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O tema deste trabalho “Económica Portuguesa na actualidade”, cujo

subtema intitulado “Recursos Humanos, nível de vida e justiça Social”
foi escolhido pelo professor de forma aleatoria e sera avalheao pelo
mesmo.
Assim, a realização do trabalho implicará a mobilização de
conhecimentos e competências adquiridas nos módulos anteriores
que possibilitem uma análise integrada da realidade económica
portuguesa actual no contexto da União Europeia.
Neste trabalho, abordamos a parte dos Recursos humanos, nível de
vida e justiça social
A pior crise económica, desde os anos 30, afectou fortemente a
Europa. A economia da UE diminuiu cerca de 4 % em 2009; a
produção industrial sofreu uma queda de cerca de 15 %; o
desemprego cresceu 10 %, querendo isto dizer que existem 23
milhões de desempregados actualmente na União Europeia.
Esta crise revelou igualmente os problemas económicos a longo prazo
da UE. Os nossos exportadores têm de competir com a concorrência
da China, Índia e de outras economias emergentes onde os custos
são inferiores. O envelhecimento da nossa população significa que
menos europeus na idade activa têm de apoiar um número crescente
de reformados. Temos de assegurar uma fonte de energia segura e
ecológica para nós próprios e para as gerações vindouras. Além disso,
muito mais tem de ser feito, a fim de ajudar os empresários que
desejam criar um novo negócio ou expandir uma pequena empresa.
As medidas para responder à crise tomadas em Portugal de acordo
com Teixeira dos Santos, implicam o corte das despesas com
funcionamento equivalentes a 0,6 por cento do PIB, tal como a
poupança com os cortes nas despesas com a Segurança Social.
A poupança que o Governo espera arrecadar com a redução nas
despesas com medicamentos e meios complementares de
diagnóstico equivale a 0,3 por cento do PIB, e as reduções nas

transferências para os vários sub-sectores será equivalente a uma
poupança de 0,2 por cento. Já o corte nos investimentos gerará uma
poupança de 0,2 por cento do PIB, e nas outras despesas mais 0,1 por
cento.
O governante anunciou, ainda, a eliminação do quarto e do quinto
escalões do abono de família e o aumento extraordinário de 25 por
cento nos primeiros dois escalões. De acordo com o ministro, estas
medidas serão para entrar em vigor já este ano, e juntam-se ainda às
reduções das ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de
funções no Estado.
O ministro explicou, também, que a redução do número de
trabalhadores contratados “já está em curso”, e que serão
aumentadas as taxas dos serviços públicos, em especial na Justiça e
na Administração Interna e ainda a contribuição dos trabalhadores
para a Caixa Geral de Aposentações, que subirá 1 ponto percentual e
que vai reduzir em 5 por cento o peso total salarial da função pública,
incidindo de forma progressiva nos salários acima dos 1.500 euros.
Teixeira dos Santos explicou que os cortes salariais serão entre os 3,5
e os 10 por cento, de modo a atingir uma redução de cinco por cento
na massa salarial total.
De acordo com Teixeira dos Santos, o escalão mais baixo, entre os
1.500 e os 2.000 mil euros, sofrerá um corte de 3,5 por cento,
chegando-se aos 10 por cento nos escalões mais altos.
O Governo anunciou, também, a criação de um novo imposto sobre o
sector financeiro, à semelhança do que acontece em outros países
europeus.
O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo Estado através do
Ministro da Educação e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior. O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem
implementado, existindo também escolas privadas em todos os níveis
de educação.

Em Portugal a educação é iniciada obrigatoriamente para todos os
alunos aos 6 anos de idade (podendo iniciar-se aos 5 caso o aluno
faça 6 anos no ano de entrada). A escolaridade obrigatória é de 12
anos.
O ensino está dividido em ciclos:


1.º ciclo (1.º ano ao 4.º ano);
2.º ciclo (5.º e 6.º ano);
3.º ciclo (7.º ao 9.º ano).

No 1.º Ciclo, a avaliação é efectuada de Muito Insuficiente/Não
Satisfaz a Excelente. No final do Ciclo, é realizada uma prova de
aferição de Língua Portuguesa e de Matemática de toda a matéria do
1.º Ciclo.
O ciclo seguinte é designado por Ensino Secundário - abrange o 10.º,
11.º e 12.º ano e tem um sistema de organização próprio, diferente
dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser
marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que
abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em
média cerca de 200 alunos, enquanto as do 2.º e 3.º ciclos e as
secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.
A taxa de alfabetização nos adultos situa-se nos 95%. As matrículas
para a escola primária estão próximas dos 100%. Apenas 20% da
população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino
superior, frequenta as instituições de ensino superior do país. Para
além de ser um dos principais destinos para os estudantes
internacionais, Portugal está também entre os principais locais de
origem de estudantes internacionais. Todos os estudantes do ensino
superior, tanto a estudar no país como no estrangeiro, totalizaram
cerca de 380 mil alunos em 2005.
Portugal é o país da Europa com maior percentagem de pessoas que
não sabem ler nem escrever. Ainda assim, nos últimos 30 anos, o

11. aquelas que mais contribuem para a grande percentagem de pessoas analfabetas.3 por cento dos homens. o número de analfabetos atingia os nove por cento. tornando Portugal no país da Europa com maior percentagem de pessoas analfabetas. Em 2001. que o peso da população com o ensino secundário completo passou de 2. mais de 121 milhões de crianças não frequentam a escola. na última década. Segundo os dados do último CENSOS. mas também à morte das pessoas idosas. A taxa de alfabetização aumentou 5% em Portugal. A diminuição do analfabetismo ao longo dos anos deve-se. segundo os dados do CENSOS de 2001. Os homens analfabetos eram 19. essencialmente. a percentagem de população sem qualquer qualificação baixou de 61 para 26 por cento. nos últimos 30 anos. que.7 por cento. As mulheres são as que mais contribuem para o peso dos números.5 por cento. também.5 por cento das mulheres declararam-se analfabetas contra apenas 6. ficando-se a grande maioria pela escolaridade obrigatória. Em todo o mundo. Em 1970 o cenário apontava para 31 por cento das mulheres portuguesas que não sabiam ler nem escrever.A taxa de alfabetização entre a população adulta portuguesa aumentou cinco pontos percentuais nos últimos dez anos.6 para 6. de acordo com o último relatório da instituição. passando . Os dados revelam. Lisboa . o país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) que tem maior taxa de abandono escolar: apenas 20 por cento dos portugueses atinge o ensino secundário. Portugal é. ainda. Quando se assinala quarta-feira o Dia Mundial para a Alfabetização. os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que nove em cada 100 portugueses não sabem ler nem escrever.analfabetismo diminuiu 17 por cento. criado pelas Nações Unidas. à escolarização progressiva dos jovens.3 para 11 por cento e que o peso do ensino superior passou de 0.

O Sul e o Leste da Ásia e o Pacífico juntam-se à . acrescenta o documento.são as últimas a ser matriculadas na escola e as primeiras a abandoná-la quando as dificuldades se fazem sentir".de 87.5% para 92. segundo o relatório anual da Unicef sobre a situação mundial da infância. a dos filhos ou das comunidades em que vivem". deixando centenas de milhões de meninas e mulheres sem instrução nem aptidões que lhes permitam melhorar a sua situação. No entanto. o relatório revela que a taxa subiu de 84% para 90%. divulgado esta quinta-feira. o relatório.5%. intitulado "Situação Mundial da Infância 2004". sendo as mulheres e os distritos do sul do país os mais penalizados pelo analfabetismo. Todos os anos ficam de fora da escola mais nove milhões de meninas do que rapazes. a Unicef alerta para o fato de mais de 121 milhões de crianças. com dez ou mais anos. que existe na maior parte das sociedades. 65 milhões dos quais meninas. as moças são as primeiras sacrificadas . tendo o número de meninas não escolarizadas aumentado de 20 milhões em 1990 para 24 milhões em 2002. em 1990. não sabe ler nem escrever. De acordo com o documento. refere que as iniciativas internacionais têm "defraudado de forma grave as crianças e jovens do sexo feminino. Tendo como tema central a educação das crianças do sexo feminino. a taxa de alfabetização dos homens portugueses situava-se nos 91% e dez anos depois subiu para os 95%. estes valores reportam-se a um período anterior ao último recenseamento geral da população em 2001. No caso das mulheres. O Censos 2001 revelou que nove em cada 100 residentes em Portugal. "Devido ao carácter persistente e muitas vezes subtil da discriminação entre sexos. A região da África subsariana é a mais problemática. A nível global. não frequentarem actualmente a escola.

Pelo contrário. Sem significativa discrepância regional. As mulheres são as que têm maiores habilitações literárias. Entre 1991 e 2001. com 3.6% em 2001. a organização manifesta-se esperançada de que é ainda possível alterar a actual situação. o seu valor é ainda elevado. Apesar do balanço negativo. No entanto. Quatro em cada cinco meninas não escolarizadas encontram-se numa desta três áreas.8% respectivamente. fazendo com que esta região seja a que apresenta o maior valor do país. 18. com valores muito abaixo do nacional. Taxa de alfabetismo 2001 (%) Embora a taxa de analfabetismo tenha reduzido em Portugal entre 1991 e 2001. Em 2001. 18. é visível a supremacia dos homens. Por outro lado. existindo 72 homens com curso superior por cada cem mulheres em idêntica situação.7%.3%. conforme indicam os resultados dos Censos do INE. passando de 4% em 1991 para 8. e o concelho Oeiras. o número de pessoas com 21 e mais anos que concluíram o ensino superior duplicou neste período. Em Portugal. Já quanto aos mestrados e doutoramentos. acelerando de forma estratégica os esforços nacionais e internacionais. seguindo-se-lhe a Região Autónoma da Madeira com 15. é Lisboa (5. 11% da população (10 e mais anos) era analfabeta em 1991.3% e -3. 15.7% o 3º ciclo.8% o 2º ciclo. passando esse valor para 9% em 2001.9% da população completou o ensino superior. que duplicou nestes últimos 10 anos em todas as regiões do país.9%. o analfabetismo reduziu principalmente no Alentejo e no Algarve.lista de regiões onde a disparidade é maior. temos a proporção de população com ensino superior. -4. são os concelhos do Alentejo que continuam a registar as maiores taxas de analfabetismo. 37. .7%). A região que continua a registar a taxa mais baixa do país.8% dos residentes literados em Portugal tinham completado o 1º ciclo do ensino básico. 15% o ensino secundário e 8.

4 %). A caracterização da população passa não só por conhecer a sua estrutura etária.8. mas também a sua situação perante o trabalho. uma situação justificada pelo aumento do peso dos idosos. em especial do sexo feminino. motivada sobretudo pelo envelhecimento da população e consequente redução da população activa.são também as mulheres que registam maiores níveis de analfabetismo (quase o dobro dos homens). o Centro apresentou. em 1970. pela diminuição da taxa de natalidade e pela entrada mais tardia dos jovens no mercado de trabalho. seguindo-se o Norte e Lisboa. Nomeadamente em actividades ligadas aos serviços. e apesar de a taxa de actividade masculina ainda ser superior à feminina. em diferenciar população activa de população não activa. Contudo. a maior taxa de actividade. . a taxa de actividade apresentaria uma clara tendência para o decréscimo. se não considerássemos a crescente entrada da mulher no mercado do trabalho ( a taxa de actividade feminina corresponde a 47.5 %. para 52. ou seja. Em termos regionais. Os Açores continuam a ser a região onde a taxa de actividade é menor. passando de 36. A população activa traduz a taxa de actividade. que também tem vindo a aumentar nas últimas décadas. em 2005.

que.2006 No entanto. O Alentejo registou uma percentagem de desemprego superior à média nacional. a taxa de desemprego tem vindo a aumentar. quer em Portugal quer na União Europeia. não considera muitas pessoas que trabalham sem declarar a sua actividade e inclui os desempregados . O desemprego é medido através da taxa de desemprego. Contudo. 1998. . apesar de ser mais elevada na população feminina. em Portugal. a partir de 2000. O desemprego é actualmente um problema.Evolução da Taxa de Actividade por NUT II. o que leva a uma diminuição relativa no desemprego. 2005 Contudo. diminuiu em Portugal. na medida em que não inclui as domésticas ( por não serem remuneradas). é necessário ter em conta que a taxa de actividade nem sempre reflecte a situação real. apresentando dos valores mais baixos da EU. esta diminuição está associada ao aumento do trabalho precário e a uma diferenciação regional. uma vez que é responsável pelo crescimento da pobreza e da criminalidade. Taxa de desemprego em Portugal. até 2000.

. a taxa de desemprego diminuiu na generalidade das regiões. onde se manteve.6%. em Portugal.2 e da Madeira.Taxa de desemprego por NUT II. Comparativamente ao trimestre anterior.9% De Lisboa. 8.5% Os valores mais baixos registaram-se:  Nas regiões autónomas dos Açores. É grosso modo. 4º Trimestre de 2005 e 1º trimestre de 2006 No 1º trimestre de 2006.8% No Norte. 4. 4. O grau de desenvolvimento de um país ou região relaciona-se directamente com a repartição da população activa por sectores de actividade. o secundário e o terciário. com excepção:   Do Alentejo. onde a taxa de desemprego aumentou. mais elevado quanto menor for a população activa no sector primário e maior no terciário. 9. as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas nas regiões:    Do Alentejo. 8. Do Algarve. As actividades da população activa são muito diversificadas e concentram-se em três sectores de actividade: o sector primário.

Desenvolvimento técnico e tecnológico do sector primário e  secundário. Expansão do comércio. Com o passar dos anos. passou a ser o sector que menos peso tinha em termos de população activa. verificaram-se importantes alterações na estrutura profissional da população activa. lazer e cultura. pelo que. devido à transformação de efectivos para os outros dois sectores de actividade. Surgimento de novas actividades. O desigual desenvolvimento das actividades económicas reflecte-se numa distribuição desigual da estrutura profissional em Portugal. Aumento do número de mulheres nos serviços.Entre 1950 e 2005. apesar de tardia. tem provocado o decréscimo do emprego neste sector e. mas a modernização tecnológica das indústrias e a sua deslocação para outros países. . em busca de mão-de-obra mais barata. o sector secundário conheceu um crescimento a partir de meados da década de sessenta. Desenvolvimento da educação e saúde. a aproximação económica e social do nosso país aos restantes Estados da EU. este sector sofreu uma redução na estrutura profissional da população activa. consequentemente. a diminuição da sua população activa. Em 1950 o sector primário ainda representava cerca de 50% da população activa. Aumento e diversificação do turismo. foi o que mais cresceu nas últimas décadas. devido ao fraco desenvolvimento socioeconómico do país. Desenvolvimento dos serviços sociais e de administração    pública. que testemunham. Quanto ao sector terciário. Contrariamente. a partir de 1970. o que se explica por:     Melhoria do nível de vida.

tem-se verificado uma redução do número de alunos inscritos no ensino básico. Contudo. em virtude do alargamento da rede escolar e do maior apoio social do Estado. em 2004 Apesar da expansão considerável. secundário é importante nas regiões do Norte e do Centro. Nos últimos anos. sobretudo nos 2º e 3ºciclos. registou-se um aumento dos alunos inscritos no secundário. estando esta directamente relacionada com a estrutura etária da população. onde ainda existem indústrias que necessitam de mão-de-obra  intensiva e pouco qualificada sector terciário predomina em Lisboa e no Algarve. tem-se . em Portugal. Apesar de a taxa de analfabetismo se ter cifrado nos 9% em 2001. como consequência da quebra da taxa de natalidade. Por outro lado. do ensino secundário e superior e das acções de formação profissional. a taxa de alfabetização (percentagem de população que sabe ler e escrever) já é relativamente importante. dado que a partir de 1970 se verificou um aumento da frequência do ensino. sobretudo após a adesão à actual EU. o nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa é ainda relativamente baixo quando comparado com o dos restantes países comunitários. Estrutura da População activa. apesar do aumento da escolaridade obrigatória. por NUT II.Assim:   sector primário predomina nas regiões do interior.

2% da população activa) e diminuiu a população activa sem instrução ou com menores níveis de escolaridade. enquanto os Açores detinham a população activa com menor qualificação.verificado um aumento da percentagem de jovens que não concluem este nível de ensino. a população activa com mais qualificação localizava-se. 2002 . Grau de instrução. O aumento da oferta no ensino superior privado. que actualmente predomina no ensino superior. apesar de mais de metade da população activa não ter a escolaridade obrigatória. na região de Lisboa. Por outro lado. segundo as NUTS I e II. ou seja. Ao nível do ensino superior. passando de cerca de 187 mil para cerca de 380 mil. Em termos regionais. este aumento resulta de factores como: . verificou-se entre os anos lectivos 1990/1991 e 2004/2005 um aumento da população a frequentar o ensino superior. em 2002. Assim. a escolaridade média da população activa tem aumentado. . e apesar do ligeiro decréscimo nos dois últimos anos. O aumento da população feminina. a população activa com um nível de escolaridade superior aumentou ( em 2005. a população activa com o ensino superior completo correspondeu a 13.

Em contrapartida. ainda continua a haver uma percentagem muito elevada da população que apenas concluiu o 1º ciclo do ensino básico. até à Oceânia. os EUA firmaram uma enorme teia de pactos que acabou por cercar o mundo comunista. da qual eram “benfeitores”. apesar do aumento da escolaridade dos portugueses. Em 2005 o nível de instrução da população com 15 e mais anos era o seguinte (em percentagem: Nível de instrução da população com 15 e mais anos em Portugal. Desde a Europa.A evolução da instrução da população portuguesa revela então uma melhoria do nível de vida e um aumento do nível educacional. reflectindo a situação das mulheres mais idosas. . que apresentam ainda altas taxas de analfabetismo. as mulheres representam cerca de 60% da população habilitada com o ensino superior. Contudo. O mundo capitalista aproveitou a fragilidade vivida no pós-guerra para estender os seus tentáculos sobre o mundo. 2005 A proporção de mulheres sem nenhum grau de instrução continua a ser mais elevada que a dos homens.

Têm outras funções. de um casal de funcionários públicos ou de empregados de escritório. No entanto. etc. questionamento de valores. a família com mil euros mensais pode bem ser da classe média baixa. como o dinheiro disponível não permite acesso a bens que façam a diferença com as classes trabalhadoras. mantendo debaixo da sua “asa” ¾ do mundo que aos EUA estavam ligados através de pactos.Podemos retirar a conclusão de que esta rede de tratados não servia apenas para os Estados Unidos da América se protegerem de possíveis ataques armados pela parte da URSS mas também para garantirem a sua supremacia a nível mundial. por exemplo. como a modernização das empresas e da agricultura. mas vale muito mais que o 12º de hoje'. algo que lhes pode dar prestígio. Esta é uma tentativa de marcar a diferença. Se se tratar. as inovações na Ciência e na Técnica foram indispensáveis para a melhoria da vida ocidental. que não pertencem às classes populares. cujos rendimentos as podem confundir com as classes populares. Nestes casos. Além disto. as sociedades europeias começaram também a adoptar o mesmo estilo de vida. com o surgimento de problemas como a poluição. visto que este desenvolvimento partiu do modelo de vida americano. como uma herança do passado. é certo que todas estas mudanças vividas neste período se reflectem ainda nos nossos dias. outra instrução. declarações como esta: 'Tenho o 5º ano do liceu. esgotamento de recursos naturais. Assim. Ou seja. de dizer que têm algo que as distingue e que as valoriza". Por fim. este rápido crescimento teve as suas consequências mais tarde. fez com que houvesse uma “explosão de nascimentos” . Contudo. "É comum ouvir destas pessoas. Assim. além do . a maioria insiste em sublinhar o que a distingue do operário.baby-boom. o facto de as populações terem um nível de vida bom.

lembra António Joaquim Costa. veste-se e comporta-se de acordo com a classe a que pertence. os funcionários públicos. E. . Paga impostos. A preocupação. dos gostos e das habilitações. O típico indivíduo de classe média. permitiram o acesso de mais pessoas a mais bens e profissões. a classe média não compra certas marcas de carro. não vai de férias para certos destinos. O gosto. de forma intencional. já não é só o que se faz que define a classe social. António Joaquim Costa refere que os estudos continuam a mostrar que as próprias classes trabalhadoras fazem a diferença. Por causa do comportamento. os professores e todos os que entendem que são de classe média. os empregados de escritório. Porque se banalizaram ou porque têm um certo estigma. é de classe média. Há uns anos. no entanto.dinheiro que recebem ao fim do mês. pedreiros e canalizadores entendem que são operários. Um professor do ensino secundário. não veste certo tipo de roupa. salienta o professor de Sociologia da Universidade do Minho. a profissão intelectual são de classe média. a estratégia para si e para a família. Não se identificam com os outros. Tenham o seu negócio e rendimentos mensais superiores aos mil euros. a verdade é que carpinteiros. A partir de certos ordenados e certo grau de instrução deixa de ser tão importante fazer a diferença. a Mercedes perdeu mercado para a concorrente BMW porque se associava os Mercedes ao novo rico. para marcar a diferença. Define-se pelo que faz e pelo que não faz. licenciado. por isso. A sociedade de consumo e a massificação do ensino garantiram maior mobilidade social. que pertencem ao povo. ao emigrante regressado da Venezuela ou da África do Sul. talvez nem seja tão importante. Ou seja. "O mesmo aconteceu com os sapatos de verniz".

Nomes bem diferentes das Vanessas. entre académicos. o professor de Sociologia da Universidade do Minho refere que as classes continuam a existir e a influenciar comportamentos e estratégias de vida. dos Igors. entre os rapazes há muitos Martins. mas por questões de moda". já se fazem pósdoutoramentos. os sapatos de verniz caracterizaram a aristocracia. a hierarquia deixou de ser estanque. Um filho de um operário fabril terá um percurso diferente de um filho de médico. Lourenço. o saber é prestígio. Bem diferentes do gosto mais popular dos operários. Beatriz. Na classe média. Na instrução também se procura fazer a diferença. A classe é estatuto. Inclui a escolha da casa. E. Só que sem a fatalidade de outros tempos. Sara. Diogo. a procura de mestrados aumentou de forma substancial nas universidades.Durante muito tempo. Pedro. . das cortinas e até das preferências musicais ou literárias. a moda trouxe os nomes medievais. mais ao gosto popular. Quando se popularizaram entre as classes trabalhadoras passaram a ser considerados antiquados. O gosto não se fica apenas nos carros ou na roupa. A verdade é que a massificação do ensino após o 25 de Abril em Portugal baralhou a forma como as classes sociais se organizavam. Até os nomes que se escolhe para os filhos são uma manifestação de pertença a uma classe. "Agora estão de volta. eram um bem de distinção de classe. A confusão foi ainda maior quando a sociedade de consumo se implantou e os bens passaram a estar disponíveis para todos. mais tradicionais. Apesar da maior mobilidade social. do bairro. As meninas são agora quase todas Inês. das Cátias e dos Rubens. Mais pessoas tiveram acesso às escolas. Como as licenciaturas perderam importância. Ou para todos os que podem comprar.

conta bem fornecida. Normalmente as causas da diferenciação nos salários são derivadas pelo Ramo da actividade / Idade / Sexo / Qualificação / Localização da Residência / Dimensão da empresa Indicadores das desigualdades na repartição do rendimento:  Leque salarial: Traduz a amplitude de variação dos salários e expressa-se por: Salário mínimo / Salário máximo . A Sociologia coloca-os. Esses são os ricos. A categoria que inclui José Berardo. tem reconhecimento social. sob a forma de rendimentos. Um médico prestigiado. A repartição desses rendimentos consiste na sua distribuição pelos diferentes agentes económicos de uma sociedade. e um banqueiro não pertencem à mesma classe social. motorista e jacto particular. Entre ambos. É certo que o médico pode comprar um "Ferrari". ainda que ambos estejam no topo da hierarquia social. com consultório cheio. dos palacetes. pertence à classe média alta. mas não se desloca de jacto para as suas reuniões como o faz um empresário ou um banqueiro. exerce uma profissão de prestígio. Vive sem pensar em dinheiro.Classe média alta e híper burguesia. embora não se possa permitir fazer as extravagâncias da híper burguesia. pois. com boa casa. em dois estratos sociais diferentes. há diferenças que tendem a ser esquecidas pelo desafogo económico em que vivem os profissionais liberais de sucesso. férias dispendiosas e carros de alta cilindrada. com criadagem. A repartição tem por base a moeda. A produção da origem a um determinado valor monetário que é distribuído pelos intervenientes no processo.Se a relação foi 1/5 significa que o salário máximo é 5 vezes superior ao mínimo. . com negócios que geram milhões de euros. O médico. Belmiro de Azevedo e todos os empresários de sucesso.

o cálculo dos rendimentos. principalmente do estado para a população mais carenciada. de um determinado país. mas trata-se apenas de uma média. = Rend Nacional / Pop Total. não podemos observar através dele as desigualdades num país. por isso. Tem grande utilização. em média. Isto acontece segundo um processo de transferência de rendimentos. englobam apenas rendimentos monetários. Tem como finalidade a:   Protecção individual Correcção das desigualdades sociais Modos de intervenção:   Repartição da carga fiscal (isenção de impostos) Transferências sociais (abonos. e por isso não se calculam outros rendimentos como a gasolina ou como os rendimentos monetários que  fogem ao fisco Rendimento per capita: Permite-nos calcular o rendimento que. subsídios) A redistribuição realiza-se através de diferentes instituições públicas e sob diversas formas:  Para as famílias – fornecimento de bens e serviços gratuitos ou  pagamento parcial (escolaridade. Os impostos indirectos (IVA) . pensões e subsídios vários Para as empresas – subsídios a produção em determinados  sectores e isenção de impostos Processos de redução postos em causa – pelos seus efeitos na redução das desigualdades sociais. Mas atenção que. Curva de Lorenz: Permite observar a parte do rendimento que pertence a uma determinada fracção de população e avaliar o nível de concentração dos rendimentos. cada habitante aufere por ano. Consiste em reduzir as desigualdades na repartição dos rendimentos garantindo à comunidade um conjunto de prestações sociais consideradas fundamentais.

medicina cara) tornam muito difícil o equilíbrio entre receitas e despesas de protecção social. Vários factores (envelhecimento da população.penalizam mais as pessoas que usufruem de rendimentos mais baixos. .

Portugal foi hoje apontado. logo maior será o . A teoria económica já mostrou que quanto maior é a desigualdade na repartição do rendimento maiores são os obstáculos ao crescimento. maior será a poupança. nomeadamente a Suécia e Dinamarca. pode-se constatar que os países como um PIB mais elevado são. se se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante. realça o documento. na sua generalidade. em Bruxelas. revelando que não há qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos. No entanto. Os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos. O governo e o pensamento económico neoliberal actualmente dominante defendem que quanto maior for a desigualdade na repartição do rendimento. os mais igualitários. O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos EUA. "Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual". de acordo com os indicadores de distribuição dos rendimentos. ultrapassando mesmo os EUA nos indicadores de desigualdade. noticia a Lusa. como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos. "Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos EUA". O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. sublinha o texto.

Assim. já há mais de 70 anos refutou tal “teoria”. Mais concretamente. que uma das causas é a desigualdade na distribuição do rendimento”. agravaram as desigualdades e estão a tornar ainda mais difícil a recuperação económica do País. bem como a política actual centrada na obsessão do défice. 10% da população . segundo Keynes. As desigualdades na repartição do rendimento estão a aumentar em Portugal. o crescimento económico por acção milagrosa dos mercados. “a extensão da desigualdade na repartição do rendimento e da riqueza tende a fazer diminuir a propensão para o consumo. publicado pelo INE. do Juro e da Moeda”. pode-se dizer. apesar de ser um defensor do capitalismo. tendo concluído que uma elevada desigualdade na repartição do rendimento constituía um obstáculo importante ao crescimento económico. que não tem qualquer fundamento científico na sua conhecida obra “Teoria Geral do Emprego. propugnava que o Estado assumisse tal função e para isso defendia um “ sistema fiscal progressivo para reduzir as desigualdades de rendimento … e como uma medida importante para diminuir o desemprego” Em Portugal. “Se analisarmos o problema do desemprego sob o ponto de vista da estrutura social. Desigualdade e Pobreza em Portugal”. a política generalizada de privatizações sem quaisquer objectivos estratégicos que colocou os principais centros de decisão económica e geradores de lucro do País sob o controlo dos grandes grupos económicos. consequentemente. John Keynes. nomeadamente estrangeiros. sem medo de errar. os 10% mais ricos da população portuguesa recebiam mais rendimento do que os 50% mais pobres da população.investimento e. Como Keynes não acreditava que os ricos estivessem interessados em fazer o investimento necessário. Quanto menor é a propensão para o consumo maior é a dependência da economia em relação ao investimento para a manutenção de um nível elevado de rendimento e emprego”. De acordo com o estudo “Rendimento.

Em 1996.8 (portanto +0.3). aumentou ainda mais pois a diferença para pior cresceu de 2 para 2. Efectivamente segundo o serviço de estatística oficial da União Europeia. portanto da riqueza criada que reverte para os trabalhadores. enquanto a média dos 25 países da União Europeia cresceu de 4. em Portugal.portuguesa recebia 29% do rendimento total.5 para 7. contrariamente ao que pretende fazer crer o pensamento económico neoliberal e mesmo o governo os custos com o trabalho em Portugal. embora mais agregados.4. que eram já muito inferiores à média comunitária têm-se afastado cada vez mais nos últimos anos como mostra o quadro seguinte construído com dados publicados pelo Eurostat. de 6.1% da média dos países que constituíam a União Europeia nessa data. entre 2001 e 2004. o número de vezes que o rendimento dos 20% mais ricos da população é superior aos 20% mais pobres aumentou. quando a comparamos com a média comunitária. Como consequência. a desigualdade na repartição do rendimento no nosso País que já era elevada em 2001 (ano de inicio da crise económica em Portugal).5 para 4. os custos horários com o trabalho representavam 42. . Os custos com o trabalho em Portugal estão a diminuir em relação à média comunitária.2 (portanto + 0. enquanto 50% da população portuguesa recebia apenas 24. Nos últimos anos esta situação agravou-se como revelam dados do Eurostat.7).7% do rendimento.

Vejamos o seguinte quadro: O PIB.2 vezes superior ao PIB de 1973. é 69. o PIB aumentou muito mais vezes que as remunerações neste período. o que teve como . sem contribuições.8%.enquanto em 2004 já representavam apenas 39. a riqueza criada em 2008 é cerca de 97. O valor das remunerações em 2008. A prová-lo está o facto de que países com custos muito mais elevados (mais do dobro de Portugal) são competitivos.8 vezes superior às remunerações sem contribuições sociais de 1973. e que a competitividade das empresas deve ser alcançada através da diminuição ainda mais destes custos não tem qualquer fundamento técnico. ou seja. Portanto. como o faz. o pensamento económico neoliberal dominante e também o actual governo que a falta de competitividade da economia portuguesa resulta fundamentalmente dos elevados custos com o Trabalho. Afirmar.

sendo actualmente pior da que se verificava em 1973. anunciou hoje o STE. apenas 34% do PIB. Em segundo lugar. Mesmo se considerarmos as remunerações. e as remunerações. como já se referiu. sem incluir as contribuições sociais. Em primeiro lugar. cujos dados se apresentam seguidamente. representava do PIB aumentou de uma forma continua e significativa.consequência um agravamento na repartição da riqueza. Entre 1973 e 2008.500 euros por mês deverão ter uma perda de poder de compra de 9. Efectivamente. E isto já sem entrar em conta com a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde que abrangem a totalidade da população portuguesa. em 2008. Estes dados oficiais mostram duas coisas. pois passou de 47% para 59% do PIB entre 1973 e 1975.1 vezes. E a previsão é que sofra uma nova redução em 2009 como prevê o próprio Eurostat. que as condições de vida dos trabalhadores portugueses em 2008 são muito superiores às que tinham em 1973. que não se verificava antes do 25 de Abril onde menos de um terço da população estava abrangida por uma previdência extremamente deficiente e por um sistema de saúde insuficiente e maioritariamente privado. aumentaram 89. . alcançando com o governo de Sócrates. com as contribuições para a Segurança Social e para a CGA a situação não se altera significativamente. O PIB cresceu 97. com contribuições. concluímos que entre 1973 e 1975 a parte que a remuneração.1 pontos percentuais acumulada em 2011 e 2010. situação essa. Repartição de rendimentos na crise económica Os trabalhadores do sector público que ganham mais de 1. se analisarmos a evolução verificada no período 19732008. estes dados também revelam uma situação preocupante que é a seguinte: a repartição da riqueza em Portugal tem-se agravado de uma forma contínua e acentuada depois do período 1974-1976. tendo-se depois verificado uma diminuição continua e significativa.2 vezes.

considerando o sindicato que a previsão de 2. os trabalhadores do sector público detentores de um vencimento mensal acima dos 1500 euros e que deverão ter em média uma diminuição de 5 por cento no seu salário em 2011. Esta diminuição deve-se ao corte salarial para muitos trabalhadores. O STE chama ainda a atenção para «o facto de tanto os preços dos produtos energéticos como dos produtos alimentares. arriscam-se a ter uma perda do poder de compra avaliada em 7.1 pontos percentuais destes dois anos.4 pontos percentuais em 2010. as famílias portuguesas vão ver o seu rendimento disponível real diminuir em 2. ao aumento dos impostos (IVA e IRS) e das contribuições sociais. citando dados do Banco de Portugal. e à subida da taxa de inflação. à redução de algumas prestações sociais.2 por cento prevista pelo Governo «corre o risco de não ser confirmada». especialmente .6 por cento em Janeiro . a taxa de inflação de 2.4 por cento em 2011». perfazendo uma diminuição acumulada de 9. «Globalmente. tendo em conta a evolução previsível do preço do petróleo.1 pontos percentuais no conjunto dos dois anos.De acordo com um comunicado do Sindicato do Quadros Técnicos do Estado (STE). justifica o sindicando.7 pontos percentuais este ano. diz o STE. os trabalhadores que ganham abaixo dos 1500 euros também perdem poder de compra: um total de 4.o valor mais elevado desde meados de 2006 .7 por cento anunciada em Janeiro pelo Banco de Portugal é «mais realista». No comunicado o STE salienta que os preços em Portugal subiram para 3. quando já tiveram uma quebra de 1. nomeadamente o abono de família. Assim. anulando por completo o aumento registado em 2009.sobretudo devido à subida dos preços da energia e dos produtos alimentares não transformados. Segundo o STE. diz o documento.

No caso da Grécia. Europa desigual O objectivo de equiparar o poder de compra entre os países da UE continua muito longe de ser concretizado. .os não transformados. este não é o caso. revelados ontem pelo Eurostat. seis anos depois. a Grécia. Se em grande parte dos indicadores. ainda assim. com 268% da média da UE. este ano novamente empatado com Malta. A flutuação. Chipre e Espanha. Isto significa que o poder de compra da população portuguesa se tem mantido praticamente inalterado desde 1998. Luxemburgo é de longe o estado com maior riqueza por habitante. o poder de compra dos portugueses permaneceu nos 78% da média da União Europeia (UE). Pelo terceiro ano consecutivo. estarem a aumentar mais em Portugal do que na média da área do euro».o primeiro e o último estão separados por 227 pontos percentuais. no valor mais baixo dos últimos 12 anos. Os números revelam ainda que. Os gregos estão apenas 5% abaixo da média da UE. tem sido balizada entre os 81% e os 77% da média da UE. o que faz com que Portugal continue a ser o nono país mais pobre entre os 27 estados-membros. Portugal se destaca pela positiva quando comprado com a Grécia. seguido bastante de longe pela Irlanda. Os dados referentes a 2009. enquanto os portugueses estão 22% abaixo. as comparações com Portugal não têm parado nos últimos meses graças à crise da dívida pública europeia. mostram que o PIB per capita medido em paridades de poder de compra indicador que mede a distribuição da riqueza do país por habitante se manteve inalterado em Portugal. excluindo 2004. Malta voltou a atingir o mesmo nível de PIB per capita que Portugal. O fosso é ainda enorme entre o país com maior poder de compra e o mais pobre . que continua atrás de países como a Eslovénia.

respectivamente. A sociedade de consumo tem a sua origem na expansão industrial e caracteriza-se pela abundância e pela variedade de bens e serviços postos à disposição dos consumidores. As empresas manipulam o consumidor: os produtos não são fabricados para responder a uma necessidade. nomeadamente através da publicidade. a sua evolução em Portugal tem acompanhado a dos restantes países da UE. da estratégia empresarial ou da lógica de funcionamento de actividades . o consumo privado e o consumo público cresceram a um ritmo superior ao da média comunitária. Em Portugal. apesar dos padrões de consumo ainda estarem um pouco longe dos da média europeia. com 45% e 49%. Em relação a 2008. mas mais graças à descida do PIB per capita luxemburguês (8 pontos percentuais) que à subida do búlgaro (3 pontos percentuais). mas sim para vender a produção. Do lado oposto surge a Bulgária. Todo o consumo sem critério e por vezes ate perigoso (produtos desnecessários ou nocivos) é designado de consumismo – conjunto de comportamentos e de atitudes a nível do consumidor. Portugal continuava a ser o país da UE em que a despesa em consumo de produtos alimentares tinha maior peso. a produção condiciona o consumo. o fosso tornou-se mais estreito. As facilidades de crédito e publicidade induzem o consumidor à aquisição de um número cada vez maior de produtos. com 41%. Relativamente à estrutura do consumo. da empresa. em 1996. Assistimos a um consumo de massas Podemos dizer que na sociedade. Contudo. ao longo das três décadas. e a Roménia e a Letónia. Quer isto dizer que a melhoria do nível de vida da população portuguesa a partir da década de 80 se reflectiu nas estruturas de consumo.com 131%.

O país mais optimista é a China. a gastar menos em refeições fora de casa (82% em Portugal) e a gastar menos em roupa (77% em Portugal). já que é o único onde os entrevistados continuam convencidos de que conseguirão não ser atingidos pela recessão. As férias poderão também sofrer restrições este ano com 40% dos portugueses a admitirem cancelar planos de férias (face a 31% a nível global). a condução do projecto esteve a cargo da Motivação. Irlanda e Lituânia são os três países que mais sentiram uma regressão na economia do país (87% face a uma média global de 71%). Noventa e três por cento dos inquiridos afirmam ter dificuldade em fazer face a todas as despesas. e foram inquiridos 643 indivíduos. Inflação rastejante – em que a subida dos preços é quase imperceptível . A constatação é de um estudo realizado pelo International Research Institutes em 19 países. Mais de 40% estão a contribuir menos para instituições de caridade (53% em Portugal) e a gastar menos em alimentação (26% em Portugal). Portugal é também o país que mais sente dificuldade em fazer face às despesas mensais. Cerca de 60% dos inquiridos a nível mundial afirmam estar agora a gastar menos em presentes (84% em Portugal). Portugal é o país em que as refeições fora de casa estão a ser sujeitas a maiores cortes. A população está a mudar os seus comportamentos de compra como resultado da crise económica. que o M&P publica na próxima sexta-feira. Portugal incluído. numa dada economia.Fenómeno que se caracteriza pelo aumento generalizado dos preços dos bens e serviços de uma forma continua e desigual.económicas susceptíveis de conduzir a formas de consumo indiscriminado e inseguro. com idades entre os 18 e os 70 anos. Em Portugal. A sua intensidade é variável: . bastante acima da média global de 52%. Inflação. Inflação galopante – em que a subida dos preços é acentuada . Já Portugal.

Estas medidas constituem um entrave ao crescimento da actividade económica: Limitação dos aumentos salariais. Recorde-se que este valor. fixação dos preços. o que conduz automaticamente a uma depreciação da moeda se não se corresponder um aumento efectivo da produção. todos sentem que o seu poder de compra diminui. Redução do poder de compra – Com a subida generalizada dos preços. ou seja. com o mesmo valor. É preciso recuar a Maio de 2009 para encontrar uma taxa de variação média anual de preços (vulgo taxa de inflação) mais alta do que o valor agora apurado pelo INE para Novembro de 2010. Concretização de uma política de austeridade agindo sobre os custos salariais e a quantidade de moeda emitida. sem descurar a dinamização da actividade económica.Hiperinflação – A inflação mais grave de todas – Alemanha 22-24 Depreciação da moeda – Com o aumento generalizado dos preços. a taxa de variação média anual de preços no consumidor. Distorções na actividade económica . serve .3% tendo-se fixado em Novembro de 2010 nos 1. Deflação – Conjunto de medidas com o objectivo de lutar contra a inflação e consequentemente contra a subida dos preços. se compra uma quantidade menor de produtos. Os credores também se sentem prejudicados Estagflação – Quando a subida acentuada dos preços dos bens e serviços corresponde simultaneamente a uma subida elevada do desemprego. aumento dos impostos Desinflação – Provocar a descida da inflação. Os detentores de rendimentos fixos são os mais prejudicados .2% (mais três décima do que em Outubro). A inflação foi então de 1. é necessária mais moeda em circulação.

tendo-se fixado nos 2. A taxa de variação homóloga. Se as taxas de variação homólogas se mantiverem próximo dos patamares dos últimos 2 meses ou até um pouco acima em virtude. que compara o custo do cabaz de bens e serviços analisadas entre Novembro de 2009 e Novembro de 2010 fixou-se nos 2. mais 2. Contudo.2% a inflação anual deverá fixar-se nos 1. Note-se que se este indicador se voltar a repetir em Dezembro (ou se oscilar entre 2.5%.3%. ou seja. Entretanto. excluindo bens energéticos e alimentares não transformados. mantendo-se assim idêntico ao já apurado na comparação entre Outubro de 2009 e Outubro de 2010.8%. . do impacto fiscal esperado por via do aumento do IVA e outras taxas. em Dezembro. ou mesmo um pouco acima. No INE encontra alguns detalhes sobre a evolução dos preços por componentes que lhe poderão dar uma ideia mais próxima de qual estará a ser a sua taxa de inflação pessoal.4%). no final do primeiro trimestre de 2011. a taxa de inflação no final de 2010 deverá ser de 1. Caso a variação homóloga.2% e os 3.4% segundo dados do INE. desacelere para menos de 2. a taxa de variação homóloga de Dezembro de 2010 acelerou face ao registado em Novembro.4%.2 pontos percentuais). ano que havia ficado marcado por uma deflação de 0. podemos continuar a esperar aumentos significativos da variação anual sendo muito provável que a taxa de inflação esteja já nos 2%.de referencial para a maioria das estimativas e projecções de cenários económicos feitas por governos e empresas.2 pontos percentuais do que o registado em 2009. em função dos seus hábitos de consumo particulares. a variação homóloga foi de 0.3%. Taxa de inflação registada em Portugal em 2010 foi de 1.9% tendo inclusive registado uma desaceleração face a Novembro (-0. desde logo.

Este trabalho tendo como âmbito da disciplina Economia. Contudo.8%. nos últimos 30 anos. Tecnologia e Ensino Superior. O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem implementado. a produção industrial sofreu uma queda de cerca de 15 %. Portugal tem quase um milhão de analfabetos Portugal é o país da Europa com maior percentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever. querendo isto dizer que existem 23 milhões de desempregados actualmente na União Europeia. afectou fortemente a Europa. o analfabetismo diminuiu 17 por cento. ou seja. Taxa de inflação registada em Portugal em 2010 foi de 1. Ainda assim. frequenta as instituições de ensino superior do país. Educação O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo Estado através do Ministro da Educação e do Ministro da Ciência.Os dados de Dezembro conjugados com a expectativa de crescimento dos preços no consumidor induzida pelos aumentos de taxas e impostos faz antecipar que rapidamente a taxa de variação média anual dos preços ultrapassará os 2 pontos percentuais. mais 2. desde os anos 30. Apenas 20% da população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino superior. ano que havia ficado marcado por uma deflação de 0. A economia da UE diminuiu cerca de 4 % em 2009. a taxa de alfabetização nos adultos situa-se nos 95%. Recursos humanos. dissemos que a pior crise económica. As matrículas para a escola primária estão próximas dos 100%. Falamos sobre a economia em Portugal. tendo-se fixado nos 2.5%. o desemprego cresceu 10 %. a variação homóloga foi de 0. segundo os dados do CENSOS de 2001. Entretanto. excluindo bens energéticos e alimentares não transformados.4% segundo dados do INE. a taxa de variação homóloga de Dezembro de 2010 acelerou face ao registado em Novembro.2 pontos percentuais do que o registado em 2009. existindo também escolas privadas em todos os níveis de educação.9% tendo inclusive .

com/Sites/eugeniorosa.eugeniorosa. que o M&P publica na próxima sexta-feira.registado uma desaceleração face a Novembro (-0.eugeniorosa. http://www.pdf http://www. Portugal incluído. A constatação é de um estudo realizado pelo International Research Institutes em 19 países.com/Documentos/2009/15Reparticao-riqueza-criada-em-Portugal-Periodo-1973-2009.pdf .com/Sites/eugeniorosa.2 pontos percentuais). a gastar menos em refeições fora de casa (82% em Portugal) e a gastar menos em roupa (77% em Portugal). Cerca de 60% dos inquiridos a nível mundial afirmam estar agora a gastar menos em presentes (84% em Portugal).com/Documentos/2009/12-2009%20Pensoes-2009-apenas-389euros-3. A população está a mudar os seus comportamentos de compra como resultado da crise económica.