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CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO

D. CIVIL VI - SUCESSÕES
Por: Régis Oliveira - regisoportunidades@gmail.com

Direito civil VI
Da Sucessão em Geral
DO DIREITO DAS SUCESSÕES
Conceito: Sucessão, do latim sucedere, significa “vir no lugar de alguém”. A palavra
“sucessão” tem um duplo sentido na linguagem jurídica. Em sentido próprio (ou restrito) ela
designa a transmissão de bens de uma pessoa em decorrência de sua morte.
Como transmissão, a sucessão estabelece uma ligação entre duas pessoas:
a) O autor (ou defunto) – Usualmente denominado de cujus.
b) O sucessor – Termo genérico que abrange as espécies, herdeiro e legatário Em sentido
amplo, a sucessão designa o ato pelo qual uma pessoa toma o lugar, substituindo o antigo
titular nos direitos que lhe competiam e também nos encargos.
Herança é o conjunto de direitos e obrigações que se transmitem, em razão da morte, a
uma pessoa ou a um conjunto de pessoas, que sobreviveram ao falecido.
Espólio é o acerco hereditário no âmbito judicial. Não tem personalidade jurídica, mas
tem capacidade jurídica para demandar e ser demandado.
A sucessão pode operar-se:
1. A título gratuito (doação).
2. A título oneroso (compra e venda).
3. Por ato intervivo (cessão).
4. Por ato mortis causa (herança ou legado).
Definição O Direito das Sucessões é o conjunto de normas jurídicas que disciplinam a
transmissão do patrimônio (ativo e passivo) de uma pessoa que morreu aos seus
sucessores.
Conteúdo do Direito das Sucessões O Código Civil trata a matéria das sucessões em quatro
títulos, a saber:
a) Da sucessão em geral (arts. 1.784 a 1.828).
b) Da sucessão legítima (arts. 1.829 a 1.856).
A sucessão legitima se subdivida em:
- Necessária – descendentes, ascendentes e conjuge.
- Facultativa – Colaterais até o 4º grau.
c) Da sucessão testamentária (arts. 1.857 a 1.990).
- só pode dispor de 50% dos bens para o testamento reservando se os 50 % aos legítimos.
d) Do inventário e da partilha (arts. 1.991 a 2.027).
Intestato – é um termo latino significando “que morreu sem ter feito testamento”. A fórmula
ab (tradução: que vem de ) intestado ( derivada do latim – ab intestato) qualifica pois a
sucessão que abriu sem testamento. Principais Alterações inseridas no Código Civil de 2002.
CASAMENTO A sucessão não ocorre só entre os parentes. Também o cônjuge integra a
ordem de vocação hereditária. Ocupa o terceiro lugar, depois dos descendentes e
ascendentes. Agora o cônjuge sobrevivente é herdeiro necessário. Não pode ser excluído,
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da pessoa maior de 70 (setenta) anos.344.da pessoa maior de sessenta anos. Por vezes são identificadas como sociedades de fato. quer futuros. (Redação dada pela Lei nº 12. mas na hora da partilha é necessário compensar valores.regisoportunidades@gmail. para casar. II .da sucessão em geral Abertura da sucessão => ocorre com a morte. Na união estável.C. o regime da comunhão parcial de bens.de todos os que dependerem. (C. . Prova da morte => 2/19 .das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento. reconheceram. . pois a metade da herança é reservada a eles a título de legítima.comunhão universal => todos os bens pertencem a ambos. é necessário excluir a meação do cônjuge conforme o regime de bens.F: “no regime da separação legal de bens comunicam-se os adquiridos na constância do casamento”. Se o autor da herança era casado. Vem perdendo prestígio em virtude da Súmula 377 do S. Os bens de cada cônjuge. . quer pretéritos.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . O acervo adquirido durante o casamento por cada um dos cônjuges constitui patrimônio próprio.comunhão parcial => os bens adquiridos por qualquer dos cônjuges enquanto solteiros. . a união estável para casais do mesmo sexo por unanimidade. .641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I . de 2010) III .participação final nos aquestos => não se comunicam os bens particulares. A lei determina que se aplique a união estável o regime da comunhão parcial de bens. 1. Art. antes de se pensar na divisão do seu patrimônio. salvo contrato escrito entre os companheiros. 1.separação obrigatória de bens => C. Meação => metade dos aquestos (bens adquiridos durante a convivência comum do casal). inclusive os particulares existentes antes do casamento e os recebidos por doação ou por herança por qualquer dos cônjuges.725. Ele preserva a qualidade de herdeiro independentemente do regime de bens do casamento e da vontade do de cujus. Art.União homoafetiva => entre pessoas do mesmo sexo.C. no que couber. são bens particulares. . Também os recebidos por herança ou doação na vigência do casamento não se comunicam. Regimes de casamento: .CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D.T. Somente se comunica o que for adquirido onerosamente durante o período da vivência do casal.separação de bens => não há meação. lhes pertencem com exclusividade. união estável => foi equiparada ao casamento pela Constituição Federal.com pois faz jus a legítima (metade da herança garantida por lei aos herdeiros necessários). de suprimento judicial. Obs: Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). aplica-se às relações patrimoniais. Depois cabe identificar se o de cujus tinha herdeiros necessários. em maio de 2011. CIVIL VI . II . . continuam pertencendo a seu titular. ). ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132.

Sucessão a título universal e singular A sucessão hereditária pode ser universal ou singular. As três filhas herdam a título universal. quanto à cota disponível.207 do CC: “ O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor. da legítima. Transmissão da posse a sucessão causa mortis se abre com a morte do autor e a titularidade de seus direitos deve se transmitir imediatamente aos seus sucessores a título universal. Ocorre sempre que o autor da herança morre sem deixar disposição de última vontade. Nesse sentido é que se diz que ela é residual.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . aos herdeiros. em fórmula mais precisa.786 prevê duas formas de sucessão no direito brasileiro: a) Legítima – Resultante da lei. aos herdeiros legítimos e testamentários. Atualmente. e ao sucessor singular é facultado unir sua posse à do antecessor. isto é. configura o princípio da saisine. b) Testamentária – Resultante da vontade do testador. a herança transmite-se. a) A capacidade para suceder é a do tempo da abertura da sucessão (art. Ex. Hoje se encontra consolidado no art. sem necessidade de qualquer manifestação dos mesmos (CC.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. esta se transmite desde logo.787). de exercer os direitos e ações de defunto sem necessidade de preencher qualquer formalidade prévia”. Morte presumida => Código Civil Artigo 6º e 7º. sem solução de continuidade. já que é inconcebível de direito subjetivo sem titular. quando não há testamento. b) O herdeiro imite-se na posse.784. herdam 1/3 da legítima (fração ideal). com as ações possessórias intentadas pelo de cujus. ou uma cota parte dele. da manifestação de vontade do testador que. uma fração ideal do seu patrimônio. poder-se-ia definir a saisine como “a habilitação legal. c) O herdeiro pode socorrer-se dos interditos possessórios na proteção de sua posse. ela é considerada.regisoportunidades@gmail. Aberta a sucessão. A sucessão legítima é sempre a título universal.com com o registro de óbito. do direito francês (o morto transmite ao sucessor o domínio e a posse da herança – “Le mort saisit Le vif”). desde logo. 1. 1. desde a abertura da sucessão. independente de qualquer pedido judicial. como a “tomada de posse da herança”. e) Falecido antes de haver se pronunciado sobre a herança. É universal quando se transfere a totalidade do acervo hereditário. ou. abre espaço à vontade soberana do testador. reconhecida a certos sucessores. Art. 1. a seus herdeiros. 1. na sucessão. ). Princípio da saisine: A ideia de que a posse dos bens se transmite. Deriva do testamento. d) O herdeiro pode prosseguir. É singular quando se transfere determinada porção de bens. 3/19 . imediatamente. CIVIL VI . para os efeitos legais”. Três filhas do de cujus. A liberdade de testar foi limitada pela legítima. já que os herdeiros herdam a totalidade dos bens do de cujus. além. simplesmente. Tipos de Sucessão: Legítima Testamentária À título singular À título universal Sucessão legítima e testamentária: O art. A sucessão legítima prevalece em todos os casos e sobre todos os bens. Ou. A posse e a propriedade transmitem-se desde o momento da morte do de cujus aos herdeiros legítimos e testamentários. Consequências do princípio da saisine.

art. O sucessor universal substituiu integralmente o de cujus. II. ). Razão prática da distinção: Na sucessão a título universal. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido.785. 1. quando o testador tem herdeiro na linha descendente ou ascendente ou cônjuge sobrevivente . Art. a transmissão de bens limita-se à coisa certa e determinada não implicando em qualquer responsabilidade pelas dívidas do falecido (salvo se o de cujus tiver onerado o legado). se não houver cônjuge ou companheiro sobrevivente ou estes não puderem ser nomeados. Art. São herdeiros necessários os descendentes.Ausência de domicílio certo: será competente o foro da situação do imóvel (artigo 96.990). CIVIL VI . Na sucessão a título singular.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. se o testador instituir herdeiro.quem sucede a título universal é herdeiro. Liberdade de testar Havendo herdeiros necessários o testador só pode dispor de metade da herança (CC.quem sucede a título singular é legatário. Escolha do inventariante É o representante legal do espólio. por não poderem ser afastados da herança. -Falecimento no estrangeiro: será competente para processar o inventário e a partilha . ). será competente o lugar onde ocorreu o óbito (artigo 96. CPC).regisoportunidades@gmail. ativa e passivamente.789. prestando compromisso formal no processo e assumindo total responsabilidade pela guarda e conservação dos bens. sendo ai o foro competente para que se promovam o inventário e a partilha dos bens (CC. Assim: 1º .Pluralidade de domicílios: se o de cujus possuía bens em diversos lugares.o cônjuge ou companheiro sobrevivente. 1. CPC). o foro de seu último domicílio no Brasil (artigo 96. Nomeado pelo juiz. obrigando-se.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . É no lugar do domicílio do de cujus que se abrirá a sucessão. parágrafo único. já que o testador transfere aos beneficiários objetos certos e determinados. os ascendentes e o cônjuge. denominam-se herdeiros legítimos necessários. Por isso: . 2º .) e que não perdem a qualidade de herdeiros.o herdeiro que se achar na posse e administração do espólio.845. A nomeação obedece às preferências ditadas pela lei (CPC. I.com A sucessão testamentária quase sempre é a título singular. fundada em causa legal. senão por efeitos de indignidade ou deserdação. sub-rogando-se em seus direitos e obrigações. Herdeiros necessários são os declarados no (Art. Mas pode também ser a título universal. parágrafo único. representa o espólio judicial e extrajudicialmente. Havendo herdeiros na linha reta divide-se a totalidade dos bens do de cujus em duas partes iguais: a legítima e a cota disponível. Havendo herdeiros necessários.caput CPC). 1. a transmissão do patrimônio opera-se como um todo orgânico. acompanhando-o com zelo e dedicação até julgamento final da partilha. que lhe sucede no todo ou na cota ideal de seus bens. desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste. 4/19 . a impulsionar o processo. o testador só poderá dispor da metade da herança. . ainda. Foro competente para abertura da sucessão: A sucessão abre-se no último lugar do domicílio do falecido. Outras hipóteses: . os quais. compreendendo ativo e passivo. . Consagra o princípio da liberdade de testar limitada.

em seu artigo 227. Assim. Pacto sucessório => antes da morte do titular. Os descendentes afastam os ascendentes. Os parentes em linha reta são conhecidos como herdeiros necessários. se Ihe foi confiada a administração do espólio ou toda a herança estiver distribuída em legados.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. 6º .pessoa estranha idônea. 1. salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I.qualquer herdeiro. O direito real de habitação leva ao desdobramento da propriedade.com 3º . salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal. desde que o bem seja o único imóvel com esta destinação (CC. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. Direito real de habitação => O código civil garante ao cônjuge sobrevivente o direito real de habitação independentemente do regime de bens do casamento. Vindo a falecer o beneficiário. ou no da separação obrigatória de bens (Art.aos descendentes. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I .SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . enquanto a nua-propriedade pertencem aos herdeiros. que só materializará (ou concretizará) no momento da partilha (CC. 1791). nenhum coerdeiro poderá alienar ou hipotecar uma parte da herança comum. no regime da comunhão parcial. abstrata.640.. o autor da herança não houver deixado bens particulares. 4º . é uma universalidade de direito e. ou se. na qualidade de usufrutuário. a herança não pode ser objeto de sucessão intervivo. 1. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. onde não houver inventariante judicial. possuidores e proprietários de uma cota ideal.regisoportunidades@gmail.aos descendentes. parágrafo único). o direito de habitação se extingue. até a partilha. parágrafo único). em concorrência com o cônjuge sobrevivente. IV. art. PARENTESCO E CLASSIFICAÇÃO DOS HERDEIROS Ordem de vocação hereditária A ordem de vocação hereditária prioriza os parentes em linha reta.aos ascendentes. podendo apenas fazer cessão de sua parte ideal (CC. 1. depois dos parentes colaterais. . mas está em último lugar. 5º. ). ou seja. 426. assegurando ao sobrevivente a posse direta do bem.640). CIVIL VI . em concorrência com o cônjuge. Mas a lei divide em classes e estabelece uma ordem de preferência. como já se viu. O companheiro também desfruta da condição de herdeiro.o testamenteiro.ao cônjuge sobrevivente. art. se houver. art.829. III. nenhum estando na posse e administração do espólio. II. A atual Constituição Federal vedou qualquer discriminação relativa a filiação. parágrafo 6º. ou no da separação obrigatória de bens (art. até a partilha. Art.aos colaterais. mas estes antecedem o cônjuge. todos os herdeiros encontram-se frente ao espólio como verdadeiros condôminos. 5/19 . regra essa de significativa importância para o Direito Sucessório.1791.1831). Indivisibilidade da Herança: A herança. objeto estipulado em contrato ( Art.o inventariante judicial (pessoa de confiança do juiz).

aos ascendentes..na sucessão entre descendentes existe direito de representação. Irmãos germanos ou bilaterais => filhos do mesmo pai e da mesma mãe. ). ou se. III . ele não responde pelos encargos superiores às forças da herança. § 2o É ineficaz a cessão. Instauração do inventário O Novo Código Civil estabelece o prazo para instauração do inventário. art. já que a situação condominial o impede de dispor do bem sem o assentimento dos demais (CC. bem como do quinhão de que disponha o coerdeiro por escritura pública (CC. pelo coerdeiro. Entre os descendentes. Herdam quando o de cujus não deixou herdeiros antecedentes e não destinou todos seus bens por testamento. 983 do CPC. 1794).833. 1. prevê a possibilidade da aplicação de multa pelo Estado caso se tenha atraso no início ou na ultimação do inventário. Critérios Sucessórios: . de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. no regime da comunhão parcial. Tratase de uma preferência legal e real (CC. Por isso. no processo de habilitação. A cessão de direitos hereditários O legislador brasileiro admitiu a cessão do direito de sucessão. os colaterais não são herdeiros necessários. O direito à sucessão aberta. sem descenderem uma da outra. fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública. após a transmissão. ). os em grau mais próximo excluem os mais remotos. Ex. são facultativos. 30 dias da data da abertura da sucessão. pode ser objeto de cessão por escritura pública). a propriedade e a posse da herança são regidas pelas normas relacionadas ao condomínio”. nas demais escolhas. Poderão os nubentes.regisoportunidades@gmail. que deve ser ultimado dentro dos 12 meses subsequentes. salvo o direito de representação. ou fração ideal. Os parentes de grau da classe dos descendentes mais próximos excluem os mais remotos (CC. Todavia. de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. Se a herança é unitária e indivisa e vários herdeiros são condôminos do patrimônio do de cujus. Ainda que desfrutem da condição de herdeiros. Quanto à forma.aos colaterais. IV . o coerdeiro só pode ceder parte indivisa. dispõe que “até a partilha. em sua parte final estabeleceu que os 6/19 . irmãos e primos. O artigo 1792 ainda precisa que o herdeiro nunca responde ultra vires hereditatis. o autor da herança não houver deixado bens particulares. . jamais podendo alienar um bem singular do acervo. o art.1795). optar por qualquer dos regimes que este código regula. 1.o parente mais próximo exclui o mais remoto. não pode um coerdeiro ceder sua parte a terceiros estranhos à herança. com redação dada pela Lei 11. reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão parcial. prevê o prazo de 60 dias para a abertura do inventário. II . . como a Súmula 542 do STF.793.com Parágrafo único. No entanto. art. o parágrafo único do artigo 1791. sem dar preferência aos demais herdeiros (CC. ou seja. art.os herdeiros da mesma classe e do mesmo grau recebem quinhões iguais. Ou seja. O direito de preferência dos coerdeiros tem de ser exercidos.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D.441/2007.1. mas silenciou o respectivo término. bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro.na sucessão de ascendentes não existe direito de representação. pelo co-herdeiro. .SUCESSÕES Por: Régis Oliveira .ao cônjuge sobrevivente. em concorrência com o cônjuge. Direito de preferência: o legislador reafirma a indivisibilidade da herança até a partilha. Art. . CIVIL VI .793. o mesmo artigo do CPC. São parentes na linha colateral as pessoas provenientes de um só tronco. É ineficaz a cessão. depositado o preço no prazo de 180 dias. Art. A HERANÇA E SUA ADMINISTRAÇÃO Noções introdutórias: Até a partilha todos os herdeiros são condôminos face ao espólio.os herdeiros da linha descendente preferem aos demais.

etc. Questão: E os filhos decorrentes de procriações artificiais? Resposta: Duas correntes. Incapacidade Testamentária Passiva No Artigo 1801 o legislador refere-se à incapacidade testamentária passiva de herdeiros ou legatários.fundações => As fundações podem ser constituídas quer por ato entre vivos. Mas a nova lei previu a possibilidade de sucessão aos não concebidos (prole eventual) (CC. sem culpa sua. estiver separado de fato do cônjuge há mais de 05 7/19 . da data da abertura da sucessão. Testamenteiro 4ª. art. Isto é.pessoas jurídicas => qualquer dos testados poderá chamar uma pessoa jurídica (tanto pessoas coletivas de direito público quanto de direito privado – associações. face à totalidade da cota parte ou o remanescente de seus bens ou nomeando-a legatária de bens certos e determinados. fundações.1797) 1º. valendo como aceitação dos bens. 1798). Cônjuge ou companheiro (independe do regime de bens). art. Assim: . Administração provisória da herança (CC. animais. . Pela nova sistemática são capazes de herdar as pessoas nascidas ou já concebidas (nascituro) no momento da abertura da sucessão (CC. ambas são categorias – nascidos e nascituros – podem ser chamado à sucessão. Herdeiro (na posse e administração dos bens) 3ª.o concubino do testador casado (“salvo se este.nascituro => herda a partir do momento do nascimento . II e III). I). Incapacidade Sucessória => seres inanimados e irracionais.não concebido => Denominação dada à antiga categoria de prole eventual. coisas.nascido => herda desde o momento da abertura da sucessão . CIVIL VI . sucessivamente.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . Para evitar a indefinição vitalícia gerada pela herança dos não concebidos. 1798. os bens reservados retornam aos herdeiros legítimos (CC. que não podem adquirir por testamento. ainda que o autor da herança seja estrangeiro e tenha residido no exterior. ficando à eficácia da vocação dependente do seu nascimento. ou os seus ascendentes e irmãos. podem ainda ser chamados à sucessão às pessoas jurídicas em geram e as pessoas jurídicas sob forma de fundação (CC.com prazos de início e ultimação do inventário podem ser prorrogados pelo juiz ou a requerimento da parte. o legislador estabeleceu o prazo de 02 anos. o respectivo reconhecimento. 2º. São eles: -o que escreveu a rogo (a pedido) o testamento. por serem considerados suspeitos. pelo novo artigo. . O juiz competente para o inventário é a autoridade judiciária brasileira. A primeira concepcionista entendendo que a personalidade começa com a concepção e não com o nascimento com vida e a segunda entendendo que a personalidade começa com o nascimento com vida.) instituindo-se nos termos gerais herdeiras. . 1800. nem o companheiro. a partir do qual. em ambos os casos. em relação aos bens situados no Brasil. quer por testamento. nem o seu cônjuge. sociedade. 1798. §1º. A curatela caberá “à pessoa cujo filho o testador esperava ter por herdeiro e. com exclusão de qualquer outra. Além dos filhos. santos. almas. art. .CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. às pessoas indicadas no Artigo 1775.as testemunhas do testamento.regisoportunidades@gmail. art.§ 4º). Pessoa de confiança do juiz Capacidade para suceder. art.

declara que não a aceita. aceitando o legado por inteiro. art. e em favor dos demais coerdeiros). CIVIL VI . aceitando a herança por inteiro. DA ACEITAÇÃO E DA RENÚNCIA DA HERANÇA Aquisição da herança: A aceitação da herança ocorre no momento em que a mesma é devolvida (ou seja entregue) ao herdeiro. art.com anos). etc) pode requerer a notificação do herdeiro silente. como constava no C. presumir-se-á aceitação da herança.tabelião (e não o oficial. contrária à atuação do concubino nas relações de família. . Aceitação presumida => é a prevista no artigo 1807 do CC.o herdeiro renuncia a toda a herança. cessão pura e simples. É que o filho sendo de ambos – do testador e de sua concubina – a intenção de favorecer à genitora cede espaço ao beneficiamento da prole comum (CC. Se a 8/19 . Se em 30 (trinta) dias não se pronunciar o herdeiro. a renúncia deve ser expressa e os documentos hábeis para exprimi-la são a escritura pública ou o termo lavrado nos autos do inventário(termo judicial) (CC. tácita ou presumida. entretanto ao herdeiro renunciante aceitar legados e. Finalmente. certamente. O direito nacional adotou a doutrina da “saisine”. ou comandante ou escrivão perante o qual se fizer o testamento. condicional ou a termo: Não pode haver aceitação parcial da herança. art. Nada impede que o beneficiário renuncie integralmente a uma sucessão conservando a outra. de 1916).1806). Assim: . Questão: É preciso outorga uxória para renunciar ou aceitar uma herança? Resposta: Duas correntes uma entendendo que a outorga é dispensável e outra entendendo que é indispensável em virtude da herança ser um bem imóvel (majoritária). É permitido. mas não. aos companheiros que. . pela nova sistemática constitucional não ficam atingidos pela proibição. Ela retroage ao dia da abertura da sucessão. Aceitação parcial. Se o Código Civil admite a renúncia da herança está reafirmando a noção da transmissão imediata. 1784).o herdeiro renuncia a todo o legado. Ao contrário da aceitação da herança que pode ser expressa ou tácita. art.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . eventual herdeiro. Aceitação expressa => é manifestada por escrito.regisoportunidades@gmail. ou a aceita ou a renuncia integralmente (CC. renunciante. Aberta a sucessão. Resumindo: o que é vedado é aceitar ou renunciar parcialmente. chamado à sucessão. Para que se caracterize é fundamental a ocorrência das três condições já examinadas (gratuidade. o direito de adir a herança.C.1808).CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. Isto é. o legislador está se referindo às uniões inquinadas de ilegitimidade (nas quais há ocorrência de impedimento matrimonial). ao legatário. a propriedade e a posse transmitem-se desde logo. civil ou militar. Renúncia da herança: É o ato solene pelo qual um herdeiro. 1803). Atualmente este modelo de aceitar a herança não é frequente. A proibição do concubino confirma a postura clássica da civilística brasileira. o legislador abre exceção a favor do descendente do concubino que é filho do testador. Qualquer interessado (credor. Aceitação tácita => é aquele que resulta de atos compatíveis com o caráter de herdeiros. Espécies de aceitação: A aceitação pode ser expressa. aos herdeiros (CC.

1811). São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: I. uma vez feita. condicional ou com encargos. que herdarão por direito próprio e por cabeça (CC. Efeitos da renúncia: A renúncia afasta o renunciante da sucessão.com renúncia é modal.que houverem sido autores. devolve-se a herança aos herdeiros da classe subsequente (CC. houve uma aceitação em conjunto com uma alienação ocorrendo duas declarações de vontade que gerarão dois impostos: o causa mortis e o inter vivos. os filhos do renunciante são chamados há sucessão. torna-se irretratável. Assim. art. A cota do renunciante acresce à dos outros herdeiros. não há herança a receber e. O rol enumerado no Artigo 1814 é taxativo. aceitá-la em nome do renunciante. DOS EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO Fundamento da indignidade: A indignidade é a destituição do direito hereditário que a lei impõe ao herdeiro ou legatário que se conduziu mal em relação à pessoa do de cujus. Súmula112 do STF: o imposto de transmissão causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão. co-autores ou partícipes de homicídio doloso.que. Por exemplo: Renuncio em favor de minha mãe. Art. não admite revogação. Assim. os credores prejudicados podem requerer ao juiz do inventário que os autorizem a aceitar a herança em nome do herdeiro renunciante. 1. tratando-se de ato jurídico unilateral. Eles não herdam porque não há direito de representação na renúncia. efetivamente. a lei consigna hipótese de restrição àquela liberdade quando a renúncia é feita em prejuízo de credores do renunciante. já na abdicativa é aquela em que não há aceitação.). ascendente ou descendente. teoricamente.C. Se o renunciante é o único herdeiro da classe. A renúncia. Indignidade e Deserdação. Com efeito. ou tentativa deste. CIVIL VI . seu cônjuge. 1811).regisoportunidades@gmail.1810). inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. mas na qualidade de neto do de cujus. o remanescente da cota hereditária do renunciante reverte ao monte. Artigo 1812: “São irrevogáveis os atos de aceitação e de renúncia da herança”. realizando uma renúncia translativa. Embora. poderão eles. Se o herdeiro cede sua cota a alguém está. companheiro.813. 1. Irretratabilidade da renúncia e da aceitação: A renúncia é irretratável. consequentemente. Renúncia abdicativa e renúncia translativa A distinção entre uma e outra é que na translativa há uma aceitação com posterior transmissão. a cota do herdeiro renunciante acresce à do herdeiro da mesma classe (CC. art. A distinção entre as duas categorias é fundamental devido aos tributos decorrentes da transmissão da propriedade. por violência ou meios fraudulentos. ). 9/19 . Os descendentes do de cujus não podem representar o renunciante na sucessão do ascendente.814. II C. III. envolvendo doação. com autorização do juiz. Nesta hipótese. renunciando à herança. art. a liberdade de renunciar seja irrestrita. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar. II. adentra no terreno da aceitação. para ser partilhado entre os demais coerdeiros (CC. numerus clausus. deixa de ser renúncia e certamente.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. Art. pois. aperfeiçoa-se desde o momento da declaração soberana da vontade.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira .que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra. Satisfeitos os créditos. não como substitutos do pai. mas poderá vir a ser anulada – como de resto ocorre com todos os atos jurídicos em que houve vício na manifestação da vontade (Artigo 171. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores. Se o renunciante é considerado estranho à sucessão. ou de seu cônjuge ou companheiro. não há a transmitir a seus herdeiros. art. Se o renunciante for o único de sua classe ou se todos os outros da mesma classe renunciarem os filhos poderão herdar por direito próprio.

é cominada na lei. uma sansão do âmbito civel imposta aos herdeiros ou legatários que praticam algumas das hipóteses previstas no art 1814. .). que.é peculiar a sucessão legítima.C.). só se verifica na sucessão testamentária. reclamação trabalhista. . companheiro. .). II . CLOVIS BEVILÁQUA: “É a privação do direito cominada por lei. Não é qualquer acusação que é capaz de caracterizar a indignidade (por exemplo: processo de separação. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima.com Conceito: É uma penalidade civil. . etc. Indignidade => . . Ainda não se caracteriza a hipótese se o herdeiro agiu em legítima defesa. aplicando-se a todos os herdeiros na sucessão legítima.os motivos determinantes da exclusão são anteriores à morte do de cujus. tratando-se de homicídio culposo (fruto de negligência. em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão. O que a lei considera é a intenção maliciosa.é ato de vontade do testador atingindo os herdeiros necessários (descendentes. não gostaria que sua herança fosse recolhida por herdeiro que agiu indignamente. Casos de indignidade São taxativos: Art. dentre outros. OBS: Maria Berenice Dias.961. Deserdação => (CC. art.art. absolvendo o réu (ou condenando-o). O reconhecimento da indignidade não depende de prévia condenação do indigno no juízo criminal. ou deserdados. ou tentativa deste.como manifestação da vontade do de cujus. por isso vêm indicados no testamento. que através de motivo fundamentado exclui o herdeiro. no exercício regular de um direito ou perturbado em seu discernimento por demência ou embriaguez.os motivos da indignidade são válidos para a deserdação. ascendentes e cônjuge sobrevivente). estado de necessidade. Logo. Não há pois interdependência entre as duas jurisdições . mediante queixa e que seja falsa e dolosa. mas se houve sentença no juízo criminal. CIVIL VI .repousa na vontade presumida do de cujus. .art.1961).fama: acusação caluniosa ou crime contra a honra (CC.1814. cc. ou de seu cônjuge ou companheiro. independe da vontade do de cujus. a quem cometeu certos atos ofensivos a pessoa ou ao interesse do hereditando. . não mais se questiona o fato imputável no Juízo cível (Artigo 935 C. considera um absurdo dos delitos reconhecidos pelo legislador antiquados e priorizando a imagem social em detrimento de crimes que tem repercussão muito mais danosa. embora possa também alcançar o legatário. na qual consta o motivo e o fundamento da exclusão. seu cônjuge. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar.regisoportunidades@gmail.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. certamente. o dolo de matar. CAUSAS DE EXCLUSÃO POR DESERDAÇAO 1 – Todas do art 1814. . ascendente ou descendente.nem sempre os motivos determinantes da exclusão são anteriores à morte do de cujus.atentado contra a vida: crime de homicídio ou tentativa deste (CC.” Prazo decadencial de 04 anos – a partir da abertura da sucessão.corresponde à efetiva vontade do de cujus.que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra. ). mas é necessário que seja veiculada em juízo criminal.1814. .SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . cc 10/19 . 1. co-autores ou partícipes de homicídio doloso. podendo a prova ser produzida no juízo civil. I que houverem sido autores. . imprudência ou imperícia) não legitima o afastamento do herdeiro culpado.nem todos os motivos da deserdação configuram a indignidade. pois a maldade humana eé imprevisível e ilimitada.

nem à sucessão eventual desses bens ).com 2 – Por descendente feita por ascendente. inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade.perda do usufruto e da administração dos bens que couberem aos filhos (CC. O prazo é decadencial. A penalidade aplicada é atribuída somente a pessoa do indigno. por violência ou meios fraudulentos. ou quando constrange o testador a beneficiá-lo em disposição testamentária.perda dos frutos e rendimento: A lei lhe nega legitimidade para conservar os frutos e rendimentos devendo devolvê-los (CC. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança. A exclusão do herdeiro ou legatário. A indignidade é o único caso de morte civil no direito brasileiro.818. 1963 Prazo decadencial de 04 anos a partir da abertura do testamento Obs: O indigno transmite a sua parte na herança aos descendentes como se morto fosse.são pessoais os efeitos da exclusão: O indigno para efeitos de sucessão é considerado como se morto fosse. ou seja.816. os descendentes do herdeiro excluído sucedem. 1. 1816.regisoportunidades@gmail. . ). O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em quatro anos. ou quando obriga o testador a revogar sua última vontade. 1. em qualquer desses casos de indignidade.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. A ação de exclusão por indignidade pode ser proposta pelo legítimo interessado dentro do prazo de 04 (quatro) anos. no caso de deserdação deve-se aplicar a mesma regra contida no art. já que o direito de requerer a exclusão do indigno é um direito potestativo e.) O direito pátrio admite a reabilitação do indigno pelo de cujus. pode suceder no limite da disposição testamentária. .caput São pessoais os efeitos da exclusão. Como a indignidade é de natureza estritamente personalíssima não passa da pessoa do herdeiro indigno: iniciada ou não a ação extingue-se com o falecimento do herdeiro ameaçado. Parágrafo único. Assim. Parágrafo único. mas tem direito a ser indenizado das despesas 11/19 . a exclusão do herdeiro não se dá de pleno direito. Reabilitação do Indigno (Art.815.que. art. Depende pois de procedimento judicial (Art. será declarada por sentença. Não havendo reabilitação expressa. não atingindo os seus descendentes que poderão herdar na qualidade de representantes (Art. 1. a partir da abertura da sucessão. mas apenas declarativo da incapacidade para suceder. Reconhecimento da indignidade: A indignidade é declarada por sentença em ação ordinária. sendo seu efeito “retroativo à data da abertura da sucessão.art. se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento.1816. os efeitos da indignidade são pessoais. o indigno. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder. ou em outro ato autêntico. O perdão impede o exercício da ação de indignidade. III . O excluído da sucessão é obrigado a restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança houver percebido. contemplado em testamento do ofendido. 1962 3 – Por ascendente feita por descendente art. quando o testador. art.liberdade do testador: inibição na livre manifestação da vontade(CC. A sentença que declara a indignidade não é título constitutivo. Exemplos: a atuação de um herdeiro que obsta a feitura de testamento ou que suprima a existência de um testamento.1814.). em se tratando de direito potestativo sujeita-se sempre aos prazos processuais. Efeitos da indignidade . Pode ocorrer através de testamento ou escritura pública.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. ao testar. Em razão desda analise. (escritura pública) Parágrafo único. Parágrafo único.1817. art. cc – principalmente por se tratar de herdeiros necessários . já conhecia a causa da indignidade. contados da abertura da sucessão). CIVIL VI . mas deve ser promovida por quem tenha justo interesse na exclusão do indigno.

ou pelo Ministério Público ou pelo representante da Fazenda Pública. sendo conhecidos renunciam à herança. Esgotado o prazo acima passa-se a segunda fase do processo mediante declaração de vacância que é feita pelo juiz. um ano após a primeira publicação do edital convocatório dos interessados (CC. Vacância parcial => possibilidade em determinados casos em que o de cujus não deixa herdeiros. conservação e administração do acervo hereditário.se o de cujus deixou herdeiros. passam a um curador. mediante devida habilitação (prova da qualidade de herdeiros).SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . mas aos herdeiros subsiste.se o de cujus não deixou herdeiros (descendentes. Ou seja. porém deixa parte de seu patrimônio a um legatário. Na ordem de vocação hereditária. Perda dos direitos sucessórios: . art. a jacência decorre de duas hipóteses: . Momento da aquisição Enquanto jaz sem herdeiro conhecido e até ser declarada judicialmente vaga. se não aparece o herdeiro capaz de adir o patrimônio.com ). e a jacência é o estado provisório e.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. que ficam em seu poder por um período de 05 anos. a posse exercida pela Fazenda 12/19 . porque não é concebível a existência de propriedade sem titularidade. a herança é denominada jacente. enquanto não aparecem os herdeiros. .direito a indenização pelas despesas feitas: A ninguém é lícito se locupletar a custa alheia. ascendentes. ). mas os mesmos renunciaram à herança. e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro.aos herdeiros necessários após 05 anos da declaração de vacância. CIVIL VI . devolvendo-se esta ao Estado.aos herdeiros facultativos (colaterais até quarto grau) após a declaração de vacância (CC. a vacância ainda não é definitiva. uma vez que a boa-fé se presume até prova em contrário (CC. art. ou declarados vagos os bens que o compõe. a jacência ao cabo de algum tempo.1820).817. A vacância só se dá quando para a herança não há herdeiros. provada a má-fé do terceiro. Evitando-se que o patrimônio caia no vazio. nem testamento). ainda que em detrimento do possuidor de má-fé. quando prejudicados.1822 e parágrafo único). o Estado concorre à sucessão “como uma espécie de herdeiro forçado”.regisoportunidades@gmail. o Estado aparece como derradeiro titular do direito sucessório. ou seja. Transcorrido todo o prazo prescritivo. A jacência pode ocorrer tanto na sucessão legítima quanto na testamentária. ou que. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de com a conservação deles boa-fé. o direito de demandar-lhe perdas e danos. Embora. HERANÇA JACENTE Conceito Herança jacente é aquela cujos herdeiros não são conhecidos. . antes da sentença de exclusão. Esgotada a ordem familiar o legislador indica o ente público. a guarda. art. a alienação não vinga. a lei indica o Estado para recolher a herança vaga.validade das alienações de bens e atos de administração: O legislador aqui levou em consideração a boa-fé dos terceiros que com o indigno transacionaram e o Código considera válidos os atos de alienação praticados antes de efetivada a exclusão. sem habilitação de qualquer herdeiro. Transformação da jacência em vacância: Serão declarados vacantes os bens da herança jacente. 1. Administração => Nesta situação eminentemente transitória. Logo. .1823). até ser entregue aos herdeiros ou sucessores devidamente habilitados. . cônjuge sobrevivente ou colateral. O juiz manda a Fazenda Pública arrecadar os bens. O ente público somente adquire a propriedade dos bens hereditários após a declaração da vacância. transforma-se em vacância (CC. caput Art. admissível um ano após a primeira publicação edital convocando os herdeiros a se habilitarem. como legítimo titular. É sempre lícito aos herdeiros comparecerem e pedirem a entrega dos bens.

. Credores => os credores do espólio possuem legitimidade para requerer a instauração do procedimento de arrecadação. Assim os bens do de cujus. também os imóveis cuja conservação for dispendiosa.C. 9610/98). Efeitos da vacância: . sem herdeiros. Destino dos bens => o Poder Público tem a obrigação de aplicar os bens adquiridos por herança vacante em fundações destinadas ao desenvolvimento do ensino universitário. .regisoportunidades@gmail. . DA PETIÇÃO DE HERANÇA (CC. auferindo por esta função. Beneficiários com a vacância: Lei 8.com transforma-se em propriedade. Existe a possibilidade de a herança cair em mãos de quem não detém a condição de herdeiro.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . Consolida-se a expectativa de direito e não mais existe a possibilidade de outro herdeiro contestar a propriedade.obrigação do poder público.reconhecimento judicial da qualidade de herdeiro.Possibilidade dos herdeiros reclamarem os bens vagos antes do prazo quinquenal. Possui atribuições de depositário e administrador dos bens até a entrega ao Poder Público. Objetivos: . 1824 a 1828). A saída é via judicial: ação de petição de herança. Não só os bens móveis. pode o juiz permitir a alienação de bens móveis. sob a fiscalização do Ministério Público (DL 8. 13/19 . Depois de declarada a vacância. Quem é herdeiro. Localizados no Distrito Federal são-lhe devolvidos e encontraram-se no territórios federais revertem em favor da União. honorários devidamente fixados pelo Juiz e suportados pelo espólio. Tudo que possa ser alvo de deterioração ou desvalorização cabe ser vendido. Mas a lei preserva alguns bens que só podem ser alienados depois de declarada a vacância: os de valor afetivo ou de uso pessoal. Conceito: é o meio judicial de que se serve o herdeiro excluído para garantir sua qualidade sucessória e o natural acesso aos bens hereditários. Direitos autorais => quando o objeto da herança for direitos autorais eles não vão ao município. artigo 3º e parágrafo único e artigo 62 do C. Curador => antes da arrecadação o Juiz deve nomear um curador que deverá prestar compromisso e representar o espólio. que adquiriu o domínio dos bens vagos de aplicá-los em fundações destinadas ao ensino universitário (Dec-lei 8. O prazo prescricional da ação de petição de herança é de cinco anos. Depois do trânsito em julgado da sentença. só que nessa fase só por meio de uma ação autônoma. art. passam a pertencer ao município no qual se encontram.049/90 => substituiu os Estados pelos municípios.cessação dos deveres do curador.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. Renúncia do Poder Público => não é possível a renúncia por parte do Poder Público nos casos de herança jacente ou vacante. somente os herdeiros necessários e os testamentários podem pleitear a herança por ação própria. CIVIL VI . Alienação de bens => durante o longo tramitar da ação. ou assim se considera.207/1945). Assim. pode buscar o reconhecimento do seu direito e a restituição dos bens.Devolução da herança ao Poder Público. pois caem em domínio público (L. persiste o direito dos credores de pedir o pagamento das dívidas do espólio que foram reconhecidas.) . Também os credores do espólio podem buscar seus créditos por meio da mesma ação. herdeiros (todos eles) e credores podem se habilitar.207/1945. antes da declaração da vacância. Artigo 1822: “Se todos os herdeiros desde logo renunciarem a herança será esta desde logo declarada vacante”. contado da data da abertura da sucessão.

tem direito a indenização das benfeitorias necessárias e úteis. Questões processuais: Antecipação de tutela => não é possível. art.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. . .o sindico da falência do morto. mas. art. Possuidor de má-fé: . Imprescritível => não.se o possuidor já negociou o bem com terceiro continua responsável pela reposição integral do valor.responde pela perda e deterioração da coisa a que não der causa (CC. podendo levantar as voluptuárias. Ação reivindicatória => é diferente da petição de herança. art.inventariante.tem direito aos frutos percebidos. art.herdeiros não necessários preteridos pelos testamentários. os naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos.o curador da herança do morto. art. 14/19 . a que não der causa. devido à relevância da teoria da aparência (CC.herdeiro testamentário excluído da sucessão. uma vez que ela é movida contra pessoa estranha a sucessão e tem como objeto coisas individualizadas.1828).na indenização das benfeitorias o reivindicante tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo (CC. A petição de herança não visa só reconhecer a qualidade de herdeiro. apenas medidas cautelares. Sujeito ativo: .regisoportunidades@gmail. sendo considerado de declaratória de estado civil. art.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira .tem direito aos frutos percebidos. . 1220).responde por todos os frutos colhidos e percebidos.só lhe serão ressarcidas as benfeitorias necessárias (CC.1219) Responsabilidade do possuidor: Possuidor de boa-fé: . sobretudo. . à título oneroso e a terceiro de boa-fé. 1826). Posição do herdeiro aparente => Efeitos: . . a alienação é válida em decorrência do direito do terceiro de boa-fé.se o possuidor não negociou o bem com terceiros é obrigado a restituí-lo ao acervo (CC. . Efeitos da sentença: retroagem a data da morte do de cujus. art.o testamenteiro. A ação de investigação de paternidade é imprescritível. . .parentes do de cujus excluídos por outros titulares.deve restituir os pendentes e os colhidos com a antecipação.a restituição dos bens que compõem o seu acervo hereditário. . Sujeito passivo: herdeiro ou possuidor da herança.1215).1222). art. .credores .art. É prescritível no prazo de 10 anos de acordo com o novo Código Civil em seu artigo 205.1214).filho não reconhecido pelo pai. art. . mas também a possibilidade de reaver a herança que se encontra em mãos de terceiros.1216).não responde pela perda ou deterioração da coisa. ao tempo em que cessar a boa-fé (CC.(CC.1217) .o companheiro do inventariado . CIVIL VI . Possuidor de boa-fé (CC.tem direito a indenização das benfeitorias necessárias e úteis. art. (CC. Se a alienação foi feita pelo herdeiro aparente. ao terceiro só restando intentar ação regressiva contra o possuidor alienante. . . . bem como pelos que deixou de perceber por culpa (CC.1201): . . .deve restituir os pendentes e os colhidos com antecipação. Transferência anterior do bem => São eficazes as transferências de boa-fé por título oneroso e ineficazes as de má-fé e as de título gratuito.ente público (possível para afastar herdeiro aparente nos casos de herança jacente).os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos(CC. .não responde pela perda ou deterioração da coisa a que não der causa.1218). .com .

não concorrendo irmãos bilaterais. b) Havendo tios e sobrinhos. o Artigo 1843 reconheceu a preferência dos sobrinhos em detrimento dos tios. não pode o testador estabelecer cláusula de inalienabilidade. Grau). se localizada naquelas circunstâncias. devolvendo-se o que caberia ao pai ou a mãe.as despesas do funeral. . cabendo as 2 primeiras aos irmãos vivos e a terceira. quando situada em território federal (Artigo 1844).SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . Testamentários – são os sucessores instituídos como beneficiários da herança por disposição de última vontade. todos na mesma qualidade e.as dívidas da herança. Grau) b) Tio (3º. conforme já vimos. nem cônjuge. herdam os sobrinhos. Isto é. não havendo nenhum parente sucessível. concorrendo. estes são afastados por aqueles. herdam por direito de representação. Grau) d) Primos (4º. Na ordem civil brasileira são colaterais: a) Irmãos (2º.se os irmãos concorrem pessoalmente. . filhos de outro irmão pré-morto. a herança se divide em (03) partes. por cabeça. herdam por cabeça. os tios avós e os primoirmãos (colaterais de 4º grau). aos sobrinhos. os mais próximos excluem os mais remotos. os herdeiros subdividem-se em duas grandes categorias: Legítimos – são os sucessores eleitos pela lei. Sucessão do Estado Finalmente.os bens existentes no patrimônio do de cujus à data da sua morte. se houver justa causa. Grau) e) Tio-avô (4º. Artigo 1843 => a doutrina mais clássica sempre pendeu em favor dos sobrinhos. Na classe dos colaterais. . Assim. ou unilaterais. se há irmãos concorrendo com tios. Os legítimos se subdividem por sua vez em outras duas subcategrias: Necessários – são os herdeiros com direito a uma parcela mínima. Logo.com RESUMO DIREITO DAS SUCESSÕES SUCESSÃO DOS COLATERAIS A ausência de herdeiros necessários e de cônjuge sobrevivente chama à sucessão os colaterais até 4º. concorrendo com tio (ou tios). Grau) c) Sobrinhos (3º. nem sobrinhos. 15/19 . filhos do irmão premorto. portanto.o valor dos bens sujeitos à colação. Na classe dos colaterais o direito de representação só é concedido aos filhos de irmãos. igualmente e por cabeça. c) Não havendo tios. herdam os sobrinhos netos. na mesma herança. através da ordem de vocação hereditária. . Cálculo da legítima O artigo 1847 manda considerar para o cálculo da legítima: . . a herança é devolvida ao Município (Lei 8049/1990) ou ao Distrito Federal. os bilaterais receberão o dobro dos unilaterais.filhos de irmãos unilaterais ou bilaterais. Cláusulação da legítima Salvo. DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS Noções introdutórias Na sistemática do direito brasileiro. . da qual não podem ser privados por disposição de última vontade. Logo: a) Os mais próximos excluem os mais remotos. O valor dos bens doados (que o legislador atual englobou a noção de colação). 50% do acervo (legítima). tios e sobrinhos (na falta de irmãos). os ascendentes e o cônjuge. entre si.regisoportunidades@gmail.se houver irmãos bilaterais e unilaterais.grau. dividirão a herança. Resumindo: . os descendentes. De acordo com o Artigo 1845 são herdeiros necessários. Grau) f) Sobrinho-neto (4º. se o de cujus deixou dois irmãos e sobrinhos.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. ou à União. CIVIL VI .

CIVIL VI . Em se tratando de colaterais (linha transversal) só ocorre direito de representação “em favor de filhos de irmãos do falecido”. não perde o direito à legítima. b) Salvo se casado no regime da separação obrigatória de bens. Admite-se a alienação dos bens gravados. a integralidade (ou parte) cota disponível. O cônjuge sobrevivente não tem direito a meação do Regime de bens: . a) Salvo se casado com o falecido no regime da comunhão universal. Isto é. Ou seja. . os efeitos da renúncia não ultrapassam a herança na qual houve manifestação de repúdio. DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO: O direito de representação é uma ficção da lei. mas nunca. que o testador deixe sua parte disponível a ele. a hipótese sob apreciação admite que o mesmo ganhe duas vezes: primeiro. são chamados os seus descendentes. convertendo-se o produto em outros bens que ficarão sub-rogados nos ônus dos primeiros. comunhão parcial e separação de bens) partindo do pressuposto de quem é meeiro não deve ser herdeiro.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. Exceções: o legislador abre exceções decorrentes do regime de bens (comunhão universal.os descendentes chamados. Art.separação obrigatória de bens – art. Na ascendente não há que se falar em representação. quando com irmãos deste concorrerem. sucedem sempre por estirpe.os parentes de grau mais próximo excluem os mais remotos que descendem do de cujus.o esbanjamento desenfreado de dinheiro. Aos herdeiros necessários a lei assegura.com impenhorabilidade e de incomunicabilidade. SUCESSÃO DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE Agora com o Novo Código Civil. Os descendentes do herdeiro premorto representam-no em todos os direitos que ele teria se vivo fosse. cujo efeito é fazer entrar os representantes no lugar. Já com relação ao herdeiro renunciante não existe direito de representação.prodigalidade do filho. Morrendo o presumido herdeiro antes da abertura da sucessão em seu favor. em concorrência com os outros descendentes mais próximos do autor da herança. na ascendente. . Assim. A representação produz dois efeitos: . deixa de ser herdeiro legítimo facultativo e passa a ser herdeiro legítimo necessário. nada impede. como são pessoais os efeitos da exclusão. em igualdade com os descendentes ou ascendentes do falecido. 1829. . caso contrário ganharia duas vezes e a lei não quer que isso ocorra. substituindo-o. No caso de herdeiro excluído (indigno). a ocupar o lugar do presumido herdeiro. No regime da separação obrigatória não há patrimônio comum.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . A representação só ocorre na linha reta descendente. Isto é. Há a possibilidade de ocorrer a alienação de bens gravados e a conversão do produto em outros bens. a sua porção na legítima e segundo. os netos representam o pai premorto na sucessão do avô. no grau e nos direitos do representado. quando concorrem com outros descendentes em grau mais próximo para com o autor da herança.comunhão universal d bens – não herda – meeiro . 1641 – não herda . seus descendentes sucedem como se morto ele fosse antes da abertura da sucessão. pelo direito de representação. sobre os bens da legítima. Outras disposições O herdeiro necessário favorecido por legado ou beneficiado pela cota disponível.regisoportunidades@gmail. porém. O renunciante À herança de uma pessoa não está impedido de representá-la na sucessão de outra. o cônjuge sobrevivente concorre a divisão da legítima.a notaria incapacidade de gerir um patrimônio. cc. Sendo o cônjuge meeiro (ou seja. Alguns exemplos de justa causa: .separação convencional de bens – herda em concorrência 16/19 . já tendo metade do patrimônio) não há nenhuma razão para ser herdeiro. I. Agora a possibilidade reconhecida depende da ocorrência de dois fatores: autorização judicial e a justa causa. Na linha descendente a representação é sem limites.

o autor da herança não houver deixado bens particulares.com . porque o regime repudia a divisão do que nunca foi comum. se localizada nas respectivas circunscrições.regisoportunidades@gmail. porque já meeiro (nos aquestos) quando o autor da herança não houver deixado bens particulares.se concorrer com descendentes só do autor da herança. concorre com os descendentes na herança do morto somente em relação aos bens particulares. A segunda parte do Artigo 1832 não permite que a cota do cônjuge seja inferior a uma cota parte da herança. casado sob o regime da comunhão parcial de bens. c) Ou se. Aqui. 1.herda – bens comuns. esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal. nem parente algum sucessível. terá direito a um terço da herança.se o autor da herança houver deixado bens particulares (a contrário sensu da regra) conclui-se que o cônjuge sobrevivente concorre com os descendentes. nas condições seguintes: I . aquele herdará no regime da separação convencional de bens aquilo que foi deixado pelo morto e do da comunhão parcial de bens em relação aos bens particulares. ou à União. 1. no regime da comunhão parcial. Art.se concorrer com outros parentes sucessíveis. ou tendo eles renunciado a herança. OBS: o cônjuge sobrevivente. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. o cônjuge já estaria garantido via meação.não havendo parentes sucessíveis.se concorrer com filhos comuns.844. Sucessão do companheiro Art. quando situada em território federal. Não sobrevivendo cônjuge. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles. dividindo-se a herança em tantas partes quanto forem os herdeiros. o legislador cria duas hipóteses de incidência da regra de exceção: . não há que se falar em concorrência com os demais herdeiros. IV .SUCESSÕES Por: Régis Oliveira .a regra geral dispõe que o cônjuge sobrevivente não concorre com os demais descendentes. terá direito à totalidade da herança. terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. que são as que julgam o tema.790. Esse e o entendimento da segunda sessão do STJ visando pacificar o entendimento entre as terceira e quarta turmas.comunhão parcial de bens – bens particulares. III . no concurso entre o cônjuge sobrevivo e os descendentes (filho). Reserva do cônjuge: 17/19 . Como os aquestos são divisíveis. O legislador reafirma a ideia da divisão igualitária entre o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes. II . a partilha se faz por cabeça.não herda – meação * herda os bens particulares. CIVIL VI . No artigo 1832 o legislador prevê mais duas hipóteses de incidência da concorrência do cônjuge sobrevivente com os descendentes: na primeira parte do citado artigo resgata a ideia de que. Últimos entendimentos jurisprudenciais provenientes do STJ indicam que na concorrência do cônjuge sobrevivente com os descendentes do de cujos. Além do mais.CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro. ou companheiro. * não herda bens comuns Cônjuge. . desde o momento em que a Súmula 377 do STF pôs fim a polêmica da comunicabilidade dos bens aquestos no regime da separação legal dos bens.

.RESERVA-SE ¼ SOMENTE JUNTO AOS HERDEIROS COMUNS E QUANTO AOS DEMAIS NÃO SE FAZ A RESERVA.se o cônjuge sobrevivente concorrer com pai e mãe. 1837. . NA HIPOTESE DE CONCORRER COM DESCENDENTES DE ORIGEM HIBRIDA PODERÁ O AERVO SER DIVIDIDO DA SEGUINTE FORMA: . 1836. 2º .reserva sobre o acervo dos descendentes comuns.quando concorrer o cônjuge com os ascendentes do morto não importará saber o regime de bens do casal.NESTA ÚLTIMA HIPOTESE VERIFICA-SE UM TRATAMENTO DIFERENCIADO NO QUE CONSERNE AOS FILHOS DO MORTO. NAS OUTRAS HIPOTESES NÃO HÁ PRREVISÃO LEGAL ASSM. NÃO IMPORTA O REGIME DE BENS NA CONCORRENCIA COM OS ASCENDENTES O CONJUGE SOBREVIVENTE SERÁ HERDEIRO.sobrinhos e os tios 18/19 .descendentes só do falecido – não tem reserva – divide por igual .colateral . FERINDO A GARANTIA CONSTITUCIONAL DE TRATAMENTO IGUALITARIO ENTRE OS FILHOS. Se não houver herdeiros necessários.irmãos 3º<. 1829 e 1838 OBS: . OBS: DEVERÁ SER RESERVADO AO CNJUGE SOBREVIVENTE EM CONCORRENCIA COM OS DESCENDENTES COMMUNS ¼ DO PATRIMONIO DEIADO. Art. §§. NO CASO DE CONCORRENCIA SOMENTE DO MORTO A DIVISÃO PATRIMONIAL DEVERÁ OCORRER DE FORMA IGUALITÁRIA.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira .descendentes comuns – ¼ .regisoportunidades@gmail.com . cc Obs: .ENTRE TODOS CABENDO QUINHÃO IGUAL . cc.ocorrerá a sucessão somente do cônjuge sobrevivente quando o falecido não tiver deixado descendentes nem ascendentes assim. do falecido caberá 1/3 a cada um deles. Sucessão do cônjuge Art.descendente origem hibrida – entre todos – reserva de ¼ . passa-se aos facultativos – colaterais até o 4º. Art. Na hipótese de concorrência com ascendentes do morto acima do segundo grau sempre tocará o cônjuge sobrevivente a metade do acervo hereditário. . CIVIL VI .CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D.RESERVA ¼ PARA O COJUGE SOBREVIVENTE DIVIDINDO O RESTNTE DE FORMA IGUAL ENTRE OS DEMAIS. QUANDO SE PRETENDE A DIVISÃO EM RAZÃO DA ORIGEM DA FILIAÇÃO. 1839. cc Art. o acervo hereditário será deferido por inteiro ao cônjuge sobrevivente. concorrendo somente com um deles caber-lhe-á a metade do patrimônio.

Obs: Poderá existir o direito de representação na linha colateral somente na hipótese expressa no art. concedido aos sobrinhos do morto.sobrinhos netos Parentes na linha transversal do morto – colaterais facultativos Lembrar sempre que os mais próximos excluem os mais remotos 1841. cc e 1842. cc Na linha descendente poderá ter direito de representação No caso do art. ou seja. .cc 19/19 . 1843. nem ascendente e nem conjuge sobrevivente e condições de receber o acervo hereditário.SUCESSÕES Por: Régis Oliveira . cc. cc OBS: .com 4º < -tios avós –primos .CENTRO DE PESQUISA E ESTUDO D. 1840 há possibilidade de direito de representação os sobrinhos do falecido.regisoportunidades@gmail. CIVIL VI . 1840.somente será observada a sucessão entre os colaterais quando o morto não tiver deixado nenhum descendente.no caso dos colaterais de 2º é preciso observar se os irmãos são bilaterais ou unilaterais 1840.