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Indicações bibliográficas

Além da leitura das fontes primárias da obra de Marx e Engels, acredito ser indispensável para um passo
sólido na formação marxista a consulta da bibliografia mais extensa sobre a obra marxiana, bem como
uma interessante apresentação, a seleção presente em José Paulo Netto (org.) - O Leitor de Marx
(Civilização Brasileira, 2012). Destaco, contudo, as seguintes obras para nossa discussão em tela...
É recomendável para uma aproximação à orientação geral do pensamento de Marx a consulta das
seguintes obras, diferenciadas entre si: David McLellan – Karl Marx. Vida e pensamento (Vozes, 1990);
Eric Hobsbawm – História do marxismo, 12 volumes (Paz e Terra, 1980); Francisco Fernández Buey –
Marx (sem ismos) (Ed. UFRJ, 2004); Daniel Bensaid – Marx, o intempestivo (Civilização Brasileira,
1999); Celso Frederico – O jovem Marx (Expressão Popular, 2010); Ernst Mandel – A formação do
pensamento econômico de Karl Marx. De 1843 até a redação de ‘O capital’ (Zahar, 1968); György
Lukács - O jovem Marx e outros escritos de filosofia (Ed. UFRJ, 2007). No que diz respeito às
aproximações metodológicas da teoria social de Marx, me parecem muito úteis as seguintes obras: o
opúsculo de José Paulo Netto - Introdução ao estudo do método de Marx (Expressão Popular, 2011); Léo
Kofler - História e dialética (Ed. UFRJ, 2010); Karel Kosik – Dialética do concreto (Paz e Terra, 1989);
Henri Lefebvre – Lógica formal/lógica dialética (Civilização Brasileira, 1975) e a fecunda e complexa
obra do filósofo húngaro György Lukács – Para uma ontologia do ser social I (Boitempo, 2012),
especialmente seu último capítulo do qual faz tratamento da obra de Marx. Não poderia deixar de citar os
já clássicos estudos sobre método de Roman Rosdolsky - Gênese e estrutura d’O Capital de Karl Marx
(Contraponto, 2001) e de Enrique Dussel – A produção teórica de Marx: um comentário dos Grundrisse
(Expressão Popular, 2012).
Sobre a tematização do caráter da crítica na obra de Marx, desconheço reflexões melhores do que as de
Mario Duayer – Marx, verdade e discurso (2010) e, principalmente, o artigo de João Leonardo – Marx e a
crítica da economia política: a negação como fundamento da crítica (2015). Sobre o complexo tema da
ideologia, deixo como indicação inicial as leituras de Ideologia: uma introdução de Terry Eagleton
(Boitempo/Ed. UNESP, 1991) e a densa e instigante obra de Mészáros – O poder da ideologia
(Boitempo, 2004). Para aprofundar-se na temática da alienação, recomendo a leitura de José Paulo Netto
– Capitalismo e Reificação (Ed. Ciências Humanas, 1981); Leandro Konder - Marxismo e alienação
(Expressão Popular, 2009); o artigo de Marcello Musto intitulado Revisitando o conceito de alienação em
Marx e, novamente, a densa reflexão presente em István Mészárós – A teoria da alienação em Marx
(Boitempo, 2006).
Quanto às questões do trabalho, posso indicar como estudo do caráter “antropológico” do trabalho, a obra
de Gyorgy Markus – Marxismo e antropologia (Expressão Popular, 2015) e o primeiro capítulo de Para
uma ontologia do ser social II (Boitempo, 2013) e a esclarecedora reflexão de Adolfo Sánchez Vázquez –
Filosofia da Práxis (Expressão Popular, 2007). No tocante à crítica do trabalho no capitalismo, torna-se
indispensável à leitura da polêmica obra de Moishe Postone – Tempo, trabalho e dominação social
(Boitempo, 2014) bem como os trabalhos de Mario Duayer, especialmente, o artigo Marx e a crítica
ontológica da sociedade capitalista: crítica do trabalho (2012). Para estudo da teoria do valor e seus
desdobramentos, me parece interessante consultar a clássica obra de Isaak Rubin – A teoria marxista do
valor (Brasiliense. 1980); os dois volumes do livro Capital: essência e aparência (Expressão Popular:
2011; 2013) de Reinaldo Carcanholo. Vale a indicação também dos trabalhos sobre capitalismo e suas
crises do excelente crítico Marcelo Dias Carcanholo e ainda o livro do Jorge Grespan – O negativo do
capital (Expressão Popular, 2012). Sobre a teoria da revolução em Marx, deixo as seguintes referências:
Michael Löwy – A teoria da revolução no jovem Marx (Boitempo, 2012); Jacques Texier – Revolução e
democracia em Marx e Engels (Ed. UFRJ, 2005) e José Paulo Netto – Marxismo impenitente:
contribuição à história das ideias marxistas (Cortez, 2004).
Para informação geral em relação ao projeto em curso da MEGA-2, nada melhor que os artigos de
Marcello Musto – A redescoberta de Karl Marx – as obras completas de Marx e Engels (MEGA-2) e de
Hugo Cerqueira Gama – Breve História da edição crítica das obras de Karl Marx (2015). Bons estudos!

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