You are on page 1of 5

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CURSO DE DIREITO

TRABALHO INDIVIDUAL SOBRE O ARTIGO 5º, IX, X E XI DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

Ana Paula Weiss

Lajeado, 05 de junho de 2015.

CIENTÍFICA OU DE COMUNICAÇÃO. rádio e televisão. 220. É claro que há um . Art. a vida privada. 5º. Estas duas últimas possuem ainda sua produção e programação regulamentada (art. segundo nossa atual Constituição Federal.LIBERDADE DE ATIVIDADE INTELECTUAL. sem que haja censura ou licença necessária. como conceitua Celso Ribeiro Bastos. CF – “É livre a expressão da atividade intelectual. ARTÍSTICA. Este acesso à vida íntima já é protegido em diversos direitos. Todavia não significa que esta liberdade de imprensa seja absoluta. “formas de difusão e manifestação do pensamento” conforme José Afonso da Silva. ideológica e artística. a censura de natureza política. exibição cinematográfica. publicação e reprodução das mesmas. científica e de comunicação. Muitas expressões artísticas possuem ampla liberdade. A evolução tecnológica tornou fácil o acesso à vida íntima das pessoas. CF). etc. sendo este direito transmitido aos herdeiros (direito autoral). artísticas e científicas. Aos autores e produtores de obras intelectuais. aos responsáveis pelas notícias injuriosas. há ainda uma proteção especial e garantia do direito exclusivo de utilização. E que esta restrição à livre manifestação do pensamento possui caráter antidemocrático. É o caso das diversões e espetáculos públicos (art. independentemente de censura ou licença”. Entretanto há certos casos que ficam sujeitos a regulamentação especial. a honra e a imagem das pessoas. 5º. toda e qualquer pessoa pode produzir obras de tais características e divulgá-las. CF) que abrangem desde parques de diversões até teatro. E ainda. O problema que surge diante dessa proteção é que existem pessoas que vivem de sua imagem e assim são submetidas a um “nível de exposição pública que não é próprio das pessoas comuns”. Complementa que a liberdade de imprensa que nos é concedida “deve ser exercida com a necessária responsabilidade que se exige em um Estado Democrático de Direito”. sigilo da correspondência. mas sim uma classificação para efeitos indicativos. exame ou a necessidade de permissão a qualquer texto ou programa que se pretende ser exibido ao público geral. §3º. além do direito de resposta. Alexandre de Moraes cita que não é permitido o controle. INTIMIDADE E VIDA PRIVADA E O SIGILO BANCÁRIO Art. artística. difamantes e mentirosas há eventuais danos materiais e morais integrados aos prejudicados. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. I e II. como a inviolabilidade de domicílio. É vedada. desvirtuando o cometimento de fatos ilícitos. CF – “São invioláveis a intimidade. X. Ou seja. 221. IX. não sendo visto como censura. Estas pessoas não podem reclamar um direito de imagem como aqueles não comprometidos com a publicidade.

ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. é assegurado o “direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. Sendo a proteção à privacidade humana algo indispensável e de extrema necessidade. Alexandre de Moraes traz que “os direitos à intimidade e vida privada devem ser interpretados de forma mais ampla” visto que é preciso considerar a parte delicada. serem filmadas ou fotografadas em locais não públicos ou em situações não adequadas. sensível e importante das relações familiares. a qualquer hora do dia. principalmente diante dos meios de comunicação de massa. Essa insegurança não está . salvo em caso de flagrante delito ou desastre. por determinação judicial”. No caso de ocorrerem tais lesões à intimidade. No direito brasileiro. devendo haver o máximo de cuidado quanto à intromissão externa nas mesmas. somente mediante autorização judicial concedida em casos de causa provável onde se tenha profundas suspeitas. além de suas informações pessoais e privacidade. A regra pode ser afastada em casos de ocultação de práticas ilícitas. Durante muito tempo as pessoas sofreram com invasões frequentes em seus lares com o propósito de prisões. Os indivíduos possuem o direito de não terem sua honra. Entretanto. portanto. Atualmente possuímos extensões ou prolongamentos da casa tradicional e habitações semicoletivas. segundo Celso Ribeiro Bastos. Quanto à proteção à honra. o direito à intimidade e a vida privada na faculdade que o indivíduo tem de não permitir que estranhos intrometam-se em sua vida privada e familiar. dignidade ou considerações sociais ofendidas ou lesadas. Cada época trouxe um tipo diferente e específico de privacidade. CF – “A casa é asilo inviolável do indivíduo. ou para prestar socorro. Todavia este sigilo de dados não é absoluto. não podemos considerar que a privacidade das pessoas é aquilo que acontece dentro apenas de suas casas.limite. como no caso de clubes recreativos e de lazer e os condomínios de apartamentos ou casas. 5º. ou. XI. como por exemplo. e impedir que estas sejam divulgadas. Consiste. INVIOLABILIDADE DOMICILIAR Art. o mesmo se aplica. que estendem ou prolongam a vida particular de cada um. durante o dia. esse direito de proteção da imagem apareceu pela primeira vez em nossa atual Constituição. Isso faria com que o dispositivo constitucional se tornasse fraco. vida privada ou à honra. devemos considerar as informações fiscais e bancárias como parte integrante destas. E assim.

É neste local. Algumas doutrinas trazem ainda a questão do dia e da noite. e ainda para prestar socorro. possui uma amplitude maior quando relacionado com o sentido privado ou comum. É ainda um dos locais onde podemos assegurar nossa intimidade. visa-se o benefício dos próprios moradores. estando o dia situado entre a aurora e o crepúsculo. visto que. a vida privada do sujeito”. Alexandre de Moraes entende que deve ser aplicado o conjunto dos critérios. Para José Afonso da Silva.presente em nosso atual texto da constituição. São os casos de flagrante de prática de algum delito dentro da propriedade. Para José Afonso da Silva. o termo “domicílio”. este espaço “comporta o direito da vida doméstica livre de intromissão estranha”. mediatamente. nos dois últimos exemplos. Com efeito. Conforme escreve Alexandre Moraes. surgem eventualidades onde esta norma será distanciada. seja moradia ou ambiente de trabalho. E ainda. . no sentido constitucional. por exemplo. que o indivíduo ocupa com exclusividade e “nessa relação entre pessoa e espaço preserva-se. algum evento de caráter catastrófico ou desastroso (no caso de um incêndio em grandes proporções ou algum desastre natural). uma vez que 18 horas no horário de verão. não seja noite. o dia é o período das 6 horas da manhã às 18 horas da tarde. o lar pode ser invadido por determinação judicial. Já Celso de Mello considera o critério físico-astronômico. durante o dia. As pessoas possuem suas casas como locais onde ainda é possível assegurar sua intimidade. além destas hipóteses.

2012. .br/SCON https://ww2. Direito Constitucional Esquematizado. 2006. Malheiros Editores. Pedro. . José Afonso da. Celso Ribeiro.stj. 2001.MORAES. Curso de Direito Constitucional.jus. Curso de Direito Constitucional Positivo.FONTES DE PESQUISA: . 22ª ed. Editora Atlas.LENZA. 3ª ed. Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional.SILVA. FONTES DE JURISPRUDÊNCIAS: http://www. Saraiva.BASTOS. 16ª ed. Saraiva.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/ . Alexandre de. . 2003.stj. 27ª ed.