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OAB 1ª FASE - XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI

Direito Ambiental – Aula 01
Frederico Amado
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os
Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas
gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário.

DIREITO AMBIENTAL
COMPETÊNCIAS MATERIAIS AMBIENTAIS
COMUNS
“Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

Art. 30. Compete aos Municípios:

[...]
III – proteger os documentos, as obras e outros bens
de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural;
[...]
VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição
em qualquer de suas formas;
VII – preservar as florestas, a fauna e a flora;
[...]
XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões
de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios”.
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o
equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em
âmbito nacional.

I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no
que couber;
Nesse sentido, o STJ, no REsp 29.299, 1.ª Turma, de
28.09.1994:
“Constitucional. Meio ambiente. Legislação municipal
supletiva. Possibilidade.
Atribuindo, a Constituição Federal, a competência comum à União, aos Estados e aos Municípios para
proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas, cabe, aos Municípios, legislar supletivamente sobre a proteção ambiental, na
esfera do interesse estritamente local.

LEI COMPLEMENTAR 140/2011

A legislação municipal, contudo, deve se constringir
a atender as características próprias do território em
que as questões ambientais, por suas particularidades, não contêm o disciplinamento consignado na lei
federal ou estadual. A legislação supletiva, como é
cediço, não pode ineficacizar os efeitos da lei que
pretende suplementar”.

COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS AMBIENTAIS
CONCORRENTES

COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS
PRIVATIVA DA UNIÃO

“Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito
Federal legislar concorrentemente sobre:

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

VI – florestas, caça, pesca, fauna, conservação da
natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VII – proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII – responsabilidade por dano ao meio ambiente,
ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico”.

IV- águas, energia, informática, telecomunicações e
radiodifusão;
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar
os Estados a legislar sobre questões específicas das
matérias relacionadas neste artigo.

§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas
gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre
normas gerais não exclui a competência suplementar
dos Estados.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo
e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

www.cers.com.br

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[CB/88.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. a estabilidade geológica e a biodiversidade.OAB 1ª FASE . em zonas urbanas. em todas as unidades da Federação. proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas”. 1. II) Entorno de lagos e lagoas naturais Atualmente.br 2 . DEFESA. MS 26. de 17/6/2010). b) 30 metros.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado I . sendo esta imprescindível apenas quando se trate de alteração ou supressão desses espaços. cordões arenosos. A nascente é o afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá início a um curso d’água. APP’S DO ARTIGO 4º . facilitar o fluxo gênico de fauna e flora. CB/88. exceto para o corpo d’água com até 20 hectares de superfície. a borda da calha do leito regular. III].cers. do novo Código Florestal. III. consideram-se áreas de preservação permanente as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais.º. HIPÓTESES DO ARTIGO 4º I) Mata ciliar São consideradas áreas de preservação permanente as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente. A delimitação dos espaços territoriais protegidos pode ser feita por decreto ou por lei.INCIDÊNCIA EX LEGE APP’S DO ARTIGO 6º . excluídos os efêmeros. com cobertura vegetal em mosaico.PRECISAM SER DECLARADAS POR ATO DO PODER EX PARA EXISTIREMECUTIVO VI) As restingas. DELIMITAÇÃO DOS ESPAÇOS TERRITORIAIS PROTEGIDOS. em zonas rurais.definir. VALIDADE DO DECRETO.º. decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais. no raio mínimo de 50 metros. § 2. 2. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues A restinga é o depósito arenoso paralelo à linha da costa. MEIO AMBIENTE. desde www. com a função ambiental de preservar os recursos hídricos. a paisagem. encontrada em praias. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. II . coberta ou não por vegetação nativa. § 1º. na faixa definida na licença ambiental do empreendimento IV) Entorno de nascentes e olhos d’água Neste caso o novo CFlo seguiu a mesma sistemática do anterior. produzido por processos de sedimentação. equivalente a 100% na linha de maior declive ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE De acordo com o artigo 3.com. Área de Preservação Permanente (APP) é a “área protegida. do antigo Código Florestal. cuja faixa marginal será de 50 metros. qualquer que seja a sua situação topográfica. A Constituição do Brasil atribui ao Poder Público e à coletividade o dever de defender um meio ambiente ecologicamente equilibrado. mesmo que intermitente. de forma geralmente alongada.º. em largura mínima de: 30M cursos d’água de menos de 10 metros de largura 50m cursos d’água que tenham de 10 a 50 metros de largura 100m cursos d’água que tenham de 50 a 200 metros de largura 200m cursos d’água que tenham de 200 a 600 metros de largura 500 para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 metros EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. ao passo que o olho d’água é o afloramento natural do lençol freático. II. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. SEGURANÇA DENEGADA. III) Entorno de reservatórios d’água artificiais. Segurança denegada para manter os efeitos do decreto do Presidente da República. Precedentes. 225. art. V) Encostas ou partes destas com declividade acima de 45º. definição praticamente idêntica à que constava no artigo 1. II. ATRIBUIÇÃO CONFERIDA AO PODER PÚBLICO. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. em faixa com largura mínima de: a) 100 metros. onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha. de 23 de março de 2006 (STF. Plenário.064. III . §1º. Considera-se APP as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes. ARTIGO 225.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.

o proprietário da área.conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha. de preservação permanente. possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegetação. entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina.cers. arbustivo e arbóreo. as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades: I . VIII) Bordas de tabuleiros ou chapadas Assim como seu verificou na legislação anterior. cultural ou histórico. sujeitos à ação das marés. Art. a vegetação natural conhecida como mangue. DO NOVO CFLO Art. de direito público ou privado. pessoa física ou jurídica. 6o Consideram-se. caracterizando-se a chapada por grandes superfícies a mais de seiscentos metros de altitude. às quais se associa. IX) Topo de morros.assegurar condições de bem-estar público. ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado XI) Veredas dunas e depressões. ainda. 7o A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área.auxiliar a defesa do território nacional. VII .proteger várzeas. aproximadamente seis graus e superfície superior a dez hectares.800m www. II .proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico. Tabuleiro ou chapada é a paisagem de topografia plana.abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção. Seção II Do Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente Art. montes. com influência fluviomarinha. quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo. de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei. 8o A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública. VII) Os manguezais. IV . a critério das autoridades militares. formado por vasas lodosas recentes ou arenosas. terminada de forma abrupta em escarpa. IX – proteger áreas úmidas. típica de solos limosos de regiões es-tuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira. possuidor ou ocupante a qualquer título. até a linha de ruptura do relevo. VIII . § 1o Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente. III . o novo CFlo considera como APP as bordas dos tabuleiros ou chapadas. a partir do limite do espaço brejoso e encharcado O manguezal é o ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos. com declividade média inferior a dez por cento.formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias. este último mais interiorizado. especialmente as de importância internacional. estrato herbáceo. de acordo com o estágio sucessional. em faixa nunca inferior a 100 metros em projeções horizontais. predominantemente. com largura mínima de 50 metros. apresentando.OAB 1ª FASE .br 3 . VI . APP’S DO ARTIGO 6º. montanhas e serras X) Áreas em altitude acima de 1.com. V . em projeção horizontal. em toda a sua extensão Faixa marginal.proteger as restingas ou veredas.

sendo proibida a visitação pública. da Lei 9. e III . legalmente instituído pelo Poder Público. sem a interferência humana direta. com a finalidade de coordenar o Sistema. podendo haver pesquisas se autorizadas e turismo ecológico. singulares ou de grande beleza cênica. 80%. Refúgio da vida silvestre – é a UC que tenta preservar ambientes naturais típicos de reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. em geral extensas.OAB 1ª FASE . GRUPO DE PROTEÇÃO INTEGRAL Estação ecológica – é a UC que se destina a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. exceto para fins educativos. pessoa física ou jurídica.651/2012). previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama.Órgão central: o Ministério do Meio Ambiente. GRUPO DE USO SUSTENTÁVEL Área de proteção ambiental – é a UC que pode ser formada por áreas públicas ou particulares. com as respectivas atribuições: www. Monumento natural – é a UC que busca preservar sítios naturais raros. 12. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO “é o espaço territorial e seus recursos ambientais. delimitada nos termos do art. possuidor ou ocupante a qualquer título. com as atribuições de acompanhar a implementação do Sistema. Seção II Do Regime de Proteção da Reserva Legal Art. auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. com pouca ou ne- 4 . inciso III.br Área de relevante interesse ecológico – é a UC que pode ser formada por áreas públicas ou particulares. bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa”. 20% nas áreas de floresta ou vegetação nativa em outras regiões do Brasil. sendo de propriedade pública. podendo a área ser pública ou particular. os órgãos estaduais e municipais.órgãos executores: o Instituto Chico Mendes e o Ibama. II . 6o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos. nas áreas de floresta situadas na Amazônia Legal. sendo de propriedade pública. se compatível. proibida a visitação pública. abióticos ou mesmo culturais. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção” (artigo 2º.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado I – Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente . que o define como a “área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de conservação federais. nas áreas de cerrado situadas na Amazônia Legal. Reserva biológica – é a UC que tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes.985/2000). de acordo com as modalidades previstas no art.º. admitida a visitação pública. 17. dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. § 1o A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. § 1o Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo sustentável. com as características naturais relevantes. com atributos bióticos. Poderá haver pesquisa científica se autorizada. Parque nacional – é a UC de propriedade pública que tem o fito de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. em geral de pouca extensão. visando promover a diversidade e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos. estaduais e municipais. nas respectivas esferas de atuação. SNUC Art. 20. 35%.Conama. com a função de implementar o SNUC. incluindo as águas jurisdicionais.cers. . do novo CFlo (Lei 12. podendo ser constituído por áreas particulares.com. sob regime especial de administração. com certo grau de ocupação humana. admitida a visitação pública. em caráter supletivo. de direito público ou privado. com objetivos de conservação e limites definidos. exceto para fins educativos. com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural. A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprietário do imóvel rural. RESERVA LEGAL artigo 3.

de 24. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. Art. sendo permitida a visitação pública e a pesquisa. estudo prévio de impacto ambiental.exigir. “1. desde que obedecidos os procedimentos de consulta estabelecidos no § 2 o deste artigo. A norma impugnada. § 6o A ampliação dos limites de uma unidade de conservação. Artigo 182. § 3. As unidades de conservação são criadas por ato do Poder Público. gravada com perpetuidade. Estudo de Impacto Ambiental. Reserva Extrativista – é a UC de propriedade pública utilizada pelas populações extrativistas tradicionais como condição de sobrevivência. por instrumento normativo do mesmo nível hierárquico do que criou a unidade. composta por uma área coberta de vegetação predominantemente nativa. permitida a visitação pública e proibida a caça. Ressalte-se que esta modalidade.com. cria exceção incompatível com o disposto no mencionado inciso IV do § 1. permitida a visitação pública e a pesquisa. e previa o extrativismo na área.08. Reserva da fauna – é a UC de propriedade pública. ligada ao manejo dos recursos faunísticos. conforme se dispuser em regulamento. sendo permitida a ocupação por populações tradicionais.º.2004). pois o inciso III.OAB 1ª FASE .cers. protegendo a natureza. da Carta da República. exceto pelo acréscimo proposto. do artigo 21. adequada ao estudo científico. EIA nhuma ocupação humana. 2.º do artigo 225 da Constituição Federal.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado 2o. IV . pode ser feita por instrumento normativo do mesmo nível hierárquico do que criou a unidade. que têm o uso concedido pelo Poder Público.br 5 . a dimensão e os limites mais adequados para a unidade. § 5o As unidades de conservação do grupo de Uso Sustentável podem ser transformadas total ou parcialmente em unidades do grupo de Proteção Integral. Reserva de desenvolvimento sustentável – é a UC de propriedade pública composta por área natural e que abriga populações tradicionais. § 3o No processo de consulta de que trata o § www. da Lei 9985/00 foi vetado pelo Presidente. § 7o A desafetação ou redução dos limites de uma unidade de conservação só pode ser feita mediante lei específica. desde que obedecidos os procedimentos de consulta estabelecidos no § 2 o deste artigo. 22. da Constituição do Estado de Santa Catarina. ao dispensar a elaboração de Estudo Prévio de Impacto Ambiental no caso de áreas de florestamento ou reflorestamento para fins empresariais.505. do §2º. para declarar a inconstitucionalidade do dispositivo constitucional catarinense sob enfoque” (ADI 1. o Poder Público é obrigado a fornecer informações adequadas e inteligíveis à população local e a outras partes interessadas. sem modificação dos seus limites originais. § 4o Na criação de Estação Ecológica ou Reserva Biológica não é obrigatória a consulta de que trata o § 2o deste artigo. cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração transmitidos por gerações. na forma da lei. Contrariedade ao artigo 225. de 10. É inconstitucional preceito da Constituição do Estado do Espírito Santo que submete o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA – ao crivo de comissão permanente e específica da Assembleia Legislativa. IV.11.(Regulamento) § 1o (VETADO) § 2o A criação de uma unidade de conservação deve ser precedida de estudos técnicos e de consulta pública que permitam identificar a localização. A concessão de autorização para desenvolvimento de atividade potencialmente danosa ao meio ambiente consubstancia ato do Poder de Polícia – ato da Administração Pública – entenda-se ato do Poder Executivo” (ADI 1. Floresta nacional – é a UC de propriedade pública. a que se dará publicidade.º. composta por área natural com animais nativos. podendo haver agricultura e criação de animais de pequeno porte. visando manter a manter ecossistemas naturais de importância regional ou local. com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota nacional. Reserva particular do patrimônio natural – é a UC de propriedade privada. apenas sendo permitida a pesquisa e a visitação. apesar de ser formalmente considerada como de USO SUSTENTÁVEL.2001).086. com o objetivo de conservar a diversidade biológica. § 1. “Ação direta de inconstitucionalidade. com o objetivo de manter o uso sustentável dos recursos e desenvolver a pesquisa científica. tem o regime jurídico de proteção integral. Ação julgada procedente.

605/1998 prevê a possibilidade de atuação concomitante dos integrantes do SISNAMA. inciso II. 17.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. 9.com. II . da qual constituem motivo determinante. a qualidade de vida e o meio ambiente. efetiva ou potencialmente poluidores. Art. consideram-se: I . STJ . da Resolução CONAMA 237/97). expedirá as seguintes licenças: LICENCIAMENTO E PODER DE POLÍCIA AMBIENTAL I . considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso” (artigo 1º. 5. instalar. instalação. www. 2o Para os fins desta Lei Complementar. lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade licenciada ou autorizada. fazer cessá-la ou mitigá-la. 8º . de causar degradação ambiental.Licença Prévia (LP) . possam causar degradação ambiental. possam causar degradação ambiental” (artigo 1º. ESPÉCIES DE LICENÇA AMBIENTAL Art. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. o ente federativo que tiver conhecimento do fato deverá determinar medidas para evitá-la. para localizar. de 28.2009). Compete ao órgão responsável pelo licenciamento ou autorização.3. sob qualquer forma. sob qualquer forma. no exercício de sua competência de controle. O pacto federativo atribuiu competência aos quatro entes da federação para proteger o meio ambiente através da fiscalização. pode dirigir representação ao órgão a que se refere o caput. programas e projetos aprovados.O Poder Público.licenciamento ambiental: o procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais. Agravo regimental provido” (AgRg no REsp 711. efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes. LC 140/2011 Art. da Resolução CONAMA 237/97).405/PR. inciso I. ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais.OAB 1ª FASE . conforme o caso.autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. a comercialização e o emprego de técnicas. LICENÇA AMBIENTAL “Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. ao constatar infração ambiental decorrente de empreendimento ou atividade utilizadores de recursos ambientais.controlar a produção. inclusive o artigo 76 da Lei Federal n. prevalecendo o auto de infração ambiental lavrado por órgão que detenha a atribuição de licenciamento ou autorização a que se refere o caput. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes.cers. para efeito do exercício de seu poder de polícia. A competência constitucional para fiscalizar é comum aos órgãos do meio ambiente das diversas esferas da federação. sob qualquer forma. pessoa física ou jurídica. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. comunicando imediatamente ao órgão competente para as providências cabíveis. LICENCIAMENTO AMBIENTAL “Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado § 1o Qualquer pessoa legalmente identificada. consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. de um empreendimento ou atividade.Licença de Instalação (LI) . § 2o Nos casos de iminência ou ocorrência de degradação da qualidade ambiental. ainda que a competência para licenciar seja de outro ente federado. 4. V .br 6 . Atividade desenvolvida com risco de dano ambiental a bem da União pode ser fiscalizada pelo IBAMA.04. § 3o O disposto no caput deste artigo não impede o exercício pelos entes federativos da atribuição comum de fiscalização da conformidade de empreendimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidores ou utilizadores de recursos naturais com a legislação ambiental em vigor.

superveniência de graves riscos ambientais e de saúde. ou h) que atendam tipologia estabelecida por ato do Poder Executivo.) XIV – promover o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades: a) localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe. Competências licenciatórias federais Art. 10. e) localizados ou desenvolvidos em 2 (dois) ou mais Estados. produzir. c) localizados ou desenvolvidos em terras indígenas.inexistindo órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente no Município. A ação subsidiária deve ser solicitada pelo ente originariamente detentor da atribuição nos termos desta Lei Complementar. Lei 6938/81 Art. instalação. de 9 de junho de 1999. II .Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais. por um único ente federativo. conforme disposto na Lei Complementar nº 97. mediante decisão motivada. 7º São ações administrativas da União: (.. quando ocorrer: I .inexistindo órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente no Estado ou no Distrito Federal. em qualquer estágio. sem prejuízo de outras formas de cooperação. mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN. e III . de maneira não vinculante. de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental. Art. administrativo ou financeiro. de 2011) “Art. A construção. II . efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes. Art. nas seguintes hipóteses: www. a partir de proposição da Comissão Tripartite Nacional. 16. sob qualquer forma. nos termos de ato do Poder Executivo. e considerados os critérios de porte. ficando este automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva do órgão ambiental competente. Parágrafo único. científico. ARTIGO 14. LC 140/2011 Art. aqueles previstos no preparo e emprego das Forças Armadas. lavrar. exceto em Áreas de Proteção Ambiental – APAs.com. LC 140/2011: § 4o A renovação de licenças ambientais deve ser requerida com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade. armazenar e dispor material radioativo. transportar. I . § 1o Os demais entes federativos interessados podem manifestar-se ao órgão responsável pela licença ou autorização. excetuando-se do licenciamento ambiental. fixado na respectiva licença. assegurada a participação de um membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. beneficiar.autoriza a operação da atividade ou empreendimento.cers. (Redação dada pela Lei Complementar nº 140. suspender ou cancelar uma licença expedida. na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva.Omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da licença.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado III .inexistindo órgão ambiental capacitado ou conselho de meio ambiente no Estado e no Município. o Estado deve desempenhar as ações administrativas municipais até a sua criação. g) destinados a pesquisar. respeitados os prazos e procedimentos do licenciamento ambiental. 13. ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais. Os empreendimentos e atividades são licenciados ou autorizados. Os entes federativos devem atuar em caráter supletivo nas ações administrativas de licenciamento e na autorização ambiental. 15. em conformidade com as atribuições estabelecidas nos termos desta Lei Complementar. potencial poluidor e natureza da atividade ou empreendimento”. a União deve desempenhar as ações administrativas até a sua criação em um daqueles entes federativos. A ação administrativa subsidiária dos entes federativos dar-se-á por meio de apoio técnico. f) de caráter militar.Licença de Operação (LO) . d) localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pela União.. 19 – O órgão ambiental competente. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. III .OAB 1ª FASE . poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação. a União deve desempenhar as ações administrativas estaduais ou distritais até a sua criação.br 7 . b) localizados ou desenvolvidos no mar territorial. ambientalmente. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações.

“Inconstitucionalidade. 2. A responsabilidade por danos ambientais é objetiva e. Excetuam-se à regra.06.. ausente nesta fase processual qualquer violação de norma constitucional ou legal. incentivando a valorização e a difusão das manifestações. pessoas físicas ou jurídicas. VII . efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes. a responsabilidade de adquirente de imóvel já danificado porque. A obrigação de o Estado garantir a todos o pleno exercício de direitos culturais.com.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado “Art. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. as chamadas ‘rinhas’ ou ‘brigas de galo’” (ADI 3.cers. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. de causar degradação ambiental. potencial poluidor e natureza da atividade. conforme tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente. Ação direta.2007).º.06. Meio ambiente. “e”. bastando a constatação do dano e do nexo de causalidade.br 8 . independe do fato de ter sido o proprietário o autor da degradação ambiental. Ofensa ao artigo 225. 3. São ações administrativas do Distrito Federal as previstas nos arts. 7o. Manifestação cultural. “Costume. no caso. Lei 7.OAB 1ª FASE . não prescinde da observância da norma do inciso VII do artigo 225 da Constituição Federal. sob título de práticas ou atividades esportivas com aves de raças ditas combatentes. as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. VII. no caso das APAs. de 25.380/1998. 9º São ações administrativas dos Municípios: XIV – observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei Complementar. seguirá os critérios previstos nas alíneas “a”.Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes. VI . Razoabilidade. vedadas. independentemente de ter sido ele ou o dono anterior o real causador dos estragos. de 14. potente para o deferimento da cautela pretendida. Precedentes. 6. APA’S . e para autorização de supressão e manejo de vegetação. “Art. no inciso XIV do art. sob qualquer forma. “f” e “h” do inciso XIV do art. sob qualquer forma. ou b) localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município.12.2009).. de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente. Estímulo. Dizer sim ou não à transposição não compete ao Juiz. 8o e na alínea “a” do inciso XIV do art. Procedimento discrepante da norma constitucional denominado ‘farra do boi’” (RE 153. Animais. Animais. considerados os critérios de porte. § 2º . do Estado do Rio Grande do Norte.531. como tal.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. a sanções penais e administrativas. mas 5. ‘Rinhas’ ou ‘Brigas de galo’. Tal obrigação. de 03. Inadmissibilidade.08. Crueldade. § 3º . 1056540. aliás.) XIV – promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais. promover o licenciamento ambiental das atividades ou empreendimentos: a) que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local. a opção por esse projeto escapa inteiramente do âmbito desta Suprema Corte. Atividades esportivas com aves das raças combatentes. ressalvado o disposto nos arts. (REsp. 12.proteger a fauna e a flora. 10.2007). www. de causar degradação ambiental. dispensando a prova do nexo de causalidade. É inconstitucional a lei estadual que autorize e regulamente. Regulamentação. Preservação da fauna e da flora. o critério do ente federativo instituidor da unidade de conservação não será aplicado às Áreas de Proteção Ambiental (APAs). na forma da lei. 8º São ações administrativas dos Estados: (. Art. § 1. Submissão a tratamento cruel. imputa-se ao novo proprietário a responsabilidade pelos danos. não exige a comprovação de culpa. na forma da lei. que se limita a examinar os aspectos normativos. para proteger o meio ambiente.776.Art. Agravos regimentais desprovidos” (ACO-MC-AgR 876. 8o e 9o. exceto em Áreas de Proteção Ambiental – APAs”. Parágrafo único. 9º. Ação julgada procedente. da CF.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. no que veda prática que acabe por submeter os animais à crueldade.1997). 7º e 9º”. Poder judiciário e mérito do licenciamento 1. A definição do ente federativo responsável pelo licenciamento e autorização a que se refere o caput. Para fins de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais. “b”. de 19. Se não é possível considerar o projeto como inviável do ponto de vista ambiental. Precedentes do STJ.

estar-se-ia quase que a subordinar a responsabilização jurídicocriminal do ente moral à efetiva condenação da pessoa física.2011). na forma da lei. concomitantemente. da Carta da República.8. dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. Artigo 22. também não impede a utilização. anotou-se que a tese do STJ.1995). dos recursos naturais existentes naquelas áreas que estejam sujeitas ao domínio privado. sem o que não seria admissível a responsabilização da pessoa jurídica.112. da CF e 14. de 13. por ações discriminatórias. além de não haver convertido em bens públicos os imóveis particulares abrangidos pelas florestas e pelas matas nele referidas (Mata Atlântica. § 4. Ação direta julgada procedente.2013. Precedentes. pelos próprios particulares. (STF. Sublinhou-se que. 17.º.297. sem o que não poderão ser instaladas.XIX EXAME DE ORDEM – PROJETO UTI Direito Ambiental – Aula 01 Frederico Amado decorre de obrigação propter rem. § 3º. no tocante à teoria do risco integral e da responsabilidade objetiva ínsita ao dano ambiental (arts. Energia nuclear.2009 STJ. (STF. RE 134. § 4. por violação da competência da União para legislar sobre atividades nucleares. a Serra do Mar. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. que adere ao título de domínio ou posse. sob o rito do art.OAB 1ª FASE . de 07.1995).2010. 2.2 No mérito.São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. DJe 16/2/2012).575. Zona Costeira são patrimônio nacional.br 9 . 1. da Carta da República. aplica-se perfeitamente à espécie.2011.117. de 26/02/2013: 3. § 1º. dos recursos naturais existentes naquelas áreas que estejam sujeitas ao domínio privado. da Lei n.ª T. j. Competência legislativa da União. § 6º .” ADI 1. e sua utilização far-se-á. § 5º .04.06.com.114. Informativo 714: “Crime ambiental: absolvição de pessoa física e responsabilidade penal de pessoa jurídica – 1 É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime ambiental. Crime ambiental: absolvição de pessoa física e responsabilidade penal de pessoa jurídica . além de não haver convertido em bens públicos os imóveis particulares abrangidos pelas florestas e pelas matas nele referidas (Mata Atlântica. § 4º . da Constituição Federal.º. Floresta Amazônica brasileira). desde que observadas as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental. sendo irrelevante o questionamento sobre a diferença entre as excludentes de responsabilidade civil suscitadas na defesa de cada caso. Floresta Amazônica brasileira). O dano ambiental inclui-se dentre os direitos indisponíveis e como tal está dentre os poucos acobertados pelo manto da imprescritibilidade a ação que visa reparar o dano ambiental. no sentido de que a persecução penal dos entes morais somente se poderia ocorrer se houvesse. Serra do Mar. Humberto Martins. da CF. DJe 29. RE 134. Rosa Weber. 225.938/1981). ao se condicionar a imputabilidade da pessoa jurídica à da pessoa humana. afrontaria o art. REsp 1. RE 548181/PR. rel.398/PR (Relator Ministro SIDNEI BENETI.As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. 225. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. Min. também não impede a utilização.cers. na qual se inclui a competência para fiscalizar a execução dessas atividades e legislar sobre a referida fiscalização. A tese contemplada no julgamento do REsp n.A Floresta Amazônica brasileira.03.11.03. XXVI. O preceito consubstanciado no artigo 225. Rel.06.(RE-548181). 6. AgRg no AREsp 71324 / PR. pelos próprios particulares. de 10. O preceito consubstanciado no artigo 225. de 13.297. a descrição e imputação de uma ação humana individual. ainda que absolvidas as pessoas físicas ocupantes de cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática criminosa. 8. § 3º. Min. julgado em 8/2/2012. o Pantanal Mato-Grossense e a www. desde que observadas as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental. Ressaltou-se que. 6. Serra do Mar. Precedente: (AgRg no REsp 1206484/SP. 543-C. É inconstitucional norma estadual que dispõe sobre atividades relacionadas ao setor nuclear no âmbito regional. não haveria como pretender transpor o paradigma de imputação das pessoas físicas aos entes coletivos. ainda que se concluísse que o legislador ordinário não estabelecera por completo os critérios de imputação da pessoa jurídica por crimes ambientais. a Mata Atlântica.