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TÉCNICAS DIGITAIS

1.
1.1

SISTEMAS DE NUMERAÇÃO

Introdução

O homem, através dos tempos, sentiu a necessidade da utilização de sistemas numéricos.
Existem vários sistemas numéricos, dentre os quais se destacam: o sistema decimal, binário e
o hexadecimal.
O sistema decimal é utilizado por nós no dia-a-dia e é, sem dúvida, o mais importante dos
sistemas numéricos. Trata-se de um sistema que possui dez algarismos, com os quais podemos
formar qualquer número através da lei de formação.
Os sistemas: binário octal e hexadecimal são muito importantes na área de técnicas digitais e
computação. No decorrer do estudo, perceber-se-á a ligação existente entre circuitos lógicos e estes
sistemas de numeração.
1.2

O Sistema Binário de Numeração

O sistema binário de numeração é um sistema no qual existem apenas dois algarismos:
-

Algarismo 0 (zero), e,

-

Algarismo 1 (um).

Para representarmos a quantidade zero, utilizamos o algarismo (0), para representarmos a
quantidade um utilizamos o algarismo (1). E para representarmos a quantidade dois, se nós não
possuímos o algarismo (2) nesse sistema?
É simples. No sistema decimal nós não possuímos o algarismo dez e representamos a
quantidade de uma dezena utilizando o algarismo 1 (um) seguido do algarismo 0 (zero). Neste caso,
o algarismo 1 (um) significa que temos um grupo de uma dezena e o algarismo 0 (zero) nenhuma
unidade, o que significa dez.
No sistema binário, agimos da mesma forma para representarmos a quantidade dois,
utilizamos o algarismo (1) seguido do algarismo (0). O algarismo (1) significara que temos um
grupo de dois elementos e o (0) um grupo de nenhuma unidade, representando, assim o número
dois.
Após esta explicação, podemos notar que a numeração em binário vai tornar-se:

PROFESSOR: Júlio César de Almeida

1

TÉCNICAS DIGITAIS
Decimal
0
1
2
3
4
5
.
.
.

Binário
0
1
10
11
100
101
.
.
.

Tabela 1.1

1.2.1

Conversão do Sistema Binário para o Sistema Decimal

Tomemos um número decimal qualquer, por exemplo, o número 594. Este número significa:
5 x 100 + 9 x 10 + 4 x 1
centena

dezena

= 594

unidade

5 x 102 + 9 x 101 + 4 x l00 = 594
Esquematicamente, temos:
100
5

10
9

1
4

102
5

101
9

100
4

 5 x 100 + 9 x 10 + 4 x 1 = 594
 5 x 102 + 9 x 101 + 4 x 100 = 594

Neste exemplo, podemos notar que o algarismo menos significativo (no caso o quatro)
multiplica a unidade (1 ou 100), o segundo algarismo (o nove) multiplica a dezena (10 ou 10 1) e o
mais significativo (no caso o 5) multiplica a centena (100 ou 102).
A soma desses resultados irá representar o número.
Podemos notar que a base deste sistema é o número 10 (dez).
A base do sistema binário é o número 2 (dois).
Tomemos agora, um número binário qualquer, por exemplo, o número 101. Pela tabela 1.1
notamos que este equivale ao número 5 no sistema decimal.
Utilizando o conceito básico de formação de um número, podemos obter a mesma
equivalência, convertendo assim o número para o sistema decimal:
22
1

21
0

20
1

1 x 22 + 0 x 21 + 1 x 20
1x4+0x2+1x1=5
PROFESSOR: Júlio César de Almeida

2

TÉCNICAS DIGITAIS

 O número 101 na base 2 é igual ao número 5 na base 10.
Daqui por diante, colocaremos como índice do número a base do sistema em que estamos
trabalhando, ou seja:
2010

significará o número vinte na base dez. (sistema decimal)

1102

significará o número seis na base dois. (sistema binário)

Para o exemplo podemos escrever:
510 = 1012
Vamos, agora, fazer a conversão do número 10012 para o sistema decimal. Assim sendo,
temos:
23
1

22
0

21
0

20
1

1 x 23 + 0 x 22 + 0 x 21 + 1 x 20 =
1 x 8 +1x1 = 910

 10012 = 910

1.2.1.2 Tabela de Potência de Dois
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
210
211
212
213
214

1
2
4
8
16
32
64
128
256
512
1024
2048
4096
8192
16384
Tabela 1.2

PROFESSOR: Júlio César de Almeida

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temos 11 3º resto  1 2 5 ou seja: 5 x 2 + 1 = 11  expressão D substituindo a expressão D em C.2 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Binário Como vimos. ou seja. temos: 4º resto  5 1 2 2 ou seja 2 x 2 +1 = 5  expressão F substituindo a expressão F em E. temos: (2 x 5 +1 ) x 22 +1 x 21 + 1 x 20 =47 5 x 23 + 1 x 22 + 1x 21 + 1 x 20 = 47 -  expressão E Dividindo 5 por 2. se tivermos um número grande no sistema binário fica difícil perceber a quantidade que este representa. Agora. pois. por exemplo.2. Tomemos um número decimal qualquer. o problema desaparece. - Dividindo o número 47 por 2. temos: 47 07  1º resto 1 2 23 ou seja: 2 x 23 + 1 = 47 ou ainda: 23 x 21 + 1 x 20 = 47 -  expressão A Dividindo agora 23 por 2. temos: (2 x 2 + 1) x 23 +1 x 22 +1 x 21 +1 x 20 = 47 2 x 24 +1 x 23 +1 x 22 +1 x 21 +1 x 20 = 47 PROFESSOR: Júlio César de Almeida  expressão G 4 .TÉCNICAS DIGITAIS 1. o número 47. temos: 23 2º resto  1 2 11 ou seja: 11 x 2 + = 23  expressão B substituindo a expressão B em A. veremos a transformação de um número decimal em um número binário. temos: (2 x 11 + 1) x 21 + 1 x 20 = 47 11 x22 + 1 x 21 +1 x 20 = 47 -  expressão C Dividindo agora 11 por 2. Transformando-se este número em decimal. a conversão do sistema decimal para o sistema binário. a necessidade da conversão do sistema binário para decimal é evidente.

º resto 3.º resto 1.º quociente resto 1 1 1 1 4.º resto. Os outros algarismos seguem-se na ordem até o 1. Método prático: divisão sucessiva por 2. agora 2 por 2 temos: 2 2 5º resto  0 1 último quociente  ou seja: 2 x 1 + 0 =  expressão H substituindo a expressão H em G. Transformar o número 4710 em binário. vamos transformar o número 400 em binário. temos: PROFESSOR: Júlio César de Almeida 5 . utilizamos um método mais simples.º resto  1011112 = 4710 Como outro exemplo. descreve completamente a conversão. 1.º resto 4.º resto 2.º resto 47 2 1 23 2 1 11 2 1 5 2 1 2 2 0 1 último quociente O último quociente será o algarismo mais significativo e ficará colocado à esquerda.º resto 5.º resto 2.TÉCNICAS DIGITAIS - Dividindo.º resto 3. podemos esquematizar: 25 1 24 0 23 1 22 1 21 1 20 1  1011112 = 4710 O processo visto. mas logicamente. no caso: 1 0 último 5. Teremos então. temos: (1 x 2 + 0) x 24 + 1 x 23 + 1 x 22 +1 x 21 + 1 x 20 = 47 1 x 25 + 0 x 24 +1 x 23 +1 x 22 + 1 x 22 +1 x 21 +1 x 20 = 47 Utilizando esta expressão. Pelo método prático.

temos 22 21 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 20 2-1 2-2 2-3 6 . É só lembrarmos o que ele significa: 101 1 100 10-1 0 1 1 x 101 + 0 x 100 + 5 x 10-1 = 10.3 Números Binários. Decimais Fracionário e suas Conversões Até agora. podemos conferir se esta foi efetuada corretamente. tomemos um número decimal qualquer. por exemplo. podemos escrever 1100100002 = 40010 Agora.5 da tabela temos: Para um número binário. tratamos de números inteiros.º resto 6. agimos da mesma forma.º resto último 2 200 0 2 100 0 2 50 0 2 25 1 2 12 0 2 6 2 0 3 1 2 1 quociente Assim sendo. ou vice-versa. ou seja.TÉCNICAS DIGITAIS 400 0 1. Para exemplificar . Tomemos um número decimal fracionário qualquer. após fazer uma conversão do sistema decimal para o sistema binário.1012 Como procederíamos para saber a quantidade que ele representa? Para responder isso.º resto 4.º resto 7. primeiramente. menos significativo 35 1 2 17 2 1 8 2 0 4 2 0 2 2 0 1 mais significativo 3510 = 1000112 Vamos conferir:1 x 25 + 1 x 21 +1 x 20 = 32 + 2+ 1 = 3510 1. para converter um número decimal em binário e um número binário em decimal.º resto 3.º resto 2.2. o numero 10. por exemplo 35. no nosso exemplo. convertê-lo em binário.5. vamos então. vamos recordar. como procedemos no sistema decimal.º resto 8. E se aparecesse um número binário fracionário? Exemplo: 101.º resto 5. já temos elementos.

como já explicado anteriormente.812510 1.3 Conversão de um Número Decimal Fracionário em Binário Podemos também converter um número decimal fracionário em binário.375 Transformamos primeiramente a parte inteira do número.5 + 0. 0. Como exemplo.11012 = 10.62510  101. vamos transformar o número 8. Para tal.11012 Vamos verificar o seu valor em decimal: 23 1 22 0 21 1 20 0 2-1 1 2-2 1 2-3 0 2-4 1 1 x 23 + 1 x 21 + 1 x 2-1 + x 2-2 +1 x 2-4 = 1x8+1x2+1x 1 1 1 +1x +1 x = 2 4 16 8 + 2 + 0.2.0625 = 10.375 em binário. um número binário qualquer.375  Parte fracionária não inteira x 2  Base do sistema Primeiro algarismo  0. por exemplo. então: 810 = 10002 O passo seguinte é transformar a parte fracionária.62510 Tomemos agora. vamos utilizar uma regra prática. menos significativo 8 2 0 4 2 0 2 2 0 1 mais significativo temos.500 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 7 .5 + 0.TÉCNICAS DIGITAIS 1 0 1 1 0 1 podemos escrever: 1 x 22 + 0 x 21 + 1 x 20 + 1 x 2-1 + 0 x 2-2 + 1 x 2-3 = 1 x 4 + 0 x 2 +1 x 1 + 1 x 1 1 1 +0 x +1x = 2 4 8 4 + 1 + 0. Este número significa: 8 + 0.3.125 = 5.375 = 8.812510  1010. o número 1010.1012 = 5.750 após a virgula x2 1.25 + 0. para isso. utilizamos a sequência: .

8 x2  1. logo o número fica: 1000.810. a parte do número depois da vírgula é nula. reiniciamos o processo: terceiro algarismo quarto algarismo 0.8 =.º) Separamos a parte inteira do número. 410 = 1002 3.4 x2  0.º) Convertemos primeiramente a parte inteira. e a parte do número após a vírgula não for nula.37510 = 1000.6 atingimos o número 1 Separamos a parte posterior à vírgula não nula e reiniciamos o processo: segundo algarismo 0. 0112  8.4 + 0.0112 = 0. por exemplo.37510 Para completarmos a conversão.8 onde 4 é a parte inteira e 0. podemos escrever: 0. 2. separamos esta última e reiniciamos o processo: Terceiro algarismo após a vírgula 0.TÉCNICAS DIGITAIS Segundo algarismo após a vírgula.8 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 8 .º) Iniciamos o processo de conversão de um número fracionário: primeiro algarismo 0. Quanto atingirmos o número 1.500 x2  1. Assim sendo.2 x2  0. 4. o número 4. 1. transformar outro número decimal em binário.8 é a parte fracionária.2 atingimos o número 1 Novamente. efetuamos a composição da parte inteira com a fracionária.0112 Vamos agora.000  Aqui pararemos o processo pois.6 x2  1.

Isto significará: teremos um grupo de oito.)2 1.3 O Sistema Octal de Numeração O sistema octal de numeração é um sistema no qual existem oito algarismos: 0. adicionado a nenhuma unidade.TÉCNICAS DIGITAIS Podemos reparar que o número 0. Após esta pequena introdução. então: 0 11001100     )2  . 1100110011001100. Temos. 6 e 7 Para representarmos a quantidade oito.810 = (100. para números binários e decimais. Veremos em itens posteriores. agimos do mesmo modo.. Este é o caso equivalente a uma dízima. 1.810 = ( sequência repetições calculada logo: 4.8 tornou a aparecer logo se continuarmos o processo terá a mesma sequência já vista até aqui.3. visto anteriormente.1100   0.3 Conversão do sistema Octal para o Sistema Decimal PROFESSOR: Júlio César de Almeida 9 .1 Octal 0 1 2 3 4 5 6 7 10 11 12 13 14 15 16 17 20 21 : : Tabela 1. Colocamos o algarismo 1 seguido do algarismo 0.. 3. podemos mostrar a sequência da numeração octal: Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 : : 1. que se trata de um sistema que simplifica muito a numeração do mapa de memórias de máquinas digitais com palavras de 6 bits. 5. 4. 2.

adicionamos zeros à esquerda.TÉCNICAS DIGITAIS Para convertemos um número octal em decimal. utilizamos os conceitos básicos de formação de um número. converte o número 1448.3 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Octal Tomemos um número binário qualquer. Vamos. A regra consiste em transformar cada algarismo. vamos converter o número 10102 em octal: PROFESSOR: Júlio César de Almeida 10 . Para transformamos esse número em octal. por exemplo. Tomemos um número octal qualquer. a conversão de cada grupo de algarismo para sistema decimal. até completálo com três algarismos. o número 27. Para exemplificar. em decimal: 82 1 81 4 80 4 1x 82 + 4 x 81 + 4 x 80= 1 x 64 + 4 x 8 + 4 x 1 = 64 + 32 + 4 = 10010  1448 = 10010 1. por exemplo. vamos serpará-lo em grupos de três algarismos a partir da direita: 110 010 Fazemos. Podemos notar que o maior número que se pode formar com três algarismos binários é o 7.3. por exemplo. no correspondente binário: 2 010 7 111 (zero à esquerda é algarismo não significativo)  278 = 101112 1. agora.3.2 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Binário Trata-se de uma conversão extremamente simples. o número 110010 2. Esta conversão irá resultar diretamente no número no sistema octal: 110  6   010   2 110 0102 = 628 No caso do último grupo se formar incompleto. podendo utilizar a regra prática descrita abaixo.

Aparentemente é mais trabalhoso. utilizamos a divisão por 8. O primeiro é análogo à conversão do sistema decimal para o binário.4 Conversão do sistema Decimal para o Sistema Octal Existem dois métodos para efetuamos esta conversão. que este método é de grande praticidade. em aplicações posteriores. utilizando o segundo método: 95 2 0 46 2 0 23 2 1 11 1 2 5 2 1 2 2 0 1  9210 = 10111002 001 011 100    1 3 4 1.4  9210 = 1348 O Sistema Hexadecimal de Numeração PROFESSOR: Júlio César de Almeida 11 . utilizamos o processo já visto: 001 010   1 2  10102 = 128 1. somente que nesse caso. Vamos converte o número 9210 para o sistema octal: 1. porém. pois o sistema é octal.TÉCNICAS DIGITAIS  1 010 Acrescentamos zeros à esquerda até completarmos o grupo três algarismos: 001 010 A partir daí. na conversão do sistema binário em octal. Vamos converter o número 9210 em octal.º resto último quociente 92 4 8 11 8 3 1  9210 = 1348 O outro método consiste na conversão do número decimal em binário e logo após. poderemos notar.º resto 2.3.

B. D. 3. 5. 1. 7. E e F Notamos que a letra A representa o algarismo A que por sua vez representa a quantidade dez. A letra B representa o algarismo B que representa a quantidade de onze. Após esta introdução. C. e assim sucede-se até a letra F que representa a quantidade quinze.4 Este sistema é muito utilizado em microprocessadores e também no mapeamento de memórias de máquinas digitais com palavras de 4.TÉCNICAS DIGITAIS O sistema hexadecimal possui dezesseis algarismos. adicionado a nenhuma unidade.2. colocamos o algarismo 1 (um) seguido do algarismo 0 (zero). ou seja. A. Para representarmos a quantidade dezesseis. 8. . PROFESSOR: Júlio César de Almeida 12 . 4. utilizamos o conceito básico da formação de um número. 6. Isso representará um grupo de dezesseis. podemos escrever a sequência de numeração hexadecimal: Decimal Hexadecimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 : : 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F 10 11 12 13 14 15 : : Tabela 1. assim enumerados: 0. 8 ou 16 bits.

4.1 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Decimal A regra de conversão é análoga a outros sistemas. necessita-se de quatro algarismos binários para representar um algarismo hexadecimal.3 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Hexadecimal É análoga à conversão do sistema binário para octal. Exemplo: 100110002 1001 1000   9 8 PROFESSOR: Júlio César de Almeida  100110002 = 9816 13 .TÉCNICAS DIGITAIS 1. converteremos o número C1316 para o sistema binário: C 1100 1 0001 3 0011 C16 = 1210  C1316 = 1100000100112 1. Como por exemplo. neste caso. somente que. o número hexadecimal 3F e vamos convertê-lo em decimal: 161 3 160 F 3 x 161 + F x 160 = (F16 = 1510) 3 x 161 + 15 x 160 = 3 x 16 + 15 x 1 = 6310  3F16 = 6310 1. Tomemos por exemplo.2 Conversão do sistema Hexadecimal para o sistema Binário É análoga à conversão do sistema octal para o sistema binário.4.4. agrupamos de quatro em quatro algarismos da direita para esquerda. somente que neste caso.

Exemplo: 100010 1.4.º resto 2. que serão vistos mais adiante.5 2 125 1 2 62 2 0 31 2 1 15 2 1 7 1 2 3 1 2 1  100010 = 3E816 Operações Aritméticas no Sistema Binário Trata-se de uma parte muito importante. tais como: somadores e subtratores.º resto último quociente 100 8 16 62 16 14 3 14 8 3 no sistema hexadecimal: 1410= E 2. através da divisão sucessiva deste pela base do sistema. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 14 . no caso dezesseis. como no caso do sistema octal.TÉCNICAS DIGITAIS 1. pois irá facilitar a compreensão dos circuitos lógicos aritméticos.º Método: Transformação de um número decimal qualquer para hexadecimal. dois métodos: 1.4 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Hexadecimal Vamos ter.º Método:  100010 = 3E816 É aquele que se transforma primeiramente o número decimal em binário e logo a seguir em hexadecimal: Exemplo: 100010 1000 0 2 500 0 2 250 0 0011 110 1000    E 3 8 1.

1 Adição no Sistema Binário Para efetuarmos a adição no sistema binário. lembrando que.5. devemos agir como numa adição convencional no sistema decimal. então: 0+0=0 1+0=1 0+1=1 1 + 1 = 10 1 + 1 + 1 = 11 Convém observar que no sistema decimal 1+1 = 2 e no sistema binário representamos o número 210 por 102. Temos. Assim sendo: 1 + 1 = 102 Já temos aí a primeira regra de transporte para a próxima coluna: 1+1=0 e transporta 1 (vai um) Para exemplificar. no sistema binário temos apenas dois algarismos. vamos somar os números binários: 112 + 102 = 1 “vai um” + 11 10 101 (310 + 210 = 510)  112 + 102 = 1012 Outro exemplo: 1102 + 1112 = 11 “vai um” PROFESSOR: Júlio César de Almeida 110 + 111 1 1 01 (610 +710 = 310) 15 .TÉCNICAS DIGITAIS 1.

TÉCNICAS DIGITAIS 1. então: 0–0=0 1–1=0 1–0=1 0–1=1 e “empresta um” Vamos exemplificar: 1) 710 – 410 = 310 em binário temos: - 111 100 011 1112 – 1002 = 0112 = 310 2) 810 – 710 = 110 em binário temos: 10002 – 112 = vamos resolver por partes: 100 0 - 0 – 1 = 1 e empresta 1 1 11 1 1 e empresta 1 10 0 0 - “emprestado” 11 (11)1 0 -1 = 1 .5. Subtração no Sistema Binário O método de resolução é análogo a uma subtração no sistema decimal.2.5.1 = 0 0 0 1 empresta 1 e empresta 1 1000 - 1 1–1=0 111 “emprestado” 0 001  10002 – 1112 = 00012 1.3 Multiplicação no Sistema Binário PROFESSOR: Júlio César de Almeida 16 . Temos.1 = 0 0 1 empresta 1 e empresta 1 10 0 0 - 1 “emprestado” (11)1 1 0 -1 = 1 .

temos: 0x0=0 0x1=0 1x0=0 1x1=1 Para exemplificar. vamos efetuar: 1) 10002 x 12 = 1000 x 1 1000 2) 10002 x 02 = 1000 x 0 0000 3) 110102 x 102 = 11010 x 10 00000 11010+ 110100  110102 x 102 = 1101002 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 17 .TÉCNICAS DIGITAIS Procede-se como em uma multiplicação no sistema decimal. Assim sendo.

Esse sistema é conhecido como Álgebra de Boole. representaremos por um (1) a situação contrária. chave aberta. presença de tensão. Note.. Neste item. então. que se representarmos por zero (0) uma situação. NE e NOU Nas funções lógicas. teremos apenas dois estados: - o estado 0 (zero) e - . NÃO. por exemplo: portão fechado. NÃO e Flip-flops. Deve-se salientar aqui. Boole desenvolveu um sistema matemático de análise lógica. tais como: computadores. podemos "implementar" todas as expressões geradas pela álgebra de Boole. também conhecidos por sistemas lineares. No início da era Eletrônica. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 18 . apenas um pequeno grupo de circuitos lógicos básicos. que cada terminal de um bloco lógico pode assumir somente duas situações distintas: 0 ou 1. OU. processadores de dados. sim. deixando para um próximo item o estudo do Flip-Flop 2. Com o avanço da tecnologia.TÉCNICAS DIGITAIS 2. E Não. sistemas de controle e de comunicação digital. o estado um (1) representará. então: portão aberto. que constituem uma poderosa ferramenta para os projetos das máquinas referidas acima. trataremos dos blocos OU. Através da utilização conveniente desses circuitos. não. esses mesmos problemas começaram a ser solucionados através da eletrônica digital. O estado zero (0) representará. que são conhecidos como portas OU. aparelho ligado. chave fechada. E. ausência de tensão.o estado 1 (um). Esse ramo da eletrônica emprega nas suas máquinas.1 FUNÇÕES LÓGICAS – PORTAS LÓGICAS Introdução Em meados do século passado. etc. todos os problemas eram resolvidos por sistemas analógicos.2 Funções: E. G. Para qualquer bloco lógico faremos o estudo somente desses dois estados. aparelho desligado. etc. 2.

TÉCNICAS DIGITAIS 2.1 Convenções: chave aberta = 0 chave fechada = 1 lâmpada apagada = D lâmpada acesa = 1 Situações possíveis: 1. (A = 0. B=1). agora. representação algébrica é: S = A .º) Se tivermos a chave A fechada (1) e a chave B aberta (0). B = 0. É também conhecido como função AND. onde se lê: S = A e H. 2. pois circulará corrente. nome derivado do inglês. logo. a lâmpada permanecerá apagada (0). concluímos que só teremos a lâmpada acesa quando as chaves A e B estiverem fechadas (1 e 1). A . A . representaremos a função E á través do seguinte circuito: Figura 2.º) Se tivermos a chave A aberta (0) e a chave B aberta (0).1. (A = l. B=0). 3.2. B = 0). a chave A fechada (1) e a chave B fechada (1) a lâmpada irá acender. Para melhor compreensão.º) Se tivermos. B = 1. 4. Analisando as situações. B = 1.º) Se tivermos a chave A aberta (0) e a chave B fechada (1). A . logo a lâmpada permanecerá apagada (0). a lâmpada permanecerá apagada: (A =1. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 19 . Função E ou AND A função E é aquela que executa a multiplicação de duas ou mais variáveis. B. nesse circuito não circulará corrente. Sua.

Figura 2. Tabela da verdade de uma função E ou AND: A 0 0 1 1 2.2. Até agora. iremos encontrar o modo como a função se comporta.1.1. e somente se as duas entradas forem iguais a um. ou seja. Representaremos uma porta E através do símbolo abaixo: Figura 2. teremos a saída no "estado um" se. descrevemos a função E para duas variáveis de entrada.2 B 0 1 0 1 Tabela 2.2. Nesta tabela. Tabela da Verdade de uma Função E ou AND Chamamos Tabela da Verdade um mapa onde colocamos todas as possíveis situações com seus respectivos resultados.TÉCNICAS DIGITAIS 2.1 S 0 0 0 1 Porta E ou AND A porta E é um circuito que executa a função E.2 S 0 0 0 1 A porta E executa a tabela da verdade da função E.3 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 20 .2 Tabela da verdade: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2. Podemos estender esse conceito para qualquer número de entradas.1. e teremos a saída igual a zero nos de mais casos.

2 Função OU ou OR A função OU é aquela que assume valor um (1) quando uma ou mais variáveis da entrada forem iguais a um (1) e assume valor zero (0) se. e somente se as N entradas forem iguais a um (1). e somente se todas as variáveis de entrada forem iguais a zero (0).TÉCNICAS DIGITAIS Teremos neste caso. O número de situações possíveis é igual a 2N. Para exemplificar. onde N é o número de variáveis. É representada algebricamente da seguinte forma: S = A + B (lé-se S = A ou B) Para entendermos melhor a função OU. vamos mostrar uma porta E de quatro entradas e sua tabela da verdade. No exemplo: N = 4  24 = 16.4 A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C D 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 Tabela 2.2. A saída permanecerá no "estado um" se.5 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 21 . que são as dezesseis combinações possíveis para 4 variáveis de entrada. e permanecerá no "estado zero" nos demais casos. e somente uma saída.3 S 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 Notamos que a tabela da verdade anterior mostra as dezesseis possíveis combinações das variáveis de entrada e seus respectivos resultados na saída. Figura 2. vamos representá-la pelo circuito abaixo: Figura 2. uma porta E de N entradas. 2.

A + B = 0). (A = 1. A + B = 1). a principio estranha.2. pois. A + B = 1). 4. circulará corrente pelas duas chaves e a lâmpada acenderá (1). 2. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 22 . como veremos mais à frente. mas. (A = 0.°) Se tivermos a chave A aberta (0) e a chave B fechada (1).1 Tabela da Verdade da Função OU A B S A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2. no circuito não circulará corrente. A soma A + B = l. 2. (A = 0. (A = 1. teremos todas as situações possíveis com os respectivos valores que a função OU assume. logo. na álgebra de Boole 1 + 1 = 1. A + B = 1).TÉCNICAS DIGITAIS Usaremos as mesmas convenções usadas pelo circuito representativo da função E. que teremos a lâmpada ligada. circulará uma corrente pela chave A e a lâmpada acenderá (1). B = 1. Situações possíveis: 1.°) Se tivermos a chave A fechada (1) e a chave B fechada (1). B = 1.4 S 0 1 1 1 Nesta tabela da verdade. trata-se de uma só ma booleana: no sistema binário 1 + 1 = 10.°) Se tivermos a chave A fechada (1) e a chave B aberta (0). 3. circulará uma corrente pela chave B e a lâmpada acenderá (1). é verdadeira.2. B = 0. B = 0. a lâmpada permanecerá apagada (0). Notamos pelas situações.º) Se tivermos a chave A aberta (0) e a chave B aberta (0). quando chA ou chH ou ambas as chaves estiverem ligadas.

2 Porta OU ou OR É a porta que executa a função OU.8 Função representativa: S = A+B+C A 0 0 0 0 1 1 1 1 PROFESSOR: Júlio César de Almeida B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 Tabela 2. e somente se todas as variáveis de entrada forem iguais a zero. ou seja.6 Tabela da verdade da função OU: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2.6 S 0 1 1 1 1 1 1 1 23 . Podemos estender o conceito. e teremos a saída no estado zero (0) se.5 S 0 1 1 1 A porta OU executa a tabela da verdade da função OU.TÉCNICAS DIGITAIS 2. para portas OU com mais duas variáveis: Figura 2.2. Representaremos a porta OU através do símbolo: Figura 2.2.7 Exemplo de porta OU de 3 variáveis de entrada: Figura 2. quando uma ou mais variáveis de entrada forem iguais a um (1). teremos a saída no estado um.

3 Função NÃO ou NOT A função NÃO ou função complemento é aquela que inverte o estado da variável.3. curto-circuitaremos a lâmpada e esta se apagará (0): A = 1. Para entendermos melhor a função NÃO vamos representá-la pelo circuito a seguir: Figura 2. A =1.º) Quando a chave A estiver aberta (0). ou seja.1 Tabela da Verdade da Função NÃO A Ã A 0 1 A 1 0 Tabela 2. É representada da seguinte forma: S= A ou S = A' onde se lê: (A barra) ou (NÃO A) Essa barra ou apóstrofo sobre a letra que representa a variável significa que esta sofre uma inversão. 2. A =0. Também.2. passará corrente pela lâmpada e esta acenderá (1): A = 0. podemos dizer que A significa a negação de A. que é o nome derivado do inglês. e se a variável estiver em um (1) vai para zero (0).9 Usaremos as mesmas convenções dos circuitos anteriores: Situações Possíveis: 1. 2. se a variável estiver em zero (0) vai para um (1). 2.7 2.2 Inversor PROFESSOR: Júlio César de Almeida 24 .3.2. A função OU.TÉCNICAS DIGITAIS As 3 variáveis de entrada possibilitam 23 = 8 combinações possíveis.°) Quando a chave A estiver fechada (1). também é conhecida como função OR.2.

1 Tabela da Verdade da Função NE A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 1 1 0 S = ( A.4.2 Porta NE ou NAND PROFESSOR: Júlio César de Almeida 25 .2.B ) Tabela 2. teremos a função E invertida. é o inverso da função E. podem realmente.TÉCNICAS DIGITAIS O inversor é o bloco lógico que executa a função NÃO.4 Função NÃO E.4. B 2. É representada algebricamente da seguinte forma: S = ( A. Sua representação será: após um outro bloco lógico ou antes de um outro bloco lógico Figura 2.8 No caso do inversor.2. NE ou NAND Como o próprio nome "NÃO E" diz: essa função é uma composição da função E com a função NÃO. só poderemos ter uma entrada e uma saída. A função NÃO ou complementar também é conhecida como função NOT. 2.9 Pela tabela da verdade. onde este traço indica que temos a inversão do produto A . termo derivado do inglês.2.B ). 2. ou seja.10 Tabela da verdade: A 0 1 A 1 0 Tabela 2.

11 Esse bloco segue a tabela da verdade da função NE a seguir: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2. 2. a função NOU é a composição da função NÃO com a função OU. pode ter duas ou mais entradas. onde este traço indica a inversão da soma booleana (A + B). Sua representação será: Figura 2.5.2. a função NOU será o inverso da função OU. ou seja.TÉCNICAS DIGITAIS A porta NE é o bloco lógico que executa a função NE.5 Função NÃO OU. 2. como os outros blocos lógicos. O termo NAND é derivado do inglês. Figura 2. NOU ou NOR Analogamente à função NE.12 A porta NE.1 Tabela da Verdade da Função NOU ou NOR A B S PROFESSOR: Júlio César de Almeida 26 . É representada da seguinte forma: S = ( A  B ).10 S 1 1 1 0 Podemos notar pela tabela da verdade que formamos uma porta NE a partir de uma porta E e um bloco inversor ligado a sua saída.

PROFESSOR: Júlio César de Almeida 27 .12 S 1 0 0 0 Podemos notar pela tabela da verdade.2 Porta NOU ou NOR A porta NOU é o bloco lógico que executa e função NOR. Sua representação será: Figura 2.2. Fig. que formamos uma porta NOU a partir de uma porta OU e um bloco inversor ligado a sua saída. 2.13 Tabela da verdade para m a NOU de 2 entradas A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2.11 S 1 0 0 0 Podemos notar pela tabela da verdade acima. 2. O termo NOR é derivado do inglês. que a função NOU.5.TÉCNICAS DIGITAIS A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2. realmente. é a função OU invertida.14 A porta NOU como a porta OU podem ter duas ou mais entradas.

Quadros Resumo Blocos Lógicos Básicos Símbolo Usual Tabela da Função Lógica Verdade E A B S Função E: assume valor 1 0 0 0 quando todas as variáveis AND 0 1 0 forem iguais a 1 e assume 1 0 0 valor zero nos outros 1 1 1 casos possíveis.2. 1 0 0 1 1 0 Tabela 2. Interligação entre Expressões. 1 0 1 1 1 0 A B S 0 0 1 Função NOU: inverso da 0 1 0 função OU. Circuitos e Tabelas da Verdade PROFESSOR: Júlio César de Almeida 28 .TÉCNICAS DIGITAIS 2.6. 1 0 Porta Tabela 2. NÃO A Função NÃO: inverte a A NOT variável aplicada a sua 0 1 INVERSOR entrada.14 2. OU A B S Função OU: assume valor quando todas 0 0 0 zero OR variáveis forem iguais a 0 1 1 1 0 1 zero e assume 1 nos 1 1 1 outros casos.13 Porta NE NAND NOU NOR Blocos Lógicos Básicos Símbolo Usual Tabela da Função Lógica Verdade A B S 0 0 1 Função NE: inverso da 0 1 1 função E.3.

B. está a variável C.17 Na saída S1. e. Por exemplo: A porta E executa a expressão S = A .B. B.16 Vamos dividi o circuito em duas parte: Figura 2. é formado pela interligação das portas lógicas básicas.1. Esta saída S1 será injetada em uma das entradas da porta OU pertencente à segunda parte do circuito. Vejamos. este bloco é uma porta E.TÉCNICAS DIGITAIS Todo circuito lógico executa uma expressão booleana. e a expressão da segunda parte do circuito será: S = S1 + C PROFESSOR: Júlio César de Almeida 29 . teremos o produto A. então. pois. qual a expressão que o circuito abaixo executa: Figura 2. esquematicamente. Na outra entrada da porta OU. Expressões Booleanas geradas por Circuitos Lógicos Podemos escrever a expressão booleana que é executada por qualquer circuito lógico. a expressão de S 1 será: S1 = A . temos: Figura 2. por mais complexo que seja. por exemplo.3.15 2.

Uma outra maneira mais simples para resolvermos o problema. basta agora. iniciaremos pelos parênteses. Dentro do primeiro parêntese. por exemplo: S = (A + B) . C . substituirmos a expressão de S 1 na expressão acima. é a de colocarmos nas saídas dos diversos blocos básicos do circuito. C. com: S = (A . teremos até aí: S = (A + B). B) + C que é a expressão que o circuito executa. ficando.18 2. podemos desenhar um circuito a partir de sua expressão característica. fazemos primeiramente as somas e após. um circuito que execute a expressão: S =A+ B Este circuito será uma porta OU: Figura 2. as multiplicações. ou seja.2. então. (B + D) Faremos como na aritmética elementar. temos a soma booleana A + B. (B + D) PROFESSOR: Júlio César de Almeida 30 . Dentro do segundo parêntese. temos a soma booleana B + D.3.TÉCNICAS DIGITAIS Para sabermos a expressão final. logo. o circuito será uma porta OU. logo o circuito que executa esse parêntese será uma porta OU. as expressões por esses executadas. Por exemplo.19 Podemos também obter circuitos de expressões s complexas. Podemos também desenhar um circuito lógico que execute uma expressão booleana qualquer. da seguinte maneira: Figura 2. que podemos obter uma expressão booleana que um circuito lógico executa. Circuitos Obtidos de Expressões Booleanas Vimos até agora.

temos uma multiplicação booleana dos dois parênteses. veremos que realmente este circuito executa a expressão booleana: S = (A+B).TÉCNICAS DIGITAIS (A + B ) = 1 (B + D) = 2 Figura 2. então: Figura 2.20 Agora.22 Conferindo. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 31 . e o circuito que executa esta multiplicação será uma porta E. Teremos. C. (B+D). juntamente com a variável C.21 O circuito completo será: Figura 2.

B. juntamente com o valor por esta assumida. Tabelas da Verdade que Representam Expressões ou Circuitos Uma maneira de se fazer o estudo de uma função booleana é a utilização da tabela da verdade.º Membro 3º. B. que. existe uma ligação íntima entre o circuito lógico e sua expressão característica.º membro Temos na expressão acima 4 variáveis: A. B . C + A   . 2°) Montamos colunas para os vários membros da expressão. 5. é um mapa onde se colocam todas as situações possíveis.3.3. 4. a expressão: S= A A  .3. de uma dada expressão. 3.º) Montamos uma coluna para o resultado final. 2. como vimos.º) Montamos o quadro de possibilidades. Membro A.º) Preenchemos essas colunas com seus resultados. teremos 2 4 possibilidades de combinações.D 1º. ou seja.15 Resultado final S 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 32 .D A. C e D. podemos obter circuitos a partir de expressões características. tomemos.TÉCNICAS DIGITAIS 2.D +  . Para esclarecer este processo. uma tabela da verdade irá representar o comportamento tanto do circuito como de sua expressão característica. O quadro de possibilidades ficará: A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 1.B. e podemos também obter as expressões características dos circuitos.º Membro A.B. portanto. Como já visto. seguimos a seguinte regra: 1. logo.C 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 2. membro 2º membro 3.D 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 1 Tabela 2. anteriormente. por exemplo.3.1 Tabela da Verdade Obtida de uma Expressão Para extrairmos a tabela da verdade de uma expressão.º) Preenchemos essa coluna com os resultados finais.

TÉCNICAS DIGITAIS Na coluna do 1. A .B.º. repetimos a variável B. Para exemplificar. ou seja. Membro AB C 0 0 0 0 0 0 1 0 Resultado final S 1 1 1 1 0 0 1 1 Na coluna do 1. Feita esta coluna.º Membro Auxiliar A B C 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 1 0 1 0 1 0 1 0 Tabela 2.3.º membro).C (1. que é a coluna do resultado final. colocaremos o resultado da multiplicação A. dado um circuito extraímos deste sua expressão característica e montamos a tabela da verdade da expressão relativa ao circuito. vamos levantar a tabela da verdade do circuito abaixo: PROFESSOR: Júlio César de Almeida 33 . colocaremos a soma dos 3 termos. A +B + AB C . C A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 1.º membro.D (2. necessitamos de uma coluna auxiliar com o inverso da variável C.º membro.º membro.2 Expressão e Tabela da Verdade Obtidas a Partir de um Circuito Podemos também estudar o comportamento de um circuito através de uma tabela da verdade. a inversão de uma variável ou de um membro. Para formarmos a coluna do 3° membro. Na coluna do 3. Na coluna do 2° membro. 2.B.º Membro 2.16 3º. ou seja. Na coluna do 2.º membros. colocaremos o resultado da multiplicação A. devemos escrever a soma do 1. Na coluna de resultados. Na coluna S. no caso C .3. No caso de termos na expressão. Não devemos somar os valores das colunas auxiliares. que é o resultado final da expressão. ou seja. colocaremos o resultado da multiplicação A.º membro). ou seja. AB C .º membro que é . do 2. agimos como no exemplo abaixo: S = A + B + A.B.º e do 3.B.D (3° membro). C C . Para isto. podemos escrever então a coluna do 3. o produto A.º membro. pois esta serve apenas para auxiliar a realização do produto do 3. colocamos o inverso da variável A.º membro.

23 Extraímos do circuito a expressão:  A  B S=    .º membro 2.4.1 Inversor a partir de uma Porta NE PROFESSOR: Júlio César de Almeida 34 .1. montamos a tabela da verdade.º membro Seguindo o processo.4 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 1. B.1 Obtenção de Inversores Podemos obter inversores d duas maneiras: 1 . A 0 0 0 0 1 1 1 1 2.A partir de portas NE 2 2. Membro AB C B . devemos mencionar que podemos obter qualquer bloco lógico básico.17 Resultado final S 0 0 1 0 1 1 1 0 Equivalência entre Blocos Lógicos Antes de encerrarmos este item.TÉCNICAS DIGITAIS Figura 2. podemos também obter inversores a partir de portas NE e NOU. utilizando um outro bloco qualquer e inversores.A partir de portas NOU 2.C 1. 2.º Membro Auxiliar A+B B .C 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 1 0 0 0 1 2. e mais.º Membro 3º.C 1 1 0 1 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 0 0 Tabela 2.4.

. pela tabela da verdade acima. se A for igual a zero. B também será igual a 1 (um).1. X S Tabela da verdade de um circuito inversor.18 S 1 1 1 0 (2) (1) Podemos notar que no caso A = 0 e B = 0. a saída assume valor 1 (um). notamos que a saída será zero.24 Se aplicarmos 1 à entrada X (X = A = B).2 Inversor a partir de uma Porta NOU PROFESSOR: Júlio César de Almeida 35 .4. a seguinte tabela da verdade. Teremos. ela se torna um bloco inversor. e. então. se interligarmos os terminais de entrada de uma porta NE teremos sempre a condição A = B. 2. se curto-circuitarmos os terminais de entrada de uma porta NE. B também será igual a zero e se A for igual a 1 (um). ou seja. então: Figura 2. Podemos montar. no caso A = 1 e B = l. a saída assume valor zero (0). e se aplicarmos zero à entrada X. notamos que a. Logo.18 (1) (2) Logo. X S 0 1 1 0 Tabela 2.TÉCNICAS DIGITAIS Vamos analisar a tabela da verdade de uma porta NE: A B S A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2. saída será igual a 1.

4.4. basta colocarmos um inversor na saída de uma porta E.19 S 1 0 0 0 (2) (1) Se interligarmos A e B.18 2.TÉCNICAS DIGITAIS Analogamente ao caso anterior. cairemos no caso anterior e a porta NOU se transformará num bloco inversor.2.4. X S 0 1 1 0 Tabela 2. que teremos uma porta NE.2 Porta NOU a partir de porta E e inversores PROFESSOR: Júlio César de Almeida 36 . Figura 2.2 (1) (2) Outras Equivalência entre Blocos Lógicos 2. vamos analisar a tabela da verdade de uma porta NOU A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Tabela 2.2.1 Porta NE a partir de portas E e inversores Figura 2. 2.25 Tabela da verdade de um circuito inversor.26 Como já visto anteriormente.

A B A 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 0 0 B A. PROFESSOR: Júlio César de Almeida 37 .4.B AB 1 1 0 0 1 0 0 0 Tabela 2.19 1 0 0 0 Figura 2.30 Como já visto.2.29 2.4 Porta NOU a partir da porta OU e inversores Figura 2.3 Porta OU a partir de portas E e inversores Obtemos essa equivalência.28 2.27 podemos provar através da tabela da verdade: Tabela a ver e de uma porta NOU. basta colocarmos um inversor á saída uma porta OU e teremos uma porta NOU.4.TÉCNICAS DIGITAIS Figura 2. colocando um inversor na saída da porta NOU obtida anteriormente: Figura 2.2.

6 Porta E a partir de porta OU e inversores Para obtermos essa equivalência.2.30 Podemos provar que o circuito acima é uma porta NE através da tabela da verdade: Tabela da verdade uma porta N.2.4.E A B A 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 0 0 B A.31 2.5 Porta NE a partir de porta OU e inversores Figura 2.4. necessitamos colocar um inversor no circuito obtido: Figura 2.4.7 Quadro Resumo PROFESSOR: Júlio César de Almeida 38 .20 1 0 0 0 Figura 2.TÉCNICAS DIGITAIS 2.2.B AB 1 1 0 0 1 0 0 0 Tabela 2.32 2.

21 PROFESSOR: Júlio César de Almeida 39 .TÉCNICAS DIGITAIS Bloco Lógico Bloco Equivalente Tabela 2.