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CAOP Criança e Adolescente

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CAOP da Criança e do Adolescente
Revistas Igualdade
__ Revista Igualdade XLI - Temática: Drogadição
____ ASPECTOS LEGAIS DA INTERNAçãO PSIQUIáTRICA DE CRIANçAS E ADOLESCENTES PORTADORES DE TRANSTORNOS
MENTAIS
______ Do direito ao acompanhamento

Do direito ao acompanhamento
Quanto ao aspecto da necessidade de que um familiar acompanhe o paciente
infante ou adolescente, tendo em vista o disposto pelo artigo 12 do Estatuto da
Criança e do Adolescente, inicialmente, mostra-se oportuno esclarecer quais são
os motivos que informam esse direito, sob o aspecto das internações hospitalares
em geral, para, após, tecermos os comentários pertinentes à internação
psiquiátrica, especificamente.
Diz a mencionada regra:
Art. 12. Os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão
proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um
dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou
adolescente.
"O respeito que se deve dar à manutenção da vida constitui-se a pilastra central
de toda a formação física e emocional da criança. Pelo simples fato de ter sua
mãe ao seu lado, no leito de um hospital, a criança mostrará rápida recuperação
de sua enfermidade, pois, além da Ciência, o amor desempenha importante papel
terapêutico". (NOTA:90 LIBERATI, Wilson Donizeti, Comentários ao Estatuto
da Criança e do Adolescente, 8ª edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2004,
p. 22.)
"A presença de alguém ligado ao menor, quando em tratamento, contribuirá,
evidentemente para a sua recuperação. Além do que a presença da mãe ou de
outra pessoa que lhe seja cara permitirá fiscalizar o recebimento de tratamento
adequado. Há, no caso, um fator psicológico, que ajudará a criança, e um outro,
fiscalizador, que exigirá a diligência dos responsáveis pelo tratamento. O difícil
será conseguir local adequado para a permanência do acompanhante, uma vez
que, às vezes, sequer há lugar para a internação do enfermo." (NOTA:91
ELIAS, Roberto João, "Comentários ao Estatuto da Criança e do Adolescente" (Lei
n. 8069, de 13 de julho de 1990), 1ª edição, São Paulo: Saraiva, 1994, p. 10.)
Portanto, extraindo a essência da disposição protetiva comentada visitada sob a
perspectiva da doutrina da proteção integral, é possível concluir que a razão para
a permanência do acompanhante junto à criança ou o adolescente internado para
tratamento de saúde é o auxílio que esta presença pode representar para a
recuperação da saúde do paciente, além do aspecto fiscalizatório do tratamento,
propriamente dito, pelo que, de regra, esse direito (do paciente) deve ser
resguardado.
Para tanto, há que se garantir que, mesmo nas internações de caráter psiquiátrico
em hospitais gerais ou instituições integrais (ou outros serviços de internamento),
possa o paciente contar com a presença de seu acompanhante, e, para tanto,
impõe-se assegurar as condições de permanência deste, de forma evidentemente

29/03/2016 10:18

Capítulo "Dos Direitos Fundamentais . Diante disso. decorre. Porém.CAOP Criança e Adolescente 2 de 2 http://www2. que tem por fundamento a presunção legal de que crianças e adolescentes. não pode ser negado aos adolescentes que praticaram ato infracional.Direito à Acompanhante . ilimitado.br ) 29/03/2016 10:18 .gov. irrenunciável e imprescritível desse direito (do paciente).págs. há que assinalar. argumento não raro utilizado. Tal requisito. justamente. a presença de acompanhante seja prejudicial ao tratamento.br/cpca/telas/ca_igualdade_37_7_9. imprescritível. irrenunciável.Damtom G P Silva ( dansilva@pr. hipótese em que se deverá tratando-se de uma exceção solicitar a autorização judicial para que tal direito venha a ser suspenso.2ª edição. Andréa Rodrigues . Nesse mesmo sentido. (NOTA:92 AMIM.gov.5 .mp.pr. O que não pode ser admitido é a solução simplista de se negar o direito". por questões estritamente terapêuticas e devidamente justificadas em laudo médico circunstanciado. devendo as instituições que prestem serviços em saúde mental ao público infanto-juvenil adaptar-se a essa realidade. é possível que existam casos em que. Cabe ao Estado estudar meios de manter os dois interesses vigilância e acompanhante. 41/42.3. vale também ressaltar a seguinte conclusão. Lúmen Júris Editora . por suas características naturais. pelo prazo indicado no parecer médico laudatório. Não se mostra plausível negar o cumprimento da lei sob o fundamento de que o infrator encontra-se em custódia e a presença de um responsável poderia facilitar eventual fuga. possuem maior insegurança emocional quando separados dos seus pais ou guardiães e que o acompanhamento colabora para a melhor e mais rápida recuperação do paciente. em ambas as hipóteses. que irão impedir essa permanência. do caráter indisponível. Caso internados devem ter o direito de se manterem acompanhados. é recomendável que o laudo que esteja indicando a internação já aponte também as condições de acompanhamento do paciente. © Atualização 3/2/2009 . como corolário lógico da medida comentada: "Tratando-se de direito fundamental. não deverão ser as maiores dificuldades (porventura) encontradas na prática para se assegurar o direito ao acompanhamento do paciente. de forma justificada.) (sic) "Mutatis mutandi". inclusive a sua supressão se for o caso. em cumprimento a exigência legal.php segura e digna."Curso de Direito da Criança e do Adolescente Aspectos Teóricos e Práticos" .