Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Número do

1.0241.15.001895-0/001

Relator:

Des.(a) Luiz Carlos Gomes da Mata

Relator do Acordão:

Des.(a) Luiz Carlos Gomes da Mata

Númeração

0576240-

Data do Julgamento: 05/11/2015
Data da Publicação:

13/11/2015

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA
CAUSA - AÇÃO DE EXTINÇÃO DE CONDOMÍNIO - CONTEUDO
DECLARATÓRIO - VALIDADE DO RECONHECIMENTO DO VALOR VENAL
DO IMÓVEL PARA SUBSIDIAR O VALOR DA CAUSA. - Em se tratando de
ação de cunho declaratório de extinção de condomínio, ausentes outros
elementos concretos do valor do imóvel e da cota parte, correta se mostra a
decisão judicial que toma por base o valor venal do imóvel constante do
IPTU.
AGRAVO DE INSTRUMENTO-CV Nº 1.0241.15.001895-0/001 - COMARCA
DE ESMERALDAS - AGRAVANTE(S): SELMA AUDÁLIA DO NASCIMENTO
- AGRAVADO(A)(S): CARLOS SALVADOR CARVALHO DE MESQUITA E
OUTRO(A)(S), ELISABETH DE JESUS SILVA E MESQUITA
ACÓRDÃO
Vistos etc., acorda, em Turma, a 13ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de
Justiça do Estado de Minas Gerais, na conformidade da ata dos julgamentos,
em NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
DES. LUIZ CARLOS GOMES DA MATA
RELATOR.

DES. LUIZ CARLOS GOMES DA MATA (RELATOR)
1

Dispensado o preparo. ao contrário da forma reconhecida pela Magistrada. Vejo que. face à gratuidade de justiça. não pode ser feita simplesmente pelo valor venal do imóvel. arbitrando o valor de R$ 7. DECIDO: Conheço do recurso de agravo de instrumento. Cirlaine Maria Guimaraes. caso em que. Tece diversas outras considerações. pugnando pela manutenção da decisão agravada. deve inclusive ser nomeado um perito para apuração. Contrarrazões de fls. face à decisão proferida pela ilustre Juíza de Direito da comarca de Esmeraldas.75 (sete mil cento e doze reais e setenta e cinco centavos). Sustenta a parte Agravante. mas diretamente sobre o real valor de mercado do imóvel. Dra. Este é o relatório. diante da presença dos pressupostos de admissibilidade. que acolheu a impugnação ao valor da causa. 87/91. pugnando ao final pelo provimento do agravo de instrumento para reformar a decisão agravada. a parte Agravante ingressou com a ação de extinção de 2 . sendo certo que.112. havendo dúvida. que o valor da causa deve corresponder ao proveito econômico buscado pela parte. a medição do valor do imóvel.Tribunal de Justiça de Minas Gerais VOTO Versa o presente embate sobre recurso de agravo de instrumento interposto por SELMA AUDALIA DO NASCIMENTO. sendo agravados e impugnados CARLOS SALVADOR CARVALHO DE MESQUITA e ELIZABETH DE JESUS SILVA MESQUITA.

onde a autora da ação objetiva apurar o montante da sua cota parte após a extinção apontada.00 (cem mil reais). constante de fls. A decisão agravada. que a ação não é condenatória. e posterior divisão pela cota parte. Logo. reconhecendo o valor do imóvel pelo valor venal lançado no IPTU e atribuindo à causa o valor da cota parte da Agravante. Cito a jurisprudência: "EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO . declaratória de extinção de condomínio.Tribunal de Justiça de Minas Gerais condomínio de um imóvel situado no condomínio "Nossa Fazenda" na cidade de Esmeraldas. inconcebível se mostra a tramitação de um processo apenas para atribuir o valor da causa a outro processo. não vejo qualquer óbice na utilização do valor venal do imóvel. onde alegaram ter sido atribuído indevidamente à causa valor aleatório e em desconformidade com o ordenamento normativo. a fim de corresponder ao valor da causa. Os Agravados ingressaram com o incidente de impugnação ao valor da causa.75 (sete mil cento e doze reais e setenta e cinco centavos). com base no IPTU. não há que se cogitar em instauração de prova pericial para apurar o valor da causa. 23. Inicialmente. em R$ 7. posto que este é o valor que se tem em mãos por ocasião da propositura da ação e ante a ausência de prova concreta de outro valor para contrapor o valor venal. mas sim. acolheu a impugnação. fato que não coaduna com o princípio da celeridade.000. cumpre salientar. sendo suficiente o valor venal do imóvel constante da guia do IPTU. Ao contrário do que afirma a agravante. por se tratar de um valor pré-concebido e reconhecido pelo poder público.112.FIXAÇÃO DO VALOR DA 3 . tendo atribuído à causa o valor de R$ 100. Assim.

Des.10. em analogia ao art. VII. Em regra. DJU de 14. o valor da causa é estimado pela parte ativa. o valor determinado pelo Magistrado a título do valor da causa está em perfeito assento com o ordenamento jurídico e com a jurisprudência. Ausente prova do valor de eventual proveito econômico deve prevalecer o valor venal do imóvel previsto para lançamento do IPTU. 259." Com estas considerações. mas deve corresponder ao proveito econômico esperado em decorrência da relação jurídica questionada. Pelo exposto. vejo que. do CPC.Rel.288/GO.QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA .14.0701. 4 . Ministro CASTRO FILHO.ºs 168.TJMG .2001 e 55. O juiz pode proceder a retificação do valor da causa quando existir uma discrepância relevante entre o valor dado pelo autor e o seu efetivo valor econômico. Rel. ser confirmada a da decisão.PROVA INEXISTENTE . Rel.Tribunal de Justiça de Minas Gerais CAUSA DE OFÍCIO PELO MAGISTRADO .05. Ministro ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO. DJU de 28.RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.2002). devendo pois.PREVALÊNCIA DO VALOR VENAL DO IMÓVEL PREVISTO PARA LANÇAMENTO DE IPTU . de modo a causar gravame ao erário público.034049-1/003 . Belizário de Lacerda).292/GO. É como voto. Precedentes (REsp n. AGRAVO DE INSTRUMENTO-CV Nº 1. que é indisponível.PROVEITO ECONÔMICO DA RELAÇÃO JURÍDICA .

SÚMULA: "NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO" 5 .De acordo com o(a) Relator(a). JOSÉ DE CARVALHO BARBOSA .Tribunal de Justiça de Minas Gerais DES. DES.De acordo com o(a) Relator(a). NEWTON TEIXEIRA CARVALHO .