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MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. Introdução à Linguística: domínios e fronteiras. 6. ed.

São
Paulo: Cortez, 2009.
A linguagem é uma forma de ação conjunta que acontece quando falantes/escritores e
ouvintes/leitores ações individuais coordenadas entre si, consistindo em um conjunto. Então,
conversar é uma ação social. Conversação são todas as formas de interação verbal. É o
exercício prático das potencialidades cognitivas humanas nas relações interpessoais.
A estrutura conversacional ocorre nos seguintes níveis: Macronível: Estuda as fases
conversacionais, ou seja, abertura, fechamento e parte central da conversação; Nível médio:
Investiga o turno conversacional, a tomada de turnos, a sequência conversacional, os atos da
fala e os marcadores conversacionais e Micronível: Analisa elementos internos do ato da fala,
ou seja, sua estrutura sintática, lexical, fonológica e prosódica.
As razões para o estudo da conversação: É a prática social mais comum entre os seres
humanos; Papel de destaque na formação da identidade social e nas relações sociais; A
coordenação extrapola os limites da simples habilidade lingüística e Questões da
sistematicidade da língua em uso e construção de teorias para enfrentar tias questões.
A conversação espontânea ocorre no mesmo eixo temporal e é uma atividade coprodutiva, o que não significa que esta seja caótica ou aleatória.
A Conversação é uma atividade semântica, por ser um processo de criação de sentidos,
altamente estruturado e funcionalmente motivado. Os tipos de conversação: Artificial
(localmente planejada) e Natural (objeto de estudo da AC). Há uma gradação de formalidade
que reside nas diferenças entre fala e escrita.
O corpus da AC é constituído por conversações naturais que foram gravadas ou filmados,
que após sua transcrição e observação podem ser analisadas. A transcrição, por sua vez, tem
que ser o mais fiel possível, legível e sem sobrecarga de símbolos complicados. A AC analisa
materiais empíricos, orais, contextuais, considerando também as realizações entonacionais e o
uso de gestos ocorridos na conversação, já que a conversa espontânea é uma mistura do verbal
e não verbal.
Os Marcadores Conversacionais (MC), são: Simples: realizam com um só item lexical
(mas, éh, olha, exatamente, agora, aí, então, etc.); Compostos: realizam-se como sintagmas,
geralmente, estereotipados (sim mas, bom mais aí, e então, tudo bem mas etc.); Oracionais:
realizam-se como pequenas orações ( eu acho que, não mas sabe, sim mas diga, então eu acho
que, porque eu acho que, etc. Prosódicos: realizam-se como recursos prosódicos (entonação,
pausa, hesitação, tom de voz) e geralmente acompanhados por algum MC verbal.

Um dos principais desafios do analista. Para além da compreensão de todos os elementos e nuances da estrutura conversacional. sobretudo no que tange à enorme complexidade e riqueza de fatores a serem considerados nas interações face a face. o mais importe. . para o analista de discurso que faz uso da AC é compreender como os participantes de uma interação resolvem suas estratégias e processos de compreensão de modo satisfatório.