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Autoria: Adriana Moro Maieski

Tema 03
A Particularidade da intervenção em Serviço Social

7HPD
A Particularidade da intervenção em Serviço Social
Autoria: Adriana Moro Maieski

Como citar esse documento:
MAIESKI, Adriana Moro. Planos e Projetos de Intervenção Social: A Particularidade da intervenção em Serviço Social. Caderno de Atividades.
Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014.

Índice

CONVITEÀLEITURA
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ACOMPANHENAWEB

PORDENTRODOTEMA
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‹ $QKDQJXHUD (GXFDFLRQDO 3URLELGD D UHSURGXomR ¿QDO RX SDUFLDO SRU TXDOTXHU PHLR GH LPSUHVVmR HP IRUPD LGrQWLFD UHVXPLGD RX PRGL¿FDGD HP OtQJXD
SRUWXJXHVDRXTXDOTXHURXWURLGLRPD

CONVITEÀLEITURA
Neste tema você vai compreender as principais particularidades da intervenção em Serviço Social. A atuação
do assistente social tem um caráter interventivo e investigativo. O Serviço Social, com seus instrumentos teóricos e
metodológicos, utiliza–se da comunicação na mediação. Também serão abordados alguns aspectos fundamentais sobre
DIRUPXODomRHRSODQHMDPHQWRGRSURMHWRSUR¿VVLRQDOHP6HUYLoR6RFLDO$OHLWXUDGHVWHWHPDFHUWDPHQWHYDLDPSOLDU
o seu entendimento sobre os aspectos teórico-metodológicos que fundamentam a intervenção no Serviço Social. Os
autores trabalhados mencionam a importância
de uma prática
embasada em instrumentos teórico-metodológicos.
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g

PORDENTRODOTEMA
26LJQL¿FDGRGD&DWHJRULD0HGLDomRQR6HUYLoR6RFLDO
2
6L L¿ G G & W
L 0 GL m
6
L 6 L O
De acordo com Vergara (2003, p. 3):
A mediação, como processo de comunicações, informações e estabelecimento de relações sociais, no qual os
XVXiULRVWHQKDPH[SUHVVmRGHLGHQWLGDGHHGHDWLWXGHVOHYDDLQVWLWXLomRDVHLGHQWL¿FDUFRPRXPHVSDoRGH
convergência de sujeitos históricos, do social e da expressão pessoal, com sujeitos mobilizados, organizados e
participativos, fazendo história e buscando permanentemente seus direitos de cidadãos.
Faleiros (1997) faz a seguinte ponderação que julgamos pertinente para nosso estudo:
A sistematização não implica situar-se fora das instituições, mas no estabelecimento de uma nova
estratégia de conhecimento e ação. Essa estratégia implica uma nova visão da palavra e da ação das
classes subalternas, como uma mediação de um sistema complexo de relações sociais estruturais. A
prática torna-se mediatizada não pelas normas e controles institucionais mas por um plano de análise
que se constrói historicamente na própria SUi[LV de relações entre as forças em presença e das quais os
SUR¿VVLRQDLVID]HPSDUWH

6HJXQGRRDXWRURSUR¿VVLRQDOWHPTXHVHFRORFDUFRPRDWRUVRFLDOTXHLQWHUDJHQRLQWHULRUGRFDPSRLQVWLWXFLRQDO
intervindo nas UHODo}HV GH IRUoD, fortalecendo os poderes dos usuários, buscando resgate da cidadania, da
autonomia, da autoestima e dos valores individuais e coletivos dos mesmos. 

PORDENTRODOTEMA
Em Faleiros (1999) encontramos o seguinte, em relação à categoria mediação:
A construção e a desconstrução de mediações, no processo de fragilização e fortalecimento do poder,
implicam um instrumental operativo para captar as relações e elaborar estratégias que constituem o campo
GHXPDSUR¿VVmRGHLQWHUYHQomRVRFLDOQDFRQVWDQWHUHODomRWHRULDSUiWLFD

Vergara (2003, p. 7) continua:
2 6HUYLoR 6RFLDO FRPR SUR¿VVmR LQWHUYHQWLYD FXMDV Do}HV RFRUUHP MXQWR D SUREOHPDV UHDLV TXH GHPDQGDP
VROXo}HVREMHWLYDVHFRPFLHQWL¿FLGDGHHQWHQGHDSUiWLFDGHQWURGRVVHJXLQWHVHOHPHQWRVHVWUXWXUDLVVHJXQGR
Pontes (1997):
1 – “a teoria social”, apontando o método
2 – “o projeto de sociedade”, o que se quer atingir 
±³RSURMHWRSUR¿VVLRQDO´TXHGiGLUHomRjDomR
4 – “o instrumental teórico-técnico de intervenção”, os instrumentos teóricos e metodológicos “da

prática”.
+LVWRULFDPHQWHR6HUYLoR6RFLDODGTXLULXFXQKRGHFLHQWL¿FLGDGHEXVFDQGRHPEDVDPHQWRWHyULFRHHSLVWHPROyJLFR
SDUDTXDOL¿FDUDVLQWHUYHQo}HV$SUiWLFDGR$VVLVWHQWH6RFLDOQmRIXQFLRQDPDLVFRPRXPDDomRTXHWHPFRPHoR
PHLRH¿PPDVFRPRSURFHVVRFRQWtQXRLQYHVWLQGRQDFDSDFLWDomRWHyULFRPHWRGROyJLFDGRVVHXVSUR¿VVLRQDLV
$QRYDFRQ¿JXUDomRVRFLDODOLFHUoDGDQRVLVWHPDFDSLWDOLVWDQRQHROLEHUDOLVPRH[LJHGRVSUR¿VVLRQDLVFRQVWDQWH
DSULPRUDPHQWR H TXDOL¿FDomR YLVDQGR UHVSRVWDV jV GHPDQGDV RULXQGDV GHVVD GHVRUJDQL]DomR GD UHDOLGDGH
social.
Para este modelo de prática, a que visa superação da problemática vivida pelos usuários, aqueles que buscam
apoio e orientação, principalmente nas instituições, as mediações surgem como resposta às demandas dos
PHVPRVHFRPRVXSRUWHFRPTXDOLGDGHSDUDDVDo}HVGRVSUR¿VVLRQDLV

Para Vergara (2003, p. 8), a mediação, então:
tem a perspectiva de organizar a metodologia de intervenção, comprometida com usuários despojados de seus
direitos, constituindo-se em categoria central da prática pelas potencialidades que apresenta, propiciando ao
Assistente Social interagir com os mesmos no enfrentamento das demandas apresentadas.
$PHWRGRORJLDUHFRQFHLWXDGDGR6HUYLoR6RFLDOSHUPLWHDRSUR¿VVLRQDOLGHQWL¿FDUQDVPHGLDo}HVRFRQFUHWRH
DSUHHQGHUDVXDSDUWLFXODULGDGHKLVWyULFRVRFLDOLGHQWL¿FDQGRGHWHUPLQDQWHVYLQFXODo}HVHDFRPSOH[LGDGHGDV
SUREOHPiWLFDVVRFLDLV(PRXWUDVSDODYUDVVLJQL¿FDGL]HUTXHRSUR¿VVLRQDODWUDYpVGDSRVWXUDUHÀH[LYDUHFRPS}H
o “campo de mediações”, lugar das articulações e enfrentamentos dos pragmatismos institucionais. 

PORDENTRODOTEMA
'HDFRUGRFRP9HUJDUD S FRPRSUR¿VVmRR6HUYLoR6RFLDO
se reveste de peculiaridade, atuando sobre “todas as necessidades humanas de uma dada classe social, os
subalternizados” (FALCÃO, 1987, p. 51), porquanto atuando nas relações socioinstitucionais se diferencia de
RXWUDVSUR¿VV}HVSRUTXHWHPFRQGLo}HVGHLQWHUYLUQRWRGRFRQVLGHUDQGRWRGDVDVSDUWHVTXHRIRUPDPeR
TXH 1HWWR   FKDPD GH VLQFUHWLVPR SUiWLFR SUR¿VVLRQDO 3UR¿VVLRQDLV WUDEDOKDQGR jV YiULDV QHFHVVLGDGHV
sociais e o trabalho implica acionar os mecanismos institucionais que incidem sobre a problemática sincretizada.
Isso mostra que o campo institucional, embora permeado de diferenciações e contradições, “se mostra rico em
determinações e mediações”, segundo Pontes.

)RUPXODomRH3ODQHMDPHQWRGH3URMHWRV3UR¿VVLRQDLVHP6HUYLoR6RFLDO
&RXWRLQWURGX]RDVVXQWR VGS GDVHJXLQWHIRUPD
8PGRVJUDQGHVGHVD¿RVKRMHFRORFDGRVDRVDVVLVWHQWHVVRFLDLVFRQVLVWHHPIRUPXODUSURMHWRVTXHPDWHULDOL]DUmR
RWUDEDOKRDVHUGHVHQYROYLGR&DGDYH]PDLVpLPSHUDWLYRDRDVVLVWHQWHVRFLDOLGHQWL¿FDUDTXLORTXHUHTXHUD
LQWHUYHQomRSUR¿VVLRQDOEHPFRPRUHFRQKHFHUGHTXHIRUPDHVVDLQWHUYHQomRLUiUHVSRQGHUjVQHFHVVLGDGHV
VRFLDLVTXHWUDQVIRUPDGDVHPGHPDQGDVVHUmRSULYLOHJLDGDVQRVSURFHVVRVGHWUDEDOKRQRVTXDLVDSUR¿VVmRp
requerida.
&RPR WUDEDOKDGRU HVSHFLDOL]DGR R DVVLVWHQWH VRFLDO GHYH DSUHVHQWDU SURSRVWDV SUR¿VVLRQDLV TXH
vislumbrem soluções para além da requisição da instituição, cujas demandas são apresentadas na versão
EXURFUDWL]DGD H GR VHQVR FRPXP GHVWLWXtGDV GD WUDGXomR pWLFRSROtWLFD RX GD LQWHUSUHWDomR WHyULFR
metodológica. Portanto, cabe ao assistente social a responsabilidade de imprimir na sua ação os saberes
DFXPXODGRVSHODSUR¿VVmRDRORQJRGRSURFHVVRGHUHHODERUDomRGDVGHPDQGDVDHOHHQFDPLQKDGDV
(PAIVA, 2000, p. 81).

1HVVHFRQWH[WR&RXWR VGS GL]TXHRSURMHWRSUR¿VVLRQDO
pXPLPSRUWDQWHLQVWUXPHQWRSDUDRWUDEDOKRFRPRXWURVSUR¿VVLRQDLVTXDQGRKRXYHUHWDPEpPGHEDOL]DPHQWR
GR HQWHQGLPHQWR GD SUR¿VVmR SHOD LQVWLWXLomR TXH FRQWUDWD 2 SURMHWR GH WUDEDOKR GHYH FRPSRU DV QRUPDV GH
UHJXODomRLQVWLWXtGDVHUXPHOHPHQWRSUHVHQWHQDVQHJRFLDo}HVQRHVSDoRVyFLRRFXSDFLRQDO$RDSUHVHQWDU
RSURMHWRGHWUDEDOKRRDVVLVWHQWHVRFLDOHVWDEHOHFHSDUkPHWURVLPSRUWDQWHVGDUHODomRSUR¿VVLRQDOGHQWURGD
instituição em que trabalha.
[...] Ao ser formulado, deve indicar como se coloca ante as demandas da população, como pretende atendêlas e como a população pode exercer o controle do trabalho a ser executado. Aliás, essa formulação responde
GLUHWDPHQWHDXPSUHFHLWRGR&yGLJRGHeWLFDTXHQRDUWLJRTXLQWRLQGLFDFRPRGHYHUHVGRDVVLVWHQWHVRFLDO
na relação com os usuários, dentre outros: “contribuir para a viabilização da participação efetiva da população
XVXiULDQDVGHFLV}HVLQVWLWXFLRQDLV³H³>@GHPRFUDWL]DUDVLQIRUPDo}HVHRDFHVVRDRVSURJUDPDVGLVSRQtYHLVQR
espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários”. 

PORDENTRODOTEMA
[...]
Desse modo, é importante ressaltar que o projeto de trabalho não é um mero instrumento e, muito menos,
XP PDQXDO D VHU VHJXLGR HOH GHYH FRQGHQVDU DV SRVVLELOLGDGHV H RV OLPLWHV FRORFDGRV DR SUR¿VVLRQDO SDUD
H[HFXWDU VXDV WDUHIDV H GHYH LOXPLQDU VXD FRQVWDQWH DYDOLDomR GD H¿FiFLD GH VHXV LQVWUXPHQWRV WpFQLFDV H
conhecimentos para atingir as metas propostas, que devem estar articuladas aos elementos presentes no espaço
VyFLRRFXSDFLRQDOFRPRWDPEpPUHIHUHQGDUHPRVFRPSURPLVVRVSUR¿VVLRQDLV

3DUD%DUWDVVRQ VS SODQHMDUpRPHVPRTXH³EXVFDUDOFDQoDUREMHWLYRV2SODQHMDPHQWRID]SDUWHGDYLGDGDV
pessoas. Para Marx ‘o ato de planejar é inerente ao ser humano’. Como humanos dotados da consciência, antes de
executar qualquer ato, ele já foi planejado mentalmente.” O planejamento envolve elaboração, implementação, controle
e avaliação de SURJUDPDV,SODQRV eSURMHWRV%DUWDVVRQ VS FRQWLQXD
3DUD%DSWLVWD  RSODQHMDPHQWRVRFLDOpUHYHVWLGRFRPXPDGLPHQVmRSROtWLFDSRLVHVWHWHPHPVHXFHUQHR
SURFHVVRFRQWtQXRGHWRPDGDGHGHFLV}HVTXHVmRJHUDOPHQWHLQVFULWDVHPUHODo}HVGHSRGHUTXHYDLFDUDFWHUL]DU
RHQYROYLPHQWRGHXPDIXQomRSROtWLFD
[...]
Hoje, tem-se a certeza de que, para que o planejado se efetive na direção desejada, é fundamental que, além
do conteúdo tradicional e de leitura da realidade para o planejamento da ação, sejam aliados à apreensão
GDV FRQGLo}HV VXEMHWLYDV GR DPELHQWH HP TXH HOD RFRUUH R MRJR GH YRQWDGHV SROtWLFDV GRV GLIHUHQWHV JUXSRV
envolvidos, a correlação de forças, a articulação desses grupos, as alianças ou as incompatibilidades existentes
entre os diversos segmentos (BAPTISTA, 2007, p. 18).
$ OHLWXUD GD UHDOLGDGH D SHUFHSomR GDV GL¿FXOGDGHV H WDPEpP GDV SRWHQFLDOLGDGHV EXVFDQGR SDUFHULDV
FRPSURPLVVRVDFRUGRVQRVPRVWUDDLPSRUWkQFLDGRFDUiWHUSROtWLFRGRSODQHMDPHQWRHDQHFHVVLGDGHGHRSHUi
lo de uma perspectiva estratégica, [segundo o que], além da competência teórico-prática e técnico-operativa, tem
TXHVHUGHVHQYROYLGDWDPEpPXPDFRPSHWrQFLDpWLFRSROtWLFD
[...]
3RUWDQWRRSODQHMDPHQWRFRPRXPDGHFLVmRGHSODQHMDURPRYLPHQWRGHUHÀH[mRGHFLVmRDomRUHÀH[mRTXHR
caracteriza, vai se realizando de acordo com as seguintes aproximações, segundo Baptista (2007, p. 79).
)DVHGHUHÀH[mR
1ª fase – Construção do objeto: Como a realidade social é dinâmica, o processo para apreendê-la também o é.
$GHOLPLWDomRGRREMHWRpRSULPHLURSDVVRSDUDRSURFHVVRGHSODQHMDPHQWR,GHQWL¿FDGDDTXHVWmRFHQWUDODVHU
trabalhada, o planejador apreende as diferentes dimensões de seu planejamento e detecta então os espaços
para intervenções, num processo de construção e reconstrução no decorrer de toda a ação planejada, em
IXQomRGHVXDVUHODo}HVFRPRFRQWH[WRTXHRSURGX]LXVHQGRPRGL¿FDGRHDRPHVPRWHPSRPRGL¿FDQGRR
permanentemente, 

PORDENTRODOTEMA 
 IDVH ± (VWXGR GH VLWXDomR R SURFHVVR GH SODQHMDPHQWR p FDUDFWHUL]DGR SHOD LQYHVWLJDomR H SHOD UHÀH[mR
em que as informações adquiridas são constantemente alimentadas e processadas, [o] que contribuirá para a
tomada de decisões, bem como ampliar o conhecimento da realidade concreta.
3ª fase – Construção de referenciais teórico-práticos: O principal objetivo para construção dos referenciais
WHyULFRSUiWLFRVVmRDDQiOLVHHDH[SOLFLWDomRGDUHDOLGDGHD VHUSODQHMDGDeQHFHVViULRSRUpPFRQKHFHUD
realidade como uma totalidade unindo pensamento e ação. Os referenciais teórico-práticos são conhecimentos
TXH YmR DOLPHQWDU R HVWXGR GH VLWXDomR SDUD R SODQHMDPHQWR TXH SRGHP VHU GH YiULDV QDWXUH]DV FLHQWt¿FRV
documentos, técnicos e periódicos. Consta-se que geralmente se estabelece uma relação dialética entre a
teoria e o conhecimento, tendendo a superar a parcialidade dos conhecimentos na perspectiva da apreensão da
totalidade e da historicidade. 
 IDVH ± /HYDQWDPHQWR GH SUHVVXSRVWRV$V D¿UPDo}HV DQWHULRUHV j IDVH GH LQYHVWLJDomR VmR GHQRPLQDGDV
pressupostos (hipóteses), que são estabelecidos na fase de elaboração da fundamentação teórica, podendo ser
GHVHQYROYLGRVQRFRQWH~GRGRWH[WRLPSOtFLWDRXH[SOLFLWDPHQWH'HVVDIRUPDSRGHVHHQWHQGHUTXHRVHPSUHJRV
dos pressupostos podem ser variados, com a análise dos conteúdos diferenciados de acordo com os elementos
obtidos e da natureza do estudo. O planejamento social trabalha com o ser humano e suas subjetividades em
FRQVWDQWHHYROXomR$VVLPSDUDXPSODQHMDPHQWRVRFLDOH¿FLHQWHHSDOSiYHOVmRQHFHVViULRVDOHLWXUDHDUHOHLWXUD
GRVGDGRVREWLGRVHXPWpFQLFRTXHSHQVDUHÀLWDSHVTXLVDGHFLIUDDUHDOLGDGHDQDOLVDHDYDOLDDVVXDVDo}HV 
IDVH±&ROHWDGHGDGRVWHPFRPRIXQomRDSUR[LPDURXLGHQWL¿FDUiUHDVTXHGHPDQGDPSHVTXLVDVTXHGHYDP
ser mais aprofundadas. No planejamento social, é extremamente importante a realização prévia de estudos de
todos os aspectos relevantes para a situação abordada. Os dados levantados são relativos à realidade, os fatores
de ordem social, econômica e cultural que a compõem, seus problemas e suas possibilidades. O estudo deve
FRQWHUHOHPHQWRVTXHSHUPLWDPWLSL¿FDUDVVLWXDo}HVLGHQWL¿FDURVGHVYLRVHVLWXDURVHOHPHQWRVPDLVUHOHYDQWHV
para compreender sua estrutura dinâmica e suas determinações históricas. (BAPTISTA, 2007).
)DVHGHDomR 
±$QiOLVHGHDOWHUQDWLYDVGHLQWHUYHQomR3URS}HVHDLGHQWL¿FDUSRVVtYHLVVROXo}HVTXHSRVVDPVHFRQVWLWXLUHP
estratégias do planejamento, analisá-las e selecionar a considerada a melhor para ser implementada, conforme
RVFULWpULRVGH¿QLGRVQRSURFHVVR 
 ± 3ODQL¿FDomR (VWD IDVH QR SURFHVVR GH SODQHMDPHQWR VRFLDO p UHDOL]DGD DSyV D WRPDGD GH GHFLV}HV
GH DFRUGR FRP D UHDOLGDGH D VHU WUDEDOKDGD R TXH SURSLFLD R LQtFLR GH XP WUDEDOKR GH VLVWHPDWL]DomR GDV
atividades e dos procedimentos necessários para alcançar os objetivos propostos. As decisões são explicitadas,
VLVWHPDWL]DGDV LQWHUSUHWDGDV H GHWDOKDGDV HP GRFXPHQWRV TXH UHSUHVHQWDP JUDXV GHFUHVFHQWHV GH QtYHLV
GHGHFLVmRSODQRVSURJUDPDVHSURMHWRVeRLQVWUXPHQWDOPDLVSUy[LPRGDH[HFXomRGHYHQGRGHWDOKDUDV
DWLYLGDGHVDVHUHPGHVHQYROYLGDVHVWDEHOHFHUSUD]RVHHVSHFL¿FDUUHFXUVRV
11ª – Implementação: O processo estratégico está presente na história da humanidade, e seus primeiros escritos
abordam-na nos aspectos militar. A formulação das estratégias deve ocorrer apenas após a formulação das etapas
anteriormente citadas acima, de forma a preparar-se internamente para neutralizar ou minimizar as ameaças 

PORDENTRODOTEMA
existentes e explorar as oportunidades. Quanto maior o conhecimento do ambiente interno e externo, menores
serão as chances de cometer erros na formulação das estratégias. A implementação exige a integração de todas
as áreas envolvidas no planejamento com comprometimento, competência técnica e gerencial para a resolução
dos problemas e implementação de soluções.
12ª – Implantação e execução: Consiste em colocar em prática as ações planejadas para possibilitar o alcance
GRVREMHWLYRVHVWDEHOHFLGRV$LPSODQWDomRGRSODQHMDGRDSHVDUGHFRPXPHQWH¿FDUVREDUHVSRQVDELOLGDGHGH
setores de execução, deve ser acompanhada, e muitas vezes supervisionada, pela equipe de planejamento. Isso
SRUTXHVXD¿GHOLGDGHDRSODQHMDGRpIXQGDPHQWDOSDUDRGHVHQYROYLPHQWRKDUP{QLFRGHWRGRRWUDEDOKR 
±&RQWUROH2FRQWUROHSRGHVHUGH¿QLGRFRPRDIDVHHPTXHVHSURFHVVDRDFRPSDQKDPHQWRDPHQVXUDomR
H R UHJLVWUR GR WUDEDOKR H[HFXWDGR e XP LQVWUXPHQWR DWUDYpV GR TXDO VH SRGH YHUL¿FDU R TXH H[DWDPHQWH IRL
previsto e o que, efetivamente, está ocorrendo. Envolve o estabelecimento de procedimento, de forma que seja
revisto o processo decisório, indicando onde e como intervir, para que o processo possa retomar seu processo
inicial (BAPTISTA, 2007).
)DVHVGR5HWRUQRGDUHÀH[mR
14ª – Avaliação: A avaliação no processo de planejamento corresponde à fase em que o desempenho e os
UHVXOWDGRV GD DomR VmR H[DPLQDGRV D SDUWLU GH FULWpULRV GHWHUPLQDGRV FRP YLVWDV j IRUPXODomR GH MXt]RV GH
valor. A avaliação é o meio através do qual o técnico poderá medir a efetividade de suas ações e o impacto das
decisões estabelecidas no planejamento. [...] não aponta apenas a efetividade das ações e onde [se] deve intervir
H[DWDPHQWHPDVWDPEpP>D@H¿FLrQFLDH>D@H¿FiFLDGRSODQHMDPHQWR1RHQWDQWRSDUDTXHLVVRRFRUUDID]VH
necessário o controle.
15ª – Retomada do processo: A fase do retorno, ou do feedback, ou de realimentação do processo de planejamento,
VHWUDGX]HPQRYDVSROtWLFDVHPQRYRVSODQRVFRPEDVHQDVHYLGrQFLDVSHUFHELGDVDSDUWLUGRDFRPSDQKDPHQWR
do progresso da intervenção e da análise dos resultados obtidos. Para Baptista (2007, p. 122), a retomada do
SURFHVVR p SDUWLFXODUPHQWH GLQkPLFD HP VLVWHPDV GH SODQHMDPHQWR FXMD RUJDQL]DomR WRUQH SRVVtYHO ORFDOL]DU
desvios na programação e comportamento técnico em face da intencionalidade da ação.
[...]
Portanto, o planejamento se realiza a partir de um processo de aproximações sucessivas, que tem como centro
GHLQWHUHVVHDVLWXDomRUHDOGH¿QLGDFRPRREMHWRGHLQWHUYHQomR(VVDVDSUR[LPDo}HVUHSUHVHQWDPDVGLYHUVDV
IDVHVGRPpWRGRHRFRUUHPGHPRGRJHUDOHPWRGRVRVWLSRVHQtYHLVGHSODQHMDPHQWR$LQGDTXHHVVDVIDVHV
VHMDP JHQpULFDV R VHX FRQWH~GR HVSHFt¿FR LUi GHSHQGHU GD HVWUXWXUD H GDV FLUFXQVWkQFLDV SDUWLFXODUHV GH
FDGDVLWXDomR(PERUDHVVDVIDVHVVHDSUHVHQWHPQHVVHWUDEDOKRHPVHTXrQFLDOyJLFDFRQWtQXDHGLQkPLFD
na prática os seus aspectos nem sempre se mostram nitidamente ordenados. Na prática, o processo tem se
DSUHVHQWDGRGHVFRQWtQXRHPJUDQGHQ~PHURGHFDVRVHPHWRGRORJLFDPHQWHRSODQHMDGRUPXLWDVYH]HVWUDEDOKD
simultaneamente em diferentes fases, uma vez que elas se interagem dinamicamente. 

ACOMPANHENAWEB
3UHVVXSRVWRVSDUD,QWHUYHQomR3UR¿VVLRQDOHP6HUYLoR6RFLDO
¿
6
6
‡ As autoras Teresa Kleba Lisboa e Edaléa Maria Ribeiro apresentam neste artigo alguns
SUHVVXSRVWRV WHyULFRPHWRGROyJLFRV SDUD D LQWHUYHQomR SUR¿VVLRQDO HP 6HUYLoR 6RFLDO
sinalizando os diferentes campos de atuação e demarcando o espaço socioinstitucional como
XPHVSDoRFRQÀLWLYRRQGHSHUSDVVDPFRUUHODo}HVGHIRUoDVHTXHDRPHVPRWHPSRpSOHQRGH
SRVVLELOLGDGHV'LVFXWHPDLPSRUWkQFLDGHRSUR¿VVLRQDODSURSULDUVHGRREMHWRGHLQWHUYHQomRTXH
constitui o cotidiano da sua prática, elencando alguns procedimentos metodológicos, enfatizando
a importância da interdisciplinaridade na análise e no encaminhamento das diferentes situações
sociais. As autoras concluem que teoria e prática intercalam-se em constante movimento dialético,
VHQGRLQGLVVRFLiYHLVSDUDXPH[HUFtFLRSUR¿VVLRQDOVpULRHFRPSHWHQWH
'LVSRQtYHOHP<KWWSZZZUHYLVWDVXHSJEULQGH[SKSHPDQFLSDFDRDUWLFOHYLHZ>. Acesso em: 27
nov. 2014.

3URMHWR3UR¿VVLRQDO(VSDoRV2FXSDFLRQDLVH7UDEDOKRGR$VVLVWHQWH6RFLDO
QD$WXDOLGDGH
‡ O CFESS (Conselho Federal de Serviço Social) publicou a 1ª edição ampliada de Atribuição
Privativa do/a Assistente Social em Questão em 2012. A autora do documento, a professora e
SHVTXLVDGRUD0DULOGD9LOHOOD,DPDPRWRQRFDStWXOR³3URMHWRSUR¿VVLRQDOHVSDoRVRFXSDFLRQDLV
HWUDEDOKRGRDVVLVWHQWHVRFLDOQDDWXDOLGDGH´ID]XPDDQiOLVHGR6HUYLoR6RFLDOGDSUR¿VVmR
e de seus aspetos históricos, indissociáveis das particularidades assumidas pela formação
e desenvolvimento da sociedade brasileira no âmbito da divisão internacional do trabalho.
$V UHVSRVWDV GRV DJHQWHV SUR¿VVLRQDLV QHVVH FRQWH[WR VmR DUWLFXODGDV HP WRUQR GR SURMHWR
SUR¿VVLRQDOGHFDUiWHUpWLFRSROtWLFR3DUD¿QDOL]DUDDXWRUDID]DVHJXLQWHSHUJXQWDDQDOtWLFD
³TXDO R GHVD¿R PDLRU FRP TXH QRV GHIURQWDPRV QD DWXDOLGDGH QR VHQWLGR GH HIHWLYDomR UHDO
desse projeto?”.
'LVSRQtYHOHP<KWWSZZZFIHVVRUJEUDUTXLYRVDWULEXLFRHVFRPSOHWRSGI>. Acesso em: 27 nov. 2014. 

AGORAÉASUAVEZ
,QVWUXo}HV
Agora, chegou a sua vez de exercitar seu aprendizado. A seguir, você encontrará algumas questões de múltipla
escolha e dissertativas. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido.

4XHVWmR
“Nunca tive a pretensão de situar-me exclusivamente no âmbito de uma teoria desgarrada da ação, e nem de uma ação desgarUDGDGDWHRULD$RFRQWUiULREXVFRWUDEDOKDUDIHFXQGDomRP~WXDWHRULDDomRFRPXPDYLVmRFUtWLFD´9LFHQWH3)DOHLURV
(VVDUHÀH[mRIDODGDQHFHVVLGDGHGHDSUiWLFDGRSUR¿VVLRQDOGH6HUYLoR6RFLDOHVWDUOLJDGDDXPDWHRULDHYLFHYHUVD'HTXH
modo a teoria e a prática do Serviço Social podem contribuir para melhorar a atuação do assistente social?

4XHVWmR
Quais são os elementos estruturais da prática, segundo Pontes (1997)?
D  7HRULDFLHQWt¿FDSURMHWRpWLFRSROtWLFRSURMHWRLQWHUYHQWLYRHLQVWUXPHQWRVWpFQLFRVHPHWRGROyJLFRV
E 7HRULDGLDOpWLFDPDU[LVWDSURMHWRVRFLDOSURMHWRSROtWLFRHLQVWUXPHQWRVRSHUDWLYRVHWpFQLFRV
F  7HRULD6RFLDOSURMHWRGHVRFLHGDGHSURMHWRSUR¿VVLRQDOLQVWUXPHQWRVWHyULFRWpFQLFRVGHLQWHUYHQomRLQVWUXPHQWRVWHyULFRV
e metodológicos da prática.
G Teoria social, projeto de sociedade, projeto interventivo, instrumentos teóricos e instrumentos técnicos.
H Todas as alternativas estão corretas. 

AGORAÉASUAVEZ
4XHVWmR
/HLDDVD¿UPDo}HVVHJXLQWHVVREUHRVLJQL¿FDGRGDFDWHJRULDGHPHGLDomRSDUDR6HUYLoR6RFLDO
I. A mediação, como processo de comunicações, informações e estabelecimento de relações sociais, no qual os usuários
WHQKDPH[SUHVVmRGHLGHQWLGDGHHGHDWLWXGHVOHYDDLQVWLWXLomRDVHLGHQWL¿FDUFRPRXPHVSDoRGHFRQYHUJrQFLDGHVXMHLWRV
históricos, do social e da expressão pessoal.
II. A mediação é um processo de construção e um bom instrumento técnico que contribui para melhorar a intervenção social.
III. A mediação tem a perspectiva de organizar a metodologia de intervenção, comprometida com usuários despojados de seus
direitos, constituindo-se em categoria central da prática pelas potencialidades que apresenta, propiciando ao Assistente Social
interagir com os mesmos no enfrentamento das demandas apresentadas.
IV. $PHGLDomRSDUDR6HUYLoR6RFLDOSRVVXLXPLPSRUWDQWHVLJQL¿FDGRFRPRXPLQVWUXPHQWRWpFQLFRSDUDSRVVLELOLWDUTXHDV
relações institucionais e as relações com o usuário possam contribuir para um diálogo colaborativo para a conquista de
direitos.
V. A construção e a desconstrução de mediações, no processo de fragilização e fortalecimento do poder, implicam um instrumental
RSHUDWLYRSDUDFDSWDUDVUHODo}HVHHODERUDUHVWUDWpJLDVTXHFRQVWLWXHPRFDPSRGHXPDSUR¿VVmRGHLQWHUYHQomRVRFLDOQD
FRQVWDQWHUHODomRWHRULDSUiWLFD
4XDLVGDVD¿UPDo}HVDQWHULRUHVVmRFRUUHWDV"
D I, III, IV.
E II, III, V.
F I, II, III, IV.
G I, III, V.
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&RPEDVHQDOHLWXUDGRDUWLJR³3UHVVXSRVWRVSDUDD,QWHUYHQomR3UR¿VVLRQDOHP6HUYLoR6RFLDO´1 das autoras Teresa Kleba Lisboa
e Edaléa Maria Ribeiro, faça uma análise sobre a importância da teoria e da prática no Serviço Social.

4XHVWmR
No documento Atribuição Privativa do/a Assistente social em Questão2QRFDStWXOR³3URMHWRSUR¿VVLRQDOHVSDoRVRFXSDFLRQDLV
e trabalho do assistente social na atualidade”, a autora Marilda Vilela Iamamoto faz alguns apontamentos sobre qual o maior deVD¿RFRPTXHQRVGHIURQWDPRVQDDWXDOLGDGHQRVHQWLGRGHHIHWLYDomRUHDOGRSURMHWRSUR¿VVLRQDOGR6HUYLoR6RFLDO)DoDXPD
EUHYHDQiOLVHVREUHDVGL¿FXOGDGHVSDUDHIHWLYDURSURMHWRSUR¿VVLRQDOGR6HUYLoR6RFLDO
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e as relações com o usuário possam contribuir para um diálogo colaborativo para a conquista de direitos.
Além disso, a teoria e a prática no Serviço Social são indissociáveis e estão em constante construção para que o
SUR¿VVLRQDOGDiUHDYLVHjWUDQVIRUPDomRVRFLDO3RU¿PYRFrFRPSUHHQGHXTXHRDVVLVWHQWHVRFLDOH[HUFHXPSDSHOGH
SODQHMDGRUQDIRUPXODomRGHSURMHWRVSUR¿VVLRQDLVTXHHQYROYHYiULDVIDVHVVHQGRSRUWDQWRXPSURFHVVRFRQWtQXR
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WHyULFRPHWRGROyJLFDVpWLFRSROtWLFDVDFDGrPLFDVHOHJDLVFRPDUHDOLGDGHGRWUDEDOKRSUR¿VVLRQDO 

'LVSRQtYHOHP<KWWSZZZUHYLVWDVXHSJEULQGH[SKSHPDQFLSDFDRDUWLFOHYLHZ>. Acesso em: 29 jan. 2015.

1 

'LVSRQtYHOHP<KWWSZZZFIHVVRUJEUDUTXLYRVDWULEXLFRHVFRPSOHWRSGI>. Acesso em: 29 jan. 2015.

2 

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GLOSSÁRIO
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(1977, p. 3) como a “[
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seguindo a acepção marxista desse conceito: trabalho é um processo imanente ao desenvolvimento histórico da humanidade por meio do qual o homem, em busca da sobrevivência, originariamente, e mais atualmente com vistas a garantir
sua existência, transforma a natureza e, nesse processo, transforma também a si mesmo, produzindo um mundo à sua
imagem e semelhança. A expressão práxis em Marx (0DQXVFULWRV(FRQ{PLFRV)LORVy¿FRV) refere-se à atividade livre,
universal, criativa e autocriativa, por meio da qual o homem cria (faz, produz) e transforma (conforma) seu mundo humaQRHKLVWyULFRHDVLPHVPRDWLYLGDGHHVSHFt¿FDGRKRPHPTXHRWRUQDEDVLFDPHQWHGLIHUHQWHGHWRGRVRVRXWURVVHUHV
(BOTTOMORE, 1988, p. 292).
5HODo}HVGHIRUoD para entender a correlação de forças é necessário antes entender o que seria a relação de forças.
Partindo da perspectiva Gramsciana, existem diferentes momentos ou graus de relações de força: I) relação de força
HVWULWDPHQWHOLJDGDjHVWUXWXUDREMHWLYD,, UHODo}HVGHIRUoDSROtWLFDTXHSHUPLWHPSHUFHEHURJUDXGHKRPRJHQHLGDGH
-iGHDFRUGRFRP)DOHLURV  WUDWDVHFRQÀLWRVHDOLDQoDVHQWUHFODVVHVEHPFRPR³JXHUUDGHSRVLomR´QDOXWDSHOD
RFXSDomRGHFDUJRVGHFKH¿D3DUDRDXWRUpQDFRUUHODomRGHIRUoDVTXHSRGHPRVYLQFXODUQRFRWLGLDQRRSUREOHPDH
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GLOSSÁRIO
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VXDVGLUHWUL]HVHSUHFLVDUHVSRQVDELOLGDGHV2SODQRWHPRVHQWLGRHVSHFt¿FRGHVLVWHPDWL]DUHFRPSDWLELOL]DUREMHWLYRV
e metas, procurando otimizar o uso dos recursos do sistema. Deve, ainda, fornecer referencial que permita continuar os
HVWXGRVVHWRULDLVHRXUHJLRQDLVFRPYLVWDVDHODERUDUSURJUDPDVHSURMHWRVHVSHFt¿FRVGHQWURGHXPDSHUVSHFWLYDGH
coerência interna do sistema e externa, em relação ao contexto no qual o sistema se insere. A exequibilidade, ou seja,
aquilo que está sendo executado no plano, está condicionada a uma ponderável centralização de decisões e de conWUROHGHQWURGRVLVWHPDUHTXHUTXHDVXQLGDGHVGRVGLIHUHQWHVQtYHLVDFRPSDQKHPDVGHFLV}HVHDFHLWHPRFRQWUROH
centralizado (BAPTISTA, 1991).
3URJUDPD o programa é, basicamente, um aprofundamento do plano – os objetivos setoriais do plano vão constituir os
REMHWLYRVJHUDLVGRSURJUDPD³eRGRFXPHQWRTXHGHWDOKDSRUVHWRUDSROtWLFDGLUHWUL]HVPHWDVHPHGLGDVLQVWUXPHQWDLVeDVHWRUL]DomRGRSODQR´2SURJUDPDHVWDEHOHFHRTXDGURGHUHIHUrQFLDGRSURMHWRQRHQWDQWR³pDOJRPDLVTXH
um punhado de projetos, pois pressupõe, também, vinculação entre os projetos” (BAPTISTA, 1991).
3URMHWRpRGRFXPHQWRTXHVLVWHPDWL]DHHVWDEHOHFHRWUDoDGRSUpYLRGDRSHUDomRGHXPDXQLGDGHGHDomReSRUWDQto, a unidade elementar do processo sistemático da racionalização de decisões. Constitui-se da proposição de produção
GHDOJXPEHPRXVHUYLoRFRPHPSUHJRGHWpFQLFDVGHWHUPLQDGDVHFRPRREMHWLYRGHREWHUUHVXOWDGRVGH¿QLGRV$
HODERUDomRGHSURMHWRVHPJHUDODFRPSDQKDXPURWHLURSUHGHWHUPLQDGRRTXDOYLDGHUHJUDpGH¿QLGRGHDFRUGRFRP
DVQHFHVVLGDGHVHH[LJrQFLDVSUySULDVGRyUJmRGHH[HFXomRHRX¿QDQFLDGRU %$37,67$ 
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GABARITO
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5HVSRVWDA teoria e a prática no Serviço Social são indissociáveis. Segundo Faleiros (2008), os conhecimentos teóricos
HDPHWRGRORJLDGDSUR¿VVmRFULDPHVWUDWpJLDVGHDomRSUiWLFDVTXHVmRUHVXOWDGRGDIHFXQGDomRGDWHRULDSRUHVVD
prática e da prática pela teoria abstrata. Esse movimento necessita de um saber sistemático, como experimentações
controladas, que combinem análises quantitativas e qualitativas com a análise dessas experimentações e desse saber
sistemático. 

4XHVWmR
5HVSRVWDAlternativa C.
6HJXQGR3RQWHV  RVHOHPHQWRVHVWUXWXUDLVGDSUiWLFDVmR7HRULD6RFLDOSURMHWRGHVRFLHGDGHSURMHWRSUR¿VVLRQDO
instrumentos teórico-técnicos de intervenção, instrumentos teóricos e metodológicos da prática.
4XHVWmR
5HVSRVWDAlternativa D.
$VD¿UPDo}HV,,,,H9HVWmRGHDFRUGRFRPDVFLWDo}HVGRWH[WR³26LJQL¿FDGRGD&DWHJRULD0HGLDomRQR6HUYLoR
Social” e conforme citações do autor Vicente de Paula Faleiros.
4XHVWmR
5HVSRVWD As autoras Lisboa e Ribeiro analisam que a teoria e a prática fazem parte de um movimento dialético, que
SRGHVHUUHSUHVHQWDGRSHOD¿JXUDGHOLQJXDJHPLVWRpSRUXPGHVHQKRGHXPDHVSLUDOTXHVHJXHXPDOLQKDKRUL]RQWDOH
intercala respectivamente teoria e prática na parte superior e inferior de cada curva. Nesse movimento, teoria e prática se
interpõem num constante movimento dialético, que deve ser conectado às transformações da realidade socioeconômica,
KLVWyULFDSROtWLFDHFXOWXDOGHFDGDVRFLHGDGH8PDFLWDomRGH.DPH\DPD DSXG%$77,1,S FRQFOXL
que teoria e prática são aspectos inseparáveis, já que “a teoria não só se nutre da prática social e histórica como também
UHSUHVHQWDXPDIRUoDWUDQVIRUPDGRUDTXHLQGLFDjSUiWLFDRVFDPLQKRVGDWUDQVIRUPDomR´2SUR¿VVLRQDOGH6HUYLoR
6RFLDOQHFHVVLWDWHUFODUH]DGRUHIHUHQFLDOWHyULFRSDUDRULHQWDUDVXDSUiWLFDSUR¿VVLRQDOQXPPRYLPHQWRFRQVWDQWHGH
FRQVWUXomRHUHFRQVWUXomRGHFRQFHLWRVSDUDGHVHQYROYHUXPDSUiWLFDSUR¿VVLRQDOTXHYLVHjWUDQVIRUPDomRVRFLDODR
acesso dos usuários aos seus direitos e a melhores condições de vida.
4XHVWmR
5HVSRVWD&RQIRUPHGL]DDXWRUD0DULOGD,DPDPRWRHPVHXWH[WRXPDGDVGL¿FXOGDGHVDSRQWDGDVVREUHDVFRQGLo}HV
VyFLRKLVWyULFDVTXHID]HPSDUWHGRWUDEDOKRGRDVVLVWHQWHVRFLDOQDDWXDOLGDGHVHHQFRQWUDQDWHQVmRTXHRH[HUFtFLR
SUR¿VVLRQDO GD iUHD VRIUH HP UD]mR GD FRPSUD H GD YHQGD GD IRUoD GH WUDEDOKR HVSHFLDOL]DGD GR DVVLVWHQWH VRFLDO
enquanto trabalhador assalariado. Nesse contexto há os interesses institucionais que se sobrepõem aos interesses
GRSURMHWRSUR¿VVLRQDOGR6HUYLoR6RFLDO(VVDVUHODo}HVGHWUDEDOKRLQWHUIHUHPQRSURFHVVRGDDomRHQRVUHVXOWDGRV
individuais e coletivos projetados. Outro aspecto importante se refere às demandas: por um lado, há as necessidades
dos usuários, que vivenciam lutas sociais e relações de poder, por outro, essas demandas também se transformam em
GHPDQGDVSUR¿VVLRQDLVFRQWH[WRHPTXHKiXPDWHQVmRHFRQWUDGLo}HVVRFLDLVHQWUHRVLQWHUHVVHVGRVXVXiULRVHRV
GRVVHUYLoRVSUR¿VVLRQDLV1HVVHWHUUHQRVHDUWLFXODRSURMHWRSUR¿VVLRQDOFRPQRYRVHVSDoRVFRPQRYDVFRPSHWrQFLDV
HFRPFRQGLo}HVUHDLVSDUDRH[HUFtFLRSUR¿VVLRQDO