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PRISÃO

Nova Prisão Cautelar:
- Lei 12.403/11 – vigência a partir de 04.07.11.
1- Reforma do CPP:
- O CPP entrou em vigor em 01.01.1942 (década de 40)
- Inspiração no modelo fascista – viés autoritário.
- Com a CF/88 vários dispositivos do CPP não foram recepcionados.
As alterações no CPP iniciaram em 2001. Juristas começaram a apresentar projetos de lei
para alteração no texto do CPP.
- O PL 4210/01 – foi o primeiro projeto a se transformar em lei – Lei 10.258/02 (trata da
prisão especial).
- PL 4204/01 – deu origem à lei 10.792/03 – altera o interrogatório – criou o RDD. Antes
desta lei o interrogatório não tina presença do advogado.
- PL 4203/01 – deu origem à lei 11.689/08 – Tribunal do Júri.
- PL 4205/01 – deu origem à lei 11690/08 – Provas
- PL 4207/01 – deu origem à lei 11719/08 – altera o procedimento comum do CPP.
- No ano de 2009 surgiu a discussão em torno do PL 156/09 do Senado – já foi aprovado
pelo Senado – é o projeto do novo CPP.
- PL 4208/01 – em 07.04.11 deu origem à lei 12.403/11.
Essas leis não refletem o interesse da sociedade na aplicação prática das mesmas.
2- Tutela Cautelar no Processo Penal:
- No Processo Penal, não há um processo cautelar autônomo. Porém, a tutela cautelar é
exercida através de medidas cautelares previstas no CPP e na legislação especial, a fim de
assegurar a eficácia do processo.
Classificação das medidas cautelares no Processo Penal:
a) Medidas Cautelares (reais) de Natureza Civil: são aquelas relacionadas à reparação do
dano. A pessoa que cometeu a infração começa a dilapidar seu patrimônio. Ex: sequestro,
arresto, hipoteca legal.
b) Medidas Cautelares de natureza probatória: são aquelas relacionadas à prova.
Antecipa-se a produção da prova. Ex: prova antecipada (art. 205 do CPP), busca e
apreensão.
c) Medidas Cautelares de Natureza Pessoal: são aquelas medidas restritivas ou privativas
da liberdade de locomoção adotadas contra um investigado ou acusado.
3- Lei 12.403/11 e o fim da Bipolaridade das medidas cautelares de natureza pessoal
previstas no CPP.
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:

I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo
juiz, para informar e justificar atividades;
II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por
circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer
distante desses locais para evitar o risco de novas infrações;
III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por
circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante;
IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja
conveniente ou necessária para a investigação ou instrução;
V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o
investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos;
VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza
econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a
prática de infrações penais;
VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados
com violência ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser
inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código Penal) e houver risco de
reiteração;
VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento
a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de
resistência injustificada à ordem judicial;
IX - monitoração eletrônica.
§ 1o (Revogado).
§ 2o (Revogado).
§ 3o (Revogado).
§ 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI
deste Título, podendo ser cumulada com outras medidas cautelares.” (NR).
- Antes da lei 12.403/11, o CPP oferecia ao juiz apenas duas opções de medidas
cautelares de natureza pessoal: prisão cautelar ou liberdade provisória, ressaltando que
esta só podia ser concedida àquele que fora preso em flagrante.
- Com a lei 12.403/11, a grande novidade é o fim dessa bipolaridade, passando o juiz a
dispor de medidas cautelares de natureza pessoal diversas da prisão (art. 319).
- Essas medidas cautelares diversas da prisão poderão ser adotadas de maneira autônoma
(podem ser concedidas para aquele que estava em liberdade plena), bem como poderão
ser aplicadas como substitutivas de anterior prisão.
Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas
observando-se a:
I - necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a
instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática
de infrações penais;
II - adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e
condições pessoais do indiciado ou acusado.

§ 1o As medidas cautelares poderão ser aplicadas isolada ou
cumulativamente.
§ 2o As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz, de ofício ou a
requerimento das partes ou, quando no curso da investigação criminal, por
representação da autoridade policial ou mediante requerimento do
Ministério Público.
§ 3o Ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida,
o juiz, ao receber o pedido de medida cautelar, determinará a intimação da
parte contrária, acompanhada de cópia do requerimento e das peças
necessárias, permanecendo os autos em juízo.
§ 4o No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o
juiz, de ofício ou mediante requerimento do Ministério Público, de seu
assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em
cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva (art. 312,
parágrafo único).
§ 5o O juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar
a falta de motivo para que subsista, bem como voltar a decretá-la, se
sobrevierem razões que a justifiquem.
§ 6o A prisão preventiva será determinada quando não for cabível a sua
substituição por outra medida cautelar (art. 319).” (NR)
Art. 321. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão
preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o
caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados
os critérios constantes do art. 282 deste Código.
4- Pressupostos das Medidas Cautelares de Natureza Pessoal:
a) Fumus comissi deliti: plausibilidade do direito de punir, caracterizada pela presença de
prova (quanto à existência do crime é necessário um juízo de certeza) da materialidade do
delito e indícios (prova semiplena – não é necessário que forme um juízo de certeza, e
sim um juízo de probabilidade) de autoria ou participação.
b) Periculum libertatis: é o perigo que a permanência do acusado em liberdade representa
para a investigação criminal, para o processo penal, para a efetividade do direito penal e
para a própria segurança da coletividade (art. 282, I).
“Art. 282. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas
observando-se a:
I - necessidade para aplicação da lei penal, para a investigação ou a
instrução criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a prática
de infrações penais;”
- Os pressupostos do art. 282, I são idênticos aos pressupostos para aplicação da prisão
preventiva do artigo 312 do CPP.

5 – Procedimento para a aplicação das medidas cautelares de natureza pessoal: 5. Podem ser aplicadas mais de uma dessas medidas. 283.As medidas do art. Nos termos do art.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. enfermo ou pessoa com deficiência. 282.Código Penal. Art. IV .1 – Aplicação isolada ou cumulativa das medidas cautelares diversas da prisão: . cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de liberdade. Art.nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos. adolescente. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. evitar a prática de infrações penais). idoso. garantia da ordem pública e ordem econômica) OBS: Diferença de cabimento das medidas cautelares e prisão preventiva – para serem adotas as medidas cautelares diversas da prisão (cabimento) à infração penal deve ser cominada pena privativa de liberdade. Parágrafo único. III . de 7 de dezembro de 1940 . . ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. § 1o As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a que não for isolada. II . criança.Medidas Cautelares diversas da Prisão Fumus comissi deliti Periculum libertatis (necessárias para: aplicação da lei penal. 319 podem ser adotadas isoladas ou cumulativamente. conveniência da instrução criminal. devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação. Art. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. § 1o As medidas cautelares poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. investigação ou instrução criminal.se tiver sido condenado por outro crime doloso.. 312 deste Código. Para decretar a prisão preventiva (cabimento) dependerá da observância do art. . desde que seja necessário. em sentença transitada em julgado. 313.” (NR) OBS: Exigência de pena máxima superior a 04 anos – furto simples (1 a 4 anos) está fora da prisão preventiva.Prisão Preventiva Fumus comissi deliti Periculum libertatis (garantia de aplicação da lei penal.(revogado). será admitida a decretação da prisão preventiva: I . 313 do CPP. 64 do DecretoLei 2848.

de ofício ou a requerimento das partes ou. Art. * Requerimento do MP * Requerimento do Ofendido nos crimes de Ação Penal Privada – não há previsão legal.5. Na fase investigatória juiz criminal não pode agir de ofício. de ofício. ou por representação da autoridade policial. se no curso da ação penal. caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. Art. 282. OBS: Para a prova de Delegado – para a imposição das medidas cautelares. §2º As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz. quando no curso da investigação criminal. Para a prova do MP – como o MP é o titular da ação penal pública. 311.2 – Jurisdicionalidade: . Na fase investigatória o juiz só poderá atuar quando provocado.(NR) . não é indispensável a concordância do Ministério Público (Pacelli). ou a requerimento do Ministério Público.Essas medidas cautelares só poderão ser adotadas pelo juiz competente. 5. se no curso da ação penal. mas a doutrina entende que o ofendido teria legitimidade nos crimes de ação penal privada. por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público. . § 2o As medidas cautelares serão decretadas pelo juiz. quando no curso da investigação criminal. A fiança também pode ser concedida pela autoridade policial.Fase Investigatória: * Representação da autoridade policial. . de ofício ou a requerimento das partes ou. (NR) De ofício pelo juiz somente durante o curso do processo. ou a requerimento do Ministério Público. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal. por representação da autoridade policial ou mediante requerimento do Ministério Público. Art. à exceção da fiança. do querelante ou do assistente.3 . mas apenas na fase processual. do querelante ou do assistente. caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. de ofício. 311.AS MEDIDAS CAUTELARES PODEM SER DECRETADAS DE OFÍCIO PELO JUIZ? Segundo a doutrina majoritária o juiz pode atuar de ofício.Legitimidade para o requerimento de decretação de medidas cautelares: Art. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal. ou por representação da autoridade policial. é obrigatória sua concordância. 282. sob pena de decretação de medida cautelar de ofício pelo juiz na fase investigatória (Machado Cruz).

em regra. * Requerimento do Querelante e do Assistente. Só exercia o contraditório após a decretação da medida cautelar. A própria lei determina que isso não é uma garantia absoluta. de decisão concessiva de habeas-corpus.403/11 – o contraditório era apenas diferido.Após. imposição de outra medida cumulativamente.O assistente do Ministério Público não pode recorrer. o juiz não deve assegurá-lo. postergado.E. permanecendo os autos em juízo. o juiz. 5.5 – Descumprimento injustificado das Medidas Cautelares: 1.A lei prevê que inicialmente o juiz deve trabalhar com a substituição da medida. Antes da decretação da medida a pessoa deve ter ciência.403/11).4 – Contraditório Prévio à Decretação das Medidas Cautelares: . 282. Súmula 208 do STF . OBS: Em relação à decretação da prisão preventiva (discussão doutrinária): É NECESSÁRIA A OBSERVÂNCIA DO ART.Depois da Lei 12. O juiz ao decretar uma das medidas deveria realizar uma audiência admonitória (opinião do Renato) – para dar ciência ao acusado do que está acontecendo no processo (seria uma forma de dar eficácia às medidas). deverá haver o contraditório prévio. Em relação ao assistente – Súmula 208 do STF (está ultrapassada diante da lei 12.Fase Judicial: * Juiz pode decretar de ofício.403/11 – agora. decretação da prisão preventiva. extraordinariamente. * Requerimento do MP. deve ter a possibilidade de tomar ciência do pedido para poder reagir contra ela. acompanhada de cópia do requerimento e das peças necessárias.Antes da Lei 12. 313? . Art. * Acusado/Defensor OBS: A lei não fala expressamente – O ACUSADO PODE PEDIR MEDIDA CAUTELAR? As medidas cautelares poderão ser aplicadas substituindo uma anterior prisão. 2. . A própria lei prevê que quando o contraditório prévio puder colocar em risco a eficácia da medida. 5.Ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida. ao receber o pedido de medida cautelar. determinará a intimação da parte contrária.* Acusado/Defensor . O acusado tem legitimidade para requerer a aplicação das medidas cautelares diversas da prisão. §3º . 3.

282. A doutrina tem afirmado que poderá utilizar um critério semelhante ao da remição. a ser realizada com periodicidade mínima anual. . é obrigatória a observância do art. a decisão que decreta uma medida cautelar é baseada na cláusula rebus sic stantibus (cláusula da imprevisão).1ª corrente: de modo a se emprestar coercibilidade às medidas cautelares diversas da prisão. no correr do processo. bem como voltar a decretá-la. é possível a decretação da prisão preventiva independentemente da observância do art. Art. 5. negar. 581. Art. 313 do CPP para a decretação da prisão preventiva.O juiz poderá revogar a prisão preventiva se.O juiz poderá revogar a medida cautelar ou substituí-la quando verificar a falta de motivo para que subsista. V do CPP . se sobrevierem razões que a justifiquem. 581.Em favor do acusado poderá ser utilizado o Habeas Corpus. 313 do CPP (Eugênio Pacelli de Oliveira). 2ª corrente: por meio de interpretação sistemática.7 – Recursos Cabíveis contra a decretação das medidas cautelares: Caberá RESE da decisão. 5. 42 do CP. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. . conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. 5. verificar a falta de motivo para que subsista. Em outras palavras. despacho ou sentença: Art. bem como de novo decretá-la. devendo haver uma revisão anual das medidas cautelares diversas da prisão. conclui-se que. Alterados os pressupostos a decisão poderá ser alterada. OBS: O JUIZ É OBRIGADO A REAVALIAR A MEDIDA DE QUANTO EM QUANTO TEMPO? Resolução conjunta n 01 do CNJ e do CNMP – impõe uma revisão periódica da necessidade de manutenção das prisões cautelares. mesmo na hipótese de descumprimento das medidas cautelares diversas da prisão. pois há um risco potencial à liberdade de locomoção. cassar ou julgar inidônea a fiança.que conceder.Em favor da acusação é cabível Recurso em Sentido Estrito – Art.09 – essa resolução deve ser adaptada à nova lei.6 – Revogabilidade e/ou substitutividade das medidas cautelares: A manutenção de uma medida cautelar depende da persistência dos motivos que autorizaram sua decretação. A lei claramente quis restringir a prisão. . arbitrar.8 – Detração e Medidas Cautelares Diversas da Prisão: Detração – art. V do CPP (fazendo uma interpretação extensiva). Essa resolução foi editada em 29. se sobrevierem razões que a justifiquem.09. §5º . 316 .

seja nos casos de transgressão militar e crimes propriamente militares definidos em lei. Art. .. LXVII.Prevalecia o entendimento de que este dispositivo não havia sido recepcionado pela CF/88. . 6 . 42 do CP.A doutrina afirma que a prisão civil não é autoaplicável.Havendo semelhança entre a medida cautelar imposta durante o processo e a pena definitiva aplicada ao acusado. 7º. refere-se à prisão civil apenas no caso do devedor de alimentos. . deve ser aplicada regra semelhante à da remição prevista no art.A Convenção Americana sobre Direitos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica – no art.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.É ILÍCITA A PRISÃO CIVIL DE DEPOSITÁRIO INFIEL.Caso não haja semelhança. QUALQUER QUE SEJA A MODALIDADE DO DEPÓSITO. definidos em lei. Súmula Vinculante 25 . LXI da CF/88 . 5. a doutrina vem entendendo que.2 – Prisão do Falido: . ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.Devedor de alimentos e depositário infiel.343 – o STF reconhece o status normativo supralegal dos tratados internacionais sobre direitos humanos. Era uma prisão utilizada para obrigar o falido a cumprir seus deveres.Decreto Lei 7661/45 – antiga lei de falências – previa a prisão do falido em seu artigo 35.1. 7. * RE 466. . parágrafo único. Súmula 419 do STJ . .Prisão Civil: . CF/88 .PRISÃO Conceito: Prisão é a privação da liberdade de locomoção com o recolhimento da pessoa humana ao cárcere.403/11. tornando inaplicável a legislação infraconstitucional com eles conflitantes.não haverá prisão civil por dívida. diante do silencio da lei 12. A efetivação dela depende de regulamentação infraconstitucional. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. deve ser observada a regra do art. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. . §7º. 7 – Prisão Extrapenal: 7. seja em virtude de flagrante delito.Art. 5º. 126 da LEP.Descabe a prisão civil do depositário judicial infiel.

3 – Prisão Administrativa: Conceito: é aquela decretada por autoridade administrativa com o objetivo de compelir alguém a cumprir um dever de direito público. dentre outras determinações: VII – determinará as diligências necessárias para salvaguardar os interesses das partes envolvidas. 5° da Constituição Federal de 1988. só pode ser decretada pelo juízo criminal competente.101/05.Essa prisão estava prevista nos arts. . de natureza cautelar. * Estatuto do Estrangeiro: Lei 6815/80 – a prisão deve ser decretada pela autoridade judiciária competente. Art.Súmula 280 do STJ . .O decreto lei 7661/45 foi revogado entrando em vigor a lei 11. VII da Lei 11.403/11: .661. espécie de prisão cautelar. 81 – deverá ser decretada pelo STF. Antes da Lei 12.Nova redação dos arts. 99. A sentença que decretar a falência do devedor. 99. 7.O art. podendo ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores quando requerida com fundamento em provas da prática de crime definido nesta Lei. Depois da Lei 12. . .Quem está decretando essa prisão é o Juízo Falimentar.Prisão para fins de extradição: art.403/11: . de 1945. A lei pode autorizar que um juiz falimentar (de natureza cível) possa decretar uma prisão preventiva? 1ª corrente: é possível que a lei autorize a decretação da preventiva pelo juízo falimentar. 319 e 320 não existe mais. foi revogado pelos incisos LXI e LXVII do art. Seria uma prisão preventiva. .101/05 – previsão de prisão – a sentença que decretar a falência dentre outras determinações deverá ordenar a prisão preventiva do falido ou de seus administradores. Posição de Denílson Feitosa. eles passam a tratar de medidas cautelares diversas da prisão.Tanto na doutrina e jurisprudência havia o entendimento de que essa prisão não teria sido recepcionada pela CF/88. Com a nova redação pode ser concluído que a prisão administrativa que estava prevista nos arts. * Estado de Defesa e Estado de Sítio: Uma autoridade não judiciária pode decretar a prisão. 319 e 320 – esses dois artigos que antes tratavam da prisão administrativa. Posição de Paulo Rangel. 2ª corrente: Se se trata de prisão preventiva. 35 do Decreto-Lei n° 7. 319 e 320. que estabelece a prisão administrativa. Art.

Art.Prisão para fins de expulsão: quem decreta é o STF. de prisão sem pena. .Art. Conceito: é aquela decretada antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória com o objetivo de assegurar a eficácia das investigações ou do processo criminal.4 – Prisão Militar: .Espécies de prisão cautelar: a) Prisão Temporária (lei 7960/89) b) Prisão Preventiva c) Prisão em Flagrante* Doutrinadores diziam que existiam mais duas espécies de prisão. visando a proteção da hierarquia e da disciplina. Art.O STF refere-se a essa prisão como carcer ad custodiam. autoriza a prisão do militar em duas situações: no caso de uma transgressão disciplinar e no caso de crimes propriamente militares definidos em lei. LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.A CF/88. 8 – Prisão Penal: Conceito: é aquela que resulta de sentença condenatória com trânsito em julgado que impôs o cumprimento de pena privativa de liberdade. pois dá ideia de que virá uma prisão definitiva) e também.Não caberá "habeas-corpus" em relação a punições disciplinares militares. §2º da CF/88 . . O Ministério das Relações Exteriores remeterá o pedido ao Ministério da Justiça. definidos em lei. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. O STF refere-se a essa prisão como carcer ad poenam 9 – Prisão Cautelar: Alguns doutrinadores chamam de prisão processual e outros chamam de prisão provisória (nomenclatura que não deve ser utilizada. 81. . Não cabe HC em relação ao mérito da punição disciplinar. porém aspectos relacionados à legalidade da punição podem ser discutidos no remédio heróico. Ex: deserção – militar que se ausenta por mais de 08 dias.Prisão para fins de deportação: quem decreta é o juiz federal competente. 7.Essa prisão militar independe de flagrante ou de prévia autorização judicial. . desde que não fosse primário e não tivesse bons antecedentes: d) Prisão decorrente de pronúncia e) Prisão decorrente de sentença condenatória recorrível . que ordenará a prisão do extraditando colocando-o à disposição do Supremo Tribunal Federal. . 142. 5.

por si só. OBS: O conceito de casa é extraído do art. no entanto. XI da CF/88 – XI . Art. OBS 3: A proteção do domicílio não é uma garantia absoluta.Em regra. A CF/88 determina que há necessidade de determinação judicial para ingressar em determinado domicílio. só é possível o ingresso em domicílio durante o dia.Inviolabilidade domiciliar: Art. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente.689/08. OBS 6: Alguns doutrinadores afirmam que um mandado de prisão por si só concederia o direito de violar qualquer domicílio. desde que presentes seus pressupostos legais.a casa é asilo inviolável do indivíduo. por determinação judicial. 10 – Momento da Prisão: . OBS 2: Autoridades fazendárias também dependem de autorização judicial para ingressar em domicílio (HC 82788). Apesar de não haver consenso. OBS 4: Mediante determinação judicial. em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou. ocupado é casa. não autoriza o ingresso em domicílio. §4º do CP. 10. prevalece o entendimento de que um mandado de prisão. em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. ou para prestar socorro. ou. Escritórios profissionais são considerados casa. Quarto de hotel. pode sua execução se prolongar pela noite.719/08 e 12. José Afonso da Silva – dia é o período compreendido entre a 6:00 da manhã e 18:00. durante o dia.Essas duas prisões já eram questionadas desde a CF/88. já não há qualquer dúvida: a prisão decorrente de pronúncia e de sentença condenatória recorrível não é mais modalidade autônoma de prisão cautelar. no curso da investigação ou do processo. 5. OBS 5: Iniciado o cumprimento de um mandado durante o dia.403/11. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. 150. Com as leis 11. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. motel. não impede a decretação da prisão preventiva no momento da pronúncia ou da sentença condenatória recorrível.1 -Exceções: . 11. a pessoa pode ser presa em qualquer dia e hora e em qualquer lugar. 283 do CPP. prevalece o entendimento de que o flagrante delito que autoriza o ingresso em domicílio é apenas o flagrante próprio. o que. A casa não pode ser usada como escudo protetivo para atividades ilícitas. . sendo indispensável mandado de busca domiciliar específico. Apesar de alguma divergência.

ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir. o Presidente da República não estará sujeito a prisão. 236. § 4º .Não será permitida a apreensão de documento em poder do defensor do acusado.mencionar o motivo e os fins da diligência. § 1º Os membros das mesas receptoras e os fiscais de partido.§3º . Isso é possível? O STF e o STJ entendem que a imunidade é exclusiva do Presidente da República. ainda.O Presidente da República. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.O mandado de busca deverá: I . por desrespeito a salvoconduto. Art. 86 da CF/88 . o mais precisamente possível. § 2º . 11 – Imunidades Prisionais: a) Presidente da República: não está sujeito a nenhuma prisão cautelar. 243 do CPP . II . no caso de busca pessoal. da mesma garantia gozarão os candidatos desde 15 (quinze) dias antes da eleição. Nenhuma autoridade poderá. OBS: Governadores de Estado – em algumas Constituições Estaduais encontra-se a mesma imunidade do Presidente sendo estendida aos Governadores. . desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas depois do encerramento da eleição. III . não poderão ser detidos ou presos.Código Eleitoral (Lei 4. o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem. salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável. prender ou deter qualquer eleitor. Salvo conduto é a ordem no HC preventivo. Salvo em caso de flagrante. a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador. 236 do CE – o eleitor não pode ser preso desde 05 dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição.Se houver ordem de prisão.732 do STF). ou. Ex: STJ Inquérito 650 – caso do Arruda (HC 102.Art.Enquanto não sobrevier sentença condenatória. § 1º .indicar. por desrespeito a salvo conduto.737/65) traz restrições quanto ao momento da prisão: Art. sentença criminal condenatória por crime inafiançável. salvo o caso de flagrante delito. b) Imunidade Diplomática: . na vigência de seu mandato. ou. Art. durante o exercício de suas funções. nas infrações comuns. constará do próprio texto do mandado de busca. salvo quando constituir elemento do corpo de delito. como Chefe de Estado.

houver indício da prática de infração penal por parte de membro do Ministério Público.ser preso somente por ordem judicial escrita. prisão temporária e prisão em flagrante por crime inafiançável. Art. imediatamente. 41. c) Senadores. os respectivos autos ao Procurador-Geral de Justiça.417: essa imunidade prisional não tem natureza absoluta.O advogado pode ser objeto de prisão preventiva. no prazo máximo de vinte e quatro horas. civil ou militar remeterá. 40.Vereadores não gozam dessa imunidade. a quem competirá dar prosseguimento à apuração.Atenção para o HC 89. . a comunicação e a apresentação do membro do Ministério Público ao Procurador-Geral de Justiça. de prisão temporária. § 2º Desde a expedição do diploma. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. e) Advogados: . Neste último caso o auto de prisão em flagrante não pode ser lavrado pelo delegado de polícia. 40.LONMP – art. 53. sob pena de responsabilidade. além de outras previstas na Lei Orgânica: III . III e 41.Na visão do STF a única prisão cautelar cabível é a prisão em flagrante por crime inafiançável. daí o motivo pelo qual o STF admitiu a decretação da prisão preventiva de deputados estaduais. parágrafo único.Lei 8906/94 . Chefes de Governo e de Estados estrangeiros e suas famílias. salvo em flagrante de crime inafiançável. . Estaduais ou Distritais: Art. . resolva sobre a prisão. . . 53. mas sim pelo Presidente do Tribunal ou pelo Procurador Geral. Constituem prerrogativas dos membros do Ministério Público.Lei 8625/ . Deputados Federais.Estão sujeitos a prisão preventiva. d) Magistrados e Membros do Ministério Público: . parágrafo único: Art. Quando no curso de investigação.O Brasil é signatário da Convenção de Viena que vai assegurar essa imunidade a Embaixadores. não podendo ser objeto de prisão temporária e nem de prisão preventiva (Inquérito 510). a autoridade policial. Nesse caso. salvo em flagrante de crime inafiançável. §2º da CF/88 – freedom from arrest: Art.Cônsul – só goza de imunidade em relação aos crimes funcionais (crimes relacionados ao exercício de sua função). . para que. caso em que a autoridade fará. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. pelo voto da maioria de seus membros.

os oficiais das Forças Armadas e do Corpo de Bombeiros. §2º da LEP. com o trânsito em julgado de sentença penal condenatória cessa o direito à prisão especial. nos termos da lei de execução penal.Prisão em flagrante: Se a prisão estiver relacionada ao exercício da profissão. 300. XI . II .os governadores ou interventores de Estados ou Territórios. IX . após a lavratura dos procedimentos legais. Parágrafo único.os membros do Parlamento Nacional. o prefeito do Distrito Federal. . onde ficará preso à disposição das autoridades competentes. é assegurada a presença de representante da OAB. IV . à disposição da autoridade competente. Art. 300 do CPP: o preso provisório não poderá ficar recolhido juntamente com o preso definitivo. 295 do CPP – pessoas que têm direito à prisão especial. era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará em dependência separada. VIII .os magistrados.os cidadãos que já tiverem exercido efetivamente a função de jurado. seus respectivos secretários. ou seja.Art. 12 – Prisão Especial: Conceito: Prisão Especial não é uma modalidade de prisão cautelar. (NR) .os delegados de polícia e os guardas-civis dos Estados e Territórios..Só se aplica à prisão cautelar. . VII . 295 . somente por crime inafiançável. 84. salvo quando excluídos da lista por motivo de incapacidade para o exercício daquela função. que consiste no recolhimento do preso cautelar separadamente dos demais. 84 § 2°. Art. ao tempo do fato. Atenção ara a nova redação do art. X . As pessoas presas provisoriamente ficarão separadas das que já estiverem definitivamente condenadas. Nesse caso. do Conselho de Economia Nacional e das Assembléias Legislativas dos Estados. será recolhido a quartel da instituição a que pertencer.Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial. mas sim uma forma de cumprimento da prisão cautelar.os ministros do Tribunal de Contas. ressalvada a hipótese do art. VI . O militar preso em flagrante delito. os vereadores e os chefes de Polícia.os cidadãos inscritos no "Livro de Mérito" V . Art. quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: I . III .os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República.O preso que.os ministros de Estado. ativos e inativos.os ministros de confissão religiosa. os prefeitos municipais.

Morte da pessoa. sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.001. . membros da Defensoria Pública e Advogados. O Estatuto da OAB prevê que não havendo sala de Estado Maior. caracterizada pela privação da liberdade de locomoção daquele que é surpreendido em situação de flagrância. sendo possível o recolhimento de advogados a Penitenciárias que possuam celas individuais. .Emprego de força: somente o necessário para superar a resistência. Súmula Vinculante 11: Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia.De acordo com a letra da lei deverá haver separação entre: os presos cautelares especiais. civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere. 9o .1 Conceito: Trata-se de medida de autodefesa da sociedade. sob pena de responsabilidade disciplinar. o advogado deve ser recolhido ao seu domicílio. 13 – Sala de Estado Maior: Conceito: É uma sala instalada no Comando das Forças Armadas destituída de grades ou portas fechadas pelo lado de fora. 14 – Prisão em Flagrante: 14.só em hipóteses de legítima defesa. Isso não é cabível hoje. . a ser executada independentemente de prévia autorização judicial. para prevenir o risco de fuga. 1o O parágrafo único do art. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. terceiros ou contra si mesmo. ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS: Lei 12432/11 – alterou o CPM Art. somente sendo admitido nas seguintes hipóteses: para evitar a agressão do preso contra policiais.Para o STF não se trata de garantia absoluta. justificada a excepcionalidade por escrito. de 21 de outubro de 1969 . 14. membros do MP.2 Fases da Prisão em Flagrante: a) Captura do agente .Código Penal Militar. .. Julgamento do Júri – origem da Súmula Vinculante.Uso de Algemas: o uso de algemas é medida de natureza excepcional.O Estatuto da OAB previa que essa sala de Estado Maior deveria ser fiscalizada pela OAB. 9o do Decreto-Lei no 1.Só se aplica nos casos de prisão cautelar. e prisão definitiva.Fazem jus à sala de Estado Maior: magistrados. por parte do preso ou de terceiros. os presos cautelares não especiais. .

A jurisprudência admitia o estudo como causa de remição . Em caso de falta grave. a fiança será requerida ao juiz. Os crimes de que trata este artigo quando dolosos contra a vida e cometidos contra civil serão da competência da justiça comum.” (NR) – OBS: Súmula Vinculante 09 do STF ratificava a redação antiga do art. parte do tempo de execução da pena.1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar . e) Comunicação e remessa do APF ao juiz. De acordo com a nova lei: “Art. CTB – Lei 9. .1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. 301. d) Recolhimento à prisão. c) Lavratura do auto de prisão em flagrante. 57. salvo quando praticados no contexto de ação militar realizada na forma do art. Lei 12. Antes – para cada três dias de trabalho remia-se um de pena. médio. ao MP e à Defensoria Pública (só será obrigatória caso o autuado não informe o nome de seu advogado). e Lei 11. 127.divididas. §2º. b) Condução coercitiva do agente “Não se imporá prisão em flagrante” – a captura e a condução poderão ser feitas. ou superior.Súmula 341 do STJ.ATENÇÃO 14. 126. no mínimo. 322. inclusive profissionalizante. § 1o A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: I .433/11 – dispor sobre a remição de parte do tempo de execução da pena por estudo ou trabalho – altera a LEP.565. recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. 303 da Lei no 7.Parágrafo único.Código Brasileiro de Aeronáutica. 48. “Art. ou ainda de requalificação profissional . que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. II . * Possibilidade de fiança concedida pela autoridade policial – em relação às infrações cuja pena máxima não seja superior a 04 anos. “Art. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir.343/06 – art. mas não haverá lavratura do auto de prisão em flagrante – Lei 9. o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido.” (NR) (tiro de abate será julgado pela justiça militar). Nos demais casos. de 19 de dezembro de 1986 . parágrafo único. 69.099/95 – art. por trabalho ou por estudo. observado o disposto no art.atividade de ensino fundamental. Parágrafo único. em 3 (três) dias. 127 .2 – Fases da Prisão em Flagrante a) Captura do agente.503/97 – art.” (NR) Nos quatro primeiros momentos a prisão em flagrante é um ato administrativo.

OBS 3: Por ocasião da conversão da prisão em flagrante em preventiva. OBS: com a nova redação do art. independentemente de provocação das partes. assinada pela autoridade. com ou sem fiança.2 – se a prisão em flagrante for legal. desde que presentes seus pressupostos legais. essa análise passa a ser obrigatória. OBS: Antes da Lei 12. a nota de culpa. fazer menção apenas ao art. § 2o No mesmo prazo. e o juiz poderá . deverá o juiz convertê-la em prisão preventiva.403/11. com o motivo da prisão. a prisão em flagrante por si só não é mais fundamento suficiente para que alguém permaneça preso. entendia-se que o juiz não era obrigado a analisar de ofício o cabimento da liberdade provisória. 310.3 – conceder liberdade provisória. O relaxamento da prisão em flagrante ilegal não impede a decretação da prisão preventiva ou de outras medidas cautelares. deve haver prévio requerimento do Ministério Público. Para que essa prisão seja mantida. 313. e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão. mediante recibo. f. cumulada ou não com uma das medidas cautelares diversas da prisão. caso o autuado não informe o nome de seu advogado. OBS 2: Apesar de o art. sob pena de verdadeira prisão preventiva decretada de ofício na fase investigatória. 14. cópia integral para a Defensoria Pública.3 – Natureza jurídica da prisão em flagrante: Antes da Lei 12. 310.1 – relaxar a prisão ilegal (deve analisar a legalidade da prisão). Com a Lei 12. é evidente que a conversão da prisão em flagrante em preventiva também está condicionada às hipóteses taxativas do art.403/11 não havia muita discussão quanto a esse assunto – sempre prevaleceu o entendimento de que a prisão em flagrante era uma espécie de prisão cautelar.” (NR) f) Recebimento do APF e providências a serem adotadas pelo juiz: f. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente. o que viola o sistema acusatório. desde que presentes seus pressupostos legais e se revelem insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão.“Art. 312. II do CPP. II do CPP. duas são as possibilidades se ela for legal: conversão dessa prisão em preventiva. Depois da Lei 12. ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e. quando presentes os requisitos do art.403/11. 312 do CPP e art. 313 do CPP. 306. f. o nome do condutor e os das testemunhas. o juiz poderá deverá a prisão em flagrante em prisão preventiva. será entregue ao preso. § 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão.403/11. quando a pessoa for presa em flagrante.

. III . real ou verdadeiro. D) Flagrante Impróprio ou Imperfeito ou Irreal ou Quase Flagrante: Nesse flagrante deve haver uma perseguição logo após a prática do crime. As autoridades policiais são obrigadas a efetuar a prisão em flagrante (estrito cumprimento do dever legal).é perseguido. 302. Art. B) Flagrante facultativo: É o que se aplica à qualquer do povo. Hoje. Previsto no art. II . 302 . Qualquer pessoa do povo poderá efetuar uma prisão em flagrante. Art. OBS: Por “logo após” compreende-se o lapso temporal entre o acionamento da polícia. 302. 14. A prisão preventiva é uma prisão cautelar. III. 302. Está agindo no exercício regular do direito. C) Flagrante Próprio: Também chamado de flagrante perfeito. seu comparecimento ao local e colheita de elementos para que dê início à perseguição. podendo assim perdurar por várias horas. 302. pela autoridade.Espécies de Flagrante: A) Flagrante obrigatório ou coercitivo: É aquele pertinente à autoridade policial.Considera-se em flagrante delito quem: I .acaba de cometê-la. em situação que faça presumir ser autor da infração. logo após. Art. A liberdade provisória também é uma medida cautelar. I e II do CPP. Previsto no art.está cometendo a infração penal. IV do CPP. OBS 3: Em se tratando de crimes contra pessoas vulneráveis. pelo ofendido ou por qualquer pessoa.Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. o ideal seria dizer que a prisão em flagrante passa a ser uma medida precautelar – a prisão em flagrante não mais justifica que alguém permaneça preso e dá origem a uma medida cautelar.4 .conceder liberdade provisória com ou sem fiança. OBS 2: Essa perseguição deve ser ininterrupta. 301 . cumulada ou não com uma das medidas cautelares diversas da prisão. há julgados do STJ conferindo maior elasticidade à expressão “logo após” (STJ HC 3496) E) Flagrante Presumido ou Ficto ou Assimilado: Previsão no art.

desde que a posse da droga seja preexistente à aquisição pela autoridade policial. O crime não pode se consumar. adoção de precauções para que o delito não se consume. para Greco. ter em depósito. Basta que seja encontrado com instrumentos.. . objetos. pois houve indução. trata-se de flagrante preparado. Esse flagrante preparado. II . nada impede a prisão em flagrante do agente pelo crime de tráfico nas modalidades de trazer consigo. 2º. §4º .é encontrado. II – não depende de autorização judicial). não será caso de flagrante preparado. com instrumentos. ou Diferido ou Ação Controlada: Conceito: consiste no retardamento da intervenção policial para que se dê no momento mais oportuno sob o ponto de vista da colheita de provas. No entanto. armas.também há necessidade de autorização judicial). Os Tribunais entendem que se não há indução à prática do delito. Lei 9613/98 (lei de lavagens de capitais – art. Súmula 145 do STF – não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. Ex: assalto a uma agência bancária. etc. que deve ser relaxada. guardar. como o crime de tráfico de drogas é um crime de ação múltipla. Retardado. I) Flagrante Forjado ou Maquinado ou Urdido: Policiais ou particulares criam prova de um crime inexistente a fim de legitimar uma prisão em flagrante manifestamente ilegal. a prisão será legal. Se o crime se consumar.Art. Segundo a doutrina este será um crime impossível. H) Flagrante Prorrogado. F) Flagrante Preparado ou Provocado ou Delito Putativo por obra do agente provocador: São dois os requisitos para a sua caracterização: indução à prática do delito (agente provocador).há necessidade de autorização judicial).343/06 (lei de drogas – art. 4º. por conta da ineficácia absoluta do meio (precaução). estaria-se diante de crime impossível. * Venda simulada de drogas: em relação à venda da droga. 53. A autoridade policial limita-se a aguardar a prática do delito. Quais são as leis que determinam a ação controlada? Lei 9034/95 (organização criminosa – art. Não há necessidade de que haja perseguição. objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. IV . etc. 302. provocado é exemplo de uma prisão em flagrante ilegal. logo depois. Lei 11. A depender da quantidade de policiais envolvidos. G) Flagrante Esperado: Não há indução à prática do delito.

15. e desde que preenchidos os requisitos do art. 317 do CPP – redação antiga – tratava da apresentação espontânea. 15. nos casos em que a lei autoriza. inclusive a prisão preventiva. do querelante ou do assistente.5.1 – Conceito: espécie de prisão cautelar decretada pela autoridade judiciária durante as investigações ou no curso do processo penal. 312). A doutrina entendia que impedia a prisão em flagrante. 311. 311 do CPP: “Art. não é possível a decretação da prisão preventiva com base na repercussão da infração ou no clamor social provocado pelo delito. . isoladamente considerados. a prisão preventiva só poderia ser decretada durante a instrução criminal. Mas. que não impedirá a decretação da preventiva.” (NR) Pela redação anterior.Flagrante e Apresentação Espontânea do Agente: Art. Se a pessoa não está em situação de flagrância.14. porquanto não haverá situação de flagrância. poderia agora a pessoa ser presa em flagrante. como o capítulo IV sobre apresentação espontânea não existe mais.2 – Pressupostos da Preventiva: a) Fumus comissi delicti: é a prova da existência do crime e os indícios de autoria. e se revelarem inadequadas as medidas cautelares diversas da prisão. 1ª corrente: a prisão preventiva decretada com base na garantia da ordem pública não tem natureza cautelar. A redação nova passa a tratar da prisão domiciliar. Apesar da nova redação dos arts. ou por representação da autoridade policial. de ofício. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal.Garantia da ordem pública: três correntes na doutrina. funcionando como indevida modalidade de cumprimento antecipado da pena. 317 e 318 do CPP. 313. a apresentação espontânea não impede a imposição de medidas cautelares. quando presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis (art. Posição majoritária. OBS: Segundo essa corrente. Prisão Preventiva: 15. No entanto. ela não poderá ser presa em flagrante. Renato tem posicionamento contrário. b) Periculum libertatis: deverá provar uma das hipóteses do periculum libertatis. caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. (HC 80719 STF) . O dispositivo antigo é redundante e desnecessário. desde que presentes seus pressupostos legais. ou a requerimento do Ministério Público. o ideal é continuar entendendo que a apresentação espontânea do agente impede sua prisão em flagrante. Atenção para a nova redação do art. se no curso da ação penal. 2ª corrente: entende-se garantia da ordem pública como o risco considerável de reiteração de ações delituosas por parte do agente caso permaneça em liberdade. O Professor Silvio Maciel considera que. Posição minoritária (Antônio Magalhães Gomes Filho).

III . 313. 15. consiste no risco de reiteração delituosa.848. 30 da lei 7492/86 – a magnitude da lesão é quase que um elemento inerente a esses crimes (para os Tribunais – isoladamente não autorizam a preventiva). . Art. a prisão preventiva também poderia ser decretada para garantir a credibilidade da justiça em crimes que provoquem clamor público. 312 deste Código. lei 8. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer .Garantia de aplicação da lei penal: deve ser decretada quando o agente demonstrar que pretende fugir do distrito da culpa.Descumprimento injustificado das cautelares diversas da prisão.3ª corrente: além do risco de reiteração delituosa (2ª corrente). seja para evitar uma prisão em flagrante. 312 do CPP (STF HC 80717). IV .se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. . Lei 1.134/83. seja para evitar uma prisão arbitrariamente decretada. em sentença transitada em julgado.Conveniência da instrução criminal: visa impedir que o agente cause prejuízos à produção das provas.Garantia da ordem econômica: assemelha-se à garantia da ordem pública.3 – Hipóteses de cabimento da preventiva: “Art.492/86. Necessidade ou não de observância do art. lei 9. adolescente. Nos termos do art.279/96. de 7 de dezembro de 1940 . II .078/90. Parágrafo único.521/51. não autoriza a decretação da prisão preventiva.(revogado).137/90. 313 do CPP – discussão. ou seja. 313 do CPP. Uma vez encerrada a instrução criminal. lei 7. . inviabilizando a futura execução da pena. ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. enfermo ou pessoa com deficiência. criança.Código Penal. . lei 8. Posição minoritária – MP. Fernando Capez. Há quem entenda que deverá ser observado (posição majoritária atualmente). 64 do DecretoLei no 2. a prisão preventiva decretada com base nessa hipótese poderá ser revogada. porém relacionado à crimes contra a ordem econômica. idoso. Para os Tribunais. lei 9.nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos.se tiver sido condenado por outro crime doloso. uma ausência momentânea. lei 7. 30 da Lei 7492/86 – para os Tribunais Superiores a magnitude da lesão causada nos crimes contra o sistema financeiro não autoriza por si só a decretação da prisão preventiva. Pacceli entende que não é necessária a observ6ancia do art. Há necessidade da presença de um dos pressupostos do art. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência.613/98. OBS: Atenção para o art. será admitida a decretação da prisão preventiva: I .

Parágrafo único – dúvida sobre a identidade civil da pessoa e não fornecimento de elementos suficientes para esclarecê-la. Reincidente é quem pratica um crime já tendo contra si uma sentença condenatória transitada em julgado.O dispositivo exige que haja violência doméstica e familiar (Lei Maria da Penha) – art. Há necessidade da presença da garantia da ordem pública. 5º da Lei Maria da Penha.07. para garantir a execução das medidas protetivas. . salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. Se estivermos diante de uma causa de diminuição de pena – utiliza-se o quantum que menos diminua a pena. 313. . .Essa hipótese corresponde ao antigo inciso II do art. . III – Quando o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher.Nesse parágrafo a prisão preventiva caberia tanto em crime doloso como em relação a crime culposo. II – Investigado ou acusado reincidente em outro crime doloso. adolescente. 12. .037/09 . garantia de aplicação da lei penal ou conveniência da instrução criminal.Caberá preventiva no caso de ser reincidente em outro crime doloso. .Apenas em relação a crimes dolosos.11. .Crimes dolosos com pena máxima superior a 04 anos. .O inciso III independe do quantum de pena cominado ao delito. observado o lapso temporal de 05 anos da reincidência. 22 da Lei Maria da Penha.Independe do quantum de pena cominado ao delito.Sempre deverá analisar a pena máxima cominada ao delito. .11 – roubo simples (art.Medidas protetivas de urgência estão previstas no art.” (NR) I . idoso. enfermo ou pessoa com deficiência.11 – roubo simples (art. . devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação. Sempre deverá analisar a pena máxima cominada ao delito. 157 do CP) Não é reincidente.Se estivermos diante de uma causa de aumento de pena – utiliza-se o quantum que mais aumente a pena.Essa prisão deve perdurar até a obtenção da identificação do acusado.O legislador tirou os 04 anos do cabimento de restritiva de direitos e do regime aberto.Identificação Criminal: Lei 12. OBS: O descumprimento das medidas protetivas de urgência não autoriza por si só a decretação da prisão preventiva. .A prisão preventiva no inciso III também só vai ser cabível em relação a crimes dolosos. .elementos suficientes para esclarecê-la. criança. . . 157 do CP) 13.

Oferecimento da Peça Acusatória: Réu Preso – 05 dias 3. 15.Recebimento da Peça Acusatória: 05 dias (trata-se de decisão interlocutória). a prisão preventiva não possui prazo predeterminado. A doutrina também acrescenta as cláusulas excludentes da ilicitude previstas na parte especial (crime de aborto. II e III do caput do art.Código Penal. 23 do Decreto-Lei no 2. autorizando o relaxamento da prisão sem prejuízo da continuidade do processo.15. A prisão preventiva em nenhum caso será decretada se o juiz verificar pelas provas constantes dos autos ter o agente praticado o fato nas condições previstas nos incisos I.848. * Prisão temporária em crimes hediondos: prazo máximo do inquérito 60 dias. 314. sob pena de caracterização do excesso de prazo na formação da culpa. * Pode ser que as alegações e sentenças não sejam apresentadas no mesmo dias. * Se o acusado não apresentar a peça a lei prevê que o juiz deverá nomear um advogado dativo. A lei prevê a possibilidade de apresentação de memoriais (05 dias para cada parte – MP e advogado. o processo deveria ser concluído no prazo de 81 dias. 5 – Análise de possível absolvição sumária: 05 dias (trata-se de decisão interlocutória).Inquérito Policial: Réu Preso – 10 dias * No âmbito da Justiça Federal o inquérito policial pode durar até 30 dias. .5 – Duração da Prisão Preventiva e Excesso de Prazo na formação da culpa: a) Introdução: Ao contrário da prisão temporária. Por conta dessa indeterminação. que terá 10 dias para apresentar a resposta à acusação. totalizando 10 dias). os Tribunais consolidaram entendimento segundo o qual estando o acusado preso.719/08: 1. * Sentença em até 10 dias.4 – Prisão Preventiva e Causas Excludentes da Ilicitude: “Art. de 7 de dezembro de 1940 .” (NR) O artigo 314 só faz menção às causas excludentes da ilicitude previstas na parte geral. 6 – Audiência uma de instrução e julgamento: * Deve ser realizada em até 60 dias. 4 – Resposta à acusação: Prazo máximo de 10 dias. por exemplo). b) Novo Prazo para a conclusão do processo diante da Lei 11. 2.

que tem admitido o reconhecimento do excesso de prazo. h) Relaxamento da prisão por excesso de prazo e natureza hedionda do delito: É perfeitamente possível o relaxamento da prisão preventiva por excesso de prazo em crimes hediondos e equiparados. atentando contra a garantia da razoável duração do processo. e mesmo após o encerramento da instrução criminal. 800.6 – Fundamentação da Decisão que decreta a preventiva: . g) Relaxamento da preventiva por excesso de prazo e decretação de nova prisão. salvo diante de motivo superveniente que a autorize. fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. . d) Hipóteses que autorizam o reconhecimento do excesso de prazo: . c) Natureza desse prazo para o encerramento do processo: Esse prazo tem natureza relativa de acordo com os Tribunais.Quando a mora for incompatível com o princípio da razoabilidade. 15. .Quando a mora processual decorrer da inércia do Poder Judiciário. Ex: espectograma para identificar a voz do acusado. §3º).A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de prazo. podendo ser dilatado em virtude da complexidade da causa e/ou pluralidade de acusados. Diante das peculiaridades do caso concreto esse prazo poderia chegar a 185 dias. Súmula 64. Atenção para as súmulas 21 e 52 do STJ: ambas vêm sendo mitigadas pelos Tribunais Superiores. Não constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo provocado pela defesa. Súmula 52 – Encerrada a instrução criminal. não pode o juiz decretar nova prisão cautelar. mesmo após a pronúncia. e) Excesso de prazo provocado pela defesa: Atenção para a súmula 64 do STJ. Teoricamente o prazo mínimo seria de 95 dias. Súmula 21 – Pronunciado o réu. fica superada a alegação de constrangimento por excesso de prazo. Súmula 21 do STJ e Súmula 52 do STJ. Ex: ausência de escolta.Havendo justo motivo o juiz pode ter 20 dias para sentenciar (art. f) Excesso de prazo após a pronúncia e após o encerramento da instrução criminal. Determinado o relaxamento da prisão preventiva por excesso de prazo. Súmula 697 do STF .Quando a mora processual for causada por diligências requisitadas exclusivamente pela acusação.

960/89 16.” (NR) Fundamentação Per Relationem: é aquela em que o juiz adota como fundamento de sua decisão as alegações contidas na representação da autoridade policial ou no requerimento do MP. OBS: A representação do delegado e o requerimento do MP devem ser fundamentados. 16 – Prisão Temporária: prevista na lei 7.3 – Requisitos para a decretação da prisão temporária. Para os demais concursos: os Tribunais Superiores vêm admitindo (HC 102. 1º da Lei 7960/89 deverá estar sempre presente. * Parte minoritária da doutrina sustenta a inconstitucionalidade formal da lei 7960/89. 16. com prazo preestabelecido de duração. seja combinado com o inciso I. * O STF analisou esse assunto no julgamento da medida cautelar da ADI 162. Art. Para Prova de Magistratura: não cabe essa fundamentação. Quais são os crimes que admitem temporária? São os crimes do art. ou do assistente. Declarou assim.Em regra é um prazo de 05 dias prorrogável por igual período em caso de necessidade.A decisão que decretar. 1º da Lei: Para decretar a prisão temporária (corrente majoritária) – o inciso III do art. do querelante. III.Art. e crimes hediondos e equiparados. 2º. 16. 16. O STF entendeu que a lei 7960/89 não foi originada da conversão da MP 111/89.864 do STF). a perda do objeto da ADI. da Lei 7960/89. . 16. pois teve origem em uma MP. 315 . 1º. seja combinado com o inciso II.Em relação aos crimes hediondos e equiparados o prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias em caso de necessidade.5 – Prazo da Prisão Temporária: . III da Lei 7960/89 e os crimes hediondos e equiparados (lei 8072/90).072/90 – crimes hediondos e equiparados.1 .Segundo muitos doutrinadores a lei da prisão temporária tem origem na MP 111/89. . substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre motivada. quando a privação da liberdade de locomoção do agente for indispensável à obtenção de elementos de informação quanto à autoria e materialidade dos crimes listados no art. para aplicação da fundamentação per relationem. Posição do Paulo Rangel e Alberto Silva Franco.4 – Cabimento da Temporária: Art. Posição que prevalece na doutrina e nos Tribunais Superiores.Espécie de prisão cautelar decretada pelo juiz competente durante a fase investigatória. §4º da Lei 8. 1º.2 – Conceito: .Origem: .

sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta Art. Duas regras a serem observadas: .no caso de condenação: e) mandará o acusado recolher-se ou recomendá-lo-á à prisão em que se encontra. O juiz decidirá.403. 319.OBS 1: Esse prazo é contado de acordo com o artigo 10 do CP. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. I. nada impede que o juiz decrete a prisão temporária por um prazo menor que o previsto em lei.comparecimento periódico em juízo. essas prisões deixaram de existir como espécies autônomas de prisão cautelar. Art. para informar e justificar atividades. salvo se sua prisão preventiva tiver sido decretada. ou seja. OBS 2: Esse prazo é um prazo limite. Antes da reforma processual de 2008: tínhamos como espécies autônomas de prisão cautelar a prisão decorrente de pronúncia (antiga redação do art. independentemente do horário da captura. . no prazo e nas condições fixadas pelo juiz. o prezo deverá ser colocado imediatamente em liberdade. (Redação dada pela Lei nº 12. deverá pelo menos em regra permanecer solto. 492. Art. Parágrafo único. sobre a manutenção ou. no caso de manutenção. . de 2011). 17 – Análise das antigas hipóteses de prisão decorrente de pronúncia e de sentença condenatória recorrível. salvo se surgir alguma hipótese que autorize sua prisão preventiva. §§1º e 2º) e de sentença condenatória recorrível (revogado art.403. de 2011). deverá permanecer preso. motivadamente. I . 18 – Medidas Cautelares diversas da prisão: Art. sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.I . se for o caso. 408. 387. §3º do CPP § 3º O juiz decidirá. Com a reforma processual de 2008. tratando-se de acusado solto. fundamentadamente. 413. Decorrido o prazo da temporária. revogação ou substituição da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e. e .Se o acusado estava preso por ocasião da pronúncia ou da sentença condenatória recorrível. 594).Se o acusado estava solto por ocasião da pronúncia ou da sentença condenatória recorrível. devendo o juiz demonstrar fundamentadamente a necessidade da manutenção da prisão preventiva. São medidas cautelares diversas da prisão: (Redação dada pela Lei nº 12. incluindo-se o dia do começo. se presentes os requisitos da prisão preventiva.

403.403. de 2011). quando os peritos concluírem ser inimputável ou semiimputável (art.403. O principal problema em relação às novas medidas cautelares é a sua operacionalização – torná-las eficazes é o grande desafio. V . de 2011). de 2011). de 2011). (Incluído pela Lei nº 12.proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando. Art. (Incluído pela Lei nº 12. § 3o (Revogado). Deverá ser pensado em instrumentos que possam ser utilizados pelo juiz para tornar a lei mais eficaz. deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações. (Redação dada pela Lei nº 12. III . § 2o (Revogado). § 1o (Revogado).403. de 2011).403. Art.II . VII . para assegurar o comparecimento a atos do processo. de 2011). (Incluído pela Lei nº 12. I do CPP. .Essa medida já existia antes no ordenamento jurídico – como uma das condições da suspensão condicional do processo (art. por circunstâncias relacionadas ao fato. no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. . (Redação dada pela Lei nº 12. por circunstâncias relacionadas ao fato. de 2011). evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial. 320 do CPP (outra medida cautelar – entrega do passaporte).403. de 2011).recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos. (Incluído pela Lei nº 12.1 Comparecimento periódico em juízo – art. IV .fiança. 319. intimandose o indiciado ou acusado para entregar o passaporte.403. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração.monitoração eletrônica. que deverá se fixado pelo juiz. (Incluído pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 12.403. deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante. nas infrações que a admitem.Essa medida é fácil de ser controlada.proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução.A lei não diz o prazo. § 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI deste Título. de 2011).099/95 – comparecimento é mensal) . 320. (Incluído pela Lei nº 12. . A lei corre um grande risco de não ser aplicada.proibição de manter contato com pessoa determinada quando. VIII . VI . 18.suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais. de 2011). 89 da Lei 9. IX .internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça.403. podendo ser cumulada com outras medidas cautelares.403. A proibição de ausentar-se do País será comunicada pelo juiz às autoridades encarregadas de fiscalizar as saídas do território nacional. (Incluído pela Lei nº 12.

I) tem o fim de evitar a prática de infrações penais.4 – Proibição de ausentar-se da comarca – art.art..3 – Proibição de manter contato com pessoa determinada. . . . 310. parágrafo único – comparecimento em juízo – funciona como vínculo de liberdade provisória sem fiança. Essa medida (art. . CPP (concessão de liberdade provisória. 319. em último caso. 319. . 201.O delegado quando prende em flagrante ele verifica as excludentes da ilicitude? O ideal é dizer que a análise do delegado é apenas uma análise de tipicidade formal (nem mesmo o princípio da insignificância deve ser aplicado pelo delegado). . A lei prevê que o juiz poderá conceder liberdade provisória sem fiança.Existe uma corrente minoritária que defende não poder ser aplicada uma medida cautelar com o fim da garantia da ordem pública. 319. no caso de estar presente alguma excludente de ilicitude. 310.Poderá ser adotada de modo a se evitar a prática de novos delitos. 319. 319. Art. a fim de se proteger a produção da prova. I – comparecimento periódico em juízo – medida cautelar diversa da prisão – pode ser aplicada de maneira autônoma ou como substitutivo de anterior prisão. Art. 314 do CPP – caso de excludente de ilicitude não poderá o juiz decretar a preventiva.Essa proibição de acesso ou frequência a determinados lugares. ou. III. 18. com o comparecimento imposto no artigo 310. parágrafo único. Os Tribunais sempre admitiram decretação da prisão preventiva para evitar a prática de novos delitos (garantia da ordem pública). E também. . 282. II do CPP. quando o crime praticado estiver acobertado por excludente da ilicitude. . visa impedir a prática de novos delitos. . e pode ser aplicada para garantir a ordem pública. 18. §§2º e 3º do CPP.Art.Aparentemente o legislador colocou essa medida diretamente ligada à necessidade de que o acusado permaneça na comarca de modo a auxiliar a investigação ou instrução. . ou uma outra cumulativa.Não confundir o art. 18. . IV. Na mesma decisão em que impõe ao acusado essa proibição.Descumprimento do art. decretar a preventiva. deverá ser comunicada à parte interessada (pessoa determinada). parágrafo único – revogação da liberdade provisória. Art. sob pena de revogação). I do CPP. No caso do descumprimento não será possível a decretação da preventiva . mediante termo de comparecimento a todos os atos processuais.2 – Proibição de acesso ou frequência a determinados lugares – art.Difícil de ser aplicada na prática (fiscalização).O descumprimento da medida cautelar de comparecimento periódico em juízo – a lei prevê três medidas: poderá ser aplicada uma medida mais gravosa.Essa medida é fácil de ser controlada.

Visa impedir a prática de novos crimes funcionais ou contra a ordem econômicofinanceira. 319. . 92.Poderá ser aplicada. 18.7 – Internação provisória do acusado – art. . .Aplicada principalmente em crimes funcionais . .Só poderá ser imposta em relação aos crimes relacionados ao exercício dessa função. a do CP – perda do cargo – um dos efeitos da condenação.Para torná-la eficaz poderá ser aplicada a medida cumulativamente com o monitoramento eletrônico.HC 128. §1º.Pode ser imposta cumulativamente com o monitoramento eletrônico. LEP – art. desde que o acusado esteja obrigado a participar do referido ato probatório (direito à não autoincriminação).6 – Suspensão do Exercício de Função Pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira. com afastamento do lar apenas quando o juiz autorizar). o crime deve ser praticado pelo agente com violência ou grave ameaça. 18. . improbidade . VII. . registro dessa decisão no banco de dados do Conselho Nacional de Justiça. .5 – Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga – art. V. 319. o agente deve ser inimputável ou semi-imputável.Fácil de ser aplicada. Além de o crime cominar pena privativa de liberdade.Esse recolhimento não se confunde com a prisão domiciliar (substitutivo da prisão preventiva – é uma prisão.art.O acusado tem direito a não autoincriminaçao – não é obrigado a produzir prova contra si mesmo. ou quem estava recolhido à prisão.Não se trata de uma novidade no ordenamento brasileiro – leis que já previam afastamento de cargo: Lei 11. .599 – hoje entende-se que se aplica o art.Essa medida cautelar traz um plus quanto aos requisitos.Essa medida também pode ser imposta para assegurar a aplicação da lei penal. . Não pode decretar a prisão de uma pessoa com base em uma presunção de fuga.Não haverá suspensão do pagamento. podendo ser aplicada para aquele que estava solto. e não poderia ser aplicada em processo penal . . . B.É uma medida cautelar diversa da prisão. I. Lei Complementar 35/79.art. 20.Essa medida de proibição de ausentar-se na comarca não revogou a prisão preventiva com base na garantia de aplicação da lei penal. 56. parágrafo único no processo penal também. quando a permanência do acusado for necessária para a investigação. art. 29 (Lei Orgânica Nacional da Magistratura). IV – monitoração eletrônica quando determinar a prisão domiciliar. 319. . e determinação do juiz de retenção do passaporte (era uma medida já adotada por muitos juízes – poder geral de cautela). . .Difícil de ser controlada. parágrafo único – os Tribunais entendiam que se aplicaria apenas no curso de uma ação de improbidade (judicial/administrativa). 18.343/06 – art. lei 8429/92. . e haver risco de reiteração.Art.. 20. 146. . VI.

319. .Depois da Lei 12.403/11 – adoção do monitoramento eletrônico como medida cautelar diversa da prisão. permitindo que à distância. Se fosse constatado que o cidadão era inimputável ou semi-imputável a doutrina dizia que ao invés de ser recolhido a um estabelecimento penitenciário. IX.O monitoramento eletrônico pode ser utilizado com três finalidades: i) detenção – tem como objetivo manter o indivíduo em local predeterminado. .Surgiu nos EUA.Lei Paulista 12..Com a nova Lei (12.g. ii) restrição – é usado para garantir que o indivíduo não freqüente certos lugares. surge a lei 12. . geralmente em sua própria residência. 152. 146 B e ss.Essa medida visa impedir a prática de novos delitos. geralmente por meio da afixação ao corpo do indivíduo de dispositivo não ostensivo de monitoração eletrônica (v. 18. .Em 2010.Conceito: consiste no uso da telemática e de meios tecnológicos. Essa lei limitou-se a alterar a LEP (foi introduzido apenas na lei de execução penal) – art.403/11 . 319. o CP trazia a internação como efeito automático àquele que seria inimputável. Não é uma medida automática para todo crime (deve ser verificado o fumus comissi delicti e o periculum libertatis). . . que cria pela primeira vez o monitoramento eletrônica no Brasil. ele decretava a prisão preventiva.403/11 – se o juiz verificasse a presença dos pressupostos que autorizam a prisão preventiva.8 – Fiança – art. . seja possível observar sua presença ou ausência em determinado local e período. ele seria recolhido a um hospital de custódia (deveria haver os pressupostos da preventiva – RHC 11. .essa medida pode ser aplicada para a pessoa que está em liberdade (maneira autônoma). o juiz vai aplicar o art.329 STJ). espalhou pela Europa e chega no Brasil. Lei 12. VII (internação provisória). ou para que não se aproxime de determinadas pessoas. .906/08 – passou a tratar do monitoramento eletrônico. da LEP. 18.9 – Monitoramento eletrônico – art.Antes da Lei 12. . uma prisão temporária)..Antes da Lei 12. . §1º do CPP – esse §1º é tido como não recepcionado pela CF/88. . VIII – nas infrações que a admitem.Antes da reforma de 84. braceletes.403/11 – a fiança era apenas uma medida de contracautela substitutiva de anterior prisão em flagrante. pode também ser cabível como substitutiva de anterior prisão (substitui inclusive uma prisão preventiva. pulseiras ou tornozeleiras).Art.403/11) – o juiz vai verificar a presença do fumus comissi delicti e do periculum libertatis. A maioria da doutrina entende essa lei como inconstitucional. e com respeito à dignidade da pessoa a ele sujeito. cuja utilização de vê ser feita mediante condições fixadas por determinação judicial. 319.258/10. e se atestarem que é inimputável ou semi-imputável. em que ali deva ou não possa estar.

iii) vigilância – é usado para que se mantenha vigilância contínua sobre o agente.343/06. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. a central é imediatamente acionada. II).Decreto-lei 201/67 – dispõe sobre crime de responsabilidade de prefeitos e vereadores – afastamento do prefeito de suas funções (art. o monitoramento eletrônico também impede o contato do agente com o cárcere e a possível transmissão de doenças infectocontagiosas.1 .403/11: 19. Se o monitorado se afastar do local acima da distância determinada.Lei 8429/92 – art.Lei 11.10 – Medidas Cautelares de Natureza Pessoal diversas da prisão previstas na legislação especial: . 29 (lei orgânica da magistratura). 56 §1º. 2º.Compatibilidade do monitoramento eletrônico com o princípio da dignidade da pessoa humana: Argumentos favoráveis: evita-se o contato do agente com as fábricas de reincidência que se tornaram os estabelecimentos penitenciários no Brasil. art. É o sistema que vem sendo adotado no Brasil (São Paulo). 310 do CPP: liberdade provisória sem fiança quando o juiz verificasse a inocorrência das hipóteses da .Lei Complementar 35/79 – art. sem restrição de sua movimentação. (art. 294) – suspensão da habilitação.Medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (lei 11. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva.2 – Antiga liberdade provisória sem fiança do parágrafo único do art. .Revogada liberdade provisória sem fiança nas hipóteses em que o preso se livrava solto – já não existe mais. sendo sua identificação feita por meio de senhas ou biometria. as medidas cautelares previstas no art.22). 282 deste Código. impondo.340/06 – art. 321 do CPP) Art. .CTB (art.Tecnologias utilizadas no monitoramento eletrônico: i) sistema passivo – o monitorado é periodicamente acionado pela central de monitoramento por meio de telefone para garantir que ele se encontra onde deveria estar. . parágrafo único – não tem natureza penal. permite que o acusado exerça regularmente uma atividade laborativa. restrição ou vigilância. 19. mantendo-se no convívio de seu grupo social e familiar. o juiz deverá conceder liberdade provisória. . educacional. . se for o caso. 321. como a AIDS e tuberculose. iii) sistema de posicionamento global (GPS) – é utilizado como instrumento de detenção. ii) sistema ativo – o dispositivo instalado em local determinado transmite o sinal para uma central de monitoramento. . 18. pois permite a localização do usuário em tempo real. . 19 – Liberdade Provisória e Lei 12. 20.

Nova redação do art.preventiva. quando o juiz verificar que o crime foi praticado presente uma das excludentes da ilicitude. 2ª corrente – Renato Brasileiro – o juiz deve conceder ao acusado liberdade provisória com ou sem fiança.403/11 que revitalizou a fiança. parágrafo único. Não há mais previsão legal. pelo auto de prisão em flagrante. parágrafo único – trata da liberdade provisória sem fiança. que não há necessidade da decretação da prisão preventiva do agente? 1ª corrente – há doutrinadores que entendem que continua sendo possível a concessão de liberdade provisória sem fiança. Muitos doutrinadores entendiam que esse parágrafo único revogou a fiança. que deixou de prever a liberdade provisória sem fiança. Art.Diante da nova redação do artigo 310. cumulada ou não com uma das medidas cautelares diversas da prisão. Posição contra a lei 12. . quando o juiz verificasse a inocorrência das hipóteses que autorizam a prisão preventiva.crimes hediondos e equiparados admitiam a liberdade provisória sem fiança. 310. . (Professor Píer Paolo). 310 – convalidação da prisão em flagrante – inciso III – conceder liberdade provisória com ou sem fiança. surge a indagação: o que deve fazer o juiz quando verificar.