Fisiologia Respiratória

Terapêutica do Sistema Respiratório
André Carneiro
Professor de Farmacologia Aplicada
Universidade Castelo Branco
2012
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Anatomia Respiratória

A função do sistema respiratório é possibilitar
a troca de gases com o ar atmosférico,
assegurando permanente concentração de
oxigênio no sangue, necessária para as
reações metabólicas, e em contrapartida
servindo como via de eliminação de gases
residuais, que resultam dessas reações e
que são representadas pelo gás carbônico
HEMATOSE
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Afecções Respiratórias

Dividido em Vias aéreas:

As afecções do trato respiratório podem
atingir uma ou mais regiões anatômicas,
sendo assim faz-se necessário conhecer a
dinâmica da patologia para a escolha
adequada da terapia.
Podem ser infecciosas ou não – infecciosas.

• Superior: focinho, cavidade nasal, seios da
face, faringe, laringe e parte superior da
traquéia.
• Inferior: parte inferior da traqueia, brônquios,
pulmões (bronquíolos, alvéolos).
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Objetivos da Terapêutica
Respiratória




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Desobstrução brônquio pulmonar

Desobstrução brônquio pulmonar
Supressão da tosse
Modificação da resistência à passagem do ar
Controle da infecção
Estimulação da respiração

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A presença de muco espesso nas afecções respiratórias é
comum e é um fator de grande retardo na resolução de
afecções respiratórias.

Sua eliminação pode se fazer através de:
• Vaporização
• Hidratação
• Expectorantes
• Mucolíticos
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Essa aumento de secreções promove uma redução da viscosidade do muco. EXPECTORANTES • Iodeto de potássio ou sódio: expectorante salino.Desobstrução brônquio pulmonar Desobstrução brônquio pulmonar Frequentemente um paciente com determinada afecção respiratória tem algum grau de desidratação (ex: febre) o que contribui para espessamento do muco VAPORIZAÇÃO Aumenta a Vascularização da mucosa Transdução de fluidos Hidratação e fluidificação do muco Fácil eliminação HIDRATAÇÃO Nesses casos a Hidratação pode ser uma boa medida auxiliar 7 8 Desobstrução brônquio pulmonar Desobstrução brônquio pulmonar EXPECTORANTES Agentes que estimulam direta ou indiretamente a secreção das glândulas da árvore respiratória. Também não deve ser utilizado em animais de produção de leite 9 Desobstrução brônquio pulmonar EXPECTORANTES • Guaifenesina 10 Desobstrução brônquio pulmonar MUCOLÍTICOS Agentes que reduzem a viscosidade do muco por ação direta em seus componentes. Obs: Guaifenesin associado com o iodeto de potássio (Iodepol expectorante®) 11 12 2 . contra indicado na prenhes avançada e em condições de hipertireoidismo.

nebulização ou gotas 15 Desobstrução brônquio pulmonar 16 Desobstrução brônquio pulmonar DESCONGESTIONANTES NASAIS DESCONGESTIONANTES NASAIS • Oximetazolina • Solução Fisiológica Descongestionante nasal e ocular Menos efeito colateral que a efedrina Efeito de 12 horas Apresentação: Afrin ® Descongestionante por hidratar o muco Menor efeito final Apresentação: Rinosoro® e Sorine® 17 18 3 . Drogas de combate: • Efedrina • Oximetazolina • Solução fisiológica Desobstrução brônquio pulmonar DESCONGESTIONANTES NASAIS • Efedrina Não deve ser utilizada cronicamente Produz efeito rebote Efeito de 4 a 6 horas Uso oral. MUCOLÍTICOS • Acetilcisteína: é capaz de fragmentar tanto as fibras de glicoproteínas quanto de DNA. mas pode ser utilizado em outras vias. consequentemente reduz a viscosidade do muco e ativa o epitélio ciliar.Desobstrução brônquio pulmonar Desobstrução brônquio pulmonar MUCOLÍTICOS • Cloridrato de bromexina: fragmenta as fibras de glicoproteínas do muco. Atua melhor na nebulização. Tem pouca ação nas secreções purulentas. 13 14 Desobstrução brônquio pulmonar DESCONGESTIONANTES NASAIS A congestão é uma resposta inflamatória que culmina com a produção de muco. onde os componentes são principalmente fibras de DNA.

tartarato de di-hidrocodeína. onde pode causar disseminação de infecções. rompimento de alvéolos e prejuízo ao sono do animal. subcutânea ou pulmonar Via pulmonar mais eficiente Sinergismo com xantinas e potencialização com corticosteróides Adrenalina e efedrina: efeitos colaterais sistêmicos Drogas: Adrenalina. Similar a codeina (Sintético) Não causa dependencia Venda livre Apresentação: Silencium ® • Tartarato de hidrocona. salbutamol e isoproterenol 22 Modificação da resistência à passagem do ar 23 • Xantinas Alcalóide vegetais Via oral e intravenosa Broncodilatadores e estimulantes do miocárdio Podem causar irritação gastroentérica. efedrina. só deve ser combatida quando não produtiva ou muito intensa. Drogas utilizadas no tratamento do broncoespasmo • Broncodilatadores adrenérgicos • Xantinas 21 Modificação da resistência à passagem do ar • Broncodilatadores adrenérgicos Via oral. butorfanol. excitação do SNC.Supressão da Tosse Supressão da Tosse A tosse é um reflexo protetor. corpo estranho. fibrose ou inflamação) e o broncoespasmo (por constrição da musculatura lisa da árvore respiratória) são os principais elementos que dificultam a passagem do ar. e se dadas IV rápida pode causar arritmias e parada cardíaca Drogas: Teofilina e aminofilina 24 4 . terbutalina. Para o combate usa-se Antitussígenos: • Codeína • Dextrometorfano • Codeína Narcótico de ação central Atua diretamente no centro da tosse Indicada para tosse seca Em doses altas ou constantes (depressão respiratória e constipação) Apresentação: Belacodit ® 19 20 Modificação da resistência à passagem do ar Supressão da Tosse • Dextrometorfano O estreitamento anatômico (secreções. edema.

. . Administração principalmente por máscara facial. a maioria das infecções bronco-pulmonares envolve Gram-positivos • Primeira escolha: grupo das Penicilinas • Micoplasmose e traqueobronquite infecciosa: Tetraciclinas • Tuberculose: Estreptomicina • Outras opções: Cefalosporinas e Clorafenicol O estímulo artificial à respiração deve ser feito sempre que houver insuficiencia respiratória Podem ser utilizados 2 métodos: • Estímulo medicamentoso • Oxigênioterapia 25 Estimulação da Respiração 26 Estimulação da Respiração ESTÍMULO MEDICAMENTOSO • Cloridrato de Doxapran Indicado nas insuficiências respiratórias agudas..Controle da Infecção Estimulação da Respiração O diagnóstico da causa é fundamental para a administração de um antibiótico adequado. cateter traqueal. Via de regra. Qualquer tipo de hipóxia. 28 Nebulização Objetivos: • Umidificação da mucosa bronquial • Deposição seletiva de drogas nos bronquíolos (antibióticos e mucolíticos) • Deposição de drogas que auxiliam a eliminação de exudatos (solução fisiológica.) 29 Usar solução isotônica Duração: 10 -15 min • Nebulizador com máscara acoplada • Gaiola fechada 30 5 . Ex: intoxicação anestésica Atua diretamente no Centro Respiratório do SNC via IV 27 Nebulização • Oxigênioterapia Indicado nas insuficiências respiratórias agudas. cateter nasal ou sonda endotraqueal (traqueotubo). propilenoglicol.

/ 5 ml de salina / BID) Umidificantes: • Solução Fisiológica • Glicerina (usar a 5% em salina) • Propilenoglicol (10-20% em salina) Mucolíticos detergentes: • Acetilcisteína (5-10% em salina.I.Nebulização Nebulização Broncodilatadores: • Isoproterenol Antibióticos: • Gentamicina (250 mg / 5 ml de salina / BID) • Gentamicina (50 mg / 5 ml de salina / BID) • Polimixina B (300. gaze com adrenalina 33 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias 34 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias • Rinites: Agente causal (infeccioso ou alérgico) Lavagem da cavidade Administrar antibióticos (rinites infecciosas) Administrar corticosteróides (rinites alérgicas) 35 • Traqueobronquites Antibióticos de amplo espectro via parenteral Suspeita de Bordetella bronchiseptica: Tetraciclina Processos alérgicos: corticosteróides Uso de antitussígenos 36 6 .000 U.2-10 ml TID) 31 32 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias • Epistaxe Controlar a hemorragia Desobstruir a passagem do ar Repor perdas sanguineas Aplicar bolsas de gelo Manter cabeça levemente abaixada (evitar aspiração) Entubar. limpar cavidade.

Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias • Pneumonias Bacterianas: Antibiótico + vaporização + mucolíticos Verminóticas: Levamisol + antibióticos (infecção secundária) Micóticas: Anfotericina B + suplementação potássio oral Alérgicas: Corticosteróides (prednisona ou prednisolona) • Pneumonias De aspiração: antibiótico + oxigênio + corticoides De inalação: oxigênio + vaporização + hidratação + corticosteróides + broncodilatadores (aminofilina) 37 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias 38 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias • Edema pulmonar Restrição da atividade física do paciente Oxigênioterapia + Broncodilatação (aminofilina) Reduzir pressão capilar pulmonar (diuréticos: furosemida) Corticosteróides (reduzir a permeabilidade capilar) • Piotorax Tratar causa primária Antibióticos de amplo espectro Clorafenicol ou Gentamicina Toracocentese ou Toracostomia para lavagem diária com salina 39 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias 40 Terapêutica das Principais Afecções Respiratórias • Pneumotórax Restrição do paciente Reparar traumatismos externos Oxigênio Toracocentese para drenagem do ar • Hemotórax Remover causa primária Repor volume sanguineo perdido Corticosteróides IV Oxigênio Toracocentese 41 42 7 .

Bom dia! 43 8 .