Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica

Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira
23/12/2004 - Última atualização 04/07/2011

Artigo do Leitor
Como profissionais críticos e atuantes na área de ensino, observamos que, atualmente, impera
um total descaso pelo ato de lecionar e aprender. Já não há mais o respeito mútuo entre
discentes e docentes; a indisciplina em sala de aula é uma constante; a dificuldade que os
estudantes encontram em usar a linguagem escrita como elemento de reforço ou registro da
fala, uma triste realidade; e atos de violência escolar já fazem parte do nosso dia-a-dia.
Portanto, este artigo têm como objetivo mostrar alguns dos problemas que constatamos no
decorrer do processo ensino-aprendizagem e apresentar sugestões, sempre respaldadas por
embasamentos teóricos e experiências reais vivenciadas por profissionais renomados, de
como tais problemas poderiam ser melhor administrados e, por que não, eliminados...
 
Resumo: Como profissionais críticos e atuantes na área de ensino, observamos que,
atualmente, impera um total descaso pelo ato de lecionar e aprender. Já não há mais o
respeito mútuo entre discentes e docentes; a indisciplina em sala de aula é uma constante; a
dificuldade que os estudantes encontram em usar a linguagem escrita como elemento de
reforço ou registro da fala, uma triste realidade; e atos de violência escolar já fazem parte do
nosso dia-a-dia. Portanto, este artigo têm como objetivo mostrar alguns dos problemas que
constatamos no decorrer do processo ensino-aprendizagem e apresentar sugestões, sempre
respaldadas por embasamentos teóricos e experiências reais vivenciadas por profissionais
renomados, de como tais problemas poderiam ser melhor administrados e, por que não,
eliminados. Considerando tal abordagem, tomamos por base de nossas observações a relação
professor-aluno, como uma revisão crítica de desempenho e atitude social; aliada à
metodologia adotada pelo docente; se não o maior, um dos principais fatores que rege a
motivação pelo aprender por parte do discente em formação.
Palavras-chave: crítica, revisão, professor, aluno, relações pessoais.
O ser humano é social por natureza. Desde muito jovens vivemos em sociedade, fazemos
parte e formamos grupos com pessoas das mais diversificadas crenças, origens e
personalidades. Graças a esse convívio no decorrer de nossas vidas, vivemos situações que
nos constrangem ou enaltecem, sofremos desilusões, aprendemos com nossos erros e acertos
e, através de comparações, conseguimos construir a nossa personalidade e interagir com o
universo.
Nesse referencial, nossos melhores amigos, aqueles que com suas críticas e conselhos,
muitas vezes, melhoram certos aspectos e comportamentos negativos que apresentamos,

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que embora critiquemos. e tantos outros cujas atitudes pessoais que jamais passarão despercebidas pelos alunos). restrito." (1971. de aquisição de uma mentalidade científica lógica e participativa. o professor amoroso da vida e das gentes. irresponsável. também. p. o crítico-reflexivo 2 . sempre com raiva do mundo e das pessoas. ao utilizarmos tal critério. pois conquistaram nossa confiança.. "O professor autoritário. em resumo. pois. o professor licencioso. 1996. burocrático. bem orientado.Última atualização 04/07/2011 conseguem nos sensibilizar. e por mais claro. p. tem sempre uma inelutável repercussão mais ou menos ampla. adotamos por técnica a observação. o professor competente. parafraseando CUNHA (1994. são peças fundamentais na realização de mudanças em nível profissional e comportamental. que este se apresente. o "mãezona"." (FREIRE. p. Portanto. o professor incompetente.91) 2/9 . devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitir conteúdos teóricos. que planeja suas aulas e investe na continuidade de sua formação. no comportamento e no pensamento dos alunos. Se as relações humanas. chantagens emocionais.99) Com o objetivo de realizar uma pesquisa em campo. controle da indisciplina 4 através do medo. são exemplos de companheirismo e demonstram um sincero interesse pelo nosso bem-estar. embora complexas. enfim tudo que promove o não-desenvolvimento cognitivo 6 do discente. pudemos perceber comportamentos. métodos e técnicas de vários tipos de docentes (o autoritário 1 . o permissivo 3 . muitas vezes fazem parte de nosso discurso aos alunos: ameaças. autoritarismo 5 ..73) Como o ensino não pode e não deve ser algo estático e unidirecional. o professor mal-amado." (1996. interpretar e transformar a sociedade e a natureza em benefício do bem-estar coletivo e pessoal..Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . que poderá possibilitar ao indivíduo. sério.. "é uma excelente técnica de coleta de dados". como podemos ignorar a importância de tal interação entre professores e alunos? ELIAS destaca: "É por intermédio das modificações comportamentais da área afetiva que a escola pode contribuir para a fixação dos valores e dos ideais que a justificam como instituição social. é.. p. desempenhos. seja qual for o objetivo a que vise. que vê o ato de lecionar apenas como um complemento de salário. Tão bem nos lembra GRISI: "Toda aula. nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca. 55). nosso respeito.Relação Professor . frio. racionalista. preciso. local de aprendizado de valores e comportamentos.

o que nos chama a atenção é a total falta de organização e senso de responsabilidade que muitas vezes tais crianças apresentam. fora da realidade. educadores que. 1996.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . antes. p." (GADOTTI. É fato que durante esse estágio da vida as crianças estão passando por uma fase de adaptação (transição da quarta para a quinta série) e que tudo que é novo causa certo medo e ansiedade. ou melhorar a nota deste. não deveriam fazer parte das atitudes de um "Formador de Opiniões". a aprendizagem e a pesquisa autônoma. comprometidos com a produção do conhecimento em sala de aula. amantes de sua profissão. A nosso ver. sobretudo do ponto de vista democrático. empatia 8 e respeito entre docente e discente para que melhor se desenvolva a leitura. por vezes. são fundamentais. mas alguém que tem toda a experiência de vida e por isso também é portador de um saber. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade. mas. ou melhor.] A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. à curiosidade. pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de suas experiências. uma vez que essa relação é uma "rua de mão dupla". Portanto." (FREIRE. inquietas. arrogantes e revoltadas. "Para por em prática o diálogo. ao respeitar no aluno o desenvolvimento que este adquiriu através de suas experiências de vida (conhecimentos já assimilados).. deve. Professores que não medem esforços para levar os seus alunos à ação.159-60) Outro reflexo desse aspecto (excesso de afetividade). é normal e até esperado que esse período provoque alguns problemas disciplinares no início. a reflexão. colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo. apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia. os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber. idade e desenvolvimento mental. Professores. ao questionamento e à descoberta são essenciais. 1999. portanto. mas sob um prisma mais direcionado à superproteção. p. para que ele não fique de recuperação). reconhecendo que o analfabeto não é um homem "perdido". Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha por ele. confiança.. por outro. que serei tão melhor professor quanto mais severo. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade de mundo vivenciada pelos discentes. à reflexão crítica. 3/9 . são imprescindíveis. geralmente pode ser observado em salas de ensino fundamental da quinta série: crianças indisciplinadas. mais distante e "cinzento" me ponha nas minhas relações com os alunos [. que desenvolvem com seus alunos um vínculo muito estreito de amizade e respeito mútuo pelo saber. mais frio.Relação Professor . situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como permitir que.Última atualização 04/07/2011 Professores. sem justificativa coerente. a relação estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processo pedagógico. "Não é certo.2) Se por um lado é importante a existência de afetividade 7 . entregue seu dever em data diferente da estipulada. a escrita.

simplesmente ignoram tal fato. ou não o faz. grande parte dos Amantes do Saber. do que em descobrir o porquê da falta de interesse e da indisciplina da maioria dos seus alunos. respeito e afetividade. durante a infância.. ainda que o docente necessite atender um aluno em particular. isto é. ou melhor. fornecer as respostas dos exercícios. em lugar de deixar que eles o façam. enquanto educadores. que aquele conteúdo está "dado". Casos em que o professor assume uma postura autoritária e acredita que distanciamento hierárquico é sinônimo de respeito. tornamo-los excessivamente dependentes.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . ou é ignorado. deve respeitar a individualidade e a liberdade que esses trazem com eles. Agindo assim não estamos permitindo que os alunos adquiram autonomia em seus atos e. deixando bem claro o que espera dos alunos. a interação deve estar sempre direcionada para a atividade de todos os alunos em torno dos objetivos e do conteúdo da aula. mas porque temem "perder" a amizade do professor.Relação Professor . demonstrando. ou está doente. então.. Quando algum dos supostamente desinteressados faz alguma pergunta. Outro fator que incomoda. o professor precisa aprender a combinar autoridade 9 . para serem entregues no final da aula. e nos utilizarmos da chantagem emocional para obter a disciplina na sala de aula – os alunos geralmente obedecem. 2000. tais como: anotar os deveres nas agendas dos alunos. ou recebe como resposta: "Se você estivesse prestando atenção. Além disso. p. no entanto. ao mesmo tempo que estabelece normas. pedagogicamente questionáveis: fazem imposições sem fundamento. fazem ameaças dizendo que a prova será em breve e que eles não a conseguirão realizar. tomam atitudes. Sua atenção está voltada apenas para alguns poucos alunos que. pois. centralizar a resolução de todos os problemas em nós mesmos. não raras vezes. Por inúmeras vezes nos deparamos com docentes que ao ouvirem conversa durante a aula gritam com os estudantes. teria entendido". olham-no atentamente. o motivo de tal reação é a falta de autoridade e proteção excessivas. pois um aluno que é retirado da sala de aula por comportamento inadequado e encaminhado à biblioteca para realizar uma pesquisa sobre o tema da aula. Outros. ou o entrega ao professor antes do término do período. no mínimo. não são raros dentro de uma sala de aula. passam exercícios valendo nota. geralmente intimida os discentes a prestarem atenção." (ELIAS. sentados nas primeiras carteiras. ou indisciplinada. ou. não raras vezes. a ausência dessa. portanto.] A falta da prática de pensar. para neles poder desenvolver o senso de responsabilidade. infelizmente. como um "general". e ministra suas aulas sem se importar que haja alunos que não estão acompanhando o seu raciocínio. quando eles não conseguem obtê-las. como punição. Convém salientar que essas "disputas" entre mestre e discípulos pouco ou nenhum resultado prático trazem. ocultas em atitudes inconscientes.32) Para exercer sua real função. retira dela essa faculdade para o resto da vida. sempre podemos presenciar situações em que muitos professores. claramente. que estão mais preocupados em cumprir o conteúdo curricular planejado para aquela aula. é a disciplina. em nome da autodisciplina 10 . ameaçam os alunos e. atentarmos quanto a nossas atitudes. que a razão dirija a própria experiência [. Esse profissional. "O ideal consiste em que a criança aprenda por si só. ao invés de deixá-los descobrir o erro. chegam a humilhá-los.Última atualização 04/07/2011 Devemos. e muito. não por conscientização de tal necessidade. 4/9 . dando mais atenção à criança que é mais mimada.

não é? Vamos ver se amanhã você já conseguiu se recuperar da amnésia". criar e problematizar situações que poderiam auxiliar na construção de seu conhecimento e caráter.. ou "Esqueceu. Assim sendo. As respostas e as opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor. O trabalho docente nunca é unidirecional. à indisciplina. mas como fonte de inspiração para que continuemos a buscar um melhor caminho para chegarmos ao coração e à mente de nossos alunos. de forma resumida. à incapacidade de refletir. Vale a pena continuar ressaltando a atuação de alguns professores.96) 5/9 . p. surpreendem suas pausas. mesmo que as respostas dadas sejam incompletas ou incorretas. mas também ouve os alunos.250) Segundo MASSETO (1996). Valeu a tentativa!". o bom professor é o que consegue." (FREIRE. distantes das reais necessidades dos alunos. objetiva e de fácil entendimento. à falta de interesse. essa não deveria ser uma constante entre professores e alunos. segundo opinião unânime dos alunos. ". a expor opiniões e dar respostas. utilizando mais a explanação verbal do que a lousa (vista como um suporte. 1996. resistente a mudanças e um praticante de aulas expositivas monótonas e repetitivas repletas de muita "falação". podemos dizer que a atitude deste professor. Servem também para diagnosticar as causas que dão origem a essas dificuldades. o verdadeiro educador sempre deve fazer um comentário crítico construtivo: "Você quase conseguiu. repetindo o mesmo currículo de seus antecessores. sempre associando o tema em questão a situações atuais. tornam as explicações dadas pelo docente. Sua aula é assim um desafio e não uma 'cantiga de ninar'.. o sucesso (ou não) da aprendizagem está fundamentado essencialmente na forte relação afetiva existente entre alunos e professores. de conhecimento dos alunos. suas incertezas. fazemos nossas as palavras de LIBÂNEO: "O professor não apenas transmite uma informação ou faz perguntas. Seus alunos cansam não dormem. E por falar em indisciplina. portanto.Última atualização 04/07/2011 Será que essa postura docente contribui de alguma forma para que um professor obtenha o respeito e a disciplina que tanto deseja em sala de aula? Em nosso entender. Um aluno jamais deve permanecer passivo e. dessa forma. Aulas dinâmicas. alunos e alunos e professores e professores. respeito se conquista.. linguagem clara. e que. Assim sendo. A forma como ele conduz a aula deve despertar a curiosidade pelo ouvir e aprender. às dificuldades que encontram na assimilação dos conhecimentos.. uma aula motivadora. suas dúvidas. torna-se apenas uma projeção do que foram seus professores. (1994.Relação Professor . apoio para registrar. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. enquanto fala. que não investe suficientemente na sua formação e que. alguma informação mais importante). divertidas. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. reflete um profissional não comprometido com o seu trabalho. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se. não como modelo inquestionável de docência. assim como a de muitos outros que encontramos no nosso dia-a-dia. e o diálogo 11 é o melhor caminho para a solução de problemas.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . os induz à desmotivação. p. não se impõe.

competência 12 e hábitos pedagógico-didáticos necessários à organização do processo de ensino.] não conseguirá sequer ter comportamentos autênticos diante daqueles que deve educar. senso de justiça. p. É imprescindível que ele sinta.128) De nada adianta falar sobre organização.190) Estabelecendo um paralelo entre todas essas atuações." (NÉRICI. se necessárias. caráter. se. continuar-se a fazer críticas. à autoridade profissional. contra colegas de trabalho. pública e abertamente. apesar das verdades. autonomia. a fim de estimular a aprendizagem. adaptam seus métodos e procedimentos de ensino em função da necessidade de sua clientela. 1992. diante dos alunos que estão colocados diante de si. Dessa forma. no ica caso. não têm receio de dizer que não conhecem a resposta. ativo. chamando a atenção dos envolvidos de forma humorada? Por que não conversar.Relação Professor . que o professor é seu amigo e tudo está fazendo para ajudá-lo. ter um carinho especial pela profissão que abraçou e saber utilizar sua autoridade com moderação e imparcialidade. podemos afirmar que a disciplina em sala de aula está diretamente ligada ao estilo de prática docente. chamando-o às suas responsabilidades.Última atualização 04/07/2011 Um professor deve buscar um aperfeiçoamento constante. sua postura em aula. p." (1980. entre todos os observados. Segundo MASCELLANI: "O educador que não se organiza de modo satisfatório para questionar as condições dentro das quais vive [. responsabilidade.. mas que a irão pesquisar e depois a trarão (e cumprem a promessa). Então. a motivação 13 dos seus alunos. manifestando sua curiosidade. a replanejar sua prática educativa. moral e técnica do professor. "Boa técnica de motivação é ter uma conversa em particular com o aluno. ética. ou. falar francamente com o aluno. Um professor competente está sempre pronto a refletir sobre sua metodologia. quando necessário. Em que se procura explorar o sentimentalismo e também. em particular. todos os alunos o cumprimentarão nos corredores e irão lhe pedir conselhos e orientações. e demonstram dedicação profissional. destinatários de sua ação educativa. competência e abertura de espírito. com qualquer estudante que necessite de uma reprimenda maior? Certamente. autônomo. os professores que melhor conseguem este controle são aqueles que dominam o conteúdo que ensinam. de modo que cada um deles seja um ser consciente. estão abertos ao diálogo. pelo menos. não houver um planejamento 15 das aulas. não se reservar algum tempo para o aperfeiçoamento contínuo e 6/9 . participativo e agente crítico modificador de sua realidade.. representada no exemplo que os professores dão. na prática. possuem tato em lidar com as diferenças individuais em sala de aula. por que não tentar eliminar rapidamente os poucos casos de conversa paralela durante a aula.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . isto é. Vale a pena ainda mencionar um outro aspecto relevante no que concerne à relação teoria-prát 14 .

São Paulo: Papirus. o aluno deve obter conhecimento não apenas para ter na cabeça muitas informações que. Publicação: Revista Integração: Ensino=Pesquisa=Extensão da Universidade São Judas Tadeu. Ver HYPOLITTO. O conhecimento ideal é aquele que o transforma em um "cidadão do mundo". Aquele que usa com rigor a sua autoridade. que a orientação do professor. não permitindo que o aluno problematize e descubra a resposta correta. pois. o aprender a não desistir. Denise de Cássia Trevisan Siqueira é bacharel em Letras e licenciada pelo Curso de Formação de Professores pela Universidade São Judas Tadeu. e que uma postura crítica-reflexiva deve fazer parte do seu dia-a-dia. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática.Relação Professor . a percepção de que a formação continuada 17 é uma necessidade. No entanto. professora de língua inglesa do Colégio da Polícia Militar e de língua portuguesa da Escola Técnica Estadual Camargo Aranha.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . a conscientização de que em uma sala de aula não há aprendizado homogêneo e imediato. Notas Texto orientado pela professora de Prática de Ensino / Estágio Supervisionado Dinéia Hypolitto do curso de Formação de Professores da Universidade São Judas Tadeu. O prazer pelo aprender não é uma atividade que nasce espontaneamente nos alunos. não admitindo contradições. 3. acomoda-o e prejudica sua autonomia). Tornar-se um professor facilitador não é uma tarefa fácil. para que isso aconteça. é fundamental. acompanhando cada passo do aluno. nunca vai utilizar.2003. 1996. A formação do Professor o Estágio Supervisionado. 2.Última atualização 04/07/2011 utilizar-se dos horários das aulas para realizar tarefas estranhas àquele momento (atualização de diários. pois requer a quebra de paradigmas 16 . aquele que provoca no aluno um estímulo que o faça aprender a aprender. 1. e. é necessário que o professor consiga despertar a curiosidade dos alunos e acompanhar suas ações na solução das tarefas que ele propuser (o não acompanhamento poderá fazer os alunos se sentirem inseguros na realização da atividade proposta. Marisa Del Cioppo. o fornecer as respostas prontas. maio. com a intenção de que ele.). muitas vezes. nº 33. Ano IX. Além disso. na maioria dos casos. Para que este hábito possa ser melhor cultivado. Ver ELIAS. por julgarem-se cobrados a um desempenho para o qual não foram preparados. o papel do professor deve ser a de um "facilitador de aprendizagem". 2001. não é uma tarefa que cumprem com prazer. liberte-se e demonstre seu potencial. Dinéia. São Paulo: Editora Catálise. gradativamente. Aquele que está aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a se repensar como profissional a fim de reformular e melhorar sua prática. Aquele que permite que seus alunos pratiquem ou tomem atitudes despropositadas ou 7/9 . Engenheira Elétrica e Revisora da Editora Universidade São Judas Tadeu. correção de provas etc.

amizade. FURLANI. 4. Libertad. São Paulo: Editora Ática. M. Competência segundo o Dicionário Aurélio: qualidade de quem é capaz de apreciar e desenvolver certos assuntos. São Paulo: Ática. 17. M. 1971. D. "É preciso falar. 13. Comunicação. através do contato com a realidade e da interação com os outros.. Relativo a aquisição de um conhecimento. padrões. Pedagogia Freinet – Teoria e prática. 1993. HAYDT. arbitrária e opressora. Curso de Didática Geral. 6. Lúcia Maria Teixeira. Modelos. M. a percepção. São Paulo: Paz e Terra. e pela busca da autonomia através da atividade livre". as habilidades práticas e as atividades dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos". de agir. Uso impróprio da autoridade. ELIAS. 14. 2000.Relação Professor . 9. (HAYDT. de se dar ordens. 1999. de tomar decisões. Curso de didática 2 Geral. que tem por encargo fazer respeitar as leis.. Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. Planejamento: Plano de Ensino – Aprendizagem e Projeto Educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização. competente é aquele que julga. imposição de forma dominadora. O bom professor e sua prática. 1991. C.. R. Falta de controle sobre os próprios atos e desrespeito as limitações e anseios das demais pessoas. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. VASCONCELLOS. 1990.197). GADOTTI. ed. acha a solução e decide. 8/9 . São Paulo: Papirus. Ver ZÓBOLI. São Paulo: Scipione. R. 1996. através de ações. mito.. Campinas: Papirus. que visa principal ou exclusivamente melhor os conhecimentos. 1994. simpatia. conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções.. G. FREIRE. (RODRIGUES e ESTEVES. P. 1997. I.. São Paulo. "Atividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial. avalia. GRISI. 7. L. " Conjunto de princípios e regras elaborado livremente pela pessoa." (ROUSSEAU.44).Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . pela tomada de consciência das exigências da vida pessoa e social. 1991. Afeição. 1996. São Paulo: Nacional. C..1997. tanto quanto possível. sentimentos e paixões. 10. Referências Bibliográficas CUNHA. 1995. mito ou nada disso? São Paulo: Editora Cortez. Práticas de Ensino – Subsídios para a Atividade Docente. Celso dos Santos. e apenas dizer o que é impossível fazer. Direito ou poder de se fazer obedecer. P. Ato de estimular o aluno com a finalidade de tornar a aprendizagem mais produtiva. exposição de idéias através de perguntas e respostas entre duas ou mais pessoas. T. C. 16. Ver FURLANI. M. 12. e interiorizados pela aprendizagem. Autoridade do professor: meta. p. São Paulo: Editora Ática. Didática mínima. 5. Convite à leitura de Paulo Freire. nada disso? São Paulo: Cortez. Autoridade do professor: meta.Última atualização 04/07/2011 desrespeitosas para consigo ou para com seus amigos. 8. p.66) 11. Regina Célia Cazaux. pondera.. 15. 3. que tem influência e age. 7ª ed.

A. A análise de necessidades na formação de professores. São Paulo: Pioneira. (org. A formação do professor e o estágio supervisionado. São Paulo: Libertad. D. São Paulo: Cortez. C. Práticas de ensino .). São Paulo: Ática. NÉRICI. Portugal: Europa / América.Última atualização 04/07/2011 HYPOLITTO.. ROUSSEAU. J. I. Didática. ed. 2001. 1996 9/9 .subsídios para a atividade docente.. ZÓBOLI. São Paulo: FTD. 1995. J. LIBÂNEO. São Paulo: Catálise. G. S. Portugal: Porto. RODRIGUES.Aluno: Uma Revisão Crítica Escrito por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23/12/2004 . MASSETO. Emílio. J. 1994. M. 1990. VASCONCELLOS.Relação Professor . 1996. M. 1992. Planejamento: Plano de ensino – aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para elaboração e realização. G. ESTEVES. Educação e metodologia. Didática: A aula como centro. 7. 1993. C.