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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL

Preâmbulo: O Povo Paulista, invocando a proteção de Deus, e inspirado nos princípios constitucionais da República e no ideal de a todos assegurar justiça e bem-estar,
decreta e promulga, por seus representantes, a
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

(Atualizada até a Emenda nº 39, de 28/01/2014)
TÍTULO I
Dos Fundamentos do Estado
Artigo 1º - O Estado de São Paulo, integrante da República Federativa do Brasil, exerce as
competências que não lhe são vedadas pela Constituição Federal.
Artigo 2º - A lei estabelecerá procedimentos judiciários abreviados e de custos reduzidos para as
ações cujo objeto principal seja a salvaguarda dos direitos e liberdades fundamentais.
Artigo 3º - O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que declara insuficiência
de recursos.
Artigo 4º - Nos procedimentos administrativos, qualquer que seja o objeto, observar-se-ão, entre
outros requisitos de validade, a igualdade entre os administrados e o devido processo legal,
especialmente quanto à exigência da publicidade, do contraditório, da ampla defesa e do despacho ou
decisão motivados.
TÍTULO II
Da Organização dos Poderes
CAPÍTULO I
Disposições Preliminares
Artigo 5º - São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
§ 1º - É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições.
§ 2º - O cidadão, investido na função de um dos Poderes, não poderá exercer a de outro, salvo as
exceções previstas nesta Constituição.
Artigo 6º - O Município de São Paulo é a Capital do Estado.
Artigo 7º - São símbolos do Estado a bandeira, o brasão de armas e o hino.
Artigo 8º - Além dos indicados no art. 26 da Constituição Federal, incluem-se entre os bens do Estado
os terrenos reservados às margens dos rios e lagos do seu domínio.
CAPÍTULO II
Do Poder Legislativo
SEÇÃO I
Da Organização do Poder Legislativo
Artigo 9º - O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída de Deputados,
eleitos e investidos na forma da legislação federal, para uma legislatura de quatro anos.
§ 1º - A Assembléia Legislativa reunir-se-á, em sessão legislativa anual, independentemente de
convocação, de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro.
(**)§ 2º - No primeiro ano da legislatura a Assembléia Legislativa reunir-se-á, da mesma forma, em
sessões preparatórias, (**)a partir de 1° de janeiro, para a posse de seus membros e eleição da Mesa."
(**) ADIN Nº 1162-6/600 – LIMINAR DEFERIDA JULGADA EM 1/12/94
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 11 de novembro de 1996

§ 2º - No primeiro ano da legislatura, a Assembléia Legislativa reunir-se-á, da mesma forma, em
sessões preparatórias, a partir de 15 de março, para a posse de seus membros e eleição da Mesa.
§ 3º - As reuniões marcadas para as datas fixadas no § 1º serão transferidas para o primeiro dia útil
subseqüentes, quando recaírem em sábado, domingo ou feriado.
(**)§ 4º - A sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e do projeto de lei do orçamento.
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 18 de dezembro de 1998
§ 4º - A sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e sem deliberação sobre o projeto de lei do orçamento e sobre as contas prestadas pelo
Governador, referentes ao exercício anterior.
§ 5º - A convocação extraordinária da Assembléia Legislativa far-se-á:
1 - pelo Presidente, nos seguintes casos:
a) decretação de estado de sítio ou de estado de defesa que atinja todo ou parte do território
estadual;
b) intervenção no Estado ou em Município;
c) recebimento dos autos de prisão de Deputado, na hipótese de crime inafiançável.
2 - pela maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa ou pelo Governador, em caso de
urgência ou interesse público relevante.
§ 6º - Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa deliberará somente sobre matéria
para a qual foi convocada.
§ 6º - Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa somente deliberará sobre a
matéria para a qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indenizatória de valor superior ao
subsídio mensal.
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006
Artigo 10 - A Assembléia Legislativa funcionará em sessões públicas, presente, pelo menos, um
quarto de seus membros.

Artigo 10 – A Assembleia Legislativa funcionará em sessões públicas, presente, nas sessões deliberativas, pelo menos um quarto de seus
membros e, nas sessões exclusivamente de debates, pelo menos um oitavo de seus membros.” (NR)
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 17 de maio de 2012
§ 1º - Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembléia Legislativa e
de suas Comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
(**)§ 2º - O voto será público, salvo nos seguintes casos:
1 - no julgamento de Deputados (**) ou do Governador;
(**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA
2 - na eleição dos membros da Mesa e de seus substitutos;
3 - na aprovação prévia de Conselheiros do Tribunal de Contas indicados pelo Governador;
4 - na deliberação sobre a destituição do Procurador-Geral de Justiça;
5 - na deliberação sobre a prisão de Deputado em flagrante de crime inafiançável e na autorização,
ou não, para a formação de culpa.
§ 2º - O voto será público."
(**) Redação dada pelo art. 1º da Emenda Constitucional nº 12, de 28 de junho de 2001
Artigo 11 - Os membros da Mesa e seus substitutos serão eleitos para um mandato de dois anos.
§ 1º - A eleição far-se-á, em primeiro escrutínio, pela maioria absoluta da Assembléia
Legislativa.
§ 2º - É vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.

Artigo 12 - Na constituição da Mesa e das Comissões assegurar-se-á, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos políticos com assento na Assembléia Legislativa.
Artigo 13 - A Assembléia Legislativa terá Comissões permanentes e temporárias, na forma e com as
atribuições previstas no Regimento Interno.
§ 1º - Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
1 - discutir e votar projetos de lei que dispensarem, na forma do Regimento Interno, a competência
do Plenário, salvo se houver, para decisão deste, requerimento de um décimo dos membros da
Assembléia Legislativa;
2 - convocar Secretário de Estado para prestar, pessoalmente, no prazo de trinta dias, informações
sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem
justificação adequada;

2 - convocar Secretário de Estado, sem prejuízo do disposto no artigo 52-A, para prestar pessoalmente, no prazo de 30 (trinta dias),
informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 27, de 15 dwe junho de 2009
3 - convocar dirigentes de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações
instituídas ou mantidas pelo Poder Público, para prestar informações sobre assuntos de área de sua
competência, previamente determinados, no prazo de trinta dias, sujeitando-se, pelo não
comparecimento sem justificação adequada, às penas da lei;
4 - convocar o Procurador-Geral de Justiça, o Procurador-Geral do Estado e o Defensor Público
Geral, para prestar informações a respeito de assuntos previamente fixados, relacionados com a
respectiva área;
5 - acompanhar a execução orçamentária;
6 - realizar audiências públicas dentro ou fora da sede do Poder Legislativo;
7 - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
8 - velar pela completa adequação dos atos do Poder Executivo que regulamentem dispositivos
legais;
9 - tomar o depoimento de autoridade e solicitar o de cidadão;
10 - fiscalizar e apreciar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de
desenvolvimento e, sobre eles, emitir parecer.
11 - convocar representantes de empresa resultante de sociedade desestatizada e representantes de
empresa prestadora de serviço público concedido ou permitido, para prestar informações sobre
assuntos de sua área de competência, previamente determinados, no prazo de 30 (trinta) dias,
sujeitando-se, pelo não comparecimento sem adequada justificação, às penas da lei."
(**) Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 10, de 20 de fevereiro de 2.001
§ 2º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas mediante
requerimento de um terço dos membros da Assembléia Legislativa, para apuração de fato determinado
e por prazo certo, sendo suas conclusões, quando for o caso, encaminhadas aos órgãos competentes
do Estado para que promovam a responsabilidade civil e criminal de quem de direito.
§ 3º - O Regimento Interno disporá sobre a competência da Comissão representativa da Assembléia
Legislativa que funcionará durante o recesso, quando não houver convocação extraordinária.
SEÇÃO II
Dos Deputados
(**) Artigo 14 - Os Deputados são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos.
§ 1º - Desde a expedição do diploma, os membros da Assembléia Legislativa não poderão ser presos,
salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente sem prévia licença do
Plenário.
§ 2º - O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende a prescrição,
enquanto durar o mandato.

os membros da Assembléia Legislativa não poderão ser presos. § 8º – As imunidades de Deputados subsistirão durante o estado de sítio. a formação da culpa. resolva sobre a prisão e autorize. § 5º . na forma da lei. nos casos de atos praticados fora do recinto dessa Casa.Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. até a decisão final. enquanto durar o mandato. embora militares e ainda que em tempo de guerra. § 9º .O Deputado ou Deputada. de 23 de janeiro de 2008. o Deputado terá livre acesso às repartições públicas. poderá. § 7º . dependerá de prévia licença da Assembléia Legislativa. neste último caso mediante deliberação do Plenário. civil e penalmente. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. salvo em flagrante de crime inafiançável. terá livre acesso às repartições públicas estaduais.No caso de flagrante de crime inafiançável. palavras e votos. devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. identificando-se.Os Deputados. só podendo ser suspensas mediante voto de dois terços dos membros da Assembléia Legislativa. pelo voto da maioria de seus membros. § 8º . podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta. de 28 de junho de 2. § 9º .002 § 9º ." § 4º . a formação da culpa. administrativas e penais previstas em lei. podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta. Nesse caso. que sejam incompatíveis com a execução da medida. pelo voto da maioria absoluta. terá livre acesso às repartições públicas. desde a expedição do diploma. Artigo 14 – Os Deputados são invioláveis. ou não. dentro de vinte e quatro horas. devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis.No exercício do mandato. dependerá de prévia licença da Assembléia Legislativa. o Deputado terá livre acesso às repartições públicas.(**) § 3º . ou não.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14. o Deputado. à Assembléia Legislativa.O pedido de sustação será apreciado pela Assembléia Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. os autos serão remetidos. o Deputado poderá diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta. para que. § 6º .No exercício do mandato.No caso de flagrante de crime inafiançável. à Assembléia Legislativa. § 1º – Os Deputados. § 5º – A sustação do processo suspende a prescrição. na hipótese de recusa ou omissão. às Forças Armadas.Em cumprimento a decisão de comissão parlamentar de inquérito ou de comissão permanente da Assembléia Legislativa. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Assembléia Legislativa. por quaisquer de suas opiniões. sustar o andamento da ação.As imunidades dos Deputados subsistirão durante o estado de sítio. dentro de vinte e quatro horas. embora militares e ainda que em tempo de guerra. serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. sujeitando-se os respectivos responsáveis às sanções civis. para que. § 6º – Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato.No exercício de seu mandato. que sejam incompatíveis com a execução da medida. § 7º – A incorporação às Forças Armadas de Deputados. (**) Redação dada pelo art. § 1º . § 9º-A . sempre que representando uma das Comissões Permanentes ou a Assembleia Legislativa.A incorporação de Deputados. o Tribunal de Justiça dará ciência à Assembléia Legislativa que. pelo voto secreto da maioria absoluta. de 12 de março de 2. por crime ocorrido após a diplomação. por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros. § 4º . 2º da Emenda Constitucional nº 12. os autos serão remetidos. e às Agências Reguladoras. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Assembléia Legislativa. nos casos de atos praticados fora do recinto dessa Casa.Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.001 § 3º . § 3º – Recebida a denúncia contra Deputado. resolva sobre a prisão. podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta. resolva sobre a prisão e autorize.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24. para que. na forma da lei. de 14 de fevereiro de 2006 § 2º – Desde a expedição do diploma. desde a expedição do diploma. .

administrativas e penais previstas em lei. palavras.STF V . de 15 de maio de 2. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. por voto secreto e maioria absoluta. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea "a" do inciso I. salvo licença ou missão autorizada pela Assembléia Legislativa. na hipótese de recusa ou omissão. 1º da Emenda Constitucional nº 18.3200-3 .desde a posse: a) ser proprietários. b) aceitar ou exercer cargo. terá livre acesso às repartições públicas. independentemente de prévia comunicação ao deputado ou à Assembléia Legislativa.(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28. § 1º . autarquia. além dos casos definidos no Regimento Interno. de 30 de março de 2004. a quem caberá ordenar toda e qualquer providência necessária à obtenção de dados probatórios para demonstração de alegado delito de deputado. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado no Legislativo.Os Deputados não poderão: I . nos casos previstos na Constituição Federal.No caso de inviolabilidade por quaisquer opiniões. II . . controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. III . à terça-parte das sessões ordinárias. de 2 de setembro de 2009 § 9º . podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta e agências reguladoras. em cada sessão legislativa. sujeitando-se os respectivos responsáveis às sanções civis." (NR) (**)Redação dada pelo art.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. Artigo 16 .002 Artigo 15 . d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato eletivo federal. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum". Comissões Parlamentares de Inquérito ou a Assembleia Legislativa. VI . votos e manifestações verbais ou escritas de deputado em razão de sua atividade parlamentar. sempre que representando uma das Comissões Permanentes.O Deputado ou a Deputada. atentatórios ao decoro parlamentar.Perderá o mandado o Deputado: I . ou nela exercer função remunerada.que perder ou tiver suspensos os direitos políticos. II e VI deste artigo. VI . II .que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. de 22 de outubro de 2009 (**) § 10 .Nos casos dos incisos I.quando o decretar a Justiça Eleitoral.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. neste último caso mediante deliberação do Plenário. (AC)" §§ acrescentados pela Emenda Constitucional nº 15. impende-se o arquivamento de inquérito policial e o imediato não-conhecimento de ação civil ou penal promovida com inobservância deste direito do Poder Legislativo.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. assegurada ampla defesa. (**) § 2º . empresa pública.que deixar de comparecer. (**)IV . o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado ou a percepção de vantagens indevidas. (**) ADIN. os procedimentos investigatórios e as suas diligências de caráter instrutório somente serão promovidos perante o Tribunal de Justiça. nos crimes apenados com reclusão.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 31. e sob seu controle.Salvo as hipóteses do § 10. incluindo os de que sejam demissíveis "ad nutum". nas entidades constantes da alínea anterior. estadual ou municipal. (AC) (**) § 11 .É incompatível com o decoro parlamentar. nas entidades referidas na alínea "a" do inciso I. a perda do mandato será decidida pela Assembléia Legislativa. função ou emprego remunerado. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes.

Nos casos dos incisos I. a perda será declarada pela Mesa. para os Deputados Federais.sistema tributário estadual. ou de licença superior a cento e vinte dias. dispor sobre todas as matérias de competência do Estado.investido na função de Ministro de Estado. pelo Poder Executivo. III. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença ou para tratar. sem remuneração. observado o que estabelece o artigo 47. neste caso. II . taxas.O suplente será convocado. nos casos de vaga. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. III . observado o que dispõem os artigos 39. desde que." (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 11. fixada em cada legislatura para a subseqüente. de 14 de fevereiro de 2006 Parágrafo único . instituição de impostos. operações de crédito. assegurada ampla defesa. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado no Legislativo. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 18 . a perda do mandato será decidida pela Assembléia Legislativa. do Distrito Federal. desde que. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. 150. II e VI deste artigo. sem subsídio. a qualquer título. § 2º. de interesse particular. Artigo 17 . se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. “b”. e especialmente sobre: I . 153. Artigo 18 – O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. far-se-á eleição.§ 2º . na razão de. de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. orçamento anual. § 4º. da Constituição Federal. o de renda e os extraordinários inclusive.Na hipótese do inciso I deste artigo. II . de Território. II. Governador de Território. III . 57.criação e extinção de cargos públicos e fixação de vencimentos e vantagens. em espécie.Na hipótese do inciso I deste artigo. Secretário de Estado. empregos e funções públicas. de ofício ou mediante provocação de qualquer dos membros da Assembléia Legislativa ou de partido político nela representado. neste caso. de 14 de fevereiro de 2006 § 1º . § 7º. por votação nominal e maioria absoluta. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. com a sanção do Governador.Os Deputados perceberão remuneração.Não perderá o mandato o Deputado: I . I. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. contribuições de melhoria e contribuição social. 20. SEÇÃO III Das Atribuições do Poder Legislativo Artigo 19 .criação. diretrizes orçamentárias.Ocorrendo vaga e não havendo suplente. § 2º .plano plurianual. no máximo.Os Deputados farão declaração públicas de bens. ressalvadas as especificadas no art. o Deputado poderá optar pelo subsídio fixado aos parlamentares estaduais.Nos casos previstos nos incisos III a V. transformação e extinção de cargos. XIX.Compete à Assembléia Legislativa. no ato da posse e no término do mandato. sujeita aos impostos gerais. II .licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença ou para tratar. dívida pública e empréstimos externos. de interesse particular. assegurada ampla defesa. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. de 28 de junho de 2001 § 3º . § 3º . e 153. o Deputado poderá optar pela remuneração de seu mandato. com a investidura nas funções previstas neste artigo. de 14 de fevereiro de 2006 . § 3º.

de 28 de junho de 2001 . à Assembléia Legislativa: I . empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração. por mais de quinze dias. (**) XII . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.fixar.dispor sobre a organização de sua Secretaria. V . III . quando for o caso. V . outorgada a título precário. do Ministério Público. dos Secretários de Estado e dos Deputados Estaduais. VIII . XI . inclusive os da administração descentralizada. de 14 de fevereiro de 2006 VII . funcionamento.elaborar seu Regimento Interno. IX . IX . polícia. " (NR) VI . observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. de 14 de fevereiro de 2006 IV .organização administrativa. suas entidades descentralizadas e órgãos ou entidades federais. sobre intervenção estadual em Município. para cada exercício financeiro. indicados pelo Governador do Estado. bem como o recebimento. transformação ou extinção dos cargos. VI . do Vice-Governador.aprovar previamente.criação e extinção de Secretarias de Estado. salvo com Município do Estado. VII . 3º da Emenda Constitucional nº 12.aprovar previamente.normas de direito financeiro. do Poder Legislativo.Fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo. XII . V . pelo Governador e pelo Presidente do Tribunal de Justiça.apresentar projeto de lei para fixar. anualmente. polícia. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral do Estado.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas do Estado. a remuneração dos Deputados. para atendimento de sua destinação específica. II . de uma para outra legislatura. respectivamente.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar. III – dispor sobre a organização de sua Secretaria. transformação ou extinção dos cargos.eleger a Mesa e constituir as Comissões.bens do domínio do Estado e proteção do patrimônio público. do Poder Executivo e do Poder Judiciário. os subsídios do Governador.decidir.criação e extinção de Secretarias de Estado e órgãos da administração pública.autorização para cessão ou para concessão de uso de bens imóveis do Estado para particulares. em escrutínio secreto. exclusivamente. indicados pelo Governador do Estado. criação.autorização para a alienação de bens imóveis do Estado ou a cessão de direitos reais a eles relativos. a escolha dos titulares dos cargos de Conselheiros do Tribunal de Contas. as contas prestadas pela Mesa da Assembléia Legislativa. judiciária. não se considerando como tal a simples destinação específica do bem. a escolha dos titulares dos cargos de Conselheiros do Tribunal de Contas. funcionamento. Artigo 20 . do Governador e do ViceGovernador. e apreciar os relatórios sobre a execução dos Planos de Governo. dispensado o consentimento nos casos de permissão e autorização de uso. pelo Estado. criação. após argüição em sessão pública. VIII .IV . VI . após argüição em sessão pública. empregos e funções de seus serviços e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. (**) Redação dada pelo art. após argüição em sessão pública.dar posse ao Governador e ao Vice-Governador eleitos e conceder-lhes licença para ausentar-se do Estado.Compete. X .autorizar o Governador a efetuar ou contrair empréstimos. de doações com encargo.tomar e julgar.

emenda à Constituição. diretores e superintendentes de órgãos da administração pública indireta e fundacional. se necessário. pessoalmente. senão também o fornecimento de informações falsas. XIV . XX . informações sobre assuntos previamente determinados. no prazo de trinta dias.suspender. bem como o fornecimento de informações falsas. senão também o fornecimento de informações falsas. SEÇÃO IV Do Processo Legislativo Artigo 21 . na forma do Regimento Interno. no prazo de trinta dias. XXI . XVI . de 19 de maio de 2000 XV . XXVI . pessoalmente.convocar Secretários de Estado para prestar.requisitar informações dos Secretários de Estado e do Procurador-Geral de Justiça sobre assunto relacionado com sua pasta ou instituição. para prestar informações sobre assuntos previamente determinados. importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa. as contas do Tribunal de Contas. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9. anualmente. importando crime de responsabilidade não só a recusa ou o não atendimento. XIX .convocar o Procurador-Geral de Justiça.requisitar informações dos Secretários de Estado. exceto nos casos previstos nesta constituição. (**) XIV . diretores e Superintendentes de órgãos da administração pública indireta e fundacional. importando crime de responsabilidade não só a recusa ou o não atendimento.solicitar intervenção federal. no prazo de trinta dias.destituir o Procurador-Geral de Justiça.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24.requisitar informações dos Secretários de Estado. no caso de crime de responsabilidade do Governador do Estado. II . de 19 de maio de 2000 XVI . na ausência sem justificativa. sujeitando-se às penas da lei. dos Reitores das universidades públicas estaduais e dos diretores de Agência Reguladora sobre assunto relacionado com sua pasta ou instituição.solicitar ao Governador.mudar temporariamente sua sede. XVIII . de 23 de janeiro de 2008. XXV . dirigentes. do Procurador-Geral de Justiça e dos Reitores das universidades públicas estaduais sobre assunto relacionado com sua pasta ou instituição. importando crime de responsabilidade não só a recusa ou o não atendimento. para assegurar o livre exercício de suas funções. diretores e Superintendentes de órgãos da administração pública indireta e fundacional e Reitores das universidades públicas estaduais para prestar. XXIV .receber a denúncia e promover o respectivo processo. no prazo de trinta dias. no todo ou em parte.declarar a perda do mandato do Governador.lei complementar.autorizar ou aprovar convênios. informações sobre atos de sua competência privativa. a execução de lei ou ato normativo declarado inconstitucional em decisão irrecorrível do Tribunal de Justiça. do Procurador-Geral de Justiça. informações sobre assuntos previamente determinados. acordos ou contratos de que resultem para o Estado encargos não previstos na lei orçamentária. XXIII .autorizar referendo e convocar plebiscito. o Procurador-Geral do Estado e o Defensor Público Geral.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa de outros Poderes. no prazo de trinta dias. dirigentes. XVI . XXII . por deliberação da maioria absoluta de seus membros. XVII . . importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa.convocar Secretários de Estado.XIII . dirigentes.O processo legislativo compreende a elaboração de: I . no prazo de trinta dias. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9.apreciar.

mediante iniciativa popular assinada.resolução.A emenda à Constituição será promulgada pela Mesa da Assembléia Legislativa.do Governador do Estado. (**) § 1º .a Lei Orgânica da Procuradoria Geral do Estado. § 1º .a lei Orgânica do Fisco Estadual. 12 . 5 .os Estatutos dos Servidores Civis e dos Militares.a Lei que impuser requisitos para a criação. no mínimo. Artigo 24 . considerando-se aprovada quando obtiver. § 3º .de um terço. a fusão e o desmembramento de Municípios ou para a sua classificação como estância de qualquer natureza. a incorporação.a Constituição não poderá ser emendada na vigência de estado de defesa ou de estado de sítio.a Lei Orgânica do Ministério Público. com o respectivo número de ordem. consideram-se complementares: 1 .a Lei de Organização Judiciária. Parágrafo único . IV . manifestando-se. 10 . cada uma delas. à Assembléia Legislativa a iniciativa das leis que disponham sobre: . exclusivamente.a Lei Orgânica da Polícia Militar. 16 .As leis complementares serão aprovadas pela maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa. 4 .a Lei Orgânica das Entidades Descentralizadas. 2 . 6 . 8 . IV .a lei que institui regiões metropolitanas.A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Assembléia Legislativa. III . 11 . 18 . 3 . 15 .a Lei Orgânica da Defensoria Pública.o Código de Proteção ao Meio Ambiente.o Código de Saneamento Básico.de cidadãos.lei ordinária. aglomerações urbanas e microrregiões. dos membros da Assembléia Legislativa. por um por cento dos eleitores.a Lei Orgânica do Tribunal de Contas.Compete. 9 . Artigo 22 .a proposta será discutida e votada em dois turnos.a Lei sobre Normas Técnicas de Elaboração Legislativa. § 2º . na forma e nos casos previstos nesta Constituição. em ambas as votações.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. ao Tribunal de Justiça.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I .o Código de Saúde. 14 .de mais de um terço das Câmaras Municipais do Estado.o Código Estadual de Proteção contra Incêndios e Emergências.Para os fins deste artigo. V . ao Procurador-Geral de Justiça e aos cidadãos. Artigo 23 . § 4º .III .decreto legislativo. observados os demais termos da votação das leis ordinárias. 17 . pela maioria relativa de seus membros. ao Governador do Estado.o Código de Educação.a Lei Orgânica da Polícia Civil. no mínimo. II . 13 . 7 . o voto favorável de três quintos dos membros da Assembléia Legislativa.

(**) Redação dada pela Emenda Constitucional n° 2.O exercício direto da soberania popular realizar-se-á da seguinte forma: 1 . 4 . de 21 de fevereiro de 1995 3 – subsídios do Governador. 153. cinco décimos de unidade por cento do eleitorado do Estado. provimento de cargos.criação. 2 – criação e extinção das Secretarias de Estado e órgãos da administração pública.Compete.1 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.criação. III. seu regime jurídico.organização da Procuradoria Geral do Estado e da Defensoria Pública do Estado. § 2º . XIX. provimento de cargos. incorporação. de 23 de janeiro de 2008.o eleitorado referido nos itens anteriores deverá estar distribuído em. e 153. § 1º . promoções. reforma e transferência de militares para a inatividade. I. § 3º . estabilidade.regras de criação.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24.militares. reforma e transferência para inatividade. § 4º. XI.(NR) 5 . de 14 de fevereiro de 2006 4 . perante as Comissões pelas quais tramitar. 2 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. 2 . providenciará a consulta popular prevista nos itens 2 e 3. da Constituição Federal.não serão suscetíveis de iniciativa popular matérias de iniciativa exclusiva. observada a legislação federal pertinente. definidas nesta Constituição. provimento de cargos. 39. do Vice-Governador e dos Secretários de Estado.fixação ou alteração do efetivo da Polícia Militar. assegurada a defesa do projeto por representante dos respectivos responsáveis. fusão e desmembramento de Municípios. § 2º.o Tribunal Regional Eleitoral. à Assembléia Legislativa a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 . fusão e desmembramento de Municípios. 3 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. exclusivamente. 4 . II. . observado o que dispõem os artigos 37. 5 . 6 . estabilidade e aposentadoria. no mínimo. ao Governador do Estado a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 . organização e supressão de distritos nos Municípios. de 14 de fevereiro de 2006 6 . seu regime jurídico.criação das Secretarias de Estado. de 14 de fevereiro de 2006 3 .um por cento do eleitorado do Estado poderá requerer à Assembléia Legislativa a realização de referendo sobre lei.regras de criação. ouvida a Assembléia Legislativa. cinco dentre os quinze maiores Municípios com não menos que dois décimos de unidade por cento de eleitores em cada um deles. estabilidade e aposentadoria de civis. 2 . organização e supressão de distritos nos Municípios. no prazo de sessenta dias. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica. 150. incorporação. observado o disposto no artigo 47.criação e extinção de cargos. bem como fixação ou alteração do efetivo da Polícia Militar. 5 .as questões relevantes aos destinos do Estado poderão ser submetidas a plebiscito. quando pelo menos um por cento do eleitorado o requerer ao Tribunal Regional Eleitoral. seu regime jurídico.servidores públicos do Estado. observadas as normas gerais da União. pelo menos.a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação de projeto de lei subscrito por. remuneração. alteração ou supressão de cartórios notariais e de registros públicos.servidores públicos do Estado.declaração de utilidade pública de entidades de direito privado. bem como a fixação da respectiva remuneração. 2 . 4 .criação. exclusivamente.Compete.

§ 4º . por inteiro. o sancionará e promulgará. ao Tribunal de Justiça a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 . aquiescendo. considerar-se-á sancionado o projeto. o item ou alínea. o artigo. 1 .nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador.A Assembléia Legislativa deliberará sobre a matéria vetada. ressalvado o disposto no art.O veto parcial deverá abranger. bem como criação. exclusivamente. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes. o projeto será incluído na ordem do dia até que se ultime sua votação. no prazo de trinta dias de seu recebimento. 2 .O Governador poderá solicitar que os projetos de sua iniciativa tramitem em regime de urgência.criação e extinção de cargos e fixação de vencimentos de seus membros. Parágrafo único – Se a Assembléia Legislativa não deliberar em até quarenta e cinco dias. alteração e consolidação serão feitas com observância das mesmas normas técnicas relativas às leis. em silêncio. do Poder Judiciário e do Ministério Público. contados da data do recebimento. o motivo do veto. § 1º . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. total ou parcialmente. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. Artigo 26 .O Regimento Interno da Assembléia Legislativa disciplinará os casos de decreto legislativo e de resolução cuja elaboração. no todo ou em parte.Compete. de 25 de maio de 2006 Artigo 27 . o veto será incluído na ordem do . o projeto será incluído na ordem do dia até que se ultime sua votação. § 2º . dos servidores.Esgotado. sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas.Se a Assembléia Legislativa não deliberar em até quarenta e cinco dias. com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. sendo obrigatória a sua promulgação pelo Presidente da Assembléia Legislativa no prazo de dez dias.Sendo negada a sanção. Artigo 28 . veta-lo-á. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional n° 22. o prazo estabelecido no § 5º. em único turno de votação e discussão. de 14 de fevereiro de 2006 2 . na forma regimental. sem deliberação.O disposto neste artigo não se aplica a créditos extraordinários. as razões do veto serão comunicadas ao Presidente da Assembléia Legislativa e publicadas se em época de recesso parlamentar. § 3º .nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Assembléia Legislativa. até que se ultime a votação. § 5º . Parágrafo único . considerando-se aprovada quando obtiver o voto favorável da maioria absoluta de seus membros. alteração ou supressão de ofícios e cartórios judiciários. Parágrafo único . Artigo 25 .Se o Governador julgar o projeto. § 4º . § 5º .Não será admitido o aumento da despesa prevista: 1 . o parágrafo. ao Presidente da Assembléia Legislativa. dentro de quinze dias úteis. § 6º . próprios para atender aos novos encargos. comunicando. dentro de quarenta e oito horas. o inciso.Aprovado o projeto de lei. observado o disposto no art. de 14 de fevereiro de 2006 Parágrafo único – Se a Assembléia Legislativa não deliberar em até quarenta e cinco dias. 174. §§ 1º e 2º. redação. incluindo os demais tribunais judiciários e os serviços auxiliares. 169 da Constituição Federal. incluído o Tribunal de Justiça Militar. dos juízes.criação e extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados.Nenhum projeto de lei que implique a criação ou o aumento de despesa pública será sancionado sem que dele conste a indicação dos recursos disponíveis. inconstitucional ou contrário ao interesse público.organização e divisão judiciárias.Decorrido o prazo. será ele enviado ao Governador que.

até sua votação final.Lei de iniciativa da Mesa da Assembléia Legislativa organizará a Procuradoria da Assembléia Legislativa.idoneidade moral e reputação ilibada. de 25 de maio de 2006 § 7º . Parágrafo único . (**) ADIN 397-6 – LIMINAR DEFERIDA) 2 . § 1º . e duas vezes pela Assembléia Legislativa. indicados por este.Ressalvados os projetos de iniciativa exclusiva. mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa.Se. (**)Artigo 29 . a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Governador. em lista tríplice. § 8º . 3 .Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 5º. SEÇÃO VI Do Tribunal de Contas Artigo 31 . as atribuições previstas no art.Se o veto for rejeitado.O Tribunal de Contas do Estado. segundo critérios de antigüidade e merecimento. 96 da Constituição Federal. caberá ao Primeiro Vice-Presidente fazê-lo. ao Governador. será o projeto enviado para promulgação. exercendo. 2 .Declarada a inconstitucionalidade pelo STF da expressão "Ressalvados os projetos de iniciativa exclusiva" . o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata. econômicos e financeiros ou de administração pública. até sua votação final. 4 .quatro pela Assembléia Legislativa. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. de 14 de fevereiro de 2006 § 6º .notórios conhecimentos jurídicos.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. disciplinará sua competência e disporá sobre o ingresso na classe inicial. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.À Procuradoria da Assembléia Legislativa compete exercer a representação judicial. sobrestadas as demais proposições. mediante concurso público de provas e títulos.dois.o último. alternada e sucessivamente. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional n° 22. alternadamente entre os substitutos de Conselheiros e membros da Procuradoria da Fazenda do Estado junto ao Tribunal. até sua votação final. contábeis. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território estadual. sem deliberação.3 SEÇÃO V Da Procuradoria da Assembléia Legislativa Artigo 30 .Os Conselheiros do Tribunal serão escolhidos: (**) 1 . integrado por sete Conselheiros. o prazo estabelecido no § 5º. § 2º – Os Conselheiros do Tribunal serão escolhidos na seguinte ordem.Diário da Assembléia de 5/12/98.Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: 1 . a consultoria e o assessoramento técnico-jurídico do Poder Legislativo. o Presidente da Assembléia Legislativa promulgará e. § 6º .dia da sessão imediata. (**)ADIN 1546-0-SP . na mesma sessão legislativa. na hipótese do § 7º. no que couber.Esgotado. p. em igual prazo. § 2º . tem sede na Capital do Estado. se este não o fizer.mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija conhecimentos mencionados no item anterior. 3 . uma vez pelo Governador do Estado. a matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá ser renovada. pelo Governador do Estado com aprovação da Assembléia Legislativa. observados os princípios e regras pertinentes da Constituição Federal e desta Constituição. sucessivamente: .

operacional e patrimonial e sobre . IV .O controle externo.apreciar. nos termos do respectivo ato constitutivo. financeira. por iniciativa própria. orçamentária. assuma obrigações de natureza pecuniária. empresas públicas e sociedades de economia mista.Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Estado e pelo Estado. economicidade.apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado. observadas as regras contidas no inciso I do § 2º do artigo 73 da Constituição Federal.Os Conselheiros terão as mesmas garantias. financeira. orçamentária. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. com aprovação pela Assembleia Legislativa. § 6º . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional n° 33. de comissão técnica ou de inquérito.fiscalizar as aplicações estaduais em empresas de cujo capital social o Estado participe de forma direta ou indireta.Os Conselheiros terão as mesmas garantias. quanto à legalidade. incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público estadual. serão substituídos na forma determinada em lei. nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual. em nome deste. de 1º de novembro de 2011 § 3º .Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado farão declaração pública de bens.avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual.Os Conselheiros. e as contas daqueles que derem perda. VIII . bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda. ao qual compete: I . pela Assembléia Legislativa. inspeções e auditoria de natureza contábil. a contar do seu recebimento. ajuste ou outros instrumentos congêneres. que utilize. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. do Ministério Público e demais entidades referidas no inciso II. operacional e patrimonial. a cargo da Assembléia Legislativa. Financeira e Orçamentária Artigo 32 . quando no efetivo exercício da substituição. II . na administração direta e autarquias. a qualquer título. financeira. será exercida pela Assembléia Legislativa. gerencie ou administre dinheiro. mediante controle externo. aplicação de subvenções e renúncia de receitas. nas suas faltas e impedimentos. VII . 2 – um terço pelo Governador do Estado. operacional e patrimonial do Estado. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. para fins de registro.realizar. Parágrafo único . VI . de direito público ou de direito privado. da Assembléia Legislativa. as normas constantes do artigo 40 da Constituição Federal e do artigo 126 desta Constituição. de 14 de fevereiro de 2006 § 4º . ou que.A fiscalização contábil. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias. § 3° . extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. legitimidade. Artigo 33 . arrecade. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. bem como a das concessões de aposentadorias. § 5º . V . empresas públicas e empresas de economia mista. orçamentária. aplicando-se-lhes. bens e valores públicos da administração direta e autarquias. depois de aprovados os substitutos. incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. no ato da posse e no término do exercício do cargo. III .Os substitutos de Conselheiros. impedimentos e subsídios dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. Executivo e Judiciário. prerrogativas. quanto à aposentadoria e pensão. impedimentos. mediante convênio. prerrogativas. SEÇÃO VII Da Fiscalização Contábil. será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado. acordo.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. reformas e pensões.1 – dois terços pela Assembleia Legislativa. guarde. terão as mesmas garantias e impedimentos do titular.prestar as informações solicitadas pela Assembléia Legislativa ou por comissão técnica sobre a fiscalização contábil. vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido efetivamente por mais de cinco anos. das entidades da administração direta e indireta e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.

a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado. de forma integrada. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. no prazo de cinco dias. associação ou entidade sindical é parte legítima para. no prazo de sessenta dias. II . § 2º .assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. § 3º . § 1º . ao Poder Executivo as medidas cabíveis.Se a Assembléia Legislativa ou o Poder Executivo.sustar. 33. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado.A Comissão a que se refere o art. a contar da abertura da sessão legislativa. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. CAPÍTULO III . 37 da Constituição Federal. § 1º . anualmente. comunicando a decisão à Assembléia Legislativa. partido político. relatório de suas atividades. se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. proporá à Assembléia Legislativa sua sustação. à Assembléia Legislativa. se verificada a ilegalidade. multa proporcional ao dano causado ao erário. trimestral e anualmente. Executivo e Judiciário manterão. que estabelecerá. o Tribunal decidirá a respeito. vencimento ou salário de seus membros ou servidores. Artigo 35 . sistema de controle interno com a finalidade de: I .O Tribunal de Contas prestará suas contas. insuficientes. na forma da lei. avais e garantias. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. a Comissão.O Tribunal encaminhará à Assembléia Legislativa. as sanções previstas em lei. III – exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante do subsídio. V .apoiar o controle externo. bem como dos direitos e haveres do Estado. § 1º .Entendendo o Tribunal irregular a despesa. XIII . no exercício de sua missão institucional. diante de indícios de despesas não autorizadas. denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas ou à Assembléia Legislativa.Os Poderes Legislativo. § 2º . no prazo de noventa dias. preste os esclarecimentos necessários. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados. ou considerados esses.Os responsáveis pelo controle interno. ilegalidade ou ofensa aos princípios do art. exceto a dos que tiverem Tribunal próprio. de 14 de fevereiro de 2006 IV . financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade. Artigo 36 .Qualquer cidadão. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. no prazo de trinta dias.emitir parecer sobre a prestação anual de contas da administração financeira dos Municípios.comunicar à Assembléia Legislativa qualquer irregularidade verificada nas contas ou na gestão públicas.exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembléia Legislativa que solicitará. se não atendido. XI . a execução do ato impugnado. vencimento ou salário de seus membros ou servidores. de imediato. Artigo 34 . IX .resultados de auditorias e inspeções realizadas. entre outras cominações. XII . enviando-lhe cópia dos respectivos documentos.aplicar aos responsáveis.comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária.No caso de contrato.Não prestados os esclarecimentos. sob pena de responsabilidade solidária. X .avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. III . XIV . § 2º . inciso V.exercer o controle das operações de crédito.

Parágrafo único . por período superior a quinze dias. o disposto no art.Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador. . SEÇÃO II Das Atribuições do Governador Artigo 47 .A eleição do Governador e do Vice-Governador realizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores.Ocorrendo a vacância no último ano do período governamental. Parágrafo único . do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores. 77 da Constituição Federal. Artigo 44 . quanto ao mais. as razões da viagem. decorridos dez dias da data fixada para a posse. especialmente.Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador.o Governador e o Vice-Governador não poderão.exercer. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 40 . I. eleito para um mandato de quatro anos. 38.O Governador e o Vice-Governador deverão. Artigo 39 . observado. serão sucessivamente chamados ao exercício da Governança o Presidente da Assembléia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça. e suceder-lhe-á. observado. além de outras atribuições previstas nesta Constituição: I . ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art.Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta.O Governador e o Vice-Governador tomarão posse perante a Assembléia Legislativa. o roteiro e a previsão de gastos. com o auxílio dos Secretários de Estado. IV e V. este será declarado vago.Compete privativamente ao Governador. em segundo turno.Em qualquer dos casos. Artigo 46 . políticas e administrativas. prestando compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal e a do Estado e de observar as leis.O pedido de licença. se houver. a direção superior da administração estadual. sempre que por ele convocado para missões especiais.A eleição do Governador e do Vice-Governador realizar-se-á no primeiro domingo de outubro. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. salvo motivo de força maior. o Governador ou o ViceGovernador. eleito para um mandato de quatro anos.O Vice-Governador. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.Se. aplica-se o disposto no artigo anterior.O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado. no de vaga. fazer declaração pública de bens. e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente. auxiliará o Governador. no ato da posse e no término do mandato. § 1º . podendo ser reeleito para um único período subseqüente. em primeiro turno. o disposto no artigo 77 da Constituição Federal.Do Poder Executivo SEÇÃO I Do Governador e Vice-Governador do Estado Artigo 37 . ausentar-se do Estado. não tiver assumido o cargo. Artigo 42 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. na forma estabelecida pela Constituição Federal. indicará. Artigo 45 . § 2º . na forma estabelecida na Constituição Federal.representar o Estado nas suas relações jurídicas. os sucessores deverão completar o período de governo restante. Artigo 41 . amplamente motivado. da Constituição Federal. Artigo 43 . e no último domingo de outubro. sem licença da Assembléia Legislativa.O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado. sob pena de perda do cargo. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 38 . ou vacância dos respectivos cargos. o ViceGovernador. II . Artigo 39 . no caso de impedimento.o Governador deverá residir na Capital do Estado. quanto ao mais. e a posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subseqüente.Substituirá o Governador. Parágrafo único . Artigo 37 .

no prazo nelas estabelecido. XVIII . na forma pela qual a lei estabelecer. mediante decreto. XV . no todo ou em parte. de ações ou capital que tenha subscrito.nomear e exonerar livremente os Secretários de Estado. X .nomear e exonerar os dirigentes de autarquias.enviar à Assembléia Legislativa projeto de lei sobre o regime de concessão ou permissão de serviços públicos. V . de iniciativa do Governador. realizar ou aumentar capital. VII . nesse prazo. mediante autorização da Assembléia Legislativa.praticar os demais atos de administração. a outra autoridade. não inferior a trinta nem superior a cento e oitenta dias. nem criação ou extinção de órgãos públicos. especialmente contra: Artigo 48 .prover os cargos públicos do Estado. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. adquirido.apresentar à Assembléia Legislativa. quando por eles praticados.decretar e fazer executar intervenção nos Municípios. promulgar e fazer publicar as leis. diretrizes orçamentárias. bem como expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução. ressalvados os casos em que. promulgar e fazer publicar as leis.dispor. a autoridade do Executivo. solicitando medidas de interesse do Governo. sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual. orçamento anual.III . XVI . b) extinção de funções ou cargos públicos.prestar contas da administração do Estado à Assembléia Legislativa na forma desta Constituição.sancionar. funções administrativas que não sejam de sua exclusiva competência. observadas as condições estabelecidas nesta Constituição. VIII . de 23 de janeiro de 2008. VI .fixar ou alterar. por decreto.delegar.sancionar.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24. nos limites da competência do Executivo. os quadros. por decreto.subscrever ou adquirir ações. desde que haja recursos hábeis.São crimes de responsabilidade do Governador os que atentem contra a Constituição Federal ou a do Estado.indicar diretores de sociedade de economia mista e empresas públicas. expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.A representação a que se refere o inciso I poderá ser delegada por lei. nos termos da lei. bem como. XIV . vencimentos e vantagens do pessoal das fundações instituídas ou mantidas pelo Estado. na forma da Constituição Federal e desta Constituição. a qualquer título. com as restrições da Constituição Federal e desta Constituição. XIX . IX . houver interposição de ação direta de inconstitucionalidade contra a lei publicada. bem como dispor. III . total ou parcialmente. XI . de 14 de fevereiro de 2006 Parágrafo único . XIII . XVII . de sociedade de economia mista ou de empresa pública. mensagem sobre a situação do Estado. os atos como tais definidos na lei federal especial.vetar projetos de lei. IV . SEÇÃO III Da Responsabilidade do Governador Artigo 48 . quando vagos. dívida pública e operações de crédito. realizado ou aumentado.São crimes de responsabilidade do Governador ou dos seus Secretários.enviar à Assembléia Legislativa projetos de lei relativos ao plano plurianual. XII . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. que atentem contra a Constituição . quando não implicar aumento de despesa. na sua sessão inaugural.iniciar o processo legislativo.

na vigência de seu mandato. V . nas infrações penais comuns. sem prejuízo do prosseguimento do processo.Qualquer cidadão. nos crimes de responsabilidade. cessará o afastamento do Governador.Admitida a acusação contra o Governador. por crime de responsabilidade. assim como o seu processo e julgamento. Parágrafo único . VI . nas infrações penais comuns. ou com os praticados pelo Governador.Compete. (**) (ADIN 1021-2 – DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE) (**) § 6º .Federal ou a do Estado. (**) § 5º . (**) 2 .Os Secretários de Estado serão escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos . associação ou entidade sindical poderá denunciar o Governador.o exercício dos direitos políticos. decorrido o prazo de cento e oitenta dias. do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da Federação. perante Tribunal Especial. recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de Justiça.nos crimes de responsabilidade. ao Tribunal Especial referido neste artigo processar e julgar o Vice-Governador nos crimes de responsabilidade.o livre exercício do Poder Legislativo. do Poder Judiciário. III .Se. especialmente contra:” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA (**) § 1º . o Vice-Governador e os Secretários de Estado. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA SEÇÃO IV Dos Secretários de Estado Artigo 51 .Enquanto não sobrevier a sentença condenatória transitada em julgado. o julgamento não estiver concluído.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. de 23 de janeiro de 2008. perante a Assembléia Legislativa. nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. (**) ou. bem como o ProcuradorGeral de Justiça e o Procurador-Geral do Estado. sorteados pelo Presidente do Tribunal de Justiça.O Tribunal Especial a que se refere este artigo será constituído por sete Deputados e sete Desembargadores. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA (**) § 2º . que também o presidirá. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA (**) Artigo 49 . partido político. IV .a lei orçamentária. ainda privativamente. II .a segurança interna do País.O Governador.A definição desses crimes. VII . e os Secretários de Estado. por dois terços da Assembléia Legislativa. será estabelecida em lei especial.a existência da União. individuais e sociais.nas infrações penais comuns.O Governador ficará suspenso de suas funções: 1 .a probidade na administração. o Governador não estará sujeito a prisão. I . após instauração do processo pela Assembléia Legislativa. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA § 4º . (**) (ADIN 1021-2 – DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE) (**) Artigo 50 . será ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. (**) ADIN 2220-2 – LIMINAR DEFERIDA § 3º .

§ 2º . suprirá a obrigatoriedade do disposto neste artigo. apresentadas semestralmente ao Poder Legislativo. diretores e superintendentes de órgãos da administração pública direta. 20. anualmente e no que couber. efetivar. a demonstração e a avaliação do cumprimento das metas fiscais por parte do Poder Executivo suprirá a obrigatoriedade constante do ‘caput’ deste artigo. incumbe. . para prestação de contas do andamento da gestão. de 22 de outubro de 2009 § 4º – No caso das Universidades Públicas Estaduais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. ato de ofício. § 2º . no ato da posse e no término do exercício do cargo. respectivamente.Os Secretários de Estado responderão.e no exercício dos direitos políticos. § 3º . os requerimentos de informação formulados por Deputados e encaminhados pelo Presidente da Assembléia após apreciação da Mesa.O comparecimento do Secretário de Estado. indevidamente.os Juízes de Direito.Para os fins do disposto no § 1º deste artigo. reputando-se não praticado o ato de seu ofício sempre que a resposta for elaborada em desrespeito ao parlamentar ou ao Poder Legislativo. indireta e fundacional a eles diretamente subordinados ou vinculados. § 1º .Aplicam-se aos procedimentos previstos neste artigo. semestralmente. no que couber. auxiliares diretos e da confiança do Governador.os Tribunais do Júri. com a finalidade de apresentar. Artigo 52 . III . através de Comissão Permanente de sua competência. Artigo 52-A .” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 31. § 3º . auxiliares diretos e da confiança do Governador. bem como demonstrar e avaliar o desenvolvimento de ações. o disposto no ‘caput’ deste artigo.os Tribunais de Alçada.Aplica-se o disposto no ‘caput’ deste artigo aos Diretores de Agências Reguladoras. perante Comissão Permanente do Poder Legislativo. (**) Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 37. “ (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 27. no prazo estabelecido pelo inciso XVI do art.o Tribunal de Justiça Militar. de 5 de dezembro de 2012 Artigo 53 . comparecer perante a Comissão Permanente da Assembléia Legislativa a que estejam afetas as atribuições de sua Pasta.São órgãos do Poder Judiciário do Estado: I . enquanto permanecerem em suas funções. aos próprios Reitores e ao Presidente. Artigo 52 . de 15 de junho de 2009 § 3º .A demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais. de 23 de janeiro de 2008. ou que deixar de referir-se especificamente a cada questionamento feito.as Turmas de Recursos. IV . quadrimestralmente. programas e metas da Secretaria correspondente. bem como por retardar ou deixar de praticar.Caberá a cada Secretário de Estado. V . serão responsáveis pelos atos que praticarem ou referendarem no exercício do cargo. VI . VII . por parte do Poder Executivo.Os Secretários de Estado.Os Secretários farão declaração pública de bens. II . os Secretários de Estado respondem pelos atos dos dirigentes. serão responsáveis pelos atos que praticarem ou referendarem no exercício do cargo.Aos diretores de Agência Reguladora aplica-se o disposto no § 1º deste artigo. aqueles já disciplinados em Regimento Interno do Poder Legislativo. § 1º . no que concerne ao Secretário de Estado de que lhe é próprio comparecer.Os Secretários de Estado. e terão os mesmos impedimentos estabelecidos nesta Constituição para os Deputados. CAPÍTULO IV Do Poder Judiciário SEÇÃO I Disposições Gerais (**) Artigo 54 .as Auditorias Militares.o Tribunal de Justiça.

§ 2º . de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ADIN Nº 2011-1 – EFICÁCIA Artigo 57 . entre outros. encaminhando-a. por intermédio de seu Presidente. pelo seu Órgão Especial.As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário. pensões e suas complementações. para inclusão no projeto de lei orçamentária. proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim. III . V .) . (**) ADIN 187-6 (sem pedido de liminar). ao Poder Executivo. a requerimento do credor.Os créditos de natureza não alimentícia serão pagos nos termos do parágrafo anterior.o Tribunal de Justiça. Artigo 54 .o Tribunal de Justiça Militar.as Auditorias Militares. desde que não superiores a trinta a seis mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo ou o equivalente vigentes na data do efetivo pagamento. nesta incluídos. para inclusão no projeto de lei orçamentária. IV . § 1º .os Juizados Especiais.À exceção dos créditos de natureza alimentícia. (**) Redação dada pelo art. VI .São assegurados. vencimentos. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. (**) § 3º . (**) (Suspensa a eficácia do § 4º por força de liminar concedida na ADIN nº 446-8. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. Parágrafo único . ADIN nº 446-8 (pendente de julgamento de mérito . e autorizar. VIII . Artigo 56 . II .VIII . pelo seu Órgão Especial.os Juízes de Direito. o Tribunal de Justiça.os Tribunais do Júri. por morte ou invalidez fundada na responsabilidade civil. IX . recolhendo-se as importâncias respectivas à repartição competente. exclusivamente para o caso de preterimento do seu direito de precedência. encaminhando-a. por intermédio de seu Presidente. elaborará proposta orçamentária do Poder Judiciário. (**) Artigo 56 .Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia financeira e administrativa.as Turmas de Recursos.Ouvidos os demais Tribunais de Segundo grau. expansão e aperfeiçoamento de suas atividades jurisdicionais. dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. os pagamentos devidos pela Fazenda Estadual ou Municipal e correspondentes autarquias. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – – EFICÁCIA (**)ADIN Nº 2011-1 Artigo 55 . data em que terão atualizados os seus valores. pendente de julgamento de mérito . visando ao acesso de todos à Justiça.São órgãos do Poder Judiciário do Estado: I . far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à conta dos respectivos créditos.os Juizados Especiais.STF.Dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. 2º da Emenda Constitucional nº 8.) (**) § 4º . (**) Redação dada pelo art. ao Poder Executivo. o Tribunal de Justiça. serão pagos de uma só vez. Caberá ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento. segundo as possibilidades do depósito. 1º da Emenda Constitucional nº 8. indenizações por acidente de trabalho. ao Poder Judiciário recursos suficientes para manutenção.os Juizados de Pequenas Causas. no orçamento das entidades de direito público. de verba necessária ao pagamento de seus débitos constantes de precatórios judiciais apresentados até 1º de julho.os Juizados de Pequenas Causas. na forma do art. devidamente atualizados até a data do efetivo pagamento. 99 da Constituição Federal.É obrigatória a inclusão. VII . elaborará proposta orçamentária do Poder Judiciário.Os créditos de natureza alimentícia. em virtude de sentença judiciária.STF.

pelos seus órgãos competentes. Parágrafo único . mediante ato de seu Presidente. apresentados até 1º de julho. e autorizar. na forma estabelecida no § 4º deste artigo e. da Constituição Federal. por ato comissivo ou omissivo. § 6º – A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 4º deste artigo.§ 1º – É obrigatória a inclusão. a fim de que seu pagamento não se faça.O benefício da pensão por morte deve obedecer o princípio do artigo 40. § 7º – Incorrerá em crime de responsabilidade o Presidente do Tribunal de Justiça se. exercendo. Parágrafo único . 40. de 10 de dezembro de 2009 Artigo 59 . remover. de 14 de fevereiro de 2006 (**) Artigo 58 . com vinte e cinco Desembargadores. em parte. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. da Constituição Federal. ou a anotação para gozo oportuno. nas hipóteses aqui previstas. ressalvado o disposto no art. no orçamento das entidades de direito público. § 5º.A Magistratura é estruturada em carreira. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Ao Tribunal de Justiça.Ao Tribunal de Justiça. as demais atribuições previstas nesta Constituição. constantes de precatórios judiciários. cabendo ao Presidente do Tribunal de Justiça proferir a decisão exeqüenda e determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito. quando terão seus valores atualizados monetariamente.O benefício da pensão por morte deve obedecer o princípio do art. privativamente ou com os Tribunais de Alçada e da Justiça Militar. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Estadual ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. indeferir as férias de quaisquer de seus membros por necessidade de serviço. (**) Redação dada pelo art. § 7º. promover.O acesso dos Desembargadores ao Órgão Especial. observadas as disponibilidades orçamentárias. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. vencimentos. compete nomear. fundadas na responsabilidade civil. garantias. o direito à correspondente indenização das férias no mês subsequente ao indeferimento. inclusive para uniformizar a jurisprudência divergente entre suas Seções e entre estas e o Plenário. § 3º – Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários. remover. as demais atribuições previstas nesta Constituição. promover. pelos seus órgãos competentes. Artigo 61 . respeitadas a situação existente e a representação do quinto constitucional. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. aposentar e colocar em disponibilidade os juízes de sua Jurisdição. mediante expedição de precatório. Artigo 58 . segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. aposentar e colocar em disponibilidade os juízes de sua Jurisdição. a requerimento do interessado. em virtude de sentença transitada em julgado. dar-se-á pelos critérios de antigüidade e eleição. compete nomear. prerrogativas e vedações estabelecidos na Constituição Federal. pensões e suas complementações. bem como fracionamento. em parte. 62. relativamente à expedição dos precatórios. § 5º – São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. mediante ato de seu Presidente.Caberá ainda ao Presidente do Tribunal de Justiça.” (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. cabendo a este. a requerimento do credor. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ADIN Nº 2011-1 – EFICÁCIA Parágrafo único . exercendo. ressalvado o disposto no art. ou determinar a reassunção imediata de magistrado no exercício de seu cargo. § 4º – O disposto no caput deste artigo. . retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório. 62. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. § 2º – As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário. e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência. proventos. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 60 . observados os princípios. alternadamente. repartição ou quebra do valor da execução. nesta Constituição e no Estatuto da Magistratura. 3º da Emenda Constitucional nº 8.No Tribunal de Justiça haverá um Órgão Especial. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais de competência do Tribunal Pleno.

Dentre os nomes indicados. (renumerado) conforme art. encaminhando-a ao Governador do Estado que. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta da .O Presidente e o 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça e o Corregedor Geral da Justiça. o Órgão Especial do Tribunal de Justiça formará lista tríplice. conforme a classe a que pertencer o cargo a ser provido. 5º da Emenda Constitucional nº 8 de 20 de maio de 1999 . para desempenhar funções. em lista sêxtupla. (**) Artigo 63 . serão elegíveis pelo Tribunal Pleno. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 7. na forma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça. dentre os integrantes so órgão especial. 5º da Emenda Constitucional nº 8 de 20 de maio de 1999 . em todo o território do Estado. de 1999). 60. nos vinte dias subseqüentes.Pelo primeiro critério.Um quinto dos lugares dos Tribunais de Justiça e de Justiça Militar será composto de advogados e de membros do Ministério Público. a vaga será preenchida pelo Desembargador mais antigo. salvo recusa oportunamente manifestada.Um quinto dos lugares dos Tribunais de Justiça e de Justiça Militar será composto de advogados e de membros do Ministério Público. de notório saber jurídico e reputação ilibada. e serão eleitos a cada biênio. dentre os integrantes do órgão especial. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. Artigo 63 . Revogado pelo art. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ADIN Nº 2011-1 . nomeará um de seus integrantes para o cargo.Cada Seção do Tribunal de Justiça será presidida por um Vice-Presidente. de notório saber jurídico e reputação ilibada. pelos critérios de antiguidade e merecimento. . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 7. pela Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil ou pelo Ministério Público. a cada biênio. indicados em lista sêxtupla. Pelo segundo.Parágrafo único . em caráter itinerante. observado o disposto no art. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – . pertencentes à mesma classe.Haverá um Vice-Corregedor Geral da Justiça .Dentre os nomes indicados.EFICÁCIA SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ADIN Nº 2011-1 . indicados em lista sêxtupla. os demais Desembargadores e respectivos suplentes. Revogado pelo art. comporão o Conselho Superior da Magistratura. pela totalidade dos Desembargadores. (**) Redação dada pelo art. 4º da Emenda Constitucional nº 8. Parágrafo único .ADIN Nº 813-7(**) Artigo 63 . serão elegíveis. Alçada e de Justiça Militar será composto de advogados e de membros do Ministério Público. alternadamente. por um colégio eleitoral composto pela totalidade dos Desembargadores e por representantes dos juízes vitalícios. encaminhando-a ao Governador do Estado que. salvo recusa oportunamente manifestada. Parágrafo único . com mais de dez anos de efetiva atividade profissional ou na carreira. escolherá um de seus integrantes para o cargo e o nomeará. de 14 de fevereiro de 2006 (**) Artigo 62 . a cada quatriênio. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional ou na carreira. § 2º . com mais de dez anos de efetiva atividade profissional ou na carreira.Para os Tribunais de Alçada e de Justiça Militar serão indicados. de 11 de março de 1999 POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – – EFICÁCIA SUSPENSA (**) ADIN Nº 2012-9 § 1º .EFICÁCIA SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ADIN Nº 2011-1 (**) Parágrafo único .EFICÁCIA (**) ADIN Nº 2011-1 § 1º . de notório saber jurídico e reputação ilibada.Um quinto dos lugares dos Tribunais de Justiça. o Órgão Especial do Tribunal de Justiça formará lista tríplice. Pelo segundo.Pelo primeiro critério.O Presidente e o 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça e o Corregedor Geral da Justiça comporão o Conselho Geral da Magistratura. no vinte dias subseqüentes. conforme a classe a que pertencer o cargo a ser provido. (**) Artigo 62 . pelos Desembargadores. eleitos.As vagas dessa natureza ocorridas no Tribunal de Justiça serão providas com integrantes dos Tribunais de Alçada. conforme a classe a que pertencer o cargo a ser provido. a vaga será preenchida pelo Desembargador mais antigo. pela Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil ou pelo Ministério Público. pela Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil ou pelo Ministério Público. Juízes dos Tribubais de Alçada e Juízes vitalícios. 5º da Emenda Constitucional nº 8. .EFICÁCIA § 3º .

SEÇÃO II Da Competência dos Tribunais (**) Artigo 69 . por interesse público. assegurada ampla defesa. salvo nos casos de remoção.Os processos cíveis já findos em que houver acordo ou satisfação total da pretensão não constarão das certidões expedidas pelos Cartórios dos Distribuidores. a) elaborar seu regimento interno. assegurada ampla defesa.As certidões relativas aos atos de que cuida este artigo serão expedidas com isenção de custos e emolumentos. velando pelo exercício da respectiva atividade correcional. Artigo 67 .pela totalidade de seus membros. sendo as de caráter disciplinar tomadas por voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal de Justiça.Compete ao Poder Judiciário a realização do concurso de que trata este artigo.Compete privativamente aos Tribunais de Justiça e aos de Alçada: Artigo 69 .As comarcas do Estado serão classificadas em entrâncias.Assembléia Legislativa. eleger os órgãos diretivos. 1º da Emenda Constitucional nº 25. asseguradas salas privativas. como dispuser o Tribunal de Justiça.pelos seus órgãos específicos: a) elaborar seus regimentos internos. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga sem abertura de concurso por mais de seis meses. ou de seu Órgão Especial. por interesse público. nos termos da Lei de Organização Judiciária. na forma de seu regimento interno. sendo as de caráter disciplinar tomadas por voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal de Justiça. disponibilidade e aposentadoria de magistrado.Aos órgãos do Poder Judiciário do Estado competem a administração e uso dos imóveis e instalações forenses. sob a administração das respectivas entidades. que dependerão de voto de dois terços. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 65 . 6º da Emenda Constitucional nº 8. Artigo 68 . depende de concurso público de provas e títulos. de 14 de fevereiro de 2006 b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares. Parágrafo único . observadas as normas da legislação estadual vigente.Compete privativamente ao Tribunal de Justiça: (**) Redação dada pelo art. (**) Redação dada pelo art.As decisões administrativas dos Tribunais de segundo grau serão motivadas e tomadas em sessão pública. no interesse do serviço judiciário. I .As decisões administrativas dos Tribunais de segundo grau serão motivadas. dispondo sobre a competência e funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. Artigo 64 . podendo ser autorizada parte desse uso a órgãos diversos. condignas e permanentes aos advogados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. disponibilidade e aposentadoria de magistrado. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. Parágrafo único . Artigo 66 .EFICÁCIA (**) ADIN Nº 2011-1 I . eleger os órgãos diretivos. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – . que dependerão de voto de dois terços. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. salvo se houver autorização da autoridade judicial competente. na forma dos respectivos regimentos internos. salvo nos casos de remoção. de 14 de fevereiro de 2006 II . ou de seu Órgão Especial. Artigo 64 . de 13 de maio de 2008.pela totalidade de seus membros.O ingresso na atividade notarial e registral. . quando se trate de interessado que declare insuficiência de recursos. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes. tanto de titular como de preposto.

por deliberação de seu Órgão Especial. o Procurador-Geral de Justiça. observado o disposto no art. os Deputados Estaduais. a serem classificados em quadro próprio. nos limites territoriais da respectiva jurisdição. férias e outros afastamentos a seus membros.c) conceder licença. Parágrafo único .a criação e a extinção de cargos de seus membros e a fixação dos respectivos vencimentos. III .Tribunais de Alçada serão instalados em regiões do interior do Estado. direção e disciplina da Justiça do Estado.a alteração da organização e da divisão judiciária. dos servidores. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.A designação será feita pelo Tribunal de Justiça para substituir membros dos Tribunais ou neles auxiliar.Compete ao Tribunal de Justiça. III . . e dos serviços auxiliares. e aos servidores que lhes forem subordinados. A designação para substituir ou auxiliar nos Tribunais de Alçada será realizada mediante solicitação destes. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes.O Tribunal de Justiça exercerá. propor à Assembléia Legislativa. § 1º . 169 da Constituição Federal. providos pelos critérios de antigüidade e de merecimento. de juízes. o Procurador-Geral do Estado. por concurso público de provas. Artigo 71-A – O Tribunal de Justiça poderá funcionar de forma descentralizada. na mais elevada entrância do primeiro grau e providos mediante concurso de remoção. que serão providos livremente. Artigo 74 .: I . I – a alteração do número de seus membros e dos membros do Tribunal de Justiça Militar. d) prover. órgão superior do Poder Judiciário do Estado. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. II . os cargos de servidores que integram seus quadros. assim definidos em lei. constituindo Câmaras regionais. com jurisdição em todo o seu território e sede na Capital. salvo para o voto do revisor. processar e julgar originariamente: I . servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. 58 e 63 deste Capítulo.Compete privativamente ao Tribunal de Justiça. SEÇÃO III Do Tribunal de Justiça Artigo 73 . exceto os de confiança. de 14 de fevereiro de 2006 IV . ou provas e títulos. Artigo 70 . quando o acúmulo de feitos evidenciar a necessidade de sua atuação. quando o acúmulo de feitos evidenciar a necessidade de sua atuação. inclusive dos demais Tribunais.a alteração do número de seus membros e dos demais Tribunais. os Secretários de Estado. incluído o Tribunal de Justiça Militar. compõe-se de Desembargadores em número que a lei fixar. § 1º .a criação ou a extinção do Tribunal de Justiça Militar.nas infrações penais comuns. de 14 de fevereiro de 2006 § 2º . pela forma e nos termos em que dispuser a lei. em matéria administrativa de interesse geral do Poder Judiciário. o Defensor Público Geral e os Prefeitos Municipais. II . Parágrafo único – O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.O Tribunal de Justiça. a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.A Lei de Organização Judiciária poderá criar cargos de Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau. 169 da Constituição Federal. o Vice-Governador. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 72 . em conformidade com o disposto nos arts.a criação ou a extinção dos demais Tribunais.A designação será feita pelo Tribunal de Justiça para substituir seus membros ou nele auxiliar.a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados. com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional. além das atribuições previstas nesta Constituição.Em nenhuma hipótese haverá redistribuição ou passagem de processos. Artigo 71 . ressalvado o disposto no parágrafo único do art.

torne inviável o exercício de direitos assegurados nesta Constituição. do Procurador-Geral de Justiça. Artigo 76 .requisitar a intervenção do Estado em Município. exceto o Procurador-Geral de Justiça. do próprio Tribunal ou de algum de seus membros. nas hipóteses previstas em lei. ao Tribunal de Justiça processar e julgar.os "habeas corpus". ao Tribunal de Justiça.os conflitos de competência entre os Tribunais de Alçada ou as dúvidas de competência entre estes e o Tribunal de Justiça. o pedido de intervenção em Município e ação de inconstitucionalidade por omissão. os juízes de Direito e os juízes de Direito do juízo militar. outrossim. exercer controle sobre atos e serviços auxiliares da justiça. SEÇÃO IV Dos Tribunais de Alçada . VII .os mandados de segurança e os "habeas data" contra atos do Governador. inclusive da Administração indireta. também. processar e julgar os recursos relativos às causas que a lei especificar. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. facultada. de qualquer dos Poderes. VIII . nos termos desta Constituição e da Constituição Federal. os membros do Ministério Público. nos processos cujos recursos forem de sua competência.nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. X . da Mesa e da Presidência da Assembléia. entre aquelas não reservadas à competência privativa do Tribunal de Justiça Militar ou dos órgãos recursais dos Juizados Especiais. § 2º . V . a execução de sentença nas causas de sua competência originária. o Delegado Geral da Polícia Civil e o Comandante-Geral da Polícia Militar. II . IV .nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. ainda. § 1º . a delegação de atribuições.II . (**) XI . de 14 de fevereiro de 2006 IX . em qualquer fase do processo. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 77 . as demais causas que lhe forem atribuídas por lei complementar. em face de preceito desta Constituição.Cabe-lhe. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. os juízes do Tribunal de Justiça Militar.Compete.os mandados de injunção. também. de 14 de fevereiro de 2006 III . entre aquelas não reservadas à competência privativa dos demais Tribunais de Segundo Grau ou dos órgãos recursais dos Juizados Especiais.Compete. ressalvada a competência do Tribunal de Justiça Militar. do Prefeito e do Presidente da Câmara Municipal da Capital.a reclamação para garantia da autoridade de suas decisões.os conflitos de atribuição entre as autoridades administrativas e judiciárias do Estado. exceto o Procurador-Geral de Justiça. os juízes de Direito e os juízes auditores da Justiça Militar. por seus órgãos específicos. contestados em face da Constituição (**)Federal (ADIN 347-0/600 – LIMINAR DEFERIDA). nos processos cujos recursos forem de sua competência ou quando o coator ou paciente for autoridade diretamente sujeita a sua jurisdição.as ações rescisórias de seus julgados e as revisões criminais nos processos de sua competência.Cabe-lhe. contestados em face desta Constituição. II .provocar a intervenção da União no Estado para garantir o livre exercício do Poder Judiciário.a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. ao Tribunal de Justiça: I . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. os membros do Ministério Público. Artigo 75 . ademais. originariamente ou em grau de recurso. ainda. abrangidos os notariais e os de registro. dos Presidentes dos Tribunais de Contas do Estado e do Município de São Paulo.Compete. quando a inexistência de norma regulamentadora estadual ou municipal. o Delegado Geral da Polícia Civil e o Comandante-Geral da Polícia Militar. processar e julgar os recursos relativos às causas que a lei especificar.a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal.Cabe-lhe. os juízes dos Tribunais de Alçada e do Tribunal de Justiça Militar. § 2º . VI .

cumulativa ou alternadamente.. em grau de recurso: I... do objeto ou do título jurídico... em razão da matéria. na esfera cível..... b) os crimes relativos a entorpecentes e drogas afins...Ressalvada a competência residual do Tribunal de Justiça. 1º da Emenda Constitucional nº 17. em grau de recursos.. quadrilha ou bando e corrupção de menores pela indução ou prática com eles de infração penal...... de 14 de fevereiro de 2006 (**) Artigo 79 . dotados de autonomia administrativa. de 14 de fevereiro de 2006 . sede e número de juízes que a lei determinar e.....A competência dos Tribunais de Alçada será distribuída ou redistribuída entre eles. as de competência do Tribunal do Júri e as de responsabilidade de vereadores.. compete aos Tribunais de Alçada processar e julgar. isolada. processar e julgar: I .... por resolução do Tribunal de Justiça. na esfera criminal. c) os crimes relativos a armas de fogo e os contra a ordem tributária.Os Tribunais de Alçada. se conexos com os crimes de sua competência. a sua atual estrutura administrativa.em matéria criminal: a) os crimes contra o patrimônio.. excetuados os com evento morte.. excetuadas as relativas a falências... a critério do Tribunal de Justiça. c) as ações de acidentes do trabalho... em grau de recurso. é extensiva a qualquer espécie de processo ou tipo de procedimento. "habeas data". 7º da Emenda Constitucional nº 8. bem como os mandados de segurança.A competência dos Tribunais de Alçada em razão da matéria.. a falências. e) as demais infrações penais a que não seja cominada pena de reclusão. (**) Redação dada pelo art. aos Tribunais de Alçada.(**) Artigo 78 ...... II ... terão jurisdição.. e da natureza da infração ou da pena cominada. d) as ações de procedimento sumaríssimo. exceto as relativas à matéria fiscal da competência dos Estados. II .. e inclusive para uniformizar a jurisprudência divergente de suas Câmaras.. seqüestro...... de 02 de março de 2004 (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21..Os atuais Juízes de Alçada são alçados a Desembargador do Tribunal de Justiça observada a ordem de antigüidade..em matéria criminal: a) os crimes contra o patrimônio. excetuados os com evento morte. isolada... "habeas corpus"... Artigo 78 . lhe seja atribuído por lei.. § 1º . b) as demais infrações penais a que não seja cominada pena de reclusão... além de outros feitos definidos em lei. econômica e contra as relações de consumo.....Ressalvada a competência residual do Tribunal de Justiça. relacionados com causa cujo julgamento.. as dolosas contra a vida e as de responsabilidade de Vereadores....... compete. (**) Redação dada pelo art... Artigo 79 .. podendo ser preservada. desde que esse número seja superior a vinte e cinco.. poderão criar órgão para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais do Tribunal Pleno.. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – ..Os Tribunais de Alçada são transformados em seções do Tribunal de Justiça. as possessórias... b) as ações relativas à matéria fiscal de competência dos Municípios... ações rescisórias e revisões criminais. de 20 de maio de 1999 SUSPENSA POR MEIO DE LIMINAR CONCEDIDA PELO STF – . 8º da Emenda Constitucional nº 8... d) os crimes de falsidade documental.EFICÁCIA (**)ADIN Nº 2011-1 "Artigo 79 . excetuadas as infrações penais relativas a tóxicos e entorpecentes. cumulativa ou alternadamente..EFICÁCIA (**)ADIN Nº 2011-1 (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. e) as execuções por título extrajudicial....... seja qual for a natureza da pena cominada." (NR) (**) Redação dada pelo art.em matéria cível: a) quaisquer ações relativas à locação de imóveis. bem assim.. § 2º .......

vantagens e subsídios e sujeitam-se às mesmas proibições dos Desembargadores do Tribunal de Justiça e dos juízes de Direito. pelos juízes de Direito e pelos Conselhos de Justiça e. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. § 3º . a .em grau de recurso. vantagens e vencimentos. 94 da Constituição Federal. nos crimes militares definidos em lei. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 80 . II . no que couber. em segundo grau.Os juízes do Tribunal de Justiça Militar e os juízes de Direito do juízo militar gozam dos mesmos direitos.Os serviços de correição permanente sobre as atividades de Polícia Judiciária Militar e do Presídio Militar serão realizados pelo juiz auditor designado pelo Tribunal. o Comandante-Geral da Polícia Militar. sujeitando-se às mesmas proibições dos juízes dos Tribunais de Alçada e dos juízes de Direito. os mandados de segurança e os "habeas-corpus". os crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares.Os Tribunais do Júri têm as competências e garantias previstas no art. III e 94 da Constituição Federal. respectivamente. nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares. Sua organização obedecerá ao que dispuser a lei federal e. sob a presidência do juiz de Direito. e respeitado o art. respectivamente. observado o disposto nos artigos 93. 5º. Artigo 79 .SEÇÃO V Do Tribunal de Justiça Militar e dos Conselhos de Justiça Militar Artigo 79 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Os juízes do Tribunal de Justiça Militar e os juízes auditores gozam dos mesmos direitos. Artigo 82 . com jurisdição em todo o território estadual e com sede na Capital. nomeados em conformidade com as normas da Seção I deste Capítulo. § 2º . § 2º . observado o disposto nos arts. de 14 de fevereiro de 2006 § 1º . em primeiro grau. observado o disposto no artigo 79 – B. Parágrafo único – Os juízes de Direito do juízo militar serão promovidos ao Tribunal de Justiça Militar nas vagas de juízes civis. cabendo ainda decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. cabendo ao Conselho de Justiça. II – em grau de recurso. Artigo 81 .A – A Justiça Militar do Estado será constituída. no crimes militares definidos em lei. divididos em duas câmaras.Aos Conselhos de Justiça Militar.Os serviços de correição permanente sobre as atividades de Polícia Judiciária Militar e do Presídio Militar serão realizados pelo juiz de Direito do juízo militar designado pelo Tribunal. 93. bem como decidir sobre a perda do posto e da patente dos Oficiais e da graduação das praças.Compete aos juízes de Direito do juízo militar processar e julgar.Compete ao Tribunal de Justiça Militar processar e julgar: I . nos crimes militares definidos em lei. III e 94 da Constituição Federal. ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil. nos processos cujos recursos forem de sua competência ou quando o coator ou coagido estiverem diretamente sujeitos a sua jurisdição e às revisões criminais de seus julgados e das Auditorias Militares. singularmente.Os juízes auditores exercem a jurisdição de primeiro grau na Justiça Militar do Estado e serão promovidos ao Tribunal de Justiça Militar nas vagas de juízes civis.Compete ainda ao Tribunal exercer a correição geral sobre as atividades de Polícia Judiciária Militar. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. com a competência que a lei determinar. XXXVIII da Constituição Federal. sendo quatro militares Coronéis da ativa da Polícia Militar do Estado e três civis. compor-se-á de sete juízes. de 14 de fevereiro de 2006 SEÇÃO VI Dos Tribunais do Júri Artigo 83 . os policiais militares. 60. § 3º .B – Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares do Estado. pelo Tribunal de Justiça Militar. o Chefe da Casa Militar. exceto o disposto no art. Parágrafo único . de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 82 . permanente ou especial. os policiais militares. caberá processar e julgar os policiais militares nos crimes militares definidos em lei.O Tribunal de Justiça Militar do Estado. processar e julgar os demais crimes militares.originariamente.

SEÇÃO VII Das Turmas de Recursos Artigo 84 . do serviço de suas varas. com mandato de quatro anos. na Capital ou no Interior. eleitos pelo voto direto. além de outras previstas na legislação.A designação prevista neste artigo deverá ocorrer antes da distribuição dos processos de competência da Turma de Recursos. deslocar-se até o local do litígio. na forma de lei. II .A designação prevista neste artigo só pode ser revogada a pedido do juiz ou por deliberação da maioria absoluta do órgão especial. . SEÇÃO VIII Dos Juízes de Direito Artigo 85 . no âmbito de seu interesse: I .o Procurador-Geral de Justiça.O Tribunal de Justiça organizará a infra-estrutura humana e material necessária ao exercício dessa atividade jurisdicional. nas comarcas e juízos. Artigo 86 . de atuação estadual ou municipal.As Turmas de Recursos constituem-se em órgão de segunda instância.As Turmas de Recursos são formadas por juízes de Direito titulares da mais elevada entrância de Primeiro Grau. obedecidos os princípios previstos no art. de ofício ou em face de impugnação apresentada. SEÇÃO XI Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade Artigo 90 . § 1º .A lei disporá sobre a criação.o Conselho da Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil. Artigo 88 . e tem competência para. demonstrando seu interesse jurídico no caso. sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional. os quais poderão ser dispensados. celebrar casamento. segundo a competência determinada por lei. contestados em face desta Constituição ou por omissão de medida necessária para tornar efetiva norma ou princípio desta Constituição. sem caráter jurisdicional. verificar.Os juízes de Direito integram a carreira da Magistratura e exercem a jurisdição comum estadual de primeiro grau. nos termos da resolução do Tribunal de Justiça. da Constituição Federal. o juiz deverá. que designará seus integrantes.Os Juizados Especiais das Causas Cíveis de Menor Complexidade e das Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo terão sua composição e competência definidas em lei.o Governador do Estado e a Mesa da Assembléia Legislativa. o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias. I. cuja competência é vinculada aos Juizados Especiais e de Pequenas Causas. através de seu Órgão Especial.o Prefeito e a Mesa da Câmara Municipal.São partes legítimas para propor ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estaduais ou municipais. SEÇÃO X Da Justiça de Paz Artigo 89 . IV . quando necessário. designará juízes de entrância especial com competência exclusiva para questões agrárias. universal e secreto. § 2º . SEÇÃO IX Dos Juizados Especiais e dos Juizados de Pequenas Causas Artigo 87 . III .A Justiça de Paz compõe-se de cidadãos remunerados. funcionamento e processo dos Juizados de Pequenas Causas a que se refere o art.lei de organização judiciária.No exercício dessa jurisdição. 98. 24.as entidades sindicais ou de classe. § 2º . V . da Constituição Federal. § 3º . observada a sua sede.O Tribunal de Justiça. X. § 1º .

Parágrafo único . para a sua ação em trinta dias. como objeto de ação direta. e. na respectiva Câmara.Nas declarações incidentais.praticar atos próprios de gestão.propor à Assembléia Legislativa a criação e a extinção de seus cargos e serviços auxiliares. ou. por decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal.elaborar seus regimentos internos.organizar suas secretarias e os serviços auxiliares das Promotorias de Justiça. na forma de sua lei complementar: I . § 3º Declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal . o ato ou o texto impugnado. de norma legal ou ato normativo. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. VI . VIII . a decisão dos Tribunais dar-se-á pelo órgão jurisdicional colegiado competente para exame da matéria. em se tratando de lei ou ato normativo municipais.Declarada a inconstitucionalidade. no Recurso Extraordinário nº 199. IX . a indivisibilidade e a independência funcional.compor os órgãos da Administração Superior.exercer outras competências dela decorrentes. sob pena de responsabilidade.O Ministério Público é instituição permanente.Ao Ministério Público é assegurada autonomia administrativa e funcional. § 6º . organizados em quadros próprios.os partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa. Artigo 92 .O Procurador-Geral de Justiça será sempre ouvido nas ações diretas de inconstitucionalidade. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou de seu órgão especial poderá o Tribunal de Justiça declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal.propor à Assembléia Legislativa a criação e a extinção de seus cargos e serviços auxiliares. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. bem como nos casos de promoção. § 1º . § 2º . para a suspensão da execução.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma desta Constituição. de 14 de fevereiro de 2006 V . no todo ou em parte. § 3º . IV .Quando o Tribunal apreciar a inconstitucionalidade.adquirir bens e serviços e efetuar a respectiva contabilização. remoção e demais formas de provimento derivado. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. § 5º . IV . VII . a decisão será comunicada ao Poder competente para a adoção das providências necessárias à prática do ato que lhe compete ou início do processo legislativo. CAPÍTULO V Das Funções Essenciais à Justiça SEÇÃO I Do Ministério Público Artigo 91 . da lei ou do ato normativo. no que couber. citará. a quem caberá defender. essencial à função jurisdicional do Estado.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. III . o Procurador-Geral do Estado. em tese. § 1º .293-0 § 4º . em se tratando de órgão administrativo. previamente. a decisão será comunicada à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal interessada. bem como a fixação dos subsídios de seus membros. II .Este parágrafo foi declarado inconstitucional.praticar atos e decidir sobre a situação funcional do pessoal ativo e inativo da carreira e dos serviços auxiliares. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e no artigo 169 da Constituição Federal.prover os cargos iniciais de carreira e dos serviços auxiliares. cabendo-lhe. bem como a fixação dos vencimentos de seus membros.O Ministério Público instalará as Promotorias de Justiça e serviços auxiliares em prédios .VI .

serão utilizados em programas vinculados aos fins da Instituição. de 14 de fevereiro de 2006 b) promoção voluntária. alternadamente. e da entrância mais elevada para o cargo de Procurador de Justiça aplicando-se. para mandato de dois anos. observado o disposto no artigo 40 da Constituição Federal e no artigo 126 desta Constituição. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. 171. orçamentária. a ordem de classificação. Artigo 93 . d) aposentadoria com proventos integrais. 4º da Emenda Constitucional nº 12. da Constituição Federal. entre outros.O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. a qualquer título. atribuições e Estatuto do Ministério Público.elaboração de lista tríplice. (**) III . de 14 de fevereiro de 2006 II . financeira. § 1º . e da entrância mais elevada para o cargo de Procurador-Geral de Justiça. não originários do Tesouro Estadual. encaminhando-a. nas nomeações. da Constituição Federal e 115. a ordem de classificação. e pelo sistema de controle interno estabelecido na sua lei complementar e. § 5º. assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização. por intermédio do ProcuradorGeral de Justiça. da Constituição Federal. ao Poder Executivo.destituição do Procurador-Geral de Justiça por deliberação da maioria absoluta e por voto secreto da Assembléia Legislativa. entre integrantes da carreira. 35 desta Constituição. 129.Lei complementar. e) o benefício da pensão por morte deve obedecer o princípio do art. cuja iniciativa é facultada ao Procurador-Geral de Justiça.Os recursos próprios. e) o benefício da pensão por morte deve obedecer o princípio do artigo 40. fundadas em sua autonomia funcional e administrativa. § 3º . desta Constituição. c) subsídios fixados com diferença não excedente a dez por cento de uma para outra entrância. no mínimo. de entrância a entrância. mediante controle externo. III.normas específicas de organização. 40. exigindo-se. aplicação de dotações e recursos próprios e renúncia de receitas. da Constituição Federal.Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias próprias e globais do Ministério Público serão entregues. legitimidade e economicidade. em espécie. por antiguidade e merecimento. e facultativa aos trinta anos de serviço. e da entrância mais elevada para o cargo de Procurador-Geral de Justiça. a) ingresso na carreira mediante concurso público de provas e títulos. nas nomeações. vedada outra destinação.destituição do Procurador-Geral de Justiça por deliberação da maioria absoluta da Assembléia Legislativa.As decisões do Ministério Público. XII. na forma do art. § 2º . não poderá ultrapassar o teto fixado nos artigos 37. será exercida pela Assembléia Legislativa.sob sua administração. têm eficácia plena e executoriedade imediata. após cinco anos de exercício efetivo. para inclusão no projeto de lei orçamentária. XI. sem vinculação a qualquer tipo de despesa. do bacharel em direito. obedecidas as formalidades legais. de 28 de junho de 2001 . não poderá ultrapassar o teto fixado como limite no âmbito dos Poderes do Estado. no art. observados. da Constituição Federal. aplicandose o disposto no art. c) vencimentos fixados com diferença não excedente a dez por cento de uma para outra entrância. três anos de atividade jurídica e observando-se. permitida uma recondução. sendo compulsória por invalidez ou aos setenta anos de idade. 93. quanto à legalidade. no que couber. o disposto no art. os seguintes princípios: a) ingresso na carreira mediante concurso público de provas e títulos. § 2º . § 4º e art. por assemelhação. d) aposentadoria. operacional e patrimonial do Ministério Público. ressalvada a competência constitucional dos Poderes do Estado. § 4º. cuja remuneração. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. para escolha do Procurador-Geral de Justiça pelo Governador do Estado. 40. a qualquer título. III . em espécie. assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização e observada.A fiscalização contábil. Artigo 94 . (**) Redação dada pelo art. disporá sobre: I . cujo subsídio. § 7º.

O ato de remoção e de disponibilidade de membro do Ministério Público.participar de sociedade comercial.Os membros do Ministério Público têm as seguintes garantias: I .regime jurídico dos membros do Ministério Público. VII .exercer. II . não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. III . antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. do consumidor. o disposto na Constituição Federal. salvo por motivo de interesse público. II . no ato da posse e no término do mandato. quanto à remuneração. de política penal e penitenciária e outros afetos a sua área de atuação.exercer atividade político-partidária.IV . V . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. qualquer outra função pública. II . sem prejuízo da correição judicial.exercer a fiscalização dos estabelecimentos prisionais e dos que abriguem idosos.Decorrido o prazo previsto em lei.exercer a advocacia. salvo uma de magistério. de 14 de fevereiro de 2006 Parágrafo único . V . IV .O Procurador-Geral de Justiça fará declaração pública de bens.vitaliciedade. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. salvo exceções previstas na lei. VII – exercer a advocacia no juízo ou tribunal perante o qual atuava. salvo por motivo de interesse público. por voto de dois terços de seus membros.Incumbe ao Ministério Público. VI . mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. ainda que em disponibilidade. na forma da lei. III . assegurada a ampla defesa. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 97 . assegurada ampla defesa. sem nomeação do Procurador-Geral de Justiça. entidades públicas ou privadas. entre outras.procedimentos administrativos de sua competência. fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do órgão colegiado competente.deliberar sobre sua participação em organismos estatais de defesa do meio ambiente. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. por interesse público. menores. que oficiam junto aos Tribunais de Contas. às seguintes proibições: I .irredutibilidade de vencimentos.exercer atividade político-partidária. a qualquer título e sob qualquer pretexto. se houver compatibilidade de horário. observado. V . percentagens ou custas processuais. . Artigo 96 . II – inamovibilidade. Artigo 95 .controle externo da atividade policial. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. além de outras funções: I . integrantes de quadro especial. ressalvadas as exceções previstas em lei. será investido no cargo o integrante mais votado da lista tríplice prevista no inciso II deste artigo. a qualquer título ou pretexto. o disposto na Constituição Federal. (**) (ADIN Nº 2084-6) § 2º . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. quanto à remuneração.Os membros do Ministério Público sujeitam-se. observado. pelo voto da maioria absoluta de seus membros.receber. assegurada ampla defesa. de 14 de fevereiro de 2006 VI – receber. (**) § 1º .inamovibilidade. incapazes ou portadores de deficiências. III – irredutibilidade de subsídio. honorários.demais matérias necessárias ao cumprimento de seus fins institucionais. após dois anos de exercício.

representar a Fazenda do Estado perante o Tribunal de Contas. organizados em carreira.propor à autoridade administrativa competente a instauração de sindicância para a apuração de falta disciplinar ou ilícito administrativo. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.São funções institucionais da Procuradoria Geral do Estado: (**) I .Lei orgânica da Procuradoria Geral do Estado disciplinará sua competência e a dos órgãos que a compõem e disporá sobre o regime jurídico dos integrantes da carreira de Procurador do Estado. na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos." (NR). respeitado o disposto nos arts. essencial à administração da justiça e à Administração Pública Estadual. de 14 de abril de 2004. de 14 de abril de 2004.Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício. o Ministério Público poderá. (**) II . "I .exercer as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo e das entidades autárquicas a que se refere o inciso anterior. 2 . "Artigo 98 . Parágrafo único .receber petições. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias. § 1º . inclusive as de regime especial. III . (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. essencial à Administração Pública Estadual.prestar assessoramento técnico-legislativo ao Governador do Estado. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 99 . da Administração direta e autarquias e pela assessoria e consultoria jurídica do Poder Executivo. exceto as universidades públicas estaduais." (NR). respeitado o disposto nos artigos 132 e 135 da Constituição Federal." (NR). vinculada diretamente ao Governador.exercer as funções de consultoria e assessoria jurídica do Poder Executivo e da Administração em geral. sendo orientada pelos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público.A Procuradoria Geral do Estado é instituição de natureza permanente.requisitar dos órgãos da administração direta ou indireta. as quais serão encaminhadas a quem de direito. exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica na forma do caput deste artigo. reclamações. § 2º . por desrespeito aos direitos assegurados na Constituição Federal e nesta Constituição. sendo orientada pelos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público. . IV . responsável pela advocacia do Estado. os meios necessários a sua conclusão. responsável pela advocacia do Estado." (NR). "II . 132 e 135 da Constituição Federal. nos termos de sua lei complementar: 1 . V . SEÇÃO II Da Procuradoria Geral do Estado (**) Artigo 98 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases.Para promover o inquérito civil e os procedimentos administrativos de sua competência. representações ou queixas de qualquer pessoa ou entidade representativa de classe. Parágrafo único . de 14 de abril de 2004. (**) V .prestar assessoramento jurídico e técnico-legislativo ao Governador do Estado.Lei orgânica da Procuradoria Geral do Estado disciplinará sua competência e a dos órgãos que a compõem e disporá sobre o regime jurídico dos integrantes da carreira de Procurador do Estado.representar judicial e extrajudicialmente o Estado. § 3º . mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios.Os Procuradores do Estado.III .exercer as funções de consultoria jurídica e de fiscalização da Junta Comercial do Estado. e respondidas no prazo improrrogável de trinta dias.A Procuradoria Geral do Estado é instituição de natureza permanente. de 14 de abril de 2004. vinculada diretamente ao Governador. após relatório circunstanciado das corregedorias. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.

À Defensoria Pública. para fins de atuação uniforme e coordenada.realizar procedimentos disciplinares não regulados por lei especial.Lei Orgânica disporá sobre a estrutura. na forma da respectiva lei orgânica. inclusive disciplinares. o controle e a cobrança da dívida ativa estadual.VI . VIII . incluindo as de regime especial. no ato da posse e de sua exoneração. § 1º . 98. parágrafo único.promover a inscrição. LIMINAR. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19."(NR) (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. atividade correicional.realizar procedimentos administrativos.As atividades de representação judicial. e deverá apresentar declaração pública de bens. na forma a ser estabelecida em convênio. pela Procuradoria Geral do Estado. de 14 de abril de 2004. instituição essencial à função jurisdicional do Estado. "Parágrafo único . (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. compete a orientação jurídica e a defesa dos necessitados. vantagens" – ADIN 1434-0/600 "Artigo 101 .Vinculam-se à Procuradoria Geral do Estado. SEÇÃO III Da Defensoria Pública Artigo 103 .propor ação civil pública representando o Estado. observado o disposto na Constituição Federal e nas normas gerais prescritas por lei complementar federal. IX .O Procurador-Geral do Estado será nomeado pelo Governador. em comissão. das empresas públicas.Vinculam-se à Procuradoria Geral do Estado. proibições e impedimentos. desta Constituição. garantias e prerrogativas. devendo apresentar declaração pública de bens.A direção superior da Procuradoria-Geral do Estado compete ao Procurador Geral do Estado. no ato da posse e de sua exoneração.prestar assistência jurídica aos Municípios. contidas na Lei Orgânica de que trata o art. VII . vantagens e disposições atinentes à carreira de Procurador do Estado. funcionamento e competência da Defensoria Pública. informações." (NR).Lei Orgânica disporá sobre a estrutura. em todos os graus.(**) ADIN N°2581-3. de 14 de abril de 2004. responsável pela orientação jurídica e administrativa da instituição.exercer outras funções que lhe forem conferidas por lei. para fins de atuação uniforme e coordenada. de 14 de abril de 2004. pela sua Administração centralizada ou descentralizada. (**) Declarada a inconstitucionalidade formal da expressão "vencimentos.O Procurador Geral do Estado será nomeado pelo Governador. 134 e 135 da Constituição Federal e em lei complementar federal. na forma da lei. e das fundações por ele instituídas ou mantidas. não regulados por lei especial. Parágrafo único . ao Conselho da Procuradoria Geral do Estado e à Corregedoria Geral do Estado. entre os Procuradores que integram a carreira."(NR). consultoria e assessoramento jurídico das universidades públicas estaduais poderão ser realizadas ou supervisionadas.À Defensoria Pública é assegurada autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no artigo 99. das sociedades de economia mista sob controle do Estado. observado o disposto nos arts. (**) IX . na forma da lei. Artigo 102 . (**) vencimentos. da Constituição Federal. (**) Artigo 101 . em comissão. os órgãos jurídicos das universidades públicas estaduais. os órgãos jurídicos das autarquias. § 2º. prerrogativas e representação de Secretário de Estado. entre os Procuradores que integram a carreira e terá tratamento. funcionamento e competência da Defensoria Pública. (**) STF (ADIN 2581-3) – MED. autos de processo administrativo. . aplicando-se a seus procuradores os mesmos direitos e deveres. X . total ou parcialmente. Parágrafo único . documentos e diligências formuladas pela Procuradoria Geral do Estado. (**) Parágrafo único . § 2º .As autoridades e servidores da Administração Estadual ficam obrigados a atender às requisições de certidões. Artigo 100 .

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana será criado por lei com a finalidade de investigar as violações de direitos humanos no território do Estado. indireta ou fundacional. o Poder Executivo manterá quadros fixos de defensores públicos em cada juizado e. impessoalidade. Defensor Público Geral. nos termos da lei.A lei deverá fixar prazos para a prática dos atos administrativos e estabelecer recursos adequados a sua revisão.A administração é obrigada a fornecer a qualquer cidadão. no exercício da profissão. no sistema prisional e nos distritos policiais.(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. Artigo 111 – A administração pública direta. de 21 de março de 2012 Artigo 112 . motivação. 3º desta Constituição.O advogado é indispensável à administração da justiça e. motivação e interesse público. Delegado Geral de Polícia. Parágrafo único . Artigo 106 . interesse público e eficiência. para a defesa de seus direitos e esclarecimentos de situações de seu interesse pessoal. Seção de São Paulo. para que produzam os seus efeitos regulares. TÍTULO III Da Organização do Estado CAPÍTULO I Da Administração Pública SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 111 .As leis e atos administrativos externos deverão ser publicados no órgão oficial do Estado. de agências reguladoras e autarquias. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34. de qualquer dos Poderes do Estado. inclusive nos juizados de menores. terá os honorários fixados pelo juiz. moralidade. na forma que a lei estabelecer. Procurador Geral de Justiça. de 14 de fevereiro de 2006 SEÇÃO IV Da Advocacia Artigo 104 . nos juizados previstos nos incisos VIII e IX do art.Para efeito do disposto no art. Artigo 105 . Superintendentes e Diretores de órgãos da administração pública indireta. Legislativo e Judiciário do Estado.É obrigatório o patrocínio das partes por advogados. SEÇÃO V Do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana Artigo 110 . finalidade. publicidade. Artigo 109 . impessoalidade. sob pena de responsabilização na forma da lei. instalações destinadas ao contato privado do advogado com o cliente preso.As atividades correicionais nos Cartórios Judiciais contarão. 54 e junto às turmas de recursos. mediante convênio.A administração pública direta. em qualquer juízo ou tribunal. Artigo 114 . com a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil. Artigo 108 . advogados designados pela Ordem dos Advogados do Brasil . de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 111-A – É vedada a nomeação de pessoas que se enquadram nas condições de inelegibilidade nos termos da legislação federal para os cargos de Secretário de Estado. razoabilidade.SP. obedecerá aos princípios de legalidade. indireta ou fundacional. finalidade. de encaminhar as denúncias a quem de direito e de propor soluções gerais a esses problemas. no prazo máximo de dez dias . de qualquer dos Poderes do Estado. publicidade. Reitores das universidades públicas estaduais e ainda para todos os cargos de livre provimento dos poderes Executivo. Procurador Geral do Estado. fundacional. Secretário-Adjunto. moralidade. razoabilidade.O advogado que não seja defensor público. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. inviolável por seus atos e manifestações. Artigo 107 . Artigo 113 . indicando seus efeitos e forma de processamento. necessariamente.Os membros do Poder Judiciário. ressalvadas as exceções legais. as autoridades e os servidores do Estado zelarão para que os direitos e prerrogativas dos advogados sejam respeitados. quando necessário.O Poder Executivo manterá. quando nomeado para defender autor ou réu pobre. A publicação dos atos não normativos poderá ser resumida. obedecerá aos princípios de legalidade.

XII – em conformidade com o artigo 37. Artigo 115 . XI . observada a iniciativa privativa em cada caso. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. assim como aos estrangeiros. até um ano após o término do mandato. na forma da lei. é obrigatório o cumprimento das seguintes normas: I . como limites máximos. preferencialmente. XI. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. a qualquer título.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal. decisões ou pareceres.Para a organização da administração pública direta e indireta. no âmbito dos Poderes Legislativo. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo.úteis. ressalvadas as nomeações para cargo em comissões. observados.o servidor e empregado público gozarão de estabilidade no cargo ou emprego desde o registro de sua candidatura para o exercício de cargo de representação sindical ou no caso previsto no inciso XXIII deste artigo. condições e percentuais mínimos previstos em lei.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. de 14 de fevereiro de 2006 IX . obedecido o disposto no art. X . far-se-á sempre na mesma data. A nomeação do candidato aprovado obedecerá à ordem de classificação. Executivo e Judiciário. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional. sem distinção de índices entre servidores públicos civis e militares. prorrogável uma vez. se eleito.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para os portadores de deficiências. de 14 de fevereiro de 2006 VI . se outro não for fixado pela autoridade judiciária.a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. por igual período. No mesmo prazo deverá atender às requisições judiciais. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preenchem os requisitos estabelecidos em lei. Desembargadores do Tribunal de Justiça e pelo Procurador-Geral de Justiça. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado. a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. em concurso público de provas ou de provas e títulos.a revisão geral da remuneração dos servidores públicos. chefia e assessoramento. o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. VII . VIII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. bem como no âmbito do Ministério Público. funções e empregos públicos da administração direta. percebidos cumulativamente ou . contratos. sem distinção de índices entre servidores públicos civis e militares. XI – a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. de livre nomeação e exoneração. respectivamente. em espécie. os valores percebidos como remuneração.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia. VIII . far-se-á sempre na mesma data e por lei específica. IV .os cargos. autárquica e fundacional. salvo se cometer falta grave definida em lei. nos casos e condições previstos em lei. e os cargos em comissão. V . XII . de 14 de fevereiro de 2006 II . inclusive as fundações instituídas ou mantidas por qualquer dos Poderes do Estado. pensões ou outra espécie remuneratória. destinam-se apenas às atribuições de direção. 8º da Constituição Federal. Secretários de Estado.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. garantindo as adaptações necessárias para a sua participação nos concursos públicos e definirá os critérios de sua admissão. pelos Deputados à Assembléia Legislativa. na carreira. os proventos. V – as funções de confiança. declarado em lei.os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos. da Constituição Federal. III . sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. certidão de atos. I – os cargos.

não. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. de 14 de fevereiro de 2006 XIII . limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. fusão. são irredutíveis e a retribuição mensal observará o que dispõem os incisos XI e XIII deste artigo. terão. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. 153. autarquias. suas subsidiárias. II. empresas públicas. ou salário dos servidores públicos. fundações. 39. empresas públicas. atividade essencial ao funcionamento do Estado. observado o disposto na Constituição Federal. adquiridas em razão de tempo de serviço.é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos. observado o disposto na Constituição Federal.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. fundações e empresas públicas depende de prévia aprovação da Assembléia Legislativa. civis e militares. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. Atingido o referido limite. aos quais compete exercer. 129 desta Constituição. bem como os arts. com profissões regulamentadas.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores sob o mesmo título ou idêntico fundamento. na forma da lei. em espécie. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. da Constituição Federal. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.a criação. de 14 de fevereiro de 2006 XVI . privatização ou extinção das sociedades de economia mista. § 2º. III e 153. a que se refere o inciso anterior. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. transformação. XVII – o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. remuneração. a fiscalização de tributos estaduais.os vencimentos. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. de outros Estados. de 14 de fevereiro de 2006 XIX . do Distrito Federal e dos Municípios. é vedada a redução de salários que implique a supressão das vantagens de caráter individual. c) de dois cargos privativos de médico. XX . 150. XV . pelo Poder Público. XV – é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. XVII . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. sociedades de economia mista. I. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. a redução se aplicará independentemente da natureza das vantagens auferidas pelo servidor. incorporação. terá recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuará de forma integrada com as administrações tributárias da União. precedência sobre os demais setores administrativos. cisão. privativamente.A – a administração tributária.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.até que se atinja o limite a que se refere o inciso anterior. o subsídio dos Deputados Estaduais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. e sociedades controladas. direta ou indiretamente. exercida por servidores de carreiras específicas. . sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. previstas no art. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. XIX . exceto quando houver compatibilidade de horários: a) de dois cargos de professor. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. de 14 de fevereiro de 2006 XVIII . de 14 de fevereiro de 2006 XXI . XIV . § 1º da Constituição Federal. XX . ressalvado o disposto no inciso anterior e no art. b) de um cargo de professor com outro técnico ou científico. não poderão exceder o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo.a proibição de acumular. no âmbito do Poder Judiciário.a administração fazendária e seus agentes fiscais de rendas. na forma da lei ou convênio.

XXVI . de 22 de outubro de 2009 § 3º .CIPA .é obrigatória a declaração pública de bens. XXVIII .Não serão computadas. § 7º .As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado.É vedada ao Poder Público. bem como a contrapartida do Estado. mensalmente. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. seu quadro de cargos e funções. XXVII .fica instituída a obrigatoriedade de um Diretor Representante e de um Conselho de Representantes. o Ministério Público. de todo o dirigente de empresa pública. Comissão de Controle Ambiental. a publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado para fim de propaganda governamental. direta ou indiretamente. na forma que a lei dispuser. exceto às empresas que enfrentam concorrência de mercado.A inobservância do disposto nos incisos II.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. responderão pelos danos que seus agentes. causarem a terceiros.ao servidor público que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente de trabalho ou doença do trabalho será garantida a transferência para locais ou atividades compatíveis com sua situação. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. à disposição da entidade estadual responsável pela prestação do benefício. até o dia trinta de abril de cada ano. XXV . § 5º . § 2º . obras. publicarão.A publicidade dos atos.e. em cada caso. § 1º . sociedade de economia mista. nas autarquias. deverão ser postos. serviços e campanhas da administração pública direta. III e IV deste artigo implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. autarquia e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. empresa pública. 42 e 142 da Constituição Federal e dos artigos 126 e 138 desta Constituição com a remuneração de cargo. § 8º . quando assim o exigirem suas atividades.depende de autorização legislativa. preenchidos e vagos. § 6º . as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.As entidades da administração direta e indireta. para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XII do caput deste artigo. § 2º . XXIX . a publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado. bem como os Poderes Legislativo e Judiciário. § 4º . XXIII . cabendo à lei definir os limites de sua competência e atuação. informativo e de orientação social. respeitando-se apenas o limite constitucional para aposentadoria compulsória. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. indireta. para fins de propaganda governamental. exceto às empresas que enfrentam concorrência de mercado e divulgação destinada a promover o turismo estadual.Os órgãos da Administração direta e indireta ficam obrigados a constituir Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . do meio ambiente e das condições de trabalho dos seus servidores. as universidades públicas e as entidades de pesquisa técnica e científica oficiais ou subvencionadas pelo Estado prestarão ao Ministério Público o apoio especializado ao desempenho das funções da Curadoria de Proteção de Acidentes do Trabalho.é vedada a estipulação de limite de idade para ingresso por concurso público na administração direta. programas. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. referentes ao exercício anterior. emprego ou função pública. autarquia e fundação instituída ou mantida pelo Poder Público.É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes dos artigos 40. visando à proteção da vida.Para os fins do disposto no inciso XII deste artigo e no inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal.XXII . sociedade de economia mista. destinados à formação de fundo próprio de previdência.É vedada ao Poder Público. XXIV . da Curadoria de Defesa do Meio Ambiente e de outros interesses coletivos e difusos.a administração pública direta e indireta. direta ou indiretamente. fundações e órgãos controlados pelo Poder Público deverá ter caráter educacional. nessa qualidade. nos termos da lei. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. na forma da lei. símbolos e imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. dela não podendo constar nomes.os recursos provenientes dos descontos compulsórios dos servidores públicos. antes da posse e depois do desligamento. poderá ser fixado no âmbito do Estado. prestadoras de serviços públicos. mediante emenda à presente . eleitos pelos servidores e empregados públicos.

na aquisição de bens e serviços pela administração direta e indireta. os serviços de gás canalizado em todo o seu território. 192 desta Constituição. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional n° 6. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. a contratação de serviços e obras de empresas que não atendam às normas relativas à saúde e segurança no trabalho. de 14 de fevereiro de 2006 CAPÍTULO II Dos Servidores Públicos do Estado SEÇÃO I Dos Servidores Públicos Civis Artigo 124 .Cabe ao Estado explorar diretamente. automotivo e outros.Os servidores da administração pública direta. em igualdade de condições. de 18 de dezembro de 1998 Parágrafo único . mantidas as condições efetivas da proposta. nos termos da lei. os serviços de gás canalizado em seu território.Os serviços públicos. as obras. comercial. Artigo 120 . na forma da lei. de natureza industrial ou domiciliar. Parágrafo único . que permita a definição precisa de seu objeto e previsão de recursos orçamentários.As licitações de obras e serviços públicos deverão ser precedidas da indicação do local onde serão executados e do respectivo projeto técnico completo. Artigo 122 . serão prestados aos usuários por métodos que visem à melhor qualidade e maior eficiência e à modicidade das tarifas. das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público terão regime jurídico único e planos de carreira.Os vencimentos.É vedada à administração pública direta e indireta. domiciliar. em qualquer medida. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. deverão ser corrigidos monetariamente. incluído o fornecimento direto a partir de gasodutos de transporte. SEÇÃO II Das Obras.Constituição. na forma que a lei estabelecer. pagos com atraso.Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do Poder Público e poderão ser retomados quando não atendam satisfatoriamente aos seus fins ou às condições do contrato. vantagens ou qualquer parcela remuneratória. Parágrafo único . Parágrafo único . Artigo 121 .Os serviços de que trata este artigo não serão subsidiados pelo Poder Público. Serviços Públicos. observando-se o disposto no § 2º do art. não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais. deverão ser atendidas as exigências de proteção do patrimônio histórico-cultural e do meio ambiente. quando prestados por particulares. com a periodicidade necessária. de acordo com os índices oficiais aplicáveis à espécie. tratamento preferencial à empresa brasileira de capital nacional. Artigo 123 .Órgãos competentes publicarão.A lei garantirá. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. Artigo 119 . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. de maneira a atender às necessidades dos setores industrial. sob pena de invalidade da licitação. . Artigo 118 . inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.Os serviços públicos serão remunerados por tarifa previamente fixada pelo órgão executivo competente.com exclusividade ded distribuição. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 116 . os preços médios de mercado de bens e serviços. como limite único. automotivo e outros. de forma de serem atendidas as necessidades dos setores industrial.Ressalvados os casos especificados na legislação. ou mediante concessão. comercial. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. serviços. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. o subsídio mensal dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. (**) Parágrafo único – Cabem à empresa estatal. os quais servirão de base para as licitações realizadas pela administração direta e indireta. domiciliar. incluído o fornecimento direto a partir de gasodutos de transporte.Na elaboração do projeto mencionado neste artigo. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. Compras e Alienações Artigo 117 .

ou entre servidores dos Poderes Legislativo. após noventa dias decorridos da apresentação do pedido de aposentadoria voluntária. § 3º . independentemente de qualquer formalidade. d) aos sessenta e cinco anos de idade. na forma do que dispuser a respeito a legislação federal. XX.Fica assegurado ao servidor público. com proventos integrais. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.O servidor.por invalidez permanente. se homem. § 2º . e aos trinta se mulher. 7º. b) aos trinta anos de serviço em funções de magistério.Os proventos da aposentadoria serão revistos na mesma proporção e na mesma data.O tempo de mandato eletivo será computado para fins de aposentadoria especial. e aos vinte e cinco. por morte. em qualquer caso. o direito de afastar-se de suas funções. § 4º . de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 125 . II . quando decorrentes de acidente em serviço. sendo os proventos integrais. se homem. se homem. VI. especificadas em lei. XIX.O tempo de serviço público federal. 38 da Constituição Federal. § 2º .A lei assegurará aos servidores da administração direta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. VII. obedecido. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. docentes e especialistas de educação. § 5º. quando o servidor ocupar outro cargo de regime idêntico.Lei estadual poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. XIII. insalubres ou perigosas. se mulher. § 3º .A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. VIII. § 2º . o disposto no artigo 37. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. XII. deve obedecer ao princípio do art. moléstia profissional doença grave. III . na forma da lei. no caso de exercício de atividades consideradas penosas. "a" e "c". XXIII e XXX da Constituição Federal. desta Constituição. XXII. eleito para ocupar cargo em sindicato de categoria. recebendo seus vencimentos e vantagens. durante o tempo em que durar o mandato. e aos vinte e cinco anos. da Constituição Federal e no artigo 115. não haverá alteração nos vencimentos dos demais cargos da carreira a que pertence aquele cujos vencimentos foram alterados por força da isonomia. XVI.O benefício da pensão. XV. § 7º . c) aos trinta anos de serviço. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. aos setenta anos de idade. 40.Lei complementar estabelecerá exceções ao disposto no inciso III. funções ou empregos temporários. quando se tratar de regimes diversos. e proporcionais nos demais casos. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. § 1º . XVII. § 5º . § 1º . . se mulher. instruído com prova de ter completado o tempo de serviço necessário à obtenção do direito.Aplica-se aos servidores a que se refere ao "caput" deste artigo e disposto no art.O tempo de serviço prestado sob o regime de aposentadoria especial será computado da mesma forma. contagiosa ou incurável. XII. (**) § 8º .Ao ocupante de cargo em comissão fica assegurado o direito a aposentadoria em igualdade . da Constituição Federal.compulsoriamente. se homem. XI. de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. e aos sessenta.O servidor será aposentado: I . IX. com proventos integrais.(**) DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE por força da ADIN 755-6/SP. se mulher. poderá cessar o exercício da função pública. IV. Executivo e Judiciário.voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço. XVIII.O exercício do mandato eletivo por servidor público far-se-á com observância do art. (**) § 6º .§ 1º . ainda quando decorrente de reenquadramento. ou pelo critério da proporcionalidade.No caso do parágrafo anterior. § 4º . Artigo 126 . nos termos da lei. com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

o valor real.ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. § 5º . 2 . 3.É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido.compulsoriamente. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. por ocasião de sua concessão. – DECLARADA A Artigo 126 – Aos servidores titulares de cargos efetivos do Estado. exceto se decorrente de acidente em serviço. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. § 7º . mediante contribuição do respectivo ente público. 3 .por invalidez permanente. § 8º . é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.Declarado inconstitucional. se mulher.Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados: 1 . acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. nos termos definidos em leis complementares. § 2º . observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal. 2 . § 9º .Declarado inconstitucional. moléstia profissional ou doença grave.Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. que será igual: 1 . e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. em controle concentrado. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. pelo Supremo Tribunal Federal. por ocasião da sua concessão. 3 . em caráter permanente. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o artigo 201 da Constituição Federal. na forma da lei.portadores de deficiência. caso em atividade na data do óbito. em relação ao disposto no § 1º.Os proventos de aposentadoria e as pensões.Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. § 3º . acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. caso aposentado à data do óbito. de 20 de dezembro de 1990 INCONSTITUCIONALIDADE por força da ADIN nº 582-1-SP.cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. § 1º .voluntariamente. incluídas suas autarquias e fundações. § 6º-A . em controle concentrado. ressalvados.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. se homem.O tempo de contribuição federal. "a". se homem.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. pelo Supremo Tribunal Federal. § 6º . contagiosa ou incurável. conforme critérios estabelecidos em lei. e sessenta anos de idade. na forma da lei. b) sessenta e cinco anos de idade. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. § 8º-A . se mulher. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. (*) Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 1. § 4º .É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. os casos de servidores: 1 . .que exerçam atividades de risco. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.de condições com os demais servidores. aos setenta anos de idade. ou 2 . até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal.

que se incorporarão aos vencimentos para todos os efeitos. da Constituição Federal. § 20 . cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. no que couber. desta Constituição. § 13 .O disposto neste artigo aplica-se também ao servidor cônjuge de titular de . bem como a sexta-parte dos vencimentos integrais. no que couber. nos termos da lei. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. § 19 .O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º.O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.As vantagens de qualquer natureza só poderão ser instituídas por lei e quando atendam efetivamente ao interesse público e às exigências do serviço.Ao servidor ocupante. poderá fixar. § 16 .A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. na forma da lei.Aplica-se o limite fixado no artigo 115. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. exclusivamente. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. da Constituição Federal. o disposto no art. Parágrafo único . que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. XI. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. § 18 . o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. instruído com prova de ter cumprido os requisitos necessários à obtenção do direito.A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal. quando o beneficiário. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social.§ 10 . Artigo 130 . 115.O Estado. § 11 . XII. se este também for servidor e houver vaga. aplica-se o regime geral de previdência social. concedido no mínimo por qüinqüênio. poderá cessar o exercício da função pública. para efeito de estabilidade. “a”. da Constituição Federal à soma total dos proventos de inatividade. XVI. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. for portador de doença incapacitante. independentemente de qualquer formalidade. 3. e de cargo eletivo. § 17 . § 14 .Além do disposto neste artigo. observado o disposto no art. observado o disposto no artigo 202 e seus parágrafos.Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal. 2. § 22 . e vedada a sua limitação. após noventa dias decorridos da apresentação do pedido de aposentadoria voluntária. § 21 .Ao servidor público estadual é assegurado o percebimento do adicional por tempo de serviço. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o artigo 201 da Constituição Federal. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. Artigo 128 . de natureza pública.Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados.Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. desde que institua regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo.Somente mediante sua prévia e expressa opção. desta Constituição e do artigo 37. § 15 . concedida aos vinte anos de efetivo exercício. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.Ao servidor será assegurado o direito de remoção para igual cargo ou função. 41 da Constituição Federal. X. § 3º. Artigo 129 . de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 127 .O servidor.Aplica-se aos servidores públicos estaduais. na forma da lei. § 12 . ressalvado o disposto no artigo 142. no lugar de residência do cônjuge.

§ 4º . na ação referente ao ato que deu causa à demissão. a qualquer título.O servidor. cargo ou função que lhe proporcione remuneração superior à do cargo de que seja titular. sujeitando-os ao seqüestro e perdimento dos bens. por ano. § 5º . será inamovível. Artigo 137 . que tenha exercido ou venha a exercer cargo ou função que lhe proporcione remuneração superior à do cargo de que seja titular.O servidor. por ano.O oficial condenado na Justiça comum ou militar à pena privativa de liberdade superior a . incluídas suas autarquias e fundações.Naquilo que não colidir com a legislação específica.O servidor público civil demitido por ato administrativo. mediante certidão expedida pela Corregedoria-Geral da Justiça. como efetivo exercício. § 3º . mediante certidão expedida pela Corregedoria Geral da Justiça. terão computado.O Estado responsabilizará os seus servidores por alcance e outros danos causados à Administração.Os servidores públicos estáveis do Estado e de suas autarquias. para efeito de aposentadoria e disponibilidade. aos servidores a que se refere este artigo. como de efetivo exercício. aplica-se aos servidores mencionados neste artigo o disposto na seção anterior. Artigo 132 . provido pelo Supremo Tribunal Fedeal. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 133 . Artigo 131 . durante o exercício do mandato de vereador. até o limite de dez.Este artigo teve sua redação alterada pelo Recurso Extraordinário nº 219934. (NR) . para efeito de aposentadoria. o tempo de contribuição ao regime geral de previdência social decorrente de atividade de natureza privada. para efeito de aposentadoria. segundo critérios estabelecidos em lei. Artigo 135 – Ao servidor público titular de cargo efetivo do Estado será contado. incorporará um décimo dessa diferença. será reintegrado à Corporação com todos os direitos restabelecidos. que tenha exercido ou venha a exercer. será reintegrado ao serviço público. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Ao servidor público estadual será contado. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. SEÇÃO II Dos Servidores Públicos Militares Artigo 138 . para efeito de aposentadoria e disponibilidade.O servidor. nos termos da lei. Artigo 133 . nos casos em que for recomendado. § 1º . hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente. se absolvido pela Justiça. Artigo 135 . sem prejuízo de seus vencimentos ou salários e demais vantagens do cargo ou funçãoatividade. rural ou urbana. o disposto no art. declarou a inconstitucionalidade de expressão:a qualquer título". nos termos da lei.O oficial da Polícia Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do Oficialato ou com ele incompatível. § 2º . até o limite de dez décimos. na ação referente ao ato que deu causa à demissão. o tempo de serviço prestado em atividade de natureza privada. o tempo de contribuição decorrente de serviço prestado em cartório não oficializado.mandato eletivo estadual ou municipal. com mais de cinco anos de efetivo exercício. segundo os critérios estabelecidos em lei. por decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado. se absolvido pela Justiça. com todos os direitos adquiridos. terão computado. rural e urbana. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 136 . com mais de cinco anos de efetivo exercício. o tempo de serviço prestado em cartório não oficializado. nos termos da lei. desde que tenham completado cinco anos de efetivo exercício.Aplica-se.A lei assegurará à servidora gestante mudança de função. ou por pagamentos efetuados em desacordo com as normas legais. desde que tenham completado cinco anos de efetivo exercício.O servidor público militar demitido por ato administrativo.São servidores públicos militares estaduais os integrantes da Polícia Militar do Estado. Artigo 134 . 42 da Constituição Federal. incorporará um décimo dessa diferença. ou função para a qual foi admitido. no que couber. Artigo 132 – Os servidores titulares de cargos efetivos do Estado. ou função para a qual foi admitido.

será nomeado pelo Governador do Estado e deverá fazer declaração pública de bens no ato da posse e da sua exoneração.O direito do servidor militar de ser transferido para a reserva ou ser reformado será assegurado. incumbem. § 3º – Aos Delegados de Polícia é assegurada independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária. (**) . Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. § 2º . bacharéis em Direito.A remoção de integrante da carreira de delegado de polícia somente poderá ocorrer mediante pedido do interessado ou manifestação favorável do Colegiado Superior da Polícia Civil. a Polícia Civil exerce atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica. CAPÍTULO III Da Segurança Pública SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 139 . é exercida para a preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio. dever do Estado.861 . assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. exigindo-se do bacharel em direito. integrante da última classe da carreira. direito e responsabilidade de todos. § 3º . instrumental à propositura de ações penais. o funcionamento. órgão permanente. integrada pelo Corpo de Bombeiros. nos casos previstos em lei específica. no mínimo.Instituto Médico Legal. por sentença transitada em julgado. alternadamente.O Delegado Geral da Polícia Civil. § 1º . ainda que respondendo a inquérito ou processo em qualquer jurisdição. § 5º – A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com.O Estado manterá a Segurança Pública por meio de sua polícia. por perito criminal e médico legista. nos termos da lei. observando-se. subordinada ao Governador do Estado. § 4º – O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos.dois anos. § 1º . vantagens e regime de trabalho da Polícia Civil e de seus integrantes. no mínimo. 2 .Nº2. sendo integrada pelos seguintes órgãos.A Polícia Militar. para efeito de escalonamento e promoção. os direitos. § 2º . reserva do Exército. que será dirigida. § 7º . anteriormente à publicação do edital de concurso.Lei específica definirá a organização. nas nomeações.Lei orgânica e estatuto disciplinarão a organização. ressalvada a competência da União. exceto as militares. de 3 de abril de 2012 1 . dirigida por delegados de polícia de carreira. funcionamento e atribuições da Superintendência da Polícia Técnico-Científica. dois anos de atividades jurídicas. aos delegados de polícia.2. servidores especiais.Instituto de Criminalística.ADIN . as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais.822 SEÇÃO III Da Polícia Militar . dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil. isonomia de vencimentos.A polícia do Estado será integrada pela Polícia Civil.A Segurança Pública.À Polícia Civil.Aos integrantes da carreira de delegado de polícia fica assegurada. a ordem de classificação. é força auxiliar. deveres.” (NR) § 6º . respeitadas as leis federais concernentes. § 2º – No desempenho da atividade de polícia judiciária. assegurado na estruturação das carreiras o mesmo tratamento dispensado. 241 da Constituição Federal. nos termos do disposto no art. será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior. § 6º .aguardando liminar (**) ADIN. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35. § 8º . SEÇÃO II Da Polícia Civil Artigo 140 .

1% (um por cento) dos eleitores domiciliados no respectivo Município e informação do órgão técnico competente sobre a inexistência de topônimo correlato no Estado ou em outra unidade da Federação. a fusão. a defesa técnica nas infrações disciplinares e definirá a composição e competência do Conselho Estadual de Política Penitenciária. Artigo 145 .Ao Corpo de Bombeiros.A criação.Lei Orgânica e Estatuto disciplinarão a organização. ocupantes do último posto do Quadro de Oficiais Policiais Militares. TÍTULO IV Dos Municípios e Regiões CAPÍTULO I Dos Municípios SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 144 . mediante solicitação da Câmara Municipal.A legislação penitenciária estadual assegurará o respeito às regras mínimas da Organização das Nações Unidas para o tratamento de reclusos. far-se-á por lei estadual e dependerá de consulta prévia. dependerá da observância de condições e requisitos mínimos estabelecidos em lei complementar. direitos. a incorporação.Os Municípios. órgão permanente. incumbe a execução de atividades de defesa civil. a fusão e o desmembramento de Municípios preservarão a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano. Artigo 145 . da Constituição Federal. mediante plebiscito. incumbem. atendidos os requisitos previstos em lei complementar. vantagens e regime de trabalho da Polícia Militar e de seus integrantes.Artigo 141 . ocupantes do último posto do Quadro de Oficiais Policiais Militares. o Tribunal Regional Eleitoral o encaminhará à Assembleia Legislativa para a elaboração da lei estadual mencionada no ‘caput’. para concessão de auxílio. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. SEÇÃO IV Da Política Penitenciária Artigo 143 . à população do respectivo Município. instruída com representação subscrita por. quando não resultar do disposto no artigo 145. de 22 de outubro de 2009 Parágrafo único . mediante plebiscito. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 145-A . a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. no mínimo. às populações diretamente interessadas. mediante plebiscito. § 1º . far-se-ão por lei obedecidos os requisitos previstos em lei complementar.A classificação de Municípios como estância de qualquer natureza.A criação. além das atribuições definidas em lei.A criação e manutenção da Casa Militar e Assessorias Militares somente poderão ser efetivadas nos termos em que a lei estabelecer.O território dos Municípios poderá ser dividido em distritos. de manifestação dos órgãos técnicos competentes e do voto . subvenções ou benefícios. Artigo 142 . nos termos do artigo 18.O Comandante Geral da Polícia Militar será nomeado pelo Governador do Estado dentre oficiais da ativa. Artigo 146 .O Chefe da Casa Militar será escolhido pelo Governador do Estado entre oficiais da ativa.” (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30. servidores militares estaduais.À Polícia Militar. garantida a participação popular.A alteração da denominação de Municípios. atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Constituição. além das atribuições definidas em lei. conforme dispuser a lei. com autonomia política. o funcionamento. e dependerão de consulta prévia. devendo fazer declaração pública de bens no ato da posse e de sua exoneração.Caso o resultado do plebiscito seja favorável à alteração proposta. mediante lei municipal. administrativa e financeira se auto-organizarão por Lei Orgânica. § 2º . respeitadas as leis federais concernentes. § 3º . § 4º . legislativa. apresentados e publicados na forma da lei. deveres. § 2º . § 1º . tendo seu quadro próprio e funcionamento definidos na legislação prevista no § 2º do artigo anterior. dentro do período determinado por lei complementar federal. às populações dos Municípios envolvidos. § 4º. a incorporação e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei estadual.O plebiscito será realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. e dependerão de consulta prévia.

III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. salvo impedimento legal. Orçamentária.O Fundo de Melhoria das Estâncias terá dotação orçamentária anual nunca inferior a dez por cento da totalidade da arrecadação dos impostos municipais dessas estâncias. no mesmo prazo de vinte e quatro horas. financeira. destinada à proteção de seus bens. § 2º . no exercício imediatamente anterior. § 3º . no prazo de vinte e quatro horas. na forma que a lei estabelecer. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. salvo quando: I .O Fundo de Melhoria das Estâncias terá dotação orçamentária anual nunca inferior a dez por cento da totalidade da arrecadação dos impostos municipais dessas estâncias. sem motivo de força maior. quanto à legalidade. § 4º . de ordem ou de decisão judicial. obedecidos os preceitos da lei federal. far-se-á convocação extraordinária.deixar de ser paga. dispensada a apreciação pela Assembléia Legislativa.o Tribunal de Justiça der provimento a representação para a observância de princípios constantes nesta Constituição. prazo e condições de execução e. (**) § 2º . por meio de lei municipal. a dívida fundada.O interventor prestará contas de seus atos ao Governador do Estado e aos órgãos de fiscalização a que estão sujeitas as autoridades afastadas. SEÇÃO III Da Fiscalização Contábil. constituir guarda municipal. será submetido à apreciação da Assembléia Legislativa. na forma da lei.No caso do inciso IV.O Estado não intervirá no Município.Lei estadual estabelecerá condições que facilitem e estimulem a criação de Corpos de Bombeiros Voluntários nos Municípios respeitada a legislação federal.O Tribunal de Contas do Município de São Paulo será composto por cinco . por dois anos consecutivos. comunicando o Governador do Estado seus efeitos ao Presidente do Tribunal de Justiça. moralidade. § 1º . Artigo 147 . em conformidade com o disposto no art. se couber. motivação. sem prejuízo da apuração administrativa. § 1º . civil ou criminal decorrente de seus atos. de 14 de fevereiro de 2006 IV . melhoria e preservação ambiental das estâncias de qualquer natureza. III .Os Municípios poderão. 31 da Constituição Federal. (**) Artigo 151 . e pelos sistemas de controle interno e de cada Poder. Financeira. § 5º . de 18 de dezembro de 1996 § 2º . no exercício imediatamente anterior. para apreciar a Mensagem do Governador do Estado. orçamentária operacional e patrimonial do Município e de todas as entidades da administração direta e indireta. publicidade e interesse público.favorável da maioria dos membros da Assembléia Legislativa. um Fundo de Melhoria das Estâncias. se esta medida bastar ao restabelecimento da normalidade. mediante controle externo. devendo a lei fixar critérios para a transferência e a aplicação desses recursos. Operacional e Patrimonial Artigo 150 . o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado.Cessados os motivos da intervenção. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4.O Estado manterá. aplicação de subvenções e renúncia de receitas. devendo a lei fixar critérios para a transferência e a aplicação desses recursos. II . nomeará o interventor. na forma da respectiva lei orgânica. com o objetivo de desenvolver programas de urbanização.não forem prestadas contas devidas. SEÇÃO II Da Intervenção Artigo 149 . finalidade. Artigo 148 .não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino.A fiscalização contábil.O decreto de intervenção.Estando a Assembléia Legislativa em recesso. que especificará a amplitude. será exercida pela Câmara Municipal. as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão. serviços e instalações. legitimidade. economicidade. ou para prover a execução de lei.

a fusão de entidades ou órgãos públicos atuantes na região. em unidades regionais constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. mediante o controle da implantação dos empreendimentos públicos e privados na região. no que respeita ao planejamento e às medidas para sua implementação. (**) ADIN 346-1/600 – LIMINAR INDEFERIDA) CAPÍTULO II Da Organização Regional SEÇÃO I Dos Objetivos. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. aos princípios da Constituição Federal e desta Constituição. com relação ao Estado. econômico-social e administrativa.a cooperação dos diferentes níveis de governo. entre si.É assegurada. significativa conurbação e de funções urbanas e regionais com alto grau de diversidade. bem como disporá sobre a organização. Diretrizes e Prioridades Artigo 152 . (**) ADIN 346-1/600 – LIMINAR INDEFERIDA (**) Parágrafo único . especialização e integração sócioeconômica.Visando a promover o planejamento regional. visando ao máximo aproveitamento dos recursos públicos a ela destinados.Considera-se região metropolitana o agrupamento de Municípios limítrofes que assuma destacada expressão nacional.Considera-se aglomeração urbana o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente relação de integração funcional de natureza econômico-social e urbanização contínua entre dois ou mais Municípios ou manifesta tendência nesse sentido. para cada unidade regional.Conselheiros e obedecerá.o planejamento regional para o desenvolvimento sócio-econômico e melhoria da qualidade de vida.O território estadual poderá ser dividido. assegurada.A organização regional do Estado tem por objetivo promover: I . dos recursos naturais.Considera-se microrregião o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente. § 1º . § 3º . a coordenação e. mediante a descentralização. Artigo 154 .O Poder Executivo coordenará e compatibilizará os planos e sistemas de caráter regional. exigindo planejamento integrado e ação conjunta permanente dos entes públicos nela atuantes. relações de interação funcional de natureza físico-territorial. o conselho a que alude o "caput" deste artigo integrará entidade pública de caráter territorial. a organização e execução das funções públicas de interesse comum. V .a utilização racional do território. a articulação. mediante lei complementar. conforme o caso. um conselho de caráter normativo e deliberativo. o Estado criará. no que couber. total ou parcialmente. nestes e naquele. culturais e a proteção do meio ambiente. § 2º . para integrar a organização.Aplicam-se aos Conselheiros do Tribunal de Contas do Município de São Paulo as normas pertinentes aos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. bem como as entidades regionais e setoriais executoras das funções públicas de interesse comum.a integração do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum aos entes públicos atuantes na região. exigindo planejamento integrado com vistas a criar condições adequadas para o desenvolvimento e integração regional. atendidas as respectivas peculiaridades. . IV . SEÇÃO II Das Entidades Regionais Artigo 153 . mediante lei complementar.a redução das desigualdades sociais e regionais. bem como na fiscalização da realização de serviços ou funções públicas em nível regional. em razão de elevada densidade demográfica. vinculando-se a ele os respectivos órgãos de direção e execução. articulação e integração de seus órgãos e entidades da administração direta e indireta com atuação na região. § 1º . III . a participação da população no processo de planejamento e tomada de decisões. § 2º . nos termos da lei complementar. que exija planejamento integrado e recomende ação coordenada dos entes públicos nela atuantes. II . Parágrafo único .Em regiões metropolitanas. a participação paritária do conjunto dos Municípios.

Os Municípios deverão compatibilizar. bem como poderá delegar à União. Parágrafo único . previstos no "caput" deste artigo. orçamentos. em benefício destes. de sistemas de previdência e assistência social. o planejamento do transporte coletivo de caráter regional será efetuado pelo Estado. de 14 de fevereiro de 2006 § 1º . a lei definirá. Parágrafo único . Artigo 158 . programas.A participação dos municípios nos conselhos deliberativos e normativos regionais. Artigo 160 . os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. IV – contribuição. ou pela utilização. Parágrafo único . regionais e setoriais de desenvolvimento. para efeito de redução ou isenção da carga tributária. das Finanças e dos Orçamentos CAPÍTULO I Do Sistema Tributário Estadual SEÇÃO I Dos Princípios Gerais Artigo 159 .O Estado proporá e defenderá a isenção de impostos sobre produtos componentes da cesta básica. para o desenvolvimento de funções públicas de interesse comum.Os preços públicos serão fixados pelo Executivo. . os produtos que integrarão a cesta básica. compatibilizará os planos e programas estaduais. Artigo 157 .O Estado. cobrada de seus servidores para custeio. de serviços públicos de sua atribuição. para atendimento da população de baixa renda.Caberá ao Estado a operação do transporte coletivo de caráter regional. as diretrizes.§ 3º . Artigo 162 . em benefício destes. para o custeio. regionais e setoriais de desenvolvimento econômico-social e de ordenação territorial. Artigo 156 . II .taxas em razão do exercício do poder de polícia. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. decorrente de obras públicas. efetiva ou potencial. o patrimônio. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Parágrafo único . especialmente para conferir efetividade a esses objetivos.contribuição de melhoria. III . quando expressamente estabelecidos pelo conselho a que se refere o art. investimentos e ações às metas. específicos e divisíveis. § 2º . nos respectivos planos plurianuais e orçamentos. e deles receber encargos de administração tributária. do regime previdenciário e de assistência social. facultado à administração tributária.Em região metropolitana ou aglomeração urbana.O Estado e os Municípios destinarão recursos financeiros específicos. no que couber. observado o disposto no art.contribuição. Artigo 161 .Sempre que possível. objetivos e metas da Administração Estadual.O Estado coordenará e unificará serviços de fiscalização e arrecadação de tributos.Observadas as restrições da legislação federal. preços e outros ingressos. TÍTULO V Da Tributação. Artigo 155 .Compete ao Estado instituir: I . na forma do artigo 149. em conjunto com os municípios integrantes das respectivas entidades regionais.os impostos previstos nesta Constituição e outros que venham a ser de sua competência. observadas as normas gerais de Direito Financeiro e as leis atinentes à espécie. cobrada de seus servidores. da Constituição Federal. a outros Estados e Municípios. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. diretamente ou mediante concessão ou permissão. diretrizes e objetivos estabelecidos nos planos e programas estaduais. no que couber.A receita pública será constituída por tributos. com o plano diretor dos Municípios e as prioridades da população local.As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. IV . seus planos. § 1º. identificar. 154. será disciplinada em lei complementar. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. 174 desta Constituição. de forma regionalizada.Os planos plurianuais do Estado estabelecerão.

§ 3º . deste artigo. títulos ou direitos.SEÇÃO II Das Limitações do Poder de Tributar Artigo 163 . concessão de crédito presumido. e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. anistia ou remissão.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. XII.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. inclusive sua fundações.A proibição do inciso VI. III . . VI .instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente.instituir impostos sobre: a) patrimônio.Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou previdênciária só poderá ser concedida mediante lei específica estadual. por meio de tributo. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. c) patrimônio. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público Estadual. redução de base de cálculo. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. atendidos os requisitos de lei. VII . § 2º. à renda e aos serviços. "a". a renda e os serviços. relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. das entidades sindicais dos trabalhadores.instituir isenções de tributos da competência dos municípios. alíneas "b" e "c". jornais. "a". à renda e aos serviços. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. só poderão ser concedidos mediante lei estadual específica.As proibições do inciso VI. da União. periódicos e o papel destinado a sua impressão.As proibições expressas no inciso VI.utilizar tributo com efeito de confisco. no que se refere ao patrimônio. vinculados aos seus fins essenciais ou deles decorrentes. d) livros. § 6º . § 1º . V . relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. instituir tributo que não seja uniforme em todo o território estadual. 150 da Constituição Federal. é vedado ao Estado: I . § 4º . que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. bem assim na legislação complementar específica. ou que implique distinção ou preferência em relação a Município em detrimento de outro. renda ou serviços. de 14 de fevereiro de 2006 IV . 160. só poderá ser exigida após decorridos noventa dias da publicação da lei que a houver instituído ou modificado. “g”. IV.A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. relativos a impostos. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário.respeitado o disposto no art. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. dos Estados. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. não se lhe aplicando o disposto no inciso III.A contribuição de que trata o art. observado o disposto na alínea “b”. § 6º . compreendem somente o patrimônio. das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos.Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. b) templos de qualquer culto. "b". § 2º . § 5º . admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócioeconômico entre as diferentes regiões do Estado. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. do Distrito Federal e dos Municípios. da Constituição Federal.estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. sem prejuízo do disposto no artigo 155. II . VIII .Qualquer subsídio ou isenção. renda ou serviços dos partidos políticos. taxas ou contribuições.

títulos e créditos. hipótese em que ficarão retidas até a comprovação da legitimidade de sua posse pelo proprietário. de 14 de fevereiro de 2006 (**) § 7º . da Constituição Federal. c) bens móveis.incide sobre: a) bens imóveis situados neste Estado e direitos a eles relativos. não se compreende como limitação ao tráfego de bens a apreensão de mercadorias. § 1º . adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. 153.(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.pelo exercício do direito de petição ao Poder Público em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. incidentes sobre lucros. b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual. c) propriedade de veículos automotores. b) bens móveis. “c”. IV.terá suas alíquotas limitadas aos percentuais máximos fixados pelo Senado Federal. cujo inventário ou arrolamento for processado neste Estado. 3 . ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.impostos sobre: a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos. § 2º.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. II . II . 2 . SEÇÃO III Dos Impostos do Estado Artigo 165 . ganhos e rendimentos de capital. da Constituição Federal. "a": 1 . quando desacompanhadas de documentação fiscal idônea.poderá ser seletivo. . de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 164 . para defesa de direitos e esclarecimentos de interesse pessoal.a isenção ou não incidência. (**) ADIN 395-0/600 – AGUARDANDO JULGAMENTO DE MÉRITO § 8º . 2 . § 2º . III. I. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou em outro Estado ou pelo Distrito Federal.Para os efeitos do inciso V. 155.terá as suas alíquotas fixadas nos termos do art. atenderá ao seguinte: 1 . “c”. V e VI.O imposto previsto no inciso I. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Compete ao Estado instituir: I .será não comulativo. intermunicipal e de comunicação. cujo doador estiver domiciliado neste Estado.A vedação do inciso III.para a obtenção de certidões em repartições públicas. a título do imposto previsto no art. títulos e créditos.O imposto previsto no inciso I. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. 5 . não se aplica à fixação da base de cálculo do imposto previsto no artigo 165.É vedada a cobrança de taxas: I . 4 . em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. quando o destinatário for contribuinte do imposto.adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no território do Estado de São Paulo. "b".

6 . Parágrafo único . qualquer que seja a sua finalidade.na hipótese da alínea "a" do item anterior. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. “c”: 1 . d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.b) a alíquota interna.poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica. a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. quando a operação. da Constituição Federal. . 8 .não incidirá: a) sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados. de 14 de fevereiro de 2006 b) sobre o valor total da operação. 7 .O produto das multas provenientes do adicional do imposto de renda será aplicado obrigatoriamente na construção de casas populares. § 5º. quando o destinatário não for contribuinte dele.vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto.Lei de iniciativa do Poder Executivo isentará do imposto as transmissões "causa mortis" de imóvel de pequeno valor. de 14 de fevereiro de 2006 b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. c) sobre o ouro. utilizado como residência do beneficiário da herança. a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. nas hipóteses definidas no art. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. 153.O Estado destinará aos Municípios: I .cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus respectivos territórios.terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal. § 3º . caberá a este Estado. 2 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.A lei a que se refere o "caput" deste artigo estabelecerá as bases do valor referido. assim como o serviço prestado no exterior. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.O imposto previsto no inciso I. II . bem ou serviço. configure fato gerador dos dois impostos. assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. quando nele estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. de conformidade com os índices oficiais fixados pelo Governo Federal.incidirá também: a) sobre a entrada de mercadorias importadas do exterior. excluídos os semielaborados definidos em lei complementar nacional. quando nele estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço. SEÇÃO IV Da Repartição das Receitas Tributárias Artigo 167 . nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. assim como sobre serviços prestados no exterior. em sua base de cálculo o montante do imposto sobre produtos industrializados. § 4º . cabendo o imposto a este Estado. de 14 de fevereiro de 2006 9 . incluindo lubrificantes.não compreenderá. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 166 . ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo de estabelecimento. quando nele estiver localizado o destinatário. cabendo o imposto a este Estado.

se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.três quartos. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. Artigo 170 . na forma da lei complementar a que se refere o artigo 165. ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês. Artigo 171 . em cotas estabelecidas na programação financeira. de 14 de fevereiro de 2006 CAPÍTULO II Das Finanças Artigo 169 .As parcelas de receita pertencentes aos Municípios.se houver prévia dotação orçamentária. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos. a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras. no mínimo. § 2º.vinte e cinco por cento dos recursos que receber nos termos do art. na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços.III .A despesa de pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos na lei complementar a que se refere o art. 169 da Constituição Federal.A proibição contida no "caput" não impede o Estado de condicionar a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos. pelos beneficiários. da Constituição Federal.As parcelas de receita pertencentes aos Municípios mencionados no inciso III serão creditadas conforme os critérios estabelecidos no § 1º. com participação percentual nunca inferior à estabelecida pelo Poder Executivo para seus próprios órgãos. § 1º . compreendidos os créditos suplementares e especiais. 159. III.O Poder Executivo publicará e enviará ao Legislativo. só poderão ser feitas: 1 .Os Poderes Judiciário e Legislativo. da Constituição Federal. Parágrafo único . § 9º. bem como o Tribunal de Contas e o Ministério Público.até um quarto. de acordo com o que dispuser lei estadual. Parágrafo único . Parágrafo único – A proibição contida no caput não impede o Estado de condicionar a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos. publicarão seus relatórios. nos termos deste artigo. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Cabe à lei dispor sobre o acompanhamento. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. Artigo 171 . Artigo 168 . compreendidos os créditos suplementares e especiais. de 14 de fevereiro de 2006 . § 3º . até o dia vinte de cada mês. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. de 14 de fevereiro de 2006 § 1º . II. serão creditadas conforme os seguintes critérios: 1 . 2 . realizadas em seus territórios. a qualquer título. § 2º .Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. as autoridades nele referidas remeterão ao Poder Executivo as informações necessárias. mencionadas no inciso II. e ao cumprimento do disposto no artigo 198.É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos nesta seção aos Municípios. 2 . do Ministério Público e da Defensoria Pública. sem vinculação a qualquer tipo de despesa. IV – vinte e cinco por cento do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico que couber ao Estado. do cálculo das quotas e da liberação das participações previstas neste artigo. em duodécimos.Até dez dias antes do encerramento do prazo de que trata este artigo. nos termos do § 4º do artigo 159 da Constituição Federal e na forma da lei a que se refere o inciso III do mesmo artigo. da Constituição Federal. será entregue em duodécimos.O numerário correspondente às dotações orçamentárias do Poder Legislativo. destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. § 2º . do Poder Judiciário e do Ministério Público. inclusive de suas autarquias. e § 3º. relatório resumido da execução orçamentária. bem como a admissão de pessoal.

provenientes da exploração de gás natural. remissões.Os orçamentos previstos no § 4º. compatibilizados com o plano plurianual. objetivos e metas da administração pública estadual para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. CAPÍTULO III Dos Orçamentos Artigo 174 .Cabe à lei complementar. II . os prazos. § 3º . ainda que por antecipação de receita. 2 . 4 – o orçamento da verba necessária ao pagamento de débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. serão aplicados preferencialmente na construção.os orçamentos anuais. abrangendo todas as entidades e órgãos e ela vinculados. ressalvados os créditos de natureza alimentícia e as obrigações definidas em lei como de pequeno valor. com observância da legislação federal: 1 . itens 1 e 2. 3 . da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. Artigo 173 . bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. 2 .Os recursos financeiros. a vigência.estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.Artigo 172 . bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. § 9º . nos termos da lei. direta ou indiretamente.o orçamento de investimentos das empresas em que o Estado.A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes. constantes dos precatórios judiciais apresentados até 1º de julho.O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo dos efeitos decorrentes de isenções.Os planos e programas estaduais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual. seus fundos. que couberem ao Estado por força do disposto no § 1º do art. detenha a maioria do capital social com direito a voto. 20 da Constituição Federal. anistias.o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado.o plano plurianual. de 14 de fevereiro de 2006 § 5º . § 7º . a serem consignados diretamente ao Poder Judiciário. .A matéria do projeto das leis a que se refere o "caput" deste artigo será organizada e compatibilizada em todos os seus aspectos setoriais e regionais pelo órgão central de planejamento do Estado.as diretrizes orçamentárias.A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão de receita e à fixação da despesa. tributária e creditícia. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente.dispor sobre o exercício financeiro. terão. § 2º . inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.A lei orçamentária anual compreenderá: 1 . § 4º . desenvolvimento e manutenção do sistema estadual de gás canalizado.o orçamento de seguridade social. com observância dos preceitos correspondentes da Constituição Federal: I . § 1º . § 6º .A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública estadual. da administração direta e indireta. não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. subsídios e benefícios de natureza financeira.São agentes financeiros do Tesouro Estadual os hoje denominados Banco do Estado de São Paulo S/A e Caixa Econômica do Estado de São Paulo S/A. a de reduzir desigualdades inter-regionais. órgãos e entidades da administração direta e indireta. deste artigo. disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. a elaboração e a organização do plano plurianual. III . orientará a elaboração da lei orçamentária anual.Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão. § 8º . entre suas funções.

até 30 de setembro. c) transferências tributárias constitucionais para Municípios. por maioria absoluta. ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com fim preciso. § 1º . ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados. as demais normas relativas ao processo legislativo.até 30 de abril. de 23 de janeiro de 2008. VII . 218.indiquem os recursos necessários.” (NR) (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24. na Comissão competente.São vedados: I .§ 9º .a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais.O Governador enviará à Assembléia Legislativa: 1 . 167. da Constituição Federal.o início de programas. mediante créditos especiais ou suplementares. IV. VI . da Constituição Federal e a destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica. a votação da parte cuja alteração é proposta.a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. § 5º.Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo. Artigo 175 .a instituição de fundos de qualquer natureza. fundações e fundos.sejam relacionadas: a) com correção de erros ou omissões. II . serão apreciados pela Assembléia Legislativa. ao orçamento anual e aos créditos adicionais. 2 . sem prévia autorização legislativa. § 3º . de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir "déficit" de empresas. anualmente.O Governador poderá enviar mensagem ao Legislativo para propor modificações nos projetos a que se refere este artigo. 2 . e 3 . em decorrência de veto. excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. bem como suas emendas.a vinculação de receita de impostos a órgão. conforme o caso. fundo ou despesa. conforme dispõe o art. projetos e atividades não incluídos na lei orçamentária anual. VIII . b) serviço da dívida.a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital.As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que: 1 . IX . de cada ano.a utilização.Os recursos que. o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. Artigo 176 . aprovados pelo Poder Legislativo. § 4º . emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. V . 3 . o projeto de lei da proposta orçamentária para o exercício subseqüente. b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.a transposição.Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. com prévia e específica autorização legislativa. § 2º .a concessão ou utilização de créditos ilimitados. enquanto não iniciada. sem prévia autorização legislativa. .As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. o projeto de lei de diretrizes orçamentárias. § 5º. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa. sem autorização legislativa específica.sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. ressalvadas as permissões previstas no art. o projeto de lei dispondo sobre o plano plurianual. no que não contrariar o disposto nesta seção. da Constituição Federal.até 15 de agosto do primeiro ano do mandato do Governador eleito. 165. § 5º . IV . às diretrizes orçamentárias. inclusive dos mencionados no art. III .

Artigo 179 . tributárias e creditícias. VII . III . fim e objetivos originariamente estabelecidos alterados.As microempresas e empresas de pequeno porte constituem categorias econômicas diferenciadas apenas quanto às atividades industriais. proteção e recuperação do meio ambiente urbano e cultural. caso em que. tratamento jurídico diferenciado. encaminhamento e solução dos problemas. de 14 de fevereiro de 2006 Parágrafo único . serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. ou sem lei que autorize a inclusão.a restrição à utilização de áreas de riscos geológicos. VII . exceto quando a alteração da destinação tiver como finalidade a regularização de: a) loteamentos. assim definidos em lei. tributárias e creditícias. turístico e de utilização pública. às empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. ambiental. § 2º .a preservação. programas e projetos que lhes sejam concernentes.Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. ter sua destinação. aos micro e pequenos produtores rurais. cujas áreas verdes ou institucionais estejam total ou parcialmente ocupadas por núcleos habitacionais de interesse social.O Estado estimulará a descentralização geográfica das atividades de produção de bens e serviços.a observância das normas urbanísticas. tratamento jurídico diferenciado.as áreas definidas em projetos de loteamento como áreas verdes ou institucionais não poderão ter sua destinação. higiene e qualidade de vida. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. b) equipamentos públicos implantados com uso diverso da destinação.§ 1º . planos. fim e objetivos originais alterados. aos micro e pequenos produtores rurais. Artigo 178 . ou pela eliminação ou redução destas. comerciais. às empresas de pequeno porte. CAPÍTULO II Do Desenvolvimento Urbano Artigo 180 .as áreas definidas em projetos de loteamento como áreas verdes ou institucionais não poderão ter sua destinação. de 31 de janeiro de 2007 VII . por meio de lei. sob pena de crime de responsabilidade.a participação das respectivas entidades comunitárias no estudo. assim definidos em lei. VI . ou pela eliminação ou redução destas. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. visando a incentivá-los pela simplificação de suas obrigações administrativas.A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. por meio de lei. fim e objetivos originariamente alterados. II . (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. Artigo 178 – O Estado dispensará às microempresas. fim e objetivos originariamente previstos quando da aprovação do loteamento. de prestação de serviços e de produção rural a que se destinam. visando a incentivá-los pela simplificação de suas obrigações administrativas.Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. exceto quando a alteração da destinação tiver como finalidade a regularização de: . V .No estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano. em qualquer hipótese. destinados à população de baixa renda e cuja situação esteja consolidada. reabertos nos limites de seus saldos. visando o desenvolvimento equilibrado das regiões.a criação e manutenção de áreas de especial interesse histórico. o Estado e os Municípios assegurarão: I . TÍTULO VI Da Ordem Econômica CAPÍTULO I Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica Artigo 177 . IV . de segurança.as áreas definidas em projeto de loteamento como áreas verdes ou institucionais não poderão. urbanístico.o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar de seus habitantes.O Estado dispensará às microempresas.

e mediante a devida compensação ao Poder Executivo Municipal. critérios para regularização e urbanização. obrigatórios a todos os Municípios. deverão considerar a totalidade de seu território municipal. em consonância com seus objetivos de desenvolvimento econômico e social.Os Municípios observarão. Parágrafo único . e respeitadas as normas relacionadas ao uso e ocupação do solo e ao meio ambiente urbano e natural. locacionais. por ato fundamentado da autoridade competente. a criação e a regulamentação de zonas industriais. observadas as diretrizes fixadas para as regiões metropolitanas.Lei municipal estabelecerá. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. cujas áreas verdes ou institucionais estejam total ou parcialmente ocupadas por núcleos habitacionais de interesse social destinados à população de baixa renda. de 31 de janeiro de 2007 § 2º . conforme diretrizes estabelecidas em lei municipal específica.loteamentos. em conformidade com as diretrizes do plano diretor. CAPÍTULO III Da Política Agrícola. prevalecendo. imóveis ocupados por organizações religiosas para suas atividades finalísticas. No caso de reformas. nas suas legislações edilícias.Incumbe ao Estado e aos Municípios promover programas de construção de moradias populares. respeitadas as respectivas autonomias.As exceções contempladas nas alíneas “a” e “b” do inciso VII deste artigo serão admitidas desde que a situação das áreas objeto de regularização esteja consolidada até dezembro de 2004.Os planos diretores. a norma de caráter mais restritivo. desde que nas proximidades já existam outras áreas com as mesmas finalidades que atendam as necessidades da população local. os parâmetros urbanísticos de interesse regional. índices urbanísticos. proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes. e mediante a realização de compensação. parcelamento. é vedado a exigência de qualquer tipo de autorização administrativa e apresentação da planta interna para todas as edificações residenciais. de 15 de dezembro sw 2008 (**)§1º . que se dará com a disponibilização de outras áreas livres ou que contenham equipamentos públicos já implantados nas proximidades das áreas objeto de compensação. Artigo 183 . obedecidos os critérios estabelecidos pelo Estado.propiciar o aumento da produção e da produtividade.É vedado aos Municípios. de melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. de 25 de novembro de 2002 Artigo 182 . e atendendo ao melhor aproveitamento das condições naturais urbanas e de organização especial. fixados em lei estadual.” (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26. § 2º . (**)§2º . loteamento.A compensação de que trata o parágrafo anterior poderá ser dispensada. cabe estabelecer. e cuja situação esteja consolidada ou seja de difícil reversão. II . com a cooperação dos Municípios: I . quando for o caso. econômicos e estratégicos.Os Municípios estabelecerão. normas sobre zoneamento.A exceção contemplada na alínea ‘c’ do inciso VII deste artigo será permitida desde que a situação das áreas públicas objeto de alteração da destinação esteja consolidada até dezembro de 2004.A compensação de que trata o parágrafo anterior poderá ser dispensada. microrregiões e aglomerações urbanas. assentamentos e loteamentos irregulares. mediante lei. por ato fundamentado da autoridade municipal competente.Caberá ao Estado. considerando os aspectos ambientais. diretrizes para localização e integração das atividades industriais. mediante zoneamento agrícola inclusive. Agrária e Fundiária Artigo 184 . uso e ocupação do solo. fim e objetivos originariamente previstos quando da aprovação do loteamento. . de acordo com as respectivas diretrizes de desenvolvimento urbano. quando houver conflito. desde que assistidas por profissionais habilitados. desde que nas proximidades da área pública cuja destinação será alterada existam outras áreas públicas que atendam as necessidades da população. sociais.Competem aos Municípios.” (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26. (**) Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 16. bem como a ocupação estável do campo. § 3º . § 1º . a exigência de apresentação da planta interna para edificações unifamiliares. equipamentos públicos implantados com uso diverso da destinação.Ao Estado. (**) § 4º . mediante lei. § 3º . de 15 de dezembro de 2008 Artigo 181 .orientar o desenvolvimento rural.

assegurando condições para a produção e distribuição de alimentos básicos. conservação.Para a consecução dos objetivos assinalados neste artigo.criar programas específicos de crédito. IV . IV . de forma preferencial. Artigo 187 .Caberá ao Poder Público. de forma favorecida.criar programas especiais para fornecimento de energia. em especial nos assentamentos para fins de reforma agrária. além de outras que forem estabelecidas pelas partes. III . § 2º .A ação dos órgãos oficiais atenderá. . serviços. especialmente quanto à proteção e conservação do solo e da água. recuperação e melhoria do meio ambiente natural. (**) Artigo 190 . § 1º .da exploração das terras.da indivisibilidade e da intransferibilidade das terras.O Estado e os Municípios providenciarão. IX . agrários e fundiários. normatização. mediante lei.O Estado.da manutenção das reservas florestais obrigatórias e observância das restrições ambientais do uso do imóvel. com objetivo de propor diretrizes à sua política agrícola. tecnológica e agronômica. onde constarão. de forma favorecida. X . Artigo 186 . aos imóveis que cumpram a função social da propriedade. créditos e educação co-associadas. artificial e do trabalho. nos termos da lei. defesa. Artigo 188 . VIII . VII .orientar a utilização racional de recursos naturais de forma sustentada. Artigo 185 . e especialmente aos mini e pequenos produtores rurais e aos beneficiários de projeto de reforma agrária. sem autorização expressa e prévia do concedente.manter estrutura de assistência técnica e extensão rural.A execução de obras. sob pena de reversão ao concedente. Artigo 192 . criará um Conselho de Desenvolvimento Rural. quer pelo setor público.O Estado compatibilizará a sua ação na área agrícola e agrária para garantir as diretrizes e metas do Programa Nacional de Reforma Agrária. padronização e classificação de produtos de origem animal e vegetal. atendidas as peculiaridades regionais e locais e em harmonia com o desenvolvimento social e econômico. para custeio e aquisição de insumos. dos Recursos Naturais e do Saneamento SEÇÃO I Do Meio Ambiente Artigo 191 .O Estado apoiará e estimulará o cooperativismo e o associativismo como instrumento de desenvolvimento sócio-econômico. VI .manter um sistema de defesa sanitária animal e vegetal. a qualquer título. de modo direto. o Estado organizará sistema integrado de órgãos públicos e promoverá a elaboração e execução de planos de desenvolvimento agropecuários. obrigatoriamente. de setores empresariais e de trabalhadores. com o objetivo de amparar e estimular a irrigação. para cultivo ou qualquer outro tipo de exploração que atenda ao plano público de política agrária.O transporte de trabalhadores urbanos e rurais deverá ser feito por ônibus. na forma da lei. atividades.criar sistema de inspeção e fiscalização de insumos agropecuários. pessoal ou familiar.criar sistema de inspeção. organismos governamentais.III . cláusulas definidoras: I . compatível com a preservação do meio ambiente.manter e incentivar a pesquisa agropecuária. processos produtivos e empreendimentos e a exploração de recursos naturais de qualquer espécie. organizar o abastecimento alimentar. garantida a participação de representantes da comunidade agrícola. V .A concessão real de uso de terras públicas far-se-á por meio de contrato.da obrigatoriedade de residência dos beneficiários na localidade de situação das terras. quer pelo privado. II . atendidas as normas de segurança estabelecidas em lei. Artigo 189 . com a participação da coletividade. objetivando incentivar a produção de alimentos básicos e da horticultura. consumo. fiscalização. bem como estimulará formas de produção. a preservação. (**) ADIN 403-4 – DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE CAPÍTULO IV Do Meio Ambiente.

promover a educação ambiental e a conscientização pública para a preservação. transporte.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais das espécies e dos ecossistemas. incluindo os já existentes. . bem como promover o reflorestamento.A outorga de licença ambiental. transporte. não poluentes. incluindo o de trabalho. na água potável e nos alimentos. § 1º . integrante de sistema unificado para esse efeito. objetivando especialmente a consecução de índices mínimos de cobertura vegetal. Artigo 193 . da aprovação do Estudo Prévio de Impacto Ambiental e respectivo relatório a que se dará prévia publicidade. XI .disciplinar a restrição à participação em concorrências públicas e ao acesso a benefícios fiscais e créditos oficiais às pessoas físicas e jurídicas condenadas por atos de degradação do meio ambiente. conforme critérios que a legislação especificar. com plantio de árvores. renovável na forma da lei. sendo a alteração e supressão.O Estado. conservação e recuperação do meio ambiente.estimular e incentivar a pesquisa.A licença ambiental.estimular e contribuir para a recuperação da vegetação em áreas urbanas.promover medidas judiciais e administrativas de responsabilização dos causadores de poluição ou de degradação ambiental. vedadas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e que provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. para a execução e a exploração mencionadas no "caput" deste artigo. controle e desenvolvimento do meio ambiente e uso adequado dos recursos naturais. XVI . nesta compreendidos todos os animais silvestres. utilização e destino final de substâncias. preferencialmente frutíferas. visando à adoção de medidas especiais de proteção. proteção. armazenamento. às margens de rios e lagos.fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação genética. fiscalizando a extração. II . comercialização.controlar e fiscalizar a produção. V . VI . permitidas somente por lei.incentivar a pesquisa.informar a população sobre os níveis de poluição. as situações de risco de acidentes. comercialização e consumo de seus espécimes e subprodutos. IV .adotar medidas. XIV . visando à sua perenidade. assegurada a participação da coletividade. XVII . XV . IX .definir. VII . métodos de abate.proteger a flora e a fauna. produção. bem como os resultados das monitoragens e auditorias a que se refere o inciso IV deste artigo. por órgão. o desenvolvimento e a capacitação tecnológica para a resolução dos problemas ambientais e promover a informação sobre essas questões.propor uma política estadual de proteção ao meio ambiente. será feita com observância dos critérios gerais fixados em lei. VIII . coordenar e integrar as ações de órgãos e entidades da administração pública direta e indireta. nas diferentes áreas de ação pública e junto ao setor privado. para organizar. III . XII . em especial. garantida a realização de audiências públicas. mediante lei. XIII . X . implantar e administrar espaços territoriais e seus componentes representativos de todos os ecossistemas originais a serem protegidos.realizar periodicamente auditorias nos sistemas de controle de poluição e de atividades potencialmente poluidoras. para manter e promover o equilíbrio ecológico e a melhoria da qualidade ambiental. criará um sistema de administração da qualidade ambiental. exóticos e domésticos. além de normas e padrões estabelecidos pelo Poder Público e em conformidade com o planejamento e zoneamento ambientais. quando potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente. § 2º . com o fim de: I . bem como de tecnologias brandas e materiais poupadores de energia. prevenindo a degradação em todas as suas formas e impedindo ou mitigando impactos ambientais negativos e recuperando o meio ambiente degradado. a presença de substâncias potencialmente nocivas à saúde. criação. métodos e instalações que comportem risco efetivo ou potencial para a qualidade de vida e meio ambiente. bem como o uso de técnicas. ou entidade governamental competente.serão admitidas se houver resguardo do meio ambiente ecologicamente equilibrado. será sempre precedida.promover e manter o inventário e o mapeamento da cobertura vegetal nativa. o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativas.promover a captação e orientar a aplicação de recursos financeiros destinados ao desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com a proteção e conservação do meio ambiente. a qualidade do meio ambiente.

criará mecanismos de compensação financeira para Municípios que sofrerem restrições por força de instituição de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Estado. mediante lei. pelo responsável. adotando medidas preventivas ou corretivas e aplicando as sanções administrativas pertinentes. pessoas físicas ou jurídicas.as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora.As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. Artigo 196 .O Poder Público estimulará a criação e manutenção de unidades privadas de conservação. na forma da lei. a Serra do Mar. Parágrafo único . XX .O Estado estabelecerá. bem como aquelas que sirvam como local de pouso ou reprodução de migratórios. e articular os respectivos planos. Parágrafo único . possam causar degradação do meio ambiente.preservação e proteção da integridade de amostras de toda a diversidade de ecossistemas.A Mata Atlântica. sem prejuízo dos corpos de fiscalização dos demais órgãos especializados.É obrigatória.as cavidades naturais subterrâneas. Artigo 195 . bem como as restrições ao uso e ocupação desses espaços. XXI . Artigo 197 . cujas atribuições e composição serão definidas em lei.instituir programas especiais mediante a integração de todos os seus órgãos. incluindo os de crédito. II . órgão normativo e recursal. da vegetação adequada nas áreas protegidas. objetivando incentivar os proprietários rurais a executarem as práticas de conservação do solo e da água. V . considerando os seguintes princípios: I . Artigo 198 . os mananciais e matas ciliares. a sanções penais e administrativas. XIX . os Vales dos Rios Paraíba. Ribeira. Parágrafo único .controlar e fiscalizar obras.Aquele que explorar recursos naturais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. b) órgãos executivos incumbidos da realização das atividades de desenvolvimento ambiental. a Zona Costeira.O sistema de proteção e desenvolvimento do meio ambiente será integrado pela Polícia Militar mediante suas unidades de policiamento florestal e de mananciais.as áreas estuarinas. Tietê e Paranapanema e as unidades de conservação do Estado são espaços territoriais especialmente protegidos e sua utilização far-se-á na forma da lei. de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente. IV . independentemente da obrigação dos infratores de reparação aos danos causados. programas e ações. Artigo 199 .as nascentes. III . respeitando a sua autonomia e independência de atuação. . mediante lei.O Poder Público Estadual. com aplicação de multas diárias e progressivas no caso de continuidade da infração ou reincidência.preservação e proteção dos recursos naturais. (**)Artigo 200 . incumbidas da prevenção e repressão das infrações cometidas contra o meio ambiente. na forma da lei. os espaços definidos no inciso V do artigo anterior. Artigo 194 .O sistema mencionado no "caput" deste artigo será coordenado por órgão da administração direta que será integrado por: a) Conselho Estadual do Meio Ambiente.as paisagens notáveis. a serem implantados como especialmente protegidos. II .os manguezais.São áreas de proteção permanente: I . III . incluídas a redução do nível de atividade e a interdição. VI .proteção do processo evolutivo das espécies. considerando as características regionais e locais. atividades. dependendo de prévia autorização e dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. direta ou indiretamente.incentivar e auxiliar tecnicamente as associações de proteção ao meio ambiente constituídas na forma da lei. sem prejuízo das demais sanções cabíveis. o Complexo Estuarino Lagunar entre Iguape e Cananéia.XVIII . processos produtivos e empreendimentos que. de preservação e reposição das matas ciliares e replantio de espécies nativas.realizar o planejamento e o zoneamento ambientais. a recuperação.

(**) ADIN 350-0/600 – AGUARDANDO JULGAMENTO NO STF SEÇÃO II Dos Recursos Hídricos Artigo 205 .As áreas declaradas de utilidade pública.a defesa contra eventos críticos. Artigo 209 . sem o devido tratamento.a celebração de convênios com os Municípios. III . com restrições a usos incompatíveis nas sujeitas a inundações freqüentes e da manutenção da capacidade de infiltração do solo. Artigo 208 . por qualquer forma. (**) Artigo 204 .a proteção das águas contra ações que possam comprometer o seu uso atual e futuro. Artigo 210 . contribuíra para o desenvolvimento dos Municípios em cujos territórios se localizarem reservatórios hídricos e naqueles que recebam o impacto deles. para garantir a segurança e a saúde públicas. das águas de interesse exclusivamente local. . mediante mecanismos próprios.O Estado adotará medidas para controle da erosão. para fins de desapropriação. em particular à preservação dos recursos hídricos e ao uso equilibrado dos recursos naturais.As águas subterrâneas.Fica proibida a caça.da instituição de áreas de preservação das águas utilizáveis para abastecimento às populações e da implantação. serão consideradas espaços territoriais. participativa e integrada em relação aos demais recursos naturais e às peculiaridades da respectiva bacia hidrográfica. sob qualquer pretexto. IV .do zoneamento de áreas inundáveis. VII . por lei. Artigo 201 .O Estado apoiará a formação de consórcios entre os Municípios.a gestão descentralizada. de medidas no sentido: I . objetivando a implantação de unidades de conservação ambiental. III .Para proteger e conservar as águas e prevenir seus efeitos adversos.a utilização racional das águas superficiais e subterrâneas e sua prioridade para abastecimento às populações. que ofereçam riscos à saúde e segurança públicas e prejuízos econômicos ou sociais. por estes.o desenvolvimento do transporte hidroviário e seu aproveitamento econômico. sistema integrado de gerenciamento dos recursos hídricos.(**) ADIN. sem exame do mérito. estabelecendo-se normas de conservação do solo em áreas agrícolas e urbanas. na forma da lei.O Estado instituirá. quando de eventos hidrológicos indesejáveis. na forma da lei. objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental. à aprovação prévia por organismos estaduais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos. reservas estratégicas para o desenvolvimento econômico-social e valiosas para o suprimento de água às populações.Julgada extinta. para a gestão.do condicionamento. inseridas em unidades de preservação ou necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. não sendo nelas permitidas atividades que degradem o meio ambiente ou que. especialmente protegidos. conservação e recuperação de matas ciliares.13. pelos Municípios. II . II . e assegurará meios financeiros e institucionais para: I . o Estado incentivará a adoção. definidos em lei. IV . possam comprometer a integridade das condições ambientais que motivaram a expropriação. deverão ter programa permanente de conservação e proteção contra poluição e superexploração. Artigo 203 .o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos e o rateio dos custos das respectivas obras. dos atos de outorga de direitos que possam influir na qualidade ou quantidade das águas superficiais e subterrâneas. Artigo 206 .São indisponíveis as terras devolutas estaduais apuradas em ações discriminatórias e arrecadadas pelo Poder Público.O Poder Público. com diretrizes em lei.da implantação de sistemas de alerta e defesa civil. em todo o Estado. congregando órgãos estaduais e municipais e a sociedade civil. V . em qualquer corpo de água. VI . Artigo 202 . Artigo 207 .Fica vedado o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais.140-0 TJ .

respeitando os seguintes princípios: I .executar e incentivar o desenvolvimento tecnológico aplicado à pesquisa. nas ações previstas neste artigo e no tratamento de águas residuárias.proporcionar o atendimento técnico nas aplicações do conhecimento geológico às necessidades das Prefeituras do Estado. plano plurianual de saneamento estabelecendo as diretrizes e os programas para as ações nesse campo.A proteção da quantidade e da qualidade das águas será obrigatoriamente levada em conta quando da elaboração de normas legais relativas a florestas. executando programa permanente de levantamentos geológicos básicos. IV . a utilização dos recursos hídricos será cobrada segundo as peculiaridades de cada bacia hidrográfica. em conformidade com a política estadual do meio ambiente. a drenagem. na forma da lei. SEÇÃO IV Do Saneamento Artigo 215 . e do aproveitamento energético dos cursos de água em seu território.A lei estabelecerá incentivos para os Municípios que aplicarem. e o produto aplicado nos serviços e obras referidos no inciso I. destinados a assegurar os benefícios do saneamento à totalidade da população. III . exploração racional e beneficiamento de recursos minerais. ou da compensação financeira. Parágrafo único . do parágrafo único.da instituição de programas permanentes de racionalização do uso das águas destinadas ao abastecimento público e industrial e à irrigação. III . Parágrafo único . por lei. V . de interesse sócio-econômico-financeiro para o Estado.Compete ao Estado: I . ou que tenham restrições ao seu desenvolvimento em razão de leis de proteção de mananciais. a correta utilização das várzeas. mediante planos regionais de ação integrada. em particular de cooperativas. II . a flora e a fauna aquáticas e a preservação do meio ambiente. o produto da participação no resultado da exploração dos potenciais energéticos em seu território. assim como de combate às inundações e à erosão. deste artigo.A lei estabelecerá a política das ações e obras de saneamento básico no Estado. o Estado levará em conta os usos múltiplos e o controle das águas.fomentar as atividades de mineração. conservação da natureza. . assegurando o suprimento de recursos minerais necessários ao atendimento da agricultura.aplicar o conhecimento geológico ao planejamento regional. da indústria de transformação e da construção civil do Estado.V . aos Municípios afetados por inundações decorrentes de reservatórios de água implantados pelo Estado. pequenos e médios mineradores.O Estado instituirá.criação e desenvolvimento de mecanismos institucionais e financeiros. ou da compensação financeira.elaborar e propor o planejamento estratégico do conhecimento geológico de seu território. fauna. Artigo 213 .Para garantir as ações previstas no artigo 205. de erosão do solo. no atendimento de necessidades do desenvolvimento econômico e social.orientação técnica para os programas visando ao tratamento de despejos urbanos e indústriais e de resíduos sólidos.na compensação. será aplicado.prestação de assistência técnica e financeira aos Municípios. II . Artigo 216 . de maneira estável e harmônica com as demais formas e ocupação do solo e atendimento à legislação ambiental. caça. e fomento à implantação de soluções comuns. Artigo 211 . às questões ambientais.Na articulação com a União. na forma da lei. SEÇÃO III Dos Recursos Minerais Artigo 214 . de estabilidade de encostas. quando da exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. pesca. prioritariamente: 1 . Artigo 212 . defesa do solo e demais recursos naturais e ao meio ambiente. previstos nos planos estaduais de recursos hídricos e de saneamento básico. prioritariamente. de construção de obras civis e à pesquisa e exploração de recursos minerais e de água subterrânea.em serviços e obras hidráulicas e de saneamento de interesse comum.O produto da participação do Estado no resultado da exploração de potenciais hidroenergéticos em seu território. para o desenvolvimento dos seus serviços. 2 .

Artigo 220 .O Estado garantirá. de modo compatível com a preservação e melhoria da qualidade da saúde pública e do meio ambiente e com a eficiência dos serviços públicos de saneamento.As ações de saneamento deverão prever a utilização racional da água. de forma direta.A participação do setor privado no sistema único de saúde efetivar-se-á segundo suas diretrizes. (**) § 4º .O plano. além do Poder Público.O Estado assegurará condições para a correta operação. § 3º . organização e competência fixadas em lei. garantem a participação de representantes da comunidade. dos trabalhadores. § 2º . 4 . SEÇÃO II Da Saúde Artigo 219 .políticas sociais. o planejamento e desenvolvimento de ações que viabilizem. nos termos da lei. § 6º . no âmbito de sua competência. quando participarem do sistema único de saúde.As pessoas físicas e as pessoas jurídicas de direito privado. que terão sua composição. em seu território. na elaboração e controle das políticas de saúde.As ações e serviços de saúde serão realizados. fiscalização e acompanhamento do sistema único de saúde. fiscalização e controle. § 2º . (*) Regulamentado pela Lei nº 10. Parágrafo único . abrangendo a promoção.acesso universal e igualitário às ações e ao serviço de saúde.Ao Estado cumpre assegurar o bem-estar social. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.atendimento integral do indivíduo.A saúde é direito de todos e dever do Estado. assim como as atividades desenvolvidas pelo sistema. do solo e do ar.Os Poderes Públicos Estadual e Municipal garantirão o direito à saúde mediante: 1 .§ 1º . objeto deste artigo. cabendo ao Poder Público dispor. os locais públicos e de trabalho. 3 . § 1º . em todos os níveis. de 7/1/1999 § 5º . e pela iniciativa privada. deverá respeitar as peculiaridades regionais e locais e as características das bacias hidrográficas e dos respectivos recursos hídricos.direito à obtenção de informações e esclarecimentos de interesse da saúde individual e coletiva.As ações e os serviços de saúde são de relevância pública. TÍTULO VII Da Ordem Social CAPÍTULO I Disposição Geral Artigo 217 . os princípios de seguridade social previstos nos artigos 194 e 195 da Constituição Federal. preservação e recuperação de sua saúde. 2 . em especial. entidades e prestadores de serviços da área de saúde. econômicas e ambientais que visem ao bem-estar físico. mental e social do indivíduo e da coletividade e à redução do risco de doenças e outros agravos.A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. mediante convênio ou contrato de direito público. preferencialmente. bem como na formulação. ficam sujeitas às suas diretrizes e às normas administrativas incidentes sobre o objeto de convênio ou de contrato.201. garantindo o pleno acesso aos bens e serviços essenciais ao desenvolvimento individual e coletivo. § 3º . Artigo 221 . sobre sua regulamentação. necessária ampliação e eficiente administração dos serviços de saneamento básico prestados por concessionária sob seu controle acionário.As ações e os serviços de preservação da saúde abrangem o ambiente natural. CAPÍTULO II Da Seguridade Social SEÇÃO I Disposição Geral Artigo 218 .Os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde.É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. . pelo Poder Público ou através de terceiros.

III . indireta e fundacional. nos termos da lei. sob a direção de um profissional de saúde.O Poder Público Estadual e os Municípios aplicarão. “a”. VI . em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: 1 . serviços e ações de saúde. da Constituição Federal e artigo 167 da Constituição Estadual.a participação na formulação da política e na execução das ações de saneamento básico. da Constituição Federal. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. fiscalização e controle da produção e distribuição dos componentes farmacêuticos básicos. 2 .a participação no controle e fiscalização da produção.a identificação e o controle dos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva. biotecnológicos.a organização. V . II .As ações e os serviços de saúde executados e desenvolvidos pelos órgãos e instituições públicas estaduais e municipais. d) saúde do idoso.a assistência integral à saúde. IV . II . especialmente. anualmente. e) saúde da mulher. ações referentes à: a) vigilância sanitária. produtos químicos. da administração direta.no caso do Estado. VIII . imunobiológicos. e II. mediante. c) saúde do trabalhador. nos termos da Constituição Federal. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 223 . e 159.Compete ao Sistema Único de Saúde.universalização da assistência de igual qualidade com instalação e acesso a todos os níveis. atuando em relação ao processo produtivo para garantir: a) o acesso dos trabalhadores às informações referentes a atividades que comportem riscos à saúde e a métodos de controle. além de outras atribuições: I . medicamentos. tóxicos e teratogênicos. em termos de prioridades e estratégias regionais. dos serviços de saúde à população urbana e rural. guarda e utilização de substâncias de produtos psicoativos. sob qualquer título.a colaboração na proteção do meio ambiente. V . deduzidas as parcelas que forem transferidas aos Municípios.Artigo 222 . III . formação e valorização de profissionais da área. bom como aos resultados das avaliações realizadas. armazenamento. hemoderivados e outros de interesse para a saúde. o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o artigo 165 da Constituição Estadual e dos recursos de que tratam os artigos 157 e 159. vedada a cobrança de despesas e taxas. I.no caso dos Municípios. b) vigilância epidemiológica. f) saúde da criança e do adolescente.a implementação dos planos estaduais de saúde e de alimentação e nutrição. constituem o sistema único de saúde. I. no sentido de propiciar melhor adequação às necessidades específicas do . incluindo do trabalho.a adoção de política de recursos humanos em saúde e na capacitação. em consonância com os Planos Nacionais.municipalização dos recursos. b) a adoção de medidas preventivas de acidentes e de doenças do trabalho. o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o artigo 156 da Constituição Federal e dos recursos de que tratam os artigos 158. adequado às diversas realidades epidemiológicas. que se organizará ao nível do Estado. facilitando à população o acesso a eles.descentralização com direção única no âmbito estadual e no de cada Município.gratuidade dos serviços prestados. I e II. Parágrafo único .integração das ações e serviços com base na regionalização e hierarquização do atendimento individual e coletivo. “b”. respeitadas as necessidades específicas de todos os segmentos da população. g) saúde dos portadores de deficiências. transporte. de acordo com as seguintes diretrizes e bases: I . VII . com estabelecimento em lei dos critérios de repasse das verbas oriundas das esferas federal e estadual. IV .

Assegurar-se-á ao paciente. proceder à avaliação das fontes de risco no ambiente de trabalho e determinar a adoção das devidas providências para que cessem os motivos que lhe deram causa. religiosa e espiritualmente.O Estado garantirá o funcionamento de unidades terapêuticas para recuperação de usuários de substâncias que geram dependência física ou psíquica. de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho. Artigo 230 . secundária e terciária de saúde. pesquisa e tratamento. de caráter regionalizado. obedecendo-se à ordem cronológica da lista de receptores e respeitando-se. XII . de forma a aprimorar a prestação de assistência integral. científicos e assistenciais para assegurá-lo. pelo seu corpo clínico especializado. IX . gerência ou administração de entidades que mantenham contratos ou convênios com o Sistema Único de Saúde.O Estado atuará para garantir a saúde e a segurança dos empregados nos ambientes de trabalho. sem prejuízo de quaisquer direitos. em qualquer nível.Ao sindicato de trabalhadores. abrangendo desde a atenção primária. § 3º .a fiscalização e controle do equipamento e aparelhagem utilizados no sistema de saúde.Cabe ao Poder Público providenciar recursos e condições para receber as notificações que deverão ser feitas em caráter de emergência. quando houver exposição a risco iminente para a vida ou a saúde dos empregados. Artigo 228 .O Estado incentivará e auxiliará os Órgãos Públicos e entidades filantrópicas de estudo. tecidos e substâncias humanas.A lei disporá sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de órgão. tecidos e substâncias humanas. § 3º . para fins de transplante.a implantação de atendimento integral aos portadores de deficiências. tanto para hospital público como para a rede privada. Artigo 224 . para cargo ou função de chefia ou assessoramento na área de Saúde. em caráter de emergência.Em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho. em seu território. até a eliminação do risco. ou a representante que designar. a faculdade de ser assistido. salvo ordem judicial. até o fornecimento de todos os equipamentos necessários à sua integração social.Estado e de suas regiões e ainda àqueles segmentos da população cujas particularidades requerem atenção especial. é obrigatória. § 2º . por ministro de culto religioso. previstos na legislação penal. § 4º .O Estado criará banco de órgãos. em todos os casos de morte encefálica comprovada. tanto para exercer a procriação como para evitá-la. XI . constituídos na forma da lei. processamento e transfusão de sangue e seus derivados. sendo vedado todo tipo de comercialização. Artigo 229 .Compete à autoridade estadual. Artigo 227 . ou sejam por ele credenciadas. resguardado o direito de livre adesão dos pacientes. as urgências médicas. X .a garantia do direito à auto-regulação da fertilidade como livre decisão do homem. respeitando a sua autonomia e independência de atuação científica. rigorosamente. da mulher ou do casal. nos limites do Estado. a nível estadual.A notificação. § 1º . é garantido requerer a interdição de máquina.Cabe à rede pública de saúde. prestar o atendimento médico para a prática do aborto nos casos excludentes de antijuridicidade.O Estado regulamentará. SEÇÃO III Da Promoção Social .É vedada a nomeação ou designação. Artigo 225 .É assegurada a cooperação dos sindicatos de trabalhadores nas ações de vigilância sanitária desenvolvidas no local de trabalho. será lícito ao empregado interromper suas atividades. Artigo 231 . todo processo de coleta e percurso de sangue. descentralizado e hierarquizado em níveis de complexidade crescente. internado em hospitais da rede pública ou privada. § 2º . de pessoa que participe de direção.a revisão do Código Sanitário Estadual a cada cinco anos. § 1º . para atender ao disposto nos §§ 1º e 2º. pesquisa e combate ao câncer. bem como a coleta. provendo por meios educacionais. Artigo 226 . vedada qualquer forma coercitiva ou de indução por parte de instituições públicas ou privadas. de ofício ou mediante denúncia de risco à saúde. na forma da lei.

desde que cumpridas as exigências de fins dos serviços de assistência social a serem prestados. bem como a quaisquer preconceitos de classe.o desenvolvimento da capacidade de elaboração e reflexão crítica da realidade.a preservação. respeitada a legislação federal. V .Artigo 232 . levando em conta o princípio da descentralização.Compete ao Estado a fiscalização dos serviços prestados pelas entidades citadas no "caput" deste artigo.A educação.despesas com pessoal e encargos sociais. Artigo 238 .O Estado subvencionará os programas desenvolvidos pelas entidades assistenciais filantrópicas e sem fins lucrativos. vedada a aplicação desses recursos no pagamento de: 1 . Artigo 235 . Artigo 236 . . II .serviço da dívida. da Cultura e dos Esportes e Lazer SEÇÃO I Da Educação Artigo 237 . diretamente ou por indicação e sugestão ao órgão competente. considerados os Municípios e as comunidades como instâncias básicas para o atendimento e realização dos programas.a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica.o fortalecimento da unidade nacional e da solidariedade internacional. VI . ministrada com base nos princípios estabelecidos no artigo 205 e seguintes da Constituição Federal e inspirada nos princípios de liberdade e solidariedade humana. Parágrafo único – É facultado ao Poder Público vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até cinco décimos por cento de sua receita tributária. preservando-o. raça ou sexo. III .a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana.participação da comunidade. tem por fim: I .As ações do Poder Público. por meio de programas e projetos na área de promoção social. IV .o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum. educação. VIII .É vedada a distribuição de recursos públicos. II . pela sua natureza emergencial e compensatória. do Estado. por ocupantes de cargos eletivos.qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados. política ou religiosa. CAPÍTULO III Da Educação. não deverão prevalecer sobre a formulação e aplicação de políticas sociais básicas nas áreas de saúde. cabendo a coordenação e execução de programas às esferas estadual e municipal.A lei organizará o Sistema de Ensino do Estado de São Paulo. do cidadão.As ações governamentais e os programas de assistência social. conforme critérios definidos em lei. Parágrafo único . compatibilizando programas e recursos e evitando a duplicidade de atendimento entre as esferas estadual e municipal.O Estado criará o Conselho Estadual de Promoção Social. de 14 de fevereiro de 2006 Artigo 233 . 3 .integração das ações dos órgãos e entidades da administração em geral. 2 . abastecimento.descentralização administrativa. da família e dos demais grupos que compõem a comunidade. elaboradas.o preparo do indivíduo e da sociedade para o domínio dos conhecimentos científicos e tecnológicos que lhes permitam utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio. difusão e expansão do patrimônio cultural. III . funções e regulamentos serão definidos em lei. transporte e alimentação. Artigo 234 . serão organizadas. na área de assistência social. VII . com especial atenção às que se dediquem à assistência aos portadores de deficiências. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. executadas e acompanhadas com base nos seguintes princípios: I . cuja composição.o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais da pessoa humana.

Artigo 245 . de matrícula facultativa. devendo ser definidas com os Municípios formas de colaboração. consultados os órgãos descentralizados do Sistema Estadual de Ensino. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. igualmente. § 1º . respeitará as características próprias dessa faixa etária. Artigo 240 . estabelecendo normas gerais de funcionamento para as escolas públicas estaduais e municipais.O órgão próprio de educação do Estado será responsável pela definição de normas. assegurando a existência de escolas com corpo técnico qualificado e elevado padrão de qualidade.O Poder Público oferecerá atendimento especializado aos portadores de deficiências. visando promover a acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. § 3º . será delegada competência para autorizar o funcionamento e supervisionar as instituições de educação das crianças de zero a seis anos de idade. e pré-escolar. mediante a supressão de barreiras e obstáculos nos espaços e mobiliários.O ensino fundamental. estabelecido em lei. sua composição e atribuições.Os critérios para criação de Conselhos Regionais e Municipais de Educação. organização e composição definidas em lei.Os Municípios organizarão. bem como para as particulares. Parágrafo Único .O Conselho Estadual de Educação é órgão normativo. cujos sistemas de ensino estejam organizados. e considerados os diagnósticos e necessidades apontados nos Planos Municipais de Educação. visando a propiciar formação básica e comum indispensável a todos. § 2º . tendo sua elaboração coordenada pelo Executivo. com oito anos de duração.A educação da criança de zero a seis anos. com suas atribuições. Parágrafo único . bem como as normas para seu funcionamento. serão estabelecidos e regulamentados por lei. sempre que possível.A atuação da administração pública estadual no ensino público fundamental dar-se-á por meio de rede própria ou em cooperação técnica e financeira com os Municípios. preferencialmente na rede regular de ensino.As escolas particulares estarão sujeitas à fiscalização.É dever do Poder Público o provimento. nos termos do inciso VI artigo 30. a partir dos sete anos de idade. Artigo 242 . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 39. § 2º . só podendo atuar nos níveis mais elevados quando a demanda naqueles níveis estiver plena e satisfatoriamente atendida. Artigo 247 . assegurando a existência de escolas com corpo técnico qualificado e elevado padrão de qualidade. de 27 de janeiro de 2014 . supervisão e fiscalização das creches e pré-escolas públicas e privadas no Estado. como complemento à formação integral do indivíduo.O ensino religioso.É vedada a cessão de uso de próprios públicos estaduais.Nos três níveis de ensino será estimulada a prática de esportes individuais e coletivos. integrada ao sistema de ensino. será levada em conta em face das necessidades dos portadores de deficiências. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. Artigo 244 . é obrigatório para todas as crianças.O Plano Estadual de Educação. abrangendo todos os níveis e modalidades. nos termos do artigo 30.A atuação da administração pública estadual no ensino público fundamental dar-se-á por meio de rede própria ou em cooperação técnica e financeira com os Municípios. § 2º . Artigo 249 . incluindo a especial. em todo o território paulista. da Constituição Federal.Os Municípios responsabilizar-se-ão prioritariamente pelo ensino fundamental. seus sistemas de ensino. na forma da lei § 4° – O Poder Público adequará as escolas e tomará as medidas necessárias quando da construção de novos prédios. Artigo 241 .Artigo 239 . de vagas em número suficiente para atender à demanda do ensino fundamental obrigatório e gratuito. do ponto de vista qualitativo e quantitativo. Artigo 248 . é de responsabilidade do Poder Público Estadual. a comunidade educacional. § 1º . consultivo e deliberativo do sistema de ensino do Estado de São Paulo. controle e avaliação. Artigo 243 .Aos Municípios. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. autorização de funcionamento. Artigo 246 .O Poder Público organizará o Sistema Estadual de Ensino. para o funcionamento de estabelecimentos de ensino privado de qualquer natureza. da Constituição Federal. .A prática referida no "caput". VI.

(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006
§ 3º - O ensino fundamental público e gratuito será também garantido aos jovens e adultos que, na
idade própria, a ele não tiveram acesso, e terá organização adequada às características dos
alunos.
§ 4º - Caberá ao Poder Público prover o ensino fundamental diurno e noturno, regular e supletivo,
adequado às condições de vida do educando que já tenha ingressado no mercado de trabalho.
§ 5º - É permitida a matrícula no ensino fundamental, a partir dos seis anos de idade, desde que
plenamente atendida a demanda das crianças de sete anos de idade.
Artigo 250 - O Poder Público responsabilizar-se-á pela manutenção e expansão do ensino médio,
público e gratuito, inclusive para os jovens e adultos que, na idade própria, a ele não tiveram
acesso, tomando providências para universalizá-lo.
§ 1º - O Estado proverá o atendimento do ensino médio em curso diurno e noturno, regular e
supletivo, aos jovens e adultos especialmente trabalhadores, de forma compatível com suas
condições de vida.
§ 2º - Além de outras modalidades que a lei vier a estabelecer no ensino médio, fica assegurada a
especificidade do curso de formação do magistério para a pré-escola e das quatro primeiras séries
do ensino fundamental, inclusive com formação de docentes para atuarem na educação de portadores
de deficiências.
Artigo 251 - A lei assegurará a valorização dos profissionais de ensino, mediante a fixação de
planos de carreira para o Magistério Público, com piso salarial profissional, carga horária
compatível com o exercício das funções e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e
títulos.
Artigo 252 - O Estado manterá seu próprio sistema de ensino superior, articulado com os demais
níveis.
Parágrafo único - O sistema de ensino superior do Estado de São Paulo incluirá universidades e
outros estabelecimentos.
Artigo 253 - A organização do sistema de ensino superior do Estado será orientada para a ampliação
do número de vagas oferecidas no ensino público diurno e noturno, respeitadas as condições para a
manutenção da qualidade de ensino e do desenvolvimento da pesquisa.
Parágrafo único - As universidades públicas estaduais deverão manter cursos noturnos que, no
conjunto de suas unidades, correspondam a um terço pelo menos do total das vagas por elas
oferecidas.
Artigo 254 - A autonomia da universidade será exercida respeitando, nos termos do seu estatuto, a
necessária democratização do ensino e a responsabilidade pública da instituição, observados os
seguintes princípios:
I - utilização dos recursos de forma a ampliar o atendimento à demanda social, tanto mediante
cursos regulares quanto atividades de extensão;
II - representação e participação de todos os segmentos da comunidade interna nos órgãos
decisórios e na escolha de dirigentes, na forma de seus estatutos.
Parágrafo único - A lei criará formas de participação da sociedade, por meio de instâncias
públicas externas à universidade, na avaliação do desempenho da gestão dos recursos.

§ 1º - A lei criará formas de participação da sociedade, por meio de instâncias públicas externas à universidade, na avaliação do
desempenho da gestão dos recursos.
§ 2º - É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
§ 3º - O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica. (NR)”
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006
Artigo 255 - O Estado aplicará, anualmente, na manutenção e no desenvolvimento do ensino público,
no mínimo, trinta por cento da receita resultante de impostos, incluindo recursos provenientes de
transferências.
Parágrafo único - A lei definirá as despesas que se caracterizem como manutenção e desenvolvimento
do ensino.
Artigo 256 - O Estado e os Municípios publicarão, até trinta dias após o encerramento de cada
trimestre, informações completas sobre receitas arrecadadas e transferências de recursos
destinados à educação nesse período e discriminadas por nível de ensino.

Artigo 257 - A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das
necessidades do ensino fundamental.
Parágrafo único - Parcela dos recursos públicos destinados à educação deverá ser utilizada em
programas integrados de aperfeiçoamento e atualização para os educadores em exercício no ensino
público.
(**) Artigo 258 - A eventual assistência financeira do Estado às instituições de ensino
filantrópicas, comunitárias ou confessionais, conforme definidas em lei, não poderá incidir sobre
a aplicação mínima prevista no artigo 255.
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 13, de 4 de dezembro de 2001
Artigo 258 - O Poder Público poderá, mediante convênio, destinar parcela dos recursos de que trata
o artigo 255 a instituições filantrópicas, definidas em lei, para a manutenção e o desenvolvimento
de atendimento educacional, especializado e gratuito a educandos portadores de necessidades
especiais.
SEÇÃO II
Da Cultura
Artigo 259 - O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às
fontes da cultura, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão de suas manifestações.
Artigo 260 - Constituem patrimônio cultural estadual os bens de natureza material e imaterial,
tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referências à identidade, à ação e à memória
dos diferentes grupos formadores da sociedade nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
III - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações
artístico-culturais;
IV - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico,
paleontológico, ecológico e científico.
Artigo 261 - O Poder Público pesquisará, identificará, protegerá e valorizará o patrimônio
cultural paulista, através do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico
e Turístico do Estado de São Paulo, CONDEPHAAT, na forma que a lei estabelecer.
Artigo 262 - O Poder Público incentivará a livre manifestação cultural mediante:
I - criação, manutenção e abertura de espaços públicos devidamente equipados e capazes de garantir
a produção, divulgação e apresentação das manifestações culturais e artísticas;
II - desenvolvimento de intercâmbio cultural e artístico com os Municípios, integração de
programas culturais e apoio à instalação de casas de cultura e de bibliotecas públicas;
III - acesso aos acervos das bibliotecas, museus, arquivos e congêneres;
IV - promoção do aperfeiçoamento e valorização dos profissionais da cultura;
V - planejamento e gestão do conjunto das ações, garantida a participação de representantes da
comunidade;
VI - compromisso do Estado de resguardar e defender a integridade, pluralidade, independência e
autenticidade das culturas brasileiras, em seu território;
VII - cumprimento, por parte do Estado, de uma política cultural não intervencionista, visando à
participação de todos na vida cultural;
VIII - preservação dos documentos, obras e demais registros de valor histórico ou científico.
Artigo 263 - A lei estimulará, mediante mecanismos específicos, os empreendimentos privados que se
voltem à preservação e à restauração do patrimônio cultural do Estado, bem como incentivará os
proprietários de bens culturais tombados, que atendam às recomendações de preservação do
patrimônio cultural.
Artigo 263 - A – É facultado ao Poder Público vincular a fundo estadual de fomento à cultura até
cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e
projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de:
I – despesas com pessoal e encargos sociais;

II – serviço da dívida;
III – qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações
apoiados.
(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006
SEÇÃO III
Dos Esportes e Lazer
Artigo 264 - O Estado apoiará e incentivará as práticas esportivas formais e não formais, como
direito de todos.
Artigo 265 - O Poder Público apoiará e incentivará o lazer como forma de integração social.
Artigo 266 - As ações do Poder Público e a destinação e recursos orçamentários para o setor darão
prioridade:
I - ao esporte educacional, ao esporte comunitário e, na forma da lei, ao esporte de alto
rendimento;
II - ao lazer popular;
III - à construção e manutenção de espaços devidamente equipados para as práticas esportivas e o
lazer;
IV - à promoção, estímulo e orientação à prática e difusão da Educação Física;
V - à adequação dos locais já existentes e previsão de medidas necessárias quando da construção de
novos espaços, tendo em vista a prática de esportes e atividades de lazer por parte dos portadores
de deficiência, idosos e gestantes, de maneira integrada aos demais cidadãos.
Parágrafo único - O Poder Público estimulará e apoiará as entidades e associações da comunidade
dedicadas às práticas esportivas.
Artigo 267 - O Poder Público incrementará a prática esportiva às crianças, aos idosos e aos
portadores de deficiências.
CAPÍTULO IV
Da Ciência e Tecnologia
Artigo 268 - O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a
capacitação tecnológica.
§ 1º - A pesquisa científica receberá tratamento prioritário do Estado, diretamente ou por meio de
seus agentes financiadores de fomento, tendo em vista o bem público e o progresso da ciência.
§ 2º - A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas sociais
e ambientais e para o desenvolvimento do sistema produtivo, procurando harmonizá-lo com os
direitos fundamentais e sociais dos cidadãos.
Artigo 269 - O Estado manterá Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia com o objetivo de
formular, acompanhar, avaliar e reformular a política estadual científica e tecnológica e
coordenar os diferentes programas de pesquisa.
§ 1º - A política a ser definida pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia deverá orientar-se
pelas seguintes diretrizes:
1 - desenvolvimento do sistema produtivo estadual;
2 - aproveitamento racional dos recursos naturais, preservação e recuperação do meio ambiente;
3 - aperfeiçoamento das atividades dos órgãos e entidades responsáveis pela pesquisa científica e
tecnológica;
4 - garantia de acesso da população aos benefícios do desenvolvimento científico e tecnológico;
5 - atenção especial às empresas nacionais, notadamente às médias, pequenas e microempresas.
§ 2º - A estrutura, organização, composição e competência desse Conselho serão definidas em lei.
Artigo 270 - O Poder Público apoiará e estimulará, mediante mecanismos definidos em lei,
instituições e empresas que invistam em pesquisa e criação de tecnologia, observado o disposto no
§ 4º do artigo 218 da Constituição Federal.

bem como à família. IV. violência. ao respeito. com absoluta prioridade. para aplicação em desenvolvimento científico e tecnológico. Artigo 276 . alimentação. serão utilizados de modo a assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião. CAPÍTULO V Da Comunicação Social Artigo 273 .Cabe ao Poder Público. exploração. à dignidade. à alimentação. ao jovem. (NR) . quando feita por entidade pública de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. para outra entidade pública da área de ensino e pesquisa em ciência e tecnologia. ao adolescente. terá como órgão consultivo e deliberativo o Conselho Estadual de Defesa do Consumidor.A ação do Estado. as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público ou a quaisquer entidades sujeitas. à alimentação. no campo da comunicação. CAPÍTULO VI Da Defesa do Consumidor Artigo 275 .O Estado promoverá a defesa do consumidor mediante adoção de política governamental própria e de medidas de orientação e fiscalização. da Criança. ao seu controle econômico.visão pedagógica da comunicação dos órgãos e entidades públicas. à saúde.democratização do acesso às informações. de acordo com o artigo158. do Adolescente. do Jovem. Parágrafo único . Artigo 274 . assistência judiciária. com atribuições de tutela e promoção dos consumidores de bens e serviços. habitação.O disposto neste artigo não se aplica à doação de equipamentos e insumos para a pesquisa. crueldade e agressão. definidas em lei. do Idoso e dos Portadores de Deficiências (**) Renomeado pela Emenda Constitucional nº 38. à cultura. crédito. indireta e fundacional são inalienáveis e intransferíveis. fundar-se-á sobre os seguintes princípios: I . à profissionalização. o direito à vida. segurança e educação. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. integrado por órgãos públicos das áreas de saúde.A lei definirá também os direitos básicos dos consumidores e os mecanismos de estímulo à auto-organização da defesa do consumidor. será transferida mensalmente. ao idoso e aos portadores de deficiências.Os órgãos de comunicação social pertencentes ao Estado. à dignidade. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. de assistência judiciária e policial especializada e de controle de qualidade dos serviços públicos. com atribuições e composição definidas em lei. Artigo 272 . cultural e científico dos museus. abastecimento. ao adolescente. o direito à vida. à educação. do Idoso e dos Portadores de Deficiências Da Família.O Sistema Estadual de Defesa do Consumidor. de 16 de outubro de 2003 Artigo 277 . assegurar à criança. devendo o percentual ser calculado sobre a arrecadação do mês de referência e ser pago no mês subseqüente. sem audiência da comunidade científica e aprovação prévia do Poder Legislativo. Parágrafo único . Parágrafo único . violência. crueldade e agressão. à saúde. à profissionalização. do Adolescente. bem como à família. III . direta ou indiretamente. à cultura.O Estado destinará o mínimo de um por cento de sua receita tributária à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. da Criança. à educação. II . ao lazer.O patrimônio físico. ao idoso e aos portadores de deficiências. com absoluta prioridade.A dotação fixada no "caput". Artigo 277 – Cabe ao Poder Público. exploração. assegurar à criança.pluralismo e multiplicidade das fontes de informação. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. como renda de sua privativa administração. ao lazer. discriminação. excluída a parcela de transferência aos Municípios. ao respeito. da Constituição Federal. discriminação.Artigo 271 . institutos e centros de pesquisa da administração direta. CAPÍTULO VII Da Proteção Especial SEÇÃO I Da Família.

álcool e drogas afins. esportivos. Artigo 281 . de 16 de outubro de 2003 Parágrafo único . também nas enfermarias. a aquisição dos equipamentos que se destinam a uso pessoal e que permitam a correção. oferecendo os meios adequados para esse fim aos que não tenham condições de freqüentar a rede regular de ensino. acompanhamento psicológico e social e defesa técnica por profissionais habilitados. Parágrafo único .assistência social e material às famílias de baixa renda dos egressos de hospitais psiquiátricos do Estado. referentes à criança. orientação. na forma da lei. II . segundo condições a serem estabelecidas em lei. serviços e programas culturais. conforme a lei. Artigo 278 .obrigação de empresas e instituições. de preverem o acesso e a participação de portadores de deficiências. em cidade pólo regional.Garantia à criança e ao adolescente de conhecimento formal do ato infracional que lhe seja atribuído.integração social de portadores de deficiências. III . freqüência e participação em todos os equipamentos. na forma da lei. na forma da lei. aos portadores de deficiências e aos idosos. que recebam do Estado recursos financeiros para a realização de programas. com prioridade para a assistência pré-natal e à infância. adolescentes. de igualdade na relação processual. IX . VII .criação e manutenção de serviços e programas de prevenção e orientação contra entorpecentes. Artigo 279 . 2 . acesso adequado aos logradouros e edifícios de uso público. os seguintes aspectos: 1 .É assegurado. admitindo a participação de entidades não governamentais e tendo como propósito: I . recreativos e de lazer. de lazer e outros afins. recebimento e encaminhamento de denúncias referentes à violência. abrangerá. IV . II . V . mediante treinamento para o trabalho e para a convivência. projetos e atividades culturais. instalações e rotinas de trabalho aos portadores de deficiências. educacionais. diminuição e superação de suas limitações. mediante: I . VI . idosos. entre outros. é assegurada a permanência da mãe. ao adolescente. de forma integrada aos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio. mediante treinamento para o trabalho. incluindo a criação de serviços jurídicos de apoio às vítimas. ao adulto e ao idoso dependentes. bem como de encaminhamento de denúncias e atendimento especializado.Os Poderes Públicos estadual e municipal assegurarão condições de prevenção de deficiências.nos internamentos de crianças com até doze anos nos hospitais vinculados aos órgãos da administração direta ou indireta. bem como aos veículos de transporte coletivo urbano.garantia às pessoas idosas de condições de vida apropriadas. bem como integração social de portadores de deficiências. convivência e facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos. até sua reintegração na sociedade. defendendo sua dignidade e visando à sua integração à sociedade. SEÇÃO II Dos Índios . sempre que possível. portadores de deficiências e vítimas de violência. educacionais.criação de centros profissionalizantes para treinamento.O Estado propiciará.(**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 38. de forma a atender às necessidades educacionais e sociais dos portadores de deficiências. VIII . representação legal. aos portadores de deficiências.O direito à proteção especial.As empresas que adaptarem seus equipamentos para o trabalho de portadores de deficiências poderão receber incentivos. por meio de financiamentos.concessão de incentivo às empresas para adequação de seus equipamentos.criação e manutenção de serviços de prevenção. habilitação e reabilitação profissional de portadores de deficiências. Artigo 280 .instalação e manutenção de núcleos de atendimento especial e casas destinadas ao acolhimento provisório de crianças.implantação de sistema "Braille" em estabelecimentos da rede oficial de ensino. integrados a atendimento psicológico e social.prestação de orientação e informação sobre a sexualidade humana e conceitos básicos da instituição da família.O Poder Público promoverá programas especiais.

no período de 3 a 9 de julho. § 2º . observado o disposto no artigo 231 da Constituição Federal. com composição e competência definidas em lei.Os Municípios atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo poderão criar e organizar seus serviços autônomos de água e esgoto.O Poder Executivo elaborará plano de desenvolvimento orgânico e integrado.Observar-se-á o disposto neste artigo quando o interesse for de terceiros. salvo em caso de requisição judicial.Artigo 282 . na forma que dispuser a lei. Artigo 292 . Artigo 293 . (**) Parágrafo único . a Revolução Constitucionalista de 1932.O Estado comemorará. bem como no caso de inquéritos policiais arquivados.Fica assegurada a criação de creches nos presídios femininos e. obter das repartições policiais e judiciais competentes. exonerados ou dispensados do cargo ou função de confiança ou de livre exoneração. TÍTULO VIII Disposições Constitucionais Gerais Artigo 284 . do Ministério Público. de qualquer forma. no prazo de até vinte e cinco anos. § 1º . anualmente.O Estado criará crédito educativo. bem como intervir em todos os atos do processo em que os índios sejam partes. (**) ADIN 1746-6 – LIMINAR DEFERIDA – AGUARDANDO JULGAMENTO DE MÉRITO Artigo 294 . . Artigo 285 . abrangendo toda a zona costeira do Estado. em caso de condenação criminal. por meio de suas entidades financeiras. suas comunidades e organizações. (**) Parágrafo único – A indenização referida no "caput" não se aplica aos servidores públicos que. ou para fins de concurso público. às mães presidiárias. com a participação dos Municípios interessados. § 3º . (**) ADIN 326-7 – DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. em caso de exoneração ou dispensa. na forma da lei. § 2º . a qualquer título.Toda e qualquer pensão paga pelo Estado.Todos terão o direito de. Parágrafo único . bem como aos que a lei declarar de livre exoneração. a adequada assistência aos seus filhos durante o período de amamentação. for impedido ou dificultado esse acesso.A Defensoria Pública prestará assistência jurídica aos índios do Estado.Fica assegurado a todos livre e amplo acesso às praias do litoral paulista. Artigo 290 . Artigo 286 . retornem à sua função-atividade ou ao seu cargo efetivo.A indenização devida à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo será ressarcida após levantamento de auditoria conjunta entre a Secretaria da Fazenda do Estado e o Município. após reabilitação. as tradições. sem menção aos antecedentes. bens materiais. Artigo 283 .O Estado poderá utilizar-se da desapropriação para abertura de acesso a que se refere o "caput". tradições e todas as demais garantias conferidas aos índios na Constituição Federal.A lei disporá sobre a instituição de indenização compensatória a ser paga.Sempre que.É assegurada a participação dos servidores públicos nos colegiados e diretorias dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais.O Estado protegerá as terras. Artigo 288 . Artigo 289 . para favorecer os estudantes de baixa renda. crenças. usos e costumes dos grupos indígenas integrantes do patrimônio cultural e ambiental estadual. § 1º . aos servidores públicos ocupantes de cargos e funções de confiança ou cargo em comissão. de assistência médica e previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. o Ministério Público tomará imediata providência para a garantia desse direito.A lei disporá sobre formas de proteção do meio ambiente nas áreas contíguas às reservas e áreas tradicionalmente ocupadas por grupos indígenas.Compete ao Ministério Público a defesa judicial dos direitos e interesses das populações indígenas. Artigo 291 . certidões e informações de folha corrida. (**) Artigo 287 . 287 E SEU PARÁGRAFO ÚNICO. não poderá ser de valor inferior ao do salário mínimo vigente no País.Fica assegurada a participação da sociedade civil nos conselhos estaduais previstos nesta Constituição.O Estado fará respeitar os direitos.

as empresas públicas. proporão uma forma de integração dos seus controles internos em conformidade com o art.Até 28 de junho de 1990. (**) ADIN 374-7 – LIMINAR DEFERIDA (**) Parágrafo único . Artigo 4º . (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21.As quatro primeiras vagas de Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. 31.Os Deputados eleitos para a legislatura seguinte à atual exercerão seus mandatos até 14 de março de 1995.Os Deputados eleitos para a legislatura seguinte à atual exercerão seus mandatos (**)até 1º de janeiro de 1995. sociedades de economia mista e as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público estadual incorporarão aos seus estatutos as normas desta Constituição que digam respeito às suas atividades e serviços. o Poder Executivo encaminhará à Assembléia Legislativa o projeto de Lei Orgânica a que se refere o art. informação e referências de pessoas desaparecidas. Executivo e Judiciário. data em que se iniciará a legislatura seguinte. o Ministério Público terá assegurados. Parágrafo único .Os Poderes Legislativo. item 2.O Estado manterá um sistema unificado visando à localização. (**) ADIN 374-7 – LIMINAR DEFERIDA Artigo 8º . IV. os artigos das Emendas à Constituição Federal que não integram o corpo do texto constitucional. Enquanto não entrar em funcionamento a Defensoria Pública. §§ 1º e 2º. desta Constituição. 103. desde que estudos técnicos demonstrem a conveniência dessa mudança e após plebiscito. os meios necessários ao desempenho das funções a que se refere o art. (**) ADIN Nº 1162-6/600 – LIMINAR DEFERIDA JULGADA EM 1/12/94 (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.O Governador eleito para o período seguinte ao atual exercerá seu mandato até 1º de janeiro de 1995. (**)Parágrafo único . exercerão seus mandatos até 15 de março de 1991. empossado em 15 de março de 1987. § 2º. Artigo 3º . Artigo 297 – São também aplicáveis no Estado." Artigo 2º . suas atribuições poderão ser exercidas pela Procuradoria de Assistência Judiciária da Procuradoria-Geral do Estado . no que couber.O Regimento Interno da Assembléia Legislativa estabelecerá normas procedimentais com rito especial e sumaríssimo. ocorridas a partir da data da publicação desta Constituição. serão preenchidas na conformidade do disposto no art. iniciada em 15 de março de 1987. Artigo 296 . Artigo 10 . de 11 de novembro de 1996 Parágrafo único . 92.Os Deputados integrantes da atual legislatura.A revisão constitucional será iniciada imediatamente após o término da prevista no art. na forma prevista neste artigo.A Capital do Estado poderá ser transferida mediante lei. parágrafo único. 35 desta Constituição Artigo 9º . Artigo 5º . 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e aprovada pelo voto da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa. a contar da promulgação desta Constituição. no prazo de cento e oitenta dias.Após o preenchimento das vagas. com resultado favorável. desta Constituição. desta Constituição. com o fim de adequar esta Constituição ou suas leis complementares à legislação federal. Artigo 6º .Enquanto não forem criados os serviços auxiliares a que se refere o inciso IV do art.É vedada a concessão de incentivos e isenções fiscais às empresas que comprovadamente não atendam às normas de preservação ambiental e às relativas à saúde e à segurança do trabalho. em caráter temporário. exercerá seu mandato até 15 de março de 1991. (**) Artigo 7º .O atual Governador do Estado.Dentro de cento e oitenta dias. data em que tomará posse o Governador eleito para o período seguinte. bem como as alterações efetuadas no texto da Constituição Federal que causem implicações no âmbito estadual. ainda que não contempladas expressamente pela Constituição do Estado. de 14 de fevereiro de 2006 ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Artigo 1º . pelo eleitorado do Estado. serão obedecidos o critério e a ordem fixados pelo art. 31.Artigo 295 . 97.

(**) III . por ato do Procurador Geral do Estado. poder liberatório do pagamento de tributos da entidade devedora. incluindo-se o remanescente de juros e correção monetária pendentes de pagamento na data da promulgação desta Constituição. (**) V .no exercício de 1991.85 a 1º. (*)Artigo 11 . os de natureza alimentícia. iguais e sucessivas. § 1º . (**) VIII .A – Ressalvados os créditos definidos em lei como de pequeno valor.no exercício de 1994. §§ 1º e 2º. e os que decorram de ações iniciais ajuizadas até 31 de dezembro de 1999 serão liquidados pelo seu valor real. a requerimento do credor.7.O Presidente do Tribunal competente deverá. pela permanência no quadro da Procuradoria-Geral do Estado. 33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal estão excluídos da forma de pagamento disposta neste artigo.ou por advogados contratados ou conveniados com o Poder Público.7.7.7. suficientes à satisfação da prestação. sujeitos ao preceito estabelecido no art.As prestações anuais a que se refere o caput deste artigo terão. pela Procuradoria Geral do Estado fica condicionada à adequação da estrutura organizacional desta. garantidas as vantagens.O prazo referido no caput deste artigo fica reduzido para dois anos. desde que comprovadamente único à época da imissão na posse. se não liquidadas até o final do exercício a que se referem.É permitida a decomposição de parcelas. serão pagos em moeda corrente com atualização até a data do efetivo depósito.7. inclusive as de regime especial.89. bem como os saldos devedores dos precatórios judiciários. §§ 3º e 4º. os protocolados no período de 2. § 2º .no exercício de 1990. ou preterição ao direito de precedência.89 a 1º. os protocolados no período de 2. de 14 de abril de 2004.no exercício de 1996.7.91. em prestações anuais. requisitar ou determinar o seqüestro de recursos financeiros da entidade executada. de 14 de fevereiro de 2006 .7.no exercício de 1995. (**) ADIN 446-8 – LIMINAR DEFERIDA EM PARTE QUANTO AO § 4º DO ART.83 a 1º.94. no prazo máximo de dez anos. 57.87 a 1º. ou no quadro de carreira de Defensor Público. os protocolados no período de 2.Os créditos a que se refere o art.no exercício de 1993. (**) VI . (*) ADIN . (**) IV .7.3720-0 "Artigo 11-A . 57 – AGUARDANDO JULGAMENTO DE MÉRITO Artigo 12 . os protocolados no período de 2.Aos Procuradores do Estado.7.83.96. da seguinte forma: (**) I . de 13 de setembro de 2000.7. 100 da Constituição Federal e art.93 a 1º.7. em moeda corrente. (**) Artigo 12 . (**) II . de forma irretratável.A forma de pagamento a que se refere este artigo não desobriga as entidades a efetuarem o pagamento na forma do art. (**) § 2º . os de que trata o artigo 33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e suas complementações e os que já tiverem os seus respectivos recursos liberados ou depositados em juízo. (**) VII . os precatórios pendentes na data de promulgação da Emenda à Constituição Federal nº 30.7. os protocolados no período de 2.7.93. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. no prazo de sessenta dias da promulgação da Lei Orgânica da Defensoria Pública. desta Constituição. a critério do credor. os protocolados no período de 2. (**) ADIN 187-6 – SEM PEDIDO DE LIMINAR (**) § 1º . os protocolados no período de 2.85.Os precatórios judiciários referentes aos créditos de natureza não alimentar.no exercício de 1992. níveis e proibições. permitida a cessão de créditos. sem prejuízo da possibilidade de imediata designação de Procuradores do Estado para a execução de tarefas específicas do interesse das entidades autárquicas. (**)Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.no exercício de 1997. vencido o prazo ou em caso de omissão no orçamento. será facultada opção. 57.91 a 1º. § 4º .A assunção das funções dos órgãos jurídicos das autarquias.87.7.7. acrescido dos juros legais.94 a 1º. nos casos de precatórios judiciais originários de desapropriação de imóvel residencial do credor. § 3º . serão pagos os precatórios judiciários protocolados até 1º. mediante prévia solicitação do respectivo Superintendente.

São mantidos os Juizados Especiais de Pequenas Causas criados com base na Lei Federal nº 7.O pagamento do adicional por tempo de serviço e da sexta-parte. ou do Decreto nº 49. desta Constituição e ao que dispõe a Constituição Federal. em regime especial de trabalho ou de dedicação exclusiva. 126. 129. (**) Artigo 17 . o art. § 4º.Lei a ser editada no prazo de quatro meses após a promulgação desta Constituição disporá sobre normas para criação dos cartórios extrajudiciais. em 5 de outubro de 1988.Para os integrantes das carreiras docentes do magistério público estadual não se considera. na forma da lei. instalando-se os cartórios. é assegurado ao servidor o cômputo de tempo de exercício anterior à data da promulgação desta Constituição.532. proceder-se-á à revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas e à atualização dos proventos e pensões a eles devidos. no prazo de seis meses após a publicação da lei mencionada no "caput" deste artigo. § 2º .O Poder Executivo providenciará no sentido de que. exceto se se tratar de servidor. 37 da Constituição Federal. a fim de ajustá-los ao disposto no art. ficam mantidos os atuais juízes e suplentes de juiz de casamentos.244. cujo tempo de serviço não será computado para os fins do "caput" deste artigo. 133. § 3º .O Tribunal de Justiça. exceto nos casos de dispensa ou exoneração solicitadas pelo servidor. nos termos da lei.Até a elaboração da lei que criar e organizar a Justiça de Paz. Artigo 16 . para fim de incorporação. será devido a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da publicação desta Constituição. dispondo sobre a organização. Artigo 18 .Dentro de cento e oitenta dias. vedada sua acumulação com vantagem já percebida por esses títulos. assegurando-lhes os direitos e atribuições conferidos aos juízes de paz de que tratam o art. bem como suas instâncias recursais.Os servidores civis da administração direta. 87. Artigo 19 . competência e instalação dos Juizados Especiais a que se refere o art. sob a égide da Lei nº 9. levando-se em consideração sua distribuição geográfica. de 7 de novembro de 1984. retroagindo seus efeitos a 5 de outubro de 1988. pela Comarca da Capital. após a promulgação desta Constituição. que não tenham sido admitidos na forma regulada pelo art.A competência das Turmas de Recursos a que se refere o art. Artigo 21 .717. de 31 de janeiro de 1967. na forma prevista no art. Artigo 15 . a interrupção ou descontinuidade de exercício por prazo igual ou inferior a noventa dias.Artigo 13 .O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior. nem aos que a lei declare de livre exoneração. II. de 28 de maio de 1986. até a posse de novos titulares. autárquica e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público em exercício na data da promulgação desta Constituição. obrigatoriamente. de Juizados Especiais em número suficiente e localização adequada ao atendimento da população dos bairros periféricos. quando se submeterem a concurso para fins de efetivação. § 2º . são considerados estáveis no serviço público. seja dado cumprimento a ela.Os atuais Supervisores de Ensino do Quadro do Magistério. aposentados. na circunscrição onde tenham atribuições.143. (**) ADIN 321-6/600 – LIMINAR INDEFERIDA § 1º . Artigo 22 .O Tribunal de Justiça.Os cartórios extrajudiciais localizar-se-ão. § 4º . 98. § 1º . Artigo 20 . Tais designações terão seu início dentro de seis meses. na Capital. encaminhará projeto de lei à Assembléia Legislativa. encaminhará projeto de lei fixando a forma e os termos para criação de Tribunais de Alçada Regionais. em serviço. 30 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e o art. desde que contassem. 71.Para os efeitos do disposto no art. § 2º .O projeto a que se refere o "caput" deste artigo deverá prever a instalação. da Constituição Federal. § 1º . que exerciam cargos ou funções idênticas às do antigo Inspetor de Ensino Médio. Artigo 14 . terão assegurado o direito à contagem do período exercido.O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título. . para os fins previstos no "caput". dentro do prazo de noventa dias. a que se refere o art. 84 entrará em vigor à medida que forem designados seus juízes.O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos. 89 desta Constituição. cinco anos continuados. no prazo de cento e oitenta dias contados da promulgação desta Constituição. e na Lei Estadual nº 5. funções e empregos de confiança ou em comissão. a densidade populacional e demanda do serviço. de 26 de abril de 1968.

Polícia Marítima. a identificação prévia de áreas e o ajuizamento de ações discriminatórias. terão seus títulos apostilados no posto superior ao que se encontram na data da promulgação desta Constituição. em virtude de invalidez. ficam asseguradas todas as vantagens pecuniárias concedidas aos que. pelo artigo seguinte e pelas Leis nº 418/85. de maneira isonômica.população mínima de dois mil e quinhentos habitantes e eleitorado não inferior a dez por cento da população. Parágrafo único . àqueles atribuídos ao cargo ou função de cujo exercício decorreu a transformação.455/86 e 6. mediante requerimento feito até noventa dias após promulgada esta Constituição que não tenham sido contemplados. no mínimo cinco anos contínuos ou dez intercalados em cargo de provimento dessa natureza.Os componentes da extinta Força Pública do Estado. 5. 40. fundacional e aos empregados das empresas públicas ou sociedade de economia mista. Artigo 31 .Aos servidores extranumerários estáveis do Estado.Os vencimentos do servidor público estadual que teve transformado o seu cargo ou função anteriormente à data da promulgação desta Constituição corresponderão. 8º e seus parágrafos do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal aos servidores públicos civis da administração direta. visando a separar as terras devolutas das particulares. na forma do art. Parágrafo único . na data da promulgação desta Constituição. ou em substituição de Direção. autárquica. desde que esteja em efetivo exercício há pelo menos um ano. Artigo 28 . desde que estáveis em 5 de outubro de 1988. 4. no prazo de três anos. Artigo 34 . e manterá cadastro atualizado dos seus recursos fundiários. da Constituição Federal.Aplica-se aos proventos dos aposentados o disposto no "caput" do presente artigo. que contar. . Artigo 24 . a pedido. Artigo 27 .Artigo 23 .Fica assegurada promoção na inatividade aos ex-integrantes da Força Pública. de acordo com os termos do inciso III do art.Os servidores referidos no "caput" deste artigo serão aproveitados em funçãoatividade ou cargo idêntico ou correlato ao que exerciam anteriormente. e em vigor em 5 de outubro de 1988. o Código Sanitário do Estado. por período inferior ao prazo de validade previsto no edital de convocação.O concurso público. após trinta anos ou mais de serviço. obrigatoriamente. Chefia ou Encarregatura. a partir de 15 de março de 1968. terá automaticamente ajustado o período de sua validade. originários do quadro da Secretaria de Relações do Trabalho. Artigo 32 . 145 desta Constituição. com direito à aposentadoria. no mínimo. Polícia Marítima.As normas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho integrarão. bem como os servidores públicos que sejam advogados e que prestam serviços na Procuradoria de Assistência Judiciária da Procuradoria-Geral do Estado. o apostilamento do título ao posto ou graduação imediatamente superior ao que possuíam quando da transferência para a inatividade. vinculados às Polícias Civil e Militar. como de efetivo exercício na carreira em que se encontrem. os Assistentes de Atendimento Jurídico da Fundação Estadual de Amparo ao Trabalhador Preso. a criação de Municípios fica condicionada à observância dos seguintes requisitos: I . Aérea e de Fronteiras e outras carreiras policiais extintas. 37 da Constituição Federal. Artigo 29 .Ao servidor ocupante de cargo em comissão ou designado para responder pelas atribuições de cargo vago retribuído mediante "pro labore". Artigo 33 . sendo o seu descumprimento passível das correspondentes sanções administrativas.Os exercentes da função-atividade de Orientador Trabalhista e Orientador Trabalhista Encarregado.471/89. Parágrafo único . Força Pública. restringindo-se o benefício exclusivamente aos 2ºs tenentes. Guarda Civil. §§ 4º e 5º. Aérea e de Fronteiras que se encontravam no serviço ativo em 9 de abril de 1970.Aos integrantes inativos da Polícia Militar do Estado. inclusive. Artigo 26 . observando-se o disposto no art. com vencimentos e vantagens integrais. exercendo idênticas funções. hoje na ativa ou inatividade. Artigo 25 .O Poder Público promoverá. fica assegurada a aposentadoria com proventos correspondentes ao cargo que tiver exercido ou que estiver exercendo.Aplica-se o disposto no art. ou por haver atingido a idade limite para permanência no serviço ativo e que não foram beneficiados por lei posterior àquela data. prorrogado uma vez. o tempo de serviço dos ex-integrantes das carreiras da antiga Guarda Civil. foram beneficiados pelas disposições da Constituição Federal de 1967. que em 8 de abril de 1970 se encontravam em atividade na graduação de subtenentes.Será contado para todos os fins. a partir da promulgação desta Constituição.794/85. fica assegurado. sob controle estatal. Artigo 30 . serão aproveitados na Defensoria Pública.Até que lei complementar disponha sobre a matéria.

(**) ADIN 403-4 – DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE Artigo 42 .Somente será considerada aprovada a emancipação quando o resultado favorável do plebiscito obtiver a maioria dos votos válidos. Artigo 35 . fica o Estado autorizado a conceder títulos de legitimação de posse. § 4º . a efetiva ocupação. item 1. preservada a continuidade territorial. Artigo 36 . 24. § 1º. bem como conter a designação de datas e nomes de pessoas vivas. apenas.Os fundos existentes na data da promulgação desta Constituição extinguir-se-ão. atendendo suas peculiaridades.O término do primeiro mandato dar-se-á em 31 de dezembro de 1992. Artigo 43 .O projeto de lei orçamentária anual do Estado será encaminhado até três meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. hipótese em que serão realizadas com estas. Artigo 38 .o nome de novo Município não pode repetir outro já existente no País. bem como para a própria Prefeitura Municipal. salvo se faltarem menos de dois anos para as eleições municipais gerais.O desmembramento de Município ou Municípios. a área da nova unidade municipal independe de ser distrito ou subdistrito quando pertencer a mais de um Município.O Estado. por si ou sucessores. áreas e logradouros públicos. Artigo 44 . tendo votado a maioria absoluta dos eleitores.centro urbano já constituído.Fica o Poder Público. § 5º . (**) Artigo 41 . não se aplica à lei de orçamento o disposto no art. promovendo o Estado a . os Fundos de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Ribeira e do Pontal do Paranapanema. serão obedecidas as seguintes normas: I . incisos VI. para a criação de nova unidade municipal. com um mínimo de duzentas casas. no que couber.Ficam mantidas as unidades de conservação atualmente existentes. 205 desta Constituição. os distritos e subdistritos integrantes de áreas metropolitanas. III .Com a finalidade de regularizar-se a situação imobiliária do Município de Barão de Antonina. desta Constituição. Vice-Prefeito e Vereadores serão designadas dentro de noventa dias. atendendo ao disposto no art. § 2º . II . não existentes na data da sua promulgação. que terá o prazo de cento e oitenta dias para remeter à Assembléia Legislativa o projeto.O cumprimento do disposto no art.a área não pode interromper a continuidade territorial do Município de origem. 190 será exigido após doze meses da promulgação desta Constituição. se não forem ratificados pela Assembléia Legislativa. no prazo de um ano. § 1º . da Constituição Federal.Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. a partir da publicação da lei emancipadora.a área deve apresentar solução de continuidade de pelo menos cinco quilômetros. por prazo não inferior a dez anos. Artigo 37 . serão criados mediante lei de iniciativa do Poder Executivo. no prazo de dois anos. comprovada para esta. pelo prazo de dez anos. excetuando-se.a área da nova unidade municipal deve ser distrito ou subdistrito há mais de três anos e ter condições apropriadas para a instalação da Prefeitura e da Câmara Municipal. não lhes poderá acarretar a perda dos requisitos estabelecidos neste artigo. entidades e órgãos previstos nesta Constituição. VII e VIII. § 3º . entre o seu perímetro urbano e a do Município de origem.O Estado criará.O projeto de lei de diretrizes orçamentárias do Estado será encaminhado até oito meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.As eleições para Prefeito. elaborará. V . remeterá os projetos de adaptação dos já existentes e que dependam de lei para esse fim. aos ocupantes das terras devolutas localizadas naquele Município. 175. fundos. no prazo de cento e oitenta dias. administrativamente. no exercício da competência prevista no art. § 9º da Constituição Federal. apenas a morada permanente. 165.Enquanto não forem disciplinados por lei o plano plurianual e as diretrizes orçamentárias. obrigado a iniciar obras de adequação. na forma da lei. No mesmo prazo. relativamente aos imóveis. comprovada. Artigo 39 . neste caso.II . Artigo 40 .Ressalvadas as Regiões Metropolitanas.Os conselhos. o Código de Proteção ao Meio Ambiente. IV . VI .

estabelecerá normas para proteção ao consumidor. com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com a aplicação de. 60.No prazo de cinco anos. estendendo às unidades das universidades públicas estaduais e diversificando os cursos de acordo com as necessidades sócio-econômicas dessas regiões. destinados a campanhas educativas de prevenção de deficiências.Qualquer que seja a solução a ser adotada.A Assembléia Legislativa.O Poder Público. o Poder Público Estadual deverá definir a situação escolar dos alunos matriculados em escolas de 1º e 2º graus da rede particular que. no prazo de até três anos.A expansão do ensino superior público a que se refere o "caput" poderá ser viabilizada na criação de universidades estaduais. Artigo 53 . companheira ou dependente. a contar da data da promulgação desta Constituição. demarcará as áreas urbanizadas na Serra do Mar. o Poder Público desenvolverá esforços. consignando nos próximos orçamentos as verbas para tanto necessárias. humanos.Aos participantes ativos da Revolução Constitucionalista de 1932 serão assegurados os seguintes direitos: I . na Secretaria de Estado da Saúde. a contar da promulgação desta Constituição. . Artigo 49 . técnicos e materiais. para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental. § 2º. banco de órgãos. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Parágrafo único . cinqüenta por cento dos recursos a que se refere o art.sua demarcação.O disposto no parágrafo único do art. disciplinando o Sistema Previdenciário do Estado. igualmente. a contar da promulgação desta Constituição. ficam os Poderes Públicos Estadual e Municipal obrigados a tomar medidas eficazes para impedir o bombeamento de águas servidas. Artigo 57 .A concessão da pensão especial a que se refere o inciso I substitui. Artigo 48 . elaborará lei complementar específica. Artigo 46 . II . dejetos e de outras substâncias poluentes para a represa Billings. Artigo 47 . dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo. fica o Estado obrigado a consultar permanentemente os Poderes Públicos dos Municípios afetados. garantirão recursos financeiros. Artigo 45 . regularização dominial e efetiva implantação no prazo de cinco anos. 12. Artigo 52 . 253 desta Constituição e do art. 255 desta Constituição. nos últimos cinco anos. pelo menos. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.Os sistemas mencionados neste artigo.em caso de morte. sendo inacumulável com quaisquer rendimentos recebidos dos cofres públicos. técnicos e materiais. relativos à formação e reabilitação dos portadores de deficiências. Parágrafo único . de conformidade com o preceito estabelecido no art. obedecida a legislação aplicável à espécie.Nos dez primeiros anos da promulgação desta Constituição.A lei. a fim de assegurar a preservação do meio ambiente e ao disposto no art. parágrafo único do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.pensão especial. Artigo 56 . o Poder Público Estadual implantará ensino superior público e gratuito nas regiões de maior densidade populacional.Nos termos do art. no mesmo prazo. Artigo 51 . exceto os benefícios previdenciários. a que se refere o art. para todos os efeitos legais. no prazo de um ano. com vistas a definir as responsabilidades do Estado e dos Municípios. a fim de garantir acesso adequado aos portadores de deficiências. humanos. a contar da promulgação desta Constituição. Parágrafo único . dentro de cento e oitenta dias. no prazo de cento e oitenta dias após a promulgação do Código do Consumidor. em especial e quanto aos recursos financeiros. contado da promulgação desta Constituição. bienalmente.A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros públicos. Artigo 55 .No prazo de três anos. tecidos e substâncias humanas. com qualidade satisfatória. ressalvado o direito de opção. qualquer outra pensão já concedida aos ex-combatentes. na forma do inciso anterior. pensão à viúva. Artigo 54 . em que se enquadram essas áreas. os sistemas de ensino municipal e estadual tomarão todas as providências necessárias à efetivação dos dispositivos nela previstos.O Poder Executivo implantará no prazo de um ano. Parágrafo único . o Estado e os Municípios promoverão e publicarão censos que aferirão os índices de analfabetismo e sua relação com a universalização do ensino fundamental. 48 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Artigo 50 . garantido o padrão de qualidade.No prazo de cento e vinte dias.Até o ano 2000. 253 deverá ser implantado no prazo de dois anos. tiveram suas atividades suspensas ou encerradas por desrespeito a disposições legais.

até a data de 28 de junho de 1990. 3 . 2 .Vice-Presidente da Comissão de Sistematização Abdo Antonio Hadade Adilson Monteiro Alves Afanásio Jazadji Aloysio Nunes Ferreira Filho . o disposto nos §§ 2º a 4º do mesmo artigo.O Fundo previsto neste artigo terá Conselho Consultivo e de Acompanhamento que conte com a participação da sociedade civil. da Constituição Federal. Artigo 62 . ou do imposto que vier a substituí-lo. EM 5 DE OUTUBRO DE 1989. bem como. no que couber.Artigo 58 . será colocado à disposição de todos os interessados. Executivo e Judiciário deverão propor os projetos que objetivam dar cumprimento às determinações desta Constituição. de qualquer natureza. o disposto no artigo 158. a ser regulado por lei complementar com o objetivo de proporcionar aos residentes no Estado de São Paulo o acesso a níveis dignos de sobrevivência.Relator da Comissão de Sistematização José Antonio Barros Munhoz . de qualquer natureza. § 3º . saúde. Artigo 61 – Fica instituído. Artigo 59 . gratuitamente.1º Secretário Vicente Botta . respeitando-se.doações. sobre este percentual.4º Secretário Roberto Hilvo Giovani Purini .2º Vice-Presidente Maurício Nagib Najar .A Imprensa Oficial do Estado promoverá a edição do texto integral desta Constituição que. (**) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21. IV. 4 . a serem definidas na regulamentação do próprio fundo. § 3º.Presidente da Comissão de Sistematização Inocêncio Erbella .Salvo disposições em contrário. educação. § 2º . o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.dotações orçamentárias. de pessoas físicas ou jurídicas do País ou do exterior. de 14 de fevereiro de 2006 SALA DAS SESSÕES.outras doações.Na ausência da lei complementar a que se refere o artigo 198. não se aplicando. reforço de renda familiar e outros programas de relevante interesse social voltados para a melhoria da qualidade de vida. cujos recursos serão aplicados em ações complementares de nutrição.a parcela do produto da arrecadação correspondente a um adicional de até dois pontos percentuais da alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Operações de Serviço de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. Artigo 60 – O Estado entregará aos Municípios vinte e cinco por cento do montante de recursos recebidos da União com base no artigo 91 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. deverá ser observado para o cumprimento do § 1º do artigo 222 da Constituição Estadual o disposto no artigo 77 do Ato Das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. habitação. § 1º .Compõem o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza: 1 . para apreciação pela Assembléia Legislativa. para vigorar até o ano de 2010. incidente sobre produtos e serviços supérfluos e nas condições definidas em lei complementar federal. da Constituição Federal. da Constituição Federal. os Poderes Legislativo.3º Secretário Hilkias de Oliveira .2º Secretário Mauro Bragato . ainda. no âmbito do Poder Executivo Estadual.Para o financiamento do Fundo poderá ser instituído um adicional de até dois pontos percentuais na alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS. sobre produtos e serviços supérfluos definidos em lei complementar federal. Tonico Ramos – Presidente Nabi Abi Chedid .1º Vice-Presidente Sylvio Benito Martini . nos termos da lei.

Antonio Adolpho Lobbe Neto Antonio Calixto Antonio Carlos de Campos Machado Antonio Carlos Tonca Falseti Antonio Erasmo Dias Antonio Lucas Buzato Antonio Luiz Lima do Amaral Furlan Antonio Rubens Costa de Lara Arnaldo Calil Pereira Jardim Ary Kara José Carlos Alberto Eugênio Apolinário Clara Levin Ant Daniel Marins Alessi Edson Edinho Coelho Araújo Edson Ferrarini Eduardo Bittencourt Carvalho Eni Luiza Galante Erci Aparecida Martinelli de Lima Ayala Expedito Soares Batista Fauze Carlos Fernando Vasco Leça do Nascimento Fernando Silveira Getúlio Kiyotomo Hanashiro Guiomar Namo de Mello Hatiro Shimomoto Israel Zekcer Ivan Espíndola de Ávila Ivan Valente Jairo Ribeiro de Mattos João Bastos Soares João do Pulo Carlos de Oliveira Jorge Tadeu Mudalen José Cicote José de Castro Coimbra José Dirceu de Oliveira e Silva Alcides Carlos Bianchi Jurandyr da Paixão de Campos Freire Filho Laerte Pinto da Cunha Luiz Benedicto Máximo Luiz Francisco da Silva .

Luiz Lauro Ferreira Francisco Ribeiro Nogueira Francisco Carlos de Souza José Francisco Archimedes Lammoglia Marcelino Romano Machado José Mentor Guilherme de Mello Netto Miguel Martini Mílton José Baldochi Moisés Sragowicz Lipnik Néfi Tales Nelson Mancini Nicolau Osmar Thibes Oswaldo Bettio Osvaldo Sbeghen Paulo Osório Silveira Bueno Randal Juliano Garcia Roberto Gouveia Nascimento Roberval Conte Lopes Lima Ruth Escobar Sebastião Bognar Tadashi Kuriki Valdemar Corauci Sobrinho Vanderlei Macris Vergílio Dalla Pria Netto Vitor Sapienza Wadih Helú Waldemar Chubaci Waldemar Mattos Silveira Waldyr Alceu Trigo Walter Mendes Atualizado em: 12/02/2014 17:01 .