You are on page 1of 54

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Acre
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Farinha Mista
de Banana Verde
e de Castanhado-Brasil
2a edição
revista e atualizada
Joana Maria Leite de Souza
Felicia Maria Nogueira Leite
Marlene Jardim Medeiros
Palmira Antonia Cruz Brito

Embrapa
Brasília, DF
2012

Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na:
Embrapa Acre
Rodovia BR-364, Km 14
CEP 69908-970 Rio Branco, AC
Fone: (68) 3212-3200
Fax: (68) 3212-3284
sac@cpafac.embrapa.br
www.cpafac.embrapa.br
Unidade responsável pelo conteúdo
Embrapa Acre
Comitê de Publicações da Embrapa Acre
Presidente
Ernestino de Souza Gomes Guarino
Secretária-executiva
Cláudia Carvalho Sena
Membros
Maria de Jesus Barbosa Cavalcante
Maykel Franklin Lima Sales
Moacir Haverroth
Romeu de Carvalho Andrade Neto
Tatiana de Campos
Henrique José Borges de Araújo

Embrapa Informação Tecnológica
Parque Estação Biológica (PqEB)
Av. W3 Norte (Final)
CEP 70770-901 Brasília, DF
Fone: (61) 3448-4236
Fax: (61) 3448-2494
sct.vendas@embrapa.br
www.embrapa.br/liv
Unidade responsável pela edição
Embrapa Informação Tecnológica
Coordenação editorial
Fernando do Amaral Pereira
Lucilene Maria de Andrade
Nilda Maria da Cunha Sette
Supervisão editorial
Josmária Madalena Lopes
Revisão de texto
Eduardo Freitas de Souza
Projeto gráfico da coleção
Carlos Eduardo Felice Barbeiro
Editoração eletrônica
Mário César M. de Aguiar
Ilustrações
Daniel Brito e Thiago P. Turchi/Site Candango Ltda.
1ª edição
1ª impressão (2009): 2.000 exemplares
2ª edição
1ª impressão (2012): 1.000 exemplares

Todos os direitos reservados
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte,
constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610).
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Embrapa Informação Tecnológica
Farinha mista de banana verde e de castanha-do-brasil / Joana Maria Leite de Souza
... [et al.]. – 2 ed. rev. e atual. - Brasília, DF : Embrapa, 2012.
49 p. : il. ; 16 cm x 22 cm. - (Coleção Agroindústria Familiar).
ISBN 978-85-7035-152-4
1. Banana. 2. Processamento. 3. Tecnologia de alimento. I. Souza, Joana Maria
Leite de. II. Leite, Felicia Maria Nogueira. III. Medeiros, Marlene Jardim. IV. Brito, Palmira
Antonia Cruz. V. Embrapa Acre. VI. Coleção.
CDD 634.772
© Embrapa, 2012

Autoras

Joana Maria Leite de Souza
Engenheira-agrônoma, doutoranda em
Tecnologia de Alimentos, pesquisadora
da Embrapa Acre, Rio Branco, AC
joana.leite-souza@embrapa.br
Felicia Maria Nogueira Leite
Engenheira-agrônoma, mestra em Produção
Vegetal, técnica da Secretaria Extensão
Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof),
Rio Branco, AC
felicialeite@hotmail.com
Marlene Jardim Medeiros
Engenheira-agrônoma, especialista em
Tecnologia de Alimentos, técnica da
Secretaria de Extensão Agroflorestal e
Produção Familiar (Seaprof), Rio Branco, AC
jardimedeiros2@yahoo.com.br
Palmira Antonia Cruz Brito
Engenheira-agrônoma, mestra em Produção
Vegetal, técnica da Secretaria de Extensão

Agroflorestal e Produção Familiar
(Seaprof), Rio Branco, AC
palmiracruz39@hotmail.com

Elaborado numa linguagem adequada ao seu público-alvo. cada manual desta coleção apresenta tema específico. usando. proporciona. como leite. Entre as motivações sociais mais relevantes. Maurício Antônio Lopes Diretor-Presidente da Embrapa . da melhor forma possível. Economicamente. visando reduzir custos. hortaliças. frutas. transformando-o em produto elaborado. com o envolvimento de todos. ao micro e ao pequeno produtor ou empresário rural. os recursos de que dispõe. aumentar a produtividade e garantir a qualidade do produto final asseguradas pela boas práticas de fabricação (BPF). conhecimentos sobre o processamento industrial de algumas matérias-primas. promove a geração de emprego e renda. destacam-se a fixação do produtor na propriedade rural e a manutenção da integridade familiar. A agroindústria familiar é uma atividade de elevada importância para o País. lançada pela Embrapa Informação Tecnológica. cereais e leguminosas. espera-se ajudar o segmento em questão a planejar a implementação de sua agroindústria. com a finalidade de agregar valor ao produto agropecuário. na produção. em formato de manual.Apresentação A agroindústria é o setor que processa as matérias-primas agropecuárias. cujo conteúdo é embasado na gestão e na inovação tecnológica. tanto no nível social quanto no econômico. A Coleção Agroindústria Familiar. Com isso.

.

..................................................................................Sumário Introdução......................................13 Etapas do processo de produção...27 Armazenamento.......................17 Recepção........25 Embalagem e rotulagem..............18 Sanitização e lavagem.........................................................................15 Etapas do processamento da farinha de banana verde........................................9 Definição do produto.............................................28 .............................28 Etapas do processamento da farinha desengordurada de castanha-do-brasil..................................................................................................22 Desidratação ou secagem...................23 Resfriamento....................21 Tratamento antioxidante ou sulfitação.....................18 Toalete e corte......25 Trituração......17 Seleção e despencamento.........................28 Recepção...................................

................29 Prensagem....... de equipamentos e de utensílios.........34 Formulação.....................................................................35 Armazenamento......................................................................30 Secagem..................................41 Boas práticas de fabricação (BPF)....................Pesagem.........................................................29 Aquecimento....39 Higienização do ambiente...................................................35 Pesagem.........36 Equipamentos e utensílios....................43 Instalações........................................................47 Registros e controles.......................................................35 Embalagem e rotulagem...........................33 Pesagem dos ingredientes..............................................................31 Resfriamento..........................................33 Etapas do processamento da farinha mista..............37 Planta baixa da agroindústria.........................................45 Pessoal................................................................................32 Embalagem e rotulagem.............32 Armazenamento.................................................................46 Procedimentos.......................................................49 ...........34 Homogeneização........................33 Recepção e inspeção........

para se obter bananas em estado de maturação específico. em recheios de beijus e de tapiocas.Introdução Dentre as frutas tropicais. Em algumas regiões. A farinha de banana é obtida por meio da secagem da polpa do fruto verde ou semiverde. na forma de chips. há interesse industrial na produção de farinhas de baixo custo derivadas da banana. como a farinha de banana verde. pode ser consumida frita ou cozida e. a banana destaca-se como uma das mais ricas fontes de alimento energético. Por seu cultivo simples e por seu elevado valor nutricional. também. A banana da variedade comprida (Musa paradisíaca cv. quando verde. Quando madura. 9 . habitualmente no café da manhã e em lanches da tarde. crepes e tortas. de acordo com as exigências de mercado. essa banana é aproveitada. D’Angola) é largamente produzida e comercializada no Acre. para enriquecer farofas salgadas ou ainda no preparo de bolos. A banana é um fruto com larga faixa de maturidade fisiológica. Essa secagem pode ser natural ou artificial. podendo ser colhida e induzida ao amadurecimento com excelente qualidade. permitindo que o processo de maturação comercial seja uma operação de rotina. que podem ser aproveitadas de forma alternativa na alimentação humana.

B2 e niacina. A castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) é uma árvore nativa da Amazônia e uma das maiores riquezas da região. 1. principalmente tiamina e riboflavina. Dentro dessa cápsula. 10 . as variedades de banana usadas na produção de farinha são cavendish. Nessa fase. denominada de excelsina. conhecido popularmente como “ouriço”. e o teor de umidade não pode ultrapassar 8%. aproximadamente. é dotado de uma cápsula (casca) bastante resistente. nanicão ou terra. são encontradas. com teor de amido da polpa entre 19% e 21%. Nutricionalmente. a polpa do fruto deve apresentar coloração variando de branca a levemente amarelada e odor característico. B. que correspondem às sementes da castanheira.Geralmente. o qual não deve ser amargo ou adstringente.5%. Para se obter um produto final de sabor suave e com qualidade. com as vitaminas A. o estágio de maturação recomendado é quando o fruto atinge seu desenvolvimento máximo. O produto deve ser isento de fibras. como Ca (cálcio) e P (fósforo). vitaminas. medindo 34 mm de diâmetro. nanica. de 18 a 24 amêndoas (castanhas) comestíveis. A castanha-do-brasil é um alimento nobre. de alto valor nutritivo. No caso da banana. também. Seu fruto. A farinha de castanha-do-brasil apresenta alto teor proteico e sua principal proteína é a globulina. a casca torna-se verde-clara. de grande procura e de consumo imediato em outros países. ela contribui. O índice de carboidratos deve situar-se entre 70% e 85%. e o de açúcar. tanto pelo óleo como por seus nutrientes (proteínas. e minerais. de pedaços de pelo (pericarpo) e de outras partículas e larvas.

9471. mas nutricionalmente balanceados. Esses programas procuram minimizar as deficiências proteicas. por 5 minutos. calóricas. Assim. a Lei nº 11.507.913. e a Lei nº 11.No Brasil. de 20 de julho de 2007. 2009.880. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. de 12 de julho de 1994.947. de 6 de fevereiro de 2006. 2. Brasília. A farinha mista é obtida pela homogeneização adequada das farinhas de banana verde e de castanha-do-brasil desengordurada. revoga dispositivos da Medida Provisória nº 2. e dá outras providências. de 16 de junho de 2009.273. de 9 de junho de 2004. acrescidas de açúcar. 30% devem ser usados na aquisição de gêneros alimentícios procedentes da agricultura familiar. vários programas institucionais vêm promovendo campanhas educacionais direcionadas a crianças em idade pré-escolar e escolar. DF. do total dos recursos repassados para a merenda escolar. vitamínicas e minerais dessas crianças. de leite em pó e de sal. De acordo com a Lei Federal nº 11. de forma a: •  Ampliar o acesso da população – em situação de insegurança alimentar e nutricional – a alimentos em quantidade. atendendo com eficácia ao 1 BRASIL. e a Lei nº 8. altera a Lei nº 10. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. de 24 de agosto de 2001. O preparo de mingaus consiste em adicionar essa massa a uma quantidade adequada de leite fervente. Lei nº 11. qualidade e regularidade. mais uma alternativa para atender aos programas de aquisição de alimentos. obtém-se um alimento 100% natural. mediante mexedura constante. 11 . 17 jun. de fácil preparo e altamente nutritivo. p.178-36. introduzindo na dieta delas produtos alimentícios de baixo custo. Poder Executivo. principalmente a merenda escolar. priorizando as comunidades tradicionais e as comunidades quilombolas.

programa integrante da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. •  Recompor os estoques públicos de alimentos. •  Apoiar o desenvolvimento da economia local. 12 . •  Melhorar a qualidade das refeições das entidades da rede socioassistencial. •  Promover a segurança alimentar e nutricional para populações urbanas e rurais. •  Melhorar a qualidade dos produtos da agricultura familiar.

embalado. Exemplo: farinha de mandioca ou farinha de banana. leguminosas. farinhas e farelos. seguido do(s) nome(s) comum (ns) da(s) espécie(s) vegetal(is) utilizada(s). Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. 13 . processado. amidos. sementes.Definição do produto A legislação brasileira2 define como farinha o produto obtido de partes comestíveis de uma ou mais espécies de cereais. Assim. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília. desenvolvam e/ou agreguem substâncias físicas. 2 ANVISA. químicas ou biológicas que coloquem em risco a saúde do consumidor. DF. tubérculos e rizomas. Resolução RDC nº 263. Poder Executivo. Ainda segundo a legislação. 22 set. de 22 de fevereiro de 2005. o produto é designado farinha. transportado e conservado em condições que não produzam. o produto deve ser obtido. Aprova o regulamento técnico para produtos de cereais. por moagem e/ou outros processos tecnológicos considerados seguros para produção de alimentos. 2005. frutos. armazenado.

.

Etapas do processo de produção de farinha de banana verde.Etapas do processo de produção Figura 1. 15 .

Figura 3. 16 . Etapas do processo de produção de farinha mista de banana verde e de castanha-do-brasil.Figura 2. Etapas do processo de produção de farinha desengordurada de castanhado-brasil.

em balança limpa e aferida (Figura 4). em cachos ou já despencadas. Elas também podem ser entregues na agroindústria. Figura 4. é preciso registrar a data e o horário de entrada.Etapas do processamento da farinha de banana verde Recepção As bananas são entregues na recepção em caixas de colheita apropriadas e avaliadas quanto ao estágio de maturação. 17 . Para controle de entrada de matéria-prima na agroindústria. Em seguida. pesam-se as bananas. Pesagem das bananas verdes.

Sanitização e lavagem Para remover a carga microbiana da superfície da casca da banana. Para isso. Também é feito o despencamento dos cachos (Figura 5). Despencamento (retirada das bananas da penca). selecionam-se as bananas verdes da variedade escolhida – e das que se encontram ¾ gordas (34 mm de diâmetro ou com as quinas desaparecendo) –. desde que se observe o estágio de maturação das frutas. eliminando-se aquelas que não apresentam integridade (parte ressecada ou apodrecida). as bananas selecionadas 18 . Figura 5. as frutas devem ser sanitizadas.Seleção e despencamento Nessa etapa. Nota: pode-se usar qualquer variedade de banana.

por meio da titulação iodométrica. Bananas imersas em solução de água clorada. é importante determinar a porcentagem de cloro residual dos produtos comerciais adquiridos. a uma temperatura de 70 °C por 5 a 6 minutos (Figura 6). Figura 6. que tem 10% de cloro livre.são imersas em solução de água clorada (5 ppm de cloro livre) a uma temperatura de 40 °C por 5 a 6 minutos. 19 . para se obter 500 L de uma solução clorada com 100 mg/L de cloro residual total (CRT). A partir daí é que serão calculados os volumes ou os pesos dos produtos necessários ao preparo das soluções. Numa indústria de alimentos. repetindo-se o processo com água. a partir de hipoclorito de sódio comercial. são necessários 500 mL do produto. Por exemplo.

do leite e da seiva que escorrem após o despencamento. deve-se proceder a uma lavagem. a menos que a agroindústria terceirize uma empresa prestadora de serviços. Figura 7. que pode ser feita com uma escova de cerdas firmes ou com esponja (Figura 7). recomenda-se recorrer a um técnico extensionista. Para isso. Lavagem das bananas. para executar os devidos procedimentos. 20 . de partículas de solo. recomenda-se a combinação de água clorada e corrente com a ação mecânica de escovação. Para a remoção de resíduos vegetais.Para titulação iodométrica.

Remoção do pedúnculo e dos resquícios de inflorescência. em equipamentos próprios. Nota: essa etapa não é obrigatória. para sulfitação. Figura 8. O corte é feito com o auxílio de facas de aço inoxidável ou por fatiamento mecânico. As bananas com casca são fatiadas em rodelas com espessura entre 1 mm e 2 mm (Figura 9). 21 . Em seguida. essas fatias são despejadas no tanque.Toalete e corte A etapa de toalete é feita para remover o pedúnculo e os resquícios da inflorescência (Figura 8). denominados multiprocessadores. além de eliminar partes da fruta que possam apresentar contaminações.

Em seguida. pesam-se 5 g de metabissulfito de sódio e diluem-se em 1 L de água. para impedir as alterações na cor e no sabor. Esse procedimento deve ocorrer imediatamente após o corte. Após esse tempo de imersão. as rodelas de banana devem ser transportadas em caixas de polietileno e dispostas em bandejas. Para preparar essa solução. Nota: a parte residual do teor de SO2 não deve ultrapassar 0. em fatias. as bandejas devem ser transferidas para a estufa. A sulfitação consiste na imersão das fatias (rodelas) de banana em solução de sulfito de sódio ou metabissulfito de sódio a uma concentração de 4.000 ppm por 5 minutos (Figura 10). 22 . pelo escurecimento das fatias.000 ppm a 5.Figura 9. Tratamento antioxidante ou sulfitação O processo de sulfitação é um tratamento antioxidante.01% (100 ppm). Corte das bananas com casca.

Figura 10. Processo natural – Consiste em expor as fatias (rodelas de banana) em bandejas ao sol. Esse processo pode ser natural ou mecânico. assumindo coloração branca ou creme. O ponto de secagem é quando as fatias (rodelas) se tornam quebradiças. para evitar contaminações indesejáveis. 23 . que deve ser entre 6% e 8% (Figura 11). Imersão das fatias de banana em solução de sulfito de sódio ou metabissulfito de sódio. Esse processo deve ocorrer em local apropriado. Desidratação ou secagem Essa etapa é muito importante para se obter a farinha de banana verde. até que atinjam o teor de umidade desejado.

24 . proporcionando maior rapidez na secagem do material. Distribuição das fatias de banana na bandeja. durante 8 horas. Secagem das rodelas (fatias) de banana.Figura 11. em estufa. Nota: em ambos os casos. Figura 12. para facilitar a remoção da umidade. as bandejas devem ser perfuradas. A temperatura de exposição constante deve ser de 80 ºC. Processo mecânico – Consiste no uso de secadores de cabine ou de estufas com circulação de ar (Figura 12).

Resfriamento O material desidratado deve ser resfriado até voltar à temperatura ambiente. Nota: após a trituração das fatias desidratadas. procede-se à pesagem. com peneira de malha de 1 mm a 3 mm de diâmetro. em local protegido e livre de insetos. o resfriamento deve ser feito em temperatura ambiente. Nessa etapa. o produto obtido deve ser protegido de contaminações (Figura 13). 25 . Para isso. poeira e sujidades. Fatias (rodelas) de banana desidratadas. para se calcular o rendimento do produto obtido. de acordo com a granulometria desejada (Figuras 14 e 15). Figura 13. Trituração As fatias (rodelas) de banana desidratadas devem ser trituradas em moinho do tipo martelo.

26 . Farinha de banana verde. Trituração das fatias de banana desidratadas.Figura 14. Figura 15.

4. 5 ANVISA. •  Valor calórico.RDC nº 359 e RDC nº 360. Resolução RDC nº 259. Resolução RDC nº 360. Por sua vez. Brasília. devem constar: •  Informações sobre a composição nutricional do produto. Aprova o regulamento técnico sobre rotulagem de alimentos embalados. de 17 de agosto de 2006. para que não absorva a umidade do ambiente. também: •  Forma de armazenamento e de conservação do produto. Poder Executivo. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. 27 . de 20 de setembro de 2002. tornando obrigatória a rotulagem nutricional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Poder Executivo. 26 dez. 4 ANVISA. após a abertura da embalagem. •  Data de fabricação. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No rótulo da embalagem3. 26 dez. DF. Aprova o regulamento técnico sobre rotulagem de alimentos embalados.5. Resolução RDC nº 359. DF. 3 ANVISA. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. no rótulo da embalagem devem constar. as embalagens são fechadas (lacradas) com o auxílio de termosseladoras. a farinha de banana verde deve ser embalada em sacos de plástico resistentes. Aprova regulamento técnico de porções de alimentos embalados para fins de rotulagem nutricional e dá outras providências. •  Prazo de validade. 21 set. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília. Aprova o documento sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados (Complemento das Resoluções. 2003. DF. Poder Executivo. 6 ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.6. 2006. 17 ago. de 23 de dezembro de 2003.Embalagem e rotulagem Logo após a pesagem. Poder Executivo. Brasília. Resolução RDC nº 163. Brasília. 2005. Além desses itens. de 23 de dezembro de 2003). DF. de 23 de setembro de 2003. •  Peso líquido e peso bruto. 2003. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Figura 16. em local ventilado e livre de umidade.Armazenamento Os pacotes de farinha de banana verde devem ser empilhadados sobre estrados de polietileno. a farinha de banana pode ficar armazenada por até 6 meses. Em boas condições de armazenamento. até o momento do uso ou da comercialização. as amêndoas de castanha-do-brasil (desidratadas e quebradas) são selecionadas. Nesse processo. Etapas do processamento da farinha desengordurada de castanha-do-brasil Recepção Nessa etapa. Seleção das amêndoas de castanha-do-brasil. 28 . são descartadas as amêndoas atacadas por fungos ou que apresentem aspecto indesejável (Figura 16).

Figura 17. as caixas com amêndoas são transferidas para uma estufa (com renovação e circulação forçada de ar). a 80 ºC (Figura 17).Pesagem Para controle de estoque e cálculo de rendimento. as caixas (com amêndoas quebradas) são pesadas numa balança digital. durante 4 horas. 29 . com capacidade para 100 kg. Aquecimento Uma vez pesadas. Estufas para aquecimento das amêndoas.

Prensagem As amêndoas previamente aquecidas são transferidas para a prensa contínua (Figura 18 A. onde sob pressão constante obtêmse a torta desengordurada e o óleo virgem. A B C Figura 18. B e C). Prensagem das amêndoas (A. B e C). 30 .

Secagem A torta desengordurada e prensada é então levada para a estufa com renovação e circulação forçada de ar. para eliminar toda a umidade que ainda favoreça o desenvolvimento de microrganismos contaminantes ou deteriorantes. uma vez que influencia na qualidade final do produto. A eliminação desses microrganismos é importante. odor e sabor desejáveis. 31 . Nessa estufa. ela permanece 12 horas à temperatura de 70 ºC. •  Retardamento ou inibição de contaminações microbianas causadoras de deterioração em alimentos. Geralmente. de metais. presença ou não de aditivos químicos. em determinados produtos. textura. Outros atributos como valor nutricional. A qualidade de um alimento pode ser considerada um conjunto de características que determinam seu grau de aceitabilidade. por duas razões: •  Prevenção de infecções e intoxicações de origem alimentar. a qualidade microbiológica dos alimentos – e particularmente das farinhas de banana e de castanha-do-brasil – deve ser rigorosamente controlada. que podem comprometer a qualidade dessa torta. considerando-se que essa qualidade resulta do somatório de atributos como cor. de microrganismos e suas toxinas constituem objeto de legislação e regulamentos que o fabricante deve conhecer para obter um produto final de qualidade e apropriado para consumo. garantindo sua qualidade de conservação.

Essa embalagem deve ser feita logo após a pesagem. para cálculos de rendimento. causam deterioração. para evitar que o produto absorva a umidade do ambiente. Embalagem e rotulagem A farinha desengordurada deve ser embalada a vácuo. as farinhas de banana e de castanha-do-brasil). uma vez presentes nos alimentos. tornando-os impróprios para consumo humano. 32 . em local livre de insetos. em sacos de polietileno aluminizado. Deteriorantes – Quando. devem conter informações sobre: •  Composição nutricional. •  Valor calórico. a farinha deve ser pesada. contaminadas por microrganismos. O resfriamento da farinha desengordurada deve ser feito à temperatura ambiente.Assim. a farinha desengordurada deve ser resfriada até voltar à temperatura ambiente. sem causar danos à saúde do consumidor. evitando-se manipulação indevida. Nota: após o resfriamento. que podem ser: Contaminantes – Quando apenas contaminam o alimento. poeira e sujidades. o controle da qualidade microbiológica é uma necessidade para prevenir e controlar surtos de intoxicações e de infecções produzidas pela ingestão de alimentos (no caso. Resfriamento Após a secagem. No rótulo da embalagem. •  Peso líquido e peso bruto.

Resolução RDC nº 259. Os sacos devem ser empilhados sobre estrados de polietileno e as pilhas devem manter-se afastadas entre si. 8 ANVISA. DF. 2003. Armazenamento O produto ensacado deve ser armazenado em local limpo. Brasília. Aprova o regulamento técnico sobre rotulagem de alimentos embalados. Poder Executivo. Poder Executivo. de 17 de agosto de 2006.10. Brasília. 2005. Aprova regulamento técnico sobre rotulagem de alimentos embalados. ventilado e livre de umidade. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. DF. 26 dez. Nota: em boas condições de armazenamento. Poder Executivo. 17 ago. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. todos os insumos e ingredientes são recebidos e inspecionados. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. •  Prazo de validade7. 9 ANVISA. 2006. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.8. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. deve constar também: •  Data de fabricação do produto. tornando obrigatória a rotulagem nutricional. Resolução RDC nº 360. 21 set. Brasília. Resolução RDC nº 359. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. de 23 de dezembro de 2003). de 23 de dezembro de 2003. DF.9. de 23 de dezembro de 2003. DF. •  Forma de armazenamento após a abertura da embalagem. a farinha desengordurada de castanha-do-brasil pode ficar armazenada por até 6 meses. Aprova regulamento técnico de porções de alimentos embalados para fins de rotulagem nutricional e dá outras providências. Brasília. 26 dez. Etapas do processamento da farinha mista Recepção e inspeção Nessa etapa. 10 33 . de 20 de setembro de 2002. Essa inspeção ajuda a garantir a qualidade do produto 7 ANVISA.Além desses itens.RDC nº 359 e RDC nº 360. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA. Aprova o documento sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados (Complemento das Resoluções . pelo menos a 1 m de distância. 2003. Resolução RDC nº 163.

a qualidade da farinha mista ou formulado alimentício para alimentação. Durante a inspeção.final. 34 . •  0.5% de sal iodado. informações importantes para assegurar o perfeito estado de conservação de cada material até o momento do uso. •  18. •  Prazos de validade. farinha desengordurada de castanha-do-brasil. •  20% de farinha desengordurada de castanha-do-brasil. ou seja. seguindo-se as proporções para cada 100 kg de produto final pronto. açúcar. Formulação Os ingredientes da farinha mista devem ser colocados num tanque de aço inoxidável. Para isso.5% de leite em pó integral. a massa será transferida para o homogeneizador. devem-se verificar: •  Conteúdo das embalagens. leite em pó integral e sal iodado) sejam pesados adequada e automaticamente. Pesagem dos ingredientes Cada ingrediente deve ser pesado de acordo com a formulação do produto final. que são: •  28% de farinha de banana verde. Nota: ao final dessa etapa. •  13% de açúcar. pode-se usar uma balança de precisão ou um equipamento no qual os ingredientes (farinha de banana verde.

Homogeneização Essa etapa deve ser feita com o auxílio de um homogeneizador. a agroindústria deve ser equipada com balanças que permitam essas possibilidades. Pesagem A pesagem deve ser feita conforme o tipo de embalagem a ser adotado. Embalagem e rotulagem As embalagens devem ser litografadas com os seguintes dados: •  Informações nutricionais obrigatórias.5 kg a 20 kg. •  Data de fabricação e validade do produto. •  Quantidade estabelecida conforme pedido do consumidor. Para isso. a embalagem varia de 0. ou seja. instrumento no qual os ingredientes são misturados até que se obtenha uma massa seca e homogênea. •  Formas de preparo. pois esse material ajuda a conservar o produto. É importante que as embalagens sejam confeccionadas em polietileno aluminizado. o qual pode variar de acordo com os compromissos de venda do fabricante. 35 . para consumidores comuns ou mercados institucionais. •  Pesos (bruto e líquido).

36 . deve ser armazenado em local ventilado e protegido de umidade e de agentes contaminantes. o produto final deve ser colocado sobre estrados de polietileno. Em seguida.Armazenamento Depois de embalado.

37 . •  Prensa contínua. •  Estufa com renovação e circulação de ar. •  Carrinho para transporte. •  Moinho de martelo. •  Secador de cabine com bandejas perfuradas (em aço inoxidável). •  Tanque para formulação com capacidade para 500 L. •  Balança com capacidade para 100 kg.000 L. •  Balança com capacidade para 20 kg. •  Homogeneizador.Equipamentos e utensílios •  Mesa de inspeção e corte (em aço inoxidável). •  Multiprocessador com cinco lâminas para o corte das fatias. •  Termosseladora a vácuo. •  Tanque de aço inoxidável com capacidade para 1. com capacidade para 5 kg. •  Balança analítica.

38 . •  Caixas de papelão. •  Estrados de polietileno.•  Embalagens (sacos de polietileno aluminizado de 500 g a 20 kg) •  Rótulos.

Moinho 8 .Planta baixa da agroindústria Figura 19.Tanque de imersão 5 .Mesa de lavagem 3 .Mesa de inspeção 4 . Planta baixa da agroindústria de processamento de farinha mista de banana verde e de castanhado-brasil.Empacotadora 39 .Balança 12 .Balança 2 .Estufa 11 .Secador de cabine 7 . Legenda 1 .Termosseladora 9 .Misturador 13 .Prensa contínua 10 .Multiprocessador 6 .

.

etc. vassouras. com a ajuda de jatos de água. No final de cada turno – ou ao término das atividades – devem-se limpar e higienizar pisos. escovas. para facilitar a limpeza posterior. etc. Nessa etapa. corantes.Higienização do ambiente. Para facilitar a higienização. Semanalmente. fazendo com que o ambiente permaneça sempre limpo. alguns sais. O processo de higienização deve ser feito da seguinte forma: Pré-lavagem – Reduz as sujidades grosseiras. os equipamentos devem ser desmontáveis. equipamentos e utensílios. dotados de superfícies laváveis. deve-se proceder à limpeza e à higienização do ambiente (paredes. máquinas. e não devem absorver umidade. produtos químicos usados. de equipamentos e de utensílios Na área externa – onde se desenvolvem as etapas de recepção. após cada turno de trabalho. armazenamento e descascamento – deve-se proceder às operações de limpeza. 41 . para evitar acúmulos indesejáveis. pesagem. Os resíduos orgânicos – decorrentes dessas etapas – devem ser removidos rotineiramente. janelas e portas). removem-se açúcares.. alguns aditivos.

podendo-se completar essa operação com água aquecida a 70 ºC. por ser de baixo custo. sendo o cloro um dos mais usados. equipamentos e utensílios com esponjas. etc. Esse procedimento pode ser feito com cloro.. quaternários de amônio. dispensar enxágue e não deixar resíduos na superfície das máquinas. Enxágue – Para remover resíduos de detergente e de sujeira. vassouras. escovas. A solução de cloro pode ser preparada com 1 mL a 2 mL de hipoclorito de sódio ou com 5 mL a 10 mL de água sanitária para cada litro de água. equipamentos e utensílios devem ser enxaguados com água potável. dos equipamentos e dos utensílios. 42 . Sanitização ou higienização – A finalidade dessa operação é eliminar os microrganismos patogênicos e reduzir os microrganismos deteriorantes. aplica-se detergente e esfregam-se pisos. iodo. A sanitização só será eficiente se as etapas de limpeza e de enxágue forem bem executadas.Lavagem – Para remover as sujidades aderidas e reduzir microrganismos. para favorecer a secagem. etc.

Boas práticas de fabricação (BPF) As boas práticas de fabricação (BPF) constituem os seguintes procedimentos que devem ser efetivados para que se obtenha um produto alimentício de alta qualidade: •  Assegurar a saúde do consumidor. Um programa BPF abrange os mais diversos aspectos da indústria. em conformidade com os padrões de qualidade e de identidade fixados pela legislação brasileira. 43 . •  Elaborar produtos alimentícios saudáveis e seguros. incluindo-se a especificação de produtos e a seleção de fornecedores. •  Registro – em formulários adequados – de todos os procedimentos da empresa. a saber: •  Qualidade da matéria-prima e dos ingredientes. •  Garantir produtos livres de contaminação e de quaisquer agentes contaminantes. •  Condições higiênicas do pessoal envolvido nas diversas etapas de produção. •  Qualidade da água.

do Mapa. de 4/9/1997. de 4 de setembro de 1997. descritas a seguir. Pecuária e Abastecimento. As BPF são extremamente importantes para controlar as fontes de contaminação cruzada e garantir ao produto especificações de identidade e de qualidade. Acesso em: 6 out. devem ser observadas algumas normas referentes às instalações da agroindústria. Além da redução de riscos.bvs. Portaria nº 326. Para se aplicar as BPF. Disponível em: < http://oc4j. Ministério da Agricultura. As instruções técnicas aqui contidas servirão de base para elaborar o Manual de BPF de sua empresa. Acesso em: 6 set. desde que sejam feitas adaptações que atendam a realidade ou a situação específica do estabelecimento. Poder Executivo. Portaria nº 368. e pela Portaria nº 36812. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. considerando-se as condições ambientais que favoreçam a produção de alimentos seguros. Ministério da Saúde. 1º ago. as quais estabelecem regulamentos técnicos e específicos ao desenvolvimento das atividades agroindustriais. 12 44 . Poder Executivo.gov. 11 BRASIL. php>. Brasília. formuladas pela Portaria nº 32611. otimizando todo o processo de produção. do Ministério da Saúde.agricultura. de 30/7/1997. as BPF também possibilitam um ambiente de trabalho mais eficiente e satisfatório. 1997. 8 set. DF.br/agrolegis/do/ consultaLei?op=viewTextual&codigo=3015>. Disponível em:<http://e-legis. Aprova o regulamento técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos elaboradores/industrializadores de alimentos. Secretaria de Vigilância Sanitária. BRASIL. de 30 de julho de 1997.br/leisref/public/search. Brasília.Esses procedimentos controlam as condições operacionais dentro do estabelecimento produtor de alimentos. 2005. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. 2005. Aprova o regulamento técnico sobre condições higiênico-sanitárias e de boas práticas de fabricação para estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos. 1997. DF.

deve estar próximo aos fornecedores de matérias-primas.Instalações Projeto da agroindústria – Ao se eleborar um projeto de agroindústria. preferencialmente. Paredes e teto da sala de processamento – A sala de processamento deve ser fechada. Iluminação e ventilação – O local deve possuir boa iluminação e ventilação. Recomenda-se pavimentar em concreto liso. antiderrapante. O local escolhido para a construção da agroindústria deve dispor de água potável em abundância e. e de cor clara. de forma que não haja contato do produto processado com a matéria-prima. as paredes azulejadas ou revestidas com resina lavável e atóxica. em todas as instalações. de fácil lavagem. deve-se optar por um que possibilite fluxo contínuo de produção. Esgotamento industrial – Devem ser usados ralos sifonados com tampas escamoteáveis. As luminárias devem ter proteção contra quebra das lâmpadas. por sua vez. 45 . devem ser telados ou tampados. Piso externo – O piso externo deve apresentar superfície que facilite a limpeza. Piso da área de processamento – O piso deve ser resistente. É igualmente importante que haja estradas em boas condições de tráfego. com caimento adequado. para que se possa escoar a produção em tempo hábil. e apresentar declive de 1% a 2% em direção aos ralos que. no ambiente de processamento. e as janelas devem ser teladas.

sem bolsos e sem botões. Os hábitos regulares de higiene devem ser estritamente observados e inspecionados diariamente pelo supervisor da agroindústria. Adornos – Todos os empregados devem ser orientados a não usar anéis. pulseiras e relógios. que fazem parte das BPF. até que se restabeleçam. e os cabelos devem estar bem aparados e presos. refletindo-se na higiene dos empregados e nos seus uniformes. tanto para evitar que se percam nos alimentos como para prevenir que os contaminem. Saúde – Manipuladores de frutas e de outros produtos que apresentem ferimento nas mãos ou que estejam acometidos de algum tipo de enfermidade infectocontagiosa devem ser afastados dessa atividade. brincos. O uso de barba e bigode deve ser evitado. além de toucas e botas. os empregados devem lavar as mãos com sabão bactericida e esfregar as unhas com escova. 46 . limpas e sem esmaltes. Limpeza das mãos – Todas as vezes que entrarem na área de preparação de alimentos ou quando mudarem de atividade durante a manipulação. Uniformes – Na área de processamento. Aparência – As unhas dos manipuladores devem ser mantidas sempre aparadas.Pessoal O pessoal de toda a agroindústria deve receber treinamento periódico e constante sobre as práticas sanitárias de manipulação de alimentos e de higiene pessoal. todos devem usar uniformes limpos de cor branca ou de outra cor clara. numa pia apropriada para essa finalidade.

física e química desse produto no período pós-colheita e antes de iniciar o seu processamento. comer. Dessa forma será possível manter as qualidades biológica. fumar. como sacos aluminizados. Procedimentos Estoque da matéria-prima – As bananas devem ser acondicionadas em caixas de plástico e armazenadas em local apropriado. com géis à base de álcool a 70%. onde essas amêndoas podem ser acondicionadas por até 12 meses. no mínimo. coçar-se e assoar-se. em ambiente fresco e livre de umidade. As luvas devem ser trocadas. As caixas devem ser depositadas sobre estrados de polietileno e afastadas da parede para permitir a correta limpeza do local. a cada 4 horas. sempre que o manipulador tiver contato manual direto com o produto acabado. devemse evitar os seguintes hábitos durante o processamento do alimento: conversar. passar a mão nos cabelos. O acondicionamento das amêndoas desidratadas (para armazenagem ou comercialização) deve ser feito em embalagens específicas.As toucas devem ser confeccionadas em tecido ou em fibra de papel (TNT). luvas danificadas (furadas ou rasgadas) devem ser substituídas. Por sua vez. devendo cobrir todo o cabelo dos empregados (de ambos os sexos). Luvas – O uso de luvas é obrigatório. ou sempre que for necessário. Conduta – Para impedir a contaminação do produto final. imediatamente. Recomenda-se a sanitização das mãos e das luvas a cada 30 minutos. 47 .

sendo proibido o trânsito de qualquer animal nas proximidades das instalações. janelas e ralos. Estoque de produto acabado – O produto final deve ser armazenado em ambiente com ventilação e proteção contra acesso de roedores e de insetos. tanto nos produtos finais quanto nos almoxarifados de matéria-prima e de embalagens. a data e a quantidade. não deve haver cruzamento da matéria-prima com o produto acabado. 48 . para estocagem e empilhamento das caixas. tantas vezes quantas forem necessárias.Para controle do estoque das bananas e das amêndoas de castanhado-brasil deve-se identificar o lote. Além disso. devendo ser retirado diariamente da agroindústria. Ninhos de pássaros devem ser removidos dos arredores do prédio da agroindústria. Produtos químicos e uso de madeira – Produtos alimentícios não devem ser armazenados ao lado de produtos químicos. por meio da vedação correta de portas. para que este último não seja contaminado com microrganismos típicos das matérias-primas. deve-se fazer controle permanente e integrado de pragas. para se evitar contaminação ou impregnação com odores estranhos. O lixo deve ser colocado em lixeiras com tampas e em sacos de plástico. colocando a perder todo o processamento realizado. de higiene. deve-se adotar o sistema PEPS (Primeiro que Entra. Primeiro que Sai). Controle de pragas – Nas áreas externa e interna da agroindústria. Controle de contaminação cruzada – Para se evitar contaminação cruzada. Esse ambiente deve dispor de estrados de polietileno rígido. de limpeza e de perfumaria.

Assim. para facilitar a localização de qualquer etapa do processamento. Cada procedimento de produção deve ser anotado numa ou mais planilhas. 49 . quando necessário. seja qual for o porte do estabelecimento. Registros e controles A organização é a mola-mestra para o sucesso do empreendimento. no qual serão registrados os procedimentos para o controle de cada etapa do processo. registros e documentos adequados possibilitam a resolução rápida de um problema que se mostraria insolúvel. também devem ser registradas. por ser de limpeza e de higienização insatisfatórias. Outras observações. é importante que a agroindústria elabore seu Manual de BPF. também.Deve-se evitar. como interrupções e modificações eventuais ocorridas durante o processamento. caso não fossem efetuados controles sobre a dinâmica de produção. o uso de madeira (inclusive em paletes). Muitas vezes. principalmente se a madeira estiver molhada.

Coleção Agroindústria Familiar Títulos lançados Batata frita Água de coco verde refrigerada Hortaliças minimamente processadas Polpa de fruta congelada Queijo parmesão Queijo prato Queijo mussarela Queijo minas frescal Queijo coalho Manga e melão desidratados Bebida fermentada de soja Hortaliças em conserva Licor de frutas Espumante de caju Processamento de castanha de caju Farinhas de mandioca seca e mista Doce de frutas em calda Processamento mínimo de frutas Massa fresca tipo capelete congelada Vinho tinto Barra de cereal de caju Açaí congelado Suco de uva Cajuína Tofu Aperitivo de soja Palmito de pupunha in natura e em conserva Algodão em pluma Vinho branco Peixe defumado (2ª edição) Geleia de cupuaçu (2ª edição) Castanha-do-brasil despeliculada e salgada (2ª edição) .

.

.Impressão e acabamento Embrapa Informação Tecnológica O papel utilizado nesta publicação foi produzido conforme a certificação do Bureau Veritas Quality International (BVQI) de Manejo Florestal.