GRANULAÇÃO

Para: Copebras Ltda
De: John Sinden

ÍNDICE

1

INTRODUÇÃO........................................................................................................1
1.1

POR QUÊ GRANULAR?................................................................................. 1

1.2

O QUE É GRANULAÇÃO?..............................................................................2

1.3

PROCESSOS DE AGLOMERAÇÃO / GRANULAÇÃO...................................................5

1.3.1

Método de Agitação / Aglomeração por Crescimento................................5

1.3.2

Método de Atomizacão / Aglomeração por Aspersão.................................5

1.3.3

Aglomeração Esférica / Aglomeração Seletiva...........................................6

1.3.4

Aglomeração por Pressão - Compactação.................................................6

1.3.5

Sinterização - Método Térmico...................................................................7

2

HISTÓRIA DA GRANULAÇÃO DO FERTILIZANTE.............................................10

3

PROCESSOS DE GRANULAÇÃO DE FERTILIZANTES....................................14
3.1

CONGELAMENTO - PEROLAÇÃO..........................................................................14

3.2

CONGELAMENTO - ESFARELAMENTO..................................................................16

3.3

COMPRESSÃO - EXTRUSÃO...............................................................................16

3.4

COMPRESSÃO - COMPACTAÇÃO.........................................................................16

3.5

AGITAÇÃO.........................................................................................................19

4

SISTEMAS DE GRANULAÇÃO............................................................................21

5

MECANISMOS DE GRANULAÇÃO.....................................................................22

6

5.1

AGLOMERAÇÃO.................................................................................................22

5.2

DEPOSITO EM CAMADAS....................................................................................23

TEORIAS DE GRANULAÇÃO..............................................................................25
6.1

TVA (NFEDC) – TOTAL FASE LÍQUIDA..............................................................26

TSP......................................................................................................................... 27
6.1.1

Super triplo granulado...............................................................................28
JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica

Rua Ministro Xavier de Toledo, 143 - Campo Grande – Santos / SP - CEP 11070-300
Telefone / Fax: 13 3225-2482 - Celular: 13 - 97622616
E-mail: john_sinden@uol.com.br

I

6.1.2
6.2

04-14-08....................................................................................................30

INCRO S/A (ICI) - “CURVA DE GRANULAÇÃO” - VOLUME DA FASE LÍQUIDA / VOLUME

DA FASE SÓLIDA..........................................................................................................32

6.3
7

NORSK HYDRO (FISONS) – CURVA DE GRANULAÇÃO..........................................38

FORMULAÇÃO.....................................................................................................46
7.1

SISTEMAS CONTROLADOS PELA EFICIÊNCIA DE GRANULAÇÃO............................46

7.1.1

Baseado no Superfosfato..........................................................................46

7.1.2

Baseado em Fosfatos de Amônia.............................................................47

7.2

SISTEMAS CONTROLADOS PELA TAXA DE RECICLO............................................47

7.2.1

Baseados em Superfosfatos.....................................................................47

7.2.2

Baseado no Fosfato de Amônia................................................................48

8

TEMPERATURA DE RECICLO............................................................................49

9

CONTROLE PELA TEMPERATURA....................................................................52

10

BIBLIOGRAFIA..................................................................................................54

JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica
Rua Ministro Xavier de Toledo, 143 - Campo Grande – Santos / SP - CEP 11070-300
Telefone / Fax: 13 3225-2482 - Celular: 13 - 97622616
E-mail: john_sinden@uol.com.br

II

GRANULAÇÃO

1 INTRODUÇÃO
Hoje vou tentar responder as seguintes perguntas:

Por quê granular?

que é granulação?

Como se controlar a granulação?

1.1 POR QUÊ GRANULAR?
Esta questão é fácil de ser respondida. Imagine que você é um agricultor o
qual recebeu, para aplicar uniformemente tanto em quantidade de peso quanto em
nutrientes, 03 (três) matérias-primas:

Sulfato de amônia do Metacril (composto de cristais úmidos – fino de agulhas);

TSP - Rop recém produzido pela Fosfertil (com alta acidez livre, sem
beneficiamento para as pedras);

Cloreto de potássio, granulado da Alemanha (grosso quebradiço).
Suas adubadeira são de dosagem através de rosca.
Pergunta-se: Como você conseguiria cumprir sua tarefa?
Resposta: Somente após a granulação, secagem e classificação do produto.
JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica
Rua Ministro Xavier de Toledo, 143 - Campo Grande – Santos / SP - CEP 11070-300
Telefone / Fax: 13 3225-2482 - Celular: 13 - 97622616
E-mail: john_sinden@uol.com.br

1 / 55

Nos fertilizantes a granulação é utilizada pelas seguintes razoes:

Melhoria do aspecto físico do fertilizante com respeito a estocagem, eliminando
ou reduzindo os problemas de empedramento e compactação;

Melhoria nas propriedades físicas dos materiais (fluidez e redução/eliminação de
pegajosidade) facilitando a dosagem e aplicação de fertilizante no campo;

Redução ou eliminação dos níveis de poeiras fugitivas nas unidades de produção
e ensaque, assim como no campo durante a aplicação.
Agora vamos começar a palestra sobre Granulação.

1.2 O QUE É GRANULAÇÃO?
Granulação é o nome dado a um tipo de operação que é incluída na área das
operações unitárias chamada “size enlargement” (aumento de tamanho).
Existem vários nomes para os processos envolvidos nesta área e realmente
faltam definições que sejam aceitas universalmente. Por exemplo, no "5º. Simpósio
Internacional Sobre Aglomeração", houve uma discussão ativa sobre a utilização da
palavra “Aglomeração”, onde um percentual significativo dos participantes foi a favor
da substituição desta palavra por outra “Agregação”.
Aqui no Brasil o termo granulação é freqüentemente utilizado para generalizar
todos os tipos de operações no campo de “Aumento de tamanho”. Neste sentido ela
é usada para descrever qualquer método de formação de um produto com maior
granulometria das matérias-primas iniciais. Incluindo os processos de "Finos"
dispersos em um fluído, gás ou liquido agregado para formá-lo. O conjunto de
partículas formadas são chamadas de “Grânulo” ou “Aglomerado”, dependendo do
processo e do produto este grânulo/aglomerado, apresenta tamanho entre 0,02 mm
até 50 mm. Na maioria dos casos o formato da partícula formada é esférico, mas em

JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica
Rua Ministro Xavier de Toledo, 143 - Campo Grande – Santos / SP - CEP 11070-300
Telefone / Fax: 13 3225-2482 - Celular: 13 - 97622616
E-mail: john_sinden@uol.com.br

2 / 55

tais como:  produção de fertilizantes.  É mais fácil manter a higiene.com. talvez com adição de um ligante.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Esta operação unitária é utilizada em muitas industrias.br 3 / 55 .Celular: 13 . Com o processo de aglomeração.  combustível nuclear. No caso especifico de fertilizantes a aglomeração/granulação de produtos simples ou JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  Redução do risco de explosão causado pela mistura de poeira com o ar. estas poeiras e a lama poderiam ser consumidas sem poluição. A fluidez e por conseqüência a dosagem é ruim.muitos processos o produto apresenta um formato cilíndrico. como um comprimido ou em qualquer outra forma geométrica regular.  farmacêuticos.  É mais fácil controlar a qualidade do ar e em alguns casos é possível reduzir os equipamentos de controle ambiental. Existem vários motivos para a produção e utilização dos aglomerados ou grânulos. Além disso. 143 . Consequentemente criamos uma necessidade de processar e consumir estes rejeitos.Campo Grande – Santos / SP .  minério de ferro.  cerâmica. existem muitos problemas com o manuseio de partículas finas.  defensivos agrícolas. veja abaixo:  Contaminação das instalações com poeiras incomodas são reduzidas nas fabricas e oficinas. O aumento do tamanho elimina estas desvantagens e ao mesmo tempo preserva as características desejadas.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .  Com o aumento do controle sobre a poluição do ar e da água é necessário a instalação de equipamentos para coleta e eliminação da poeira e da lama/lodo gerados.

Estes materiais que têm inicialmente a forma de pó “fino”. Alguns materiais como fertilizantes.Celular: 13 . condições necessárias para um ótimo fluxo de gases. defensivos e alimentos instantâneos são vendidos na forma de aglomerados/grânulos que se decompõe de imediato quando adicionado o liquido (ref. Minérios ou misturas de minérios precisam ser aglomeradas antes da fundição. ferritas de (-zinco +níquel) (ref. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. o aumento de tamanho pode causar ação retardada. Um outro exemplo típico deste tipo de melhoria é a produção de detergentes. obtendo-se assim. como por exemplo: catalisadores.com. tortas dos filtros e as partículas dos sistemas de depósitos. 143 .Campo Grande – Santos / SP . Exemplos disto são os concentrados de processos de flutuação. que é importante para algumas aplicações farmacêuticas e agrícolas. Na indústria da cerâmica. da poeira produzida durante a fundição dos minérios. Muitas outras matérias-primas somente são adequadas para o processamento ou utilização final na forma de partículas grossas.br 4 / 55 . 1 e 2). 3). Além disto. Esta partícula tem resistência e porosidade desejadas. Isto permite uma dosagem ampla ou melhora o aspecto do produto. O processo de aumento de tamanho em fertilizantes valoriza os produtos devido as melhorias das características físicas. O beneficiamento dos minérios resulta em uma grande geração de finos. pigmentos. serve para a eliminação dos problemas de segregação e melhoria da fluidez e do manuseio.complexos.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . precisam ser aglomerados/granulados para a obtenção de boa replicação nos artigos prensados.97622616 E-mail: john_sinden@uol. a aglomeração e fundamental na preparação de artigos prensados compostos de titânita de bário e manganês.

2 Método de Atomizacão / Aglomeração por Aspersão Este é um dos métodos mais comuns nas industrias químicas de fertilizantes e alimentos.3 Processos de Aglomeração / Granulação 1. somente é possível quando o usuário define claramente as propriedades desejadas no produto.  misturadores de atletas.3. 4 e 5 ). Os processos de aumento de tamanho são classificados pelo principal mecanismo onde as partículas são reunidas.1 e ref.As propriedades desejadas do produto final determinam qual dos vários processos deve ser utilizado.97622616 E-mail: john_sinden@uol.5 e 20 mm. Normalmente os grânulos formados são esféricos e com diâmetros entre 0. Isto é.1 Método de Agitação / Aglomeração por Crescimento Partículas finas são misturadas em conjunto com o fluído movimentada ou em ar quando as concentrações são mais altas. normalmente. Suspensões bombeáveis são atomizadas e o líquido das gotas é JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. panela/pratos rotativos.Campo Grande – Santos / SP .br 5 / 55 . Equipamentos típicos são:  tambores rotativas inclinadas. é de 200 a 300 tph para minérios de ferro e de 150 a 180 tph para fertilizantes.com. realizado na presença de um líquido e ligante.  cones. 143 . A seleção dos processos que especificamente devem ser utilizados. 1.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .3. (ver item 3.Celular: 13 . A máxima capacidade de produção. 1. e não de cargo total. O aumento de tamanho das partículas ocorre pela coalescência baseada nas forças de Van Der Waals.

No caso de utilização de rolos lisos o lençol formado é quebrado em moinhos (que é chamado de "granulador"). 143 . para atingir a granulometria desejada.4 Aglomeração por Pressão . O resultado é a formação dos flocos ou aglomerados esféricos com diâmetros até 5 mm. 1. composta das partículas do produto imiscível. como por exemplo a aglomeração dos finos de carvão em suspensão com água utilizando óleo combustível como ligante.3 Aglomeração Esférica / Aglomeração Seletiva Esto é o mais novo processo de aglomeração onde um produto imiscível é adicionado a uma suspensão de finos.3. Enquanto o limite de fertilizantes é de 170 a 200 tph. Aglomeração seletiva poderia ser feita com misturas de sólidos e vêm sendo pesquisadas para novas finalidades.Campo Grande – Santos / SP . Os aglomerados têm formato uniforme e variam em relação ao tamanho em alguns milímetros (no caso de farmacêuticos).97622616 E-mail: john_sinden@uol. no caso de minérios JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. As primeiras forças de coesão são as forças capilares. A capacidade destas unidades variam. As principais forças que agem nestes processos são de Van der Waals. prensas de estampa e prensas de tabletes.5 a 3.Celular: 13 . as principais forças de coesão são as forças capilares. no caso de alimentos e de 0.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . Isto provoca a formação de uma segunda fase. briquetes e lençóis em equipamentos compactadores de rolos. numa etapa preliminar de secagem. No caso de alimentos. unidades de 50 tph de produção são possíveis.Compactação Partículas com baixos teores de umidade são processadas para formar comprimidos.com. e até decímetros (no caso de combustíveis). Até hoje a máxima capacidade industrial é de 25 a 30 tph.evaporado por uma corrente de ar quente.br 6 / 55 . Os aglomerados são de 20 a 50 decímetros. 1.0 mm no caso de fertilizantes. seguida pelas pontes cristalinas nas áreas de contatos.3.

1Condições dos materiais A matéria-prima inicial pode ser:  sólida.com. Outros fatores que influenciam na seleção do processo são: 1. A capacidade deste tipo de unidade é até 2. O produto precisa apresentar condições de secagem. Freqüentemente o custo desta secagem é o fator que determina a viabilidade do processo (ref. No produto final. o sínter normalmente tem formatos irregulares e é mais grosso do que os outros aglomerados. 1. pastosa ou seca. O mecanismo de aglomeração é a formação de ligações (pontes) sólidas nas áreas de contato.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .000 tph. solução ou suspensão desde que seja bombeável.Campo Grande – Santos / SP .97622616 E-mail: john_sinden@uol. 143 .5.  ou um fluído.3.br 7 / 55 .Método Térmico São partículas finas umidificadas para formar uma pasta e depois são processadas numa grelha horizontal. onde o material é aquecido formando aglomerados sinterizados. Este processo é muito comum nas indústrias de mineração e metalurgia. 6). porque em muitos casos é necessário após o processo de aglomeração/granulação mandar o material para uma etapa de secagem. mesmo sendo sensível ao calor.5 Sinterização .e combustíveis é de 300 a 500 tph enquanto na área de fertilizantes é de 10 a 100 tph já na área farmacêutica pode ser de alguns quilogramas por hora.3.Celular: 13 . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.

143 .5. 1.br 8 / 55 .3Necessidades de resistência e porosidades dos aglomerados. Exemplos são os pigmentos. Muitos processos são limitados pela faixa de granulometria que eles podem produzir.2 A faixa granulométrica do produto desejado e o formato dos grãos. citamos o leito dos catalisadores sólidos e no caso de armazenagem dos materiais em silos e moegas. Por exemplo. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Campo Grande – Santos / SP .97622616 E-mail: john_sinden@uol. No caso da granulação por compactação os lençóis precisam ser quebrados.5.3. Como por exemplo.com. alimentos instantâneos e alguns farmacêuticos. o custo desta granulação por moagem e subseqüente reciclagem dos finos precisa ser considerada.3. Briquetagem e sinterização produzem partícula (grânulos) mais grossos.Celular: 13 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . alguns defensivos agrícolas. Sem quebra. A forma geométrica das partículas em alguns casos é crítica para o processo. os tipos de aglomerantes (ligantes) e consequentemente das forças de adesão têm efeitos significativos e importantes sobre a resistência e porosidade dos grânulos. Muitos produtos precisam na utilização final das áreas superficiais específicas altas com uma facilidade de dispersão muito grande. Por isto. granulação por aspersão sempre resulta em granulometrias mais finas. Outros produtos devem dispersar-se após um tempo de espera.1. Os catalisadores e pelotas de minérios de ferro precisam ser resistentes contra altas tensões.

8 e 9).5. dilatação e contração (ref.4Necessidades da capacidade dos Equipamentos Alguns processos de "aumento do tamanho" não são adaptáveis para produções de altas tonelagens. Normalmente os ensaios de bancada são feitos em bateladas e uma das vantagens da unidade piloto é a operação continua com reciclo que permite uma melhor avaliação econômica e técnica (ref. 7). Entre os outros fatores podemos citar:  comportamento durante secagem (incluindo possíveis formações de rachaduras ou fundição).Celular: 13 .  comportamento com alta e/ou baixa temperaturas. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  compressibilidade.3. temperatura e aglomerantes (ligantes). Após os ensaios de bancada e laboratório as vezes é necessário construir uma unidade piloto antes passar para a escala industrial. Os outros parâmetros que influem na eficiência da aglomeração são determinados nesta etapa.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Como por exemplo.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . 143 . No caso de pelotas de minérios de ferro estas propriedades são importantes na fundição.3. 1. a produção de comprimidos na indústria farmacêutica.br 9 / 55 .com.1. No caso dos minérios temos os tensoativos. ensaios de laboratório devem ser realizados para determinar a quantidade de líquido necessário para a produção / aglomeração (fase líquida adequada). Uma vez que o processo apropriado é selecionado.5.5Outros fatores. No caso de fertilizantes temos o pH.Campo Grande – Santos / SP .

CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . Após isto a maior parte do progresso de fertilizantes ocorreu na Europa com alguns desenvolvimentos nos EUA. 10). Veja tabela a seguir. Agora abordaremos sobre a granulação de fertilizantes começando com um pouco de sua historia.Campo Grande – Santos / SP .com.2 HISTÓRIA DA GRANULAÇÃO DO FERTILIZANTE Acabamos de escrever porque granular e rapidamente citamos alguns dos fatores que atuam nos vários tipos de processos de granulação (Aumento de Tamanho – Size Enlargement). O primeiro processo de granulação foi desenvolvido na Alemanha em 1922 pelo BASF e foi para produzir "Nitrophoska". O sistema foi baseado no ataque da rocha fosfática com ácido nítrico seguido pela neutralização com amônia. Bristish Columbia. onde foi montado o primeiro complexo de fertilizantes fosfato.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Celular: 13 .br 10 / 55 . 143 . A próxima etapa ocorreu em 1930. Este complexo inclui a primeira fábrica de "ácido fosfórico forte (processo dihidratado de Dorr Oliver) e três unidades de granulação . no Canadá em Trail.duas de 120 tpd de G/TSP e uma de 150 tpd de MAP (ref. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. A lama formada foi concentrada e consequentemente granulada. Destaca-se neste período a “Fertiliser Society” de Londres onde foi apresentada uma série de trabalhos que foram muito importantes para o desenvolvimento da indústria e o conhecimento cientifico – tecnológico.

Stairmand A lista é extensa com mais ênfase nas décadas para frente com a utilização dos computadores tanto na área de modelamento quanto na área de controle de processo e produção. by J.br 11 / 55 . Hawksley and W. T. G. Steenwinkel 1970 and J. J. Mason The Screening and Segregation of fertilizer Materials. Slurry Dispersion 1957 1959 Superphosphatic Fertilisers.Same Related Aspects of 74 1962 Design.Campo Grande – Santos / SP . J.com. by J.Celular: 13 . W. Newtt and A. by 1949 S. New Development in Granulation Techniques. Proctor Developments in granulation Techniques. by A. L. E. by F. by C. T. M. Hoogendonk. Brooks Mechanism of granule formation. Porter and N. by P.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Número do Ano Descrição Processo 2 1947 Granulation of Phosphatic Fertiliser-Theory and Pratice. Bland. 143 . Mallie. by D. Rotary Coolers and Driers . K. Número do Processo 109 119 Ano Descrição 1969 The Prilling of Compound Fertiliser. 1960 Papadapoulos. 7 47 55 59 Methods for the Granulation of J. The Central of Fertilizer Granulation Plants. Nodergren. J.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . by S. Perkins. A. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. 61 1961 Vanden Berg and G.

Dick. Computer Simulation of Fertilizer Granulation Plants. B. Solids Handling and Metering in an NPK Prilling Plant. M.Jones (ref. 186 215 M. D. Developments in Ammonium Phosphate Technology. Quais os tipos de granulação são utilizadas? Existem vários tipos aplicados pela indústria de fertilizantes. 216 235 Além destes temos vários artigos e livros clássicos. Capes (ref.11). Chem. 5). K.Celular: 13 . 4). P. J. by I.br 12 / 55 . H. J. Granulation by Extrusion and Compaction methods by A. by K. by I. D. Sherrington and R. Kelly. M.Número do Processo 127 Ano Descrição 1972 Low Recycle NPK Granulation . 1983 Watson. Bruynseels. E. 1958. Rutten and I. by 146 162 1975 1977 W. Smith. On Line Data Logging for NPK Plants. Segue um rápido resumo dos processos mais importantes e mais utilizados.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Mutsers. Slangen.com. K. by G. tais como:  Granulation. K. J. Watson. J. Off Line Data Logging for NPK Plants. Whyte. H. J. Skauli and O. Lie. J. by I. by C. by J. 271 1988 Stephensan and R. P. Inst. H. by P. The Pan Granulation Process. Brownlie.Watson.  Trans. R. Newlt and J. Recent experiences in the granulation of Ammonium 1985 Phosphates. by O. 143 . Agora passaremos a descrever os processos de granulação e aglomeração utilizados pelas indústrias de fertilizantes. Conway . by S.Design and Practical 141 1974 Aspects. Barnett. Mivel and S. Eng. Oliver (ref.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . F.  Particle Size Enlargement. E. Fluid Bed Granulation of Ammonium Nitrate and Calcium 238 1985 Ammonium Nitrate. Davidson and T. 1979 1983 A.Campo Grande – Santos / SP . Zisselmar. M. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.

97622616 E-mail: john_sinden@uol.com.Celular: 13 . 143 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .br 13 / 55 .JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Campo Grande – Santos / SP .

Perolação Este processo é um exemplo de aglomeração por aspersão. Este processo é aplicado para os seguintes produtos:  Uréia. formando "melts" basicamente anidros. ou por uma chapa perfurada vibratória. ou através de bicos ativados por ultra-som.3 PROCESSOS DE GRANULAÇÃO DE FERTILIZANTES 3.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . A torre em contra corrente ar que ajuda neste processo de solidificação. Os materiais menos solúveis.1 Congelamento .com. Todos os sistemas produzem pequenas gotas de lama que congelam-se durante a queda na torre.  Nitrato de Amônia. sensivelmente com o aumento da temperatura. cloreto de potássio.  Nitrato de Cálcio.br 14 / 55 .  Misturas de Sulfato de Amônia e Fosfato de Amônia. giratória. As misturas dos produtos listados acima com outros sais como fosfato de amônia. 143 . Esta pulverização poderia ser realizada dentro de um balde feito em tela. sulfato de potássio e no caso do nitrocálcio – calcário. O próprio processo de perolação é dependente da formação de uma lama fundida o "melt" que é aspersada na cabeça de uma torre alta.  Misturas de Nitrato de Amônia e Fosfatos de Amônia.  Nitrofosfato.Campo Grande – Santos / SP . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. tipicamente os cloretos e sulfatos de potássio são freqüentemente adicionados na forma de partículas finas e aquecidas no ultimo instante antes da aspersão. No caso de fertilizantes é aplicado para sais e misturas de sais que tenham solubilidades elevadas e crescentes.  Nitrato de Potássio.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Celular: 13 .

br 15 / 55 . 143 . As bases destes produtos são Nitratos de amônia. As desvantagens deste processo são.  A baixa taxa de reciclo. Produto Uréia Altura da torre Media de grão 60 m 1.8 mm 100 m 2. os produtos normalmente têm uma relação elevada de nitrogênio comparado com fósforo e potássio.  Redução do número de equipamentos mecânicos.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .  Limitação dos tipos de produto.8 a 3. Na Europa existem vários processos de perolação de N.Campo Grande – Santos / SP .A altura da torre controla a granulométrica do produto.4 mm 140 m 2. NK e NPK além de vários produtos especiais como Nitrato de Cálcio . NP.6 a 1.NH4.NO3. E na Nitrofertil . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. secador e fornalha.  Custo de investimento.Nitrato de amônia e Uréia.  Ausência de granulador. com a exceção de Nitrato de potássio.2 a 2.6H2O. fosfatos de amônia e os nitrofosfatos amoniados. Veja os exemplos abaixo.97622616 E-mail: john_sinden@uol.com.Uréia.2 mm Aqui no Brasil encontramos este processo na Ultrafertil .5Ca(NO 3)2.  A própria torre. As vantagens deste processo são:  Facilidade de operação.  Aspectos físicos do produto (baixa dureza de grãos).Celular: 13 ..

sulfato duplo de potássio e JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. 3.br 16 / 55 . O processo novo também utiliza uma correia de inox mas a chapa é ondulada.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . Os dois rolos podem ser lisos ou ondulados.Esfarelamento Existem dois tipos de processo baseados no esfarelamentos o mais antiga que era aplicada ao Nitrato de amônia. Inicialmente em termos de fertilizantes o processo foi aplicado para a produção de sais simples: sulfatos e cloreto de potássio.Campo Grande – Santos / SP .com. Onde a lama fundida de nitrato era derramada sobre uma correia transportadora de inox (resfriada internamente com água). 3.Extrusão As aplicações em fertilizantes são muito limitadas.2 Congelamento . Equipamento para controle ambiental que são necessários para serem instaladas as torres para vazões elevadas dos gases. Este processo também apresenta limitações com respeito a matérias-primas que têm de ser secas e sólidas.Celular: 13 . Este processo tem o nome comercial de Rotoform e é produzido pela empresa Sandvik. 143 . 3.Compactação Este é o único dos processos baseado na compressão que tem aplicações no setor de fertilizantes.4 Compressão .3 Compressão . solidificada e posteriormente o material é quebrado e peneirado.97622616 E-mail: john_sinden@uol. onde o material fundido é derramado formando pastilhas. Basicamente a produção é de pauzinhos de materiais orgânicos para a utilização das donas de casa em vasos.

 Mistura intima das matérias-primas e o reciclo.  Compressão.com.  No caso de rolos lisos segue uma etapa de granulação em moinhos de lençol.  Em alguns casos existe uma etapa de acondicionamento e recobrimento. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. sendo que a pressão é variável e dependente do produto. Dependendo da natureza dos rolos lisos ou ondulados. 143 .  Custo operacional menor devido a ausência de secagem. existindo um ajuste no sentido horizontal para o escapamento entre os rolos. Estes rolos podem ser lisos ou ondulados. fornalha e a maioria dos equipamentos utilizados no controle ambiental (com a exceção dos filtros de mangas associados com os processos de britagem e peneiramento). resfriador. Nos últimos anos outras aplicações crescentes como granulação de varias misturas de NP.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . A faixa de pressão utilizada é de 2 a 20 toneladas por centímetro linear.97622616 E-mail: john_sinden@uol. As vantagens deste processo são:  Menos custo de investimento pela ausência de secador.  Peneiramento com os finos e grossos retornando na forma de reciclo. NK e NPK surgiram.Campo Grande – Santos / SP .magnésio e sulfato de amônia. com alimentação da mistura é forçada entre os dois rolos. o produto pode sair na forma de um lençol.br 17 / 55 . Mais uma aplicação da década de 80 foi o desenvolvimento dos Supergrãos e/ou Tijolos. normalmente em rosca ou pug mill. Isto é utilizado para ajustar a pressão entre os rolos. tijolo ou bolinhas/briquetes. O processo de compactação consiste na:  Preparação da matéria-prima (moagem).Celular: 13 .  Dosagem da matéria-prima para a obtenção da especificação analítica desejada. Que são utilizados quando é necessária uma liberação de nitrogênio controlada e prolongada para obter a máxima eficiência agronômica. briquetes de uréia. Os rolos giram em sentido contrário.

nítrico e fosfórico. Para promover compactação.As desvantagens são:  Limitação nos tipos de matérias-primas.br 18 / 55 . precisamos eliminar o ar entre as partículas até alcançar o mínimo de 95% da densidade teórico. 143 . Existem limitações na quantidade e qualidade dos superfosfatos. Após isto.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .97622616 E-mail: john_sinden@uol. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  Pontes cristalinas como as resultadas das reações químicas e as deformações em função da pressão. seguida pela britagem de uma partícula acima da outra e finalmente a fusão. As forças envolvidas neste processo são:  Van der Waals. nem amônia. Durante estes processos temos um aumento de temperatura entre 5 e 15°. Durante o processo de compactação na primeira fase envolve-se o realinhamento das partículas. a deformação plástica.Campo Grande – Santos / SP .com. não se pode utilizar matérias líquidas como ácido sulfúrico.Celular: 13 .

Dentro deste sistema existem vários métodos diferentes que normalmente são classificados pelo tipo de equipamento utilizado para causar a aglomeração. 143 . classificação. ou câmaras de leito fluidização. Resumindo todos os casos na formação. Uma outra maneira de classificar os processos utilizados em fertilizantes são:  Granulação com água e/ou vapor. cristalização ou colheita de um material ou várias matérias servem para constituintes de grão ou grânulos.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. O objetivo é converter várias matérias-primas sólidas e liquidas (no caso da amônia. Um caso especial do Pug Mill contem um eixo e paletas. manuseio e transporte. Estes equipamentos podem ser:   Pug Mill Pin Mill -     Blunger Tambor rotativo Prato rotativo Câmara - Reatores horizontais com um ou dois eixos com paletas de pinos.3.com.br 19 / 55 . em grânulos de diâmetro uniforme e com aspectos físicos adequados para secagem. Existem muitas variações no processo básico de granulações. Caso das unidades de Cubatão e Catalão Caso da Gespa.  Granulação por fusão. As matérias-primas sólidas e liquidas são alimentadas juntamente com as sólidas recirculadas no equipamento de granulação. esta pode ser gás). utilizadas na adubação.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Campo Grande – Santos / SP .  Granulação química. dependendo do tipo das matérias-primas utilizadas e dos produtos finais.Celular: 13 .5 Agitação Aglomeração por crescimento.

143 . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. A próxima etapa é descrever os mecanismos que envolvem os processo de granulação em tambores rotativos. O processo pode ser uma simples granulação química. Isto em partes deve-se a operação com reciclo quente (unidade não tem resfriador nem para o produto e muito menos para o reciclo).  Processo controlado pela necessidade de reciclo.97622616 E-mail: john_sinden@uol.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .br 20 / 55 .com.Celular: 13 . No caso da unidade de MAP existem duvidas. Na Copebras na unidade SSP-Grão é de granulação com água e vapor (sem calor de reação significativo). O sistema é controlado pela necessidade de reciclo.Campo Grande – Santos / SP .Ainda existe mais uma outra classificação:  Processo controlado por eficiência da granulação. controlado pela eficiência de granulação. mas está muito próximo de ser uma granulação por fusão.

Por isto. onde a maioria ou todas as matérias-primas são líquidas (ou gás no caso da amônia).Campo Grande – Santos / SP . Este sistema também é conhecido como Slurry Granulation.água/vapor para obter a granulação. Neste segundo sistema como é necessário fornecer fontes de umidades e/ou calor para provocar a granulação a eficiência do processo é avaliada em função da porcentagem do material dentro da especificação da granulometria que é gerada durante a passagem pelo tambor rotativo (ou equipamento de granulação). onde é necessário adicionar a fase líquida . Uma variante deste sistema é o fator dominante (o fluxo de calor). caso da unidade de SSP-Grão. Por isto. o sistema / processo é chamado de "Controlado pela eficiência da granulação".4 SISTEMAS DE GRANULAÇÃO Existem basicamente dois tipos de granulação: o primeiro tipo é o da unidade de MAP Catalão. 143 . O segundo tipo é aquele onde a maioria ou todas as matérias-primas são sólidas.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .Celular: 13 . não necessariamente a quantidade de fase líquida. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Este é o caso normal na produção de DAP e provavelmente é o caso da unidade de MAP-Grãos.97622616 E-mail: john_sinden@uol.com. o processo é chamado de "Controlado pela fase líquida". Este tipo de granulação é conhecida como Agglomerative Granulation. Existe a necessidade de uma taxa de reciclo mínima para a absorver a fase líquida das matérias-primas. No caso da Slurry Granulation onde a maioria ou toda as matérias-primas são fluídos.br 21 / 55 .

97622616 E-mail: john_sinden@uol. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Na transformação de uma mistura de pó seco para uma de grânulo de NPK. mas a variante onde o fluxo de calor é dominante é mais híbrido. 143 . No sistema controlado pela necessidade de reciclo o mecanismo é a colocação dos materiais em camadas.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .  Forças eletrostáticas. Na ausência da fase líquida.Celular: 13 . Estas forças sólido-sólido são fracas e a contribuição delas no início quando aproxima-se as várias partículas. as partículas individuais das matérias-primas são construídas no grânulo onde cada partícula é ligada com as vizinhas .Campo Grande – Santos / SP . No sistema que é controlado pela "Eficiência de Granulação" o mecanismo é o de aglomeração das partículas.com.5 MECANISMOS DE GRANULAÇÃO Os dois sistemas têm mecanismos de crescimento diferentes. a aglomeração vai depender somente das forças de atração que existe entre sólidos como:  Forças moleculares – Van der Waals.1 Aglomeração No processo de aglomeração. geram grânulos que quando cortados parecem uma cebola. Na variante controlada pelo fluxo de calor a formação de camadas é incompleta.br 22 / 55 . com a própria solidificação (cristalização) dos materiais durante o resfriamento sendo mais significativa. 5. diferentes mecanismo de ligações acontecem durante os vários estágios. onde ciclos consecutivos de umidificação e secagem.

97622616 E-mail: john_sinden@uol. Ver os diagramas na figura-2. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Campo Grande – Santos / SP .com.  Funicular. 143 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .Celular: 13 . Com pouca fase líquida o primeiro efeito será o de fazer uma camada superficial que reduz as distâncias aumentando os efeitos de forças de Van de Waals.A adição de líquido no sistema muda o mecanismo de ligação e aumenta á resistência dos grânulos. Nesse processo a cada passo do grânulo pelo granulador. 5.  Forças hidrostáticas de sucção nas pontes líquida. solidificada acima do núcleo recirculante.br 23 / 55 .  Capilar. mais a camada da fase líquida é cristalizada. No estado pendular duas forças fortalecem as ligações:  Forças tencil devido as tensões de superfície na interface líquido/ar da ponte líquida. Precisamos lembrar de um fator muito importante quando consideramos que as ligações dos fertilizantes ocorrem na presença dos sais solúveis: a fase líquida gera as pontes dos cristais que são responsáveis pela resistência (dureza) final dos grãos. Com o preenchimento dos espaços livres o estado capilar é atingido e o granulo é mantido pela sucção capilar nas interfaces (líquido/ar) da superfície do grânulo. Com adição de mais líquido estes espaços começam a encher provocando três novas forças:  Pendular.2 Deposito em camadas.

Na faixa maior eles servem para formação do novo núcleo para a fase líquida cristalizar acima.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Um dos parâmetros utilizados na seleção do cloreto de potássio utilizado na produção de 12-32-18 na unidade de DAP da Ultrafertil era a granulometria . Esta velocidade era alta e com isto há um aumento na concentração dos sais na fase líquida. 12).5 a 3. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.fino com a maioria das partículas inferiores a 250 microns. acelerando o processo de cristalização. As partículas sólidas neste sistema têm de estar na faixa de 1. cristalizando acima de um núcleo existente.25 mm).br 24 / 55 .com.5 mm ou abaixo de 250 microns (0. Mas. Na faixa menor eles são suficientemente pequeno para incorporar nova camada da fase líquida.Neste processo as ligações de uma partícula com outra não tem importância. 143 .Celular: 13 .Campo Grande – Santos / SP . para incorporar outras matérias-primas sólidas neste processo a granulometria é muito importante (ref.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . O segundo parâmetro foi a velocidade da solubilização.

 Faixa de pH ou acidez livre dos materiais. (Ver ref. (ref.br 25 / 55 .  Temperatura dentro do tambor.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .  Solubilidade das matérias-primas e produtos resultantes das várias reações químicas entre esses materiais. 16 e 17). 15). JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Outras empresas já desenvolveram modelos para simular e avaliar a viabilidade e eficiência do processo de aglomeração sem publicar uma teoria. O mais notável deles são os trabalhos da Techmical Gruop 11 de UDHE. ref.  da Incro S/A (antiga Cros S/A) / ICI. 19 e 20).  Taxa de reciclo.6 TEORIAS DE GRANULAÇÃO O processo de granulação é muito complexo e envolve muitos fatores tais como:  Umidade das matérias-primas dentro do trabalho. 143 .com. voltada muito mais para os processos de aglomeração.97622616 E-mail: john_sinden@uol.  Temperatura do reciclo. que trata principalmente do processo de deposição em camadas.  Velocidade da rotação do tambor.Campo Grande – Santos / SP . 13 e 14).  da TVA (hoje National Fertilizer and Environmmental Development Center NFEDC) e UKF (ref. As mais conhecidas são:  da Fisons (hoje Hydro Agri.Celular: 13 . 18.  Vazão de ar dentro do tambor.  Carga do tambor m3h/m2. Durante vários anos empresas publicaram teorias que tentavam explicar as interações destes parâmetros.

o balanço geral do calor em função da taxa de reciclo. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Tf) Tg = temperatura na saída do granulador Tr = Temperatura de reciclo Tf = Temperatura das matérias-primas A fase líquida é calculada da seguinte maneira: soma das % individuais das matérias-primas e dos agentes que ajudam no processo de granulação – a água e o vapor.Tr)  (Tg .Campo Grande – Santos / SP . O coeficiente é um fator empírico.br 26 / 55 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .Celular: 13 .6.1 TVA (NFEDC) – Total Fase Líquida Este como todos os métodos é baseado em dados práticos e empíricos. (Ver tabela abaixo). Este método utiliza os seguintes conceitos para definir a composição e dar uma boa granulação com bom rendimento:  300 a 400 kg/tonelada de fase líquida.000 kcal/tonelada R = Taxa de reciclo X = (Tg .com.97622616 E-mail: john_sinden@uol.  40 a 45 x 103 kcal/tonelada (sem reator tubular). 143 . X coeficiente da fase líquida para cada material.  75 a 85 x 103 kcal/tonelada (com reator tubular). é gerado pela formula: H = H0 (1 + XR) onde: H0 = 35. Além disso.

mas não dará nenhuma indicação sobre o rendimento/eficiência da granulação. realmente.20 MAP pó 0.25 Nitrato de amônia (sólido ) 0.kcal/kg NH3 MATÉRIAS-PRIMAS NH3 GÁS NH3 LÍQUIDA NHO3 (55 a 65 % ) 1650 1375 H3PO4 (54% P2 O5) 1510 1240 MAP – DAP 1100 840 H2SO4 (93 a 98 %) 1780 1500 TSP 1190 910 SSP 1100 840 Nesta teoria temos deficiências em termos de:  É.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .30 DAP (granulado ) 0.br 27 / 55 .  Com excesso da mudança de solubilidade do sistema H 3PO4 – NH3 a teoria não considera os efeitos de pH.Celular: 13 . 143 .10 Super triplo pó 0.  Com a terceira equação existe condições para avaliar as taxas de reciclo.com. mas precisa-se saber das condições de temperatura do sistema. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.00 Ácidos sulfúrico e fosfórico 1.50 Cloreto de potássio pó Zero Os calores de reação são calculados pelos dados da tabela abaixo.FATORES EMPÍRICOS DE FASE LÍQUIDA MATÉRIAS-PRIMAS COEFICIENTE NH3 (líquido ou gás) 0.20 Cloreto de potássio (granulado) 0.Campo Grande – Santos / SP .50 Uréia (sólida ) 0.50 Água amônia 1. um sistema para avaliar-se que composição é viável para granular. CALORES DE REAÇÃO .00 Sulfato de amônia 0.97622616 E-mail: john_sinden@uol.00 Água e ou vapor 2.10 Super simples pó 0.

000 kcal/t. 143 . Por isto.92 x a) = 0. no caso da Copebras Ltda.  Uma formulação com baixa fase líquida e com alta caloria . o fator empírico da fase líquida teve que ser alterado. 6. especificamente.20 Com isto. o superfosfato triplo é feito com a rocha de Catalão que não segue estes padrões. No Brasil. Calculamos o novo coeficiente para o TSP-ROP da Copebras baseado na seguinte analise:  Acidez Livre: 7. Seguem exemplos de aplicações desta teoria:  Uma formulação de alta fase líquida e com baixa caloria .97622616 E-mail: john_sinden@uol. Finalmente.000 kcal/t.br 28 / 55 . Este produto tipicamente tem umidade livre na faixa de 4 a 6% e acidez livre na faixa de 2 a 3%. Analisando os componentes do TSP pó feito com a rocha da Florida: (0.05 x 2.Celular: 13 .0) %H2O x coeficiente + (0.5% (H3PO4) = 5.  Umidade: 6.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .1 Super triplo granulado Este é um sistema típico de alta fase líquida e baixa caloria.075. Observa-se que o fator de fase líquida apresentada pelo TVA (NFEDC) para superfosfatos triplo refere-se a um produto feito com rocha fosfática da Florida.1.4% P2O5.0) %Acidez x coeficiente + (0.típico 300 kg/t da fase líquida e 45.com. o coeficiente do monofosfato de cálcio. também temos mais aplicações no caso dos produtos (formulações) que são controladas pelo sistema de Eficiência da Granulação.típico 400 kg/t de fase líquida e 40.Campo Grande – Santos / SP . o principal componente na TSP é igual a 0.03 x 1.0% JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.

Estas grandes diferenças entre os valores calculados e os valores atuais é em parte devido a uma absorção incompleta do vapor na massa sólida dentro do granulador.100) kcal/kg ou 656. são de 200 a 210 kg/t de vapor e de 40 a 45 kg/t de água . Nas condições normais os consumos de vapor e água.7 kg/t faltam (400 – 267.9 kg/t de vapor O balanço da fase líquida seria 5.8 kcal/kg 40.Campo Grande – Santos / SP . No caso da Copebras a utilização do vapor com pressão mais alta deve reduzir esta eficiência ainda mais. Para atingir a taxa de calor – utilizamos vapor a 10 kgf/cm 2 (saturado) até 195ºC.0) %H2O + (0. mesmo assim a eficiência da incorporação não passa de 50 %.030 x 0. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.com.000  656. a fase líquida da matéria-prima é: 1. É normal utilizar vapor numa pressão máxima de 3 a 4 kgf/cm 2 no processo de granulação.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .0) %Acidez + (0.44 x (195 .075) %Mono-cal = 0. Portanto.00 (água e ou vapor ) = 66.Celular: 13 .06 x 2.que gera um fator de fase líquida de: (0. 143 .7) = 132.br 29 / 55 .26 Para produzir 1.97622616 E-mail: john_sinden@uol.3 kg/t da água.26 = 267.030 kg de TSPROP (curado).8 = 60.865 x 0. Nestas condições o vapor tem: 615 + 0.000 kg de TSP-Grão a alimentação é de 1.075 x 1. As diferenças de consumo de água provavelmente estão ligados a taxa de reciclo.2 kg/t.3 kg/t Dividindo pelo fator de 2. pela unidade TSPGrão.

Verificando o balanço de calor.3 kg/t de água e/ou vapor.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . (49 .00 94. Falta fase líquida. temos: 2NH3 + H2SO4 = (NH4)2SO4 + X kcal 94 kg/t de H2SO4 reagem com NH3 94 x (0.1. FORMULAÇÃO (COMPOSIÇÕES) MATÉRIAS-PRIMAS kg/t Coeficiente de kg H2O/t Super simples pó 80 Fase Líquida 0.50 24. 6.263.Celular: 13 .com.br 30 / 55 .5 kg/t. 143 .0 Total Observação: 1081 145.0 0.5  2) = 18. Portanto a taxa de caloria é de: JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.96 kg de NH3  32 kg de NH3 Por isto. Que é equivalente a (36.2 04-14-08 Este é um sistema típico da baixa fase líquida e alta caloria.0 263.18 Acido sulfúrico 98% 94 1. pois (300 .32) kg/t de amônia reage com o superfosfato simples = 17 kg/t.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Observe: Sem saber as prováveis temperaturas não se tem como calcular a taxa de reciclo.5 O coeficiente foi corrigido em função das diferenças entre o SSPRop feito com a rocha da Florida e o SSP-Rop feito com as rochas ígneas do Brasil.98) x (34  98) kg de NH3 = 31.5) = 36.Campo Grande – Santos / SP .5 Cloreto de potássio fino 132 0.0 Amônia liquida 49 0.

 Temperatura das matérias-primas Tf = 40ºC.500 kcal = 48.52.000 kcal /t 17 kg/t x 840 kcal = 14.  Temperatura do reciclo Tr = 85º C.31 x R).97622616 E-mail: john_sinden@uol.280 kcal/t O valor é muito alto e por isso o uso de vapor para completar a fase líquida não é indicado.Campo Grande – Santos / SP . 143 .31. ou seja R = 2.51:1.br 31 / 55 . Pela equação H = Ho (1 + XR).32 kg/t x 1. Portanto. quando esta composição é usada freqüentemente a fornalha está desligada e a operação é auto térmica em respeito a secagem. Logo R = 2.280 = 35. É provável que o sistema opere com as seguintes temperaturas:  Saída do granulador Tg = 105º C. 62.com.Celular: 13 .40) = 0.0 JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.280 kcal/t Total = 62.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .000 x (1 + 0. Observe que.85)  (105 . onde: X = (105 .

As duas empresas que trabalham com esta teoria.“Curva de granulação” . 143 . utilizando expressões matemáticas para descrever esta relação. Esta fase líquida. é basicamente uma solução dos vários sais de fertilizantes em água. Quanto menor diâmetro médio de reciclo. K1 e K2 são constantes empíricas e variáveis que dependem das matérias-primas e da formulação (composição). JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.br 32 / 55 .a aglomeração dos grânulos menores para produzir os maiores. A relação entre volume da fase líquida e volume da fase sólida é necessária para obter-se granulação com os grãos variando em função do diâmetro médio do reciclo e o diâmetro médio do produto final desejado. VS = Volume da fase sólida.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Volume da fase líquida / Volume da fase sólida Nesta teoria explica-se a granulação utilizando os seguintes mecanismos:  Primeiro .com.  Terceiro .  = Diâmetro50 entrada  Diâmetro50 saída.as reações entre elas. na maioria dos casos em granulação de fertilizantes.Celular: 13 .6.Campo Grande – Santos / SP .(3 x  x K2)] onde: VL = Volume da fase líquida. o maior volume da fase líquida necessária para atingir a granulometria desejada.  Incro S/A VL  VS = K1 x [1 . Como foi dito antes temos basicamente dois sistemas: um de aglomeração e outro de deposição em camadas (layering).2 Incro S/A (ICI) . mas ambos são dependente na presença da fase líquida.  Segundo .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .as misturas da matéria-prima.

143 . K e t são constantes empíricas. um relacionamento típica para formulação 17-17-17 baseada no nitrato de amônia.br 33 / 55 .00 mm).com.(3 x  x t)]. É possível gerar uma curva de eficiência de granulação na saída do granulador em função da relação da fase líquida (Y). JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  = Diâmetro50 entrada  Diâmetro50 saída.97622616 E-mail: john_sinden@uol. ICI Somente usa diferentes símbolos Y = K x [1 .00 a 4. Só uma parte deles (eficiência da granulação). onde: Y = Volume na fase líquida  Volume na fase sólida. Na pratica existe uma distribuição de granulometria dos grão na saída do granulador. são da granulometria desejada (no caso de 2. Veja no gráfico. a seguir.Celular: 13 .Campo Grande – Santos / SP . cloreto de potássio e fosfato de amônia.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .

A alta temperatura no granulador sem a capacidade de evaporação da água deixa o sistema muito sensível a pequenas variações de água. 143 .com. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Celular: 13 . Isto ajuda a explicar os problemas como no caso da MAP-Grão. .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .br 34 / 55 .Esta relação da fase líquida (Y) é dependente da porcentagem de água e da solubilidade dos sais (matérias) dentro do granulador. s = peso (massa) de sólidos solubilizados / peso (massa) de água.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Y = w x {[(1 + s) x s]  [(1 . s e i = densidades das fases sólidas e fase líquida . Estas pequenas variações na água geram grandes variação na fase líquida em função da alta solubilidade nas temperaturas elevadas.Campo Grande – Santos / SP . Segue um exemplo de curva da eficiência da granulação (fig.w x s) x i]} onde: w = relação peso da água / massa de sólidos seco. As solubilidades são muito influenciadas pela composição química da formulação e sempre aumenta com o crescimento das temperaturas.4).

(c) Temperatura da mistura. 143 . (d) pH da mistura que está ligado com as solubilidades.Celular: 13 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. tanto de matérias-primas quanto dos produtos das reações.Resumindo os fatores que influenciam no volume da fase líquida são: (a) Quantidade (porcentagem) da água .97622616 E-mail: john_sinden@uol.Campo Grande – Santos / SP . (b) Solubilidade dos sais.com.br 35 / 55 .

wr e wf são as porcentagens de umidade no reciclo e nas matérias-primas.br 36 / 55 .Celular: 13 . Observação: Para cada formulação existe um relacionamento entre umidades (fase líquida) e temperatura.97622616 E-mail: john_sinden@uol. A porcentagem de umidade dentro do granulador dependente das entradas de água no granulador.Campo Grande – Santos / SP . O fator (b). NH3 + H3PO4 = MAP ou DAP Nos casos das formulações nitrogenadas. geramos a seguinte expressão: JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. é o mais importante. menor quantidade de água necessária para atingir a relação de fase líquida desejada. Quando isto é combinado com a equação da fase líquida (Y). Voltamos a considerar os dois diferentes tipos de sistema de granulação – Controlada pela Eficiência de Granulação e Controlada pela Necessidade de Reciclo. Nas formulações controladas pela necessidade de reciclo é possível calcular a taxa de reciclo necessária utilizando a seguinte equação: (R x wr) + wf = (R + 1) x w onde: R = peso de reciclo seco por peso unitário das matérias-primas (uma das definições de taxa de reciclo). baseadas em nitrato de amônia ou uréia os fatores (a). É preciso lembrar dos efeitos nas variações do pH (razão molar) no sistema. (b) e (c) são mais significativos.com.No caso de formulações baseada nas matérias-primas fosfatado e/ou com altos teores de potássio os fatores (a).CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . (c) e (d) são mais importantes. 143 . da taxa de reciclo e da taxa de evaporação. Esta taxa de evaporação é dependente da vazão dos gases no tambor e da temperatura. solubilidade. Isto é a base da terceira teoria da granulação. Quanto maior solubilidade dos sais em uma determinada formulação.

Veja figura .com.(1 + s)wr x (s  i)] Portanto. 143 .Ysw . a temperatura da granulação também tem uma tendência a subir. Veja no exemplo acima.5. Nesta situação a temperatura da granulação poderia ser reduzida utilizando um reciclo JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.97622616 E-mail: john_sinden@uol.Campo Grande – Santos / SP . nos casos mais simples a razão do reciclo é uma função linear da porcentagem de umidade das matérias-primas.Celular: 13 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . com isto.R = [(1 + s)wf x (s  i) + (Ys x wf -Y)]  [Y . É muito importante lembrar que a redução da água das matérias-primas líquidas quase sempre aumenta a temperatura e.br 37 / 55 .

Exatamente o que a Fosfertil esta fazendo hoje no caso da unidade 230 MAP-Grão. ou para ser mais exato numa família de curvas.mais frio. onde foi estabelecido um relacionamento entre temperatura.com. a maior vazão de ar no granulador evapora mais água – reduzindo a temperatura do produto e consequentemente reduzindo a temperatura do reciclo.Celular: 13 .3 Norsk Hydro (Fisons) – Curva de granulação Esta teoria foi proposta pelo A. Veja os seguintes exemplos (figuras . fase líquida e o reciclo. Janikowski. ou aumentando a vazão dos gases passantes pelo granulador.97622616 E-mail: john_sinden@uol. mas uma faixa que fica mais estreita nas JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. 6. Observação: A curva não é uma linha só.br 38 / 55 . Hoje na unidade de MAP-Grão a principal limitação é o balanço de calor e não um sistema controlado pela necessidade de reciclo.Campo Grande – Santos / SP . T. 143 . Onde. Brooks e S. M. Este relacionamento é expressado na forma de uma curva.6 e 7).CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .

97622616 E-mail: john_sinden@uol. as curvas são bem deitadas. de um produto com porcentagem alta dos sais altamente solúveis.com. figura .Campo Grande – Santos / SP .regiões de temperatura mais alta.br 39 / 55 .Celular: 13 . 143 . No próximo exemplo. típico de alta nitrogenada usando nitrato de amônia ou uréia. Por isto. A inclinação da curva é muito mais alta. Semelhante a teoria anterior (ICI – INCRO S/A) existe uma relação entre a fase líquida e reciclo (veja figuras 8 e 9). No exemplo da figura . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.7.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .6 a curva é para um produto com uma % pequena dos sais altamente solúveis.

Campo Grande – Santos / SP .Celular: 13 .CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .97622616 E-mail: john_sinden@uol. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.Observaçã Este exemplo é de um sistema de sais fundidos.br 40 / 55 . 143 . mas aplica-se com o: valores diferentes para qualquer sistema.com.

Esta teoria apresenta as seguintes deficiências :  Não indica a eficiência do sistema e não considera o tempo necessário para as reações atingirem o equilíbrio.Celular: 13 .  Precisa fazer curvas para cada composição.  Não considera os efeitos do pH que mudam algumas das solubilidades dos sais.com.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . esta teoria pode ser usada para demonstrar os efeitos de algumas variáveis de granulação (ver figura .Campo Grande – Santos / SP .11). 143 .10).Somando todos estes fatores produzimos a Curva de Granulação e a Curva de Equilíbrio para massa e calor (figura . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  Aplica-se mais para sistemas controlados pela eficiência da granulação. Porém.br 41 / 55 .97622616 E-mail: john_sinden@uol.

mas:  A ação da água é sempre no sentido de curva e por isto é a melhor opção para ajustes finos e finais. por isto.  vapor tem efeitos tangenciais a curva. os efeitos sobre a quantidade de fase líquida são maiores do que o caso anterior.  Os efeitos de variação na taxa de reciclo também são tangenciais.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . somente envolvem geração de calor e não de umidade e.Celular: 13 .97622616 E-mail: john_sinden@uol.Observações: Isto é para um sistema controlado pela eficiência de granulação. (amônia e acido fosfórico). os efeitos no caso de fase líquida são em função da variação das solubilidades dos sais com temperatura. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.  As ações da reação entre NH3 e H3PO4. 143 .Campo Grande – Santos / SP . Por isto.br 42 / 55 . Parece complicado.com. além de calor também envolvem uma parcela de umidade.  As ações da reação entre NH 3 e H2SO4. (amônia e ácido sulfúrico).

75:1.13).97622616 E-mail: john_sinden@uol.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .br 43 / 55 .0 dentro do reator tubular.Campo Grande – Santos / SP . Este é um sistema simples com poucos (três) recursos de controle. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. aumentos na taxa de recibo quase sempre provocam problemas com o equilíbrio do sistema.com. Utilizamos uma razão molar NH3:H3PO4 de 0.É importante lembrar que este sistema é controlado pela eficiência da granulação. Segue um exemplo de curva de granulação do TSP-ROP ( veja figura -12). por isto. “Finos Geram Finos“ e.Celular: 13 . a curva de granulação de MAP-Grão (ver figura . No próximo exemplo. 143 .

 Taxa de recibo. Além destas teorias tem os trabalhos de UDHE que são muito mais que uma aplicação dos balanços de massa e calor.Celular: 13 . quais sais estão presente.Uma das deficiências desta curva é a não existente da maneira para descrever os efeitos da vazão de ar dentro a granulador.  Formulação / composição química. utilizando um computador para otimizar o desempenho das unidades existente e dimensionar novas unidades a partir de uma JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .97622616 E-mail: john_sinden@uol.br 44 / 55 .Campo Grande – Santos / SP . 143 .com.  Temperatura. Resumo Todas as três teorias utilizam os mesmos parâmetros.

The Chem. ISMA 1976 Technical Conference (ref 15).  Janikowski S. 143 . H. 246 e 51 (ref 17).br 45 / 55 . The Chem.Campo Grande – Santos / SP . Isto é usado para gerar "fator de granulação”. 1971. a definição é feita sobre o tamanho mediano das partículas.  50 = (d50 granulate  d50 feet) = (dg  df) onde:  50 é o fator da granulação.  d50 granulate (dg) é a granulometria média na saída.teoria de granulação. Eles utilizaram o que eles chamam o “terceiro balanço” que é a distribuição granulométrica de entrada e saída do granulador. O fator da granulação 50 é uma função da % da fase líquida. Observação: Para mias detalhes leia as refs 18.97622616 E-mail: john_sinden@uol. M.201 (ref.Celular: 13 .. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo... J. As eficiências das peneiras e moinhos têm efeitos significativos sobre o valor de df. Eng.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . Uhde usa além dos balanços de massa e de calor os trabalhos de:  Sherrington P..  d50 feed (df) é a granulometria média da alimentação. 220 . por isto. Eng.com. Observação: Este fator não é constante sobre todas as faixas granulométrica e. 19 e 20. 1968. 4).  Van der Leek..J.

8. Por exemplo. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.2.br 46 / 55 . simples ou triplo. definir quais matérias-primas devem ser utilizadas e em que faixa de temperatura e pH (razão molar) o granulador vai operar.8 a 4. cal hidratado ou calcário. Nos produtos NPK onde a principal fonte de nitrogênio é amônia existem duas faixas de pH bom para a granulação a primeira é pH de 3.97622616 E-mail: john_sinden@uol. evita a liberação de grande quantidade do gás cloreto de hidrogênio durante a secagem. onde não temos muitas opções de composição.com.Celular: 13 .Campo Grande – Santos / SP . Em termos gerais é muito importante.5 a 3. Isto. 7.1 Sistemas Controlados Pela Eficiência de Granulação 7.1 Baseado no Superfosfato Só Superfosfatos. Nesta faixa estreita de pH 3. Também é necessário evitar excesso de materiais alcalinos que irão inibir a granulação.7 FORMULAÇÃO Mesmo nos dois casos da Copebras. no caso dos produtos que são controlados pela eficiência da granulação.0. no caso dos fosfatos existem vários tipos de sistema. utilizando a adição de amônia. Quando produzido produtos PK tipo 00-20-20 ou 00-14-28 é importante elevar este pH para o nível de 3.7 existe uma boa eficiência de granulação sem liberação excessiva de HCl durante a secagem.5 0.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .1. ainda tem-se efeitos na fase líquida em função do nível acidez livre no caso SSP e em função da razão molar no caso do MAP-Grão.2 e a segunda é de pH 5.3 a 3. 143 .5 a 5. normalmente são granulados com pH baixo na faixa de 2.

 Acidez livre.  Formulação com quantidades significativas e mais ou menos iguais de Superfosfatos e MAP são difíceis para granular devido as diferentes necessidades em termos de pH / razão molar.0:1. Quando utilizamos uma rocha fosfática de "boa qualidade". onde a soma dos teores de Fe 2O3 + Al2O3 + MgO é menor que 2. utilizando amônia para levar a razão molar de 1.2 Baseado em Fosfatos de Amônia Composições baseadas no MAP são normalmente granuladas com faixa de pH entre 5. por isto.5 e 5.  % de monocálcio dihidrogênio ortofosfato (Ca(H 2PO4)2.0 para 1. 7. 143 . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. de cada matéria-prima.5%.Campo Grande – Santos / SP .2.0 para reduzir a solubilidade do fosfato de amônia e por conseqüência diminuir a fase liquida.xH2O).com. Observações:  No caso da unidade de MAP. Com rochas mais impuras este nível de acidez precisa subir até 8 a 10% em casos extremos. os principais parâmetros são:  Umidade livre. utilizamos a razão molar 1.1 Baseados em Superfosfatos No caso da produção de TSP pelo processo direto (Slurry route).2 Sistemas Controlados Pela Taxa de Reciclo 7.1.35:1.br 47 / 55 .5%. por exemplo Jordânia ou Israel. aumentando a fase líquida.0:1.0 a 3.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .97622616 E-mail: john_sinden@uol.Celular: 13 .0 aumentando a solubilidade da mistura e.7. então é possível obter boa granulação com acidez livre na faixa de 2.8.

2.0.02:1. mas somente com temperaturas. Abaixo disso o aumento da fase líquida fica fora de controle durante a secagem.7. para reduzir a solubilidade do sistema e por conseqüência a fase líquida.98 a 1. No caso do MAP e dos produtos formulados por ele é normal corrigir a razão molar para a faixa de 0.0 a 5. O valor final vai depender do teor e das impurezas no ácido fosfórico. chegando a 30% .70 a 1. Por motivos de segurança.6. os controles principais são a taxa e a temperatura do reciclo e a umidade das matérias-primas. Todas as formulações NK. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. a prevenção da decomposição.  No caso de produtos feitos com uréia e fosfatos existe um limite mínimo de pH de 4. Quando tentamos elevar a razão molar de um ácido fosfórico com alto teor de impureza mais altas são as perdas de amônia. formulações com nitrato de amônia não devem ter mais de 1.8 a 6.4.br 48 / 55 .0% de acidez livre (com H 3PO4).90.Campo Grande – Santos / SP . Quanto maior o teor de impurezas menor valor de razão molar. NP e NPK feitas com nitrato de amônia devem ter a adição de 3 a 4 kg de uréia por tonelada adicionada para funcionar como um anti-oxidante.2.97622616 E-mail: john_sinden@uol. tais como:  No caso de produtos N e NK as solubilidades não variam com pH (razão molar). Enquanto que os NPKs precisam de uma faixa de 5.2 Baseado no Fosfato de Amônia No caso do DAP e de produtos formulados com DAP a borra (slurry) usada é amoniado no granulador com razão molar de 1. Nos produtos NP obtemos os melhores resultados com a faixa de pH de 5. Por isto. No caso de produtos com alto teor de nitrogênio existem varias regras.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .Celular: 13 . 143 .com.

Esta adição de água ajuda a granulação além de ser evaporada reduzindo a carga térmica do sistema.Campo Grande – Santos / SP . Voltando a falar sobre os exemplos dentro da Copebras. O desempenho de um está relacionado com o do outro.15). após a abertura do selo do granulador. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. após o aumento da vazão de ar no secador e consequentemente o aumento na temperatura do reciclo a quantidade total de adição da fase líquida foi reduzida. Isto é mais evidente quando a formulação contém materiais como uréia. Y = de 0. 143 .br 49 / 55 .Celular: 13 .8 TEMPERATURA DE RECICLO Para conseguir atingir o controle da granulação é necessário manter a quantidade de fase líquida em uma faixa estreita (ver a teoria da ICI e INCRO S/A. no caso do SSP.com. que a taxa de solubilidade aumenta rapidamente com pequenos incrementos de temperatura. Estes dois exemplos mostram o relacionamento entre as operações do granulador e secador. No caso do MAP. Em tais casos a fase líquida aumenta em vez de reduzir durante a secagem e ocorre um crescimento rápido dos grânulos até obstruir o secador.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . A obtenção desta faixa pode ser feita pela adição da água ou pelo controle da temperatura (ver ref.97622616 E-mail: john_sinden@uol. é necessário o aumento da adição de água no granulador.12 a 0.15). que reduz a temperatura do reciclo. devido ao fato de que as condições encontram-se acima da curva de granulação (ver figura .14).

Celular: 13 .Campo Grande – Santos / SP .br 50 / 55 . com isto. Caso 3 – Curva de secagem 3 As duas curva cruzam-se.97622616 E-mail: john_sinden@uol. uma geração de grossos e possível entupimento do secador. com isto. 143 . Isso causa granulação durante a secagem com formação de grossos e possivelmente liquidificação do conteúdo do tambor. não tem risco de entupimento no secador. corre-se o risco da granulação durante a secagem e.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .com. com a curva de secagem acima da curva de granulação.Caso 1 – Curva de secagem 1 Não tem risco de continuação de granulação dentro do secador durante a secagem e. Caso 2 – Curva de secagem 2 Como as duas curvas se aproximam. O risco de entupimento é muito grande. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo.

com.Celular: 13 . antes do material entrar no secador.Campo Grande – Santos / SP . 143 . onde o acesso é difícil.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . tem-se menos recursos e o tempo de residência é muito maior.97622616 E-mail: john_sinden@uol. (aumento do tamanho . JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Já dentro do secador.br 51 / 55 . É muito fácil controlar a granulação dentro do granulador. onde as matérias são visíveis e com baixo tempo de residência.Observação: Sempre que possível completar o processo de crescimento.granulação).

Quase sempre.Campo Grande – Santos / SP . Esses grossos são difíceis de secar e necessitam de alta temperatura no secador ou provocam problemas com os moinhos de grossos. Este é o caso da unidade de MAP. na JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Uma das outras opções é trocar uma parte das matérias-primas líquidas por sólidas. Normalmente sistema controlados pela eficiência da granulação ficam mais eficientes quando tem um reciclo quente (ver as recentes experiências com a unidade TSP-Grão) . O melhor é reciclo 100% frio. No primeiro caso. a fração do produto bom na saída do secador é muito maior do que a vazão das matérias-primas. é o excesso de calor no granulador.Celular: 13 . no caso de MAP / DAP e alguns produtos amoniados.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . em algumas unidades. A primeira condição é o problema da unidade de DAP da Ultrafertil e a segunda condição é o problema da unidade 230 MAP-Grão da Fosfertil. passam pelos moinhos para aumentar a área superficial e por conseqüência a capacidade de absorver mais fase líquida.97622616 E-mail: john_sinden@uol. Esta foi a situação da unidade no começo do ano de 1992.com. freqüentemente a limitação do sistema de granulação. Isto aconteceu no teste na unidade de DAP da Ultrafertil quando foi produzido 12-32-18 e. O contrario é valido para sistemas controlados pela necessidade de reciclo. 143 .br 52 / 55 . da unidade DAP.9 CONTROLE PELA TEMPERATURA Como foi observado antes. nestes sistemas controlados pela necessidade de reciclo. também. estas altas temperaturas no secador causam mais perdas de amônia e um reciclo mais quente que aumenta a taxa de reciclo.  Perdas elevadas de amônia. sendo necessário retornar o produto bom para o reciclo para manter a unidade em equilíbrio. Estes produtos. Este excesso de calor provoca as seguintes condições:  Excesso da fase líquida. excesso de fase líquida normalmente gera grossos.

br 53 / 55 . Todas as reações químicas devem ser controladas de modo que elas sejam completadas durante o processamento antes que o produto deixe a unidade. via lavadoras verificar as razões molares. Com ênfase à saída do granulador. Se isto não ocorrer as reações que prosseguem na pilha e no armazém normalmente causaram danos aos aspectos físicos do produto . 143 . Sem Mais. John Sinden JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Finalmente algumas observações sobre a operação. E em casos onde as matérias-primas são alimentadas indiretamente. densidades e temperaturas nestes equipamentos.tipicamente empedramento e esfarelamento e outros.Campo Grande – Santos / SP . Com isto.97622616 E-mail: john_sinden@uol. secador. reciclo e produto final. Estas avaliações visuais devem ser confirmadas e complementadas pelas análises de laboratório. verificar-se os seguintes parâmetros:  As temperaturas dos vários sólidos e gases. onde na unidade de TSP-Grão eles entram com TSP-ROP.Copebras. É necessário.Celular: 13 . como rotina.com. a capacidade desta unidade passa de 15 tph para 45 tph.  Verificar o pH (razão molar ) e ou acidez livre na saída do granulador.  lugar da granulação (Site Enlargement) das matérias-primas é dentro do granulador.  A granulometria dos fluxos sólidos deve ser avaliada visualmente com freqüência.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 .

Sherrington e R. nº. IV nº. Das Verdichten von Rulvem Zwischen Zwei Walzen Verlag Chemie. Bill Weber Remembered.10 BIBLIOGRAFIA 1.4). J. Reaction Eng. Referências Específicas 10. ISMA Techinical Symposium (1976). D. J. Preprints 3rd international Synposium Agglomeration. H.com. Granulation P. 14th FAI Symposium (1977) III/3–1. Vol. pp 518 – 524 (1978). Van der Leek. Chem. pp 308 . H.97622616 E-mail: john_sinden@uol. M. Bland. W. Chem. 6. P. pp 1 – 11. Agglomerate Granulation as an Equilibrium Process. P. Hawksley. Oliver Heyden e Sons. J. W. Sommer e W. The Cominco Start-up of 1931. 14. Some Developments Aimed at Reducing the Recycle Ratios of High Analysis NPK Fertilizer Processes. 1972. 1961 (1 . Chilton. A. 143 . 119 (1970). Ries. Liquid Phase Relationships in Fertilizer Granulation by Layering Process. Capas.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . G. Chemical Engineering Handbook . Inst. 1980. Intersciences-Wiley. Hunter and J. Ind Anz 21. 7. Leyshon. Sherrington.Norsk Hydro Licensing (1989). Eng. 2. Astarita. Can J. Theory of Granulation and Design of Rotary Granulators.Celular: 13 . Physical Chemistriof Solids. W. Newitt e J. Chem. Perry e C. Amsterdam. 11. Herrmann.Campo Grande – Santos / SP . Particicle Size Enlargement. 12. Private Correspondence. C. Nümbery. pp 422. 9. Eng. J. 36 (1958). 1981. K. 1973. 13. Trans. 4 (1989). TA/76/6. 15. The Control of Fertilizer Granulation Plants. D.316 (1969). 5. Herrman e K. Wemheim.br 54 / 55 . Hermann. Ing Tech. Sommers. Elseoier. Proceedings European Symposion 5 th. Conway – Jones. 47. L. 8. W. Chem. 50. E. 1967. 4. 16. JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Finds Vol. 3. G. B. H. Proceedings Fertilizer Society.

M. UNIDO Conference. IFA Middle Eart Regional Techinical Seminar. Moisture . Design of Compound Fertilizer Plants With the Aid of Computer Models. (29/03/1992 and 02/04/1992 ). 18. Feb (1971). Optimization of Granulation Plant Performance With a Computers Model. A.com. Hemm. A. J. Benes. Eng. 20. 19. pp 51 – 55.Campo Grande – Santos / SP . T02E0B1001181083).Celular: 13 . (Uhde Doc. 143 . A. A Rview of Results. The Chem. (13 – 17/051985). Benes (Udhe doc.17. -0-0-0-0-0- JOHN SINDEN ASSOCIADOS – Consultoria e Assessoria Técnica Rua Ministro Xavier de Toledo. Janikowski. Modern Process Design in Compound Fertilizer Plants. 25 – 27/10/1983.Temperature Relationships in Fertilizer Granulation. T02V05001550485). AICHE.br 55 / 55 . Agaba. Instabul -Turkey.. Benes e A. S.CEP 11070-300 Telefone / Fax: 13 3225-2482 . J. Jordan.97622616 E-mail: john_sinden@uol. New Orleans. J.