EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA ___ª

VARA DO TRABALHO DA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS.

PEDIDO DE AJG
, vem à presença de V. Exa., com fulcro no artigo 840 da Consolidação
das Leis do Trabalho, promover

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

em face de ........., que faz aduzindo as seguintes razões de fato e de
direito:

I. DA CONTRATUALIDADE

A Reclamante foi contratada pela Reclamada em 04 de abril de 2013,
na

função

de

auxiliar

de

cozinha.

Entretanto,

durante

a

contratualidade passou por diversas humilhações pela Senhora
Adriana. Observa-se que a Reclamante é sofria preconceito por sua
orientação sexual –qual seja, a homossexualidade –.
Jornada de Trabalho: 08h00 até as 16h20, segunda, terça, quarta. Na
quinta das 10h00 até às 18h00, uma vez que tinha que fazer faxina
no restaurante na cozinha com recolhimento de lixo e descarga de
lixo. Trabalhava sábado e domingo, com folga correspondente.
A Reclamante não gozava de intervalo intrajornada. Não batia cartão
no intervalo, somente na entrada e na saída. A Reclamante assinava
o cartão-ponto e declaração de que gozava de intervalo. Duas folgas
no domingo e uma na quarta-feira.
Por fora a Reclamante começou a receber o valor de R$ 850,00 uma
diferença de 150,00 reais mensais, após, em outubro de 2013 a
Reclamante passou a exercer outra função de auxiliar de saladeira e
doceira recebendo o valor de R$ 1.000,00 reais mensais.
Outrossim, em relação ao Senhor Laércio que trabalha na função de
açougueiro. Ele assediava a reclamante, ligava para a Reclamante
fora do trabalho, tanto em cima da Reclamante tocando nela e
mostrando fotos de partes intimas para a Reclamante.
Em decorrência dos assédios e da perseguição sofrida a reclamante
começou a ficar deprimida, sem vontade de ir trabalhar.
Chegando ao ponto de ser afastada do trabalho em decorrência do
estado de saúde.

No caso de não comprovação dos depósitos fundiários. da CLT. DA MULTA DO ART. requer a condenação da Reclamada ao pagamento no valor de uma remuneração mensal na forma do art.487. DO FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO A Reclamada deve comprovar os depósitos fundiários da Reclamante. a Reclamada deve ser condenada ao pagamento do valor equivalente a todos os depósitos fundiários de toda a relação de emprego.DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO Diante da declaração de nulidade da rescisão por justa causa. §1º da CLT estabelece o pagamento do aviso prévio indenizado. requer a condenação da Reclamada ao pagamento das multas previstas nos art. Desta forma. sob pena de incidência do art.467 E 477. no caso de moro na seu pagamento. durante toda a relação de emprego. §8º. da CLT. referente ao aviso prévio indenizado. o art. §1º. pela aplicação do artigo 22 da Lei 8. mês a mês. da CLT. da CLT. 477. 467 e 477. §8º. bem como deve ser aplicada a multa do art. sob pena de complementação das diferenças existentes. . DA CLT Ocorre que a Reclamada deverá quitar as verbas incontroversas na primeira audiência. sobre os depósitos fundiários devidos e atualizados. 487. mês a mês. Ainda. 467.036/90. deve ser condenada ao pagamento de juros de mora de 1% ao dia. bem como ao pagamento de multa de 20% sobre o valor total do FGTS não depositado. Desta forma.

será proibido o desconto da importância relativa ao repouso semanal remunerado e feriado correspondente”. requer a condenação da Reclamada ao ressarcimento dos valores indevidamente descontados dos repousos semanais remunerados e feriados. DO RESSARCIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL Durante a contratualidade. Por exemplo. Entretanto. novembro/2013 e fevereiro. março/2014. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de FGTS no percentual de 11. Desta forma. Ante o exposto. permitindo o empregador seu trabalho naquele dia. V. sobre rubrica “descontos DSR”. indevidamente. em respeito à liberdade de associação. outubro. a Reclamada desrespeitou a Convenção Coletiva de Trabalho e procedeu a descontos dos repousos semanais remunerados e feriados. a contribuição assistencial. a Reclamante foi descontada. insculpida no art. sobre rubrica “descontos DSR”. não podendo ser imposta à empregada se esta não foi filiada ao sindicado econômico.. .2% sobre todos os pleitos anteriores. 8º. diante da rescisão sem justa causa. Entretanto. bem como é devida a multa de 40% incidente sobre a DOS ATRASOS – REMUNERAÇÃO DE REPOUSO E FERIADO A Convenção Coletiva de Trabalha na sua cláusula quadragésima quarta prevê que “o atraso do empregado no horário de serviço. a contribuição assistencial não possui caráter compulsório. da Constituição Federal. julho. nos meses de maio. prevista na Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014.

Neste termos. obrigando trabalhadores não sindicalizados. conforme Precedente Normativo n. DJ 20. conhecida como “imposto sindical”. os respectivos valores eventualmente descontados" Observa-se que o Precedente Normativo n. 5º. Apenas a contribuição sindical. ambos do Tribunal Superior do Trabalho. da CLT. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. portanto.(nova redação dada pela SDC em sessão de 02. 82/1998. caracteriza violação ao princípio da livre associação sindical. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. Inserida em 25.1998 . assegura o direito de livre associação e sindicalização. não obstante disporem sobre entendimentos consolidados no âmbito dos dissídios coletivos. V.08.06.1998 "A Constituição da República. XX e 8º. o desconto de contribuição assistencial com amparo na Convenção Coletiva de Trabalho. revelam a orientação sobre a matéria em comento e são aplicados analogicamente ao caso em apreço. 119: "CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTITUCIONAIS . sendo passíveis de devolução. 578. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. e.05.homologação Res. constitucionalmente assegurado. a qualquer título. preconizada no art. constitui prestação obrigatória a todos os integrantes da categoria e despensa o requerimento da filiação. obrigando trabalhadores não sindicalizados. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. assistencial. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. por via própria. 119 e a Orientação Jurisprudencial n. 17 da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST também dispõe sobre a matéria: "OJ-SDC-17 CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. ." A orientação jurisprudencial n. A jurisprudência do TST destaca a imprescindibilidade da filiação para legitimar a cobrança das contribuições assistenciais.1998. 17 da SDC. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. nulas. em seus arts.

n.60 (dois reais e sessenta centavos). bem como foi descontada.R”. não tendo condições de locomoção e tendo que arcar com as despesas do seu próprio bolso. a rubrica denominada “Alimentação no valor de R$ 2. indevidamente.E. conforme Precedente Súmula Normativa n. Ante o exposto. realizou paralização total.Assim. a Reclamante foi descontada. Ocorre que a Reclamada fornecia os vales-transportes de forma irregular. na data de 11/07/2013. a contribuição assistencial instituída pelo sindicato só pode ser cobradas de jurisprudência seus do filiados. Além disso. o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre/RS. 119/TST e Orientação Jurisprudencial n.R” e “Alimentação”. a rubrica denominada “Mensalidade S.E. 51. no valor de R$ 2. indevidamente. 666/STF. apenas no final do mês. requer a condenação da Reclamada a devolução dos valores irregularmente descontados sobre a rubrica “Mensalidade S. A Reclamante chegou a ficar sem receber vale-transporte de um mês para o outro. impedindo a saída de ônibus das garagens das concessionárias.50 (dois reais e quinta centavos). o que acarretou prejuízo . Ante o exposto. DA DEVOLUÇÃO DE DESCONTOS INDEVIDOS Durante a contratualidade. TRT4. DO VALE-TRANSPORTE 50. 17 da SDC/TST. requer a declaração de nulidade da clausula coletiva que estabelece o recolhimento de contribuição assistencial em favor da entidade sindical e a condenação da Reclamada a devolução dos valor irregularmente descontados.

financeiro para todos os trabalhadores que utilizam o transporte público. cumprindo carga horária de 56 horas semanais. Embora. com intervalo intrajornada. Assim sendo. a parte Reclamante trabalhava das 14h00min às 22h00 e das 10h00min às 22h00. Ou seja.20 (quatro reais e vinte centavos). compete à Reclamada juntar o cartão ponto assinado pela Reclamante. que não foi ressarcido pela Reclamada. 52. nos termos do art. ainda. 56. XIX. tal caga horária era ultrapassada. Juízo. a devolução do valor de R$ 4. 55. § 2° da CLT. Observa-se que a Reclamada possui quadro de funcionários superior à 10 empregados. a Reclamante tivesse sido contratada para cumpri 08 horas diárias e 44 horas semanais. em valor não inferior a cinco salários mínimos e. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de uma indenização pelo pagamento de vale-transporte de forma irregular. a jornada normal de 08 horas diárias e 44 horas semanais. sendo obrigação desta realizar o controle do ponto do Reclamante.20 (quadro reais e vinte centavos) para ir e voltar do trabalho. 74. 54. Normalmente. para qual foi contratada. diariamente. inclusive para a Reclamante que deve que se deslocar para o trabalho de lotação no valor de R$ 4. Ante o exposto. para ir e voltar do trabalho. e muito. a ser arbitrado por este R. sob pena de serem presumidos . a jornada de trabalho da Reclamante ultrapassava. de segunda à domingo. sem que lhe fossem pagas as horas extras correspondentes. DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS 53. desembolsado pela Reclamante no dia 11/07/2013.

Durante a contratualidade. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. inciso XV da CF e atrai a aplicação da OJ 410 da SDI -1 do TST. férias vencidas com 1/3 constitucional. DO ADICIONAL NOTURNO E HORA REDUZIDA NOTURNA 62. férias proporcionais com 1/3 constitucional. Procedendo-se ao abatimento dos valores já adimplidos pela Reclamada sob a mesma rubrica e no mesmo período de apuração (mês). do Tribunal Superior do Trabalho. a Reclamante permanecia após às 22h00min no local de trabalho. em razão da necessidade de esperar a saída do último cliente para encerras as atividades do dia. DO TRABALHO AOS DOMINGOS E FERIADOS 60.verdadeiros os fatos relatados na inicial. nos termos da Lei 605/49. Desta forma. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. 61. 13º salário vencido. 7º. 13º salário vencido. . sem usufruir o repouso devido. férias indenizadas com 1/3 constitucional. Logo. XXII. férias vencidas com 1/3 constitucional. com adicional legal ou normativo (o que for mais benéfico) e reflexos em repouso semanal remunerado. XXI. 57. a Reclamante requer a condenação da Reclamada ao pagamento das horas extras excedentes a 8 hora diária e 44 horas semanais e diferenças de horas extras. Ocorre que a Reclamante laborava todos os domingos e ainda feriados. a parte Reclamada deverá ser condenada ao pagamento em dobro dos repousos semanais remunerados que excederem o limite legal. 13º salário proporcional. com reflexo em 13º salário proporcional. sendo tal disciplina extraída da Súmula nº 338. férias proporcionais com 1/3 constitucional. férias indenizadas com 1/3 constitucional. I. situação que implica violação do art.

13º salário vencido. Juízo. com reflexo repouso semanal remunerado. 13º salário proporcional. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por não fornecimento de lanches em labor superior a duas horas. Entretanto. férias proporcionais com 1/3 constitucional. Ocorre que a Reclamada não fornecia assentos no local de trabalho para que a Reclamante utilizar durante o expediente de . XXIV. férias indenizadas com 1/3 constitucional. A Convenção Coletiva de Trabalho em sua cláusula sexagésima primeira prevê que “as empresas colocarão assentos nos locais de trabalho para uso dos empregados que tenham por atividade o atendimento ao público. a Reclamada desrespeitou a Convenção Coletiva de Trabalho e não forneceu os lanches quando a Reclamante laborava em jornada de trabalho superior a duas horas. 65. férias vencidas com 1/3 constitucional.63. nos termos na Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego”. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. DA INDENIZAÇÃO PELO NÃO FORNECIMENTO DE CADEIRAS 67. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de adicional noturno legal e hora reduzida noturna e diferenças de adicional legal sobre o salário e hora reduzida noturna a partir das 22h00min. Ante o exposto. DA INDENIZAÇÃO PELO NÃO FORNECIMENTO DE LANCHES 64. A Convenção Coletiva de Trabalho em sua cláusula quinquagésima quarte prevê que “as empresas ficam obrigadas a fornecer lanches aos empregados que tiverem a jornada de trabalho prorrogada por período superior a duas horas”. 68. 66. XXIII. a ser arbitrado por este R. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. Desta forma. em valor não inferior a um cinco salários mínimo.

no valor de R$ 222. a Reclamante não procedeu ao pagamento de contas junto ao Banco Caixa Econômica Federal nos valores de R$ 60. a ser arbitrado por este R. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador.43 (oitenta e seis reais e quarenta e três centavos) R$ 80. em razão da postura inadequada e do ambiente de trabalho. o que colaborou com o desenvolvimento de doença ocupacional do trabalho denominada tenossinovite no punho direito e no tornozelo direito.59 (cento e um reais e cinquenta centavos) no mês de Agosto/2013. A Reclamante ficou impossibilitada de prestar serviços e foi encaminhada ao Instituto Nacional de Seguro Social – INSS. R$ 86. tendo como última data de trabalho 24/06/2013. Juízo. Ocorre que a Reclamante desenvolveu doença ocupacional do trabalho denominada tenossinovite no punho direito e no tornozelo direito. em valor não inferior a um cinco salários mínimo. 72. no valor de R$ 313. Ante o exposto.37 (trezentos e treze reais e trinta e sete centavos) no mês de Outubro/2013. bem como cartão de credito no valor de R$ 101. XXV.63 (duzentos e vinte e dois reais e sessenta centavos) no mês de Setembro/2013. ainda cartão de crédito . o benefício previdenciário por incapacidade foi indeferido e a Reclamada procedeu ao desconto salarial dos dias de afastamento nos meses de Julho/Agosto de 2013.30 (quatrocentos e treze reais e trinta centavos) no mês de Novembro/2013 e. 69. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por não fornecimento de assentos. conforme comprova os contracheques em anexo com o total líquido zerado. Diante disso.00 (oitenta reais).trabalho. Entretanto. DA INDENIZAÇÃO PELA FALTA DE PAGAMENTO DE SALARIOS 70.00 (sessenta reais). 71. no valor de R$ 413.

consideradas as arzões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. honra e imagem. a Reclamante foi exposta. Juízo. em razão da pressão para deixar o setor arrumado. XXVI. a preposta da Reclamada utilizava de vocabulário depreciativo. Esta situação ocasionou problemas psiquiátricos que demandaram tratamento médico com fluoxetina uso continuo por dois meses. em valor não inferior a vinte salários mínimo.Praticard no valor total de R$ 446. DOS DANOS MORAIS –ASSEDIO MORAL 74. Durante a contratualidade. 76. tendo o cuidado de não ser filmada pelas câmaras de segurança quando proferia as ofensas. deu-se de forma reintegrada e. conforme receituário em anexo. a ser arbitrado por este R. do tipo “imbecil” ou “burra” em frente de colaboradores e clientes.60 (quatrocentos e quarenta e seis reais e sessenta centavos). sendo chamada atenção em frente a clientes e colegas. por situações vexatórias a sua dignidade. sucessivamente. pela supervisora hierárquica Senhora Marcia Motta. No presente caso. em especial. Observa-se que este comportamento. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização pelo desconto salarial dos dias de afastamento nos meses de Julho/Agosto de 2013 e pelo prejuízo financeiro ocasionado a Reclamante. 73. contra a Reclamante. proferia comentários negativos sobre o estado de saúde. que a mesma estava fingindo sentir dor para não trabalhar. dizendo que a Reclamante deu causa ao aparecimento da doença e. 75. . Ante o exposto.

por ação ou omissão voluntária.” O art. como tem ocorrido de forma sistemática. 78. A sanção pecuniária tem por fim alcançar a ofensa sofrida. devendo-se adotar como parâmetro três elementos principais. in verbis: “São invioláveis a intimidade. pedagógico punitivo. 186 do CCB dispõe “Aquele que. caracteriza-se. negligência ou imprudência.77. fica obrigado a repará-lo. estabelece o art. a honra e a imagem das pessoas. à personalidade do reclamante. como ato ilícito. a vida privada. . utilizando-se. causar dano a outrem. a gravidade da lesão. em seu art. o sofrimento da vítima. 186 e 187). Desta forma. 5º. inciso X. as situações acima descritas comprovam que a honra e imagem da Reclamante resultaram maculadas. a extensão e a repercussão do dano e as condições das partes. atua como sanção ao agressor da lesão. medindo o abalo moral causado pelo dano e o sofrimento à honra subjetiva do trabalhador. ainda que exclusivamente moral. Ao mesmo tempo que tem como escopo compensar e atenuar a dor. 927 do mesmo diploma prevê: “Aquele que. por ato ilícito (arts. 79. O valor da indenização deve ser fixado considerando o grau de ofensa infringida à pessoa. violar direito e causar dano a outrem. Neste sentido. diante da agressão verbal sofrida. vedados pela Constituição Federal. 80. proveniente da preposta da Reclamada.” Trata-se da base legal para a responsabilidade civil e o correspondente dever de indenizar. para tanto. o arbitramento previsto no artigo 951 do Código Civil. a fim de que não volte a praticar os atos contra a honra moral e psíquica. A respeito da natureza jurídica da reparação do dano moral deve prevalecer o seu duplo caráter: compensatório para a vítima e punitivo para o ofensor. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. com fator de desestímulo. comete ATO ILÍCITO. quais sejam.

81. § 3º É facultado aos juízes. o que. nos termos do entendimento do artigo 790. 11. sem prejuízo próprio ou de sua família. JUDICIÁRIA. àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA 82. §3º. considerando a caracterização de ato ilícito. que não está em condições de pagar as custas do processo e os honorários de advogado. em valor não inferior a 50 salários mínimos.In verbis: “Art. Importante destacar que a parte Reclamante tem rendimentos em total inferior a 2 (dois) salários mínimos. sob as penas da lei. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho. demonstra a sua impossibilidade de pagar as custas do processo e os honorários de advogado. nos Juízos de Direito. XXVII. 790. o benefício da justiça gratuita. sem prejuízo próprio ou de sua família. 83. Nas Varas do Trabalho.08. a ser arbitrada por este R. levando em consideração o tratamento vexatório e discriminatório no ambiente de trabalho. bem como violação a honra e imagem. que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família”. DECLARAÇÃO DE COMPROVAÇÃO (DJ ASSISTÊNCIA POBREZA. Juízo. órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder. inclusive quanto a traslados e instrumentos.2003) . a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. a requerimento ou de ofício. requer a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. da CLT e Orientação Jurisprudencial nº 304 da SDI-I do TST. A parte Reclamante afirma expressamente. Ante o exposto. 304. ou declararem.

§ 4º. do mesmo diploma legal. de acordo com o trabalho realizado ou a complexidade da causa. pertencem ao advogado. servindo de estímulo à sua combatividade. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. tão necessária ao papel social que exerce. 4º. o juiz deve condenar a parte vencida ao pagamento das custas e despesas processuais. da Lei nº 7. 85. Por esta razão requer a concessão do benefício da Assistência Judiciária. e representam a remuneração pelo seu trabalho. XXVIII. da Constituição da República “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recurso”. devendo ainda. com base no artigo 20.510/86. mais honorários advocatícios. § 1º. Isso porque. tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte. leciona André Leal. 20. caso o valor da causa seja pequeno ou inestimável. para a concessão da assistência judiciária. 14. do Código de Processo Civil.584/70 (art. podendo requerer que o precatório. por arbitramento ou sucumbência. nos termos do artigo 3º da Lei 1. na petição inicial. que “os honorários incluídos na condenação. que deu nova redação à Lei nº 1.060 de 1950. estes fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor da condenação. basta a simples afirmação do declarante ou de seu advogado. quando necessário. os honorários de sucumbência pertencem ao advogado. Em razão do princípio da sucumbência. . 87. fixá-los com equidade. 23 do Estatuto da Advocacia e da OAB – Lei nº 8. 84. de 4 de julho de 1994. de acordo com o artigo 5º inciso LXXIV.060/50). Justamente por esta razão é que prescreve o art. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 86.Atendidos os requisitos da Lei nº 5. seja expedido em seu favor”. § 2º). §3°.906. segundo o art. Ademais. na forma do artigo 4º do mesmo dispositivo legal.

para maximizar as possibilidades de procedência da demanda. além das orientações ao cliente. Ademais. Pois bem. Exemplo. que demandam um elevado grau de zelo do profissional. convenções coletivas e orientações jurisprudenciais entre outros. a contagem de horas. conforme o disposto nos artigos 22 e 23 da Lei nº 8. Ou seja. contracheques. a pesquisa de súmulas. 92. que exigem do profissional muito tempo de trabalho e comprometimento. sobretudo se considerarmos as particularidades que acompanham cada ação. são realizadas inúmeras diligências preparatórias. 90.88.906/94. concluiu que. a conferência de documentos. ° 470407. o acompanhamento processual com todos os seus desdobramentos na defesa dos interesses da parte Reclamante. prévias ao ajuizamento da ação. Nas Reclamatórias Trabalhista. os honorários . que o trabalho do advogado não se limita à elaboração da peça exordial. na medida em que versam sobre o asseguramento dos direitos do trabalhador. 89. as Reclamatórias Trabalhistas são ações de grande importância. no julgamento do Recurso Extraordinário de n. mas o trabalho realizado e o grau de zelo profissional empregado em seus serviços hão de serem levados em consideração na fixação do quantum dos honorários de sucumbência. 93. no decurso da ação principal. 91. há a preparação para a audiência e as negociações de acordo. Insta referir. Inegável que a diligência do advogado na busca do melhor resultado para o seu cliente é dever de ofício. são: a realização de cálculos. se o próprio Supremo Tribunal Federal.

DOS JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA 96. o elevado grau de zelo do profissional. com a condenação da Reclamada ao pagamento das verbas rescisórias. bem como a consagração do preceito qualitativo. o pagamento de honorários advocatícios de 20% sobre o valor bruto da condenação. Deverá a Reclamada ser condenada quanto aos valores referentes ao recolhimento previdenciário – INSS e do Imposto de Renda em todo o período laboral. razão pela qual o valor arbitrado deve ser fixado em valor condizente com a dignidade da advocacia. 13º salário proporcional. pois se os encargos tributários tivessem sido pagos na época própria. DOS DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS 95. temse que estes devem ser arbitrados de forma a consagrar o preceito qualitativo. certamente recolhimentos remanescentes não existiriam. Por esta razão. XXX. insculpido no artigo 133 da Constituição da República e na Instrução Normativa nº 27. postula-se pela procedência da Reclamação Trabalhista. o que exige do profissional muito tempo de trabalho e comprometimento. 94. quais sejam. considerando a complexidade da causa. Uma vez devidas as obrigações principais. deverão incidir os juros e correção monetária a contar da data da propositura da ação. nos termos em que fora proposta para: I) declarar a nulidade da rescisão por justa causa. do TST. 13º salário . saldo de salário.advocatícios incluídos na condenação pertencem ao advogado. DOS PEDIDOS Desde já. XXXI. insculpido no artigo 133 da Constituição da República. XXIX.

no período de 08/11/2012 a 05/05/2014. considerando as razões retro invocadas. VIII) condenar a Reclamada ao pagamento de auxílio-creche no valor equivalente a 0. em valor não inferior a cinco salários mínimos. férias vencidas com 1/3 constitucional.vencido. em valor não inferior a cinco salários mínimos. a título indenizatório. referente a cada um dos seus filhos. referente ao aviso prévio indenizado. VII) condenar a Reclamada ao pagamento de salário-família. bem como é devida a multa de 40% incidente sobre a indenização a título de FGTS no período laborado. Juízo. V) condenar a Reclamada ao pagamento de FGTS no percentual de 11. IV) condenar a Reclamada ao pagamento de uma indenização pelo seguro-desemprego. a ser arbitrado por este R. da CLT. independente de qualquer comprovação de despesa. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. caput. VI) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização equivalente ao abono do PIS a ser arbitrado por este R. III) condenar a Reclamada ao pagamento das multas previstas nos art.10 (um décimo) do salário normativo da categoria. II) condenar a Reclamada ao pagamento no valor de uma remuneração mensal na forma do art.487. diante da rescisão sem justa causa. férias indenizadas com 1/3 constitucional. §8º.2% sobre todos os pleitos anteriores. da CLT. . Juízo. considerando as razões retro invocadas. férias proporcionais com 1/3 constitucional. 467 e 477.

descontados nos contracheques da Reclamante. horas extras. no percentual a ser estabelecido pelo Juízo. férias proporcionais com 1/3 constitucional. férias vencidas com 1/3 constitucional. no percentual a ser estabelecido pelo Juízo. com repercussão em repouso semanal remunerado. adicional noturno e hora reduzida noturna e FGTS + 40%. sobre rubrica “descontos DSR”. com repercussão em repouso semanal remunerado. aviso prévio indenizado. XIV) condenar a Reclamada a devolução dos valores irregularmente descontados sobre a rubrica “Mensalidade S. XIII) declarar a nulidade da clausula coletiva que estabelece o recolhimento de contribuição assistencial em favor da entidade sindical e a condenar a Reclamada a devolução dos valor irregularmente descontados. adicional noturno e hora reduzida noturna e FGTS + 40%. XII) condenar a Reclamada ao pagamento de prêmio meta ou pagamento de diferenças de prêmio meta. horas extras. “atrasos/faltas” e “desconto DSR”. aviso prévio indenizado.R” e “Alimentação”.IX) condenar a Reclamada a devolução dos valores. X) condenar a Reclamada a devolução dos valores indevidamente descontados dos repousos semanais remunerados e feriados. indevidamente. XI) condenar a Reclamada ao pagamento de prêmio assiduidade ou pagamento de diferenças de prêmio assiduidade. .E. férias proporcionais com 1/3 constitucional. sob a rubrica “descontos faltas injustificadas”. 13º salário proporcional. férias vencidas com 1/3 constitucional. 13º salário proporcional.

ainda. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. férias proporcionais com 1/3 constitucional. desembolsado pela Reclamante no dia 11/07/2013. 13º salário proporcional. com reflexo em 13º salário proporcional. XVI) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização pelo pagamento de vale-transporte de forma irregular. férias indenizadas com 1/3 constitucional. 13º salário vencido. 13º salário vencido. 13º salário proporcional. férias vencidas com 1/3 constitucional.XV) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização pelas despesas que a Reclamante efetuou da aquisição de calçados. aviso prévio indenizado. Procedendo-se ao abatimento dos valores já adimplidos pela Reclamada sob a mesma rubrica e no mesmo período de apuração (mês). adicional noturno e hora reduzida noturna e FGTS + 40%. férias vencidas com 1/3 constitucional. em valor não inferior a cinco salários mínimos e. a ser arbitrado por este R. XIX) condenar a Reclamada ao pagamento em dobro dos repousos semanais remunerados que excederem o limite legal. XVII) condenar a Reclamada ao pagamento das horas extras excedentes a 8ª hora diária e 44ª horas semanais e diferenças de horas extras.40 (seiscentos e quarenta e nova reais e quarenta centavos) ao ano.20 (quatro reais e vinte centavos). para ir e voltar do trabalho. calças e maquiagens em quantidade suficiente no valor de R$ 649. Juízo. XVIII) condenar a Reclamada ao pagamento de 30 minutos diários para a troca de uniforme e maquiagem e na saída entre 10 a 15 minutos para troca de uniforme com integração em repouso semanal remunerado. férias proporcionais com 1/3 constitucional. horas extras. com adicional legal ou normativo (o que for mais benéfico) e reflexos em repouso semanal remunerado. férias proporcionais com 1/3 . a devolução do valor de R$ 4. férias vencidas com 1/3 constitucional.

13º salário proporcional. bem como violação a honra e imagem.constitucional. XX) condenar a Reclamada ao pagamento de adicional noturno legal e hora reduzida noturna e diferenças de adicional legal sobre o salário e hora reduzida noturna a partir das 22h00min. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. em valor não inferior a vinte salários mínimo. . XXII) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização por não fornecimento de assentos. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. férias indenizadas com 1/3 constitucional. levando em consideração o tratamento vexatório e discriminatório no ambiente de trabalho. com reflexo repouso semanal remunerado. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. 13º salário vencido. férias indenizadas com 1/3 constitucional. a ser arbitrada por este R. Juízo. em valor não inferior a um cinco salários mínimo. Juízo. a ser arbitrado por este R. Juízo. em valor não inferior a um cinco salários mínimo. a ser arbitrado por este R. consideradas as arzões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. a ser arbitrado por este R. XXIV) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. Juízo. XXIII) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização pelo desconto salarial dos dias de afastamento nos meses de Julho/Agosto de 2013 e pelo prejuízo financeiro ocasionado a Reclamante. aviso prévio indenizado e FGTS + 40%. em valor não inferior a 50 salários mínimos. XXI) condenar a Reclamada ao pagamento de indenização por não fornecimento de lanches em labor superior a duas horas. consideradas as razões retro invocadas e os danos sofridos ao trabalhador. considerando a caracterização de ato ilícito. férias proporcionais com 1/3 constitucional. férias vencidas com 1/3 constitucional.

em especial. na forma do artigo 4º do mesmo dispositivo legal. inspeção judicial. XXVIII) condenar a Reclamada ao pagamento de juros e correção monetária a contar da data da propositura da ação. se necessário. nos termos do artigo 844 da CLT. prova pericial médica e.XXV) conceder o benefício da Assistência Judiciária. a aplicação dos juros e correção monetária. requer seja deferida a aplicação das multas dos artigos 467 e 477 da CLT. depoimento pessoal. certamente recolhimentos remanescentes não existiriam. querendo. conteste em audiência. XXVI) condenar a Reclamada em honorários advocatícios no patamar de 20% do valor final da condenação. DOS REQUERIMENTOS FINAIS Por fim. XXVII) condenar a Reclamada ao pagamento dos valores referentes ao recolhimento previdenciário – INSS e do Imposto de Renda em todo o período laboral.060 de 1950. nos termos do artigo 3º da Lei 1. bem como a notificação da parte contrária para que. sob pena de confissão e revelia. . a concessão do benefício da gratuidade da justiça. PROVA PERICIAL CONTÁBIL.00 (cinquenta mil reais). pois se os encargos tributários tivessem sido pagos na época própria. XXXII. Desde já postula a produção de todos os meios de prova em direito admitidos. Nestes termos.000. Espera deferimento. Dá-se à causa o valor de R$ 50.

AMIEL DIAS DE LUIZ SOUZA OAB/RS 78.Porto Alegre.403 DAIANE FLORES MULLER OAB/RS 84. 16 de Julho de 2014.489 MAIQUE BARBOSA DE OAB/RS 78.171 .