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GPL' então é a lei geral
reside em que, se eu não aceito os termos de
Noutros lermos' e confoÍÍne
de coovrisrt que se aplica por
e a ki que em última análise
-a..s

/úÍll

ì""í"'.rï""'o"'

indicaao.

que obrigue
saÍanle o laço social. Procurando ser um mecanismo

ir""*ica..nte

paÍa uma
a sua aceiÌação. GPL acaba por remeler

próprio produto
exterioridade constituída Pelo próprio Êstado Ele
o Estado surge assim como o actor
histoÍicamente
"a"ag"nt", Hoje em dia, ele já não é üm produto
."aioaoúltimo.
"
mas' no seio das
"o..""to.
não intencional e histoÍicamente contingente'

público de
inteÍmináveis controvérsias existentes no espaço
global correctora que
discrìssão, tem como função uma orientação

É essa a lição
os mecanismos tocals jamais poderão desempenhar'
finalmente' a
t qu" gunttar"mos em abordar em detalhe'

iond;ln"nt

questão do coP)/i8àt

V.

A HISTORICIDADE DO COPYRIGHT
E DO DIREITO DE AUTOR

Não é necessário defender que os pÍoblemas e aporias vitais do
pensamento exibem um padúo historicamen(e recoÍrente para se
constatar que as controvérsias, oriSinadas hácercade quâtro séculos,
sobÍe o copyrighl e o direito de autor revelam umâ confi8uÍação dc
tâl fornra nítida que bem Poderíamos seÍ tentados a afirmar, com o

Eclesiastes, qne'não há nada de novo debaixo do sol'. E, contudo,
pode pensar-se que o derfadeiÍo suno epidemiológico da discussão
acerca da chamada 'propriedade intelectual' é inoculado por unr

no\o Ìipo de rirus, Se loÍam lecnologias como â imprensa ou o
ciÍema que desencadearam anteúores momentos do debâle
histórico em tomo do copÌfi8rt, seria agoÍa a emergência das Íedes
de computador e convergência maciça para os formatos digitais que
obrigaria a colocar em bases inteiÍamente novas o quadro legislalivo

protectoÍ das actividades intelectualmente criativas.
O ponto final deste capítulo incidìrá sobÍe a forma como as
tecnologias digitais em Íede estão a reequacionaÍ as leis lradicionais

do direito de âutor, AÍgumentaremos, no entalnto, e previamente,
que nem os fundamentos dos debates contemporâneos nem as
tendências evolutivas exibidas pela história parecem tÌazer grande
novidade. A tendência evolutiva tem, indiscutivelmente' apontado
no sentido do constante alargamento dos dispositivos normativos
que conferem valor às produções intelectuais. O debate ao nível dos
fundaÍnentos traduzir-se-ia, então, por uma apaÌente vitória do campo
teórico que justamente enfatiza a importância do que, nessa
perspectiva, se designa por 'direito de autor'. Essa expressão apela

187
18ó

ausênci de referência à questão da píopÍiedade inteÌectual. porum lado. Um bom ponto de pânida dessa ref'lexão é.JÍ pelo Sado ÍbéÍaill. tal estado deveria ser legalmente sancionado. Contudo. no sentido em que a sua posse e usufruto pelos deuses ercldrid idêotica posse e usufruto por parte dos demónios. e limitações intrínsecas da teoria. nas milhares de páginas escrifas por Girard. Esses objectos. p 16 e sq. tertos mrticos e rcligio\o\ da Índiu os veàas (cf.Saber até que ponto assim é pode obrigaÍ a Íeflectir mais detalhadamente sobre â emergência da dinâmica da rivalidade da posse. 2004. atendendo ao pensamento mílico das origens que referìmos existir nos defensoÍes de um expândido conceito do diÍeito natural. Íos interessa de sobÍemaneira. finalmente. Para um conhecedor da obÍa do antÍopólogo francês. fornecido por um autor que fez gravitar a sua obra em torno das rivalidades presentes nas origens do mundo humano. pensamos. sustentar que essa questão traça píecisamente os limites e as insuficiências da 188 síntese total da história humana pÍoposla por Girard: esta última posição. mais do qoe um direito natural. No contexto cosmogónico dos Brahmattas. 68 e sq. Tecnologias como a Intemet viÍiam peÍturbá-lo. Poder-se-á. também GiÍaÍd. poÍ outro. Portanto. se bem que bastiÌnte matizada. Seria o caso de um direito natuÍal à pÍopriedade intelectual. p. Eìes não podem ser possuídos em exclusividade por um dos rivais em delrimento do outro. É o caso da exposição que Girard faz dos Íiïtt ìs òos BrahÍÌafias. pois seguramente que. cf. Só que esse eÍèito não é atingido. ou aiDda 'abstracções' [ric] tais como a Voz ou a Linguagem. afiíma Girard. ou o Sol ou a totalidade da criâção. GlJaÍd. Os fundamenlos originários da informação Fundar a propÍiedade intelectual num direito naturaÌ significa ÍetomaÌ milicamente a um estado de origem gerador da exclusividade rival do usufruto do bem produzido por cada um. mas o gado em si. pelo que a cÍiação de uma obra seria acompânhada pela sua posse exclusiva. e o objecto que deuses e demónios reciprocamente dispulam é a Terra. Referimo-nos a René CiraÌd. este é um aÌtifício reconte criado positivamente pela lei. poderá à primeird vista parccerestÍanho que um debate sobre o cop)rgàt se alicerce em tais terrenos. Os D?rar e os Árrlds estão animados de um profundo espírito de rivalidade gémea que Íapidâmente orientam paft out. s^o inpossíveit de dìvilir [inpossìble ò pdrrdg"r]. Na versão apresentada. dificilmente se encontmÍão refeÍências explícitâs a esse tema. os deuses estão destinados às rivalidades. deccÍilos em alguns rJo. Estas incidem sobre um objec(o de que alguém quer íer a posse exclusiva. sobretudo em lextos maìs recentes. 70) Note-se que a posse poÍ um dos rivais de um dos animais do rebanho pode t89 { . é precisamente aquela que aqui defendemos. p.2001.os objectos a serem possuídos.a um estado oÍiginário dâ nalureza humana equipado com certos direitos. l. Poder-se-á ainda argumentaÍ que a sua teoria está construída de uma foÍma tal que a questão da propriedade iÍtelectual se enconfra fora do seu alcance.). a rivalidade pela posse de um objeclo lem como primeiros sojeitos os deuses (DerÍ!r) e os demónios (Ártrdr). reconhecido formalmente como um direito ele própÍio natural. o conlexto naÌrativo das cosmogonias. a co'Ì\eç. Sempre segundo essa linha de aÍgumentação. porque aquilo que deuses e demónios igualmente cobiçam não é 'âlgum ou mesnro muito 8ado. o tem como que aparece tÍânsfigumdo num contexto à paÍida dificilmente antecipável mas que. pro€uraremos mostrar que esses argumentos constituem uma inversão ilusóriê das efectivas dinâmicas do direito de autor e que. 2003. O estado origináÍio seÍia um eslâdo envolvendo uma certa exclusividade da partilha e no qual o usufruto por parte de um colidiria com o usufruto de outÍos. O gado parece ser um objecto claÍamente divisível. a ideia abstracta de gado' (Girard. No entanto. Ele peflnitiria a consumação da rivalidade.

Acresce qoe tão pouco eles podeÍiam ter feío rão aconíecer aqrilo quejá tinha acontecido. poitt. e mr impeça de usufruir aquilo que te penence por estar sob o te! Íaio de acção. reproduzo. mas já não exclui a possibilidade de ele possuir um outro animal do rebanho O que nenhum pode possuir é a 'ideia abstíacta'. Prajâpati' decide atíibuìÍ a lua crescenle aos Devas e a 'parte' decrescente aos AsuÌa' Solução equitâtiva. os deuses e os demónios oíientam de seguida as suas disputas paÍa outros objoctos: paÌa a Lua' objecto que a astronomia védica considera ser divisível em exclusivo (possivelmente devido ao facto de a Lua elâ própria se 'dividir' em lua cÍescente e lua decÍescenle). pois rl'/ continuas a possuíla exactamente no estado alìterioÍ à minha 'apropriação'. tecnicamente. Íornar não acessível atodos as'ideias abstractas'. Não que / / . Pemnte esse sem-tìm de rivalidades. a'infoÍmação'. a partir do mornento que as tornou prírlrcdr. que iá tinham sido tomadas acessíveis Ír todos desde a Criação. Se €r me aproprio da rua pâÍ1e dn Lua (ou da lra cabra). os Devas e os Asuras estâvam condenados a não podeÍem exercer as soas rivalidades com base nas ideias. aLinguagem. é ifógico.a impossibilidade de tomâr secíeto aquilo quejá fbi tornado público . Portanto. eic. as Íivalidades permanentes que conduzem aos sacrifícios.excluir a posse pelo outro desse mesmo animal. eu rãd me aproprio dela. modifico. a qual não tem uma natureza segundo a quai a posse por um impede idêntica posle por parte de outro. É essa a sua natureza. designada poÍ não-exclusividade e. Por àliÍmar-se com rigor que o seu estâdo natuml é de libeídade. a saber. utilizaremos geralmenle a expl€ssão 'excl usividade' paÍa desigÍar as realidades tangíveis susceplíveis de apÍopÍiação Íival. que permite que te sustentar uma ideia e a sua expÍessão um direito é'Íua'.. 'l/rturclmentë.. tí âfìrmares que. esses bens envolvem o seu uso exclusivo. tal como Írl me podes impedir de me âpropriar da //la parte. os Devas e os Asuras foram oientando cada vez mais as suas rivalidades paÍa bens partilháveis em exclusivo. são elas próprias entidades não_rivaisì o meu usufruto de uma ideia em nada fâz diminuir a 'quanlidade'da i. mas que não satisfaz os antagonistas' acabando os Devas por se apropriar da metade dos AsuÍas. Ter-se-á 191 . Naturalmente. usarÌdo a força. e tu podes pÍocurar furìdar direitos a panir da própria natureza do bemEfectivamente.juììtamente com a nAo-ivalidade o meu usufÍirto em nada faz diminuiÍ a possibilidÍde do usufruto por parte de qualqueroutro -. pôrece ser impossível torná las não públicas. etc. absurdo. Apesd do senlido técnico de 'não exclüsividade'. Já no que respeita a um bem físico. isto é. o maior de todos os deuses.. Contudo. as 'ideia\' náü podem ser apropriadasl iáo infinitamente divisíveis. talvez possas afirmar que ele é Íe\r. O seu 'criador' originriÌio poderia ter maÍtido ludo isso secreto. se a uso. coììstitui umanatureza básicada informação intangível. Esta característica . naturabnente.das ideias ou criações inlelectrìais é. Ela destaca um ponto essencial que consiste em que as 'ideias'. Devido a essa sua não-rivalidade. O que deslâcamos neste mito tão é aquilo que Girard visa sublinhaÍ. este aspecto não seja efectivamente importante e que ele não reapareça em filigrana no argumento que vamos desenvolver Existe uma outra coisa que não é explicitamente temâtizada: o mito dos Brahma as véd\cosilustra na peÍ{eição que cetto tipo de 'bens' não são divisíveis ou partilháveis em exclusivo e que' portanto' eles dificilmente podem dar origem à violênciâ entre os gémeos da rivaìidade recíProca. pode ìdeia dicponirel. um sujeito exlerior. consunrindo o bem ou utilizândo um qualquer outro meio que ae garanla o seü üsufruto exclusivo. estou a excluir a possibilidade de trl dela usufruíres. o que te sabe seÍ o ponto centÍal da süa teoria.to. sendo absurdo invocff certos 'direitos naturais' de propriedade Se el| 190 'consúmo'a trd ideia. Atendendo a essa natuÍeza' e à sua propensão às Íivalidades gémeâs. uma ideia não gera uma apropriação exclusiva. existe Ponanto. Podemos supor que a narrativa védica incide sobre um estado de nâtureza originário em que as instituições ainda não tinham visto a ' ' luz do diil.

verificaríamos que. mÂs seguramente que tal já não succde com  TeíÍa Outros exemplos poderiâm ter sido o 'ar' ou o 'oceano'. ela não conduz à rivalidade violenta ocasionada pela naturezí exclusiva do bem. Pelo conlrário. por uma singular inversão da 'orde'Ì natuml'. eles imiÍam-se pelas leituras dos mesmos livros e paftiÌhas dos mesmos gostos. Mais exactamente. eram distinguidas as res communes. o interesse de Girârd pelos mitos védicos Como reside no sacrifício que Íesolve as permanentes rivalìdades entre deuses e rlemónios. eles são objectos comans.1.200. l96l). por vezes. Rose. o direito romano. mesmo que esta possa de alguma foÍma existiÍ. partilham-se no sentido de as suas parlilhas individuais não se inìpedirem umas às outras. exemplo quiçá âlgo descuidado.pÍi!ção'. interessalhe a rivolidatle enqwnlo lal. e a má mimerLr. l)e acordo coú o quadro Seral da sua teoia. ainda que de forma mais imperfeita. l7)37 "rrrs 'Livros'. mas.notâdo que tâmbém objeclos corìo o Sol. o oceano e.No caso dos jovens Lisandro e Denìétrio. c poÌtânto passíveis de apÍopriação exclusiva.Íá de ser necessariamente assim? nosso argumento geml consiste em que. Pedaços de terÌa poderão ser apropÍiados individual_ mente. p.rnl'de. pelo contrário." (CÍ. de entre as coisas (rer) objecto do direito. os pode tomar exauríveis. Contudo. salicnt do+e que os horÈns ivaìi4Ìì na descobcna dc idcìa! lsi) J v. 'coisas abertas pela sua própria natLrreza'. ele como que se aproxima da diferença essenciaÌ enlíe ideias e os outÍos tipos de objectos. as 'criações intelectuais' paÌecem constituir aquilo em torno do qual a Íivalidade pela posse do objecto não se pode exercer Ti. são as rivalidades miméticas entre os sujeitos que os orientam parâ a rivâlidade que visa a apropriação do objecto (Cirard. a imitaçáo oü nìmesis ê boLl. É uma imitação recípÍoca. Em suma. De início. no enlanto' um pouco como as ideiâs. Gi. Eles possuem uma 'flnitude' que' sob ceÍÂs condições.ascriações intelectuais (C.ard mostíaque os doisjovens se imitam permanentenente um Âo outro. Essa imitação não conduz a qualquer verdadeira rivalidade antagónica. A citação foì relirada de um contexlo em que é ânaÌisada a peça So ho de Uua Nole de verõo. Poderíamos atìrnrar que. Girard parece colocar entre t92 piÌrêntesis as questões ìevânladas pelos 'objectos irÌ1possíveis de dividir'. Nada de suÍpreendente' pois se consultássemos rapidamente as fontes do direito. as rivalidades vão reapareceÍ como que por uma espécie de vingança dos deuses. 'garÍaÍàs de vinho'. Lisandío e Demétrio. na qual se destacam os avanços e recuos da amizade que dois jovens. 'paisagens'e. 2003). ìmitação ela própria parlilhável e que incide sobÍe objectos igualmente pâÍlilháveis.rers de partilha de Eros.ìrd. os quais não é fácil desencadearem rìvalidades. neste caso. existirá uma espécie sri ge. as 'ideias'. iìs vcrdadeìras rivalidades. um trecho ÍÌusical ou unra hclì pâisagem. D 93)ondeseconGsttacrisrénciadcunìadistinção c È nìimesis culrural'e trìirrc$ ü rpÍ. mas é neste que elâ vâi ícabar poÍ se fixar. nutrem um pelo oulro. de que exemplos são pÌecisamente o Âr. já se referiu. Unì dos textos onde a distinção aparece é o seguinte: não se pâíilhâ lalconD um lilro. 'música'. a 'informação'. suÍgem quando o olhaí de um indica ao oulro qual é o 3? uÌr ourÍotxroé (Ctdd. de acordo com a sua teoÍia segundo a qual não são pÍopriamente ceúas propÌiedades intrínsecas de üm objec(o exterior que desencadeiam as ivalidades. 1990. unìa gar râfà de vinho. A mrmesir interindividuirl lem sempre a primazia por Íelação Âo objecto. nrls passa ao ì o dâ qucíão dd de lundo t9ì I . de ShakespeaÌe. o que pode ser feito reconendo à teoria de Girard O dí4. a Terra ou a'totalidide da criação' não permitem que as rivaÌidades se consumem Esse tipo de objectos parecem serbens físicos. a análise desse devir histórico terá de ficar suspensa até termos estabelecido mais firmemente a especifìcidade das ideias e da infoÍmação por relação aos bens físicos.

Doumachel e Dupuy. Aglietta e oÍlêàm. nunca são as caracteísticâs do objecto que desencadeiam âs rivalidades. estado apenas ultÍapassado quando um modelo lhe é instável -.jectivamenle não partilhável dos objectos salientes. mesmo se uma pregÍância gera efeitos figuralivos./ efcilos figr'rrrtiros ao ìnveslir-\e pÍegnância p€là 'animado' saliê. aquele que era guiado agoÍ modelo guiar olhaÍ do o olhar do modelo passa ele próprio a o objecto indicado é caso' Neste (GiÍard. elas constiluem uma base teórica insuficiente no qüe toca aos fundamerrtos da profriedade intelectuai. se investiu nesse . nle\mo \e (ão a\ pregnâncias iúeÍsubjectivas que geram o vâlor e fazem emergiÍ o desejo da posse exclusiva. ele divide iíremediaveìmente devido à e\(lu.1o . que confere vÍr lor e siSnifcaào ao objecto. Mesmo existindo. 1961) tomado seguidor qualqueÍ desejo paÍicular' Hermia.ia criou valor Esse último não é apenas geÍ{do pela ninesit de apropriação. mas na condição de isso ser possível Esse tipo de exclusão deixa."pita-se.que o do objecto do seu desejo e âssim nele desPna idêntico desejo pelo olhar origilal.. O objecto em que tr. independentemente 191 todos os outÍos. miméticos. ou carênciade set em nada . no limite' invesiimento de uma pregnância num objecto semiólico' um quatquet. No enlarìtu.ci. com objectos dotados de ceÍtas propriedades i íínsecas (cf. para explicaÌ a Essa teoria está particularmente bem adaptada é criado pelo emergência de valoÍ nos bens físicos Esse valoÍ pode seí que. no esiado dâ anáÌise em que neste momenlo nos siluamos.u_. iegun<lo a hipótese proposta por Girard. para os fundanrentos de uma teoÍia alleínativa à teoria neoclássica da economia). numa uÍrLa/rrP8níir. e não nalgumas suas Propriedadès intrínsecas. Esta últinìa obriga-nos a considerar uma caracteística objectiva qüe não deperde apenas do valor decorrenle do investinìento de unra pregnância num objecto o objecto adquire valor devido a uma pÍegnância.)r se investe não se paÍilha. seguidor indica um objecto. ela já úão gera a seguinte pÍopriedade objectiva: a €xclusividade dos objectos físicos Estas distiÍções estabelecem o que piuece ser uma limilação da teoÍia de Girard. Usualmente. a intersltbstituição enÍÍe modelo e gera üm cresce[do de Íivalidade em torno da posse do objecto' õontudo. Mesmo Hermia dificilmenie é passível de um acordo de pâÌtilha.i\ idade de um objeüro panicular cm qu( umu pregnán. desejo do outro. Então. cs. 1986)' o desejo ilesejável. mas ttunbém decorrc da natureza ob.-se um certo limiar biológico pelâ pregnância a rivalidade pelâ posse de um objecto é determinadâ O fundaÍnento objecto que. ríÌ que produ. O tlesejo não se enconÍra' inicialmente. O desejo pode procuÍar excluir do f)utro a posse do objecto. 1979. eìa não pode fundar-se na posse exclúsiva ou não panilhável do belÌ em {]ucstão. na dinâmica desejante dos sujeitos áo de.ubllnhdmos. nesle câso' vier a existir rivalidade. ela não suscitava absoluto apaíir só que se vê subitamente transfiguradâ no desejável jovens é despeÍtado pelo qu" o desejo de unÌ dos . 2oo2. ao ult*passa.o-"nto ". antes são estas que geÍam o objecto enquanto é NN terminologia de R. paÍe-se do desejo própria à natureza enquanto expÍessão da finitude. por exempìo.. (um objecto)..e ê o ponlo que . originada num Outro. Noutros lermos. o objecto fica parte' para desejante que o investiu Quer para Gir'rd quer. a panir desse momenkì. A naluÍeza dos bens não_ -rivais não é completamente descrit em teflnos de píegnâncias ) saliências. em de sobrevivência Thom. r ìrnilação e cópia das ideias difeíe das Íivalidades existentes em torno dos bens exclusivos. A rivalìdade em torno dos bens não-rivais 1eÍá de ser objecto de um diÍeilo síi t95 ."jo ' "n"ont. Thom (Thom.ele fixo humana.Ele é oilinariamente um valoí biológico e perspectiva' a ordem poJe também set económü:o Nessa mas objectivas econãmica jamais resulta de pÌopriedades suposlamente de resultantes da interacção de cadâ indivíduo. só que esla se investe em objeclos físicos particulaíes que possüem como propriedade hÍrínseca a exclusividade do usufruto de cada um. de se poder aplicar âos bens não-rivais Se.

1Ìís con\liroÍjì r rcgjl. podemos desde já designar como o 'domínio público'das (. 197 . pp. elâ poder tambéDì ser impressa por quaÌquer outrc. esboça-se nessa aÌtura uma indústria tecnologicamente avançada que exige ahos custos iniciais de investimento. não aboÍdámos explicitamente a dimensão essencialmente histórica da propriedade intelectual.üi. concotn antemenle. pois incìdia apenas sobrc ohlrN rlll(. em conjunto com a irtc. se limilavan a três anos. os livreiros de Pdr r. ameaçando o retorno do capital inicialmente investido e podendo acabar por infoduzir t96 o caos concoÍrencial no emergente mercado do livro. é bem conhecido que a cópia e modificação das obÍas da Antiguidíde eÍa paÍte constitutiva da criação e difusão intelectüal. 160 163). em Roma e na Idade Média rEdrlman. Um privilégio consistia ntt auÌorização que utD cclt(ì lrvrNr. A discussão acerca dos seus fundanìentos exige suspender provisoriamente a análise das condições da sua oÍigem a fim de tomar claro até que ponto esse tipo de propriedade é um produto histórico destituído de qualqüeÍ natureza intrínseca. em geral contruriadas pelo ParÌamento. Paírndo da ideia de que â liberdadc di itnpÍe\\ào era a r(Erir r . d(lermrnou que cssir autr.' impí(\\r\. ainda não tivessem sido impÍessas e finha durações temponrir rl r. segundo a ordem enuúciada. O espaço das obras em circuìação.Í. 2004. NltuÍalmente que os livreiros procüram tìÍar o máximo proveito possíveÌ da metafórica árca que lhes era outorgada em reginre de monopólio.e mencìonou que a\ criações intelectuais eram res communis e o autor apenas gozava de uma espécie de patemidade (potestas) sobre a obra de que ele em o criador e que então passava a ser uma pertença comum do mundo dos homens. 2004ì.. não dos autores . linha limíes bastante esÌreitos. inicialmenle. É sr rl. e assi|Ì cria artiJìcìatmente uma'propriedade'onde eÌa Dão existia. A sua ausência é completa na Grécia. os priviló8i()s apenas podiam inciJrr \obre obrrì ainda ni. suÍgiÍam. se podemos pensar que as instituições e a lei são uma íorma de impedir as rivalidades destrutivas que se figuram na posse dos objectos (Girard. o Parlamento de Paris pôs em execuçãr) lÍll sistema bâstante simples de resíÍições: por um lado. começam a obter um número crescente de prlyillsiírr p(x t)lÚtf il. devemos de seguida afirmar que a emeÍgência da lei no que diz respcito aos bens não-rivais tem a consequência oposta geraÍ a apropíiação do bem e a rivalidade onde ela naturalmen(e não existe. l97l). Edelma'ì.trrlr lrlrrr fazer face a essa situação que. 2üJ4. direito de autor ou propíiedâde intelectual. cÍ. Esses direitos instituídos são artifícios tipicam€nl€ modemos. Os discursos aceÍca do Loptight.jl. p."ir. Na ldade Média. obtinha para impÍinìir uma obra. (nquanlo or pri\ilegru\ eram a e)\L.dos livrciros.gene. Rei.ì. rllr Fflrnça. os privilégios acunìulam-se no século XVII. privilégio a excepção. muito íecentemente. lufltam se eiIaorditìJ rrìrenlc Íicos e. . Contudo. Elementos de história do copyrtgfu e direito de autor Alé ao momento.. razões que se fmr prcndemm com o desejo por paíe do Rei em controlrr a difusão de informação. 158). O facto é que aquilt) (lll(... Na verdade. Um tal estado de coisas apenâs se começa a alterar com a invenção da impressão mecânica. a íegião em que se podia fàlar de propriedade . N(. jd . Simultaneamente. obrendo assim üm equilíbrio entre o domínio público e a remuneração dos investimentos' (Edelman. alguns deles começam a reivirìdìcâr a perpetuitlade dos privilégios (caso de Vitré. Um privilégio inslitui um monopólio. /Itd.(li{lì0 rl. {)\ ltvtílr. 2.r sua duração eÍa limitada no tempo (entrc três e dez anos).\Ili. por oulr. !nv. obras inicialmente impÍessas por um livreiro começam a ser copiadas por outros. a paniÍ do século XVI. Fm Roma. Titubeanlemente. o Parlarnenro de P. constituía uma área inicialmente bastante mais pequena do que a ríea das obras res communís. Eles procüÍaram desde ìÌuito ccdo aliìrgá-la iisistirtdo em pft)|tugaÇões.

poÍ tempo indelìnido. e de vinte e unl anos paÍa as restân[es. 1987. estatui um direito. p. "É necessário norar que. quer as pressões e necessidades económicas invocâdâs pelos imprêssor€s-edit(ìres pâra dcfendeÍ os scus nego!tus (inlervindo frequentenenle eln no'ne dos âutores). Se as causas dâ cíiação de um direito de exclusividade e rivâlìdâde em bens essenciâlmente não-exclusivos e não-rìvâis são 198 semelhantes em FÍânça e em lnglateffa. Como escreve Anne Latoumerie: Como veremos.{. de pÍopriedade inleleclual é recorente na hi\lória do. No decorrer do processo (cf. Nela se estatui o monopólio do autoÍ sobÍe a obra {jtì detrimento do livreiro . livreiro de Edimburgo. Desde 'sem que os autoÍes soubessem que eÍam proprietáÌios do scLr trabalho' (Kerman. contra os livreiÍos de Londres. poÍ oposição a uÍna interpretação que pode veÍ o Statute of Ann como um áÍificio que. entre l7l0 e 1774. com â força da lei. tanbém M. 199. é historicamente inexacla. os lìvreircs praticamente tinhanì ignoÍado o Statute e continuaÍâm a exercer o seu monopólio. O conceito modemo de colfrigrt é posteriot e é geralmente feito rcmontar ao Sdtuíe ojA nell7lll). eventuaÌmente prorrogável por mais catorze se o autor ainda fosse vivo. o Íegime dito do direilo de autor e o regime do cop))tight acabamm por divergir nalguns pontos. a questão da propriedade da obía não ficou coDpletanìente esclarecida coÍn o Staturc of Atme. c. pode-se dizeí que o argum€nlo soblinhândo que a tropdedade intelectual foi mais invocada nos países do drreito de aulot como â FÍânça. Essa lei linha como objectivo teÍminar com os monopólios. nos tdifeÍentesl rcgimes do . os seus extctos contornos apenas vierarn à luz com uma sucessão de casosjudiciaìs que opuseram os livreiros de Londres aos livreiros da província. estariô comoqueem germe desde o início a tradição dita do direito de autor (originado em França) e do copJtight (origìnado em Inglaterra). A Íevolução apenas ocorreu verdadeiramelÍe quando Donaldson. os livÍeiíos de Londres iDvocaranr constantemenÍe a comnon lav como um fundamento de uma propriedade que naturalmente pertenceria aos autoíes por eles repÍesentados (cf. os próprios autores estão quase complctanìcnle ausentes dos processos legais. M.aprright. 2003). para todos os detalhes). ganhou. um livro rcgistad() por um livreiro acabava por ser reclamado como sua propried. o dìreìto de reimprimir certas obrÂs. e que. Assim. 2001) Devemo-nos então virar paÍa a situação em Inglaterra a fim de melhor identificar a origem do conceito de direito de autor ocorrida em França. baseada no facto de que. enquânlo a leoria do monopólio legal o loi nos países do . Ìal como era animada pelo desejo iìuminista de cÍescimeDt{) do saber. Rose. No entanto.o padrão presente na origem francesa do conceito. tnl como os casos Mllldr vs Taylor (1169) e DonaLlsonys Be(:ket (l'714). poítanto. já o ponto de paítida não é o século XV que  corporaçio dos Iivreiros de Londíes tinha o monopólio. Comoquerque seja. monopólio esse conì a duração de cato.zc anos. A dcfcsâ dâ propricdâdc inklectual e a luta para preseÌvar um monopólio no mercâdo das âcti!. t99 . 99).dâr forarn dislinlos. mesmo se os modos de as abo. para as obras publicadas a paÍir de 1710. Rose.áplflglt E usual aÍ-irmar-se que a evolução históÍica do direitode autorem Françaé substancialmente difeÍente da ocorÍidâ em lnglateÍÍa. Causas mais ou menos idênticas provocârâÌn a emergênciâ de um sistema de protecção da propriedade intelectual: ao mesmo lempo. da impíessão de livros. como veremos mais adiante. então obvìÂmente aind{ não formulado. quer â vontâde de libertâção dos áutores no scguimento das Luzes. exactamente o mesmo..oprrgrr. Entretanto. cuiils conrequência.idades arlísticas cíão intinìâmente ligâdas. ^ Contudo. trata-se de uma ilusão retrospectiva. economicamenle nefâna\ erdm jti enlio p(rc(puvcr." (Latournerie. colocâram as questões que re momento forâm similàres. Em yirí]'de da common law.

p. os livreiros da província ganharan novo XVI[.pnmazia inicial do monopólio . Em contraposição. donde a atribuição aos livreiros de monopólios com duração indefinida ter como inevitável consequência 'que a circulação das ideias será aniquilada. segundo o direito positivo. essa posição tem como consequência lógica a perpetuidade dos direitos de autor. conceder a particulares. que não é concedido pelo Rei mas que pertence naturalmente ao autor. Portanto. pp. o transmitir sobre o livro um direito igual ao do próprio autor. a faculdade exclusiva de fabricar e vender um qualquer objecto comercial. que os livros imprimidos ficarão esquecidos no seu próprio berço. do qual ele [O autorl deve ter a liberdade de dispor como lhe aprouver. ele não pode transmitir a ninguém o favor de um privilégio. No caso francês. Louis d'Héricourt. Edelman..268) Tão ou mais imporlante é a distinção que Gaultier estabelece entre direito natural ou comum e direito positivo: "segundo o direito natural e comum não pode resultar da produção de uma obra literária qualquer propriedade exclusiva que autorize o autor ou o livreiro a fabricar e vender exclusiva e eternamente esse livro logo que foi tornado público. 200." (Gaultier. 2004. apenas o consentimento daquele a quem a obra pertence. Rose. não tendo o rei qualquer direito enquânto o autor estiver vivo ou seja representado pelos seus herdeiros. como refere Mark Rose. uma vez mais. par8 procurar. escrevia que: "Uma obra é o fruto de um trabalho pessoal. para além da honra que dela espera. reconhecendo (em l72J) no autor um direito anterior ao que lhe é conferido pelo privilégio. 'é terem sido os londrinos a inventar o modemo direito de autor ao o utilizar conül livreiros da província. que os procesEgN judiciais entre livreiros da província e livreiros da capital tiveran enorïne importância desde logo devido à dimensão económlot daquilo que estava em jogo. Contud& partir do século Existe um direito.tr E também em França foram os livreiros detentores de monopólios criaram o conceito de um autor proprietâio dasua obra. Gaultier. infra). qug. o conceito foi articulado pelos advogadol das paftes em disputa. o soberano pode.240-41) fôlego com a argumentação de um dos seus principais defensores. um lucro que sË adeqúe às suas necessidades (. 200 201 . cit.. o advogado dos livreiros de Paris. p.I O ponto essencial. as suas linhas evolutivas são Thmbém em França foi a luta dos livreiros da província contra livreiros de Paris que forjou o direito de autor (cf. sempre que o achar útil ao bem do Estado e ao interesse público. Como já se assinalou.). contesta as asserções dos livreiros acerca da 'criação e invenção solitária dos autores' (cf. nosso). aparentemente fundado num trabalho (cf. nota) Escrito no tempo dos monopólios reais. 267). sub. Essa suposta criação solitária não existe independentemente de um fundo historicamente sedimentado de transmissão cultural. Note-se." (in Edelman. trata-se de um texto notável na forma como esclarece a natureza do direito de autor: segundo o direito natural ou comum não existe qualquer direito à exclusividade da obra. {tll ! Mais precisamente. Edelman. os pontos de partida do direito de autot França-primaziainicial daáreado domínio público -e do em Inglaterra .2O04. p. in Edelman. que a dificuldade em os encontraÍ atrasará o avaÍìço e progresso das ciências' (in Edelman. bem como devido à propagação dal ideias do Iluminismo então em voga. Apenas ele e aqueles que o representam podem voluntariamente ceder a obra a um outro.275.' (M.diferem. neste caso). Como d'Héricourt também não deixou de assinalar. pelo tempo que ele julgue necessário. numa famosa Mémoire de 1786. 1994.30. p. a qual apenas pode provir do direito positivo instituído artificialmente por uma vontade com força de lei (a do soberano. Mémoire.

quânrô. No caso Millar \s Tallor.'. enr total €x!l_usão do direita de qua. quc r. são esÌes os fanlasmâs que o âükrr captâriâ c confinâ ria a si próptu." (in Dominique SâgorDuvâurâux. Fisher.se directarnentc em William Blackstone.ocupar' unìit obra é absoluto. Blackstone sustentou que o direito a . ^ tal como ele expìicitameíte defendeu na transportável para o campo das produções intelectuais.ros.o. o dos grandes debates de meados do sécüto XIX. 2000). Podemos constatá lo retomando rapidamente ao caso francês e a um período intermédio. coÌÌÌpromete a sua existêtrcia. Enr consequência.verso'. não se vendo de que forma o trabâlho criativo pode tomar exclusìvo e rival aquilo que é não-rivaÌ e nio_ -exclusivo. quer dizer. o voto vencido dojuizYates: 'â tolalidade da sua existôncia reside âpenas na mentet incâpaz de quâlquer oulro modo de aquisição ou prâzer pâra âlém dâ possc Ìnentàl ou aprccnsão. tslackstone ter procurado fìndar ir 'ocupação' de uma obra 'ocupação' árìáloga à ocupação de urìì bocado de terra no trabalho. o qual fundaria os dois tipos dc 'ocupação' correspondentes aos dois tipos de propriedade. alinhando com os livreiros de Londres. EIe é o nais âmpto possível quando o livro c a invençãocâírâm no domínjo públjco A apropriaçâo pessoal dimin üi os rcsulrados. existiu em Inglatena a mesma oposição feroz entÍe aqueles que. L apropriâdo que não âpenas ele escolhâ o tempo mas também â foÍma da ItUhlicaç. A definição dificilmente pode seÍ aplicada às criações intelectuais. que então se estava a tornar dominante. qre se saldou por uma vitória dos livreiros de LondÍes. inspiÍando-se em Locke. donde dwação do copyright dever ser peqÉtuü. aqueles que defendeÌn a não-exclusividade.o. 16) 203 . Esse usufìuto é ilimirado. F alÍolriatlu que clcJulBue quanJo c s( alguind !ez publicdr:i. os defensores da existôncia desse direito inspiraram. em linha com a suâ fâmosa definição dit propriedade como 'essa únicá e despótica dorninação que unì homem reclama e exeÍce sobre as coisas externas do mundo. segura e invulnerável âpaÍir dâ suâ própria imalerialidâde: nenhuma transgr€ssão a pode alcançar.. 2002. o voto vencedor de Lord Mansfield justificou-se assiml "Deíe argümento - porquc é jusro que um autor usufrua os lucros pe{uniáios do ensenho c ríabâlho. Travis. qual impressora. É apropnâdo que ele eslolhâ aqueles a quem conÍìa a corÍecção da impressãol' (in M. não methora o liv." (in M. Por volta de Analisamos anterionnente posições como a do juiz Yates. Rose. 'eu ourro náo use o scu nome sem o . Essa transposição esbara numa série de indeterminações fundamentais (cf. p. A reificação dâs criações intelectuais é patente. Já a posição de Lord ManslÌeld radica na teoria da propriedade de Locke. para uma análise detalhada) e.eu con. donde. 2003) ". o de hojeo de âmanhã. 2001. Contudo. Mais do que em Locke.lquer ouüo indivíduo no un.2003) eia não é suficiente paÍa provar que o diÍejto de exclüsividade sobrc as obras é um direito natural oÍiginário. É . tentam eÍguer uma teoria da propÍiedade exclusiva que de algum modo estaria inscÍita naprodução da própÍia obra e. o de uns nÃo impede o dos ou.enrimenr. I86l. ercrevia JÌrles Dupuit: "Os resuhados do livro ou dâ invenção não são desrruídos pek) usufruro.'lumc. em qualqueÍ caso. ncnhum delilo a âlcctâ: nenhuma frâude ou violência a di'ninui. Do outro lado. poÍ outro. 2ü jurídica que A interminável quer€la entre as duas visões antagónicas acerca da pÍopriedade intelellual loÍmr üm padtâo qüe senìprc \c lem repetido até aos dias de hoje. Rose.^ro q". A teoria do trabaìho como fundanento do direito natural à propriedade não ó facilmente assistêDcia prestou aos livreiros londrinos (cf.Mututìs mutaruÌir..

?p)'riglìt apenas protege a 'expressão' de uma obm. 2tì02' p.prct€cçãoOânisoSl"csrab. as inúmeras excepções aosdircitos de autor (anáÌogas aolàir !s") e a sua duração lìmitada. e o Congresso compensação pela obra. ele pode seí usufruído apenÂs 'por tempos limitados'. não as ideias nela presentes. não de propriedade..1 de Agosto eÍabelecc que as ideiú nãó gozan' de qüaìque. a lei do copytight de 1790 estiòeleceu os termos de duÍação dos diaeitos em catorze iuÌos. Como é referido em qualquer manual sobre o corrrEhr.le@quealrôlecçãocadücâ70á. no Sculo XIX as legislações dos países anglo-saxões e as da Europa continental começaram dâs lfoÌ a divergir. princípio que acabou por moldâÌ â maioÍ paíe dâs diversas legislações nacionais actualmente existentes.lE 33 OaÍìso l. r. Contudo. 123-17 (1932)1.não sancionou um dircilo existente mas antes criou um novo' til.). eu tiver a ìdeia de pintff o encontro do sol com a tena. como sucede no poÍtuguês.rir üre. Corp...S. tais ideias não se encontmm pÍotegidas. Dolal286 U. renováveis por mais catoze após a morte do autor."doCódigodoDücnÕdeautoredosDiritosConexosâproladoem ì985 c alleúdo peìa Lci n. à sublinhadas dicotomia ideiiy'expressão. salientando-se explicilamente que o í. 14) debate francês terminou com uma solução de equilíbrio estatuída pela lei de 1866 que garantiu aos autores uma protecção de 50 anos posl morlem. A justificação do monopólio não se baseia num qualquer direito natuÍal a 'ocupaÍ' a obra. pois o essencial da lei do copfrìght. i. e então esra "O hornem ap€nâs se limjla a conslalála.' 50/2004 d€ 2. sem que daí decorra qualquer direito originiárìo de propíiedade pÍopriameÍte dìto Essa justificação orienta O a legislação noÍe-americana desde o seu início. secção 8) GaÍântem-se direitos exclusivos. Um outÍo princípio fundamental presente Ía legislação americana é a distinção ideia/expressão. as difeÍenças não devem ser em demasia. e nesse caso não se vê por quc Íazão o usulìuto é atÍi_ buído ao auroÌ" (in Dominique SagorDuvauraux. ) A Lei é o resultâdo da propíiedâde e â pÍopriedade resulla da orgânizaçáo huínânâ ( . Posiçõescomoas de Gaultiere Dupuit tomam claro que as leis do cdplriahl e do direito de autor E{i?m-um monopólìo na exploração comeÍcial de uma obra. O campo oposto tinha em FÉderic Bastia! um dos seus pÍincipais defensores: nasce pÍoprieLátu (. por exemplo. na qüal o fundamento do cop)rigftt é estabelecido pela própria Constituição: "o Congrcsso lerá o poder ( ) de promoYer o progresso ciências e dd5 aaes ao a-ssegurar por tempos limitados a aulorcs e invenbres o direito êxclusivo dos respectivos textos e descoberlâs.. o pdncípio constitucional fornrou a base paÍa cenâs limitações aos direitos do autot conhecidas pelas regras do/.t A posição de Dupuit pennite esclarecer que a renúncia à leoÍia do direito natural rao implicaque o autor não deva receber qualquer o Supremo Tribunal norle-âmericano reconheceu que o copyright'ê cíiado como um princípio estatutário Federal (. Ao mesmo tempo. Esse princípio sempre foi interpre€do pelas instâncias judìciais de apelo como um ponto de equilíbrio entre os iúteÍesses do progresso social em geral e os interesses dos criadores. mas se.) Ou a propriedade lileráda é om dúeito superior à lei. . como ufiur ceía pintura de um pôr-do-sol ou o aÌÍânjo lírìco que originalDìente criei. apenas as respectivas expressões o estão. A dislinção nem sempre se toma clara em cada caso concreto. encontra-se prcsente nos códigos do dircito de auloreuÍopeus.. ou a obÍa lilerúia peÍence ao público." (4r1.osapósanronedo atrror O âniso ?5'esnbciece 6 dive66 uÌilizaçòes da obn que podenì s feitss scrÌ o 205 . ou compor uma música que exalta a dignidade hunâna. Nos Estados Unidos.. reconhecendo-se assim que o copJríght náo é nm dircito natural no sentido lockeano Por exemplo' 204 Visto o cop)i?ht seÍ um novo tipo de dircito sui generìs. antes na necessidade de inentivar a sua criação.

o que obvianente não 207 . Numaépocaem que as controvérsias reapareceram com maiorforça que nunca. a lei do direito do autor gera automaticamente aexclusividade e rivalidade num bem pornatureza não-exclusivo e não rival..t'trìd\'. Ao incentivar os autores. a World lrtellectual PÍopeÍy Organization.ais.de de ]u lh\ìéÌé inftll. que possam prejudicar a sua honÍa ou a sua rcputação'.La'mJhipld. Em termos económicos. Encontrur o equilíbrio entÍe autores e público não é tarefa fácil. Èlâ é enlão inÌposivel de da sua ocolrencia cosnilivè no seu auror. protecção que é apenas um meio para um filn.L.i.a e de assc8unr asenuìíidâde e integridlde dcía. aDós a Ììoíc do autor. o aülor soza duÍdle bda â tida do dieilo d€ rcivindicaÍd pareôidâde da ob. pda um cÍíica ptecisa da noção dc difilos moúis. Para além de reconhecer os chamados direitos patÍimoniais sobÍe a obra. uma organização acusada por alguns de conceder denìasiâda pÍoteçção a editores e autores. A cíticâ de Palnìer baseia se na lÈnonenologia e n. ao esctule. nos tcrnos do anigo scsuinte 4l Ct Palner 2002. peÍpouddoae. 2 Esle direno é inulieíávcl. nonr. Essas leis do direito de autor Ì€flectem-se na Convenção de Bemade 189ó. q"r {en.As diveÍgências incidem sobre a mxis ampla protecção que as legislações da tsüropa continental tendenì a conferir aos autores. 206 sr idc.unr'rcnrr a. no Artigo 6-bis. O diEilo poíugoês ap€óas íala dc patemidade'. inâtiénabìc et inpresc. uso e protecção das obras da mente humana (.. LauteurjouildudtoiÌaufsp€cl de so.. O atJ'nenÍo desse valor decoÍre imediâtanente do fâcto de a exclusividade dos dir€itos instituir um monopólio que contère um enoÍme poder ao seu detentor na fixação do preço.4l a lelra das leis de copyrìght e do direito de autor actualnente Independentemente das suas variações. lsta é uÍna !c6ão roíc' dos dÍeir6 no. opondo_se à suadeíruição. Os bens da infoÌmação lêm um custo margiral tendencialmente igual a zero para um grande número de unidades produzidas.ìualquer lcto quc a d€svinuc e Íìosa at€cla. a Convenção de Bema.\ intelecíuais. visando um equilíbrio entre o estímulo da criativìdade no mundo atÍavés de uma adequada protecção dos inleresses morais e materiais dos criâdores (-.!n. deve manter-se presenÌe qual é exactamente o espírito e poderão interpretar em termos de direitos naturais.'onJ. Numa época de conveÍ8ência de legislações existentes. a honÍa e rcputâção do aúo. i (r5teì que v{dadctruwnk t útf rc vdlü * únòn u.. deveria seÍ esse o seu preço. ). n. gÂrantindo-lhes a eles ou às empresas editoÍiais um monopólio.). de um nodo gcúì.ú-raoJdur'éô. irrenunciável e nìpr. lei do coplright como produção de vâlor e de escassez 3. explicita que a sua Ìrissão consiste em 'pronover a criação.o8nntrJ'íri sujciros pdlicularcs.121l.se que ess tito dc diÈno e$n ligâdo à pesoa. É a protluçãol artüciat íÌa .ìcnto /Ìn t.^.s €n vedu de disposiÌions tcslameÍlaú€s. a rodo € .incadacon o no. impoÍantes em legislações como a francesa39 ou a poÍuguesa.l"r n^.. é possível afirmar que a filosofia subjacente à chamada proPriedade intelectuíl tem uma laÌga base comum.tueue. ^ lq C.. disseminação. a loda e qualqueÍ nuúlâção. cl nora sBuìnte ì- I n depcndc nteDenlc dos dìrcitos d€ c!úcter pairimonìal e âindà quc os lenha alienado ou onerano. Por defìnição. onde aparece um tipo de direitos ausente da tÍadição anglo_ -saxónica. (te saquahé et dc son ocuvr€. t. a existência de direitos de excÌusividade pÍoduz automaticamentè estassea num bem que é ^ poÍ nalureza não escasso e essa escassez será maior ou menor consolurte o alcance da protecção.scrilírèI. Este direito constitui os chamados dìrcitos moraìs. O direito de autor é apeÍas um meio subonlirudo ao fim que é a continuidade da cÍiâtividâde socixl. o qúal consiste na píolÌoção da crialividade intelectual'.iÈible Il cÍ úesnissible àcau€ de mon aux hétitieE d€ lâulcur L crercia Éut ôrre mnféÍé à un tie. dislìnção ôr'rrú?t: a obn enquanto tal é um Ô?. mutilação ou oulÍa modificação dessa obra ou a qualquer atentado à mesma obra. drfoÍnìação ou outra modiljcaçãoda mesnra e. Ce droí eí aÍehé à sa pe^onne ttoeFêtÉtucl. n' 1' reconhece que o autor conserva o 'diÍeito de reivindicar a patemidade da obra e de se opor a qualqÌrer defoÍmação.{ e que alguns nacionais.

o criador (ou o editor) tenderá a reificar a dinâmica histórica esquecendo que o valor foi criado pela lei e imaginarâ que o bem produzido possui um valor intrínseco e objectivo decorrente do próprio acto de criação." (Cohen. sendo os bens escassos e rivais. 1962). No caso dos bens físicos.. que cria a escassez e assim o valor. Ele é artificialmente produzido por esse mesmo Estado.não importa agora se correctamente ou não . tribunais e protecção contra terceiros que buscam privá-lo 208 A 'coisificação' decorre da analogia com os bens físicos. através do trabalho. talvez plausivelmente. monopólio exclusivo para um bem não-exclusivo e não-rival.. Ao invés. nos bens intangíveis. Eles não vêem o círculo vicioso em que se enredam quando se dirigem ao Estado reclamando a extensão da duração do rnonopólio em nome de um interesse económico gerado intrinsecamente e que seria justo preservar.. O valor náo é.O círculo vicioso presente neste raciocínio é claro. Esse uso crescente tem acompanhado nas últimas décadas a propagação da ideologia neoliberal que acredita que o mercado-livre. Mas já os argumentos que procuram justificar a propriedade intelectual em termos do valor criado pelo autor enceÍïam um círculo vicioso sua propriedade (. bem como a ausência de um equilíbrio entre posse exclusiva e satisfação dos consumidores implica uma diminuição do bem-estar social medido em termos económicos: o bem é transaccionado a um nível longe do ponto de equilíbrio do mercado. etc. uma lei. A forma de produção de valor económico nos bens intangíveis mostra até que ponto é difícil fundar o conceito de propriedade intelectual num direito natural originiário que. esse valor é uma completa construção histórica originada pela emergência de novas tecnologias e lutas entre aqueles a quem importava a groliferação do bem e aqueles que viam na sua escassez o seu iìterèsse. Graças à reificação ilusória encontram-se criadas as condições para justificar teoricamente uma cada vez maior utilização do tenno 'propriedade intelectual' entendido como uma espécie de direito insanável que decorre do ponto fundamental que devemos finalmente explicitar directamente: é a lei qae. Arrow. uma coisa de valor que é propriedade. É uma figura típica da ilusão. um dos mais proeminentes membros da chamada escola Realista de jurisprudência norte-americana: professores refugiaram-se num círculo vicioso no qual nenhum facto obviamente extralegal é admitido' O argumento legal corrente é: alguém que pelo engenho da publicidade ou pela qualidade do produto induziu a resposta do consumidor a um certo nome.. é urn artifício. e é então que os fundamentos dos debates acerca da propriedade intelectual se começam a tornaÍ claros. Só que. ao garantir ur4 Ç " raciocínio legal no campo da competição clist"tlrcida é ocultado pela 'coisificqçãol da propriedade.que. ao criador da propriedade é acordada uma "Então. extraindo assim uma superior mais-valia do lado da procura (cf. A circularidade do ocoffe devido à existência de um monopólio. o valor económico do mecanisttto das vendas depende da extensão da protecção legal. O ponto foi salientado com particulaÍ acuidade por Félix Cohen.quando. gera o valor. símbolo. uma propriedade objectiva do bem ìübmetido às leis de um mercado completamente concorrencial e em que não existe a fricção do Estado. se pode argumentar que o trabalho cria valor. natural. Uma excessiva protecção dos autores (ou dos editores). o qual deve de seguida ser sancionado e protegido pela lei. uma análise em termos económicos clássicos sustentaria . Pretende-se basear a protecção legal no valor económico. forma de apresentação. l936) da 209 .). de Í'acto. por exemplo. em relação aos quais. Como vimos. criou assim uma coisa de valor. através da qual os defensores dos direitos naturais regressam imaginariamente a um estado mítico original que espontaneamente produziria valor. as considerações para a atribuição de valor ao bem (para a formação de um mercado) se encontram automaticamente criadas. conferiria valor à obra.

' tl. a protc{(rìl) (rn de cerca de catorze anos. EIas representam a diminuiçÀo endir vez n1aìoÍ do espaço do dorÌìfuio público. leva a uma alocação óptima dos Íecürsos e automaticamente concomitante maximização do bem-estar social. que. e do direito dc âulr)f qul) criô a escassez e ergue bâfloirà\ à cÍiativìdade. 2tÌ I . Na dimensão da inlensidade. sobretudo. Não é apcnlrs eìu que. ausência de fricção provinda de instituições. onde se verificaram onze prolongamcrìtos los últimos quaÌenta ânos. 1999). passou-se progressi-vrrrrn lltr' .oplrigft. como voltareDìos a ver. rllrlirs geográticiìs. pode afirmar-se que o aumento do regime dc cr( hsit| das obras seguiu duas linhas: aumento da extensão e da irlflNrtl.opeias europeia. por maioria de razão. piìra apenas citar filgülls (l \ muitos itens corìstaítes do código de direito de autor poíu!ìlrêr.. poÍexemplo. face a novas ÌecÍologias.fundado em direitos de propÍiedâde origináÉos e inalienáveìs. da história. decisores políticos e público em geral começaram cada vez mais a acÍeditar nessas declarações. 20{}4). a sua tradução em inúmems decisões legislativas. ta'nbém. proSramiì! de computador. que faz com que a rcalidade ela própria se aproxime do fictício e suposto direito natural originário. A convenção de Bemajá fala em cinqrl(Ìrtll. Como queí que seja. 1986). As palentes e as rirulidadrs gémeas Não é apenas o aunìcnlo dr extensão e intensidade dâ lci do . Mais em geÍal. Vimos que.. teorizado por Adam Smith como um 'instinto natural para tÍocar e comerciar'. aumento da protecção.. desenhava mais um fuluro a vir que um passado real (S ahlins. Tàl como se pode sustentar que o Homo economicus. r de seguida para a atribuição de direitos a tìÍografias. no rr. collìlxrsr(. Fenómeno siDìiftrr rÍr\ Estados Unidos. onde os monopólios emeÍgem naturalmente ou então são impostos pela lei. e são dificilmenlejustificáveis à luz do irccrÍivrl à criação pois iL\ extensões têm efèitos retroactivos sobrc olna\ criadas há decadas ( t-essig.).xlr da protecção. a duração do monopóli{) lrllr \ft|. A actualização da profecia tem sido levada a cabo por motivos mais imediatos qüe os acabados de mencionaÌ. Além disso. Í (|lÍ' se podia acrescentaÌ as recente! protecções das bases de darlos. apolltuÍ l)rrr paâzos de setenla anos após a molle do autor. a cÍescente difusão da ideia de que o coÍceito de propÍiedade intelectualé aÌgo natural funda-se na reificação ilusóÍiâ que acaba poÍ CeÍaÍ uma prcfecia auto-rcalìaddora: a parÍir do momento em que se desenvoÌve uma teoria âcerca da naturalidade da propiedade intelectual é a própria acção da teoÍia e. constantemente prolongâda. O padrão que vimos caÌacteÍizar os debates do úculo 2t0 XVIII tem-se repetido: os detentorcs dos Ìronopólios pressionam.r(llr\r' complexo.tìxht Term EÌtensìon Ar1ll998). a ideiÀ romântica. etc.i( \ musìcais. nunca existem (cf. No primeiro caso.rìrnl. Tais duíações acrbam nâ píáfica por quase consliluir' ürìì monopólio perpétuo. segundo um processo imitativo que forma uma 'base instalada' cada vez úaioÍ e que incentiva outros a também adeÍir à crença dominante. desenhos. se pode pensar que o alâÍgamento do âmbito da pÍopriedade intelectual se encontra no fim. mercados totalmente conconenciais. 4. É hoje em dia perfeitamente clâro que uma tal situação apenas se verifica na obseÍvância de condições extremameníe restritivas (informação completa. seguramente que elas não se encontÍam presentes nos bens intangíveis caÍacteísticos da informação. que determina uma dumção se[ìclhxrìl( r\ e sabe-se que actualmente muitas legillações eu. Greenwald e Stigìirz. inicialmente. culminando com o Son) Bonno (iry\. não no início. na reâlidade.lrr siíuâção inicial em que a protecção incidia apenas sobrc l rritrl mecânica de um ìivro pâÍa a prolecção das obíàs dele dcrivn(hs. desencadeiá novas forma\ de rivtlliddde em tomo de bens não-rivais. I 976). do criador genial e isolado contÍibuiu para reivindicar uma cada vez maior extensão dos direitos de âutor (Fisher. obras cinenìatográficas. tipicamente moderna. tapeçârirs. Sumârizando rapidamenle unr lr.

apesárdisso. estudos empíricos mostram (Cohen e Lemley.rpJrlgàt passa a proteger os programas de computadoÍe. para serem 21 000 apenas três anos mais tarde (Lessig. Recentemente. Delo Prlafrenlo Euopeu. pelo menos âté essa altuÌa. Igualmente significativo é o caso da indústria do roy'Ìvrre. por definição. geÍaÍ uma 'coüida às patentes'cuja dinâmica genérica ilustÍa a instauração progressiva de regimes propÍietáÍios nos bens intangíveis.rapidamentecomeçaÍam â ser atribuídas patentes a aÌgoritmos. após um crescimento lento entre l9?0 e 1990 (cerca de 40 00{ pedidos de palentes). por. Nos Estados Unidos pâssou-se de pouco mais de l0 000 por voha de 1980 para mais de 20 000 uma década mais tarde até cerca de 350 000 actualmente (laffe e Lerner. A lei acabou por ter uma finalidade completamente contrária às suas in€nções originúias. O monopólio temporário é acoÍdado e o bem é excluído da partiÌha sob a condição fundamental de a natureza da patente se tornar ìmediatâmente do conhecimento público. 2001). 2003). o Os direitos sobro as pâtentes são difeÍentes dos direitos de aulor. As palenles também visaÌn encontrar um equilíbrio entre incentivo à criação e não-exclusão e não-rivalidade (cf. 2003). Lévêque e Menière. e por ampìa nìlioria. pois as patenles apenas podem ser concedidas a ideias e pfocessos novos que não sejam óbvios. Apesar dc existiralguma disputaacerca da autenticidade da citação. Pelo contÍiáÍio. a exclusão e escassez. terá sido o próprio Bill Gates que. 2001) que a-s emprcs{s não Âtribuem um papel reìevante às palentes no que conceme à protecção dâ inovação.42 ora. rìrostrou nquilo que está em jogo: 42 A troposta de Díccrila .$otr por sc. ser um incentivo à inovação.Os mesmos efeitos são âinda mais pronunciados numa outÍa áíea dâ propriedade inteÌectual e industrial que ató agora não abordámos. 212 Essa corrida revela números impÍessionantes. 2001). a concessão de uma patente tem de ser objecto de umpedido e do exame do seu conteúdo.À concessão de umâ patente traduz-se na outorga de um monopólio absoluto sobre uma ideia. eìas geram. A Convenção Europeia sobre Patentes de 1972 não acolheu a ideia e o depaÌtamento de palentes dos Estados Unidos também resistiu por estimar que um programa é 'uDì algoritmo matemático. mas evidentemente que não seria de esperiÌÍ que o gabinete de palentes a concedesse. 2001). pelo que os teÍmos da sua duração são em geral de apenas vinte anos.Ì/n1. Esse é umponto fiindamental da história actual: destinada a incentivar a inovação. de algum modo. em Júìho dc 2oo5 213 I . é a paíir dos anos 80 que o c. Elas não se limitam a evitar a pÍovocam o combate feÍoz. o que gerou uma enoüre contÍovéÍsia a decoref no momento em que estas ìinhas são escritas. É evidente qu€ as pâtentes são cruciais nas novas indústrias das tecnologias de informação. coÍtÍapÍodutivamente. Uma patente poderia pÍotegeÍ a ideia de pintar um pôr-do-sol. uma patente protege a pÍópria ideia. a lei das patentes acabou a competição aberta. rejeitada. não se acoÍdavam patentes aos algorinnos utilizados erÌì programas. o número de ped idos cresce para mâis de I 20 000 em 2000 (Lévêque e Menière. Mas.ar" possa seÍ patenteado. Em França. 2004). Juntamente com o coPJligiÍ e com as práticas comerciais secretas. O diÍeito de autor incide apenas sobrc a expressão e não sobre as ideiâs. a Comissão Europeiatambém propôs que o r. e poÍanto um pÍocesso da natureza que não pode ser patenteado' (inFisher. 9000 em 1996. Se em certos sectores como o da indústria ÍaÌmacêutica âs palenrcs podem. Enquanto o diÍeito de âutor não exige um Íegisto tbrmal prévio. Mas talvez que uma nova ideia de catalogação de livÍos em bibliolecas pudesse seÍ paten- ieada. com a sua ârgúcia habitual.. as quais peífaziam cerca de ló00 em 1q89. Como voltaremos a referir. é claro não ser aí que reside o vaÌor que elas crianì (Fisher. pelo que a lei visa desincentivar o secretismo que poderia à paÍtida tomar um bem exclusivor a patente é atribuída contra a divulgação da inovação.

Xerox. permite posições de negociação favoráveis e ganhos na litigância judicial. Formam-se monopólios espontâDeos a paíir de combates de gémeos Íivais que sabem que a lutanão é ro mercado mas simpe/o mercado. 200:l). isto é. nesses sectores. À estratégia de uma outraempresa. na terminologia de Girard. foiprecursora. É a imìtação que. Em segundo lugar. mas sim num combÂte diíecto sem tréguas em que o 'vencedor ganha tudo' (Economides." (in WâÍshofsky. que cada um faç o mesmo que todos os outros fazem. Todas as empresas são assim levadas a combater directamente entre si numa Suerra recíproca em que cada uma visa ter mâis patentes que o rival. Nos novos sectores dâs íecnologias da informação. e segundo a qual as empresas competem pelos consumidores individualmente considerados ao oferecerem a melhor 'utilidiìde' de cada um. produz os gémeos Ìniméticos rivais: se eu combato o outro. pelo que designámos essa forma de competição como um combate (seguindo uma sugestão de Stâllman. A conida às patentes deve seí vista num tíìplo contexlo. o incentivo ao combate mimético também pode surgir espontaneaúente devido a certas dinâmicas específicas das tecnologias da informação. o equìlíbrio natural do mercado não consiste na competiçAo abeÍa pelos consumidores. combatem entre si pâÍa gÂnhar o mercado a partir de um artifício criado pelo Estado. Tal como a história do sistemâ operativo Unix ou a imposição do snndaftl dc /acro Windows ilustÍou. O potíJolio de patentes disponíveis vai tornaÍ-se assim um facfor competitivo crucial. na forma como essas dinâmicâs se traduzem no caso específico das tecnologias da informação. de que rcsuìta uma competição indirectaentre as empresas qüe faz com que o preço do produto Ìendapara o seu custo marginal. 2004r. a competição faz-se directamente entre as empresas. Utilizando de novo a teoria de René Girard. Ele é usado estrategicamente não só para impedir a entrada de concorrentes no mercado mas lambém para deseÍvolver múltiplâs práticas de licenciamento recíproco entre empresas.2001). a Microsoft anunciou que a sua estÍatégia em termos de propriedade intelectual se iÍá deslocaÍdo segredo comercial e do cop)ÍgÀl para ar patentes. 199?i e."Uma empresa que está â come{ar e que não possui patenles rerá de pâgar o prcço qüe os gigantes rc$herem impor. Esse preço pode ser elevado: companhias estâbelecidas lêm inleresse em cxcluir â coÍnpetìção fuürâ. cf. incen(iva a que todos tentem excìuir o máximo possível. as emprcsas não competem no meÍcado. É uma situação contraslando com o tipo de compelição. 170. Ficou documentado que o único iútuito da empresa ao solicitar pâlentes eÍa impedir  entrada de novos competidores no seu mercado (Barton. todos os conìbatertes se imitam fugindo uns dos outros. visto a emprosa que possui mais patentes poder exercea uma maior pressão sobre a que lm poúíoLio inferior. No que respeita ao primeiro dos contextos. cada um tende a repiicar as 215 . exposto no capítuio anterioÍ. pelo coÍtráÌio. o dâs dinâmicas induzidas pel excÌusão que acompanha a atÍibuição do monopólio. Se uma empresa exclui do mercado un1a outra com base no seü portíolio de 'propriedade inteleclual'. O Iicenciamento fecíproco depeÍde da assimetÍia entre os competidores.) CeÌtamente não é por acaso que. sobretudo. só se pode esperar uma reacção da outra enìpresa: esta vai utilizaÌ o mesmo processo paía lambém ela procurar excluíJa. o sistemade patentes. ele Íeplica-me o combate que eu própÍio lhe lancei. chamamos gémeos Íivais às empresa! desses sectores. Esse combate não é originário nem decoffe de qualquer diíeito natural: ele foi lançado pela criação de monopólios legais sobre ÉLs ideias. os múltiplos exemplos analisados em Jaffe e Lerner. 1994. descÍito pela @oria neoclássica da economìa. recentemente. ao garantir a exclusão fonte de valor. e ainda no contexto mais geral da importância dos mercados em todos os aspeclos da vida. p. SalieDtando-o de novo. is(o é. Ìsso protege contra novos cotlconentes. Voltaremos ao câso Microsoft. Nos novos ambientes das tem tecnologias d informação.

cf. Tal como sucedeu na maior parte da hislóÍia da hunanidade.2003. etc. por exemplo. antes se encontrava subordinada à própria lida coúunitária (Polany. Não num qualquer desejo natural mimético que conferisse valor e partilhasse em exclusivo aquilo que não é susceptível de uma tal paíilha. Não num qualquer incentivo à rivalidade pÍovocado poÍ objectos em si mesmo não-rivais. No século XV. esse sistema vai ser destruído pelo movimento de emparcelamento que consistiu em reuniÍ numa mesma pÍopriedade diversas paÌcolas e de seguida erguer sebes e ceÍcas que instauraÌam a excÌusividade impedindo o tuÍeÍior acesso comum. Mesmo se. A analogia pode efectivamente ser tÍaçada com alguma exactidão (cf. a diminuição da área circundada pelo domínio público tem vindo a acentuaÍ-se nas áreas dos Íecursos natunis como a água. BollieÍ. ela podia ser usufÍuída por qualquer habitante da paróquia a que estava adstrita. Já sabemos agom onde ele radica. inicialmente tomaodo segundo a secreto o código-fonte dos programas e. de seguida nova estratégia da Microsoft -. Assistimos ao que podemos designar pelo momento fundador do integral combate entÍe os deuses. Om. Apesar de se teí em considerâção que se tmta de bens físicos. DiveÍsos comentadores sustentam que se tratava de um sistema social equilibrado que evitava qualqueÍ situação de escassez e fome colectiva. 5. nas publicações científicas académicas. 1949). este é o mundo em que os deuses já não necessitâm de desvid as suas rivalidades em dirccção aos objectos físicos para que os combates miméticos ocorram. Não num qualquer direito natural que atribuísse valor aos objectos. e que depois se eslendeu a outros países. emergiram diveÍsas normas que permitìam que homens e animais se deslocastem por entre as diversas parcelas pâra que assim cada um pudesse aceder ao seu solo de cultivo. em muitos casos. aquele em que a mediação através dos mercados concoÍTenciais passou a €star cada vez mais omnipresente. O mundo digital e o combate público/privado O combate em tomo de bens intangíveis encontÍa as condiçôes plenas do seu exercício no que pode ser apontado como um novo movimento de pivatização. o uso pam pastagem. Neeson. Esse movimento foi descrito como um segundo emparcelamento das ideias (Boyle. a actividade económic em busca do lucro não se encontrava autonomizada. por analogia com processo similar que 2Ió esteve na origem do modemo capitalismo. o direito de pescaÍ num regato. Mas esse combate apenas adquire a sua verdadeira dimensão histórica no quadro de um terceiro contexto. Retomando os mitos védicos. Tal como ocoÍreu no caso das ideias impressas. etc. em geúl de reduzida dimensão. Iâ a umnon land era un bem colectivo. segundo certas notmas que regulavam o seu cultivo sazonal. Pode demonsÍÍaÍ-se a postëriori 217 . para uma análise detaÌhada). o usufruto da terra na Inglaterr tardio-medieval eÍa em larga medida comuniÍáÍio. devemos descrever rapidamente o emparcelamento de teÍras para melhor se comprcender o movimento de pÍivatização dos bens intelectuais acluâlmeote em cuíso. na investigação e nìanipulação dos genes. Devido a essa fragmentação..2000). (cf. 2002). 1993). o regime de propriedade da terra estavadividido enlre os ope.I incompatibilidades que cada um outro replica. solicitando patentes que protejam os algoÍilmos ulilizados. ields eaconmon Lrrd (a bibliogÍafia ácerca do tema é naturalmente enorme. a extracção de madeiÍa. na produção científica totalmente financiada pelo Estado. O combate vem a seguir à saída do estado natuÍal e após â cíiação históricâ do arlilício que gera as - rivalidades onde elas naturalmenle não existem. Ttavis. Os primeiros designavam um conjunto de terras peÍtencendo a um grande número de proprie!ários. ContÍa-riamente a certas reconstruções históricas míticas. para l'ixar uma refèrência. o emparcelamento da teíra que se desenrolou em lnglaterra nos séculos XVI  XVIII. possuía um proprietiário Iegítimo.

r.coD2 t()O lO2. vídeo e texto. A indústÍia resolveu lização agrícola que oÍiginou o suÍlo do capilalismo modemo (Polany.idis & Lee Dalidson.4ó Essa orientação lecnológica poderá mesmo colocaí em qüestão a InteÍìet tal como hoje a conhecemos.43 DVD'S com algoritmos de cifragern que impedem que lìlnres possam ser vistos em reprodutores que não estejam conformes ao JtÍrÍÌddrd.r | ltrptd. Novos tipos de redes. Copy. novos tipos de cercas.úF. Alguns (cf.Download at your o*n Ri. anrprrcy t-. e de seguida os Estados Unidos legaÌizam essa situação. 19g3.S. 218 219 . que visa incorporar standards de controlo nos micÍoprocessadores.eftt Moütit| lv. diversos dispositivos que iúpedem a Íeprodução do conteúdo (cf. l8 de Ju. que sustentâssem a sua posição histoÍicamente adquiridâ..tstocred CD Tops U. processos ôutomáticos de busca na Interíet de potenciais violadores do copyright. no sentido de não existirem patentes.sk. tomam-se um veículo para a propagação de música..e os standanls sejam modificados e expandidos. Na realidade.rl l-ea P'. Essas cercas são essencialmente de dois tipos.r&. Realmente decisiva é a emeÍgência da Intemet enquanto nova foÍma de distribuição e troca de conteúdos. 4 ou a impossibilidade de copl/paúe de extractos de livros electrónicos no Adobe e-book Reader Tão ou mais impoÍante é a filosofia de base de projectos como o da Microsoft visando incorporar no próprio sislema opeÍalivo âs condições de acesso a material 'autorizado'.ó. aquele que tinhaa buÍguesia no seu núcl"o a qr" puaaou u ""a o objecto da sua rivalidade. etc.rs. pedidos de patentes começam seguir o caminho oposto e procuíou ergu€r bafieiras.â oÍs) r r atn.. em especial a existência de um mercado de escoamento do! produtos. 1949). e implementados.que o emparcelamento peamitiu um maciço processo de raciona_ a indústria kadicional dos conteúdos deveria aproveitar o novo canal e refornrular o seu modelo de negócio. Do ponto de vista tecnológico. Eles passam por CD.. o úundo digital veio criiÌr as condições paÍa um segundo movimenlo de emparce_ Ìamento.d. a prolução de sofnare. em particulâÌ as redes de peerto.peer rcmputation (KaZa .hrrnt) Ctt? NETVS.r 6r.s238208. Chans . No decoÍer do processo de emparcela_ mento e racionalização agrícola foi prodìrzida a escassez alimentar. . l9g3) que os grandes proprietários senhoriais só podiam ser incentivados a destruir as vantagens que eles próprios extraíam do sistema dos openfelds e d^ common land coÍnparando-o com um outro sistema de organização social. o código_ -fonte serem geÍal publicamente acessível e as licenças de utilização seÍem muito pouco restritivas (cf./r!. Ldnh.. a5 É o c6o do pojccto do sniema op. essa situação vai alterar_se: o código-fonle é tomado secreto em vista a gerar incompatibilidade e assim conquistaro (novo) mercado. Cohen. tornando-se cada vez mais propÍietários.COM. Só que essa racionalização apenas fâz sentido quando se verificam certas condições. Levy.s com foímatos e rtardar& proprielários que impedem a cópia. BitTorrent.' lnrel clxp Us^will Be r tn!tud. A comparação é paÍticulaÍmente ìnteressante p. Já sabemos que.rativo /à/td.' (ci a sua dcscriçâo na en(i(lupedld Witip€d'â rô of hrp//. tj a{ cf led B. 2003).'ay vioìarcd. a maior parte do rotrrdle eÍa livre. púbÌicos e neutÍais perante o conteúdo que transportâm. lecnoìógicas e legais. 2004) sustentam que al Ct John Borla.côm. Para autores como James Boyle (Boyle. FischeÍ. e as Íeferências do capítulo anterior). começaram a ser concebidos. Gnutella.rDenfcr* e na tommon land. Estas surgem numa área pioneira do segundo emparceìamento. 2002).7. O seus proÌocolos de base (TCP/IP) são abeÍtos. Novos a seÍ aceites. D. som( s. tat como Ìtunes.ho de 2m3.). lOde Sctenbro 2002.r os combates actuaisjá não levarem à constÍução de cercas físicas mas antes se basearem num novo tipo de sebes.45 assim como o projecto Lacrande da lntel. durante os anos sessentâ e setenta. Nos anos oitenta. Junho de 2004 (nì: hrpT/news. O movimento da progressiva extensão e intensão do coplight podeú ter como consequência qu. pode adicionalmente demonstrar-se (Domouchel. levando à completa miséria a grande maioda das comunidades ar\entes nos .

O poDto esse[cial a subÌinhar é seí a lei que t(nrìl a lecnologia efectiva. O nror úllimo do movimento de expansão de direitos de autor tr)nìir sc definitivamente claro aquandode uma sequelado Íecente caso /irl. Esta não ê ^ !Ìeutral. a conslruçÀo dc ceícas que emparcelem as ideias e as suas expressões. Éìo PEW INTERNET & Já se afinnou que um dos probÌemas âssociados às tecnologias de protecção reside em elas não discrimiraÍem entÍe uso legítiiìÌo e uso ilegítimo. Se a fonte últimâ da exclusão enì bcns naluralmente não rivais reside na lei. O acesso e uso de conteúdos acaba então poÍ ser muito úais restritivo do que o permitido pelas leis existentes: usos perfeitamenle ìegítimos. Essa lei finha como objectivo permitir que um núnìero gigaÍlesco de obras sem qualquer interesse comercial pâssassem paÌa o domínio público. Caso contrário. . a? ci. Mais.ì parâ o dornínio público. o empÍéstimo. elas muito dificilmente conseguem tomar defìnitivamente inacessível aquilo que não é exclusìvo. o dossìer AMERICAN 220 LlíE 'Th€ tutuE of the InreÍnet . àssir. O combatejá não é apenas 221 .2004. É um oulro pâsso pârâ que o donìínio público nunca venha a comperr (. de fâcto. de Lessig) t A oposição ao Eldred Ad como que representa o fecho dá tendênciado movimento de privatização. o esiorço visa assesurar que Íìais nâdâ pass..). O seu objectito é asseeutur que o aquìla que hti é aquilo qúê é deles.'(Lessig. 2003). a indúslria opôs-se ferozmente. Ela em nada parecia colidiÍ com a indústria dos conteúdos.4d não vìsa realmenie proteger or rers Ld. Sob esse ponto de vista. Machuco Rosa. e pela 'DiÍectiva 2001/29ldo Parlamento Europeu e do Conselho de 22 de Maio de 2001 relativa à harmonização de certos aspectos do direito de autor e dos direitos conexos na sociedade da informação'.. a cópia de excertos. uma das garanlias de integral privatizâção dos conteúdos é fornecida pelo Digiíal Millenium Copyright Act. tornam-se. Surpreendentemente.. ou não. 1999). p. que não teria qualquer dificuldade em proceder ao rcgisto da sua pÍopriedade intelectual. As tecnologias podem ser. etc. Os mecanismos tecnológicos de protecção podem ser contornados com contramecanismos tecnológicos que desactivam a lecnologia pÍotectora. Livros e nrúsicas.r indúslrial rdrrtrdor. conduzido PROJECT (in: hÍp://wwwtewinterner oÍg). o esforço pêra bloquear o tldr. a obra cairia no domínio público.La\ìtÍence Lessig teve a jdeia dc propor u'nalei (o ELhed Ád) segundo a qual quilìze anos após a sua publicação o autor de uma obra teria de proceder ao seu registo (pagando I dólar).. quando dislribuídos digitalmente através das redes de computadoÍes. como o uso pessoal de um livro.t. vs/Aschcrof. se toÍnassem fàcilnìente acessíveis e quiçá se pudessem tornar o irpíl de novas obús. é em torno destaque a aurção Ìeln de incidir É o seu a(ifício que garante. 255. textos que proíbem explicitamente a utilização de mecanismos tecnológicos que neutralizem a protecção original.rdir do ponlo de lista dos valoÍes (cf. ne!. condição para garantir o usufmto da totalidade dos termos do cop)rlgàI. A garantia última de tais mecanismos é. em si mesmas. Porquê? Lessig apenas encorìtra uma explicação possível: "Porlanto. Após ter perdido no Supremo Tribunal dos Esrados Unidos uma petição destinada a declamr inconstitucional mai\ üììa extensão dos termos do cop!tighí.Jo por Bill Clinton em 1998. antes são aqüelas que a própda tecnologia implementa (Lessig.. como sempÍe sucede no úop)/t8 ht.á.2003a).rrdnddls.!ír&d/" (Cohen.omo MPEG-? e MPBG-21 visam incorporaÍ mecanismos que impeçam automaticamente o acesso a conteúdos fora das condições deÍìnidas pelos próprios deteÍtorcs dos diÍeitos de autor4T Estes mecanismos são mecanismos lecnológicos que funcionam como um substituto da lei: as condições do acesso já não são as definidas pela lei. impossíveis com a implementação dos mecaúismos de controlo do acesso.cd. lei. podeÍâo passar a seÍ usufruídos em termos de lic?fiçar análogas às que permitem o uso de um prcgrama de .

Aíack and error lolerânce ofcomplex nelworks'. CambridSe. M. . Oxford. The Etononr as aÌt ARTHUR. 8. É a assunção do vertiginoso projecto de que tudo deve estar sujeito à pÍopiedado priviÌda. como sempre temos argumentado ao longo deste livro em diversas ocasiões. w. London. A. B. Rose. AXELROD. W.tio tL.lÌ?v.. (1987).92 99.. mais exactamente o Estâdo. Mrd. ARTHUR.14. M.).. The Cônpleig oí Cooperction. É entre o domínio público e os detentores de bens intaogíveis.itÌg Cotnplàt Sften /. ARTHUR. MAY.). . Vr'. LANE. D. aÍavés de um aÍifício. (1956).. L. A. M. 378-382.pp 4'l'9'7. É_em tomo dos inúmeros motivos e controvérsias que moldarão a lei que o futuro se decidirá.tíu a Bmiì\Chapm. London. (1962). PttnctÌon Universiry Press. B. Chapman and Hall. Princelon. A.r4. Vr'. ASHBY. Hanessins Co. passam a pertencer ao domínio público no qual expira a protecção da propriedade (C. LUKOSE. Vr'.entre empresas gémeas Íivais. M. lrlre'úi|g the lntenet. La Monnde t - Co Íìance. Addison-Wesley. BIBLIOGRAFIA ABBAIE.-L.rplr. (199'7). A.pp. R. 'Sell-Reinlòrcing Mechânisms in Economics'. Oxford Universily Press. B. Ìt (1952). (2ml). BARABASI. ALBERT. 'Posilive Feedbacks in the EconoÌÌry'.9 32. R. R. R. American. Etol. DURLAUF. ADAMIC.rri/t. 'Search in powÈrJaw networks'.MlT Press. isto é. S. Reading.. (199'7). pp. Derig. R. (199t). COHEN. R.lu. B... P Anderson et al (eds. PUNIYANI. H. ALBERT. NJ. AXELROD. Pòr1s.. in The Eco ory) as ai Etoltìng Conpler Sfstem. New York../. 'Economic Welfâre and the Allocâtion of Rcsources for Invention'. L. Bdsic Books. rnfectìous Dìseases of Hunat$. J. A. NeÌson. lncrcasinq rcturns a d Path depetàence ìn the troraÌrÌ. ed. ORLÉAM. (1990). 22] I . Redwood. (2o0o). (1999).-Esse artifício é a lei.Scì€. (2000).M. (2U)2). a lei da propriedâde intelectual toma-as uma esÉcie de rcs nullius legal (coisas âbertas à apropriação). JEONC.. K. 046135. Natrré 406.\n znd Hâll. (1994). como fonte última de resolução do confliio QntÍe as forças €m presença. 2003). HUBERMAN.. pp. Esse ciclo é reaÌmente inevitável? Não parece estar antes a impoÍ-se o ciclo que conduz à pívatização definitiva? A verdade é que não parece existiÍ qualquer essência que leve naturalmente qualquer dos ciclos a impor-se. A. Addison-Wesley. até obtereÍn o estaluto legal de res pubÌicae (coisas abeftas a todos pela operação da lei).úre violence et ACLIETTA. Âeu ó4.R. A imposição de um em detrimento de outro não será decidida poÍ qualqueÍ'natureza'mas. ANDERSoN. Án lrtto.'Stâtistical mechânics of complex networks'. BARABÁSI. ASHBY. Odile laceh. Princeton UniversiÌy Pres9.. (2002). Poderá ser um movimento que vai contÍa o que so pode chamar o 'ciclo de vida natural da propriedade intelectual': as criações intelectuais começam como Íes comüunes (não podem ser apropriadas). in Th? Rute atui DìÍection aÍ Econoni Activitt: Ecanamìc aüd Social Faddff (E. R. ARROW. Cìbenetics. Ann AÌbour ARTHUR. e. Pils. Pá)s. Universily otMichigan Press.

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