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E. E. GUIOMAR DE FREITAS COSTA.

1° BIMESTRE – Nº 01

Vilmar de Freitas.
Disciplina:
Geografia.
Turma: 3° Colegial.
O MUNDO ENTRE GUERRAS
Professor:

O SÉCULO XX
O século XX foi marcado por fortes contrastes. As guerras mundiais, a bomba atômica e as armas
sofisticadas e modernas causaram mortes e destruições materiais em proporções nunca vistas antes. Ao
mesmo tempo, o desenvolvimento médico-científico, com a descoberta do antibiótico e da penicilina e o
desenvolvimento de vacinas contra paralisia infantil, caxumba, sarampo, rubéola, febre amarela, tétano, entre
outras, contribuiu para maior longevidade do ser humano.
Nesse século o espaço geográfico alterou-se profundamente. A construção de grandes obras (usinas
de energia, estradas, redes de comunicação), a formação de cidades gigantescas e a mecanização do espaço
rural, entre outras realizações humanas, causaram grande impacto no ambiente.
Historicamente, admite-se que o fato mais marcante do início do século XX tenha sido a deflagração
da Primeira Guerra Mundial. Ocorrida entre 1914 e 1918, o conflito militar envolveu vários países do globo e
atingiu, direta ou indiretamente, pessoas de todos os continentes.
As causas do início da Primeira Guerra estão relacionadas às disputas imperialistas do final do século
XIX e início do século XX. Uma de suas consequências foi justamente a ocorrência de outro conflito, de
proporções ainda maiores – a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
Do final da Segunda Guerra até o início do século XXI, ocorreram muitos conflitos regionais
resultando em mais de 20 milhões de mortes, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Diante de tantos confrontos, no decorrer do século XX novos países surgiram, alguns tiveram suas fronteiras
modificadas e outros desapareceram do mapa.
O IMPERIALISMO E A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Nas três últimas décadas do século XIX, as potências industriais dominaram o mundo. A Grã-Bretanha
e a França alargaram seus domínios na Ásia e conquistaram a maior parte do continente africano. Bélgica,
Holanda e Estados Unidos também estenderam domínio e poder em diferentes partes do mundo. A Holanda
apossou-se da Insulíndia, atual Indonésia; a Bélgica ocupou o Congo, atual República Democrática do Congo;
e os Estados Unidos consolidaram sua influência na América e tomaram da Espanha as Filipinas, Porto Rico
e Cuba. Disputavam mercados, fontes de matérias-primas, ocupando territórios para apoiar o seu
desenvolvimento industrial crescente.
Os países industrializados lançaram-se, então, à conquista de novas colônias ou reforçaram o
controle sobre as já existentes, numa fase do capitalismo que ficou conhecida como imperialismo ou
neocolonialismo. Essa fase correspondeu à exploração econômica e à dominação política exercida pelas
potências industrializadas, ao longo do século XIX e início do século XX. Representou uma nova divisão
econômica e política do mundo, que resultou na partilha da África e da Ásia pelas potências europeias.
A Itália, a Alemanha e o Japão só iniciaram seu processo de industrialização na segunda metade do
século XIX e acabaram participando tardiamente da partilha imperialista. Os dois primeiros países haviam se
constituído como Estados-nação somente nesse período, e o Japão acelerava seu processo industrial ainda
recente. A participação desses países no processo de expansão neocolonial acirrou as disputas entre as
potências.

E. E. GUIOMAR DE FREITAS COSTA.
1° BIMESTRE – Nº 02

Vilmar de Freitas.
Disciplina:
Geografia.
Turma: 3° Colegial.
Professor:

O cenário dos conflitos
O aprofundamento das rivalidades levou à formação de alianças militares que dividiram os países
europeus em dois blocos. Em 1882, Itália, Alemanha e Áustria-Hungria formaram a Tríplice Aliança e, em 1907,
Grã-Bretanha, França e Rússia estabeleceram a Tríplice Entente.
Nesse período, o Império Turco-Otomano se encontrava em processo de desagregação. Na Península
dos Bálcãs (sudeste da Europa), a Bósnia-Herzegovina, a Croácia e a Eslovênia, que antes estavam sob
domínio turco-otomano, foram incorporadas pelo Império Austro-Húngaro. A região balcânica passou a ser
uma frente de disputa com a Sérvia, que pretendia estender seu domínio por toda a península.
Em junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, foi
assassinado em Sarajevo, capital da Bósnia, por um estudante pertencente à sociedade secreta Mão Negra.
Esse grupo era formado por nacionalistas sérvios que se opunham à presença austro-húngara nos Bálcãs. O
assassinato foi interpretado pelo Império Austro-Húngaro como uma agressão sérvia, tornando-se o estopim
da Primeira Guerra Mundial.
Na Primeira Guerra, a Alemanha e a Áustria, que formavam, junto com a Itália, a Tríplice Aliança (com
apoio posterior da Turquia e da Bulgária), opuseram-se aos países que formavam a Tríplice Entente (Rússia,
França e Grã-Bretanha). A Itália declarou neutralidade num primeiro momento e, mais tarde, entrou na guerra,
junto com o Japão, ao lado da Tríplice Entente, lutando contra seus ex-aliados.
A guerra causou profundas transformações no espaço geográfico mundial no início do século XX. Os
países europeus tiveram suas plantações arrasadas e houve forte retração da produção industrial, que os
levou a depender basicamente dos Estados Unidos para se abastecer e se organizar economicamente.
Os Estados Unidos, que já despontavam como forte potência econômica, eram o principal credor da
França, da Rússia e da Grã-Bretanha, para quem tinham fornecido armas, munições, alimentos e outros
produtos básicos. Em 1917, os estadunidenses declararam guerra à Alemanha e entraram no conflito. Em
julho de 1918, as tropas da França, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos realizaram uma investida decisiva,
obrigando à capitulação da Áustria-Hungria, da Bulgária e da Turquia. Para a Alemanha, a guerra só terminaria
meses depois, com a abdicação do kaiser e a rendição do país.
01. A Europa da passagem do século XIX para o XX viveu um período de conflitos que levaram à eclosão da
Primeira Guerra Mundial em 1914. Nesse período, formam-se as chamadas políticas de alianças, que
resultaram em duas grandes coligações: a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente.
Marque a alternativa que completa CORRETAMENTE os países que formavam a Tríplice Entente:
a) Grã-Bretanha, França e Rússia.
d) Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha.
b) Grã-Bretanha, Estados Unidos e França.
e) Império Austro-Húngaro, Alemanha e Itália.

c) Alemanha, França e Rússia.
02. Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Tríplice Aliança lutou contra a Tríplice Entente. Os países que
formaram a Tríplice Aliança foram
a) Rússia, França e Inglaterra.
d) Itália, Rússia e França.
b) Alemanha, Inglaterra e França.
e) Inglaterra, Espanha e Rússia.
c) Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália.
03. Sobre a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é CORRETO afirmar que:
a) a formação da Tríplice Aliança e da Tríplice Entente foi um esforço para trazer a paz e evitar o conflito europeu no
qual todos perderiam.
b) o estopim da Guerra ocorreu em junho de 1914, em Saravejo, com o assassinato do arquiduque Francisco
Ferdinando, herdeiro do trono austríaco.
c) a Alemanha, aliada da Itália, declarou-se neutra, não participando do conflito, e, por isso mesmo, saiu como grande
vitoriosa.
d) o Império Russo saiu da Guerra em 1918, pois tinha interesse em desenvolver sua indústria e modernizar sua
economia.

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1° BIMESTRE – Nº 03

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Disciplina:
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Turma: 3° Colegial.
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O Tratado de Versalhes
Vários acordos de paz foram assinados, separadamente, pelos países derrotados na guerra. Isso
provocou profundas alterações no mapa político da Europa. O presidente dos Estados Unidos, Woodrow
Wilson, tentou estabelecer uma proposta de paz que chamou de “14 pontos”, baseada no princípio de uma
paz sem vencedores e sanções. A Grã-Bretanha e a França, no entanto, não concederam a paz sem punição a
seus opositores, o que resultou no Tratado de Versalhes.
A Alemanha, rendida ao final do conflito, teve que aceitar os termos da Paz de Versalhes, que impôs
condições bastante severas: o pagamento das indenizações de guerra (que, por mais de uma década,
minguaram a economia alemã); o confisco de todos os investimentos e vens nacionais ou privados alemães
existentes no exterior; a renúncia a todas as suas colônias; a perda da sétima parte de seu território para
outros países da Europa; e limitação das suas forças armadas.
A Alsácia e Lorena, região rica em carvão mineral e ferro, que a Alemanha havia ocupado após a
Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), foi retomada pela França. Os franceses conquistaram também o direito
de exploração das minas de carvão do Estado do Sarre pelo período de 15 anos.
A Prússia Oriental ficou isolada da Alemanha: entre elas formou-se o “corredor polonês” na região de
Dantzig (atual Gdansk). A Polônia ressurgiu no mapa da Europa.
A Liga das Nações
Após a Primeira Guerra, foi criada a Liga das Nações, cujo princípio era assegurar a paz internacional.
Apesar de a Liga (ou Sociedade das Nações) ser um dos “14 pontos” do programa de paz lançado pelos
Estados Unidos, o congresso estadunidense opôs-se à participação do país nesse organismo internacional,
que resultava de um tratado de paz em total desacordo com a proposta inicial estadunidense.
O Império Austro-Húngaro foi desmembrado e deu origem a novos países. A Áustria ficou isolada e
um mosaico de países surgiu ao lado de sua fronteira oriental: Hungria, Tchecoslováquia e Reino dos Sérvios,
Croatas e Eslovenos (que , em 1929, deu origem à Iugoslávia). Surgiram também a Estônia, Letônia Lituânia e
Finlândia, até então controladas pelo Império Russo.

O vasto Império Turco-Otomano ficou reduzido à atual Turquia, obrigada a renunciar ao domínio que
exercia no Oriente Médio. A Arábia Saudita, o Iraque e a Palestina passaram à tutela dos ingleses, e a Síria e o
Líbano foram ocupados pelos franceses.
As novas fronteiras dos países europeus, definidas pelos tratados no período posterior à guerra, eram
instáveis. Reuniam, num mesmo território, povos de etnias diferentes, como germânicos e poloneses,
germânicos e tchecos, muçulmanos e sérvios. Os conflitos entre esses grupos geraram uma instabilidade
permanente, com graves consequências, inclusive para a geopolítica do mundo atual.
01. Sobre os tratados firmados logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, é correto afirmar que:
a) determinaram o surgimento de vários novos países, que deixavam de se submeter à influência alemã, austríaca e
russa.
b) mantiveram intocado o Império Turco, que assegurou o domínio sobre a Mesopotâmia, a Palestina, a Síria e o
Líbano.
c) preocuparam-se em assegurar, baseando-se no princípio da autodeterminação, a existência e a expansão do
regime bolchevique na Rússia.
d) impuseram penas leves à Alemanha derrotada, garantindo-lhe o controle sobre seu território e suas colônias, como
tentativa de evitar uma nova guerra.
e) foram integralmente impostos pelos Estados Unidos, através de seu presidente Woodrow Wilson, o que assegurou
a severidade das penas impostas aos vencidos.

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E. E. GUIOMAR DE FREITAS COSTA.
1° BIMESTRE – Nº 04

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Geografia.
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O SOCIALISMO E AS TRANSFORMAÇÕES DO ESPAÇO GEOGRÁFICO
Em 1917, ainda durante a Primeira Guerra, ocorreu na Rússia a Revolução Socialista. O movimento
implantou uma concepção econômica com repercussões radicais na forma de organização do espaço
geográfico: houve modificação no regime de propriedade, nas formas de produção e comercialização de
mercadorias e novas relações de poder foram definidas.
A instauração do socialismo na Rússia constituiu a primeira grande ruptura com o capital
internacional e uma ameaça à sua supremacia. A vitória da Revolução Russa disseminou e fortaleceu os
ideais socialistas mundo afora.
No final de 1922, foi formada a URSS (União das Repúblicas socialistas Soviéticas), sobre a base
territorial do tradicional Império Russo. A implantação da economia socialista não foi imediata. Entre 1917 e
1921 os bolcheviques enfrentaram uma guerra civil cuja vitória consolidou a revolução. Com o país arrasado,
Lenin adorou uma política econômica baseada na coexistência entre a propriedade estatal socialista
(indústria, minas, bancos e grande comércio) e a propriedade privada (fazendas e pequenos estabelecimentos
industriais e comerciais). Essa fase ficou conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e vigorou entre os
anos de 1921 e 1928.
A partir de 1928, efetivou-se a planificação da economia, com o sistema de produção e a organização
do espaço geográfico definidos pelo Estado. A comissão do Plano Geral do Estado (Gosplan) promoveu a
total estatização dos meios de produção, implantando cooperativas agrícolas e fazendas estatais. O Estado

determinava as metas a serem alcançadas e o tipo de produção de cada estabelecimento, distribuía e
comercializava os produtos e investia em grandes obras de infraestrutura.
A planificação da produção industrial privilegiou a indústria de base, favorecida pela vasta extensão
territorial e a abundância de recursos minerais da URSS. O objetivo era eliminar, ou diminuir ao máximo, a
importação de equipamentos e matérias-primas industriais.
No final da década de 1930, quando a indústria de base soviética atingiu um elevado nível de
produção, o governo da URSS privilegiou os investimentos em pesquisa e produção de armamentos. Isso se
deu por dois motivos: a deflagração da Segunda Guerra Mundial, em 1939, e a política expansionista
soviética, visando ampliar sua influência político-econômica sobre outros países. Essa política de
investimentos foi mantida mesmo após o término da Segunda Guerra Mundial, em virtude de outros
desdobramentos do conflito.
01. Em outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o poder na Rússia. A Revolução Russa de 1917
anunciou o fim do capitalismo e o início do comunismo em escala planetária. Sobre a Revolução Russa e a
consolidação do socialismo soviético, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) Revelou-se um movimento de caráter radical, visto que morreram milhares de homens defendendo suas posições e
impondo um sacrifício à população russa em nome de uma revolução social.
b) Foi um movimento de ruptura no processo do antigo Império Russo. A demolição quase instantânea do regime
czarista significou uma mudança no destino da Rússia e da Europa.
c) Revelou-se como um movimento perverso. A ascensão do comunismo demonstrou um socialismo com regime
autoritário comparável aos governos totalitários da Europa.
d) Foi um movimento isolado no processo de modernização da Rússia empreendido pelo Czar, refletiu os anseios do
grupo dos camponeses pela coletivização da terra.
02. Em 1917, a última monarquia absolutista europeia foi derrubada com a deflagração de uma revolução
socialista que instalou uma república de bases populares, capitaneada pelo Partido Bolchevique. Qual é esta
revolução?
a) Revolução Francesa.
b) Revolução dos Cravos.
c) Revolução Russa.
d) Guerra das Duas Rosas.
e) Revolução Inglesa.
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1° BIMESTRE – Nº 05

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A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO
Na segunda metade do século XIX, o sistema capitalista ampliou a produção numa proporção muitas
vezes maior que a capacidade de consumo dos países industrializados. A busca de novos mercados e fontes
de matéria-prima tornou-se indispensável à sustentação dessa nova etapa produtiva. Ingleses, alemães,
franceses, belgas, estadunidenses e japoneses impuseram sua força industrial, submetendo vários países do
mundo a um controle nunca antes conhecido.
Os investimentos nessa nova etapa de produção industrial e a extensão do mercado internacional que
se pretendia atingir não podiam mais ser realizados por um único empresário. Foram criadas então as
sociedades anônimas e consolidaram-se os mercados de capitais, nos quais todos podiam investir numa
empresa por meio da compra de ações. Com a venda de ações, as empresas ampliaram sua capacidade

financeira e, consequentemente, tornaram-se mais fortes, competitivas e elevaram a sua capacidade de
produção.
A crise de 1929
No início do século XX, a Bolsa de Valores de Nova York era o principal centro internacional de
investimentos. O volume de negócios ali realizados diariamente sugeria que nada mais poderia deter o ritmo
desenfreado do desenvolvimento capitalista. Mas o capital investido na produção não foi acompanhado pelo
crescimento do mercado de consumo.
O descompasso entre superprodução e consumidores com capacidade para absorvê-la ocasionou a
grande crise de 1929. As fábricas, não tendo como vender grande parte de suas mercadorias, reduziram
drasticamente suas atividades; a produção agrícola, também excessiva, não encontrava compradores; o
comércio inviabilizou-se. Nesse contexto, houve um processo de falência generalizada; e muitos
trabalhadores perderam seus empregos, retraindo ainda mais o mercado de consumo. Aqueles que viviam
exclusivamente dos investimentos no mercado de capitais, particularmente da compra e venda de ações,
viram o valor de seus títulos despencarem, transformando-se em papéis sem valor.

A crise iniciada em Nova York afetou rapidamente o mundo todo. Os países produtores de matériasprimas e alimentos, que dependiam economicamente das exportações para os países industrializados, não
encontravam compradores para seus produtos e entraram em colapso. A URSS, mais isolada do mercado
internacional e que havia implantado recentemente a planificação econômica em oposição à economia de
mercado capitalista, manteve o seu crescimento econômico. O Brasil, que nesse período ancorava sua
economia na produção e exportação quase exclusivamente do café, foi profundamente abalado pelos efeitos
mundiais da crise.
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1° BIMESTRE – Nº 06

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O New Deal

O período subsequente à crise de 1929, conhecido como a Grande Depressão, obrigou os países a se
reorganizarem economicamente. Como a superprodução havia sido a principal razão da crise, os países
industrializados tomaram duas medidas básicas para resolver o problema:

Participação mais efetiva do Estado no planejamento das atividades econômicas, tendo em vista,
entre outros objetivos, a adequação entre a quantidade de mercadorias produzidas e a demanda do
mercado;

Aprimoramento da distribuição da renda, dando melhores condições financeiras aos trabalhadores,
com o objetivo de ampliar o mercado de consumo.
Partindo dessas iniciativas básicas, os Estados Unidos conseguiram contornar os efeitos da crise
com mais eficiência e rapidez. Com a criação de um amplo programa de obras públicas, o governo do
presidente Franklin Roosevelt (1933-1945) conseguiu aos poucos amenizar o desemprego e manter a
economia relativamente aquecida.
O New Deal (Novo Acordo), como ficou conhecido o programa de recuperação econômica implantado
por Roosevelt, era inspirado nas teorias do economista John Maynard Keynes (1883-1946). Para Keynes, o
Estado não poderia se limitar a regular as questões de ordem socioeconômicas e políticas, mas deveria ser
também um planejador, que daria as diretrizes, fixaria as metas e estimularia determinados setores da
economia. Keynes não acreditava na autorregulação do mercado defendida pelo liberalismo econômico, pois
a crise de 1929 tinha mostrado sua impossibilidade. O New Deal respeitava a iniciativa privada e as leis de
mercado, mas acreditava que alguns setores da economia deveriam contar com a intervenção do Estado,
principalmente os relacionados à infraestrutura.
As ideias de Keynes atravessaram o Atlântico e foram implementadas também em vários países da
Europa, que já haviam retomado o desenvolvimento no final da década de 1930. Entretanto, em 1939, eclodiu
a Segunda Guerra Mundial, demolindo todas as bases econômicas reconstruídas no continente europeu.
01. Nos primeiros anos do governo do presidente Franklin Delano Roosevelt, os Estados Unidos adotaram o
New Deal, um conjunto de medidas destinadas a superar a crise iniciada com o Crack da Bolsa de Valores de
1929. Sobre algumas das características desse plano, podemos afirmar que:
a) Buscava uma política liberal baseada nos princípios de Adam Smith para recuperar a economia americana por
meio de concessão de empréstimos às principais indústrias para frear o aumento do desemprego.
b) Inspirava-se nas ideias do economista John Keynes e pregava o controle de preços de diversos produtos, a
realização de um grande programa de obras públicas e recuperação industrial.
c) Roosevelt incentivou a indústria armamentista com o intuito de recuperar a economia e o nível de empregos
atingidos pela Crise de 1929 além de preparar o país para a iminente guerra mundial.
d) O governo americano interveio na Bolsa de Valores de Nova York buscando um maior controle da economia por
parte do Estado, visando recuperar as finanças e evitar a falência de várias indústrias e o desemprego.
e) Estabeleceu um rígido controle estatal da economia que tinha como objetivo principal, áreas estratégicas como a
siderurgia, o petróleo e a indústria bélica além do tabelamento dos preços dos produtos da cesta básica.
02. A partir de 1933, o governo de F. D. Roosevelt, nos Estados Unidos, pôs em marcha uma série coordenada
de ações nas áreas social e econômica, conhecida como New Deal, para fazer frente à depressão que se
estabelecera no país e no mundo capitalista a partir de 1929. Uma das principais ações do New Deal para
superar a crise foi:
a) a extinção do financiamento do seguro social pelo Banco Central norte-americano.
b) a intervenção legislativa do Estado nas relações capital-trabalho.
c) o fortalecimento do padrão ouro através da diminuição do papel-moeda circulante.
d) o ajuste das contas públicas por meio da supressão de obras como estradas e hidrelétricas.
e) o corte de subsídios à agricultura, visando a tornar a produção do setor mais competitiva.

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1° BIMESTRE – Nº 07

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A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
As condições objetivas para a deflagração de um novo conflito já existiam desde o final da Primeira
Guerra Mundial. Os acordos pós-guerra e importantes acontecimentos no período entre guerras criaram
instabilidade permanente no continente europeu: a consolidação da Revolução Socialista na Rússia e a
formação da URSS; a paz “forçada” obtida pelo Tratado de Versalhes, que minou a economia alemã,
fragmentou seu território e disseminou forte sentimento nacionalista; e a crise de 1929.
Na Alemanha, o líder do partido nazista, Adolf Hitler, conquistou o cargo de chanceler, em 1923. Em
pouco tempo, suprimiu os partidos de esquerda e os sindicatos, instaurou uma férrea censura aos meios de
comunicação e rompeu com as cláusulas impostas pelo Tratado de Versalhes.
Dessa forma, Hitler contestou a ordem mundial definida após a Primeira Guerra e formou, com a Itália
e o Japão, uma nova aliança militar: o Eixo. De acordo com a concepção geopolítica de Hitler, a Alemanha
necessitava de espaço vital para a promoção de seu desenvolvimento econômico. Com isso, justificava a
retomada dos territórios partidos após a Primeira Guerra e a expansão, sem limites, da área de influência
alemã. Para alcançar seus objetivos, Hitler formou um exército forte e numeroso e investiu maciçamente na
indústria de armamentos.
Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e, em 1939, a Tchecoslováquia. Quando, em setembro de 1939,
a Polônia foi invadida pelo exército alemão, a França e a Grã-Bretanha (que formaram uma força militar
oposta ao Eixo, a dos Aliados) declararam guerra à Alemanha.
A invasão da Polônia pela Alemanha foi precedida de um acordo de não agressão com a Rússia, o
Pacto Germano-Soviético. Hitler termia iniciar a guerra em duas frentes e, por meio desse acordo, conseguiu
neutralizar o potencial inimigo da frente oriental. O tratado contemplou também a ocupação de parte das
terras polonesas pelos soviéticos, além da Finlândia e de outros países do Leste Europeu.
As ações empreendidas pela máquina de guerra alemã foram fulminantes. Em menos de um ano, a
Alemanha já havia ocupado Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega e a maior parte da França.
As forças do Eixo tiveram significativo avanço nos dois primeiros anos de guerra. A Itália invadiu a
Albânia e a Somália, e o Japão invadiu a Malásia, Cingapura, as Filipinas e outras regiões dominadas pelo
império colonial dos Aliados. A guerra também se estendeu à China e ao norte da África, ganhando uma
dimensão geográfica nunca vista em conflitos anteriores. No final de 1941, os Estados Unidos e a União
Soviética entraram na guerra ao lado das tropas aliadas.
A participação desses dois países no conflito mostrou-se decisiva para a derrota dos países do Eixo,
que, nos últimos anos de guerra, tiveram de recuar e abandonar boa parte dos territórios invadidos no início
do conflito. Em 1943, a Itália assinou um acordo de paz com as tropas aliadas.
Em maio de 1945, quando o exército soviético invadiu Berlim, a Alemanha se rendeu
incondicionalmente. Apesar de o Japão ainda resistir, sua rendição seria inevitável, pois a marinha japonesa
já tinha sido praticamente destruída. Em agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas
sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, numa demonstração indiscutível de seu poderio militar.
Esse fato assinalou o fim da Segunda Guerra Mundial.
Terminada a guerra, a Europa e vários países de outros continentes estavam economicamente
arrasados, com cidades destruídas e a produção industrial e agrícola totalmente desorganizada.
As duas guerras mundiais colocaram fim à hegemonia europeia. No período posterior à Segunda
Guerra, uma nova ordem mundial começou a ser estruturada sob a liderança de duas grandes potências
militares: os Estados Unidos e a União Soviética.
A nova divisão política da Europa foi à primeira expressão dessa
nova ordem mundial. Os países europeus acabaram sob a esfera de
influência das duas potências emergentes: na porção oeste, os Estados
As vítimas da guerra

Unidos, com a permanência do sistema capitalista; na porção leste, a
União Soviética impôs o modelo socialista e submeteu quase toda a
região ao seu controle direto.

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1° BIMESTRE – Nº 08

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A ORDEM MUNDIAL PÓS-SEGUNDA GUERRA
Terminada a Segunda Guerra Mundial, os dois grandes vitoriosos, Estados Unidos e União Soviética,
acirraram a disputa pela hegemonia mundial, originando importantes acontecimentos e fortes tensões
mundiais em quase toda a segunda metade do século XX. A aliança de guerra da União Soviética com os
Estados Unidos e as demais potências europeias só havia sido conquistada em razão da luta contra um
inimigo comum: A Alemanha nazista de Adolf Hitlet. Ao final do conflito, os dois países voltaram cada um
para o seu lado.
A vitória da União Soviética lhe custou sacrifícios incalculáveis e as maiores perdas humanas entre
todos os países envolvidos no conflito. Para compensar, tentou tirar vantagem da vitória.
Os soviéticos conquistaram vasta extensão territorial de países situados no leste da Europa, como
Estônia, Letônia e Lituânia, leste da Polônia, parte da Finlândia e da Romênia. Além disso, dominaram quase
todos os países da região, determinando os seus governantes, implantando o sistema econômico socialista
e transformando-os em países satélites.
O exército soviético, após ter conquistado Berlim e imposto uma derrota definitiva à Alemanha,
saqueou o território inimigo. Retirou máquinas, equipamentos industriais e agrícolas, trilhos de ferrovias e
aparelhos de escritório, instalando-os em seu território e recompondo, assim, parte da infraestrutura
perdida.
Após a rendição do Japão, em agosto de 1945, que significou o fim do conflito mundial, os Estados
Unidos suspenderam toda a ajuda financeira dada durante a guerra à União Soviética, impedindo o plano de
reconstrução do país. Pouco tempo depois suspenderam as exportações de máquinas, ferramentas e outros
materiais estratégicos para a recuperação da economia soviética.
Os Estados Unidos, que já vinham apresentando crescimento econômico acelerado desde a
segunda metade do século XIX, transformaram-se no principal expoente do desenvolvimento capitalista e na
maior potência industrial e agrícola do planeta, detentora dos maiores recursos financeiros e de grande
parte das reservas de ouro (em 1948, 72% de todo o ouro existente no mundo estavam nos cofres
americanos).
Após a Segunda Guerra Mundial, o American way of life voltou à tona, estimulado pelo grande boom
de consumo de produtos, como automóvel, rádio, televisor, enceradeira, máquinas de lavar, aspirador de pó,
batedeira elétrica e liquidificador. A compra a crédito era estimulada para satisfazer o consumismo instigado
pelas novas “maravilhas” do mundo das mercadorias. Criadas pelas indústrias e financiadas pelas
instituições financeiras, essas mercadorias eram agora acessíveis à classe média estadunidense. A
sociedade de consumo passou a ser uma meta em si mesma e a simbolizar e a se confundir com valores
como bem-estar, prosperidade, liberdade e qualidade de vida.
Nesse contexto, os Estados Unidos precisavam ampliar o comércio mundial de suas mercadorias
para escoar os excedentes. Para isso, era necessário fortalecer o capitalismo mundial. Dependiam, portanto,
da reconstrução da estrutura produtiva e da infraestrutura dos países europeus aferrados pela guerra para
impedir que os ideais socialistas e a influência da União Soviética avançassem sobre o restante da Europa.

01. A URSS transformou-se, após 1945, numa das potências mundiais, tanto no campo econômico como
técnico. Um dos melhores exemplos dessa transformação é o:
a) desenvolvimento da política espacial, representada pela primeira viagem em torno da Terra por Yuri Gagarin.
b) desenvolvimento da indústria cinematográfica e das teorias em torno da fusão nuclear.
c) desenvolvimento da indústria automobilística e o incremento do sistema industrial privado.
d) crescimento do mercado interno, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo agrícola e aumento de
salários.
e) crescimento da produção agrícola em função do fim da intervenção do Estado no setor e de técnicas
administrativas americanas.