “profeta das lágr imas” por causa da r ebeldia de Judá. sendo. frases vividas e passagens memoráveis. O Livro de Jeremias ante o No vo Testamento O empr ego pr incipal do livr o de Jer emias no Novo T estamento diz r espeito à sua profecia de um “novo concerto” (Jr 31. sua maior lealdade era dedicada a Deus. r epetidas vezes. com uso abundante de metáforas excelentes.

Texto e Mensagem O texto. apresenta um texto 1 Versão do AT para o grego. Outras passagens messiânicas de Jer emias aplicadas a Jesus no NT são: ■ O Messias como o Bom Pastor e o Justo Renovo de Davi (Jr 23. Jo 10. que é o povo de Deus segundo o novo concerto (Hb 8. em Alexandria.22-25). mas a L XX foi a Bíb lia de Paulo e das igr ejas da D is persão. ICo 1. O NT deixa claro que esse novo concerto foi instituído com a morte e r essurreição de Jesus Cristo (Lc 22. cumpr ido na época em que Herodes pr ocur ou matar o menino Jesus (Mt 2.9.1-18. demonstrado por Jesus quando purificou o templo (Mt 21.26-29.1-8. Os livros Apócr ifos fa ziam parte do cânon da LXX.27).8-13). cf.17.8.30.de um dia em que Deus faria com eles um novo concerto (Jr 31.13.21). segundo a lenda. ■ O chor o amargo em Ramá (Jr 31. está sendo cumpr ido agora na Igreja. no Egito. O livro de Jer emias em seu estado atual é composto de textos em for ma poética e de textos em for ma de pr osa.11) . a tradução gr ega do Antigo T estamento. feito entre 285 e 150 a.C. Mc 14.17). A ma ior ia das citações do AT no NT é t irada da LX X.18). A Bíblia de Jesus e dos seus discípulos foi a Bíblia Hebraica. para os muitos judeus que ali m ora vam e que não conheciam o hebraico. Além disso. Mt 26. O nom e “Septuaginta” vem. Mt 21. e chegará ao seu clímax na grande salvação de Israel (Rm 11.20. dos setenta ou setenta e dois tradutores que a produziram. Mc 11. Os textos em prosa apresentam em geral melh or estado de conser vação do que os textos poéticos.31). ■ O zelo messiânico pela pureza da casa de Deu s (Jr 7.15). 2Co 5. chamada Septuaginta 1 . 48 .

porque após as nossas imaginações andaremos. Este é o sentido das profecias que pr ecedem ao reinado de Josias (Jr 2-6). ainda não existentes no tempo da tradução da LXX (cf. em outros lugares por adições secundárias no texto. e fará cada um segundo o propósito do seu malvado coração ” (Jr 18.3).12).8). quando as profecias foram escritas.700 palavras a menos). 49 . embora nestes também de vez em quando apareça um reconhecimento da gravidade do caso. e não em palavras. A r esposta deles.44b-49a).consideravelmente mais curto do que o texto hebraico massor ético (2. esperança e desesper o alter nam. mas a impr essão deixada pelos discursos dest e período é que o profeta está inteiramente convencido de que as condições de per dão nunca seriam aceitas. Quando Jeová pleiteou com eles: “ Convertei-vos cada um do seu mau caminho. e melhorai os vossos caminhos e os vossos feitos”. 51. O exílio (cativeir o) ainda pode ser evitado (Jr 4. A princípio há uma nota de esperança na mensa gem de Jer emias. Ainda se faz a oferta de perdão. e vos farei habitar neste lugar” (Jr 7. r epetição em Jr 39.14 -16). “Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras. Este fato deve ser explicado em alguns lugares por erros de copistas (por exemplo. Nas profecias dos primeir os anos de Joaquim. Jr 34. A mudança de estilo. foi: “Mas eles dizem: Não há esperança. talvez também o ensino fosse color ido pelo estado das coisas durante o r einado de Jeoaquim. Talvez o profeta visse a superficialidade da refor ma. 6.3. O povo pr onuncia a sua própria sentença. em obras. A r efor ma ainda é possível.4 13.

30.16.16). 1 Ato ou efeito de perpetuar( -se). Ele fala de um livr o de profecias contra as nações. Estas profecias incluem os seguintes pensamentos:  A perpetuação 1 de Israel (Jr 4. As promessas estão colecionadas no “Livro da Consolação” (Jr 30 .19. Sua mensagem às nações. 30.29.10) . 10.13): “ E trarei sobre esta terra todas as palavras que disse contra ela. porque eu não te ouvirei” (Jr 7. pois. 11. 33.47. Na agonia da sua nação.27. uma sér ie de pr ofecias que ele foi especialmente instruído a escr ever como r ecor dação do pr opósito divino. Jer emias é pr oibid o de interceder mais pelo povo (Jr 7.10.12.35).17. a sentença é lavrada.14.14. O destino das nações. 5. 14.9. a mensagem tem palavras de esperança também (Jr 3.24. 16.15. 25.6.5. Porventura poder ia haver um aviso mais terrível do que o seguinte: “Tu.20). alguma parte do qual está incorporada no existente Livr o de Jer emias (Jr 25. 31. O rei messiânico (Jr 23.  À volta do Exílio (Jr 3. Mas. era em sua maioria de Juízo (Jr 12. como a Israel. não ores por este povo. 46.Q Juízo vem a ser inevitável. O profeta predisse uma ressurreição para novidade de vida. Esperança no porvir.11).11). Ele tem uma mensagem para as nações tanto como para Israel.10. que profetizou Jeremias contra todas estas nações ”.18. 49.6).31. nem me importunes. 48. 25. 16. Do quinto ano de Jeoaquim em diante.14. nem levantes por ele clamor ou oração. 50 . perpetuamento.39). tudo quanto está escrito neste livro.

é incoer ente dizer que a® É o maior livro da Bíblia. pois contém mais palavras (não capítulos) b) Está per meado com as tristezas. principalmente durante o período dos r eis: Josias. angústias e pr antos de Jer emias.Questionário Assinale com “X” as alternativas corretas Não é um aspecto histór ico que está entrelaçado nas mensagens proféticas de Jer emias a) A vida e ministér io do profeta Jer emias b) A r econstrução do templo após o cativeiro c) A história de Judá. devido à rebeldia de Judá c) Sua maior revelação teológica é o conceito do “novo concerto” d) É o livro da Bíblia que mais têm r efer ências à nação de Babilônia 51 . Joaquim e Zedequias. inclusive a queda de Jerusalém d) Eventos internacionais que envolviam Babilônia e outras nações O cenário do livro de Jer emias envolve as seguintes localidades: a) Egito e Israel b) Assíria e Judá Babilônia e Judá c) Pérsia e Israel Quanto aos aspectos principais que caracter izam o livro de Jer emias.

[ ]O livro de Jer emias em seu estado atual é composto de textos em for ma poética e de textos em for ma de prosa . fora escrito para fornecer um r egistro per manente de seu ministér io profético e sua mensagem 5.■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 4. nada menos. nada mais. [ ]livr o de Jer emias.

34-24.C. depois de Jeoaquim.28).C. Décimo oitavo rei de Judá. filho e sucessor de Josias. baseada no Livro da Lei (2Rs 22-23). Joaquim (Jeová Estabelece). em Megido (2Rs 23. Foi um mau rei. onde morreu Obs. foi levado. castigou cruelmente e 53 . Foi morto na batalha travada com o Faraó Neco.Reis da Época de Jeremias Josias (Jeová Cura). Joaquim também er a chamado de Conias (ARA Jr 37. pelo faraó Neco para o Egito. em lugar de Joacaz. que o derrotou. que r einou 11 anos (598-587 a. seu sobr inho (2Rs 24.C. Décimo sétimo r ei de Judá.5). seu pai (2Rs 21. Décimo sexto r ei de Judá. Vigésimo e último r ei de Judá.31. Reinou 11 anos (609 -598 a.6 -17) e libertado mais tarde (2Rs 25. Zedequias (Justiça de Jeová).26). O rei Zedequias revoltou -se contra Nabucodonosor.) em lugar de Joaquim. Foi mau e. que r einou 31 anos (640-609 a..).28 -30). após três meses de reinado. filho de Josias. sendo levado pr eso para a Babilônia (2Rs 24. O faraó Neco mudou o seu nome de Eliaquim para Jeoaquim (2Rs 23. em 609 a. Décimo nono r ei de Judá.1-4).1) e Jeconias (Jr 22. Jeoaquim (Jeová Firma). Promoveu uma r efor ma r eligiosa.24. seu pai. que reinou tr ês meses em 598 a. 2Cr 36.C.C. também chamado Salum (2Rs 23.) depois de Amom. Jeoaquim queimou o rolo que continha uma mensagem de Jer emias (Jr 36). Jeoacaz (Jeová Prendeu).17).27 -30).

21. 2Rs 24.1-21. acharam o Livro da Lei. Mal que aos poucos vai m inando um organism o . onde cruzavam duas impor tantes rotas comer ciais. que r einou somente tr ês meses. no templo.1-10. o pecado era um cancro 1 . Ele foi seguido por Joacaz.18-25. 37.1). Por causa da sua infidelidade a Deus. Então veio Joaquim ao tr ono. batalhar com Neco.15) e tornou-se cenár io de grandes batalhas (Jz 5. A r efor ma de Josias tinha vindo tarde demais.14-28. era uma obra superficial e por isso apenas provisór ia. Com ele morr eu a esperança de Judá. o povo deixaria sua terra e seria levado como escravo (Jr 17. mas ele a enfr entou no po der de Deus. minando o própr io coração do povo. foi fortificada por Salomão (lRs 9. 38. 54 . e foi morto na batalha de Megido .1 -4). e seu r einado foi notável pela r efor ma religiosa. rei do Egito. Foi “escrito com um ponteiro de ferro e com a ponta de um diamante” (Jr 17. que a idolatria e a maldade eram coisas iner entes às suas vidas. 2Rs 23.19 . a leitura desse livro resultou em confissão de pecado e na destruição da idolatria e dos sacer dotes idólatras.7). Infelizmente Josias foi.destruiu Jerusalém (Jr 21. 1 Fig. e com ele o dia de loucura e idolatria voltaram. Cinco anos depois da chamada de Jer emias. Manassés tinha deixado a Josias uma medonha herança de iniqüidade.29). O pecado estava tão arraigado na natureza do povo. sem mandamento divino.cidade localizada perto dos vales de Sarom e de Jezr eel. O Pecado de Judá Jer emias denuncia a nação por sua grande iniqüidade.

7. ma semente inteiramente fiel.16.5.27.13. 6.13.6. Mas Israel tinha abandonado a Jeová e escolhidos outros deuses. 18. multiplicando as iniquidades de seus pais.21). cisternas rotas.  Iniqüidades (Jr 5. 13. como.16.26-28. 8. nada lhes r estava senão o juízo.8. Outros pecados em Israel eram:  Idolatria (Jr 1. e cavaram cisternas. “Eu mesmo te plantei como vi de excelente. Jer emias foi levantado para um tempo como esse.2 -19.6). 11. Quando compr eendemos o que isso significa podemos melhor entender a sua mensagem. 34. pois.8).  Dureza de coração (Jr 8. e assim.A Nação O passado devia ter sido suficiente para ensinar ao povo a sua loucura em esquecer -se de Deus.18).21).13). 44. as não aprenderam a lição.  Confiança própria (Jr 8. e dessa falsa cr ença tinha resultado uma profunda degeneração moral. Os pecados de Israel.  Materialismo (Jr 7.2. 32.12). que não retêm as águas ” (Jr 2. 9.29.  Descr ença (Jr 5. 55 .2).2. te tornaste ara mim uma planta degenerada de vide estranha?” Jr 2. “Porque o meu povo fez duas maldades: a im me deixaram. e enfr entou a situação. 7. o manancial de águas vivas.6.

Jr 3. porque sou um pai para Israel. ele baseou seu ensino sobr e a relação de Jeová a Israel.4. numa terra que se não semeava” (Jr 2. Is 54.9). No começo da histór ia de Israel. 56 . por caminho direito.25). Como Amós e Oséias. Como Oséias. Lembr o-me de ti. e os dever es implicados nessa relação. dizendo: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti. 31. “Virão com choro.5. e com súplicas os levarei.25). biografia e pr ofecia. Tinha continuado a instruí-lo pelo ministér io dos seus profetas “ Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje ” (Jr 7.32. tinha-o trazido do Egito e conduzido através do deserto. que nos leva ao âmago do século. em que não tropeçarão. toda a casa de Israel tinha abandonado a Deus para seguir outros deuses (Jr 7.5). da beneficência da tua mocidade e do amor dos teus d esposórios.14. Jer emias empr ega as figuras de matrimônio e filiação para descr ever a intimidade da relação de Israel a Jeová. guiá-los-ei aos ribeiros de águas. e Efraim é o meu primogênito” (Jr 31. “Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém. Agora. Jeová tinha escolhido Israel e feita alia nça com ele.O Livro O livro de Jer emias é uma combinação de história. quando andavas após mim no deserto. o povo de Deus confiava nEle com profunda devoção. e delineia o caráter do pr ofeta mais evidentement e do que qualquer outro livr o profético. por ém. A comunhão com Deus era tão pr ofunda que a nação era considerada a esposa do Senhor (cf.2). A mensagem era de arrependimento e aviso de juízo vindour o.

Jr 1. quando ele quis fugir para algum lugar solitário (Jr 9. Seus vizinhos em Anatote procuravam matá -lo (Jr 11. O ministér io do profeta foi um pr olongado martír io. Seus sofrimentos. 57 . e a sua morada era em Anatote. e sua relutância para enfr entar o serviço proposto. Sua própria família o perseguia (Jr 12. uma aldeia a quatro quilômetros ao nordeste de Jerusalém. Jer emias não era o homem que uma escolha humana teria pr efer ido para uma missão tã o difícil. a sua própria vida está em perigo.6). Notemos logo ao começo a sua timidez natural.18. mas era objeto de amarga perseguição.2. Era apenas um moço quando “a palavra de Jeová veio a ele”. para que o poder com que Ele os reveste seja evidentemente todo Seu. e a simpatizar com ele no seu longo e árduo ministério.1). 20. e então quis desculpar -se da árdua tarefa (Jr 1. pelo qual aprendemos a conhecê -lo. mas continuou a morar em A natote .O Profeta e a sua Chamada Seu livro é uma autobiografia. um volume de “confissões” pessoais. não soment e este teve de se colocar sozinho contra a nação.18). Era sacerdote. Não somente era na sua natureza um peso qu e bem podia t er esmagado o espírito mais forte. Seu ministér io ativo era exer cido na sua maioria em Jerusalém. mas Deus escolhe os fracos para seus instrumentos.cidade qu e ficava no território da tribo de Benjamim.6). tanto na sua fraqueza como na sua força. onde morava m sacer dotes (Js 21. As mesmas caracter ísticas reaparecem mais tarde.9).

Gostaríamos de pensar que ele tivesse sofrido toda esta perseguição com mansidão.10. apiedar -se.3 5. lisonjeador. sempr e se opuseram a ele. e Israel muitas vezes caiu nesse pecado (Jr 10. impaciente com as suas denúncias da idolatria. lam entar. Foi arrastado para o Egito pelos homens que o tinham consultado e que não tinham fé nem coragem para seguir seu conselho (Jr 43. condoer -s e de. Deus proíbe a adoração de qualquer imagem.3-6). É muito natural que ele lastime 3 a sua sorte. Adoração de ídolos.14). mas te fizer guerra. Durante o sitio 2 de Jerusalém. afligir. ele foi lançado na cadeia. no Egito. P rometed or. procurando com as suas mentiras lis onjeiras 1 neutralizar a sua mensagem. compadecer. compadecer -se. ele foi apedr ejado em Daphne. 29. então. que era o principal oficial. seja de um deus fa lso ou do próprio Deus ver dadeiro (Êx 20. Am 5. a sitiarás (Dt 20. Ter pena de. se ela não fizer paz cont igo. paciência e per dão. satisfatório. 20. pô-lo no tronco por profanar (como ele pensava) o átrio do templo com as suas profecias.12)”.1. Causar dor a. se a tradição diz a ver dade.1-7). Entr e outras. 1 Que lison jeia. adulador. As nações que existiam ao redor de Israel eram idólatras.O sacer dote. e até amaldiçoe o dia do seu nascimento (Jr 15. angustiar. Astarote e Moloque e o Poste. 3 Deplorar.C ercar com tropas “P orém.14).26-27).8) . pelo povo irado.ídolo. eram adoradas as imagens de Baal. Suas queixas e denúncias. tanto em Jerusalém como na Babilônia (Jr 28. 2 Sit io: S itiar . 58 . Finalmente. acusado de tentar desertar e ir aos caldeus (Jr 37.

Estas impr ecações atingem um terrível auge no texto (Jr 18. cujas palavras ao morr er foram: “ Veja-o Jeová. Podemos admitir que algum r essentimento pessoal se misturasse com estas 59 .7). por um momento.1). e até horrorizados ao ouvir as suas maldições dos inimigos. Portanto. e desmaia exausto e desesperado. ou apelos veementes pela sua morte.15. etc. Ele manifesta o espírito de Elias e Eliseu e não o de Cristo. per de seu contato com Deus.A fé de muitos cristãos tem falhado. e seus maridos sejam feridos de morte. 15. e os seus jovens. Quando ele duvida da justiça do gover no divino (Jr 12. Era o espírito de Zacarias. Porventura. 17.19. e não o de Estevão: “Senhor.22). ou mesmo se queixa de ter sido enganado (Jr 20. e sejam suas mulheres roubadas dos filhos e fiquem viúvas.20. para desviar deles a tua indignação.18. Mas ficamos atônitos.60). entrega seus filhos à fome e entrega-os ao poder da espada. 18. e. feridos à espada na peleja”.19-21). A provocação era tremenda. e o retribua” (2Cr 24. pagar -se-á mal por bem? Pois cavaram uma cova para a minh a alma.11). em momentos de desânimo. e ouve a voz dos que contendem comigo. não lhes imputes este pecado ! (At 7. Porém. sejamos justos para com Jer emias. eles têm desejado nunca ter nascido. para falar por seu bem. Não havemos de julgá -lo pelo modelo do evangelho. “Olha para mim. podemos simpatizar com o desesper o e o abatimento humano que. Senhor. e a sua apaixonada invocação da vingança divina contra eles (Jr 11. 20. lembra-te de que eu compareci na tua presença. Seus maior es /esforços a favor dos seus patrícios foram r ecompensados com ciladas contra a sua vida.

impr ecações, mas tinham um sentido ainda mais profundo.
Foram, se bem que de; um modo imperfeito, a expr essão
de um desejo do tr iunfo completo da retidão, da
manifestação da justiça divina no mundo.
Devemos r econhecer quão profundamente o
profeta sentiu que a sua causa era a causa de Deus. Que a
honra do Altíssimo r equeria que vindicasse e defendess e
seu ser vo, e derrubasse seus in imigos.
Nesses tempos a idéia de uma futur a
retribuição ou recompensa dos males do mundo não foi
bem compr eendida, e homens piedosos esperavam ver os
justos juízos de Deus manifestos nesta vida presente.
Outro lado do seu caráter.
Não devemos esquecer o outro lado do caráter
de Jer emias; a terna simpatia da sua natureza, a profunda
tristeza com que ele via sua pátria corr endo loucament e
para a ruína “Ah! Entranhas minhas, entranhas minhas!
Estou ferido no meu coração! O meu coração ruge; não me
posso calar, porque tu, ó minha alma, ouviste o som da
trombeta e o alarido da guerra (Jr 4.19)”. “Oh! Se eu
pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração
desfalece em mim (Jr 8.18)”, confiado no caráter de Deus,
revelado e provado na longa história da sua prot eção ao
seu povo.
Um tipo de Cristo.
Apesar do espírito contrário ao de Cristo que
ele demonstrava quando denunciava seus inimigos, tem -s e
discer nido em Jer emias um tipo de Cristo. O sofredor
solitário, difamado e perseguido pelos chefes r eligiosos do
país, em tempos quando ele caminhava para a ruína, vem a
ser uma figura daquele que sofr eu tantas coisas dos
anciãos e principais sacerdotes e escribas quando fez à
nação a última oferta da

60

misericórdia divina para com um povo r ebelde, antes qu e
seu povo fosse espalhado numa dispersão comparada com
a qual o exílio de setenta anos podia parecer de poucos
dias.
Modos de agir.
Podemos contemplá-lo no seu ser viço, dando a
sua mensagem nos lugar es públicos, nos átrios do templo,
no palácio r eal, nas portas da ci dade, nos dias de festa ou
jejum, quando o povo da roça vinha à cidade para o cult o
(Jr 7.2; 17.19; 19.14; 22.1; 26.2; 35.2; 36.5,10).
Vemo-lo empregando um simbolismo que
necessitava uma laboriosa viagem (Jr 13.1 -7); deduzindo
uma lição de aviso ao ver o oleiro trabalhando com a sua
roda (Jr 18.1), levando um grupo de anciãos para o vale de
Hinom 1 e quebrando ali um vaso de barro para ilustrar
quão facilmente Jerusalém podia ser destruída (Jr 19.1).
Ele toma os recabitas e pr ova a sua lealdade ao
preceito do Pai, para contrastá -la com o despr ezo de Israel
para com a Lei de Deus (Jr 35.1).
No último sítio de Jerusalém, ele prova a sua
confiança no cumprimento das suas profecias de uma
restauração final, por exercer seu dir eito, como parent e
mais próximo, de r esgatar um campo em Anatote, onde,
talvez, os caldeus estivessem nesse momento acampados
(Jr 32).

1

Vale situado a sudoeste de Jerusalém, entre a estrada que vai para Belém
e a que vai para o mar Morto. Estava na divisa entre Judá e Ben jam im (Js
15.8). Al i se queima va m crianças no culto a Moloque (2Rs 23.10). Mais
tarde era lugar onde se queima va lixo. Geena é a forma grega do hebraico
ge -hin om, que quer dizer “vale de H inom”.
2
Tribo M idianita que adora va o Deus verdadeiro. E les vivia m em barracas
e não t oma vam beb idas alcoólicas (Jr 35).

61

Sua Missão
Podemos r econhecer no caráter de Jer emias uma
especial aptidão para a sua missão. Aquele cor ação terno e
simpático melhor podia sentir e expr essar a inefável
tristeza divina sobr e o povo culpado, esse amor eter no qu e
nunca era mais forte do que no momento quando parecia
transfor mado em ira e vingança.
A missão de Jer emias concernia não somente a
Israel, mas às nações; ele era o expositor do plano divino
naquele século de convulsão e movimento. Seu ser viço
ha via de ser “arrancar e demolir, para derrubar e destruir”,
mas também “para edificar e plantar” (Jr 1.10).
Em outras palavras, para anunciar a remoção da ordem
existente, para dar lugar à outra.

O Cumprimento das Profecias de Jeremias
Se per guntar mos como as pr ofecias de Jer emias
têm sido cumpridas, podemos primeiramente apontar para
restauração dos judeus à sua própria terra depois do
Cativeir o. E se esse fraco grupo de exilados voltados, qu e
dificilmente durante os séculos se manteve em face dos
vizinhos inimigos, parece uma insignificante realização
dos brilhantes quadros de prosper idade.
Que dir emos? De um lado a incredulidade
humana impedia o desenvolvimento do propósito divino,
de maneira que Deus não podia (digamo -lo com
rever ência) cumprir toda a sua vont ade. Toda a profecia é
condicional, como Jer emias mesmo repetidas vezes afir ma.
Do outro lado, não é assim que Paulo ensina que não
devemos presumir que os propósitos de

62

o ver dadeir o her deir o da linhagem de Davi. Mas se nos par ece que falta alguma coisa no cumpr imento das promessas da r estauração de Israel. Deus veio habitar entre os homens de maneira muito mais íntima do que Jer emias podia ter antecipado. quero que vocês conheçam uma verdade secreta para que não pensem que são muito sábios. quando ou onde. mas somente até que o número completo de não-judeus venha para Deus (Rm 11. na nova revelação. e sua Igr eja. “Minhas irmãs e meus irmãos.BLH)”. os meios de per dão e pur ificação têm sido fornecidos e declarados aos homens. que é o seu corpo. e. A verdade é esta: A teimosia do povo de Israel não durará para sempre. Para Ele todas as nações são congr egadas. é muito difer ente com essas outras bem características profecias de Jer emias. Na encarnação. mas ainda esperamos a consolação de Israel.Deus refer ente a Israel já tenham r ecebido um completo cumpr imento? Não podemos di zer dogmaticamente como. é a atual testemunha ao mundo (infelizmente com muitos defeitos e fracassos!) da ver dade que Ele r evelou: “O Senhor é a nossa justiça 63 . e mais do que tudo do essencial espír ito do justo Renovo cumpr e-se em Cristo.25 . A Nova Aliança tem sido estabelecida na dispersão espiritual do evangelho. Tudo. Nele fica demonstrado o profundo sentido do nome de Deus com incessante intercessão. numa lei escrita pelo Espírito nos corações dos homens. a plenitude daquele que enche tudo.

para dar lugar à outra ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 9. e a sua morada era em Anatote. Acazias. para derrubar e destruir” d) Era anunciar a remoção da ordem existente. não titubeou 64 . Abias. uma aldeia próxima a Jerusalém 8. consolação e r enovação b) Como Amós e Oséias. Asa e Josafá b) Jeorão. por ém.Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corretas 6. Joás e Amazias c) Jotão. empr ega as figuras de matrimônio e filiação para descr ever a intimidade da relação de Israel a Jeová d) Era sacerdote. Reis da época de Jer emias a) Roboão. Jer emias já tinha uma idade avançada quando “a palavra de Jeová veio a ele”. Acaz. O ministér io de Jer emias foi um prolongado martír io. Quanto a Jer emias é incoer ente afir mar que a) Sua mensagem era de paz. Jeoaquim e Zedequias 7. até mesmo sua própria família o perseguia 10. não às nações b) Era ocultar o plano divino naquele século de convulsão e movimento c) Era somente: “arrancar e demolir. ele baseou seu ensino sobre a relação de Jeová a Israel c) Como Oséias. Jeoacaz. A missão de Jer emias a) Concer nia somente a Israel. Ezequias e Manassés d) Josias.

os hagiógrafos (“Escritos Sagrados”). Tema: Tristeza Presente e Esperança Futura. Ester. O título deste livr o deriva -se do subtítulo das versões gr ega e latina do Antigo Testamento . Palavras-Chave: Dificuldades. Data: Cerca de 586 . “As Lamentações de Jer emias” é encontrado nos manuscritos gregos e na Septuaginta. 65 . os judeus r elembravam a destruição de Jerusalém.Lição 3 O Livro de Lamentações Lamentações Autor: Jeremias. Pecado. Angústia.C. Oração. Este se lia no nono dia do mês de abe (meados de julho/agosto). Cada um desses cinco livr os era tradicionalmente lido num event o deter minado do ano litúr gico judaico. a palavra inicial no hebraico. o Talmude e os escri tor es rabínicos s e refer em a ele simplesmente como “Lamentações” ( qinoth) ou “Como!” ('ekhah). O Anti go T estamento hebraico o inclui como um dos cinco r olos (juntamente com Rute. então. quando.585 a. Eclesiastes e Cantares) da terceira parte da Bíblia hebraica. Mas. Versículo-chave: Lm 1.“As Lamentações de Jer emias”.1 O título mais completo.

Às vezes a sua lamentação é personificada.se que Deus r ealmente é miser icordioso e fiel e que Ele é bom para aqueles que nEle esperam. isto é. cada conjunto de três versículos) começa com uma letra difer ente do alfabeto hebraico. onde aparece na maioria das bíblias de hoje. 1). cada versículo (ou no capítulo 3. 4). ■ 4 a lamentação (cap. que tem vinte e dois multiplicados por três: ou seja. Jer emias descr eve a causa dessa devastação como. Reitera os temas dos tr ês anterior es. resultado da ira de Deus contra um povo r ebelde que se r ecusou a arrepender se. ■ 2 a lamentação (cap. 3). ao clamar a Deus com alma angustiada. têm vinte e dois versículos cada (exceto o capítulo 3. sessenta e seis versículos). O inimigo de Judá foi o instrumento do juízo de Deus.A Septuaginta colocou Lamentações imediatamente após o pr ofeta Jer emias. de modo sucessivo. ■ 5 a lamentação (cap. de Alefe a Tau. Jeremias pede que Deus r estaure seu povo ao favor divino. Descr eve a devastação de Jerusalém e o lamento do profeta sobr e ela. 66 . 2). ■ 3 a lamentação (cap. Cada uma das cinco lamentações é completa em si mesma: ■ 1ª lamentação (cap. 5). Os quatro primeir os poemas são acr ósticos alfabéticos. c omo se fosse a da própria Jerusalém (Lm 1. vinte e dois é a quantidade de letras do alfabeto hebraico.12-22). que correspondem aos cinco capítulos. Após a confissão do pecado e da necessidade de miser icórdia de Judá. Exorta a nação a lembrar . As cinco lamentações do livro.

e foi muito terrível. a mágoa do profeta jorra como a de um enlutado no sepultamento de um amigo íntimo que teve mor te trágica.  A lamentável deportação da maior ia dos sobr eviventes para a distante Babilônia. desde A até Z ( Álefe a Tau). realiza duas coisas:  Transmite a idéia.Essa estrutura alfabética. Chegara o dia da prestação de contas. No livro. condolente: 67 . de que as lamentações são completas e abrangem tudo.  Pressupõe que o pr ofeta se proíbe de continuar com prantos e gemidos inter mináveis. do templo. além de ser uma ajuda para a memór ia. e lamentou sobre Jerusalém com esta Lamentação ”. Em Lamentações. diz u m subtítulo do livr o na Septuaginta e na Vulgata Latina. assim como algum dia o chegaria para o exílio e a reedificação de Jerusalém. Jer emias não somente reconheceu que Deus é r eto e justo em todos os seus caminhos. “Jeremias ficou sentado chorando. que compr eende:  A queda humilhante da monarquia e do reino davídicos. Os lamentos chegam ao fim. bem como miser icor dioso e compassivo 1 1 Que tem ou revela compaixã o. Jer emias escr eveu uma sér ie de lamentações a fim de expressar sua intensa tristeza e dor emocional por causa da trágica devastação de Jerusalém. As lamentações r econhecem que a tragédia era o juízo divino contra Judá pelos longos séculos de rebeldia contra Deus. do palácio real e da cidade em geral.  A destruição total dos mur os da cidade.

Nome do Livro Como era o costume. Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” (comparar com seu uso Lm 2. 4. entretanto. Alguns também se refer iam ao livr o como qinot ou “lamentações”. Estrutura Os comentador es rabínicos se refer em aos “sete acrósticos” e pode ser obser vado de imediato que cada capítulo tem vinte e dois versículos. que possui sessenta e seis versículos. Assim sendo. e iss o originalmente ficou conhecido como “ ekah”.32). em lugar de um versículo. “Como!”. no qual cada letra sucessiva conta com tr ês versículos dedicados à mesma. assim como em Salmo 119 a implicação é que a lei deve mer ecer a atenção e o desejo total do homem. Lamentações levara o povo a ter esperança em meio ao desesper o. para o tempo futur o em que Deus r estauraria o seu povo.1.23. Is 1. que correspondem a o númer o e à ordem das letras no alfabeto hebraico. No capítulo 5.21). e é assim que chegamos ao título qu e usamos. como diríamos de A a Z. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. Diz-se que esse arranjo alfabético tem o propósito de mostrar que “Israel pecou de álefe a tau”. e a olhar para além do juízo daquele momento.1. isto é. não são empr egadas as letras do alfabeto em or dem sucessiva 68 .22. fazendo exceção o capítulo 3.com todos os que nEle esperam (Lm 3.

e ali se acha escrito que tal lamentação foi registrada e ficou como “estatuto em Israel”. isto é. não fosse o fato de existirem certas dificuldades para que se aceite essa opinião.. Autoria e Data A tradição que Jer emias compôs esses poemas recua até à posição e ao título do livr o na Septuaginta. que Jeremias se assentou a chorar. Lm 4.17-22.21) . Jer emias bem poder ia ser concebido como autor.1.). a despeito de sua falta de dignidade (cf. onde é introduzido mediante as palavras: “E sucedeu após Israel ter sido levado cativo..2. Porém. com isso (cf. e lamentou com esta lamentação por causa de Jerusalém e disse.ainda que alguns eruditos afir mem que esse deve ter sido o caso. Lamentações 3. igualmente.10-18 etc. Não obstante. nosso pr esente livro gira não tanto em torno da morte de um r ei como em tor no da destruição de uma cidade.14. 15. e Jerusalém ter f icado desolada.20 e 2.6). na qualidade de profeta chorão (ver Jr 9. e Lamentações”. Também é asseverado no Targum Siríaco e no Talmude (Baba Bathra) que: “Jeremias escreveu seu próprio livro. O capítulo 69 . Reis. é mais parecido com o estilo de Ezequiel. e que também se encontra no livr o de Jer emias. 14. do livr o de Lamentações. conhecido como canto fúnebr e (qinah).”. originalmente.25 é feita refer ência às lamentações desse profeta por causa da morte do rei Josias. nos capítulos 2 e 4.20 com igual justiça poder ia refer ir-se a Zedequias. Os quatro primeir os poemas fazem uso do ritmo desigual. Em 2Cr ônicas 35. O sentimento em 2Sm 1. O estilo é mais bem elaborado e artificial que o do próprio livro de Jer emias e. e Lamentações 4.

que suger e um tempo antes do levantamento de Ciro. o persa.C. Essa técnica. o lamento nacional do capítulo primeir o. ou mesmo em 63 a. Alguns. talvez originados em fontes difer entes.1920. por Pompeu.C.. 4. cerca de 580 a.C... aos quais foram então adicionados.C. prefer em datar a coleção inteira como pertencente a per íodo bem posterior. ? por Antíoco Epifânio. Por conseguinte. A data desse material pode ser fixada em cerca de 540 a. no exílio.” é exortada a lamentar sua sorte (cf. por ém.3 faz lembrar os Salmos 119 e 143. de princípio ao fim do livro. muitos consideram que o autor do livr o de Lamentações tenha sido um contemporâneo mais jovem de Jer emias. certamente não é a do “colaboracionista” Jer emias e não reflete a própria exper iência do pr ofeta. subentendida em Lamentações 4. fora testemunha ocular das entristecedoras calamida des que sobr evieram a Jerusalém por ocasião da captura efetuada pelos exér citos de Babilônia em 587 -586 a. A atitude para com os poder es estrangeiros. Há também o fato que esse per íodo particular da história da Babilônia é notório por seus hinos fúnebres em memór ia de cidades caídas. pode ter sido aprendida pelos judeus. em 170 -168 a. portanto. e a oração do capítulo 5. fazendo o livr o referir -se ao cerco de Jerusalém. Outros consideram os capítulos 2 e 4 como obras de uma testemunha ocular (note-se a preocupação do escritor pelo destino das crianças.1). 70 .11 12. Em favor da data tradicional que é o período do exílio temos a nota de desânimo. à semelhança dele.C. Lm 2. o lamento pessoal do capítulo 3.4-10). em Lm 2. por ém.17. Existem inscrições cuneifor mes nas quais “o filha de. o qual. isso é altamente improvável..

Entr e as evidências que r espaldam esta conclusão estão as seguintes:  Por 2Crônicas 35. Jer emias tinha entr e cinqüenta e sessenta anos quando a cidade caiu. Jer emias chama o povo de Deus de “filha virgem” (Jr 14. 8. tem sido há muito tempo o consenso entr e as tradições judaica e cristã. 71 . ele sentiu pr ofundamente ess e trauma e se viu forçado a ir ao 1 Relativo a. Estes fatos.1. indicam o mesmo autor humano. o livro pr oféti co de Jer emias contém r efer ências fr eqüentes ao seu pranto por causa da devastação iminente de Jerusalém (ver Jr 7.17.  A descrição. sabe-se que Jeremias compunha lamentações. 9. ou que tem o caráter de catástrofe. juntament e com as semelhanças entr e os dois livros.C. 2. Lm 1. Por exemplo:  Os dois livros atribuem o sofrimento de Judá e a destruição de Jerusalém à sua persistência no pecado e à rebelião contra Deus.Quanto a Jer emias ser o a utor de Lamentações. Nos dois livros.   A desolação de Jerusalém é r etratada em Lamentações de modo tão vivido e claro que indica ter sido exper imentada pelo autor como um evento recente.13.15.29. A vivida descrição em Lamentações daquele evento catastrófico 1 suger e um relato de testemunha ocular. Além disso.10 20). Jeremias é o único escritor conhecido do AT que testemunhou em pr imeir a mão a tragédia de Jerusalém em 586 a.13).  Há vários paralelos temáticos e lingüísticos entre o livro de Jeremias e Lamentações.25. quanto ao seu estilo poético. 18.21.

(1) Embora cânticos de lamento individual ou comunitário ocorram nos Salmos e livros proféticos. Características Especiais Cinco aspectos principais car acterizam este livro. a terceira divisão do cânon hebreu. Rute. Lamentações. aniversário da destruição do templo por Nabucodonosor. Cada um dos Megilloth era lido por ocasião de uma festividade anual. etc. Daniel. a.C. mas ocupa a posição média entre os Rolos Festivos (Megilloth) que seguem imediatamente os tr ês livros poéticos da Hagiógrafa.Egito contra a sua vontade em 585 onde morr eu (talvez martirizado) Assim. Eclesiastes. Salmos. somente est e livro da Bíblia está composto exclusivamente de poemas cheios de pesar. Ester. ou seja. Cantares de Salomão. na década seguinte. o livro foi escrito de Jerusalém (586 - Posição no Cânon A Septuaginta coloca o livr o imediatament e após as profecias de Jer emias. 72 . No Talmude. os livr os poéticos e o Megilloth aparecem rearranjados numa or dem que parece ser a ordem cronológica.). a saber. Jó.44).C. o mais provável é que imediatamente após a destruição 585 a. Na Bíblia hebraica esse livro não é encontrado entr e os livros pr oféticos. tal como em nossas ver sões portuguesas. rei da Babilônia. (ver Jr 41 . Provérbios. sendo que o livr o de Lamentações era lido no nono dia de abe (meados de julho/agosto).

do livro.(2) Sua estrutura literária é inteiramente poética. Embora Lamentações começar com um lamento (Lm 1. (4) No centro do livro há uma das mais enér gicas declarações em toda Bíblia quanto à fidelidade e a salvação de Deus (Lm 3. Ao mesmo tempo. Lm 3. Lm 1. com uma nota de arrependimento e esperança de restauração (Lm 5. por causa da compaixão e miser icórdia do Senhor. somente est e livro r etrata vividamente as emoções e sentimentos daqueles que r ealmente exper imentaram a catástrofe. O Livro de Lamentações ante o Novo Testamento Embora Lamentações de Jer emias não seja citado em nenhum lugar do NT.20.15 com Ap 14.13).19.45 com ICo 4. a salvação está à disposição daqueles que se arrependem dos s eus pecados e se voltam a Ele. s endo que quatro das cinco lamentações são acrósticas.1. Em consonância com a estrutura poética . 73 . Lm 2. esses cinco capítulos exortam os crentes a refletir sobr e a gravidade do pecado e a certeza do juízo divino. o quinto poema tem também vinte e dois versículos. ter mina de modo apropriado. (3) Enquanto 2Reis 25 e Jer emias 52 descrevem o evento histórico da destruição de Jerusalém.30 com Mt 5. somente umas poucas possíveis alusões (cf.2). tem realmente muita relevância para aqueles que cr êem em Cristo.18 a 3. Assim como Romanos 1.16 22).21 -26).35. Lm 3. (5) Não há citações deste livr o no Novo Testamento. fazem lembr ar que.39.1 com Mt 5.

1). Quem já foi alcançado pela redenção e a vida em Cristo. reconhecendo ter sido justo o castigo que a cidade e seu povo receberam. O próprio Jesus Cristo chorou pelo povo de Israel que. ouvi todos os povos e vede a minha dor. em breve. Jeremias é seu autor.C. 10. que não queriam aceitar a Cristo (Rm 9. deve angustiar -se com o terrível sofr imento daqueles que ainda são escravos do pecado e de Satanás. Lamentação sobr e a destruição de Jerusalém e sobr e o sofrimento do povo que participou dela.18). pelo seu povo.41-44). as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeir o” (Lm 1. “Justo é o Senhor. e o apóstolo Paulo r evelou profunda tristeza e contínua preocupação por seus compatriotas. em 587 a. 74 . Segundo a tradição judaica e a cristã.1-3. ir ia sofr er um castigo terrível por rejeitar a salvação provida por Deus (Lc 19. pois me rebelei contra a sua palavra. os judeus. Porém conforta-sé na misericórdia de Deus e roga que ele mais uma vez ajude e restabeleça seu povo.Jer emias chora por causa da tristeza e sofr imento causados pela rejeição de Deus. O autor faz uma confissão de pecados cometidos pelo povo e pelos seus líder es. Observação.

Jer emias a) Na I a lamentação descr eve a devastação de Jerusalém e o lamento do profeta sobr e ela. Jó. Salmos e Provérbios E errado dizer que. Ester. Salmos e Provérbios b) Rute. Ester. Salmos e Eclesiastes cM Rute. pede que Deus restaure seu povo ao favor divino Quanto a Jer emias ser autor de Lamentações. é errado dizer a) Por 2Crônicas 35.juntamente com a) Rute.Questionário Assinale com “X” as alternativas corretas O AT hebraico inclui Lamentações como um dos cinco rolos . Jó. Eclesiastes e Cantares d) Ester. sabe-se que Jer emias compunha lamentações Jb)|^j| Não há indícios na tradição que Jer emias compôs esses poemas c) Há vários paralelos temáticos e lingüísticos entr e o livro de Jer emias e Lamentações d) Tem sido há muito tempo o consenso entre as tradições judaica e cr istã 75 . ao clamar a Deus com alma angustiada b) Na 2 a lamentação Jer emias descr eve a causa da devastação como resultado da ira de Deus contra um povo r ebelde que se recusou a arrepender -se c) Na 3 a lamentação exorta a nação a lembrar -se qu e Deus r ealmente é miser icor dioso e fiel e que Ele é bom para aqueles que nEle esperam d) Na 4 a lamentação.25. após a confissão do pecado e da necessidade de miser icórdia de Judá.

sendo que quatro das cinco lamentações são acrósticas 5. Lamentações é inteiramente poético. Embora Lamentações comece com um lamento.■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 4. ter mina de modo apropriado. com uma nota de tristeza e angústia 76 .

mas é uma pungente 2 súplica. para que lamente sua devastação e chor e seus filhos. A Bíblia Hebraica inclui este livro entr e os “Escritos”. a fome.começa com letr a difer ente. R ogar. consagrados ao luto ou à tristeza (elegias 1 ) são alfabéticos (cada estr ofe . poema for mado de versos hexâm etros e pentâm etros alternados. A data de composição não é muito poster ior ao ano 586 a. suplicar.na terceira “elegia”. às vezes.que não é alfabético. P oema lírico. embora seus 22 versos igualem em númer o o alfabeto hebraico não segue o estilo descritivo das Lamentações pr ecedentes. excluída a hipótese de uma simples coletânea. 2 Que punge. Comovent e. O poeta cede. 1 Art e P oét. personificada. a pa lavra à cidade de Jerusalém. requer er. cuja primeira parte tem um ou dois acentos mais que a segunda) foi substituído por “Ekáh” (interjeição: Como?!). o escárnio dos exér citos invasor es. Quatro poemas pequenos.Semelhanças Temáticas e Linguísticas As mesmas fazem supor um único autor . a inér cia do braço divino. cujo tom é quase sempre terno e triste. Os cinco poemas pequenos (elegias) exprimem a comoção de Israel ante a ruína da nação: o assédio de Jerusalém. pedir. Interpor (recurso). a violência. cada verso . O título primitivo “ Quinot” (plural de quináh = verso hebraico especial. 0 último poema .C. em ordem alfabética). lancinante. 3 77 . A queda da Cidade Santa e a destruição do templo fer iram o povo em seu ponto nevrálgico: a manifestação visível da presença do Deus da aliança. sua palavra inicial. Entre os gregos e lat inos. para impetrar 3 a misericórdia divina sobr e o povo e a Cidade Santa. doloroso. Obter med iante súplicas.

impostura. antes. A exti nção da monar quia desestabilizou a tão celebrada aliança. foi o povo. a supressão do sacer dócio levítico dissolveu a mediação litúrgica entr e Deus e seu povo. unilateralmente comprometido com Israel por aliança inviolável. As Lamentações não pr etendem consolar o povo. c omo mensagem do Deus justo a o povo pecador. 78 . A crise de fé abalou a confiança de Israel na proteção divina. à reconciliação com o Deus da santidade. e o povo vive na ilusão r eligiosa? Desagr egada a comunidade de fé. embustice. a rdil.cerne da identidade r eligiosa de Israel. do Deus misericordioso ao povo arrependido e penitente. colocando em xeque a própria credibilidade de Deus e sua aliança com Israel. A errônea interpr etação da doutrina da eleição de Israel dava ao povo a falsa segurança em suas instituições e no auxílio incondicional de um Deus sectário. Quem fez com falhasse a aliança não foi Deus. à conversão e penitência. ou sofr eu o desgaste dos séculos e já não vigora. morr eu a alma da nação. engano. à aceitação do julgament o divino. O livro convida à reflexão e ao exame de consciência. dissolveu-se a coesão social. r ebelde e infiel. 1 Mentira artificiosa. intrujice. desviando do sofrimento sua atenção. desvendar todo o alcance da desgraça nacional e seu significado r eligioso. embusteir ice. A aliança falhou? Quem poderia duvidar que ela falharia? Ou nunca foi r eal e autêntica. os desmandos dos sacerdotes. que não pode pactuar com o pecado: a degradação moral do povo. as condenáveis alianças políticas com as nações pagãs. os embustes 1 dos falsos pr ofetas. mediante dramáticas descr ições dos horror es da derrota.

longe de abalar a fé em Deus. que vem ao encontro do povo. salvação? Este é para todas as horas de sofr imento e angústia e para todas as calamidades. que conhece a dolorosa experiência de Israel e sabe que a ausência de Deus lhe é muito mais intolerável que a perda dos bens mater iais. deve ser ocasião de corrigir os desvios na fé. fora dele. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade. os prazer es do pecado.A crise nacional. mas finalmente a escravidão. leva -o a suscitar a confiança do povo na misericórdia de Deus. Tema Principal do Livro  “Vede a minha dor” (Lm 1. Este versículo espelha um dos temas principais do livr o de Lamentações: o pecado traz dor e tristeza. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros. A exper iência pessoal do autor salva de iminente perigo de vida. por haverem desprezado o conhecimento de Deus. a violência dos maus tratos e a dor da humilhação. para construí-la sobr e as bases autênticas da aliança recípr oca. Satanás e as conseqüências dos desejos pecaminosos tornar -se-ão evidentes. A pessoa pode gozar.ARA). em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado ” (Jo 8.18). nacionais ou pessoais. “E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Para que fugir de Deus. E. por algum tempo. o per ene ensinamento do livro das Lamentações.34 . não havendo. o próprio Deus os entregou a uma disposição mental .

ma lcr iado.22. Q ue denota ou en volve p erfídia. não somente as fazem.2). sem afeição natural e sem misericórdia. Grosseiro. de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam. 2 Que m ente à fé jurada. O último capítulo de Jer emias. insolentesl. atrevido. desobedientes aos pais. A dor de Jer emias à vista da cidade pela qual ele tudo fizera para salvá -la. Jerusalém reer gueu-se. conhecendo eles a sentença de Deus. des leal. infiel. cheios de toda injustiça. homicídio. fem entido. traidor. deve ser lido como introdução a este livr o. não que não houvesse cr ido que ela ainda se ergueria de s uas ruínas. contenda. entretanto Lamentações 3 faz-nos lembrar do lamento de Jesus sobr e a mesma Jerusalém (Mt 23.37. insensatos. malícia. sim.41 -44). desaforado. A Septuaginta apresenta este pr efácio: “E aconteceu que. enganador. sendo difamadores. avareza e maldade. Ora. fals o. 80 . inventores de males. pérfidos2. aborrecidos de Deus.ARA) A Mensagem de Lamentações  Cântico fúnebre sobre a desolação de Jerusalém. depois de Israel ter sido levado em cativeiro e Jerusalém ter ficado devastada. traiçoe iro. Lc 19. soberbos. sobr e o incêndio de Jerusalém e o começo do exílio babilônico. Ap 21. e deu seu nome à Capital de um Mundo Remido de Glória Eter na (Hb 12. ousado. mas também aprovam os que assim procedem” (Rm 1.26-32 . dolo e malignidade. presunçosos. Jeremias 1 Que é ofensivam ente desrespeitos o em atos ou pala vra s. para praticarem coisas inconvenientes. possuídos de inveja.38. caluniadores.reprovável.  Apêndice a Jeremias.

Tsadey. O livr o deve ter sido composto nos 3 meses entr e o incêndio de Jerusalém e a pa rtida do r emanescent e para o Egito (Jr 39. cada verso começa com uma letra do alfabeto hebraico. isto é. 2. onde quer que haja judeu. O livro consiste em cinco poemas. Era esta uma for ma favor ita de poesia hebraic a. 41. Meim. Estes figuravam em rolos separados. Provavelmente foi feita uma porção de cópias.1. outras enviadas à 81 . Reish. Hei. até hoje. Zayin. Heit. tempo em que a sede do gover no esteve em Mizpá (Jr 40. Khoph. Em cada um dos capítulos 1. Pei. 43. na mesma or dem alfabética.7). por ém não em ordem alfabética. cerca de 9 km a nor oeste de Jerusalém.8) . como é o caso em nossa Bíblia. perfazendo 66 ao todo. Estas lamentações. Guimel. algumas levadas para o Egito. Vav. no Antigo T estamento Hebraico este livro não segue o de Jer emias. no dia 9 do 4 o mês (Jr 52. porque eram lidos em festas difer entes. Shin. em memór ia da destruição de Jerusalém.sentou-se a chorar e proferiu a esta lamentação sobre ela dizendo”. Os nomes das letras do alfabeto hebraico são: “Aleph.2. quatro dos quais são acrósticos. Lamed. por ém figura no grupo denominado “Hagiógrafos” ou Escr itos: Cantares. Rute. um pra cada letra. No capítulo 3 havia 3 versos para cada letra. Tav”.18. Dalet. Yod. Lamentações. são lidas nas Sinagogas. e 4 há 22 versos. pelo mundo inteir o. Beit. Eclesiastes e Ester. Todavia. O capítulo 5 tem 22 versos.  Um acróstico alfabético. Teit.  Seu uso imediato. Ayin. Samek.6). usada para ajudar a memór ia. Nun. Kaph.

Atônito. assomb r ado. expr essas de modo difer ente. situada num monte e cercada de outros.Babilônia para que os cativos as decorassem e cantassem. Não é fácil dar o assunto de cada capítulo. a desolação das ruínas.12) . a mais favor ecida e altamente privilegiada cidade de todo o mundo. quanto à localização física. a mais bela cidade então conhecida.1-22). Intrépido. Porém esta cidade de Deus ha via-se feito pior qu e Sodoma (Lm 4. perturbado. 15) mesmo comparada com Babilônia. audaz. amada de Deus de um modo excepcional e muito particular. Além do que era tão bem fortificada que geralmente se acr editava fosse inexpugnável 42 (Lm 4. percorrem todos os capítulos: os horror es do cer co.6). atordoado. 82 . Nínive. Um dos fatos a que se dá ênfase especial neste é o de que o povo provocou esta catástrofe que lhe sobr eveio por causa do seu próprio pecado. pasmado. e muros inexpugnáveis não são 41 42 Estonteado. tudo por causa dos p ecados de Sião. T ebas e Mênfis.22). A devastação de Jerusalém é atribuída dir etamente à ira de Deus (vv. aturdido 4 1 . por Ele escolhido para uma missão ímpar. tonto. chora inconsolavelmente. F ig. era a cidade do cuidado especial de Deus. indestrutível. Jeremias. à mar gem de r ios. As mesmas idéias. gozando de sua especial proteção.21. principal meio de r elações de Deus e os homens.  A ira de Deus (Lm 2. de coração quebrantado.  Sião desolada. er a. In vencí vel. que ficavam em planícies.6. Jerusalém. “a perfeição da formosura” (v. 1 -4. inabalá vel. Demais disto.

defesos contra a ira de Deus. O Deus de amor infin ito e
insondável é também um Deus de ira terrível para com os
que persistentemente escarnecem de Seu amor, isto é u m
ensinamento declarado e ilustrado muitas vezes pela
Bíblia.
□ A aflição de Jeremias.
No capítulo 3 Jer emias parece queixar -se de
que Deus não fizera caso dele e de suas orações (v. 8); “ de
nuvens te encobriste para que não passe a nossa oração ”
(v. 44). Posto que se queixe, justifica a Deus,
reconhecendo que o povo mer ecia castigo (v. 22). O ponto
alto do livro é o trecho que vai do verso 21 ao 39, neste
capítulo.
□ Os sofrimentos provenientes do cerco.
Enumerados de Sumariados. Jer emias não podia
desviar o pensamento dos horror es do cerco, o choro das
crianças a morrer em de fome:
“Jode. Estão sentados na terra, silenciosos, os
anciãos da filha de Sião; lançam pó sobre a sua cabeça,
cingiram panos de saco; as virgens de Jerusalém abaixam
a sua cabeça até à terra. Cafe. Já se consumiram os meus
olhos com lágrimas, turbadas está a minha alma, o meu
coração se derramou pela terra, por causa do
quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem os
meninos e as crianças de peito pelas ruas da cidade.
Lámede. Dizem a suas mães: Onde há trigo e vinho?
Quando desfalecem como o ferido pelas ruas da cidade,
derramando-se a sua alma no regaço 43 de suas mães” (L m
2.10-12).
“Cofe. Levanta-te, clama de noite no princípio
das vigílias; derrama o teu coração como
43

Ca vidade formada por veste comprida entre a cintura e os joelhos d e
quem está sentado; colo.
83

águas diante da face do Senhor; levanta a eles as tua s
mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome
à entrada de todas as ruas ” (Lm 2.19).
u
Dálete. A língua do que mama fica pegada
pela sede ao seu paladar; dos meninos pedem pão, e
ninguém lho dá. Jode. As mãos das mulheres piedosas
cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento
na destruição da filha do meu povo ” (Lm
4.4,10).
Não obstante, a despeito de seus sofr imentos
horríveis, Jerusalém não aprendeu a lição. Depois do
cativeiro foi r eedificada, e nos dias de Cristo já se havia
torna do novamente grande e poder osa cidade, cujo pecado
chegou ao extremo de crucificar o Filho de Deus. Seguiu se sua extirpação pelos exércitos de Roma, 70 d.C.

A mensagem de Lamentações.

A consolação dada a Sião na sua aflição é
tríplice:
(1) O Senhor os ensina e os purifica através dessa aflição
(Lm 3.22-39).
(2) Quando sua obra estiver completa e voltarem
penitentes a Ele, Deus os libertará, e não mais
per mitirá o cativeir o.
“Tau. O castigo da tua maldade está consumado, ó
filha de Sião; ele nunca mais te levará para o
cativeiro; Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos
converteremos; renova os nossos dias como dantes ”
(Lm 4.22a; 5.21).
(3) Finalmente Ele castigará seus inimigos, e fará com
eles o que fizeram com os outros:

Chim. Ouvem que eu suspiro, mas não tenho qu em
me console; todos os meus inimigos que souberam do
meu mal folgam, porque tu o

84

determinaste; mas, em trazendo tu o dia que
apregoaste, serão como eu. Tau. Venha toda a
sua iniqüidade à tua presença, e faze -lhes como
me fizeste a mim por causa de todas as minhas
prevaricações; porque os meus suspiros são
muitos, e o meu coração está desfalecido. Chim.
Regozija-te e alegra-te, ò filha de Edom, que
habitas na terra de Uz; o cálice chegará também
para ti; embebedar-te-ás e te descobrirás. Tau. O
castigo da tua maldade está consumado, ó filha
de Sião; ele nunca mais te levará para o
cativeiro; ele visitará a tua maldade, ó filha de
Edom, descobrirão os teus pecados” (Lm 1.21,22;
4.21,22).

Questionário

Assinale com “X” as alternativas corretas

6. Assinale com coer ência. Um dos temas principais do
livro de Lamentações:
a) O pecado contra o Espírito não tem per dão
b) O pecado traz dor e tristeza
c) O pecado tem perdão
d) O pecador estará diante de Deus no Juízo Final
7. Deve ser lido como intr odução ao Livr o de
Lamentações
a) O último capítulo de Sofonias
b) O último capítulo de 2Reis
c) O último capítulo de Jer emias
e)
O último capítulo de 2Crônicas

85

e fará com eles o qu e fizeram com os outros 0 Marque “C” para Certo e “E” para Errado 9. próximo a Jerusalém 10. a consolação dada a Sião na sua aflição é tríplice. Em Lamentações. ainda no cativeir o b) O Senhor os ensina e os purifica através dessa aflição c) Quando sua obra estiver completa e voltarem penitentes a ele. e não mais per mitirá o cativeir o d) Deus castigará seus inimigos. destaque a incorreta a) Deus enviará um libertador. A devastação de Jerusalém é atribuída dir etamente à ira dos inimigos de Deus 86 . ou seja. Lamentações deve ter sido composto nos 3 meses entr e o incêndio de Jerusalém e a partida do r emanescent e para o Egito. Deus os libertará.8. tempo em que a sede do gover no esteve em Mizpá.

C. terrí vel. Palavras-Chave: Julgamento.C. Responsabilidade e Moral Individual. estando Ezequiel entr e eles.000 cativos foram levados à Babilônia. ■ Em 597 a. Data: 590 -570 a.Lição 4 O Livro de Ezequiel Ezequiel Autor: Ezequiel. Tema: O Juízo e a Glória de Deus.24-28 O contexto histórico do livr o de Ezequiel é a Babilônia durante os primeir os anos do exílio babilônico (593-571 a. 44 Cheio ou coberto de trevas. as forças de Nabucodonosor destruíram t otalmente a cidade e o templo... ca liginoso.C. 10. Bênção.C.). e a maioria dos sobreviventes foi transportada para a Babilônia. Versículo-chave: Ez 36. es curo: Fig. entr e eles Daniel e seus três amigos. Horrí vel. Nabucodonosor levou cativos os judeus de Jerusalém para a Babilônia em tr ê s etapas: ■ Em 605 a.C. O ministér io profético de Ezequiel ocorr eu durante a hora mais tenebrosa 4 4 da história do Antigo Testamento: os sete anos que precederam a destruição.  Em 586 a. jovens judeus escolhidos foram deportados para Babilônia. medonho: 87 .

no ano vinte e sete. Ao contrário de Daniel. Daniel.”(Ez 29. Ezequiel era casado (Ez 24. O livr o provavelmente completou -se cerca de 570 a. e a partir daí ministrou f ielmente durante vinte e dois anos. portanto. Ezequiel tinha uns dezessete a nos quando Daniel foi deportado e. no mês primeiro. Ezequiel e Daniel foram contemporâneos de Jer emias. cujo nome significa “Deus fortalece”. na terra dos caldeus.2 “ no ano primeiro do seu reinado.3) e passou os vinte e cinco primeiros anos da sua vida em Jerus além.C. junto ao rio Quebar. Uns cinco anos mais tarde. Ezequiel r ecebeu sua chamada profética da parte de Deus.17). entendi pelos livros que o número de anos. Daniel já era bem conhecido como homem de elevada s abedoria profética. dizendo. Quando Ezequiel chegou à Babilônia.2. e os quinze anos seguintes (586-571 a. em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém. pelo menos.).14. era de família sacerdotal: “veio expressamente a palavra do SENHOR a Ezequiel.3). e ali esteve sobr e ele a mão do SENHOR” (Ez 1.3). veio a mim a palavra do SENHOR. filho de Buzi. por ser profeta mais velho em Jerusalém (cf.20. de que falou o SENHOR ao profeta Jeremias. aos trinta anos (Ez 1. 28. e vivia .C. por ém mais jovens que ele e. Ezequiel r efer e-se a ele tr ês vezes no seu livr o (Ez 14. Ezequiel.C. provavelmente.15-18). era de setenta anos”). (593-586 a. Dn 9.). Estava se pr eparando para o trabalho sacer dotal do templo quando foi levado prisioneiro à Babilônia em 597 a. foram por ele influenciados. os dois eram praticamente da mesma idade. “E sucedeu que.em 586 a.C. o sacerdote. eu.C. no primeiro dia do mês.

Os pecados passados e presentes de Jerusalém provocavam a sua segura ruína. relutar. 89 .C. Durante os últimos sete anos de Jerusalém (593-586 a. No capítulo 24. Contém a mensagem contundente de Ezequiel sobr e o juízo vindouro e inevitável de Judá e Jerusalém. Contém profecias de juízo contra sete nações estrangeiras que se alegravam da calamidade de Judá. ❖ A terceira seção (Ez 25-32). e seus quarenta e oito capítulos dividem-se naturalmente em quatro seções principais: ❖ A seção introdutória (Ez 1-3). Descr eve a poder osa visão que Ezequiel teve da glória e do trono de Deus (capítulo 1) e o encar go divino que o pr ofeta recebeu para seu ministério profético (capítulos 2 e 3). devido as suas obstinadas 1 r ebeldias e apostasias. parábolas e atos simbólicos.24. cf. SI 137. Os capítulos 8 -11 descr evem como Deus levou Ezequiel a Jerusalém numa visão para profetizar contra a cidade. O livr o de Ezequiel está bem or ganizado.15. junto ao rio Quebar (Ez 1.como um cidadão comum entr e os exilados judeus. 3. Ezequiel trombeteia sua mensagem pr ofética de juízo através de várias visões. por fiar.). ❖ A segunda seção (Ez 4-24). a morte da quer ida esposa do profeta serviu de parábola e sinal da destruição de Jerusalém.1. 1 Manter -se na teima ou erro. que não devia m alimentar a falsa esperança de que Jerusalém sobr eviver ia ao julgamento. Ezequiel advertiu os judeus de Jerusalém e os cativos em Babilônia.1 ).

que mudou do terrível juízo para o consolo e a esperança futuros (cf.1 -32.Na profecia sobr emaneira longa contra Tiro. então. 90 . Neste contexto surge a famosa visão de Ezequiel. ❖ A seção final do livro (Ez 33 -48). O profeta também r essaltava a responsabilidade pessoal de cada indivíduo diante de Deus. O livr o ter mina com a descrição da r estauração escatológica do temp lo santo. Deus será o ver dadeir o pastor do seu povo (Ez 34) e dará aos seus um “novo coração” e um “novo espír ito” (Ez 36). da cidade santa de Jerusalém. Is 40 -66). Assinala uma transição na mensagem do profeta. de um exército de ossos secos que ressuscita m mediante a mensagem pr ofética (Ez 37). 33.10-20). Ezequiel profetiza a respeito do avivamento e restauração futuros.48). aparece uma descrição mascarada de Satanás (Ez 28. Depois da queda de Jerusalém. e da terra santa de Israel (Ez 40 . ao invés de somente culpar os antepassados e seus pecados como a causa do exílio como julgamento (Ez 18. O Propósito O propósito das profecias de Ezequiel foi duplo: S Entr egar a mensagem divina do juízo ao povo apóstata de Judá e Jerusalém (Ez 1-24) e às sete nações estrangeiras ao seu redor (Ez 25 -32). concernente à restauração de seu povo segundo o concer to e à glória final do r eino de Deus (Ez 33 -48). v'' Conser var a fé do r emanescente fiel a Deus no exílio. quando.11 -19) como o ver dadeir o agente por trás do rei de Tiro.

24). juntamente com a har monia estilística 46 e a linguagem. 91 .Autor O livro claramente atribui suas profecias a Ezequiel (Ez 1. levar o povo exilado de volta a Deus e avivar a esperança dos exilados mediante a promessa divina de sua restauração. 33. 32.1. O uso do pronome pessoal “eu” através do livr o. Certamente.C. proclamando a mensagem de Deus aos exilados. i.C. até a última pr ofecia registrada em 571 a.1. 24. e continuou.21. 24. e.20. pelo menos. 17. As pr ofecias de Ezequiel têm datas exatas por causa de sua or ganização em datá -las (cf. Ez 1. cerca de 80 km a sudeste de Babilônia. 26. estabeleceu -se junto ao rio Quebar.1. 40. 30. Ezequiel ministrou durante vinte e sete anos.1.1.1. predizer a queda de Jerusalém. a sua capacidade de sugestionar e em ocionar med iante determ inados processos e efeitos de estilo.1. 8. 46 Discip lina que estuda a expressividade duma língua. ligado ao rio Eufrates.17. Ezequiel era sacerdote. Seu ministério começou em 593 a. Sua missão era expor a razão do cativeir o. ao mesmo tempo em qu e Jer emias pregava em Jerusalém. 31. pelo menos. O cativeir o babilônico de Judá dur ou aproximadamente setenta anos. 20.1.3.2. Ezequiel (“Deus fortalece”) foi chamado para ministrar como profeta durante o cativeir o. indicam a autoria exclusiva de Ezequiel. 29. Ele recebeu sua chamada pr ofética quatro anos depois de chegar à Babilônia..1). possivelmente um canal navegável.

em 587 a. o quinto ano do reinado de Joaquim. Partes foram também. A morte de sua esposa ocorr eu ao mesmo temp o da destruição de Jerusalém.1. A última data dada por um oráculo (Ez 29. 1 Que am eaça acont ecer breve. fazendo de seu ministér io cer ca de vinte anos de duração. escritas após a destruição de Jerusalém. ele escr eveu para aqueles ainda em Jerusalém.17) é. em via de efet ivação im edia ta. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém. 571 a. aparentemente. de parábolas arrojadas e de ações simbólicas e excêntr icas. 15-18). incluindo a partida da presença de Deus. (Ez 24..C.. como um meio de expressão da revelação profética de Deus. (2) Seu conteúdo é organizado e datado com cuidado: registra mais datas do que qualquer outro livr o profético do Antigo Testamento.C.  “a glória do Senhor” (dezenove ocorr ências com suas variantes). Características Especiais Sete características principais do livro: (1) Contém um grande númer o de visões surpreendentes.Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 a. por volta de sua iminente 1 e completa destruição. 92 . (3) Duas frases características ocorrem do começo ao fim do livr o:  “então saberão que eu sou o Senhor ” (sessenta e cinco ocorrências com suas variantes). provavelmente. C.

34. no seu coração.(4) Ezequiel r ecebe de Deus.24. Ezequiel recebeu ordens de Deus para identificar -se pessoalmente com a palavra profética. visões e atos simbólicos. . junto às nações como r esultado de missões.16-38 e 37. Ezequiel ensinou que cada pessoa é r esponsável pelos seus pr óprios pecados e que todos devem se ren ovar no seu íntimo. à futura obra redentora de Deus conforme r evela no Novo T estamento. Ele esperava que a nação de Israel começasse a viver uma vida nova diante de Deus.27. 36.23. purificado e perfeitamente restaurado (Ez 40-48). Fala não somente da restauração física de Israel à sua terra. de modo peculiar. Profecias importantes em Ezequiel a respeito do Messias do Novo Testamento: _______ _____________  Ezequiel 17. Nele há pregações. e a outra. O Livro de Ezequiel ante o Novo Testamento A mensagem dos capítulos 33 -48 concer ne. 21.26. (7) Ezequiel salienta a responsabilidade pessoal do indivíduo e sua responsabilidade diante de Deus. isto é. (5) Este livro r egistra duas grandiosas visões do templo: uma delas mostra-o pr ofanado e à beira da destruição (Ez 8-11). sua plena realização reser vada por Deus. em síntese. Livro que contém mensagens de Deus dir igidas aos judeus que estavam na Babilônia e também aos qu e moravam em Jerusalém. expressando-a através do simbolismo profético. como o Israel espiritual. (6) Mais do que qualquer outr o profet a. os nomes de “filho do homem‟ 7 e “atalaia”.22-24.1-28. como também da sua restauração final futura.

Portavam-se cada um deles no meio de cada lado d e um quadriláter o 48 . que desaguava no Tigr e. Cada querubim tinha quatro rostos (v.15). Deus é manifesto num trono móvel que nunca para. A Visão da Glória de Deus (Ez 1. 13). 12). Ezequiel vê uma espécie de carro trono em movimento constante. que era um canal navegável derivado do Eufrates acima da Babilônia. ♦ Brasas de fogo ardentes (v. 28). O fogo que se movimenta simboliza a ener gia e o poder do Espír ito Santo. Ap 4. Ezequiel mostrou inter esse pelo T emplo de Jerusalém e ensinou que Deus exige de seus adorador es uma vida dedicada a Ele. suas asas estendidas tocavam os ângulos desse quadrilátero.20). 5). 1) eram fundamentais a fim de pr epará -lo para a obra a quem o chamava. leão.Sendo ao mesmo tempo profeta e sacerdote. 94 . Recebeu sua visão junto ao r io Quebar (v. Estes ser es viventes s e identificam muito com os “Querubins” (Ez 10. Falam da santidade de Deus (Êx 3. 48 P olí gon o d e quatr o lados . 16-25). v. ♦ O Espírito (v. Os querubins são dirigidos pelo Espírito que sem dúvida se refer e ao Espírito de Deus (cf. 3). Os rostos de homem.7). boi e águia repr esentam a criação por Deus. o qual está sempre em oração e jamais descansa. ♦ O aspecto das rodas (v. As “Visões de Deus” (v.14.1 -28) Ezequiel r ecebe uma visão da glór ia e da santidade de Deus (v. ♦ “Quatro animais” (v. dos ser es viventes (cf. 10). 20).

como aconteceu com João (Ap 10.27) => Filho do homem (v. A mensagem lhe é entr egue da parte de D eus sob a for ma de um livr o. ♦ Da glória do Senhor (v. e ser ia para lembrar-lhe da sua dependência do poder do Espírito Sant o para capacitá-lo a cumprir seu ministério.e que vai para onde o Espírito ordena. Ezequiel vê Deus sentado num trono.8. A linguage m figurada simboliza a sabedoria de Deus sobr e todas as coisas e a sua presença em todas as coisas e a sua presença em todas as esferas da sua criação. ♦ Semelhança de um homem (v. Ezequiel ficou revestido do poder quando o Espírito de Deus entr ou nele (v.5-7 Cl 2. 3. Ezequiel profetizou poster ior mente que a glória de Deus voltaria a Canaã e a Jerusalém (Ez 43. O aparecimento da glór ia de Deus a Ezequiel indicava que Ele já saíra do templo de Jerusalém (lRs 8.2 4. 2). 63. O Ministério da Palavra Profética (Ez 2. Este título ressalta a humanidade e a fragilidade do pr ofeta. para proclamar a mensagem de Deus. que ele r ecebe or dem de comer. 1).2). 26).2).9). 28). Deus se r efer e a Ezequiel mais de noventa vezes como “filho do homem”. Em sua 95 . Esta mostra que quando Deus r esolveu revelar -s e plenamente Ele o fez for ma humana mediante Jesus Cristo (Fp 2. e que agora estava sendo manifesta aos exilados.9).13).1 -3. Jesus comumente aplicou a si (Lc 5.11. Logo no pr incípio é avisado de qu e está sendo chamado a uma vida de asper eza e perseguição. SI 26. na semelhança de um homem.

3) r epr esenta as forças existentes dos babilônicos. o que significava ter ele achado alegria em ser mensageir o de Deus. Retratou estes eventos com uma miniatura de cerco da cidade. fosse só em visão. 1 Nação H ebréia está rela cionada a todos da nação d e Israel qu e esta va n o dentro e fora do cat iveir o. Como o livr o. 24.22).5. Sinais Proféticos do Juízo Vindouro (Ez 4. às vezes.boca o livro é doce. por meios de atos específicos. da qual só se poderá s e eximir por uma fiel declaração de mensagem divina. embora a mensagem contivesse anúncio de aflições. Cada dia que Ezequiel ficava deitado sobr e o seu lado (v.17-21 parece que Deus coloca sobr e Ezequiel a responsabilidade pela condenação de seu povo.17) Deus ordenou que Ezequiel simbolizasse o cerco de Jerusalém e o exílio subsequ ente. literalmente. 4) r epr esentava um ano de pecado da nação hebréia 1 como um todo. É também avisado de que Deus.1 . 96 . de modo que a mensagem se tornava parte de sua personalidade. pois tinha outras tarefas (vv. sendo isto uma advertência para que ele fale não suas próprias idéias. mas somente o que Deus lhe or denar. significava inteirament e seu conteúdo.17. 9 17).26. A assadeira (v. Em 3. Ele não ficava o dia inteir o deitado sobr e seu lado. lhe imporá silêncio (Ez 3. Ezequiel gravou na mente dos exilados o fato de que o próprio Deus ir ia enviar os babilônicos contra Jerusalém. 33. Mediante a este ato figurativo.

Os quarenta anos a mais foram atribuídos a Judá (v.O númer o de dias deter minado a Ezequiel ficar deitado sobre seu lado correspondia aos anos de pecados de Israel e de Judá. 4). Mensagens Proféticas do Juízo Vindouro (Ez 6.1 . O principal pecado dos israelitas contra o Senhor era o da idolatria. Deus o destruirá' 1 ' 1 (ICo 3.11-15). Não se deve entender que Deus não castiga a quem profana a sua Igr eja. Uma das razões principais da ira de Deus contr a Jerusalém foi porque ela profanou o templo com a adoração de ídolos (Ez 8-11).6).27) ♦ Vossos ídolos (v. ou a quem r ejeita os seus caminhos.17). Ao invés de confiar somente em Deus como esperança da sua vida. Ezequiel raspou a cabeça e a barba e dividiu seu cabelo em três porções para assim simbolizar o destino dos habitantes de Jerusalém. O propósito da pouca comida e água simbolizava a escassez de provisões em Jerusalém durante o cerco (vv. O livr o de Ezequiel declara cerca de sessenta vezes que Deus executará Juízo contra Judá. podem r epr esentar o r einado extremamente ímpio de Manassés. a terça parte morrer iam pela espada e a última terça parte disperso no exílio. Os 390 anos parecem abranger o período de monarquia de Salomão e queda de Jerusalém. 97 . A fome ser ia severa.17).7. A ter ça parte do cabelo queimado r epr esentava os que morr eriam de peste ou de fome. buscava o socorro no presente século. que influenciou Judá pelo r esto da história (2Rs 21. 16. O apóstolo Paulo declara que “Se alguém destruir o templo de Deus.

18 -20). ♦ “Chegado é o dia da tributação” (Ez 7.1 . ab om inand o.♦ Terão nojo de si mesmo (v.25) Ezequiel foi transportado em êxtase a Jerusalém.17).11). a Bíblia nos assegura repetidas vezes que o dia do Senhor está perto (Am 5. O cult o secr eto de animais (Ez 8.2).3). 25). principalmente os líder es espirituais culpados.11. 9). ♦ Vem a destruição (v. 5. Cada um deles portava uma arma (v. 98 . dirigido por Jazanias (Ez 8. O dia da ira e da destruição estava bem pr óximo dos israelitas. O julgamento divino começa com o pr óprio povo de Deus (lPe 4. com a qual mataria todos os iníquos (vv.10).3. A “imagem dos ciúmes” (Ez 8.6). O castigo divino levaria alguns a reconhecer em a gravidade do seu pecado. 2 Que m er ece execração. abom iná vel. onde Deus lhe mostrou as execráveis 2 idolatrias praticadas no T emplo. in op inado. o pecado talvez pareça agradável. r epent ina ment e. provavelmente um cult o egípcio. angústia e desesper o.6). fica seu rastro de destruição. Visões Proféticas do Juízo Vindouro (Ez 8.7). sua rebelião contra Deus ter minaria (abruptamente 1 ) (vv. São anjos designados por Deus para executarem o seu julgamento contra a cidade. execrando. 1 Subita m ente. por ém. mas concluída a sua trajetória. => Seis homens (Ez 9.. provavelmente era Astarote (a Vênus da Síria). No inicio. 2. 1).

Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corretas 1. Mais tarde Ezequiel teve uma visã o do r etorno da glória divina. de um exército de ossos secos que r essuscitam mediante a mensagem profética b) A 2 a seção descr eve a poder osa visão que Ezequiel teve da glór ia e do trono de Deus A 3 a seção contém profecias de juízo contra set e nações estrangeiras que se alegrava m da calamidade de Judá d) A 4 a seção contém a mensagem contundent e de Ezequiel sobr e o juízo vindour o e inevitável de Judá e Jerusalém 99 . Quanto às seções principais do livr o de Ezequiel assinale a alter nativa condizente com a ver dade a) Na I a seção surge a famosa visão de Ez equiel.1-4). 23).No capítulo 10 a r eaparição dos querubins do capítulo 1. espalhando brasas acesas sobre a cidade repr esentava o julgamento e a destruição. E põe-se no Monte das Oliveiras (v. O enfoque dos capítulos 10 e 11 é a retirada da glória e da pr esença de Deus do T emplo e da cidade. E incerto dizer que. foram influenciados por Jer emias. era solteir o 2. por ser mais exper iente c) Foi contemporâneo de Daniel d) Ao contrário de Jer emias. quando o Senhor estabelecer o seu reino eter no (Ez 43. Ezequiel a) Foi contemporâneo de Jer emias b) Juntamente com Daniel.

como um meio de expr essão da revelação profética de Deus d) Ezequiel recebe de Deus. de modo peculiar. parábolas.Quanto às características especiais do livro de Ezequiel. os nomes de “filho do homem” e “atalaia” Marque “C” para Certo e “E” para Errado 4. angústias e prantos do “profeta das lágrimas” por causa da rebeldia de Judá c) Contém um grande númer o de visões.Os “quatro animais” da visão de Ezequiel s e identificam muito com os “reinos mais po der osos” 5. Ezequiel raspou a cabeça e a barba e dividiu seu cabelo em tr ês porções para assim simbolizar o destino dos habitantes de Jerusalém 100 . é incerto dizer que a) Salienta a responsabilidade pessoal do indivíduo e sua responsabilidade diante de Deus b) Está per meado com as tristezas. e ações simbólicas.

deviam ser usados em algumas espécies de rito mágico.1 .7-11). Jerusalém para nada mais prestava.24. Contém uma surpreendente e minuciosa profecia da sorte de Zedequias. sem argamassa. en voltór io. Nabucodonosor tivesse até aí poupado Jerusalém.27) Ezequiel faz mudança com sua bagagem. ■ Capítulo 14: Inquir idor es hipócr itas: a uma delegação de apr eciador es de ídolos a resposta de Deus não consiste em palavras. 21). 101 . como se construir uma parede. Assim. Pode ser que por influência de Ezequiel. capítulo 14. sua fuga secr eta. in volutór io. seus olhos foram vazados e ele levado a Babilônia (Jr 52. mas na destruição rápida e terrível de Israel. Cinco anos mais tarde aconteceu exatamente como Ezequiel dissera. ■ Capítulo 15: A madeira inútil da videira.10 -13). Zedequias tentou escapar às ocultas. sem nada ver (Ez 12. captura e remoção para a Babilônia. 1 Tudo quanto s er ve para en volver . para enfatizar mais o cativeir o iminente de Jerusalém. foi pr eso.Sinais e Mensagens Proféticas Juízo Vindouro (Ez 12. v. tanto em Jerusalém como nos meios dos cativos (ver Jr 23 e 29). a enganar o povo com falsas esperanças. só ser viria para combustível. Ou tro ato simbólico. idólatra. 18) e “véus” (mantas v. senão para o fogo. Os “invólucr os 1 cozidos” (almofadas. ■ Capítulo 13: Os falsos profetas eram muito numer osos.

8. sob a figura de uma esposa. O segundo leãozinho (v. que Deus plantaria mais adiante. e acumulou -a de sedas e peles e todas as coisas belas. A primeira águia (v.11 -16.6. amada do seu marido. Por sua traição. 25. A “ponta mais alta dos ramos” (v. (2Rs 23.31 -34).24). 21-24). 7) era o rei do Egito.7) uma repetição do que Ezequiel antes havia profetizado (Ez 12. 2Reis 24. Capítulo 18: A idéia central deste capítulo é que Deus julga cada pessoa à vista da sua conduta individual e pessoal (v.21). É um apelo vibrante aos ímpios para que se arrependam (v. A “muda da Terra” (v. O “ renovo mais tenro” (Ez 17. 3) foi Joacaz (Salum). 2Reis 24. Este capítulo é um retrato vivido da idolatria de Israel. Capítulo 17: A parábola das duas águias. a qual se fez mer etriz de todo homem que passava. Ezequiel disse aos 102 . 3). 4) foi Joaquim que foi levado para aquele país. que foi levado para o Egito. para ser castigado e aí morr er (Ez 13. era o rei de Babilônia. 30 -32).17. Isto aconteceu 5 anos mais tarde (2Rs 25. este será levado à Babilônia. teve seu cumprimento no Messias.10-16).22. os quais foram levados para a Babilônia (2Rs 24. Capítulo 19: O primeir o leãozinho (v. Capítulo 20: Este capítulo expr essa a triste ver dade que a história de Israel foi de constante idolatria e fracasso moral. seis anos antes qu e esta parábola fosse proferida. A outra águia (v.7).Capítulo 16: A alegria da esposa infiel. na família real restaurada de Davi. enver gonhando a própria Sodoma e Gomorra. em quem Zedequias confiava. que dela fez rainha.5) foi Joaquim ou Zedequias. 5) que se plantou foi Zedequias.

Muitas e muitas vezes a relação entr e o marido e mulher se usa para representar a relação entr e Deus e seu povo. 2 Juro excess ivo. A carne retirada da panela r epr esentava os cativos. Aolibá. 103 . Símbolo da destruição de Jerusalém. A ferrugem repr esentava o derrame de sangue e a 1 D esm or onam ento. Nabucodonosor apres enta-se excitante sobre s e deve atacar primeiro Jerusalém. seus contemporâneos. Contamina-se com ídolos. isto é. que eles ainda mantinham em seus corações o amor aos ídolos. seria o fim do Reino de Davi até a vinda do Messias (Ez 34.27). Jerusalém. Portanto.23-24. oprime o órfão e a viúva. ou Amom (Ez 21. 25. “o Sul” (Ez 20. ao adultério indiscriminado. É uma parábola da idolatria de Israel. Capítulo 24: A parábola da panela . insaciáveis em sua devassidão. Ambas bem desenvolvidas em seu adultér io. Jr 23. Aolá.27 ).46) era a terra de Judá. ao roubo. despr eza pai e mãe. agora próxima. dá se à usura 2 . Capítulo 22: Repetida e claramente Ezequiel nomeia os pecados de Jerusalém. Capítulo 23: Aolá e Aolibá. a calúnia. devora almas. Decidiu-se por Jerusalém e atacou Amom 5 anos mais tarde. 37. e os pr íncipes e sacer dotes e profetas são iguais a lobos vorazes atrás de lucros desonestos. “Até que venha aquele a quem ele pertence de direito” (Ez 21. duas ir mãs.■  ■ ■ anciãos. Capítulo 21: Prestes a desembainhar a espada contra Jerusalém e Amom. a derr ocada 1 do trono de Zedequias (vv. derrama sangue.5-6). Samaria. pr ofana o sábado. ruína. Ver sobr e no capítulo 16. onzena. também eram culpados diante de Deus.21). exorbitant e.24.

21.15-24: A morte da mulher de Ezequiel.22). A panela vazia. ■ Capítulo 24. fazendo-se assim culpados diante de Deus. Ezequiel prediz aqui para elas a mesma sorte. or gulho e glória de sua nação. ia ser agora tomada. Foi imposto silêncio a Ezequiel até que viesse notícia da queda da cidade.15-17). Moabe (25.32) Amom (25. como Jer emias também fizera (Jr 27. povo este que Deus castigou por se alegrar grandemente com a queda de Jerusalém e na destruição do Templo. 104 .12-14). Edom (25. A Mensagem Profética de Juízo para as Nações Estrangeiras (Ez 25. sinal aflitivo para os exilados. Filistia (25.imoralidade da cidade. Os amonitas eram um povo que vivia a leste de Israel. 11). que se r egozijaram com sua destruição pela Babilônia.1-7). Ezequiel pr ofetizou que Moabe ser ia castigado pelo fato dos moabit as cr er em que o Deus de Israel não era maior do que os deuses pagãos das outras nações (v. Foi isto no dia em que começou o cerco de Jerusalém (2Rs 25.32. 27. 33. deu-se pelo fato desta nação ter agido vingativament e contra a casa de Judá. levada de volta ao fogo.1-7). A pr ofecia de Ezequiel contra Edom. Os filisteus foram castigados por qu e se vingaram de coração e inimizade perpétua (v. de que sua Jerusalém amada.1). três anos mais tarde (v. é o incêndio da cidade.1 . 15).8-11). As nações acima eram vizinhas mais próximas de Judá.

agor a livr e da concorrência de Israel.Nabucodonosor submeteu os filisteus.8). 17). qu e fora um anjo. Por ca usa do seu orgulho pecaminos o (v.3). A cidade foi subjugada por “muitas nações” (Ez 26.1 -36).28. 13). que leva mer cadorias e tesour os para muitas nações. lJo 5. Não obstante Deus no seu julgamento destruirá o navio e muitos lamentarão semelhante rumo. ele sofr eria o julgamento divino e descer ia à cova como todos os mortais (v.1 . Por isso. por que seu povo pr ojetou lucro financeir o através de um movimento comer cial. Tiro possuía uma grande frota de navios mer cantes. que o levou a exaltar -se.19). quando capturou Judá. 16. é uma criatura perfeita em todos os seus caminhos até que nela se achou iniqüidade (v. “querubim ungido” (v. a custo de pr ejuízo do próximo. A Lamentação sobre Tiro (27. a começar pelos babilônicos e depois os persas e os gr egos.19). 15). ■ Capítulo 28.4. Is 13-15). O rei descrito como um visitante que estava no jardim do Éden (v. O pecado maior do r ei de Tiro era o orgulho. isso provocou o castigo divino (Is 23). No devido contexto. Tiro alegr ou-se com a queda de Jerusalém. Este capítulo r etrata Tiro como um belo navio. Compara -se este capítulo com Apocalipse 18. (vv. 105 . 14).17 cf. Tiro (26. onde o julgamento divino destr ói o centro comercial do mundo. a profecia de Ezequiel contra o rei de Tiro parece conter uma r efer ência velada à Satanás como o ver dadeir o gover nante de Tiro e com o o deus deste mundo (2Co 4. Moab e e Edom. e quatro anos depois invadiu Amom. qual divindade. foi pr ecipitado do “Monte de Deus”.

1 -33). O atalaia que visse a destruição iminente e não advertisse o povo. e a redução do Egito a uma posição de importância menor para todo o tempo futuro.leão. A Mensagem Profética de Restauração de Israel (Ez 33. ou u m grande monstr o marinho. O Egito se junta aqui às demais nações ímpias. Nabucodonosor invadiu c despojou o Egito em 572 e 568 a. assim como todos os líder es mundiais um dia terá de fazer. seria culpado do sangue de quem morr esse.32.1 . A Assíria. 27). foi destruída pela Babilônia a mesma não que derrotaria o Egito. O Egito nunca obteve de volta a sua glór ia anterior.3).2. Sua ruína prenuncia o iminente “Dia do Senhor” (Ez 30.20-26). potência mundial. 106 . Ezequiel compara a situação do E gito à Assír ia (Ez 31. ■ Eeito (29. Predizendo a invasão do Egito por parte de Nabucodonosor. Ele. Em Ezequiel 32. 32 km ao norte de Tiro.15). teria que pr estar contas ao Senhor Deus. A derrota de Sidom. foi tomada por Nabucodonosor. Outros líder es poder osos. nos seus dias de glór ia. 21).C. no mundo inferior dos per didos sob castigo por sua crueldade e injustiça (v.35) O atalaia da restauração (33. que se julgava tão forte como um . esta lamentação zomba de Faraó. quando então Deus submeter ia a juízo todas as nações ímpias do mundo.32). seguida de queda. cumprindo num sentido real a profecia de Ezequiel de que se tor naria “o mais humilde dos reinos” (Ez 29.48.■ Sidom (28. falariam ali sobr e o Egito (v. antes.1 . quando da captura de Tiro.3). porém. já mortos.

Ezequiel r ecebeu a notícia em Babilônia, de
que Jerusalém caíra. Isto deu cumpr imento às suas
profecias e vindicou a sua mensagem diante do povo. O
ministér io de Ezequiel mudou a partir daqui. Suas
profecias passam a tratar da redenção e r estauração de
Judá, num futuro distante.

A Promessa da Restauração (Ez 34.1 - 39.29)
■ Capítulo 34. Ezequiel profetiza contra os líder es de
Israel, isto é, seus r eis, sacerdotes, profetas. Com sua
cobiça, corrupção e egoísmo deixaram de guiar o
povo de Deus no caminho em que Ele os quer ia.
Estavam a explorar o povo (v. 3); e manipular os
cidadãos para obter em lucro pessoal, ao invés de lhes
dar assistência espir itual (v. 4). Esses líder es,
portanto, eram culpados do cativeir o de Judá, e Deus
enviará um Pastor segundo Seu próprio coração, ist o
é o Messias, que r ealmente cuidará do povo. Então ao
invés de ser explorado e manipulado terá “chuvas de
benção” (v. 26).
■ Capítulo 35. Ezequiel profetiza contra a Iduméia ou
Edom (Monte Seir; cf. v. 15), descendentes de Esaú.
Eram inimigos perpétuos de Israel (v. 9), depois da
queda de Israel e Judá, eles pr etendiam possuir a terra
prometida (v. 10). Mas todas as suas tentativas de
conquistar a terra fracassariam porque Deus os
derrubaria (vv. 10-15). Não conseguiram impedir qu e
Deus consumasse o seu plano de r estaurar Israel.
■ Capítulo 36. Neste capítulo, Deus personifica a terra
prometida e lhe fala dir etamente. Ele promete a terra
devastada, e fará dela um lugar de bênçãos (vv.
13,14). Deus promete que r estaurará
107

Israel, não só no sentido mater ial, mas também
espir itualmente. Essa r estauração incluiu um novo e
sensível coração nos israelitas, de modo a
obedecer em a Palavra de Deus.
■ Capítulo 37. Por meio do Espírito Santo, Ezequiel vê
numa visão um vale cheio de ossos secos . Os ossos
repr esentam “toda a casa de Israel” (v. II), tanto
Israel como Judá, no exílio. Deus mandou Ezequiel
profetizar para os ossos (vv. 4 -6). Os ossos então,
reviveram em duas etapas.
 Uma r estauração nacional, ligado a terra (vv.
7-8);
 Uma r estauração espiritual, ligado à fé (vv. 9 10).
Deus agora promete que os dois r einos serão r eunidos
num só r eino com um só rei sobre eles (vv. 16 -23).
■ Capítulo 38. Gogue é o r ei de Magogue e o principal
gover nante de Meseque e Tubal. Em Gênesis 10.2
Magogue, Meseque e Tubal são nomes dos filhos de
Jafé.
Gogue
também
pode
ser
um
nome
repr esentativo da iniqüidade e da oposição de Deus
(Ap 20.7-9). Em Ezequiel 2743, Meseque e Tubal são
mencionados como vendedor es de escravos à cidade
de Tiro. Ezequiel declara que habitavam nas “bandas
do norte” (Ez 38.6,15; 39.2), e não pode haver dúvida
de que ele queria significar nações além do Cáucaso;
hoje conhecido como Rússia.
■ Capítulo 39. Este capítulo r eafir ma o julgament o
divino contra Gogue e descr eve o aniquilamento total
do inimigo de Israel. Destaca a intervenção milagrosa
de Deus a favor do seu povo.

108

A Visão da Restauração (Ez 40.1 - 48.35)
Ezequiel teve a visão do templo em 573 a.C.
(Ez 40.1; 43.27), vinte e cinco anos depoi s de ter
começado o seu exílio (v. 1).
O propósito da visão foi despertar a fé dos
israelitas mediante a promessa de uma r estauração da
glória de Deus no futuro, que r esultará numa unção e
bênção que durarão para sempr e.
Somente o pr íncipe pode entrar pela porta
oriental do templo (Ez 44.3). Sua função parece ser a de
dirigir a congr egação na adoração (Ez 45.17). A identidade
do príncipe não é r evelada, mas não pode ser o Messias,
pois aquele ofer ece holocausto em seu próprio favor (Ez
45.22) e tem filho no sentido natural (Ez 46.16).
Ezequiel vê na sua visão um rio vivificador que
sai do T emplo (Ez 47.1-2). À medida que o rio avança, vai
aumentando em profundidade e largura (vv. 2 -5). Levando
vida e progr esso por onde passa (vv. 9 - 12). O rio deságua
no Mar Morto e lhe dá vida em lugar de morte (vv. 8 -9).
O propósito do rio é anunciar vida abundante da
parte de Deus, à terra e aos seus habitantes (vv. 12, cf. Zc
14.8).
Estes capítulos finais de Ezequiel continuam
delimitando 1 as fronteiras da Terra Restaurada e a
localização das tribos (Ez 47.13 - 48.29).
O livr o de Ezequiel ter mina com a grande
promessa de que um dia, Deus habitará eternamente com
seu povo; promessa repetida em Apocalipse 21.3.

1

F ixar os lim it es de; estr emar, demar car. P ôr lim it es a; circun scr ever,
restr ingir :

109

. Ezequiel 12 contém uma surpreendente e minuciosa profecia da sorte de. [ ] A Síria alegr ou-se muitíssimo com a queda de Jerusalém. porque seu povo projetou lucro financeir o através de um movimento comer cial 10. captura e remoção para a Babilônia. Deus habitará eter namente com seu povo 110 . pelo fato de cr er que o Deus de Israel não era maior do qu e os deuses pagãos das outras nações a) Amom b) Filístia c) Moabe d) Edom 8. Ezequiel vê numa visão u m vale cheio de ossos secos. no exílio d) As nações que exilaram Israel e Judá ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 9. Ezequiel pr ofetizou que esta nação seria castigada. sem nada ver a) Joaquim b) Zedequias c) Josias d) Jeoaquim 7. O livr o de Ezequiel ter mina com a grande promessa de que um dia. Os ossos r epr esentam a) Tanto Israel como Judá. Por meio do Espírito Santo.Questionário ■ Assinale com “X”'as alter nativas corretas 6. no exílio b) Israel. no exílio c) Judá. sua fuga secr eta.

Reino. foram escritos em aramaico. histór ia e profecia.530 a. Data: 536 . O capítulo 1 é escrito em hebraico. seguindo-se o estabelecimento do r eino de Deus como reino eter no (principalmente 111 .C. 2. ♦ Para uma concepção da esperança de Israel no tocante ao triunfo final do reino de Deus e da sua justiça na terra. naturalmente.Lição 5 O Livro de Daniel Daniel Autor: Daniel.4. Tema: A Soberania de Deus na Histór ia. significando que sua mensagem profética é a revelação de Deus: ♦ Através de visões. ♦ Visando encorajar o povo de Deus durante um período crítico da histór ia. Sonhos. O livro de Daniel se divide. sonhos e simbolismo. em três partes: 1.13-14 O conteúdo de Daniel é uma associação de autobiografia. e abrange o contexto histórico do livro. Versículo-chave: Dn 7. Palavras-Chave: Reis. e descrevem a elevação é queda de quatro poder osos r einos mundiais sucessivos. Sua for ma literária é apocalíptica. Visões. a partir de Daniel 2. Os capítulos 2-7.

 Do per íodo de setenta “semanas” pr oféticas como tempo deter minado por Deus para o cumpr iment o da missão do Messias a favor de Israel (Dn 9). Autor Daniel. e expõe r evelações surpreendentes e visitações angelicais da parte de Deus a respeito:  Do povo judeu sob o futuro domínio gentio (Dn 8 11).  A visão dos quatro r einos mundiais sucessivos julgados pelo “Ancião de dias” (Dn 7).capítulos 2 e 7). Nos capítulos 8-12.  O desempenho de Daniel no banquete de Belsazar. é tanto o personagem principal como o autor do livr o qu e leva o seu nome.  O livramento milagroso de Daniel na cova dos leões (Dn 6).  O Filho de Deus na for nalha de fogo com os três amigos de Daniel (Dn 3).  A loucura temporária de Nabucodonosor como castigo divino (Dn 4). A autoria de Daniel não somente é declarada explicitamente no capítulo 12 e 112 . declarando o fim do r eino babilônico (Dn 5). Esses capítulos destacam a soberania de Deus sobr e os assuntos dos ser es humanos e das nações. Daniel volta a escr ever em hebraico. cujo nome significa “Deus é meu juiz”. 3. e sua inter venção neles ao descr ever em:  A ascensão de Daniel a uma posição de destaque na corte de Nabucodonosor (Dn 2).  Do livramento final de Israel de todas as tribulações no fim dos tempos (Dn 12).

15 . h ip otético. até ao fim do tempo.14). Data Embora o cer co e a deportação de cativos para a Babilônia tenham durado vários anos.C. no lugar santo (quem lê entenda)” (Mt 24.C. como também é subentendida pelas numer osas refer ências autobiográficas nos capítulos 7-12.ARA).1). O contexto histórico do livr o está vinculado à Babilônia. quando teria concluído o livr o na última década de sua vida (cf.C.versículo 4: “E tu. e octogenário 1 . João e o livr o de Apocalip se). 2 Não genuíno.11). os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Os críticos moder nos que consideram o livro de Daniel como espúrio 2 . A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é 605 a. orientam- 1 Que ou a quele qu e está na casa dos oitenta anos d e idade..) até ao terceir o ano de Ciro (536 a. Jesus atribui o livro ao “profeta Daniel” “Quando. quando cita Daniel 9. quando teve as visões dos capítulos 9-12. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. pois. e do século II a. O livro r elata eventos a partir da primeir a invasão de Jerusa lém por Nabucodonosor (605 a. Daniel era certamente adolescente por ocasião dos eventos do capítulo 1. os homens fortes e corajosos. fecha estas palavras e sela este livro. sup osto.) (Dn 10.C.C. muitos correrão de uma parte para outra.27. Daniel. 113 . virdes o abominável da d esolação de que falou o profeta Daniel.. durante o cativeiro babilônico de Judá de setenta anos de duração profetizado por Jer emias (Jr 25. Supõe-se que ele viveu até cer ca de 530 a. e a ciência se multiplicará ”.

6. Is 39. por ém. 114 . Foi contemporâneo de Jer emias. A profecia de Daniel a r espeito do Messias vindouro contém uma descrição dEle como: ■ A “grande pedra” que esmagaria os r einos do mundo (Dn 2. O êxito de Daniel em Babilônia atribui -se à sua integridade de caráter.17). Tinha provavelmente a mesma idade de Ezequiel. Quase toda infor mação que se tem do profeta Daniel procede deste livr o (Ez 14.17. Nabucodonosor não escolher iam jovens estrangeiros de classe infer ior para sua corte real (Dn 1. Ele era de família culta. das Epístolas e do Apocalipse. 2Rs 20. Daniel é um dos últimos profetas do Antigo T estamento. 4.7).46-49. e não pelos fatos reais.35.34. 45).se pelo seu pr óprio raciocínio filosófico desvirtu ado. porquanto. Zacarias e Malaquias vêm depois dele na seqüência do ministér io profético do Antigo Testamento. Possivelmente.6. da classe alta de Jerusalém ( Dn 1.3-6).1-3). Muito da história e da profecia de Daniel reaparece nos tr echos proféticos dos Evangelhos. mais jovem que este. Cronologicamente. Daniel era descendente do r ei Ezequias (cf. aos seus dons pr oféticos e às inter venções de Deus que r esulta ram no seu acesso rápido a posições de destaque e de r esponsabilidade na corte (D n 2.20).14. O Livro de Daniel ante o Novo Testamento A influência de Daniel no Novo Testamento vai muito além das cinco ou seis vezes que o livro é citado dir etamente. Somente Ageu.18.

■ O Filho do homem.14).18.26). Alguns intérpr etes cr êem que a visão de Danie l. o autor procura explicar aos judeus as razões por que eles estão sendo perseguidos e também os anima a continuarem fiéis a Deus. em 10. => Livro escritoem tempos de perseguição e sofrimento. 6. Daniel contém numer osos temas proféticos plenamente desenvolvidos no Novo T estamento: a grande tribulação e o anticr isto. 115 . ■ “O Messias.18. 2Co 6.12-16).14. cf. ♦ A segunda (capítulos 7-12) r elata visões de vários impér ios que aparecem e depois desaparecem.25. Jo 7.13.16. a glória e o r eino (Dn 7. O livr o se divide em duas partes: ♦ A primeira(capítulos 1-6) conta histórias a respeito de Daniel e dos seus companheiros. 3. 7. a quem o Ancião de dias daria o domínio.1). trata-se de uma aparição do Cristo pr éencarnado (cf. viver no mundo incr édulo sem. participar do seu espírito e dos seus m odos (Dn 1. Ap 1.12.15. Por meio de histórias e de visões. a segunda vinda de Cristo. o triunfo do r eino de Deus.5-9. As vidas de Daniel e dos seus três amigos evidenciam o ensino neotestamentário da separação pessoal do pecado e do mundo.6. a ressurreição dos justos e dos ímpios e o Juízo Final. por ém. o Príncipe” que vir ia e seria tirado (Dn 9.8. Elas mostra m que os perseguidor es serão derrotados e que a vitór ia final será do povo judeu.

A mudança de nome dentr o da corte pagã aumentaria o poder de cada um deles.Capítulo 1: Daniel com seus Companheiros em uma Corte Pagã A etimologia da palavra “Aspenaz” no versículo 3 é incerta.C. de boa aparência e de alto nível cultural a fim de ensinar -lhes a cultura dos caldeus. Foram escolhidos através de sua sabedor ia e pela per missão de Deus.deus proteja sua vida. Nabucodonosor tomou a cidade de Jerusalém que estava sob o reinado de Jeoaquim em 605 a.o deus da sabedoria ou a estr ela da manhã. nobr es. O indivíduo. visto que foram dados nomes de deuses a homens e por outro lado definiram os hebr eus como sendo cidadãos babilônicos. Na realidade perante todos os jovens hebreus eram considerados como sendo pr isioneir os. era o nome do deus principal da Babilônia. a saber:  Daniel “Deus é meu Juiz” deu -se o nome de Beltessazar que significa: “Bel” .  Hananias “o Senhor é gracioso” chamaram-no de Sadraque “Servo de Akú” o deus lua. mas para o rei eles eram homens esco lhidos.  Misael “quem é igual a Deus” chamaram-no de Mesaque “a sombra do príncipe”. era u m delegado chefe ou oficial na corte. jovens saudáveis. entr etanto. 116 . O monarca levou vários utensílios do templo e alguns príncipes. Já na Babilônia Aspenaz que era chefe dos eunucos altera-lhes os nomes.  Azarias “o Senhor ajuda” chamaram Abede -Nego . em especial pela sua sabedoria e for mosura. Uma das primeiras qualidades dos jovens hebreus na Babilônia foi a de não se contaminarem com os manjares do rei.

A visão escatológica deu a Daniel o modo r eal de interpretar ess e sonho colossal de uma grande e terrível estátua. mas ao mesmo tempo aquietar -se por respeit o com seus super ior es. se foi evidentemente corr eta. Na corte r eal. e seu r esplendor era mui excelente. Quando se trata de uma corte pagã. era para a não contaminação com os alimentos ofer ecidos aos deuses. a força dessa estátua es tá nas partes qu e destacar emos para melhor compr eensão. Capítulo 2: Os Quatro Últimos Impérios Mundiais Esse fato ocorreu por ocasião dos sonhos de Nabucodonosor. Veja o versí culo 31: havia uma grande estátua. Nessa corte. bela. na r ealidade têm surgido várias indagações a respeito da interpr etação do sonho.Já na mudança radical das iguarias. No versículo 32: A cabeça daquela estátua er a de our o fino: ■ A cabeça de ouro: Representa o próprio Impér io Babilônico que logo em seguida acontece sua queda com o reinado de Belsazar (Dn 5. Na realidade sem sombra de dúvida esse sonho de Nabucodonosor era a de uma visão totalment e escatológica. 117 . estava a estátua em pé e sua vista era terrível. Depois do tempo marcado (dez dias) houve -se uma mudança de melhor para uma excelente fisionomia. de um povo totalment e idólatra haveria necessidade de um jejum parcial ou apenas de alimentos contaminados e imundos aos olhos de Deus. Daniel haver ia de se opor ao inimigo.30 -31). o rei era a autoridade total e seus subordinados eram as pessoas qu e mais temia m o seu nome.

C. S As per nas de ferro r epr esenta m o Império Romano que r elativamente teve seu domínio cerca de 67 a. “Tanto os escritos babilônicos como os persas indicam que quando o exército medo -persa aproximou-se de Babilônia. ■ Ventre e costas de cobre: O Império Gr ego (331 a 167 a. Ciro entrou na cidade e foi saudado como o libertador da tirania de Nabonido e de Belsazar (Dn 5. e qu e continuou a reinar em Babilônia por algum tempo depois de sua morte. a quem Cir o nomeou como seu subalter no.) ficaram 100 anos como maior potência mundial. Capítulo 3: Um Orgulho Religioso Quebrado Era costume entr e os reis assír ios erigir em estátuas de si mesmos. ■ Pernas de ferro: Sendo os pés de ferr o e de barro.C.) fundado por Alexandr e Magno. e dominou o mundo então conhecido. A estátua que se refer e nest e capítulo não é fir mada como sendo de Nabucodonosor. Talvez somente Belsazar tenha sido morto. Dario.Obs. mas como o costume era de er igir estátuas de reis (os 118 . Também pode ser outro nome de Gubaru. Já os pés de ferr o e de barro: representam escatologicamente os estados nacionais unidos a Roma durante o seu Impér io restaurado. o medo. Um pouco mais tarde. ocupou o Reino. ■ Peitos e braços de prata: Representa os medos e persas (430 a 331 a.31). o povo escancarou os portões para acolhê-lo sem resistência”.C. É possível qu e “Dario” seja um título que Ciro adotou ao assumir o gover no de Babilônia.

Obedecer foi o que fizeram. Mes aque e Abede. não s e prostraram diante da estátua. A estátua era sinal de que todo o povo haver ia de adorar aquela imagem. para os principais do r eino a quebra do ritual de adoração significava o não cumprimento da palavra do r ei. O modo com que enfr entaram a fornalha foi a de fiéis guerreir os que mesmo pr esos. Observar as leis de um país é um dos ensinamentos que o Senhor nos deixou. é impossível que nesse período Daniel estivess e fora do reino. No momento em que os tr ês jovens foram jogados dentr o da fornalha de fogo ardente. Orgulho de Nabucodonosor é quebrado por três jovens. A altura da estátua era de aproximadamente 27 metr os e sua largura de 2 metr os aproximadamente. mas a Deus. mas os companheir os de Daniel. Ao mesmo tempo em que Nabucodonosor tinha orgulho de sua obra. foi levantada no campo de Dura. A consagração de nada valer ia se um ou dois de seus subordinados se r ebelassem e não adorassem a estátua. que era tida como autoridade máxima dentr o do r eino. A r epr esentação desse fato denota a idolatria do povo a crer que adorando aquela estátua estariam agradando ao rei. agor a. não r enunciaram a lei de seu país : foram até a fornalha. 119 . adorar a outros deuses não se encontra em nenhuma parte da Bíblia Sagrada. vasto local entre as montanhas. os tr ês jovens de uma sabedoria notada obser vam a multidão a sua volta e não dando obediência ao rei.caldeus) levam a cr er que seja mesmo a estátua de Nabucodonosor. um local perto da Babilônia.Nego quebram um ritual obr igatório a toda a nação. Sadraque. mas com certeza e com fé de qu e ser iam salvos.

dever ia morrer e suas casas seriam destruídas. uns dizem que poder ia ser sete dias. até mesmo a Daniel. mas existem certas suposições e posições quanto a isso. para os que estavam a sua volta. O rio Eufrates passava abaixo da cidade. que afir mam ser sete “estações”. tinha em seu poder um domínio muito grande. Mesaque é Abede-Nego cr escem e prosperam em um r eino totalmente fora dos padrões judaicos. Capítulo 4: Um Orgulho Político Fracassado A política da época demonstrava que a Babilônia além de grande era muito rica em d inheir o. Sadraque. O novo decr eto é: se alguém proferisse alguma palavra contra o Deus Altíssimo. O 120 . e comendo er va com os bois. Nabucodonosor haver ia de passar um espaço de set e tempos. expressão que talvez signifique tr ês anos e meio. Com essa quebra de um ritual. De acor do com a interpr etação do sonho. visto qu e na Babilônia se contavam duas estações. Há alguns ainda.Nabucodonosor r econhece o Deus de Israel. Nabucodonosor fica for a da Babilônia nas imediações do território da mesma. seu corpo molhado do orvalho do céu (Dn 4. A situação em que Nabucodonosor se encontrava era de profunda tristeza para Daniel. mas nada podemos afir mar. que não há provas concr etas que sejam sete anos. verão e inver no. 33). e passa á crer nesses três jovens hebr eus. E a interpretação do sonho não era coisa nada agradável. O sonho que Nabucodonosor teve era de singularidade bastante espantosa. cresceu pêlos como os da águia e unhas como as das aves. Dentro desse per íodo.

121 . MENE. A política da Babilônia enfraqueceu -se com a queda do “Vizir” Nabucodonosor. Belsazar no seu reinado deixou -se levar de exaltação e de maneira que fez o que era mal perante Deus. e para lhe dar um castigo escr eve na parede sua sentença de morte (Dn 5. agora fora do reino. Is 13.20). o Primeiro Grande Império Mundial Caído Na história da Babilônia o período de Nabucodonosor acaba e em seu lugar. At ingiu sua ma ior glór ia no r einad o de Nabucodon os or (Is 21. A expr essão MENE.9).2. logo após Belsazar. alguns soldados medos persas 1 entraram por baixo da cidade através do rio 1 Habitante da Média ( Et 1.17. (Pronuncia -s e médo) Média . Capítulo 5: Babilônia.  Tequel: Pesado foste na balança e foste achado em falta. é provável que s e assentou no trono Nabonido.P aís loca lizad o a noroest e da P érsia e habitado por um povo indo -eur opeu.25). segundo a histór ia.19. e como terceir o ministro Daniel.castigo de Deus mostr ou ao rei como seu r eino não era nada perante o Reino dos Céus. Dn 8. TEQUEL e PARSIM significam:  Mene: Contou Deus o teu r eino e o acabou. At 2. Na noite os medos e os persas invadiram a Babilônia. se volta para Deus e reconhece qu e somente Ele era maior e arrepende-se trazendo consigo a Supremacia de Deus. A demonstração dess e capítulo denota as próprias palavras do mesmo e seu reconhecimento ante a sua vida monótona e miserável.  Parsim: Dividido foi o seu reino e deu -se aos medos e persas.

mas para os demais habitantes dentr o da cidade babilônica. um pouco depois Ciro invade e entra na cidade e é saudado como sendo o libertador da tirania de Nabonido e Belsazar. assinale a corr eta a) Azarias chamou -se de Sadraque Misael chamou-se de Mesaque c) Daniel chamou -se de Abede-Nego d) Hananias chamou-se de Beltessazar 122 . com isso. lamentação e profecia d) Agradecimento. lamentação e promessa c) Autobiografia. agora dominado pelos me dos. É coer ente dizer que: o conteúdo de Daniel é uma associação de a) Autobiografia. Daniel tende a se acostumar com novos gover nos.persas. história e promessa 2. a glória da Babilônia foi declinado e durante a invasão o povo escancarou as portas ou portões para acolher os medos e os persas sem qualquer resistência. história e profecia b) Agradecimento. não para Daniel.Eufrates que foi desviado e secado. Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corretas 1. Quanto à troca dos nomes feita por Aspenaz que era chefe dos eunucos. soment e Belsazar foi morto. A for ma exata de um reino que foi um dos mais belos d© mundo. já outr os explicam qu e é após a morte de Nabucodonosor que r einou durante 44 anos. Atrás o castigo de Deus. Segundo historiadores (registraram) da época.

mais jovem que este. Daniel foi contemporâneo de Isaía s. Tinha provavelmente a mesma idade de Ezequiel s. durante o cativeir o babilônico de Judá de setenta anos de duração profetizado por Jer emias 5. por ém.3. 123 . [ O contexto histórico do livr o está vinculado à Babilônia. Os peitos e braços de prata da estátua que viu Nabucodonosor em seu sonho r epr esentavam a) O Impér io Babilônico b) O Impér io Romano c) O Impér io Medo-Persa d) O Impér io Grego ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 4.

O Segundo Grande Império Mundial Aqui na verdade estão constituídos dois impérios. nada identifica o r ei Dario sendo chefe supr emo dos medos. O capítulo ter mina com uma declaração sobr e a prosperidade de Daniel no r einado de Dario. O reino aqui é o mesmo.18). é claro que ele tendo nascido no meio dos medos. e no r einado de Ciro. que demonstra a fidelidade de Daniel para com Jeová e a fir meza. os sátrapas acima citados foram os homens que condenaram a Daniel. portanto. não havia divisão entr e os dois.22 -23). os Medos e Persas. Nessa época Daniel teve uma visão histórica. Dario nomeou cento e vinte “Sátrapas” ou protetor es do r eino para cuidar do novo país conquistado. Essa histór ia contada pela Bíblia é de grande valia para os nossos dias. 1 P aís hoje cha mado d e Irã (Et 1. existia Deus e qu e zelava por seu povo. tanto “medos como persas”. mesmo correndo perigo de vida não deixou de for ma alguma de adorar a Deus. ficou sendo rei dos dois povos. o persa. E nesse capítulo Daniel é jogado na cova dos leões. . ainda.Capítulo 6: Pérsia 1 . mesmo que ele tinha sangue de medos. nomeia Dario para exercer o r eino da Pérsia. Daniel demonstra que em meio às transfor mações gover namentais. Ciro (fundador do Impér io Persa) per mitiu qu e os judeus voltassem do Cativeir o (2Cr 36. mas seu domínio se estendeu junto com a Pérsia.

4) repr esenta a Babilônia confor me se pode ver em de Jer emias 4. agora Daniel é levado cativo e também feito terceir o gover nante da Babilônia. Deus tinha compromiss o em sempr e exaltar alguns de seus filhos. 49.Mas graças somente a Daniel (com Deus) qu e esse Império Persa foi ao apogeu 1 . A primeira fera a emer gir do mar corresponde à cabeça de ouro da imagem de Nabucodonosor (Dn 2. Ezequiel 17. antes José é levado cativo e feito gover nante.32). É bastante har moniosa a fama que Daniel teve no período do exílio babilônico. que se tornou um dos principais do reino de Dario. O simbolismo do leão e das asas de águia (Dn 7. O mar representa a humanidade.7. Capítulo 7: As Quatro Feras Essa visão é a mesma do capítulo segundo. S Os quatro ventos cardeais simbolizam os poder es celestiais e esses poder es em movimento r epresenta m as nações do mundo. D eus exalta Moisés. mas somente da humanidade. O ma is a lt o grau. mostra -nos a grandeza de Deus para com seu povo lembrando-nos sempr e qu e mesmo o povo fora de sua terra. os quatro ventos do céu combatiam no Mar Grande. No sonho.14) mostrou-se penalizado quando Daniel foi lançado na cova dos leões. não se trata do Mar Mediterrâneo. 125 .19. e sendo o rei amigo fiel de Daniel (Dn 6. o auge . 1 Fig.3. nem de qualquer outr o mar. No per íodo de sofrimento no Egito.

A fera é or denada que devor e a carne que está em sua boca e simboliza o urso. 126 . diz é “difer ente”. A segunda fera tem um aspecto duplo e emer ge do mar. Refer e-se à Grécia “Nas suas costas” (Dn 7. não há nada que s e compare. A terceira fera que se levantou do mar é u m leopardo ou “pantera”. Essa fera tinha asas em seu lado. Possuía o Impér io MedoPersa um grande exército de 2. com certeza essa fera se r efer e aos romanos.2.500. ou seja o domínio total do mundo. O leão repr esentava a voracidade e as asas a rapidez. o que quase conseguiu. As asas denotam rapidez. A quarta fera é introduzida com particular solenidade. e nem aos quatro sucessor es de Alexandr e e sim aos quatro quadrantes da terra. 6). Também pode ser traduzida como “sobre os seus lados”. Daniel não teve um mer o s onho. notável pela sua agilidade e velocidade. confor me algumas traduções. enquanto que os pés do outro lado não estavam assim levantados (Dn 7. “As quatro cabeças”. por isso são r epr esentados como sendo urso . mas uma r evelação divina acerca dos quatro impér ios.5). No versículo 7. não s e refer em aos quatro reis persas mencionados em Daniel 11.A Babilônia é r epr esentada pelas mais majestosas das criaturas. com seus dez dedos dos pés e as pontas que simboliza m dez reinos. Os pés de um dos lados estavam levantados para o propósito do animal adiantar -se. e essas repr esentações sempre eram notáveis na Babilônia.000 (dois milhões e quinhentos mil) homens. Não há comparação no r eino animal com essa fera. pois eram fortíssimos em sistema de guerra.

a Síria e o Egito.8). que no Antigo T estamento é designada como a “fortaleza”. a Trácia. 1 P essoa versada na lín gua e na civilizaçã o da Gré cia a ntiga. a capital da Pérsia.5): O bode r epr esenta a Grécia enquanto que a ponta notável r epr esenta o pr imeir o rei.3): O carneir o com os dois chifr es repr esenta os medos -persas. assim é simbolizada a morte de Alexandre. 127 . mas ainda assim ficou o domínio helenista 1 nas artes e culturas místicas entr e os romanos. sendo qu e a duração exata desse per íodo dividido em sete não é estabelecida.4) simbolizam as rápidas conquistas dos reis persas. Daniel na realidade não estava pr esente na Pérsia. “Aquela grande ponta foi quebrada ” (Dn 8. Mais tarde a Grécia desfaleceu e passou ao domínio r omano. a saber a Macedônia. a saber “Alexandr e”. Capítulo 9: As Setenta Semanas de Anos A palavra que usualmente é traduzida como semanas ser ia exatamente traduzida como “setes”. ♦ Um bode (Dn 8. ♦ Um carneiro (Dn 8. Os quatros chifr es que se levantaram em seu lugar (Dn 8. Significa um período dividido em sete porções. As marradas do carneiro (Dn 8. mas sua visão era de como se estivesse lá. O simbolismo do bode a ferir (Dn 8.Capítulo 8: A Visão de Daniel sobre o Carneiro e o Bode na Cidade de Susã Trata-se de Susã.7) significa a conquista dos medos -persas pela Grécia.8) representam os quatro r einos nos quais foram divididos o império de Alexandr e.

o que r estaria. Fica claro que Daniel aguardava um cumprimento literal da profecia de Jer emias. portanto. e não havia qualquer indício de r etorno e da restauração prometida . pois para o povo de Deus? Em resposta. Israel “Remanescente” voltará para Deus e viverá em r etidão. foi r evelado que.12. Os setenta anos estavam quase no fim. portanto. Jer emias já havia profetizado que a restauração de Jerusalém começaria dentro de setenta anos (Jr 25. Os setenta setes foram deter minados com o propósito expresso de produzir apenas seis r esultados.11. A revelação desse período decr etado. ■ O fim dos pecados. O fim. havia sido deter minado um per íodo de setenta setes. de fato.A palavra aparece primeiramente no hebraico e poder íamos parafraseá -la como “um período de sete. a transgr essão nacional da incr edulidade haverá de se acabar (Jr 33. setenta deles”. três dos quais negativos e tr ês positivos. “Estão determinados”: Isto é.10-14). com r espeito a esse povo. no qual a salvação deles seria realizada. os setes haviam sido decr etados por Deus como o período em que seria realizada a redenção messiânica. tem r efer ência dir eta à oração de Daniel. 29. As seis coisas que haver iam de acontecer dentro dessas semanas: ■ A expiação da iniqüidade efetuada pela morte expiatória de Jesus. ficou muito afligido.7 -8). “Sobre”: Isto é. Daniel. no tocante ao povo de Daniel e a Jerusalém. ■ A extinção da transgressão. a cidade santa. => Importante: Esta profecia é fundamental para os últimos tempos. 128 .

aparentemente movido pelo desejo.31-34). de preser var sua identidade entr e seu próprio povo. Vi um Homem: A r evelação é uma teofania 2 ou aparição pr é-encarnada do Filho Eterno. ocasionadas pela r eflexão sobr e os pecados do seu pr óprio povo. Manifestação de D eus. Jr 31. Com toda a probabilidade 1 a significação é “por um longo tempo”.221.19-21). Trata de uma guerra prolongada. ■ As profecias terão seu pleno cumprimento e também seu tér mino (At 3.26.21.8). ele estava ocupado em lamentações. d esde a voz até a ima gem. Capítulo 10: As Últimas Visões de Daniel A r evelação r egistrada neste capítulo foi dada a Daniel no ano terceir o de Ciro. Na ocasião em que essa revelação foi feita a Daniel. A visão pr oduziu em Daniel um efeito de enfraquecimento (Dn 10. A linguagem da descrição nos faz lembrar da linguagem de Ezequiel 1 e também de Apocalipse 1. ver oss im ilhança. 129 . Deve-se notar que Daniel menciona seu nome babilônico. 1 Mot ivo ou indício qu e d eixa presu m ir a verdad e ou a p oss ibilidad e dum fat o.■ Um gover no de “justiça eter na” terá início (Is 59.13-15. agora que o Impér io Babilônico havia caído. visto que a palavra “Sabá”. Por qual motivo ele não retornou à Palestina com Zorobabel não é dito. p erceptí vel p elos sent idos human os. que aqui é traduzida nos tabletes de “Mari” com o sentido de “tempo”. ■ Jesus Cristo ungido Rei (Ez 21.27). Beltessazar. o que demonstra qu e ele continuou na Babilônia mesmo depois do temp o mencionado em Daniel 1.

no primeir o ano de Dario. o medo. aquele que falava o havia ajudado (Dn 10. Esse príncipe da Pérsia não era um homem comum. mas u m anjosatânico. a era messiânica. Enquanto que Daniel orava e jejuava.7 12 ). estava sendo travada uma batalha espir itual de grande magnitude. Príncipe da Grécia. Somente Miguel estava à mão para prestar ajuda. 11. isto é. No versículo 13 diz: “ O príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim”. assim como. mas o príncipe angelical de Israel (Dn 12.9 -23).20) que Aquele que falava haveria de pelejar contra o príncipe dos pers as (isto é. Os poder es satânicos queriam impedir o recebimento da revelação.1) demonstrou sua superior idade (Ap 1.Daniel um Homem Muito Desejado (Dn 10. Através dessa passagem vemos que há forças espirituais malignas que imperam nas nações mundiais.. o príncipe de Israel chegou para ajudar o anjo.13). Só foi derrotado quando Miguel. Por causa desse conflito. apresentar-te-ia o príncipe da Gr écia e ser ia igualment e combatido. Daniel é encorajado e pr eparado a ouvir a mensagem que segundo é infor mado diz respeito aos derradeir os dias (Dn 10.1. 130 . havia severas provocações que o povo de Deus teria de atravessar. Sendo lhe assegurado que era homem desejado por Deus. 2) O Príncipe dos Persas.21. o poder espiritual por detrás dos deuses da Pérsia). e quando saísse Ele vitorioso “saindo eu vitorioso na batalha ”.. É relatado primeiramente (Dn 10. Daniel teve que esperar vinte um dia para receber a revelação.14). 1) O “Príncipe da Pérsia” estava impedindo que Daniel recebesse do anjo a mensagem de Deus. Assim sendo.

enquanto qu e aquela que gover nou a Síria era conhecida por Selêucida. mas logo o impér io foi partido em quatro divisões.C. depois da partilha do reino de Alexandr e. Isto é. Por algum tempo Arideus. 8). com acidentes. seu r eino ser ia partido. foi quem gover nou. O rei do Sul (Dn 11. A filha do rei do Sul (Dn 11. um dos guardiões de um dos filhos de Alexa ndr e. isto é. Quando Alexandr e subisse ao poder. Por ocasião de sua mort e seus doze generais dividiram os ganhos entr e si. Alexandr e.e o quarto Xerxes. A Dinastia que gover nou o Egito. Um rei valente (Dn 11. Isto é. Os r eis. mas que foi 131 . desastr es e mortes violentas. Smer dis e Dario Histaspe .5). mundo físico. era conhecida por Ptolomaica. que se casou com Antíoco II. e morr eu pr ematuramente. o Grande. enquanto que o príncipe mencionado é Seleuco.6). o r ei do Egito (v.fazendo com que a desgraça seja total não só no mundo espir itual como também no .3). Ao falecer na Babilônia. portanto dever iam ser Ciro e mais tr ês que ainda surgiram Cambises. O rei do Sul é Ptolomeu Soter (322 -305 a. Alexandr e tinha cer ca de trinta e dois anos de idade. a filha de Ptolomeu. Ber enice. Capítulo 11: Uma Antevisão do Período Interbíblico O versículo 2 significa que três r eis haver iam de sur gir depois de Cir o e que o quarto depois deles despertaria todo o reino da Gr écia.).

221-203 a. 132 .) e Antíoco Epifânio III (o Grande 223-187 a. com a perda de quase 10.000 soldados sírios perto da fortaleza de Ráfia. O ir mão de Ber enice (de sua linha ancestral) veio com o exército e conseguiu eliminar Leonice pela morte. E agora. o gover nante gr ego que pr ofanou o templ o (vv.C.).10-12). Do renovo de suas raízes (Dn 11. t endent e. Ptolomeu III voltou ao Egito com muitos despojos". Seus filhos intervirão (Dn 11. 1 Que conduz (a u m fim). te declararei a verdade (11. Seleuco II (Caínico 246-226 a. Ele derrotou o r ei do Norte. Ptolomeu III entr ou na “fortaleza” (provavelmente Antioquia da Síria) e levou para o Egito tanto as imagens sírias como as egípcias. 2 R estos. Antíoco finalmente se divorciou de Ber enice e Leonice encorajou seus filhos a assassinar em Ber enice.). 2-35).2): Essa ver dade é uma profecia que descr eveu em linhas gerais ou eventos conducentes 1 à ascensão de Antíoco Epifânio. se refer e ao ir mão de Ber enice. no Sul da Palestina.7). Leonice. Antíoco III foi derr otado por Ptolomeu IV (Filopátor .). mas absteve-se de efetuar novos ataques contra Seleuco. Os dois filhos de Seleuco II foram Seleuco III (Cerauco 226-223 a.incapaz de manter -se em vista da rivalidade de outra esposa. tomara quando conquistou o Egito em 525 a.C. que o r ei persa Cambises.C. A expr essão “o renovo prevalecerá”.C.C. Ptolomeu III (Evér getes do Egito 246-221 a.C.). Que t end e (para um fim) .

16). Antíoco III atacou o Egito em 200 a. lou va m inha. da família 1 Lou vor afetad o. Antíoco. mas Deus sempr e teve um r emanescente fiel entr e os judeus nos tempos do Antigo Testamento. 32): Certos judeus apostataram e apoiaram Antíoco. e também odiava os judeus por que a religião deles era exclusivista. A identificação deste príncipe não é certa. Estava convicto de que a língua e a cultura gr ega eram super ior es a qualquer outra língua e cultura.Na terra gloriosa (Dn 11. Antíoco continuou a perseguir os judeus fiéis. Agora Deus tinha um remanescente que per manecia leal a Ele. Um homem vil (Dn 11. pelo que seus contemporâneos apelidaram-no de Epimanes (maluco). reuniu forças e conquistou a “Cidade forte” (a cidade bem fortificada de Sidom).28).C. Ptolomeu V.21). e os sírios ceder am a ele. em lugar do título que ele mesmo se deu. que sob a liderança de Judas Macabeu. e ele era mestr e em astúcia e traição.. Antíoco nutria um grande ódio dos judeus e da santa Lei de Deus.22). a Palestina.21). mas foi subjugado pelo r ei do Sul. Epífanes (ilustr e). adulação. Antíoco já tinha subjugado a “terra gloriosa”. ba ju lação. O seu coração será contr a o santo concerto (Dn 11. Por meio de lisonjas 1 ele se aliou aos reis de Pérgamo. mas a linguagem par ece r eferir -se a algum príncipe qu e mantinha relações de aliança com Antíoco. O povo que conhece a Deus se esforçará (Dn 11. e Ep ifânio (203 181 a. 133 . O Príncipe do Concerto (Dn 11. em 197 a. a seguir. Os tempos de Antíoco e do Anticristo (Dn 11. Com essa descrição é apresentado Antíoco Epifânio.).C.C.

Deus ainda não ter minou seu trabalho com os judeus. os sacer dotes purificaram o templo e acendeu novament e suas lâmpadas. A presença dos r omanos obrigou Antíoco a partir do Egito e assim.34) que ajudou os fiéis se refer e. aparentemente a Judas Macabeu. Um pr ocesso de purificação continua para com eles até os tempos do fim. Capítulo 12: As Últimas Coisas Sobre Israel Quando esses acontecimentos tiveram lugar.. e se indignará. evento este que os judeus ainda hoje comemoram seu trabalho continuamente como a Festa de Hanukkah. => No versículo 30 diz: Navios. Jerusalém foi atacada em um sábado e um altar pagão foi erigido sobr e o altar das ofertas queimadas. foi rededicado o altar do templo. A rebelião de Judas Macabeu foi bem sucedida e a 25 de dezembro de 165 a. Então. tipo guerrilha que desgastou Antíoco e o obrigou a abandonar a peleja. Causarão -lhe tristezas. 134 . sofr eram a morte não querendo ceder a Antíoco.. e voltará. opuseram forte resistência mediante uma luta armada.1). os ver dadeir os eleitos. tropeçara m e caíram.. e ser viram para materializar os desígnios do conquistador : mas. será livrado. O pequeno socorro (Dn 11. tomado de ira. Certos judeus apóstatas foram per vertidos. Alguns dos sábios que o seguiram por ocasião da sever idade da perseguição. C. muitos entr e os judeus. vol tou sua atenção para a Palestina.sacer dotal hasmoneana. todo aquele que for achado escrito no livr o (Dn 12.

Aqui é feita r efer ência não a ressurreição geral. alguns para a vida eterna e outr os para a et erna r epreensão. destaque a afir mativa correta a) O carneir o com os dois chifr es repr esenta a Grécia e o Impér io Romano b) O bode r epr esenta os medos e sua ponta notável repr esenta o primeir o r ei . Muitos deles (a refer ência é sobr e aqueles que morr erão durante a tribulação .2). Aqueles cujos nomes estão escritos no livro. todavia. Isso é ver dade também no tocante aos que dor mem (Dn 12. Refer e-se à Babilônia d) Quanto à quarta fera não há comparação no reino animal com essa. aponte para a assertiva incorr eta a) A primeira fera a emer gir do mar corresponde à cabeça de our o da imagem de Nabucodonosor b) A segunda fera é ordenada que devor e a carne que está em sua boca e simboliza o urso c) A terceira fera é um leopardo ou “pantera”. em seu capitulo 7.“Dario” 135 . A perseguição movida pelo Anticristo fará com que muitos venham a cair.e não sobr e os mortos) r essuscitarão. De acor do com a visão de Daniel a respeito do carneiro e do bode. serão livrados. Diz ser “difer ente” 7. Quanto à visão de Daniel. Questionário ■ Assinale com “X” as alternativas corretas 6. mas antes ao fato que a salvação não será apenas para aqueles que estiver em vivos.A r efer ência aqui é aos eleitos. dentr e aqueles que per deram suas vidas durante a perseguição. mas também para certos.

c) o simbolismo do bode a ferir significa a conquista dos gr egos pelo Império Romano d) Os quatros chifr es que se levantaram em seu lugar repr esentam os reinos que foram divididos de Alexandr e (Macedônia. era conhecida por a) Faraônica b) Ptolomaica c) Helênica d) Selêucida ■ Marque “C” para Certo e “E” para Errado 9. 10. o Grande (fundador do Império Gr ego) Per mitiu que os judeus voltassem do C ativeiro. O mar. enxer gado por Daniel na visão das Quatro Feras (Dn 7). Síria e Egito) 8. Trácia. depois da partilha do r eino de Alexandr e. Alexandr e. A Dinastia que gover nou o Egito. simboliza o Mar Mediterrâneo 136 .

1977. 1998.. ELLISEN. D. DOUGLAS. Claudionor Corrêa de. Estudo Panorâmico da Bíblia’. 137 . Bíblia de Estudo Pentecostal. Manual Bíblico de Halley.SP: IBAD. J. BOYER. 6 a Ed. PEARLMAN.. A Bíblia Explicada. 3 a Ed. São Paulo . 2 a Ed. Rio de Janeir o .. Pindamonhangaba . Paul. 9 a Edição. Myer... Aur élio Buarque de Holanda. MEARS.RJ: CPAD. Através da Bíblia Livro por Livro.. São Paulo: Editora Vida. Donald C. 1994. Novo Aurélio Século XXI.. HOFF. Rio de Janeiro . São Paulo: Editora Vida. Henrietta C. O Pentateuco. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Pequena Enciclopédia Bíblica. MCNAIR.RJ: CPAD. 2000.SP: Edições Vida Nova. ANDRADE. S. 1997. São Paulo: Editora Vida. Stanley A. Rio de Janeir o: CPAD. Rio de Janeiro . 2001. 13 a edição. O Novo Dicionário da Bíblia. 1999. 1995. E. Dicionário Teológico. . FERREIRA. São Paulo: Editora Vida. São Paulo: Editora Vida.RJ: Editora Nova Fronteira. Orlando.Profetas Maiores Referências Bibliográficas STAMPS.

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