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VACINA CONTRA HEPATITE B.

Fonte: http://www.vacinas.org.br/vacinas05.htm
Historicamente a vacina contra hepatite B foi desenvolvida a partir de plasma de
doadores contendo o vírus B, sendo que o mesmo era inativado durante o processo
de fabricação da vacina. A do tipo francesa era inativada pela formalina diluída a
1/4.000, durante 48 horas a 30ºC e para a norte americana, era utilizada a formalina
a 1/4.000, durante 72 horas a 36ºC. Ambas eram finalmente adsorvidas em
hidróxido de alumínio. O modo de preparo era suficiente para inativar quaisquer vírus
presentes no sangue humano, inclusive os vírus HIV, responsáveis pela Síndrome da
imunodeficiência adquirida (AIDS).

A partícula viral completa, partícula de Dane, tem uma estrutura complexa, com
duplo envoltório. O envoltório externo contém proteínas antigênicas
denominadas de antígeno de superfície do HBV (HBsAg); e o interno, junto
com o DNA e uma enzima (DNA-polimerase), constitui o core, que apresenta proteína
antigênica, o antígeno de centro estrutural (HBcAg) e um antígeno solúvel (HBeAg).
Atualmente, por meio da engenharia genética, é possível fazer a identificação e a
clonagem molecular do genoma do vírus (HBsAg), tornando possível a produção de
uma nova vacina. Esta vacina, DNA recombinante, possui 20µg de HBsAg por dose,
sendo adsorvida em hidróxido de alumínio devendo ser conservada em geladeira
entre +2 e +8ºC. Estudos comparativos entre a vacina derivada de plasma e a vacina
DNA recombinante mostraram que a qualidade dos anticorpos produzidos tanto do
ponto de vista de afinidade quanto de especificidade é semelhante.
A idade para vacinação, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações de
1998, é a partir do nascimento. As doses preconizadas dependem do laboratório
produtor. Para os menores de 20 anos: 5 ou 10 microgramas (0,5ml); para pessoas
com idade igual ou superior a 20 anos: 10 ou 20 microgramas (1,0ml).
O esquema preconizado para os recém-nascidos é de três doses, sendo a primeira ao
nascer, a segunda dose 30 dias após e a terceira seis meses após a primeira dose
(esquema 0, 1 e 6 meses). Salienta-se os intervalos mínimos a serem observados: a)
para a segunda dose: um mês após a primeira; b) para a terceira dose: dois meses
após a segunda, desde que o intervalo de tempo decorrido a partir da primeira dose
seja, no mínimo de 6 meses.
O esquema de vacinação para indivíduos adultos consiste na aplicação por via
intramuscular de três doses, contendo 10 microgramas de antígeno víral (HBsAg) por
dose. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de um mês e entre a primeira

A vacina também está indicada para todos os doentes submetidos à hemodiálise. Nos indivíduos normais e vacinados com o esquema proposto. Ambas. ou no deltóide.e a terceira. no músculo vasto lateral da coxa em crianças menores de dois anos de idade. Estas crianças devem receber uma dose de reforço da vacina no primeiro e no sexto mês de vida. Nos indivíduos debilitados e imunossuprimidos a porcentagem de anticorpos produzidos é variável. ou seja. porém devem receber doses de inócuo acima de 20 microgramas por dose aplicada. pois não respondem a este estímulo antigênico. associadas à imunoglobulina específica contra hepatite B (IGHB 0. funcionários em contato com sangue e derivados. dentistas e paramédicos. porém em locais de aplicação diferentes. A única contra-indicação é a ocorrência de reação anafilática após a aplicação da dose anterior. de seis meses. Se não se dispuser da imunoglobulina deve-se aplicar a vacina imediatamente. Para a prevenção da transmissão vertical. febre. a vacina pode ser administrada por via subcutânea caso se utilize a via intramuscular. acima dessa faixa etária. A via de aplicação deve ser de preferência a intramuscular. toxicômanos. Em pacientes com graves tendências hemorrágicas. Após isto. O anti-HBsAg positivo indica sucesso vacinal. vacina e imunoglobulina. os recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem ser vacinados imediatamente após o parto (nas primeiras 12 horas) nas doses acima preconizadas. . Os efeitos colaterais são raros. cerca de 95% apresentam anticorpos protetores do tipo anti-HBsAg após a terceira dose da vacina. Os indivíduos que serão submetidos à vacinação deverão ser previamente triados quanto à presença de anticorpos do tipo anti-HBsAg e do antígeno HBsAg em seus soros. a aplicação deve-se seguir de compressão local com gelo. homossexuais. devido à imunidade presente.5 ml intramuscular). induração e fadiga. hemofílicos. A vacina não deve se aplicada na região glútea. cônjuges de doentes HBsAg positivos. porém os mais freqüentes são dor local. Os indivíduos com sorologia positiva para o anti-HBsAg. Os portadores crônicos de HBsAg também. estão dispensados da vacina. deve-se testar a presença do HBsAg e do anti-HBsAg. O HBsAg positivo indica falha terapêutica. Os doentes em hemodiálise devem ser submetidos ao mesmo esquema de vacinação. pessoal médico. podem ser administradas simultaneamente.