You are on page 1of 31

Cerâmica Rio das Contas Ltda

ALA

AUTO AVALIAÇAO AMBIENTAL


PARA RENOVAÇÃO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO

Produção de Blocos

1
ALA – AUTO AVALIAÇÃO PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Empresa: Cerâmica Rio das Contas Ltda

CNPJ: 14.800.304/0001-48
Unidade: Produção de Blocos de Cerâmicos

Tipo de Licença: Licença de Operação

1.0- HISTÓRICO

Localização da Fabrica: BR 330,Km07,Canoa Virada,Fazenda


Diamantina, Ipiau- Bahia,CEP: 45.570-000

Inicio de Operação: Desde a década de 80

Principal Produção :

Blocos vazados

Aplicação

Construção Civil

Mercado Consumidor: 100% para a Região Sul da Bahia.

Regime de Operação: A unidade produz durante 12 meses do ano com


paradas para manutenção no sábado e domingo, sendo 8 horas/dia no setor
administrativo produtivo. O setor de forno é continuo dividido em três
turnos de trabalho com 8 horas por turno de trabalho em regime de
revezamento.

Numero de empregados: 38

Área Industrial

Área total construída: 4.800 m

2
1.2- LICENÇAS

1.2.1- Blocos cerâmicos

Numero da Resolução:2761 de 28 de Fevereiro de 2003


Autorização da Licença de Operação da Cerâmica Rio das Contas, no
município de Ipiau.

Finalidade deste ALA: Requerer renovação da Licença de Operação.

1.2.2 – Autuações / Notificações


Não houve notificações no período de vigência da Licença de Operação.

2.0- MATÉRIAS-PRIMAS E INSUMOS (ADITIVOS,


CATALISADORES,AUXILIARES, ETC.)

Argila

Quantidade Consumida: 18.000 tonelada/ano.


Característicos Físico-químicos:

a. Estado Físico: Sólido granulado (100# - 325#)


b. Densidade Aparente: 2,5 ton/m3

Composição:

a. SiO2- 59% max;


b. Fe203 – 3,14% max;
c. AI2 O3 - 5,4% max;

Toxicologia: Um longo período de inalação do pó, em quantidade alta,


causa silicose, inicio da pneumoconiose.

Tipo de Armazenamento: Estocado em área instalado fora da unidade,


que alimentam diretamente a produção.

Fornecedor: Jazida de argila própria.

3
Lenha
Sacaria de Juta
Quantidade Consumida: 1.200 toneladas/ano

Serragem de madeira

Óleo diesel: 4,5 toneladas/ano

Resíduo:
Não se aplica.

2.1- CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO

Blocos cerâmicos

Quantidade Produzida: 6.000,00 peças/ano

Obs. A unidade produz durante 12 meses do ano, sendo a parada para


manutenção aos sábados.

Características físico-químicas:

A. Estado Físico: Sólido

Toxicologia: Inerte.

Tipo de Armazenamento: Estocado em pilhas.

Armazenagem: Armazenado em local fresco e ventilado a céu aberto.

Mercado Consumidor: Cerca de 100% para a região sul da Bahia.


Tipo de Transporte: Rodoviário.

2.2- Descrição do Processo Produtivo do Bloco

4
2.2.1- Introdução

O processo produtivo da Cerâmica, possui como a argila, matéria prima


indispensável, juntamente com água na confecção de tijolos
furados(blocos)cerâmicas e telhas lajotas.

2.2.2- Descrição do Processo


2.2.3- A argila é colocada no caixão alimentador, sendo transportada por
esteira rolante ate o desintegrador, nesse transporte é feito expurgo de
pedras, raízes e outra impurezas perceptíveis ao operador que as retira da
esteira.
2.2.3.1- O misturador recebe a argila do desintegrador por esteira
transportadora onde ela é misturada com a água homegenizada quantidade
preestabelecida, em função dos tipos de argilas misturadas, para que as
massas resultante saia com a umidade em torno de 18%.
2.2.3.2- Na massa é então transportada por esteira rolante ate o laminador
onde é comprimida e laminada em pequenos tabletes de argila, seguindo
para a maromba em nova esteira rolante .
2.2.3.3- Na maromba é feita á moldagem final da argila, em uma câmara
permitindo assim a saída da massa pela boquilha dando a forma de tijolos
furados ou outros tipos de produtos cerâmicos, que esta sendo
confeccionado.
2.2.3.4- Em seguida a cortadeira automática faz o corte em função da
velocidade de saída da massa pela boquilha. Na fabricação de blocos
cerâmicos a cortadeira é automática que trabalha no sentido ascendente e
descendente, faz os cortes com seus arames produzindo de um só
movimento ascendente ou descendente 6,8 ou 12 blocos.
2.2.3.5- Secagem e Queima dos Blocos.
2.2.3.6 Os blocos são colocados manualmente em carrinhos de mão e
transportados em pilhas para a secagem no pátio e nos secadores, que são
câmaras que observem o fluxo de ar proveniente dos fornos e
impulsionados para o exaustor.Os blocos cerâmicos são secados durante 18
a 24 horas adquirindo maior resistências e diminuindo a umidade,
chegando a valores próximos de 1%.
2.2.3.7-Transportados novamente em carrinhos de Mao ate os fornos onde
são queimados a temperaturas variando de 750 a 950ºC ate ficarem de cor
alaranjadas, dependendo da temperatura e da mistura da argila, essa etapa

5
pode durar entre 24 a 30 horas.
2.2.3.8- Após o aquecimento os produtos cerâmicos são armazenados em
pilhas na área de estoque ou transportados diretamente em carrinhos para
os caminhões de entrega aos depósitos de materiais de construção.

Fluxograma

Argila da Lavra

Silo

Desintegrador água

Maromba

Secagem e
Queima

Venda

6
2.4- ÁGUA

Fontes de Abastecimento

Água é fornecida por 01 poço existente dentro da cerâmica.

UTILIZAÇÃO:

a. Água de Processo;
b. Água de Refrigeração.
c. Água para o consumo Predial e Pessoal;

2.4.1- USOS E VAZÕES DA ÁGUA

Reposição da água da bomba de vácuo:

9,60 m /dia (adição a argila ).

Água para o consumo Predial e Pessoal


Cozinha, sanitários, etc. 2,00 m / dia. Os efluentes são direcionados para a
fossa séptica .

2.4.2- TRATAMENTOS ADOTADOS

Não se aplica

2.4.3- BALANÇO HIDRICO

Consumidores de água (1.500 kg/h)

Processo  Diluição
Refrigeração  Make up

7
Sanitária  Banheiro, cozinha, limpeza, etc.

1.500

200
TANQUE DE ARMAZENAGEM

Atm.220

1.000 Evap. P/ atm. 999

300

Bomba de Vácuo
Fossas Processo
sépticas

3.0-CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL

3.1 EFLUENTES LIQUIDOS

3.1.1- EFLUENTES LIQUIDOS ORGANICOS

Não se aplica.

3.1.2- EFLENTES LÍQUIDOS INORGÂNICOS

Não se aplica.

8
3.1.3- ÁGUAS PLUVIAIS

São enviados diretamente para o solo.

3.1.4- EFLUENTES DE LABORATÓRIO

Não se aplica.

3.2- RESÍDUOS SÓLIDOS

3.2.1- RESÍDUOS SÓLIDOS INDÚSTRIAIS PERIGOSOS

Não se aplica.

3.2.2- RESÍDUOS SÓLIDOS INDÚSTRIASIS NÃO PERIGOSOS

3.2.2.1- Origem: Forno de Queima de bloco

Quantidade: 30,0 ton/ano.


Tipo de acondicionamento: em pilha.
Localização da estocagem provisória: ao lado do Galpão.
Destinação Final: Prefeitura de Ipiau.
Programas de Reciclagem: Usa como cascalho.

3.2.2.2- Origem: Bombas de Produtos Químicos

Não se aplica.

3.2.2.3- Origem: Containeres de Produtos Químicos.

Não se aplica.

3.2.3- RESÍDUOS SOLÍDOS DOMÉSTICOS

Origem: Cozinha e Escritórios.

9
Quantidade: 1,5 toneladas/mês.
Tipo de acondicionamento: Sacos plásticos.
Local de Estocagem: Baias seletivas.
Destino Final: Aterro municipal
Programas de Reciclagem: Não se aplica.

3.2.4- RESÍDUOS DO SERVIÇO DE SAÚDE (AMBULATÓRIO)

Não se aplica, visto que a empresa possui este serviço.

3.3- EMISSÕES ATMOSFERICAS

Os gases gerados na queima do bloco são emanados para a atmosfera onde


sofre diluição.

3.4- EMISSÕES FUGITIVAS

Não se aplica.

6.0- HIGIENE E SEGURANÇA INDUSTRIAL

6.1- PPRA- Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

• Efeito da exposição ao ruído;


• Efeito da exposição á poeira;
• Efeito á vibração;
• Efeito a exposição de temperatura-calor;
• Recomendações e relatórios;
• Interpretação e tomada de decisões;
• Avaliação quantitativa (monitoramento);
• Avaliação quantitativa do risco e priorização.

6.2-Segurança Industrial

Principais Ações e Atividades na área de segurança.


10
Conscientização dos funcionários quanto as melhorias das atividades na
área de trabalho.
Treinamento Operacional:Os novos funcionários recebem treinamento
direcionado para a sua atividade e o mais experientes são reciclados em
suas tarefas.

7.0-SAÚDE DO TRABALHADOR

7.1- O PCMSO

Por principio, é parte integrante de um conjunto de iniciativa da empresa a


saúde dos funcionários, devendo necessariamente articular-se com os
demais itens.

7.1.A- Etapas do programa

• Exames Médicos;
• Adimensional;
• Periódico;
• Dimensional.

8.0-EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A empresa mantém treinamento na área ambiental, disseminando junto


aos colaboradores a consciência ambiental, bem como o conhecimento
da Política Ambiental adotada pela empresa.

9.0- ANÁLISE

9.1-A empresa vem cumprindo os condicionantes da Licença em vigor,


buscando a melhoria continua no atendimento dos parâmetros
ambientais inerentes a sua realidade.

9.2-A empresa mantém uma rotina de inspeção e limpeza dos


equipamentos é um controle de manutenção preditiva por analise de
vibração do equipamento.
11
9.5-A empresa vem cumprindo todos os condicionantes estabelecidos
pela Resolução 2761-Processo 2002-005849/TEC/LO- 0081.

10.0-SOLUÇÕES PROPOSTAS

10.1-Redução nas perdas de matéria prima e reetrabalho;

10.2- Redução no consumo de energia elétrica com o estudo das


necessidades reais das potencias dos motores;

10.3- Os resíduos Classe II deverão ser encaminhados para instalações da


Prefeitura Municipal de Ipiau ou empresa devidamente licenciadas pelo
CRA;

Roberto do Nascimento Dias/ CREA 29330/D.

12
Características Físico-Químicas e Toxicológicas:

a. Liquido incolor a verde, límpido.


b. pH (25°C e solução 1% em água)- 11,2 +/-0,5
c. Densidade (20° C) -1,013 +/- 0,5 g/cm3

Toxicologia: Irritante para a pele, olhos quando em contato e vias a


respiratórias quando inalado.

Tipo de Acondicionamento e Local de Estocagem: Embalado em


bombonas de 50 Kg (original de fabrica) e estocado no almoxarifado.

Fornecedor: GE BETZ do Brasil Ltda.

. Steamate NA 1321 (Inibidor de Corrosão).

Quantidade Consumida: 38 Kg / mês – 456 Kg/ano

Composição: produto a base de amina volátil.

Quantidade no Efluente: 5 ppm max. de fosfato total.

Características Físico-Químicas e Toxicológicas:

a. Liquido amarelo incolor límpido.

13
b. Densidade (20° C) -0,924 +/-.0,03g/cm3

Toxicologia: Irritante para a pele e olhos quando em contato e vias a


respiratórias quando inalado.

Tipo de Acondicionamento e Local de Estocagem: Embalado em


bombonas de 45 Kg (original de fabrica) e estocado no almoxarifado.

Fornecedor: GE BETZ do Brasil Ltda.

.Optisperse AP-4653 (inibição da incrustação).

Quantidade Consumida: 7 Kg / mês i.e. 84 Kg/ano

Composição: Polímero dispersantes

Características Físico-Químicas e Toxicológicas:

a. Liquido âmbar, levemente turvo.


b. pH (25° C e solução1% em água) – 10,49 +/- 0,5
c. Densidade (20 C) - 1,08 +/-0,03 g/em3

Toxicologia: Irritante para a pele, olhos quando em contato e vias a


respiratórias quandoinalado.

Tipo de Acondicionamento e Local de Estocagem: Embalado em


bombonas de 50 Kg (original de fabrica) e estocado no almoxarifado.

Fornecedor: GE BETZ do Brasil Ltda.

Spectrus NX 1421 (Controle de slime (microrganismos + sólidos


suspensos).

Quantidade Consumida: 2 Kg / mês i.e. 60 Kg/ano

14
Composição: hidróxido de sódio

Características Físico-Químicas e Toxicológicas:

a. Liquido, laranja, límpido.


b. pH (25° C e solução1 % em água) – 11,7 +/- 0,5
c. Densidade (20 C) - 1,128 +/-0,03 g/cm3

Toxicologia: Irritante para a pele, olhos quando em contato e vias a


respiratórias quando inalado.

Tipo de Acondicionamento e Local de Estocagem: Embalado em


bombonas de 50 Kg (original de fabrica) e estocado no almoxarifado.

Fornecedor: GE BETZ do Brasil Ltda.

DIANODIC DN 2106 (inibidor/dispersante, para ferro, zinco e sólidos


suspensos).

Quantidade Consumida: 7 Kg / mês i.e. 84 Kg/ano

Composição: fosfato de cálcio.

Características Físico-Químicas e Toxicológicas:

a. Liquido, límpido, amarelo.


b. pH (25° C e solução1% em água) – 11,80 +/- 0,5
c. Densidade (20 C) - 1,341 +/-0,03 g/em3

Toxicologia: Irritante para a pele, olhos quando em contato e vias a


respiratórias quando inalado.

Tipo de Acondicionamento e Local de Estocagem: Embalado em


bombonas de 25 Kg (original de fabrica) e estocado no almoxarifado.

15
Fornecedor: GE BETZ do Brasil Ltda.

Combustíveis: 1290,0 ton/mês, i.e. 14.480,0 ton/ de óleo BPF no


aquecedor de óleo térmico.
Utilização de 675,0 ton/mês, i.e. 8.100,0 ton/ano GLP para a caldeira,
forno e spray-dryer.

2.2 PRODUTOS E SUB PRODUTOS

.CARBONATO DE BARIO

Quantidade Produzida: 1.562,5 ton./mês = 12.500 ton/ano


.
Obs.: A unidade produz durante 08 meses do ano mais 1 mês de parada
para manutenção.

Características Físico-Químicas:

a. Estado Físico: Em pó ou em grãos, de cores brancas, inodoras e


insolúveis em água.
b. Peso Molecular: - 197,34
c. pH (Sol 10%) -10.5 (25 °C)
d. Densidade Aparente: - 0,5 a 2,0 g/cm3

Composição:

a. BaCO3 - 99 % min.
b. H20 - 0,20 % max.
c. Na2CO3- 0,60 % max.
d. Fe203 - 60 ppm max.
e. Na2S - 0,17% max

Toxicologia: Causa irritação em contato com mucosas e olhos.

Tipo de Armazenamento: Estocado em silos e posteriormente em sacos

16
de polietileno de 25 Kg valvulado e em big-bags de 750, 1000 e 1250 Kg.

Armazenagem: Armazenar em local fresco, ventilado e coberto.

Mercado Consumidor: Cerca de 80% para a região Centro-Sul do país.

Tipo de Transporte: Rodoviário e/ou marítimo.

.SULFATO DE BARIO

Quantidade Produzida: 1.250,0 t/mês, i.e. 3.750,0 ton/ano.

Obs. : A unidade produz durante 3 meses ao ano.

Características Físico-Químicas:

a. Estado Físico: Pó fino de cor branca;


b. Peso Molecular: 233,39
c. pH (Sol 5%) - 7,0 (25 °C)
d. Densidade Aparente: 0,55 g/crn3 min.

Composição:

a. BaSO4 - 99,3% rnin.


b. H20 - 0,12% max.
c. BaCO3- 0,10% max.
d. Fe203 - 40 ppm max.
e. NaCI - 200 ppm max.
f Na2S - 0,01 % max.

Toxicologia: Causa irritação em contato com mucosas e olhos.

Tipo de Armazenamento: Estocado em silos e posteriormente em sacos


de polietileno de 25 Kg valvulado e em big-bags de 750, 1000 e .250 Kg.

Armazenagem: Armazenar em local fresco, ventilado e coberto.

17
Mercado Consumidor: Cerca de 95 % para a região Centro-Sul do país.

Tipo de Transporte: Rodoviário e/ou marítimo.

.CLORETO DE BARIO

Quantidade Produzida: 180,0 t/mês = 1980,00 ton/ano.

Obs.: A unidade produz durante 11 meses do ano mais 1 mes de parada


para manutenção.

Características Físico-Químicas:

a. Estado Físico: Em pó branco e inodoro.


b. Solubilidade( o°C) -31 g/ 100g de água
c. Peso Molecular: - 244,27
d. pH (Sol. 10%) - 7,0 (25 °C)
e. Massa Especifica (24°C) -3,86 g/cm3

Composição:

a. BaCl2 - 85,0% min.


b. H20 - 15,0% max.
c. NaCl - 0,70% max.
d. Fe203 - 0,005 % max.

Toxicologia: Causa irritação em contato com mucosas e olhos.

Tipo de Armazenamento: Estocado em sacos de polietileno de 25 Kg


valvulado e em big-bags de 750, 1000 e 1250 Kg.

Armazenagem: Armazenar em local fresco, ventilado e coberto.

18
Mercado Consumidor: Cerca de 80% para a região Centro-Sul do país.

Tipo de Transporte: Rodoviário.

SULFETO DE SODIO

Quantidade Produzida: 1.340 t/mês, i.e. 14.740,0 ton/ano.

Obs.: Sub-produto dos sais de bário. A unidade produz durante 11 meses


do ano mais 1 mês de parada para manutenção.

Características Físico-Químicas.

a. Estado Físico: - Sólido cristalino de coloração amarelo a laranja;


b. Peso Molecular: - 78
c. Densidade Aparente: - 0,7 g/cm3 min,

Composição:

a. Na2S - 49 % min.
b. NaHS - 6,0% max.
c. H20 - 42,5 % max.
d. NaOH- 2,5% max.
e. Fe203 - 50 ppm max.

Toxicologia: Causa irritação em contato com mucosas e olhos.

Tipo de Armazenamento: Estocado em big-bags e/ou sacos valvulados de


polietileno.

Armazenagem: Armazenar em local fresco, ventilado e coberto.

19
Mercado Consumidor: Cerca de 80% para a região Centro-Sul do país.

Tipo de Transporte: Rodoviário e/ou marítimo.

2.3 PROCESSO PRODUTIVO

Descritivo do processo produtivo dos produtos que estamos solicitando


renovação da licença de operação:

A barita beneficiada é transportada da QGN - ltapura através de


caminhões basculantes e descarregada numa moega de transferência para
os silos de armazenagem. O mesmo processo ocorre para o coque que e
fornecido pela a Petrobrás. Apos a armazenagem a barita e a coque são
transportados por correias transportadoras ate a forno de redução. E neste
transporte que o coque e a barita se misturam para entrada no forno.
No forno de redução à barita se reduz a sulfeto de bário, gerando
gases de SOx, H2S, CO, CO2 e material particulado.
Os gases de redução são encaminhados para o Setor de Lavagem de
Gases, apos a queima em um queimador auxiliar, onde os gases ácidos são
removidos com solução caustica e o CO2 é encaminhado para o Sistema de
Recuperação de CO2 a base de MEA. O CO2 recuperado é utilizado para
produção de barrilha, através da reação com soda caustica. A barrilha
produzida será utilizada na carbonatação do sulfeto de bário.
O sulfeto de bário produzido pelo forno de redução e então
encaminhado para a área de lixívia onde é dissolvido, sendo então a licor
mãe encaminhado para o sistema de decantação onde os subprodutos e
materiais não reagidos que tem características insolúveis são separados.

20
O sulfeto dissolvido e então bombeado para a carbonatação ou
sulfatação (dependendo da campanha de produção a ser realizada) nesta
fase pode-se utilizar a barrilha comprada ou a barrilha produzida pela
reação do CO2 recuperado e soda caustica para a carbonatação e o sulfato
de sódio para a sulfatação. A reação de carbonatação ou sulfatação do
sulfeto de bário gera coma subproduto a sulfeto de sódio.
Após a reação o produto formado é encaminhado para a área de
secagem e purificação que é composta de separadores centrífugos e um
spray-dryer (secador). Nesta etapa separa-se a carbonato de bário ou
sulfato de bário do sulfeto de sódio, sendo a carbonato de bário ou sulfato
de bário seco encaminhado para o armazenamento em silo e posterior
ensacamento.

O sulfeto de sódio gerado e separado do carbonato ou sulfato de


bário é bombeado para o setor de evaporação, onde é concentrado e
armazenado, sendo posteriormente bombeado para a escamadeira e
ensaque.
O sulfeto de bário, direcionado para a produção de cloreto de bário,
sofre um rápido processo de lixívia e é transferido para a reação com ácido
clorídrico, onde são formados o cloreto de bário e o gás sulfidrico, sendo
este absorvido em soda a 50 % para a geração de sulfeto de sódio ou
sulfidrato de sódio dependendo da necessidade de mercado.
O cloreto de bário é então corrigido e purificado com carbonato de
bário e água oxigenada respectivamente.
O produto formado é encaminhado para a área de cristalização e
secagem que é composta por tanques, um trocador de calor e um flash-
cristalizador na cristalização e por tanques, filtro e turbo - secador .Na
etapa de cristalização a solução de cloreto de bário é transformada em
cristais de cloreto de bário e os cristais de cloreto de bário são
encaminhados para o filtro que reduz sua umidade e posteriormente para o
turbo - secador que conclui o processo de secagem do cloreto de bário. O
cloreto de bário seco é encaminhado para o silo e ensacado, logo após sua
produção.

Vide Fluxograma em anexo I.

21
2.4- ÁGUA

Fontes de Abastecimento

Água é fornecida pelos 04 poços existentes dentro da Unidade de FSA e


pela Embasa através do Sistema Público. A água gerada pelos poços é
classificada como água clarificada e a fornecida pela Embasa é classificada
como potável. A água desmineralizada utilizada na Unidade de FSA e
gerada a partir do setor de desmineralização que utiliza a água da Embasa é
dos poços 05 e 06. A água da Unidade é utilizada em:
a. Geração de Vapor de Baixa Pressão (água desmineralizada);
b. Água de Processo (água clarificada e/ou desmineralizada);
c. Água de Refrigeração (água clarificada);
d. Água para Consumo Predial e Pessoal (água clarificada e potável)

Água Mineral: Usada no consumo humano e refeitório;

-Água Desmineralizada: Uso em reposição a alimentação da caldeira e


manutenção da capacitância do processo.

-Água potável: Higiene pessoal e na geração de água desmineralizada.

2.4.1 -USOS E VAZÕES DA ÁGUA

.Reposição da água de resfriamento e Caldeira:

6,0 m3/h (Reposição: evaporação normal das torres de resfriamento,


aquecimento direto do vapor na linha de processo, purgas, ). As purgas das
torres de resfriamento e caldeira são enviadas para a fossa séptica.

.Processo:

Lavagem, injeção nos selos mecânicos: 2,0 m3/h.


Dissoluções e reações: 10,0 m3/h
Abatimento de partículas e gases: 0,3 m3/h
Usos Diversos (lavagem, gaxetas, etc): 1,9 m3/h.

22
.Potável:

Cozinha, sanitários, etc: 0,3 m3/h. Os ef1uentes são direcionados para a


fossa séptica.

2.4.2- TRATAMENTOS ADOTADOS

Não se aplica.

2.4.3 -BALANÇO HIDRICO

BALANÇO DA UNIDADE DE FEIRA DE SANTANA

Vide anexo II

3.0- CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL

3.1- EFLUENTES LIQUIDOS

3.1.1- EFLUENTES LIQUIDOS ORGANICOS

Não se aplica.

3.1.2- EFLUENTES LÍQUIDOS INORGÂNICOS

Não se aplica.

3.1.3- AGUAS PLUVIAIS

São canalizadas diretamente para o Riacho do Maia afluente da Bacia do


Rio Jacuipe.

3.1.4- EFLUENTES DE LABORATÓRIO

Vazão: 0,050 m3/h, i.e. 10,0 m3/mês


Caracterização Qualitativa e Quantitativa: Típica
Tratamento/destino: reciclado para o processo industrial como água de

23
processo.
3.2- RESÍDUOS SÓLIDOS

3.2.1- RESIDUOS SOLIDOS INDÚSTRIAlS PERIGOSOS

Origem: Sistema de decantação Dl a D4


Quantidade: 200,0 tonelada/mês após beneficiamento de barita;
Tipo de acondicionamento: sem acondicionamento;
Local de Estocagem: Aterro industrial;
Destino Final: Encaminhado a Cerâmica para incorporar na argila, sendo
utilizado como aditivo cerâmico na confecção de blocos vazados;
Programas de Reciclagem: Aditivo cerâmico;
Classificação: Classe I- material perigoso;
PIanos e Programas para redução de efluentes: Reutilização das águas de
decantação para processo e otimização das reações na geração do produto.

3.2.2.RESÍDUOS SOLIDOS INDUSTRIAIS NÃO PERIGOSOS

3.2.2.1- Origem: Embalagens plásticas usadas.

Fim: Reensacamento;
Quantidade: I, 0 tonelada/mês;
Tipo de acondicionamento: A granel;
Localização da estocagem provisória: Galpão de sacarias plásticas.;
Destinação Final: Comercialização para reciclagem;
Programas da Reciclagem: Acima.

3.2.2.2 -Origem: Bombonas de Produtos Químicos.

Fim: Venda para reciclagem;


Quantidade: 10 unidades/mês;
Tipo de acondicionamento: A granel;
Localização da estocagem provisória: Em área coberta;
Destinação Final: Reciclagem;
Programas de Reciclagem: Venda para reciclagem, as empresas que
possuam licenciamento ambiental com esta finalidade.

24
3.2.2.3- Origem: Containers de Produtos Químicos,

Fim: Devolução aos fornecedores;


Quantidade: 25 unidades/mês;
Tipo de acondicionamento: A granel;
Localização da estocagem provisória: Em área coberta;
Destinação Final: Devolução aos fornecedores;
Programas de Reciclagem: Devolução aos fornecedores.

3.2.3- RESIDUOS SOLIDOS DOMÉSTICOS

Origem: Cozinha e Escritórios;


Quantidade: 2,0 toneladas/mês;
Tipo de acondicionamento: Sacos plásticos;
Local de Estocagem: Baias seletivas;
Destino Final: Aterro Municipal
Programas de Reciclagem: Não se aplica

3.2.4- RESÍDUOS DO SERVIÇO DE SAÚDE (AMBULATÓRIO)

Não se aplica, visto que a empresa não possui este serviço.

3.3- EMISSÓES A TMOSFERICAS

Os gases gerados na redução da Barita no forno são direcionados para o


setor 900 (Setor de Lavagem de Gases).
Os gases provenientes do forno de redução sofrem combustão em um
queimador auxiliar e depois passam por uma Caldeira de Recuperação de
Calor, onde os gases têm sua temperatura reduzida de 900°C para 225°C e
parte das partículas sólidas maiores abatidas, após a CRC os gases passam

25
por um ciclone para abatimento de partículas só1idas e depois são
direcionadas para a lavagem, No setor de lavagem os gases passam por um
vaso de abatimento de partículas e depois entram na TR-901 para
abatimento final de partículas e inicio da neutralização dos gases
ácidos, após a TR-901, os gases passam por mais duas colunas de lavagem
TR-902 A e B onde são lavados com solução de soda caustica,

Fonte- Saída para a atmosfera dos gases que são lavados no S-900:

Vazão de emissão: 6.345,14 Nm3/h

Composição:
C02 - 2,5% pip.
CO- 0,4%p/p
N2- 91,5%p/p
O2- 3,5 % p/p
SOx- 17,78 mg/Nm3 1f q.
H2S - 0,0 mg/Nm3
Particulados - 592,25 mg/Nm3
Temperatura = 50 °C Pressão = 50 mmH20 (g)
Emissões: ver item acima
Auto-Monitoramento: realizado semestralmente, conforme licença de
operação, com a empresa ECMA Engenharia e Consultoria Ambiental.

3.4 -EMISSÕES FUGITIVAS

Programas de Emissões Fugitivas: Reciclo de vazamentos de gaxetas por


selos mecânicos nas bombas e válvulas de controle e bloqueio.

Identificação das Fontes: Ver item acima.

26
Monitoramento: Não se aplica.

Formas de Controle: Manutenção preventiva e corretiva.

3.5- AGUAS SUBTERRANEAS

3.5.1 -Poços Profundos

Numero de poços: 04 ( quatro )


Profundidade: - 50 metros
Vazão:34,61 m3/h
Usos: água de processo e água desmineralizada.

3.5.2 -Poços de Monitoramento

Numero de poços: 02 (dois)


Auto-Monitoramento: Realizada semanalmente.

4 -MOVIMENTAÇÃO DE PRODUTOS E/OU RESÍDUOS


PERIGOSOS

Enviamos nossos resíduos industriais para aterros industriais previamente


preparados para esta função ate que sejam destinadas as reutilizações como
aditivo cerâmico em cerâmicas licenciadas e autorizadas pelo CRA para
incorporação do mesmo a sua linha de produção.
Sulfeto de Sódio Movimentado de acordo com a autorização do Exercito
6T/754/BA/04 e Policia Federal 0027619-7.

5.0- ANALISE E MAPEAMENTO DE RISCO E SITUAÇÕES DE


EMERGÊNCIA

PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

6.0- HIGIENE E SEGURANÇA INDUSTRIAL

27
6.1- PPRA -Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Este programa foi implantado no ano de 1998 e vem sendo mantido desde
então com a parceria do SESI. A programa contempla os seguintes itens:

.Efeito da exposição ao ruído.


.Efeito da exposição à vibração.
.Efeito da exposição à poeira.
.Efeito da exposição a vapores e gases.
.Efeito da exposição à radiação nao-ionizante
.Efeito a exposição de temperatura-calor .
.Recomendações e relatórios.
.Interpretação e tomada de decisões.
.Avaliação quantitativa (monitoramento).
.Avaliação quantitativa do risco e priorização.

6.2 -Segurança Industrial

Principais Ações e Atividades na área de segurança


.Permissão de trabalho -Autorização escrita para execução de uma tarefa.
.CIPA- Atender a Port. Min. 3214, prestando todo apoio a comissão nas
suas diversas atividades.
Projeto Qualidade, Programa Pare e DDS – Diálogo Diário de Segurança.

7.0- SAUDE DO TRABALHADOR

7.1 -O PCMSO, por principio, é parte integrante de um conjunto de


iniciativa da empresa no tocante a saúde dos funcionários, devendo
necessariamente articular-se com os demais itens.

7.2 -O programa apresenta primordialmente caráter preventivo,


privilegiando o instrumental clinico epidemiológico na abordagem da
relação saúde versus trabalho.

7.3 -Etapas do programa

28
Exames Médicos
.Admissional
.Periódico
.Retorno ao trabalho
.Mudança de função
.Demissional.

7.4 – Programa de Alfabetização

Atende os funcionários que precisam ser alfabetizados, programa esse


realizado em parceria com a Prefeitura e o IEL.

8.0- EDUCAÇÃO AMBIENT AL

A empresa mantém treinamento na área ambiental, disseminando junto aos


colaboradores a consciência ambiental, bem como o conhecimento da
Política Ambiental adotada pela empresa.

9.0- ANALISE

9.1 -A empresa vem cumprindo os condicionantes da Licença em vigor,


buscando a melhoria continua no atendimento dos parâmetros ambientais
inerentes a sua realidade.

9.2 -Os parâmetros monitorados diariamente são pH, Ba2+, S2-. Os valores
médios encontrados estão sempre dentro da faixa estabelecida. Desta
forma, devem ser mantidos o acompanhamento e controle.

9.3 -A empresa não efetuou, nenhuma mudança no seu processo de


produção de Sais de Bário. Foram realizadas apenas melhorias ambientais
com a retirada do sistema de moagem primaria e secundaria de barita e
implantação do novo setor de estocagem de barita beneficiada e coque

29
9.4 -A Empresa possui um plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

9.5 -A empresa mantem uma rotina de inspeção e limpeza dos


equipamentos e um controle de manutenção preditiva por analise de
vibração de equipamento.

9.7 -A Empresa vem cumprindo todos os condicionantes estabelecidos pela


Portaria CRA nº 854 de 23 de agosto de 2001

.10.0 –SOLUÇÃO PROPOSTAS

10.1 -Continuar o automonitoramento dos seguintes parâmetros pH, Cl,


Ba, S, com periodicidade diária no lençol freático;

10.2 -Os resíduos Classe I deverão ser encaminhados para instalações


devidamente licenciadas pelo CRA e reutilizados como aditivo cerâmico;

10.3 -Apresentar mensalmente ao CRA, monitoramento ambiental,


compreendendo 02, poços para o pH, Cl, Ba, S,e 04 estações para
monitoramento atmosférico de SOx, particulado e taxa de corrosão;

10.4- Continuar o automonitoramento das emissões atmosféricas;

10.5 -Os resíduos Classe II deverão ser encaminhados para instalações


devidamente licenciadas pelo CRA;

10.6 -Os resíduos Classe I deverão ser encaminhados para aterros


devidamente licenciados pelo CRA.

30
Feira de Santana, 20 de janeiro de 2005.

______________________ _____________________
Edson Augusto Valente Edilberto Andrade Silva
Coordenador de Produção Coordenador da CTGA

31