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27/04/2016

Colocação do Problema: Porque o Turismo não é maior no Brasil?

Evolução do Turismo no Brasil

É inquestionável a potencialidade do Brasil para o crescimento do Turismo.

Mas, então, porquê não é mais significante para o País?

O Turismo é importante no Brasil, mas poderia ser mais.

É importante, particularmente para o mercado interno (Turismo Doméstico).

Uma Visão do Turismo no Brasil e suas Perspectivas

Em termos de seu Receptivo internacional, embora apresente algumas
restrições por sua localização geográfica, o País dispõe ainda de um amplo
espaço para seu crescimento.
Eventos Especiais são oportunidades para alavancar um “salto” no atual
patamar deste receptivo, atualmente de baixo significado no mercado
mundial (0,58% dos gastos).

2

Turismo no Mundo x PIB Constante (Evolução e Taxas Anuais)

Regiões Receptivas no Mundo (Nº de Turistas e %)

(%)
6,0

5,4
5,0
4,3
4,1
3,8

4,0

3,6

3,0

2,8

3,5

4,1

3,9

3,7

3,6

3,5

2,8

2,5

Foi de 1,087 bilhões o Total de
Chegadas de Viagens Internacionais
no mundo em 2013 e de US$ 1,159
bilhões as Receitas Mundiais.

O PIB mundial cresceu no período
1980/2013 3,45% a.a. e o Turismo
(em Nº de Chegadas) cresceu
ligeiramente superior - 4,13% a.a.
Confrontando-se
as taxas anuais
verifica-se alta correlação entre os
movimentos das duas variáveis,
Turismo x PIB.

0,0
1980-1985

1985-1990

1990-1995

1995-2000

2000-2005

PIB Mundial

2005-2013

1980-2013

Turistas

12,0
10,0
8,0
6,0
4,0
2,0

1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013

0,0
-2,0
-4,0
-6,0
Chegadas

Os anos mais críticos, neste
período, foram 2001/03 e 2008/09.

PIB Mundial

3

(m ilhões)

(%)

1990
261,1
55,8
92,8
9,6
14,7
0,1
434,1

1995
304,0
82,0
109,1
13,7
18,7
0,0
527,5

2000
388,2
110,1
128,2
24,1
26,2
0,1
676,9

2005
448,9
153,5
133,3
36,3
34,8
0,2
807,0

Mesma Região

348,7

422,6

532,5

630,6

728,1

840,2

81,8

81,6

80,3

80,7

79,0

79,3

Outras Regiões

77,6

95,6

130,3

150,9

194,0

219,8

18,2

18,4

19,7

19,3

21,0

20,7

Europa
Asia e Pacífico
Américas
Oriente Médio
África
Outros
Total Mundial

2,0

1,0

Participação

Chegadas dos Turistas Internacionais
Regiões

2010
2013
484,8
563,4
204,9
248,1
150,6
167,9
58,2
51,6
49,9
55,8
0,0
0,0
948,4 1.086,8

1990
1995 2000 2005 2010 2013
60,1
57,6
57,3
55,6
51,1
51,8
12,9
15,5
16,3
19,0
21,6
22,8
21,4
20,7
18,9
16,5
15,9
15,4
2,2
2,6
3,6
4,5
6,1
4,7
3,4
3,5
3,9
4,3
5,3
5,1
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

FONTE: OMT - Tourism Highlights (2014 Edition)

Receptivas - As regiões mais desenvolvidas são as principais receptoras de turistas internacionais:
Europa responde por 52%; Ásia e Pacífico por 23% e Américas por 15% (juntas 90,1%).
Interessante notar mudanças marginais nesta tendência: Em 23 anos Europa perde 8,3 pts. e Ásia
conquista 10,0 pts.
Predominam os fluxos turísticos intraregionais: cerca de 80% das viagens ocorrem nas próprias
regiões.

4

1

101 16.4 57.5 587.3 2.6 5.5 39.6 95.5 16.2 11.World Tourism Barometer (Ago 2014) e FMI 5 6 Participação das Regiões Mundiais no Receptivo Brasil.6 1.2 6.3 26.6 3.7 1. 7 8 2 .4 1.1 34.2 9.000 128.4 5.2 81.7 1.4 53.067.9 19.990 21. • No total.2 7.8 2.311 630.Tourism Highlights (2014 Edition)   Emissoras – Por serem as mais ricas.5 31.5 22.3 1.5 55.819 25.4 807.Tourism Highlights (2014 Edition) 6.715 6.675 85.0 100.6 80.1 1.4 45. do Sul vêm pela via Terrestre.1 14.066.1 45. Cerca de 50% dos originários da A.6 14.5 64.4 4.6 728.5 100. acumulando 91.9 1.4 48.2 2.4 3.6 38.2 FONTE: OMT . as principais regiões emissoras de turistas internacionais são: Europa (+ de 50%) Ásia e Pacífico (23%) e Américas (16.0 100.159.7 6.0 (*) (*) 9.6 12.3 150.0 100.0 79.9 60.4 9. a via Aérea responde por 70%. Nº de Turismo no Total Turistas (2013) per capita (US$ Bilhões) (%) (milhão) 139.3 250.8 434.9 20.3 33.3 108.515.0 100.2 18.9 41.3 10.3 80.0 28.7 99.9 31.8 3.4 3.6 565.4 19.3 178.000.150 42.5 16.9 1.9 38.6 3.1 2.6 130.778 28.6 31.6 86.0 Gastos (2013) Partic.1 13.4 16.9 206.0 2.8 7.7 Europa Asia e Pacífico Américas Oriente Médio África Outros Total Mundial 2010 2013 496.5 16.0 Mesma Região 348.5 2000 388.9 14. Observa-se que somente na margem tem-se espaços para conquistas de mercados.3 16.4 528.6 51.9 19. Os dos demais Continentes.1 27.8 14.6 11. do Sul respondem a Preços e Cambio e às suas próprias condições econômicas.8 1.1 1.0 51.5 630.3 25.9 3.7 1.4 25.8 1. • Os países da A.6 532.0 20. do Sul são os principais emissores para o Brasil (51%).9 956.3 11.5 9.4 26.492 53.5 1.7 1.4%). embora a Europa venha decrescendo nos últimos anos (reduz sua participação de 39% em 2005 para 28% em 2013). no Total Renda per capita (US$ Bilhões) (%) (US$) 86.1990/2013 (%) 100% 90% 13 80% 70% 30 12 26 60% 8 21 19 65 10 22 13 26 15 25 16 25 13 13 14 15 24 24 25 30 20 19 36 38 38 39 37 38 17 18 39 17 39 16 38 15 35 15 34 15 13 31 30 46 48 13 29 13 28 69 57 50% 40% 10 48 63 56 58 58 53 53 57 51 30% 38 36 38 41 44 50 51 20% 10% 0% 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 América do Sul Alguns Dados do Turismo no Brasil Europa América do Norte Ásia África Oceania e Demais • Os países da A.7 928.2 60.195.9 194.1 3.585.5 1.9 16.9 54.2 2.306.086.7 57.7 43.4 423.7 422.2 3.6 5.302.8 948.567 21.4 1.0 22.8 2.7 79.2 1.3 8.2 130.7 4.8 47.8 83.000 52.1 2.2 3.1 4.3 Outras Regiões 77.8 81.4 1.7 19.1 40.0 596.7 995.4 52.0 1.3 28.0 69.8 23.2 17.3 Receitas Principais Países US$ Estados Unidos Espanha França China Itália Tailandia Alemanha Reino Unido Hong Kong (China) Australia Canadá Japão Rússia Brasil Subtotal Demais Países Total 1.1 2.145.0 219.858.1 676.5%. Já foi mais importante em outros momentos (como 1992/94 e na década de 80 ) – chegou a alcançar níveis de 60 ou 70% (perda de 10 ou 20 pontos).6 4.0 1.2 1.4 29.8 1990 1995 2000 2005 2010 2013 57.0 FONTE: OMT . Estados Unidos Espanha França China Itália Tailandia Alemanha Reino Unido Hong Kong (China) Australia Canadá Japão Rússia Brasil Subtotal Demais Países Total RECEITAS Partic.6 26.5 4.747 34.8 2.0 3.863 35.0 2.0 675.8 51.1 3.27/04/2016 Países: Confronto Emissivo Versus Receptivo (14 países) Regiões Emissoras no Mundo (Nº de Turistas e %) Receita Participação Origem dos Turistas Internacionais Regiões (m ilhões) Gastos Principais Países (%) 1990 250.9 2005 449.8 18. de menor gasto relativo.4 43.4 55.3 21.8 114.0 100.1 1995 302. representando contingentes apenas marginais de seus emissivos (menos de 1%) seguem uma tendência histórica e ligeiramente crescente.159.5 0.0 2.5 19.0 21.3 156.0 14.7 52.4 527.6 1.7 153.0 100.6 32.3 58.8 2.9 7.950 FONTE: OMT .4 2.9 3.7 56.5 499.437.1 840.7 0.087.3 42.0 100.2 136.7 920.8 37.3 562.7 12.

8 48.2 24.58% dos gastos mundiais.60 2.6 22.9% -0.7 26.5 10. o principal item de despesa dos brasileiros no exterior. Por seu lado os gastos declarados com Turismo.68 100.95 195.86 1.8% de seu emissivo ao Brasil.000 Os Gastos per capita dos turistas em visita ao Brasil crescem em função da renda per capita dos países emissores e de sua distância relativa.4 151.55 0.5 0.2 9.8 25.5 29.25 Gastos (US$) 3.184 68 0.5 13.274 211 2.551.728 2. Além disso.9 21.3 60 473 362 1.50 0.0 100.065.4% -9.000 1. maiores são os gastos médios.3 64 807 254 0.9 140.95 1. Nos demais principais mercados de consumo turístico do mundo o Brasil representa menos de 0.6 0.0 15.500 0. não necessariamente presenciais no exterior.).5 Os países da Ásia são os que registram os maiores Gastos.648 2.031 363 0.551.0 100.83 2 1. • O uso de Cartões de crédito evolui de 50% em 2005 para 60% em 2011.1 4.79 628. passando a ser. por principais Países Emissivo: Relação Gastos no Exterior e a Valorização do Real Gasto Médio Total dos Turistas Brasileiros no Exterior (em US$ mil) Gasto per capita no Brasil.32 1.0 35.4 14.8 174.2013 (US$) 1.4% e menos 9.9% 14.200 1.957 0.1 9.5 0.000 China  1.711 0.0 135.0 6.4% 3.6 81 1.6% (em 2011).3 104. etc.4 22.44 2.375 2.4 2.8 1.432.948 0.4 1.6 16.2 51. e.8 1.49 Gasto médio no exterior Cotação Média (US$/R$) Cotação Média (R$/US$) Indice dos Gastos (2005=100) Variação Anual dos Gastos (%) 2006 0.5 0.3 42.3 9.76 1. dos fronteiriços da América do Sul (Chile.400 1.0 2. • O déficit de US$ 18 bilhões não se deve todo ao Turismo.0 100.000 1.737 4.3 27.8 136. .0 100. mas ainda assim em baixo nível e requer determinação política dos poderes decisórios.4 7.2 30.5 0.9 23.4 9.9 10.5 12.63 1.9 17.948 2.404 0.5 580. Parcelas crescentes das despesas desta Conta são devidas às Compras.9 3. Uruguai. seguidos dos da Europa (Espanha.7 • Os gastos com Hospedagem e Alimentação perdem importância ao longo do tempo: juntos caem de 51.6 1.5 28. desde 2009. da ordem de 30% dos gastos em 2012.500 2.4 27.8%.737 0. Mesmo importantes emissores de turistas ao Brasil (E.0 170.637 2.6% em 2012 (perdem 6 pontos em 7 anos).7 0.728 0.5 2.46 0.8 53.1 500 0.2013 Países Emissores Alemanha Estados Unidos China Reino Unido França Canadá Russia Italia Japão Austrália Sub-Total Demais TOTAL Gasto Turismo 1 2012 2013 População G/N Gasto no Brasil 2 noTotal (%) 2013 (milhão) Total Brasil 81.400 2.4 21. Paraguai).57 0.9 Somente em 2008 e 2009.2 2.404 100. Argentina.000 800 600 400 200 0 Nota-se uma estreita relação entre as variações dos gastos médios e as cotações do Dólar (valorização do Real): a medida que o Real se valoriza.56 1.1 26.34 786. 2. a preços correntes (em US$).8 24. recuam de 41% (2005) para 37. por fim.6 2.8 35. 9 10 Composição dos Gastos Médios dos Turistas Brasileiros no Exterior Brasil: Apenas na Margem como Destino Mundial Itens de Gastos 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Hospedagem Alimentação Transp.3 1. Itália.51 0.195.7 28.533.115.600 2.3 610. por país de residência .3 121.27 1.9 135.4 1. 1.3 %).957 0.200 2.0 Do lado das Receitas.0 1.3 91.637 0.946 148 6. Um “salto” neste patamar é possível.728 2.701.6 10.0 1.3 1.8% 8.56 2005 Itens 3. respectivamente.7 100.2 152.4 100.637 0. • E.2 1.51 média de 10% a.4 17.1 22.a. Fontes: OMT . tem-se o aumento da renda e menores preços.0 151.672 118 4.3 26. Compras Pessoais aumenta substancialmente (+12 pontos).taxa anual 0.0 2.7 157.0 0 2005 2006 2007 2008 2009 Gasto médio no exterior 2010 2011 Cotação Média (US$/R$) 2012 Câmbio (US$/R$) 1. o 2º mais importante) destinam apenas 0.8 127 213 104 0.404 cresceu 96%.000  Nos últimos 6 anos o gasto médio.957 3.4 2.6 3.7 16.1 51.7 8. 3.A.Tourism Highlights.8 316 254 849 0.18 1.0 51. poucas perspectivas.3 1.400 3.600 1.2 29.5% em 2006 para 45.5 40.9%.0 128.5 143 228 35 0.0 100.2 1.U.948 2.7 23.074 0.5 15.200 3.41 0.4 22.8 102.500 0. 11 Participação do Brasil: Principais Mercados Emissores Mundiais do Turismo .800 1.9 27.27/04/2016 Gastos Totais per capita.6 64 660 323 0. Edição 2012 e FIPE Mtur 2013 (1) Em US$ bilhão (2) Em US$ milhão 12 3 .190.0 100.2 9.1 1. verifica-se uma queda nos gastos: menos 0.493. 15.0 100.0 24. exceto Itália (1.9 35 958 96 0.1% como efeito da crise internacional.648 2.375 2. da América do Norte (Estados Unidos).439. muitas delas efetuadas com Cartões de Crédito. interno Compras pessoais Atrativos/passeios Outros Total Gasto Total (em R$) Evolução (2006=100) 25.5 4.0 42.0 (*) 112.4 23 1.648 2.000 2.800 2.71 571.637 2. 2010 1.375 2.24 Argentina Uruguai Paraguai 2007 2008 2009 Espanha Itália Portugal Alemanha Inglaterra França Estados Unidos Japão Chile 2011 1.03 500. recuando em 2012 para 55% e 50% em 2013. 2012 Gasto médio total dos turistas brasileiros no exterior 3.7 1.7 584.2 12.3 4. O Brasil representa apenas 0.2 534.9 2.0 28.361 54 184 0.2% 35.

3% Perspectivas do Turismo face à Realização de Mega Eventos (Copa. incluindo os incentivos fiscais.8 0.000 contra a capacidade de 53.9% 4. apenas 2 jogos). no Inglaterra de 35.404 3. No Brasil. Olimpíada. •No SE o consumo do turismo representa 2.3 Total 43.7% 4. Sob o prisma de políticas públicas.2 0. De fato.776 5. dos R$ 7.2 4.4 0.765 2. em média. Resultados Pós-Copa confirmam estas distorções.049 437.5% 4. na Espanha de 29. de educação.5% (No total do País 100.3%).100 e na Itália de 25.500. os custos e benefícios são mais amplos e complexos.792. por ex.5 0.9 9.1 0. de 19. na Alemanha foi de 42. • Evidências dessa afirmativa seriam.720 535. o SE desembolsa 2. são mínimas as possibilidades de utilização dos estádios como arenas de multiuso. E.7 0.873 1.600.355 41.108 12.) •Notoriamente.000 espectadores.3 24.8 1.000 (TO de 36%).0 18.6 0.6 2.7 4.7 30. a construção e/ou ampliação de portos e aeroportos. Fórmula 1 etc).239. 16 4 .0 Fonte : FIPE e Mtur .2 5. 1/6/10: nota-se a superestimação da capacidade dos estádios. para o NE o Turismo é mais relevante em seu PIB..2 20. Olimpíadas.5 2. E mais.8 3. mesmo que seu propósito inicial seja atender a demanda de um determinado setor de atividade. face à demanda dos centros esportivos brasileiros). enquanto.5 4.8 bilhões projetados em gastos com Estádios.5 0.Turismo Doméstico 2011-12 37.8 9. Relação SE/NE: 2.1 2.300 (Jornal Valor Econômico. o público médio nos Estádios da Copa foi.4 0.9% de seu PIB. F1 etc.7 0. em alguns Estádios foi muito baixo o Nº de jogos (em Manaus.8 37. por exemplo.972 138.65 ITENS •Para cada 1 de gasto do NE no SE.8 14. Centro Oeste Norte 163. Em relação ao pós evento.3 52. 13 Riscos e Oportunidades face aos Megaeventos 14 Riscos e Oportunidades face aos Megaeventos • Os impactos de mega eventos (tipo Copa do Mundo.662 310. • Devem ser avaliados com base nos “Custos de Oportunidade” da escolha dos investimentos em relação às escalas de prioridades e necessidades do conjunto da população brasileira. de julho/14 até setembro/14. Turismo propicia a redistribuição regional da renda. melhorias nas acessibilidades urbanas. não se restringem às avaliações sob a ótica do setor privado. a frequência média em 2009 foi de 18.65 unidades monetárias no NE (relação 2.0 é 4.8 9.662 26.8 0. 15 Quais as perspectivas em relação aos investimentos dos Estádios da Copa de 2014? Na Copa da Alemanha (2006) 62% dos estádios foram financiados com recursos privados. para o NE TOTAL enquanto representa 9.9% 9. cerca de 90% foram derivados de recursos públicos ou financiados pelo BNDES.4 2.7 30. • Não são decisões simples.2 4.1% Sudeste Nordeste Sul (%) das Receitas Tur Dom Consumo do Turismo (%) PIB (em R$ milhões) 2009 Consumo/PIB •Embora o SE registre a maior Receita com Turismo.65 para 1). Muitos dos investimentos apresentam externalidades para a sociedade como um todo. entre outros investimentos essenciais e básicos.1 1. no que tange ao futebol.4 0. de segurança.0 18.208 3.27/04/2016 Alguns Benefícios do Turismo para a Economia: Distribuição Regional da Renda Fluxo de Gastos/Receitas das Viagens Domésticas (%) Origens Sudeste Nordeste Sul Centro Oeste Norte Total Destinos Sudeste Nordeste Sul Centro Oeste Norte 31.5 17. nos sistemas de saneamento.8 100.9 0.

apenas R$ 17.3%).586 60 40 -1. Mesmo com enorme potencialidade.368.4 26.4 174. o Brasil responde apenas por 0.1 bilhões foram realizados (67.945.0 bilhões) . Aeroporto (Cuiabá).0 milhões) ou 0. 67.7% -15 593 20 0 Jan Fev Mar 2011 Abr Mai Jun 2012 17 Jul Ago 2013 Set Out Nov 2014 Dez 18 Perspectivas para o Turismo Brasileiro  Perspectivas para o Turismo Brasileiro   Uma vez decidida a realização de grandes Eventos (Copa. cabe aproveitar a oportunidade para reivindicar investimentos que sejam prioritários à sociedade brasileira: transportes públicos (acessibilidade.9 6.3% A divulgação de suas belezas naturais e da simpatia de seu povo foi um dos principais impactos positivos da realização da Copa no Brasil.0% 5.1% 55.58% do valor arrecadado no mundo (US$ 6.645 6.5 7.53% e de 0.677.5% 76.111. O Evento atraiu cerca de 600 mil turistas e propiciou um acréscimo de Receitas de US$ 397 milhões no ano.642.4 bilhões previstos. mais ainda.2% 66.087.6% 128.53% (2013) do total das viagens mundiais (5.27/04/2016 Infraestruturas ainda Não Concluídas Impactos Positivos da Copa As obras previstas na Copa.5 19.71 bilhões em 1. Mobilidade Urbana e Segurança Pública registram apenas 55% e 35% do previsto. Mas.817.4% 34.0 3. Tem-se um bom espaço para crescer no mercado mundial. foram postergadas).2 6.9% 49.5 500.711 7. VLT (Fortaleza). 83% avaliaram que a visita Atendeu e/ou Superou suas expectativas e 95% deles revelaram intenção de retornar (Revista Exame 14/07/14).8 5. Jun-Jul Tx Anual Acrésc.0 31. Nº de Valor (em R$ Milhões) Parcela Ações Contratado Executado Executada mas que são necessárias Obras Aeroportos Estádios Mobilidade Urbana Segurança Pública Portos Telecomunicações Estruturas Temporárias Desenvolvimento Turistico Comunicação Centros de Treinamento Outros 30 12 45 40 6 72 6 88 1 20 4 Total 324 8.913. Dos cerca de 600 mil novos visitantes decorrentes da Copa.).9 71.8 0.415.9% 83. A Copa do Mundo (realizada em 2014). Olimpíada etc. 160 Sazonalidade Receitas do Turismo Internacional 2011/14 140 Impacto da Copa nas Receitas do Turismo Internacional Anos Obras ou Reformas não Entregues ou de previsão indefinida: VLT (Cuiabá).093. Aeroporto (Manaus).7 601. em 3 a 5 anos!).5 12. 2012 2013 2014(*) (*) Ago/Set 120 (em US$ milhões ) 100 Receitas Tx Anual Acrésc. rodovias etc).0% 11.9 1. Os Estádios e Aeroportos alcançaram mais de 70%.4% 137. as Olimpíadas (2016) e outros mega eventos constituem-se em oportunidades para “saltar” desse ínfimo patamar.6% 0.58%. entre outras.0 6. 80 6.9% para a população residente. saúde pública. de R$ 25.3 387. segurança. Segundo publicação de OESP (28/09/14).008 993 1. embora.7 2.8 milhões em 1.159.3 3. 19 20 5 . na Mídia internacional. ficaram em atraso. no período específico da Copa (Jun/Jul). Terminal Marítimo (Fortaleza). aeroportos. entre outras.5% 59.0 17.7 25. BRT (Recife).de 0.6 0.2 262. Aeroporto (Fortaleza).9% 66 397 1.0 3.108 1. portos. É evidente a repercussão positiva do Evento e. quem sabe duplicar.tenha alcançado US$ 593 milhões (algumas viagens de negócios. Os primeiros ganhos marginais são mais viáveis de serem conquistados (acrescer algumas frações nestas participação . Aeroporto (Curitiba). reconhecendo esta como a “Copa das Copas”.

que. ascende um pouco acima dos 0. divulgações e reciprocidades. não conquista espaços no mercado do turismo mundial. em última análise. deve-se manter entre 0. corresponde às necessidades da população residente. com vistas à utilização ótima dos equipamentos Pós-Evento (Legados) e. em Nº. particularmente pela imagem conquistada no exterior. os investimentos devem responder às necessidades há muito requeridas pela própria população brasileira.7363x + 30.  Um dos projetos deste programa de promoção.60%.8265  250 200 150 Ou seja. atuando em medidas de facilitações.  Integrar-se no processo de Planejamento dos investimentos desses Eventos. mantendo-se num patamar ínfimo da ordem de 0. ao longo do tempo.53 para 0. mais do que atender aos visitantes estrangeiros.1 milhões de brasileiros). na política externa. Evolução das Chegadas de Turistas Internacionais (1980=100) As possibilidades de ampliação desse mercado devem ser analisadas num prazo mais longo. •As previsões indicaram a entrada de 600 mil novos visitantes estrangeiros por conta da Copa (e de 3. É fundamental a integração do Turismo aos projetos dos mega eventos e às ações de política no exterior. acompanhados de um sistema de monitoramento de avaliação dos fatores favoráveis e impeditivos das decisões de “Vir Visitar o Brasil.  Dobrar a capacidade do Brasil como destino do turismo mundial nesta escala é bastante viável no médio prazo. 100  50 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 0 Mundial Brasil Linear (Brasil) 21 Uma Proposta Contributiva para o Turismo Internacional no Brasil 22 Layout do Projeto dos Aeroportos: Visão Central (2) Compõem estas ações agressivos programas de promoção e comercialização. seria a criação de “Postos avançados de comercialização” do turismo brasileiro nos principais aeroportos internacionais. pois se refere a grupos seletos de consumidores e diante de atrativos diferenciados.27/04/2016 Perspectivas para o Turismo Brasileiro Perspectivas para o Turismo Brasileiro •Confrontando-se a evolução Chegadas de turistas Mundiais x Brasil. ao lado de outros também relevantes. O País vive uma momento especial para iniciar a busca dessa meta.5% (evolui de 0. É bem possível dobrar os atuais 0.  400 350 300 Face às ocorrências de megaeventos no Brasil. Mantidas constantes as demais condições.408 R² = 0. o País da Copa e das Olimpíadas”.  23 24 6 . em valor. tem-se a oportunidade para reivindicar a melhoria das condições do receptivo brasileiro.5% (2013). y = 9. tendo 1980 como base. a participação.58 e 0.55 de participação no mercado mundial.55%) e. verifica-se que o País.

entre 1990/2010: evolui de 22% para 34%).4 25.3 60% 44.1 25.5 40% 33.3 31. ganhos pela Ásia.6% 4.8% 6.3% 5.3% B/Mundo 176.7 28.9 22. que 90% envia mundo.2% 4. por meio de pesquisas dos fatores favoráveis e impeditivos das decisões de “visitar o Brasil. 70% das 50% pontos período – 30% 52% dos Turistas no responde por 42% Importações (perdeu 10 para a Ásia 1990/2010).8 30% 20% 10% 0% 1990 1995 Europa 2000 Ásia e Oceania 2005 América 2010 África 28 7 .8% 3.0% 3.0 19.4% 3.5 60% 40% 52.8 22.4 80% 70% 21.6 35.0 30. por Região (%)  • Uma proposição nesta fase Pós-Copa do Mundo e das Olimpíadas seria a instalação de “Postos Avançados de Comercialização” do produto turístico brasileiro nos principais Aeroportos Internacionais no mundo. o País da Copa”.3 40.8% 3.7% 113.0% 3. 100% 90% 23.1 21.9% 131.9 20% 10% 0% 1990 1995 Europa 2000 Ásia e Oceania 2005 América 2010 África EXPORTAÇÕES Mundiais.2 50% 52.9 27. por Região (%) Uma ilustração Estratégica de Comercialização 100% Proposta Paris Madrid Frankfurt Londres Atlanta Nova York Sub-Total Mundo Brasil 3.1% 106.5% 75. responde por 41% Exportações (perdeu 11 das pontos.4% 23. 27 Exportadoras: A Europa.7 25.6% 24. que ainda recebe + de 50% dos turistas.8 44.0 41.27/04/2016 Layout do Projeto dos Aeroportos: Visão Lateral Layout do Projeto dos Aeroportos: Painel da Copa (3) 25 26 Similaridades com Importações e Exportações Mundiais Ilustração: Uma Ação de Promoção do Brasil no Mercado Mundial IMPORTAÇÕES Mundiais.7 45.6 19.6 27.9%  Importadoras: A Europa.8 80% 28.3% 51.2 46. nesse 22. • Integra este programa um sistema de monitoramento de avaliação.3% 102.4% 3.0 42.2% 3.1 22.2 48.

• Evidências dessa afirmativa seriam.3%. os 5 1ºs respondem por 35% (China. Tailândia e Brasil) e populosos são os principais Emissores.65 para 1. Tailândia (R/N US$ 1. Revista Economia e Relações Internacionais.53%.  Mercado: Relação entre Doméstico/Internacional é 9. Vol. Dentre os 14 países selecionados. Muitos dos investimentos apresentam externalidades para a sociedade como um todo. Rússia. pelas proximidades e Renda. a construção e/ou ampliação de portos e aeroportos.U.59 mil e Nº de Tur 26. e. IBGE (exclusivas 3. de educação.52 mil e Nº de Tur 25. historicamente era de 5%). os 1ºs 5 países respondem por 30% do total do turismo internacional (E. que.  Participação no mercado mundial: em Nº de Turistas 0. 2010 e Jornal do Brasil 29/07/07).7 mil).  Além disso. Em apenas 14 países tem-se mais de 50% das Receitas e dos Gastos gerados pelo turismo. Nota-se que as Receitas per capita turistas são destacadamente mais altas nas localidades mais distantes dos principais emissivos e menos frequentadas pela “massa” de turistas: Austrália (R/N US$ 4. mesmo que seu propósito inicial seja atender a demanda de um determinado setor de atividade. por exemplo.  Divisas: Atualmente o déficit é de US$ 18 bilhões (Gasto Tur 9.6 mil). melhorias nas acessibilidades urbanas. Alemanha. Fórmula 1 etc). • Os impactos de mega eventos (tipo Copa do Mundo.86 mil e Nº de Tur 4.. Japão (R/N US$ 1.27/04/2016 Países: Confronto Emissivo Versus Receptivo     Outros Impactos e Indicadores do Turismo na Economia Assim como nas Regiões. regiões e segmentos da população? etc. tanto no momento dos gastos. • Devem ser avaliados com base nos “Custos de Oportunidade” da escolha dos investimentos em relação às escalas de prioridades e necessidades do conjunto da população brasileira. os custos e benefícios são mais amplos e complexos. Rússia e Reino Unido).  Emprego: Em Atividades Características 6%. 32 8 .58%. dentre outros. • Quais atividades estão previstas para a utilização posterior dos equipamentos e dos investimentos realizados? • Quais as parcelas da população a serem atendidas. entre outros investimentos essenciais e básicos. 29 30 Riscos e Oportunidades face aos Megaeventos Riscos e Oportunidades face aos Megaeventos • Esses investimentos devem ser avaliados também sob a ótica temporal.5 mil). Olimpíadas.  Participação no PIB brasileiro: 2.5% das M. 6 deles situam-se na Europa.U.5% (estimativa preliminar FIPE).  Distribuição Regional: A relação Gastos/Receitas entre SE e NE é de 2. excetos China. FIPE).9 para 1.4 mil).  Colocação no Mundo: 41ª. de segurança. Do lado dos gastos. não se restringem às avaliações sob a ótica do setor privado.. como pós-evento. nos sistemas de saneamento. E. Espanha. Sob o prisma de políticas públicas. 31 • Não são decisões simples. as previsões de seu orçamento foram ultrapassadas em muito na sua execução: gastou-se quase 800% a mais do que o previsto (Anderson Gurgel. 8 (16).  Participação no mercado mundial: em Valores Arrecadados 0. os Países mais ricos (todos com mais de US$ 30 mil. • A realização dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro em 2007 não é um bom exemplo da otimização no uso dos recursos públicos. os “legados” desses investimentos.44 mil e Nº de Tur 10. Posição. que envolvem aspectos que se repercutem em prazos mais longos. Hong Kong (R/N US$ 1. representando quase ¼ das receitas e despesas. também os principais Receptores. China e Itália). França. avaliadas sob o prisma da justiça fiscal/social? • Quais impactos produz em outros setores. somados aos Estados Unidos respondem por 1/3 do total. Em termos das receitas.

777 44.374 23% 24.558 93% 62.295 61% 19.989 46.639 21 50.763 44.375 16 42.480 42.639 37% 33 Fim Obrigado 34 9 .27/04/2016 Público e Capacidade dos Estádios da COPA Copa Local Capacidade Belo Horizonte .057 90% 44.248 93% 43.599 92% 48.788 4 39.024 49.621 60% 9.976 89% 46.170 94% 78.335 42.381 63.679 89% 44.542 94% 31.289 31% 15.877 30% 26.730 28% 13.290 10 Média Taxa de público Ocupação 27.000 5 59.Beira-Rio Recife - Arena Pernambuco Rio de Janeiro .000 10 53.057 29% 22.480 1 39.170 9 68.493 28% 29.639 55.370 44% 20.000 Médias Número de jogos 6 7 4 4 6 4 4 5 5 7 6 6 Pós Copa Média Taxa de Número Capacidade público Ocupação de jogos 57.928 42% 18.181 44% 10.Mineirão Brasília - Mané Garrincha Cuiabá - Arena Pantanal Curitiba - Arena da Baixada Fortaleza - Castelão Manaus - Arena Amazônia Natal - Estádio das Dunas Porto Alegre .763 11 40.455 30% 17.Arena Corinthians 62.618 93% 63.Maracanã Salvador - Fonte Nova São Paulo .317 94% 72.335 9 39.170 72.045 68.889 8 40.000 13 74.112 91% 55.000 78.045 7 62.994 86% 49.