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Como passar na 2ª fase da OAB – 1ª Parte 

by Leo • 23 de julho de 2015 • 0 Comments 
Passada  a  euforia  inicial  da  aprovação  na  primeira  fase,  surge  a  desesperadora 
pergunta:  como  obter  aprovação  na  prova  prática  do  Exame  de  Ordem? 
Dependendo  do  grau  de  aflição,  a  essa  altura  você  já  deve  ter  calculado  o  tempo 
que levará para fazer a leitura das quatro mil páginas da coleção de penal do seu 
autor preferido – e, ao perceber que terá de ler umas cem páginas por dia, sentiu 
vontade  de  chorar  ou  de  abandonar  a  carreira  jurídica.  Acertei?  Se  sim,  leia  este 
texto até o final.
Antes  de  tudo,  respire  fundo!  Acompanho  a  prova  há  alguns  anos,  e,  após  duas 
aprovações  (uma  pelo  CESPE  e  outra  pela  FGV),  posso  afirmar  sem  medo  de 
errar:  o  nervosismo  é  o  maior  responsável  pelo  alto  índice  de  reprovações  na 
segunda fase. Conheço pessoas que sabem muito de prática penal, mas que, por 
descontrole  emocional,  não  conseguem  passar  na  prova.  Portanto,  procure 
trabalhar essa ansiedade que teima em te causar tanto frio na barriga. Como fazer 
isso? Basta ter em mente o seguinte: a) a prova não é tão difícil quanto dizem; b) o 
conteúdo a ser estudado não é tão grande quanto você imagina.
A  preparação  para  a  segunda  fase  não  tem  nada  a  ver  com  decoreba.  Esqueça 
essa história de ler a coleção completa do Rogério Greco ou de outro grande autor. 
Não  é  assim  que  funciona!  Apesar  das  várias  críticas  à  prova,  é  inegável  que  a 
aprovação  está  diretamente  ligada  à  capacidade  do  examinando  em  solucionar 
problemas  práticos  de  forma  técnica.  Ou  seja,  a  FGV  realmente  testará  se  você 
está ou não apto a advogar na área criminal.
Um  dos  maiores  temores  dos  examinandos  é  o  acerto  da  peça,  e  tenho  uma 
explicação  histórica  para  isso:  há  alguns  anos,  muito  antes  da  unificação,  em 
alguns  estados,  passar  na  OAB  tinha  a  ver  com  acertar  a  peça.  Hoje  em  dia,  no 
entanto, acertar a peça é mera condição para ter a sua prova corrigida. Contudo, os 
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mais antigos teimam em dar esse conselho: “para passar na OAB, basta acertar a 
peça”. Bons tempos aqueles!
Entretanto,  não  há  razão  para  ficar  preocupado!  Errar  a  peça  é  praticamente 
impossível. Não acredita? Vou contar uma rápida história sobre isso:
Era uma vez um homem de nome João.
No dia 17 de novembro de 2014, João foi preso em flagrante pela prática do crime 
de roubo.
Dona Maria, mãe de João, chegou em seu escritório e disse: “Doutor, o meu filho foi 
preso em flagrante! O que posso fazer para soltá­lo?”.
Você,  como  advogado,  diante  de  uma  prisão  em  flagrante,  questionou­se:  o 
flagrante foi legal ou ilegal? Se legal, a peça será a LIBERDADE PROVISÓRIA, e o 
seu  objetivo  será  demonstrar  ao  juiz  que  João  deve  responder  o  processo  em 
liberdade. Se ilegal, o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE, onde o foco 
será a demonstração de que a prisão não se deu dentro do que determina a lei. Em 
uma ou outra, o objetivo será o mesmo: soltar João. Não é o momento para se falar 
em  absolvição.  Como  o  flagrante  foi  legal,  a  peça  escolhida  foi  a  liberdade 
provisória e João foi solto.
Dias  depois,  o  Ministério  Público  ofereceu  denúncia  contra  João  (se  o  advogado 
estivesse  na  posição  de  acusação,  a  peça  seria  a  QUEIXA­CRIME).  Ao  saber  da 
citação  do  seu  cliente,  você  elaborou  a  primeira  defesa  do  processo,  intitulada 
RESPOSTA  À  ACUSAÇÃO.  Nela,  arrolou  testemunhas  e  tentou  a  absolvição 
sumária  de  João,  mas  o  juiz  entendeu  de  forma  diversa.  Por  isso,  designou 
audiência de instrução e julgamento.
A audiência ocorreu dentro dos conformes. Após ouvir a vítima, as testemunhas e 
João, o juiz decidiu que, embora, em regra, as alegações finais devam ser orais e 
elaboradas na própria audiência, em razão da complexidade do caso, seria melhor 
oferecê­las por escrito, por MEMORIAIS.
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Após  alguns  dias,  recebidos  os  memoriais,  o  juiz  proferiu  sentença,  condenando 
João.
“E agora, doutor, o que podemos fazer por João?”, perguntou Dona Maria, ao saber 
da condenação.
“Calma, Dona Maria! Vamos recorrer da decisão!”, você respondeu.
Mas,  com  tantos  recursos,  como  escolher  o  correto?  Em  um  primeiro  momento, 
cheque  o  art.  581  do  CPP,  onde  estão  as  hipóteses  de  RECURSO  EM  SENTIDO 
ESTRITO.  Nenhuma  se  encaixa  em  seu  caso?  Então,  a  peça  só  pode  ser  a 
APELAÇÃO.
Tempos  depois,  o  Tribunal  de  Justiça  negou  provimento  à  apelação.  Dessa 
decisão, dois recursos seriam possíveis: o RECURSO ESPECIAL ou o RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO,  aquele  para  o  STJ  e  este  para  o  STF,  e  a  diferença  de  um 
para outro é, somente, a matéria a ser discutida. Caso, no entanto, a decisão do TJ 
não fosse unânime, poderíamos falar em EMBARGOS INFRINGENTES.
Como  não  houve  recurso,  a  sentença  condenatória  transitou  em  julgado  e  João 
passou  a  cumprir  a  sua  pena.  Nesta  fase,  para  tudo  o  que  for  pedido,  cabe  um 
único recurso: o AGRAVO EM EXECUÇÃO.
João,  no  entanto,  nunca  desistiu  do  seu  sonho  de  provar  a  sua  inocência,  e,  se 
algum dia tiver novas provas disso, poderá voltar a discutir o assunto por meio de 
REVISÃO CRIMINAL.
FIM.
Percebeu que as peças não se confundem? No processo penal, cada peça tem um 
momento  certo,  não  havendo  como  confundi­las.  Portanto,  é  praticamente 
impossível não acertar a peça. Ficaram de fora da história somente os embargos de 
declaração,  a  carta  testemunhável  e  o  recurso  ordinário  constitucional,  peças  que 
veremos quando aprofundarmos os estudos.
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Mas.  no  entanto.  por  “quem” se apaixonar? Sempre  que  escrevo  sobre  o  assunto.  a  mesma  pergunta  é  feita:  qual  é  o  melhor  “vade  mecum”  do  mercado?  Na  época  em  que  fiz  a  prova. Por isso.  como  escolher? Eis a minha sugestão para não errar: vá até a livraria mais próxima e veja  o que acha de cada um – leve em consideração o aspecto visual e a facilidade com  que você consegue encontrar conteúdo neles. qual seria  a dificuldade em passar na segunda fase da OAB? O maior desafio da peça prática  é  saber  identificar  as  teses  de  defesa. e.  Hoje. onde está a dificuldade em passar na OAB? Esta  e  outras  perguntas  serão  respondidas  em  um  próximo  “post”. você terá desenvolvido com ele uma relação que jamais teve  com  qualquer  outro  livro  –  será  praticamente  uma  história  de  amor!  Contudo. E é verdade! Durante a preparação.  Então.  não  havia  muitas  opções.  Portanto. ao final.  Por  enquanto.  três  pontos  são  fundamentais:  a)  saber  quais  pedidos  cada  peça  comporta;  b)  ter  uma  noção  geral  de  direito  penal  e  de  direito  processual  penal;  c)  saber  manusear  o  “vade  mecum”. o seu “vade” será usado centenas  de vezes. o conteúdo é idêntico em todos eles.  Ele  será  o  seu  maior  companheiro nessa jornada.  afirmei  que  ele  será  o  seu  maior  companheiro  durante  essa  jornada  para  a  aprovação. se é tão fácil acertar a peça.  para  que  isso  seja  possível. Vou  começar  de  trás  para  frente:  como  usar  o  seu  “vade  mecum”.  há  uma  infinidade  de  editoras  que  publicam  bons  códigos.  não  haverá  muita  diferença  de  um  para  outro.  O  da  Rideel  era  o  mais  completo  e  o  da  Saraiva  o  mais  colorido  e  “amigável”.  e.  No  primeiro  texto. o  que o fará melhor ou pior são os índices geral e remissivo. O “vade mecum” nada mais é do que  a impressão da legislação – logo. Como passar na 2ª fase da OAB – 2ª Parte  by Leo • 23 de julho de 2015 • 0 Comments  Encerrei o último “post” com uma pergunta: se é tão fácil acertar a peça.  faço  um  único  pedido:  compre  um  “Vade  Mecum”  atualizado. as remissões após cada  4 .

 Para não perder tempo. Como a questão fala em “corrupção ativa”. Vejamos a seguinte questão. responda justificadamente. Como havia diversos outros carros parados na fiscalização.  ele  pergunta:  ‘O  que  eu  fiz?’. entretanto. forma­ se uma fila de motoristas. Após  determinar a parada do veículo.  Vou  oferecer cem reais pra ele liberar a gente.  observando  a  situação  irregular  de  Gustavo. na fila. fica logo após o CP) e procure por “corrupção ativa”. extraída  do XIII Exame de Ordem: “Gustavo. melhor. A) É correto afirmar que Gustavo deve responder por tentativa de corrupção ativa?  (Valor:  0. então. Gustavo.  fala  baixinho  à  sua  esposa:  ‘Vou  ver  se  tem  jogo. o número de leis disponíveis e a forma como os textos são separados –  particularmente. em pé. é essencial a leitura do dispositivo que  trata sobre o tema.  momento  em  que  o  policial  que  efetuava  o  flagrante  responde:  ‘Tentativa  de  corrupção  ativa!’. é preciso saber utilizá­lo. pois sabe que seu carro está com a  documentação  totalmente  irregular  (IPVA  atrasado. é que exatamente atrás dele estava um policial que  tudo  escutara  e.  multas  vencidas  e  vistoria  não  realizada) e.  Gustavo  é  preso  em  flagrante. O que  Gustavo não sabia.  gosto  do  esquema  de  cores  adotado  pela  Saraiva. O que você acha? Será que dá?’. aos itens a seguir. muito provavelmente. Seja qual  5 .  Atordoado.70)  B)  Caso  o  policial  responsável  por  fiscalizar  os  documentos.dispositivo. retornando para casa após ir a uma festa com sua esposa. é parado em  uma blitz de rotina.55)”. Gustavo. o policial solicita que Gustavo saia do carro e exiba  os documentos.  Quanto  mais  completo e agradável a leitura. por medo. vá até o índice remissivo do seu Código  Penal (geralmente. aguardando sua vez para  exibir  a  documentação. Ele fica bastante nervoso. o veículo será rebocado para o depósito.  solicitasse  quantia  em  dinheiro  para  liberá­lo e. ele (Gustavo) responderia por  corrupção ativa? (Valor: 0.  Atento  (a)  ao  caso  narrado  e  tendo  como  base  apenas  as  informações  descritas  no  enunciado. pagasse tal quantia.  tão  logo  acaba  de  proferir  as  palavras  à  sua  esposa. Escolhido o “vade”.

 ao utilizá­lo.  não  se  admite  tentativa  neste  delito. inclusive  os organizados que não possuam índices temáticos estruturando roteiros de peças  6 .  pode?  Sim!  Quando  fiz  a  prova. Em relação à  alternativa b. não anotada e não comparada. Imagine o tempo que seria  perdido nessa atividade! Contudo. com a seguinte remissão:  art. omitir ou retardar ato de ofício”.  Gustavo  chegou  a  oferecer  (verbo  do  art. Garanto que a resposta  aparecerá! E  usar  “post­it”  no  código. B) Códigos.  portanto.for a editora.  utilizei  o  “post­it”  vermelho;  para  a  falta de justa causa. pois não houve a prática das condutas previstas no art.  não  houve  qualquer  manifestação  de  Gustavo  em  relação a oferecer qualquer vantagem ao policial. Ele será o seu “Google”  para descobrir as respostas das questões da prova. 333. tenho certeza de que a expressão estará lá. Quando não souber a resposta  de algo. 333 não descreve a conduta de Gustavo na hipótese  trazida. Portanto. Pergunto:  no  problema. Se não houvesse o índice remissivo em seu CP para responder a pergunta acima. procure as expressões­chave no índice remissivo. Portanto.  333)  algo  ao  funcionário público. Por isso. é possível responder a questão em  poucos minutos.  você teria de sair à caça da corrupção ativa pelo código. fato atípico.  333  –  OFERECER  ou  PROMETER  vantagem  indevida  a  funcionário  público.  Já  temos.  mas  deixarei  esse  assunto  para  o  futuro. use e abuse do índice remissivo. E não há risco de o código ser proibido na hora da prova  por esse motivo? Não! Veja que o próprio edital permite essa prática (item m): a) Legislação não comentada. verde.  separei  as  teses  de  defesa  em  cores:  onde  havia  tese  de  nulidade. não houve a prática do  crime  de  corrupção  ativa  –  em  regra.  a  resposta  para  a  alternativa a: não é correto afirmar que Gustavo praticou corrupção ativa. 333. veja que o art. ainda que  tentada.  para determiná­lo a praticar. ou apenas cogitou tal possibilidade com a sua esposa? Como  se  percebe  no  enunciado. Veja a redação: “Art. amarelo; para temas recorrentes. e demais cores para  outras teses ou razões.

 E) Informativos de Tribunais.  C)  Anotações pessoais ou transcrições.  informativos  dos  tribunais  ou  quaisquer  comentários.  Enunciados  e  Orientações Jurisprudenciais comentados. L) Simples utilização de marca texto.  E)  Índice  remissivo.  B)  Jurisprudências. traço ou simples  remissão  a  artigos  ou  a  lei. sem nenhum tipo de anotação manuscrita  ou  impressa  nos  recursos  utilizados  para  fazer  a  separação.  comparados  ou  com  organização  de  índices  temáticos  estruturando  roteiros  de  peças  processuais.  anotada  ou  comparada.  remissão  doutrinária.  D)  Instruções  Normativas.  N)  Utilização  de  separadores  de  códigos  fabricados  por  editoras  ou  outras  instituições  ligadas  ao  mercado  gráfico. H) Enunciados.  anotados.  mas. F) Livros de Doutrina. No próximo “post”. Outro  ponto  muito  legal  é  a  permissão  expressa  de  grifos  com  “marca­texto”  e  a  possibilidade  de  remissões  feitas  pelo  próprio  candidato  –  se  quiser. Sinceramente.  providenciada pelo próprio examinando.  M)  Separação  de  códigos  por  clipes  e/ou  por  cores.processuais.  no  entanto.  desde  que  com  impressão  que  contenha  simples  remissão  a  ramos do Direito ou a leis.  I)  Súmulas.  por  exemplo. C) Cópias reprográficas (xerox).  anotações  ou  comparações.  Cuidado. como o edital é expresso ao dizer isso. nem sei como isso pode acontecer. é melhor ficar esperto. 7 .  para  que  as  remissões  não  sejam  utilizadas para estruturar a peça.  jurisprudência.  F)  Exposição  de  Motivos. anotados ou comparados. I) Orientações Jurisprudenciais.  K) Resoluções dos Tribunais.  C)  Leis  de  Introdução  dos  Códigos. Veja as demais  proibições: a)  Códigos  comentados.  calendários e anotações. D) Impressos  da Internet. revistas. veremos os dois outros pontos importantes para a identificação  de  teses:  as  teses  de  defesa  de  cada  peça  e  noções  gerais  de  direito  penal  e  de  direito processual penal. G) Dicionários ou qualquer outro material de consulta. J) Regimento Interno.  G) Súmulas.  logo  após  determinado  dispositivo. apostilas.  é  autorizado  fazer  remissão  a  outro  artigo  ou  a  alguma  súmula. H)  Legislação  comentada.

 o examinando começa  a  aceitar  todo  e  qualquer  tipo  de  material  para  estudo.  Em  seguida. Ao deitar. dá até para virar ministro do Supremo. ele sente exaustão. de lanchar.  começar  os  estudos.  e  realmente  acredita  que  conseguirá esgotá­lo durante as curtas semanas até a segunda fase. e a insegurança toma conta  até da alma.  que  é  impossível  estudar  dessa  forma. apostilas.  #oabdadepressão  e  #fé.  dividi  o  assunto  em  três  pontos:  a)  quais  pedidos  cada  peça  comporta; b) noções gerais de direito penal e de direito processual penal; c) como  manusear o “vade mecum”.  Inicialmente. Um erro comum na preparação para a segunda fase é o estudo descontrolado de  conteúdo. Uma tragédia! 8 .  os  livros  emprestados de um outro amigo etc. a dificuldade em passar na segunda fase não  está em acertar a peça. Em um primeiro momento. a sensação é a de tempo perdido.  os  sintomas  se  tornam  mais  evidentes.  afinal.  a mente trabalhou freneticamente durante o dia. A visão é magnífica: parece a escrivaninha do próprio Einstein. Mesa de estudos preparada.  inconscientemente.  no  entanto. Ao anoitecer. pois.  dezenas  de  livros  em  “PDF”. concluindo que a missão não será  cumprida. livros.  ele  descobre. tudo aberto  ao mesmo tempo. aulas em vídeo. mas em identificar as teses de defesa. Para sistematizar o  nosso  estudo. a sensação é boa. O último tópico (c) foi tema da 2ª parte deste material. apesar de não ter estudado nada.  a  apostila  ou  o  caderno  do  amigo  que  passou  na  prova  passada. caderno. com tanto material.  finalmente.  e  o  desespero  surge.  o  corpo  demonstra  essa  constatação  de  algumas formas: vontade de ir ao banheiro.Como passar na 2ª fase da OAB – 3ª Parte  by Leo • 23 de julho de 2015 • 0 Comments  Como já vimos nos “posts” anteriores. O que ocorre: logo após a aprovação na 1ª fase.  Feita  a  foto  da  mesa  e  publicada  no  Face  com  as  “hashtags”  #vidadeestudante.  Após  alguns  minutos. São horas e  horas  de  aulas  em  vídeo  pirateadas  de  algum  cursinho.  chega  a  hora  de. de dar uma checadinha no  Whatsapp.

Cleber Masson: é um dos meus preferidos! A sua coleção. Investimento  (valor  aproximado):  a)  coleção:  R$  400. desista da leitura dos cinquenta livros em PDF. sobre algumas leis penais  especiais.  a  partir  do  segundo  volume.  e  escolha  um  autor  para  seguir  em  cada  matéria. e trata de todos os artigos do  CP.  Na  parte  especial.  como  sei  que  isso é difícil.  Gosto  muito  do  Masson  e  do  Greco.  O  CP  comentado  é  muito  parecido com a coleção.  A  linguagem  é  simples  e  direta. por exemplo.  cada  dispositivo  é  precedido  por  um  quadro  com  dicas  gerais  sobre  o  tipo  penal  em  estudo. Apesar de sucinto. e tem sido a minha primeira  fonte  de  pesquisa  quando  tenho  dúvidas. farei uma breve análise sobre cada um: → Direito Penal Fernando  Capez:  conheço  muita  gente  que  torce  o  nariz  para  ele. esclarece  que  o  seu  posicionamento  não  é  o  que  prevalece.  é  algo  pessoal. em regra. possui quatro  volumes.  Pontos  negativos:  é  muito  resumido. possui três volumes. aceite: não há como estudar todo o conteúdo até a  prova. isso pode ser um problema. O seu “Curso de Direito Penal”. Nos três primeiros.  E  qual  seria  o  melhor?  A  resposta  é:  depende!  Atualmente.  B)  CP  comentado:  R$  125. mas me identifiquei mais com os dois  primeiros. o texto é bastante abrangente.  há  algumas  questões  de  concurso  para  a  melhor  compreensão  do  tema.  Mas.  mas  não  me  adaptei  muito  ao  Bitencourt. ele tem alguns entendimentos minoritários – mas. e.  Portanto.  Ao  final  de  cada  capítulo.  o  autor  traz  9 . intitulada “Direito Penal  Esquematizado” (Ed. Por  isso.  há  uma  porção  de  bons  autores  em  penal. Os três são ótimos.  para  “sentir”  a  redação.Para dar fim a tanto sofrimento.  O  interessante  é  a  leitura  superficial  de  algumas  páginas  de  cada  um  deles.  Para quem está dando os primeiros passos na matéria. no último.00.00.  mas  gosto  de  suas obras. publicado pela Saraiva. mas ainda mais resumido.  Além disso. Ideal para dúvidas pontuais.  quando  necessário.  Ademais. Ter o esgotamento do assunto como objetivo é a certeza de frustração. ele fala do CP. guardados como tesouro em  seu  “pendrive”. Método).

00.  B)  CP  comentado:  R$  150. ao explicar um assunto.  chamando  a  atenção  do  leitor para as “pegadinhas”.  Questões  polêmicas  são  trazidas  em  tópicos  próprios. É uma das mais caras.  É uma coleção interessante para quem já atua na área criminal e precisa estudar a  fundo algum tema.julgados recentes do STJ e do STF sobre o tema.  mas um livro só. Investimento  (valor  aproximado):  a)  coleção:  R$  650.00. Para a OAB. os assuntos são vistos sem muita profundidade.  Possui  um  livro  intitulado  “Manual  de  Direito  Penal”. Investimento  (valor  aproximado):  a)  coleção:  R$  450. O autor. Em minha opinião.00.  em  volume único (Ed. Saraiva). é uma ótima  escolha! O CP comentado é a versão resumida da coleção. Cezar Roberto Bitencourt: o autor possui a coleção mais completa dentre as deste  “post”.00. afinal. quando a OAB permitia a consulta  a  textos  doutrinários. sempre traz um exemplo e  um  julgado  a  respeito.  mas vale cada centavo. o CP comentado é a versão  resumida da coleção. Nucci: era o autor preferido na época do CESPE.00. Assim como o dos demais. Alguns dos meus alunos se identificam muito com a obra. e é intitulada “Curso de Direito Penal” (Ed. mas não  costumo recomendá­la. todos sobre  o CP. Rogério Greco: desnecessária a análise. Como não é uma coleção. A sua coleção possui quatro volumes. A sua coleção é intitulada “Tratado de Direito Penal” (Ed. Método).  o  que  ajuda  muito  na  compreensão  do  tema  em  estudo.  B)  CP  comentado:  R$  160. O motivo: vai além do necessário para o Exame de Ordem. e possui  cinco volumes.00. Impetus).  B)  CP  comentado:  R$  215. Ao final de cada  10 . não há um único estudante do país  que não conheça os seus livros. onde todo o CP é abordado. O CP comentado é o  resumo da coleção. não seria a minha escolha. Investimento  (valor  aproximado):  a)  coleção:  R$  300.

tema. o assunto é visto de forma bem resumida.  A  sua  coleção.  Se  você  gosta  das  aulas  dele. → Legislação Penal Especial Renato  Brasileiro:  é  nele.  atualmente.00. Como a FGV sempre  pede algo de legislação especial.  possui  dois  volumes. é interessante ter um livro sobre o tema. Investimento  (valor  aproximado):  a)  coleção:  R$  150. a  parte  especial.  Como são somente dois volumes. A coleção é intitulada “Leis Penais e Processuais  11 . no segundo. Investimento (valor aproximado): R$ 130. e. O seu CP comentado é muito bom.  provavelmente  gostará  dos  livros. No primeiro volume. é o melhor professor de Direito Penal do país.  intitulada  “Manual  de  Direito  Penal”. o autor trata somente a parte geral.  publicados pela editora Método.00. É ideal  para a revisão antes da primeira fase de um concurso ou do Exame de Ordem.  onde  busco  por  respostas  quando  estou  estudando  alguma  lei  penal  especial.826/03).  há  um  quadro  de  pontos  relevantes  para  debate.00.  é  preferível  a  aquisição  de  um  dos  autores  mencionados  anteriormente.  Acho  interessante  para  a  sala de aula.00.  B)  CP  comentado:  R$  240. e o do  Renato  é  a  minha  recomendação. mas não para a OAB. Nucci:  o  autor  comentou  as  principais  leis  penais  especiais  em  dois  volumes. Rogério Sanches: em minha opinião. e é publicado pela editora Jus Podivm. O  CP comentado também é voltado para quem está fazendo revisão.  embora  tenha  deixado  de  falar  de  algumas  leis  importantes. Para o estudo  mais  aprofundado. a exemplo do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.  O  livro  é  intitulado  “Legislação  Criminal  Especial Comentada”. Investimento  (valor  aproximado):  a)  manual:  R$  215.00.  B)  “CP  para  Concursos”:  R$ 90.  e  é  publicada  pela  editora  Jus  Podivm.  Não  há  como  não  aprender  o  assunto  em  suas  aulas.

  e  é  ideal  para  dúvidas  pontuais  a  respeito  de  um  dispositivo  específico. é um sucesso de vendas.  pois  esclarece  os  principais  pontos do processo penal. É uma ótima aquisição! Investimento (valor aproximado): R$ 280. Nestor  Távora:  é  um  professor  fenomenal.  de  autoria  dele.00. Investimento (valor aproximado): R$ 125. é suficiente.  ficaria  com  o  livro do Renato Brasileiro.  Para  a  OAB. é volume único. É ideal para uma  rápida  revisão.00. para  a OAB. Para a OAB.00. Embora seja bem completo.00.  é  suficiente. embora não  seja o meu preferido.  mas  não  me  identifiquei  com  o  seu  “Curso de Direito Processual Penal” (Jus Podivm). Investimento (valor aproximado): R$ 110. Gosto e já utilizei em várias oportunidades. Assim como os demais. Norberto Avena: gosto bastante do livro “Processo Penal Esquematizado” (Método). até porque a diferença de valor é pequena: uns R$ 20.Comentadas”.  Se  fosse  escolher. 12 . Investimento (valor aproximado): R$ 105. Capez: o volume 4 de sua coleção é sobre leis penais especiais.00. não  consegui absorver bem o conteúdo ao estudar por ele. Investimento (valor aproximado): R$ 105. sugiro  que o leitor procure dar uma lida na obra em alguma livraria.  mas  não  aprofunda  o  suficiente.  O  autor  conseguiu  simplificar  alguns  assuntos  bem  difíceis  do  processo penal – o capítulo sobre questões prejudiciais é muito bom! Assim como o  curso do Capez. Como é algo pessoal. é suficiente. É volume único. → Processo Penal Capez:  o  seu  “Curso  de  Processo  Penal”  (Saraiva)  é  muito  bom  para  quem  está  estudando  para  concursos.00. pois é bem provável  que venha a gostar – afinal.

  mas  bem  mais aprofundado. pois as observações são as mesmas.  ele  sempre  esclarece  qual  é  a  corrente  mais  seguida. Por isso.  É  mais  recomendado  para  quem  atua  na  área  criminal.  por  exemplo. Desta lista.  e  não  do  recebimento.00. é ideal que o examinando tenha  um CPP comentado e um manual.  mas  para  dúvidas  pontuais  –  assim  como qualquer CP ou CPP comentado.  O  seu CPP comentado também é excelente.  Quanto  ao  seu  “Manual  de  Processo  Penal  e  Execução Penal” (Método). mas igualmente prolixo. e o  seu  livro  é  praticamente  a  transcrição  do  que  é  dado  em  sala  de  aula.  nesses  momentos. Nucci: o seu CPP comentado é muito bom! Ideal para aqueles momentos em que  você faz a leitura de um dispositivo e não entende absolutamente nada.  embora. certamente  estará em minha lista de compras.  na  contramão  da  doutrina  majoritária.00. Investimento  (valor  aproximado):  a)  curso:  R$  90.  em  alguns  pontos.  Mas. Eugênio  Pacelli:  o  seu  “Curso  de  Processo  Penal”  (Atlas)  é  excelente  e  bem  completo. Não serve  para  aprender  sobre  determinado  assunto.  B)  CPP  comentado:  R$  170. Investimento (valor aproximado): R$ 155. a cada nova edição.  que  a  ação  penal  é  iniciada  do  oferecimento  da  denúncia  ou  da  queixa.00. e não apenas um ou outro.00. é o meu preferido. → Prática Penal 13 . Na época da prova  CESPE. é o melhor professor de processo penal do país.Renato Brasileiro: para mim.  B)  CPP  comentado:  R$  200. Utilizo com muita frequência e.  sustente  correntes  minoritárias  –  ele  entende.  mas  não  é  a  minha  obra  preferida  para  a  OAB  por  aprofundar  em  excesso  alguns  temas. peço para o leitor que leia o que comentei a respeito do  manual de Direito Penal.00. Investimento  (valor  aproximado):  a)  manual:  R$  180.  era  o  CPP  preferido  dos  examinandos.

 como tudo escrito por ele. Investimento (valor aproximado): R$ 80. Não é o meu preferido. é  uma  boa  aquisição.  há  anos. Ana Paula de Pétta e Edilson Freire da Silva: conheci o livro “4Ps da OAB” (Rideel)  há pouco tempo e achei bem interessante. é a melhor aquisição.  e.  Guilherme  Madeira  e  outros:  foram  os  primeiros  a  elaborar  um  manual  de  prática  penal  voltado  para  a  OAB.  No  entanto. É  bem completo. Obs.  não  recomendo  para  quem  vai  fazer  o  Exame  de  Ordem.: há uma obra parecida.  permaneça  com  ele  até  o  final. Investimento (valor aproximado): R$ 70. já mencionado. mas muito semelhante ao livro comentado acima.  e  é  publicado  pela  RT.  mas  em  parceria  com  Fernanda  Escobar.  O  quadro  de  esquema  de  teses  é  bem  legal. O da RT. Seja  qual  for  o  autor  escolhido.  com  dicas  gerais  sobre  cada  peça.  Contudo.  O  título  é  intitulado  “Prática  Penal”. Gostei também das peças  manuscritas ao final. Investimento (valor aproximado): R$ 130. prefiro o manual escrito em parceria com o Guilherme Madeira.  O  esquema  adotado  para o estudo das teses é seguido por todos os manuais de prática penal à venda  atualmente.Patrícia  Vanzolini. pois ajudam o examinando a saber como é o formato ideal a  ser adotado ao elaborar as suas. mas é uma boa aquisição.  o  livro  é  considerado  o  melhor  do  mercado. mas ainda prefiro a obra da RT.00. Ana  Flávia  Messa:  o  livro  “Prática  Penal  para  Exame  de  OAB”  (Saraiva)  é  uma  escolha interessante.00.  mas  não  tente  ler  todo  o  material  à  14 .00.  Evidentemente.00. pois a autora traz muitas dicas para a realização da prova.  escrita  também  pela  Patrícia  Vanzolini. Investimento (valor aproximado): R$ 70. Em minha opinião. Nucci: é bom! Possui uns esquemas interessantes e.  A  obra  traz  as  principais  peças  e  diversos  problemas  práticos.  quando  for  necessário. é melhor.  busque  outras  fontes. Trata­se de um resumão para a segunda  fase.

  havia  uma  exposição  prévia.  quando  isso  acontece. Há uma autoridade competente. Tenha sempre  em mente que se trata apenas de uma pessoa tentando convencer outra de algo. Como o “post” ficou muito extenso.  para  pedir  a  quantia. 15 .  a  quem  sempre  direcionava  os  meus  pedidos. a tentativa de convencer o julgador de que você está com a razão e. Em um processo.  a  minha  mãe  era  a  autoridade  competente.  “as  minhas  notas  não  estão  tão  ruins”  etc. Até lá! Como passar na 2ª fase da OAB – 4ª Parte  by Leo • 23 de julho de 2015 • 0 Comments  Sempre  que  ensino  prática  penal  em  sala  de  aula. É  claro.  Mas.  esse  valor  mal  dava  para  a  pipoca. falarei sobre as teses de defesa de cada uma  das peças na próxima publicação. Na adolescência.  reprovar  na  OAB  passa  a  ser  algo pouco provável.  onde  justificava  por  que  merecia  ver  o  meu  requerimento  deferido:  “não  matei  mais  aulas”.  naquela  época. a ideia é a mesma. pois meu pai não liberava mais  do  que  R$  5  –  e.  após  “pegar  o  jeito”. em “PDF”. adquiridos no Mercado Livre ou em algum site de  “downloads” gratuitos. a exposição  dos fatos. Por isso.  brinco  com  os  alunos  que  peticionar é algo que se aprende na infância.  peticionar  se  torna  algo  extremamente  simples  –  e.  Mas. sempre pedia dinheiro para a minha mãe. quando queria ir ao  cinema. o pedido.disposição  –  até  porque  sei  que  muitos  dos  que  estão  lendo  este  texto  possuem  todos os livros acima.  Ao  final. para que peticionar se torne algo natural. Por isso. ao  final. perca o medo de não conseguir peticionar.  Portanto.  você  deverá  conhecer  as  peças  onde  o  seu  pedido  será  “transportado”  e  o  que  é  possível  pedir. é muito importante que se pratique exaustivamente  as peças durante a preparação.  a  razão  de  todo  o  procedimento  anterior: o pedido da grana.

 para passar na segunda fase. a dificuldade na segunda fase não está em  identificar a peça correta. O oferecimento é  o  momento  em  que  o  legitimado  –  o  MP. O promotor. O  processo  penal  é  composto  por  três  fases  bem  delimitadas:  pré­processual. não havendo como confundi­las.  Esta fase é encerrada com o trânsito em julgado da sentença. dando início à ação penal e à fase processual. 16 . com base no art. ao receber  o  inquérito  policial.  ou. e encerrarei com comentários específicos  sobre  cada  peça  e  suas  teses. Veja: a) fase pré­processual: inicialmente. tente lê­lo na ordem sugerida.  o  ofendido.  O  recebimento  dá  início  à  fase  processual.Como comentei em um “post” passado.  processual e pós­processual.  Por  isso.  Já  o  recebimento ocorre quando o juiz. Por isso.  Para  esclarecer  o  assunto. pois cada fase possui um rol próprio. 1º Tópico: as fases processuais. ao analisar essa petição inicial.  O  oferecimento  não  faz  com  que  a  ação  penal  passe  a  existir. há dois conceitos que você precisa conhecer:  o do OFERECIMENTO e o do RECEBIMENTO da petição inicial. O juiz da 1ª Vara do Júri RECEBE a inicial. Exemplo: João é suspeito da prática do crime de homicídio.  Por  isso.  como  veremos  mais  adiante.  a  recebe  (por  isso  o  termo!)  ou  não. há um rol de peças e de teses  de defesa específicas.  na  ação  penal  pública.  O  texto  se  tornará  mais  difícil  a  cada  tópico.  na  fase  pré­processual.  É  a  fase  que  comporta  mais  peças  e  teses  de  defesa.  na  privada  –  ajuíza  a  petição  inicial.  395  do  CPP. de forma bem simplificada. e manda  citar o acusado. Para cada uma delas.  OFERECE  denúncia  contra  ele. b)  fase  processual:  tem  como  ato  inaugural  o  recebimento  da  petição  inicial.  é  o  último  ato  da  fase  pré­processual. mas em saber o que  pedir.  elaborei  um  estudo  escalonado:  começarei  de  uma  ideia  geral  de  fases  processuais.  com  fundamento no art. 121 do CP. é essencial que o examinando saiba  quais  teses  de  defesa  cada  peça  processual  penal  comporta.  em  regra.

  Possui poucas peças e teses de defesa. 2º Tópico: as teses de defesa de cada fase processual.  o  início  da  ação  penal;  a.  Além  disso.  assim. nulidades processuais e eventuais excessos cometidos pelo juiz (ex.3)  defendendo  os  interesses  da  vítima.  o  ajuizamento  de  ação  contra  o  ofensor  na  hipótese  de  ação penal privada.  é  possível  falar  em  absolvição  do  acusado.  há  ação  penal  em  trâmite.  Além  disso. c)  Fase  pós­processual:  estando  o  cliente  condenado. você será o advogado  de alguém). e. há  uma peça específica.  pedir  a  incidência  de  uma  atenuante).  é  possível  discutir  uma  condenação  injusta. Aqui. b)  Fase  processual:  como. Esqueça a absolvição ou teses de nulidade processual.  por  meio  de  ação própria. 17 . a discussão se resume aos pontos acima trazidos. no Exame  de Ordem ela é limitada a três pontos: a.  já  transitada  em  julgado.c)  fase  pós­processual:  engloba  tudo  o  que  ocorre  após  o  trânsito  em  julgado.:  em  recurso.  não  é  possível  pedir a absolvição do cliente (falo cliente porque. 3º Tópico: as peças de cada fase processual.  a  sua  atuação  como  advogado  está  restrita  a  pedidos  referentes  à  execução  da  pena.  nesta  fase. para um deles. Embora a fase pré­processual comporte outras discussões.1)  a  soltura  de  alguém  preso  em  flagrante;  a.  é  possível  alegar  a  extinção  da  punibilidade.  evitando.  É  a  fase  que  comporta  mais  peças e teses de defesa. a)  Fase  pré­processual:  como  ainda  não  há  ação  penal  em  curso.2)  convencimento  do  juiz  a  não  receber  a  petição  inicial. na prova. bem como eventual e futura  pena.

 há um rol de peças. * Peças cabíveis em qualquer fase: HC e MS.  recurso  especial  e  recurso  extraordinário. b)  Fase  processual:  resposta  à  acusação;  memoriais;  carta  testemunhável;  apelação. conforme exposição a seguir: a)  Fase  pré­processual:  queixa­crime;  relaxamento  da  prisão  em  flagrante;  liberdade provisória; defesa preliminar nos crimes funcionais (CPP. Por isso.  Felizmente.  recurso  em  sentido  estrito;  embargos  de  declaração;  embargos  infringentes;  recurso  ordinário  constitucional. Portanto.  se  o  enunciado afirmar que a sentença condenatória transitou em julgado. c) Fase pós­processual: agravo em execução e revisão criminal.  o  primeiro  passo  é  descobrir qual fase processual é trazida no enunciado da questão.  as  que  cairão  na  segunda  fase. Identificada  a  fase.  é  evidente  que  a  sua  missão  será  apontar a ilegalidade e pedir o que for de direito do réu. ainda  que  pareçam  absurdas.  deste  resumo.  por  exemplo. afinal. as fases pré­ processual e processual deverão ser desconsideradas. art.:  relaxamento) e as suas teses estarão automaticamente afastadas.  Explico:  se  for  pedido  algo  que  não  seja  quesito  de  18 .Embora  as  peças  processuais  penais  não  se  resumam  às  que  falarei  a  respeito  neste  tópico  –  há  outras!  ­.  Por  outro  lado. peças processuais e teses de defesa.  são  estas. a FGV costuma trazer com muita clareza a tese a ser defendida.  para  saber  a  peça  adequada  e  a  tese  a  ser  pedida. 514); defesa  prévia da Lei de Drogas (art.  ainda  não  há  ação  penal  (e  muito  menos  audiência!). as peças da fase pré­processual (ex.  você  terá  de  descobrir  o  que  pedir  em  favor  do  cliente.343/06). 4º Tópico: fases processuais. Para cada fase processual. Se o problema  falar em audiência de instrução e julgamento. na “pré”.  que  alguém  foi  obrigado  a  fazer  o  teste  do  bafômetro  –  o  que  sabemos  ser  proibido  ­. 55 da Lei 11. leia o enunciado  com muito cuidado e peça todas as teses de defesa que conseguir identificar. Se o  enunciado  disser.

  O  enunciado  descreverá  uma  situação  em  que  o  cliente  foi  preso  em  flagrante  sem  a  observância  do  que  determina  a  lei  para  a  realização  do  procedimento  (CPP.  Não  haverá  prejuízo. você deverá pedir o relaxamento da prisão  em flagrante e a soltura do preso.  é  preciso  saber  quais  teses  cada  uma  comporta. Se a fiança for vedada.avaliação. na segunda fase. 323 e 324 do CPP.  o  CPP  determina  que  a  família  do  preso  em  flagrante  seja  imediatamente comunicada da prisão.  pois  tem  como  único  objetivo  a  demonstração  da  ilegalidade da prisão e o requerimento para que o preso seja solto. Para identificar qual  delas  utilizar.  No  entanto.  Portanto. Na  prática:  no  art. é melhor errar pelo excesso.  a  respectiva  pontuação será perdida.  que é primário etc). resta saber qual peça utilizar para pedir o que  se quer. Simples. O enunciado deixará bem claro que isso não  ocorreu.  301  e  seguintes). Por isso. conhecendo a fase e a tese. devendo o preso ser solto por não estarem presentes os requisitos  da  prisão  preventiva  –  o  princípio  da  presunção  de  inocência  ou  de  não  culpabilidade  impõe  a  liberdade  enquanto  não  transitada  em  julgado  a  sentença  condenatória.2) liberdade provisória: é também usada para buscar a liberdade de alguém preso  em  flagrante. o assunto está mais claro: a) Peças e teses da fase pré­processual: a.  É  uma  peça  bastante  simples. Com base. Por fim.  deixe  de  alegar  uma  tese  presente  no  espelho. então.  Para  obter  a  resposta. a.  o  seu  único  objetivo  é  demonstrar  que  o  acusado  deve  aguardar o julgamento em liberdade (o problema dirá que ele possui residência fixa.  no  entanto. como já vimos. Para cada fase.  306.  basta  a  leitura  dos  arts.  a  prisão  em  flagrante  se  deu  dentro  da  LEGALIDADE.  No  esquema  a  seguir.  art. pois a prisão é ilegal. e nada mais. né? A única dificuldade da peça: saber se é possível  ou  não  pedir  o  arbitramento  de  fiança. pede­se a liberdade provisória sem  19 .  portanto. no art. 306.  o  examinador  não  descontará  pontos. há um rol de peças.  neste  caso.1)  relaxamento  da  prisão  em  flagrante:  é  a  peça  cabível  quando  se  busca  a  liberdade  de  alguém  preso  em  flagrante  ILEGALMENTE.  Caso.

a. Na prática:  o enunciado descreverá um crime e deixará bem claro que não há ação em trâmite. e.  caiu  uma  única  vez. que possui residência fixa. com fundamento no art. a. 514 do CPP.  você  estará  limitado  a  demonstrar  ao  juiz  que  a  denúncia  oferecida  pelo  MP  não  merece ser recebida.  312/326).  arts.3)  queixa­crime:  também  é  de  fácil  identificação.  pois  o  enunciado  descreverá  uma situação em que você é advogado de vítima de crime de ação penal privada  ou  de  privada  subsidiária  da  pública  e  ainda  não  há  processo  em  trâmite  para  a  punição  do  ofensor. pede­se a fiança. A maior dificuldade está no fato de ir contra os interesses do acusado –  após tanto treino.  A  sua  tese  estará  restrita  ao  pedido  de  condenação  do  acusado.  Exemplo:  o  MP  ofereceu  denúncia  quando  já  prescrito o crime (falta de justa causa). É a peça do art.  o  examinador  exigirá  a  perfeita  tipificação  do  delito  praticado  e  o  apontamento  de  causas  de  aumento  ou  agravantes. A denúncia ou  queixa será rejeitada quando: I – for manifestamente inepta; II – faltar pressuposto  processual  ou  condição  para  o  exercício  da  ação  penal;  ou  III  –  faltar  justa  causa  para  o  exercício  da  ação  penal.  com  calma.4)  defesa  preliminar  dos  crimes  funcionais:  desde  a  unificação. Simples assim! Na prática: o problema dirá  que  o  cliente  foi  preso  em  flagrante  e  não  descreverá  qualquer  ilegalidade  na  prisão. não  há  como  pedir  a  absolvição  do  cliente. Como ela deve ser oferecida antes do recebimento da petição inicial. nesse caso.  pois  não  há  ação  penal  em  trâmite.  Nela.  Para  testar  o  seu  conhecimento.fiança – se permitida. deixará claro que ele é primário. e que não há qualquer motivo para mantê­lo preso. o correto não seria pedir a  declaração da extinção da punibilidade? Se estivéssemos na fase processual.”. 395 do CPP: “Art.  20 .  é  possível fazer o que se pede. Mas. o examinando vira um caçador de teses de defesa.  e  pedirá  a  você  para  que. ao se ver  na  posição  de  acusador.  Mas.  pode  sentir  alguma  dificuldade.  na  condição  de  advogado. sim. a fundamentação legal é a mesma. afinal. que  trabalha etc. e só é aplicável na hipótese de crime funcional –  delito  praticado  por  funcionário  público  contra  a  administração  pública  (CP. No entanto. 395.  busque  os  interesses  da  vítima.

343/06. A defesa prévia da Lei de Drogas só é cabível  no  caso  de  acusação  por  tráfico  de  drogas. nas hipóteses do art. É o que deve ser pedido. e não CITADO.  395  do  CPP.  Como  ainda  não  há  ação  penal. 397 do CPP. b) Peças e teses da fase processual: b. Nela. Na prática: o problema descreverá  a prática de um crime funcional e dirá que o MP OFERECEU a denúncia contra o  seu  cliente.  55  da  Lei  11.”. Fique atento. São elas: “I – a  existência  manifesta  de  causa  excludente  da  ilicitude  do  fato;  II  –  a  existência  manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. ao seguinte: em qualquer  momento  da  fase  processual.  o  juiz  deve  DECLARAR  a  extinção  da  punibilidade  (ex.  Na  prática:  veja  os  comentários  à  defesa preliminar dos crimes funcionais. no entanto.  Tanto  na  defesa  preliminar  quanto  na  defesa  prévia.: prescrição). e você poderá pedir: → a absolvição sumária do réu. o problema  dirá que a denúncia foi RECEBIDA e que o réu foi CITADO. mas não deve ABSOLVER o acusado em razão disso.  Prevista  no  art. mas não o recebimento.  só  poderá  existir  uma  decisão  favorável:  o  não  recebimento da inicial.  e  o  seu  pedido será um só: o não recebimento da inicial.1) resposta à acusação: é a primeira defesa da fase processual.5) defesa prévia de Lei de Drogas: há quem sustente que esta peça foi revogada  com  a  reforma  do  CPP.  ela  é  semelhante  à  defesa  preliminar  dos  crimes  funcionais:  é  oferecida  antes  do  recebimento  da  inicial.  Perceba  que  todas  são  teses  que  sustentam  a  falta  de  justa causa para a ação penal.  o  enunciado  dirá  que  o  acusado  foi  NOTIFICADO. Ou seja: a  sentença  que  reconhece  a  extinção  da  punibilidade  é  declaratória.  o  enunciado  trará  uma  situação  em  que  houve  o  OFERECIMENTO  da  denúncia.Mas. a.  e  não  21 .  na  peça  em  estudo.  Portanto.  pois  não  há  ação  penal  em  trâmite.  as  teses  também  estão  limitadas  ao  art. Não há como falar em absolvição. salvo inimputabilidade;  III  –  que  o  fato  narrado  evidentemente  não  constitui  crime;  ou  IV  –  extinta  a  punibilidade  do  agente.

  em  seguida. deve­se pedir a anulação da decisão  que recebeu a denúncia.  e.3) apelação: é o primeiro recurso desta relação. por meio da apresentação de  memoriais – sabe quando pedimos ao professor para terminar. em casa. é possível que  essas alegações finais sejam oferecidas por escrito.  seja  em  razão da complexidade do caso ou pelo número de réus.  extinção  da  punibilidade  e  teses  subsidiárias  de  mérito  (ex. assim como em memoriais.  Nela. b.  não  é  possível  pedir  ao  juiz  que  não  a  receba. extinção da  punibilidade e teses subsidiárias de mérito. Fique atento a isso! → Nulidade no recebimento da inicial ou outra nulidade processual: como a petição  inicial  já  foi  recebida. Perceba que não é hipótese de  absolvição. pois  comporta praticamente todas as teses de defesa: nulidades processuais.  em  alguns  casos. Por isso. teses de  mérito. Para que isso não ocorra. Entenda: caso o juiz não absolva o acusado  sumariamente  em  resposta  à  acusação. mas se trata de crime de ação penal privada.  é  designada  uma  audiência.  o  magistrado  julga. Logo.  é  possível  alegar  nulidade  no  recebimento. a acusação e a  defesa  devem  oferecer. o trabalho  dado em sala? A ideia é a mesma.  alegações  finais. Na prática: o problema dirá que houve a audiência de instrução e julgamento  mas não fará nenhuma menção à sentença. Nela. ademais.  são  ouvidos todos os envolvidos no processo. Talvez seja uma das peças mais difíceis.absolutória. É preciso. teses de mérito.:  redução  de  pena).  Todavia. a extinção da punibilidade é causa de absolvição.2) memoriais: é de fácil identificação.  como  na  defesa  prévia  e  na  defesa  preliminar.  e  em  nenhuma  outra  peça  isso  ocorre.  oralmente. b.  Entretanto. → O arrolamento de testemunhas.  é  inviável  exigir  essa  sustentação  oral.  em  resposta  à  acusação.  nos  termos  do  art.  é possível pedir diversas teses: nulidades processuais.  Exemplo:  a  ação  foi  proposta  pelo  MP. sempre que o problema pedir  22 .  Contudo.  395  do  CPP. ter cuidado para não confundi­la com o  recurso em sentido estrito. mas de rejeição da inicial. Ao final dessa audiência. Pode se tornar difícil caso a FGV peça  muitas teses de defesa.

 é possível que uma  decisão  oriunda  dessas  câmaras  ou  turmas  não  seja  unânime. o seu objetivo será convencer o tribunal a não pronunciá­lo  ou  a  absolvê­lo  sumariamente  (CPP.5)  embargos  de  declaração:  sinceramente. Por isso. se o réu foi  pronunciado pelo juiz. o pedido está limitado ao esclarecimento do que foi dito  pelo  julgador. b.  omissão.  ou  a  afastar  alguma  qualificadora. e realmente  23 .  415).  Só  cairá  se  a  FGV  for  tocada  pelo  espírito  natalino.  Os  embargos infringentes e/ou de nulidade são cabíveis quando a decisão de segunda  instância  não  for  unânime. Portanto. a peça será a apelação. veja se não é hipótese de RESE (CPP.  art.  Basta  que  um  dos  julgadores discorde dos demais. Exemplo: no rito do júri. Na prática: o problema dirá que houve julgamento por acórdão e que  a decisão não foi unânime. A tese e o pedido estão restritos ao voto vencido.  Na  prática:  o  problema  dirá  que  houve uma decisão judicial exatamente nos termos do art. 382  do CPP.  Também  é  possível  alegar  eventuais  nulidades. Desde a unificação. no art. a peça está fundamentada no art. 619.  não  acredito  que  caiam. Na prática: o problema dirá que há  sentença condenatória não transitada em julgado contra o seu cliente.  O  seu  objetivo  será  o  prevalecimento  do  voto vencido.  É  a  peça  cabível  quando  houver  contradição.  favorável  ao  acusado.  581  do  CPP.a interposição de recurso contra sentença.  Entenda:  os  tribunais  são  divididos  em  câmaras  ou  turmas.  art.7)  recurso  especial  e  recurso  extraordinário:  são  recursos  para  o  STJ  e  para  o  STF. e.  Exemplo:  um  dos  desembargadores  vota  pela  absolvição.  respectivamente. b.  enquanto  os  demais  pela  condenação. b. 581). Em cada uma delas.  você  pedirá  exatamente o que ensejou a sua interposição. b.  contra  decisões  de  TJ  ou  TRF. Se não for. contra acórdãos.  Das  peças  processuais  penais. são as mais complicadas.6)  embargos  infringentes  e/ou  de  nulidade:  também  não  acredito  que  caiam.  obscuridade  ou  ambiguidade  na  decisão judicial.  Nela.4)  recurso  em  sentido  estrito:  é  a  peça  do  art. jamais caíram. 581 do CPP. há diversos julgadores.  A  única  pegadinha da peça: contra decisões de juiz.

  no  art.8)  recurso  ordinário  constitucional:  ou  “ROC”. basicamente.”.  É  uma  peça  simples  e  que  não  comporta muitas teses.  Na  prática:  o  problema  descreverá  uma  decisão  desfavorável  proferida pelo juiz da vara de execução penal. a violação de  lei  federal  ou  da  CF  na  decisão  do  tribunal. É a peça cabível contra decisões  denegatórias de MS e de HC. c) Peças e teses da fase pós­processual: c.não acredito que cairá em provas futuras. exames ou documentos comprovadamente falsos; III – quando. É cabível  nas seguintes hipóteses: “Art. A tese será. pois a fase processual  já  está  encerrada. O réu já foi condenado por  decisão transitada em julgada e pretende rediscutir o mérito da acusação.  nem  perca  tempo  analisando  as  outras  peças.  a  sua  tese  no  ROC  será  a  mesma:  a  ilegalidade  da  prisão.  a  depender  do  recurso.  Na  prática:  o  problema  dirá  que  há  uma  decisão  por  acórdão  e  deixará  bem  claro  que  houve  o  prequestionamento da matéria (explicarei em tópico próprio). é a única que acredito que possa cair. em absolvição.  há  algumas  hipóteses  de  RESE  contra  decisões  do  juiz  de  execução.1) agravo em execução: é o recurso cabível contra as decisões do juiz da vara de  execução penal.  Das  peças  para  os  tribunais  superiores.  É  importante  dizer  isso  porque. Na prática:  24 . A revisão dos processos findos será admitida: I  – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à  evidência  dos  autos;  II  –  quando  a  sentença  condenatória  se  fundar  em  depoimentos. Se o problema disser que houve uma decisão desse magistrado. após  a  sentença. por exemplo. Na prática: o problema dirá que um HC ou MS teve a ordem  denegada por algum tribunal – jamais por juiz de primeira instância. c.  Exemplo:  se  um  HC  foi  impetrado  em  razão  de  prisão  ilegal. b. A tese de defesa está restrita ao direito violado ou em  risco.2) revisão criminal: é o equivalente à ação rescisória. Não há mais como falar. Ignore­as! As teses estão restritas a algum pedido referente à execução  penal.  se  descobrirem  novas  provas  de  inocência  do  condenado  ou  de  circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.  581  do  CPP. 621.

 estas são as peças processuais penais. não é dado a  ninguém o direito de restringir a liberdade de outrem. caso.  é  possível  constatar  que. posteriormente.  a  depender  do  caso.  por  si  só.  no  entanto. a título de exemplo.  não  deixe  de  alegá­la.  individualmente.  Se  o  enunciado  trouxer  qualquer  violação  ao  procedimento  previsto  no  CPP.  Para  o  Exame  de  Ordem. 621 do CPP está presente. Espero que este “post” tenha  tranquilizado  quem  está  inseguro  em  relação  à  identificação  da  peça  adequada.  Ao  consultar  a  jurisprudência. farei uma rápida exposição para  distingui­las.  não  torna o flagrante ilegal. Como se sabe.  a família do preso não seja comunicada do acontecimento (veja o art. Em resumo. é importante que o examinando não confunda as prisões no processo  penal – prisão em flagrante.o problema dirá que o cliente foi condenado por sentença transitada em julgado e  que uma das hipóteses do art.  Nos  próximos  tópicos.  a  inobservância  do  procedimento  do  flagrante  é  mera  irregularidade.  se. No entanto.  ainda  que  exista  um  julgado  do  STJ  ou  do  STF  afirmando  que  tal  vício.  é  impossível  confundi­las. peço para que  o leitor leia uma boa doutrina sobre o assunto.  é  preciso  ter  em  mente  que  ninguém  permanece  preso  durante o processo em razão de prisão em flagrante.  Há  todo  um  procedimento  posterior.  De  antemão.  303/309  do  CPP. preventiva e temporária. pois este resumo comporta apenas  umas breves palavras a respeito – mais a frente. Sobre o tema.  Como  já  comentei  em  diversas  oportunidades.  regulado  nos  arts.  a  prisão  em  flagrante  passa  a  ser  ilegal.  com  exemplos  e  exposição das teses de defesa.  embora  inicialmente  a  voz  de  prisão  em  flagrante  tenha  ocorrido  dentro  da  legalidade  –  o  agente realmente estava em flagrante ­. Além disso. Até lá! Como passar na 2ª fase da OAB – 5ª Parte – Relaxamento da Prisão em Flagrante  by Leo • 1 de agosto de 2015 • 1 Comment  Introdução:  a  prisão  em  flagrante  não  se  resume  à  voz  de  prisão.  devendo  ser  relaxada.  Por  isso.  explicarei  cada  uma  delas. diante da prática  25 .  esses  posicionamentos  devem  ser  ignorados. 306 do CPP).

 essa voz de prisão deve ser documentada. e o procedimento adotado  pelo CPP é a lavratura de “auto de prisão em flagrante” (arts.de um crime.  a  prisão  em  flagrante  não  mantém  ninguém  preso  por  mais  de  24  horas  –  prazo  máximo  estipulado  pelo  legislador  para  que  se  documente. Como em qualquer procedimento legal. e isso se dá por meio da lavratura do “auto de prisão em  flagrante”.  Trata­se  da  prisão  em  flagrante.  alguém  do  povo  desarma  o  criminoso e o amarra. o Estado excepciona e permite que qualquer pessoa. o juiz deve decidir  se  a  prisão  foi  legal  ou  não  (se  ilegal. § 1º). 306.  que  decidirá  se  o  suspeito  deve  ou  não  permanecer  preso  (CPP. Feito o registro dessa prisão pela autoridade policial. Se a prisão preventiva ou a  temporária não for decretada pela autoridade judiciária.  e  se  o  preso  em  flagrante  deve continuar preso ou não – pode decretar a prisão preventiva ou temporária. art.  Para  esclarecer  ainda  mais  o  assunto. a prisão em flagrante. ou conceder liberdade provisória e determinar a soltura. 26 . 302). e não somente  a  polícia.  301  do  CPP). para que se alcance  os objetivos mencionados no parágrafo anterior (evitar a fuga etc). essa prisão deve ser  registrada e documentada.  deve  relaxá­la). é possível que  qualquer  pessoa  prenda  um  suspeito  em  flagrante. art.  Portanto. Dessa forma.  um  rápido  resumo  sobre  as  prisões no processo penal: a) prisão em flagrante: alguém está praticando um crime ou acaba de cometê­lo e é  preso (CPP. será colocado em liberdade. dentre outros: a) evitar a consumação do crime  ou o seu exaurimento; b) evitar a fuga do suspeito. o preso em flagrante. por meio de “APF”.  possa  prender  alguém  (veja  o  art.  mas  só  será  possível  que  ele  permaneça  preso  por  decisão  judicial  que  decrete  a  prisão  preventiva  ou  temporária. Em seguida.  Ex. o “APF” lavrado pela autoridade policial deve ser  encaminhado  ao  juiz. após  a lavratura do auto.  art. e  mantê­lo preso. 304/309 do CPP).  310). Em  até 24 horas (CPP. que tem como objetivos. evitando a consumação do crime e a sua fuga até a chegada  da polícia.:  durante  uma  tentativa  de  homicídio. pois é de interesse de todos a  elucidação  do  delito;  c)  assegurar  a  integridade  física  do  suspeito  e  das  demais  pessoas.

 art.  312).  Somente  a  autoridade  judiciária  pode decretá­la.072/90.  quando  houver  prova  da  existência  do  crime  e  indício  suficiente  de  autoria”  (CPP.  A  prisão  preventiva  será  decretada  “como  garantia  da  ordem  pública.  art.  em  situações  excepcionais. 27 .  É  possível  a  sua  decretação  nas  fases pré­processual e processual.  ameaçava  as  testemunhas  do  processo. se comum o crime.960/89.  da ordem econômica. 2º.  Ex.  enquanto  solto. Só é possível a sua decretação na fase  pré­processual. Prazo: enquanto perdurar a prisão ilegal.  portanto. Cabimento: contra a prisão em flagrante ilegal. LXV. seja qual  for  a  acusação  contra  ele. Somente a autoridade judiciária pode decretá­la.  esse  prazo  seja  razoável. por essa razão.  é  claro.  tem  prazo  máximo  de  duração:  5  dias.  visto  que.  e  pode  perdurar  durante  toda  a  ação  penal. ou para assegurar a  aplicação  da  lei  penal. deve permanecer em liberdade. da CF. Previsão legal: art.:  juiz  decreta  a  prisão  preventiva  de  réu  que.b)  prisão  preventiva:  até  o  trânsito  em  julgado  da  sentença  penal  condenatória.  o  acusado é inocente – e. Como identificar: o enunciado descreverá a prisão em flagrante e a ofensa a algum  dos dispositivos que regulam o assunto (301 a 310 do CPP). a lei permite a  restrição  da  liberdade  do  acusado  por  meio  de  prisão  preventiva  ou  de  prisão  temporária. Tese de defesa: a ilegalidade da prisão em flagrante.  em  regra. 5º.  tem  como  objetivo  assegurar  a  investigação  policial  –  não  há.  No  entanto.  A  prisão  preventiva  não  tem  prazo  mínimo  ou  máximo. se hediondo (Lei 8.  desde  que. por conveniência da instrução criminal. c)  prisão  temporária:  prevista  na  Lei  7. prorrogável por mais 5. § 4º).  ação  penal  em  curso. Para esses casos.  a  liberdade  dessa pessoa põe em risco interesses maiores. ou 30 dias prorrogáveis por mais  30. Endereçamento: ao juízo de primeira instância.

 deve ser lavrado um Termo  Circunstanciado  (“TC”). pois é de  interesse  de  todos  a  elucidação  do  delito;  c)  assegurar  a  integridade  física  do  suspeito e das demais pessoas. e  50.  pois  não  é  possível  que  a  polícia  o  prenda  em  flagrante. na hipótese de tráfico. Em seu lugar. 28.  Isso  não  impede. Explico: no crime do art. § 2º.  peça o relaxamento; c)  termo  circunstanciado:  nos  crimes  de  menor  potencial  ofensivo  –  pena  não  superior  a  dois  anos  e  contravenções  penais  ­.343/06: marque em seu “vade mecum” os artigos 48. a lei exige o laudo de constatação de  natureza e de quantidade de droga para a lavratura do auto.Pontos importantes: a) flagrante na Lei 11.  Entenda:  na  hipótese  de  apresentação  espontânea.  tem  alguns  objetivos:  a)  evitar  a  consumação do crime ou o seu exaurimento; b) evitar a fuga do suspeito.  não.  Se  o  meu  argumento não foi suficiente.  em  que  o  suspeito  procura  voluntariamente  a  autoridade  policial.  mas  pode  cair  novamente.099/95.  não  é  possível  a  prisão  em  flagrante.  Por  isso.  se  o  enunciado  trouxer  hipótese  de  lavratura  de  “APF” em crime de menor potencial ofensivo. tenho outro: a apresentação espontânea não encontra  amparo  no  art. Por isso.  entenda:  a  prisão  em  flagrante. e. surge na televisão uma matéria jornalística em que um  suspeito  se  dirige  à  delegacia.  Antes  de  xingar  a  legislação. de tempos em tempos.  que  o  juiz  decrete  a  prisão preventiva ou temporária.  302  do  CPP.  Portanto.  confessa  um  crime  e  sai  pela  porta  da  frente.  no  entanto.  determina que o APF não seja lavrado. da Lei de Drogas.  em  seu  art. “caput” e § 2º. Se lavrado o auto sem  o laudo. Questiono: quem se apresenta espontaneamente à  polícia  oferece  algum  risco  a  esses  objetivos?  Em  minha  opinião.  a  Lei  9. não é possível a  lavratura de “APF”. se o enunciado descrever  hipótese  de  prisão  em  flagrante  imposta  a  quem  se  apresenta  espontaneamente. se necessário. peça o relaxamento; 28 .  69.  como  já  dito. é possível pedir o relaxamento; b)  apresentação  espontânea:  é  tema  batido  em  prova.

  o  que  impede. e a  situação  de  flagrância  foi  criada  por  alguém. sem  que o criminoso seja induzido a isso.  quando  a  preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.:  durante  investigação.d) crime impossível: como sabemos. equipado com sistema de desligamento remoto. em seguida. por outro lado.  Ao  redor.  Trata­se  de  hipótese  de  atipicidade. em hipótese alguma.  é  impossível  consumar­se  o  crime”.  No  flagrante preparado. crime impossível ou tentativa inidônea é tema  tratado no art.  em  seguida.  Ex. para.  no  flagrante  esperado.  Por  fim. Em sua  peça.  Perceba que.  e.  No  prorrogado.  é  ilegal  e  deve  ser  relaxada.  8º)  e  na  Lei  11. Por isso.:  um automóvel. é legal.  53.:  durante  uma  “blitz”. O tema provavelmente será exigido em hipótese de flagrante preparado; e)  flagrante  prorrogado:  é  importante  não  confundir  o  flagrante  prorrogado  com  o  preparado.  Ex.  também  é  chamado  de  retardado)  a  prisão  em  flagrante  para  momento  oportuno.  o  forjado  e  o  esperado. a pessoa presa não praticou qualquer conduta delituosa. Trata­se de procedimento legal.  devendo  ser  relaxado.  é  claro.  marque  a  súmula  145  do  STF  em  seu  “vade  mecum”:  “Não  há  crime.  No  flagrante  forjado. Ex.  a  lavratura  de  “APF”.  o  agente  de  trânsito  tira  um  invólucro  com  cocaína  do  seu  bolso  e  afirma  tê­lo  encontrado  no  interior  do  automóvel. é criada uma situação para que alguém pratique um delito. o ladrão teria sucesso em seu crime. é deixado em uma  rua  de  um  bairro  perigoso. o  flagrante  preparado  é  considerado  ilegal. Por isso.  II). por ineficácia absoluta  do  meio  ou  por  absoluta  impropriedade  do  objeto.  a  autoridade policial apenas se limita a aguardar o momento da prática do delito.  o  agente  policial  retarda  (por  isso. previsto na Lei 12. 17 do CP: “Não se pune a tentativa quando.  prende  o  motorista  por  tráfico  de  drogas.343/06  (art.  e  só  é  possível  o  relaxamento  quando  não  observado  o  que  a  lei  determina  (as  leis  citadas  regulam  o  procedimento). 29 .  Sobre  o  tema.  o  policial  deixa  de  prender  em  flagrante  para  conseguir obter mais provas da prática de determinado crime ou para alcançar mais  envolvidos no delito.  alegue  a  ilegalidade  da  prisão  por  configurar  crime  impossível.  Evidentemente.  diversas  viaturas  policiais  descaracterizadas  aguardam que alguém furte o automóvel.”. prender em flagrante.850/13 (art.

  ao  receber  um  HC. até mesmo.  cadarço  ou  outro  meio para imobilizar alguém preso quando não houver algema ao alcance.  aplicável  a  qualquer  prisão ilegal.  relaxa  a  prisão  preventiva  imposta  contra  um  acusado  em  virtude  do  excesso  de  prazo;  g.  por  condenação transitada em julgado. por outro lado.  algo que pode se dar. Relaxar a prisão.  a  expressão  “relaxar”. é o ato em  que  o  magistrado  de  qualquer  instância  reconhece  a  ilegalidade  de  uma  prisão. de ofício. peça o relaxamento com base na  súmula vinculante; g)  terminologia:  toda  prisão  ilegal  deve  ser  relaxada.  Ela  não  serve  para  humilhar  ou  para  punir  sumariamente.  caso  o  assunto  caia  em  prova.  pede­se  ao  juiz  de  primeira  instância  (e  sempre  ele!)  para que relaxe a prisão em flagrante.  mas  somente  para  imobilizar.  o  seu  advogado  ajuizou  pedido de relaxamento da prisão em flagrante.  Para  evitar  discussão.  é  possível  imobilizar  o  preso  “em  casos  de  resistência  e  de  fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia.f) o uso de algemas: se o enunciado trouxer uma hipótese de uso desarrazoado de  algemas. por parte  do  preso  ou  de  terceiros”. dois exemplos:  g.:  algemas  em  alguém  incapacitado  ou  gravemente  enfermo).  Por  isso. Se for hipótese de prisão em flagrante.  ou. pode ter certeza de que a FGV fará do assunto um quesito de pontuação.  a  algema  serve  para  prender.2)  João  foi  preso  em  flagrante.  como  o  próprio  nome  já  diz. Para o  STF  (SV  nº  11). para que o juiz de primeira instância  relaxe a prisão; 30 .  Se  alguém  está  preso  preventivamente  ou  temporariamente  por  tempo  em  excesso. essa prisão deve ser relaxada.  será  de  forma  indiscutível  (ex.  basta  ter  em  mente  o  seguinte:  algema  é  um  instrumento  inventado  para  imobilizar  partes  do  corpo  humano  quando  necessário.  mas  é  inegável  a  ilegalidade  do  ato.  não  há  ilegalidade  em  usar  barbante.  se  a  prisão  em  flagrante  se  deu  ilegalmente. com a peça intitulada “relaxamento da prisão em flagrante”.  até  mesmo. Da  mesma  forma.  Não  confunda.  no  entanto. pois é ilegal.  Para  não  errar  a  questão  do  uso  ou  não  de  algemas.1)  o  ministro  do  STF. Para ficar mais claro. Na peça.  Se  a  panela  serve  para  cozer.  Por  isso.  também  deve  ser  relaxada.

 elabore a medida cabível.  Romualdo  constatou  que  havia  matado  um  adolescente  que  lá  havia  entrado  por  motivos  que  fogem  ao  seu  conhecimento. não se imporá  a  prisão  em  flagrante.”; Problema: Na data de ontem.  após  ouvir  os  fatos.  Munido  de  um  revólver.  Romualdo  dirigiu­se  à  Delegacia  de  Polícia  mais  próxima.  que  não  pôde  identificar  devido  à  escuridão. nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima.  nem  se  exigirá  fiança.  Ao  sair  do  interior  de  sua  residência. Outros endereçamentos possíveis: Crimes comuns de competência da Justiça Estadual:Excelentíssimo Senhor Juiz de  Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___. visando a libertação de Romualdo. Ao condutor  de veículo. se lavrado “APF” por injúria contra a vontade da vítima.  caminhava  dentro  dos  limites  de  sua  propriedade.  o  “APF”  só  pode  ser  lavrado  se  houver  manifestação  do  ofendido  ou  de  seu  representante  legal  de  forma  favorável  à  lavratura. Crimes de competência da Justiça Federal:Excelentíssimo Senhor Juiz Federal da  ___ Vara Criminal da Justiça Federal da Seção Judiciária de ___.  abriu  a  janela  de  sua  casa  e  percebeu  que  uma  pessoa. por volta das 22 horas.  quando  ouviu  um  barulho  no  quintal.  Considerando tratar­se de um ladrão. Peça prática: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da ___ Vara do Júri da Comarca ___.  Como advogado. 31 . desferiu três tiros que acabaram atingindo a  vítima  em  região  letal.  se  prestar  pronto  e  integral  socorro  àquela.  onde  comunicou  o  ocorrido.h) crimes de ação penal privada: nos crimes de ação penal privada e de ação penal  pública  condicionada  à  representação. 301. Romualdo encontrava­se no  interior  de  sua  residência.  Imediatamente.  prendeu­o  em  flagrante  pelo  crime  de  homicídio.  causando  sua  morte. a prisão  em flagrante deverá ser relaxada; i) atenção ao que dispõe o CTB sobre a prisão em flagrante: “Art.  O  Delegado  plantonista. Por isso.

 estado civil.  por seu advogado (procuração anexada). A FGV poderá considerar identificação da prova e  anulará  a  sua  peça.  para  “sentir”  a  prova  da  FGV  ­.  não  é  uma  peça  de  verdade.Observações: a)  o  uso  do  “doutor”:  não  faz  a  menor  diferença.  se  você  gosta.  109  da  CF. Por ora.  que  regula o tema; d)  o  espaço  entre  o  endereçamento  e  a  qualificação:  antigamente. como já comentei.  Sinceramente.  Caso  você  decida  pelo  espaço. vem.  não  enderece ao juiz de sua cidade. residente no endereço ___.  como  no  exemplo  acima. não influencia em nada em  na  nota. não há mais lógica em pular linhas. Com a virtualização.  não  gosto  da  expressão  “senhor  doutor”. requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO  32 . não haverá  prejuízo  em  sua  nota  se  não  o  fizer  –  e  nem  poderia.  que  trata  sobre  a  competência  da  Justiça  Federal. marque em seu “vade mecum” os arts. pois não pesam em nada na nota. profissão.  afinal. é inegável que a estética da  peça fica melhor ao se deixar o espaço.  deixava­se  esse  espaço  para  que  o  juiz  pudesse  decidir  nele. não é preciso grafar em letra  maiúscula; b)  não  invente  informações!  Se  o  problema  não  fizer  menção  à  comarca.  use!  Não  perca  tempo memorizando essas regrinhas. Romualdo.  ou  use  reticências  (o  edital  pede  que  use  reticências. c) o endereçamento à autoridade competente é pontuado. No entanto.  pode  ser  a  melhor escolha.  e  69  do  CPP.  pois  poderá faltar espaço para a elaboração do restante da peça.  não  salte  mais  do  que  cinco  linhas. É questão  de estilo de redação. nacionalidade. Na segunda vez em que passei na OAB –  refiz  a  prova  há  algum  tempo. e cada um tem o seu.  Acho  esquisita!  Mas. e nenhum juiz “despachará” nela.  Quando  não  souber  algo.  Por  isso. embora acredite que não influenciará na nota o uso de traço).  quando  o  processo  não  era  digital. Por isso.  faça  um  traço. Mas.  pulei  cinco  linhas  porque gosto do efeito visual. estude  competência em uma boa doutrina. Sobre o assunto. Ademais.

  com  um  revólver. Na prática. onde comunicou o  ocorrido. abriu a  janela  de  sua  casa  e.  Ademais. com fundamento no art.  muito  respeitosamente”  ou  adicionar  outras  informações.  quando ouviu um barulho em seu quintal.EM FLAGRANTE.  Diga  apenas  “profissão”  ou  “profissão  ___”. que será  anulada integralmente.  não  há  problema.  matando­o. I. DOS FATOS No  dia  ___. Só não esqueça de dizer expressamente o nome  da peça e a fundamentação legal – o esquecimento custará a sua peça.  no  endereço  ___.  Em  verdade.  ___”  ou  “portador  da  cédula  de  identidade  ___”. 5º.  às  22h. Se o problema não traz informações sobre o  requerente.  fique à vontade. oportunidade em que foi preso em flagrante.  soube  de  um  examinando  que  inventou  o  CPF  “123.  o  requerente  estava  em  sua  residência. mas fica a seu critério.  não  as  invente!  Há  algumas  provas. Imediatamente após o ocorrido.  disparou  três  tiros  contra  o  invasor. pelas  razões a seguir expostas: Observações: a) friso novamente: não invente dados.  não  se  preocupe  em  relação  a  quais  informações  trazer  –  se  quiser  falar  “registrado  sob  o  CPF/MF  n.456. da Constituição Federal. Pensando se tratar de um ladrão. LXV. não influenciará em nada em sua nota; c) o uso de letra maiúscula: grafei o nome da peça em letra maiúscula por questão  de estilo. Observações: 33 .  isso  não  fará a menor diferença em sua nota; b)  se  quiser  dizer  “vem.789­10”  e  teve  a  prova  anulada  por  identificação. dirigiu­se à delegacia de polícia.

  não  perca  muito  tempo  ao  elaborá­lo.  em  sua  prova. sem exceção. tudo o que estiver escrito e  não  for  quesito  será  mera  moldura  para  o  que  realmente  importa. II.  Considera­se  em  flagrante  delito  quem:I  –  está  cometendo  a  infração  penal;II  –  acaba  de  cometê­la;III  –  é  perseguido.  Por  isso. DO DIREITO Portanto. com o cansaço.  o  examinador  só  pontuará  se. houver o quesito “erro de  tipo  –  art.  imagine  que  a  pessoa  que  corrigiu  a  sua  prova  leu  uma  dezena  de  outras  antes  da  sua. 34 . torne fácil  o trabalho do examinador.  pelo  ofendido  ou  por  qualquer  pessoa.  pela  autoridade.  em  situação  que  faça  presumir  ser  autor  da  infração;IV  –  é  encontrado.”. Tente evitá­los! b) no tópico “dos fatos”.  20  do  CP”. faça um breve resumo do enunciado da prova. Por isso. no espelho. No  espelho  de  correção.  acho  interessante  dividi­la e explico o porquê: a correção da prova é feita de forma bem objetiva.  Isso  porque  a  apresentação  espontânea  não  encontra  correspondência  com  nenhuma  das hipóteses do art.  armas. Portanto.  trata­se  de  prisão  em  flagrante  inegavelmente  ilegal.  e  o  examinador  só  dará  o  ponto  se  encontrá­los de forma expressa. deixando bem claro que  foi pedido o que está no espelho. 20 do CP”.  Agora.  com  instrumentos.  Excelência. se.a)  a  lei  não  exige  a  divisão  da  peça  em  tópicos. há relatos de  erros de correção.  objetos  ou  papéis que façam presumir ser ele autor da infração. Em todas as provas.  por  mais  que  você  escreva  uma  página  inteira  sobre  o  assunto. 302 do Código de Processo Penal: “Art.  302. e divida a sua peça em tópicos.  estiver  escrito  expressamente “erro de tipo – art.  há  diversos  quesitos.  No  entanto.  pois  não  influenciará  em  sua  nota.  logo  depois. a atenção diminui.  Como qualquer ser humano. Por isso. Como não é  o  local  apropriado  para  a  alegação  de  teses.  logo  após.  não  há  quesitos  de  pontuação  para  ele.

  o  examinador  simplesmente  ignorará  e  não  haverá  prejuízo.  o  que  ocorre:  se  algo  pedido  não  for  objeto  de  quesito.  para  não  perder  tempo  demais  “enchendo linguiça”. pois é o que ele encontrará no  espelho de correção; b) procure imaginar o que estará no espelho de correção.  302  do  CPP.  Contudo.  Na  dúvida  se  algo  será  ou  não  objeto  de  quesito. Peça tudo o que vier em sua cabeça.  como  fiz  no  exemplo.  no  momento  em  que  o  requerente  apresentou­se  na  delegacia  de  polícia  para  confessar  a  prática  do  possível delito.  O  restante  falado  não  tem  qualquer  valor. Se o enunciado fala em  apresentação espontânea. por insegurança.  não  poderia  a  autoridade  policial  efetuar.  entretanto. 35 .  contudo. em verdade. é melhor o excesso.  No  entanto. é claro que o art. por exemplo. e que não há um juiz de verdade a convencer. no Exame de  Ordem.  isso  não  significa  que  basta  dizer  “art. Enfim. antecipe o que a FGV pedirá  na  correção. Mas. e não é possível perder tempo com  o que não valerá nada. Seja objetivo em sua explicação! Lembre­se que não é um  caso real. o examinador só  está preocupado com a menção do art. 302 do CPP. o que importa.  É  preciso  que  o  examinando  insira  a  informação  em  um  contexto. perderá a pontuação respectiva. sendo imperioso o seu relaxamento.  o  examinador  só  quer  saber  do  art.  Se. Caso  mencione. O tempo de prova é curto. deixar de pedir uma tese por medo de falar  bobagem. a prisão em flagrante.  302  do  CPP”. Por isso.  só  o  fiz  porque  achei interessante para sustentar a minha tese. hipótese de crime impossível. e por aí vai.Dessa  forma. 302 do CPP estará no espelho.  Em  nosso  exemplo. Caso não saiba  fundamentar. é a menção expressa ao que consta no  espelho.  Cuidado. 17  do CP será quesito de pontuação.  Explico:  é  comum o examinando. para.  for  quesito e você não pedir.  peça. ganhar metade da pontuação  do quesito; c) já deixei bem claro que. peça assim mesmo. pelo menos. Observações: a)  transcrição  do  dispositivo:  não  é  necessário  fazer!  No  exemplo. sem dúvida alguma o art.

 1234); B) algumas peças têm prazo para o oferecimento.  exceto  se  o  problema  trouxer  essa  informação. Só não faça loucura!  Em sala de aula. nesses  casos. será objeto de quesito; b) se quiser falar “ex positis” em vez de “diante do exposto”. Termos em que. mas. coloque em sua peça.  Não  vale  nada.  costuma  pedir  para  que  a  peça  seja  oferecida  no  último  dia  de  prazo  –  e  sempre há um quesito de pontuação para isso.  a  escolha  é  sua. Pede. Observações: a)  cuidado  com  a  identificação  da  peça!  Não  diga  a  sua  cidade. pois a FGV.  hipótese  em  que  você  pode  usá­la.  Também  não  invente  nome  de  advogado  (ex. ou se quiser escrever  “JUSTIÇA”. se é algo que você gosta. Não faça isso! A FGV entenderá como identificação da peça. ademais.:  advogado  Fulano)  ou  número de OAB (OAB/___ n.  mas  somente  “Comarca”. Fique atento.  após  ouvido  o  Ministério  Público. DO PEDIDO Diante  do  exposto. pede deferimento. 36 .  requer  seja  reconhecida  a  ilegalidade  da  prisão  em  flagrante  imposta  ao  requerente  e  determinado  o  seu  relaxamento. ___.  “J­U­S­T­I­Ç­A”  ou  algo  do  tipo  ao  final.III. Advogado ___. Comarca. OAB/___ n. data. um aluno perguntou se poderia colocar uma passagem bíblica na  peça. sempre peça a expedição de alvará de  soltura. Sem dúvida alguma. a expedição de alvará de soltura. Observações: a) em relaxamento da prisão em flagrante.

  para  que  sejamos  justos. da CF.  301 do CPP.  com  o  intuito  de  punir.  de  cuidado.  em  liberdade  provisória.  Ao  andar  pela  rua.  por  mais  grave  que  seja  o  crime  imputado  ao  réu  (tráfico  de  drogas.  é  claro.  Para  tais  casos.  quando  houver  a  certeza  de  que  a  pessoa  apontada  como  criminosa  praticou. decide imobilizar o agressor e levá­lo à delegacia mais  próxima. Com base neste princípio constitucional.  coloca  em  risco  interesses  maiores. não havia como  37 .  Cautela  é  sinônimo  de  precaução.  do  princípio  da  presunção  de  não  culpabilidade  ou  de  inocência.  enquanto  não  houver  sentença  transitada  em  julgado.  Estamos  falando.  Questiono:  a  sua  decisão  de  prendê­lo  tem  amparo  legal?  A  resposta  é  sim.  estupro  etc.  a  liberdade  de  uma  pessoa.  Mas.Prática Penal Como passar na 2ª fase da OAB – 6ª Parte – Liberdade Provisória  by Leo • 2 de agosto de 2015 • 0 Comments  Introdução:  apesar  da  evolução  da  humanidade.  há  três  prisões  de  natureza cautelar: a prisão em flagrante.  enquanto  não  houver  um  pronunciamento  judicial  definitivo.  e  é  exatamente  a  isso  que  se  destinam essas três prisões. que trata da prisão em flagrante. 5º.  só  devemos  submeter  alguém  à  prisão.  pois  é  inocente  até  que  se  prove  o  contrário.  você  presencia  um  homem  tentando  atingir  outro  com  uma  barra  de  ferro. No  entanto. a prisão preventiva e a prisão temporária. Naquele momento. e não à punição.  em  situações  excepcionais.  o  réu  deve  aguardar  o  seu  julgamento  solto.  e. previsto no art.  com  base  no  art.  o  delito – e essa certeza se dá somente com o trânsito em julgado da sentença penal  condenatória.  de  fato. LVII.  Por  esse  motivo.  o  encarceramento  ainda  é  o  principal  meio  adotado  para  a  punição  de  criminosos. Vejamos os seguintes exemplos: I.  a  sua  inocência  é  certa.  O  seu  ato  se  dá  por  dois  motivos:  evitar  a  morte  da  vítima  (inegável  hipótese  de  legítima  defesa)  e  a  impunidade  do  possível  criminoso.).  partindo  do  preceito  de  que  a  ninguém  é  dado  o  direito  de  sacrificar a vida de outrem.  assim  como  o  seu  direito  à  liberdade.  embora  inocente.

  ela  tem  ameaçado  as  testemunhas  do  processo  que  tramita  em  seu  desfavor. A decretação pode ocorrer desde o recebimento do auto de prisão em  flagrante pelo juiz (CP.  o  CPP  é  expresso  em  dizer  que  a  prisão  em  flagrante  pode  ser  realizada  por  qualquer  do  povo. não há prazo máximo para a sua fixação.  por  mais  que  não  exista  condenação  contra  a  ré.  Basta  que  exista  um  objetivo para a sua decretação. II.  art. 310. aplicação da lei  penal).  e  não  de  punição  da  preventiva.  tampouco  aguardar  um  pronunciamento  judicial  autorizando a prisão.  eventuais  abusos  por  excesso  de  prazo.  aproveitando­se  de  sua  liberdade. é possível a prisão em flagrante sem que exista  sentença condenatória transitada em julgado. e.  e  não  somente  por  policiais. em prisão preventiva.  quando  houver  prova  da  38 .  para  a  cautela  de  bens  jurídicos e para que se faça justiça.  A  ideia  é  assegurar  que.  Por  isso. Por  isso. a vítima  morreria  e  o  criminoso  fugiria  da  futura  punição.  A  liberdade  dos  inocentes  é  imperiosa.  na  ausência  do  Estado. art.  por  conveniência  da  instrução  criminal.  é  claro. inalcançável caso o acusado permaneça solto.  da  ordem  econômica. É a primeira hipótese em que alguém  inocente pode ser aprisionado.  312)“como  garantia  da  ordem  pública.  Uma  mulher  está  sendo  acusada  de  homicídio. por isso.  quando  a  liberdade  dessa  pessoa  põe  em  risco  interesses  sociais  relevantes  –  perceba  o  objetivo  de  cautela.  A  prisão  preventiva  pode  ser  decretada  (CPP.  bem  como  impedir  a  impunidade  pela  fuga  daquele  que  praticou  um  delito.  o  juiz  descobre  que.  Embora  tenha  emprego  fixo  e  nenhum  antecedente  criminal.  a  sua  liberdade provisória põe em risco interesses maiores (no exemplo. a prisão preventiva nada mais é do  manter  alguém  ainda  não  condenado  preso. podendo perdurar enquanto houver  interesse  na  manutenção  da  prisão  –  vedados.  enquanto  não  houver  condenação  definitiva.  mas. o magistrado pode determinar que a acusada aguarde presa o  seu julgamento.  Portanto. Se não houvesse a iniciativa de imobilizar o agressor. Portanto.  ou  para  assegurar  a  aplicação  da  lei  penal.esperar  a  polícia  chegar. II) ou durante a investigação policial até o dia em  que  houver  o  trânsito  em  julgado  da  sentença  condenatória.  de  proteção.  qualquer  cidadão  possa  evitar  a  consumação  de  um  delito  ou  minorar  as  suas  consequências.

III.  Dentre  elas.  nos  termos  do  art. da Lei 7.existência  do  crime  e  indício  suficiente  de  autoria”.960/89  permite  que  o  juiz  decrete  a  prisão  temporária  dos  suspeitos.072/90).  Imagine  o  funcionário  público  que.  voltará  indubitavelmente  a  delinquir.  embora. se  posto  em  liberdade  provisória.  o  legislador  introduziu  no  CPP  um  rol  de  medidas  cautelares  alternativas  à  prisão.  Diferentemente  do  que  ocorre  com  a  prisão  preventiva. em que o prazo máximo  é de 30 dias.960/89.  há  a  suspensão  do  exercício  de  função  pública. afinal.  Um  casal  mata  a  própria  filha. § 4º. 1º.  a  Lei  7. o juiz deve analisar se o que se busca não pode ser conseguido com  medida menos gravosa. em  2011. devendo a prisão preventiva ser a última opção.  1º. inviabilizando­a (ex.  prorrogáveis  por  mais 5 (Lei 7.960/89.  Portanto.  Embora  ambos  sejam  primários  e  tenham  residência  fixa  e  trabalho.  como  garantia  da  ordem  pública  (a).  1º).  Estes  são  os  “interesses  maiores”  que  comentei  anteriormente:  a)  ordem  pública;  b)  ordem  econômica;  c)  conveniência da instrução criminal; d) aplicação da lei penal. 2º.: os suspeitos tentaram destruir provas). 39 . Ademais.  I).  No  entanto.  em  seu  artigo  319.  a  prisão  temporária  tem  prazo  certo:  5  dias. continuará a delinquir.  uma  outra  distinção  importante:  a  prisão  temporária  só  pode  ser  decretada  se  o  crime investigado for um daqueles do art. da Lei 8. a sua  liberdade provisória tem impedido que a polícia consiga investigar o delito. prorrogável por igual período (art.  se  continuar no cargo. 2º). atenção: como se trata da prisão de alguém inocente. Para tais  hipóteses. III.  Desde  então.  o  acusado  seja  inocente  da  acusação  que  lhe  é  imputada.  a  prisão  temporária  tem  como  objetivo  assegurar  a  investigação  policial  (veja  também  o  inciso  II  do  art.  Neste  caso. Imagine o réu que.  deve  o  juiz  decretar  a  prisão  preventiva. art. não há sentença condenatória transitada em julgado.  diante  de  um  interesse  a  ser  defendido.  312 do CPP.  os  seus  atos  tem  causado  embaraço  à  investigação  policial. Por mais que  sejam inocentes. cada vez mais tem  se  buscado  medidas  alternativas  à  prisão.  “quando  imprescindível  para  as  investigações  do  inquérito  policial”  (art. Por que prendê­lo se afastá­lo do cargo  já seria suficiente para evitar a prática de novos crimes? Tendo isso em mente.  por  ora. exceto em crimes hediondos.

  cabível  somente  na  hipótese  em  que  alguém  é  preso  em  flagrante  e  estão  ausentes  os  requisitos  da  prisão  temporária  e  preventiva. Se ilegal. Como identificar: o enunciado descreverá uma prisão em flagrante ocorrida dentro  da  legalidade.  Antes  que um nó seja dado em sua cabeça com o que acabei de dizer. Pontos importantes: 40 .Portanto. em regra.  intitulada  “revogação  de  prisão  preventiva”. É a peça que estamos estudando neste texto. mas ausentes os requisitos da prisão  preventiva.  No  entanto.:  o  juiz  decreta  a  prisão preventiva por determinado motivo que. Cabimento: contra a prisão em flagrante legal.  mas  deixará  claro  que  os  requisitos  da  prisão  preventiva  ou  temporária estão ausentes. posteriormente.  ela  só  é  cabível  na  hipótese  de  prisão em flagrante.  Ex.  321  do  CPP. deixa de existir. Endereçamento: ao juízo de primeira instância. Tese de defesa: a ausência de motivos para a decretação de prisão cautelar.  No  Exame  de  Ordem.  5º.  pede­se  a  revogação  da prisão e a concessão de liberdade provisória. Prazo: não há prazo. a peça é o relaxamento da prisão em flagrante. ­> Há uma petição intitulada liberdade provisória.  é  possível  que  a  peça  exigida  seja  a  intitulada  “liberdade  provisória”. é claro.  da  CF  e  art. do CPP.  LXVI. Em  petição  simples.  Atenção  à  hipótese  de  liberdade provisória do art. entenda: ­>  A  liberdade  provisória  corresponde  ao  direito  de  permanecer  solto  durante  a  persecução  penal. parágrafo único. e nela.  quando  possível  a  decretação  de  prisão  de  natureza  cautelar. só é possível pedir  a  concessão  de  liberdade  provisória. 310.  e  pode  ser  pedida  a  qualquer  momento. Previsão  legal:  art. a liberdade provisória deve ser assegurada a todos. exceto em  situações  excepcionais.

  com  ou  sem  fiança. quando o caso não se  encaixar em nenhuma delas. deixe claro  que  os  requisitos  da  prisão  preventiva  não  estão  presentes. Explico: a FGV.  Sempre  encontro  examinandos  nervosos  com  a  seguinte  dúvida:  quando  devo  pedir  com  fiança?  Não  tem  segredo!  Veja  se  o  caso  descrito  no  enunciado  se  encaixa  nas  hipóteses  dos  arts.  quando ocorreu. 44. foi por equívoco. mas acidentalmente.  e  você  não  pedirá  fiança.  Em  primeiro  plano. c) vedação à concessão de liberdade provisória: de tempos em tempos.  e  em  casos  reais  é  bem  comum que isso ocorra. que possa cair na segunda fase a cumulação – que. e o arbitramento deverá ser pedido.  você  pedirá  o  relaxamento.  Se  sim.  não existindo margem para a recusa do pedido – afinal. por equívoco. é importante saber que é possível –  afinal. b)  liberdade  provisória  cumulada  com  relaxamento:  é  possível!  Basta  que  o  problema descreva uma prisão em flagrante ilegal e.a)  fiança:  a  liberdade  provisória  deve  ser  pedida  com  ou  sem  fiança. Mas. o legislador  brasileiro decide proibir a concessão de liberdade provisória quando o réu responde  por determinado delito. a concessão de liberdade provisória será obrigatória.  323  e  324  do  CPP.  Não  acredito. Inicialmente.  não  há  como  o  juiz  dar  entendimento  contrário  ­;  b)  41 . d) liberdade provisória obrigatória e permitida: a) obrigatória: o art. Portanto. como já disse. 313 do CPP traz  as hipóteses em que a prisão preventiva é cabível. se a própria lei não permite  a  decretação  da  prisão. considerou que a peça  era o relaxamento. depois.  você  estará  com  a  sua  carteirinha. em seu  art. Entretanto. e não demorou até que os tribunais reconhecessem a inconstitucionalidade  do dispositivo.  sinceramente.  é  inafiançável.  em  breve. ao mesmo tempo.  Foi  exatamente  o  que  ocorreu  no  VI  Exame  de  Ordem. cabe fiança. a liberdade provisória é possível em qualquer crime.  e. a FGV reconheceu o equívoco e passou  quem  pediu  relaxamento  cumulado  com  liberdade  provisória. reprovou.  subsidiariamente.  a  concessão  de  liberdade  provisória. Se não. mas deu espaço para a liberdade provisória. quem  cumulou as peças. A última vez que isso ocorreu foi na Lei de Drogas. Portanto. ainda  que hediondo ou equiparado.

 Se o problema fizer menção expressa à existência  da  vara.  mas não põe em risco a ordem pública. como “Vara de Drogas” ou  “Vara de Violência Doméstica”. há varas especializadas.: o acusado praticou crime com pena superior a quatro anos de reclusão.  No  entanto.  sendo  imperiosa.  enderece  a  ela.:  o  acusado  está  respondendo  por  crime  funcional.  como  no  item  anterior).  nos  termos  do  art.permitida:  embora  seja  possível  a  decretação  da  prisão  preventiva  (não  há  vedação. Crimes de competência da Justiça Federal: Excelentíssimo  Senhor  Juiz  Federal  da  ___  Vara  Criminal  da  Justiça  Federal  da  Seção Judiciária de ___.  voltará a praticar os delitos contra a administração pública (risco à ordem pública). Observações: 42 .  a  liberdade  provisória deve ser concedida em razão da ausência dos requisitos do art. Ex.: em algumas comarcas. Ex. genérica. a liberdade provisória também deverá ser concedida quando  houver medidas cautelares menos gravosas que alcançam o objetivo buscado. Obs.  Caso  seja  mantido  no  cargo. basta afastá­lo de suas funções.  dessa  forma. 319.  313  do  CPP.  não havendo razão para a decretação da preventiva. a ordem econômica ou a aplicação da lei  penal. Ademais. VI.  Neste caso.  a  sua  liberdade  enquanto  aguarda  julgamento. 312 do  CPP. nos termos do art. do CPP.  se  nada  disser.  enderece  à  “Vara  Criminal”  comum. Peça prática: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___. Outros endereçamentos possíveis: Crimes de competência do Tribunal do Júri: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da ___ Vara do Júri da Comarca ___.

  que  regula o tema; d)  o  espaço  entre  o  endereçamento  e  a  qualificação:  antigamente. por seu  advogado  (procuração  anexada). não influencia em nada em  na  nota. c) o endereçamento à autoridade competente é pontuado.  se  você  gosta. é inegável que a estética da  peça fica melhor ao se deixar o espaço.a)  o  uso  do  “doutor”:  não  faz  a  menor  diferença.  Caso  você  decida  pelo  espaço. marque em seu “vade mecum” os arts. não é preciso grafar em letra  maiúscula; b)  não  invente  informações!  Se  o  problema  não  fizer  menção  à  comarca. Ademais. Por ora.  não  é  uma  peça  de  verdade. Mas.  não  gosto  da  expressão  “senhor  doutor”. É questão  de estilo de redação.  109  da  CF. profissão.  Sinceramente.  ou  use  reticências  (o  edital  pede  que  use  reticências. LXVI. vem.  e  69  do  CPP. nacionalidade. Na segunda vez em que passei na OAB –  refiz  a  prova  há  algum  tempo. José. Com a virtualização. estado civil. Sobre o assunto. embora acredite que não influenciará na nota o uso de traço). residente no endereço …. pelas razões a seguir expostas: 43 .  faça  um  traço.  use!  Não  perca  tempo memorizando essas regrinhas.  Por  isso.  para  “sentir”  a  prova  da  FGV  ­.  pois  poderá faltar espaço para a elaboração do restante da peça.  deixava­se  esse  espaço  para  que  o  juiz  pudesse  decidir  nele.  Acho  esquisita!  Mas.  pulei  cinco  linhas  porque gosto do efeito visual. não haverá  prejuízo  em  sua  nota  se  não  o  fizer  –  e  nem  poderia.  não  enderece ao juiz de sua cidade. estude  competência em uma boa doutrina. No entanto.  quando  o  processo  não  era  digital.  não  salte  mais  do  que  cinco  linhas.  que  trata  sobre  a  competência  da  Justiça  Federal. A FGV poderá considerar identificação da prova e  anulará  a  sua  peça.  requerer  a  concessão  de  LIBERDADE  PROVISÓRIA. e nenhum juiz “despachará” nela. com fundamento nos artigos 5º.  Quando  não  souber  algo. como já comentei. pois não pesam em nada na nota.  como  no  exemplo  acima. não há mais lógica em pular linhas.  pode  ser  a  melhor escolha. e cada um tem o seu.  afinal. Por isso. da Constituição Federal e 321  do Código de Processo Penal.

 do CPP. LXVI. 310. 5º. Se  o crime for afiançável. 5º. parágrafo único.  isso  não  fará a menor diferença em sua nota; b)  se  quiser  dizer  “vem.456. Só não esqueça de dizer expressamente o nome  da peça e a fundamentação legal – o esquecimento custará a sua peça.  Em  verdade. da CF c/c o art. da CF c/c arts. primário e sem maus antecedentes.  trata­se  de  suspeito com residência e empregos fixos.  soube  de  um  examinando  que  inventou  o  CPF  “123. na forma tentada.  não  se  preocupe  em  relação  a  quais  informações  trazer  –  se  quiser  falar  “registrado  sob  o  CPF/MF  n. Se o problema não traz informações sobre o  requerente. não influenciará em nada em sua nota; c) o uso de letra maiúscula: grafei o nome da peça em letra maiúscula por questão  de estilo.  ___”  ou  “portador  da  cédula  de  identidade  ___”. DOS FATOS No dia 20 de fevereiro de 2014.  Ademais. o requerente foi preso em flagrante pela prática do  delito previsto no artigo 213 do Código Penal. I. parágrafo único.  muito  respeitosamente”  ou  adicionar  outras  informações.  não  as  invente!  Há  algumas  provas.789­10”  e  teve  a  prova  anulada  por  identificação. Conforme  informações  demonstradas  em  documentos  anexados. LXVI. Observações: 44 . Na prática. art. que será  anulada integralmente; d) se a tese de defesa for alguma excludente da ilicitude (CP.  fique à vontade.Observações: a) friso novamente: não invente dados. fundamente  a peça com base no art. 23). mas fica a seu critério.  Diga  apenas  “profissão”  ou  “profissão  ___”. 321 e  322.  não  há  problema. fundamente com base no art. do CPP.

 houver o quesito “erro de  tipo  –  art.  há  diversos  quesitos.a)  a  lei  não  exige  a  divisão  da  peça  em  tópicos. se.  Como qualquer ser humano. tudo o que estiver escrito e  não  for  quesito  será  mera  moldura  para  o  que  realmente  importa.  pois  não  influenciará  em  sua  nota.  ainda  que  hediondo  e  inafiançável  o  delito  imputado  ao  requerente. No  espelho  de  correção. Por isso. A nossa Constituição Federal consagra expressamente o princípio da presunção de  inocência  ou  de  não  culpabilidade  (art. Portanto.  por  mais  que  você  escreva  uma  página  inteira  sobre  o  assunto. II.  5º. nos termos do artigo 312 do Código  de Processo Penal. a atenção diminui.  No  entanto.  não  perca  muito  tempo  ao  elaborá­lo. torne fácil  o trabalho do examinador. Tente evitá­los! b) no tópico “dos fatos”.  Excelência.  imagine  que  a  pessoa  que  corrigiu  a  sua  prova  leu  uma  dezena  de  outras  antes  da  sua.  acho  interessante  dividi­la e explico o porquê: a correção da prova é feita de forma bem objetiva.  não  há  quesitos  de  pontuação  para  ele. sem exceção.  à  ordem  econômica  ou  à  aplicação  da  lei  penal. no espelho.  requisitos autorizadores da prisão preventiva.  não  há  razão  para  prendê­lo  com  base  na  gravidade  em  abstrato. DO DIREITO Portanto.  devendo  45 . com o cansaço.  Agora.  LVII):  “ninguém  será  considerado  culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. 20 do CP”. e divida a sua peça em tópicos.  em  sua  prova. Dessa  forma.  e  o  examinador  só  dará  o  ponto  se  encontrá­los de forma expressa.  o  examinador  só  pontuará  se. Por isso. há relatos de  erros de correção.  20  do  CP”.  estiver  escrito  expressamente “erro de tipo – art. Em todas as provas. faça um breve resumo do enunciado da prova. Como não é  o  local  apropriado  para  a  alegação  de  teses.  haja  vista  não  existir  qualquer  risco  à  ordem  pública.  Por  isso.  é  imperiosa  a  soltura  do  requerente. deixando bem claro que  foi pedido o que está no espelho.

aguardar em liberdade o trâmite da ação penal, nos termos dos arts. 321 do Código 
de Processo Penal e 5º, LXVI, da Constituição Federal.
Observações:
a) em liberdade provisória, a sua tese estará limitada ao não cabimento de prisão 
preventiva, seja por vedação legal ou ausência dos requisitos legais do art. 312 do 
CPP. Não é o momento para pedir absolvição, pois não é peça integrante da futura 
ação penal;
b) não é preciso transcrever os artigos, como fiz com o art. 5º, LVII. Entenda: quem 
vai  corrigir  a  sua  prova  terá  por  base  um  espelho  de  correção.  Nele,  constará 
somente a tese que se pede e a fundamentação legal (ex.: “erro de tipo – art. 20 do 
CP”).  Todo  o  restante  será  simplesmente  ignorado.  Não  haverá  interpretação  do 
que  você  disse.  O  examinador  só  estará  preocupado  em  encontrar  as  exatas 
palavras constantes no espelho. Por isso, evite “encher linguiça”. Preocupe­se em 
mencionar o instituto jurídico objeto de avaliação e a sua previsão legal.
III. DO PEDIDO
Diante  do  exposto,  após  ouvido  o  Ministério  Público,  requer  seja  concedida  a 
liberdade  provisória,  com  fundamento  no  art.  5º,  LXVI,  da  Constituição  Federal,  e 
art.  321  do  Código  de  Processo  Penal.  Pede,  ademais,  a  expedição  de  alvará  de 
soltura.
Observações:
a)  em  liberdade  provisória,  sempre  peça  a  expedição  de  alvará  de  soltura.  Sem 
dúvida alguma, será objeto de quesito;
b) se quiser falar “ex positis” em vez de “diante do exposto”, ou se quiser escrever 
“JUSTIÇA”,  “J­U­S­T­I­Ç­A”  ou  algo  do  tipo  ao  final,  a  escolha  é  sua.  Não  vale 
nada, mas, se é algo que você gosta, coloque em sua peça. Só não faça loucura! 

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Em sala de aula, um aluno perguntou se poderia colocar uma passagem bíblica na 
peça. Não faça isso! A FGV entenderá como identificação da peça.
Termos em que, pede deferimento.
Comarca, data.
Advogado ___.
OAB/___ n. ___.
Observações:
a)  cuidado  com  a  identificação  da  peça!  Não  diga  a  sua  cidade,  mas  somente 
“Comarca”,  exceto  se  o  problema  trouxer  essa  informação,  hipótese  em  que  você 
pode  usá­la.  Também  não  invente  nome  de  advogado  (ex.:  advogado  Fulano)  ou 
número de OAB (OAB/___ n. 1234);
b) algumas peças têm prazo para o oferecimento. Fique atento, pois a FGV, nesses 
casos,  costuma  pedir  para  que  a  peça  seja  oferecida  no  último  dia  de  prazo  –  e 
sempre há um quesito de pontuação para isso.
Como passar na 2ª fase da OAB – 7ª Parte – Queixa­Crime 
by Leo • 5 de agosto de 2015 • 0 Comments 
Introdução: no Exame de Ordem, você atuará como acusador em duas hipóteses: 
como  assistente  de  acusação  para  o  oferecimento  de  algum  recurso  (aconteceu 
somente uma vez desde a unificação) ou como advogado da vítima de um crime de 
ação  penal  privada  (propriamente  dita  ou  personalíssima)  ou  na  hipótese  de  ação 
penal  privada  subsidiária  da  pública  (CPP,  art.  29).  A  queixa­crime  é  de  fácil 
identificação. O problema descreverá um crime – provavelmente contra a honra – e 
deixará  bem  claro  que  o  examinando  deve  atuar  em  favor  da  vítima.  Portanto,  é 
impossível  confundi­la  com  outra  peça.  Acredito  que  a  maior  dificuldade  da  peça 
seja a correta tipificação da conduta descrita no enunciado. Isso porque é comum o 
47

examinando não observar alguma causa de aumento ou qualificadora, ou deixar de 
apontar todos os delitos praticados pelo querelado. Além da pontuação perdida pela 
tipificação  errada,  o  equívoco  pode  fazer  com  que  o  examinando  também  erre  a 
competência  –  por  exemplo,  nos  crimes  contra  a  honra,  a  incidência  de  causa  de 
aumento pode fazer com que a pena em abstrato ultrapasse dois anos, afastando, 
portanto,  a  competência  do  JECrim.  Para  que  isso  não  aconteça,  sempre  leia  as 
disposições gerais aplicadas aos delitos – geralmente, estão localizadas no final do 
capítulo do respectivo crime.
Previsão legal: artigos 30 e 41 do CPP e art. 100, § 2º, do CP.
Cabimento:  nos  crimes  de  ação  penal  ou  na  ação  penal  privada  subsidiária  da 
pública.
Teses:  como  é  peça  de  acusação,  a  tese  está  restrita  a  demonstrar  a  prática  do 
delito. Também é importante demonstrar que a queixa­crime deve ser recebida, nos 
termos do art. 395 do CPP.
Endereçamento:  em  regra,  ao  juízo  criminal,  devendo  ser  observadas  as 
disposições do CPP e da CF a respeito da competência (art. 69 do CPP e 109 da 
CF).
Prazo: decadencial de seis meses, contados do dia em que o ofendido descobre a 
autoria do crime (CP, art. 103).
Como  identificar:  o  enunciado  descreverá  um  crime  e  deixará  bem  claro  que  não 
houve o oferecimento de petição inicial e que você é o advogado do ofendido.
Pontos relevantes:
a)  o  artigo  44  do  CPP  afirma  expressamente  que  a  queixa  “poderá  se  dar  por 
procurador com poderes especiais, devendo constar do instrumento do mandato o 
nome do querelante e a menção do fato criminoso”. Não esqueça de fazer menção 
expressa ao dispositivo, pois pode ser que a FGV decida pedi­lo;
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 não deixe de arrolá­las ao final da peça.  em  Niterói. assim. Por isso.  Helena. soube.  resolveu.  e. Enrico utiliza constantemente as ferramentas da Internet para  contatos  profissionais  e  lazer.  para  todos  os  seus  contatos.  “ele  trabalha  todo  dia  embriagado!  No  dia  10  do  mês  passado.  Naquele  momento. de seu computador  pessoal.  um  prédio  na  praia  de  Icaraí. nas demais peças.  bêbado.  é  interessante  a  descrição completa da conduta praticada pelo querelado; c)  se  houver  pluralidade  de  crimes.  ainda. arts.b) geralmente.  enviar  o  convite  por  meio  da rede social. publicando postagem alusiva à comemoração em seu perfil pessoal.  ele  49 .  bastando  que  o  examinando  resuma  o  enunciado. parentes e  colegas de trabalho.  no  estado  do  Rio  de  Janeiro.  então. a FGV não pontua o tópico “dos fatos”. da festa e do motivo da comemoração. Peça prática: Problema  (XV  Exame  de  Ordem):  Enrico. uma reunião à noite com parentes e amigos para festejar a  data  em  uma  famosa  churrascaria  da  cidade  de  Niterói.  como  a  queixa­crime  é  petição  inicial.  não  deixe  de  observar  as  regras  atinentes  ao  concurso de crimes (CP.  Helena.  como  o  fazem  milhares  de  pessoas  no  mundo  contemporâneo.  No  dia  19/04/2014.  com  o  propósito  de  prejudicar  Enrico  perante  seus  colegas  de  trabalho  e  denegrir  sua  reputação  acrescentou.  Na  manhã  de  seu  aniversário.  Contudo.  que  também possui perfil na referida rede social e está adicionada nos contatos de seu  ex.  possui  um  perfil  em  uma  das  redes  sociais  existentes  na  Internet e o utiliza diariamente para entrar em contato com seus amigos.  já  que  Enrico  não  passa  de  um  idiota.  vizinha  e  ex­namorada  de  Enrico.  sábado.  com  o  intuito  de  ofender  o  ex­namorado. para a ocasião.  não  é  algo  que  mereça  muita  atenção.  Enrico  comemora  aniversário  e  planeja.  instalado  em  sua  residência. 69/71); d) se o enunciado mencionar testemunhas.  engenheiro  de  uma  renomada  empresa  da  construção  civil.  publicou  o  seguinte  comentário:  “não  sei  o  motivo  da  comemoração.  irresponsável  e  sem  vergonha!”. Então.  publicou  na  rede  social  uma  mensagem  no  perfil  pessoal  de  Enrico.

  sustentando.  Enrico  procurou  seu  escritório  de  advocacia  e  narrou  os  fatos  acima.  entregando  o  conteúdo  impresso  da  mensagem  ofensiva  e  a  página  da  rede  social  na  Internet  onde  ela  poderia  ser  visualizada. deve assisti­lo.  as  teses  jurídicas  pertinentes. É questão  50 .  Miguel  e  Ramirez.  Acho  esquisita!  Mas.  se  você  gosta. recebeu a mensagem e visualizou a publicação  com os comentários ofensivos de Helena em seu perfil pessoal. estava tão bêbado no horário do  expediente que a empresa em que trabalha teve que chamar uma ambulância para  socorrê­lo!”.  Passados  cinco  meses  da  data  dos  fatos.  A  peça  deve  abranger  todos  os  fundamentos  de  Direito  que  possam  ser  utilizados  para  dar  respaldo à pretensão.  use!  Não  perca  tempo memorizando essas regrinhas. mortificado. no Estado do Rio de  Janeiro.  excluindo  a  possibilidade  de  impetração  de  habeas  corpus. que estava em seu apartamento e conectado à  rede social por meio de seu tablet.  redija  a  peça  cabível.  que  estavam ao seu lado naquele instante.  e  a  festa  comemorativa  deixou  de  ser  realizada.  não  sabia  o  que  dizer  aos  amigos.cambaleava bêbado pelas ruas do Rio. Com base somente  nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto  acima.  Você.  na  qualidade  de  advogado  de Enrico.  Enrico  procurou  a  Delegacia  de  Polícia  Especializada  em  Repressão  aos  Crimes  de  Informática  e  narrou  os  fatos  à  autoridade  policial. inclusive. Imediatamente. Enrico.  não  gosto  da  expressão  “senhor  doutor”.  mas  perdeu  todo  o  seu  entusiasmo.  Sinceramente.  No  dia  seguinte. Enrico. pois não pesam em nada na nota. Observações: a)  o  uso  do  “doutor”:  não  faz  a  menor  diferença. Informa­se que a cidade de Niterói.  para  tanto. Peça: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal de Niterói. possui Varas Criminais e Juizados Especiais Criminais. Muito envergonhado. Enrico tentou disfarçar  o  constrangimento  sofrido.  em  especial  a  Carlos.

  ou  use  reticências  (o  edital  pede  que  use  reticências.  não  enderece ao juiz de sua cidade. Por isso. marque em seu “vade mecum” os arts.  não  salte  mais  do  que  cinco  linhas. A FGV poderá considerar identificação da prova e  anulará  a  sua  peça. não há mais lógica em pular linhas. há muitos julgados do STJ sobre  o tema.  que  regula o tema; d)  o  espaço  entre  o  endereçamento  e  a  qualificação:  antigamente.  pulei  cinco  linhas  porque gosto do efeito visual.  não  é  uma  peça  de  verdade.  fez  menção aos julgados sobre o assunto – e. Com a virtualização. Por ora. friso o que sempre falo em sala de aula: é essencial que o aluno  51 .  muitos  imaginaram  que  a  competência  seria  da  Justiça  Federal.  afinal.  ao  comentar  o  gabarito.de estilo de redação. é inegável que a estética da  peça fica melhor ao se deixar o espaço.  Por  isso. e nenhum juiz “despachará” nela. No entanto.  Quando  não  souber  algo.  109  da  CF. estude  competência em uma boa doutrina.  pode  ser  a  melhor escolha.  109  da  CF. Mas. como já comentei.  pois  poderá faltar espaço para a elaboração do restante da peça; e) o XV Exame de Ordem trouxe um ponto interessante: como o crime se deu pela  Internet.  é  possível  constatar  que  se  trata  de  crime  de  competência  da  Justiça  Estadual. não é preciso grafar em letra  maiúscula; b)  não  invente  informações!  Se  o  problema  não  fizer  menção  à  comarca. c) o endereçamento à autoridade competente é pontuado.  para  “sentir”  a  prova  da  FGV  ­. Por isso.  a  FGV.  faça  um  traço.  quando  o  processo  não  era  digital. embora acredite que não influenciará na nota o uso de traço).  como  no  exemplo  acima. Sobre o assunto.  Contudo. não influencia em nada em  na  nota. e cada um tem o seu. Na segunda vez em que passei na OAB –  refiz  a  prova  há  algum  tempo.  e  69  do  CPP. de fato. não haverá  prejuízo  em  sua  nota  se  não  o  fizer  –  e  nem  poderia.  que  trata  sobre  a  competência  da  Justiça  Federal.  Pela  simples  leitura  do  art. Ademais.  Caso  você  decida  pelo  espaço.  deixava­se  esse  espaço  para  que  o  juiz  pudesse  decidir  nele.

789­10”  e  teve  a  prova  anulada  por  identificação. e 100. Só não esqueça de dizer expressamente o nome  da peça e a fundamentação legal – o esquecimento custará a sua peça. por seu advogado (procuração com  poderes  especiais  anexada.  fique à vontade.  44  do  CPP). profissão.  Em  verdade. contra HELENA.  ___”  ou  “portador  da  cédula  de  identidade  ___”. na Praia de Icaraí.  estado  civil. que será  anulada integralmente ­; 52 .acompanhe os informativos dos Tribunais Superiores. não influenciará em nada em sua nota; c) o uso de letra maiúscula: grafei o nome da peça em letra maiúscula por questão  de estilo.com. Rio de Janeiro. ENRICO. Rio de Janeiro. com fundamento nos artigos 30 e 41 do CPP. vem. mas fica a seu critério. residente e domiciliada no endereço  ….dizerodireito.  Diga  apenas  “profissão”  ou  “profissão  ___”. pelas razões a seguir expostas: Observações: a) friso novamente: não invente dados. em Niterói. art. estado civil. em Niterói.  não  as  invente!  Há  algumas  provas.  soube  de  um  examinando  que  inventou  o  CPF  “123.  engenheiro. do CP.  oferecer  QUEIXA­ CRIME.099/95. Uma boa forma de estudá­los  é pelo site Dizer o Direito: www.  isso  não  fará a menor diferença em sua nota; b)  se  quiser  dizer  “vem  muito  respeitosamente”  ou  adicionar  outras  informações.  nos  termos  do  art. Na prática.  não  se  preocupe  em  relação  a  quais  informações  trazer  –  se  quiser  falar  “registrado  sob  o  CPF/MF  n.  não  há  problema. 61). naturalidade.456.  residente  e  domiciliado  no  endereço ….  Ademais.br; f)  a  peça  foi  endereçada  ao  JECrim  em  razão  de  a  pena  em  abstrato  não  ter  ultrapassado os dois anos (Lei 9. Se o problema não traz informações sobre  as  partes.  naturalidade. § 2º.

  20  do  CP”. Contudo. na queixa­ crime.  acho  interessante  dividi­la e explico o porquê: a correção da prova é feita de forma bem objetiva. já que Enrico não passa de um idiota. houver o quesito “erro de  tipo  –  art.  estava  tão  bêbado  no  horário  do  expediente  que  a  empresa  em  que  trabalha  teve  que  chamar  uma  ambulância  para  socorrê­ lo!”.  estiver  escrito  expressamente “erro de tipo – art. O  querelado  tomou  ciência  das  ofensas  na  mesma  data.  “rese”  etc. DOS FATOS No  dia  19  de  abril  de  2014. se. bêbado.  na  presença  dos  seus  amigos Carlos. sendo suficiente um breve resumo do enunciado.  e  o  examinador  só  dará  o  ponto  se  encontrá­los de forma expressa.  por  mais  que  você  escreva  uma  página  inteira  sobre  o  assunto. tudo o que estiver escrito e  53 .  inclusive.  é  interessante  a  descrição  completa  da  conduta do querelado; b)  a  lei  não  exige  a  divisão  da  peça  em  tópicos. I.  o  examinador  só  pontuará  se.d)  muitos  examinandos  esqueceram  de  mencionar  e  qualificar  a  querelada.  por  se  tratar  de  petição  inicial. a seguir transcritas: “não sei o motivo da comemoração.  a  FGV  não  costuma  pontuar  o  tópico  “dos fatos”.).  a  querelada  publicou  em  uma  rede  social  diversas  ofensas contra o querelante.  em  sua  prova.  há  diversos  quesitos. Observações: a)  em  outras  peças  (apelação. Miguel e Ramirez. Por isso.  e  qualificaram  somente  o  querelante.  Caso  caia  queixa­crime  em  sua  prova.  irresponsável e sem vergonha!”; “ele  trabalha  todo  dia  embriagado!  No  dia  10  do  mês  passado. no espelho.  ele  cambaleava  bêbado  pelas  ruas  do  Rio. Portanto. No  espelho  de  correção. 20 do CP”.  fique  atento para não cometer o mesmo erro.  No  entanto.

 O  que  não  for  objeto  de  pontuação.  No entanto. Ademais. sem exceção. III. a FGV.  Helena. nos termos do art. em concurso formal (CP. citei o dispositivo no modelo acima. no XV Exame de Ordem.  Agora.  irresponsável  e  sem  vergonha”  em  sua página pessoal em uma rede social. O  querelante  foi  chamado  de  “idiota. estando evidente a intenção da querelada  em injuriá­lo.  meio  que  facilita  a  divulgação  da  injúria  e  da  difamação. ele cambaleava bêbado  pelas  ruas  do  Rio.  inclusive.  sendo  imperiosa  a  incidência  da  causa de aumento do artigo 141.  imagine  que  a  pessoa  que  corrigiu  a  sua  prova  leu  uma  dezena  de  outras  antes  da  sua. a querelada imputou fato ofensivo à honra do querelante. art. 139).  será  ignorado  pelo  examinador. art. Observações: a)  em  queixa­crime.  Justo ou não. deixando bem claro que  foi pedido o que está no espelho. DO DIREITO Portanto. Ademais. do CP. 70 do CP – por isso.  e  não  haverá  prejuízo à nota. Na OAB.não  for  quesito  será  mera  moldura  para  o  que  realmente  importa.  importante  ressaltar  que  os  crimes  ocorreram  na  Internet.  praticou  os  crimes  de  injúria (CP.  estava  tão  bêbado  no  horário  do  expediente  que  a  empresa em que trabalha teve que chamar uma ambulância para socorrê­lo!”.  Excelência. a atenção diminui.  70). atribuiu 0. ainda que pareça absurdo. com o cansaço. Em todas as provas. torne fácil  o trabalho do examinador! Divida a sua peça em tópicos. Por isso.  não  vejo  razão  para  que  o  querelante  alegue  o  concurso  formal. Tente evitá­los! II.40 à menção ao dispositivo. há relatos de  erros de correção. artigo 140) e de difamação (CP. ao afirmar “ele  trabalha todo dia embriagado! No dia 10 do mês passado. é melhor “pecar” pelo excesso! 54 . fica a dica: alegue tudo em sua peça.  é  inegável  que  a  querelada.  bêbado.  Como qualquer ser humano.

 387.  de  citação  e  de  55 . não há como perder tempo com coisas que não valem pontos; c)  não  é  necessário  transcrever  o  conteúdo  de  artigos. III) e a expressa menção às teses –  no exemplo. Na  queixa.  Nas  demais. arts. mas tenha em mente que não influenciará em nada em sua nota. DO PEDIDO Diante do exposto. com a causa de aumento de pena (CP. 140 e 141.  Basta  mencioná­los. 141. requer: a) a designação de audiência preliminar ou de conciliação; b) a citação da querelada; c) o recebimento da queixa; d) a oitiva das testemunhas arroladas; e) a condenação da querelada pelo crime de injúria (CP.  no  entanto. art. 140) e pelo crime de  difamação (CP.  é  preciso  lembrar  do  pedido  de  recebimento.b)  Não  encha  muita  linguiça  em  sua  argumentação. art. 139. 139). a anulação.  Não  há  razão  para  dizer  o  quanto  Enrico  sofreu. 79); f) a fixação de indenização. nos termos do art.  Na segunda fase.  se  quiser  transcrevê­los  para  melhorar  a  argumentação.  os  pedidos são consequência lógica da argumentação do tópico “do direito” – se a tese  é a falta de justa causa. IV.  não  tem  problema. Observações: a)  a  queixa­crime  é  a  peça  mais  difícil  em  relação  aos  pedidos. pede­se absolvição; se é alguma nulidade. III) em  concurso formal (CP. art. a prática dos crimes de injúria e de difamação e a causa de aumento. III.  O  examinador  não  quer  saber!  O  que  importa  para  ele  é  a  fundamentação legal (CP. do CPP.  No  entanto. art.

 1234); c) algumas peças têm prazo para o oferecimento. se é algo que você gosta. ou se quiser escrever  “JUSTIÇA”. nesses  casos. Observações: a) o “pede deferimento” não vale nada.  “J­U­S­T­I­Ç­A”  ou  algo  do  tipo  ao  final. Pede deferimento.  a  escolha  é  sua. …. Niterói.:  advogado  Fulano)  ou  número de OAB (OAB/___ n.  mas  somente  “Comarca”. Fique atento. Prática Penal Como passar na 2ª fase da OAB – 8ª Parte – Resposta à Acusação  by Leo • 6 de agosto de 2015 • 0 Comments  56 . Não faça isso! A FGV entenderá como identificação da peça.  exceto  se  o  problema  trouxer  essa  informação.  costuma  pedir  para  que  a  peça  seja  oferecida  no  último  dia  de  prazo  –  e  sempre há um quesito de pontuação para isso. um aluno perguntou se poderia colocar uma passagem bíblica na  peça. pois a FGV. data.  Também  não  invente  nome  de  advogado  (ex. mas.fixação de indenização. quando foi pedida queixa­crime; b) se quiser falar “ex positis” em vez de “diante do exposto”. Advogado … OAB/… n. Só não faça loucura!  Em sala de aula. Só coloquei porque é de praxe; b)  cuidado  com  a  identificação  da  peça!  Não  diga  a  sua  cidade. Todos os pedidos acima foram pontuados pela FGV no XV  Exame de Ordem.  Não  vale  nada. coloque em sua peça.  hipótese  em  que  você  pode  usá­la.

  estando  a  denúncia  ou  queixa  em  devida  forma. Assim como ocorre na defesa prévia da lei de drogas.  Na  hipótese  de  crime  funcional  (CP. a lei prevê que o juiz.  para  responder  por  escrito. antes de receber a denúncia. e.  Resposta  à  acusação  e  defesa  prévia:  é  preciso  ter  atenção  ao  tema  deste  tópico. e  o juiz. O seu objetivo na peça é convencer o magistrado a não  receber a inicial. o objetivo da  peça é dar oportunidade ao acusado para convencer o juiz a não receber a petição  inicial.  Para  a  compreensão  do  assunto.  a  petição  inicial  (queixa  ou  denúncia)  é  oferecida ao juiz por quem detém legitimidade para fazê­lo – MP ou querelante. o juiz ordenará  a  notificação  do  acusado  para  oferecer  defesa  prévia.  514.  por  meio  de  defesa  prévia  (nomenclatura  dada  pela  própria  lei). Não se pode pedir absolvição.  o  juiz  mandará  autuá­la  e  ordenará  a  notificação  do  acusado.343/06): “Art. deve demonstrar a presença de pelo menos alguma  das hipóteses do art. notifica o denunciado para que se manifeste a  respeito.  mas  antes  do  seu  recebimento.  após  o  oferecimento  da  denúncia.  Nos  crimes  afiançáveis.  Como  ainda não há ação penal – o juiz ainda não recebeu a petição inicial ­. 514 é denominada “resposta preliminar” pelo STJ (veja a  Súmula 330).  como  a  expressão  já  diz. Se  ausentes  as  hipóteses  do  art. para isso.  no  prazo  de  10  (dez) dias.  No  oferecimento.1. Oferecida a denúncia. Em alguns casos especiais. o denunciado  não pode pedir absolvição.  o  juiz  deve  receber  a  petição  inicial  oferecida. 55.  é  preciso  entender  dois  momentos  processuais  distintos:  o  oferecimento  e  o  recebimento  da  petição  inicial. não é possível falar em absolvição. 395 do CPP.  deve  notificar  o  acusado  para  se  manifestar  a  respeito  da  acusação.  o  juiz. Dois exemplos: 1º Na Lei de Drogas (Lei 11.  arts. antes de receber a petição inicial. Antes do recebimento da petição inicial.”.  deve dar oportunidade para que o acusado se defenda.  por  escrito.  395  do  CPP. dando início à ação penal. como  ainda não há ação penal.”.  312/326). pois ainda não há ação penal. A peça do art.  dentro  do  prazo  de  quinze  dias. o MP oferece denúncia por tráfico de drogas contra alguém. 2º  No  CPP:  “Art. Ou seja. 57 .  pois  a  confusão  entre  defesa  prévia  e  resposta  à  acusação  pode  custar  a  aprovação.

 pois já há ação penal em trâmite. a história é outra. É  importante  estar  atento  à  nomenclatura  das  peças. 2. RHC 54363/PE). né? Contudo.  397.  Ademais.  tal  como disposto no artigo 397 do aludido diploma legal. Chame resposta à acusação de defesa prévia.  Assim  como  as  demais.  a  inversão  do  nome  das  peças  pode  custar  a  sua  prova. pedir absolvição.  I  e  III. 55 da Lei 11. Veja o seguinte problema: João.  nos  termos  do  art.  é  a  peça  cabível  após  o  recebimento  da  petição  inicial. Fácil.  o  momento do recebimento da denúncia se dá. buscando saciar sua fome.719/2008. para aquela do  art. e “resposta preliminar” ou “resposta escrita” (expressão da  lei) para a peça do art.  o  examinando  deve  arrolá­las. Citado.Na resposta à acusação.  tese  e  pedido. no prazo de 10 dias. 514 do CPP.  Contudo.343/06. de defesa  escrita  ou  de  qualquer  outro  nome  que  desejar.  no  rito  do  júri). 396 e 406 do CPP.  é  fácil  elaborá­la  –  endereçamento.  fatos. “defesa prévia”.  causas  de  absolvição  sumária. O MP o denunciou pela prática do crime de  furto. alegar tudo o que interesse à defesa – pode. 396 do CPP (art.  como  o  problema  menciona  duas  testemunhas. No  exemplo. é possível torná­lo mais difícil: 58 .  O fato foi presenciado por Maria e José. João procura um advogado para defendê­lo. até  mesmo. Sobre  o  tema:  “Após  a  reforma  legislativa  operada  pela  Lei  11. Prevista no art.  Quando  estiver  advogando. após o oferecimento da acusação e antes da apresentação de  resposta  à  acusação.  para  a  OAB.  Mas.  qualificação. 406.  duas  teses  estão  bem  claras:  o  estado  de  necessidade  e  o  princípio  da  insignificância.  O  réu  é  citado para.” (STJ. subtrai uma coxinha da padaria “Pão da Manhã”.  seguindo­se  o  juízo  de  absolvição  sumária  do  acusado.  adote o nome que quiser.  caso o enunciado traga muitas teses de defesa. nos termos do artigo 396 do Código  de Processo Penal.  pode  ser  extremamente  trabalhosa.  Utilize  a  expressão  “resposta  à  acusação” para a peça dos arts.  Resposta  à  acusação:  a  resposta  à  acusação  é  uma  das  peças  mais  cobradas  na  segunda  fase.

2. Mas.  em  verdade. é melhor mencionar ambos. do art. 181.  art. Fundamentação: em minha opinião. No entanto.  155)  para  o  de  exercício arbitrário das próprias razões (CP.  disse ter subtraído o feijão porque sua mãe lhe deve a quantia de R$ 10.  mas  afirmou  que.  ao  ser  ouvido. 395.  396 do CPP. ela está no art.  apropriando­se  do  saco  de  arroz  que  o  pertence.  art. 21); 5ª tese: nulidade no recebimento da inicial. art. e não no 396­A – no rito do júri. mas não a fundamenta. por segurança. O MP o  denunciou pela prática do crime de furto.  Caso  caia  resposta.  397  do  CPP. mas demonstra o quanto a peça pode se tornar complexa: 1ª  tese: escusa absolutória. João procura um advogado para  defendê­lo.  havia  deixado  um  saco  de  arroz  na  casa  de  sua  mãe. 396­A. 24); 3ª tese: incidência do princípio da insignificância; 4ª tese: erro de tipo (CP. Além disso.  art. III.  João  confessou  a  prática  da  conduta. No art. Citado. 406.  do  CPP;  6ª  tese:  desclassificação  do  crime  de  furto  (CP.João.  e  imaginou  que  estava. 345).  que  prevê  a  absolvição  sumária  do  acusado.  acredito  que  o  gabarito  aceitará  qualquer  dos  dispositivos  isoladamente. com fundamento no art.  no  dia  anterior. O exemplo é absurdo. a resposta à acusação está prevista no art. buscando saciar sua fome. Em inquérito policial. fundamente a sua resposta nos dois artigos: 396 e 396­ A. também devem  ser arroladas as testemunhas Maria e José. O fato foi presenciado por Maria e José. do CP; 2ª tese: estado de necessidade (CP.  Ademais. I.  Teses:  as  principais  teses  estão  no  art. dirige­se a casa de sua mãe e subtrai um saco de  arroz e um de feijão.2.  caso  caia  resposta  à  acusação.  para evitar dor de cabeça.  a  FGV  não  costuma  pedir  tantas  teses  de  defesa  ao  mesmo  tempo.  asseguro:  o  gabarito  59 . 2.  não  me  surpreenderia  se  alguém  dissesse ter gasto duas ou três horas para a elaboração da peça acima.  esteja  preparado  para  enfrentar  várias  teses  de  defesa.00.  No  entanto.  Caso  caia  resposta  na  segunda  fase. o  CPP descreve o que é possível pedir na peça. Considerando  que  o  tempo  de  prova  é  curto. Ainda bem.1.

  a  ponto  de  não  ter  discernimento  do  que  fez. 22). Ora. O  art. do CPP demonstra claramente como o legislador não  entende de Direito Penal.  quando  será  utilizado  o  inciso  III?  Como  há  um  inciso  para  a  ilicitude  (I)  e  outro  para  a  culpabilidade  (II).  é  necessário  o  prosseguimento da ação para o julgamento do respectivo incidente (veja o art. 397. 21) e a coação moral irresistível (CP. perceba que. preciso  fazer uma rápida revisão de teoria do crime: na época do colégio. e. Caso os dois incisos não sejam mencionados  pelo examinando. por  exemplo.  Então. pois ausentes elementos de sua composição – a  ilicitude  e  a  culpabilidade.  Para  que  se  conclua  pela  inimputabilidade. nos incisos I e II. 149  do CPP). art. nos incisos I e II.  o  inciso  III  é  a  60 .  o fato também não constitui crime. Nesta hipótese. em absolvição quando o fato narrado não constitui crime.  397. para  a  teoria  tripartida  (ou  tripartite).  são  as  seguintes:  a)  inimputabilidade;  b)  ausência  de  consciência  da  ilicitude;  c)  inexigibilidade  de  conduta  diversa. a pontuação será parcial. 397. e a razão é a seguinte: caso o réu seja. você deverá pedir a absolvição do réu  com fundamento no art.  é  composto  por  a)  fato  típico;  b)  ilicitude  e;  c)  culpabilidade. para explicar o porquê desta afirmação.  São  exemplos  de  exclusão  da  culpabilidade  o  erro de proibição (CP. não  há crime se ausente qualquer dos elementos que o compõem. Embora seja possível a existência do ser humano sem membros. III. O crime. não é possível absolvê­lo sumariamente.  esquizofrênico. com fundamento em inimputabilidade. aprendemos que  o corpo humano é composto por a) cabeça; b) corpo e; c) membros.pedirá mais de um dos incisos.  o  juiz  o  absolverá  (absolvição  imprópria). Contudo. o CPP fala em absolvição sumária  quando existentes causas de exclusão da ilicitude ou da culpabilidade. 397  faz ressalva em relação ao inimputável.  II:  as  causas  de  exclusão  da  culpabilidade. I e IV. 397. Exemplo: o enunciado descreve um caso em que há  legítima defesa e prescrição. O art. III: o art. O art.  ele  será  submetido  a  medida  de  segurança. Por esse motivo. art.  No  entanto.  ou  dirimentes. Entretanto. Logo. com imposição  de medida de segurança. no inciso  III. não há crime  quando  presente  excludente  da  ilicitude  ou  da  culpabilidade  ou  quando  atípico  o  fato.

  Segundo  o  art.  ao  constatar  a  presença  de  uma  das  hipóteses  elencadas  nos  incisos  do  art. 397. No entanto. no corpo da resposta à acusação. Exceções: as exceções estão no art. IV: o inciso IV é outra mancada do legislador. NUNCA.  como  proceder  caso  o  problema  deixe  bem  claro que se trata de uma resposta. logo após o oferecimento da resposta do acusado. por  exemplo.  o  pedido  deve  ser  o  de  declaração da extinção da punibilidade pela prescrição.”. nos termos do art. O art. não deixe de alegá­ la em sua resposta à acusação. a petição da exceção. e não a absolvição.  caso  o  enunciado  traga  hipótese  de  não  recebimento da petição inicial.  Na  OAB. a resposta à acusação é a  peça  cabível  após  o  recebimento  da  petição  inicial. Dois exemplos rápidos  de  incidência  do  inciso  III:  quando  o  fato  narrado  é  formalmente  atípico  (ex.  522:  “O  fato  de  a  denúncia  já  ter  sido  recebida  não  impede  o  juízo  de  primeiro  grau de.  suscitada  pela  defesa. publicado no informativo de  n. Por esse motivo.  §  1º. separadamente. deve o advogado  oferecer a resposta e. como ocorre com a defesa prévia da Lei  de Drogas.  Se.  Portanto. 397.  Portanto.  deve ser pedida a absolvição do réu por causa de extinção da punibilidade (veja o  art.  não  seria  possível pedir a rejeição da petição inicial.  em  tese. tese de litispendência.  deve  ser  pedida  a  absolvição  sumária  do  acusado. Pedido de rejeição da inicial: como vimos lá no começo. A única  exceção:  em  resposta  à  acusação.fundamentação para a absolver o réu quando atípico o fato. Portanto. com fundamento no art. as exceções devem ser processadas em apartado.  Então.  107  do  CP). 396 e  396­A  do  CPP. 95 do CPP: a) suspeição; b) incompetência; c)  litispendência;  d)  ilegitimidade  da  parte;  e)  coisa  julgada.  reconsiderar  a  anterior  decisão  e  rejeitar  a  peça  acusatória. em peça alguma. veja o seguinte julgado do STJ.  396­A. prevista nos arts.  prescrito  o  crime.  395  do  CPP.  jamais  será  pedido  para  que  o  examinando  elabore  as  duas  peças  em  uma  mesma  prova.  por  exemplo. mas também traga teses de exceção? Elabore  61 . não  há razão para alegar. 395 do CPP.:  adultério)  ou  na  hipótese  de  incidência  do  princípio  da  insignificância  (atipicidade  material). IV.

 pois a fundamentação da peça é diferente – art. se o último dia cair em um  feriado  ou  final  de  semana.  como  em  qualquer  prazo  processual. 396­A.3.  e  podem  ser  alegadas  em  resposta.  seja  possível  reverter  a  situação.  contado  da  citação  do  réu. 2. ele não tem contato com o réu para a  62 .  É  errado. o prazo deve ser contado a partir do dia 21.  como  não  queremos confusão.  Prazo:  o  prazo  é  de  10  dias.  564  do  CPP.  ao  final  da  peça. neste caso. o último dia de prazo. Desclassificação: o STJ tem aceito que o magistrado altere a classificação do crime  no momento do recebimento da denúncia. § 2º. o leitor não pedirá a absolvição.  o  juiz  nomeará  defensor  para  oferecê­la.  e  não  da  juntada  do  mandado aos autos.  Esta  hipótese  acontece  bastante  na  prática.  A  OAB  costuma  pedir  para  que  o  examinando  informe. é possível.  Exemplo: se citado no dia 20. 2. Evidentemente.  Fique  atento  à  competência do júri. de homicídio para lesão  corporal.  não  oferece  a  resposta e o defensor público a oferece em seu lugar.  penso  que. faremos dessa forma. Ressalto. 406 do CPP –. pois.  O  réu  é  citado. que assim determina: “Não apresentada  a  resposta  no  prazo  legal.  Caso  isso  ocorra. a atuação do  defensor é bastante limitada.  alegue  as  teses  que  deveriam  ser  abordadas  na  petição  da  exceção. Prova disso é o art.  Ademais.  Competência:  a  peça  deve  ser  endereçada  ao  juiz  da  causa. que. tendo por  fim  o  dia  30. tá? Nulidades:  as  nulidades  estão  no  art.  concedendo­lhe  vista  dos  autos  por  10  (dez)  dias.  deve  ser  ignorado  o  primeiro  dia. Como se trata de prazo processual. mas  a anulação do ato viciado. pedir  a desclassificação de um crime para outro – por exemplo.  Obrigatoriedade:  a  ausência  de  resposta  à  acusação  é  causa  de  nulidade  do  processo. 109 da CF.  citado.5.  mas  é  a  melhor  solução.a  resposta  à  acusação  e.4.  ou  se  o  acusado.  deve  ser  prorrogado  para  o  primeiro  dia  útil  seguinte. contudo. Portanto.  não  constituir  defensor.”.  em  seu  corpo. 2. em resposta. em regra.  em  recurso.  e aos crimes que devem ser julgados pela Justiça Federal – veja o art.  Mas.

”  (STJ.elaboração  de  uma  boa  defesa  –  a  não  ser  que  o  réu  o  procure. Julgados selecionados: Resposta  preliminar:  “1. 63 . para que o defensor possa arrolá­las. HC 294518/TO).  o  processo  permanecerá  suspenso até que ele compareça em juízo ou constitua advogado.  366  do  CPP. não devendo o  juiz  abrir  prazo  para  o  oferecimento  de  resposta  à  acusação  –  veja  o  art.6.  Consoante  se  extrai  da  decisão  que  recebeu  a  denúncia.”  (RHC  48873/RJ). Ainda sobre o  tema.  não tem aplicabilidade o procedimento previsto nos artigos 513 a 518 do Código de  Processo Penal.  um  interessante  julgado  do  STJ:  “Diante  da  ausência  de  previsão  legal  que  ampara pedido de defensor público de requisição do acusado preso para entrevista  com  finalidade  de  formular  a  resposta  à  acusação  (Art. 2.  396  e  396­A  do  Código  de  Processo  Penal).  nos  termos  do  enunciado  330  da  Súmula  deste  Sodalício.  os  mandados  de  citação  têm  exigido  que  o  oficial  de  justiça  questione  o  réu a respeito de testemunhas.” (STJ.  o  Juízo  reconsidere  a  decisão  prolatada  e.  mas  também  de  infrações  penais  comuns.  Em  alguns  estados.  Código  de  Processo  Penal  –  CPP).  396.  sendo  o  funcionário  público  acusado  não  só  da  prática  de  crimes  funcionais  próprios. 2.  se  for  o  caso. impeça o prosseguimento da ação penal.  A  jurisprudência  desta  Corte  Superior  de  Justiça  consolidou­se  no  sentido  de  que.  circunstância  que  também  afasta  a  necessidade  de  apresentação  da  defesa  prevista  no  artigo  514  do  Código  de  Processo  Penal. Rejeição  da  inicial  em  resposta  à  acusação:  “O  recebimento  da  denúncia  não  impede  que.  após  o  oferecimento  da  resposta  do  acusado  (arts.  a  ação  penal  em  apreço  foi  precedida  de  inquérito  policial.  é  correto  o  indeferimento  do  pleito  pelo  magistrado.  Citação  por  edital:  caso  o  réu  seja  citado  por  edital. 3.  HC 255736/PR).

  art.  IX.” (STJ. 4.  No  entanto.  aquele  a  que  se  faz  referência  no  art. Se o problema não disser qual é a comarca. Fica a critério do examinando o estilo de  redação a ser adotado.  Se  o  processo  for  de  competência  do  júri.  Se  competente  a  JF  (CF. não a  invente.  396  do  Código  de  Processo  Penal. Em relação à  nomenclatura.  109).  não  é  o  termo  adotado  pela  doutrina  em  geral  e  pelo  STJ  –  não  se  espante  caso  a  FGV  64 .  93.  RHC  53208/SP). Como ele já  foi qualificado na denúncia. não acrescente um sobrenome ou coisa do tipo.  o  uso  de  “Excelentíssimo”.  enderece  a  peça  ao  “Juiz  Federal  da…  Vara  Criminal  da  Justiça  Federal da Seção Judiciária…”. RHC 34842/SP). não há razão para qualificá­lo novamente. Se o problema disser que  ele se chama “João”.  por  seu  advogado.  pelas razões a seguir expostas: Observações: não invente informações a respeito do réu. RÉU.Recebimento  da  inicial:  “De  acordo  com  o  entendimento  jurisprudencial  sedimentado nesta Corte de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.  com  redação  conferida  pela  Lei  n.  396  do  Código  de  Processo  Penal.  alguns  manuais  falam  em  “defesa  preliminar”. Modelo de resposta à acusação: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da… Vara Criminal da Comarca… Observações:  fique  atento  à  competência.  enderece  a  peça  ao  “Juiz  de  Direito  da…  Vara  do  Júri”.  ou  seja.  vem.  prescinde  da  motivação  elencada  no  art.”  (STJ. o ato judicial  que  recebe  a  denúncia. com fundamento no artigo 396 e 396­A do Código de Processo Penal.  oferecer  RESPOSTA  À  ACUSAÇÃO.  já  qualificado  nos  autos.  de  “Doutor”  e  de  outras  formas  de  tratamento não são exigidas pela banca.  da  Constituição  da  República.º  11.  Ademais.  por  cuidar­se de mera irregularidade. Manifestação do MP: “Conferir ao Ministério Público a oportunidade de manifestar­ se  acerca  da  reposta  à  acusação  (art.719/08)  não  constitui  nulidade  processual.  por  não  possuir  conteúdo  decisório.

 Do Direito No  entanto.  ao  ser  interrogado.  Ademais.  o que também não é obrigatório.  e  que  “teria  morrido”  (fl…)  caso  não  comesse  imediatamente. por exemplo). o Sr. pois não vale ponto.  fique  à  vontade  para  incluir  expressões  de  praxe  em  peças  jurídicas  (“muito  respeitosamente”. Observação: não perca tempo com o tópico “dos fatos”. Réu foi preso em flagrante por policiais militares que  passavam em frente ao estabelecimento no momento da conduta. prevista  no artigo 24 do Código Penal ­. O Ministério Público.  conduta  presenciada  pelo  gerente.  Manoel. Por fim.  conforme  exposição a seguir: a) Preliminar Da  nulidade  do  recebimento  da  petição  inicial:  como  se  vê. II. I. o nome da peça está em letra maiúscula.  afirmou  que  a  subtração  ocorreu  porque  estava  com  “muita  fome”  (fl…). ofereceu denúncia em seu desfavor. Logo após consumi­las. Limite­ se  a  um  resumo  do  enunciado.  com  menção  ao  que  realmente  importar  para  a  peça. no dia 20 de julho de 2015. visto que a subtração se deu como última medida  65 . Dos Fatos De acordo com a denúncia. Na  delegacia.  o  acusado  praticou  o  fato amparado por causa de exclusão da ilicitude – estado de necessidade. Francisco e José.anule  a  peça  de  quem  utilizar  termo  diverso  de  “resposta  à  acusação”.  a  acusação  não  merece  prosperar. e por dois caixas.  pois  falta  justa  causa. com fundamento  no artigo 155 do Código Penal. então. o denunciado subtraiu 03  (três)  linguiças  do  “Supermercado  Araújo”.

  acho  que  a  estética  da  peça  fica  melhor.  395.  tornando  mais  fácil  a  vida  do  examinador  –  e  reduzindo a chance de erro na correção. do Código de Processo Penal. não é preciso  transcrever o que diz o dispositivo.  mérito  etc. faça um rascunho do que deve ser pedido. um alerta já feito  em  outro  “post”:  alegue  tudo  o  que  for  de  interesse  da  defesa.  Além  disso. III. a conduta foi praticada com amparo em causa de  exclusão  da  ilicitude.  ainda  que  pareça  absurdo. b) Mérito Além disso. com fundamento no artigo 395.  em  virtude  do  estado  de  necessidade e do princípio da insignificância.  fica  mais  fácil  para  identificar  as  teses  alegadas.  no  entanto.  a  denúncia  não  poderia  ter  sido  recebida.  “do  direito”. do Código de Processo Penal. deve ser absolvido sumariamente  o denunciado.  sendo  imperiosa  a  absolvição  sumária.  III. Por fim. III.  do  Código  de  Processo  Penal.  Vossa  Excelência  mantenha o recebimento. III. devendo o denunciado ser  absolvido nos termos do art. do Código de Processo Penal. bastando mencioná­lo.  é  inegável  que  a  conduta  se  deu  nos  moldes  do  instituto  da  insignificância. para  66 . Como já exposto. 397.  No  entanto. requer a absolvição sumária do réu. I. Ao discorrer sobre as teses.para  evitar  a  morte  por  inanição. Observação:  o  tópico  “do  pedido”  é  consequência  lógica  do  tópico  anterior. causa de atipicidade material da conduta.  enquanto  o  excesso não gera qualquer prejuízo.  Caso. Ademais. ainda que recebida a petição inicial.  Omissões  em  relação  ao  gabarito  causam  perda  de  pontos.  com  fundamento  no  art. com fundamento no  art. Por derradeiro.  do  Código  de  Processo  Penal.). Antes de elaborar a peça. Observações:  a  FGV  não  exige  a  divisão  em  tópicos  (preliminar.  o  réu  requer  a  rejeição  da  petição  inicial.  397. caso os pedidos não  sejam acolhidos. pede a intimação das testemunhas ao final arroladas.  incisos  I  e  III. Do Pedido Diante  do  exposto.  Destarte.  com  fundamento  no  artigo 397.

  ao  final  da  audiência  de  instrução. endereço… 3. em resposta à acusação.  diga  “Comarca…”.  a  FGV  sempre  cobra  o  rol  de  testemunhas  ao  final  da  peça. José.  67 . Comarca…. Manoel.  Não coloque a sua cidade de prova.  não  invente  número  de  OAB  ou  nome  para  o  advogado  (ex.  só  mencione  a  comarca  se  o  problema  disser  onde  o  processo  está  tramitando. a respectiva pontuação será descontada. 403 do CPP). OAB/…. oralmente. Pede deferimento. Em relação à data.  Os  pedidos  são  pontuados  individualmente. endereço… 2. a  FGV  costuma  pedir  que  a  peça  seja  datada  no  último  dia  de  prazo. o  juiz profere a sentença. endereço… Observação:  em  resposta. Em seguida. Não se esqueça! Como passar na 2ª fase da OAB – 9ª Parte – Memoriais  by Leo • 14 de agosto de 2015 • 0 Comments  1.  Introdução:  em  regra.  Fique  atento!  Por  fim.que  nada  seja  esquecido. suas alegações finais (veja o art.  Caso  um  seja esquecido. data… Advogado. n… Observações:  o  “pede  deferimento”  é  opcional. sob pena de anulação da prova. e o réu é condenado ou absolvido logo após a audiência. Francisco.  Ademais.:  “advogado  Fulano”).  senão.  as  partes  devem  oferecer. Rol de Testemunhas: 1.

 Em  caso  de  nulidade. em razão da complexidade do caso ou do número de  acusados.  requeira  a  nulidade  ab  initio. para a acusação e para a defesa. 2. Quando isso ocorre. Teses: em memoriais. extinção da  punibilidade e que sejam evitados excessos do julgador. o juiz permite que as partes ofereçam as alegações finais por escrito. 403.  em  vez  de  suspender  o  processo. 4.  Se  todo  o  processo  estiver  contaminado. Nulidades: as nulidades estão no art. pois nela deve ser  pedido tudo o que for de interesse do réu – nulidades. § 3º. por exemplo. 366 do CPP); o processo foi distribuído para juiz  incompetente;  o  recebimento  da  petição  inicial  violou  o  art. a defesa tem a última chance de se manifestar antes da  sentença. Competência: o juiz da causa.  395  do  CPP;  não  foi  dada oportunidade para que o réu oferecesse resposta à acusação; a ordem a ser  obedecida em audiência não foi observada – testemunhas de defesa ouvidas antes  das testemunhas de acusação (a ordem está no art. 564 do CPP – marque o dispositivo com  um  post­it  ou  com  clipes.  fazendo  com  que  o  julgamento do mérito seja inviabilizado. 68 . dizemos que as  alegações foram apresentadas por memoriais. em alguns casos. sucessivamente. 400 do CPP). 5. do CPP. no  prazo  de  5  (cinco)  dias  –  sabe  quando  você  pede  ao  professor  para  entregar  o  trabalho na próxima aula? É a mesma ideia. Algumas situações que podem cair em sua  prova:  o  réu  foi  citado  por  edital  e.  pois  é  comum  cair  na  segunda  fase. Fundamentação: art.  Jamais  peça  a  absolvição com base em nulidade. é uma das peças que mais comportam teses. 3. Prazo: 5 (cinco) dias.  As  nulidades  são  vícios  processuais  que  maculam  todo  o  procedimento.  o  juiz  deu  prosseguimento normal (veja o art. Por isso. Portanto. não preciso dizer  que se trata de peça com grande possibilidade de ser cobrada na segunda fase. teses de mérito.  peça  que  o  processo  seja  anulado  até  o  ato  viciado.No entanto. 5.1.

  O  erro  de  tipo. prevalece o princípio do “in dubio pro reo”. Pode  parecer bobagem existir um inciso para a dúvida e outro para a certeza.  Dessa  forma. mencionando a causa na parte dispositiva.  em  memoriais. veja a seguinte explicação: Art.  tenha  em  mente  que  a  fundamentação  adotada  pelo  juiz  reflete  em  outras  áreas.  as  excludentes  da  ilicitude  e  as  da  culpabilidade  também  fazem  com  que  o  fato  deixe  de  ser  infração  penal. 386. mas.5. há certeza de que o réu não praticou o delito. Não há certeza da inexistência do  fato. há a certeza de que o fato não ocorreu. na dúvida.  como  no  Direito  Civil. Para que você  não passe aperto.  mas  há  dispositivo específico para estas hipóteses – veja o inciso VI. considera­se inexistente. em benefício do acusado. IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal Assim como ocorre no inciso I. Em regra. O juiz absolverá o réu. a maior dificuldade dos examinandos é  em relação a qual dos incisos escolher para fundamentar o pedido. por exemplo. desde  que reconheça: I – estar provada a inexistência do fato Neste inciso. No entanto.  com  fundamento  no  art. III – não constituir o fato infração penal É o dispositivo a ser adotado quando o fato não constituir crime. 397 do CPP. Falta materialidade.  a  dúvida  ou  a  certeza  podem  influenciar  na  possibilidade de ajuizamento de ação de indenização na esfera cível.2  Teses  de  mérito:  as  teses  de  mérito  ensejam  a  absolvição  do  réu. Alguns exemplos:  incidência do princípio da insignificância (atipicidade material).  absolvição  com  fundamento no art. V – não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal 69 . II – não haver prova da existência do fato Aqui.  386  do  CPP  –  jamais  peça. ausência de previsão  legal  (atipicidade  formal)  etc.

  diga que o regime inicial obrigatoriamente fechado foi considerado inconstitucional  pelo  STF). Não é causa de absolvição. 317. todos do Código Penal). de coação moral  irresistível  ou  de  obediência  hierárquica  (afastam  a  culpabilidade).  Se  presente qualquer delas.  de  excludentes  de  ilicitude  ou  em  caso  de  inimputabilidade  (excludente  da  culpabilidade)  por  doença mental ou embriaguez completa acidental. de erro de proibição inevitável (afasta a culpabilidade). 28.  como  causas  de  diminuição  de  pena  ou  atenuantes. VII – não existir prova suficiente para a condenação. Autoridade arbitrária: não é porque você está pedindo a absolvição do réu que.: CP. 22. Assim como ocorre nos incisos II e V.  Extinção  da  punibilidade:  em  regra. 5.  107  do  CP.  a  exemplo  da  prescrição.  subsidiariamente. “pro reo”. peça que o juiz a declare. a concessão de sursis e a substituição de pena  privativa de liberdade por restritiva de direitos. ou mesmo se houver  fundada dúvida sobre sua existência; É  o  dispositivo  a  ser  adotado  nas  hipóteses  de  erro  de  tipo  inevitável  (afasta  a  tipicidade).  20. na dúvida.  Outras  hipóteses:  pedido  de  afastamento  de  qualificadora  ou  de  agravante.  as  causas  de  extinção  da  punibilidade  cobradas  na  OAB  são  aquelas  do  art.4. § 2º).  não  possa  pedir  benefícios  em  caso  de  condenação. art.Não  há  prova  de  autoria. 26 e § 1º do art.  mas  também  não  ficou  demonstrada  de  forma  inquestionável a inocência (hipótese do inciso III). 21.  Ademais. E. VI – existirem circunstâncias que excluam o crime ou isentem o réu de pena (arts.: se o enunciado trouxer um crime hediondo.  a  desclassificação  para  delito  mais  leve  ou  o  reconhecimento  de  privilégio (ex.3.  peça  tudo  o  que  for  de  interesse  do  réu.  embora  não  seja  necessário. 5. 70 . há dúvidas. devendo ser adotada a posição  mais favorável ao réu.  como  a  fixação  de  pena  mínima ou de regime mais brando (ex. 23.

 A primeira é encerrada  em  audiência  com  o  juiz  togado. 71 . c e d.  deve  o  réu  ser  absolvido  sumariamente:  a)  provada a inexistência do fato; b) provado não ser ele autor ou partícipe do fato; c)  o fato não constituir infração penal; d) demonstrada causa de isenção de pena ou  de  exclusão  do  crime.  há  a  certeza  de  que  o  réu  não  praticou  o  delito  ou  de  que  o  fato  não  existiu  (são  semelhantes ao art. três interessam à defesa: b.  414.5. o réu  pode  ser  novamente  denunciado  pela  prática  do  delito  (veja  o  art. para que o  acusado seja pronunciado por homicídio simples. Nesta situação. importante dizer que a impronúncia pode recair sobre parte da  denúncia.  e.  Sobre  o  tema. 386.  nos  moldes  do  rito  ordinário. onde o julgamento é feito por um Conselho de Sentença.  na  dúvida.  o  juiz  tem  quatro  opções  ao  julgar:  a)  a  pronúncia:  remete  o  julgamento ao Conselho de Sentença; b) a impronúncia: extingue o processo; c) a  absolvição sumária: julga o mérito e dá fim ao processo; d) a desclassificação para  outro crime.  uma  curiosidade:  a  decisão  de  impronúncia  faz  somente  coisa  julgada formal. surgindo novas provas. Na impronúncia. Ademais.  A  tese  encontra  fundamento  no  art. deve ser pedido o afastamento da qualificadora. o acusado deve ser absolvido  por  qualquer  razão  que  torne  o  fato  atípico.  Perceba  que. que encontram amparo na última hipótese de absolvição sumária (d).5. a qualquer tempo.  Exemplo:  o  enunciado  descreve  hipótese  de  homicídio  simples.  mas  afirma  que  o  réu  foi  denunciado  pela  prática  de  homicídio  qualificado  por  motivo  torpe.  A  segunda  ocorre  perante o Tribunal do Júri.  414  do  CPP. Além disso. Significa dizer que. Na  primeira  fase.  parágrafo  único). o juiz não se convence da materialidade do fato ou da participação  do  réu  no  crime.  decide  não  mandá­lo  para  julgamento  perante  o  Tribunal  do  Júri  (segunda  fase). Na terceira hipótese.  exceto  excludentes  da  ilicitude  ou  da  culpabilidade.  nas  duas  primeiras  hipóteses. I e IV).  Só há memoriais na primeira fase.  nas  seguintes  hipóteses. Teses do júri: o rito do júri é composto por duas fases. Das quatro opções.  a  e  b.

  faz  uma  observação:  se  a  inimputabilidade for a única tese de defesa.  a  FGV  surpreendeu.  interessante  frisar  que.  o  art.  é  possível  alegar  nulidades e teses de extinção da punibilidade.  Teses  de  acusação:  há  algum  tempo. não há razão para que a questão seja submetida ao Conselho de  Sentença – por que continuar com o processo para que o réu sustente algo que já  lhe é reconhecido na primeira fase? Sobre  a  desclassificação. pois não importa em imposição de medida de segurança. exceto quando for a única tese de defesa.  não  há  muita  dificuldade  nisso.  Contudo.  415.  não  há  muito  segredo:  o  enunciado  dirá. e que. Por  derradeiro.  visto  que  a  estrutura  da  peça  é  a  mesma  para  a  defesa  e  para  a  acusação.  peça  a  desclassificação e a remessa dos autos ao juiz competente – lembre­se que o juiz  do júri só é competente para julgar crimes dolosos contra a vida.Acerca  da  exclusão  da  culpabilidade. quando os examinandos se depararam com um problema em que  72 . perante  o  Conselho  de  Sentença.  costumamos  focar  na  defesa.  tese  mais  favorável  do  que  a  inimputabilidade.  uma  ressalva:  não  é  possível  a  absolvição  sumária com base em inimputabilidade. 5.  em  memoriais  do  júri.  parágrafo  único.  Agora.  Em  tese.  foi  pedido  para  que  o  examinando  atuasse  como  assistente  de  acusação  na  elaboração  de  memoriais.  Nesta  hipótese.  é  possível a chamada absolvição imprópria – ele não é condenado. ela não terá o direito de.  Entretanto.  não  tinha  o  necessário  discernimento  para  entender  o  que  fez.  como  a  lesão  corporal  (ex.  tenha  matado  em  legítima  defesa. a exemplo da prescrição.  imagine  que  essa  mesma  pessoa. mas deixará claro que se trata  de  outro  delito.  Neste  caso.  provar  que  agiu  amparada  por  causa  de  exclusão  da  ilicitude. ao tempo da ação ou omissão.  No  problema  da  segunda  fase. Por isso. afinal. mas é submetido  a  medida  de  segurança.  durante  a  preparação  para  a  segunda  fase. o juiz pode absolver sumariamente com  base nela. Caso o  juiz a absolva sumariamente por inimputabilidade.  que o réu foi denunciado por tentativa de homicídio.  portadora  de  esquizofrenia.  por  exemplo.:  o  problema  descreve  hipótese  de  desistência  voluntária  ou  de  arrependimento  eficaz).6.  Explico: imagine que o réu é esquizofrênico.

 oferecer MEMORIAIS. Se o  problema disser que o acusado se retratou de injúria.  pode  ser  que  o  problema trate de escusas absolutórias (veja o art.  enderece  a  peça  ao  “Juiz  Federal  da…  Vara  Criminal  da  Justiça  Federal da Seção Judiciária…”. 6. 5. procure ler tudo o que  a  legislação  fala  sobre  o  assunto.  do  Código  de  Processo  Penal.  do  art.  enderece  a  peça  ao  “Juiz  de  Direito  da…  Vara  do  Júri”. que prevê a retratação apenas para calúnia e para a difamação. Fica a critério do examinando o estilo de  redação a ser adotado. por seu advogado. 143  do CP.  Um  exemplo:  se  o  réu  alegar  escusa  absolutória. não a  invente. Nos crimes contra a  honra.  Alguns  exemplos:  no  furto. O sucesso na segunda fase tem  mais a ver com capacidade de pesquisa.7. e não com conhecimento jurídico.  §  3º. o problema pode trazer causas de exclusão do crime. que exclui a incidência do dispositivo.  o  uso  de  “Excelentíssimo”. localizadas abaixo de cada artigo. com  fundamento  no  artigo  403.  181  do  CP. vem. 183. um nó foi dado na cabeça de muitos.o objetivo era acusar.  Se  o  processo  for  de  competência  do  júri. 142 do CP. O segredo  é buscar exceções ao que foi pedido.  de  “Doutor”  e  de  outras  formas  de  tratamento não são exigidas pela banca. já qualificado nos autos. Modelo de memoriais: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da… Vara Criminal da Comarca… Observações:  fique  atento  à  competência.  Ademais.  Se  competente  a  JF  (CF. é muito importante que você leia sempre as disposições gerais referentes ao  crime  do  enunciado  da  prova. Na época.  Além  disso. 181 do CP). Mas.  art. fique  tranquilo! Busque em seu “vade mecum” as exceções aos benefícios pedidos pelo  réu. não há razão para desespero.  109).  não  deixe  de  ler  as  remissões  em  seu  “vade mecum”.  pelas  razões  a  seguir expostas: 73 . rebata a tese com o art. se ocorrer. Caso isso ocorra. a peça gerou tanta polêmica que  não acredito que a FGV a repita. RÉU. Se o problema não disser qual é a comarca. do art. Por  isso.  veja  se  não é hipótese de aplicação do art. Dicas finais: quando estiver diante de um caso concreto.

 disse estar arrependido de sua conduta. Encerrada  a  audiência. II. e afirmou  que  não  queria  defesa  técnica. Após ser citado por oficial de justiça. e que confessou o  delito por ter sido coagido na delegacia. então com 18 (dezoito) anos.  O  juiz. o réu disse que não praticou o furto.  o  juiz  deu  prazo  às  partes  para  o  oferecimento  de  memoriais.  informação registrada em seu passaporte. não há razão para qualificá­lo novamente.  deixou  de  remeter os autos à Defensoria Pública para o oferecimento de resposta.  Por isso. o nome da peça está em letra maiúscula. estava fora do país.  Contudo. acho mais seguro fazer dessa forma. alguns autores falam em “alegações finais por memoriais”. no dia 14 de agosto de 2015. em inquérito policial.  no  IX  Exame  de  Ordem. no entanto. na época dos fatos.  155  do  Código  Penal.  segundo  a  denúncia.  pois. afirmou  que.  com  base  em  sua  declaração. Ademais. DO DIREITO 74 . I. teria subtraído um aparelho de televisão da  Loja dos Eletrônicos. o que também não é obrigatório.  a  FGV  falou  somente  em  “memoriais”.  visto que. Como ele já  foi qualificado na denúncia. DOS FATOS O  réu  foi  denunciado  com  base  no  art. testemunha por ele arrolada. Observação: não perca tempo com o tópico “dos fatos”. Não está  errado. Apenas faça um resumo do  enunciado. o réu. Em relação à  nomenclatura. João. Se o problema disser que  ele se chama “João”.Observações: não invente informações a respeito do réu. Em audiência. fique à vontade para incluir  expressões  de  praxe  em  peças  jurídicas  (“muito  respeitosamente”. o acusado não ofereceu resposta à acusação. não acrescente um sobrenome ou coisa do tipo.  por  exemplo).  Por fim.

  a  75 .  ainda  que  se  entenda  pela  procedência  da  acusação. ainda que pareça contraditório (no caso  acima. o réu. informação confirmada por anotação em seu passaporte. Se estas palavras estiverem  na  peça.  não  encha  linguiça. presente no art. não ter interesse em  defesa técnica. 396. DO PEDIDO Diante do exposto.  ainda.  com  fundamento no art.:  negativa  de  autoria) e a fundamentação (ex. a nulidade do processo.  não há dúvida de que o réu não praticou o delito. na época dos fatos. b) Do mérito: conforme testemunha de nome João.  em  seguida. IV.  §  2º.  pedi  a  absolvição  e.  O  examinador  terá  em  mãos  o  nome  da  tese  (ex. em caso de  não  oferecimento.  deve  ser  reconhecida a atenuante da menoridade relativa.  Excelência. III. 65. não  estava no Brasil. § 2º.Como  se  vê.  por  equívoco. com  fundamento  no  art. gerando inegável nulidade processual. do Código de Processo Penal.  do  Código  de  Processo  Penal. o réu tinha apenas 18 (dezoito) anos. “ab initio”.  alegue tudo o que for de interesse do réu. e.  de  pontuar  o  que  foi  dito  ­. sendo imperiosa a sua absolvição. do Código de Processo Penal.  Requer.  deve  o  juiz  remeter  os  autos  à  Defensoria  Pública.  Além  disso.  nos termos do art. Além  disso. Observações:  não  é  necessário  transcrever  dispositivos. em inquérito policial.  mas. do CPP). IV. a resposta à acusação é peça essencial do processo.  a  incidência  de  atenuante).  Por  fim.  para  facilitar  a  correção  –  e  evitar  que  o  examinador  deixe. requer seja declarada. do Código  Penal. 386. 386.: art. visto que.  você  ganhará  o  ponto.  Todo  o  restante  que  for  dito  será  simplesmente  desconsiderado. Portanto. na época dos fatos. I.  é  interessante  fazê­la.  a  divisão  em  tópicos  também  não  é  obrigatória.  Quanto  às  teses. o que não ocorreu no  caso em debate.  a  denúncia  não  merece  prosperar  pelas  razões  a  seguir  expostas: a) Da nulidade: embora o réu tenha dito.  396.  Basta  mencioná­los  para  que  a  banca  dê  a  pontuação.

  do  Código  de  Processo  Penal.  Em  relação  à  data.  em  sua  peça. para os mais chegados –  está  previsto  no  art.  para  que  nada  fique  de  fora. Comarca. é melhor “pecar” pelo excesso.  Não  coloque  a  sua  cidade  de  prova.  caso  Vossa  Excelência  entenda  pela  procedência  da  denúncia. Advogado. Observações:  o  “pede  deferimento”  é  opcional. I.  294.  Subsidiariamente.  No  exemplo. Observações:  o  pedido  é  consequência  lógica  do  tópico  “do  direito”.  embora seja fácil de elaborá­lo.  Também  está  previsto  no  art.  pede a incidência da atenuante prevista no art.  Ademais. Pede deferimento.  senão.absolvição  do  réu.  Mas.  só  mencione  a  comarca  se  o  problema  disser  onde  o  processo  está  tramitando.  é  interessante  que  seja  pedido  tudo  o  que  o  réu  tiver  direito.  diga  “Comarca…”.  o  RESE  estaria  entre  as  mais  prováveis.  a  FGV  costuma pedir que a peça seja datada no último dia de prazo.  anote  tudo  o  que  deve  ser  pedido. 65. do Código Penal. não invente  número de OAB ou nome para o advogado (ex. 76 .  pena  mínima  ou  benefícios. Na segunda fase.  do  CTB. como veremos a seguir.  em  memoriais.  como  o  sursis. data.  581  do  CPP. sob pena de  anulação da prova.  IV.  mas  duvido  muito  que  caia  na  segunda  fase  com  base  neste  dispositivo.  não  falei  em  fixação  de  regime. Prática Penal Como passar na 2ª fase da OAB – 10ª Parte – RESE  by Leo • 7 de setembro de 2015 • 0 Comments  1. Introdução: o recurso em sentido estrito – ou “RESE”.: “advogado Fulano”).  Em  um  rascunho.  386.  com  fulcro  no  art. Por fim.  parágrafo  único.  Se  fosse  chutar  uma  peça.

 um professor me ensinou que o RESE seria o  agravo  do  processo  civil. IV.  no  rol  do  art.  Portanto.  A  única  diferença  é  a  fundamentação.  586. afinal. interponha apelação. seria apelação. o juiz que proferiu a decisão pode voltar atrás e  reformá­la (veja o art.  Prazo:  em  regra. de uma só vez.  você  estará. e não o RESE.  Exceção:  art.  ao  mesmo  tempo.  há  uma  série  de  incisos  que  faz  referência  a  decisões  de  execução  penal  –  por  exemplo.  Portanto.  Para  não  confundir  as  peças. Por isso.  Sinceramente.  parágrafo  único.  e  que. Algo bem  legal:  a  estrutura  do  RESE  é  idêntica  à  do  agravo. e não a soma total –  7 dias ­. valerá algum ponto em sua prova. 589).  se  a  decisão  a  ser  atacada  foi  proferida em fase de execução. Se não estivesse prevista.  basta  saber  o  seguinte:  se  a  decisão  a  ser  atacada  não estiver no rol do art.2.  5  dias  para  interposição  e  2  para  razões  (a  contagem  é  feita  nos  termos  do  art. interposição e razões.  a  apelação  é  residual:  quando  não  couber  RESE. 6.  581. Competência: a interposição deve ser endereçada ao juiz que proferiu a decisão  e as razões ao tribunal.  ao  treinar  o  RESE.  Basta  ter  em  mente  que.  Veja  o  exemplo  da  chamada  sentença  de  pronúncia:  como  há  previsão  expressa  no  art.  Contudo. 581 do CPP. Simples assim! Ou seja. peça expressamente  ao juiz que se retrate. 4. Juízo de retratação: em RESE. Digo isso porque.  fique  atento:  SEMPRE  que  quiser  recorrer  contra  decisão  do  juízo  de  execução penal. a peça correta é o agravo.  competência  do  juiz  da  VEP. interponha agravo em execução (LEP. Como não amar a área criminal? 3.  não  haveria  como  confundi­lo  com  a  apelação.  o  inciso  XVII. 197).  treinando o agravo.  798  do  CPP).  que  trata  da  unificação  de  penas.  o  meu  professor  viajou  na  maionese.  com  base  nesta  reflexão.  Fundamentação:  como  já  comentei. conte somente os cinco dias.  581. você apresentará tudo. 77 . cabe RESE. do CPP. art.  o  RESE  está  previsto  no  art.  581  do  CPP.  Caso  a  FGV  peça para interpor no último dia. 5. Sem dúvida alguma.  não  é  necessário  memorizar  quais  incisos  continuam  em  vigor. RESE e apelação: na faculdade. na peça de interposição.  será  a  peça  adequada.

 mas lesão corporal.  nesta  hipótese. 395 do CPP.  salvo  a  de  suspeição”  (inciso  III):  as  exceções  estão  no  artigo  95  do  CPP.  né?  Explico:  se  o  próprio  juiz  se  considera  78 . se o juiz pronunciou o seu cliente.  e  o  RECEBIMENTO. 413  do  CPP. com fundamento no art.  duvido  muito  que  caia  na  segunda fase com base neste inciso.  Há  o  oferecimento.  será  a  concessão  do  HC  em  virtude  de  alguma  ilegalidade. um esquema de teses para  os principais incisos: 7.3  –  “que  julgar  procedentes  as  exceções.  581.  IV.1  –  “que  não  receber  a  denúncia  ou  a  queixa”  (inciso  I):  há  dois  momentos  distintos  no  processo  penal.  provavelmente  será  contra  decisão  do  juiz  da  vara  do  júri  que  se  declare  incompetente.  Exemplo: no rito do júri. Outro exemplo: no  art.  OFERECE  a  denúncia  ou  queixa. e  remete  o  processo  ao  juiz  da  vara  criminal  comum.  e  devem  ser  opostas  no  momento  da  resposta  à  acusação  (CPP.  quando  o  legitimado. Ademais. Para ficar ainda mais claro. você  pedirá a impronúncia ou a absolvição sumária (veja o art. pelo juiz.  §  1º).  pois  o  examinando  conhece  a  tese  desde o momento em que identifica a correta fundamentação dentre os incisos do  art.  A  tese  será  a  ausência dos requisitos do art. nos termos do art. vejamos. 581. você deve estar se perguntando o  porquê  do  “salvo  a  de  suspeição”.  para  ser  sincero. 413.  art. Da decisão  que não recebe a inicial cabe RESE.  o  RESE  é  das  peças  mais  fáceis. 581.  quando  o  juiz  recebe a petição inicial oferecida. 415).  Tese:  o  legal  do  RESE  é  que  a  tese  é  a  própria  fundamentação  da  peça.2  –  “que  concluir  pela  incompetência  do  juízo”  (inciso  II):  a  incompetência  pode  ser declarada de ofício. a seguir. 7. X. Exemplo: o juiz entende que não é homicídio. 7. ou em virtude de julgamento de exceção.  Cabe  RESE  contra  esta  decisão.7. está previsto que cabe RESE da decisão que denega HC.  No  entanto. A sua tese.  MP  ou  querelante. Se cair em sua  prova. Ou seja.  396­A.  com  base  no  art.  Da  decisão  que  julga  procedente  a  exceção  cabe  RESE.  a  peça  cabível  será  o  RESE.  Portanto. contra a decisão de pronúncia. O inciso  II só é aplicável quando o juiz se declarar incompetente de ofício.

 as testemunhas e  o acusado são ouvidos.  ou  alguma  prova  deixará  bem  evidente  a  existência  de  excludente  da  ilicitude. fique de joelhos na sala e agradeça a  Deus. Na 1ª. é com base  neste inciso.  Mas.  E.  como  tese  principal.  como  fazer  isso?  Veja:  o  juiz  pronunciará  o  réu  se  convencido  da  materialidade  do  fato  e  da  existência  de  indícios  suficientes  de  autoria  ou  de  participação. é lógico.  pois  a  decisão  terá  algum  erro  –  a  OAB  não  descreverá  uma  decisão  impecável.  vem  a  decisão:  o  juiz  pode  pronunciar.  o  problema  também  deixa  transparecer  que  o  homicídio  não  foi  qualificado.  em  seguida. pois estamos falamos de crimes contra a vida). o texto deixará claro que o juiz viajou ao pronunciar – as  testemunhas  disseram  que  o  cara  não  participou.  e. está bem claro que ele agiu  em  legítima  defesa.  onde  a  vítima  (quando  possível. as alegações finais são apresentadas oralmente. O réu é citado. Da  pronúncia.  a  exemplo  da  legítima  defesa. mas é possível que o juiz determine a apresentação por memoriais.  Portanto. cabe RESE.  a  exceção  será  julgada  diretamente  pelo  tribunal.  e. fácil.  não  tenha  medo. No enunciado.  a  pronúncia  por  79 . caso o juiz não se  declare  suspeito. Exemplo: o réu está  sendo acusado de homicídio qualificado.  a  absolvição  sumária  por  legítima  defesa. Em regra.  sem  teses. Se cair em sua segunda fase.  contra  decisão deste órgão.  você  demonstrará  que  o  réu  deve  ser  absolvido  sumariamente  (art. quem poderia dizer o contrário? Além disso.  Se  pronunciado  o  réu. que é o julgamento pelo Tribunal do Júri (veja o art.  com  base  no  próprio  enunciado.suspeito para julgar. não cabe RESE – só cabe o recurso contra decisão de juiz de  primeira instância.  Observação: pode ocorrer de a FGV trazer teses subsidiárias.  você  pedirá.  Contudo.  há  uma  audiência. 413). 7.  absolver  sumariamente  ou  desclassificar  para  outro  delito. e o objetivo da defesa é evitar que o caso vá para a 2ª fase.  subsidiariamente.  o  caso  segue para a 2ª fase.  414). oferece  resposta  à  acusação  e.  impronunciar. porque é fácil. No problema. Entenda: o rito do júri tem duas fases. como ocorre no rito ordinário. quando cai RESE.  415)  ou  impronunciado  (art.4 – “que pronunciar o réu” (inciso IV): geralmente.  Neste  caso. o processo  é submetido a um juiz togado.  em audiência.  Em  seguida.  Só  é  preciso  ter  atenção  para  encontrar  os  ganchos  no  enunciado.

  Fica  a  seu  critério. senhor e sei lá o  que  mais  é  opcional.  O  indiciado  impetra  HC  para  pedir  o  trancamento  do  IP.  interpor  RECURSO  EM  SENTIDO  ESTRITO.  não  invente  comarca. 8. A tese subsidiária também poderá ser a desclassificação (ex.  e.  Se  o  problema  nada  disser. 107 do CP). Observações:  “muito  respeitosamente”.  Sr.  o  indiciado  deve  interpor  RESE  ao  tribunal.  Entretanto.homicídio  simples.  cabe  HC  ao  tribunal.  é  possível  alegar  nulidades. Modelo de RESE Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da … Vara do Júri da Comarca … Observações:  outros  endereçamentos:  “Exmo. O uso de “doutor”.  Juiz  de  Direito  da  …  Vara  Criminal da Comarca …”; “Excelentíssimo Senhor Juiz Federal da … Vara Criminal  da Justiça Federal da Seção Judiciária de …”.  não  vejo  a  necessidade  de  comentá­los.  O  STJ  fala  em  “decotar  a  qualificadora”  quando isso ocorre.  vem.  já  qualificado  nos  autos.  Por  isso.  “não  se  conformando  com  a  decisão”  e  demais expressões de praxe não são exigidas.  com  fundamento  no  artigo  581.  por  seu  advogado.  com  fundamento  no art.  Não  influencia  na  nota.  Se  o  juiz  não  conceder  a  ordem.  mas  jamais  invente a cidade. 7. e causas de extinção da punibilidade (art.  sem  qualificadora.  do  Código  de  Processo  Penal.  atenção:  se  a  autoridade  coatora  for  o  juiz. cabe RESE. Os  demais  incisos  são  autoexplicativos.  cabe  ROC.  Ainda  sobre  as  teses.:  de homicídio para lesão corporal). o que importa é que o  80 . RÉU. 564 do CPP. Exemplo: o delegado instaura  inquérito  policial  com  base  em  “denúncia  anônima”.5 – “que conceder ou negar a ordem de habeas corpus” (inciso X): caberá HC ao  juiz  de  primeira  instância  quando  a  autoridade  coatora  for  a  autoridade  policial  ou  particular.  da  decisão  que  denega  HC. Para a FGV.  Além  disso. Da decisão que denega HC.  use  reticência  ou  traço.  IV.  e  não  RESE  –  jamais interponha RESE contra decisão de tribunal.

Comarca …. Não invente nome de  advogado  ou  número  de  OAB.  com  as  inclusas  razões.  Acho  que  ajuda  na  estética  e  na  correção  da  prova. Douto Procurador de Justiça.  pule  algumas  linhas. característica da peça  sempre pontuada pela FGV. Observações: “pede deferimento” é opcional. Requer  seja  recebido  e  processado  o  recurso  e.  ao  Tribunal  de  Justiça.  No  endereçamento.  caso  Vossa  Excelência  não  se  retrate  de  sua  decisão.  encaminhado.  entre  a  interposição  e  as  razões. Em RESE.  Ademais.  o  recurso  deveria  ser  remetido  ao  TRF. Observações:  se  quiser. não se esqueça de mencionar a retratação. data …. Colenda Câmara. Egrégio Tribunal de Justiça. Não vale nada. Advogado.nome  da  peça  e  a  fundamentação  estejam  corretos.  não  é  necessário  grafar o nome da peça em letra maiúscula.  fique  81 . Recorrido: Ministério Público. OAB …. Pede deferimento. Razões de Recurso em Sentido Estrito Recorrente: RÉU.  a  não  ser  que  você  queira  fazer  a  segunda  fase  novamente. Observações:  se  fosse  de  competência  da  JF.

 Excelências.atento  à  competência  da  JF. não conformado com a decisão do juiz da … Vara do Júri da Comarca de …. pois não  valerá pontuação alguma.  agiu  em  legítima  defesa; c) as provas não são suficientes para indicar que o réu foi o autor do delito; 82 .  à  Turma.  segundo todas as testemunhas ouvidas. com fundamento nas razões a seguir: Observações: coloquei a frase acima para “quebrar o gelo”. Imagine que o enunciado traz as seguintes informações: a) não foi dada oportunidade para que o réu oferecesse resposta à acusação; b)  as  provas  do  processo  indicam  que. II. e não Câmara. DOS FATOS No dia … Observações:  no  tópico  dos  fatos.  não  há  uma  única  prova  em  seu  desfavor.  sendo  imperiosa  a  impronúncia.  com  fundamento  no  artigo  414  do  Código  de  Processo  Penal.  Portanto. não foi ele o autor dos disparos que ceifou  a  vítima  de  Fulano. DO DIREITO Como se vê. é questão de  estilo. e não ao PGJ. 581.  requer a sua reforma. o recorrente não deveria ser pronunciado.  limite­se  a  resumir  o  enunciado. e cabe a você decidir se quer ou não uma introdução. acredito que a FGV  pedirá várias teses. O que importa é que a  sua tese esteja na peça. I. RÉU. IV.  Não  é  o  momento para alegar teses. Não perca muito tempo em sua elaboração.  hipótese  em  que  o  endereçamento  será  ao  TRF. Contudo. Observações: caso caia RESE com fundamento no art. haja vista que.  quem  praticou  o  delito. e ao PGR.

Advogado …. Comarca …. No dia da prova. data …. para  que nada seja esquecido.  Dizer  “como  medida  de  justiça”  ou  outra  coisa  do  tipo  não  influenciará  em nada. Observação:  se  a  FGV  pedir  que  a  peça  seja  oferecida  no  último  dia  de  prazo.  a  exemplo da lesão corporal. antes de começar a elaborar a peça. Peça tudo o que vier a sua mente. Prática Penal Como passar na 2ª fase da OAB – 11ª Parte – Apelação  by Leo • 25 de setembro de 2015 • 5 Comments  83 . requer a impronúncia do recorrente. vá fundo! Pede deferimento. com fundamento no artigo  414 do Código de Processo Penal. se você gosta. anote no rascunho.  considere somente os cinco da interposição. DO PEDIDO Diante do exposto. Nesta hipótese.  todas as teses do enunciado. ainda que pareça  absurdo. OAB …. Mas. pela falta de resposta; a absolvição  sumária  em  razão  de  excludente  da  ilicitude;  a  impronúncia  por  ausência  de  indícios de autoria; a desclassificação para delito mais leve. “Peque” pelo excesso. você teria que pedir a nulidade. III. Observações:  o  que  importa  é  que  o  pedido  e  a  sua  fundamentação  estejam  presentes.d)  as  provas  dão  a  entender  que  se  trata  de  crime  não  doloso  contra  a  vida.

 como aplicá­las em sua peça. há uma única tese de defesa: a ilegalidade da prisão em  flagrante.  é  inegável  que  o  grau  de  dificuldade  não  é  o  mesmo  para  todas  elas. estiver claro que o crime não existiu. Por isso. quando cai apelação.  farei  uma  abordagem  diferente  em  relação  às  teses. o cliente deve ser  absolvido. não há pena.  Na  segunda. veremos rapidamente teoria do crime e teoria da  pena. e. a primeira pergunta a ser respondida é: houve um crime? Se.  no  rascunho  oferecido pela banca. por outro lado.  para  ser  mais  exato ­. Isso porque cada peça tem o seu momento  específico.  sugiro  que  você  anote.1. No entanto.  mas  por  esquecimento  de  uma  ou  outra  tese. é  uma  das  peças  mais  difíceis. Teoria do Crime (Teses Absolutórias) A parte geral do CP está dividida basicamente em duas partes: na primeira. para analisar dosimetria e saber se a pena imposta ao  réu foi justa. Logo.  No  relaxamento. 32.).  Por  essa  razão.  Nesses  anos  acompanhando  o  Exame  de  Ordem  –  desde  2008.  e  isso  se  mede  de  acordo  com  o  número  de  teses  que  cada  uma  delas  comporta.  Introdução:  se  você  não  pulou  os  tópicos  anteriores. De forma bem simplificada. e. Caso contrário. é possível  alegar quase todas as teses existentes (nulidades. não ocorrem por falta de  conhecimento  do  examinando. não havendo como fazer confusão. em seguida. elabore  a peça. bem delimitado pela lei. por exemplo. portanto.  Caso  você  tenha  achado  óbvio  o  que  acabo  de  dizer. 2.  já  deve  ter  percebido  que  errar a peça é praticamente impossível. e nada mais. Muito fácil.  das  mais  cobradas  na  segunda  fase.  estuda­se  a  aplicação da pena. só depois.1. 2.  caso  seja  a  peça  de  sua  prova.  é  claro. é bem provável que teses importantes sejam esquecidas.  é  porque  deve  estar vinculando a existência do crime somente à tipicidade formal (inexistência de  84 . a partir do art. Na apelação.  e. que vai  do  artigo  13  ao  28.  discute­se  a  existência  do  crime. todas as teses que conseguir identificar. teses de mérito etc. percebi que as reprovações. A ordem adotada pelo CP é lógica: se não há  crime.  Teses  de  defesa:  neste  tópico. no enunciado da peça.

 Vejamos a estrutura: 85 .  o  crime  é  formado  por  fato  típico. ao analisar um caso. você terá  que  descobrir  se  a  composição  está  completa  –  e.  há  uma  diferença  fundamental:  é  possível  um corpo humano sem membros. o crime deixa de existir. Para  ficar  mais  claro.  não  haverá  crime.  corpo  e  membros. quem tem  menos de 18 anos não pratica crime. Pela mesma razão.  elemento da culpabilidade. 2º A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade (3º substrato). mas ato infracional análogo a crime. deixando de lado outras questões.  ilícito  (ou  antijurídico)  e  culpável. Portanto. veríamos a seguinte estrutura: Volto a dizer: se ausente qualquer dos substratos.  Se  o  dissecássemos. Se o corpo humano é  composto  por  cabeça. Quem. e. Como a ilicitude é substrato  do  crime  (segundo  substrato). Cada um dos substratos possui alguns elementos em sua composição.  quando  reconhecida  a  legítima  defesa.  deve  ser  absolvido  –  não  há  imputabilidade. quero que a seguinte imagem  esteja em sua cabeça: imagine que o crime é um organismo. não tem nenhum discernimento do que faz em razão de  desenvolvimento  mental  incompleto. entenda os parágrafos a seguir. Vejamos dois exemplos: 1º A legítima defesa é causa de exclusão da ilicitude. não há crime. leitor. o erro de tipo e a inimputabilidade. Para que você. não há crime.  No  entanto. como a tipicidade  material.  Ausente  qualquer dos elementos. ao  tempo da ação ou omissão. O fato típico  é  composto  por  a)  conduta;  b)  resultado;  c)  nexo  causal;  d)  tipicidade.  podemos  dizer  que.  caso  não  esteja. o crime deixa de existir.  voltemos  ao  exemplo  do  crime  como  um  organismo. portanto.previsão legal para a conduta). mas não existe o crime se ausente qualquer de  seus elementos (os chamados substratos).

 Portanto.  §  2º.  A  mãe  que.  não há crime. 135). no  entanto. afinal. I ou II. a lei. e o réu deve ser absolvido com fundamento no art.  217­A.  fato típico ou crime.  deve  responder  pelo  estupro  (art. não  há  a  conduta  (deixar  de  prestar).  na  omissão de socorro (art.  dizemos  que  o  crime  é  omissivo  próprio.  quem  deixa  de  agir  –  crimes  comissivos  e  crimes  omissivos.  a  lei  descreve  um  fazer.  em  todos  eles.  13.  a  86 .  A  maioria  dos  crimes  é  comissiva.  em  outros  momentos.  há  os  chamados crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão. Exemplo: a mãe em  relação  aos  filhos. em alguns momentos. sob pena de responder pelo delito.  podendo  evitar  que  a  filha  seja  violentada  sexualmente. houve crime (a estrutura está completa).  nada  faz.  Exemplo:  deixar  de  prestar  assistência.  como  consequência.  135). Explico: o CP.  no  art. Quando a lei descreve uma conduta de deixar de fazer. mas o enunciado  dá  a  entender  que  a  ação  de  matar  não  existiu.  e.  mas deixar claro que ele não foi omisso.  a  lei  também  descreve  condutas  que  são  praticadas  por  um  deixar  de  fazer.  No  entanto.  Entretanto. mas não foi ele o autor.  elemento  do  fato  típico.  Logo. não houve a conduta  de matar. Observação: não coma bola! No exemplo.  Alguns  exemplos:  homicídio  (matar);  furto  (subtrair);  estupro  (constranger).  a  absolvição  deve  se  dar  pelo  art.  Nesta  última  situação. Conduta: a conduta pode ser omissiva (deixar de fazer) ou comissiva (fazer).1.  se  o  problema  disser  que  o  réu  foi  denunciado  por  omissão  de  socorro.  elenca  algumas  pessoas  que  estão  obrigadas  a  evitar  que  um  resultado delituoso ocorra. Outro exemplo: o réu foi denunciado por homicídio.  Perceba  que. tiver ocorrido o homicídio (houve o crime!).1. mas ficar demonstrado que ele  não  foi  o  autor.  386. 386.  não  há  a  conduta  (matar).  213  ou  art. deve ser imposta a absolvição. Caso.  em  outros  delitos. Destarte. pune quem faz  algo.  e. como ocorre na omissão de  socorro  (art.2.  IV  ou  V.

 como o assunto já foi estudado em outro tópico. E. que geralmente não é visto no estudo da conduta.  no  art.depender  da  vítima). adquirir. clicando aqui. em um mesmo contexto  fático. devendo.  é  o  tipo  penal  misto  alternativo.  Percebeu  o  efeito  dominó  quando ausente um dos elementos que constituem o crime? Ainda sobre a conduta.  o  motorista  que  dirige  de  forma  prudente mas atropela e mata suicida que se atira em frente ao automóvel. um tema que é muito cobrado na segunda fase é o erro de  tipo.).  possui  dezoito  formas  de  se  praticar o delito (vender. o assunto geralmente é  cobrado  em  relação  à  distinção  entre  dolo  eventual  e  culpa  consciente.  o  agente  prevê  o  resultado  e  assume  o  risco  de  provocá­lo. também estudamos o dolo e a culpa. Por fim. é claro. um ponto interessante. não há dolo e nem culpa.  33  da  Lei  11. por outro lado.  e  não  vários. o agente prevê o resultado.343/06. Entretanto.  No  dolo  eventual. 13.  Pode  ser  que  o  problema  descreva. não há conduta. provavelmente será  em  um  caso  do  rito  do  júri. produzir etc. conforme rol do art. como a conduta é  elemento  do  fato  típico  (1º  substrato). mas acredita sinceramente  que ele não ocorrerá.  Perceba  que  a  mãe. Na conduta. Por isso.  na  situação  descrita. ou que não tinha como evitá­lo.  assim  como  o  estuprador. se o agente.  mas  por  deixar  de  fazer algo (por omissão).  ocorre  apenas  um  crime. ser absolvido. Outro exemplo: o estupro.  deve  responder  por  um  crime  comissivo. e. peço ao leitor para  que o acesse. Se o assunto for cobrado em sua prova.  não  há  crime. Pode cair  em  sua  prova  um  caso  em  que  o  denunciado  não  tinha  o  dever  legal  de  evitar  o  crime. Nos tipos penais mistos alternativos.  o  estupro.  mas  acho  que  se  encaixa  bem  em  nosso  resumo  de  teses. § 2º.  Explico:  alguns  delitos  são  compostos  por  diversos  verbos  nucleares.  Na  culpa  consciente.  Ex.  pratica  mais  de  um  verbo  nuclear. Nesta  hipótese.:  o  tráfico  de  drogas. em  ambos os casos.  talvez. diz­se o crime comissivo por omissão. Na OAB.  um  caso  em  que  não  há  dolo  e  nem  culpa  –  por  exemplo.  e  a  tese  será  a  desclassificação  de  homicídio  doloso  para  homicídio  culposo. que pode  ser  praticado  tanto  pela  conjunção  carnal  como  pela  prática  de  atos  libidinosos  diversos.  87 .

  Neste  caso. peça a absolvição por inexistência do crime. mas a recebe dias  depois.  em  um  mesmo  contexto  fático.  penso  que  será  nos  termos  do  clássico  exemplo  da  vítima  que  morre  a  caminho  do  hospital  porque  a  ambulância  em  que  estava  envolveu­se  em  um  acidente. Nexo causal: o nexo causal é o “link” entre a conduta e o resultado.1.  da  tentativa  ou. Duvido muito  que  caia  na  segunda  fase  por  ser  algo  bobo  demais.  fato típico ou crime. 317 do CP). a sua tese será a prática de um único crime de estupro. e  a sua conduta é formalmente típica porque prevista no art.  os  crimes  formais  e  os  de  mera  conduta  não  admitem  tentativa. 2. 2.  Exemplo:  o  funcionário público solicita vantagem indevida (art.  seja  questionado  o  momento  de  consumação  de  um  crime. Ex.  peça  a  absolvição  do  acusado por inexistência do crime – se não há tipicidade formal.  Resultado:  o  estudo  do  resultado  influencia  na  análise  da  consumação. 121 do CP.  sendo  o  recebimento  da  vantagem  o  mero  exaurimento  da  conduta  –  portanto.  o  réu  praticou  um  único  crime.1.4.  em  regra  (há  exceções!!!). Já a tipicidade material diz respeito à relevância da lesão ou ameaça de lesão ao  bem  jurídico  tutelado.  se  o  enunciado  descrever  a  suposta  tentativa  de  prática  de  um  desses delitos. A tipicidade formal se  dá com a subsunção de um caso concreto a um fato típico.  De  qualquer  forma.  Há  quem  diga  que  o  88 .Pode  ser  que  em  sua  prova  caia  um  problema  em  que  o  réu.  e  o  MP  o  denunciou  por  dois  estupros. Por ser a corrupção passiva crime formal. Se cair  na  OAB.  em  sua  segunda  fase.  Aqui.  se  o  problema  descrever  uma  situação  formalmente  atípica.3.  até  mesmo. 2.:  sexo  anal). e não de dois.: você mata João.1. não há tipicidade. Tipicidade: a tipicidade é dividida em formal e material.  diversas  teses  podem  surgir.  Ademais.  submeteu  a  vítima  à  conjunção  carnal  (cópula  vagínica)  e  a  ato  libidinoso  diverso  (ex. A ausência de nexo causal entre a conduta e o resultado embasa pedido  de absolvição. ela se consumou no momento em  que  a  conduta  “solicitar”  foi  praticada.  Pode  ser  que.  da  existência  do  crime.  Logo.2.

 Como o tema já foi discutido em outro tópico. pois.  Culpabilidade:  a  culpabilidade  pode  ser  cobrada  em  sua  prova  de  três  formas: a) imputabilidade: o enunciado descreverá uma das hipóteses de inimputabilidade –  artigos  26. no  entanto. pode ser que o tema seja cobrado com base naquelas  hipóteses  do  art.  o  art.). peço ao  leitor para que o leia (clique aqui).  Fique  atento. VI.  embora  exista  divergência a respeito da natureza jurídica do que dispõe o dispositivo.  142  do  CP. no art.1.  do CPP.5.  o  STJ.  estado  de  necessidade  etc. 386. penso que a tipicidade material será cobrada quanto à aplicação do  princípio da insignificância.  No  entanto.  em  diversas  oportunidades.  pois  é  possível  que  existe  alguma  causa  especial  de  exclusão  da  ilicitude  –  por  exemplo. III.4. na hipótese de vítima promíscua. 386. e criou inciso próprio para a absolvição nestas hipóteses  (art. quando materialmente atípico um fato. 17) também é causa de afastamento da  tipicidade material. 386. O legislador.  fique  atento:  o  crime  impossível ou tentativa inidônea (CP. não sabe disso.critério  etário  (menor  de  14  anos)  do  estupro  de  vulnerável  não  deveria  ser  absoluto. Por isso.1.  ao  seguinte:  embora  a  inimputabilidade afaste o crime. nesta hipótese e nas duas seguintes; 89 .  23  do  CP  (legítima  defesa.  o  réu  deve  ser  absolvido  por  inexistência  do  crime. fique esperto: sempre leia as disposições gerais de cada delito (geralmente  estão  localizadas  ao  final  do  capítulo). art. em alguns casos.  refutou  tal  reflexão.  Por  fim. faltaria tipicidade material – para quem sustenta a  teoria. Em sua prova. Destarte. 2. Ilicitude: o reconhecimento de causa de exclusão da ilicitude faz com que o  fato não seja considerado crime. não utilize o art. VI).  Contudo. pois ausente um dos substratos. não haveria lesão ao bem jurídico tutelado.  no  entanto.  27  e  28  do  CP. 2.  Se  cair  na  segunda fase. há inciso próprio para a absolvição.

b)  exigibilidade  de  conduta  diversa:  o  problema  dirá  que  o  réu  praticou  o  fato  sob  coação.  em  violação  ao  art.  uma  breve  revisão  do  sistema  trifásico  de  aplicação da pena: 90 . tenho certeza que serão pedidas.  Nestes  casos. quando você começar a atuar com casos  reais. Ao analisar o problema da segunda fase.  21 do CP. para justificar a falta  de justa causa para a ação penal. 2.  causa  de  diminuição  ou  atenuante.  isso vale até para a sua vida profissional.  ou  a  não  aplicação  de  privilégio. previsto no art.  do  CP. VI. Peça a absolvição com fundamento no art. mas o correto cálculo da pena. O esquema acima é fundamental na busca de teses de mérito. Para  que  o  assunto  fique  mais  claro.  de  o  juiz  errar  ao  reconhecer  o  concurso  de  crimes  (arts. é preciso ter uma noção geral de teoria da pena. 386.  o  examinando  não  pedirá  a  absolvição. Na OAB.  65.  qualificadora  ou  causa  de  aumento. Também enseja a absolvição com fundamento no art. 386. c)  potencial  consciência  da  ilicitude:  o  enunciado  deixará  claro  que  o  réu  desconhecia a ilicitude da conduta – o chamado erro de proibição.  69/71). duas teses  absolutórias.2.  Pode  ocorrer. pelo menos. Teoria da Pena (Autoridade Arbitrária): para saber se o juiz foi justo ao aplicar a  pena.  59  do  CP. 32.  ainda.  então.  Ou.  Exemplo:  o  réu  tinha  menos  de  21  anos  na  época  dos  fatos  e  o  juiz  deixou  de  aplicar  a  atenuante  do  art.  I. e a resposta ao problema estará no estudo da composição do crime.  o  juiz  fixou  pena  acima  do  mínimo  legal  sem  qualquer  justificativa.  22 do CP. tema disposto no CP a partir  do art. VI. o tema costuma ser cobrado em relação à injusta incidência de  agravante. e faça menção ao art. Se cair apelação. procure  desconstituir a estrutura do crime para sustentar a tese absolutória – em verdade.

 157 constitui “roubo qualificado”.  155.  65  e  66  do  CP)  e  as  agravantes  (art. o  cálculo  é  iniciado  em  dois  anos.  No  §  2º  do  art. a pena tem como objetivo a  punição individual do criminoso pelo fato por ele praticado.  cabendo  a  você  requerer  a  desclassificação  para  a  figura  simples  –  por  exemplo. que deve incidir na 3ª fase da dosimetria da  pena.  61).  o  juiz  inicia  o  cálculo  em 1 ano (art. O juiz deve partir da pena mínima.”.  temos  a  figura  qualificada:  “A  pena  é  de  reclusão  de  dois  a  oito  anos”.  Ademais.  é errado dizer que o § 2º do art.  há  uma  causa  de  aumento:  “A  pena aumenta­se de um terço até metade”.  e  multa. Por isso. mas aumento da pena  da  figura  simples  em  determinada  fração.  apele e peça a fixação da pena no mínimo legal. o  cálculo  deve  iniciar  da  pena  da  figura  qualificada. “caput”). afinal. 2ª  Fase:  nesta  fase. por outro lado.  nas  causas  de  aumento.1ª Fase: circunstâncias judiciais. 155. Gravidade em abstrato não é fundamento para subir  a pena – se o problema disser que o juiz elevou a pena em uma condenação por  tráfico  de  drogas  em  razão  do  mal  causado  à  população  pela  conduta  delituosa.  de  quatro  a  dez  anos. como na qualificadora. e elevá­la com  fundamento no art.  é  na  primeira  fase  que  as  qualificadoras  são  consideradas. 59 do CP.  “reclusão.  e  multa. “caput”: “Pena – reclusão.  157.:  é  importante  que  você  saiba  a  diferença  entre  qualificadora  e  causa  de  aumento.  Percebeu  que  os  patamares  mínimo  e  máximo  são  diversos? Cada figura possui a sua própria pena. pouco importando o mal  em  abstrato  causado  pela  conduta. a lei não traz pena própria. 155.  Exemplo:  roubo  simples. § 4º).  No  §  4º  do  art.  desclassificação  de  furto  qualificado  para  furto  simples; Obs.  são  consideradas  as  atenuantes  (arts.  Abra o seu “vadinho” e veja o art.  há  preceito  secundário  distinto  da  conduta  simples.”. embora comum no cotidiano. de um a quatro  anos.  Por  outro  lado. No furto qualificado (art. Quando um crime é qualificado.  Nas  qualificadoras. 155.  Pode  cair  em  sua  prova  uma  qualificadora  injustamente  imposta  ao  réu. mas causa de aumento.  É  importante  ressaltar  que  algumas  qualificadoras  e  91 . Não se trata de  qualificadora.  Exemplo:  no  furto  simples.

 155.  com  o  mero  pedido  de  incidência  de  atenuante ou afastamento de agravante. no julgamento dos Embargos de Divergência n.  Outras.  Veja  o  exemplo  da  tentativa:  se  o  juiz  não  pudesse  ir  abaixo  do  mínimo. 1. II).  acredito  que  seja  quanto  a  requerer  a  incidência  de  alguma  atenuante ou o afastamento de agravante; 3ª Fase: as causas de aumento e de diminuição estão espalhadas pela parte geral  e pela parte especial do CP. Caso a 2ª fase da dosimetria caia  em  sua  prova.  no  entanto.”  (STJ. no entanto. do CP. Por  fim. o  que  é  lógico.  Na  OAB. Fique atento. § 1º.  Por  isso.  se  o  juiz  compensar  (usar  uma  para  anular  a  outra)  a  atenuante  do  art.  possuem  o  mesmo  “valor”:  “Esta  Corte  Superior.  Na 3ª fase. pacificou o  posicionamento  de  que  a  atenuante  da  confissão  espontânea  pode  ser  compensada com a agravante da reincidência. acredito  que  o  tema  será  cobrado  de  forma  simples.  Ainda  sobre  agravantes  e  atenuantes. reconhecendo que ambas as causas  são  igualmente  preponderantes.  como  conhecimento  nunca  é  demais.  importante  frisar  que. que não é preponderante.  que  é  preponderante. o juiz pode reduzir a pena abaixo do mínimo ou ir além do máximo. 2º.  o  juiz não pode reduzir a pena abaixo do mínimo ou ir além do máximo.752/RS. 155. art. pois o STF  92 .  I.  65.  em  relação  à  pena. Exemplos de causa  de diminuição: tentativa (CP. bem como em legislação especial. o réu seria condenado pela pena mínima do crime consumado – ou seja. 14.atenuantes  possuem  mais  “valor”  que  outras. é bem provável que o enunciado diga que o juiz fixou o regime fechado com  fundamento no art. da Lei 8. Exemplo: se  o réu está sendo condenado por furto qualificado. o  crime consumado e o tentado seriam punidos da mesma forma.  caso  caia  um  crime  hediondo  ou  equiparado  em  sua  prova. “a”. o juiz tem como  teto os 8 anos previstos no art. Na OAB.  Mas. § 2º) etc.  nunca  vi  cair  questões  sobre  a  compensação  de  atenuantes  ou  agravantes. na segunda fase. furto de pequeno valor (art.154. a sua tese será a ilegalidade  da  compensação.072/90.  na  segunda  fase  da  dosimetria. II.  HC  326097/SP).  com  a  agravante do art.  procure  saber  mais  sobre  o  tema. § 4º. 61.

  nos  termos  do  art. 2. e não a absolvição do réu  – exceto em resposta à acusação. elas serão.  não  tem  segredo:  busque provar que o réu deve ser pronunciado e levado a julgamento.4. sendo hipótese de  interposição de apelação pela acusação. o examinando deve buscar: nulidades processuais; causas  de  extinção  da  punibilidade;  teses  absolutórias;  e  erros  na  aplicação  da  pena.  foi  o  que  aconteceu. você pedirá que o juiz a declare. Exemplos: se a  autoridade  for  incompetente. IV. § 2º. em regra.  Caso  a  FGV  faça  novamente.  Como disse no começo. em apelação. do CPP.  As  nulidades  são  vícios  processuais. na bizarra hipótese do art. 397. é uma das peças mais difíceis.  Outras  Teses  (Nulidades  e  Extinção  da  Punibilidade):  é  possível  que  a  FGV  cobre.  exceto  se  o  problema disser que a sua atuação se dá como assistente de acusação.3. Como você está estudando para a OAB. 2. além de teses absolutórias e de correta aplicação da pena. pouco importando a gravidade em abstrato do delito.  cabe  apelação  contra  a  decisão  que  absolve  sumariamente  o  réu  ou  que  o  impronuncie.  e  ensejam  a  anulação do processo desde a sua ocorrência.  devendo  o  regime  ser  fixado  nos  termos do art.  Como  a  punibilidade  não  integra  o  crime. Há alguns  exames.  a  sua  ausência  não  enseja  a  absolvição  do  acusado. pois comporta quase todas  as teses existentes.  Evidentemente.  não  há  como  cair  essa  apelação  na  segunda  fase.tem  considerado  inconstitucional  o  dispositivo. Em suma. Teses no rito do júri: a apelação é cabível no júri em suas duas fases: 1ª  Fase:  na  primeira  fase  do  rito  do  júri.  não  é  de  interesse do réu reverter a absolvição sumária ou a impronúncia.  Por  isso. teses de nulidade  e  de  extinção  da  punibilidade.  366  do  CPP. e não a absolvição. do CP. 33.  peça  a  anulação  do  processo  “ab  initio”;  se  o  réu  foi  citado  por  edital  e  o  processo  não  foi  suspenso. peça a anulação do processo desde a audiência. e  não  para  o  MP. fundamentadas  com  base  no  art.  também  peça  a  anulação  desde  o  início;  se  alguma  ilegalidade  foi  praticada  em  audiência.  107  do  CP.  se  o  problema  trouxer  hipótese de prescrição. Quanto às teses de extinção da punibilidade. 93 .

2ª  Fase:  se  o  acusado  foi  pronunciado,  é  realizado  o  seu  julgamento  perante  o 
Tribunal  do  Júri,  por  um  conselho  de  sentença.  Cabe  apelação  contra  a  sentença 
do júri, mas, em razão da soberania do veredito, os pedidos não são os mesmos da 
apelação do rito comum. Vejamos:
Primeira  hipótese:  art.  593,  III,  “a”.  Se,  após  a  sentença  de  pronúncia,  houver 
qualquer nulidade, cabe apelação – as anteriores à sentença de pronúncia devem 
ser objeto de RESE, ao final da primeira fase. Não há como pedir absolvição do réu 
na peça. A tese está limitada à nulidade e, o pedido, à declaração de nulidade pelo 
tribunal (TJ ou TRF).
Segunda  hipótese:  art.  593,  III,  “b”.  Cabe  apelação  quando  a  sentença  do  juiz­
presidente  for  contrária  à  lei  expressa  ou  à  decisão  dos  jurados.  Exemplo:  os 
jurados entenderam que a qualificadora do motivo fútil deve ser afastada. Se o juiz­
presidente,  ao  lavrar  a  sentença,  condenar  o  réu  à  qualificadora,  peça,  em 
apelação,  que  o  tribunal  afaste  a  qualificadora  e  calcule  a  pena  com  base  no 
homicídio  simples.  Não  cabe  pedido  de  absolvição,  mas  somente  o  de  retificação 
da sentença.
Terceira hipótese: art. 593, III, “c”. Cabe apelação quando houver erro ou injustiça 
no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. Mais uma vez, não se 
discute se o réu é inocente ou não. Não é possível pedir a absolvição do acusado, 
mas somente a retificação da pena pelo tribunal.
Quarta hipótese: art. 593, III, “d”. Cabe apelação quando a decisão dos jurados for 
manifestamente contrária à prova dos autos. Exemplo: ocorre um crime de grande 
repercussão,  mas  não  há,  nos  autos,  prova  de  que  o  réu  praticou  o  delito.  No 
entanto, os jurados, em virtude da comoção causada pelo crime, decidem condená­
lo. Contra o erro dos jurados, cabe apelação. Contudo, em virtude da soberania do 
veredito,  você  não  pedirá  ao  tribunal  a  absolvição  do  acusado,  mas  a  sua 
submissão a novo julgamento. Se provida a apelação, o acusado será novamente 
julgado, mas por outros jurados.
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2.5. Teses no rito sumaríssimo: a Lei 9.099/95 prevê duas hipóteses de apelação, 
nos arts. 76, § 5º, e 82. Cabe apelação da decisão que rejeita a petição inicial, e a 
sua  tese  será  o  recebimento,  nos  termos  do  art.  395  do  CPP,  e  da  decisão  que 
aplica  transação  penal.  Fique  atento:  o  prazo  de  interposição,  nestas  hipóteses,  é 
de 10 (dez) dias (art. 82, § 1º).
3.  Prazo:  5  (cinco)  dias  para  a  interposição  e  8  (oito)  para  razões.  Na  OAB, 
contudo,  devemos  apresentar  a  interposição  e  as  razões  ao  mesmo  tempo.  Por 
isso, caso a FGV peça para interpor no último dia de prazo, calcule 5 (cinco) dias, e 
não a soma dos dois prazos.
4.  Competência:  a  interposição  deve  ser  endereçada  ao  juiz  que  proferiu  a 
sentença  e  as  razões  ao  tribunal  (TJ  ou  TRF).  Não  cabe  apelação  contra  decisão 
de tribunal.
5. Modelo:
Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da … Vara Criminal da Comarca …
Obs.:  o  uso  do  “doutor”  não  é  obrigatório.  Em  verdade,  o  que  importa  é  que  você 
enderece corretamente a interposição. Excelentíssimo, fofíssimo ou qualquer coisa 
do tipo não influencia na nota.
FULANO,  já  qualificado  nos  autos,  vem,  por  seu  advogado,  interpor  APELAÇÃO, 
com fundamento no art. 593, I, do Código de Processo Penal.
Obs.: não precisa qualificar o réu, afinal, o juiz já o conhece. Ademais, não invente 
informação. Se o problema disser que o réu se chama “João”, diga apenas “João”, 
e não “João da Silva”. No exemplo, coloquei apelação em letra maiúscula, mas não 
é  necessário.  Fica  a  seu  critério.  Quanto  à  nomenclatura,  alguns  manuais  dizem 
“recurso de apelação”. Não está errado. Também fica a seu critério.
Requer  seja  recebida  e  processada  a  apelação,  com  as  inclusas  razões,  e 
encaminhada ao Tribunal de Justiça do Estado ….
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Obs.: não cabe juízo de retratação, como no RESE. Então, não peça. Além disso, 
fique  atento  à  competência.  Se  o  processo  for  da  Justiça  Federal,  enderece  ao 
TRF.
Pede deferimento.
Comarca, data.
Advogado.
Obs.: não invente dados. Não invente dados. Não invente dados. É o que tenho a 
dizer.
Razões de Recurso de Apelação
Apelante: FULANO.
Apelada: Justiça Pública.
Egrégio Tribunal de Justiça,
Colenda Câmara,
Douto Procurador de Justiça,
Obs.:  se  o  processo  for  da  JF,  enderece  ao  TRF,  à  Turma,  e  não  Câmara,  e  ao 
PGR.
O  apelante,  não  conformado  com  a  sentença  proferida  pelo  Juiz  de  Direito  da  … 
Vara  Criminal  da  Comarca  …,  requer  a  sua  reforma,  pelas  razões  a  seguir 
expostas.
I. Dos Fatos
O  acusado  foi  denunciado  pela  prática  do  crime  previsto  no  artigo  155  do  Código 
Penal, pois teria subtraído, no dia 2 de fevereiro de 2015, a bicicleta pertencente ao 
Sr. Beltrano.
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 é capaz de o examinador não atribuir a pontuação merecida. não há  prova suficiente para a condenação.  Na  OAB. Do Direito Como  se  vê. VII.  afirma  ter  sido  ele.:  na  OAB. Tico e Teco. Obs.  pode  até  transcrever  o  que  diz  o  dispositivo  mencionado.  com  base  em  informações  de  pessoas da região onde o fato ocorreu.  386.  Excelências. do Código de Processo Penal.  Fulano. e.  e  ambas  afirmaram  não  ser  o  apelante  o  autor  do  delito. nos termos  do artigo 386.  que  presenciaram  o  delito.  não  encha  linguiça.  é  interessante dividir as teses em tópicos. Obs. III.  no  entanto. devendo o apelante ser absolvido.  é  bem  provável  que  a  FGV  peça  várias  teses  ao  mesmo  tempo  –  nulidade.: o importante é que o examinando alegue as teses e as fundamente.  A  vítima.  embora  seja  irrelevante  para  a  pontuação  de  sua  prova. requer a absolvição do apelante. limite­se a resumir o enunciado do problema.  Se  quiser. Destarte. Ex. II.  Exemplo:  estado  de  necessidade  (art.  falta  de  justa  causa.  a  prova  contra  o  apelante  é  frágil. Não perca  muito tempo ao elaborá­lo. foram ouvidas duas testemunhas. pois não vale ponto algum. do Código de Processo Penal.  o  autor  do  crime. Digo isso porque a correção é mal feita. Do Pedido Diante do exposto.  Caso  isso  ocorra.  tenham  afirmado  não  ser  ele  o  autor  do  furto. O apelante foi condenado à pena de 1 (um) ano pela prática do delito. que presenciaram o delito. Por isso.: “a) das nulidades; b) da falta de justa  causa”. Obs.  VII.  VI)  e  princípio  da  insignificância  (art.  97 .  pode  ocorrer  de  o  problema  trazer  várias  teses  absolutórias. o juiz o condenou com base em boatos ouvidos pela vítima.Em juízo.  extinção  da  punibilidade  e  excesso  na  punição.  Sr.: no tópico “dos fatos”. se não estiver bem claro o que  você está alegando.  Embora  duas  testemunhas. com fundamento no artigo 386.

 61.  é  necessário  fundamentar  todas  as  teses  absolutórias  (art. do CP”. fique atento aos pedidos subsidiários.  no  entanto. requer a absolvição do acusado.  o  prazo  é  de  5  (cinco)  dias  (prazo  recursal. a OAB pede para que a peça seja datada  no  último  dia  de  prazo.  Caso  isso  ocorra. III. Além disso.386. 386.  Vossas  Excelências  entendam  pela  condenação.  subsidiariamente.  requer. Obs. 386. Caso. Ex. o afastamento da agravante do art. III e VI). e não material). data. Pede deferimento.: fique esperto! De vez em quando.: “diante do  exposto. 98 . do CPP. Comarca. I.  No  caso  da  apelação.  III). nos termos do art. Advogado.