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Movimento  SOS  Racismo  

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Nº contribuinte: 503 106 054
Lisboa, 11 de Junho de 2011

Agentes da PSP condenados
pela agressão a um cidadão de etnia cigana
O SOS Racismo que acompanhou todo este processo desde o seu início, tendo
emitido, inclusíve, logo após os acontecimentos, um comunicado de denúncia da
violência policial a que foi sujeito Paulo Espanhol, congratula-se pelo facto de a justiça
ter sido feita e espera que o mesmo venha a acontecer noutras situações, de modo a
que o preconceito, o racismo e a xenofobia não venham a sobrepor-se, como tantas
vezes acontece, aos direitos mais elementares de todos os cidadãos.
Em Junho de 2007, Paulo Espanhol, residente no bairro do Lagarteiro, no Porto, foi
brutalmente espancado por dois agentes policiais na esquadra das Antas. Em
resultado das agressões, este cidadão teve, que receber assistência hospitalar. Quatro
anos depois, os dois agentes são agora condenados a 20 meses de pena de prisão,
suspensa por vinte meses, e serão alvo de um processo disciplinar, que entretanto
teria sido suspenso durante o processo judicial.
Paulo Espanhol e o seu filho menor dirigiram-se, em Junho de 2007, à esquadra
das Antas após terem sido informados de que uma familiar havia sido detida na
sequência de uma rusga ao Bairro do Lagarteiro, e que não existiria, como se veio a
confirmar, qualquer queixa pendente sobre a mesma.
Ao tentarem obter algum esclarecimento por parte dos agentes, ambos terão sido
agredidos, ainda que o processo referente ao filho de Paulo Espanhol tenha sido
entretanto arquivado e a sua agressão não tenha vindo a ser provada.
Perante a impossibilidade de justificar as inúmeras lesões apresentadas por Paulo
Espanhol, os elementos das forças policiais acabaram por acusar o cidadão de ter
invadido a esquadra, acusação da qual o mesmo foi absolvido, e viriam mais tarde a
alegar que as suas lesões seriam resultado de uma queda pelas escadas. Esta
desculpa (e a invasão…) tem sido recorrente por parte dos agentes em várias
agressões e noutras esquadras (era uma das desculpas dos agentes da Pide durante

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a ditadura e, pelos vistos a falta de imaginação continua), o que levou o SOS Racismo
ironicamente a apelar para uma alteração da arquitectura das esquadras…
Esperamos que os responsáveis pelas forças policiais tenham em conta, na
formação d@s agentes das forças de segurança, a educação pelos direitos humanos,
o respeito pela dignidade humana, para que situações destas (e outras como as
mortes por armas de fogo – vidé o caso Nc Snake) desapareçam de uma vez por
todas das esquadras e na actuação das forças de segurança.
Pelo SOS Racismo
José Falcão

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