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Epistemologia

 Objectivos da epistemologia (examinando a ciência) pretende compreender:
- as suas principais características;
- o seu método ou modo específico de ler o real;
- os seus principais obstáculos;
- os seus critérios de validade;
- o seu valor em função dos seus objectivos.
A epistemologia é a filosofia das ciências, é o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos
resultados das diversas ciências, destinado a determinar a sua origem lógica, o seu valor e a sua
importância objectiva. A epistemologia tenta compreender o sentido do conhecimento científico, os
seus principais obstáculos e o modo como os ultrapassa.
Conhecimento vulgar – fonte e características
O conhecimento vulgar não resulta da reflexão. A observação irá dar origem a um conjunto de
sensações organizadas numa percepção. Aquilo que lhe pareceu à primeira vista pode, depois de
um olhar mais atento, ser considerado uma ilusão, uma aparência. Aquilo que percebemos da
realidade pode surgir como uma mera aparência, uma ilusão, um erro ou algo que, embora pareça o
que é, efectivamente não é.
A fonte destes conhecimentos são as experiências sensitivas, isto é, as experiências associadas
aos nossos órgãos sensoriais. Relacionamo-nos como mundo que nos rodeia, antes de mais, através
dos sentidos.
O conhecimento vulgar é o primeiro nível de conhecimento e constitui-se a partir da apreensão
sensorial espontânea e imediata do real. Resulta de nenhuma procura sistemática e metódica, nem
exige qualquer estudo prévio. O senso comum é indisciplinar e imetódico, pois não precisa de
nenhum plano prévio, surge espontaneamente no suceder quotidiano da vida. O senso comum é
prático na medida em que é com base nele que orientamos a nossa vida quotidiana. Aplica-se de
imediato quando surge um problema, é imprescindível.
 Principais características:
- espontâneo e imediato, porque não há qualquer estudo.
- superficial, constitui a primeira visão sobre a realidade. Não a aprofunda, não crítica.
- assistemático e desorganizado, acontece de forma desorganizada, aparece conforme os
problemas.
- dogmático e acrítico, acredita que os sentidos dão conhecimento do real.
- sensitivo, tem origem nos sentidos.
- subjectivo, não é rigoroso, feito de emoções.
- ametódico e não disciplinar, não segue regras, não segue métodos, não se estuda.
O conhecimento vulgar é o conjunto desorganizado de opiniões subjectivas, suposições,
pressentimentos, preconceitos e ideias feitas que nos conduzem a uma visão superficial e funcional,
embora, por vezes, errónea da realidade.
Sendo o conhecimento mais imediato que podemos retirar da realidade, ele será, assim, e na
perspectiva de Karl Popper, o ponto de partida para qualquer conhecimento mais aprofundado do
real – o científico. Mas o facto de se constituir como ponto de partida não significa que não
tenhamos de o corrigir, de o reformular, numa palavra, de o criticar. É o ponto de partida porque é a
partir das ideias que vai começar o estudo.
Bachelard considera-o como um obstáculo epistemológico, ou seja, algo que impede a produção
de conhecimento científico. Não basta criticar o conhecimento vulgar, é preciso romper totalmente
com ele. É um obstáculo porque como ele é evidente não temos dúvidas e por isso não resolvemos
nada, não há avanços, não há problemas. É evidente porque os sentidos mostram as coisas e por
isso não vou duvidar deles, não vou meter questões.
Conhecimento científico – características e evolução
O conhecimento científico representa um nível de conhecimento mais aprofundado do real do
que o conhecimento vulgar. Distingue-se deste na medida que:
- transforma as qualidades em quantidades (através dos instrumentos de medida)
- unifica racionalmente a diversidade empírica
- estabelece relações entre os fenómenos observados.

Atitudes face ao real

indeterminismo e probabilidade. 4. Esses meios são orientados por um conjunto de regras que estabelecem a ordem das operações a realizar com vista a atingir um determinado resultado. Conhecimento científico – resulta de uma atitude activa.  O conhecimento científico caracteriza-se por: .  Ciência – atitude problematizadora. a ideia de ordem. A ciência antiga ou filosofia procurava as causas primeiras dos fenómenos naturais. a ciência encontrava-se ainda no seu estado teórico. pois encontra-se sujeito a correcções . é metódico e sistemático. é prático. é racional. Método indutivo Dá grande importância aos sentidos. Este registo deve ser realizado de modo objectivo e a observação deve ser repetida. procura-se aproximar os factos para descobrir a relação existente entre eles. A ciência pós-moderna está associada ao surgimento da teoria da relatividade de Einstein e aos avanços da física quântica. Generalização da relação Generaliza-se a relação encontrada entre os factos semelhantes em leis que expressam as relações constantes de factos. confia nos sentidos.ser preditivo. A matematização.resultar da formulação de hipóteses . Experimentação da hipótese Temos de testar esta relação noutros casos particulares. é sensitivo. 1. A ciência moderna nasce com Galileu e Newton. está marcada pelas ideias de relatividade. a lei científica. manifesta-se numa atitude crítica. é objectivo. a verificação experimental.ser constituído por um conjunto de teorias . é explicativo. ter em atenção o facto.ser provisório. Ciência e construção – validade e verificabilidade das hipóteses Definição de método: conjunto de meios mediante os quais o pensamento poderá atingir um determinado objectivo. incerteza. de determinismo são dominantes neste estado de evolução da ciência. na medida em que prevê a ocorrência de novos fenómenos . apenas eles podem descrever a verdadeira realidade.ser legislador. O critério de validação científica é a verificação e a confirmação experimentais. até surgir outra teoria mais eficaz e mais próxima da verdade.ser revisível. manifestase numa atitude dogmática.    Ideias de que parte o indutivismo: O conhecimento científico resulta do método indutivo. Descoberta da relação entre os fenómenos Por intermédio da comparação e da classificação.Conhecimento vulgar – resulta de uma atitude passiva. Observação do fenómeno O facto ou o fenómeno é observado e registado de modo a poder encontrar-se as suas causas. pois procura as leis que exprimam a invariância e a repetibilidade dos factos (determinismo) . é imetódico e assistemático.resultar de um método específico apoiado na verificação e no controlo experimentais . O indutivismo e o critério da verificabilidade das hipóteses A corrente epistemológica positivista imprimiu um carácter empirista à ciência na medida em que valorizava a experiência sensível como a única base sólida do conhecimento. Autonomiza relativamente à filosofia e torna-se no conhecimento que procura formular mediante linguagens rigorosas e apropriadas leis por meio das quais se regem os fenómenos. 3. A corrente neopositivista conjuga a tradição empirista com o formalismo lógico-matemático. . 2.objectivo. excluindo as apreciações subjectivas . É empirista pois tudo começa na observação. crítica e planeada. desconfia dos sentidos. é subjectivo.  Tudo o que não segue estas ideias não é conhecimento científico.

Dedução das consequências Depois de a hipótese ter sido formulada. A teoria científica é válida enquanto for resistindo à tentativa de a falsificar empiricamente e é tanto mais forte quanto mais resistir. Método hipotético-dedutivo (conjetural) Pode ser dividido em três etapas fundamentais a partir de um facto-problema: formulação da hipótese ou conjetura.  Três enunciados do indutivismo: Princípio da indução . o princípio segundo o qual uma proposição só tem sentido se for. 2. associada à intuição e à imaginação. de tal modo que de enunciados verdadeiros que descrevem observações e experiências é possível inferir leis. a hipótese inicial terá de ser abandonada ou reformulada. é uma suposição que se expressa num enunciado antecipado sobre a natureza das relações entre dois ou mais fenómenos. . a que progressivamente se acrescentaram outros sem que os primeiros se alterem. Críticas ao indutivismo por parte dos empiristas: David Hume aponta para o carácter ilusório do indutivismo. portanto. Experimentação A hipótese é experimentada. a lei é uma proposição geral que constata uma relação singular entre certas categorias de factos das quais se abstrai uma certa ordem. Os resultados da experiência podem confirmar a hipótese ou podem invalidá-la: . Observação activa desencadeada por um sujeito que a preparou e planeou em função de um interesse particular. A repetição e o hábito não são uma garantia segura para a generalização.se não for validade. empiricamente verificável. ou seja. Uma teoria é científica se pode ser falsificada por meio da experiência (no caso das teorias empíricas) ou por meio do seu carácter internamente contraditório (no caso das teorias lógicas e matemáticas). Princípio da confirmação – articula a plausibilidade das leis com o número de instâncias a que o fenómeno a que se refere a lei foi submetido. A generalização nada mais será do que uma mera crença psicológica de que os factos se repetirão daquele modo. a partir da acumulação de factos singulares. Começase com um palpite. à partida.estabelece que há uma forma de. Assim. um desejo até. um enunciado seria científico se pudesse ser empiricamente verificável ou testável pelos factos. 3. Generalização da verificabilidade/confirmabilidade Os neopositivistas consideravam a verificação e a confirmação experimentais o critério para distinguir o que é científico do que o não é. A relação de causa e efeito que se estabelece entre os fenómenos decorre da sua repetição: somos determinados pelo costume a apenas esperar um a partir do aparecimento do outro. O significado da objectividade científica . de que o mundo seja de uma determinada maneira. pode adquirir o estatuto de lei científica na medida em que exprime a invariância dos factos. Princípio da acumulação – considera o conhecimento científico como o resultado de factos bem estabelecidos. Por princípio da verificabilidade deve entender-se. Facto-problema: um facto-problema é um problema que surge de conflitos decorrentes das nossas expectativas ou das teorias já existentes. inferir enunciados universais. Formulação da hipótese ou conjetura Uma hipótese é uma antecipação de factos posteriormente comprováveis. uma impressão. dedução das consequências. É uma actividade criativa do cientista. o critério para distinguir o científico do não científico passa pela falsificação: a experiência é usada com o propósito de testar a resistência da hipótese à sua falsificação. são deduzidas as suas principais consequências. 1. O critério da falsificabilidade Para Popper. experimentação.se for validade pela experiência.

dos seus gostos estéticos. Estatuto da ciência: conhecimento objectivo. O conhecimento objectivo segundo Karl Popper Popper afasta da concepção que atribui à ciência o estatuto de conhecimento objectivo.A finalidade do conhecimento científico é atingir o estatuto de conhecimento objectivo. Ele considerou o processo de produção da ciência o ponto central da reflexão epistemológica. o cientista teria de se abstrair da sua subjectividade. O cientista não é um sujeito neutro nem isolado. A mudança de um paradigma para outro não é cumulativa. O investigador é um sujeito ativo. Paradigma da modernidade: pressupõe uma única forma de conhecimento válido. A verdade da ciência parecia indubitável. de regras e das técnicas vigentes em dada época e aceites pela maioria dos cientistas. De uma teoria nunca podemos afirmar que é verdadeira mas apenas que é verosímil. independentemente do sujeito que realizou a investigação. numa multiplicação de observações.substituiu a verdade pela verosimilhança. certo e descritivo dos fenómenos tal como são. antes corresponde a um modo qualitativamente diferente de olhar o real.  Contributos de Popper para uma nova forma de entender a ciência: . visto que se baseava em verificações.substituiu a verificabilidade pela falsificabilidade . A verdade e a objectividade são relativas ao paradigma em . A ciência não é um sistema de enunciados certos e irrevogavelmente verdadeiros. Tendo por base a crítica e a criatividade. de conhecimentos. reduz o rigor do conhecimento ao rigor matemático. nem os factos são puros. falhas ou erros nas teorias já existentes e empenha-se na procura de novas respostas. falsificadas. cuja validade reside na objectividade. valores e princípios que funcionam como um quadro teórico de referência no seu trabalho. dos seus interesses. A objectividade científica era assegurada pelo rigor da medição e da experimentação. O seu objectivo é encontrar a verdade. da sua forma pessoal de entender o objecto. verdadeiro. em confirmações. O cientista não é um observador indiferente ou descomprometido com o mundo. etc. pelo que não se atingem certezas. mas aproxima-se dela propondo sistemas hipotéticos complexos que permitem explicar mais ou menos fenómenos empíricos. nem as teorias como construções resultantes da análise de factos em bruto depois de submetidos à experimentação e à matematização. A construção de teorias científicas está sempre dependente do conjunto de factos. A objectividade na ciência segundo Kuhn Kuhn – a evolução da ciência depende essencialmente dos trabalhos dos cientistas. comprometido com ideias. ainda que essa tarefa corresponda apenas a uma aproximação à verdade por intermédio de teóricas cada vez melhores. Kuhn não vê o cientista como um investigador neutro. reduz o universo dos observáveis ao universo dos quantificáveis. ela não atinge a verdade. Nunca uma teoria científica surge por indução a partir de factos e observações simples. A medida é um elemento poderoso de objectivação e por esse motivo se quantifica. mas condicionado e contextualizado. isto é. Uma teoria científica não é verdadeira mas mais ou menos verosímil. A objectividade segundo o positivismo e o neopositivismo As correntes positivista e neopositivista atribuem à ciência o estatuto de conhecimento verdadeiro e objectivo. Para atingir o conhecimento objectivo. da sua afectividade. Uma vez que a ciência é conjetural. A ciência nunca alcança a verdade. que confirmavam sempre os mesmos dados – teoria científica uma construção lógica que reflectia a própria coerência do universo. por vezes. imparcial e capaz de descrever ou explicar o mundo tal como ele é. o cientista encontra. Nesse sentido. a objectividade e a verdade científicas são apenas aproximações. apenas se aproxima dela. das suas crenças ideológicas e políticas. dos seus valores. probabilidade de ser verdadeiro Estatuto da ciência: as teorias científicas são meras conjeturas que devem ser constantemente postas à prova. isto é. O conhecimento objectivo é aquele que se refere exclusivamente ao objecto de estudo.substituiu a actividade indutiva pela da conjeturação . Consideram que os factos são susceptíveis de uma descrição exacta e de uma explicação rigorosa.

existem apenas verdades dependentes dos diferentes quadros paradigmáticos em que são produzidas e/ou teorias mais ou menos verosímeis e mais ou menos plausíveis.que se inserem: aquilo que é verdadeiro num paradigma pode não ser noutro. controvérsias e interrogações. O campo da bioética engloba todas as questões que têm a ver com a manipulação e preservação da vida de todas as espécies. A escolha individual entre teorias rivais depende de uma mistura de factores objectivos e subjectivos. dependentes de factores subjectivos. Os princípios partilhados são. Um novo modelo explicativo tem de ser aceite pela comunidade científica. Visa resolver os conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas da ciência do ponto de vista dos valores. tem um espírito de aproximação a esses problemas. Estatuto da ciência: a validade das teorias está dependente do paradigma no qual se inserem. pelo que o método científico não se reduz à experimentação.os processos demonstrativos não são os únicos procedimentos científicos. Todavia. . pelo que se acrescentam processos argumentativos. cultural. a sua racionalidade é condicionada e relativa à sua circunstância histórica.a objectividade passa a ser entendida como intersubjectividade. A escolha entre teorias rivais obedece a critérios de dois tipos: critérios partilhados por toda a comunidade científica. Sujeito e objecto de conhecimento não são puros mas sempre contextualizados.não existe uma verdade absolutamente certa. A bioética também trata de questões que se prendem com outras disciplinas. Os cientistas devem convencer os seus pares da comunidade em que se integram da razoabilidade e plausibilidade das suas teorias. muitas vezes. aplicados de modos distintos. social. relativos ao que individualmente cada cientista sente e pensa – de acordo com a sua história de vida e a sua personalidade – em relação à teoria que elege. é antes uma interpretação e leitura do mesmo. A racionalidade científica  Redefinição de racionalidade científica: . a subjectividade está presente não apenas no contexto de descoberta de novas teorias. . é a partir deles que a reflexão crítica e consciente das questões se impõe. A bioética é demasiado interdisciplinar para ser considerada disciplina tecnocientífica. económica e psicológica. a filosofia. mas também no contexto da sua justificação. O conhecimento científico situase entre outras formas de racionalidade como a pintura.o cientista não apresenta uma racionalidade pura e neutral. Para Kuhn. Portanto. se a escolha de dada teoria depende (em parte) de factores subjectivos. princípios. estas questões são originadas pela intervenção científica no Homem. dependentes de factores objectivos. pois tem de responder a estes problemas sem prejudicar o ser humano. mais do que objectividade. O conhecimento científico é um dos modos possíveis de ler e interpretar o real. mas está dependente da argumentação. recorrendo a processos argumentativos. a poesia. universal e necessária. A bioética tem dois conceitos fundamentais: vida e pessoa. regras e até valores comummente adoptados. A bioética tem uma metodologia. É um conjunto de questões éticas que põem em jogo valores e têm de ser resolvidas através de uma escolha. pois as teorias científicas estão dependentes da aceitação dos pares constituintes de uma comunidade científica. . Bioética A bioética é o estudo que investiga as condições necessárias para a administração responsável da vida. critérios individuais. Também não é uma ética universal porque encontra-se no meio de divergências. Multidisciplinar porque as questões que aparecem são complexas. Os pilares desta reflexão são a inviolabilidade da vida e da dignidade humana. isso não significa que não seja possível encontrar boas razões que permitam justificar a escolha ou a preferência por uma teoria em detrimento da sua rival. O conhecimento não é o reflexo do real. e pluralista porque as sociedades que levantam as questões são diferentes. tem imensas visões ideológicas e filosóficas. proibidas ou permitidas) e à ética (fundamenta o viver bem do ser humano). . devemos falar em intersubjectividade. A bioética não se reduz à deontologia (teoria segundo a qual as escolhas são moralmente necessárias. isto é. é pluralista e multidisciplinar. ou de critérios partilhados e individuais.

No entanto. Apenas através de processos excepcionais se podem realizar tocas do material genético de seres vivos de espécies que não se cruzam na natureza. o recente avanço a engenharia genética permite ultrapassar algumas destas barreiras e transferir para um ser vivo genes de outro que. Através desta engenharia é possível introduzir e pôr a funcionar num ser-vivo um gene que não lhe pertencia e que foi retirado de outro ser. . os animais e o património genético da humanidade podem ser geneticamente modificados pela terapia genética e pela engenharia de melhoramento. economicamente e em quantidades limitadas. através de microorganismos é possível criar. uma variedade de produtos com interesse comercial. pode ser muito afastado dele.Depois de levada a pormenor químico. a compreensão molecular permitiu iniciar a engenharia genética. Também as plantas. na natureza. As técnicas da engenharia genética são ainda importantes no mercado porque. O mundo biológico está. assim construído sobre fortes barreiras de separatismo que asseguram a individualidade e a estabilidade de cada espécie.