Produzido por

Almir Chediak

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Lumiar Editora

Songbook

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Noe! Rosa

Volume 1
Noel: um gênio modernista Almir Chediak O eterno jovem Sérgio Cabral Entrevista: Lindaura Rosa O
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Volume 2
O Noel: um gênio modernista Almir Chediak O nome da rosa Mathilda Kóvak Entrevista: Dorival Caymmi O O
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MÚSICAS
A.b.surdo Ao meu amigo Edgar Arranjei um fraseado
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MÚSICAS
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lCUS C or diai saud açoes Dona Emília Estamos esperando Estrela da manhã Felicidade Fita amarela

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Mas como, outra vez? Mentir ; Na Babia Não faz, amor

~~~e~q~ea~~~!~u"::::::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: : Onde está a honestidade? O Para atender a pedido O Pela primeira vez O Por causa da hora O Positivismo O Primeiro amor O Quando o samba acabou O Quem não dança O Que se dane O ~;'o~:o:~~~~a·· .. : Século do progresso Silêncio de um minuto -:TA .
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Vai pra casa depressa Vejo amanhecer Você vai se quiser

Adeus A-e-i-o-u A melhor do planeta Araruta Até amanhã Cidade mulher Com mulher não quero mais nada Cor de cinza Dama do cabaré De babado Espera mais um ano Estátua da paciência Eu vou pra Vila Festa no céu João Ninguém Malandro medroso Meu barracão Minha viola Mulata fuzarqueira Não digas Nunca, jamais O maior castigo que eu te dou O orvalho vem caindo Para me livrar do mal Pastorinhas Pela décima vez Pra esquecer Provei Quantos beijos! Que baixo! Quem dá mais? Retiro da saudade Seja breve Seu Jacinto Só pode ser você Triste cuíca Último desejo Vai haver barulho no chatô Vitória Você é um colosso Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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Songbook

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NoeJ Rosa

Volume 3
Noel: um gênio modernista Almir Chediak A lira independente Muni: Sodré Entrevistas: Tom Jobim........ João de Barro

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MÚSICAS
Amor de parceria Ando cismado A razão dá-se a quem tem Boa viagem Cabrocha do Rocha Capricho de rapaz solteiro Cem mil réis Conversa de botequim Dona Araci E preciso discutir Esquina da vida .. Eu sei sofrer Feitiço da Vila '? Feitio de oração c................................................ Filosofia :............................ Fui louco Mais um samba popular 23 26 29 32 35 37 44 40 47 50 53 56 59 65 62 68 71

Mão no remo Meu sofrer Mulato bamba Não resta a menor dúvida O que é que você fazia? O 'x' do problema Palpite infeliz Picilone Pierrô apaixonado Pra que mentir? Prato fundo Prazer em conhecê-Io Quem não quer sou eu Quem ri melhor Rir Samba da boa vontade ~~op~~~~l~~:~as.::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::.::::::::::::::: Tarzan (o filho do alfaiate) .. Tipo zero Você, por exemplo Você só mente Voltaste Songbook Noel Rosa em disco Discografia

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1991 • Os copyrights das composições musicais inseridas neste álbum estão indicados no final de cada música.

o Diagramaçâc Tonico Fernandes

e produção

grá1ica:

o Editor responsável: Almir Chediak
Coordenação editorial: Sonia Regina Cardoso Projeto gráfico: Fernando Pena e Almir Chediak

Revisão de texto: Tereza Cardoso

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Participaram da produção deste Songbook : Leticia Dobbin. Fátima Pereira dos Santos. Marília Mattos Cunha, Jacob Lopes e Lou Nogueira Composição gráfica dos acordes letras com cifras: Multiformas

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• Reprodução

das foi os utilizadas: Campanella Neto e

Adyr, Beti Niemeyer, Márcio RM.
Ronaldo, Manhães, Brígida

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o Arle-linal: Mussuline Alves
Confecção e revisão de partituras: Adamo Prince, Fred Martins, Guilherme Mayah, Horondino Reis. Lúcio Duval e Ricardo Gilly Supervisão lan Guest

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e • Direitos de edicão para o Brasil: Lumiar Editora. R. Elvira Machado, CEPo 22280. Rio de Janeiro Tel.: (021) 541-4045 e 295-8041

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Composição gráfica das partituras. Didado Azamouja e Edu Mello e Souza

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Capa: Bruno Li berati

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musical:

Fotocomposição: Central Editora Gráfica LIda.

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feitura deste songbook foi bem mais trabalhosa do que eu esperava. A começar pela definição do repertório, que a princípio seria de 80 canções, escolhidas por mim, com a ajuda do pesquisador Jairo Severiano e do jornalista Sérgio

Cabra!. Com o passar do tempo, e à medida que ia me aprofundando no estudo da obra de oel, mais vontade tinha de acrescentar músicas ao repertório original, um desejo que foi ficando incontrolável: de 80 canções passou para 92, depois 102, 114 e acabou com 120 músicas. distribuídas em três volumes, com 40 canções cada. As mú icas foram escritas a partir das gravações originais, sendo que boa parte cantada pelo próprio Noel ou por seus principais intérpretes, como Araci de Almeida, Francisco Alves, Almirante, Marília Batista, Mário Reis, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Quase todas essas gravações me foram cedidas pelo pesquisador Jairo Severiano, um material riquíssimo que me poupou muito trabalho.

Na notação das músicas para este songbook, foram mantidas a melodia. o ritmo e as harmonias originais. Tais harmonias são genialmente bem feitas. ricas na condução dos baixos e na utilização dos acordes invertidos e diminutos. Possuem tamanha criatividade que muitas parecem d finitivas , como por exemplo Conversa de botequim ou Cem milréis, harmonizadas por Vadico e tão bem acabadas que fica difícil criar uma nova harrnonização com resultado semelhante. Outro aspecto que marca este songbook é o fato de as músicas estarem representadas graficamente de forma diferente dos demais. A começar pela inclusão de textos que comentam cada música, escritos por Sérgio Cabral, que dão ao leitor informações precisas obre cada canção. Outra inovação é a colocação da letra abaixo das notas. Isto se fez necessário porque nas canções em que uma parte da música é repetida com letra diferente, oel tende a mudar o

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ritmo ou mesmo a melodia. São pequenas modificações, mas que de alguma maneira teriam de ser anotadas, caso contrário o leitor não tocaria exatamente como Noel compôs. Algumas canções são repetidas com novas harmonizações criadas por importantes compositores e intérpretes da nossa música. Mostrando, as im, um Noel revisitado - quase 60 anos depois de sua morte - numa releitura que vai de Tom Jobirn a Eduardo Dusek. Noel foi o primeiro compositor modernista da música brasileira e continua sendo, hoje, tão moderno quanto muitos dos nossos compositores contemporâneos. Agradeço à dona IJka, viúva de Almirante, que me cedeu um material de pesquisa importantíssimo. passado ao Almirante por dona Marta, mãe de Noel, após sua morte, consistindo de fotos, recort s de jornais. letras de canções manuscritas por oel,

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slides. a bengal inha ganha aos nove anos de idade e

o tinteiro em forma de automóvel. Agradeço, também, à Lindaura, viúva de Noel. Ao seu editor original, o maestro Estevão Mangione, por autorizar a publicação das cançõe . Ao jornalista Sérgio Cabral, pela ajuda na escolha do repertório, na edição dos texto . na pesquisa de fotos e di cografia. Enfim, agradeço a todos que colaboraram direta ou indiretamente para que este songbook se tornasse realidade.

Almir Chediak

Songbook o Noel Rosa

ara quem admite a hipótese da reencarnação, esta outra seria bastante provável: Chico Buarque é Noel Rosa redivivo. Há quem a isso objete, entretanto. Estes dirão que a singularidade de Noel é de tal ordem que se torna necessário 'reencontrá-lo' em outros compositores contemporâneos para que, dos termos da comparação, alguma luz se faça sobre a dinâmica criativa do "poeta da Vila". Com Chico Buarque, há de fato muita coisa em comum. Para começar, raros são os brasileiros que não terão ouvido falar de Chico ou de Noel. Raro também é o pesquisador ou crítico de música popular deixar de arriscar associações entre um e outro. Subjaz a essas referências um lirismo todo especial. Lírico, sabe-se, é o texto em que o 'eu' - a manifestação de uma subjetividade - exprime estados de alma, faz cantar a sensibilidade. O afetivo e o íntimo aliam-se para desobjetivar o mundo, quer dizer, torná-I o menos definido, mais fluido, mais permeável à ambivalência do sujeito humano. No lírico, é a alma que promove a fusão do sujeito com o objeto do passado com o futuro. 'Recordação' já foi apontada como palavra-chave do lirismo, no sentido radical de devolver as coisas ao coração, abolindo as diferenças entre o mundo interno e externo.

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Com Noel define-se a cor brasileira da vida na cidade
Na letra e música de Chico Buarque, em sua canção, o 'eu' lírico afirma-se, não pela mera expressão sentimentalista de uma alma individual, mas pela identificação com um espaço social, onde a existência se reorganiza pela poesia - o samba, para ele. Samba é aí a metáfora de saída da angústia gerada por um socius e um quotidiano sem plenitude existencial. Neste movimento criativo, há seriedade crítica, elaboração lingüística e busca de uma tensão poética, que conferem uma certa intransitividade ao texto de Chico, mas ao mesmo tempo o colocam no lugar próprio aos líricos da boa estirpe modernista. Com 'intransitivo' queremos designar um 'falar sobre' o mundo: a moça triste na janela, o sabiá, o operário que cai na

contramão atrapalhando o tráfego são construções de uma subjetividade e não vivências ou con-vivências externas. este processo, são interlocutores de Chico tanto o homem comum quanto a própria poesia enquanto projeto de reflexão sobre o mundo. oel Rosa, ao contrário, é bastante 'transitivo', ou seja, fala a partir de uma vivência num certo quotidiano (não fala 'sobre'), fala o mundo, como o trabalhador quando se refere à operação de trabalho. Por outro lado, sua veia lírica é formalmente mais romântica do que moderna, no sentido de que o espaço externo (a cidade, com suas dores e alegrias) achase objetivamente estruturada, e o poetacompositor pode sentir-se à vontade para assumir os significados correntes. Nesses significados é que transparece o cunho modernista de Noel- as indicações quanto à especificidade brasileira da vida na cidade. De fato, a composição noelina expressa de modo marcante aspectos da ligação entre a atmosfera afetiva da integração de grupos sociais diversificados no espaço da cidade e o senti-

mento lírico. Ela ajuda a fazer trânsito do ethos negro para a classe média, acolhendo desta maneira a ideologia do populismo nacionalista, ascendente em sua época, a da Primeira República. Vale a pena lembrar que Noel Rosa nasceu pouco mais de uma década depois da proclamação da República no Brasil. Tratou-se de ato do Exército, não do povo. Este assistiu a tudo 'bestializado' (na expressão de Aristides Lobo), acreditando que se tratava de uma parada militar. Nas décadas seguintes, sob a égide do lema positivista 'ordem e progresso' e de uma Constituição liberal, mas controlado de fato por oligarquias estaduais, o regime republicano mostrou a sua face excludente. Facilitavam-se os negócios das empresas nacionais e estrangeiras, dificultavam-se as condições de vida e de trabalho. Em suma, o povo ficava de fora, 'bestializado'. As canções de Noel não fazem referência direta à ordem político-econômica vigente, a não ser quando incorporam, a título de significados correntes, em geral com filigranas irônicas, moti-

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Songbook

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Noel Rosa
Arouivo Almirante

Reprodução de manuscriro de Noel com o que ele chamou de "Revista radiofônica".

em dois atos. escrita em 1935. intitulada Ladrão de galinha.

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Songbook

o Noe!

Rosa
Arquivo Almirante

vos temáticos da época. Tome-se Positiv i smo como exemplo. A doutrina comtiana é aí posta à distância desde o verso inicial"A verdade, meu amor, mora num poço" - até aquele que manda o "coração que não vibra" transformar "mais outra libra em dívida flutuante". Na lírica noelina, a ideologia patrona do Exército e da República só tem mesmo lugar como mote gozador.

Noel pontificava entre os boêmios e seresteiros da Vila
Quanto mais se ouvem as canções de Noel, mais evidente se torna que o compositor da Vila não apostava em nada do status-quo; que ele tinha plena consciência da distância do povo com relação à ordem oficial das coisas. Isto transparece numa lírica vazada entre o irônico e o divertido, capaz de fazer compreender que mesmo a pretensa autoridade, o pequeno representante do poder é tão desabrigado quanto o cidadão comum: "Meu cortinado é o vasto céu anil/E o despertador é o guarda civil/Que o salário ainda não viu!" (O orvalho vem caindo). Mas o tom pode às vezes mudar para o corrosivo, como no caso do horário de verão: "Com o adiantamento de uma hora/Como vou pagar agora/Tudo o que comprei a prazo/Se ando com um mês de atraso?/Eu que sempre dormi durante o dia/Ganhei mais uma hora pra descan 0/ Agradeço ao avanço/De uma hora no ponteiro/Viva o dia brasileiro!" (Por causa da hora). O que realmente mobilizava o compositor era a cidade enquanto comunidade, metaforizada no bairro, com destaque para Vila Isabel. Este bairro é o espaço externo de articulação do sentido lírico atribuído por Noel às relações humanas, à festa, ao samba. É um espaço cultural, de resistência, uma 'cidade independente', como ele define em Palpite infeliz. A que se resistia? Ao atordoamento inicial das inovações, mas também ao domínio colonial interno. Assim, frente às duas principais oligarquias da República, podia-se cantar: "São Paulo dá café/Minas dá leite/E a Vila Isabel dá samba" (Feitiço da Vila). Em última análise, a resistência visava mesmo tudo aquilo que ameaçava a Cidade de perda da urbanidade tradicional: a transformação de seu centro por reformas modernizadoras, mas autoritárias; a dispersão da comunidade dos bairros por pressão das migrações internas; a 10

coerção no interior das fábricas e empresas, onde os empregados podiam ser demitidos verbalmente, sem qualquer tipo de indenização. A 'recordação' lírica incide sobre essa Cidade-Bairro evanescente. Por isso, Noel reage, lírico-romanticamente, ao açodamento de algumas das transformações trazidas pela modernização. O cinema falado e o rádio poderiam estar começando a funcionar, já no final dos anos 20, como fatores de unidade nacional (na medida em que a Nação acabava se reconhecendo nas catarses comuns); mas o compositor enxergava as inovações do ponto de vista do bairro, da cidade comunitária, onde "o samba não tem tradução no idioma francês" (Não tem tradução). Ao lado do samba, Vila Isabel era o eixo semiótico das narrativas líricas minicrônicas, em muitos casos - sobre o modo de existência brasileiro-carioca. Não era, porém, simples produto imaginativo do compositor, nem mero campo de referências lingüísticas para formas puras, destituídas de um significado vivenciável, como pode acontecer numa elaboração poética. A Vila era um espaço concreto, histórico, de trabalho, festa e boemia. A rua 28 de Setembro, sua principal artéria, era

um lugar repleto de bares animados e de passeios noturnos significativos. No Carnaval, ali havia batalhas de confete e desfiles de escolas de samba. Aos domingos, entre as seis e oito horas da noite, passeavam habitualmente as filhas de famílias, moças 'presas', de braços dados umas com as outras. Tarde da noite, os bares e as calçadas acolhiam os boêmios, os seresteiros, dentre os quais pontificava Noel Rosa. Noel freqüentava os redutos boêmios do centro da cidade, como o famoso Café Nice, mas estava sempre presente nos lugares marcantes da Vila. Na rua Maxwell, perto da fábrica de tecidos Confiança, ficava o colégio de sua mãe, dona Marta. Nesse ambiente de classe média, conheceu Lindaura, que tinha apenas treze anos de idade quando se casou com Noel. Já na rua Souza Francoonde ficava o bar O Ponto Cem Réis - e na Praça Sete, o compositor tocava com freqüência violão. O "poeta da Vila" não falava, portanto sobre a festa: ele fazia e incentivava 'fuzarcas' (nesse sentido, teve continuadores em personagens típicos do bairro). Movia-o tanto a 'força da alegria - "O mundo é um samba que eu danço" quanto a forte inclinação para o sexo

Songbook o Noel Rosa

Flagrante de Noel nas noites do Rio. Na Praça da Candelária, juntamente

com Custódio Mesquita. William Fais ai e uma "baiana".

oposto, regulada por destino: "De ti, gosto mais que outra qualquer /Não vou por gosto /0 destino é quem quer ... " (Até
amanhã).

Ainda em vida, ele foi chamado de 'filósofo do samba'. a verdade, reivindicava a 'fi Ia afia' (entendida pelo senso comum) como uma atitude para a convivência com O regime de exclusão do povo e com o liberalismo político que não passava de uma paródia da democracia representativa: "Mas a filosofia/Hoje me auxilia/A viver indiferente/Assim ... "
(Filosofia) .

Ou então podiam dar saudade: "Não há quem tenha/Mais saudade lá da Penha/ Do que eu - juro que não ... " (Meu barracão). Quanto à cidade como um todo, era sentida como "notável, inimitável. maior e mais bela que outra qualquer", algo a que "ninguém resiste", porque era "Cidade do amor, cidade mulher" (Cidade mulher).

A realidade

atravessada pela força lírica dos pequenos fatos
Será mais apropriado, entretanto, vêIa como um cronista - com pensamento próprio - do Rio e seus bairros. Estes ainda mantinham uma singularidade cultural não sufocada pela homogeneidade urbana, de modo que as características de um lugar podiam ser vistas como irrepetíveis em outro: "Você pode crer/ Palmeira do mangue/Não nasce na areia/ De Copacabana" (O 'x' do problema).

Cronista, sim, que fazia a realidade social ser atravessada pela força lírica dos pequenos acontecimentos. Muitas vezes, eram situações instantâneas, simples flagrantes do quotidiano que instauravam o lirismo da narrativa: "Seu garçom, faça o favor/De me trazer depressa/ Uma boa média/Que não seja requentada ... " (Conversa de botequim). Noutras, o assunto socialmente delicado podia ser abordado graças a uma verve incomparável: "As morenas do lugar/Vivem a se lamentar/Por saber que ele não quer/ Se apaixonar por mulher. .. " (Mulato
bamba).

No alto de tudo isso, reinava o samba, entidade ao mesmo tempo mitica e realhistórica para Noel. Sabe-se que no século dezenove ainda se falava no Rio de uma figura mística entronizada pelos negros com o nome de 'Sinhá Samba'. Mesmo que a ela não fizesse referência-

afinal, já se havia entrado no 'século do progresso' -, Noel parecia cuÍtuá-la na prática, na medida em que fazia do samba um modo de compreensão e redimensionamento da existência. Ele sabia que "batuque é um privilégio", que "sambar é chorar de alegria/É sorrir de nostalgia" e que o samba, por "nascer no coração" podia ser cantado como se o compositor estivesse rezando (Feitio de oração). Noel Rosa é contemporâneo, moderno, atual. Seria difícil revê-Ia por 'reencarnação', porque ele é absolutamente singular. Mas nessa linha hipotética, pode-se pensar (por que não?), à maneira dos cultos negros, em 'santo baixado'. O poeta da Vila pertence, hoje, à estirpe dos ance trais da vida poética da cidade e, como os ancestrais nos cultos cariocas, é muito bem capaz de 'baixar' em certos momentos do transe de inspiração dos sambistas nacionais. Assim, Noel está em Chico, Caetano, Gil, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Cartola e tantos outros poetas do povo e da Nação. N oel Rosa é raiz e fonte de brasilidade.

Muniz Sodré

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Songbook

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Noel Rosa

Entrevista

ITom Jobim

ma das facetas menos focalizadas de Antonio Carlos Jobim é o seu conhecimento da música popular brasileira. Poucos compositores dominam tanto a obra de Pixinguinha, Emesto Nazareth, Ary Barroso, Garoto, Custódio Me quita, e outros, quanto es e autor de uma obra que fez dele o mais famoso nome da música popular brasileira em todo o mundo. Um dos seus passatempos prediletos é proporcionar aos amigos que o visitam um desfile de músicas, por exemplo, de Nélson Cavaquinho, ao piano. Aqui, ele fala de um dos seus compositores prediletos, Noel Rosa. E fala com a autoridade de quem conhece a obra noelesca em todos os seus aspectos, inclusive abordando, pela primeira vez, algumas características musicais próprias do grande compositor.

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A música, uma arte crônica O acorde, wnapintura
ALMIR CHEDIAK - Qual é a sua opinião sobre Noel Rosa? TOM JOBIM - É um gênio. Uma pessoa extraordinária para a época. O que ele já sabia, para o seu tempo, era uma coisa extraordinária. ALMIR - E tudo isso em tão pouco tempo de vida. TOM - É verdade. Um homem que morreu com 26 anos de idade, deixando uma obra tão extensa. ALMIR - Foram 230 produções. E cada letra maravilhosa! TOM - E, muitas vezes, as melodias também são incríveis. As melodias do Vadico também são ótimas. Noel é um cara formidável, um cara que marcou a minha vida, determinou minha paixão pela música brasileira. Quando vejo você tocando, com essas inversões, me lembro do Noel e do Chico. ALMIR - O Chico talvez seja o compositor que mais se aproxima de Noel. TOM - Pelo estilo. Um cara que fala das coisas que existem mesmo. Ele fala do botequim, da Maria, da cachaça, do povo. Uma coisa muito brasileira, muito autêntica. Com que roupa?, por exemplo: essas inversões no violão, a sétima no baixo, depois a terça no baixo, 14

sétima no baixo, resolvendo pra terça no baixo ... e vai por aí. Um negócio muito bom. ALMIR - Você vê que, naquela época, não se trabalhava com dissonâncias, como se trabalhou, principalmente, a partir de suas músicas, das músicas de JohnnyAlfetc. Mas eles faziam umas harmonias muito bonitas. Tinham uma coerência. TOM - Era uma música mais horizontal. Hoje em dia, é mai vertical. O Bach é mais horizontal, o Debussy é mais vertical. Quer dizer: o Bach não está preocupado com o acorde; está preocupado com o passado, presente e futuro. Stravinsky, muitas vezes, está mais preocupado com a verticalidade, com o aqui-agora. A música, como diz Stravinsky, é uma arte crônica. Para

você ter uma melôdia, tem que ter passado, presente e futuro. Agora, para tocar um acorde, é instantâneo. É como uma pintura. Para compor uma canção, precisa de tempo, você tem que ter cronicidade. É por isso que muitas vezes o plim-plim da televisão não resolve o problema musical, porque você faz tchá - e isso ainda não é música. É o tal negócio. Como dizia Stravinsky, o piar dos pássaros ainda não é música, porque a música precisa de uma cronicidade. Você anda no tempo e, conforme o tempo vai passando ... É o que acontece com Bach, Chopin, com Brahms. Depoi , vêm as coisas mais verticais. Evidentemente que Debussy tem também passado, presente e futuro, mas ele também tem esse lado vertical, que não preocupava Bach, nem preocupava

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Arquivo Almirante

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. Parte para via lance Io de A noiva do condutor, de Noel e Amold Glukmann.

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Rosa

Entrevista

I João de Barro
Arquivo Almirante

arlos Alberto Ferreira Braga (2903-1907), carioca e filho de industrial, pensava em estudar Arquitetura. Mas o talento e as circunstâncias o levaram para a música popular brasileira e ele resolveu adotar o nome de João de Barro. Pelos amigos, porém, foi sempre chamado de Braguinha (pela família, de Carlinhos). Um recordista de nomes, sem dúvida. E não só de nomes. É o compositor há mais tempo em atividade, o autor que mais contribuiu para a música carnavalesca e, provavelmente, o que mais teve músicas gravadas em disco. Conheceu Noel Rosa na juventude, em Vila Isabel, e foi seu companheiro no Bando de Tangarás, um conjunto de grande sucesso, de 1929 a 1933. Além de compositor e cantor, Braguinha exerceu várias outras atividades artísticas, como a de roteirista de cinema, dublador e diretor artístico de gravadora, atividade, por sinal, que o ajudou a lançar inúmeros nomes importantes da nossa música.

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ALMIR CHEDIAK - Braguinha, você é o último remanescente do Bando de Tangarás. Você era o cantor do conjunto? JOAO DE BARRO - Não, não, eu só cantarolava. Não sou cantor, nem nunca fui cantor. Tocava um violão no grupo, ainda assim, muito mal. ALMIR - E como você conheceu Noel Rosa?

Andávamos por aí, cantando e fazendo serenatas
JOÃO DE BARRO - Conheci o NoeJ em Vila Isabel. Eu morava na Rua Souza Franco, dentro da fábrica de tecidos, da qual meu pai foi diretor. Já o Noel morava na Rua Teodoro da Silva. A mãe dele, Dona Marta, era professora das crianças do bairro e deu aulas para minhas duas irmãs. Acabei conhecendo Noel, em Vila Isabel mesmo, e tivemos uma grande amizade. Fizemos algumas músicas juntos, de parceria, e uma delas - Pastorinhas - é um grande sucesso e está aí até hoje. ALMIR - Como era a vida de vocês? Saíam pelos bares, bebendo e cantando, quem era mais boêmio entre vocês? JOÃO DE BARRO-Q Noel era muito

Noel em 1931.

mais boêmio do que eu, mas freqüentamos os bares juntos, sim, principalmente, em Vila Isabel. ALMIR-Aí, vocês criaram o Bando de Tangarás ... JOÃO DE BARRO - ... muita gente diz Bando dos Tangarás, mas está errado. O certo é mesmo como você falou: Bando de Tangarás. Não é dos, é de. Éramos eu, o Noel, o Almirante, o Alvinho e o Henrique Brito. Almirante era o cantor do grupo e o responsável pelo ritmo. Tocava pandeiro muito bem. Henrique Brito era um violonista maravilhoso. Dos melhores que conheci em toda a minha vida. Uma pena que ele tenha morri do muito cedo. Noel também tocava violão e eu arranhava. Andávamos por aí, cantando, fazendo serenatas, nos apresentando nos clubes e

nas festas. A partir de 1929, gravamos vários discos. ALMIR - E o Noel, como ele era? JOÃO DE BARRO - Acontece que o Noel era muito boêmio e não dava importância para dinheiro. Tudo o que

Às vezes, Noel empenhava o violão
recebia gastava logo. Quando estava muito necessitado, empenhava o próprio violão. Aí, apelava pra mim, pegando o meu violão emprestado, durante vários dias. Quando conseguia 'desempenhar' o violão, devolvia o meu e a vida continuava. A gente se gostava muito. ALMIR - O Bando de Tangarás era um grueo profissional? JOAO DE BARRO - Não, éramos

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Songbook o Noel Rosa

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Songbook o Noel Rosa

o Bando de Tangarás está todinho nesta foto que. tarnbcm. registra alguns agregados ao grupo. Estavam todos no estúdio da Parlophon. em 1930 e aparecem Sérgio Brito. Oanie! Sirnões. Abelardo Braga. Nocl Rosa. I.upcrcc Miranda. Almirante. Manuel Lino c João de Barro.
amaclores. Fazíamos aquelas apresentações nos clubes. mas sem ganhar nada, nenhum tostão. Cantávamos também em casas de família, nos dias de festa. Tanto que o primeiro convite que a gente recebeu para fazer shows profissionais no cinema, só o Almirante e o Noel Rosa é que foram. Naquela época, os cinemas apresentavam shows , antes de exibir os filmes em cartaz Almirante e I oe: aceitavam o profissionalisrno, mas eu, não. Éramos profissionais no disco. isso sim. Gravávamos e ganhávamos das gravadoras. ALMIR - Era um Rio de Janeiro diferente. O Rio dos bondes. JOÃO DE BARRO - O bonde foi um fator de aglutinação muito importante. sabia? Os artistas daqueie tempo. 20 principalmente o. compositores. se reuniam justamente no Café Nice. que ficava ali perto de onde era a Galeria Cruzeiro - hoje, edifício Avenida Central - ponto final de várias linhas de bonde. O pessoal chegava de bonde e Ia para o Café I ice, para conversar, quase sempre, sobre música. muito e conservar a vicia é o seguinte: se encontrares uma peclra em teu caminho, e ela for pequenininha. chuta. Se for grande, senta nela e descansa. Eu, por exemplo, estou sentado na pedra. vencia a banda passar. ião quero que nada me aborreça. ALMIR - E casado com a mesma mulher. JOÃO DE BARRO - Há 54 anos. Somos ainda namorados. ALMIR- voltando ao Noel. como que vocé se sente sabendo que as músicas dele estão por aí até hoje? JOÃO DE BARRO - Ele não e tá entre nós para fazer a propaganda das músicas. No entanto, elas chegaram até aqui. São imortai . Noel Rosa morreu muito jovem, o que é uma pena, pois poderia ter feito ainda mais.
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é

As canções

de Noel estão aí até hoje, são imortais
ALMIR - Com 84 anos, você conheceu muitas tases da vida do Rio de Janeiro. Qual o seu segredo para continuar firme. compondo, produzindo. vivendo? JOÃO DE BARRO- O segredo de viver

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ioel Rosa
Arquivo AI~ante

Capa da partitura de Eu vau para Vila, com alguns dos personagens

mais c-arac[erÍsticos da obra de Noei Rosa

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o Noe! Rosa

Amor de parceria
NOELROSA
Embora lançada com pretensões de compor o suplemento da Victor do carnaval de 1936,Amor de parceria não tinha nada para ser cantado no carnaval. O próprio rótulo do disco original classifica-o como um "samba-choro" e NoeZ Rosa, em entrevista à publicação Voz do Rádio, revelou que pretendia entregar a música à dupla Ioel e Gaúcho, especialista na interpretação do chamado samba-choro. Foi uma das músicas compostas por Noel durante a sua estada em Belo Horizonte, entre dezembro de 1934 e maio de 1935. Primeira gravação lançada em setembro de 1935,por Araci de Almeida, em discos Victor. (Esta, e as demais notas, são de Sérgio Cabral)

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G7/B

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G7/D E7 E/D A7/C# Dm/F D7 B7/D# B7

Em

Introdução: F F#o )/G
GYD

A7 Dm G7
GYB

c

C7 F F#o YG A7 Dm GYB C I

Saiba primeiro que fulana

DnyF C / E7 o/D AyC# A7 é minha amiga E comigo ela não briga Com ciúme de você Você provoca

F#o )/G A7 D7 G7 C / GYD GYB C briga entre rivais Para depois ver nos jornais Seu nome e seu clichê Há muito tempo minha amiga me avisava DnyF F#o)/G / E7 o/D AyC# A7 Que ela sempre conversava Com você no seu jardim E começou a nossa parceria G7 C ela foi por mim A7 Eu D7 fui por ela e

/

GYD

Você pensou

GYB C fomos enga--nadas que

/

o/D AyC# A7 E7 Marcando encontro em horas alter-nadas E

Dm/F / BYD# AyC# A7 B7 Em D7 A7 G7 C Dentro daquela escrita Eu e ela não tivemos prejuízo na socie-dade nós fizemos a sua vontade
GYD GYB

/

Quando

você

se atrasava

Dm/F F#O AyC# A7 o/D E7 C I uma hora Eu fingia não saber A razão dessa demora E muita vez você perdeu a

YG A7 D7 G7 C / GYn GYB C / E7 fala Quando estava sem tostão E eu pedia bala Nós aturamos os seus modos irritantes Mas filamos bons jantares o/D AYC#A7 Dm/F F#o YG A7 Você não sai do nosso pensamento Vo-cê Nos melhores restaurantes D7 G7 C / foi negócio e foi divertimento

23

Songbook o Noel Rosa
AMOR DE PARCERIA

C/G

A7

Dm

G7

C C7

F

C/G

A7

Dm

G7/B

c

;"'
Sai - ba pri-

GW

~/B

C

~

mei - ro tem - po cê se ra - mos

que fu - Ia mi - nba_a - mi a - tra - sa os seus mo

-

na_é ga va dos

mi - nba_a me_a - vi mei - a ir - ri

-

mi sa bo tan

-

ga va ra tes

E co Que_e-Ia Eu fio Mas fi

-

mi - go_e sem - pre - gi a Ia - mos

-

Ia con não bons

-

não ver sa jao

-

E7

EID

A7/q

A7

DmIF

F#o
~.
li ce fa sa vais ri Ia meu -

~~
bri - ga sa - va ber ta - res Com Com A Nos ci vo ra me -

1
cê zão
ú - me de no seu des - sa lbo - res res vo - cê jar - dim de - mo tau - rantes ra

~
bri- ga_en- Ire vo - cê pro - vo - ca co - me - çou E a nos - sa par E mui - ta vez vo - cê per-deu_a Vo - cê não sai do nos - so pen -

11C/G

A7

D7

G7

C

~~
Pa - ra Quan-do de- pois ver nos jor - nais es - ta - va sem tos - tão Seu no - me_e seu cli E eu pe - di - a

m
chê bala!

y

J
Há Nós

;;J
mui a
-

to tu -

24

Songbook o Noel Rosa

G7/D

G7/B

c

E7

EID

sou que

fo - mos en - ga

na

das

Mar - can - do_en - con - tro_em

bo - ras

aI - ter -

na-

A7IC#

A7

A7Iq

A7

DmIF

~.

J
das B71D#

j
~
E nós fi
-

~
ze - mos a su - a von ta

J.
de

j

~
Den - tro da -

B7

Em

A7

D7

G7

~9~
que - Ia_es - cri - ta Eu e e Ia não ti - ve- mos pre - ju f - zo

na

so - ci - e

da -

c

I*~J J.
de

j

J
Quao

J
do

WEJ
vo
-

Ao

e Fim

%

Copyright by MANGIONE, FILHOS E CIA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.
0

25

Songbook

o Noel Rosa

Ando cismado
NOEL ROSA E ISMAEL SILVA Era um dos sambas preferidos por Ismael Silva (1905-1978), parceiro de Noel. É também um dos poucos sambas em que a dupla Noel Rosa-Ismael Silva conseguiu libertar-se da obrigação de incluir o nome do cantor Francisco Alves como um dos autores da música, com base num acordo feito desde 1928, quando Ismael vendeu ao cantor, por cem mil réis, o samba Me faz carinhos. O acordo foi feito, inicialmente, com os sambas de Ismael e Nilton Bastos e, depois, com a obra da dupla Ismael-Noel. Primeira gravação lançada em outubro de 1932, por Francisco Alves, em discos Odeon.

G#m

D#m

D#m/A#

G#7/B#

G#7

C#m

C#m/G#

F#7/A#

F#7

B

E

G#7/D#

C#7

D#7/A#

A#7/E#

D#m/C#

C#/E#

F#/E

I ~II I I I
G#m / / / D#m D#ny A# G#~B# G#7 C#m C#m/ G# F#~ A# F#7 B / / / / Mulher, / / / D#m / / / E / / / G#~D# / G#7 / C#m / F#7 / eu ando cisma--do Que me enganei com você Se algum dia não ficar mais a / C#7 /F#7 perguntar por / B / / / / quê Mulher, / / / D#m / / / E / / / eu ando cisma--do Que me enganei G#7 / / seu lado Não precisa G#~D# você / G#7 com / C#m / F#7 / G#7 / / / C#7 / F#7 / B / / Se algum dia não ficar mais a seu lado Não precisa perguntar por quê D#m/ C# G#~B# / C#7 / F# D#m que não é por mal Que a mulher nos faz descrer D#ny C# G#~B# falsi dade / C#7 / F# você sofrer Eu hei de ver C#7 a outro / / / D#~ A#

G#m / C#7 / F# A#~E# A mentira é fatal Creio

/ / / G#m Mas C#7 cismado / F# esse dia

/

/ F# C#7 realidade se é F# agora A#~E# Ver

A#~E# Sua

D#m grande

G#m / Eu C#7 chegar

/ espero A#~E# Deixo

D#m D#m/ C# G#~B# você a qualquer hora / C#7 explicar

/ Dando

/ F# / / / G#m / o coração Quan-do Co/E# Fo/E F#7 B Mulher

D#m D#m/ C# G#~B# .compa--nhia sua

/
por que

Sem

F# razão

/ /
eu

/
ando

26

Songbook o Noel Rosa

D#m / / / E

/ /

/

G#'YD# / G#7

/

C#m

/

F#7

/

G#7

/

cisma-do
/ /

Que

me enganei com você
/ / / / / / /

Se algum dia
D#m / / / E

não ficar
/ /

mais a seu lado Não
/ G#'YD#

C#7 / F#7 / B

precisa perguntar
/ G#7 /

por
C#m /

quê
F#7 /

Mulher,
G#7

eu ando cisma--do
/ / /

Que

me enganei. com você
/ /

C#7 / F#7 / B

Se algum dia

não ficar mais a seu lado Não precisa perguntar

por

quê

G~m

D~m

~

FP/A~ ~~

FP

B
voz

~
'"

B

D~m

~*_ê*ê
--

Mu

-

lher,

.

eu an- do eis - ma

do

.c
E
Que car

GplD~

G~7

qm
~"

~
me_en - ga- nei com

m
vo cê a seu Ia do Não pre - ci

y
Se ai

m
gum di a não fi -

B

mais

-

sa per - gun - tar

por

quê

J' -*
11

B

D~7/A~

G~m

Cp

F~

A#71E#

y

-

Mu-

Fim

fif"
A Eu

JEj3
men -

g~

~
-

eis

ti ma

-

ra é d03s-pe

fa - tal ro_a - go - ra

Crei Ver

-

o vo

-

que cê

não a

é qual

por quer

mal ho

-

ra

Que_a mu Dan - do_a

lher ou

des - crer ra - ção

27

Songbook

o Noel Rosa

F#

G#m

q7

F#

-§ijf~
D#m

F=f'
Mas Quan

m
se do
é

g~'

che

re gar

-

a es

li se

-

da di

-

de a

Su Dei

a xo

D#mlq

G#71B#

Cp

~

~
gran su de a fal com si pa

~.
da nhi de Eu a Sem hei de ver ex - pli - car vo - cê
por que

so - frer

j 1

J J~#~
1
MuAo~

-

[;'
<:::

Cj!/E#

Fj!/E F#7

*

e Fim

Copyright Rua Direita, Rua Ramalho Ortigão, Copyright

by IRMÃOS

VITALE

S/A IND. E COM. E CIA LIDA.

115 - Centro - São Paulo - Brasil. Todos os direitos reservados. by MANOIONE, FILHOS

38/10 andar - Gr, 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

28

Songbook

o Noel

Rosa

A razão dá-se a quem tem
FRANCISCO ALVES, ISMAEL SILVA E NOEL ROSA
Admirável samba em que Noel Rosa, autor da segunda parte, usa os versos da primeira como uma versão de contracanto bem característica da época e da qual o cantor Luiz Barbosa fora o introdutor. Na verdade, Luiz improvisava frases para intercalar entre os versos escritos pelo compositor, motivo pelo qual é considerado o inventor do samba de breque (mais tarde, Moreira da Silva criou outro tipo de breque, parando a música para falar). Primeira gravação lançada em fins de 1932, por Francisco Alves e Mário Reis, em discos Odeon.

III

I
D/A

D7

G

III

IIll11
B7

I ;;I I
E7 A7 D B7/D#

F#7

Bm

Gm6

Gm6/Bb

IIIIII
Introdução: D7 / G / F#7 / Bm / Gm6 GmrBl:> BYD# E7 / / / A7 / deixar meu amor me Eu

'YA B7 E7 A7 D /

A7 / D

/
Se

/

D / / / B7 / / não posso me queixar Vou

/

E7 / / / sofrendo sem dizer nada a

/
ninguém D
queixar

/ A7
A / / / B7

/

D / / razão dá-se a quem tem /

/ / / /
Se

/

BYD# E7 / / / A7 / deixar meu amor me Eu

/
B7

/ /

/

não posso me

Vou

/ / E7 / / / A7 / / / D / / / sofrendo sem dizer nada a ninguém A razão clã-se a quem tem

Sei que

A7 D / / / / / / E7 / / não posso suportar "Se meu amor me deixar" Se de saudade eu chorar "Eu

/

B7 / / / / não posso me queixar" Abandonado

D E7 A7 / / / / / / / sem vintém "Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém" Quem muito nu, chora também "A

/

/

/

razão dá-se a quem

(B7) / / / E7 / / / A7 / / / D / / / tem" Eu vou chorar só em me lembrar "Se meu amor me deixar" Dei sempre golpe de azar "Eu não posso me B7 / / queixar" Pra parecer que /
VIVO

E7 / / / A7 / / / D / bem "Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém" A esconder que amo alguém "A

/ / D7 / G / F#7 / Bm / Gm6 GmrBb razão dá-se a quem tem"

'YA B7 E7

A7 D / A7 / D

29

Songbook o Noel Rosa
A RAZÃO DÁ-SE A QUEM TEM

Gm6

Gm6/B~

DIA

B7

E7

A7

D

A7

~~
-

Fim

D

D

B71D~

E7

A7

D

~

•• z

:'f~
Se meu a- mar me dei

xar

E7 di - zer tina

Eu

não

pos - so me

quei - xar

B7

A7

~ê~

Vou

so - fren

-

do sem

da a

nin - guém

A

ra -

D

-

B7

t
Sei que não pos Eu vou cho - rar

so su - por só em lem tar brar

~§~~:I:"1
zão dá- se_a quem tem E7 A7

( Se ( Se D

meu a meu a -

mor mor

me me

dei xar) dei - xar )

Se Dei

de sau sem-pre

da gol -

de eu pe de

cho - rar a - zar

B7

( Eu ( Eu

não não

poso pos -

so me so me

quei - xar ) quei - xar)

A

Pra

ban- do - na

pa- re - cer

do sem que vi

viu - tem vo bem

30

Songbook

o Noel

Rosa

E7

A7

( Vou ( Vou

so - fren - do so - fren - do

sem sem

di di

-

zer zer

na na

-

da a da:::a

nin nin -

guém ) guém )

Quem A

mui - to es - COll

- .

D

~
Ao~ e Fim

~~~
riu, der cho - ra tam - bém que a-mo_al - guém (A (A ra ra - zão dá- se_a quem - zão dá- se_a quem tem) tem)

Copyright Rua Ramalho Ortigão,

by MANGIONE,

FILHOS

E CIA LIDA.

38/10 andar > Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

31

Songbook

o Noe!

Rosa

Boa viagem
NOEL ROSA E ISMAEL SILVA
Embora a letra deste samba pareça dirigida a um ex-amor, João Máximo e Carlos Didier revelam, em seu livro Noel Rosa, unia biografia, que, na verdade, Noel e Ismael Silva estavam se referindo a Francisco Alves, que tratava os dois compositores como empregados e ainda aparecia como autor dos sambas que eles faziam. João e Didier lembram até que, na mesma época, Noel compôs uma versão satírica do foxtrote TeU me tonight, que dizia: "Neste tempo medonho/Canto, tnstonho/Ao microfone este prelúdio/O ouvinte risonho/Nem por um sonho/Sabe o que me traz ao estúdio/A ti que és irmão/Do tal Pão Duro/Meu recibo vai assombrar/De revôlver na mão/Eu vim aqui. .. cobrar". A letra de Noel recebeu o título de "Paga-me esta noite" e o Pão Duro s6 poderia ser Francisco Alves, que gravara a versão de Orestes Barbosa para a mesma música, com o título de Diga-me esta noite. Primeira gravação lançada em janeiro de 1935, por Aurora Miranda, em discos Odeon.

C

A7

Drn

F

Ffl'°

C/G

IIIEII I I 11I1 IIII I I
G7 D7 F/A Frn/AIJ C/BIJ C7/E

Introdução: C / / / A7 / / / Dm / F F#o YG C A7 / D7 / Se não mandei você embora

A7 Dm G7

/

G7 / / / / Enfim foi porque Me faltou a

/

C coragem

/ / / /

/ Dm / / A7 Mas se você vai dar o fora
/
G7 / / / / Enfim foi porque Me faltou

I/'A Fm/Ab YG bem Então, passe

A7 D7 G7 C A7 D7 G7 C A7 / / D7 viagem! Boa Se não mandei você embora
/ A7
var

/

C

/ / / /

/

a coragem

Mas se você

dar

I/'A Fm/Ab YGA7 Dm / o fora Então, passe bem

D7 G7 C / / A7 Boa viagem! O amor é como a

Dm Dm G7 C / / A7 / / chama Tem princípio, meio e fim Se você já não me ama

/

I/'A C~E G7 YBb / / / Para que frngir assim? Não mandei você embora

Fm/Ab G7 A7 D7 G7 C A7 / D7 / YG / A7 / / C / benevolente Para que você agora Quer sair ocultamente Se não mandei você Porque sou

/

/

/ / / / / A7 / Dm / I/' A Fny Ab Y G A7 D7 / / / G7 / / / C Enfim foi porque Me faltou a coragem Mas se você vai dar o fora Então, passe bem embora Dm A7 D7 G7 C C / G7 / / / A7 / / Dm viagem! Seu desejo não me assombra Ofereço o meu auxílio Passe bem, vá pela sombra Boa

/

G7 Acabou-se o

I/'A / Fm/Ab C~E YG D7 G7 YBb / / / / / / A7 vou esquecer Desta vez juntou-se a fome Com a vontade nosso idílio Seu amor e o seu nome Eu também

/

/
32

C

de comer!

Songbook o Noel Rosa C A7 Dm F F#o

intro

[~i1~

.

~
dei vo- cê em- bo ra

.
En -

Se

não

man

-

G7

c

I~ ~~.
fim foi por - que Me fal - tou a co - ra gem A7 Dm FIA FmlAb

*~-~OO).
Mas se vo-

C/G A 7

D7

G7

vai dar

o

fo-

ra

En

- tão

pas

se

bem

Bo

-

a

vi

-

a-

c

A7

Dm

o
Seu

a de A7

mor é se- jo

co - mo_a não me_as

cha- som Dm

.ma bra

Tem prinO - fe-

G7

c

cí re

-

-

pio, ço_o

mei meu

fim o_e au - xi -

lio ClBb

vo Se Pas - se

-

cê já bem, vá

não pe

me Ia

a som FIA

ma bra

Pa - ra A - ca-

G7

C7/E

.~

que bou

-

fin - gir se_o nos

-

as - sim? so_i - di - lio

Não Seu

man a

dei mor

vo - cê e o

em - bo seu no

ra me

Por - que tam Eu

33

Songbook o Noel Rosa

FmlA~

C/G

A7

D7

sou
bém

be - ne

vou

es

vo - len que - eer

te _ A7

Pa - ra Des - ta D7 G7

que vez

vo - cê a - go jun - tou - se_a fo

ra me

Quer sa - ir Com_a von - ta -

G7

c

Itv~ª.*~~
-o - cul - ta - men de de eo - mer te?

Ao~

Fim

~

casa 2 e Fim

Copyright by MANGIONE, FILHOS E ClA L1DA. Rua Rarnalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.
0

34

Songbook o Noel Rosa

Cabrocha do Rocha
NOEL ROSA E SÍLVIO CALDAS
Este samba permaneceu tão desconhecido que nem Almirante o relacionou na "Musicografia e Discografia de Noel Rosa", publicada no seu livro No tempo de Noel Rosa. A existência da música foi revelada por Sílvio Caldas, lia gravação de um disco em que contava histórias da música popular brasileira e cantava as músicas que iriam ilustrá-Ias. Acompanhado do regional de Canhoto, Sílvio contou com a presença de um pequeno público no estúdio, conferindo ao disco um clima de gravação ao vivo. Primeira gravação lançado em setembro de 1973, com Sílvio Caldas, em discos CBS.

1IlIIlVIIIII
F#7 E7 F Bb7 A7 Om7 Bm7

A

E7/G#

A/C#

F#7/A#

Bm

O

0#°

A/E

co

B7

11111111111
A / / EYG# o/C# F#YA# Bm / O 0#° o/E F#7 Bm

Eu tenho
E7

uma cabrocha que mora ~

,.--,

no Rocha e não
A

relaxa

Sei que ela joga no bicho Que dança maxixe
o/C# F#YA# Bm / D

A

F Bb7 E7

/

/

EYG#

Que dá muita bolacha
0#:° o/E F#7 Bm

Eu tenho
E7

uma cabrocha que mora
A /

no Rocha e não
O A7 D

relaxa
/

Sei que ela
Om7

joga no bicho Que dança maxixe Que dá muita bolacha

(E o Noel?) Tem um filho macho Com cara de tacho E
CO

/

0/ C# /

F"Y A#

F#7

Bm7

0/ C#

F#7

~7

A

além disso é coxo

Ele

me faz

de capacho Qualquer dia eu racho Esse

carneiro mo-cho

35

Songbook o Noel Rosa
CABROCHA DO RCX:HA

A

A

E7/G#

Eu

te

-

nbo

u

-

ma

ca

-bro - cba

que

mo - ra

no

Ro

cha

e

não

re - la-

.,.Bm D xa
Sei que_e-Ia cba

D#o

AlE

F#7

Bm

E7

jo - ga no bi

cbo Que

dan - ça

ma- xi

-

xe Que

mui - ta

bo - Ia -

-cha

Tem

um fi - lho

ma

cbo Com ca - ra

de

ta-

Dm7

xo

E

le

me

faz

de

ca

-

pa

-

Bm7

CO

B7

E7

A

ra

chojes-se

car - nei-ro mo

-

cbo

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36

Songbook o Noel Rosa

Capricho de rapaz solteiro
NOELROSA Quando Noel Rosa fez este samba, ainda não havia o famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda - o DIP do Estado Novo --; que passou a pressionar os compositores populares, a fim de que não exaltassem mais a malandragem em suas músicas, mas o trabalho. A pressão foi tão forte que Wilson Baptista, o compositor que polemizou com Noel Rosa porque este achara que o colega exagerou na apologia ao malandro, acabou fazendo um samba em que começava-com a afirmação de que "quem trabalha é que tem razão". Em Capricho de rapaz solteiro, Noel radicaliza na incompatibilidade entre a malandragem e o trabalho. Primeira gravação lançada em maio de 1933, por Mário Reis, em discos Odeon.

111 I I I I WI IIII VI VlllIl 111I I II I
A7/C# Dm B7/D# Em F F#o C/G A7 D7 G7 C6 C G7/D G#o Am Gm6/Bb

I n t ro d uçao:

A7/C# /

I

Dm

I I

B7/D# /

I

Em

I

F F#o

C/G /

A7 D7 G7 C6

A7 Dm Dm I Nunca mais esta mulher

G7 C Me vê trabalhando!

I

Ii

I

I

I

AyC#

GYDI
o la--do

Quem vive sambando Am G#o Ser malandro

Leva a vida para

G7 que quer

I

F#o F I De fome não se morre

YG Neste Rio de Janeiro

I

I

I

D7 I é um capricho

I G7 IC De rapaz solteiro
/ G7 que quer

Dm A7 I Nunca mais esta

Dm mulher F#o morre

I

G7 C Me vê trabalhando!

I

II

I

Quem vive sambando

I I AyC# Leva a vida para

GYD o la--do

I /

F
GmrBb Que

I

De fome não se

/ / / Y G G#o Am Neste Rio de Janeiro Ser malandro

I D7 é um capricho
A7 D7 Pois malandro

I G7 I C I I De rapaz solteiro A mulher

I

é um achado

nos

A7 I Dm perde e nos atrasa

I F F#o YG Não há malandro casado
F F#o YG mais esta mulher

G7 C I / I / GmrBb A7 não se casa Com a bossa que eu tiver Orgu--lhoso

I Dm vou gritando:

I
"Nunca

/ AyC# Nunca mais

I Dm / G7 I C6 esta mulher Me vê trabalhando!" I
G7 que quer

/
Nunca

Dm A7 mais esta

Dm / G7 C mulher Me vê trabalhando! F#o morre

I

II

I

Quem vive sambando

I I Ay C# GYD Leva a vida para o la--do

I

F I De fome não se

I I / Y G G#o Am Neste Rio de Janeiro Ser malandro I F F#O YG Se o mar é mais profundo

I D7 I G7 I C I I / é um capricho De rapaz solteiro Antes de descer
A7 D7 G7 C Que as idéias do malandro

/ GmrBb A7 ao fundo Pergun-tei /
GmrBb Meu A7 capricho

/ Dm ao escafandro

/ / Vou, enquanto

I

eu puder,

I Dm sustentando

I F F#o Y G I Ay C# / Dm / G7 / C6 Nunca mais esta mulher Nunca mais esta mulher Me vê trabalhando!
37

Songbook o Noel Rosa
CAPRICHO DE RAPAZ SOLTEIRO

intro

A7Iq

Dm

B 7/D~

Em

I~i~_~

m
F ~ Dm

F~o

C/G

A7

D7

G7

C6

voz

J@
A7

~.

~

@
G7

~

*
C

~
Nun - ca

Dm

~
mais

~
es - ta mu
-

W
lher

J

i:t3.
Me vê

~
tra
-

J~.
ba lhan
-

J
do!

~
Quem

rFê' _
vi ve sam - ban

C

A 7/q

G7/D

G7

~~"1
do que quer

ffl
De

F

F#O

.~§
fo me não se mor re

.
Nes - te

Ri - o

de

Ja

-

nei

ro

Ser

ma-

Am

D7

G7

lan

ca

-

pri

cho

De

ra

-

paz

sol

-

tei

ro

Nun - ca

-

38

Songbook

o Noel

Rosa

c

c

Gm6IBb

J
A muAn - tes

J
nos gu gun ca G7

I

lher -bos de quan F

é um sa que_eu des - cer to eu

a ti ao pu

cha ver
fim

do do

der, C/G
A7 D7

Que Or Per Meu

I*~
perde_e lho- so tei ao pri-cho nos vou es sus sa dro C6

A7

Dm

F~O

11

a- tra grí-tan ca-fan ten-tan -

sa Não há do "Nun-ca dro Se o do Nun-ca

ma-lan-dro mais es - ta mar é mais mais es - ta

ca - sa mulher ... pro- fun mu-lher

do

Pois ma

- lan - déi

-

dro não as do

se

ca-

do Que_as i

ma - lan-

Com Vou,

a

Nun - ca en-

mais

es-ta

mu - lher

Me

tra -

ba

-

lhan-

~r

~AO~

casal e Fim

Fim do! Nun - ca

Copyright by MANGIONE, FILHOS E eIA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

39

Songbook

o Noel

Rosa

Conversa de botequim
VADICO E NOEL ROSA Uma das músicas de Noel Rosa com maior número de gravações, é tida como uma das obras-primas do compositor. Realmente, a boemia carioca poucas vezes foi contemplada com uma crônica tão exata. Curioso, na letra de Noel, é a referência ao futebol, um tema que, aparentemente, jamais empolgou o compositor. Tanto que nenhum dos pesquisadores de sua biografia conseguiu descobrir qual era o seu clube do coração. Provavelmente, ele não tinha qualquer preferência. Certa vez, respondendo a um repórter, revelou que torcia pelo time em que atuava Fausto, o clássico center-half que jogou no Vasco e no Flamengo e que morreria jovem, tuberculoso. Primeira gravação lançada em setembro de 1935, por Noel Rosa, em discos Odeon.

F

mm
F/A Am

I I I 11I1I 1 I
AD

D7/P#

C/G

A7

D7

G7

C7

C/BD

c

G/P

C/E

A7/C#

Dm7

E7/G#

Dm

F7/C

BD

P/ED

Bb/D

BD7

C7/E

I11IIIII
Introdução: F nYF# 7"G A7

in

G7 C7

7"Bv

~A

Av 7"G

A7 D7 G7 C

C Seu garçom ~A quente

DYF# faça o favor

o/F De me trazer

7"E depressa DYF#

AyC# uma

Dm7 G7 C7 boa média que não seja requentada

7"Bb Um pão

EYG# com manteiga 7"E cuidado

Am / à beça, Um guardanapo AyC# Que não G7 C do futebol D7 estou disposto

G7 / E um copo d'água bem gelada Fecha

/
a porta

DYF# da direita 7"G do lado

o/F com muito

7"Bb G7 C7 ~A A ficar exposto ao sol Vá perguntar
limpando Dm a mesa

Ab ao seu freguês

Qual

A7 D7 foi o resultado /

Ayc# você ficar / caneta, / um tinteiro,

Fyc

Bv Não me levanto

/ nem pago a Ay C# de

A7 despesa

D7 / G7 Vá pedir ao seu patrão ~Ev

Uma

/ um envelope

C7 7"Bv ~ A e um cartão Não se esqueça

Dm me dar palitos

BIyD
E um cigarro

Bv7 pra espantar

~ /
mosquitos

m
Vá dizer

/ m
ao charuteiro Que

/
me empreste umas

40

Songbook o Noel Rosa

CYE DYF# Y'E F AyC# o/F C7 Dm7 / revistas, um isqueiro e um cinzeiro Seu garçom, faça o favor De me trazer depressa uma boa média que '/'A Y'Bb EYG# Am DYF# G7 C7 / / Um pão quente com manteiga E um copo d'água à beça, Um guardanapo não seja requentada G7 / DYF# o/F Y'E Ay C# D7 G7 C7 Y'Bb bem gelada Fecha a porta da direita com muito cuidado Que não estou disposto A ficar exposto ao sol

'/'A
Vá perguntar

AyC# Dm FyC Ab Y' G A7 :D7 . G7 C Y'Bb '/'A Telefone ao menos uma vez ao seu freguês do lado Qual foi o resultado do futebol

Bb / A7 / D7 / G7 / / Para Três Quatro Quatro Três Três Três E ordene ao seu Osório Que me mande um guarda-chuva Aqui pro '/'Eb B~D / C7 Y'Bb '/' A Ay C# Dm Bb7 A7 / nosso escritório Seu garçom me empresta algum dinheiro Que eu deixei bicheiro, o meu com o D7 / G7 / C7 C'Y'E F / D'Y'F# Vá dizer ao seu gerente Que pendure esta despesa No cabide ali em frente Seu garçom faça o favor De me Y'Bb '/'A EYG# Am o/F Y'E AyC# Dm7 G7 C7 trazer depressa uma boa média que não seja requentada Um pão quente com manteiga à beça, Um

/
guardanapo

DYF#

/ G7 / nYF# o/F Y'E Ay C# E um copo d'água bem gelada Fecha a porta da direita com muito cuidado Que não

D7 G7 C7 Y'Bb '/'A Ab Y'G A7 D7 G7 C estou disposto A ficar exposto ao sol Vá perguntar ao seu freguês do lado Qual foi o resultado do futebol

41

Songbook o Noel Rosa
CONVERSA DE BOTEQUIM

F intro

D71F#

C/G

A7

D7

G7

IU~i~'1_
C7
C IB~ FIA C/G

A7

D7

G7

c

V

CIE

A 7/q

~oz
Seu gar _ çom. fa _ çao

~~":
fa 1.') vor :
ID' "' _

zer de

_

pres

sa

U - ma

bo - a

Dm7

G7

C7

c IBI,

FIA

E7/G#

1~~~1~*3
mé - dia que não se - ja re quen - ta - da Um pão bem quen - te com man - tei- ga_à be Am

D71F#

~

G7

~

~~j~ll_
ça_Um guar - da na- po E_um co - po d'á - gua bem ge Ia - da

Fe- cha_a por- ta

da

di-

D71F#

GIF

CIE

A 7/q

D7

G7

rei - ta

com

mui - to

cui

-

da

do

Que

não

es - tou

dis

-

pos - to

A

fi - car

ex

-

pos -

C/G

A7

sol

per - gun

- tar

ao

seu

fre - guês

do

Ia

do

Qual

foi

o

re - sul -

42

Songbook

o Noel

Rosa

D7

G7

c

c IB~

FIA

A 7/C#

~ê~j~~~ªjm
ta - do do fu - te boi

*~I
Se Te vo le car me A7 lim - pan - do_a - nos u - ma

Dm

F7/C

B~

me - sa vez

Não me Pa - ra

le
três

van - to qua - tro

nem pa - go_a qua - tro três

des três

pe três

sa

Vá E

peor-

D7

G7

seu seu

pa - trão O - s6

U - ma ca - ne - ta, um tin rio Que me man- de_um guar - da

-

tei-ro,_um en - ve - 10 - pe chu-va_A-qui pro .nos - so

e es-

I~
C7

c IB~

FIA

A 7/q

Dm

F/Eb

um car - tão cri - t6

rio

Não Seu

se_es - que gar - çom

-

de ça meem : pres-

me ta_al-

dar gum

pa di

li - tos nhei - ro

E
Que

um

eu

cidei-

~
B~ID

~
A7

D7

gar xei

-

ro

o

pra_es - pan meu com

-

tar mos o bi

qui chei

tos ro

Vá Vá

di di

- zer - zer

ao ao

cha seu

ru - tei ge - ren

G7

C7

C 7/E

F

t

~~
ro te Que me_em pres- te_u- mas Que pen - du- re_es- sa re des vis-tas, um is-quei-ro_e um pe- sa No ca- bi- de_a- li cin - zei- ro Seu gar-çom, fa-ça_o fafren- te em

:~
43

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Songbook

o

Noel Rosa

Cem mil réis
VADICO E NOEL ROSA
Conta Almirante, em seu livro No tempo de Noel Rosa: "No tempo de Rádio Transmissora, em 1936, Casé tomou-se vítima de pitorescas astúcias de Noel Rosa. Casé baixou determinação para que todos os artistas, em cada domingo, apresentassem novos números, em vez de reprisarem seu repertório. Não conseguindo seguir à risca a exigência, Noel pôs em prática um processo ardiloso que teve ótimo resultado durante algumas semanas. Em cada domingo, Noel anunciava uma "primeira audição", sempre de nome sugestivo, assim: ''Você me pediu", "Soirée e tamborim", "Barato pra cachorro", "Gato do morro", "Não é tão caro assim" e por aí afora. Prosseguiria na sua esperta manobra, se -Casé não estranhasse certas semelhanças melódicas e poéticas nos números de Noel e descobrisse, por fim, que todos aqueles títulos referiam-se a uma única música, feita de parceria com Vadico, o samba

Cem milréis,
Primeira gravação lançada em abril de 1936, por Noel Rosa e Marília Batista, em discos Odeon.

Bb

Fie

E7/B

Eb7/Bb

D7/A

G7

C7/E

F

F7

C7

A7

Dm

Bbmõ/Db

D7

Gm

E7

Eb7

f

Introdução:

Bb / /

I

'YC

E~B

Eb~Bb

D~A / G7 / C'YE / F / F7 / Bb / / /

'YC /

D~A / G7

C~E

/ F / C7 /

F / A7 / Dm / BbmrDb Você me pediu cem mil réis Pra comprar

/ 'Y C/ D7 / Gm D~ A Gm / C7 / / um "soirée" E um tamborim O organdi anda barato

/

/

/

pra cachorro BbmrDb comprar

E um gato lá no morro um "soirée"

/

/

/

/

/ /
Não é

F F Dm / / C7 / / A7 / tão caro assim Você me pediu cem mil réis Pra

/ 'YC/

D7 / Gm D~A Gm C7 / / / / / E um tamborim O organdi anda barato pra cachorro

/

/

/

,---,

E um gato lá no

/
mOrro

/

/ /
Não é

F / tão caro assim

/

E7 Eb7 D7 / Gm / / Não cus-ta nada Preencher formalidade

/

BbmYDb / 'YC Tamborim pra batucada 'YC D~A / pele do gato Falta o D7 / 'YC / um "soirée" E um

r-----t

D~A Gm C7 F / "Soi--rée" pra sociedade Gm C7 F / metro de organdi (Você ... / Gm tamborim 44

/

BbmrDb E7 Eb7 D7 / / / Gm / Sou bem sen-sato Seu pedido eu atendi Já tenho a BbmrDb F Dm ! C7/ / A7 / Você ... ) Você me pediu cem mil réis Pra comprar

Dy A Gm

/ C7 / / / / / / / / O organdi anda barato pra cachorro E um gato lá no morro

/

/ /
Não é

F

/

tão caro assim

Songbook o Noel Rosa

C7 /

BbmyOv Om / F / A7 / Você me pediu cem mil réis Pra comprar

/ 'YC/ um "soirée"

07 / Gm O~A Gm C7 / / Eum tamborim O organdi anda
r--------l

/

/

/

/

/

/

/

/

/ /
Não é

barato pra cachorro Gm tamborim Mas

E um gato lá no morro

F / tão caro assun

/

E7 Ev7 07 / / num dia faz um Sei que v~ê

/

/

Bvmyov ninguém faz

,----,

0~AGm7 C7 F / 'YC um "soirée" Com meio metro de cetim

/ /

E7 Ev7 07 De "so---i--rée"

/
Você num

/ / Gm / Bvmyov baile se destaca, Mas não quero

/ 'YC O~A Gm C7 F mais você Porque não sei vestir casaca

~Í~~·_
intro B~
FIe

E7/B

D7IA

G7

e71E

F

F7

Bb
~

~.
~

j

cr FB
FIe

bf
D7/A

m

Vo -

A7

f$§~.
cê me pe -diu

~~~~_~§%
cem

Dm

Bbm6IDb

mil

réis

Pra

com

- prar

um

"so

i - rée"

vr

FIe

D7

Gm

D7IA

Gm

l

&f~.
E um

~~~~~I~j
tam
bo

~~~.
o
or gan

~
45

rim

Songbook o Noel Rosa

di

C7

an - da

ba

-

ra - to

pra

ca

chor - ro

ga

to

no

mor -

ro

Não

é

tão

ca -

ro_as - sim

Vo-

Não Sei

cus que

ta vo

na -

D7

Gm

~~~~~~~~.
da num Pre di en cher faz for - ma um tam

~1
a
li bo da rim de

r:~tE
Tam Mas nin bo -

guém

B~m61D~

F

te

D7tA

Gm

F

~
rim pra faz um

!-~
ba "so tu i
-

~.
ca rée" da com

~
"So - i me - io rée" pra me - tro

~
50

r
cie ce
-

da tim

de

de

F

E7

E~7

D7

Gm

Sou bem De
"50

sen - sa i - rée"

to vo

Seu

pe

-

di bai

ten des

di


ca

te - nho Mas não

cê num

- ta

.

j

~~~Iª~~
a pe que-ro le mais do ga to Por fal- ta_o que não me- tro de_or - gan - di ca - sa ca vo - cê sei ves - tir
~~.

Fim

Rua RamalhoOrtigão,

Copyright by MANGIONE, FILHOS E ClA LIDA. 38/1° andar - Gr. 17 a 19·- Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

46

Songbook o Noel Rosa

Dona Araci
NOELROSA
Marcha gravada por Almirante para o carnaval de 1931 e que fez muito sucesso nos desfiles dos blocos de rua de Vila Isabel. Compreende-se tanto êxito: o autor e o cantor eram moradores do bairro, assim como um dos personagens citados numa das quadrinhas escritas por Noel Rosa: "Corno vai o seu Malhado? /Seu marido em certidão". Malhado era o motorista de praça Serafim Vieira da Cunha, que fazia ponto na Praça da Bandeira, mas não saía das rodas de serestas de Vila Isabel. Era um dos três motoristas de táxi que, de tanto servi-lo, viraram amigos do compositor. Os outros eram Valuche e Alegria, todos boêmios e admiradores da obra de Noel. Primeira gravação lançada em janeiro de 1931, por Almirante, em discos Parlophon.

C

Cm/Eb

G/D

E7

A7

D7

II1III I 1.1 I I 1I1 I
G

G7/B

E7/G#

-

Am

E7/B

Am/C

Em7

Introdução: C G'/'B

I

C")/Eb

I

% I

E7

I A7 I

07

I
E7

G

I

G'/'B

I

C

I

Crn/Eb

I

% I E7 I
I

A7

I

07

I

G

I

I I
Dona E'/'G#

C

I

Crn/Eb

Dona Aracy!

0/0 Dona Aracy!

I

I

A7 07 I I G '? Quero saber: Como anda isso por ato

I

G'/'B

C I Dona Aracy!

I

Crn/Eb

0/0 Aracy!

I

E7

I
Quero

A7 07 I I G saber: Como anda isso por aí'! Am/C EYB Am

I I I

Co-rno

I I

I

I

I

vai seu Malhado? Ern7 I (lnda está

/I I I

I
Seu

E7 I Am EYB marido em certidão

I
ln-da

C")/Eb I 0/0 desconfiado está

A7 07 G I I desconfiado) Que é lesado pelo irmão? 07 anda
ISSO

I

G'/'B

C I Dona Aracy!

I

CnyEb

Dona Aracy!

I

0/01

E7

I A7 I Quero saber: Como

I G por aí? I

I

G'/'B

I C Dona Aracy! I I I

I

CnyEb

I

% I

E7

Dona Aracy!

I A7 I 07 I G Quero saber: Como anda ISSO por aí?
Am/ C E'/'B Am Se a

I I I I I I

I

I

E,/,G#
Que

I

Co-mo

vai a sua filha

E7 I Am E'/'B namora no porão?

I

Cm/Eb senhora

0/0 Ern7 07 A7 I I I G I estrilha (Se a senhora não estrilha) Quero uma apresentação não / E7 A7 07 I I G '? Quero saber: Como anda ISSO por ato 07
ISSO

I

GYB

C Dona Aracy!

I

I

CnyEb

0/0 Dona Aracy!

I

I

I I

G'/'B

C I Dona Aracy!

I

CnyEb

0/0 I Dona Aracy!

I

E7

I A7 Quero saber: I
Am eu não nego 47

I
Como anda

I G por aí?

I I I

Co-mo

I I

I

I

I I I

EYG# Tão

I

vão as suas jóias?

E7 bonitas,

Songbook o Noel Rosa

E~B

Am/C

E~B

Am Não

/

Co/Ev
passavam

/ o/D de pinóias
/ E7

Em7 / (Não passavam

/ A7 de pinóias) /
D7 anda G aí? /
ISSO

/
Davam G por aí?

D7 / dez tostões

G no prego

/

G~B

/
Dona

C Aracy!

/ Cm/Ev

/
Dona

o/D Aracy!

/
Quero

A7 saber: D7

/

/

G~B

/
Dona

Como

C Aracy!

I

Co/Ev

/
Dona

o/D Aracy! /

/ E7

/
Quero

A7 saber:

/
Como anda Am/ C E~B

/
por

/ / /
Cm/Ev
pisava

/
Que

/
foi

/
feito

/
do

/
Renato

ISSO

/ / /

E~G# Que

E7 .malvado,

/ Am E~B que troféu /

Am Que

/ o/D em meu sapato
o/D Aracy! / E7

/ Em7 (Que pisava

A7 em meu sapato)

/

D7 G / E cuspia em meu chapéu?

/

G~B

/
Dona

C Aracy!

/ Cm/Ev

/
Dona

/
Quero

A7 saber:

/
Como G / / aí?

D7 / G '? anda isso por aI.

/

G~B

/
Dona

C Aracy!

/

Cm/Eb

/
Dona

o/n Aracy!

/ E7

/
Quero

A7 saber:

/
Como

D7 / anda isso por

48

Songbook

o Noel

Rosa

c
intro

CmIE~

GID

E7

A7.

D7

G

G7/B

c

;~
crnlEb

_ª:1~p~~
E7 A7 D7 G ~
~
Do na_A- ra ci!

GID

G7/B voz

c

crnlEb

GID

;7
Que - ro sa - ber: Co- mo_an- da is - so por a í? -í?

Do - na_A- ra -

ci!

E7/G#

E7

Co - mo Co - mo Co - mo Que foi Am

vai vai vão fei -

o seu Ma a su - a as su - as to do Re

lha-do? fi - lha jó- ias? na - to . Am

Seu Que Tão Que

ma na bo mal

-

ri - do_em mo - ra ni - tas, va - do,

cer - ti no poreu não que tro-

E7/B

AmlC

E7/B

CrnIE~

GID

dão rão? ne-go féu

In
Se_a Não Que

-

da_es se pas pi

-

- tá des - eon - fi nho - ra não es - sa - vam de pi - sa - va_em meu sa

- a - tri
-

- pa

do lha ias to

(ln - da_es ( Se_a se (Não pas ( Que pi G

Em7

A7

D7

tá nho sa sa -

des ra vam va_em

eon - fi não es de pi meu sa

a trinó pa -

do) lha) ias) to)

Que_é le Que - ro_u Da - vam cus E

pe - lo_ir sa - do ma_a - pre - sen - ta dez tos - tões no pi - a_em meu cha

-

mão? ção pre-go péu?

Copyright by MANGIONE, FILHOS E CIA LIDA Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados,

49

Songbook

o Noel

Rosa

E preciso discutir
NOELROSA Samba que Noel Rosa compôs especialmente para a dupla Francisco Alves e Mário Reis, dando inicio a uma relação com o primeiro que rendeu várias outras gravações e um automóvel que Noel adquiriu e pagou com os sambas que ia compondo. Essa música revela, mais uma vez que, além de compositor, Noel Rosa tinha uma grande vocação para textos de espetáculos, o que seria confirmado em suas atividades no rádio. Se houvesse, 110 Brasil, uma tradição de teatro musical (além das revistas, evidentemente), ele e Lamartine Babo poderiam ter sido dois grandes autores desse tipo de espetáculo. A primeira gravação foi lançada em 1932, por Francisco Alves e Mário Reis, em discos Odeon.

"'

F7

F#o

C/G

A7

Om

G7

C

C/Bb 11I

F7/A

11111111 1
C/E Ebo G7/0 CO B7 E/G# E7
Am

0#°

1IIIIllIIII
(Francisco F7 I Alves:) Na introdução F#o I desse samba Quero, FY'A (Mário G7 Alves Reis:) A7 YG I avisar por um modo qualquer

I

Dm I Que esta briga é por causa

G7 C I de uma mulher

I

YBb

I I I I I I
C É

"E

F#o I eu aviso, também

I I

YG Que neste samba

A7 Dm I I agora me meto Para cantar

I
com Francisco GY'D razão"

I

C em dueto

I I I I
"Foi

I
preciso

I I I
comigo

I I

I
quero

I I

I

I
"Da

discutir"

Mas não

discussão

YE discussão

Ebo
sal a

I

G7

I I

I /
Mas, G7 A mulher

I

às vezes, sai pancada C não traz letreiro

I

"A questão

é complicada"

Quero

I CO I ver a decisão

I I

C

I

I
tem

"A mulher Am viu primeiro

A7 Dm que ser minha"

87 IYG# E7 I que ela vinha" Mas fui eu quem

I
"Ela é

I
minha

I
porque

I Dm vi" Mas quem
I I I I I I
discutir"

I D#o segurou fui eu
I I I
Quero

A7 Dm I "A conversa já meti" A

I

G7 mulher

I C não escolheu

I
"(E podes

G7 crer

I C que) É
I
pancada

I
I

I I

I

preciso

Mas não quero

discussão

I YE "Da discussão I C I
tempo

Ebo
SaI a

GY'D / G7 razão"

I

I
Mas,

I

I

I I
"Sou

às vezes, sal

lCO

I
"Já perdi

I

"A questão

é complicada"

ver a decisão Am / o disco "Quanto

A7 Dm a paciência"

G7 I I C Eu por ela me arrisco

87 IYG# E7 / I I capaz de vio-lência" Mas não VaI quebrar A7 Dm / fama de atrevido"
I

Dm / foi perdido"

/
Perdi

/
tempo

D#o pra

YE ganhar

I
"Ganhar

I

Quem

G7 C G7 / / / C se atreve, quer brigar "(E podes crer que) É

I

/

/

/

preciso discutir. .. "

50

Songbook o Noel Rosa

F7

C/G

- tro - du= ção

des- se sam

- ba

sar

de um mo - do

qual- quer

A7

~~1

que

~~_~*
Dm G7
es - ta bri- ga é por cau sa de_u ma

c

ClBb

"1~.

j!
E

mu - Iber

eu

a - vi - so

tam - bém

Que nes - te

sam

ba

a - go - ra

me

me-

A7

Dm

G7

c

to

Pa - ra

ean

tar com Fran- eis - eo

AI

ves em

du - e

to

51

Songbook o Noel Rosa

e

pre elE

- ci

so

dis

-

cu - tir G7

Mas

não

que

ro

dis

- cus - são

Da

dis - cus-

G7/D

são

sai

a

ra

-

zão

Mas,

às

ve

zes, sai

pan - ca

da

A ques-

c

e

A7

tão

é com - pli - ca

- da

Que- ro

ver

a de - ci - são

A mil - lher Já per - di

tem a

que ser pa - ci

ml -

ên -

Dm

G7

e

e

87

nha cia E/G#

A Eu

mu-Ther
por e

não

traz me

le .: trei ar - ris

ro co Am

Foi co Sou ca

- mi - paz de
vi

Ia

VI -

Ia E7

o - lên-

nha cia

Mas Mas

fui

eu

quem que -

viu brar

pri - mei

ro co A7

E - laj
Quan-to

mi-nha

por foi

- qlle

vi

não vai

o
elE

dis

tem-po

per - di-

Dm

Dm

Dm

I@~~~ê
Mas do G7 quem se - gu - rou tem-po pra fui ga eu nhar G7 A con - ver sa ma


de _a
-

me - ti tre - vi do

A Quem

muse_ a-

Per - di

Ga-nhar

fa

e

-~.
que

~

lher tre

não

es

co - lheu bri - gar

E po- des

crer

é

ve quer

Copyright Rua Ramalho Ortigão,

by MANGIONE,

FILHOS

E ClA LTDA. reservados.

38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos

52

Songbook o Noel Rosa

Esquina da vida
NOEL ROSA E FRANCISCO MA ITOSO

o parceiro de Noel, Francisco Mattoso, era um pianista que atuava em rádio (interpretava Emesto Nazareth, Eduardo Souto e outros, e acompanhava os intérpretes) e que também fez carreira de compositor, criando letra e/ou música. Alguns dos seus parceiros, como Nonô e José Maria de Abreu, eram pianistas como ele. Morreu em 1940, aos 28 anos de idade, sem ter visto a gravação da sua música de maior sucesso, Eu sonhei que tu estavas tão linda, em parceria com Lamartine Babo, gravada por Francisco Alves em setembro de 1941. Além de Esquina da vida, Mattoso e Noel fizeram também o samba Vai pra casa depressa (conhecido ainda com o nome de Cara ou coroa). A primeira gravação foi lançada em 1933, por Mário Reis, em discos Colúmbia.

F

F#7

B7

Em

C7

Fm

flllllll I IIIII I INI I
C/G A7 D7 G7 C Ab7 G7(#5)
Dm

C/Bb

F7M/A

Fm6/Ab

Bb7

C/E

Introdução:

F

I Ii

F#7

B7 Em

I

C7

I I

Fm

I

YG

A7 07 G7 C Ap7 G7 G7(#5)

cI
É A7 pronto A7 valor

na esquina

A7 da vida

I I
Que

I

Dm

I

Que assisto à descida D7 nasceu G7 C pra milionário

G7 De quem

I

C subiu

I

07

G7 C Faço o confronto FmYAb na esqui---na

I
Entre YG da vida

/

/

o malandro

I I I
Que

I Dm E o otário
Om o homem Dm I gen-te, C a mão

I I
A7

YBp

F7M/AI E

I

I
Observo A7 situação o

I

G7 dá à mulher G7 cheia

I
C razão

B177

I

I I

e ao amor

Dm E C É

I

YE Fm I é por is-so que ela

YG em qualquer

I

I
de

I

G7(#5)

I
na

II
esquina da

Zomba

da

sempre

A7 vida

I
Que

/
espero

I
ver

Dm você YBp

I G7 I Estenden-do
F7M/A/ E Fm por is-so

I

D7

G7 C E implorando YG da vida

I I I

I A7 Já desiludida
A7 o valor

I /

Om I O meu perdão

I

07 G7 C Para eu dizer que não

I I I
Dm E

FmYAp na esqui--na

I

I

Observo

Om Que o homem

I

G7 dá à mulher

I Bb7 e ao amor

I

A7

I
é

I

YE Y G A7 que ela Em qualquer situação

I
Zomba

Dm I da gen-te, sempre

G7 / C / / cheia de razão

53

Songbook o Noel Rosa
ESQUINA DA VIDA

intro

F

B7

Em

C7

Fm

C/G

A7

D7

G7

C

A~7

I~

F"

~

*
C
voz

G7

G 7(#5)

A7

I~

~
É É

1j
na na


es es qui
- qui

y
~
na na da da vi vi da da

j@
Que_as Que_es -

Dm

G7

C

D7

G7

sis pe -

to à ro ver

des - ei vo - eê

da

De quem su - biu Es-ten - den - do_a mão

eon pio

-

fronran-

C

A7

to do

En

-

tre

o Já

ma- lan de - si

-

dro pron lu - di

-

to da

~

E O

o meu

o-táper - dão

Dm

D7

G7

C

C

CIB~

1 ~.
rio Que nas Pa - ra Fm6/A~ eeu eu FIA

~
pra di mi - lio zer que

ná não

j@ 11 rio

* *
A7 ~
va
-

I

·r

I
E

C/G

~
na es - qui
-

~
na da vi da_O
-

1
lor

8
Que

b - ser- vo_o

o

54

Songbook o Noel Rosa

Dm

G7

B~7

A7

Dm

I~

~.
bo-mem

V

~.
dá3 mu
-

~
lber e ao a mor

*
E
é por C/G

Fm

CIE

A7

is

so

que

e

Ia_Em qual- quer si - tua - ção

Zom-ba

da

gen

te,

sem - pre

G7

c

G 7(#5)

chei - a

de

ra - zão

Copyrightby MANGIONE, FILHOS E elA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

55

Songbook o Noel Rosa

Eu sei sofrer
NOELROSA
Samba que começou a ser feito em Friburgo, para onde Noel Rosa viajara na tentativa de recuperar-se da tuberculose. Sua letra é uma das raras oportunidades em que Noel permitiu que a doença refletisse em sua obra musical. Não se entregava, porém, como revelava um dos seus versos: "Mesmo assim, não cansei de viver". Quando circulou o boato da sua morte (graças a uma falsa notícia transmitida pela Rádio Cruzeiro do Sul), Eu sei sofrer foi um dos sambas que Noel cantou para o repórter da revista Carioca, que fora em sua casa para fazer aquela que seria a última entrevista. Primeira gravação lançada em junho de 1937, por Araci de Almeida; em discos Victor.

Ab

AO

Eb/Bb

C7/G

C7/E

F7.

F/Eb

Bb7/D

Bb7

Eb

Eb/Db

Eb7/Bb

Gm/D

Fm/C

Bb

Eb/G

GbO

Fm

Bb/Ab

EO

Bb/F

Bb/D

II
BO

l!ll1J 11III I I
F7/C F7/A
Ab/C
Bb7/F

Bbm6/Dt:>

C7

C/Bb

Introdução:

Ab / / AO E~Bb

/ C:YG C:YE F7 ~Eb

Bb:YD Bb7 Eb / ~~Db

Eb:YBb

Ab / / AO E~Bb

Eb

E~G Gbo Gbo / / / Frn / Bb7 / Quem é que já sofreu mais do que eu? Quem é que já me viu
/

B~ Ab

E~ G / chorar? Bb7

E~Bb

/

Eb / / EO B~F / Sofrer foi o prazer que Deus me deu

B~D

BO F:Yc / Eu sei sofrer Bb7

F:YA

F7 Bb7 A~C sem reclamar
/

/ / Quem sofreu

/

/

/

/ / /

mais que eu, não nasceu

/ / / Bb:YD Com certeza Deus já me es Go/D

Eb

I

queceu

E~ G Bb:YF / Bb7 / Mesmo assim não cansei de / E pondo a

Eb / / E~G Bb:YF / Bb7 / Eb / viver E na dor eu encontro prazer 56

BbrnrDb

C7 / Y'Bb C:YG Fm Saber sofrer é uma ar--te

Songbook

o Noel

Rosa

/ /
/ B\:J7 /

F:YA /

F7/C

F7

B\:J7

A~C

B\:J:YD B\:J7 E\:J

modéstia de par-te

Eu pos--so

dizer

que sei

sofrer
E~G / E~B\:J /

Quem é que já sofreu
E\:J

/

E~G

G\:J°

Frn

mais do que eu?
EO B~F

/
Quem
BO F:yC /

/
é que já me
F:YA
VIU

/

B~A\:J

/
/ /

/
/

chorar?
B\:J7 / /

Sofrer foi o prazer que Deus me deu
/ / /

/

B~D

Eu sei sofrer
/ B\:J:YD B\:J7

F7 Bb7 A~C sem reclamar E~ G B\:J:YF /

Quem sofreu mais que eu, não nasceu Bb7 / / E\:J / / E~G que nun-ca sofreu Sem
Frn / / / B\:J:YF /

/

/
B\:J7/

Com certeza

E\:J / /

Deus já me
Eb / Grn/D

es--queceu
B\:JrnYD\:J C7 /

Quanta gen--te
YBb C:YG

sentir,
~A /

muitos prantos
F:yC F7 B\:J7

verteu
A~ C Bb:YD

Já fui
B\:J7

amada e engana--da

Senti quando fui despreza--da

Ninguém

padeceu

mais do

que eu

C7/G

C 7/E

F7

F IE~

11

B~71D

E~

2

E~
, I

GrnID

FmlC
voz

..

'

...•..

"'"11

Quem

Fm

~
é

@j~. ~.~§~~y~J§
so freu Mais do que eu? Quem E~/G

que já

é

que já me viu

cho - rar?

So - frer

foi o pra - zer

57

Songbook

o

Noel Rosa

BO

F7/C

F7/A~

F7

~~~!f~~

-

que Deus me deu

Eu sei

so

-

frer

~

sem

re - ela - mar

~~I~j·~.~~
Quem so - freu mais que eu, não nas - ceu

~ª}
E~

'f~~~~_~~
Com cer te za Deus que - ceu

E~

~~}Y-~~~i§
Mes Quan mo_as ta sim gen não te can que - sei
nun

de ca

vi so-

ver freu

$@ª,

'f~~~1
E Sem na sen dor tir,

~~~
eu en mui - tos con pran

~~~
tro tos pra ver zer teu

~1

G mID

B~rn61D~

C7

C IB~

C7/G

Frn

Yê.~
Sa - ber Já fui so - frer a - ma é da

e

u- ma ar en- ga - na

te da

E pon - do_a Sen - ti quan

-

mo do

F7/A

F7/C

F7

dés fui

-

tia de par des - pre - za

-

te da

Eu Nin -

pos - so di - zer guém pá-de - ceu

que sei mais do

so - frer que eu

Quem

Copyright by MANGIONE, FILHOS E CIA LIDA.
Rua Ramalho Ortigão, 38/1" andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

58

Songbook o Noel Rosa

Feitiço da Vila
VADICO E NOEL ROSA Noel Rosa dedicou esta música - uma das mais conhecidas de todo o seu repertório - a Leia Casatle, uma jovem de Vila Isabel que fora eleita Rainha da Primavera, em 1934, e muito badalada na imprensa, onde sua foto ilustrou várias reportagens e páginas de revistas. Numa entrevista ao periódico A Voz do Rádio, sobre a temporada passada em Belo Horizonte, para onde viajou em busca de ar puro para os seus pulmões, Noel confessou: "Enterneci-me vivamente quando pressenti que o samba Feitiço da Vila calara fundo no espírito daquela gente boa. Difundiram-no, popularizam-no e, numa mostra de curiosidade bem feminina, as moças queriam conhecer as razões que lhe inspiraram o título. Traduzi-o por 'Feitiço de minha pátria', pois, como já disse Cícero, 'a pátria é onde se está bem', e nunca me senti melhor do que no recanto calmo e bonançoso de Vila Isabel. " Primeira gravação lançada em dezembro de 1934, por João Petra de Barros, em discos Odeon.

Em

F#m

B7

E7

A7

D

Bb7

111111111 ImeI I I I I "I
F#7

G

Bm

Gm6

D7

C#7

F7

A7jC#

Introdução:

Em / E#o / F#m / / F#7/ nasce lá na Vila

/ B7 / E7 / A7 / D Bb7 A7 / F#7 / / / G / A7 / o sam-ba Que faz dançar / / Quem / G é bacharel / D / Bm os galhos Do arvoredo

o
Quem

/

/ / G/ / / Nem sequer vacila Ao abraçar

/ E7/ e faz a lua G / A7 São Paulo

A7 / / F#7 D / / / / / / Lá em Vila Isabel nascer mais cedo / D / dá café Minas A7

/ / F#7 / / / Não tem medo de bam-ba

Bm / E7 / A7 / D / / / A7· / / / / / / dá leite E a Vi-Ia Isabel . dá samba A Vila tem Um feitiço sem farofa Sem F#7 / nome de

Gm6 / / vela e sem vintém A7 E7/ feitiço decente G Sol,

D / D7 / G / Que nos faz bem Tendo A~C# a gen--te

/

Bm prmcesa

C#7 / Transformou

/
O

F#m samba

F7 Num /

/
que prende

/ D / / F#7/ / O sol na Vila é tris-te

/
Samba A7 / vão lo--go

G / / / / não assiste Porque a gente D / í embora Eu Bm à parte,

F#7 / / implo--ra:

/

A7 / pelo amor

E7 D Bm / / de Deus Não venha agora que as morenas

/

/ /

F#7/ / sei por onde pas-so A7 eu sou

/
Sei

/ A7 F#7 / / / G G/ / D / / / Paixão não me aniqui-la tenho que dizer: Modéstia Mas tudo que faço

/

E7 / / meus senhores,

/
da / nome

A7 / D /D7/G D / / / A7 / / / / / / / Gm6 / Que nos faz bem Vila! A Vila tem Um feitiço sem farofa Sem vela e sem vintém F#7 de / Bm princesa / C#7 Transformou / F#m F7 E7 / A7 o samba Num feiti-ço decente / que prende A~C# a gen--te /

Tendo

59

Songbook o Noel Rosa
FEITIÇO DA VILA

A7

D

D

Quem

nas em sol sei

ce Vi da por

lá la_1 Vi on

-

Vi beI tris pas

Ia te so

G

G

Nem Quem Sam Sei A7

se- quer é ba ba não lu - do

-

va cha as que

ci
rei sis fa D

Ia te ço

a - bra Ao Não tem me Por - que a Pai - xão não Bm

-

çar o do de gen - te_im me_a - ni -

saro bam pIo qui

ba ba ra: Ia

Que São Sol. Mas

E7

faz dan - çar Pau - 10 dá pe - lo_a- mor te - nho que

os
ca

de di

-

ga fé Deus zer:

lhos Mi Não Mo

Do_ar - vo nas dá ve - nha_a dés - tia_à

re lei go par

- do_e - te - ra - te,

faz e que_as meus

a
a

mo se
A7

-

lu Vi rc
!lho

a
Ia-I -

nas sa vão eu

Ilas

res,


cer bel
)0

5~2
mais ce dá sam go_ero - bo da Vi do ba

*
Gm6

y
A Vi- Ia tem um fei - li - ço sem

Lá Eu

ra
Ia!

sou

A7

D

D7

fa -

TO

-

fa

Sem ve - la_e

sem

vin - tém

Que nos

faz bem

Ten-

60

Songbook o Noel Rosa

G

Bm

F7

E7

-

do

no-me

de

prin- ce

sa

Trans - for - mau

o

sam

- ba

Num fei

ti - ço

de-

A7

A 7/C# Ao

%
cen te que pren- de_a gen te

o

Copyright by MANOIONE, FILHOS E CIA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - 01'.17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

61

Songbook

o Noel

Rosa

Filosofia
NOELROSA Era um dos sambas preferidos por Mário Reis, que o lançou e o regravou, muitos anos depois. Foi cantado por Orlando Silva durante o programa feito pela Rádio Nacional, em homenagem a Noel, quatro dias depois da sua morte. Mas o grande êxito deste samba foi obtido por Chico Buarque de Holanda, num LP gravado em 1974, com o titulo de Sinal fechado. Foi um disco em que Chico interpretou músicas de outros autores, porque a censura do regime militar da época vetava todas as suas produções. Primeira gravação lançada em 1933, por Mário Reis, em discos Colúmbia.

Gm

A7

Dm

Em7(b5)

Bb7

D7

m~

I I I I I
Gm / A7 / Dm / / / Em7(bS) / A7 / Dm
Bb7 A7

Introdução:

/

Dm / A7 mundo O

Dm / me condena

/ / /

A7 E ninguém

Dm tem pena

/

/
Falando

/
sempre

A7 / / mal do meu nome

/ /
Hoje

/ / /
Dei-xando

/

/ /

de saber

/
/ Gm indiferente

/ / /
aSSIm

/ / / /

/

/

Se eu vou morrer

de sede Ou se vou morrer

Dm / Bb7 A7 Dm de fome Mas

/ /

A7 Dm a filosofia

/

D7 / / / me auxilia A viver

/ A7 / Nesta prontidão / / /

Dm Em7(bS) / / / sem fim Vou fingindo que sou fICO
(Bb7)

A7 / Pra ninguém / D7

/
zombar

Dm de mIm

/ / /

A7 / Não me incomodo / Dm neste mundo

A7

/
/ Dm vagabundo

Que você me diga

/

/
/ /

/

/ / / Gm

/
(Bb7)

Que a sociedade

é minha Inimiga

Pois cantando A7

/ / / A7 / / Vivo escravo do meu samba Muito embora / / Mas não compra / D7 alegria / / / Gm

/ / / / A7 / Quanto a você Da aristocracia

/ / Que tem dinheiro

/ / / Dm Há de viver eternamente

/ Sendo

/ escrava

/ dessa

A7 gente

/ Que

/ / Dm / A7 / cultiva hipocrisia

62

Songbook o Noel Rosa

$1 r
A7 Dm B~7 A 7 Dm A7 Dm

Gm intro

A7

Dm

Em7(~5)

Dm A7 Dm

~

o

*
mun do me con - de na

A7

E nin - guém

tem

pe

na

Fa

-

lan

do sem

-

pre

mal

do meu

no - me

Dei

xan

do

de

sa

-

ber

mor - rer

de

se -

Dm

Dm

de

Ou

se

vou

mor- rer

de

fo

me

Mas

Dm

A7

Dm

D7

a

fi - 10

-

so

fi

a Gm

*
"{

~
Ho - je

m
me_au
-

xi

li

a

A

vi-

A7

ver

in - di

-

fe

-

ren

te

as - sim

m*
Em7(~5)
co

~
Nes-ta pron ti - dão sem fim

Dm

A7

Vou fiu

- gin

-

do que

sou

ri

Pra

nin

-

guém

zom- bar

de

miin

63

Songbook o Noel Rosa

Dm

A7

Não

mo

do

Que vo

me

di -

A7

A7

ga D7 Gm

so

eie - da

de

é

mi

-

nha

ni

mi -

Dm

ga

Pois

ean

tan

do

nes

-

te

mun

-

do

A7

Dm

Fim era vo do meu sam

ba Mui - to_em

- bc -ra

va - ga - bun A7

do

A7

to

era

ei

a D7

A7

Que

tem

di -

nhei

ro

Mas

não

com - pra

a

le

-

gri

a

Gm

Dm

de

vi -

ver

e - ter

na

men

te

A7

Dm

A7

era

-

vo des

-

sa

gen-

a

Copyright by MANGIO E, FILHOS E ClA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

64

Songbook o Noel Rosa

Feitio de oração
NOEL ROSA E VADICO
Antes da gravação de um disco de Francisco Alves, O pianista Vadico (que iria acompanhar o cantor) executou uma melodia de sua autoria que encantou o diretor artístico da Odeon, Eduardo Sou to, também compositor e pianista. Até aquele momento =fins de 1932 - Vadico (Oswaldo Gogliano, paulistano do Braz) já havia incluído um samba chamado Deixei de ser otário no filme Acabaram-se os otários, de Luiz de Barros; já havia vencido um concurso de música popular em Poços de Caldas e já conseguira gravar três músicas de sua autoria. Mas foi aquela melodia que o consagrou como compositor, pois Eduardo Souto apresentou-o a Noel Rosa, para que providenciasse uma letra para ela. Foi assim que nasceu Feitio de oração. Primeira gravação lançada em agosto de 1933, por Francisco Alves e Castro Barbosa, em discos Odeon.

11I I IIIII I I I IIIIIIIII I I
G7(#5) C#O Dm Fm6/Ab C/E Em C7 Fm Dm7 Bb7 B7/0#
E

F

C/G

A7

D7

G7

c

IDIIIII
Introdução: F

I

F#o

I

YG

I

A7

I

07

I

G7

I

C

I

G7(#5)

I I I
G7 do

c I
Quem a-cha C7 I desta saudade YE Minha morena

I I C#o I Dm vive se perden-do I

I

07 I I I FrnYAb Por isso agora eu vou me defenden

I

YE Da dor

I

Em tão cruel

F I Frn G7 I C I I Que por infelicidade Meu pobre peito invade Ebo Orn7 pra cantar

I
Por

I
1SS0

Dm agora

G7 C I Lá na Penha vou mandar

I I I

I

G7 I C com satisfação

II

Bb7 A7 E com harmonia

I

I I Dm Esta triste melodi-a

II

B:YD# I Que é meu samba

I

I

E

I

G7

I

Em feitio de oração

C I Batu-que

I

I C#o I Dm é um privilé--gio I
Frn

I

D7 I I I FmYAb Ninguém aprende samba no colé G7

I

G7 gio

YEI
Sambar

Em I C7 é chorar de alegria YE Minha morena

I

F

I I I

I

C

I/

É sorrir de nostalgia Dentro da melo-di-a

I Dm Por isso agora I

I

G7 I Lá na Penha vou

C
mandar

I

Ebo Drn7 pra cantar

I

G7 I C com satisfação

Bb7 A7 E com harmonia

I I Dm Esta triste melodi-a

I I

I
Que é 65

Songbook

o Noel Rosa

B~ml= /

meu samba FmYAb / cida

E C / / G7 / / / O sam-ba feitio de oração Em

/ / C#o / Dm na realida--de
/
F Sentirá

/

D7 / / / Não vem do morro Nem lá da G7 / C no co-ra-ção

G7 de

/

YE E quem

/

Em C7 / suportar uma paixão

Fm / / que o samba· então Nasce

/ / / F / FW /

YG

/ A7! D7 / G7 / C / / /

I~,ª~
G7(#S) vou sam nem -

voz

%

e

Orn

07

'í~
Quem a - cha tu - que sam - ba vi é na ve se um pri re - a per - den vi - lé li - da do gio âe Por isNin - guém Não vem go - ra eu pren de mor - ro

Frn6/A~

G7

elE

Em

me ba lá

de no da

-

fen co ci

-

den lé da

do gio âe

Da Sam E

dor bar quem

tão é su -

cru - el cho - rar por - tar

des - ta sau - dade a - le - gripai - xão u - ma

e7

F

Frn

G7

e

de

a

Que E

por in sor - rir Sen - ti - rá

-

fe - li - ci - da de nos - tal - gi que_o sam - ba_en- tao

de a

Meu po Den-tro Nas-ce

bre da no

pei - to_in - va me - 10 - di co - ra - ção

de a

Orn

G7

e

elE

E~o

Por is - so_a - go

ra

na

Pe-nha

vou

man - dar

Mi-nhamo

- re-na

pra

can

-

tar

66

Songbook o Noel Rosa

Dm7

G7

c

c

A7

com

sa- tis

-

fa -

ção

E

com har

-

mo

-

ni

a

Es

-

ta

I~_·
Dm
tris- te me - 10- di

B71D#

a

Que

é

meu sam

ba

em

fei - tio

de

o

ra

-

ção

E

G7

D7

G7

C

~

ij

~

*

-

~

Copyright by IRMÃOS VITALE S/A IND. E COM. Rua Direita, 115 - Centro - São Paulo - Brasil. Todos os direitos reservados.

67

Songbook o Noel Rosa

Fui louco
NOEL ROSA E ALCEBÍADES BARCELLOS
Este samba nunca foi gravado com o nome de Noel Rosa, mas há testemunhas de que ele é o parceiro de Bide (Alcebíades Barcellos). Almirante relacionou Fui louco na discografia e musicografia de Noel. João Máximo e Carlos Didier também colheram depoimentos de pessoas que asseguraram ser o samba de Bide e Noel. De qualquer maneira, trata-se de uma das muitas parcerias do compositor com os sambistas ligados às escolas de samba. Bide, grande compositor e excelente ritmista, foi um dos fundadores do bloco Deixa Falar, identificado como a primeira escola de samba. Segundo depoimento dele mesmo e de outros sambistas, foi inventor do surdo como instrumento de percussão do samba. Primeira gravação lançada em abril de 1933, por Mário Reis, em discos Victor.

F

~

~

~

m

m

C

~

111111111 IIII1IIII
E7 Am/G B7 Bb7 A7 Dm7 Dm Am7 C7/G

Introdução: F / FW /

Y G / Am / D7 / G7 / C /

/ /
/ /

G7 / / / / / / / C COC / E7 / / / / / / / Am / / Am/ G F#o / / Fui lou-co Resolvi tomar juí--zo A ida-de vem chegando e é preci--so Se eu cho--ro

,..-----,
/ / / C / / B7 Bb7 A7 / / / Dm7 / / / G7 / / / C Meu sentimento é profun-do Ter perdido a mocidade na orgia Maior desgosto do mundo! C COC / E7 / / / / / F#o / / Am / / Am/G G7 / / / / / / / / / Fui lou-co Resolvi tomar juí--zo A ida-de vem chegando e é preci--so Se eu cho--ro
r----o

I

/ / / / /

C / / B7 Bb7 A7 / C / Dm7 / / / G7 / / / / Meu sentimento é profun-do Ter perdido a mocidade na orgia Maior desgosto do mundo!

/

/

/

I

Dm / Neste mundo

/

G7 C / ingrato e cruel

/ I /

E7 / / Eu já desempenhei

O

Am7 / meu papel .

/ CY'G / F

/ F#o / YG / E da orgia então Já
Am7 / o meu papel

Am D7/ G7 / C / pedi minha de-mis-são / CY'G / F

/ /

Dm / Neste mundo

/

G7 C / ingrato e cruel

/ / /

E7 / / Eu já desempenhei

Am / F#o / YG / D7/ G7 / C E da orgia então Já pedi minha de-mis-são

/

/ / /

C COC G7 / / / / / / / Fui lou-co Resolvi tomar juí--zo
;-----o

/ E7 / / / / / / / Am / A ida-de vem chegando e é preci--so

I

Am/ G F#O / / / / / / / C / / B7 Bb7 A7 Se eu cho--ro Meu sentimento é profun-do

/ / I Dm7 / / / G7 / l/C Ter perdido a mocidade na orgia Maior desgosto do mundo!
68

/

Songbook o Noel Rosa

C/G

Am

D7

G7

c

Fui

lou

co

Re- sol -

vi

to- mar ju

-

c

E7

Am

zo

A

i - da

de

vem cbe -

gan - do_e

é pre - ci

Am

A mlG

F#o

c

cbo

ro

Meu

sen- ti -

men -

to_é

pro

c

fun

C

B7 Bb7

A7

Dm7

G7

1* 1*

J
do

*

I

*

.
Ter per - di-do_a mo - ci - da
-

de

na ar

~

- gi - a

*

I

*

Mai -#or

~

c
~.
des- gos - to do mun
-

r

I

do! Fim

*

I

*

1

Fui

êd *
2

Dm

----

J
Nes
-

~.
te mun
-

1
do

m
in -

lou-

G7

c

E7

Am7

y~~§
gra to e cru - el Eu já de-sem-pé - nhei o meupa - pel

69

Songbook o Noel Rosa

C7/G

F

C/G

Am

D7

I~~~-~~.
E da or - gi - a eu G7
C

~
tão

~~*§
pe - di
mi-nha

de'--''

I~ J.
mis

são

j§ *

:~f

1~
Fui lou-

Ao e Fim

%

Copyright by IRMÃOS VITALE S/A IND. E COM. Rua Direita, 115 - Centro - São Paulo - Brasil. Todos os direitos reservados. Copyright by MANGIONE, FILHOS E CIA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

70

Songbook o Noel Rosa

Mais um samba popular
VADICO E NOEL ROSA Um dos mais belos sambas da dupla Noel Rosa-Vadico e que, estranham ente, permaneceu inédito durante vários anos, mesmo depois da morte de Noel. Trata-se de uma letra tão bem elaborada que seria difícil destacar um ou outro verso, embora nenhuma antologia possa desprezar a quadrinha "Eu bem sei que tu condenas/O estilo popular/Sendo as notas sete apenas/Mais eu não posso inventar". Noel cantou várias vezes Mais um samba popular, em apresentações públicas, como curiosidade, pelo fato de Vadico, autor da melodia, tê-Ia mostrado ao parceiro já com a primeira parte da letra pronta. Sabiamente, Noel recusou-a. Dizia a letra de Vadico: "Eu fiz um samba pra te dar/Feio ou bonito, faça força pra gostar/Se não gostares/Eu só posso te dizer/Meu benzinho, me perdoe/Que melhor não sei fazer". Primeira gravação lançado em 1954, por Ana Cristina e conjunto de Luiz Bittencourt, em discos Sinter.

./"

F

C7

F7

BI>

BI>7

A7

1111111
D7
Gm7

E7

em7

fi"

Gm

11111"'lEl
F Fiz

/

C7 um poema

F / pra te dar

/

F7

Bb / Cheio de rimas, Gm7 no lixo

/

Bb7
que acabei

/ A7 / D7 de musicar

/

Gm7 / E7 Se por capri-cho Não quiseres F7 diversos Bb / Escrevi meu

/

F aceitar

/
Eu tenho que

D7

/
Jogar

/

C7 Mais um samba

/ F popular

/

Cm7 / Por motivos bem

/
samba

/
assim

/

,.-,

F D7 Gm7 F C7 / Fiz o coro após os versos E a introdução eu fIz no fIm (No botequim F / F7 / / pra te dar Cheio Bb de rimas,

/

FO

r--o

/

D7 Gm

/
do Seu Joaquim)

C7 F Fiz

/

C7 um poema / F aceitar /

/

Bb7
que acabei

Gm7 / E7 / A7 / D7 / de musicar Se por capri-cho Não / Cm7 / F7 Eu bem sei que tu condenas
r-o

/
Eu tenho que

D7

quiseres

/ jogar

Gm7 / C7 no lixo Mais um samba

/ F popular

/ O

Bb / / estilo popular
r-J

r
Mas sendo as notas

F sete apenas

/

D7 Gm7 Mais notas não posso

C7 F inventar

(Pra

/ te agradar,

D7 Gm pra te

/ agradar)

C7 F

71

Songbook o Noel Rosa
MAIS UM SAMBA POPULAR

F

C7

F

F7

Fiz

um

po

-e - ma pra

te dar

Cbei

-

o

de

ri

-

mas,

A7

D7

Gm7

E7

bei

de mu

-

si - car

Se por

ca - pri - cbo

Não

qui - se - res

a- cei - tar

F

D7

Gm7

C7

F

Eu te- nho que

jo- gar

no

li

xo

Mais um

sam

- ba po - pu - lar

Por Eu

mobem

Cm7

F7

FO

ti - vos bem sei que tu

di-ver con- de

-

sos Es - cre - vi meu sam - baas-sim nas O es - ti - 10 po - pu - lar

Fiz o Mas sen- do_as

co-ro_a no - tas

-

pós os verse - te_a - pe-

i f
F
D7 Gm7 C7

f
D7

r
Gm C7

F

~
sos] E_a in - tro - du- ção nas! Mais no - tas não pos Eu fiz no fim so in - ven - tar (No bo - te- quim (Pra te,a- gra - dar,

~ 1#
do seu Joa-quim) pra te_a- gra - dar)

f~
Fiz

Copyri~ht by MANGIONE,

FILHOS E ClA LTDA.

Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

72

Songbook o Noel Rosa

Mão DO remo
NOEL ROSA E ARY BARROSO Melodia de AI}' Barroso, letra de Noel Rosa para a revista teatral Mar de rosas, de Gastão Penalva e Velho Sobrino, que estreou no Teatro Recreio, no dia 24 de julho de 1931, com Margarida Max no papel principal. O samba era interpretado por Sílvio Caldas que também cantava Cordiais saudações, de maneira teatral: sentado numa mesa, fingindo escrever a carta que Noel transformara em samba. Mão no remotinha, inicialmente, o nome de Iça a vela. Primeira gravação lançada em novembro de 1931, por Sílvio Caldas. em discos Vietor.

AI>

D7/A

EbjBb

Db7/Ab

C7/G

C7

Fm

BI>7

EI>7

Eb

Eb/G

GbO

Bb7/F

Bbrn/Db

Abm

C7/E

F7

Fm7

Fm/Ab

Bbm6/Db

Introdução:

A1> /

Dy A /

E~R1>

D1>y A1> C7/G C7 Fm / R1>7 /

E1>7 /

/ / A1> /

Dy A /

E~R1>

D1>y A1>

C7/G

C7 Fm / Rb7 /

Eb R1>7

/

/

/ R1>7
E a

Rb7

/

/

/

Eb

/

/

/

E~G

Gbo

RbYF

Rb7

R1>YF

Nesta vida, nesta vida Cada qual

tem um barco que navega E o azar

é na-tural

Nem há nada

R1>YF

R1>YF R1>7
Justi

E1> / R1>m/D1> /

C7

/

/

/

Frn

/

/

mais fatal

ça é ce-ga

Mas se os ventos sopram contra Ou se vem a tempestade

AbAbrn
Nunca

E1> /

A1> E1>

E1> / C7

CYE
O

F7

R1>7 E1>

/

/

/

/

/ A1> E1>

/

E1>

mais o barco encontra

porto da felici-dade

Mão no remo! Mão no remo! / / E~ G B1>YF Pois se queres ser fe--liz

Com toda a coragem

/ A1>

/

Frn7 Cy G Foy A1>/ Abm

/ R1>rn
no a-mor

o/

D1>

Pra levar vantagem

No mar desta vi-da

C7 Frn

/

R1>YD R1>7

E1>

/

/

/

R1>7

/

/

/
E1> /
é ce-ga

E1> R1>m/Ó1>

/ /

/

/ C7

E~G é /

Tens de remar

com ardor Nesta vida, nesta vida

Cada qual

tem um barco que navega E o azar

G1>° R1>YF R1>7
na-tural

R1>YF R1>7

R1>YF R1>7
E

R1>YF R1>7
a J usti----ça

Nem há nada

mais fatal

Mas se os ventos sopram 73

Songbook o Noel Rosa

/

/

Fm

/

/

AbAbm

Eb

Ab

Eb

CYE

F7

Bb7 Eb

/

/

/

contra Ou se vem a tempestade Nunca

mais o barco encontra O

porto da felici-dade

Mete a vela! Mete a

/ Eb / C7 / Fm7 Cy G Fny Ab / Abm / / / Ab / Eb / Ab Quando for a hora vela! De ir mar afora Em busca da sor-te Aproveitando

/

E~ G
a

BbYF C7 Fm

Eb
maré

/ Bbm~Db
a fa-vor

C7 Fm / / / /

BbYD Ab /

Bb7

Eb / / /
valor

Ab /

DYA /

E~Bb

DbYAb

Cy G Eb

Te-rás pra sem--pre

/

BbYD

Bb7 Eb7

D'YA /

E~Bb

Db'YAb

C'YG C7 Fm /

Bb'YD Bb7

Bb7 Eb /

~tP-= ~
Eb ~
bar - co que na
-

Ab

D7/A

EblBb Db7/Ab

C7/G C7

Fm

Bb7

11 Eb7

~-~.. Ií~
Nes ta

_-_%
vi- da, nes- ta

B~7

vi-

da

Ca

da

qual

tem um

Eb/G

Gbo

Bb7/F

Bb7

g.
ve
-

~
E_o a
-

~
zar é na tu

m
ral

~
Nem há

ga

Eb

na

-

da mais

fa

-

tal

ce

-

ga

C7

Fm

Fm

ven

-

tos

so

-

pram

con

tra

Ou

se

vem

a tem

- pes - ta

de

Nun

- ca

74

Songbook o

oel Rosa

E~

C7/E

F7

B~7

mais

o bar - co_en - con

Ira

O

por

to

da

fe - li - ci

-

da

-

de Mão no Me- te.-:a

re- mo! Mão no ve - Ia! Me-te_a re ve mo! Ia! Com Quan to - da co - ra do for a ho gem ra Pra De le- var van ir mar a ta fo C7
Frn7

C7/G

FmlA~

~

A~rn

~
gem ra No Em mar des- ta bus - ca da vi sor da te

I

*

~
Pois se

A - pro Frn

_~~ê.~
E~/G B~71F B~rn61D~C7


- mar sem com pre ar - dor va - lor

que - res ser vei - tan - do_a

fe ma

liz no ré a

a- mor fa- vor

Tens de re Te - rás pra

~

Ao~

~~1~
Nes ta vi - da Nes - ta

e •

C7/G C7

Rua Ramalho

Ortigão,

38/r

Copyright by MANGIONE, FILHOS E CIA LTDA. andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

75

Songbook o Noel Rosa

Meu sofrer
HENRIQUE BRITO E NOEL ROSA de Noel, em Meu sofrer, o violonista Henrique Brito, era seu companheiro no Bando de Tangarás. Instrnmentista excepcional, saiu do Rio Grande do Norte, ainda menino, porque o governador do Estado considerou que, com o seu talento, deveria estudar música no Rio de Janeiro. Na então capital da República, deslumbrou os seus amigos do Colégio Batista, onde estudava, particularmente um colega chamado Car/os Alberto F erreira Braga, que, mais tarde, se tomaria famoso com o pseudônimo de João de Barro. Henrique, Braguinha e outros alunos do Colégio Batista formaram o conjunto Flor do Tempo que se transformaria em Bando de Tangarás. Henrique Brito integrou uma orquestra que tocou nas Olimpíadas de 1932, em Los Angeles e, poucos anos depois morreu de septicemia. A canção Meu sofrer é também conhecida pelo nome de Queixumes. Primeira gravação lançada em dezembro de 1930, por Gastão Formenti, em discos Parlophon.

o parceiro

Em

Bm/D

c

F#7

Bm

G#O

C#7

F#7/C#

G7

F#/E

B7 11

Em/G

Em6/G 11

Am6/C

A7

D

I I 1 11 1 I I
Introdução: Em

I I I I
teus

Bm/D

I I I I

C

I

F#7

I

Bm

I I I I I I Bm seria um sofredor I I
Bm a mim

Bm

I
Sem estes

I
G7

G#o

I I
olhos

F#7

I

C#7

F#7

Bm

I
Os meus F#7

Ii
ferinos

tão lindos

Eu/não

Em I F#VC# abro--lhos F~E até Bm olhar

I I

I
Nasceram

I I
do nosso B7

F#7 amor

I I I

Bm

I I

G#o

I I
C Ciúmes

I I I

I
E gosto

Eu hoje sou

um trovador

de assim

Bm/D penar

I

I

Em

I I
sempre

I I B"YD
. C#7 te ver F#7 bem. junto

Vou te dizer Bm I Que-ro

I

dos meus queixumes

F#7 eu tenho

I
do teu

I I I

F#7

I I I
EmYG

I I I

I I I I
Por

I
que A7

I
te esquivas

I
aSSlID,

E"YG I
co--ração

Bm

I

I F#7 De u-ma I
ele então

IBm I I I Amyc
paixão?

I Em I I B7 O teu olhar traz alegri--a I
Bm sem dor

I I

I
Mas também

I
traz o

I

D I I I Em
Sem

I I B"YD

I I I

amargar

não viveri-a

C I F#7 Vida não há

I I I

76

Songbook o Noel Rosa

Sem es- tes teus

Bm / Cp

Bm

tão

lin - dos Fp/q

0-

lbos

Eu Dão se - ria um

so- fre -

dor

Os meus

fe - ri- DOS a-

Em

G7

Bm

bro

-

lbos

Nas-ce-ram

do

nos-se aB7

mor

Eu bo - je

sou

um

tio - va - dor

Fjj/E

BmID

Em

BmID

Vou

te

di - zer

os

meus

quei - xu - mes: /

Ci-

c

Bm

Bm

Bm

Cp

~~-~
ú - mes eu ~ te - nho do teu o lhar Que - ro sem- pre te ver bem jUD- to_a

Bm

EmlG

Bm

Em6/G

Bm

mim

Por

que

te_es - qui - vas,

as - sim,

co

-

ra - ção D

De

u - ma

pai-

xão?

Am6/C

B7

Em

A7

Em

O teu

0-

lhar

traz

a- le - gri - a

Mas tam - bém

traz

o

a - mar - gor

Sem

e-Ieeo-

tão

BmID

c

Bm

~~~Dã·o
VI -

?l

ve -

Fl. -

a

Vi I

-_

da

Dao

~bá·

sem

. dor

Copyright by MANGIONE, FILHOS E eIA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

77

Songbook

o

Noel Rosa

Não resta a menor dúvida
HERVÊ CORDOVIL E NOEL ROSA
Letra que Noel escreveu para uma melodia já pronta, de Hervê Cordovil, a fim de ser cantada pelo Bando da Lua no filme Alô Alô Carnaval, de Ademar Gonzaga e Wa/lace Downey, lançado com grande . êxito em 1936, antes do carnaval. João de Barro e Alberto Ribeiro, os roteiristas do filme, pouco tiveram que jazer, pois o que interessava mesmo em Alô Alô Carnaval eram os números musicais. No vendaval que se abateu sobre a história do cinema brasileiro, com o desaparecimento de todas as cópias de filmes importantes, escapou Alô Alô Carnaval, como um documento da época. Trata-se do único trabalho em que é possível ver, cantando, vários nomes importantes da música popular brasileira. Primeira gravação lançada em janeiro de 1936, pelo Bando daLua; em discos Victor.

C7

F

D7(b9)

Gm

Bbm

FIA

D7

G7

F7

E7

Eb7

C7 Você

I I

I I I I I F I é uma pequena que não resta a menor dúvida II I I II I I I
C7 Pa--ra Oh, dívida! 07(DIJ) Estou

II

I I II

Oh, dúvida!

C7 E eu

I I I I I

I
Bbm

I

I

I
07 Pra me dar

por sua causa já não pago a

I F I minha dívida

I I

I I I I I Gm I só esperando que você me leve o último I I Ii I II I
Darei C7 Você F

I I I ~A

tostão F7 E7 Eb7

G7 C7 F seu co--ra-ção

I

I

I

I

I

possuir seu coração

até meu último tostão

07 Pe--Io

I
seu

I I
amor

Gm I Bbm Serei aviador C7 E eu

I

F I C7 I F Irei até lamber sa-bão

II

I I I I I F Ii é uma pequena que não resta a menor dúvida I I I I I I I I I
Se C7 Oh, dívida! 07(DIJ) Estou

I

I I I I

I I

Oh, dúvida!

I I I I I F I por sua causa já não pago a minha dívida I I I
Bbm

I I I

I

I I II

só esperando

I I I Gm I que você me leve o último I
Fazer
F

I I I ~A
F7 E7 Eb7

tostão

07 G7 C7 F Pra me dar seu co-ra-ção 07 I I Eu Irei então

I I

I

acaso você não quiser
F I C7 Por outro coração

I I II
C7 Você

I I I
F

I

I

por num aquilo que puder

Gm I Bbm Trocar meu coração

I F qualquer I

I I I I I F I é uma pequena que não resta a menor dúvida III I I II
Oh, dívida! 07(DIJ) Estou

II

I I II

Oh, dúvida!

C7 E eu

I I I I

I
Bbm tostão

I

I

por sua causa já

I

II

não pago a minha dívida ~ A 07 G7 C7 F Pra me dar seu co--ra--ção 78

I I I I I Gm I só esperando que você me leve o último

I II

Ii

Songbook o Noel Rosa C7

Vo -

é_u- ma pe - que- na que não

res - ta_a me- nor

dú - vi - da

Oh,

C7

F

dú - vi - dai

E

eu

por su - a

cau- sa já não

pa- go_a mi- nha

dí- vi-da

Oh,

Gm

dí - vi - da!

Es -

tou

só es - pe -

ran - do

que vo - cê

me

le- ve_o

úl - ti - mo

tos -

-*,tão Pra me dar seu F Da- rei Fa- zer
Gm

B~m

FIA

D7

G7

C7

F

C7

co - ra

ção

Pa Se F

ra pos - su - ir seu co - ra a - ca - so vo - cê não qui E7 D7

ção ser

F7

a - té meu por mim a -

úl - ti - mo tos qui - 10 que pu F

tão der F
Ao 2 vezes e Fim

Pe Eu

10 seu ai - rei en-

B~m

C7

-

%

mor tão

Se - rei a - vi - a - dor Tro - car meu co- ra - ção

I - rei

Por

a - té Iam - ber sa - bão ou- tro co - ra - ção qual- quer

Vo-

Copyright by MANGIONE, FILHOS E elA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 -' Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

79

Songbook o Noel Rosa

Mulato bamba
NOELROSA
Noel Rosa compôs este samba - um clássico de nossa música popular - quando excursionava ao Sul do país, em companhia de Francisco Alves, Mário Reis, Nonô e Pery Cunha. Mário Reis interessou-se logo pela música e colocou-se à disposição para gravá-Ia, assim que o grupo retomasse ao Rio de Janeiro. João Máximo e Carlos Didier, examinando o personagem criado pelo compositor, estranharam (no livro Noel Rosa, uma biografia) que o "mulato bamba" fosse malandro, forte e corajoso e, no entanto, não quisesse apaixonar-se por mulher. Para João e Didier, essa malandro é muito parecido com Madame Satã, o famoso homossexual da Lapa que era capaz de enfrentar (e vencer) quem se aventurasse a brigar com ele, malandro ou policial. Primeira gravação lançada em 1931, por Mário Reis, em discos Odeon.

Eb

Gm

Bbm6/Db

Fm

Abm6/B

Bb7

Ab/C

B

Eb6

Eb/G

Ebm6/Gb

Bb7/F

Bb/Ab

G7

II1I1III
Cm Arn7(bS) A7 D7 Bb(#S) Eb7 Ab Abm6 Db7 F7 Eb/Db C/Bb F7/A Abm/B Eb/Bb

Introdução: Eb / Gm /

Bbmo/Db C7 Fm / / / Abmo/B Bb7 Eb A~ C Eb / Ebmo/Gb Bb?/F Bb7 B~Ab / / Eb6 / E~G / Passear no tintureiro Era o seu esporte Já nasceu com

Eb / / B Este mulato forte É do Salgueiro

/

/

G7 sorte

/ /

Cm / E desde pirralho

/

/

Am7(bS)

Vive à custa do

A7 D7 Gm Gm / Bb(#5) / / baralho Nunca VIU trabalho

Eb / E quando tira

B / Eb samba é novidade

/

/ / Eb7 Quer no morro ou na cidade

/

/

/

Ab

C7

Ele sempre foi o bamba

Frn / Abrn6 As morenas do lugar

/
Vivem

,-------, /
F7 Bb7 / Eb A~C Eb D7 Db7 C7 / / ele não quer Se apaixonar por mulher que a se lamentar Por sa-ber

/

Eb / Frn / Bb7 / Eb mulato É de fato' O

80

Songbook o Noel Rosa

E!YDlJ

e7 E sabe

</BlJ fazer

F7/A frente

/ BlJ7 A qualquer B agora

/

ElJ valente,

E!YDlJ Mas

. A!Ye não quer

AlmI/B saber

E!YBlJ ct de fita Nem EbrnrGlJ a toda

F7 com mulher Blfl/F· hora / ElJ Eu sei / vão BlJ7

BlJ7 ElJ b<r----nita

/ /
Sei que

ele anda

/

ElJ Aborrecido

/

/
Porque

E!J6 vive perseguido

/

/

/

E!YG Sempre

B!YAlJ / G7 Ele vai-se embora / que o morro B inteiro

/

/
Para

Am7(lJ5) / em / / se livrar Do feitiço e do / o mulato

Gm A7 D7 Gm / BlJ(#5) / azar Das more-nas de lá / . / AlJ adeus para o Salgueiro C7

/ ElJ / Vai sentir Quando

/ ElJ7 / partir Dando

Fm As morenas A!y e ElJ

AlmI6 / / / ElJ D7Db7 ct / F7 chorar Vão pedir pra ele voltar .Ele en-tão diz com desdém:

/ "Quem

BlJ7 / ElJ tudo quer, nada tem!"

Gm
illtro

Bbm6IDb

C7

Fm

~i~
Abm6/B

Es

te mu- la- to forque_e - le anda_a - go-

B

~
te ra
É

8Jª.
do Sal
A - bor- re

guei ci

-

ro do

y_~ ..
ê*
Pas - se - ar Por que vi no tin - ru - rei ve per- se - gui ro do
Bb7 Bb/Ab G7

Ebm6/Gb

t
E - ra_o seu es Sem-pre_a to - da por
ho
te

~.

~.
E nas - ceu com sor le vai- se_em - bo te ra

t

ra

Cm

Cm

Gm

~~.1~~~.
E des- de pir - ra Pa - ra se li - vrar
lho ~-wà

Do

fel - ti- ço

ru.~

~ e

~ do_a

ra zar

lho

Nun-ca viu Das mo - re-

81

Songbook o Noel Rosa

A7

D7

Gm

Eb

nas

tra de

-

ba lá

-

lho

E Eu

quan sei

- do que_o

ti - ra mor-ro_in

-

sam tei-

1~G1~~o/ ~~~J~
B

d

~§.y~.
ba, é no - vi - da ro vai sen - tir

---

~y~
de Quer no Quan - do_o mor-ro mu ou na ci - da Ia - to par - tir de

E - le Dan - do_a

-

~~'~~~~y~
C7

Frn

Abrn6

sem deus

-

pre foi pa - ra_o

o bam Sal - guei

-

ba ro

As As

mo mo

-

re re

nas do nas vão

lu - gar cho - rar

Vi - vem Vão pe-

E~

D7

D~7

C7

F7

a se dir pra3 Bb7

Ia - men - tar - le vol - tar

Por

E

sa - ber íeen - tão

que_e - le não quer diz com des - dém:

Se_a- pai - xo"Quem tu - do Bb7

Ab/c

Eb

Frn

~~~!imY~~'
nar quer, por na -

~*
O C 7 mu - Ia to

~Y

~1~
É de fa-

mu - lher da tem!"

Eb

Ebrob

ClBb

F7IA

sa

-

be fa - zer

fren

te

A qual - quer

va - len-

Ab/C

C7

te F7

Mas Bb7

não

quer

sa - ber

de

fi

ta

Nem

com

mu -

tF=J
lher

J
bo ni ta Sei Rua Ramalho Ortigão,

38/r

Copyright by MANGIONE, FILHOS E elA LIDA. andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

82

Songbook

o Noel

Rosa

o 'X' do problema
NOELROSA
Em 1935, a comediante Emma D'Ávila estava desesperada porque não encontrava uma música para justificar a sua participação no espetáculo Rio Follies, e que estrearia dias depois (2 de agosto), no Teatro João Caetano. Caberia a Emma D'Ávila cantar o bairro do Estácio, mas cadê a música? Vendo-a triste, Noel prometeu fazer um samba, especialmente para ela, e que o traria no dia seguinte. E levou exatamente uma das suas obras-primas e, portanto, uma das obras-primas de toda a música popular brasileira, O 'x! do problema. Contam João Máximo e Car/os Didier que, dias depois, Noel encontrou a cantora Araci de Almeida que lhe pediu um samba novo. O compositor escreveu O 'x' do problema num maço de cigarros Odalisca e Araci passou o resto da vida convencida de que viu Noel Rosa fazendo o samba. Primeira gravação lançada em outubro de 1936, por Araci de Almeida, em discos Victor.

Gm6

D

B7

E7

A7

D7

ma I I I I llifl IIII
G C#7/G# D/A Gm/Bb D/C Grn F#7/C# F#7 Bm B7/D# Am6/C Em Em/G

Introdução: Gm6 / D B7 E7 A7 D D7 G C#'Y' G#

0/A

Gm/Bb

0/A

GOYBb

0/A A7

D

GOYBb A7 D7 D G G / / / / / o/c fui educada na roda de bamba E fui diplomada na escola de samba Sou independente, Nasci no Estácio Eu D / conforme se vê

/ /

o/A o/c D7 Gm D G G / / / Nasci no Estácio O samba é a corda, eu sou caçamba E não acredito que haja muamba Que
Bm / /

B7 E7 A7 D / / / F#'Y'C# F#7 / / possa fazer eu gostar de você Eu sou diretora da escola do Está-cio / / neste mun-do

de Sá

/ F#'Y'C# F#7 E felicidade maior

B'Y'D# Amo/C B7 / / / / / Em EOYG Gm/Bb / não há Já fui convidada para ser estrela do nosso cine-ma Ser estrela

G D / o/c D7 o/A B7 Em / A7 / D G D O 'x' do problema Você tem vontade Que eu abandone o Largo do é bem fácil Sair do Estácio é que é

G D G / Gm/Bb / A7 / / / D / / Nasci no Estácio Estácio Pra ser a rainha de um grande palácio E dar um banquete uma vez por semana
83

Songbook

o Noe!

Rosa

/
Não posso

0/ C
mudar minha

D7 massa

G de sangue

/ Você

pode

Gm crer

que

/ palmeira

A do Mangue

0/

Não

B7 E7 vive na areia

de

A7 D / / / F#yC# F#7 / / Copa cabana Eu sou diretora da escola do Está-cio BYD# há Em Estácio Amo/C B7 / / Já fui convidada / / para ser estrela D

Bm / / / F#yC# F#7 / / neste mun-do de Sá E felicidade maior Gm/Bb / Ser estrela

não

/ Em. EnyG do nosso cine-ma

A B7 é bem fácil Sair do

0/

/ D G / A7 O 'x' do problema é que é

Gm6

D

87

E7

A7

D

D7

G

D/A

GmlBb

D/A

A7

D
~'OZ

G
~

D

D/C

D7

~.
Nas - ci no Es - tã cio -de GmlBb Eu Que fui eu e - du - ca a - ban - do da ne na o ro Lar da go de do_Es bam - lá -

G

A7

~~~
ba cio E fui Pra ser di - pio - ma a ra - i D da nha na_es - co - Ia de_um gran- de de sam pa - lá D ba cio Sou in - de - pen- den E dar um ban- que -

D

G

te, con - for - me te_u - ma vez por

se vê se - ma

na

Nas - ci no Es- tã Nas- ci no Es- tá

cio cio

O Não

sam - ba_é pos - so

a cormu - dar

84

Songbook

o

Noel Rosa

D/C

D7

G

Gm

--

da, eu sou a mi- nha mas- sa

ca- çam de san

-

ba gue

E não Vo- cê

a - cre - di crer po- de

to que

que ha - ja Pai - mei - ra

mu - am do Man -.

§
D/A

~ B7

----E7 A7

3
D
eu gos- tar de vo - cê de Co - pa - ca - ba

J

J J

~

---

~-~~ -~~-~Y~ ~~-~~,.~
ba Que pos - sa fa - zer gue não vi - ve na_a - rei a na

Eu

sou di - re - to -

j

J

~~J~

~

Bm

ra

cio de Sá

E fe - li - ci - da -

B 71D#

Am6/C

B7

de

mai - or

nes - te

mun

do não há

Já fui con - vi - da -

Em

EmlG

GmlBl)

da

pa - ra

ser

es - tre

Ia do nos Em

so ci - ue

ma

Ser es- tre-la_é bem fáD G

D/A

B7

A7

cil
D

Sa - ir
G

do

Es - lá

é

o

"x"

do pro- ble

ma

Ao

5S

Vo - cê

tem vou - ta-

Copyrightby
Rua Ramalho Ortigão,

MANGIONE,

FILHOS

E ClA LTDA.

38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

85

Songbook

o Noel Rosa

o que é que você fazia?
HERVÊ CORDOVIL E NOEL ROSA
Essa divertida letra foi elaborada para uma melodia de Hervê Cordovil, num dos muitos encontros que tiveram em Belo Horizonte, quando Noellá esteve tentando recuperar a saúde. Hervê, três anos mais novo do que o parceiro, era pianista de rádio desde 1931, quando estreou na Rádio Sociedade, e também compositor de certo prestígio, obtendo grande sucesso no carnaval de 1934, com a marcha Carolina (com o pistonista Bonfiglio de Oliveira), gravação de Car/os Galhardo. Hervê Cordovi/ atravessou várias fases da música popular brasileira. Na década de 60, continuava gravando suas músicas, então, rocks, twists e iê-iê-iês. Primeira gravação lançada em fevereiro de 1936, por Cannem Miranda, em discos Odeon.

Introdução: Am

I I I

D7

I I

o/B

I I

A7

I

o/D

I

D7

I

G

I I I I
E7 IAm e amordaçado

I
Deitado

I

I

I I I I

I I
IAm O que é

I I I I I

no trilho de um trem

Estando amarrado

B7 I I I Em Sabendo que o maqui-nista E7 I A7 I D7 IG Eu nesse caso nem me mexia

I
não é

I I A7 seu pa-rente

I I D7 Nem olha pra frente I

I D7 I G que você fa-zia?

I I I
O

Am I D7 IG que você fazia? que é

E7 I A7 Eu nesse caso

D7 IG nem me mexia

I I I

I
Sentado,

I I

I I

I

olhando um cachorro

I /
Que da tua

mão

I I

E7 I Am tirou seu pão

I I I I

B7 I Em· I I Sabendo que o seu bi-lhete, E7 I A7 Eu nesse caso

I I I A7 que está premi-ado I I I

I D7 I Também foi roubado I

I I
O

Am I D7 I G que é que você fa-zia?

I

I

D7 IG I nem me meXia

Am I D7 IG O que é que você fazia?

E7 I A7 Eu nesse caso

I

D7 I G nem me mexia

I I I

Se um dia a

I

I

sua sogra bebesse

I

I I

I

Um gole pequeno

I I

I

E7 IAm de um grande veneno

I I I

B7 Se por

capricho da

I

I

I

Em I I I A7 I I I D7 sorte ou de algum doutorzinho Ela ficasse mais forte D7 I G matava o doutor

I I

IAm O que é

I D7 IG que fazia o senhor? I I

I

E7 Eu

I A7 nesse caso

I

I I I

Am I D7 IG O que é que você fazia?

I

E7 I A7 ID7 I G Eu nesse caso desaparecia

88

Songbook o Noel Rosa

Am

07

GIB

A7

GID

07

G

Dei -

G

E7

~

ta - do ta- do, di- a_a

no tri - lho de_um trem o - Ihan- do_um ca - cbor sua so - gra be - bes

ro se

Es - tan-do_a-mar - ra que da tu - a mão um go - le pe- que

do no

e_a mar - da - ça ti rou seu pão de_um gran-de ve - ne -

;'--'
Am B7

I~ j)~*~fE1 ,- ~ q

Em

do no

Sa Sa Se

ben - do
beu - do

por

um

que o que o ca - pri

-

ma- qui seu bi cbo da

nis lhe sor

ta não te que_es te ou

é - tá de_ai

seu pre gum

pa - ren- mi a dou-tor - zi-

~
A7

07

Am

07

te do nho_E - Ia

Nem o - lha pra fren Tam - bêrn foi rou - ba fi - cas - se mais for

te do te

O O O

que que que

é é é

que que que

vo cê fa vo cê fa fa - zia_o se

-

zi zi nbor?

J
G

~
E7 A7 07 G

~

r
Am

§

~~
a? a? Eu Eu Eu nes - se ca nes - se ca nes - se ca - so so so

-tA
E7

nem me nem me ma - ta - va_o
~f

me - xi me - xi dou- tor

a a

O O O

que que que

é é é

voque voque voque

)11
A7

07

G

07

G

H
cê cê cê fa- zi fa- zi fa- zi a? a? a? Eu Eu Eu . nes - se ca nes - se ca nes se~o so so nem nem de-sa me me- xi me me- xi pa - re - ci a a

;gI2v~es
Ao~

e Fim

Fim

a

Copyright by MANGIONE, FILHOS E eIA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.
0

87

Songbook

o Noel Rosa

Pierrô apaixonado
NOEL ROSA E HEITOR DOS PRAZERES
Um dos clássicos da música carnavalesca, esta deliciosa marchinha reuniu, mais uma vez, Noel Rosa com o compositor vindo das camadas populares. Heitor dos Prazeres, 12 anos mais velho do que Noel, tinha uma biografia muito ligada ao samba das escolas de samba, tendo pertencido a algumas delas, entre as quais, a Portela. Pierrô apaixonado, um dos grandes sucessos do carnaval de 1936,foi uma das músicas de Noel incluída no filme Alô Alô Carnaval (as outras foram Palpite infeliz e Não resta a

menor dúvida).
Primeira gravação lançada em janeiro de 1936,por Joel e Gaúcho, em discos Victor.

ElUllIIl I I
F F/A Fm/Ab

ctis

A7

Introdução:

F

I

IVA

Fm/Ab

YG

I

A7

I

Dm

I

G7

I

C

I I I

F

I

IVA

Fm/Ab

YG

I A7 I

Dm

IG7 I

C

I I I I I
Um pierrô apaixonado
G7

IIII IC

III

I

I IIII
G7

A7

I

Dm

I I I I I I I
Que

F

I I
A7

IVA

I I I I
C

YE

I

A7

IDm

Que vivia só cantando

Por causa de uma co-lom-bina

Acabou chorando F I causa de uma

IIII I
A7

I

Dm

Acabou
IV A

chorando
YE

Um pierrô

apaixonado

vivia

cantando
G7

Por

I I

IDm I

I

IC

I I

I

I

I

I

I I

I I I I I IDm
IVA

A7

I I

co-lom-bina

Acabou chorando Acabou chorando

A colombina entrou no bo-te-quim

Bebeu, bebeu, saiu Um pierrô

I III

Dm

I I I III

assim, assim

F Dizendo:

IV A Fm/ Ab YG I A7 I D7 I G~ G7 C "Pierrô ca--cete Vai tomar sorvete com o Ar-le-quim!"

apaixonado

I I A7 I Dm Que VIVIasó cantando
Um pierrô apaixonado

I I I

F

I

IVA

I

YE

I

A7

I
I

G7

Por causa de uma co-lom-bina

Acabou chorando Acabou
F

IC
chorando

IIII IDm

IIII

I I I

I I A7 I Dm Que vivia só cantando I I I
A7

I I I
G7

I I I

YE

Por causa de uma co-lom-bina

I I

A7

I
F

G7

IC
IVA

I I Fm/Ab

I I
D7

I

C

I

A7

I

I

Acabou chorando Acabou chorando
Dm

Um grande amor tem sempre um triste fim
YG

Com o Pierrô aconteceu
C

I I I

I

I

G~

G7

I I

assim 88

Levando esse gran-de

chute

Foi tomar vermute com amen-do-im!

Songbook

o Noel Rosa

.

F

r-3--,

FIA

FmlAb

C/G

r- --,

3

A7

Dm

I@r

Um

pier - rô

a-

,
~

I

~ ;í4JJ
-

.

Ar

Dm

'1

~.
I

CIE

,
~
I

)
~

,
i

~ ~

j 1

(

J ~

f4p
can- tan

,
J.
do

•..

I

I I

t

f

J) (
Por

pai

xo- na

do

Que

vi - vi - a

F

FIA

A7

Dm

G7

pcho-ran do

cau- sa de_u-ma

co - lom- bi

na

A- ca - bou

cho-ran

do

A- ca - bou

1

2C

G7

c

-do

A co - 10m Um gran - de_a

bi - na_en - trou no mar tem sem - pre_um

bo tris

-

te te

quim fim

A7

Dm

F

I@'_
Be - beu,
Com o be Pier beu, rô sa - iu asa - con - te sim, ceu as as sim sim Di -

Le-

zen do: "Pier van - do es - se

FIA

FmlAb

C/G

A7

D7

Gl

G7

c

rõ ca gran - de

-

ce cbu

te Vai to - mar te Foi to - mar

sor- ve ver-mu

te com o te com a -

Ar - le men - do

-

quim" im

Copyright Rua Ramalho Ortigão,

by MANGIONE,

FILHOS

E elA LTOA.

38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

89

Songbook o Noel Rosa

Pra que mentir?
VADICO E NOEL ROSA
Última produção da dupla Noel Rosa-Vadico, com uma letra que todos os biógrafos de Noel concordam que foi dirigida para Ceci, a "dama do cabaré" que causava tantos ciúmes ao compositor. Esta letra inspirou Caetano Veloso para uma "resposta", na qual se colocou na posição da mulher critica da por Noel. A composição de Caetano recebeu o título de Dom de iludir e, geralmente, é cantada em seus shows imediatamente depois de Pra que mentir?: "Não me venha falar/Na malícia de toda mulher/Cada um sabe a dor/E a delícia de ser o que é (. . .) Você diz a verdade/A verdade é seu dom de iludir/Como pode querer que a mulher/Vá viver sem mentir?" Primeira gravação lançada em fevereiro de 1939, por Sílvio Caldas, em discos Victor.

F#7/A#

Bm

C#7

Bm6/D

F#m

G#m7(b5)

D/C

F#m/C#

G#7

G

F#m/E

G#7/D#

C#7/G#

F#

G#m

F#/C#

DO

D#m

D#m/C#

C'

B7

A#7

D7M

11111111
Introdução:
F#'Y A# / / / Bm / / / C#7 Bmo/D C#7 / F#m / / / F#'Y A# / / / Em / / / C#7 Bmo/O C#7 / F#m / Bmo/D C#7 F#m / G#m7(V5) C#7 F#m / o/c / F#m/C# o/c F#m/C# o/c F#nyc#

Pra que
/ F#m / / /

mentir
G#m7(V5) / C#7

Se tu ainda não tens Esse dom

de

saber
C#7

ilu-dir?

/

F#m

/ / /
mentir
o/c /

G#7

/
C#7
era

Bmo/O /

Pra que,
F#m

pra que

Se não

há necessida--de
F#m/

de me
G

trair?
/ / C#7

/

/ /
Pra

/

G#m7(V5) C#7 F#m

/

F#'o/C#

que
F#m

mentir
F#'o/E G#'YD#

Se tu ainda não tens A malí
Bmo/DF#m F#'o/E G#'YD#

de to-da

mulher?
GO C#'YG# C#7

Pra

Bmo/DF#m

que
F#

mentir
/ / / G#m /

Se
Bm /

eu sei que gostas
F:tyC# /

de outro
C#7 DO D#m

Que

te diz

que não
/

D#m/C# CO

te quer?
B7 /

Pra que
A#7 /

mentir

tanto assim
C#7 /

Se tu sabes que eu já sei
F# / GO /

Que tu não gostas de
C#'Y G# / 07M /

D#m /

mim?! 90

Se tu sabes que eu te quero Apesar

de ser traí-do

Pelo teu ódio sincero

Ou por teu

amor

Songbook o Noel Rosa

C#7/ fmgi-do?!

/ /

F#m Pra que

/

G#m7(bS) mentir G#m7(bS) Pra que,
(bS)

C#7 F#m

F#nyC# TYC/ / Se tu ainda não tens Esse dom:

TYc
de

F#nyC# saber

TYc F#nyC# ilu-dir?
trair?

/ F#m / / /

/ C#7

/ F#m / pra que mentir

/ /

BmYD / G#7 C#7 / Se não há necessida-de de me C#7 F#m/ cia de to-da G mulher?
O

/

/ /

F#m / G#m7 mentir Pra que F#m Pra que F#nyE

C#7 F#m

/ o/c / F#nyC# Se tu ainda não tens A malí

/ / C#7

G#Y'D# mentir

BrnYD F#m F#nyE Se eu sei que gostas

G#Y'D# de outro

BrnYD F#rn G Que te diz

C#Y' G# C#7

que

F# / / não te quer?

FP/A#
~illtro

Brn

Brn61D
~

11

C#7

~;~-~I~*

~
Brn6/DCp ~ F#rn

I~
G#m7(bS) Cp F#m
r-3----,

;o~~. m
Pra que menF#m/C# D/C de F#m sa -

D/C

y
~

~

J
tu a
-

tir F#m/q D/C

Se

in - da não F#m

tens

Es

se dom

~~J~~

I
ber

-

lu - dir?

*

, jk#Pra

G#m7(~5) C#7

,

~

~

que,

pra

que men

-

tir

m
Pra

Bm61D

Se

não

ne - ces - si - da

de de me

tra

ir? D/C

,--3--,
que men - tir Se tu a - in - da não

tens

a

ma91

Songbook

o Noel

Rosa

G

G

F#m

F#mIE

cia

de

to -

da mu - Iher?

Pra

que

men

-

Bm61D

F#mIE

Bm61D

F#m

GO

tir

Se_eu

sei que

gos

-

tas de

ou

tro

Que

te

diz

C#7/G#

C#7

F#

G#m

Bm

p$
~
que não FIVC# C#7

m
te quer? tu sa- bes que_eu

~
Fim

1 ~.
Pra que

~,

men

- tir

tan - to_as - sim

~~f~~~~
Se já sei Que tu não gos tas de mim?! B7

Cp

F#

te

que

ro

A - pe - sar

de ser

tra -

í - do

Ao%
e Fim
Pe- 10 teu 6- dio sin - ce ro Ou por teu a - mor fin - gi - do?1

Copyright by MAt'lGIONE, FILHOS E ClA LTDA.
Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados,

92

Songbook o Noel Rosa

Picilone
NOELROSA Eis mais uma manifestação do cronista Noel Rosa, sempre atento às novidades. Um acordo ortográfico assinado pela Academia Brasileira de Letras com a Academia de Ciências de Lisboa, em 1931, retirou do alfabeto português as letras K, We Y. Diante disso, Noel se preocupou com a menina Yvone (irmã do seu amigo Sebastião Ferreira da Silva), que teria o nome escrito com uma letra cassada, compondo este "samba fonético". Muitos anos depois, outro compositor extraordinário, Antonio Carlos Jobim, diria numa entrevista que o Brasil é "um país tão maluco" que a avenida principal de Brasília, a capital da República, fundada em 1960, seria chamada de W-3, ou seja, com uma letra cassada. Primeira gravação lançada em 1931, pelo Bando de Tangarâs, em discos Par/ophon.

I I ,vtl I I IIII
F"

DO

Ab

Fl/A

Fl

Bbrn

Bb7

Eb7

AbO

Ab/Gb

Db/F

Dbm/Fb

Ab/Eb

I I I ~I I I I
Introdução:

Fy \
Eb7 Ab

F7 Bbm / Bb7

Eb7 Ab / / / F"

Bb7 Eb7· Ab

Ab Eb7 Y--vone!

/ F7 (Y-vone!) / /

/ Bbm Y-vone!

/ /
(Yvonel)

Eb7 / Ab / / / Eu ando roxo pra te dizer um picilone! A!YGb Já reparei

Abo Ab

/ /
Yvone!

/ F7 (Y-vone!)
/
ó

/

Bbm Y-vone!

/
Eu ando

(Yvone!)

Eb7 / Ab / / roxo pra te dizer um picilone! Eb7 / Ab o pici-lone

/

/
outro

D!YF dia

/
Que

Dbo/Fb o teu nome,

A!YEb / F7 / Bb7 / Yvone Na nova ortogra-fia Já perdeu / Ab / / pra te dizer um picilone! A!YGb pra ganhar Ab" Ab

/ / / / / F7 Yvone! (Y -vone!)

/ Bbm Y-vone!

/ / (Yvone!)

/ Eb7 Eu ando roxo

/ / / F7 Yvone! (Y-vone!)
Dbm/Fb

/

Bbm

/ /
(Yvone!)

Y-vone!

Eb7 / Ab / / / / Eu ando roxo pra te dizer um picilone! É

/
simpa-tia

D!YF

/
Bbm

Que todo mundo

F7 Eb7 / Ab / A!YEb / / Bb7 / se a-baixa Pra te fazer corte-sia Com os olhos fora da caixa

/ / / /
Yvone! Bbm Y-vone!

/ F7 (Y-vone!) / / /

/

/ /
(Yvone!)

/
Eu ando

Y-vone!

Eb7 / / roxo pra te dizer

/ Ab um picilone!

Abo Ab

/ /
Yvone!

/ F7 (Y-vone!)
Dbo/Fb a

/

(Yvone!)

Eu ando

Eb7 / Ab / / roxo pra te dizer um picilone! / Eb7 / Ab atender tele-fone

A!YGb Tem uma vida

/

/ D!YF folgada

/
/ / (Yvone!)

Não faz mais nada / Bbm Y-vone!

/ A~Eb/ F7 / Bb7 Y-vone Até já tem empre-gada

Para

/ / / / Yvone!

/ F7 (Y -vone!)

/ Eu ando

93

Songbook o Noel Rosa

Eb7

/

/

/ Ab

AbO Ab

roxo pra te dizer um picilone!
/ Ab / A~Gb picilone! Cansei de andar Eb7 / Ab / / / /

/ / / F7 Yvone! (Y-vone!)

/

Bbm

/

/

/

Eb7

/

/

Y-vone!

(Yvone!) Eu ando roxo pra te dizer um
/ F7 / • ." /

/ D~F / Db"YFb / A~Eb só de tanga Já perdi a paci-ência
/ F7 / Bbm / / /

Fui te encontrar na Ka-naBIa Mas não
Eb7 / / / Ab

me deste audi-ência
/ / / F7 /

Yvone! (Y-vone!) Y-vone! (Yvone!) Eu ando roxo pra te dizer um picilone!
Bbm / / / Eb7 / / / Ab

Yvone! (Y-vone!) Y-vone! (Yvone!) Eu ando roxo pra te dizer um picilone!

tFw
~

B~7

Ew r
~

-

A~

E~7

AI,

E~7

*

-

ç

)

VOZ--j.

%
~.
vo

A~

*

*

y

ne

*

I

F7

B~m

*

9ry

~.
vo
-

oe

Eu

an

-

do

ro

xo

pra

te

di -

AI,

A~o

A~

~. 94

~l

i§. * 1*
-

zer

um pi

ci - 10

-

De

y

-

vo-

-ne

Já É. Tem Can

-

re pra u sei

-

pa ga ma de_an-

Ab/Gb

nblF

nbmIFb

~
ou - tro nhar sim - pa vi - da foi dar só de rei di ti ga tao a a da ga

~
Que Não Já Que_o to faz per
-

-

teu do mais - di

no - me 6_ Y muo - do se_a na da_a Y a pa - ci

vo bai vo ên

-

Songbook o Noel Rosa

F7

Bb7

Eb7

egr
ne

~.
va fa já con or - to - gra zer cor - te tem em- pre trar na Ka

~.
~
si ga nan per - deu a Com_os o - lhos da Pa - ra_a - ten ga Mas não me pi o fo - ra der te des- te_au ci da le di

xa
ne cia

Na Pra

no te A - té Fui te_en

Ia caifo -

-

ên -

ne

y - vo-

xa
ne cia

Copyright by MANGIONE, FILHOS E ClA LIDA.
Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

95

Songbook o Noel Rosa

Prazer em conhecê-Io
NOELROSA
Noel Rosa foi a uma festa na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, e lá encontrou Clara, uma ex-namorada que se acompanhava de Jorge, o seu novo namorado. A dona da casa, sem saber dos antecedentes dos dois jovens, fez as devidas apresentações. Clara cumprimentou-o, de maneira formal: - Prazer em conhecê-lo. Noel respondeu: - O prazer foi todo meu. O compositor saiu da festa, em compania do amigo e alfaiate Amaldo Araújo, e foi para o Café Ponto Chie, ao lado da antiga estação de bondes do Boulevard 28 de setembro, e escreveu os versos de Prazer em conhecê-lo que, depois, ganhou melodia de Custódio Mesquita. Primeira gravação lançada em 1932, por Mário Reis, em discos Odeon.

Fm7

Bb7

Eb

Db7

Cb7

AO

Eb/Bb

I I IIIII I 11 I
Introdução: Fm / Bb7 / Eb Db7 Cb7 AO / E~Bb Bb7 Eb / nós sorrimos sem vontade Quantas vezes AO / / / E~Bb Por um simples dever AO / E~Bb em tal festa te encontrava E~Bb fosse, / / E~G / C7 / / YBb Fo/Ab Com o ódio a transbordar no cora-ção C'YG Fm / C'YG / Fm / F7 Bb7 Eb Db7 Cb7 Bb7 Eb / que da sociedade No momento de uma apresentação Se eu soubesse E~G
Fo/Ab YBb / C7 / / Não iria desmanchar o teu prazer

Eb/G

C7

C/Bb

Fm/Ab

C7/G

Fm

F7

C'YG Frn /

AO Porque,

I /

I
se lá não

C'YG/ F7 Eb Fm Bb7 I / eu não lembrava Um passado que tanto nos fez sofrer

/ I

E~G Bb7 / / / I Lá no canto vi o meu rival antigo Frn I C7 I De terror, sem achar uma

/

F7 C7 / Ex-amigo que aguardava

/

Bb7 / Eb o escândalo fatal

/ /

E~G Bb7 / / / furta-cor Fiquei branco, amarelo,

/

/

F7 Bb7 Eb / / / Bb7 / / I E~ G / C7 / F7 / Bb7 / Eb idéia geni-al Ainda lembro que ficamos de repente Frente a frente Naquele instante, mais frios do que gelo

/ /
Eb

E~G F7 Bb7 / C7 Frn / Bb7 Eb Db7 Cb7 Bb7 / / / / / Quantas Mas, sorrindo, apertaste minha mão Dizendo então: "Tenho muito prazer em conhecê-Io"

/

vezes 96

AO E~Bb / nós sornmos sem vontade

/ E~G

/
Com
O

AO C7 YBb Frn/Ab C'YG Frn / / / cora-ção Por um ódio a transbordar no

Songbook o Noel Rosa

/ / /

/
EJyG

EJyBb

simples dever

/ /

CY'G

da sociedade
C7 F7

Fm / No momento

/
EI:> / /

F7

BI:>7 EI:>

de uma apresentação

/ / / /

/
/

BI:>7

/

Mas eu notei

que alguém

/

impaciente,

/

/

BI:>7

descontente Ia mais tarde

/

/

BI:>7

EJyG

te

repreender

Tão ciumento que até nem quis saber

Que mais

/

C7 / Fm / F7 BI:>7 EI:> prazer eu te-ria em não te conhecer

Frn7

B~7

d7 voz

B~7

Wê~~I*~~,
Quan - tas ve -

AO

zes -se

nós que_em

sor tal

- ri fes

mos sem ta te_en -

von - ta eoo - tra

-

de va

Com o Não i

ó

ri -

C7

CIB~

FmlA~

C7/G

Fm

AO

dio_a a

trans - bor - dar no des - man - char o

co - ra - ção teu pra - zer

Por um Por - que,

C7/G

da se,eu

so não

cie lem

-

da bra

de va

Frn

F7

B~7

D~7

d7

B~7

~
to do de_u- ma que tan a - to pre-sen nos fez ta so
-

~

ção frer

--

* *

I


Se_eu sou

97

Songbook o Noel Rosa

Eb/G

I~~·
Lá Mas no eu can no to -bro tei

~ê~~'
vi O que fi que ai meu - ca - guém ri - vai mos de im - pa an - ti re - pen cí - en go te, te,

~~
ex a -

fren - te_a des - con -

C7

F7

Eb

rili fren ten

go te te

Que a - guar - da Na - que-Ie_ins - tan I - a mais tar

va te, de

o_es - cân mais fri te

da - 10 os do re - pre

fa - tal que geen - der

10

Eb/G

9~êúê~
Fi Mas,

Tão C7

quei sor ciu

-

bran rinmen

-

co, do, to Frn

a - ma a - per que a

- re - tas té

10, fur te mi nem quis

ta nha sa

cor mão ber

De terDi -zen - do_en Que mais

F7

Bb7

~ ~'1H

ror, tão: pra

sem a 'Te - nho - zer eu

l~~j~~~~g---~
char muí te u - ma_i to pra ria em déi zer não

a em te

ge co co

ª~mª*
Fim

II

Eb

I

ni nhe

nhe

ai cê cer

10"

tP~J

y

~1

A - in - da

~ª.

/2

Eb

* ~I *
10"

J=EfI
Quan - tas ve-

Ao

%

sem repetições e Fim

lem-

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98

Songbook o Noel Rosa

Palpite infeliz
NOELROSA
Outra obra-prima de Noel Rosa, através da qual respondeu a um dos ataques desferidos (também em samba) por Wilson Baptista contra Vila Isabel. Foi um sucesso que resistiu à passagem do tempo. O cronista Rubem Braga conta, numa de suas crônicas antolôgicas, que visitou a quadra da Mangueira, na década de 30, e foi testemunha do prestígio de Noel e de Palpite infeliz. "O preto Cartola fez cantar os sambas da escola. E o único samba 'lá de baixo', o único samba não produzido na própria escola que ali se cantou foi Palpite infeliz. O morro respeitando Noel (.. .) Só quem conhece uma escola de samba com o seu imenso orgulho exclusivista pode conceber o valor de uma homenagem como essa prestada a Noel." Primeira gravação lançada em janeiro de 1936, por Araci de Almeida, em discos Victor.

IV;; NlI NI I IUI I llil IJ I I IIII I I rui I I I I m I
Ab Abm

N

Eb/Bb

C7

C/Bb

F7/A

Bb7

Eb

G7

em

Bb7/F

Bb7/D

G7/B

F7

Bb/Ab

Eb/G

Eb7

Abm6

Introdução: Ab / Abm AO E~Bb Bb7 E~Bb Quem é você GY'B / Está--cio, AO/ / que não sabe

/ e7 YBb E~Bb diz? que

FYA /Bb7 / Eb / / / Eb BbY'F / EO / Cm / G7 Meu Deus do céu, que palpite infeliz! BbY'D

°

Salve

/

G7 / em / / / F7 / FY' A / Bb7 / / / Eb / Salgueiro, Mangueira Oswaldo Cruz e Matriz Que sem-pre souberam muito bem Que a Vila não YBb / F7/ A / B~ Ab Só quer mostrar que faz sam--ba / / E~ G / Eb / Bb7 / / / também Fazer poema lá na Vila é um

/ / e7· / quer abafar ninguém Eb / brinque-do /

/ Eb7 / / / Ab / Ao som do samba dança até o arvore-do

/ E~Bb / / / Abm6 Eu já chamei você pra ver Você não VIU / AO/ que não sabe o que

/ ct YBb FY'A / B~Ab / E~G / Eb Bb7 E~Bb porque não quis Quem é você que não sabe o que diz? Quem é você
BbY'F / EIyBb / Eb EO/ em / G7 diz? Meu Deus do céu, que palpite infeliz! F7 Cruz e Matriz BbY'D GY'B/ / Salve Está---do,

G7 / em / Salgueiro, Mangueira Oswaldo

/ /

/

I<~A Que sem-pre

/

Bb7 / / souberam . muito bem

/

C7 Eb/ / / Que a Vila não quer abafar ninguém

/

YBb

/
Só quer 99

Songbook o Noel Rosa

FYA / B~Ab mostrar que faz sam--ba
/ / Ab / /

/

E~G / Eb / Bb7 / / / Eb / uma cidade independen-te também A Vila é
/ / / Abm6

/

/

Eb7

/

Que tira samba mas não

quer tirar paten-te B~Ab sa--be /

Pra que ligar a quem não sabe / Eb Bb7 E~Bb Quem é você

/ E~Bb / ct YBb F'YA / Aonde tem o seu nariz? Quem é você que não

E~G o que diz?

/ AO/ E~Bb que não sabe o que diz?

/ Eb

em G7 / Meu Deus do céu, que

Bb'YF / EOJ palpite infeliz! Bb7 / / souberam muito bem E~G/ também

Bb'Yn

G'YB/ Salve Está--cio,

/

F7 em G7 / / / / Salgueiro, Mangueira Oswaldo Cruz e Matriz YBb

/

F7/A / Que sem-pre

/

e7 / Eb/ / / Que a Vila não quer abafar ninguém /

F'YA / B~Ab / Só quer mostrar que faz sam--ba / /

/

Eb / Ab / Abm AO E~Bb

ct

YBb FYA / Bb7 /Eb

F7/A

Quem é

vo -

que

não

AO

G7

Cm

EO

sa - be_o

que

diz?

Meu Deus

do

céu,

que paI -

pi - te_in - fe - liz

G7/B

G7

Cm

cio, Sal - guei - ro,

Man - guei

-

ra

Os - wal - do

F7

F7/A

~~yjS.
Cruz 100 e

Ma - triz

~--

Que

sem - pre

sou - be

-

rarn

mui - to

bem

Songbook

o Noel Rosa C7
CIB~ FIA

E~

Ia

não

quer

a- ba - far

nin - guém

Só quer

mos- trar

que

faz

Bb/Ab

Eb/G

E~

sam

-

ba

tam - bém

Fa - zer A Vi

~

po - e Ia é

-

ma I~a

na Vi ci - da

- la_é um brio - que- de_in - de - pen - den-

Eb

do te

Ao som do sam Que ti - ra sam

-

ba ba

dan - ça_a mas não

- té quer

o ar - vo - re ti- rar pa - ten

do te

Abm6

Eu Pra

já que

cha- mei li - gar

vo - cê a quem

pra não

ver sa -

Vo - cê be a -

não on - de

viu tem

por o

-

que seu

não quis na - riz

~ C7
ClBb F7/A

Bb/Ab

E~/G

Eb
Ao

)S

2 vezes

e •
Quem Quem é é vo - cê vo - cê que não que não sa - be_o sa - be_o que diz? que diz? Quem é vo-cê

tP' *
F7/A

Eb

Ab
instrumental

AO

C7

ClBb

y

~

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101

Songbook o Noel Rosa

Prato fundo
NOEL ROSA E JOÃO DE BARRO Noel Rosa, como se sabe, não ingeria sólidos na frente de ninguém (talvez, só na presença da sua família), pois não queria que as pessoas percebessem a dificuldade em mastigar, em decorrência do problema no queixo. Mas nem por isso o ato de comer deixou de ser tema de suas músicas, como se comprova nesta marchinha feita em parceria com o seu companheiro do Bando de Tangarâs, João de Barro, para o carnaval de 1933. Primeira gravação lançada em janeiro de 1933, por Almirante, em discos Victor.

I I I I 11II11II11lI1
Eb Bb C7 F7 C7jE Cm C#O Bb /D

Introdução:

Eb / / / Bb / / / C7 / F7 / Bb / / / Eb / / / Bb / / / C7 / F7 / Bb /

/

C~EF7 / Se como tanto Aprendi

/

C~E F7 Bb / / / / / / Na minha casa Só se come em prato com a minha avó Bb avó

Bb / fun-de-o-dó

/

C~E Se como Cm mana

F7/ tanto C#O / inteirar

/
Aprendi B~D o almoço

/
com a minha

/ /

C~E minha Na

F7 / / / casa Só se come em prato

Bb / fun-de-o-dó

/

/
A minha

/
Para

/ Bb / F7 Come casca de banana

/ / / Bb / / / Cm / C#o Depois engole o caroço E o meu titio Faz vergonha / /

/ R~D a todo instante

/ Bb / F7 / / / Bb Foi ao circo com fastio E engoliu o elefante / / se come em prato Bb / / C~E fun-de-o-dó Se como

C~E F7 / C~E F7 / / / Rb / / Na minha casa Só Se como tanto Aprendi com a minha avó F7 / / casa Só se come em / Bb a cozinheira

C~E F7 / / / Bb / / tanto Aprendi com a minha avó Na minha

/ Bb / / / Cm / C#o / B~D prato fun-de-o-dó A minha tia Já engoliu uma fruteira / / / E depois / Aprendi / a minha Cm / C#o disso Leva sempre / B~D a dar palpite / Toma

/ _ Bb / F7 / / Estou vendo ainda o dia Que ela almoça / F7 derretido / Para

Bb chumbo

C~EF7 / / / Bb / / abrir o apetite Se como tanto F7 / / tanto Aprendi com / B~D índio botocudo / Bb / Reduziu dois bois

/ Bb / / C~E F7 / / / Bb / / CYE com a minha avó Na minha casa Só se come em prato fun-de-o-dó Se como Bb / / C~E F7 / / / Bb / / / Cm / avó Na minha casa Só se come em prato fun-de-o-dó Meu bisavô Que era / / / Bb / / / Cm / C#o / B~D Com pajé, cacique e tudo E a minha avó Que comia à portuguesa / /

/ Bb / F7 Devorou a tribo inteira

F7 / / / Bb a pó E ainda quis a sobremesa / prato .-/ Bb / fun-de-o-dó / C~E Se como

C~E F7 / / / _Bb / / CYE F7 / / Se como tanto Aprendi com a minha avó Na minha casa Só se come em / Aprendi / com a minha Bb/ avó / C~E Na minha F7 casa / / Só se come / em prato

F7 / tanto

Bb / / fun-de-o-dó

102

Songbook o Noel Rosa

Eb
intro

rp'i _~t?ª§~

Bb

ct

F7

e7

F7

$ht
nb

B"
~

~

nb
'{
Se co- mo

~

I:

$TI~*ê
J
A E_o A E Meu E_a mi meu mi de bi mi
-

" I
. Na mi - nha ca - sa Só se . co - me_em pra - to fu Il
-

de - o -

em

qo

nha ti uha pois sa uba_a

J

~
ma ti ti dis vô vó
-

J
- na o a - so Pa Faz Já_eu Le Que_e Que

J
ra ver go va ra_um co

~
in go tiu sem ín mi F7
-

J
tei uba_a u pre_a dio a3

j
rar to ma dar bo por
-

J
o_aI do_ius fru paI to tu

-

nblD

nb

J
-

j
de com iu der tri bois

J
ba fas da_o re bo_iu a

~
ua - ua ti o di a ti - do tei - ra E_a pó

J
De E_eu Que3 Pa Com in

J
pois go Ia_aI ra_a pa da

I

mo tan tei pi cu gue

ço te ra te do sa

Co Foi Es To De Re

me ao tou ma vo du

cas cir ven cbum rou ziu

ca co do_a bo a dois

tV'TI
en liu mo brir jé. quis
-

J
go o ça_a o ca a

J
le_o e co a ci so

3
ca Ie-zi pe-que_e bre-

~.
ro - ço nbeí - ra

.~
-fan - te -ti - te -me - sa

Ao

~

tu - do

Copyright by IRMÃOS VITALE S/A IND. E COM. Rua Direita, 115 - Centro - São Paulo - Brasil, Todos os direitos reservados.

103

Songbook

o Noel

Rosa

Quem não quer sou eu
NOELROSA
Mais uma parceira de Noel Rosa com Ismael Silva. Até a publicação do livro Noel Rosa, uma biografia, de João Máximo e Carlos Didier, acreditava-se que essa parceria não teria rendido mais de nove músicas. O próprio Ismael Silva contribuía para essa crença pois, em toda entrevista que concedia, relacionava aquelas mesmas nove obras. João Máximo e Didier, porém, investigaram com profundidade o trabalho dos dois grandes compositores e acabaram descobrindo mais /love músicas feitas por eles. Primeira gravação lançada em setembro de 1933, por Francisco Alves, em discos Odeon.

Am

G

F

E7

Dm

I I E I I I II I I
Dm/F
Am/E F7

B7

Dm6/f

Introdução:

Am

/

G /

F / E7 / Dm Dm/F
/

Am/E

/ F7 E7

Am /

/ / F7 / E7 / Am Quando eu queria o teu a--mor / / F7 / E7 / Am Agora quem não quer sou eu F7 / E7 / Am / / mim tu não tens mais va-lor E7 / Am quis diz que me quer
/ Am / / / /

/ / F7 / E7 / Am Não davas atenção ao meu

/

Pra
/

/ mim

/

F7
mais

tu não tens

/ E7 / Am / va-Ior

/ / F7 / E7 / Am Quando eu queria o teu a--mor / / F7 / E7 / Am Agora quem não quer sou eu /

/ / F7 / E7 / Am / Não davas atenção ao meu Pra

/ / B7 / Observo que hoje em dia Quem não
/

/ / DrnrF / E7 / Am Cabe muita hipocrisia Num capricho de mulher /

E7 / / B7 / Vou viver desiludido Sem amor,
/ /

sem ideal

/ / DrnrF / E7 / Am Pra não ser submetido A desejo tão banal

/ / F7 / E7 / Am Quando eu queria o teu a--mor F7 / E7 / / Agora quem não quer sou
/ Am /

Não davas

/

F7 / E7 / Am atenção meu ao

/

F7 / E7/ Am / / Pra mim tu não tens mais va-lor

/

/

/ /

eu

Ao ouvir tuas

B7 propostas

/

E7 / . Am Com tão falsas frases juntas

/ /

DrnrF/ Achei uma só resposta

/

/

Am E7 / Que responde mil perguntas

/
/
/ /

Hás de ter

/ B7 em tua vida

/

Am E7 / destino igual ao meu Um /

/

/ DmrF
/

/

Podes Ir desiludida

Am E7 / Hoje quem não quer sou eu

/
Quando eu
/

/

/ F7 / E7 / Am queria o teu a--mor F7 / E7 Am não quer sou eu 104

/ / F7 / E7 / Am Não davas atenção ao meu

/ / F7 / E7 / Am Pra mim tu não tens mais va-lor

Agora quem

Songbook o Noel Rosa

Am

G

F

E7

Dm

DmIF

:<;:::7~ª
Quan -do_eu que- ria o teu

E7

Am

~Y~
a - mor Não

F7

E7

Am

F7

~~~g"f~
da - vas a ten -

ção

ao

meu

Pra

mim

tu não

tens

mais

E7

Am

F7

E7

11

Am

~
va

lor

m~~~
"f
o teu

.. @~"fE
quem não quer sou eu

A - go- ra

Fim

Quan-

~.:~m
~1~~
E7
do_eu que - ria "---" O - b - ser Ao ou - vir vo tu que_ho - je_em di - as pro - pos Am

B7

a
tas

Quem Com

não tão

Dm61F

I~

~
diz quis fal - sas que me fra - ses

3~
quer jun
-

0/

j
Ca A be chei mui - ta_hi - po u - ma só cri - si res - pos a ta Num Que cares-

tas

E7

Am

B7

pri pon

cho de mu de mil per

-

lher -tas

gun

Vou Hás

vi - ver de ter

de - si em tu

lu --a

di vi

do da

Sem Um

ades-

105

Songbook

o Noel Rosa
Dm61F

E7

.A m

mor, sem 1 ti - no_i - gual

de - ai ao meu

Pra não Po- des

ser ir

su - b de - si

me
lu

-

ti di

do da

A deHo - je

E7

Am

1" vez ao ~ si rep.

I·~~~l~
se - jo tão quem não quer ba - nar--' sou eu
Quan-

2" vez ao ~e Fim do_eu que - ria o teu

Copyright by MAl GIONE, FILHOS E ClA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.
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106

Songbook o Noel Rosa

Quem ri meUtor ...
NOELROSA
Trechos do livro Noel Rosa, uma biografia, de João Máximo e Car/os Didier: "É na (rádio) Clube do Brasil que, certa noite, Noel atenta para uma morena que canta de olhos fechados um sucesso do ano passado. (... ) É pequena, magra, o rosto mal se podendo ver por trás do imenso microfone RCA colocado a meio palmo de distância. Jovem, 17 anos no máximo, alguém diz que foi trazida por Jacob Bittencourt, o do bandolim. Noel ficou ouvindo a moça em silêncio atrás do vidro do aquário. O número termina; ela sai do estúdio: - Você tem uma voz bonita. (. . .) Mas me diz uma coisa: por que diabos você canta música do repertório de Cannem Miranda? - Ainda não tenho meu repertório. - Vem cá. . .. Vou te ensinar um samba. É novo. Se você quiser, pode lançá-to no próximo programa. (. .. ) Noel escreve a letra de Quem ri melhor numa folha de papel e entrega à moça. (... ) - Como é que você se chama? A moça, tímida, responde: - Elizeth. .. Elizeth Cardoso." Primeira gravação lançada em dezembro de 1936, por Marilia Batista e Noel Rosa, em discos Victor.

Dm

A7

Bb/D

Bbm/Db

F/C

Gm

C7/G

Bbm

Introdução: Bb / / / F / D7 / G7 / C7 / F / /

/ / / C7 / F F" F C#O Dm / / / C7 / / / A7 de um amor profun-do Eu Pobre de quem já sofreu neste mun-do A dor

/
VIVO

/ / Dm / bem sem amar a

ninguém D7 por mim

/

/ G7 / / / C7 / / / F / / / D7 / B~D Bbm/Db C / G7 C7 Ser infeliz é sofrer por alguém Zombo de quem sofre assim Quem me fez chorar hoje chora

IV

/

/ C-y G / / C7 F / / F Bb F / A7 / / Gm / G7 C7 no fim! Felicidade é o vil metal quem dá Honestidade Quem n melhor é quem n

F / / / G7 / C7 / D7 / / / / Dm / / / Bb / / Bbm ruim Pois quem me fez chorar hoje chora por mim ninguém sabe onde está Acaba mal quem é
F / / / / / C7 / F li'" F C#O Dm / / / Gm / G7 C7 no fim! (Pobre de quem) Pobre de quem já sofreu neste mun-do A dor Quem fi melhor é quem n

C7 / de um amor profun-do

/

/

/ / A7 /
Eu
VIVO

Dm / / amar a ninguém bem sem

/

/

/ G7 / /

/ / / C7 / Ser infeliz é sofrer por alguém

/

F

/

Zombo de

Bbm/Db D7 D7 / B~D / G7C7 chorar hoje chora por num quem sofre aSSIm Quem me fez

/

/

IVc

F Gm / G7 C7 / / Quem n melhor é quem n no fim! 107

Songbook

o

Noe! Rosa

Bb F

/

C'YG

/

/

C7

F

/

/

/

A7

/

/

/

Dm/

/

/

Bb

/ /

Sabendo disso

eu não quero nr pnmeiro

Pois o feitiço vira contra o feiticeiro

Eu vivo bem

Bbm F / / / . G7 / C7 / D7 / / / Gm / G7 C7 F pensando assim Pois quem me fez chorar hoje chora por mim Quem ri melhor é quem ri no fim!

/ /

F

D7

G7

e7

F

1
Po- bre de quem

F

ct

~~.~,
já so freu

~!-~
nes te mun-

F

FO

Dm

e7

A7

do

A

dor

de

um

a

-

mor

pro - fun

do

Eu

vi- vo

Dm

G7

e7

bem

sem

a -

mar

a nin-

guém

Ser in- fe - liz

é

so - frer

por al-

guém

~~.
G7

F

Zom - bo

de

quem

so

ta ~~~~~
fTe_as - sim Quem me

D7

Fie

fez

cho

Tar

ho - je

e7 ~

D7

Gm

G7

e7

~.
cho

ra

S F=EêE'
por mim

~
ri me - lhor

~
é quem ri

~
no fim!

Quem

108

Songbook o Noel Rosa

F

F

C7/G

C7/G

C7

F

Fe - li
Sa-ben

ei do

-

da dis

de so

é eu

o não

vil que

me- tal - ro rir

quem pri -

meí-ro Dm

A7

Ho - nes Pois o

ti fei

da ti

de

ço

nin - guém vi - ra

sa eon

-

be on tra_o fei

-

de_es - tá ti - cei-ro

B~m

F

A Eu

ca vi

ba mal vo bem

quem pen

é sao

-

ru do_as

im - sim

Pois Pois

quem quem

me fez me fez

cho - rar cho '- rar

G7

C7

D7

Gm

G7

C7

ho- je ho- je

cho eho

ra ra

por por

mim mim

Quem Quem

ri ri

me - lhor me - lhor

é quem é quem

ri
n

no no

fim! f· I uno

F

(Po- bre de quem)

Po - bre de

quem

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109

Songbook o Noe! Rosa

Rir
NOEL ROSA, FRANCISCO ALVES E CARTOLA
A autoria deste samba ficou tão complicada que levou João Máximo e Carlos Didier a darem o seguinte esclarecimento, em seu livro Noel Rosa, uma biografia: "No selo do disco e na partitura impressa, editada por Irmãos Vitale, é atribuída a um certo José Oliveira. Mas o único em Mangueira - e não há . dúvida de que o samba é de lá - que tinha este nome era o Zé Criança, que morreu em 1939 sem jamais ter reivindicado o samba para si. Carlos Cachaça acha que o autor é Zé Com Fome. Femando Pimenta, grande memória do morro, garante que é o Gradim. Mas Harmonia, jornal de modinhas que Noel e Hélio Rosa editaram por curto período em 1932, é bem claro. Publica a letra sobre os seguintes créditos: coro de Agenor (sic) de Oliveira, versos de Francisco Alves e Noel Rosa. Para quem acredita em 'prova de estilo' -participação de Chico à parte - como é possível duvidar de que Rir seja mesmo de Cartola e Noel?" Primeira gravação lançada em 1932, por Francisco Alves e Mário Reis, em discos Odeon.

A

~

~

~

~

m

E

I1IIIII I I NINI I I
E7/G# C#7/E# B7/F# Bm/D E7 G#m/B F#m

Am/C

E7/B

Eb7/Bb

D7/A

C#7/G#

B7(#5)

Introdução: A A#o JYB C#7 F#7 B7 E E'Y G# A A#o JYB C#7 F#7 B7 E C#'YE#
E / / / / / /

B'YF#

B7

/
não se
A /

/
TI

/ / / / A#o / /

F#7 / / / / / / / / / / C#7

/ / B7 / / Am/C / / E / / / /

/

/ /

Ri,
/

de quem pade--ce

So----fr e,
G#nyB / E

/ / / E / / / BnyD / / / E7 Ri, meu coração sabe dizer
/ / / B7(#5) / C#7 JYB E / E'YB / / / / / B7 / E/A C#7 / / / F#m Eb'YBb / / / /

quando vê alguém chorar
B7 / E / A /

Deus é justo e verdadeiro

Por quem eu

tenho chorado Tenho fé em me
D'YA C#'YG# /
TI

vingar
/ C#7 /

Às vezes é um sorriso
F#7 / / / B7 / / /

Que acompanha uma esperança
/

Outras vezes é o riso
F#7 / / / B7 / / Am/C / /

Que provoca uma vingança
/ / / F#m Bm/D / / / E7

Ri,
/ /

não se

de quem
/ / / A#o / /

A /

pade--ce
/ / / /

So----fre,
G#m/B /

meu coração sabe dizer Por quem eu

Ri,
/ /

quando vê alguém chorar Meu juízo se revolta
F#7 / / / B7

Deus é justo e verdadeiro

tenho chorado Tenho fé em me vingar
D'YA C#'YG# /

JYB E'YB .Eb'YBb

Quando vejo alguém zombar / / / E / Quem zombou pode chorar
110

O mundo

dá muita volta

Songbook o Noel Rosa

B7

E

B71F#

B7
voz

E

Ri,

não

se

B7

ri

de

quem

pa- de

ce

So

fre,

meu co- ra -

ção

sa- be di - ·zer

E

BmID

E7

A

Ri,

quan-do

aI- guérn

cbo - rar

_

A#O

G#mIB

q7

-

* r

r ij
é jus

~
to_e ver
-

~
da - dei ro Por quem eu

~
te- nho cho - ra-

Deus

B7

E

A

do

Te- nho

em me

vin - gar

_

Às ve Meu ju E/B

- zes é um - í - zo se

sor - ri -

re - vol-

AmlC

E 7/B

Eb7/Bb D 71A

so ta

Que_a-com - pa- nha_u- ma_es Quan - do ve- jo_aI - guém

- pe - ran zom- bar

_

ça

111

Songbook o Noel Rosa

Cp/G~

B7

Ou - tras
O mun

ve - zes do dá

é mui

o ta

fi

so

vai

ta

Que Quem

prozom-

I ~
E

~

vo bou

ca_u - ma po - de

vin - gan cho - rar

ça

'--" Fim

I j

Copyright by MANGIONE, FILHOS E elA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.
0

112

Songbook

o Noel

Rosa

·São coisas nossas
NOELROSA
Samba inspirado no filme Coisas nossas, produzido por Alberto Byington Ir. e dirigido por Wallace Downey, reunindo o seresteiro paulista Paraguaçu, as cantoras Zezé Lara e Alzirinha Camargo, o ator Procópio Ferreira, o poeta Guiiherme de Almeida; o ventríloquo Batista Ir. (pai de Linda e Dircinha Batista) e outros. Apesar de apresentar uma história desconexa e números artísticos sem muita explicação, obteve grande êxito popular. O hábito de dar às músicas títulos de filmes, mesmo que não haja nada em comum entre eles, é comum na música popular brasileira (Divina dama, Amar foi minha ruína, ele). Primeira gravação lançada em março de 1932, por Noel Rosa, em discos Colúmbia.

F7

Bb

C7

F

Db/Cb

F/C

D7

G7

A7

III
Dm

tl11III111
Bb/D Bbm/Db

F/Eb

D7/F#

G/F

C7/E

Bbm

F/A

Introdução: F7 / Bb / C7 / F / Bb D~

ce

JYC D7 G7 C7

F /

D~Cb Dm A7 / Bb / / / / A7 / Queria ser pandeiro Pra sentir o dia inteiro A tua mão na minha pele D'YF#

/ JYC/ a batucar

JYEb /

B~D Saudade

Bbm/Db / JYc / e da palhoça do violão

/

/ G7o/F Coisa nossa,
/
coisas

C'YE / F Bb Bbm / F7 / / / COlsa nossa O samba, a prontidão e outras

JYA· bossas

/ D7
São

/
nossas

G7 coisas,

/ C7
são

/ F7 / Bb / C7 / F / Bb DJy Cb JYC D7 G7 C7 F / F nossas! / JYc / JYEb / mata a fome

Dm / A7 / Bb / D~Cb / / A7 / Malandro que não bebe Que não come, que não abandona o samba Pois o samba BbnyDb / B~D / JYC/ lá da roça Morena bem bonita JYA / outras bossas D'YF# G7o/F Coisa nossa,

/

C'YE / F Bb Bbm / F7 / / coisa nossa O samba, a prontidão e JYc D7 G7 C7 F / / que

/

D7 / G7 São nossas coisas, / Dm Motorneiro,

/

C7 / F7 / Bb / C7 / F / Bb DJyCb / F são COlsas nossas!

/ / A7 Baleiro, jornaleiro

/ A7 /Bb / DJyCb condutor e passageiro Prestamista

B~D / JYc / JYEb / e vigarista E o bonde

BbnyDb / JYC / parece uma carroça

D'YF#

/ G7 o/F C'YE / F / F7 / Bb / Bbm / JYA e outras bossas Coisa nossa, muito nossa O samba, a prontidão

/ F7 / Bb / C7 / F / Bb DJy cs JYC D7 G7 C7 F / .I / D7 / G7 / C7 / F Menina que são COIsas nossas! São nossas coisas,
113

Songbook o Noel Rosa

A7
namora Bb"YDb truque,

/ /
/

Dm

/
'YC/

A7
rapaz

/Bb
casado

/
CY'E

DJ;yCb

/
/ F7 /

'YC/

'YEb /

BJ;yD
Se o paI

/
descobre o

Na esquina

e no portão

com dez filhos,

sem tostão

DY'F#

/

G7 o/F

/

F

Bb
O samba,

/

dá uma coça

Coisa nossa,

muito nossa

Bbm / e outras a prontidão

'YA
bossas

/ D7

G7

/ C7

São nossas COisas,

/ F7 / Bb / C7 / F / Bb DJ;y / F são coisas nossas!

ce

'Y C D7 G7 C7 F /

inlro

%
~

F7

B~

C7

F!H
F

B~

Dbid

F/C

D7

G7

C7

F

F

~
Fim ' QueMaBaMe-

A7

Dm

A7

ri lan lei ni

- a - dro - I'O, - na

ser pan que não jor - na que na -

dei be lei mo

ro be ro ra

Pra Que Mo Na

sen não tor es D~/d

tir co nei qui -

o me, ro, na_e

di - a_ll - tei a que não con - du - tor no por - tão

ro_A ban e

ra

tu - a mão do - na_o sam pas - sa gei paz ca - sa

F/C

FIE~

~~,~~~.
na ba ro do mi - nha Pois o Pres - ta Com dez pe sam mis fi le_a ba ta_e lhos ba - tu ma - ta_a vi - ga sem tos car fo ris tão me ta

~*~I *ªY #i@
Sau Mo E_o Se_o

B~ID

F/C

D71F#

~ê~§,
da re bon pai ele do na bem de que des- co vio bo pa bre_o lão ni re tru e da ta lá ce_u-ma que, dá_u pa - lho da ro car - ro ma co ça ça ça ça

*1~Y~1~
Coi Coi Coi Coi sa sa sa sa nosnosnosnos-

114

Songbook o Noel Rosa

G7

GIF

C7/E

F

F7

B~

sa sa sa sa

Cai - sa Cai - sa Mui - to Mui - to

nos nos nos nos FIA

-

sa sa sa sa D7

o

sam

ba,

a

pron - ti-

G7

dão

e

ou - tras

sas

São

nos

-

sas

cai

sas

C7

F instrumental

tfEt· ~~.
São
cai -

~y
nos

wgI~

sas

sasl

Copyright by MANGIONE, FILHOS E elA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

115

Songbook o Noel Rosa

Só pra contrariar
NOEL ROSA E MANUEL FERRElRA

o parceiro de Noel neste samba, Manuel Ferreira, era um daqueles compositores das nascentes escolas de samba que encontravam em Noel Rosa uma grande oportunidade de se aproximarem do mundo profissional da música popular. O compositor de Vila Isabel contribuía com os seus conhecimentos e, principalmente, com o seu talento, escrevendo a segunda parte das músicas desses sambistas. Manuel Ferreira manteve-se sempre ligado às escolas de samba, tendo sido um dos ilustres integrantes da ala de compositores da Império Serrano. Primeira gravação lançada em 1931, por Almirante e o Bando de Tangarás, em discos Parlophon.

86

F#7

G#7

C#m

C#7

I

B6 I I I I I I Ii O prazer que tu sentes é quando Estás me contrariando

I I
Sem

I

F#7 razão

II I I I I I I

I I I

I I I I
Sem

I I
Tu F#7 razão

Enquanto estou a sornr

I I I I I I B6 choras sem sentir Só por contradição IIII I Ii Ii
Enquanto estou a sornr

I II

I

I

I I

I

I

O prazer que tu sentes é quando Estás me contrariando

I I I I I I B6 Tu choras sem sentir Só por contradição I II
F#7
É

I F#7 I Não pos-so

I I B6 mais sofrer assim

I I I G#7 I I I C#m Tudo tem de ter seu fim Não existe eternidade

I

I I B6 I G#7 I C#7 melhor viver sozinho Sem dinheiro sem carinho I I I
Sem F#7 razão

F#7 I I B6 I F#7 I B6 I I I I I I I I Com sossego e liberdade (Ai, o prazer) E o prazer que tu sentes é quando Estás me contrariando

II I I I

Enquanto estou a sornr

I

I I I I I I I

I I I

I I I I I I B6 Tu choras sem sentir Só por contradição I I II I I I I I
Enquanto estou a sornr

I I I

I

I

I I

I

O prazer que tu sentes é quando

I
F#7 Andando

Estás me contrariando

Sem

F#7 razão

I I I I I I B6 Tu choras sem sentir Só por contradição I I I
F#7 E

III

I I B6 I I I G#7 I I I C#m em tua companhia Já peguei essa mama Das vinganças imprudentes

I

I

I

quando o Jejum

B6 I G#7 I C#7 I F#7 I B6 I F#7 I B6 I I I I I me come Pra contrariar a fome Fico mastigando os dentes (E o prazer) E o prazer que tu sentes é quando Estás

I I I

I I I II

I I
Sem

I

me contrariando

F#7 razão

I I II I.

I I I

I I I I
Sem

I I I

Enquanto estou a sornr

I I I I I I B6 Tu choras sem sentir Só por contradição I I II I I I I I
Enquanto estou a sornr

III
O

I I

I IIB611

I

prazer que tu sentes é quando Estás me contrariando

F#7 razão

I
Tu choras

sem sentir Só por contradição

116

Songbook o Noel Rosa

o

pra - zer

que tu

sen - tes

é

quan - do

Es- tás

me con- tra - ri - an

-

do

Sem

ra - zão

En - quan- to_es

-

tou

a

sor - rir

Tu

I

cho- ras

sem

sen - tir

S6 por

con

-

tra

-

di - ção

*
86

I

*

o

pra - zer

~J~2
~~.

86

Fim
Não An pos dan-do so em mais so - frer tu - a com as - sim - pa - nhi a Tu - do Já pe tem - guei de ter

es- sa

seu fim ma - Il l

>

a

Não e Das vin -

xis- te_e- ter - ni - da gan - ças im - pru- den

de tes

É

E

me - lhor quan - do_o

vi- ver je- jum .

so - zime co-

nbo me

Sem Pra

di - nhei - ro_e sem con - Ira ri - ar

ca - ri a fo-

nbo me

Com sos - se - go_e li Fi - co mas - ti - gan

-

ber - dado_os den-

Ao

2 vezes e Fim
o (E_o pra - zer) pra - zer)

%

E E

o o

pra - zer pra - zer

Copyright by MANGIONE, FILHOS E elA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

117

Songbook

o

Noel Rosa

Samba da boa vontade
NOEL ROSA E JOÃO DE BARRO Uma letra noelesca de 1931, mas de extrema atualidade. É uma resposta às convocações do Governo Provisório de Getúlio Vargas para que o povo mantivesse o otimismo, mesmo enfrentando sérias dificuldades. "É melhor apertar agora para que a fartura venha depois", diziam os governantes, numa cantilena muito conhecida dos brasileiros de todas as épocas. Quando Noel Rosa escreveu "Que iremos à Europa/Num aterro de café", referia-se à decisão governamental de queimar ou jogar no mar três milhões de sacas de café, a fim de valorizar o preço do produto. Primeira gravação lançada em 1931, por Noel Rosa e João de Barro com o Bando de Tangarás, em discos Parlophon. -.

BO

F

07

G7

C7

F7

F/A

C7/G

F#O

GOl

A7

0111

Bl:>Ol/Ob

F/C

E7/B

A7/C#

Introdução:

BO / / / F / D7 / G7 / C7 / F7

/
(Campanha da

/
F / Conserva

/ /
sempre

BO / / / F / D7 / G7 / C7 / F C7 F /

/ /
Viver

Boa- Vontade!) F#o o teu G7/ / sorn-so / C7 Mesmo

C7 alegre

/
hoje é

F preciso

/ /

~A

C/'G

/
que

/
~A C/'G

/

/

/ /
sempre
O

a vida esteja

feia E que

/ / Gm VIvas na pinimba
F#o G7/ / / teu sorri-so

Passando C7 Mesmo

C7 / pirão a

FO / F / / / C7 de are-Ia Viver alegre

F / hoje é precIso

/

F / Conserva

/

/

/
/

/

/

/

/

que a vida esteja feia E que vivas na D7 / / Porque tenho a certeza

Gm pinimba

/
Passando

C7 FO / F / A7 / / / a pirão de are-ia Gastei o teu dinheiro / / / ~C se ele acaso não voltar C7 / F / Viver alegre

/ Dm / / Mas não tive compaixão

/ Gm / / / Bbm/Db Que ele volta à tua mão E,

/

D7 Eu te pago

/
C/'G

E/'B

/ / /

A/,C#

com sorriso F

E o recibo

hás de passar (Nesta questão
F#o o teu G7/ / / C7 sorn-so Mesmo

/

Dm

/

/

/
solução

C7 sei dar!)

/
hoje é

F preciso

/

~A

I

Conserva C7 / pirão a / Sempre

sempre

/ / / / / / Gm que a vida esteja feia E que vivas na pinimba /
Pois quem E/'B / Acaba D7 ganha A/,C# sempre em na

/
Passando / / avareza 118

F" / F / A7 / / de are--ia Neste Brasil tão grande / / no carinho / Bb"YDb Não /

Dm / / / Não se deve ser mesquinho

Gm perde

/
admito

/

~C/

D7 Pois qualquer

/

ninharia

economia

Songbook

o

Noel Rosa

/

Dm

/

/

/

C7

/F

/

C7

/

F

/

~ A Cy- G F

/

/

F#o

porcaria

(Minha barriga não está vazial)
/ / / / /

Viver alegre hoje é preciso
/ / Gm / C7

Conserva sempre o teu
/ F' / F / A7 pirão de are--ia Comparo / / /

G7 / / / C7

sorri-so
/ /

Mesmo
/

que a vida esteja feia E que vivas na pinimba Passando a
Dm / / / D7 / / / Gm

O

meu Brasil A uma criança perdulária
/ / ~C / D7 /

Que anda sem vintém Mas tem a mãe que é milionária
EY-B / Ay-C# / Dm / / / C7

BbnyDb / E que
/ F / C7

jurou, batendo o pé
/ F /

Que iremos à Europa
/ /

Num aterro
F#o

de café

(Nisto, eu sempre tive fél)
/ / / / /

Viver alegre
/ /

~ A Cy- G F

G7 / / / C7

hoje é preciso pinimba
Gm

Conserva sempre o teu sorri-so a
C7

Mesmo

que a vida esteja feia E que vivas na
/ C7 / F7 / / / BO / / / F / D7 /

Passando

/

pirão

/

de

FO / F

are-Ia

/ BO / / /

F / D7 / G7

G7 / C7 / D7 G7 C7

Falado: (Carn- pa- nha
da Bo-a Von-ta-de)

D7

G7

C7

F

C7

F

1

~~·-Fim*
C7 F F IA C 7/G F

~~~~.
Vi- ver

~*I~ale pre -

~~
Con - ser -

ci

-

so

va

sem

sor - ri

so

Mes

mo

119

Songbook

o Noel Rosa

Gm

vi - da_es

-

te

-

ja

fei

a

E que

vi

vas

na

pi

-

nim

ba

Pas - san -

,
~

C7

FO

I

1

F
I

2

F
I

Ido_a pi - rão de_a
-

.~
rei a

-a

Gas Nes Com

tei te pa -

A7

Dm

o
Bra

teu sil meu

di tão Bra

nhei gran si!

ro de A_u

Mas Não - ma

não se cri

ti de an

ve ve

com ser per

- pai mesdu

ça

D7

~
xão_ qui - nho lá - ria Por Pois quem Que que ga an te nha da nbo_a sem cer na_a - va
VID

~
te re
tém

F=t
Que_e Sem tem le pre a vol per mãe

za za Mas

Gm

BbmIDb

tu - a no ca mi-Iio

mão __ ri - nho ná - ria

'.
E Não E

,te
se_e a que
-

�
le_a d ju
-

~
so to não !li
-

ca mi rou

vol nha do_o

tar
n -

ba - ten

F tC

,r
Eu

D7

E7/B

~
te qual i
-

S
pa quer re go e mos com


sor no Eu

\5Ié
ri mi ro so_E a_A pa

~
o re ca - ba Num a
-

a

Pois Que

-

co à

-

120

Songbook o Noel Rosa

A 7/C#

Dm

~

3

lu

~~~~s;m~\~
ci sem ter bo_bás ro de de pas ca ca sar ri fé (Nes - ta ques bar eu tão ri so ga

ção

sei va-

pre. em por

a

(Mi - nha (Nis - to

não_es - tá

sem - pre__

ti - ve

C7

t;*

J
dar!) zi fé!) a!)

2 vezesAo% direto à casa 2 II intro e Fim

Copyright by MANGIONE, FlLHOS E ClA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1? andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

121

Songbooko

oel Rosa

Tarzan (O filho do alfaiate)
VADlCO E NOEL ROSA Quem viu Alô Alô Carnaval há de ter percebido que o cantor Francisco Alves canta o tempo inteiro com a barriga encolhida e o peito estufado, tentando insinuar um físico de halterofilista. É que, na época, a beleza masculina inspirava-se na estética de Tarzan, o que significava manifestação de saúde, uma espécie de anti-tuberculose. Contribuindo para tudo isso, a moda masculina criava os paletós com ombreiras e um corte que acentuava os peitos largos e as cinturas finas. É claro que Noel Rosa não poderia ficar indiferente a tudo isso e registrou a moda em Tarzan (o filho do alfaiate), também incluído no filme Cidade mulher, onde foi interpretado pelo comediante José Vieira. Primeira gravação lançada em setembro de 1936, por Almirante, em discos Victor.

F

Ab

c/G

A7

Dm

G7

C

ENEIIIII I111IIII
Fm/C G/B Gm6/Bb E7 Am D7 C#O F/Eb F7 Bb Gm
Db

F#O

C7

11I1I I IIJlIl I I
Introdução: F / Ab / YG / A7 / Dm / G7 / C FrryC C G7 Quem C o/B foi que disse que / Am foi o travesseiro GmYBb eu era forte? A7 unca pratiquei Dm esporte G7 em conheço

Fie

C
futebol ...

/

E7 O meu parceiro

sempre

/ D7 / G7 / C o/B GmYBb E eu passo um ano inteiro Sem ver um rala de sol A minha força bruta reside C de sofrer

Em

A7 Dm G7 um clássico cabide Já cansado

/

E7 Minha armadura

/
é de casimira

F#o Am YG dura Que me dá musculatura '/'Eb as pequenas C7 Que detenga F7 lá da praia F este Tarzan!"

Mas que

C#O G7 C7 C pesa e faz doer Eu poso pros fotógrafos

/
E distribuo

Dm autógrafos

/
A todas

Bb de manhã G7

Um

/
argentino

D7 / disse, me vendo GmYBb abacate

Gm em Copacabana:

'YC Db "No hay fuerza sobre-humana Dm G7 alfaiate Não faz roupa

C De lutas

o/B não entendo Am formiga 122

A7 Pois o meu grande

C pra brigar

/

E7 Sou incapaz

/
de machucar uma A7 Pra subir em

/ Não há homem

D7 / que consiga Nos meus músculos

C G7 / pegar Cheguei

o/B até a ser

GmYBb contratado

Songbook

o

Noel Rosa

Dm G7 C / E7 / Aro F#o YG um tablado Pra vencer um campeão Mas a empresa, pra evitar assassinato Rasgou logo o meu contrato Quando G7 me C C7 C#O / Dm sem roupão Eu poso pros fotógrafos E distribuo autógrafos / 'YEb F7 Bb todas as pequenas lá da praia de manhã Um

VIU

A

/

D7 Gm Db 'YC C7 F G7 C / argentino disse, me vendo em Copacabana: "No hay fuerza sobre-humana Que detenga este Tarzan!" Quem foi Gmo/Bb o/B A7 Dm G7 C que disse que eu era forte? Nunca pratiquei esporte Nem conheço futebol ...

/

E7

O meu parceiro sempre foi o

/

Aro / D7 / G7 / C o/B Gm.,rBb A7 travesseiro E eu passo um ano inteiro Sem ver um raio de sol A minha força bruta reside Em um clássico E7 / Aro F#o Dm G7 C / YG G7 cabide Já cansado de sofrer Minha armadura é de casimira dura Que me dá musculatura Mas que pesa e faz
C

doer

F

Dm

G7

c

FrnlC

c

G7

Quem

foi

123

Songbook o Noel Rosa

GIB

Gm61B~

A7

r
que -nba -tas a dis - se for - ça não en té a que_eu bru ten ser for e - ra re - si ta do_a - ba - ca con - tra - ta te? de te do Nun Em Pois Pra -

~
ca um pra clãs meu - bir ti si granem quei co de_ai um es ca fai ta -

o
su

Dm

G7

e

E7

','
por - te bi - de a - te bla - do Nem Já Não Pra co - nhe - ço can - sa - do faz rou - pa ven - cer um fu - te de 50 pra bri cam - pe boI... frer gar ão O Mi Sou Mas meu par nba_ar - ma in - ca a em - ceí - ro sem - pre. - du - ra é de - paz de ma - chu - pre - sa, pra_e - vi foi o ca - si car u tar as tra - ves mi - ra ma forsas - si -

7

1
sei mi ro ga E Não eu há pas - so_um ho - mem a - no_in que contei ro Sem Nos ver meus um ra - ia de pe sol - gar A mi-

JLj_____
~
du na ra to Que Ras

si - ga

mús- eu - Ias

Che - guei

Fr

ctc

G7

me gou

dá 10

mus

- eu meu

Ia

-

tu tra

-

ra to

Mas Quan

que do me viu

faz sem

do rou

e

ci

er

go_o

con -

Dm

Fim er pão

Eu po - so

pros

fo

-

tó - gra - fos

E

dis - tri - bu - o_au

- tó - gra - fos

A

to- das as

pc-

FlEb

F7

Bb
~

D7

que - nas

da

pra - ia

de

ma

- nhã Fie

Um

ar- gen - ti - no

dis - se,

me

ven- do_em Co - pa - ca F

Gm

Db

e7

G7

ba - na:

"No

bay

fuer - za

so- bre_bu - ma - na

Que

de - ten - ga_es - te

Tar -

zan"

De
Quem

lufoi

Copyright by MANGIONE, PILHOS E elA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

124

Songbook o Noel Rosa

Tipo zero
NOELROSA
Samba feito por Noel Rosa para uma espécie de opereta que escreveu com o maestro Amold Gluckmann, chamada A noiva do condutor,para ser cantado pelo personagem Doutor Henrique, logo depois de uma fala assim: "Isso de palestra é jogo para São Paulo ... ! Você é um tipo que está em parte alguma! Você é capaz de trair um amigo por causa de 200 réis e de matar uma família inteira por causa de uma média com pão e manteiga. Você é um tipo que não existe nem nas tipografias. Você é um tipo que não tem tipo. É um tipo desclassificado. O seu nome deveria ser 'Tipo Zero'." No título da música, uma maliciosa brincadeira de Noel, repetindo as molecagens da garotada que utilizavam palavras de duplo sentido para se desmoralizarem uns aos outros. Tipo zero tem um som semelhante a "Te puseram". Primeira gravação lançada em 1954, por Marília Batista, em discos Musidisc.

p

G7

c

A7

Dm

C7

tllllll I VI ~I 1lI1 I I I IIII I II I I
D7 C/E 8/D# C#o E7
Am

D7/P#

~~M

8

m

~

~

~

Introdução: F G7 C A7 Dm G7 C C7 F G7 C A7 D7 G7 S/E S/E/ 'YD# tem tipo Você é um tipo que não C#o Dm C Com todo tipo você se parece

C

/

/

E7

/

E sendo um tipo que assimila tanto

,.--,

Am/ tipo

D'/'F# G7 S/E 'YD# D7 G7 / / / um tipo que não tem Passou a ser um tipo que ninguém esquece (Tipo Zero não tem tipo) Você é

C#o S/E/ Dm C parece tipo Com todo tipo você se
Fmo/Ab G7

/

Am E7 / E sendo um tipo que assimila tanto tipo

/

D7 / Passou a ser um tipo que

ninguém esquece Dm observado

F F7 G7 C C7 / E7 Quando você penetra no salão E se mistura com a multidão

/

A7 / Esse seu tipo é logo

/

F#o S/G A7 D7 F 87 Em / / E o seu tipo não se classifica E você passa a ser um tipo E admirado todo mundo fica /

G7 C desclassifi-cado

125

Songbook o
TIPO ZERO

oel Rosa

F

G7

e

A7

Oro

G7

I*~
~
ti

e ct

F

G7

e

A7

07

G7

e

t
Vo-cê é um

elE

BID~

~
po que não tem

m. --ti

elE

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jljpo Com to - do ti - po vo - cê se pa re-

E7

Am

E

ti - po

que_as - si - mi - Ia

tan - to

ti

-

po

Pas - sou

a

=r-ser que

7

'!FI
um ti - po que

nin - guém

es - que - ce

(Ti - po

ze - ro

não

tem

ti - po)

Vo - cê

é

um

2 Fm6/Ab

G7

F

G7

e e7

F7

-

ce

Quan - do vo - cê pe - ne- tra

no

sa-Ião

E

se mis -

tu - ra com

a mul

-

ti - dão

E7

A7

Om

B7

I~J~_
Es - se teu do E_a-d- mi ra- do To- do mun- do

fi-

126

Songbook o Noel Rosa

Em

F

C/G

A7

ea

E

o

seu

ti - po não se elas - si - fi

D7

G7

c

ti - po

des - elas - si - fi - ca

do

Copyright by MANGIO E, FILHOS E CLALIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1" andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

127

Songbook

o

Noel Rosa

Você, por exemplo
NOELROSA Marchinha carnavalesca para o carnaval de 1934, ano em que os foliões manifestaram a sua preferência por outra música de Noel Rosa, o samba O orvalho vem caindo. As duas músicas foram gravadas por Almirante. O carnaval de 1934, por sinal, produziu várias músicas que nunca deixaram de ser cantadas, como O correio já chegou (Ary Barroso), Se a lua contasse (Custódio Mesquita), Ride palhaço (Lamartine Babo) e Linda lourinha (João de Barro). O maior sucesso, porém, foi Agora é cinza (Bide e Armando Marçal). . Primeira gravação lançada em janeiro de 1934, por Almirante, em discos Victor.

A

E

B7

B7/F#

F#m

C#7

G#7

C#7/G#

C#7/E#

IIII
Introdução: A / / / E / / / B7 / / / E / / / que apesar / F#m do pincenê / / B'Y'F# B7 E Há muita gente

fll ~III
/ B7 / / Passa por nós, dá esbarrão /B7 / Você, por .exemplo / E / / / C#7 e não nos vê Anda depressa, / mas

/
vai sempre

F#m / com atraso / G#7 Que

/

/E / Você, por exemplo

/

/

/

/

Está neste

E A E caso!

/

B7 / Há muitas

/

/

santas no

E / / mun-do /E exemplo!

/
vivem

/ C#'Y'G# / F#m A fora do tem-pio Santas

/

/

/E / / / / de olhar bem profundo Você,

/ B7 / / por exemplo Você, por

C#'Y'E#

B'Y'F#

E B7 Quanto barbado

/ / / F#m que não paga engraxate
/

/ /

/
Muda

B7 / / de casa e deixa mudo

/
O

E alfaiate

/ /

/ C#7 Quanto barbado A E / B7 Há

/ / / F#m que Jejua mais que o Gandhi / muitas / santas / E / / no mun-do /

/

/E

/

Você, por exemplo G#7 Que / / vivem fora B'Y'F#

/ /B7 Você, por exem pio

/

/
/ / de olhar / /

/

Não tem barba

E grande!

/ A / C#'Y' G# / do tem-pio

F#m Santas

bem / Uma

/E
profundo

/

/ /B7 / / /E Você, por exemplo Você, por exemplo
/ /

C#'Y'E#

B7 E Quanta menina /

/ / / F#m por ouvir no telefone

B7 / / / E voz grossa feito solo de trombone /B7 exemplo / Não

/ C#7 Pega automóvel,

/ / / F#m vai parar não sei aonde / E / / / G#7 no mun-do Que C#'Y'E#

/

/E

/

/
Você, por

Você, por exemplo / / vivem fora B'Y'F# B7

/
anda

/ E
de bonde!

A E / B7 / Há muitas

/ santas

/ A / C#'Y' G# / do tem-pio E / /

F#m / / /E / / /B7 / / /E Santas de olhar bem profundo Você, por exemplo Você, por exemplo F#m / dar palpite /E exemplo

Há muita gente

que só sabe

/ / /
Você,

B7 / / / E / Pois tem cabeça, mas já teve meningite /B7 por exemplo

/ /

F#m / C#7 / / / E muita gente vive bem sem um pulmão

/ / /

/
Você, por

/

/

/E / Não tem coração!

A E / B7 / Há muitas

/
santas

/ E / no mun-do

/ /

G#7 Que

/

vivem fora do

A / C#'Y' G# / F#m tem-pio Santas 128

/ / / E / / /B7 / / /E de olhar bem profundo Você, por exemplo Você, por exemplo

Songbook

o Noel Rosa
B7 E

A

E

*
~ B71F# voz B7 E

~ªY~p~
Há mui
-

ta

gen - te ba - do ni - na gen - te

que_a - pe que por que não ou só E

sar do pin - ce - nê pa- ga en - gra - xa- te vir no te - le - fo- ne sa - be dar pai - pi - te q7

Pas - sa Mu - da U - ma Pois tem

por de voz ca -

B7

nós, dá ca - sa_e gros - sa be - ça,

es dei fei mas

bar xa to já

-

rão e mu - do_o so - 10 te - ve

não nos ai - fai trom de me - nin

-

vê a - te bo- ne

gi- te E

An - da de Quan - to bar Pe - ga_au - to E mui - ta

-

pres ba mó gen

- sa - do - vel - te B7

mas que vai vi -

vai je pa ve

F#m

sem - pre ju - a rar não bem sem

com mais sei um

a que_o a pul

tra - so Gan-dhi ou- de mão A

Vo Vo Vo Vo

- cê, por - cê, por - cê, por - cê, por

e-xem e-xem e-xem e-xem

pio pio pio pio

Vo Vo Vo Vo

-

cê, cê, cê cê,

por por por por

e-xem e-xem e-xem e-xem

pio pio pio pio

EsNão Não Não

E

E

B7

E

G#7

~~tã nes - te ca tem bar - ba gran an - da de bon tem co - ra - cão A sol de! de! Há mui - tas san tas no mun - do Que vi- vem fo -

q7/G#

F#m

E

~
ra do tem po San - tas

B7

3

E

q71E#

B 71F# B 7

barme-

bem

pro

-

fun - do

Vo-

~~.~
cê, por e - xem- pio Vo - cê, por e xem - pIo Quan - to Quan - ta

Há mui- ta Copyright by MANGIO E, FILHOS E eIA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

129

Songbook

o

Noel Rosa

Você só ...mente
NOELROSA

o autor da melodia, Hélio Rosa, irmão de Noel, foi violonista de boa reputação, mas música. Segundo João Máximo e Cartas Didier, os dois irmãos fizeram juntos apenas uma outra, intitulada Qual a razão?, que se perdeu. Quanto à melodia de Você só... Didier recomendam que se ouça "a gravação original da orquestra americana de Paul Nobody's Sweetheart e logo ficará sabendo em que Hélio se inspirou". Primeira gravação lançada em agosto de 1933, por Francisco Alves e Aurora Miranda,

não se dedicou à esta música e mente, João e Whiteman para em discos Odeon.

D

B7

E7

A7

C7

Bb7

I I I Iml I I 1"1 I l1 Il I
Em7 A7(#5) Am6jC D7 G Gm Gm6jBb

m

m

Introdução:

D

I

B7

I

E7

I

A7

I

D C7 B7 Bb7 Em7

I

A7(#5)

I I I
B7 I I Creio que você se E7 I Inocentes

D I Não espero

I
pro/mes/sas

=:
I I
A7

I Amo/C mais vo)-----cê I

B7

I II I

E7 I I II I Pois você não apare-ce

I

I I I I
esque-ce

E7 Das

A7(#5)

D I I Amo/C B7 E depois vem dar des--cul-pas A7(#5)

I I I I
D7

I I I I I I
e banais

B7 I É porque

I E7 I I I A7 I você bem sabe Que em você desculpo Muita coisa maIS... I I II
en-te G / I I I Gm I Que mek inconsciente-men-te

1_.

)

I I

I I I I I I !

I I I

I I
A7 I I de você

O que sei somente

É que você é um

II

J

D C7 B7 I E7 I I Mas final-mente, não sei por que

Eu gosto imensamente

ID71 I I II I
moti-vo

I Ii I I I
Amo/C

I

Ii

IIII
A7 D de você

O que sei somente

É que você é um en-te

G I I I Gm I Que mente inconsciente-men-te

D C7 B7 Mas final-mente,

I

E7 não

sei por que

D I Gmo/Bb Eu gosto imensamente B7 Em

I

A7(#5)

I

I I Amo/C B7 D E invariavel--men-te I
quando

I I I

E7 I I Sem ter o menor

I
um tom de

I
voz

I II I
alti-vo

I II

E7 Você

Ii
fala,

A7 I A7(#5) men-te

I

D Mesmo

I

I

involuntaria A7 I A7(#5) men-te C7 B7 final-mente, 130

B7 I men-te D7

II

E7 I I I I I Faço cara de conten-te

B7 I I I II I J E7 I I I Pois sua maior mentira É dizer à gente Que você não

I

I

I I I I

I

I I

/ I I I
A7 D de você

O que sei somente E7 I I não sei por que

É que você é um en-te

G Que mente

I I I Gm I inconsciente-men-te

I I

D Mas

I

D I Gmo/Bb Eu gosto imensamente

Songbook o Noel Rosa

inlro

,_.
D 87

E7

A7

D

C7

87

Em7

A 7(#5)

~

D

Am6/C

87

E7

~~~~.*
Não E es - pe - ro mais vo in - va - ri - a - vel eê
men

te

Pois Sem

vo - cê não a - pa ter o me - nor mo

re - ee ti - vo

87

E7

A7

A7(#5)

·~ Crei - o : que

Em

um tom

vo - ee se_es - que de voz. aI ti

-

~

-

ee vo

D

~s pro - mes - sas Vo - cê quan - do

que me fa - Ia

az men

f

~~E

- te

Mes-

D

Am6/C

87

E7

~~

de - pois vem dar des mo_in - vo - lun - ta - ria

eul men

-

pas te

ba - nais Fa - ço ea - ra de eon - ten

I - no - eeu- tes e

te

.*~-É Pois

87

E7

$or - que tu - a

vo - cê mai - or D7

bem men

-

sa ti

-

be ra

Que em vo - cê des - eul - po É di - zer a - gen - te

Mui - ta eoi - sa Que vo - eê não

A7

mais ... meu

o
te

que

sei

so

men

- te

en -

131

Songbook o Noel Rosa

G

Gm

D

C7

B7

te

Que

meu - te_in- coos- ci - eo - te- meu

te

Mas

fi - nal - meu

te

11
1\ ~

E7

A7

~


Não

-';-'
sei

.'
por

-,;-,
que

-';-'
Eu

-';-'

-';-'

.
'

-,;te de

gos - to_i - meu - sa - meu

vo - cê

-Ao-)5

2 E7
I ~

D

Gm6IBb

A7

D

A 7(#5)

~

Não

sei

por - que

Eu

gos - to_i - meu - sa - meu

te

de

vo - cê

Copyright Rua Ramalho Ortigão,

by MA

GIO

'E, FILHOS

E CIA LTDA. reservados.

38/10 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos

132

Songbook o Noel Rosa

Voltaste
NOELROSA

o botequim, o guarda noturno, o açougueiro e o prestamista são os personagens deste esplêndido samba-crônica em que, mais uma vez, Noel Rosa descreve o Rio de Janeiro. Desta vez, o Rio de Janeiro visto apenas pelos bairros onde vive a população pobre, o subúrbio, "ambiente de completa liberdade". Voltaste é uma daquelas jóias de Noel Rosa que permaneceram inéditas, inexplicavelmente, por tantos anos. Editada em 1934, só foi gravada em 1955. Primeira gravação lançada em 1955, por Araci de Almeida, em discos Continental.
~
Dm7 G7

c

Am7

Bb7

A7

Fm6

IIIIIII I 'VI I I I I I I I "I IJ I "I
C/G D7(9) F7 E7 Am Am(7M) B7 E7(b5) Eb7(b5) A7/C# Fm Em7
C6

,...-,
Dm7 G7 Dm7 G7 novamente Voltas--te

r-----o

Dm7 G7 Dm7 G7 Dm7 / pro subúr-bio Vai haver muito distúr-bio

G7

/

C

Vai fechar o botequim

r--o
YG Am7 D7(9) / Am7 Dm7 G7 Bp7 A7 / / / Dm7 / Fm6 G7 / Vol-taste e o despeito te acompa-nha E te guia na campa--nha Que tu fazes contra mim r---l '--I Dm7 G7 Dm7 G7 Dm7 G7 Dm7 G7 / G7 C Dm7/ / / / / O guar-da que apitava ressonan-do Anda alerta envergan-do O seu capote de lã

,....--,

Am7 Dm7 G7 Bp7 A7 / / / Dm7/ Fm6 / YG Am7 D7(9) G7 C6 F7 E7 / Vol-taste para fabricar defun-to Para fornecer assun-to Aos diários da manhã Am Am(7M) Voltas-te AyC#/ vis G7 / Am7

/
novamente .sem

87 / dinheiro

E7(PS) / Tapean--do

o

Ep7(PS) / açouguei--ro

Que

não

A7 tem

/
golpe de

Drn7 / Em7 A7 G7 Frn / C / Drn7/ / / Voltas-te com um cão muito valente Que só tiras da corren-te Quando chega ta
r---l r---i

/

C6 / o prestamista

Dm7 G7 Dm7 G7 Drn7 G7 Dm7 G7 Drn7/ pra mostrar ao nosso po--vo Que não há nada de no-vo Voltas-o-te

G7

/
Lá no centro da

.---,

Am7 Drn7 G7 Bp7 A7 / Vol-taste cidade
C

/ demonstrando

/ Dm7 / claramen-te

D7(9) Fm6 / Y G Am7 Que o subúrbio é ambien--te De completa
133

Songbook o NoáRosa
r--J

r--l

G7 Drn7 G7 Drn7 G7 Drn7 / G7 Drn7 G7 Drn7 / G7 / / / mas falhou o teu proje-to Não te dou mais meu afe-to Quando eu Voltas-te, liberda-de / Y'G Am7 D7(9) / C Am7 Drn7 G7 Bb7 A7 / / / Drn7 / Frn6 É viver Que a tua liberda--de quero eu sou ruim Vol-taste confessando sem vaida-de Am Am(7l\1) Am7 Eb7(bS) / E7(bS) / B7 / G7 C6 F7 E7 / / o açouguei-c=-ro Que novamente sem dinheiro Tapean--do Voltas-te bem preso a mun AyC#/ A7 / não tem golpe de vis C6 / o teu prestamista Drn7 ta

rr

/

Em7 A7 C / Dm7/ G7 / Frn / / / com um cão muito valente Que só tiras da corren-te Quando chega Voltas-te

%
VaI tas

Dm7

G7

Dm7

G7

Dm7

G7

Drn7

I~~ i~1~J ~W·
te -<ia -te -te no que_a pra Mas va - men pi ta mos trar fa - lhou te va ao o pro res nos teu su - búr so - nan so po pro - je bio do vo to Vai An Que Não

G7

Dm7

G7

C

Am7

ver

ler há dou

muito en ta nada o meu

dis - túr ver- gan de no a - fe

-

bio do vo to

o bo - te - quim fe - char ca - po - te de lã seu cen - tro da ci - da - de Lá no Quan - do_eu que - ro_eu sou ru - im

Vai

O

Dm7

G7

Bb7

A7

Dm7

VaI tas VaI - tas VaI - tas VaI - tas

te

e_o

te te te

des - pei ra fa de - mons - tran con - fes - san

pa

to te3 bri - car do ela do sem

-

com - pa de - fun ra - men vai - da

nha to te de

Fm6

11 C/G

A m7

D7(9)

G7

I~!~~
te gui - a na cam E Pa - ra for - ne - cer asQue_o su - búr- bio_é am - bi tu - a li - berQue a pa en
-

nha te

Que De

tu

fa -

zes con - tra mim ta

com - pie

li

- ber- da

- de

134

Songbook o Noel Rosa

o
Vol -

guarsun tasda de_b vi ver bempre - so_a mim
-

to

Aos

di_á - rios da

ma

-

nhã

Vol-

Am

Am(7M)

Am7

B7

E7(~5)

tas

-

te

no- va- men - te sem

di - nhei

ro

Ta

-

pe -

an

do

o

a - çou-

A7

A

7te"
~

Dm7

Frn

j9~'
Vol - tas

~
te com um

guei

ro

Que

não

tem

gol

-

pe

de

vis

ta

e

Em7

A7

Dm7

cão

mui- to

va - len

-

te

Que

s6

ti- ras

da

cor - ren

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quan- do

G7

e6

G7

;g
che - ga o pres

~.
ta - mis ta

*

Fim

I

*

y J
Vol

B~o~
tas -

Copyrighr by MANGIONE, FILHOS E eIA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

135

A série de canções a seguir registra as harmonias originais das músicas do Songbook Noel Rosa em disco (álbum duplo), compact disc e cassete (duas fitas) com o selo da Lumiar, produzidos por Almir Chediak:. Vários artistas da música popular brasileira interpretam as canções.

• • • • •

Cem mil réis Harmonia: Intérpretes:

Luís Cláudio Ramos Chico Buarque e Luisa Buarque


Com que roupa? Harmonia: Gilberto Gil Intérprete: Gilberto Gil Conversa de botequim Harmonia: Almir Chediak: Intérprete: João Nogueira Cor de cinza Harmonia: Jards Macalé Intérprete: Jards Macalé Feitio de oração Harmonia: Neco Intérpretes: João Nogueira e Luiz Melodia Meu barracão Harmonia: Caetano Veloso Intérprete: Caetano Veloso

• •

O 'x' do problema Harmonia: Carlos Lyra Intérpretes: Carlos Lyra e Luiz Melodia Palpite infeliz Harmonia: Maestro Severino Filho Intérprete: Os Cariocas Pela décima vez Harmonia: Jaime Alem Intérprete: Maria Bethânia Pra que mentir? Harmonia: Cassiano Intérprete: Cassiano Tarzan (o filho do alfaiate) Harmonia: Djavan Intérpretes: Djavan

Obs.: 1) Por motivo de força maior, as harmonias das músicas Feitiço da Vi/a e Pra esquecer, em sua versão original para o disco Songbook Noel, não serão aqui apresentadas. Sendo assim, foram feitas novas harrnonizações pelo violonista e editor Almir Chediak. Esperamos que numa próxima edição a versão original possa ser impressa. 2) A publicação de todas as harmonias (em acordes cifrados) foi graciosamente autores das mesmas. autorizada pelos respectivos

Songbook

o

Noel Rosa

Cem mil réis
VADICO E NOEL ROSA

I IVfI IVI I I I I ti ttD I 1VI I ttI I mm I {liI I Ir IV!I
A7M G#7(b13) C#m7(bS) F#7(b13) Bm7(9) Dmo/F A7M/E F#7 Bm7 E7 A6 G#<> F#m7 A7M(9)/E F#7(. h) E7(9) G7(,,:,) F#7(l3) Bm7(9)/F# E7(~ ~) G#7(~ h)

Introdução:

A7M

I G#7(b13) I C#m7(bS) I F#7(b13) I Bm7(9) I Dm6/ FI A7M/E

F#7 Bm7 E7 A6

II I

A7M Você

I
me

G#o pediu

I
cem mil

F#m7 réis

I
Pra

Dm6/F comprar um

I A7M(9)/E
"soirée"

I
E

F#7(~13) um

I

Bm7

I I
O

I

E7(9) organdi

tamborim

I

I

I
pra

I
cachorro

I
E um

I
gato

I
lá no

I
morro

I
Não

Ii
é Bm7 tão

A6 caro

I Ii
assim

A7M Você

I

G#OI
cem mil

anda barato F#m7 réis

me pediu

I
Pra

Dm6/F comprar um

I A7M(9)/E
"soírée"

I
E
A6

F#7(~13) um

I

II
O

I E7(9)
organdi

I
anda

I
barato

I
pra

I
cachorro

I
E

tamborim

I
um gato

I
lá no

I
morro

I
Não

I I
é

I G7(~11)
assim Não

I
custa

F#7(13) nada

I

F#7(b13) Preencher C#m7(b5) sensato Seu

I Bm7(9)/ F# I

tão caro

formalidade

Dm6/F Tamborim pra

I A7M/E
batucada

I E7(~ n
"Soirée" pra

I

A7M

I

G#7(t ~3)

I
Sou bem

I F#7(b13)
pedido

I Bm
atendi

sociedade

I Dm6/F
Já tenho a pele

I

A7M/E do gato

F#7 Falta o

Bm7 metro de

E7

A6

I
Você Você

I I

A7M Você

I
me

G#0 pediu

I
cem mil

organdi

F#m7 réis

I
Pra

Dm6/F comprar um

I A7M(9)/E
"soirée"

I
E

F#7(~13) um

I

Bm7

II

I

E7(9)

I
anda

I
barato F#m7

I
pra

I
cachorro Dm6/F comprar

I

tamborim

O organdi
A7M

I
E um gato

I
lá no

I
morro

I
Não

I I
é tão

A6 caro

I Ii
assim

I

G#0

I
cem mil

I
Pra

Você

me pediu

réis

139

Songbook o Noel Rosa

um

I A7M(9)/E "soírée" I
Não

I

E

F#7(tJ3 ) um

Bm7 tamborim

I

II

E7(9) I I O organdi anda barato F#7(13) você

I

I

I

I
E um

I
gato

I
lá no

pra cachorro

I
morro

I I
é tão

A6 caro

I
assim

G7(~1l)

I
Sei que

I
Num dia

F#7(b13) faz um

I Bm7(9)/F#
tamborim

I
Mas ninguém

I
faz um

A7M/E Com

I
meio

"soirée" Dm6/F

A7M E7(~ ~) I metro de cetim F#7 Porque não

I G#7(t ~3)

I C#m7(b5)
De "soirée" Você

F#7(b13) Bm7 I num baile se destaca

I

I

I
mais

A7M/E você

Bm7 sei

E7 vestir

A6 casaca

I
Você

Ii
Você

A7M Você

I

G#"

I
cem mil

Mas F#m7 réis

não

quero

me pediu

I
Pra

Dm6/F comprar um

I A7M(9)/E
"soirée"

I

F#7(~!3) I Bm7 tamborim E um A6

II

I

E7(9)

I
anda

I
barato F#m7

I
pra

I
cachorro Dm6/F comprar

I

O organdi

I E um
gato

I
lá no

I
morro

I
Não

I I
é tão

I II
assim

A7M Você

I

G#o

I
cem mil

I
Pra

caro

me pediu

réis

um

I A7M(9) / E "soirée" I
Não

I
E

F#71(tn ) um

I Bm7 tamborim

II

I E7(9) I I O organdi anda barato

I

I

I
E
um

I
gato

I
lá no

pra cachorro

I
morro

I I
é tão

A6 caro

I
assim

Copyright by MANGIONE, FILHOS E ClA LIDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1° andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.

140

Songbook o Noel Rosa

Com que roupa?
NOELROSA
A~/C# F#m7 B7 Em C7 Gm/Bb E7(#9)/B

E7(9)/B

Bbm6

F#7

E7(9)

A7

Em/A

D7(9)

G6

G#o

IIIIIIWIII
EO/Bb Bm7 Em7(9) Am7 D7(b9) G D/A B7(#9) E7

I II VTIIIIr fmrrIrTIllIr I I
11I

m
Agora / tratar

/
vou mudar Gm/Bb você

AyC#

/ D~ minha conduta

/

AyC#

/ D~ / F#m7 Eu vou pra luta Pois eu quero

B7 Em me aprumar

/ C7 B7 Em Vou

/ E7(#9YB com a força bru D~ roupa?

/ / / E7(9VB / ta Pra poder

Bbm6 / F=II=7 B7 E7(9) A7 D~ me rea-bili-tar Pois esta vida não está sopa E B7 Em / C7 B7 que eu vou Pro / B7 / Pro / D~ Pois o dinheiro / consigo Bbm6 ter E7(9) samba / Em samba

AYC=II= / com eu pergunto:

/

/

AYC=II=

/
Com

que EnyA

D~ que roupa

/ F=II=m7

/
que você A7(9) me

GnyBb

/

/ D7(9)

/
Com

me convidou? / D~ convidou? / / / / / / / / Agora,

G6/ que roupa

DYA G=II=° / que eu vou
Ay C#

/
que você

/ Ay C# / D~ / eu não ando mais fagueiro GnyBb cabra / E7(=II=9YB/ / / trapacei ro

F=II=m7B7 Em Não é fácil de ganhar / pra F#7 gastar B7 Eu já

/ C7 B7 Em Mesmo

/ eu sendo

um

E7(9YB Não

nem

E7(9) A7 AYC=II= / corn de vento em po--pa Mas agora com que roupa? Em Pro samba / que você GnyBb / EnyA me convidou? / D7(9)

m /

m

/

AYC=II= / D~ / F#m7 Com que roupa

B7 Em / C7 B7 que eu vou B7 / E7(9) Pro samba que

/ G6 / G=II=° / DYA/ Com que roupa que eu vou

141

Songbook o Noel Rosa

/
você
B~(9)

A7(9)

/

me convidou?

m

/

o/A

/ / / / /

D

/

A7<r3) /

D

/ A7<r3)

/

D

/
Desta
F#m7

Eu hoje estou pulando como sapo
E7(#9VB / Em/B

Pra ver se escapo

GnyBb EnyB / Em7 / Cm / Em7 / / Já estou coberto de farra--po praga de urubu

/

Eu
/ A7<r3) /

/
D

E/Bb

/
/

vou acabar
/ B!(9)

ficando nu
Em7

Bm7

Em7(9)

A7

D /

A7<r3)

/

D
/

Meu paletó
/ Cm /

virou estopa E eu nem sei
Em7 / Gm/Bb /

mais com que roupa
Am7 / D7(b9) G

Com que roupa
/ G#O / o/A/

que eu vou
B7(#9) /

Pro samba que você
E7 / A7 / D

me convidou?

Com que roupa

que eu vou

Pro

samba que você

me convidou?

Copyright by MA GIONE, FILHOS E ClA LTDA. Rua Ramalho Ortigão, 38/1 andar - Gr. 17 a 19 - Rio de Janeiro - Brasil. Todos os direitos reservados.'
0

142

Songbook

o

Noel Rosa

Conversa de botequim
VADICO E NOEL ROSA
Eb7M Ebm6 Dm G7 C7(9)
F7

Fm

Bb7(9)

IIIIIIEI I I I I I lUllVI I
EO Bb7M G7(b13) Bbí C7 G7(13) 07(9) Gm7
F

Bb/D

Bb7(13)

em7

Ab7M

Bb7

Introdução:

Eb7M Ebm6 Dm G7 C7(9) F7 Fm Bb7(9)

Eb7M EO Bb7M G7(b13)

C7(9) F7 Bbí

/ Seu garçom Eb7M quente

C7 F7 Bbí faça o favor De me trazer depressa Gm7 / à beça Um guardanapo

C7(9) F7 Fm G7(13) Uma boa média que não seja requentada C7

Bb7(9) Um pão bem

07(9) com manteiga

/

F

/
Ebm6 ao seu freguês Cm7 a mesa A7(#11)

C7

E um copo d'água bem gelada Fecha a porta da direita com
Eb7M V á perguntar B~D do lado

F7 Bbí muito cuidado G7(b13) foi

G7(13) C7(9) F7 Fm Bb7(9) Que não estou disposto A ficar exposto ao sol C7(9) o resultado / pago F7 Bb7M do futebol / Bb7(13) Eb7M Se

Qual

G7(b13) você ficar

limpando

Não / um envelope

me

Ab7M levanto

nem

G7(13) a despesa

C7(9) Vá pedir

/

F7 ao seu patrão

Uma

/ caneta,

/ um tinteiro,

e um

Bb7M / Eb7M cartão Não F7 charuteiro Bbí depressa

se esqueça

G7(b13) de

Cm7/ me dar palitos / um isqueiro

Ab7M

E um cigarro
Ebí e um cinzeiro

/ pra espantar / Seu garçom Eb7M quente

G7(13) / C7(9) / mosquitos Vá dizer ao C7 o favor F7 De me trazer Gm7 à beça Um

Que G7(13) Uma

/ me empreste C7(9) média

umas

Bb7 revistas,

faça

boa

que

F7 Fm não seja requentada F bem gelada

Bb7(9) Um pão bem

07(9) com manteiga Bbí cuidado

/
guardanapo

C7

/
E um copo d'água

/
Fecha a porta

C7 da direita

F7 com muito B~O do lado

G7(13) Que

não estou

C7(9) Frn F7 disposto A ficar exposto

Bb7(9) ao sol

Eb7M V á perguntar

Ebm6 ao seu freguês

G7(b13) Qual foi

C7(9) o resultado do 143

Songbook o

oel Rosa

F7 Bb7M futebol

Bb7(13)

Eb7M Telefone

G7(b13) ao menos

Cm7 A7(#11) uma vez

Para

Três

Ab7M Quatro

Quatro

/ Três

Três

G7(13) Três

/ E

C7(9) / F7 ordene ao seu Osório Cm7 dinheiro

/ Que me mande Ab7M eu deixei

/ um guarda-chuva

/ Bb7 / Eb7M Aqui pro nosso escritório Seu garçom

G7(b13) me em presta

/
Que

/
o meu com
O

algum

G7 bicheiro

/

C7(9) Vá dizer

/

F7 ao seu gerente

/
Que pendure esta F7 que não seja F bem gelada Bb7(9) ao sol Vá

Bb7 / despesa No cabide Fm requentada Bb7(9)

Eb~ ali em frente

/
Seu garçom

F7 C7 Bb~ faça o favor De me trazer depressa

G7(13) C7(9) Uma boa média C7

Eb7M Um pão bem quente C7 direita F7 muito

D7(9) Gm7 / com manteiga à beça Um guardanapo Bb~ cuidado G7(13) Que C7(9) disposto

/ E um copo d'água Fm exposto

Fecha

/ a porta

da

com

não

estou

F7 A ficar

BIyD G7 (b13) C7(9) Eb7M Ebm6 F7 Bb7M do lado Qual foi do futebol perguntar ao seu freguês o resultado

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144

Songbook

o

Toei Rosa

Cor de cinza
NOELROSA
C7M B7 A7 A7(b13) G~(9) G~ (b9) A~ (9) D7(b9)

mlma I III II
D7(9) Db7(9) Dm7 Em7 Ebm7 G7(b9)

Dm7(?)

G7(13)

c;

F#m7(bS)

Ab~ (9)

G7(9)

C"

Gm7

c

C7

Bb7(9)

C7M Com o seu

I B7 I

A7

I A7(bI3)
Todo

I
o céu ficou A7 Partiu C7M muito a chuva

Gl (9) I Gl (b9)
cinzen-to F#m7(b5) fez fuma---ça E São

I
Pedro

AJ (9) zangado

07 (b9)

aparecimento C~ Depois,

Om7(9)

G7(13)

I
um carro C7M Não de

B7

I

I I I
e

I B7
Com Gm7

I
destino C7(I3) Depois

Al
ignora--

(9)

pra-ça

Abl (9)

G} (9)

G7(9)

I

c- I
durou

I I

I

I

I
que ela

F7M desceu C~ esqueceu C~ I porta Om7 G7

-----<do F6 F7M F6 Fm6 A luva Ob7(9)

E eu achei uma luva C/Bb

II
é C~ ver

I C~ um documento I B7 I
um carro A7

I
Com que A7

I F7M
o esquecimento

F6

Ab7 Daquela que me

provo

A7(b9)

07(9)

II
Com

I

Om7

II
Bem

Fm6 vermelha Em7 ou F6 mor-ta Fm6 A lu-va na

Ao 07(9) Ob7(9) C~ Fugi

cinzento

a cruz do sofrimento B7 ela estava F7M morreu ... C me esqueceu

I B7

I

I I
Sem

impressionado C cinzenta C7 pelica

07(9) I ter pergunta-----<io Se

I

I
viva F6 F7M

Ebm7

G7(b9)

C~ A

I B7 I
poeira

II

I
Da dúvida

Gm7

I

C7

I

I Bb7(9)
é

me atormenta F7M

Nem sei se ela Ab7 lembra G7 quem

I
um

Gm7/ documento De

/
e bem

/
Que

cinzento

145

Songbook o Noel Rosa

Feitiço da Vila
VADICO E NOEL ROSA
G7M G6 F#m7(bS) B7(b13) Em7(9) A7(13) F#m7(bS)* B7(b9) Am6

~.flIIIIVIIVIII I mI} I ~I I ~I fie mm
E7(b9) Cm7 Cm6 F7(#11) C#m7(bS) F#7(b13) Bm7 A7 D7(9) Ab7(#11)

Ab7(#S)

F7

E~

E7

A7(13)

A7(b13)

D~ (9)

D7(b9)

Em7(9)

Am7

G7M Quem

I G6
nasce

I
lá na

F#m7(bS) Vila F7 Eá arvoredo

I B7(b13)
Nem

I

sequer

Em7(9) vacila

I

F#m7(bS)*1 A7(13) I Ao abra-----çar o sam D7(b9) G6 mais cedo

B7(b9) ba

I C/Bb
Que

I Am6
faz

Ab7(#S) G6 dançar os galhos

Do

E7 A7(13) A7(b13) D~ (9) E faz a lua nascer A7(13) Não A7(b13) tem

I D7(b9) I G7M I G6
Lá em Vila

I F#m7(bS) I B7(b13)
Isabel G6 F7 café Minas Quem

I

Em(6 M) Em7(9)

I
medo

F#m7(bS)* de bam

I B7(b9) I C/Bb
ba. São

I Am6
Paulo E7(b9)

Ab7(#5) dá Am7 farofa

é bacharel

A7(13) E~ E7 dá leite E a Vila Cm6

Dá (9) D7(b9) G6 Isabel dá samba.

Ii

Am7 I A Vila tem

I

I
sem

Um feitiço

II I

I Cm7 I Sem vela e sem vintém
C#m7(bS) F#7(b13)

Que Bm7

I G7M nos faz bem
A7 Num A7(I3) feiti-ço

I F#m7(b5) F7(#1l) I

Em7(9) I F#m7(bS) Tendo nome de Ab7(#1l) a gen--te

B7(b13)

Em7(9) princesa

I

I

D7(9)

I G7M I G6
O sol

I
da Vila . G6 de Deus é

Transformou F#m7(bS) tris--te F7 Não venha

o samba Em7(9

decente que prende F#m7(b5)* implo

I B7(b13) I
Samba E~ agora B7(b13) Sei por

I

I
a gente

I B7(b9) I C/Bb
ra: Sol, D7(b9)

I Am6
pelo

Ab7(#S) amor

não assiste

Porque A7(13) morenas

I
Que

E7 as

A7(b13)

m (9)
vão logo A7(I3)

D7(b9) em--bora

G6/

I G7M I G6
Eu C/Bb Mas sei tudo

I
o que

F#m7(b5) fa G6 dizer:

I
co

I

Em( ~ M) Em7(9)

I F#m7(b5)* I B7(b9)
Ia G6 Vila!

I Am6
tenho

Ab7(#5) que

onde pas--so E7 meus A7(13) senhores

Paixão A7(b13) eu

não me aniqui Am7 D7(b9) sou da

F7 Modéstia

El
à parte,

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146

Songbook o

oel Rosa

Feitio de oração
NOELROSAE VADICO

11I1 111111
C7M(9) F#m7(l:>5) B7(l:> 13) Bl:>7(13) Ab7(13)

C7M

Em7(l:>5)

Gm6/Bl:>

A7(13)

A7(l:>13)

Dm7(9)

Fm6

11I
G7(13)

1
EbO

C~

G7(#5)

Dm7

G7(i3)

G7(bi3)

C6

A7(b5)

F#m7(11)

Em7(9)

D7(9)

IlIImllIIIIlIllwllvlwl
C7M Quem acha G7(13)

/ / /

Em7(b5) vive se perden--do

Gmr8b

A7(13) A7(b13) Por

Dm7(9)
ISSO

/
agora eu vou

/ /

Fm6 / me defenden-do

/

C7M(9) Da dor

/

F#m7(b5) tão cruel

87(1713) 8177(13) / A7(b13) / Ab7(13) / G7(13) Que por infe--licidade desta saudade Meu

C7M(9) C~ / G7(#5) / / pobre peito invade Batuque

/ / /

Em7(b5) Gmr8b é um privilé glO

A7(b13) /

Dm7(9) Ninguém
/

/
aprende / de

/
samba

/

Fm6 / no colé-gio

G7(13) /

C7M / Sambar

F#m7(b5) é chorar

87 (b13) 8b7(13) de ale--gria

A7(b13)
É sorrir

Ab7(13) / G7(13) / C7M / A7m3) / Dm7(9) / G7(13) C7M(9) / Ebo nostalgia Dentro da melodia Por isso agora Lá na Penha vou mandar / Dm7 / G7(?3) G7 (~r3) C7M / C6 / Em7(b5) Minha morena pra cantar com satisfação E com harmonia Dm7(9) / / / F#m7(1l) melodia Que é meu samba / A7(b5)

/
Esta triste

/ 87(1713) / Em7(9) A7(b13) Dm7(9) G7(#5) Em feitio de oração G7(13) / / G7(13) Nasce

C7M(9) / / O samba

Dm7(9) / Em7(b5) / A7(b5) / / / / Fm6 / na realida--de Não vem do morro Nem lá da cida--de
87(b13)

F#m7(b5) C7M / E quem suportar / C7M coração

uma

8177(13) paixão

/

A7(b5)

/
que o samba

Ab7(13)

Sentirá

então

no

/ A7(b13) / D7(9) / G7(~r3) / Em7(b5) / A7(b13) / D7(9) G7(~r3) Em7(b5).
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147

Songbook

o Noel

Rosa

Meu barracão
NOELROSA
A7M Bm7 E7(9) A FO F#m7 C#m7(b5) Gm6

I li I I I fi ~I I .11111111 I I "11 I I ~IJ11
F#7(b13) F#7 E7 C#7(b9) B7 Dm7 Bm7(1l) Bb7(#1l) CO E'Y'n A/C# E7(13) E7(b13) C#m7 F7

Faz

A7M / ho----je Bm7 so-frer E

Bm7 quase

um F#7 mesmo

ano

Que

E7(9) eu não / E7 Por

A FO F#m7 vou visi-tar

/

C#m7(bS) / Meu barracão

Gm6 lá da Penha

F#7(b13) Que me fi7 / la-ço

faz

até

Bm7 cho-rar

lembrar

a

/ F#m7 ale-gria Com

C#7(b9) F#m7 que eu sen-tia O E'YB

/ forte

de

Dm7 a-mor que A/C# Pe-nha E7 per-der /

/
nos

Bm7(1l) pren-dia Gm6 eu, F#7 Só a F#7 juro

/ Bb7(#Il)

/ A7M / CO /
Não há E7(b13) quem A1M Não A7M veio

/
Mais

te--nha

Em7 E7 sau-<la-des E'Yn

1ft

da

/
Do que C#m7 bossa:

que

Bm7 não

/ E7(13)

/

co

/
quem

/
Me

pos-sa E7(9) Hoje

fim7 fa-zer

a

1i'7 sau-dade

do

E7 A barra-cão

/ / /
Mas

/ Bm7
lá Bm7 boa: / da Penha / E7 Já /

A FO F#m7 u-ma pes-soa / F#m7 espe-rar,

C#m7(bS) Que trouxe

/
urna

Gm6 no-tícia

Do

F#7(b13) Bm7 meu barra-cão Que / Que ele Dm7 foi me

não

F#7 foi nada

cansado A1M Não /

de

C#7(b9) F#m7 Sa-iu do lu-gar Eu E'YB te-nha

/ B7 descon-fio

/ nm7(1l) procu-rar F#7 juro F7 sau-<lade

Bb7(#11)

C° há

/
quem

/
Mais

Bm7 E7 sau-da--des

da

A/C# Pe-nba

/
Do C#m7 bossa: que F#7 Só

Gm6 eu,

que

Bm7 não

/ E7(13)

E7(b13)

A7M Não

/

co

/
quem

EYB pos-sa

/
Me

Bm7 E7 per-der fa-zer

a

a

do

E7 A barra-cão

Copyright Rua Ramalho Ortigão,

by MA

GIONE,

FILHOS

E CIA LTDA. reservados.

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148

Songbook o Noel Rosa

o 'X' do problema
NOELROSA
F#m7(b5) B7(b9) Gm7 C7(9) F#7(13) B7(9)

!VII II II I lul vI vI vI VIIVI I vI I 1111 1
E7(13) A7(9) Bb016 D7M A7(#5) Am7 D7(9) A7(13) F#7(b13) B017(9) Em7 E7(b13) A7(b9) 11

G7M

Introduçâo:

O~ / / / F#m7(b5)

/

B7(b9) / Gm7 / C7(9) F#7(13)

B7(9) E7(13) A7(9) Dí Bbm6 07M

A7(#5) Nasci A7(#5) independente,

m
no Estácio Eu

/
fui

Aro7 educada

na

07(9) roda

de

G7M bamba

E

/ fui

G6 diplomada

na

/ escola

de

A7(13) samba

Sou

/

/
conforme


se vê

/ A7(#5)

/
Nasci

Oí no Estácio

/
O samba

Aro7 é a corda,

07(9) eu sou

G7M a caçamba

/
E não

F#7(13) Gm6 / que haja muamba acredito F#7(b13) do Estácio / F#m7(b5) convidada E7(b13) é / estrela A~(9) / de Bm7(9) Sá

B7(9) E7(13) A7(9) F#7(13) Oí Bbm6 D7M / Que possa fazer Eu sou diretora eu gostar de você / E7(13) E / F#7(13) felicidade / maior F#7(b13) mundo / há

/
da escola

B~(9) / B7(9) Já fui

neste

não

/ B7(b9) para ser estrela

E7(13) B7(9) / Em7 / C7 (9) / F#7 (13) Sair do Estácio do nosso cinema Ser estrela é bem fácil é que / / / F#m7(b5) Já fui convidada A~(9) / B7(b9) para ser estrela / Gm7 do nosso cinema / C7(9) Ser A7(#5) Você

A:7(b9) Dí do problema O 'x'

F#7(13) é bem fácil

87(9) E7(13) E7(b13) do Estácio Sair

A7(b9) é que é O 'x'


do problema

8bm6

D7M

m
tem vontade

Aro7 07(9) G7M / G6 Que eu abandone o Largo do Estácio Pra ser rainha

/

/ de um grande

/ A7(#5) A7(13) E dar um banquete palácio / Gm6 Você pode crer que

/
/ palmeira do

m /
F#7(13) Mangue

A7(#5)

uma vez por semana

/ Oí Nasci no Estácio E7(13) areia

/ Am? 07(9) G7M Não posso mudar minha massa de sangue A7(9) Dí Copa cabana Bbm6 07M Eu / sou

Não

B7(9) vive

na

de

F#7(13) diretora

/
da escola do

149

Songbook o Noel Rosa

F#7(b13) Estácio F#m7(bS) convidada

/ de

Bm7 (9) Sá

/ E7 (13) E

/ F#7(13) felicidade

/ maior

neste

F#7(b13) mundo

não

/ há

B!(9)

/ B7(9) Já fui

/

B7(b9) Em7 / C7(9) F#7(13) / / para ser estrela do nosso cinema Ser estrela é bem fácil

/

B7(9) E7(13) Sair do Estácio é que / C7(9) Ser

A7(b9) E7(b13) A1(9) D~ do problema é O 'x' / estrela F#7(13)

/ /

/ F#m7(bS) Já fui convidada

B7(b9) Gm7 / / para ser estrela do nosso cinema D~ do problema

é bem fácil

B7(9) E7(13) E7(b13) A~(9) A7(b9) Sair do Estácio é que é O 'x' D7M /

Bbm6 D7M Bbm6 Dí

Bbm6 D7M Bbm6

m Bbm6

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150

Songbook

o Noel

Rosa

Palpite infeliz
NOELROSA
C Bb7M/C ~/C Abo/C CH9) C7(b9) F7M/C FO/C

111111111
B7(#5) E7(9) A7(#5) D7(9) G7(13) F6 Ab7(13) Am7(ll) D7(b9) Bm7 E7 Am7 Fm7(9) Em7(9) A7(:' ) Dm7

WI It I I fi I "111 Ir m 111 11 I VfI mil • meti ri fi I I I I
Gm7 C7(9) Gb7(#1l) F7(9) Eb7(9) Am7(9) Ab7(#11) G7(b13) Db7(#1l) Cm7 F7(b9) Bb6 Cm7(9) B7(#9) Bbm6 A7(13) A7(b13) Db7(9) Eb6 E6 F;

111!ID1111
Introdução:
C / Bb7M/c / F~/C / Abo/C / C~ (9) / C7(b9) / F7M/C / FO/ C / C / Bb7M/C / F~/C / AbO/C / C~(9) / C7(b9) / F7M/C / FO/C / B7(#5) E7(9) A7(#5) D7(9) G7(13) C~ (9) F6 Quem C7(b9) F6 / é você que Ab7(13) não sabe G7(13) o que F6 / diz? Bb7M/ C Meu / Deus do Am7(ll) / céu, que D7(b9) / Bm7 palpite infeliz! 151

Songbook o Noel Rosa

E7 Am7 Fm7(9) Salve Gm7

Em7(9) / Está--cio, Salguei-ro,

Dm7 Mangueira F7(9) / Que F6 a Vila

/ Oswaldo E7(9)

Dm7/ C Cruz Eb7(9)

Am7 e

G7(13) / Matriz Am7(9) Que

Dm7 sem--pre Ab7(#11) Só quer

G7(13)

/

C7(9) Gb7(#11) bem C7(b9)

D7(9) /

G7(13)

souberam muito G7(b13) que Cm7 samba dança D7(9) não quis Quem faz

não quer

aba--far

ninguém Gm7 Vila C7(9) F6/

mostrar

ci (9)
sam--ba

/ Db7(#11)

/
Fazer

C7(9) poema B7(#9) lá

/
na

Gb7(#11) Ao

/
som do A7(b13)

também F7(b9) Bb6/

é um brinquedo

/ F7(9)
até o

Cm7(9) Eu C7(9)

Bb6

/
você pra ver

Bbm6

/
Você não F6 você Am7

A7(13) viu

arvo-re---do G7(13) você G7(b13) que

já Db7(9) o / que

chamei

porque Ab7(13)

D7(b9) é

Eb6 E6 F6 Quem / Bm7

C7(b9) é E7

/
que Fm7(9) Salve

não sabe Am7(1l) do céu, Am7 e Eb7(9)

que diz? D7(b9) palpite

não sabe Em7(9) Está--<:io, /

G7(13) o que

F6 / Bb7M/C diz? Dm7 Mangueira F7(9) / Que a Vila não quer Meu

/
Deus

infeliz! ·Dm7 Que sem-pre G7(13)

A7(~3) / Salguei-ro, Gb7(#11)

/
Oswaldo

Dm7/C Cruz E7(9) aba--far / Gm7 cidade Bb6 ligar a

G7(13) Matriz /

/

Gm7 souberam G7(b13) que

/
muito C~ (9)

C7(9) bem C7(b9)

D7(9)

Am7(9)

Ab7(#11) G7(13) Só quer mostrar

ninguém C7(9) F6

faz sam--ba

F6 também F7(b9) tirar

/ Db7(#11)
A Bb6 paten-te /

/
Vila

C7(9) é uma B7(#9) Pra que

/ Gb7(#11)
Que Bbm6 sabe / Aonde

/
tira

Cm7 samba A7(b13) seu mas

/
não quer

F7(9)

indepen-dente / quem não

Cm7(9)

A7(13) tem o

D7(9) nariz? Quem

D7(b9) é

G7(13) você

G7(b13) que não

C7(9) sabe

Db7(9) o que

Eb6 diz?

E6

F1

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152

Songbook o

oel Rosa

Pela décima vez
NOELROSA

IIIIIIIIIIII 11111"1"1 II
F#m/E B7/D# F#m7(1l) B7(13) 0° B~ A7(9) Bm7(1l) E7(b9) A(add9) O#O(b13) A#o E6/B 07(9) F#7(13) F#7(b13)

E

A7

E(add9)

B7

C#7(#9)

C#7(b9)

F#m

F'

E~(9)

B7(b13)

II'"IIINIIII
E / A7 / E(add9) / B7 / E~ / C#7(#9) C#7(D9) F#m

F' F#m O

Jurei não mais amar Pela décima vez
/ / / F#nyE

Jurei não perdoar
/ BYD# / B7 /

O que ela
F#m7(1l)

me fez
/ B7(13) /

costume é a força Que fala mais forte
GO / B~ / E /

Do que a natureza
A7(9) / Eí / F#m7(1l) /

E que

nos faz dar pro----vas
Bin7(1l) /

de

E~(9)

fraqueza apa--nhei
/

Joguei meu cigarro no chão
G#O(b13) F#m F#m/E

e pisei
A(add9) /

Sem mais nenhum
A#o / Eo/B

Aquele mesmo
D7(9) C#7(#9)

E7(D9) A(add9)

e fumei
F#7(13) /

Através
B7(13)

da fumaça
/

Neguei minha raça
Eí / / / E

Chorando, a repe-tir
/ A7(9) / E~

Ela é o veneno
/ F#m7(1l) /

Que eu escolhi
Bm7(1l) /

Pra morrer sem sentir
E~(9) E7(D9)

Senti que o meu coração
A(add9) G#O(b13) F#m /

quis parar
A(add9)

Quando voltei
/ A#O /

E escutei
Eo/B D7(9)

a vizinha
C#7(#9)

falar
/ F#7(13)

Que ela só de pirraça
F#7(b13) B7(13)

Seguiu com um praça
B7(b13) Eí / / /

Ficando lá

no xadrez

Pela décima vez

Ela está

inocente

Nem

sabe

o que fez

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153

Songbook o Noel Rosa

Pra esquecer
NOELROSA
G7M GO G6 Dm7(9) G~ (9) G/IO Am(7M) Am7

fi RI 1m ml 1m 11 I I
Cm7 Cm6 Bm7 E7(b9) A7(13) A7(b13) Am7(bS) D7(b9) F#m7(bS)

fi
07(9)

I I I IUffmt I I 111
Bm7(bS) Em7 G7(13) F#7(13) B7 Em(add9) Ab7(#11)

B7(b9)

Em7(9)

Em7(9)/D

C#m6

G7M/B

F:7(b13)

A7(9)

/
Naquele Am7

G7M / tempo Em que

GO você

/
era

G7M/ po-bre Eu

G6/ vivia Bm7/ a cidade Em7(9VD / como

Dm7(9) / no-bre E7(b9) Esquecendo C#m6 tão depres--sa E7(b9) /

Gl (9)
A gastar
/ A7(13)

G#O meu

Am(7M) vil metal A7(b13)

/

/
E por minha

Cm7/ vonta_de Você

Cm6 foi

/
para

Am7(bS) daquele G7M/B E

a solidão

E a

miséria

D7(b9)

G6

/ F#m7(bS)

B7(b9) Em7(9) / Tu--do

/

Cm6 Fiquei Am7 sem

/

barra-s-cão E7(b13) esquecendo G7(13) querendo G6 mais Bm7/ fumaça Do ser A7(9) a promessa F#7(13) pobre Dm7(9) / uma cacha~a E7(b9) cigarro / que eu Com

passou Bm7(bS) /

nada de meu F#m7(bS) Em7 ceu G7M você pas-sa Cm6 Tiro mais uma

D7(9) Você B7 como me

esqueceu /

E partiu G7M /

Com o primeiro Go Quando por

que

apare

Não

Em(add 9) / Ab7(#11) eu m(9) meu último G#o

/

/
Bebo

E hoje em di-a Am(7M) / Am7 tostão A7(bI3) De um ex-amigo que

mim

/

/
Pra esquecer Am7(bS)

Cm7/ a desgra--ça D7(b9) susten-tei G6

/

A7(I3) filei

outrora

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by MANGIOl\TE,

FILHOS

E CLA LIDA.

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154

Songbook o Noel Rosa

Pra que mentir?
VADICO E NOEL ROSA
Dm7(9) Bb7M Bm7(b5) Bbm7(9) Eb7(13) Dm(7M) Dm7.

G7(9)

G/ B

G7(:1l )

F#m7

ci (9)

B7M(9)

E~ (9)

I VII I I I I I IV. ti ti I ri ltfI I
D7M(9) Gm6 F#7(b13) Bm7(l,) Bb7(13) G(add9)/B F7M

Pra

Dm7(9) / / / Bb7M que mentir (9) / / / há / / Cl (f3) iludir ?

/ / / Se

Bm7(bS) / Bb7M tu . ainda Pra Bm7(bS) quê "! / / trair?

/
não

Bbm7(9) tens Pra Pra

/

Eb7(13)

/ Esse

Dm(7M) dom

/

Dm7

/ de / Se /

Gl
saber não

/ / / / / / /

/ / / Bb7M /

/ / Bm7(b5) que mentir

/ / / E7(b13) / / / Bm7(b5) tu

/ Bb7(9) / / / necessidade de / Eb7(13) / A

Al

(9) me

/ Eb7(~1l) / / /

Dm7(9) / / / que

Bb~ / / / mentir

Se

Bb7M / llbm7(9) ainda não tens / E7(b13) /

Dm(7M) /

Dm7 cia

malí
/ Que

/ de

G7(9) / / / G/ B / / / / to-----------<lamulher? E7(b13) ou--tro Gm6 / F#7(b13) /

j / /

Dm7(9) Pra que

/ G7(~11)

Al

(9) se

/ eu

Dm7(9) sei

G7(~11) / gostas de

Al

(9)

/ Que / tanto

F#m7 / / / te diz

Cl (9)

/

/ que

/ não

mentir, ll7M(9) te quer? F#7(b13) que / eu / amor te eu /

/ / /

El

(9) / A~ (9) / Pra

D7M(9) / / / que

mentir

Bm7(~1) / / / assim Se

tu

Gm6 / sa-bes

Bm7(~1) / / sei / / / Que Cl G3) / de tu não ser

/
gostas

Bb7(13) / / / de mim "!

ci (!3)

/ /

/ /

G(add9)/B

/ F#7(b13) bes . que Bb7M por teu

Se tu sa

Bm7(~d quero

/ / Bm7(~1) / /
traído

/ CH~3) / /
Pelo teu

F7M / / since-ro

/
Ou

/

Apesar

ódio

/ Eb7(~11) / / / / / / / fingido?!

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155

Songbook o Noel Rosa

Tarzan (O filho do alfaiate)
VADICO E NOEL ROSA

I I I WIIIII
E7(#9) Am(add9) Am7(9) D7(9)/A F#o Em7 C#O Dm7 Gm7 Db7 C7(9) F7M

C7M(9)

B7(#9)

Bb7M(9)

A7(bS)

Dm7(9)/A

I I I
G7(Of3) B7(#9)/F# Bb7M(9)/F Bb7M Am7 D7(b9) E7(b13) A7

G7

C~

Bm7(bS)

II vlWllll1 11I I 1 1 I I I WI I II1IIIII
F7(9) F#7

G~(9)

c

.

C7M(9) Quem foi

/ B7(#9) que disse que eu / sempre E7(#9) foi

/ Bb7M(9) era forte?

/ A7(b5) / unca prati-quei / Am7(9) E eu pa so

Om7(9VA / G7 esporte Nem conheço / 07(9VA um ano inteiro Om7(9VA cabide

/ C7M(9) futebol. . .

/

cs
O

/ Bm7(b5) meu parceiro / G7(b?3) /

/ Am(add9) o travesseiro

/ / / Sem ver um raio

G~(9) de sol


A minha

/
força

B7(#9VF# bruta

/ Bb7M(9VF reside

/ A7(b5) / Em um clássi-co

/ G~(9) / cí Já cansado de sofrer

/ /

/ Bm7(bS) / E7(#9) / Am7(9) / F#o / Em7 / G!(9) / C7M(9) / Minha armadura é de casi-mira dura Que me dá musculatura Mas que pesa e faz doer Eu / / C#O / / / Om7 / / / F7(9) / / / Bb7M / / / Am7 / poso pros fotógrafos E distribuo autógrafos A todas as pequenas lá da praia de manhã Um argentino disse, me vendo 07(b9) em / Gm7 Copacabana: / "No Ob7 hay fuerza / Am7 sobre-humana / C7(9) / F7 I F#7 Que detenga este Tarzan!" G7 / / C7M(9) De lutas / não

B7(#9) entendo

/ Bb7M(9) abacate / uma

/ A7(b5) Pois o meu Am(add9) formiga

grande / Não

/ Om7(9VA / G~(9) / C7M(9) alfaiate Não faz roupa pra brigar / que 07(9VA consiga / Nos meus

/ Bm7(bS) Sou incapaz

/ E7(b13) de machucar Cí Cheguei

Am7(9) há homem

/ / músculos

G~(9) / G7(bi3) / pegar / /

/ B7(#9VF# até a ser

/ Bb7M(9VF contratado

/ A7(b5) Pra subir

/ Om7(9VA / G!(9) / C7M(9) em um tablado Pra vencer um campeão Om7 G7 C me viu sem roupão

/ Bm7(bS) Mas a empresa,

/ E7(b13) pra evitar

/ Am7(9) / F#o / Em7 A7 assassinato Rasgou logo o meu contrato Quando

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156

Songbook o Noel Rosa

Discografia

I

:I 'A'l~~~,«'

~ ~ ~ ~

• O poeta da Vila
(RLong PlayRadio, 1952)
O Lado 1
1. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 2. Até amanhã (Noel Rosa) 3. Quando o samba acabou (Noel Rosa) 4. Pra esquecer (Noel Rosa)

• Canções de Noel Rosa cantadas por Noel Rosa
(Continental, 1955)
O Lado 1
1. Vejo amanhecer (Noel Rosa) 2. Devo esquecer (Gilberto Martins) 3. Coisas nossas (Noel Rosa) 4. Mentiras de mulher (Noel Rosa)

• Canções de Noel Rosa com Aracy de Almeida
(Continental, 1955)
O Lado 1
1. Meu barracão (Noel Rosa) 2. Voltaste (Noel Rosa) 3. São coisas nossas (Noel Rosa) 4. Fita amarela (Noel Rosa)

• Noel Rosa e sua turma da Vila
(Odeon, 1958)
O Lado 1
1. Conversa de botequim (Vadico e Noel Rosa) 2. João Ninguém (Noel Rosa) 3 . Arranjei um phraseado (Noel Rosa) 4. Onde está a honestidade (Noel Rosa) 5. Provei (Noel Rosa e Vadico) 6. Você vae, si quizer (Noel Rosa)

O Lado 2
1. Com que roupa? (Noel Rosa) 2. Quem ri melhor. .. (Noel Rosa) 3. Pela primeira vez (Noel Rosa e Armando Reis) 4. Dama do cabaret (Noel Rosa)

O Lado 2
1. Cor cinza (Noel Rosa) 2. Eu sei sofrer (NoeI Rosa) 3. A melhor do planeta (Noel Rosa) 4. Já cansei de pedir (Noel Rosa)

O Lado 2
1. Gago apaixonado (Noel Rosa) 2. Mulher indigesta (Noel Rosa) 3. Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) 4. Felicidade (Noel Rosa e René Bittencourt)

O Lado 2
J. Sentinela alerta (Ary Barroso) 2. Duro com duro (Ary Barroso) 3. Feitiço da Vila (Vadico e Noel Rosa) 4. Sou jogador (Luiz Barbosa) 5. Bumba no caneca (Getúlio Marinho e Orlando Vianna) 6. Um sorriso igual ao teu (Kid Pepe e Germano Augusto Coelho)

~

• Noel Rosa
(Continental, 1954)
O Lado 1
1. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. Pra que mentir (Noel Rosa e Vadico) 3. Último desejo (Noel Rosa) 4. Silêncio de um minuto (Noel Rosa)

• Polêmica • Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves
(RCA Victor, 1955)
O Lado 1
1. Último desejo (Noel Rosa) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 3. Com que roupa? (Noel Rosa) 4. Coração (Noel Rosa)

(Odeon, 1956)
O Lado 1
1. Lenço no pescoço (Wilson Baptista) 2. Rapaz folgado (Noel Rosa) 3. Mocinho de vila (Wilson Baptista) 4. Palpite infeliz (Noel Rosa)

• Noel Rosa
(Odeon, 1962)
O Lado 1
J. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 2. Mulato bamba (Noel Rosa) 3. Fita amarela (Noel Rosa) 4. Rapaz folgado (Noel Rosa) 5. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 6. Último desejo (Noel Rosa)

O Lado 2
1. X do problema (NOF.1Rosa) 2.Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 3. Não tem tradução (Noel Rosa) 4. Palpite infeliz (Noel Rosa)

O Lado 2
1. Fran.kstein (Wilson Baptista) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 3. Conversa fiada (Wilson Baptista) 4. João Ninguém (Noel Rosa) 5. Terra de cego (Wilson Baptista)

O Lado 2
1. Quando o samba acabou (Noel Rosa) 2. Palpite infeliz (Noel Rosa) 3. Silêncio de um minuto (Noel Rosa) 4. Só pode ser você (Noel Rosa e Vadico)

O Lado 2
1. Até amanhã (Noel Rosa) 2. Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro) 3. Gago apaixonado (Noel Rosa) 4. Eu vou pra Vila

158

Songbook o Noel Rosa

Discografia
(Noel Rosa) 5. Pra esquecer (Noel Rosa) 6. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) (Noel Rosa) 2. Vai haver barulho no chateau (Walfrido Silva e Noel Rosa) / Onde está a honestidade? (Noel Rosa) / Vitória (Noel Rosa e Nonôr/ Eu vou pra Vila (Noel Rosa) 3. Cordiais saudações (Noel Rosa) / Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) / O maior castigo que eu te dou (Noel Rosa) / Riso de criança (Noel Rosa) / Para me livrar do mal (Noel Rosa e Ismael Silva) co) / Palpite infeliz (Noel Rosa) / Provei (Noel Rosa e Vadico) / Quem ri melhor ... (Noel Rosa) / Quantos beijos (Noel Rosa e Vadico) 3. Cidade mulher (Noel Rosa) / Você por exemplo (Noel Rosa) / Pierrot apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa) / A. E.1. O. U. (Lamartine Babo e Noel Rosa) / Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro). (9- •.••..)

M@@ll

1%(J~~

• Noel Rosa
(RCA Camden, 1967)
O Lado 1
1. Menina dos olhos (Noel Rosa) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 3. Rapaz folgado (Noel Rosa) 4. Pra que mentir (Vadico e Noel Rosa) 5. Cidade mulher (Noel Rosa) 6. Último desejo (Noel Rosa) 7. Quando o samba acabou (Noel Rosa)

O Lado 2

• Noel Rosa vinte e cinco anos depois ...
(Copacabana, 1962)
O Lado 1
1. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. O orvalho vem caindo (Noel Rosa e Kid Pepe) 3. Último desejo (Noel Rosa) 4. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 5. Até amanhã (Noel Rosa)

O Lado 2
J. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 2. Fita amarela (Noel Rosa) 3. Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro) 4. Palpite infeliz (Noel Rosa) 5. Balão apagado (Noel Rosa e Marília Batista)

1. Rapaz folgado (Noel Rosa) / Coração (Noel Rosa) / Quando o samba acabou (Noel Rosa) / Prazer em conhecê-I o (Noel Rosa e Custódio Mesquita) / Pela décima vez (Noel Rosa) 2. Século do progresso (Noel Rosa) / Dama do cabaret (Noel Rosa) / Três apitos (Noel Rosa) / Esquina da vida (Noel Rosa) / X do problema (Noel Rosa) 3. Eu sei sofrer (Noel Rosa) / Filosofia (Noel Rosa) / Pela primeira vez (Noel Rosa e Christóvão de Alencar) / Fita amarela (Noel Rosa) / O orvalho vem caindo (Noel Rosa e Kid Pepe)

O Lado 2

• Noel Rosa
(E a sua "Turma da Vila") (M1S/0deon, 1965)
O Lado 1
1. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 2. João Ninguém (Noel Rosa) 3. Arranjei um fraseado (Noel Rosa) 4. Onde está a honestidade? (Noel Rosa) 5. Provei (Noel Rosa e Vadico) 6. Você vai se quiser (Noel Rosa)

VOLUME 2

O Lado 1
1. Coisas nossas (Noel Rosa) / Gago apaixonado (Noel Rosa) / Julieta (Noel Rosa e Eratóstenes Frazão) / Não tem tradução (Noel Rosa e Vadico) / Amor de parceria (Noel Rosa) 2. João Ninguém (Noel Rosa) / Último desejo (Noel Rosa) / Poema popular (Mais um samba popular) (Vadico e Noel Rosa) / Para esquecer (Noel Rosa) / Cor de cinza (Noel Rosa) 3. Tarzan (O filho do alfaiate) (Noel Rosa e Vadico) / Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) / De Babado (Noel Rosa e João Mina) / Com que roupa? (Noel Rosa) / Até amanhã (Noel Rosa)

1. Silêncio de um minuto (Noel Rosa) 2. Pela primeira vez (Noel Rosa e Cristovão de Alencar) 3. Com que roupa (Noel Rosa) 4. Queixumes (Noel Rosa e Henrique de Britto)5. A.E.1.0.U. (Lamartine Babo e Noel Rosa) 6. Século do progresso (Noel Rosa) 7. Palpite infeliz (Noel Rosa)

O Lado 2
J. Com que roupa? (Noel Rosa) 2. Quem dá mais? (Noel Rosa) 3. Cordiais saudações (Noel Rosa) 4. Mulata fuzarqueira (Noel Rosa) 5. Coração (Noel Rosa) 6. Minha viola (Noel Rosa)

• História musical de Noel Rosa
Em dois volumes

• Noel Rosa na voz de Araci de Almeida
(Continental, 1967)
O Lado 1
1. Meu barracão (Noel Rosa) 2. São coisas nossas (Noel Rosa) 3. Fita amarela (Noel Rosa) 4. Cor de cinza (Noel Rosa) 5. A melhor do planeta (Noel Rosa e Almirante) 6. Palpite infeliz (Noel Rosa)

(Nilser, 1963)
VOLUME 1

O Lado 2
1. Verdade duvidosa (Noel Rosa) / Para atender a pedido (Noel Rosa) / Meu barracão (Noel Rosa) / Cara ou coroa (Noel Rosa e Francisco Mattoso) / Mentir (Noel Rosa) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadi-

O Lado 1
1. Pra que mentir (Noel Rosa e Vadico) / Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) / Só pode ser você (Ilustre visita) (Noel Rosa e Vadico) / Silêncio de um minuto (Noel Rosa) / Voltaste

O Lado 2
1. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. Pra que mentir (Noel

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Songbook o Noel Rosa

Discografia
Rosa e Vadico) 3. Último desejo (Noel Rosa) 4. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 5. Não tem tradução (Noel Rosa) 6. Silêncio de um minuto (Noel Rosa).
STLI~"KI

MOEI.ROSlx WILSON BAPnSTA

4. Silêncio de um minuto (Noel Rosa) 5. Com que roupa? (Noel Rosa) 6. Fita amarela (Noel Rosa)

ROBERTO P'AlVA

JORGE VB6A

• Noel Rosa (Moto Discos - BMG Ario Ia, 1971)

• Noel Rosa x Wilson Baptista (Studio Hara, 1974)
O
Lado 1 J. Lenço no pescoço (Wilson Baptista) 2. Rapaz folgado (Noel Rosa) 3. Mocinho da Vila (Wilson Baptista) 4. Palpite infeliz (Noel Rosa) 5. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 6. Conversa fiada (Wilson Baptista) O Lado 2 J. João Ninguém (Noel Rosa) 2. Frankestein (Wilson Baptista) 3. Eu vou pra Vila (Noel Rosa) 4. Terra de cego (Wilson Baptista) 5. Vitória (Noel Rosa e Nonô) 6. Meu mundo é hoje (Wilson Baptista e José Baptista)

NOELROSA • A bossa dos bambas
-Noel Rosa & Vassourinha (Continental - Disco Lar, 1969) O
Lado 1 J. Gago apaixonado (Noel Rosa) 2. Mulher indigesta (Noel Rosa) 3. Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) 4. Felicidade (René Bittencourt) 5. Coisas nossas (Noel Rosa) 6. Devo esquecer (Noel Rosa e Gilberto Martins)

Lado 1 1. Por causa da hora (Noel Rosa) 2. Cansei de pedir (Noel Rosa) 3. Dama do cabaré (Noel Rosa) 4. Prato fundo (Noel Rosa e João de Barro) 5. Triste cuíca (Noel Rosa e Hervê Cordovil) 6. Maria Fumaça (Noel Rosa) O Lado 2 1. Nunca ... jamais ... (Noel Rosa) 2. Tarzan (Noel Rosa) 3. O maior castigo que te dou (Noel Rosa) 4. O orvalho vem caindo (Noel Rosa e Kid Pepe) 5. Eu sei sofrer (Noel Rosa) 6. Quem ri melhor. .. (Noel Rosa e Vadioo

O

de Noel Rosa (Fontana Special, ]976)
O Lado 1
1. Fita amarela (Noel Rosa) / Palpite infeliz (Noel Rosa) / Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. Filosofia (NoeJ Rosa) 3. Com que roupa (Noel Rosa) 4. Pra mc livrar do mal (NoeJ Rosa e Ismael Silva) 5. Gago apaixonado (Noel Rosa) 6. Adeus (Ismael Silva, Noel Rosa e Francisco Alves) 7. Até amanhã (Noel Rosa) O Lado 2 I. Três apitos (Noel Rosa) / Pra que mentir (Noel Rosa e Vadico) 2. Quando o samba acabou (Noel Rosa) 3. Você é um colosso (Noel Rosa) 4. Minha viola (Noel Rosa) 5. Onde está a honestidade (Noel Rosa) 6. Feitio de oração (Vadico e Noel Rosa)

• A musrca

O Lado 2
1. Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro) 2. Juracy (Antonio Almeida e Ciro de Souza) 3. Emilia (Haroldo Lobo e Wilson Baptista) 4. Mentira de mulher (Noel Rosa) 5. Vejo amanhecer (Noel Rosa e Francisco Alves)

• Noel por Noel (Imperial, 1971)
O Lado 1 1. Cem mil réis (Noel Rosa e Vadico) 2. Malandro medroso (Noel Rosa) 3. Com que roupa? (Noel Rosa)4. Seu Jacinto (Noel Rosa) 5. Quem dá mais? (NoeI Rosa) 6. Quem não dança (Noel Rosa) O Lado 2
1. De babado (Noel Rosa e João Mina) 2. Mulata fuzarqueira (Noel Rosa) 3. Coração (Noel Rosa) 4. João Ninguém (Noel Rosa) 5. Cordiais saudações (Noel Rosa) 6. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico)

• Noel Rosa
Série Ídolos MPB, n? 12

(Continental, 1975)
O Lado 1
1. Gago apaixonado (Noel Rosa) 2. Felicidade (René Bittencourt) 3. Mentiras de mulher (Noel Rosa) 4. Mulher indigesta (Noel Rosa) 5. Vejo amanhecer (Noel Rosa e Francisco Alves) 6. Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) O Lado 2 1. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 3. O "X" do problema (Noel Rosa)

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Songbook o Noel Rosa

Discografia
Julieta (Noel Rosa e Eratóstenes Frazão) I Não tem tradução (Noel Rosa e Vadico) I Amor de parceria (Noel Rosa) 2. João Ninguém (Noel Rosa) I Último desejo (Noel Rosa) I Poema popular (Mais um samba popular) (Vadico e Noel Rosa) I Para esquecer (Noel Rosa) I Cor de cinza (Noel Rosa) 3. Tarzan (O filho do alfaiate) (Noel Rosa e Vadico) I Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) / De babado (Noel Rosa e João Mina) I Com que roupa (Noel Rosa) I Até amanhã (Noel Rosa)

O

Lado 2 J. Palpite infeliz (Noel Rosa) 2. Você vai se quiser (Noel Rosa) 3. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 4. Último desejo (Noel Rosa)

Rosa e Vadico) 2. João Ninguém (Noel Rosa) 3. O X do problema (Noel Rosa) 4. Eu sei sofrer (Noel Rosa) 5. Silêncio de um minuto (Noel Rosa) 6. Até amanhã (Noel Rosa)

• Noel Rosa especial com Marília Batista
Em dois volumes

(Musidisc, 1977)
VOLUME 1 O Lado 1
J. Pra que mentir (Noel Rosa e Vadico) I Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) I Só pode ser você (Ilustre visita) (Noel Rosa e Vadico) I Silêncio de um minuto (Noel Rosa) I Voltaste (Noel Rosa) 2. Vai haver barulho no chateau (Walfrido Silva e Noel Rosa) I Onde está a honestidade? (Noel Rosa) I Vitória (Noel Rosa e Nonô) I Eu vou pra Vila (Noel Rosa) 3. Cordiais saudações (Noel Rosa) I Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) I O maior castigo que eu te dou (Noel Rosa) I Riso de criança (Noel Rosa) I Para me livrar do mal (Noel Rosa e Ismael Silva) O Lado 2 J. Rapaz folgado (Noel Rosa) I Coração (Noel Rosa) I Quando o samba acabou (Noel Rosa) I Prazer em conhecê-Io (Noel Rosa e Custódio Mesquita) I Pela décima vez (Noel Rosa) 2. Século do progresso (Noel Rosa) I Dama do cabaret (Noel Rosa) I Três apitos (Noel Rosa) I Esquina da vida (Noel Rosa) I X do problema (Noel Rosa) 3. Eu sei sofrer (Noel Rosa) I Filosofia (Noel Rosa) I Pela primeira vez (Noel Rosa e Christovão de Alencar) I Fita amarela (Noel Rosa) I O orvalho vem caindo (Noel Rosa e Kid Pepe)

O

Lado 2

J. Verdade duvidosa (Noel Rosa) I Para atender a pedido (Noel Rosa) I Meu barracão (Noel Rosa) / Cara ou coroa (Noel Rosa e Francisco Mattosol I Mentir (Noel Rosa) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) I Palpite infeliz (Noel Rosa) I Provei (Noel Rosa e Vadico) I Quem ri melhor. .. (Noel Rosa) I Quantos beijos (Noel Rosa e Vadico) 3. Cidade mulher (Noel Rosa) I Você por exemplo (Noel Rosa) I Pierrot apaixonado (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa) / A.E.I.O.U. (Lamartine Babo e Noel Rosa) I Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro)

• A grande música de Noel Rosa (Copacabana, 1979)
O Lado 1
CONCERTO PARA NOEL ROSA a) As pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro) I b) Em feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) / c) Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) O Lado 2 J. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. Último desejo (Noel Rosa) I Três apitos (Noel Rosa) 3. Fita amarela (Noel Rosa) I Silêncio de um minuto (Noel Rosa) 4. De babado, sim (Noel Rosa e João Mina) I Até amanhã (Noel Rosa)

• O melhor de Noel Rosa (Gala, 1979) • Noel Rosa Nova História pular Brasileira Série da Música PoLado 1 J. Último desejo (Noel Rosa) 2. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 3. Com que roupa (Noel Rosa) 4. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 5. Fita amarela (Noel Rosa) 6. Para me livrar do mal (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves) O Lado 2 I. Conversa de botequim (Noel

O

• Noel Rosa
Em dois volumes

(Abril Cultural, 1977)
Lado 1 J. Onde está a honestidade (Noel Rosa) 2. Quando o samba acabou (Noel Rosa) 3. Três apitos (Noel Rosa) 4. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico)

(Fenab, 1982)
VOLUME 1

O

VOLUME 2

o Lado

O

Lado 1 I.Coisas nossas (Noel Rosa) I Gago apaixonado (Noel Rosa) I

1 I. Festa no céu (Noel Rosa) 2. Eu vou pra Vila (Noel Rosa) 3. Nuvem que passou (Noel Rosa)

161

Songbook o Noel Rosa

Discografia
4. Prazer em conhecê-lo (Noel Rosa) 5. Cem mil réis (Noel Rosa e Vadico) 6. João Ninguém (Noel Rosa) 7. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) e Silvio Pinto) 6. Choro (Noel Rosa) 7. Não faz, amor (Noel Rosa e Cartola) 8. Retiro da saudade (Noel Rosa e Nássara) 9. Até amanhã (Noel Rosa)

GEL
U A

O Lado 2
1. Capricho de rapaz solteiro (Noel Rosa) 2. Para me livrar
do mal (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves) 3. Provei (Noel Rosa e Vadico) 4. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 5. Pela décima vez (Noel Rosa) 6. Depoimento de João de Barro sobre "Pastorinhas" 7. Linda pequena (Noel Rosa e João de Barro) VOLUME

O Lado 2
1. Mão no remo (Noel Rosa e Ary Barroso) 2. Estátua da paciência (Noel Rosa e Jerônimo Cabral) 3. Quem não quer sou eu (Noel Rosa) 4. Na Bahia (Noel Rosa e José Maria de Abreu) 5. Araruta (Noel Rosa e Orestes Barbosa) 6. A. B. Surdo (Noel Rosa e Lamartine Babo) 7. Fita amarela (Noel Rosa)

• Uma rosa para Noel
(Continental, 1987)
O Lado 1
1. Positivismo (Noel Rosa e Orestes Barbosa) 2. Mentiras de mulher (Noel Rosa) 3. Coisas nossas (Noel Rosa) 4. Devo esquecer (Gilberto Martins)

• Noel Rosa Grandes Autores

Série

(Polygram, 1989)
O Lado 1
J. Filosofia (Noel Rosa) 2. Três apitos (N oel Rosa) 3. Pra que mentir? (Noel Rosa e Vadico) 4. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 5. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 6. Triste cuíca (Noel Rosa e Hervê Cordovil) 7. Gago apaixonado (Noel Rosa) 8. Com que roupa? (Noel Rosa) 9. Adeus (Ismael Silva, Noel Rosa e Francisco Alves)

2

MARILlA PERA E
."",.' , GRANDEO-m~LO ~TA INÉDITA DE

O Lado 1
1. Pra que mentir? (Noel Rosa e Vadico) 2. Filosofia (Noel Rosa) 3. Pra esquecer (Noel Rosa) 4. Não tem tradução (Noel Rosa) 5. Mulato bamba (Noel Rosa) 6. Tarzan (O filho do alfaiate) (Noel Rosa e Vadico)

~~.~
r..

NO~

ROS!

O Lado 2
1. Vejo amanhecer (Noel Rosa e Francisco Alves) 2. Mulher indigesta (Noel Rosa) 3. Felicidade (René Bittencourt) 4. Gago apaixonado (Noel Rosa)

~

O Lado 2
1. Dama do cabaré (Noel Rosa) 2. Só pode ser você (Noel Rosa e Vadico) 3. Cor de cinza (Noel Rosa) 4. Uma jura que fiz (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves) 5. Mais um samba popular (Noel Rosa e Vadico) 6. Último desejo (Noel Rosa)

.~
(Estúdio 1985)
O Lado 1

r~~

., ~~~

O Lado 2
I. Último desejo (Noel Rosa) 2. As pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro) 3. Palpite infeliz (Noel Rosa) 4. Provei (Noel Rosa e Vadico) 5. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 6. De babado (Noel Rosa e João Mina)

• A noiva do condutor
Eldorado,

1. A noiva do condutor (Prelúdio) (Arnold Gluckmann) 2. Tudo pelo teu amor (Arnold Gluckmann e Noel Rosa) 3. Cansei de implorar (Noel Rosa) 4. Boas tensões (Arnold Gluckmann e Noel Rosa) 5. Para o bem de todos nós (Amold Gluckmann e Noel R-osa)

• Feitiço carioca
(Continental, 1987) D Lado 1
1. Pierrot apaixonado (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres) 2. Quem ri melhor (Noel Rosa) 3. Não tem tradução (O cinema falado) (Noel Rosa) 4. Pela décima vez (Noel Rosa) 5. Quem dá mais (Noel Rosa)

O Lado 2
1. Joaquim é condutor (Amold Gluckmann e Noel Rosa) 2. Perdoa este pecador (Arnold Gluckmann e Noel Rosa) 3. Tipo zero (Noel Rosa) 4. Tudo nos une (Arnold Gluckmann e Noel Rosa) 5. Finaleto (Amold Gluckmann e Noel Rosa)

• Noel Rosa inédito e desconhecido
(Estúdio Eldorado, 1983)
O Lado 1
1. Samba da boa vontade (Noel Rosa e João de Barro) 2 . Espera mais um ano (Noel Rosa) 3. Julieta (Noel Rosa e Eratósthenes Frazão) 4. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 5. Com mulher não quero mais nada (Noel Rosa

O Lado 2
J. Com que roupa (Noel Rosa) 2. Filosofia (Noel Rosa e André Filho) 3. Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) 4. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 5. Pout pourri: a) Último desejo (Noel Rosa) b) Fita amarela (Noel Rosa) c) O orvalho vem caindo (Noel Rosa e Kid Pepe) d) Até amanhã (Noel Rosa) e) Felicidade (René Bittencourt)

162

Songbook o Noel Rosa

Discografia

• Noel RosaFeitiço da Vila
(EMI,1990)
Lado 1 1. Feitio de oração (Vadico e NoeJ Rosa) 2. Pra que mentir (Vadico e Noel Rosa) 3. Conversa de botequim (Noel Rosa e Vadico) 4. Filosofia (Noel Rosa) 5. Três apitos (Noel Rosa) 6. Gago apaixonado (Noel Rosa) 7. O orvalho vem caindo (N oel Rosa e Kid Pepe) 8. Último desejo (Noel Rosa)

O

O Lado 2
1. Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico) 2. Pra esquecer (Noel Rosa) 3. Não tem tradução (Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva) 4. Palpite infeliz (Noel Rosa) 5. João Ninguém (Noel Rosa) 6. Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro) 7. Até amanhã (Noel Rosa) 8. Fita amarela (Noel Rosa) 9. Com que roupa (Noel Rosa)

163

Outros lançamentos da Lumiar Editora

• Harmonia e improvisação - em doi volumes
Autor: Almir Chediak (Primeiro livro editado no Brasil sobre técnica de improvisação e harmonia funcional aplicada em mais de 140 músicas populares)

• Songbook de Caetano Veloso - em dois volumes
Produzido e editado por Almir Chediak (135 canções de Caetano Veloso com melodias, letras e harmonias revistas pelo compositor)

• O livro do músico
Autor: Antonio Adolfo (Harmonia e improvisação para piano, teclado e outros instrumentos)

• Songbook da Bossa Nova - em cinco volumes (Português/Inglês)
Produzido e editado por Almir Chediak (Mais de 300 canções da Bossa Nova com melodias, letras e harmonias na sua maioria revistas pelos compositores)

• Escola moderna do cavaquinho
Autor: Henrique Cozes (Primeiro método de cavaquinho solo e acompanhamento editado no Brasil nas afinações ré-sol-si-ré e ré-sol-si-rni)

• Songbook de Tom Jobim - em três volumes (Português/Inglês)
Produzido e editado por Almir Chediak (Mais de 100 canções de Tom Jobim com melodias, letras e harmonias revistas pelo compositor)

• Songbook de Rita Lee - em dois volumes
Produzido e editado por Almir Chediak (Mais de 60 canções de Rita Lee com melodias, letras e harmonias revistas pela compositora)

• Songbook de Cazuza - em dois volumes
Produzido e editado por Almir Chediak (64 músicas de Cazuza e parceiros, com melodias, letras e harmonias)

• Batucadas de samba
Autor: Marcelo Salazar (Como tocar os vários instrumentos de uma escola de samba. Em seis idiomas)

• Songbook de Gilberto Gil- em três volumes (Português/Inglês) Produzido e editado por Almir Chediak (Mais de 100 canções de Gilberto Gil com melodias, letras e harmonias revistas pelo compositor) • Songbook de Vinicius de Moraes em três volumes (Português/Inglês) Produzido e editado por Almir Chediak (Mais de 100 canções de Vinicius e parceiros com melodias, letras e harmonias)

• A arte da improvisação
Autor: Nelson Faria (O primeiro livro editado no Brasil de estudos fraseológicos aplicados na improvisação para todos os instrumentos) leitura e percepção do ritmo Autor: Adamo Prince (Considerado por professores e instrumentistas como o que há de mais completo, moderno e objetivo para o estudo do ritmo)

• Método Prince -

• Método Prince -

leitura e percepção do som Autor: Adamo Prince (Primeira obra completa lançada no Brasil sobre o sistema relativo de solfejo)

• Método de arranjo -

em quatro volumes Autor: Ian Guest (Primeiro método de arranjo editado no Brasil)

• Série SongbooklPiano - Tom Jobim
Partituras escritas por Paulo Iobim (30 músicas com melodia, cifra, letra e arranjo para piano revistas pelo compositor)

• Série SongbooklPiano - Francis Hime
Partituras escritas por Francis Hime (20 músicas com melodia, cifra, letra e arranjo para piano escritas pelo compositor)

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