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Ítaca 17

A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu

A terapia epicurista segundo
a Carta a Meneceu
The Epicurean Therapy according to the Letter to
Menoeceus
Carla Cristina Perozzo
Doutoranda em Filosofia do PPGF - UFRJ
Bolsista da Capes
Resumo: Epicuro considera a felicidade (eudaimonia) a melhor expressão de saúde da
alma. Ao mesmo tempo, ele descreve a humanidade adoecida, tomada pelas angústias
oriundas de desejos sem limites e crenças infundadas. Diante deste quadro, é papel
primordial da filosofia, administrar a terapia necessária à restituição da saúde anímica, e
ainda, da vida feliz.
Nesta abordagem da Carta a Meneceu, buscaremos compreender melhor esta prática
terapêutica, através do exame das recomendações feitas aos mais jovens e aos mais
velhos. Além disso, também avaliaremos a importância da memória e da disposição
anímica para a realização dos objetivos filosóficos e terapêuticos do epicurismo.
Palavras-chave: felicidade; terapia; memória; filosofia; epicurismo.
Abstract: Epicurus understands happiness (eudaimonia) as the best expression of the
health of the soul. At the same time, he describes the humanity diseased, taken by the
anguish arising from desires without limits and unfounded beliefs. Given this situation,
is fundamental role of philosophy, administer the therapy needed to
repayment of psychic health, and yet, of the happy life.
In this approach of Menoeceus Letter, we’ll try to better understand this therapeutic
practice by examining the recommendations made to younger and older people. We’ll
also evaluate the importance of memory and the provision of the soul to the
achievement of the therapeutic and philosophic goals of Epicurism.
Key words: happiness; therapy; memory; philosophy; epicurism.
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A Carta a Meneceu ficou popularmente conhecida como a carta
sobre a felicidade. Como ressalta Marcel Conche, ela tem por tema as
condições imediatas que devem ser observadas por todos aqueles que
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aspiram à felicidade (eudaimonia). Desse modo, a carta consiste
numa série de reflexões, através das quais Epicuro aconselha seu

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DIOGENES LAÉRCIO, Vida e sentenças dos filósofos ilustres, X, Carta a Meneceu.
CONCHE, Épicure. Lettres et Maximes, p. 40. O autor denomina estas como
“condições imediatas”, em comparação com a “condição das condições”, desenvolvida
na Carta a Heródoto, onde Epicuro escreve sobre os princípios da física, ou seja, os
átomos e seus movimentos, que explicam a organização da própria natureza.
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jovens e velhos. nem o velho de filosofar se canse. sinta-se rejuvenescer através da grata recordação do passado. (Carta a Meneceu. ou que a idade é já passada. Desse modo. e sem ela. opiniões e escolhas. sobre como administrar suas crenças. ou seja. para que possa alcançar uma prática de vida feliz. e somente as emoções e ações voluntárias são louvadas e censuradas. Meneceu. Ninguém é demasiado jovem ou demasiado velho para a saúde da alma. aquele para que seja. A idéia da filosofia enquanto fazer implica que ela seja uma verdadeira prática de vida. Estas ações necessitam ser voluntárias: “A excelência moral se relaciona com as emoções e ações. faz-se mister que se cuide de fazer filosofia.” (ARISTÓTELES. já que. às vezes. 122) Por que haveria de ter alguma época em especial da vida para se gozar de saúde e felicidade? Nunca é cedo ou tarde demais para ser saudável e feliz. em qualquer 3 O julgamento ético e moral das ações humanas só faz sentido numa perspectiva de livre escolha. quanto o velho: este para que envelhecendo. desejos. inspiram piedade. tudo fazemos para alcançá-la. no sentido do entendimento aristotélico do termo. cuidar das coisas que trazem felicidade. portanto. a felicidade: Epicuro saúda a Meneceu. 3 especialmente.e também daquilo que “estando presente. Quem afirma que não é ainda chegada a idade de filosofar.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu discípulo. ao alcance de todos. tudo temos. suas propostas envolvem um estudo do caráter (ethos) humano e. Pode-se dizer que a Carta a Meneceu é um pequeno tratado de ética. Epicuro inicia a carta de maneira direta e incisiva: exortando todos a se dedicarem à filosofia. tudo temos”. É necessário. pois a filosofia é garantia de saúde. Desse modo. estando esta presente. 1109 b). jovem e maduro.especialmente da alma. Essas são conquistas que todos almejam e buscam. uma atividade cujo exercício regular possa tornar a felicidade uma experiência fruto do cotidiano. Nem o jovem hesite em filosofar. das ações que implicam a escolha do sujeito. dia após dia. é como se dissesse que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz. durante todos os dias de suas vidas. filosofar deve tanto o jovem. enquanto as involuntárias são perdoadas e. já que é preciso “cuidar das coisas que trazem felicidade”. Carla Cristina Perozzo 28 . ao mesmo tempo. Ética a Nicômaco. sem sentir medo das coisas que estão por vir.

col. vol. SCHIMID in Reallex.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu tempo ou idade. Carpe diem.V. é preciso estar disponível para o presente. em sintonia com o que se apresenta a cada momento. Em qualquer tempo ou idade. afirma a influência de Epicuro sobre Horácio. nesse contexto. é a grande responsável pela insegurança e medo frente à natureza e seus mistérios. Na juventude porque a ignorância. gozando das conquistas e alegrias. especialmente voltada à saúde do jovem. o que explica a recomendação da Sentença Vaticana 80. é preciso estar presente ou se fazer presente. Uma disposição que. é preciso saber fazer uso do cálculo (logismós) que respeita os contornos da natureza. Estar mais disponível para aproveitar a vida: aproveitar a própria juventude. e que Epicuro também observava nos jovens de sua época. permita estar mais disponível. Além disso. HORÁCIO. nos jovens. diante da ameaça de desmedida e tirania. mesmo intempestivo. parece ser a tendência que aflora com maior frequência nessa fase. a célebre expressão de Horácio. presente de forma marcante nos textos de 5 Carla Cristina Perozzo 29 . 7-8. mas sim num estado de ânimo mais tranqüilo e temperante. não no comportamento ardoroso e apaixonado. Lucretius: Epicurean and Poet . experimentando as perdas e tristezas. em especial. “segundo a fúria dos desejos”. costumeiramente associado à juventude. desfrute o dia: “Enquanto nós falamos. leva a pensar. dando limites aos desejos. Porque em qualquer tempo ou idade é preciso e possível afastar o medo do desconhecido e do porvir. 1. os desejos tendem a ser irrefreados. Cf. Odes I. Estar disponível para desfrutar todo tempo consigo mesmo e nos colóquios com os amigos. através de Lucrécio. desvencilhada das exigências dos desejos. 5 contando o mínimo possível com o amanhã. Estar disponível para a própria felicidade. o que traz à recordação. o invejoso tempo fugiu: desfrute o dia. expressão legítima da falta de experiência. Para que tudo isso seja possível. MASSON. recebida por Horácio. não a ponto de torná-lo um epicurista propriamente dito.73-74. contudo. 723. a principal parte da saúde é a preservação da juventude e a vigilância 4 contra tudo o que corrompe segundo a fúria dos desejos” Preservar a juventude é uma idéia que. p. trazida pelos mesmos: “Para o jovem. Esta. 11. 80. outra conseqüência da ignorância dos limites possíveis. A maioria dos estudiosos concorda que a expressão carpe diem seja uma herança epicurista.” 4 Sentença Vaticana. fazendo descobertas no mundo. Uma das idéias centrais do epicurismo. Ela enfatiza a importância da vigilância sobre os desejos.

Carta a Meneceu. Horácio é a de que as leis da natureza não deixariam espaço para a intervenção divina no mundo. a espera ou o temor do amanhã. 127. É fundamental que a velhice possa manter o vigor necessário a quem vive plenamente cada dia. em qualquer idade. segundo a autora. p. liberto da tirania dos desejos e. Este sim teria sido seu grande mestre. 16. visto que ele “não é totalmente nosso. possa sentir-se rejuvenescer. então. permitindo a melhor receptividade. tanto não se deve esperar pela chegada do amanhã. embora Horácio nunca o tenha reconhecido nominalmente. X. Carla Cristina Perozzo 30 . não o esperemos como se estivesse por vir com toda certeza. chama a atenção para a proximidade de seu conteúdo e a expressão horaciana carpe diem que também. nem totalmente não nosso. das expectativas acerca do futuro. Epicuro também destaca como importante papel da filosofia o poder que ela tem de proporcionar ao homem que. Ser jovem é viver como se cada dia valesse a pena.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu Essa é a mesma idéia que se encontra na Carta a Meneceu 127. 7 PLUTARCO. Vida e sentenças dos filósofos ilustres. a fim de que. Essa é uma disposição vital que. onde Lucrécio. 474c. 464. é uma expressão genuinamente epicurista. envelhecendo.” Por isso. assim como Virgílio. por ter atacado a religião oficial.” É preciso manter o desapego capaz de realmente libertar de qualquer espera. onde Epicuro ainda acrescenta que. já que defendia a não intervenção dos deuses sobre os homens.” como também não se deve esperar que ele não venha jamais. De tranquillitate animi. por encerrar em si todos os propósitos da vida. PARENTE. Plutarco atribui a autoria desta sentença a Epicuro. Masson observa que Horácio teria recebido as influências do epicurismo através de Lucrécio. ao mesmo tempo. a quem vive a plenitude de cada dia.” Preservar a juventude. tornando sem sentido o desejo. Horácio não tenha se furtado a tecer reflexões que envolviam a religião. Este silêncio seria explicado pelo fato de Horácio. Opere di Epicuro. de todo modo. uma vigorosa ou jovial receptividade para a vida: “Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso. ao amanhã se encaminha com mais 7 satisfação. manter relações oficiais na corte. ou ainda. torna mais agradável o hoje e a chegada do amanhã: “Quem menos deseja o amanhã. 6 DIOGENES LAÉRCIO. Além disso. não seria bem tolerado. já que ele também “não é totalmente não nosso. É curioso observarmos que. nem nos desesperemos como se 6 não estivesse por vir jamais. significa ser capaz de manterse bem disposto para usufruir do presente.

e muito menos. acima de tudo. sobretudo. a memória é recurso filosófico e terapêutico. 8 DIOGENES LAÉRCIO. É fundamental cultivar o exercício da moderação de forma contínua. Contudo. antes de morrer. de fato. em qualquer fase da vida. XXIII. recebendo os mais variados estímulos do mundo. conservado por Diógenes Laércio : “Regozijai-vos e recordai-vos das minhas doutrinas. Epicuro deixou grande parte de sua doutrina sob a forma de sentenças curtas ou sintéticas. Desta feita. como critério de avaliação dos conhecimentos e da própria conduta.não uma posse que se adquira de forma definitiva durante a mesma – e. precisa ser trilhada permanentemente. Seja através da memorização dessas sentenças ou máximas doutrinais. Vida e sentenças dos filósofos ilustres.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu A filosofia se faz atuante na vida dos mais velhos. do momento de sua escolha. (DIOGENES LAÉRCIO X. em deixar de ser por eles movido. Os mais jovens podem ser mais vulneráveis. de acordo com o seguinte epigrama. isso não significa que amadurecer de forma saudável consista na abolição dos desejos. Entrou no banho quente. aos seus amigos. por consistir na realização de um determinado modo de vida. ela é um caminho de vida . Carla Cristina Perozzo 31 . Estar vivo é. morrendo. são significativas as últimas palavras proferidas por Epicuro. servindo. Por isso. para que a filosofia possa. 16) É movimento essencial do exercício filosófico a recordação de toda sabedoria sobre a qual a filosofia versa. não terás nem ao menos algum critério ao qual se referir. Nesse sentido.” Isso Epicuro disse. fáceis de serem decoradas. últimas palavras. como tal. até o final da vida: o homem lida o tempo inteiro com seus desejos. X. sobretudo. se tornar uma prática de todos os dias. e os desejos são os maiores propulsores das trocas sensíveis com o mundo: “Se te opuseres a todas as sensações. aspirou vinho puro.” Além disso. seja através da recordação de experiências positivas da prática filosófica. é fundamental o papel desempenhado pela memória. Máxima Principal. experimentar os sentidos despertos e atuantes o tempo todo. depois aspirou o frio do Hades. para julgares aquilo que declarares 8 errôneo. A filosofia precisa ser trilhada em regime de dedicação integral.

que. ao contrário. mas sim o velho. 9 explicando que isso se dá graças à “grata recordação do passado. por seu intermédio. A filosofia. quanto da alma. Epicuro pôs em prática essa terapia para os últimos dias.” Por isso. sendo essa uma fase propícia a grandes sofrimentos.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu Assim. mas também é quando ela tende a afirmar-se em toda sua plenitude. apesar de poder se manifestar em qualquer tempo ou idade. escrita a Idomeneu: “Neste dia feliz que também é o último dia da minha vida. escrevo-te esta carta. a filosofia pode e deve atuar trazendo muitos benefícios. com o passar do tempo. As dores da vesícula e das vísceras são tais que não podem ser maiores.” Faltava acrescentar as palavras seguintes da Carta. 17) A expectativa da morte. a doença que o levaria à morte. Portanto. tanto do corpo. o velho. contudo. 122. A filosofia é recomendada à saúde dos mais velhos porque. é possível ao homem que. pode apoiar-se nas experiências pessoais daqueles que a cultivaram. porque o jovem na flor da idade erra ludibriado pela sorte. através da filosofia. na tranqüila alegria da recordação. mas o velho que viveu uma bela vida. tal como afirma a Sentença Vaticana 17. e tudo aquilo que primeiro havia esperado com dúvida. através da doença e da guerra. Vida e sentenças dos filósofos ilustres. acompanha naturalmente a velhice. “chega à velhice como a um tranqüilo porto”. ela recebe atenção especial da terapia filosófica. não é o jovem. Carla Cristina Perozzo 32 . Carta a Meneceu. “envelhecendo. com idade avançada. ao enfrentar. aquele que é realmente feliz. sinta-se rejuvenescer. Desse modo. a velhice é um período no qual. seus preceitos podem se tornar muito mais que belas sentenças. agora possui com segurança. ao longo da existência. chega à velhice como a um tranqüilo porto. de uma forma sublime ou beata (makaristós). (Sentença Vaticana. liberto dos medos e regozijando-se com boas lembranças: Não é o jovem feliz. X. a tudo isso se opõe a alegria da minha 9 DIOGENES LAÉRCIO. como em qualquer outro. como relata em sua última carta. por exemplo.

22) Mais uma vez. Seria também uma forma de projeção de desejos. X. ao não provocar perturbações. e incita o homem. mesmo nos momentos difíceis da vida: “Deve-se tratar dos infortúnios pela alegre recordação do que é passado e pelo reconhecimento de que não se pode desfazer o 10 que foi feito. Uma ocupação para o presente de cada dia. a não ser na imaginação movida pela trama de desejos e crenças. de maneira semelhante ao futuro. Com a pretensa abertura de inúmeras possibilidades. a procurar preenchê-lo. 10 Sentença Vaticana 55. O futuro é vazio e ilimitado.. esta sentença introduz outro cuidado importante na forma de lidar com as recordações: é fundamental saber que “não se pode desfazer o que foi feito” e não lutar contra isso.. No lugar da ansiedade. permite lidar com a satisfação do que possui limites claros. através do desejo. Carla Cristina Perozzo 33 . há o risco de que também o passado se torne uma prisão para a alma. resgatar. liberto do apelo de vazios a serem preenchidos.)”(DIOGENES LAÉRCIO. ele não existe. Na verdade. até o último dos dias. indispensáveis para a melhor sintonia com o presente. o passado pode libertar no presente. a filosofia é retratada como uma atividade para toda a vida. o futuro não oferece nada. Ambos perdem a liberdade e confiança. De outro modo.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu alma por relembrar os nossos colóquios filosóficos passados (. ao contrário. Assim. ao contrário. experimentada por todos que vivem a busca de um amanhã idealizado. o futuro tem tudo para aprisionar. só que não para frente. através da recordação.” Entretanto. Não há contradição de propósitos filosóficos no conjugar o presente e o passado. mas para trás. Esse exercício da memória que insiste no pensar outros passados perdidos é uma grave ameaça à saúde. a amargura daqueles que não conseguem viver satisfeitos com suas memórias. mas. O passado. não sobre uma página em branco. mesmo que através da recordação dos bons e filosóficos momentos vividos. avaliando todas as páginas escritas da própria vida.terapeuticamenteum estado de ânimo bem-disposto e sereno. no movimento sem termo de tudo aquilo que não admite limites.

1992 [3ª ed. M. I. Napoli: Bibliopolis. para aqueles em que sobrevierem maiores dificuldades. Enfim. Contudo. Epicuro nos leva a pensar que a felicidade talvez dependa muito mais do ânimo ou da disposição (díathesis) para a vida. fr.F. traduzione e note. 1996 [4a. boas recordações. através da Filosofia: “O cume da felicidade consiste em nossa disposição. fontes de alegria e recurso terapêutico. Carla Cristina Perozzo 34 . BAILEY. 112. CONCHE. Opere. 11 DIOGENES DE OENOANDA. 1960. Oxford: Clarendon. gerada de maneira passiva. Épicure. testo crítico. Torino: Unione TipograficoEditrice Torinense. todos os dias. FERGUSON. FONTES SECUNDÁRIAS. Smith. Torino: Einaudi.].. Diogenes de Oinoanda. é possível tornar as vivências em geral. G. M.ed. M. Lucrèce..U. SMITH. certamente não se trata de uma disposição gratuita. C. Paris : Éditions de Mégare. M. Opere di Epicuro. 1993. e dela os homens devem se tornar senhores. mas.” Referências bibliográficas FONTES PRIMÁRIAS. do que das coisas que venham a ser realizadas durante a mesma. 1983. da qual nós 11 somos senhores (. CONCHE.. Epicuro. The Extant Remains. Terapia para todos os dias. Introduzione. especialmente. Paris: P. The Epicurean Inscription. Epicurus.].Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu O curioso é que só pelo fato de não se acreditar que as coisas deveriam ter sido diferentes daquilo que realmente foram.). PARENTE. Lettres et Maximes. Essa disposição precisa ser conquistada. ARRIGHETTI. 1926.

Lucretius: Epicurean and Poet. SANTORO. J. 2 Vols. 1993. 1999. Epicuro. e GIGANTE. O que é a Filosofia Antiga. MASSON. Napoli: Bibliopolis.]. Carla Cristina Perozzo 35 . Londres: 1907. F. Atti del Congresso Internazionale.Ítaca 17 A terapia epicurista segundo a Carta a Meneceu GIANNANTONI. São Paulo: Loyola. P.G. G. Epicureismo Greco e Romano. HADOT. 1993 [5a ed. Rio de Janeiro: Objetiva. M. GUAL. 2007. C. Madrid: Alianza Editorial. Arqueologia dos prazeres.

Carla Cristina Perozzo 36 .