EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO

DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA D/E TEIXEIRA DE FREITAS - BA.

Autos nº 050347______________________________________
____________________________________________--,

onde

recebe

notificações e intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com supedâneo no art. 333 e seguintes do Código de
Processo Civil, interpor

CONTESTAÇÃO
Em face da AÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA CUMULADA COM
ALIMENTOS

PROVISÓRIOS,

proposta

por

----------------------------------,

representada por sua genitora ----------------------------------, ambas já
qualificadas nos autos supracitados, pelos fundamentos de fato e de
direito a seguir aduzidos.

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SÍNTESE DA INICIAL

De Acordo com a genitora da Alimentanda, a menor
tem um ano de idade e, desde o seu nascimento, reside com a mãe.

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00 (dois mil trezentos e sessenta e quatro reais). Em outras palavras. fixou a título de alimentos provisórios o valor de um salário mínimo vigente.Afirma ainda que possui com o Alimentante uma outra filha.00 (cinquenta mil reais). que à época da inicial correspondiam à R$ 2. o MM Juiz. Por fim. Alega também que em virtude da suposta renda do Alimentante pode o mesmo suportar os custos da pensão alimentícia requerida no valor equivalente a três salários mínimos. porém não menos importante.000.05.8.00 (oitocentos reais). afirma que o Alimentante presta serviços para vários hospitais e clínicas da cidade auferindo mensalmente um valor aproximado de R$50. Tanto é verdade que em 09/10/2015. o Alimentante sempre deu suporte financeiro e emocional. 1. ajuizou AÇÃO CAUTELAR DE GUARDA PROVISÓRIA (Pedido De Medida Liminar). Para piorar a situação. não só para a Alimentanda. que recebe a título de pensão alimentícia o valor mensal de R$ 800. Além disso.0256. que se encontra privado de ver suas filhas há meses. tombada sob o nº ---------------------------------. ela jamais forneceu o novo endereço para o Alimentante. e que este é o único valor que tem sido utilizado para manter as duas crianças.364.1 Da realidade dos fatos Inicialmente cumpre ressaltar que o endereço fornecido pela Requerente é falso. O Alimentante jamais negou a paternidade da menor e muito menos se furtou de todos os deveres decorrentes da paternidade. mas também para a outra filha que ele e a genitora da menor tem em comum. já que esta se mudou com as filhas para Serrinha-BA. descumprindo ordem judicial de fixação de domicílio em Teixeira de Freitas exarada nos autos nº 0502807-07.2015. por ato de alienação parental da Requerente. seguida de AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE 2 .

em seu art. sempre que solicitado pela Requerente. bem como arca com todos os custos referentes às mensalidades escolares das filhas. Fato é que tal valor foi devidamente estipulado através de acordo firmado entre os alimentantes (Proc. ----------------------------------) e devidamente homologado no dia 22/03/2012.GUARDA UNILATERAL PARA GUARDA COMPARTILHADA. §1º. protocolada no dia 21/10/2015. Ocorre que no presente caso. O Alimentante sempre pagou os planos de saúde das menores.00 (oitocentos reais). 5º. em curso na 1ª Vara Cível desta comarca. ou outro prazo que o juiz porventura assinale. fixará também prazo razoável para que o réu apresente sua defesa. o mandado de citação/intimação.1 Do prazo para contestação Primeiramente cumpre destacar que o Alimentante está se utilizando de prazo oportuno para apresentação de sua defesa. entende-se que o prazo para apresentação de defesa é de 15 (quinze) dias após a referida assentada. De acordo com o a Lei 5478/68. na designação da audiência. o juiz. 2 DOS DIREITOS 2. que inclusive fixou os alimentos provisórios. Ademais. 3 . não determinou o prazo para apresentação de defesa e considerando que a intimação foi para AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA. prontamente lhe forneceu tudo quanto foi necessário para a garantia de uma vida digna para as menores. Contudo os valores dispensados pelo Alimentante jamais se resumiram ao valor da pensão fixada. Dito isto. apesar de não ter anteriormente sido fixada quantia certa a título de pensão alimentícia é totalmente falsa a afirmação de que o único valor fornecido para o sustento das duas menores é apenas de R$ 800.

II . fixado no art. DEMANDAS AJUIZADAS EM COMARCAS DIFERENTES. III . AÇÃO DE COBRANÇA DE ALIMENTOS. do Código de Processo Civil e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça.O juízo competente para as ações em que se discutam alimentos é o foro do domicílio ou residência do alimentando. II. sobretudo se. o interstício de 15 (quinze) dias para resposta.478/68. 297 do Código de Processo Civil. que não fixa prazo para a contestação.630/2008 TIMON). ao procedimento especial da Lei no 5. vem a ser realizada a audiência de conciliação e julgamento antes de finda a quinzena para a resposta. V . DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. por autorização do art. pelo que se aplica. PREVALÊNCIA DO ART. ARTIGO 100. conforme o artigo 100. de regra. VI. como se depreende da letra do artigo 214 do Código de Processo Civil. UMA DELAS DE OFÍCIO. I . Precedente desta 2a Câmara Cível (AI 21. NULIDADES RECONHECIDAS. segundo o qual "para a validade do processo é indispensável a citação inicial do réu". 297 DO CPC. (TJ-MA . do CPC.Apelação provida.A citação é ponto culminante do devido processo legal e a essência do contraditório e da ampla defesa.AC: 6232011 4 . MANDADO DE CITAÇÃO.Nos termos do artigo 225.As ações de alimentos submetem-se. sob pena de nulidade por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. REALIZAÇÃO DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO ANTES DA EXPIRAÇÃO DO INTERSTÍCIO PARA A RESPOSTA. tratando-se de ação de alimentos. II. AÇÃO DE OFERECIMENTO DE ALIMENTOS. FALTA DE INDICAÇÃO DO PRAZO PARA A DEFESA. é imprescindível que conste do mandado de citação o prazo para o oferecimento da contestação. Sua concretização é condição primordial de existência do processo. IV . PREVALÊNCIA DO FORO DO DOMICÍLIO DO ALIMENTANDO. 27 dessa lei especial.

2. pode-se concluir que é preciso. 4ª ed. 361.2 Dos alimentos e da concorrentes dos genitores obrigação Em sua peça inaugural a Requerente somente denigre a imagem do Alimentante e aparentemente olvidou-se de mencionar que o sustento dos filhos é dever de ambos os genitores e não apenas de um deles. De acordo com a legislação pátria.. a necessidade do alimentado e a possibilidade do alimentante. proporcionalmente. utilizar-se sempre.MA. em seu "Código Civil Anotado". sendo que na falta de qualquer um deles. ACAILANDIA. Em nenhum momento ela cita quais as necessidades da menor. bem como com os princípios do Direito de Família. Data de Julgamento: 11/04/2011. que: "Imprescindível será que haja proporcionalidade na fixação dos alimentos entre as necessidades do alimentando e os recursos econômico.financeiros do alimentante. O julgador deve.) Desta feita. para constituir a obrigação de alimentos. p. Preleciona MARIA HELENA DINIZ. editora Saraiva. aparentemente usa a menor como desculpa para beneficiar-se indevidamente. a presença dos três pressupostos: o vínculo familiar. a prestação alimentar não se perfectibiliza. Relator: MARCELO CARVALHO SILVA. sendo que a equação desses dois 5 . do binômio necessidade-possibilidade para aplicar uma pensão alimentícia justa. portanto. Ao contrário. requer o Alimentante a aceitação e competente consideração da peça contestatória ora interposta. como pode ela simplesmente requerer um valor somente baseado nos supostos ganhos do Alimentante. A genitora da menor não acostou aos autos nenhuma prova dos gastos mensais com a menor e sendo dessa forma. muito menos qual a sua possibilidade de arcar com parte das despesas da mesma.

Seguindo tal linha de raciocínio. CONSIDERANDO QUE OS AUTORES LITIGAM AMPARADOS PELA JUSTIÇA GRATUITA. UMA VEZ QUE HOUVE A SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 6 . RESPONSABILIDADE DE AMBOS OS GENITORES PELOS ALIMENTOS. 160 Seção: 3) Em outras palavras. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.AS NECESSIDADES DOS ALIMENTANDOS E AS POSSIBILIDADES DO ALIMENTANTE COMPÕEM AS DUAS VARIÁVEIS NA FIXAÇÃO DOS ALIMENTOS. 2. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 1. levando-se em conta que a pensão alimentícia será concedida sempre 'ad necessitatem'". Data de Julgamento: 26/07/2006. Data de Publicação: 31/08/2006. QUANTUM.0006. ENTRETANTO.RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. em cada caso concreto. 1. FAMÍLIA. DO CÓDIGO CIVIL.fatores deverá ser feita. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. SUSTENTO DA PROLE.AS CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DEVEM SER RATEADOS ENTRE AS PARTES LITIGANTES. 4. DEVE-SE SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO PELO PRAZO DE CINCO ANOS. FIXAÇÃO. 3ª Turma Cível. ALIMENTOS.694.2005. Relator: NÍDIA CORRÊA LIMA. A CONTAR DA SENTENÇA FINAL.807. DJU Pág.IMPÕE-SE DISTRIBUIR EQÜITATIVAMENTE ENTRE OS GENITORES AS DESPESAS PARA O SUSTENTO DA PROLE. REQUISITOS. o Alimentando reconhece seus dever de prestar alimentos. CIVIL. FIXAÇÃO. PARÁGRAFO 1º. que também é aquela adotada pelos Tribunais pátrios não se pode permitir que uma parte se mantenha sobrecarregada. mas discorda do valor requerido pela genitora. 3. enquanto a outra não contribua com o sustento dos filhos. (TJ-DF AC: 1961020058070006 DF 000019610.

358. como próprio nome já indicava na intimação tem o propósito de promover a conciliação. Inclusive antes do início da referida audiência. Em obediência ao dever geral de boa-fé. Sabe-se bem que a intenção da audiência inicial. como também a dos instrumentos processuais existentes que garantem a sua fixação. de que tratam os artigos 79 e 80. com a operacionalidade e efetividade do processo. o art. compete àquele que praticar ato processual agir com lealdade e boa-fé. motivo pelo qual se afigura de importância continental não só a sua correta compreensão. de 27 de dezembro de 2001 que reformou parcialmente o CPC/1973.3 Do dever de lealdade processual Por meio da Lei 10. desonestos. infundados e procrastinatórios. que ganhou status de norma fundamental no Novo Código de Processo Civil. 2. o perito.e requer seja confirmado como valor definitivo da pensão alimentícia. dentre outros. o Alimentante insistiu repetidamente pela realização de acordo. instando-os a cooperar com a celeridade do procedimento judicial. que vier descumprir tal dever. pautando suas ações no plano da ética e da moralidade. Hoje. oferecendo a manutenção dos valores arbitrados a título de alimentos provisórios acrescido da cobertura de todos os gastos com saúde e educação PROPONDO: 7 . incluído o Ministério Público. sofrerá às sanções previstas ao litigante de má-fé. públicos ou privados. há a disposição do dever de lealdade e probidade no processo como um dos pilares de sustentação do sistema jurídico-processual. 77 impõe o dever de probidade e lealdade processual às partes e seus procuradores. Em síntese. fortificou-se a exigência de posturas éticas por parte dos litigantes e terceiros. O litigante ímprobo. Pretende-se alijar do processo atos desleais. o que foi exaustivamente pretendido pelo Alimentante. partes ou não. definiu-se de forma absoluta o dever de colaboração de todos. assim como a todos aqueles que de alguma forma participam do processo. aquele fixado a título de alimentos provisórios.

Ora Excelência. Itabatã – Mucuri (BA). 2. um salário. Escola até o limite de meio salário mínimo por mês. requer: 1. requereu a pena de confissão. aquele fixado a título de alimentos provisórios. 8 . 3. surpreendendo o requerido. num ato de assegurada má-fé. Como se não bastasse o comportamento contraditório. por sua representante. Condenação da Requerente no pagamento das custas e dos honorários advocatícios na proporção de 20% sobre o valor da causa. notadamente quanto à fixação da verba alimentar. se os atos da Requerente não configuram má-fé processual. A Requerente. Manter plano de saúde que já vem pagando.01 (Um) salário mínimo mensal a título de alimentos. Nestes Termos. bem como os outros efeitos decorrentes da revelia em face do alimentante conforme ata da audiência realizada às 16h00min no dia 31/03/2016. ou seja. O6 de abril de 2016. Pede Deferimento. que a princípio tinha aceitado. quando o acordo já existia entre as partes. Seja confirmado como valor definitivo da pensão alimentícia. 3 PEDIDOS Por tudo quanto exposto. só fez negativa formal no curso da audiência. não se sabe mais o que se configura má-fé. A improcedência dos pedidos formulados na inicial. esta ainda.

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