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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PARANÁ
UNIDADE DE PONTA GROSSA
DIVISÃO DE ENSINO

MÁQUINAS E APARELHOS
MECÂNICOS

PROFESSOR: IRAPUAN SANTOS

Ponta Grossa
1999

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ÍNDICE
CAPÍTULO 1– PRINCÍPIOS BÁSICOS DE TERMODINÂMICA ....................................................................... 1
1.1 - CONVERSÃO DE UNIDADES ............................................................................................................................. 1
1.2 - CONCEITOS BÁSICOS DE TERMODINÂMICA..................................................................................................... 2
1.2.1
Definições de Propriedades: ................................................................................................................. 4
1.3 - EXERCÍCIOS .................................................................................................................................................... 9
CAPÍTULO 2- TROCADORES DE CALOR ......................................................................................................... 15
2.1 - DEFINIÇÃO.................................................................................................................................................... 15
2.2 - CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................................ 15
2.2.1
Trocadores de Calor de Aquecimento ................................................................................................. 15
2.2.2
Trocadores de Calor de Resfriamento ................................................................................................. 15
2.2.3
Intercambiadores de Calor .................................................................................................................. 15
2.3 - CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO SENTIDO DO FLUXO .......................................................................................... 16
2.3.1
Trocadores Paralelos .......................................................................................................................... 16
2.3.2
Trocadores de Contracorrente ............................................................................................................ 16
2.4 - TROCADORES DE TAMPA FLUTUANTE .......................................................................................................... 18
2.5 - PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ................................................................................................................... 19
2.6 - ESPAÇAMENTO DOS TUBOS .......................................................................................................................... 19
2.7 - BALANÇO ENERGÉTICO ................................................................................................................................ 20
2.8 - MATERIAIS EMPREGADOS NOS TROCADORES DE CALOR .............................................................................. 20
2.9 - EXERCÍCIOS .................................................................................................................................................. 21
CAPÍTULO 3- GERADORES DE VAPOR ............................................................................................................ 23
3.1 - DEFINIÇÃO E HISTÓRICO ............................................................................................................................... 23
3.2 - APLICAÇÕES ................................................................................................................................................. 23
3.3 - COMBUSTÍVEIS UTILIZADOS ......................................................................................................................... 23
3.4 - CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................................ 24
3.5 - COMPONENTES DE GERADORES DE VAPOR .................................................................................................. 25
3.6 - FUNCIONAMENTO DE UMA CALDEIRA........................................................................................................... 25
3.7 - FORNALHAS.................................................................................................................................................. 26
3.7.1
Fornalha de Queima em Suspensão .................................................................................................... 27
3.7.2
Fornalha de Queima em Grelha .......................................................................................................... 27
3.7.3
Queima em Leito Fluidizado ............................................................................................................... 28
3.8 - CALDEIRA AQUOTUBULAR ........................................................................................................................... 28
3.9 - CALDEIRA FLAMOTUBULAR.......................................................................................................................... 30
3.10 CALDEIRAS ELÉTRICAS ............................................................................................................................. 31
3.11 SUPERAQUECEDOR ................................................................................................................................... 31
3.12 ECONOMIZADOR ....................................................................................................................................... 32
3.13 AQUECEDOR DE AR................................................................................................................................... 32
3.14 EXERCÍCIOS .............................................................................................................................................. 33
CAPÍTULO 4- COMBUSTÍVEIS E COMBUSTÃO ............................................................................................. 35
4.1 - COMBUSTÍVEIS ............................................................................................................................................. 35
4.1.1
Definição ............................................................................................................................................. 35
4.2 - CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................................ 35
4.2.1
Quanto à fase: ..................................................................................................................................... 35
4.2.2
Quanto à origem: ................................................................................................................................ 35
4.3 - COMPOSIÇÃO BÁSICA DO COMBUSTÍVEIS ..................................................................................................... 36
4.4 - COMBUSTÃO................................................................................................................................................. 39
4.5 - EXERCÍCIOS .................................................................................................................................................. 43
CAPÍTULO 5- BOMBAS HIDRÁULICAS ............................................................................................................ 45
5.1 5.2 5.3 -

DEFINIÇÃO.................................................................................................................................................... 45
APLICAÇÃO .................................................................................................................................................. 45
CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................................................................ 45

3

5.4 - PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ...................................................................................................................46
5.4.1
Bombas Centrífugas.............................................................................................................................46
5.4.2
Bombas Regenerativas ........................................................................................................................ 46
5.4.3
Bombas Alternativas ............................................................................................................................ 46
5.4.4
Bombas Rotativas ................................................................................................................................ 46
5.4.5
Carneiro Hidráulico ............................................................................................................................ 46
5.5 - BOMBAS CENTRÍFUGAS ................................................................................................................................ 47
5.5.1
Vantagens ............................................................................................................................................ 47
5.5.2
Desvantagens ....................................................................................................................................... 47
5.5.3
Classificação ....................................................................................................................................... 47
5.5.4
Elementos Mecânicos Básicos ............................................................................................................. 48
5.5.5
Funcionamento .................................................................................................................................... 48
5.5.6
Partes Componentes ............................................................................................................................ 48
5.6 - ESCORVA...................................................................................................................................................... 53
5.7 - PROPRIEDADES DA ÁGUA .............................................................................................................................. 53
5.8 - CARGA E SUCÇÃO......................................................................................................................................... 54
5.8.1
Carga Estática ..................................................................................................................................... 54
5.8.2
Sucção Estática ................................................................................................................................... 54
5.8.3
Carga Dinâmica .................................................................................................................................. 54
5.8.4
Sucção Dinâmica ................................................................................................................................. 55
5.9 - COLUNA TOTAL ............................................................................................................................................ 55
5.9.1
Coluna Estática Total .......................................................................................................................... 55
5.9.2
Coluna Dinâmica Total ....................................................................................................................... 55
5.10 CÁLCULO DA PERDA DE CARGA POR ATRITO EM REDES .......................................................................... 55
5.11 DIMENSIONAMENTO DE ENCANAMENTOS DE RECALQUE .......................................................................... 56
5.12 DIMENSIONAMENTO DE ENCANAMENTOS DE SUCÇÃO.............................................................................. 56
5.13 CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA ......................................................................................................... 58
5.14 EXERCÍCIOS .............................................................................................................................................. 58
CAPÍTULO 6- COMPRESSORES .......................................................................................................................... 60
6.1 - COMPRESSÃO DO AR ..................................................................................................................................... 60
6.1.1
Processo isobárico .............................................................................................................................. 60
6.1.2
Processo isométrico ............................................................................................................................. 60
6.1.3
Processo isotérmico ............................................................................................................................. 61
6.1.4
Processo adiabático ............................................................................................................................ 61
6.1.5
Processo politrópico ............................................................................................................................ 62
6.2 - COMPRESSÃO POR ESTÁGIOS ........................................................................................................................ 62
6.3 - COMPRESSORES............................................................................................................................................ 63
6.3.1
Definição ............................................................................................................................................. 63
6.3.2
Classificação quanto ao princípio de trabalho ................................................................................... 63
6.3.3
Classificação quanto à aplicação ........................................................................................................ 64
6.4 - TIPOS FUNDAMENTAIS DE COMPRESSORES ................................................................................................... 64
6.4.1
Compressores de deslocamento dinâmico ........................................................................................... 64
6.4.2
Compressores de deslocamento positivo rotativos .............................................................................. 66
Compressores de deslocamento positivo alternativos ......................................................................................... 69
6.5 - CARACTERÍSTICAS DE COMPRESSORES ALTERNATIVOS DE PISTÃO ................................................................ 72
6.5.1
Ciclo ideal ........................................................................................................................................... 72
6.5.2
Ciclo real ............................................................................................................................................. 73
6.6 - COMPONENTES DE UM COMPRESSOR ALTERNATIVO ..................................................................................... 73
6.6.1
Cilindro................................................................................................................................................ 73
6.6.2
Cabeçote .............................................................................................................................................. 73
6.6.3
Válvulas de sucção e descarga. ........................................................................................................... 74
6.6.4
Pistão ................................................................................................................................................... 74
6.6.5
Biela..................................................................................................................................................... 74
6.6.6
Eixo de manivelas ................................................................................................................................ 75
6.7 - CÁLCULO DOS PRINCIPAIS ELEMENTOS ......................................................................................................... 75
6.8 - EXERCÍCIOS .................................................................................................................................................. 78
CAPÍTULO 7- SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO E CONDICIONAMENTO DE AR ................................... 80

.............................................3 Motor de Inflação por Compressão .....................2................1 Componentes principais do ciclo de refrigeração .................2................................................................................................................................... 100 8.......................................... 87 7........ 104 APÊNDICE................. 82 7...................... 86 7...2 ......................... 91 CAPÍTULO 8.......................2 Comparação entre os Ciclos Mecânicos a 2 Tempos e os Ciclos a 4 Tempos ...............................................................................................1 Potência Indicada .....................2.......................................................................................................... 83 7............... ......................................................... 88 7......................... 84 7............................................................81 7.............................................................................................MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA ......................8 .....................1...................4 7......................1.................................................................................................................1.............................................. 95 8.....................................................................................................................................................................5 ........................MOTOR BÁSICO .PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO .......... 98 8............. 84 7......................................................................................4...2 Descrição do ciclo de refrigeração ...........................4 Isolantes................................1................. 81 7. 103 8...........2 Componentes de um ciclo de ar condicionado: .................................................................................................................REFRIGERAÇÃO ...........................................3 .................................................................AR CONDICIONADO ................PARTES COMPONENTES .....................................................................TERMINOLOGIA PADRÃO ...2 Potência Efetiva..... 93 8...........1.....................................................ENERGIA EM UM MOTOR ................................ 89 7..........................................3 Operação do sistema de ar condicionado no inverno .....................3 .............................................................................................6 .2...... 93 8...................................... 102 8................................................. 96 8.............................. 102 8.........................................4 Operação do sistema de ar condicionado no verão ................7................................................................................................................................................................80 7.......................................... 93 8....................10 4 ...................................1 ....................................DEFINIÇÃO............................................................................................2 .............7..1 Peças Fixas .............................2..................................................EXERCÍCIOS ... 100 8.1 Motor de Inflamação por Centelha ............................................................ 83 7..5 Cargas térmicas em sistemas de ar condicionado ..............................................7 ...................................CONJUGADO MOTOR .... 99 8................................................................... 93 8....................................................................................................................4................................................................. 95 8.1 ..................2.................................................................................................................3 Refrigerantes ........................POTÊNCIA DOS MOTORES ...2.........4 ........................................................................................................................4......................................................1 Ciclo do Ar..2 Partes Móveis ...............5 Cálculo da carga de refrigeração ........ 93 8.............................................................

660 x 10-27 kg  Força 1 dyn = 10-5 N 1 lb = 4.exa 10-1 .1 .1 Capítulo 1 – Princípios Básicos de Termodinâmica 1.nano 10-12 .micro 10-9 .807 N m Kg s A K mol cd N. CGS.mega 109 .a. Técnico métrico e Técnico inglês.Conversão de unidades Sistemas de unidades existentes: SI.4 mm (polegada) 1 mi = 1609 m (milha) 1 ft = 0.deca 102 .m/s2 .femto 10-18 .atto d c m µ n p f a da h k M G T P E  Conversões:  Comprimento: 1 in = 25.deci 10-2 .59 kg 1 u.centi 10-3 .pico 10-15 . = 1.m N/m2 J/s Kg.tera 1015 .giga 1012 .m. Trabalho e Calor  Pressão  Potência  Força Joule Pascal Watt Newton J Pa W N  Prefixos: 101 .mili 10-6 .quilo 106 .hecto 103 .peta 1018 .448 N (libra) 1 kgf = 9.3048 m (pé) 1 A = 10-10 m (Angstron)  Volume 1 l = 1000 cm3  Massa 1 slug = 14.  Unidades Básicas do SI  Comprimento  Massa  Tempo  Corrente Elétrica  Temperatura Termodinâmica  Quantidade de Substância  Intensidade Luminosa metro quilograma segundo Ampère Kelvin mol candela  Unidades derivadas de interesse:  Energia.

6 x 106 J  Potência 1 kW = 1000 W 1 HP = 745.7 W 1 CV = 735 W 1 cal/s = 4.186 W 1.É a ciência que trata do calor e do trabalho. e o sistema é separado da vizinhança por meio de fronteiras.Conceitos Básicos de Termodinâmica  DEFINIÇÃO DE TERMODINÂMICA . um sistema termodinâmico onde algum tipo de energia pode passar por sua fronteira. A termodinâmica é baseada em leis experimentais [01].Quantidade de matéria de massa e identidade fixas. O que existe externamente ao sistema é chamado vizinhança ou exterior . Sistemas fechados não possuem trânsito de massa. sobre a qual nossa atenção é dirigida.895 x 103 Pa  Energia. isto é. trabalho e Calor 1 Btu = 1055 J 1 erg = 10-7 J 1 caloria = 4.  SISTEMA TERMODINÂMICO .186 J 1 kWh = 3.2  Pressão 1 atm = 1.013 x 105 Pa = 760 mmHg 1 bar = 105 Pa 1 lb/in2 = 6. Sistemas abertos possuem trânsito de massa. e das propriedades das substâncias relacionadas ao calor e ao trabalho. denominada superfície de controle.É um sistema termodinâmico não isolado.[01] .2 .[01] [01]  VOLUME DE CONTROLE .

[01]  PROCESSO .Processo onde as propriedades da substância voltam a seus valores iniciais.3 [01]  FASE DE UMA SUBSTÂNCIA .O estado de uma substância pode ser descrito por certas propriedades macroscópicas observáveis.[01]  CICLO . a substância pode existir em várias pressões e temperaturas. Em cada fase. [03] Vários processos se dão com uma propriedade permanecendo constante. ou em vários estados. a substância volta a seu estado inicial depois de modificado.[01] [03]  ESTADO DE UMA SUBSTÂNCIA . isto é.Processo a pressão constante. O valor destas propriedades para um determinado estado de uma determinada substância é sempre o mesmo.  ISOBÁRICO . pressão e densidade.[01]  ISOTÉRMICO .É o caminho definido por uma sucessão de estados. O prefixo ISO é utilizado nestes casos.Processo a temperatura constante. [01] A maneira como se dá uma variação de estado de uma substância. como temperatura.Quantidade de matéria totalmente homogênea. [03] .Processo a volume constante.  ISOMÉTRICO .

então A está em equilíbrio térmico com C.1 DEFINIÇÕES DE PROPRIEDADES:  VOLUME ESPECÍFICO[01] v V / m (m3 / kg) [01]   m / V  1/ v (kg/m3) [02]  MASSA ESPECÍFICA[01]  DENSIDADE[01] d  padrão  v padrão [03] v  PRESSÃO[01] A pressão pode ser definida como uma força aplicada a uma superfície.15 5 o C  ( oF  32) 9 o o R F  460 [05] [06] [07] .[03]  LEI ZERO DA TERMODINÂMICA “ Se A está em equilíbrio térmico com B e B está em equilíbrio térmico com C.4 1.2.[01] P F/ A (N/m2) [04] Pabsoluta .”[01]  ESCALAS DE TEMPERATURA[01] Celsius C Fahrenheit F Kelvin K Rankine R K  oC  273.Patmosférica = Pmanométrica A pressão atmosférica é medida pelo barômetro e a pressão manométrica pelo manômetro.[03]  TEMPERATURA É a propriedade que caracteriza a existência e o sentido do fluxo de calor.

[01]  EQUILÍBRIO DE FASES DE UMA SUBSTÂNCIA PURA Desenho de transformação gás vapor [01]  DIAGRAMA T-v T N b .0032 m3/kg d c a v Diagrama T-v para a água. a – estado inicial a-b – líquido sub-resfriado b – líquido saturado b-c – líquido-vapor c – vapor saturado c-d – vapor superaquecido N – ponto crítico da água T = 374 oC P = 225. Pode existir em mais de uma fase. se não houver mudança de fase. é considerada uma substância pura.5  SUBSTÂNCIA PURA É aquela que tem composição química invariável e homogênea.4 kgf/cm2 v = 0. K PV  constante T (Lei de Charles . tal como o ar.[01]  GRAU DE SUPERAQUECIMENTO Diferença de temperatura entre o vapor superaquecido e o vapor saturado.Gay Lussac) [08] . Às vezes uma mistura de gases.  EQUAÇÃO DE ESTADO PARA SUBSTÂNCIAS SIMPLES COMPRESSÍVEIS (Gás Ideal) Gás ideal é aquele que tem o mesmo comportamento em qualquer condição.

6

PV  nRT

[09]

onde n = número de moles
R = 8,314 J/mol K (constante universal dos gases)
 ENERGIA CINÉTICA
Energia armazenada em virtude do movimento relativo dos corpos que o
compõe.[03]

mv 2
2

[10]

U  mgh

[11]

K

 ENERGIA POTENCIAL[03]

 TRABALHO[03]
Força aplicada a uma distância.

W  Fx

[12]

O trabalho realizado por um sistema é considerado positivo, e o trabalho
realizado sobre um sistema é considerado negativo.
 CALOR (Q)
Forma de energia transferida através da fronteira de um sistema, numa
determinada temperatura, a um outro sistema (ou meio), numa temperatura
inferior, em virtude da diferença de temperatura entre eles.
Um processo no qual não haja troca de calor é chamado processo
adiabático.[01]
 CAPACIDADE TÉRMICA
Quociente entre a quantidade de calor fornecida a um corpo e o
correspondente acréscimo de temperatura.[02]

C

dQ
dT

 CALOR ESPECÍFICO
Capacidade térmica por unidade de massa de um corpo. [02]

[13]

7

c

C 1 dQ
 
m m dT

[14]

 CALOR TRANSFERIDO A UM CORPO[02]

Q  m  c  T

Q  m L

[15]

[16]

 TRABALHO DE UM GÁS[02]
vf

W

 P  dv  P  V

[17]

vi

 PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA[01]

m  (V22  V12 ) m  g  (h2  h1 )

1W2
1 Q2  U 2  U1 
2  gc
gc

[18]

U  Q  W

[19]

VARIAÇÃO DA ENERGIA = ENERGIA QUE ENTRA - ENERGIA QUE SAI

Num processo adiabático teríamos:[02]
U  W

[20]

 TRANSFORMAÇÕES REVERSÍVEIS E IRREVERSÍVEIS

P

.

P

2

.

1

.

2

.

1

v

Compressão Instantânea
(Irreversível)

v

Compressão Lenta
(Reversível)

 SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA
Segundo a 1a lei da termodinâmica, um lago poderia congelar num dia
quente de verão cedendo calor ao ambiente. Contudo, isso não ocorre. A 2 a
lei da termodinâmica trata da questão de saber se as transformações,
supostamente consistentes com 1a lei, ocorrem ou não na natureza.[02]

8

Segundo Clausius, a 2a lei da termodinâmica pode ser entendida
como sendo:
“É impossível a qualquer máquina cíclica produzir como único efeito a
transmissão contínua de calor de um corpo a outro que esteja a maior
temperatura.”[02]
 MÁQUINA TÉRMICA
É um sistema que, funcionando cíclica e continuamente, só troca calor e
trabalho com o exterior.[03]
Também pode ser definida como um dispositivo que, operando segundo
um ciclo termodinâmico, realiza um trabalho líquido positivo à custa de
transferência de calor de um corpo em temperatura elevada para um corpo
em temperatura baixa.[01]

T1
Q1
M

W

Q2
T2
Esquema de máquina térmica[03]



W
Q1

QH
Corpo em alta
temperatura

(rendimento de uma máquina térmica)

QL
Corpo em baixa
temperatura

[21]

O que quer dizer processo adiabático? . que é medida de: ( ) Velocidade ( ) Potência ( ) Comprimento ( ) Força ( ) Valor adimensional 2.3 - Exercícios 1. obteremos uma unidade chamada ano-luz. Se multiplicarmos este valor por um ano. No seguinte processo: Pode-se afirmar que: ( ) O processo é isobárico ( ) O processo é isotérmico ( ) O processo é isométrico ( ) Existe mudança de fase ( ) Existe mudança de estado ( ) É um processo cíclico 3.9 Esquema de motor térmico elementar[01] Q H Gerador de Vapor Bomba Turbina Trabalho Condensador QL Fronteira Esquema de motor térmico de regime permanente [01] 1. A velocidade da luz no vácuo é de 300.000 km/s.

calcule o trabalho realizado pelo gás.3V  1. e sendo M = 5 kg. d a-b: b: c b-c: a c: v c-d: Que tipo de processo representa a linha a-b-c-d? Como se chama o ponto N? 5.52 Equação da curva 3-4 : Equação da curva 1-2: P  20V 2  29V  10.(1 mol = 10-3 kg.mol) unidade no sistema técnico inglês é 6.10 4. A constante universal dos gases no SI vale R = 8. se nenhum calor foi perdido para o ambiente. Calcule o valor de R nesse sistema.314 J . h = 10 cm. P  V 2  7. No diagrama T-V abaixo: T N b Que fases são encontradas em: . Calcule o trabalho do gás. 7. Sabendo que a mol  K lbf  ft .3 x m1  x dx  m  1 m . lbmol o R Mostre o desenvolvimento. Considerando o peso do êmbolo nulo.

A constante gc no sistema técnico inglês vale 32.2 ft  lb . e como instante final o instante em que ele parou p/ conversar com a mina. a altura do morro 40 m. O calor transferido do tanque é de 378 kcal. . U 0 qual a unidade de  no SI? 10. 1 Q2  U 2  U 1  m  V22  V12  2  m  g   h2  h1   1W2 9. sendo o peso da bicicleta 15 kg. calcule o trabalho total realizado por Roberto. Decidiu descer o morro. Considerando como instante inicial o início da subida do morro. Um tanque contendo fluido é agitado por uma roda de pás. Chegando ao local da dita ficou sabendo que. A espessura de perturbação da camada limite () é usualmente definida como sendo a distância entre a superfície e o ponto em que a velocidade é cerca de 99% da corrente livre e sua fórmula é:  Sendo que U é a velocidade de corrente u    (1  )dy livre. já havia passado na matéria e não precisava fazer a prova. Quanto valeria em lbf  s 2 m  kg ? Mostre o desenvolvimento N  min 2 11. determinar a variação da energia interna do sistema. 12. u a velocidade no ponto e y a altura.  Calcule por integração o valor do trabalho de cada curva.  Calcule o valor total do trabalho realizado. encontrou uma menina do curso de Alimentos à qual resolveu atacar com uma cantada grotesca.11 8. A camada limite é a região adjacente à superfície sólida na qual as forças de viscosidade são importantes. devido a um lamentável erro de correção do professor.Para o gráfico P-V abaixo:  Calcule as equações das curvas 1-2 e 3-4 (polinomiais). Considerando o tanque e o fluido como sistema. mas antes de terminar a descida (a 10 m de altura). o de Roberto 85 kg.Lincoln resolveu ir ao CEFET para fazer a prova de máquinas e aparelhos mecânicos de bicicleta. O trabalho aplicado à roda de pás é de 1280 kcal.

O que quer dizer processo cíclico? 15. calcule o trabalho total realizado pelo gás. e sendo M = 5 kg. h = 10 cm. Acirculo+ = R2 14.Para o gráfico P-V abaixo: a) Calcule as equações das curvas 1-2 e 3-4 (polinomiais).Considerando o peso do êmbolo nulo.Qual o valor do trabalho realizado pelo gás no gráfico abaixo? Note que o trabalho é positivo. 16. c) Calcule o valor total do trabalho realizado.12 x m1  x dx  m  1 m 13. . b) Calcule por integração o valor do trabalho de cada curva.

13

x m1
 x dx  m  1
m

17.Qual o valor do trabalho realizado pelo gás no gráfico abaixo? Note que o trabalho é
positivo.

18.Assinale a alternativa correta:
( ) A vizinhança não tem influência sobre o sistema.
( ) No volume de controle, a energia não pode passar pela fronteira.
( ) Sistemas abertos têm trânsito de massa.
( ) O ar sempre pode ser considerado uma substância pura.
( ) Mudando-se a temperatura de uma substância, muda-se necessariamente seu
estado.
( ) Processo adiabático ocorre sem variação de pressão.
( ) O trabalho realizado sobre um sistema é considerado negativo.
19.Se a densidade do concreto é aproximadamente 3,5, calcule a diferença de peso de
um carro com o porta-malas cheio de água e cheio de concreto. Considere que o
volume total do porta-malas é de 450 l.
20.Se uma determinada constante vale 50,2

o

lb  mol  mmHg
?
K  cal  kg
21.Sobre o que versa a 2a lei da termodinâmica?
22.O que quer dizer a 1a lei da termodinâmica?

kmol  bar
. Qual seria seu valor em
R  Btu  slug

14

15

Capítulo 2

- Trocadores de Calor

2.1 - Definição
É um equipamento onde dois fluidos, com temperaturas diferentes trocam
calor através de uma interface metálica.

2.2 - Classificação
Os trocadores de calor classificam-se de acordo com o fim a que se destinam,
que seja :

2.2.1 Trocadores de Calor de Aquecimento
a) Aquecedor - Quando aquece fluido de um processo por meio de vapor
d’água ou outro meio qualquer.
b) Refervedor - Quando vaporiza um líquido por meio de vapor d’água ou
outro fluido quente.
c) Gerador de vapor - Quando gera vapor d’água aproveitando calor de
um líquido quente.

2.2.2 Trocadores de Calor de Resfriamento
a) Resfriador - Quando resfria fluidos usando água como meio de resfriamento.
b) Condensador - Quando condensa um fluido usando água como fluido
refrigerante.
c) Caixa resfriadora - Quando resfria líquido, passando numa grande serpentina
disposta dentro de um reservatório de água.

2.2.3 Intercambiadores de Calor
Quando há troca de calor entre fluidos de um mesmo processo. Executa dupla
função : aquece um fluido usando outro fluido mais quente que o resfria. Não há
perdas de calor transferido.

por apresentar melhor rendimento. 2.3 .3. Os perfis de temperatura abaixo ilustram o comportamento das temperaturas dos fluidos ao longo do trocador correspondente. .2 Trocadores de Contracorrente Os dois fluidos percorrem o interior do trocador de calor em direções opostas. Fluxo Quente Fluxo Frio Normalmente o de contracorrente é o mais utilizado.16 2.1 Trocadores Paralelos Fluxo Frio Fluxo Quente Os dois fluidos percorrem o trocador na mesma direção.3.Classificação quanto ao sentido do fluxo 2.

formando os passes. possuindo divisões nos carretéis que encaminham o fluido dentro dos tubos. t1 t2 T2 T1 Nos trocadores de espelhos fixos o lado externo dos tubos é inacessível à limpeza mecânica e inspeção. assim como a própria carcaça. tendem a se expandir de maneira diferente e produzir tensões sobre os . Os problemas de expansão são extremamente críticos nos trocadores de calor de espelhos fixos. uma vez que ambas as passagens. porém. isto por que com mais de um passe consegue-se uma maior velocidade do fluido (maior vazão). o que já não acontece com o de fluxo paralelo. encontrarem-se trocadores que apresentam várias passagens nos tubos. É comum. O trocador de calor apresentado anteriormente. sendo utilizados apenas quando o fluido do lado do casco é limpo e não há problemas de corrosão.17 T1 T1 T2 t2 t2 T2 t1 t1 Contracorrente Paralelo No fluxo contracorrente a temperatura do fluido quente tende a ficar abaixo da maior temperatura do fluido frio. apresenta uma passagem nos tubos. o melhor rendimento do equipamento. é claro. A principal vantagem do trocador de calor com mais um passe.

tampa do casco e a tampa flutuante permite a retirada do feixe pelo lado do espelho estacionário. Do outro lado. o feixe tem espelho fixo parafusado entre os flanges do carretel e do casco. De um lado. já que o feixe pode ser removido.4 . A fim de evitar tal inconveniente. A remoção do carretel. Este tipo de permutador permite limpeza mecânica e inspeção do lado externo dos tubos.Trocadores de Tampa Flutuante Consiste de um trocador de calor de feixe removível. O casco é fechado por meio da tampa do casco.18 espelhos fixos. 1 2 2 3 6 7 t2 T2 4 5 T1 Fluido quente t1 Fluido frio . são instaladas juntas de expansão nas carcaças. o espelho flutuante é fixado entre a tampa flutuante e um anel bipartido. bem como não apresenta dificuldades decorrentes de dilatações diferenciais entre o feixe tubular e o casco. 2.

CASCO . passa pelos tubos.  fluido quente. saindo do permutador pelo lado do bocal superior. resultando em melhor eficiência na troca de calor.Temperatura de admissão do fluido quente T2 . ESPAÇADORES . A menor distância entre dois buracos adjacentes denomina-se INTERVALO. T1 . uma vez que uma largura muito pequena de metal entre tubos adjacentes enfraquece estruturalmente o espelho de apoio dos tubos . cede calor através da área de troca de calor ao fluido frio que percorre o casco.Temperatura de admissão do fluido frio t2 . O fluído frio entra pelo bocal inferior do casco. 5. percorre os tubos. CARRETÉIS E TAMPAS .São as partes externas extremas do trocador 3. saindo do trocador pelo outro carretel. O fluido quente entra através de um carretel. 4.Temperatura de descarga do fluido frio A função das chicanas é acarretar turbulência no fluido que percorre o lado do casco. 2.Conjunto de tubos fixos aos espelhos os que mantém em posição. percorre o caminho determinado pelas chicanas. 6.19 1. evitando que sofram esforços de flexão. ESPELHOS.Mantém o conjunto de chicanas em posição. Os tubos são dispostos em configurações quadradas ou configurações triangulares.Responsáveis por manter os tubos em posição.6 .Temperatura de descarga do fluido quente t1 . A vantagem do passo quadrado é que os tubos são acessíveis para intervalos externos e produzem uma queda de pressão menor quando o fluído flui na direção indicada.5 . 2. TAMPA DO CARRETEL. FEIXE TUBULAR . 2. .Espaçamento dos Tubos Os furos dos tubos não podem ser perfurados muito próximos uns dos outros . CHICANAS .Parte externa central do trocador.Princípio de Funcionamento Um fluido quente passa pelo lado dos tubos e um fluido frio ( por exemplo )passa pelo lado do casco. 7.

acarretando. . maior perda de pressão no lado do casco. o latão. este último favorecendo a troca de calor devido ao aumento da área externa de troca. que sejam as mais comumente empregadas com diâmetros de ¾”.20 Passo Quadrado Passo Triangular 2. Estão disponíveis numa variedade de metais entre os quais.potência m = massa por unidade de tempo do fluido quente   = massa por unidade de tempo do fluido frio m c = calor específico do fluído quente c = calor específico do fluído frio T = diferença de temperatura do fluído quente t = diferença de temperatura do fluído frio 2. o cobre.8 . de chapas calandradas e soldadas a partir de 13” de diâmetro. o metal muntz. e em aços liga. Se caso o SISTEMA trocador de calor fosse isolado termicamente do exterior. porém. o aço. O aço carbono normalmente é utilizado para meios não agressivos. trocas de calor entre fluídos de temperaturas diferentes entre si. de níquel e de cobre quando de chapa. é claro.Materiais Empregados nos Trocadores de Calor TUBOS São obtidos em diversas espessuras de paredes finas padronizadas. Os tubos podem ser lisos ou aletados. a liga de cobre-níquel 70-30. Feitas normalmente com aço carbono. CASCO OU CARCAÇA Pode ser construído a partir de tubos de 24” de diâmetro nominal ou. onde: Q  m Q = calor por unidade de tempo .Balanço Energético Sabemos que no interior de um trocador de calor se processam.   c  T  m    c   t . 1”. podendo ser encontradas ainda em aços liga e ligas de alumínio quando de tubo. teríamos que. 1 ¼” ½”. o bronze alumínio e os aços inoxidáveis.7 .

b)Uma vantagem do uso de aço inox. ( )A chicana tem duas funções. Explique sucintamente o funcionamento de um trocador de calor. ( ) A velocidade do fluido favorece a troca de calor. Qual a função dos intercambiadores? 4. ( )Os espaçadores são enfraquecidos se os furos para encaixe dos tubos são feitos muito próximos. sabendo que a temperatura de entrada do mesmo é 5 oC. e sabendo que o fluido que resfriará a água é o ar (calor específico = 1000 J/kg. c)Uma vantagem e uma desvantagem do uso de cobre.21 2. ( )O tubo liso é preferível ao aletado quando se necessita uma maior troca de calor. Uma vazão de água de 0. uma das quais é acarretar turbulência nos fluidos ( )Os trocadores com espelhos fixos têm problemas críticos de expansão. Calcule a temperatura de saída do ar. ( )O aquecedor aquece um determinado fluido através de um meio qualquer.9 - Exercícios 1. ( )De acordo com o fim a que se destinam. Seja genérico.10 Kg/min. Defina Trocadores de calor. ( )O aço carbono normalmente é utilizado em meios não agressivos.K.K.5 m3/min deve ser resfriada de 100 oC para 20 oC. Assinale as alternativas corretas. 5. numa vazão de 2. ( )Os trocadores com espelhos fixos são usados preferencialmente para fluidos corrosivos. os trocadores de calor podem ser paralelos ou contra-corrente. 8. ( )Os problemas de expansão são mais críticos em trocadores de calor com espelhos fixos 6. Para a utilização de materiais para tubos explique: a)Uma vantagem e uma desvantagem do uso de aço carbono. Considerando que o calor específico da água é 4. ( )Trocadores de calor para resfriamento incluem resfriadores. ( )Os espaçadores mantém o conjunto de chicanas em posição. 3. Quais os problemas advindos da utilização de espelhos fixos nos trocadores de calor? 7. 2. condensadores e geradores de vapor d’água. água=1000 kg/m3 9. Esquematize um trocador de calor de contracorrente e explique porque é mais utilizado que o paralelo. ( )Trocadores de calor contra-corrente são mais eficientes que os paralelos. ( )Trocadores de calor são exemplos de sistemas onde ocorre processo adiabático.18 J/kg. Porque são instaladas juntas de expansão nas carcaças de trocadores de calor? .

59 0. C) 0.70 0.42 0.Precisamos resfriar 15 kg/s de mercúrio 8 oC.50 0. que fluido você escolheria e qual seria a temperatura exata de saída do fluido? Fluido Mercúrio Gasolina Óleo lubrificante Querosene Álcool Álcool metílico Amoníaco calor específico o (cal/g.55 m3/h? Dados: óleo = 900 kg/m3 c’leo = 400 cal/kg Trocador EST-6 EST-7 EST-8 EST-9 EST-10 Capacidade nominal (Kcal/h) 6000 9000 12000 15000 22000 fonte: catálogo da APEMA . Baseado na tabela abaixo.22 10.03 0.40 0.5 kg/s de refrigerante. Para isso temos uma bomba que permite uma vazão mássica de 0.Que modelo de trocador de calor abaixo você escolheria para resfriar óleo lubrificante de 50 para 15 oC. e temos uma limitação técnica de que o fluido refrigerante entre necessariamente a 5 oC e saia a mais ou menos 20 oC.94 11. sendo que a vazão de óleo é de 1.

Definição e Histórico As primeiras máquinas destinadas a gerar vapor surgiram no início do século XVIII. O vapor pode ser utilizado tanto saturado como superaquecido. limpeza e acionamento mecânico.Aplicações O vapor d’água é utilizado em larga escala para aquecimento. papel. 3. Podem ainda ser naturais ou artificiais. como óleos minerais (em temperaturas de início de destilação) ou produtos orgânicos sintéticos (com temperaturas de ebulição de 170 a 350 oC). Encontra aplicações diversas nas indústrias alimentícia. aliado à ampla disposição de água no meio industrial. líquido e gasoso. em função da necessidade de se encontrar uma fonte de calor que substituísse os inconvenientes da queima direta do carvão. podem ser utilizados. dependendo da aplicação. 3. A idéia era captar a energia liberada pelo combustível numa unidade central e distribuí-la aos diversos pontos de consumo da empresa. A preferência pelo vapor é justificada pelo seu alto calor específico. São combustíveis utilizados em geradores de vapor  Lenha  Carvão mineral  Carvão vegetal  Óleo combustível  Gás natural  Carvão pulverizado  Serragem  Casca de arroz  Resíduos industriais  Bagaço de cana . Por outro lado. Existem centrais termelétricas operando com pressões da ordem de 250 bar.23 Capítulo 3 . Em muitas regiões. Os geradores de vapor recebem.1 . têxtil. serviços de acionamento mecânico envolvem o emprego de vapor superaquecido e pressões de trabalho maiores. metalúrgica.3 . A maioria dos processos industriais usa vapor saturado com pressões inferiores a 10 bar. Derivados de petróleo. além do vapor d’água. Petróleo e carvão fóssil são exemplos de combustíveis naturais. Outros fluidos.Combustíveis Utilizados Toda substância capaz de reagir com o oxigênio e liberar energia térmica é identificada como combustível sólido. no meio industrial. o uso de vapor é imprescindível na geração de energia elétrica. etc. a denominação de caldeiras. química.2 .Geradores de Vapor 3. de bebidas. coque e carvão vegetal são considerados combustíveis artificiais.

de gases de escape de turbinas e motores de combustão interna. os geradores de vapor são classificados em função de seu tipo construtivo em:  Caldeiras Flamotubulares: os gases quentes da combustão atravessam a caldeira pelo interior dos tubos. Saída de Vapor Chaminé Nível Tubos de aço Fornalha  Caldeiras Aquotubulares: os gases atravessam a caldeira pelo lado externo dos tubos.24 3.Classificação Os geradores de vapor podem ser classificados quanto à fonte geradora de calor em:  De Recuperação: aproveita o calor de outros processos industriais.  De Combustão Própria: quando a fonte de calor se situa na própria caldeira.4 . Normalmente. É o tipo de caldeira mais comum. cedendo calor à água que nestes circula. Saída de vapor Circulação Fornalha .

25  Caldeiras Elétricas: Convertem energia elétrica em energia térmica. O óleo é injetado juntamente com o ar por meio de queimadores (1) dentro da fornalha (2). 3.Componentes de Geradores de Vapor As unidades geradoras de vapor são construídas de acordo com normas ou códigos vigentes no país e de forma a melhor aproveitar a energia liberada pela queima de um determinado tipo de combustível. mediante o uso de resistências ou eletrodos submersos. no qual a caldeira de duplo tubulão com circulação natural é aquecida pela queima de óleo combustível. onde queima com chama intensa. .6 .5 .Funcionamento de uma Caldeira A figura a seguir é um diagrama esquemático do processo de geração de vapor. Unidades modernas e de maior porte são equipadas com os seguintes componentes:  Fornalha  Caldeira  Superaquecedor  Economizador  Aquecedor de ar 3.

queima em grelha ou queima em leito fluidizado. amianto e cortiça. As paredes da fornalha são revestidas com tijolos refratários e isolantes térmicos como lã de vidro. os projetos de fornalhas se alternam entre fornalhas para queima em suspensão. gás natural. passando através do superaquecedor (3). passando depois pelo economizador (8) e do pré-aquecedor de ar (9). . provocam a circulação natural de água na caldeira. em um selo de água. Externamente ainda são colocadas chapas de aço para garantir a sustentação do conjunto. A própria diferença de temperatura da água nos tubos (4) e (5). As cinzas leves são arrastadas pelos gases para cima. O vapor saturado liberado nos tubos da caldeira é coletado no tubulão (6). e também a intensa formação de vapor nos tubos (4) pelo contato mais íntimo com a chama. podendo queimar óleos. As temperaturas no interior da câmara de combustão variam na faixa de 900 a 1400 oC. 11 Ar 6 10 3 4 5 8 9 7 1 2 Água de alimentação 3. As primeiras são as mais utilizadas. cascas de arroz e resíduos industriais. plásticos.7 .26 Como o óleo queima dentro da fornalha.Fornalhas A fornalha ou câmara de combustão é o local onde se desenvolve a queima de combustível. serragem. Os tubos (4) e (5) da caldeira constituem a superfície de aquecimento através das quais o calor advindo da chama existente na fornalha é transferido para a água. De acordo com o tipo e a qualidade do combustível disponível. seus produtos de combustão são arrastados pelo ventilador (10) para a descarga na atmosfera através da chaminé (11). onde é secado e tem sua temperatura elevada pelos gases de combustão. os gases quentes da combustão passam através dos tubos (4) e (5) cheios de água e do superaquecedor (3). O vapor superaquecido flui através da linha principal para conseqüente utilização. em direção ao topo da fornalha. carvão pulverizado. as cinzas pesadas caem por gravidade no fundo da fornalha. Durante o processo de combustão. As fornalhas com grelha ou leito fluidizado têm aplicação restrita a unidades de pequeno e médio porte e são projetadas para consumo de combustíveis sólidos.

que pode ser introduzido de forma manual ou automática. bombas de alimentação de óleo. Não exige uma preparação rigorosa do combustível. lenha.7. bagaço de cana e diversos resíduos industriais. estas assegurando uma melhor alimentação do combustível e remoção automática das cinzas.1 Fornalha de Queima em Suspensão São projetadas com um conjunto de queimadores e câmara de combustão compatível com o tipo e a quantidade de combustível que se deseja queimar. sistemas de ignição. As grelhas podem ser fixas (unidades de menor porte) ou móveis (esteiras).7. destinados a promover a combustão. Queimadores são equipamentos compactos estrategicamente instalados na fornalha. . São utilizados como combustível carvão fóssil. Normalmente são acoplados outros dispositivos como ventiladores de ar.2 Fornalha de Queima em Grelha Atendem caldeiras de médio e pequeno porte. 3.000 kg/h. em geral com capacidades menores que 200. dispositivos de controle e segurança.27 3.

velocidade de fluidização. 3. Este processo aumenta a relação ar/combustível e é utilizado para combustíveis menos nobres. dispostos na forma de paredes d’água ou feixes tubulares. Para efeito de projeto. como o carvão fóssil. tipo e tamanho das partículas de combustível. método de alimentação e suprimento de ar. o combustível permanece em suspensão num fluxo de ar ascendente. durante o tempo necessário para que a combustão se complete.Caldeira Aquotubular As caldeiras aquotubulares são construídas de forma que a água circule por diversos tubos de pequeno diâmetro. .8 .7. pressão e temperatura de operação.28 3. geometria da fornalha. cinzas.3 Queima em Leito Fluidizado Neste tipo de fornalha. é necessário considerar a altura do leito.

fora das zonas de circulação rápida dos gases quentes. silicatos. A ocorrência de incrustações nas superfícies de aquecimento aumenta a resistência térmica imposta ao fluxo de calor. a partir de uma estrutura principal. sendo comum o uso de um único tambor em unidades de grande pressão. Caldeiras aquotubulares de grande porte são sempre montadas em campo e normalmente suspensas. este número deva ser reduzido. A caldeira deve dispor de dispositivos de drenagem para eliminação sistemática de sulfatos. O espaçamento entre tubos é variável. lodo e sólidos em suspensão.29 As paredes d’água têm circulação independente. podendo os tubos serem apoiados na própria parede da fornalha. por medida de segurança. as incrustações têm . Os tambores são instalados em zonas protegidas da radiação e até mesmo. embora. O número de tambores é variável. carbonatos. de modo a permitir livre dilatação térmica. O tratamento químico da água é indispensável para garantir a segurança e a durabilidade do equipamento. Além de isolante térmico.

aumentando os riscos de explosão. O diâmetro das fornalhas pode variar entre 400 e 1300 mm. em duas ou mais passagens. na forma de um único feixe tubular. Os gases de combustão circulam por dentro dos tubos. Ainda existe a circulação forçada. também conhecidas por fumotubulares. montados entre espelhos. que provocam deformações e trincas nos materiais dos tubos. sendo que a primeira é a própria fornalha. em direção à chaminé. são construídas de forma que a água circule ao redor de diversos tubos. O fluxo de gases pode ser melhor visualizado na figura a seguir. onde não há recirculação de água dentro da caldeira.9 . 3. porém esta é prejudicada em pressões muito elevadas (acima de 160 bar). feita através de bombas de recirculação. O esquema a seguir mostra uma caldeira flamotubular de duas passagens. pelo fato de admitirem maiores pressões de trabalho e . que mostra 3 passes dos gases numa caldeira.30 coeficiente de dilatação diferenciados. Então é usada a chamada circulação assistida. A circulação natural da água é característica nas caldeiras aquotubulares. Estas podem ser feitas com paredes corrugadas.Caldeira Flamotubular As caldeiras flamotubulares. feita com bombas. onde as diferenças de peso específico do líquido e vapor são muito pequenas. onde são lançados no meio ambiente.

mediante a simples passagem de corrente através de resistências elétricas ou através da própria água da caldeira.8 e 13. Caldeiras de eletrodos submersos são usadas quando se necessita de maior potência.31 aumentarem a superfície de troca de calor. o tratamento químico da água é importante.8 kV. Em termos gerais.10 - Caldeiras Elétricas As caldeiras elétricas têm o princípio de funcionamento fundamentado na conversão direta de energia elétrica em energia térmica. As caldeiras elétricas têm aplicação restrita às regiões onde a energia elétrica é abundante e a custos relativamente baixos. como lenha ou carvão fóssil. O diâmetro do corpo cilíndrico externo pode variar entre 900 e 2800 mm. as caldeiras flamotubulares apresentam menores gastos com manutenção. A opção por fornalhas externas permite a utilização de combustíveis sólidos. 3. As caldeiras com resistência têm potência limitada. a opção por caldeiras elétricas é justificada pela ausência de poluição ambiental. O diâmetro dos tubos pode variar entre 30 e 100 mm. podendo operar com voltagens variáveis na faixa de 200 a 500 V. ou porque o local não é apropriado ao manuseio de combustíveis industriais. na ordem de 2. Também aqui. As caldeiras flamotubulares operam com pressões de até 15 bar e um máximo de 15.11 - Superaquecedor . 3. operando com voltagens entre 3. A circulação d’água é sempre natural. Muitas vezes.5 MW.000 kg/h de vapor.

Para regular a temperatura do vapor superaquecido são utilizados dispositivos chamados atemperadores. é conveniente que sejam instalados o mais próximo possível da câmara de combustão. além de reduzir o consumo de combustível. há que se investigar a presença de SO3 nos gases de combustão e a eventual formação de ácido sulfúrico sobre as superfícies frias do economizador. Para temperaturas mais altas. Para pressões inferiores a 30 bar. Geralmente se localizam no final do trajeto dos gases de combustão. A forma construtiva do superaquecedores é bastante diversificada. São usados aço carbono-molibdênio. representando uma economia de 5 a 10% no processo. A temperatura requerida para o vapor é fator determinante para a localização do superaquecedor. sua aplicação é restrita a unidades de maior porte. Em termos técnicos. . aumenta a velocidade de combustão e contribui para que a queima ocorra de forma uniforme e estável. é importante considerar a influência de diversos fatores. após o economizador. São geralmente construídos em tubos de aço carbono com 40 a 80 mm de diâmetro externo. recomenda-se espaçamentos amplos (400 mm) para fileiras de tubos situadas nas zonas de alta temperatura e espaçamentos menores (100 mm) para zonas de temperatura mais baixas. a presença do economizador é vantajosa. Os aquecedores de ar podem ser recuperativos ou regenerativos. Naturalmente. Tubos com diâmetro externo de 25 a 65 mm são utilizados. ou cromo-molibdênio ou aço inox cromo-níquel. uma vez que aumenta o rendimento térmico da unidade geradora de vapor. Na prática.12 - Economizador Economizadores são trocadores de calor determinados a elevar a temperatura da água de alimentação de uma caldeira.32 Superaquecedores são feixes tubulares determinados a elevar a temperatura do vapor proveniente do tambor da caldeira e são localizados de forma a melhor aproveitar o calor disponível nos gases de combustão. também são empregados tubos de ferro fundido. O aquecimento do ar. dentre os quais:  Temperatura e velocidade dos gases de combustão  Temperatura e velocidade do vapor  Arranjo e posicionamento do banco de tubos  Tipo de material recomendado para tubos e suportes. são classificados em convectivos e radiantes. que operam injetando água no vapor superaquecido. De acordo com sua localização. mediante o aproveitamento de uma parcela da energia residual. No projeto de superaquecedores. por questões de ordem técnica ou econômica.13 - Aquecedor de ar Aquecedores de ar são trocadores de calor destinados a elevar a temperatura do ar utilizado na combustão. ainda disponível nos gases de combustão. 3. Entretanto. 3. Normalmente são instalados depois dos superaquecedores e antes dos aquecedores de ar. O tipo de material depende da faixa de temperatura dos gases de combustão.

( )Quanto maior o número de tubulões. Aquecedores de ar regenerativos têm transferência de energia indireta. ( )Os geradores de vapor elétricos causam menos poluição. 6. mostrando seus componentes principais. Esquematize um gerador de vapor. ( )Os queimadores são equipamentos destinados a promover a combustão e devem ser estrategicamente instalados nos dutos de ventilação. lodo. devido à quantidade de água que podem armazenar. ( )Na queima em grelha são utilizados queimadores. ( )As caldeiras flamotubulares têm menor peso para a mesma capacidade.Exercícios 1. ( )Queimadores são equipamentos destinados a fornecer uma fonte de ignição para o combustível. ( )As caldeiras elétricas com eletrodos submersos são usadas quando se necessita de uma potência maior do que as de resistência podem proporcionar. Uma massa rotativa. ( )Atemperadores são destinados a retirar impurezas da água de alimentação. Diga qual a função e explique o funcionamento de um economizador 3. Dois tipos construtivos são empregados: o tubular e o de placas.33 Aquecedores de ar recuperativos empregam transferência de energia direta (são trocadores de calor convencionais). a opção por fornalhas externas permite a utilização de combustíveis sólidos. maior o rendimento da caldeira. é termicamente regenerada pelo calor sensível dos gases e resfriada pela corrente de ar. ( )Os economizadores são equipamentos destinados a elevar a temperatura do ar usado para combustão numa caldeira.14 . constituída por placas de metal. ( )A maioria dos processos industriais utiliza pressões abaixo de 10 bar.) funcionam como isolantes térmicos. ( )O processo de queima em leito fluidizado é utilizado para combustíveis menos nobres. ( )Combustíveis líquidos e gasosos não produzem cinzas ( )Fornalhas para queima em suspensão mais mais utilizadas que os outros tipos. 2. 4. . Capriche. ( )A circulação nas paredes d’água é independente da circulação no feixe de tubos. Explique o funcionamento de uma caldeira flamotubular. 3. Esquematize uma caldeira aquotubular. etc. ( )Como vantagem do superaquecedor podemos citar economia de combustível. em relação às aquotubulares. Cite 5 tipos de combustíveis normalmente utilizados em geradores de vapor. 5. o ( )Em caldeiras aquotubulares é preferível o uso do maior n de tubulões possível. ( )O processo de queima em leito fluidizado aumenta a relação ar/combustível. ( )As grelhas asseguram uma melhor alimentação do combustível. ( )Geradores de vapor para a indústria mecânica normalmente não possuem superaquecedores. ( )Nas caldeiras flamotubulares. sulfatos. ( )Caldeiras flamotubulares com fornalhas internas são geralmente utilizadas com combustíveis sólidos ( )A queima em grelha não requer uma preparação cuidadosa do combustível. ( )As incrustações (silicatos. explicando qual a principal diferença para uma caldeira flamotubular. Assinale com um X dentro dos parênteses as alternativas corretas.

Cite 4 combustíveis sólidos normalmente utilizados em geradores de vapor. 15.Explique o processo de queima em leito fluidizado. ( )Como vantagem do superaquecimento podemos citar economia de combustível ( )O aquecimento do ar reduz a velocidade de combustão.Explique a diferença entre aquecedores de ar regenerativos e recuperativos. 7.Cite 2 vantagens e uma desvantagem de uma caldeira elétrica em relação aos outros tipos. 10. . 8. Cite dois fatores que influenciam na escolha de um combustível.Porque a circulação natural de água é prejudicada em pressões muito elevadas? 12.Qual a função do atemperador? 14. Cite 3 vantagens das caldeiras aquotubulares em relação às flamotubulares.Para que são colocadas chapas de aço em volta da fornalha? 20. Cite 3 razões para a utilização de vapor d’água com fluido de trabalho em geradores de vapor.34 ( )De acordo com o poder calorífico do combustível é escolhido o tipo de caldeira.Qual a função do aquecedor de ar? 19. 21.Cite dois fatores dos quais depende o projeto da fornalha. 11.Cite duas vantagens da água sore os outros fluidos usados em geração de vapor.Porque o número de tubulões deve ser reduzido? 16. 13. 17.Qual a função do superaquecedor? 18. 9.

Combustíveis e Combustão 4. Óleo Combustível)  Gasosos (ex.2. Coque)  Natural (ex. Exemplos:  Carvão residual (coque)  Carvão de madeira  Bagaço de cana  Serragem  Cavacos de madeira  Resíduos de cereais  Lixo (embalagens.2 4.Combustíveis 4.2.2. Lenha)  Líquidos (ex. 4. Em geradores de vapor normalmente são utilizados: . papéis) 4.1 . São obtidos segundo uma destilação fracionada de petróleo.2. linhito.2. GLP) 4.3 Combustíveis Líquidos Artificiais Normalmente são os derivados de petróleo.2 Quanto à origem:  Artificial (ex.  Lenha 4.35 Capítulo 4 . hulha e antracito.2 Combustíveis Sólidos Artificiais Resultam da intervenção de um processo industrial antes de serem utilizados.1 Definição Combustível é toda substância capaz de reagir combustível o oxigênio (geralmente do ar).1 Classificação Quanto à fase:  Sólidos (ex.2.1 Combustíveis Sólidos Naturais  Carvões fósseis: turfa. Carvões Fósseis) 4. Os combustíveis são caracterizados por suas propriedades físico-químicas e são encontrados na forma natural ou artificial.2.2.1. liberando calor e luz.

Os combustíveis líquidos quase não possuem cinzas. gás de água. hidrogênio. embora utilizado em algumas caldeiras. O carbono e o hidrogênio são os principais responsáveis pela formação de calor do combustível. hidrogênio e oxigênio. Na realidade. materiais voláteis. Dentre os combustíveis gasosos artificiais. nitrogênio. cuja viscosidade situa-se entre a viscosidade dos óleos lubrificantes e o querosene. O vapor gerado nessa troca térmica aciona os turbogeradores e estes os geradores elétricos. através do bombardeio controlado combustível nêutrons. 4. o gás liqüefeito de petróleo e o gás de coque. oxigênio.2. estes combustíveis não reagem diretamente com o oxigênio do ar. são constituídos apenas de carbono. 4. Os sais minerais normalmente aparecem somente nos combustíveis sólidos. normalmente atende demandas de consumo em motores de combustão interna do ciclo Diesel. e encontrado com características químicas bastante diversificadas.2.36  Óleo Diesel.2.4 Combustíveis Gasosos São pouco utilizados na geração de vapor em caldeiras. O óleo combustível também é conhecido por óleo combustível pesado ou residual. água e sais minerais.2. . Esta água é facilmente eliminada por ventilação natural ou aquecimento em estufas a 50 °C. gás de gasogênio. entretanto. No Brasil é o combustível líquido mais utilizado para geração de vapor.  Óleo combustível. mas através de dois processos que liberam calor:  fissão de substâncias radioativas. sendo que o enxofre participa com uma pequena parcela.  Gasóleo.  fusão de hidrogênio. sendo este o resíduo de destilação fracionada do petróleo. Os combustíveis gasosos. de sais (sulfatos. nitratos ou fosfatos) na forma metálica. O calor gerado na reação em cadeia é absorvido ou trocado em instalações especiais onde o líquido que absorverá o calor entra em contato com os elementos radioativos. podemos citar os gás de iluminação. A liberação de energia atômica se processa nos reatores nucleares ou reatores de potência. A água também é própria dos combustíveis sólidos e se apresenta em três formas:  água acidental: contida no combustível quando este é exposto à chuva por muito tempo. enxofre. de resíduos orgânicos. Temos como exemplo o gás natural de petróleo e o chamado gás natural. 4. formando as cinzas.5 Combustíveis Nucleares A energia atômica tem como fonte de combustível os óxidos de urânio.3 - Composição Básica do Combustíveis Os componentes químicos nos combustíveis são: carbono.

o poder calorífico superior pode ser calculado com boa aproximação pela equação: Pcs = 33900 c + 141800 (h . sendo: Pci =Pcs . sendo difícil a sua remoção. metano.o/8) + 9200 s onde: Pcs = Poder calorífico superior c = Teor de carbono (kg de carbono/ kg comb. Esta água permanece inclusive nas cinzas. Em termos gerais.) h = Teor de hidrogênio (kg de hidrogênio/ kg comb) s = Teor de enxofre (kg de enxofre/ kg comb) o = Teor de oxigênio (kg de oxigênio/ kg comb) O cálculo do poder calorífico inferior dependerá apenas da presença de água nos gases de combustão e calor latente de evaporação. . para combustíveis sólidos e líquidos. monóxido de carbono. que destilam e se extinguem na própria fornalha durante a combustão. a não ser mediante secagem a 110 °C ou mesmo a queima. é definida pelo poder calorífico superior ou inferior e vai depender da composição de cada combustível.37  água higroscópica: é a água incorporada ao combustível. Essa água tem seu teor em equilíbrio com a umidade relativa do ar.2440 (9h + w) onde: Pci = Poder calorífico inferior (kJ/kg) w = Teor de umidade (kg umidade/ kg comb. a energia liberada é conseqüência de reações químicas com o carbono.  água de constituição: é a água combinada com os sais minerais sob forma de água de cristalização. com os terpenos (na lenha). hidrogênio e enxofre: C + O2  CO2 + 33900 kJ/kg 2H2 + O2  2 H2O + 141800 kJ/kg S + O2  SO2 + 9200 kJ/kg Na queima de combustíveis gasosos. Na queima de combustíveis sólidos e líquidos. a energia é liberada pelas reações químicas com hidrogênio. etano e outros hidrocarbonetos: 2 CO + O2  2 CO2 + 10110 kJ/kg CH4 + 2 O2  CO2 + H2O + 55500 kJ/kg 2 C2H6 + 7 O2  4 CO2 + 6 H2O + 51870 kJ/kg A quantidade de energia liberada por unidade de massa.) O teor de umidade é conhecido a partir da composição química do combustível e 9h representa a parcela de vapor d’água formada pela combustão do hidrogênio. ou de volume. As matérias voláteis são geralmente hidrocarbonetos.

1 % Nitrogênio . a quantidade de água por destilação. não deve exceder a 2 %.14 % Propano (C3H8) .3 % Butano (C4H10) . somadas a de sedimentos por extração.2 % Nitrogênio (N2) .7 % Dióxido de Carbono (CO2) .10 % Enxofre . Óleos para uso em caldeiras. por implicar em uma série de inconvenientes de ordem ecológica ou material. O enxofre.5 % Nitrogênio . pode fundir-se e aglomerar-se em superfícies de aquecimento. A presença do enxofre e cinzas não é desejável. tem a seguinte análise volumétrica: Hidrogênio . também chamado gás pobre.47 % Hidrogênio .1 % Teor de umidade . a composição química é mais ou menos a seguinte: Carbono . atacando as partes mais frias da instalação. forma ácido sulfúrico.40 % Nos Estados Unidos.49 % Hidrogênio . quando combinado com vapor d’água. consegue-se carvão com teores de cinzas abaixo de 5 %.3 % Enxofre .1% A presença de enxofre é pequena. A composição química do gás natural varia em torno dos seguintes valores (% em volume) Metano (CH4) .44 % Cinzas .6 % Oxigênio . O gás de gasogênio. dependendo da temperatura na câmara de combustão.1 % Cinzas .26 % Metano .83 % Hidrogênio . apresenta características bem variáveis.4 % Oxigênio .entre 10 e 30 % Para o carvão brasileiro (base seca).1 % Para todos os óleos. A cinza.6 % Outros .54 % Dióxido de enxofre . a composição química deve oscilar em torno dos seguintes valores: Carbono .38 Para a lenha.73 % Etano (C2H6) . de acordo com sua origem. O gás natural é obtido de campos petrolíferos e.12 % Monóxido de Carbono . a composição química deve oscilar em torno de: Carbono .7 % .

Nessas condições. A manutenção de temperaturas elevadas favorece a ignição. Ima parcela significativa de energia é perdida para o meio ambiente. a massa estequiométrica de oxigênio para queimar cada kg de combustível será: mO2* = mO2 (C) + mO2 (H2) + mO2 (S) onde: mO2* = massa mínima de oxigênio para queimar o combustível mO2 (C) = massa mínima de oxigênio para queimar o carbono .Suprimento adequado de ar . Em condições reais. seja com os gases pela chaminé. insuficiência de ar ou operação inadequada do equipamento.Mistura ar/combustível . o suprimento de ar depende apenas da composição química do combustível.39 4. quantidades complementares são necessárias no sentido de minimizar a presença de material combustível no cinzeiro ou na chaminé.4 - Combustão Todo processo de combustão deve atender princípios fundamentais que assegurem alta eficiência na queima de combustível. recirculação dos gases quentes. ou mesmo pela ocorrência de combustão incompleta. com as cinzas. os processos de combustão não garantem aproveitamento total da energia disponível no combustível. calculada a partir das reações químicas da combustão. Maiores temperaturas são possíveis de se obter a partir do pré-aquecimento do ar de combustão. Em condições ideais de queima. entretanto. No sentido de minimizar estas perdas que um trabalho de otimização deve sempre observar: . Mesmo em condições normais de operação. Em condições ideais. a queima completa de um combustível sólido ou líquido deve envolver uma quantidade mínima de oxigênio. A presença de monóxido de carbono ou de fuligem na chaminé é conseqüência direta de temperaturas baixas. O suprimento de ar está intimamente relacionado ao tipo de combustível e ao equipamento de combustão. ou a utilização direta de oxigênio. pelas paredes do equipamento. O coeficiente de excesso de ar é dado por: e = mar/ mar* = Var/Var* onde: e = coeficiente de excesso de ar mar* = massa de ar estequiométrica (kg/ kg comb) mar = massa real de ar (kg/ kg comb) Var* = volume estequiométrico de ar (m3/kg comb) Var = volume real de ar (m3/kg comb) A temperatura de combustão depende do tipo de combustível e do projeto da câmara de combustão.Temperaturas compatíveis .Tempo suficiente de combustão.

Levando-se em conta que. temos: mar* = 138. deve-se calcular: mar* = (100/23. o ar tem 21% de oxigênio. Para combustíveis sólidos e líquidos temos: . a parcela de hidrogênio já combinada com o próprio oxigênio do combustível já foi descontada. em massa.7 [c/12 + h/4 + s/32 .o/32] onde: c = Teor de carbono (kg de carbono/ kg comb.o/32] O mesmo procedimento deve ser adotado para calcular a massa ou volume dos gases formados na combustão. Então temos: Var* = 106. não reagirá com o oxigênio do ar. naturalmente. o ar tem 23. mO2 A massa estequiométrica de oxigênio para queimar apenas o carbono do combustível é calculada com base na reação: C + O2  CO2 onde 12 kg/kmol de carbono reagem com 32 kg/kmol de oxigênio para formar gás CO 2. Finalmente. tem-se: 2H2 + O2  2 H2O S + O2  SO2 onde: mO2 (H2) = 16/2 [h -o/8] mO2 (S) = 32/32 s Na equação para a combustão do hidrogênio. na proporção de: mO2 (C) = 32/12 c Da mesma forma.40 mO2 (H2) = massa mínima de oxigênio para queimar o hidrogênio mO2 (S) = massa mínima de oxigênio para queimar o enxofre.15% de oxigênio e admitindose que seja utilizado oxigênio do ar.2 [ c/12 + h/4 + s/32 .) h = Teor de hidrogênio (kg de hidrogênio/ kg comb) s = Teor de enxofre (kg de enxofre/ kg comb) o = Teor de oxigênio (kg de oxigênio/ kg comb) Em termos de volume. uma vez que. para hidrogênio e enxofre.15).

. tem-se: mg* = 44 [c/12] + 9[h + w/9] + 64 [s/32] +.2.00 Vg* = [1. + 0.79 Var* onde: Var* = Volume estequiométrico de ar (m3/ m3 comb) Vg* = Volume estequiométrico de gases (m3/ m3 comb) CO = Teor de monóxido de carbono (m3/ m3 comb) H2 = Teor de hidrogênio (m3/ m3 comb) O2 = Teor de oxigênio (m3/ m3 comb) N2 = Teor de nitrogênio (m3/ m3 comb) CO2 = Teor de dióxido de carbono(m3/ m3 comb) H2O = Teor de umidade (m3/ m3 comb) além de CmiHni. a composição química do combustível não é conhecida.... Muitas vezes.79 Var* O nitrogênio presente na composição de alguns tipos de combustíveis.. + 0.65 Para combustíveis líquidos (m3/kg): Var* = [0.89/4186] Pci + 1. etano. Assim podemos calcular o volume de ar e o volume de gases formados na combustão de gases da seguinte forma: Var* = 2.2O2} Vg* = CO + H2 + 2[mi + ni/4]CmiHni + CO2 +H2O +.01/4186] Pci + 0.38 {CO + H2 + 2 [mi + ni/4] CmiHni . H2 e com os hidrocarbonetos CmHn. A queima de gás natural. ou umidade do ar de combustão representam parcelas insignificantes na conta.11/4186] Pci .. Valores aproximados podem ser determinados a partir do poder calorífico inferior do combustível.7685 m ar* Similarmente: Vg* = 22..4 [c/12 + h/2 + w/18 + s/32] +. exigindo o emprego de outros métodos no cálculo do volume estequiométrico de ar ou dos gases de combustão. da mesma forma. conforme as equações definidas a seguir: Para combustíveis sólidos (m3/kg): Var* = [1.. + N2 + O2 + 0..41 mg* = mCO2 + mH2O + mSO2 + mN2 +.. vapor de nebulização.50 Vg* = [0. que representa os hidrocarbonetos presentes no gás combustível (metano. etc. ou de outros gases combustíveis.85/4186] Pci . considerando-se as reações químicas com CO. pode ser analisada..

é necessária a medição do fluxo real de gases de combustão ou a análise química dos gases de combustão. a margem de erro é tolerável.09/4186] Pci . Para o cálculo do excesso de ar.42 No caso de gás natural ou de gás de coqueria (m 3/kg) Var* = [1. Além do percentual de CO2 . diversos aparelhos são disponíveis a nível industrial. Então: e = %CO2*/%CO2 onde: %CO2* = Porcentagem máxima de CO2 em condições de queima ideal %CO2 = Porcentagem medida de CO2 na base da chaminé. Para combustível sólidos e líquidos: %CO2* = [2240/12]c/Vgs* Para medição da porcentagem de CO2.25 Vg* = [1. Os volumes ou massas de ar estequiométricos são para condições ideais de combustão. inferior a 3%. Temperatura muito alta na chaminé pode ser devida a:  Queimador superdimensionado  Tiragem excessiva  Superfícies de troca de calor subdimensionadas ou sujas  Fornalha pequena ou inadequada Quantidade muito alta de fuligem pode significar:  Nebulização imperfeita do combustível na câmara de combustão  Mistura rica em combustível  Tiragem insuficiente  Defeitos na fornalha A tiragem (medição da passagem dos gases de combustão pela chaminé) possui dois aspectos a serem verificados:  Tiragem excessiva leva a um aumento na temperatura dos gases da chaminé e reduz o teor de CO2  A tiragem deve produzir pressão negativa no interior da câmara de combustão.0. utilizado em condições reais de combustão. . a temperatura dos gases e a quantidade de fuligem são parâmetros que podem avaliar o processo de combustão.14/4186] Pci + 0.25 Em termos gerais . A determinação das porcentagens de CO 2 ou de O2 nos gases de combustão é uma alternativa viável para a maioria dos combustíveis normalmente aplicados à caldeiras. a maior parte funciona por absorção química.

4. 5. os processos de combustão garantem aproveitamento total da energia disponível no combustível. A composição do gás de gasogêneo possui (em volume) cerca de 12% H. Deduza a equação da massa de ar necessária à combustão do carbono em um combustível sólido. ( )Quanto à origem.5 - Exercícios 1. Escreva a sentença de combustão do metano com o oxigênio. Que elementos. 2. 26% CO.43 4. [02] Deve-se observar que haja tempo suficiente para a combustão [04] Massa de ar estequiométrica é a massa de ar teórica para uma dada reação química. 6. ( )Volumes de ar estequiométricos são calculados para condições ideais de combustão. os combustíveis podem ser sólidos. ( )Combustíveis nucleares produzem energia através da reação com o oxigênio do ar. Assinale comum X dentro dos parênteses as alternativas corretas. [08] A manutenção de temperaturas elevadas na fornalha desfavorece a combustão [16] A presença de monóxido de carbono na chaminé é consequência de temperaturas baixas 9. Mostre a equação de reação do metano (CH4) com o oxigênio. ( )Óleo combustível pesado é um combustível líquido natural. são responsáveis pela liberação de energia em combustíveis sólidos e líquidos? 3. sabendo que a massa atômica do oxigênio é 16g/mol e a massa atômica do carbono é 12 g/mol. ( )Os combustíveis gasosos são muito empregados em caldeiras. Porque recebe a denominação de gás pobre? 8. 1% de metano. A reação do metano (CH4) libera 55500 kJ/kg. ( ) Bagaço de cana e serragem são exemplos de combustíveis sólidos naturais. líquidos ou gasosos. . que produz 55500 kJ/Kg comb. Mostre a equação de queima do monóxido de carbono. Calcule o poder calorífico inferior do combustível sólido que apresenta a seguinte composição (em massa): Carbono: 46% Hidrogênio: 7% Oxigênio: 36% Cinzas: 1% Nitrogênio: 10% Teor de umidade médio: 25% 7. Some os números entre parênteses das alternativas corretas e marque este resultado no quadrado abaixo da questão: [01] Em condições normais de operação. 54% de N e 7% SO2. além do oxigênio.

Calcule o volume real do ar de combustão para um gás que tenha a seguinte composicão (em volume).Assinale comum X dentro dos parênteses as alternativas corretas. enquanto que teoricamente deveria ser de 32 % : Metano (CH4) : 65% Butano (C4H10) : 12% Nitrogênio (N2) : 4% Monóxido de Carbono (CO) : 6% Dióxido de Carbono (CO2) : 5% Oxigênio (O2) : 2% Argônio (Ar) : 2% 13. sabendo que a porcentagem de dióxido de carbono na chaminé é de 25%.Deduza a equação da quantidade de ar necessária à combustão do enxofre. 12. em massa: C : 32% S : 5% N : 3% Cinzas : 60% 14.44 10. ( ) Temperaturas muito altas na chaminé podem ser devidas à fornalha muito pequena ou inadequada.Calcule o volume real do ar de combustão para um gás que tenha a seguinte composicão (em volume).Calcule a massa de ar estequiométrica necessária à combustão de um combustível sólido com a seguinte composição. enquanto que teoricamente deveria ser de 32 % : Metano (CH4) : 65% Butano (C4H10) : 12% Nitrogênio (N2) : 4% Monóxido de Carbono (CO) : 6% Dióxido de Carbono (CO2) : 5% Oxigênio (O2) : 2% Argônio (Ar) : 2% 11. ( ) Temperaturas muito altas na chaminé podem ser devidas ao superdimensionamento do queimador. sabendo que a massa atômica do oxigênio é 16 e do enxofre é 32. ( ) A tiragem excessiva leva a uma diminuição da temperatura dos gases na chaminé. sabendo que a porcentagem de dióxido de carbono na chaminé é de 25%. ( ) Quantidade muito alta de fuligem pode significar mistura muito rica em combustível ( ) A tiragem é a medição da passagem dos gases pela chaminé. .

3 . Não se podem esquecer as perdas.  Centrais de refrigeração  Sistemas de combate a incêndio  Uso domiciliar. emulsificação com ar ou outro gás e eletromagnetismo.Definição São equipamentos mecânicos empregados para transferência de líquidos de um ponto a outro. para o qual a bomba necessita de energia (potência).45 Capítulo 5 .Bombas Hidráulicas 5. O líquido penetra na bomba com uma pressão P1 e velocidade V1 e sai com pressão P2 e velocidade V2. obrigando o fluido a seguir um caminho determinado.1 . A variação de pressão é dada por um trabalho.Aplicação As bombas hidráulicas são empregadas em uma diversidade de campos. Bombas que utilizam este princípio de trabalho são chamadas bombas de deslocamento volumétrico ou bombas volumétricas. dos quais destacam-se:  Serviços de abastecimento de água. Além destas duas formas. 5. fornecendo-lhes um acréscimo de energia.2 . 5. Hidropneumática  Eletromagnética . como o aumento da pressão por desaceleração súbita do líquido. através de um conjunto de pás rotativas (rotor ou impulsor) ou através de um outro líquido com velocidade superior. A energia cinética adquirida é transformada em pressão em elementos fixos (difusores).  Sistemas de esgoto. as bombas são classificadas em:  Cinéticas: Centrífugas ou Regenerativas  Volumétricas ou de : Alternativas ou Rotativas  Especiais: Carneiro Hidráulico. b) Fornecer grande velocidade ao líquido. Existem dois meios principais de aumentar a energia de um fluido: a) Prendê-lo em uma câmara e diminuir o volume desta. podem ser usados ainda outros meios para se aumentar a energia de um líquido.Classificação De maneira simplificada.

.46 5.2 Bombas Regenerativas A energia é transferida ao líquido pela ação de um movimento do próprio líquido criado na periferia de um rotor de palhetas retas radiais. independente da pressão de descarga.4 . 5.Princípio de Funcionamento 5.4. ao ser detido repentinamente por um obstáculo. ] 5. palhetas ou parafusos.4 Bombas Rotativas O líquido fica aprisionado em diversos compartimentos internos e é impulsionado pela rotação de engrenagens. porque sempre bombeiam o mesmo volume de líquido por curso de rotação da bomba. 5.1 Bombas Centrífugas A energia é transferida ao líquido pela ação da força centrífuga desenvolvida pela rotação do rotor.4. Estas bombas são chamadas de volumétricas ou de deslocamento positivo.4.5 Carneiro Hidráulico Utiliza o princípio da sobrepressão verificada em um líquido em escoamento contínuo.4. São também chamadas de cinéticas.4.3 Bombas Alternativas Fornecem energia ao líquido através do movimento retilíneo alternado do pistão. 5. devido ao predomínio de energia de velocidade.

5. lama e outras impurezas.2 Desvantagens  Aspiração difícil: menor rendimento  Desaconselháveis para pequenas vazões e altas pressões. baixo custo de manutenção e tecnicamente são bem desenvolvidas. e aproveitando a inércia do mesmo. 5.1 Vantagens  Vazão uniforme: apresentam menores vibrações  Baixo custo de manutenção: trabalham com líquidos contendo lodo.5.5 .5.Bombas Centrífugas São máquinas que transferem energia ao líquido por rotação. 5. 5.47 5. Possuem grande flexibilidade operacional.3 Classificação Quanto à posição do eixo:  Vertical  Horizontal  Inclinada Quanto ao número de rotores:  Simples estágio  Multiestágios .

As carcaças podem ser classificadas pelo formato em:  Voluta  Dupla Voluta  Concêntrica  Difusor E podem ser classificadas quanto à partição em:  Partida radialmente  Partida axialmente . Alguns fabricantes que constróem bombas centrífugas de simples estágio destinadas a líquidos bastante sujos e lameados.48 Intensidade da pressão gerada:  Baixa Pressão  Média Pressão  Alta pressão. dotam a carcaça de bocas de visitas para inspeção e limpeza periódica. adquirindo grande velocidade. entra em movimento de rotação e é empelido para a periferia do rotor pela ação da força centrífuga.4 Elementos Mecânicos Básicos      Carcaça Eixo Rotor Mancais Pedestais 5. São dotadas de dois bocais:  De sucção. onde o líquido é dirigido para a parte central do rotor. onde o líquido é dirigido para fora da bomba. 5. convertendo parte dessa energia em energia de pressão. 5.5. Em geral o diâmetro do bocal de sucção é maior do que o de descarga.5.6.6 Partes Componentes 5.5. onde parte dessa energia de velocidade é transformada em energia de pressão e é lançado para fora da bomba pelo bocal de descarga. e percorre o contorno da carcaça.5 Funcionamento O líquido é bombeado para a parte central do rotor.  De descarga ou de Recalque.5.1 Carcaça A principal função da carcaça é a de reduzir progressivamente a velocidade do fluido.

A utilização da 2a voluta surgiu da necessidade de atenuar o esforço radial sofrido pelo rotor nas bombas de apenas uma voluta. 5.49 5.1. Essas pás têm a finalidade de receber e guiar convenientemente o líquido que abandona o rotor.6 Partidas Axialmente São carcaças cortadas segundo um plano que passa pela linha de centro do eixo. . 5. apresentando seções transversais crescentes em volta do rotor. É do tipo mais empregado nas bombas de simples estágio. pois as pressões hidráulicas são distribuídas uniformemente em torno do rotor.6.6.2 Dupla Voluta Consiste de duas volutas simples. originando. proporcionando uma resultante nula. A carcaça e rotor tem um centro comum.5.1. Exigem melhor acabamento e são de manutenção mais trabalhosa. Nestes tipos de carcaça há pequena variação de pressão ao redor de sua circunferência.1 Voluta Tem o formato espiralado. No difusor ocorre a transformação de parte da energia cinética do líquido em energia de pressão. defasadas de 180 o.6. portanto.3 Concêntrica Têm o formato circular.5.6. reduzido empuxo axial. com parte do líquido passando externamente no canal de descarga. Na carcaça dupla voluta os empuxos radiais de cada voluta são iguais e opostos.5.1.6. devido.1.6.5. Os bocais de sucção e de descarga ficam localizadas na metade inferior da carcaça de modo que não há necessidade de soltá-los quando se deseja abrir a bomba. devido à necessidade do fluido de escoar de um rotor para outro com velocidade reduzida e com o mínimo de perda de energia. 5.5.5 Partidas Radialmente São carcaças cortadas segundo um plano perpendicular ao eixo.1. Não apresentam empuxo radial.5.2 Rotores e Anéis de Desgaste Rotor é o órgão da bomba que tem a função de transferir à massa líquida o movimento de rotação de que está dotado. por ser simples e de baixo custo de fabricação.4 Difusor É dotado de pás guias estacionárias formando canais com seções gradativamente crescentes.6. 5. apresentando seções transversais iguais em volta do rotor. cedendo-lhe energia.1. 5. 5. É utilizado imprescindivelmente nas bombas multiestágios.5.

As partes componentes são:  Olhal de Sucção .  Cubo . O número de rotores de uma bomba centrífuga é que determina o número de estágios dessa bomba. e no trecho frontal do olhal atua a pressão de sucção.Evitam a fuga dispersa do líquido no rotor.Prende o eixo no rotor.6.2.2 Tipos de Rotores Quanto à admissão de líquido:  Simples sucção  Dupla sucção Quanto às paredes:  Aberto  Fechado  Semi-aberto Quanto à direção da saída do líquido:  Axial  Radial  Misto 5. .5.5. e por esta razão.6.3 Anéis de Desgaste Numa bomba centrífuga em funcionamento. 5. 5.5.6.Guiam convenientemente o líquido dentro do rotor.1 Sentido de Rotação Ao montar um rotor em uma bomba. as pressões atuantes na região frontal do rotor são diferentes. No recinto frontal à parede dianteira do rotor atua a pressão de descarga.50 É a peça mais importante da bomba. Essa diferença de pressão dá origem a uma recirculação de líquido que passa pela folga existente entre o olhal do rotor e a carcaça da bomba. deve-se ter o cuidado de não inverter a posição deste a fim de não alterar o sentido de rotação correto.  Palhetas .2. merece uma atenção toda especial.  Paredes .É por onde o líquido penetra no rotor.

etc. luvas e anéis de desgaste. dependendo dos valores de pressão existentes em seu interior. alem de acelerar o desgaste de outras peças da bomba. grafite.1 Gaxeta São colocadas em formas de anéis em torno do eixo. As gaxetas são elementos de estrutura mole.. silicone. onde ficam alojados estes anéis é chamado de caixa de gaxetas. e a peça responsável pelo aperto dos mesmos chama-se sobreposta. seu objetivo prático é permitir um pequeno vazamento (de 30 a 60 gotas por minuto).51 Existe. Os materiais usados na fabricação de anéis de gaxeta são: algodão. As luvas são também utilizadas com a finalidade de espaçar rotores das bombas de multiestágios. Nesses materiais são colocados aglutinantes como sebo. a fim de que o desgaste se verifique nela.6. para partida e operação da bomba. Mas praticamente é impossível manter essa folga. haverá possibilidade da entrada de ar. Por isso são chamadas de luvas espaçadoras. fornecido pela máquina acionadora. parafina. 5. mantendo-os na posição correta.5 Vedação A finalidade de vedação em uma bomba é a de impedir a entrada de ar ou a saída do líquido a ser bombeado. óleo. Estes são chamados anéis de desgaste. A fim de recuperar a folga mínima sem que tenhamos que despender grandes gastos. a necessidade de se colocar uma folga mínima entre o olhal do rotor e a carcaça da bomba para tornar diminuta a fuga de líquido. Daí a necessidade de se adaptar uma luva ao eixo. e apesar de ter a função primordial de evitar a saída do líquido em operação. . Este vazamento tem a finalidade de refrigerar e lubrificar os anéis de gaxeta.5. protegendo-o também contra a corrosão e a erosão. pois as luvas são mais baratas que os eixos. 5.5. tais como mancais.4 Eixos e Luvas A função do eixo é basicamente de transmitir o torque e o movimento de rotação. Se a pressão no seu interior for menor que a atmosférica. podendo até trancar a bomba. 5. a fim de torná-la autolubrificante. porque podem ser facilmente substituídos quando gastos em vez do rotor ou da carcaça.5. O eixo suporta o rotor e outras peças girantes. então. instalam-se anéis especiais no rotor ou na carcaça. restringindo-o a limites aceitáveis. implicando em maior geração de calor. Estas são fixas ao eixo através de chavetas. porque ocorre um desgaste progressivo do olhal e da carcaça naquele ponto. alumínio. graxa.5. etc. Para o bom funcionamento da bomba. Quando as gaxetas são apertadas para reduzir o vazamento de líquido bombeado. O fator econômico também é levado em consideração. Eixos empenados causam vibração.6. provocando o desgaste e enfraquecimento do mesmo. elas ficam comprimidas entre as paredes da caixa de gaxetas e o eixo. o eixo deve ser feito com retilinidade e concentricidade ao longo de toda a sua extensão. O cilindro oco.6. Os tipos de vedação são gaxetas e selo mecânico. Um aperto excessivo na sobreposta aumenta demasiadamente o atrito entre o eixo e os anéis de gaxeta. As luvas do eixo têm a finalidade de evitar o desgaste do eixo na parte situada ao longo da caixa da gaxeta.

5. Com o aumento do vazamento pela gaxeta.  Líquido bombeado. utilizam-se molas conectadas ao anel de selagem. que é feito apertando-se alternadamente as porcas dos parafusos de ajuste que as mantém presas.  Pressão de descarga. o anel de selagem é fixo ao eixo e gira com ele. que orientam e fornecem dados suficientes para a escolha.2 Sobreposta É o órgão da bomba que tem a função de regular o aperto nos anéis da gaxeta.52 A fim de escolhermos o tipo ideal de gaxeta. Embora venham a diferir em seu aspecto físico. Para que as faces da sede e do anel de selagem permaneçam sempre em contato e pressionadas.6.6.5.  Rotação.5. recorremos aos manuais do fabricante. geralmente chamadas de sede e anel de selagem. A experiência vem provando que 95% dos produtos em operação industrial pode ser vedado com êxito utilizando uma dessas peças vitais de carvão e grafite. todos os selos mecânicos se baseiam no mesmo princípio de funcionamento. 5. A razão de vazamento entre gaxeta e o selo mecânico é de 100 para 1. há necessidade de regulagem da sobreposta. baseados em.  Dimensões da caixa de gaxetas. Geralmente tem o formato losangular ou elíptico.5. tanto os vazamentos normais que existirem são invisíveis a olho nu. A sede e o anel de selagem são as peças vitais de um selo mecânico. A sede é estacionária e fica conectada numa parte da sobreposta. Combinações mais usadas:  Ferro fundido  Stellite  Cerâmica  Carbureto de Silício . A vedação principal se processa num plano perpendicular ao eixo através do contato deslizante entre faces altamente polidas de duas peças. 5. pois nelas se concentram os maiores esforços.3 Selo Mecânico É utilizado para permitir uma vedação mais eficiente.  Temperatura.

A pressão. caracterizando a escorva. o que exige construções robustas para resistirem à pressão. é feita com anel “o”. especialmente choques periódicos ou golpe de aríete. As demais peças são. para que possa executar o bombeamento com sucesso.7 . estejam completamente cheios do fluido a ser aspirado. as bombas centrífugas têm restrições quanto à aspiração. Estes são normalmente feitos de borracha.Escorva Como foi inicialmente dito. Para isso será preciso que utilizarmos recursos que possibilitem o enchimento destes espaços.53 A vedação secundária. aplicada à sede e ao anel de selagem. para o caso da água: profundidade em metros P (Kgf / cm2 ) 10 . em geral. etc. teflon. 5. asbesto especial. bem como a rede de aspiração.6 . de aço inoxidável. No caso da água.Propriedades da água No estudo de hidráulica e bombas. vale. é importante que se conheça bem o fluido de trabalho e suas propriedades. considerando-se que a massa específica é constante. a experiência tem mostrado que é uma substância praticamente incompressível quando é confinada em tubos e passagens de bomba. Será preciso sempre que o corpo da bomba. 5.

e vencer todas as resistências de atrito. 5.68 pés. pela remoção do ar na admissão da bomba. A pressão atmosférica pode ser utilizada para succionar a água desde a fonte de abastecimento até uma bomba colocada mais alta.Carga e Sucção A carga é a profundidade da água num reservatório. A sucção teórica cerca de 24. o peso da água que provoca a pressão. Na maioria dos tubos de diâmetro considerável. A sucção é a altura na qual a pressão atmosférica força a água para cima da cota de sua fonte de suprimento. A máxima altura na qual a água pode ser elevada. e é usualmente expressa em pés.31 (lbf / in2 ) 5.8. na temperatura padrão (62 o F).54 P profundidade em pes 2. a qual representa a pressão resultante necessária para forçar a água de um dado ponto a uma dada altura. acima do nível de abastecimento. o termo carga indica a diferença entre os níveis da água entre dois pontos.2 Sucção Estática A altura da coluna de água.1 Carga Estática A altura de uma coluna de água em repouso acima de um determinado ponto. Os dois tipos de carga são estática e dinâmica. é denominada carga estática.3 Carga Dinâmica A carga dinâmica da água é a altura equivalente ou virtual da água em movimento. a qual é uma medida de pressão em qualquer ponto dado abaixo da superfície. a soma da . Do ponto de vista de operação da bomba. Desta forma. ou seja. 5. Com relação à operação da bomba. é determinada pela pressão barométrica.8.8 . 5.8. A ação da carga dinâmica que causa o escoamento de um líquido é dividida em três partes:  Altura cinética  Perda de carga na entrada  Perda de carga por atrito A perda de carga por atrito é causada pela resistência ao escoamento devido ao atrito no interior do tubo. provocada pela pressão atmosférica que estabelece o equilíbrio é chamada sucção estática. a altura é medida desde a linha de centro da conexão de descarga da mesma. tubo ou conduto. a altura medida desde a superfície livre da fonte de suprimento até o eixo da abertura de admissão da bomba é denominada altura de sucção.

5. ou é também a distância vertical do nível da água de alimentação até a entrada da bomba que se encontra numa cota inferior.9.10 - Cálculo da Perda de Carga por Atrito em Redes .9 . A perda de carga devido ao atrito da água em tubos e curvas de vários diâmetros e para várias vazões pode ser obtida de tabelas que são usadas em cálculos de bombas. 5.Coluna Total A coluna total é a soma das colunas de recalque e de sucção. Para encontrarmos o valor da perda de carga devida ao atrito nas tubulações teremos que ter em mãos os seguintes dados:  Vazão (Q) (m3/h)  Diâmetro da Rede (D) (pol) O atrito em uma rede será tanto maior quanto maior for o diâmetro e a vazão do fluido através dele. acrescida da resistência ao escoamento pelo atrito. O limite prático da altura de sucção no funcionamento de uma bomba varia entre 20 e 25 pés. 5.8.9. a soma da altura cinética e a perda de carga na entrada é em geral tão pequena que pode ser omitida.55 perda de carga na entrada e da altura cinética necessária excede somente um pé. Isto é comprovado na mecânica dos fluidos. por tubos de pequenos diâmetros. Este limite prático é reduzido por longas linhas de sucção. ou a distância do nível de abastecimento até o nível do reservatório elevado. É a coluna que dá origem a pressões devido ao seu peso.1 Coluna Estática Total É a altura geométrica de sucção mais a altura geométrica de recalque. por um número maior de curvas. 5. Os dois tipos de coluna total são coluna total estática e coluna total dinâmica.2 Coluna Dinâmica Total Representa a pressão oriunda da altura geométrica total. 5. O termo sucção negativa é aplicado quando o nível de água de alimentação é mais alto que a entrada da bomba.4 Sucção Dinâmica É a pressão necessária para elevar a água de um certo ponto a uma dada altura de vencer toda a resistência de atrito. Em tubos longos com pequena carga.

Diâmetro em metros Q . supõe-se para determinado acessório um comprimento de rede equivalente que provoque a mesma resistência à passagem do fluido. o que obriga a bomba a funcionar 5h para recalcar o consumo diário. estamos em condições de calcular a altura dinâmica total de um sistema de bombeamento. Basta-nos então acharmos o valor procurado para o comprimento real da rede através da regra de três. Com estes valores.12 - Dimensionamento de Encanamentos de Sucção Como dado prático. No apêndice existem outras tabelas e curvas características de bombas.11 - Dimensionamento de encanamentos de Recalque Pela Norma experimental da água fria. O dimensionamento do recalque baseia-se na fórmula de Forchmeier: D  13 . Como dado prático. ou de rede. A tabelas 2 fornece os valores dos comprimentos equivalentes para cada tipo de acessório em função do diâmetro da rede.Vazão em m3 e X . entramos na tabela 1 e achamos o valor da perda de carga para 100 m de tubulação. os acessórios existentes em sua extensão também provocam resistência ao fluxo de fluido bombeado. e entrando com os mesmos na tabela 1.razão de utilização da bomba 5. 5. a capacidade horária mínima da bomba é de 15% do consumo diário.56 Sabendo os valores de Q e do diâmetro de rede. encontramos o valor da perda de carga. teremos a perda de carga correspondente a um comprimento de rede de 100 m. Com isso. Tendo em mãos este valor. onde: D . As tabelas 1 e 2 são mostradas aqui.  Q  4 X . PERDAS DE PRESSÃO POR ATRITO EM TUBULAÇÕES Tabela 1 Valores para tubos de ferro fundido ou galvanizados em metros por 100 m de tubo VAZÃO DIÂMETRO NOMINAL . escolhe-se um diâmetro de furo comercial maior que o usado para o recalque. A fim de facilitar os cálculos. pode-se tomar 20%. Além do atrito provocado pela superfície interna da rede.

4 0.00 47.2 0.00 17.4 10.5 0.0 125.9 1.1 4.1 1.10 0.0 20.35 0.09 416 500 584 25 30 35 95.50 0.00 37.00 58.3 5.20 0.20 1.0 30.8 1.10 0.4 17.90 0.9 2.47 167 209 10 12.0 1.5 0.9 1.4 0.9 16.7 3.8 3.00 3.27 0.00 0.4 4.4 0.90 1.6 2.78 3.00 50.2 6.0 17.50 2.0 5835 6670 7515 350 400 450 19.60 2.75 1.6 7.00 2.6 0.00 2.50 1.7 0.1 0.05 27.00 4.3 0.3 13.00 15.5 6.9 44.0 7.6 5.35 0.07 0.00 9.6 0.0 3.20 0.4 21.86 5.0 55.5 0.6 2.95 8.4 1.4 4.00 26.80 1.0 6.0 16.7 0.7 0.28 0.0 43.0 5.10 0.25 1.00 0.5 4.70 6.70 6.50 5.0 20.7 4.6 4.42 0.70 1.80 0.5 83.3 1.7 3.7 3.50 5.40 0.3 0.0 Tabela 2 0.00 11.12 16.00 14.05 0.4 0.6 83.22 0.5 3.30 4.5 0.2 5.6 2.15 0.4 0.4 10.34 9.0 11.9 2.0 34.1 1.4 0.80 7.70 0.0 27.00 12.6 0.09 25.3 0.5 1.3 25.06 0.55 250 291 334 6.7 2.4 0.00 4.17 0.9 1.5 16.50 0.80 0.22 100 133 6 8 2.7 8.4 1.00 1.9 1.5 20 37.4 0.00 26.10 3.12 0.00 0.0 11.0 . 32 40 Lts/min.7 8.42 0.0 3 58.2 6.2 2.0 45.0 1.00 55.05 80.09 15 17.1 1.00 85.1 1.3 1.7 6340 500 2.0 51.50 3.05 0.08 0.56 16.0 51.0 32.10 1.0 VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO PESADO 100 VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO LEVE 80 SAÍDA DA CANALIZAÇÃO 65 COTOVELO 90 0 RAIO LONGO COTOVELO 90 0 RAIO MÉDIO COTOVELO 90 0 RAIO CURTO 50 1.42 0.13 0.3 0.50 3.6 1.23 0.0 52.08 38.57 20 mm ¾ pol.0 39.0 1. 13 19 25 32 38 50 63 75 100 125 150 200 250 300 350 ½ ¾ 1 1¼ 1½ 2 2½ 3 4 5 6 8 10 12 14 0.70 1.0 13.4 0.2 1.0 67.10 12.3 0.25 0.5 16.4 1500 1670 2000 90 100 120 34.13 0.07 0.0 2.6 4.39 66.2 0.2 0.5 4.2 3.5 4.0 78.0 100.90 666 750 834 40 45 50 78.40 0.00 43.00 63.80 0.00 60.7 8.00 61.0 5.1 2.5 0.00 32.3 2.05 1.60 1.5 0.0 4.5 0.5 1.5 0.0 90.50 1.2 4.0 20.0 21.8 3.16 0.9 1.5 50.67 2.70 0.00 21.0 120.0 22.12 0.14 0.5 0.6 0.8 3.25 5.7 25.07 6.80 2.0 16.0 1.0 38.00 7.28 0.00 75.3 4.7 2.4 0.2 11.00 5.0 19.17 0.3 5.3 1.0 27.16 4.4 4 5 100.7 7.8 2.50 3.1 2.3 0.4 1.30 0.0 26.00 16.5 2 7.2 0.20 3.00 12.00 33.3 6.4 0.20 5.0 Diâmetro mm pol.0 23.0 1.1 2.00 6.70 8.1 19.5 5.05 0.00 3.5 9.00 16.50 7.70 1.0 19.20 0.1 7.80 1.8 5.7 0.7 8.4 0.84 50.20 5.30 3.10 0.0 1.4 0.9 1.6 5.3 3.9 1.40 3.30 4.20 REGISTRO DE GAVETA ABERTO REGISTRO DE GLOBO ABERTO REGISTRO DE ÂNGULO ABERTO TE PASSAGEM DIRETA TE SAÍDA DE LADO TE SAÍDA BILATERAL VÁLVULA DE PÉ E CRIVO ENTRADA NORMAL ENTRADA DE BORDA CURVA 45 0 CURVA 45 0 R/D = 1 ½ CURVA 45 0 R/D = 1 COTOVELO 45 0 PARA A SUCÇÃO NÃO UTILIZAR OS VALORES DESTE LADO DA LINHA PRONUNCIADA (VELOCIDADE EXCESSIVA NO TUBO) 0.5 3.7 0.00 40.1 7.00 10.20 0.2 4.2 0.4 8.9 6.3 2.3 10.00 9.6 2335 2670 3000 3335 140 160 180 200 80.00 21.8 6.50 0. m3/h 25 Lts/s 1 1¼ 0.4 12.0 24.3 5.0 34.60 0.9 1.6 5.0 22.6 3.0 3.00 22.0 7.35 0.00 1.11 1.0 33.4 7.9 9.9 1.00 1.0 11.0 0.00 26.0 17.50 0.1 2.40 2.50 0.0 85.7 0.20 9.00 11.00 35.0 2.5 10.4 3.50 12.2 0.80 1.24 0.00 0.0 65.10 0.3 5.50 13.0 8.4 3.50 16.00 17.80 0.5 6.27 0.50 2.2 0.7 0.9 9.0 26.17 0.5 1.5 0.50 1.00 10.80 4.0 13.00 4.1 1.00 10.6 2.0 28.5 22.0 21.2 4.3 0.16 0.3 1.9 2.50 0.5 0.3 0.80 1.70 19.7 2.60 0.00 27.8 4.9 6.6 2.0 43.2 1000 1170 1325 60 70 80 45.8 33.60 0.45 97.20 69.21 0.30 6.6 6.7 2.2 0.1 2.40 1.50 36.6 2.4 4.50 3.90 1.4 4.7 0.3 1.2 111.1 9.0 102.5 6.5 0.4 0.3 5.32 0.5 9.1 1.10 1.0 1.80 2.1 1.0 3.72 125 150 200 250 300 1½ 2 2½ 3 4 5 6 8 10 12 0.0 1.00 1.6 14.00 14.1 1.8 1.00 135.08 0.90 2.9 1.3 1.4 4165 5000 250 300 80.40 0.5 0.5 10.6 0.0 1.0 2.05 0.28 0.60 0.60 1.50 0.5 4.0 2.3 0.50 0.42 0.5 3.06 11.20 0.30 0.2 4.50 0.7 0.8 0.3 0.0 6.2 3.60 11.30 0.00 45.2 6.2 4.7 12.7 0.2 0.00 20.1 1.5 6.13 56.7 2.50 2.4 1.3 0.3 0.4 1 1.9 2.50 26.2 0.4 10.70 0.34 0.26 0.0 60.65 0.0 13.1 0.5 0.50 14.5 1.

58 5. Explique o princípio de funcionamento de uma bomba centrífuga. ( )Podem ser classificadas quanto ao número de rotores como abertas. 4. ( )Rotores abertos são para líquidos pouco viscosos ( )A bomba centrífuga tem bom rendimento em relação a outros tipos de bomba. ( )Podem ter fluxo radial ou axial ou misto. Explique o princípio de funcionamento de uma bomba centrífuga.Potência da Bomba (CV) Q . Assinale com um X dentro dos parênteses as alternativas corretas quanto à bombas. ( )As bombas centrífugas apresentam baixo custo de manutenção. ( )Cargas estáticas de bombas levam em consideração o comprimento total da tubulação. 3. ( )Na prática. fechadas e semifechadas. Para que serve e como funciona o selo mecânico?: 8.Exercícios 1.Rendimento  . versando sobre todas as transformações de energia que ocorrem desde a corrente elétrica.14 .Peso específico (kgf/m3) 5. o encanamento de sucção é escolhido como sendo um diâmentro comercial menor que o de recalque. que faz a vedação do fluido no rotor. Qual a diferença entre altura de sucção estática e altura de sucção dinâmica? .13 - Cálculo da Potência da Bomba A potência de uma bomba e de seu acionador estão relacionadas com a vazão. Faça um esquema. onde: 75   BHP .Vazão (m3/seg) HTM . ( )As bombas centrífugas apresentam menores vibrações em relação a outros tipo de bombas. ( )O princípio de funcionamento de uma bomba centrífuga baseia-se na diminuição do volume de um compartimento contendo líquido ( )A carcaça de uma bomba centrífuga é responsável pelo aumento de pressão e diminuição de velocidade.Altura manométrica (metros de coluna d’água)  . explicando como a energia é adquirida pelo líquido. Explique o funcionamento de um carneiro hidráulico. 6.. 2. O que deve ser levado em conta para a quantidade de aperto da sobreposta? 7. ( )Possuem um componente denominado escorva. Para que tipo de fluido são utilizados rotores abertos? 5. o peso específico e a altura manométrica da seguinte forma: BMP  Q  HMT   .

12.0 2 0. .5 D 5.5 1.3 2 2 1.59 9. A vazão é de 50 m3/h. descarga e total para a situação abaixo: 2.5 2.5 6 7 0.2 2 0.5 1 7.Registro de globo aberto 4.5 0.5 2 0.5 2 0.Válvula de pé e crivo 2.5 5 1. 10.5 0.Cotovelo 90o raio grande 6. Utilizando um motor de 1750 RPM.5 4 5 5 0. Calcule os comprimentos totais equivalentes (de sucção e recalque) e a perda total de pressão para a situação anterior.0 1.Registro de gaveta aberto 7.0 1.Cotovelo 90o raio curto 3. dimensione a bomba (utilizando apenas o primeiro fabricante da apostila)e a potência do motor de acionamento para a situação da questão anterior. Indique os valores das alturas estáticas de sucção.Curva 90o R=1. Explique o que é cavitação e sua influência sobre os componentes mecânicos da bomba.0 5 0.0 2 4 3 2 1.Válvula de retenção tipo leve 11.

seja por expansão ou por aplicação direta de força. processa-se com volume constante. Para alterar o ar de um estado a outro.Compressores 6.1.Compressão do ar Muita energia é gasta no trabalho de comprimir o ar. de dispendiosas instalações para retirá-lo.60 Capítulo 6 .1 Processo isobárico Processa-se a pressão constante. A produção do ar comprimido é regida pelos processos de compressão do ar. 6. . através de tubulações até as partes de aplicação onde executa um trabalho. necessitando-se. às vezes. O ar comprimido é conduzido.1.2 Processo isométrico Também chamado isocórico. Parte dessa energia aparece na forma de calor e geralmente não se presta a fim algum. 6. o sistema deve receber calor e a temperatura é diretamente proporcional ao volume. O sistema deve receber calor e a pressão é proporcional à temperatura.1 . e em seguida é expulso para a atmosfera.

. causando sempre elevação de temperatura. este processo de compressão apresenta a característica de não trocar calor com o meio externo.4 Processo adiabático Também chamado de isoentrópico. porém na prática é impossível retirar todo o calor gerado através dos processos de refrigeração.3 Processo isotérmico A temperatura é mantida constante por um rígido sistema de troca de calor. todo calor deve ser retirado. 6. Para comprimirmos o ar neste processo. requer-se 1.4 vezes mais energia do que a requerida para um processo isotérmico. ou seja. para alterar o ar de um estado a outro.1. Este seria o processo ideal de compressão.61 6.1.

aproximando-se mais da adiabática. Portanto. Como o fluido diminui de volume. e o último é o de alta. Este processo de compressão tanto pode receber como ceder calor para o exterior.1. Supondo que o fluido. sendo que o primeiro é chamado de baixa pressão. A compressão por estágios é bem mais vantajosa que uma única. na medida do possível.2 . as dimensões dos cilindros também vão diminuindo.Compressão por estágios A compressão por estágios tem a finalidade de comprimir o fluido por etapas. passando por tantas pressões intermediárias quantas forem necessárias para se obter boas relações de compressão. .62 6. chamado politrópico. 6. seja resfriado até atingir a temperatura inicial. e parte desse calor é eliminada. o diagrama teórico será o seguinte: O trabalho fica reduzido em relação a uma correspondente compressão única.5 Processo politrópico Na prática. Cada etapa de compressão é feita em um cilindro a parte. o processo de compressão real está situado entre as condições adiabática e isotérmica. qualquer processo utilizado para comprimir o ar gera calor. O caso onde existe fornecimento de calor para o exterior. de modo que o fluido descarregado por um cilindro é integralmente absorvido pelo seguinte. depois de cada etapa de compressão. desde a pressão inicial até a final.

O . O ciclo de funcionamento se baseia no fato de uma certa quantidade de gás ser encerrada em um volume variável (para menos). 6.63 P Politrópica Isotérmica v 6.2 Compressores de deslocamento dinâmico ou compressores cinéticos Possuem dois órgãos principais: impelidor e difusor.3. desejada em uma atividade industrial qualquer.1 Compressores de deslocamento positivo ou compressores volumétricos São também chamados de compressores alternativos.3.3 . e a elevação de pressão é conseguida através da redução de volume ocupado pelo gás. sem contato entre a admissão e a descarga. os compressores podem ser classificados em compressores de deslocamento positivo (também denominados compressores volumétricos) e compressores dinâmicos.2. 6.3.Compressores 6. 6. e depois de comprimido o gás é liberado desse volume por um bocal de saída.1 Definição É uma máquina de fluido que aspira gás (inclusive o ar) a uma determinada pressão e o comprime até uma pressão e o comprime até uma pressão mais elevada.3. É um processo intermitente.2.2 Classificação quanto ao princípio de trabalho Quanto ao princípio de trabalho. O impelidor é um órgão rotativo munido de pás que transfere a energia recebida de um acionador.

variam pouco. São compressores destinados a fluidos específicos e condições de operação diversas. pode ser tratado como um compressor de processo. Também denominados de bombas de vácuo. os compressores centrífugos e os fluxo axiais.  Compressores para serviços de vácuo.4. 6. Destinam-se a unidades de suprimento de ar em ambiente industrial. podemos citar os ejetores. São fabricados em série.  Compressores de refrigeração. os compressores podem ser classificados segundo sua categoria de serviço em:  Compressores de ar para serviços ordinários. trabalham em condições bem peculiares.1 Ejetor . Destinam-se a jateamento. Em sistemas de refrigeração de grande porte. cuja função é transformar a energia cinética do gás em ganho de pressão. As condições de operação. Operam com fluidos bem específicos em condições de sucção e descarga pouco variáveis possibilitando a fabricação em série.1 Compressores de deslocamento dinâmico Dentro do grupo dos compressores de deslocamento dinâmico.1.Tipos fundamentais de compressores os compressores diferem bastante quanto ao princípio de funcionamento. como por exemplo sopradores de ar para fornos de craqueamento. visando baixo custo inicial.3. O processo de compressão se dá de maneira contínua. A pressão de sucção é subatmosférica. pintura e acionamento de pequenas máquinas pneumáticas. vistas a seguir. Podem ter grande porte e custo.  Compressores de gás ou de processo. 6. a pressão de descarga é quase sempre atmosférica e o fluido de trabalho normalmente é o ar.64 escoamento estabelecido no difusor é recebido por um órgão fixa chamado difusor.4 . limpeza. a menos da vazão. porém este tipo de compressor é bem menos utilizado na indústria que os compressores alternativos 6. 6.  Compressores de ar para serviços industriais.3 Classificação quanto à aplicação Quanto a aplicação. As características construtivas de cada tipo são diversas e levam a concepções fundamentais. porém apresentam um padrão básico. Desenvolveu uma tecnologia toda própria.4.

neste ponto. São chamados compressores térmicos. no entanto.2 Compressor centrífugo ou fluxo radial .65 Consiste de um tubo de jato a alta pressão. tem uma velocidade e está na pressão do gás induzido. abranger a compressão até a pressão de admissão próxima a atmosférica. A mistura.1. descarregando um jato de alta velocidade através da câmara de aspiração para o interior do difusor. A compressão aumenta à medida que a energia de velocidade se transforma em pressão dentro do difusor. que fará aumentar a pressão. 6. a um nível mais alto. é arrastado pelo jato para a câmara de aspiração. em forma de um venturi. que usa como propulsor vapor ou gás.4. O gás. Os ejetores são usados principalmente para produzir pressões abaixo da atmosférica (vácuo). Eles podem .

4.1 Compressor de lóbulos ou compressor tipo Roots Possui dois rotores que giram em sentido contrário. Quando o rotor é posicionado na máquina. 6. As palhetas móveis possuem uma conformação capaz de transmitir ao gás a energia proveniente do acionador. 6. O fluido passa então a descrever uma trajetória espiral através do espaça anular que envolve o impelidor e que recebe o nome de difusor radial ou difusor em anel. mantendo uma folga muito pequena muito pequena no ponto de tangência entre si e em relação à carcaça. Os compressores axiais são dotados de um tambor rotativo em cuja periferia são dispostas séries de palhetas em arranjos circulares igualmente espaçados. através de um ou mais elementos de giro. forçando a difusão. A elevação de pressão por estágio é pequena. o gás é aspirado continuamente pela abertura central do impelidor e descarregado pela periferia do mesmo.3 Compressor fluxo axial Com projeto. e são diferenciados entre compressor de lóbulos. Incapazes de realizar grandes elevações de pressão. compressor de palhetas.2. essas rodas de palheta ficam intercaladas por arranjos semelhantes fixados circunferencialmente ao longo da carcaça. construção e operação das mais complicadas.66 No compressor centrífugo. num movimento provocado pela força centrífuga que surge devido à rotação. O gás . Cada par formado por um conjunto de palhetas móveis e outro de palhetas fixas se constitui num estágio da compressão.2 Compressores de deslocamento positivo rotativos Os compressores de deslocamento positivo podem ter uma característica rotativa. Esse movimento leva a desaceleração do fluido e conseqüente aumento de pressão. este tipo de turbocompressor vem tendo aplicação crescente na indústria.1. os compressores dessa espécie normalmente utilizados em operações industriais são de múltiplos estágios. conforme mostra o esquema anterior.4. conforme mostrado na figura abaixo. e o escoamento se desenvolve segundo uma trajetória hélico-axial envolvendo o tambor. 6. As palhetas fixas são projetadas de forma a produzir uma deflexão no escoamento. de anel líquido e de parafuso.4.

6. sendo conduzido até a abertura de descarga pelos rotores.2.67 penetra pela abertura de sucção e ocupa a câmara de compressão. Sendo considerado um soprador. Os rotores apenas deslocam o gás de uma região de baixa pressão para uma região de alta. Não há compressão interna. conforma mostrado na figura. raramente empregado em fins industriais. tem baixo custo e não necessita de muita manutenção.2 Compressor de palhetas .4.

os espaços entre as palhetas vão diminuindo a medida que são deslocados da sucção para a descarga. as células entre as palhetas variam de acordo com a rotação. mas tem elevado consumo de energia. em função da rotação do rotor. onde são inseridas as palhetas retangulares. se comparado com um compressor alternativo de capacidade semelhante.2. . cuja relação é fixa para uma mesma bomba.68 O compressor de palhetas possui um rotor ou tambor central que gira excentricamente em relação à carcaça. devido à excentricidade do rotor. A sua distância varia em relação ao rotor.4. este líquido é lançado para a periferia. consequentemente. Durante a rotação. ou seja. excentricamente. próximo à compressão isotérmica. por ação da inércia. um rotor com uma série de palhetas. dispostas de tal forma que a folga entre as extremidades e a carcaça varia numa certa ordem. O compressor é utilizado em processos que exigem um mínimo de aumento de temperatura. o qual é movimentado pelas palhetas do rotor. conforme a figura a seguir. O tambor possui rasgos radiais em todo o seu comprimento. as palhetas movem-se radialmente e se mantém em contato com a carcaça. 6. O gás penetra pela abertura de sucção e ocupa os espaços definidos por doas palhetas subsequentes. podemos notar que. pois este está posicionado excentricamente em relação à carcaça e.3 Compressor de anel líquido Consiste de uma carcaça onde está posicionado. formando um anel rotativo. Observando a figura. provocando a compressão progressiva do gás. O resfriamento é direto. Quando o tambor gira. Pela redução de volume é efetuada uma compressão semelhante à do compressor de palhetas. A carcaça é ocupada parcialmente por um líquido.

6. o gás contido nele fica encerrado entre os rotores e a parede da carcaça. 6.4 Compressor de parafuso Possui dois rotores em forma de parafuso que giram em sentido contrário. A partir do momento que existe um engrenamento de um determinado filete. conforme mostrado na figura a seguir.3.4. são chamados de alternativos. até que seja alcançada a abertura de descarga.69 6. A rotação faz com que o ponto de engrenamento se desloque para a frente. O gás penetra pela abertura de sucção e ocupa os intervalos entre os filetes dos rotores.4. reduzindo o espaço disponível para o gás e provocando sua compressão. de diafragma hidráulico e de pistão ou êmbolo.1 Compressores de diafragma mecânico .4.2.3 Compressores de deslocamento positivo alternativos Os compressores de deslocamento positivo não rotativos. mantendo entre si uma condição de engrenamento. e dividem-se em compressores de diafragma mecânico.

e a folga do pistão pode ser elevada. limita duas câmaras. atuando sobre a área do diafragma e obrigando-o a flexionar-se em direção à câmara de ar. 6. Pela ação da rotação do motor. de compressão do ar. comandado hidraulicamente. a compressão do ar. encerrados no interior de uma carcaça. uma inferior. O ar comprimido por este compressor também é isento de óleo. O ar fornecido por este pistão é livre de óleo lubrificante.3.2 Compressores de diafragma hidráulico É dotado. O diafragma (membrana flexível) no interior do compressor. Este movimento alternativo é responsável pela compressão do ar. denominada diafragma.70 É constituído de um sistema de acionamento mecânico excêntrico e uma membrana flexível. devido à pouca compressibilidade do óleo hidráulico. apesar da compressão ser hidráulica. a membrana fica com um movimento alternativo de vai e vem. basicamente. O pistão inicia o movimento ascendente e tende a comprimir o óleo existente na câmara hidráulica. . que flui pela placa perfurada. de um pistão hidráulico. válvulas de sucção e descarga. e outra superior. semelhante a um pistão.4. causando a redução do volume ali existente. diafragma e placa perfurada. hidráulica. é adequado para obtenção de pressões elevadas. com pressões moderadas ou na obtenção de vácuo. Os compressores de diafragma mecânico são utilizados em pequenas instalações de ar. O compressor. reservatório para suprimento do líquido de compressão. e consequentemente.

diferenciando etapas do ciclo de compressão. como mostrado na figura a seguir. a cada rotação do acionador. o pistão efetua um percurso de ida e volta na direção do cabeçote.4.3 Compressor alternativo de pistão ou êmbolo Utiliza um sistema biela-manivela para converter o movimento rotativo de um eixo no movimento translacional de um pistão.3. estabelecendo um ciclo de operação. O funcionamento se dá em conjunto com um sistema de válvulas.71 6. . Dessa maneira.

72 Nem todo o gás contido na etapa de admissão é expulso do cilindro. 6. algumas hipóteses simplificativas devem ser adotadas: .Características de compressores alternativos de pistão Nosso estudo aprofundar-se-á para o caso dos compressores alternativos de pistão. 6.5. veremos ciclo de funcionamento. compreendido entre o cabeçote e o pistão no seu ponto final do deslocamento.1 Ciclo ideal O ciclo ideal de um compressor alternativo é mostrado na figura a seguir: Para que o ciclo seja ideal. componentes básicos e cálculos relativos a este tipo de compressor.5 . provocando a existência de um espaço morto ou volume morto.

O material universalmente adotado para cilindros que operam com pressões moderadas (até 7 MPa) é o ferro fundido cinzento. nos níveis de pressão do sistema. aparece durante a aspiração uma depressão em relação à pressão de sucção necessária para vencer as resistências. o fluido comprimido que não abandona o cilindro expande-se no início da fase seguinte. 6. A existência desse volume se deve a:  Válvulas.1 Cilindro O aspecto estrutural dos cilindros de um compressor alternativo varia muito em função dos função dos níveis de trabalho. os cilindros são fundidos ou forjados em aço. A disposição horizontal é a mais utilizada para cilindros de compressores de grande porte. vem sendo utilizado o ferro fundido nodular. verifica-se uma sobrepressão em vista da inércia da válvula e dos condutos de escape. 6.Componentes de um compressor alternativo 6. porém de pior usinabilidade. Normalmente são utilizadas camisas. Para altas pressões (até cerca de 17 MPa). 6.  Folga necessária entre cabeçote e pistão na posição extrema.73  O fluido utilizado é um gás perfeito.6.  Os processos de compressão e expansão do gás são ideais e adiabáticos. Em vista da impossibilidade mecânica de atingir-se o fundo do cilindro com o pistão.2 Ciclo real Devido à inércia da válvula e a resistência dos condutos de admissão. reduzindo a fase de aspiração.5.2 Cabeçote Exige-se que seja reforçado e que permita perfeita vedação da câmara de combustão. que tem boa resistência à corrosão e excelente usinabilidade. Espaço morto é o volume compreendido entre o cabeçote e o pistão quando este atinge o ponto morto superior (PMS) A massa de gás existente neste espaço não é descarregada. Igualmente durante a descarga. um pouco mais dúctil e resistente que o anterior. e portanto descritos por uma relação do tipo PVk= ctte.6 .  os processos de admissão e descarga se processam isobaricamente. . Para a faixa logo acima desta pressão ( até cerca de 10 MPa).6.

6. 6. para ter seu peso reduzido. a fim de permitir a passagem do fluido aspirado. de metal anti-fricção. Na quase totalidade dos casos. temperaturas elevadas e à corrosão. sendo usual sua colocação no cabeçote ou paredes do cilindro. são simples e opõe pequena resistência a passagem de fluido. dispõe de uma bucha. para abrir e fechar rapidamente. pressões. As de guias assemelham-se às usadas nos motores à explosão e eram adotadas nos compressores antigos. para evitar fuga de pressão e de óleo.74 6. de disco. a aspiração é feita no cárter.6. de palhetas e de guias.4 Pistão É normalmente oco e construído numa liga de alumínio.  pequena inércia das partes móveis. Em compressores pequenos de refrigeração. Possui anéis de segmento de compressão. As válvulas podem ser de diversos tipos: de canal. Na extremidade inferior. As de palhetas são usadas normalmente em compressores de baixa potência. Seu uso atualmente é bastante restrito.3 Válvulas de sucção e descarga. podendo ainda.  resistência das peças a choques. geralmente de bronze. onde se colocam filtros. para permitir a lubrificação das superfícies em contato.6.  pequena perda de carga quando abertas. 6.  não aumento demasiado do espaço morto. que é vazado. e  facilidade de manutenção. que é admitido pela parede do fluido. As válvulas devem obedecer a certas características para garantir o bom funcionamento do compressor:  Estanqueidade quando do fechamento. existe uma bucha bipartida (casquilhos).5 Biela Parte de ligação entre o êmbolo e o eixo de manivelas ou virabrequim. As de canal e as de disco são usadas normalmente em compressores de grande potência. Em sua extremidade superior. . o funcionamento das válvulas é provocado pelas diferenças de pressão que se verificam durante as fases de sucção e descarga do compressor A localização varia de acordo com o fabricante. como acontece em muitos compressores. removível ou não. onde se aloja o pino do pistão. a fim de reduzir a quantidade de óleo aspirado. estar a válvula de sucção instalada no êmbolo.

número de cilindros por estágio. portanto: Gs  Ga  i  a  n / 60 (kg/s).Cálculo dos principais elementos A capacidade de um compressor está relacionada diretamente com a quantidade de ar realmente aspirada.75 6.7 .número de efeitos.6. n . Ga .Quantidade de gás aspirado por rotação.Capacidade em kg/s. a . i . é o responsável pela transformação do movimento rotativo do motor em movimento alternativo do pistão. número de efeitos e a rotação de trabalho. onde: Gs . 6.rotação da polia do compressor em RPM Ga  Rg  Gc . o número de cilindros.6 Eixo de manivelas Também chamado de virabrequim.

rendimento gravimétrico.diâmetro do pistão l . onde: .temperatura de admissão. Gc  Vc   Quanto maior a temperatura de aspiração.massa de gás possível de ocupar o volume da cilindrada.pressão de admissão. Ti . Pa . ou a temperatura ambiente.pressão de descarga. Razão entre a massa de ar realmente aspirada e a que teoricamente poderia aspirar. em função das necessidades principais. onde:   Pa   Ta Gc  e . condições de calcular a cilindrada e as dimensões básicas (l e d) dos estágios envolvidos. menor será a massa de ar aspirada a cada rotação do eixo de manivelas. que varia em função do gás a ser comprimido e do tipo de resfriamento. Pd . portanto. que são a capacidade (Ga) e a pressão de descarga (Pd) O rendimento gravimétrico é dado pela seguinte relação: 1/ n Ga   Pd   Ti Rg   1  e  e   f . Gc .76 Rg .curso do pistão   d2  l 4 . e Volume de espaco morto Cilindrada A relação entre Ti e Ta é dada por:  n  1    n  Pa     1  Pd  Ti    Ta 2 n é o expoente politrópico.razão de espaço morto.temperatura interna do gás durante a compressão. Sabemos que : Vc  d . Ta . Das equações anteriores temos: Vc  60  Gs (m3)   Rg  i  a  n Temos.

POTÊNCIA INDICADA (Pi): É a potência realmente desenvolvida pelo compressor para comprimir o fluido segundo o diagrama de funcionamento real. Na realidade. POTÊNCIA EFETIVA (Pe): É a potência a ser desenvolvida pelo compressor a fim de compensar perdas mecânicas em seus órgãos móveis.25 ----1.77 EXPOENTE POLITRÓPICO n Refrigeração água 1.13 água 1.Trabalho realmente efetuado em cada rotação. podemos definir três rendimentos distintos: Rendimento Teórico: T  Pt Pi Rendimento Mecânico: M  Rendimento Global: G  Pi Pe Pt Pe A potência efetiva pode ser calculada por: Pe  Pi M  Lu  Gs (CV) 75  M Lu . . o trabalho é muito superior àquele correspondente a uma evolução isotérmica puramente teórica.30 Fluido ar ar freon amônia amônia Considera-se que d seja de 1 a 2 l. ao ser comprimido.25-1.25 ar 1. portanto. caso o fluido. porém. se não houver imposição construtiva. realizasse uma transformação ideal isotérmica. Deste modo.15 -1. à potência indicada. É superior. POTÊNCIA TEÓRICA (Pt) : É a potência que o compressor desenvolveria.15 ar 1.

( )O projeto de válvulas deve prever a maximização do espaço morto ( )O trabalho no ciclo real é maior que no ciclo ideal. ( )A potência efetiva é maior que a teórica. representa o PMS? 8.78 6. Faça o gráfico completo de um ciclo ideal de compressão. ( )O processo adiabático é também chamando isoentálpico. 5. o compressor de palhetas e o compressor de anel líquido são exemplos de compressores de deslocamento positivo. Os compressores dinâmicos realizam a compressão segundo um mesmo princípio. fisicamente. o compressor fluxo axial e o compressor de anel líquido são exemplos de compressores dinâmicos ( )Para maiores níveis de pressão em compressores alternativos. Qual? 6. 4. ( )O trabalho realizado sobre o gás num processo de compressão real é menor que o trabalho realizado sobre o gás num processo de compressão ideal. identificando suaus fases.: 9. é usado o aço como material para cilindros. ( )Válvulas de guias são muito usadas em compressores alternativos. ( )A compressão por estágios aproxima o processo de compressão de um isotérmico. ( )O compressor tipo Roots (lóbulos) é um compressor de deslocamento positivo. ( )A compressão politrópica é vantajosa. Qual a diferença entre potência indicada e potência efetiva? 10. . Cite 4 características desejáveis em válvulas usadas em compressores alternativos.Explique. Diga o nome do processos de compressão mostrados abaixo. abertura de válvulas e PMS e PMI. ( )A compressão por estágios é sempre vantajosa. O que. mesmo considerando as perdas mecânicas ( )O ejetor. mesmo considerando as perdas mecânicas ( )O ROOTS.8 - Exercícios 1. 1 2 3 3. Explique o funcionamento de um compressor do tipo ROOTS 7. auxiliado por um gráfico. que é maior que a indicada. ( )Em compressores de baixa potência são usadas válvulas de guias. Qual seria o processo ideal de compressão de ar? 2. ( )No processo de compressão isotérmico se necessitaria o menor trabalho possível dos ciclos de compressão. Assinale com um X dentro dos parênteses as alternativas corretas quanto à compressores. a diferença em termos de energia da compressão multiestágios em relação a compressão em único estágio.

Porque o compressor tipo Roots é considerado um soprador? 19.Qual a diferença fundamental no princípio da ação de um compressor fluxo radial e de uma bomba centrífuga? 27.Cite 2 vantagens do compressor de diafragma hidráulico sobre o compressor de pistão. terminando a compressão. 18.Esquematize o ciclo ideal de compressão.Qual a vantagem do compressor de diafragma hidráulico sobre o de diafragma mecânico? 24. sucção e descarga quase constantes. mostrando todas as suas etapas. 12.Explique o funcionamento de um compressor de anel líquido 15.Qual a diferença entre potência teórica e indicada? 21.Num compressor alternativo. 14.Esquematize em um gráfico P-v os processos de compressão isotérmico. Qual? 26. movimentação de válvulas e pontos mortos.Qual a relação do processo politrópico com os processos isotérmico e adiabático? Explique as razões.O que é espaço morto e qual sua influência no processo? 20.Qual a diferença entre potência efetiva e indicada? 23. um elemento aciona.79 11.Qual princípio de funcionamento dos compressores volumétricos? E dos de deslocamento dinâmico? 25. 17. São os: ( )Compressores de ar para serviços ordinários ( )Compressores de ar para serviços de vácuo ( )Compressores de gás ou de processo ( )Compressores de ar para serviços industriais ( )Compressores de refrigeração. adiabático e politrópico.Qual a diferença entre potência teórica e efetiva? 22.Operam apenas com fluidos bem específicos.Explique o funcionamento de um compressor fluxo axial 16. 13. .Cite 2 exemplos de compressores cinéticos e 3 exemplos de compressores de deslocamento positivo.

algumas das quais são apresentadas a seguir:  Processos de manufatura que exigem umidade. visando aumentar o conforto pessoal. afetando também equipamentos. fumaça. Geralmente indica-se essa capacidade em kcal/h em função de sua capacidade de fundir o gelo. vapores. Uma característica importante para o condicionamento de ar é que o mesmo serve de meio de transporte de calor.  Laboratórios de controle e teste de materiais. ação de microorganismos. odores e som.  Ambientes de trabalho. . A explicação para isto vem do fato de que antigamente o gelo era usado como agente refrigerante. água.  Etapas de produção que exigem controle das reações químicas (cristalização.Ar Condicionado O condicionamento de ar é um processo que visa o controle simultâneo da pureza. a produtividade. O ar condicionado pode ser utilizado em uma infinidade de aplicações na indústria.56 kcal/min. Estes fatores exercem influência sobre o indivíduo e sobre sua capacidade de trabalho. tem-se uma razão de 3333 kcal/h ou 55. O equipamento que tenha esta capacidade diz-se que possui uma capacidade de uma tonelada de refrigeração. corrosão de metais.80 Capítulo 7 - Sistemas de Refrigeração Condicionamento de Ar e 7. isto é. e consequentemente. como no caso de laboratórios de mecânica fina e de equipamentos de precisão.  Ambientes onde se exige segurança. temperatura e movimentação de ar em um ambiente delimitado. onde se operam produtos inflamáveis ou tóxicos. Ao se fundir uma tonelada de gelo. temperatura e pureza do ar controlados.1 . absorve-se 80. salas de impressão em cores.  Locais onde é preciso eliminar a eletricidade estática para prevenir incêndios e explosões  Usinagem de ultraprecisão. poeira. Desta forma podemos definir o condicionamento de ar como o controle dos seguintes fatores fundamentais:      Calor Umidade Filtragem Circulação Ventilação A capacidade de um sistema qualquer de refrigeração é a rapidez com que ele retira calor de um espaço refrigerado. peças e instrumentos. umidade. Ao se fundir uma tonelada de gelo.  Ambientes onde se processam materiais higroscópicos.000 kcal (1000 kg x 80 kcal/kg). tais como fabricação de produtos farmacêuticos e alimentícios.

7. com uma velocidade . entrando no ambiente. Partículas de pó provenientes do ambiente passam a integrar o fluxo de ar. orifícios de descarga ou terminais. filtro serpentina ventilador 7.81 7.1. entrada ou retorno de ar. o ar pode ser aquecido ou resfriado conforme as necessidades projetadas para o ambiente condicionado.2. O ventilador é escolhido de forma que possa suprir a quantidade de ar desejada. O ar.1. que servirá para impelir o ar através do ciclo.1 Ciclo do Ar O ciclo de ar começa com o ventilador. resfria ou aquece conforme as necessidades de projeto. e reiniciando o ciclo. sendo levadas por ele. Estas aberturas são normalmente denominadas de saídas.2 Componentes de um ciclo de ar condicionado: Os principais componentes de um ciclo de condicionamento de ar são:  ventilador  dutos de indução  saídas de insuflamento  espaço a ser condicionado  dutos de retorno  aberturas de retorno  filtros  câmara de aquecimento ou resfriamento. enviando-o através de um duto que o conduz até as aberturas de entrada localizadas no ambiente a ser condicionado.1 Ventilador Movimenta o ar do exterior ou do interior do espaço condicionado. O fluxo de ar proveniente do ambiente entra em um duto de retorno. onde as partículas são separadas por um filtro. sendo reabsorvido pelo ventilador.1. Depois de limpo.

Se o ar é muito seco.6 Aberturas ou grelhas de retorno São aberturas colocadas na superfície do ambiente. São fabricados conforme diversas condições.3 Grelhas ou saídas de insuflamento Realizam a distribuição do ar no ambiente condicionado.2. 7. próximo ao teto.1. Esta água será adicionada ao ar por constante evaporação e convecção. instalando recipientes com água no duto de insuflamento depois da serpentina.82 calculada de forma que não ocorra tiragem excessiva ou escassa de ar que nele é introduzido. Se o duto de insuflamento está colocado no teto do ambiente ou em uma parede.8 Serpentinas de resfriamento e aquecimento A serpentina de resfriamento ou a de aquecimento podem se localizar antes ou depois do ventilador. É o local onde são geradas as cargas térmicas e onde deve ser insuflado e retirado o ar.1.2.1.7 Filtros Têm a função de limpar o ar insuflado no recinto e normalmente são colocados em algum lugar no duto de ar de retorno. que permitem ao ar passar para o duto de retorno. devendo os recipientes ser alimentados continuamente. . espuma de vidro ou de composições plásticas. O ar é aquecido até a temperatura necessária e enviado pelo duto de insuflamento até o espaço condicionado. porém sempre depois do filtro.1.4 Espaço condicionado Dele depende o projeto de ar condicionado. deve-se adicionar umidade ao ar.2 Dutos de insuflamento Enviam ou dirigem o ar proveniente do ventilador ao ambiente condicionado. 7. 7.2.5 Dutos de retorno Dirigem o ar desde o ambiente condicionado até o equipamento condicionador.1. Estão normalmente colocadas na parede oposta às grelhas de insuflamento.1.1.3 Operação do sistema de ar condicionado no inverno Durante o inverno. 7. 7. Devem ser o mais curtos possíveis e possuir o mínimo de curvas para que o ar possa fluir livremente. Isto é realizado através da passagem do ar de retorno através das serpentinas de aquecimento.1.2. o ciclo adiciona calor ao ambiente. 7. próximo ao piso. 7. que opera atraindo as partículas de pó ou sujeira mediante o uso da eletricidade. podendo ser do tipo seco.2. ou eletrostático.2. 7. Um filtro antes desses integrantes é necessário para prevenir excesso de sujeira e poeira sobre superfícies das serpentinas.2. o duto de retorno deve ser colocado no piso ou numa parede.

5. etc.1. durante o inverno. vidros. fornecendo calor. São as quantidades de calor sensível e latente.1. pisos. Perdas de calor devido à ventilação ocorrem pelo fato do ar entrar frio no ambiente.1 Cargas térmicas de resfriamento. enquanto que o por condução dependo do tipo de material de construção usado. na qual é resfriado. ela é removida automaticamente à medida que o ar passa pela serpentina. Se o grau de umidade é elevado. forros e dutos de ar. causada pelos ventos ou diferenças de temperatura. através das paredes.83 7. Perdas por condução ocorrem do mesmo modo que o ganho de calor no verão.1. porões. aparelhos elétricos. As cargas térmicas podem ser de resfriamento ou aquecimento. O calor do sol penetra no ambiente de duas formas: radiação e condução. expressas em kcal/h. infiltrações. São elas: calor do sol.1. motores. luzes. 7. O calor por radiação é imediatamente absorvido pelo espaço condicionado. 7. Tal diferença de pressão cria uma circulação do ar quente para dentro do ambiente através das frestas. que devem ser retiradas do recinto para manter as condições de temperatura e umidade. Infiltrações ocorrem devido à diferença de pressão entre o interior e o exterior. para compensar as perdas de calor devido à diferença de temperatura entre o ar externo e o interno. As perdas podem ocorrer por condução ou ventilação. Umidade penetra no ambiente pelas infiltrações tendendo a se condensar. podendo levar várias horas para ser percebido. O efeito do sol deve ser considerado somente nas paredes em que haja incidência solar. máquinas. portas.4 Operação do sistema de ar condicionado no verão O ar de retorno proveniente do recinto condicionado passa através de uma serpentina de resfriamento. fundações e teto. 7. . As fontes de calor internas são constituídas por pessoas. deve-se conhecer a quantidade de calor que é preciso retirar ou colocar no ambiente.5.5 Cargas térmicas em sistemas de ar condicionado Ao se fazer o projeto de um sistema de ar condicionado. O efeito solar em cada problema deve ser baseado no trajeto do sol durante o tempo em que o sistema de ar condicionado estiver em funcionamento.2 Carga térmica de aquecimento Refere-se à quantidade de calor necessária a um ambiente. Neste caso as cargas térmicas são tratadas como perdas. umidade e fontes de calor internas. Esta perda é eliminada fazendo-se recircular o ar de aquecimento para o ambiente. A esta quantidade de calor se dá o nome de carga térmica.

84 7.2. o que obriga o ar a circular num movimento ondulatório através da serpentina. A tubulação é um ziguezague. tornando a taxa de transferência de calor por unidade de área a maior possível. é o agente direto do resfriamento. Com exceção das aplicações onde ocorre o resfriamento direto do produto. a maioria dos evaporadores resfria ar ou líquidos como água. etc.2. O projeto dessas serpentinas envolve complexidades como circuitagem. com o refrigerante mudando de fase (a) na carcaça e (b) no tubo.1 Componentes principais do ciclo de refrigeração Os principais componentes de um ciclo de refrigeração são os seguintes:  Evaporador  Compressor  Condensador  Válvula de Expansão 7.1. distribuição dos tubos e projeto das aletas. salmoras. como no caso dos congeladores de placas. A maioria dos evaporadores que resfriam líquidos são do tipo carcaça-tubo. ou seja. os quais serão os agentes de resfriamento no processo. Geralmente as serpentinas de evaporação são feitas de tubos de cobre com aletas de cobre ou alumínio.1 Evaporador O evaporador é um trocador de calor e tem a finalidade de servir de interface sobre a qual o ar proveniente do recinto condicionado possa trocar calor com o líquido refrigerante que circula pelo interior dos tubos. prensadas na tubulação de cobre.2 . A figura a seguir mostra resfriadores do tipo carcaça-tubo.Refrigeração 7. .

2 Compressor Possui duas finalidades:  extrair o gás refrigerante do evaporador.2. podendo operar com compostos halogenados e pode ser visto na figura a seguir: Nos semi-herméticos a carcaça exterior aloja também o motor.. e  aumentar a pressão do gás refrigerante. de parafusos. Pode-se remover o cabeçote. tornando acessíveis as válvulas e os pistões. Os compressores mais utilizados em refrigeração são os do tipo alternativo. como ilustrado a seguir. o compressor reduz a pressão na serpentina do evaporador mantendo-a suficientemente baixa para permitir ao refrigerante vaporizar-se a uma baixa temperatura. Os compressores alternativos podem ser do tipo aberto. forçando-o para o condensador. o eixo de acionamento atravessa a carcaça.85 7. Forçando o vapor do refrigerante para o condensador. de palhetas e centrífugo. quando a pressão é reduzida.P. o compressor aumenta a pressão e a temperatura do refrigerante passando-o para o estado líquido. Esse tipo opera com compostos halogenados. EM instalações de até 1000 kW são empregados os alternativos e de parafuso. É o único tipo utilizado para amônia. Os compressores herméticos .1. e o refrigerante entra em contato com o enrolamento do motor. sendo acionado por um motor exterior. semi-hermético e hermético. resfriando-o.) são semelhantes aos semi- . Nos abertos. Succionando o refrigerante. utilizados em refrigeradores domésticos e condicionadores de ar até potências de 30 kW (40 H.

como é o caso dos refrigeradores domésticos. Na direção do fluxo do refrigerante. A figura a seguir mostra um compressor hermético típico.1. o líquido vaporiza-se absorvendo calor do ar que circunda o evaporador. A medida que a pressão do gás sobe.3 Condensador É o segundo trocador de calor de nosso sistema e possui duas funções: a primeira é retirar do refrigerante o calor que ele extraiu do evaporador e aquele correspondente à compressão dos vapores no compressor. As linhas divisórias entre essas duas áreas de pressões são a válvula de descarga do compressor e a válvula de expansão térmica.4 Válvula de expansão É a responsável pela redução da pressão e temperatura do refrigerante líquido. . transferindo o calor latente para o meio externo. A remoção do calor do refrigerante no condensador pode ser realizada através de um resfriamento por água ou pelo ar.86 herméticos. em seguida. Em sistemas mais simples esta válvula pode ser substituída por tubos capilares. sua temperatura também se eleva. Existe ainda o processo evaporativo. ou natural. onde se inicia o lado da baixa pressão. Seguindo o circuito.1. o vapor de refrigerante volta ao seu estado líquido. A medida que entra no evaporador. o lado de alta pressão inicia-se quando o êmbolo do compressor comprime o gás e o força através da válvula de descarga.2.2. A medida que o calor é retirado. A válvula atua como um controle de fluxo entre o lado da alta pressão (condensador) e o de baixa (evaporador). diferindo no fato da carcaça apresentar acesso apenas para a entrada e saída de refrigerante e para as conexões elétricas do motor. o líquido refrigerante passa por um filtro e. A pressão e a temperatura diminuem devido à sucção provocada pelo compressor. 7.2.2 Descrição do ciclo de refrigeração O ciclo de refrigeração divide-se em duas seções de pressão: a de baixa pressão e a de alta pressão. o processo pode ser forçado. pela válvula de expansão. O gás quente flui através da canalização para o condensador. mudando seu estado para líquido. No segundo caso. 7. A segunda é condensar os vapores do refrigerante. Os três tipos podem ser vistos na figura a seguir: 7. por meio de um ventilador.

a baixa pressão e temperatura.2.  ter elevada capacidade de transportar calor a baixa temperatura e de ceder calor quando condensado num meio de resfriamento  Ser quimicamente inerte em relação aos metais. fluidos friorígenos ou agentes friorígenos são substâncias empregadas como veículos térmicos na realização do ciclo de refrigeração. é succionado novamente para dentro do compressor. e secundários. O refrigerante deve possuir certas características. . das quais são listadas:  Deve passar facilmente do estado líquido para o gasoso.3 Refrigerantes Refrigerantes. Em outras palavras. transportando o calor do ambiente condicionado para o refrigerante primário. que atuam em sistemas fechados e sofrem mudança de estado. reiniciando o processo. 7. seja por meio de fenômenos visíveis.  baixo ponto de ebulição. Os refrigerantes mais comuns são apresentados nas tabelas a seguir.  deve ser não inflamável e não explosivo quando misturado com o ar. Os refrigerantes podem ser classificados em primários. que são utilizados em grandes instalações de refrigeração e condicionamento de ar. Os refrigerantes mais utilizados na indústria podem ser separados em dois grupos principais:  Hidrocarbonetos halogenados  Misturas azeotrópicas.  deve ser atóxico  ser facilmente identificável no caso de escapamentos (fugas) seja pelo odor.  Compostos orgânicos  Compostos inorgânicos. o refrigerante possui a função de transportar o calor do ambiente condicionado para o exterior. juntas e lubrificantes utilizados na instalação.87 O gás refrigerante.

e vidros duplos nas janelas.  deve ser facilmente identificável no caso de fugas. . fisicamente. pisos. Para a maioria das aplicações em condicionamento de ar e refrigeração são confeccionados em placas. É o caso. etc.  Os isolantes podem se apresentar de várias formas. do isolamento de tubos ou acessórios de tubulação. A finalidade do uso de isolantes é reduzir trocas térmicas indesejáveis e manter a temperatura da parede externa do recinto (lado quente) próxima a do ambiente.  deve ser quimicamente inerte em relação aos metais..2. 7. forros. Formas especiais podem ser obtidas utilizando-se massa isolante feita a partir de pós ou misturas líquidas.  não ser combustível. A porosidade do material é importante.88 Família Designação Nome Fórmula numérica 12 Dicloro difluor metano CCl2F2 13 Monocloro trifluor metano CClF3 Halogenados 22 Monocloro difluor metano CHClF2 502 R-22/R-115 Azeotropos 503 R-23/R-13 170 Etano C2H6 Compostos 290 Propano C3H8 Orgânicos 600 Butano C4H10 717 Amônia NH3 Compostos 744 Dióxido de Carbono CO2 Inorgânicos Os refrigerantes devem possuir características específicas. que são listadas a seguir:  Deve passar facilmente do estado líquido para o estado gasoso. Um bom isolante deve apresentar as seguintes qualidades:  Baixa condutividade térmica. cuja condutividade é extremamente baixa. com elevada resistência térmica (baixa condutividade térmica). seja por meio de odor ou fenômenos visíveis. maior o poder de isolamento. juntas e lubrificantes usados na instalação.  deve ter baixo ponto de ebulição. influência da temperatura em que é aplicado. tetos. pois a transmissão de calor é dificultada pela presença de bolhas de ar no material. Isolantes são materiais porosos.  ter baixa permeabilidade ao vapor d’água. Quanto maior o número de poros.  ser imputrescível e inatacável por pragas. a fim de evitar problemas de condensação. ratos.  boa resistência mecânica. por exemplo.  ser barato.4 Isolantes As perdas de calor podem ser diminuídas utilizando-se isolamento nas paredes.  não sofrer.  deve ser não inflamável e não explosivo quando misturado com o ar.  deve ter elevada capacidade de transportar calor a baixa temperatura e de ceder calor quando condensado num meio de resfriamento.  deve ser atóxico.

.h.  espuma de borracha (usada em encanamentos sujeitos a vibrações). Este coeficiente é tabelado e depende do tipo e espessura da parede A . como isolamento.2. onde Qp . Em alguns tipos de construção são adotados.  concreto celular (estrutura porosa dada pela injeção de gases).5.5 Cálculo da carga de refrigeração A carga de refrigeração é a quantidade de calor absorvida pelo refrigerante enquanto passa através do evaporador. motores e pessoas que possam entrar na câmara (cargas variadas ou cargas de serviço).2 Cálculo do calor emitido pelos produtos (Qp) O calor a ser retirado dos produtos é dado por: Qp  m  c  T . Ela consiste de:  Dispersão do calor através das paredes.2.  espuma rígida de vidro (FOAMGLASS).2.área da parede em pé2 T.  cortiça.K.89 Os materiais comente utilizados são:  Fibra de madeira aglomerada.1 Cálculo da dispersão de calor (Qd).  lã-de-vidro. m .calor em BTU.coeficiente de condutibilidade térmica em BTU/pé2.  vermiculite (cortiça mineral) misturada com cimento. 7.  Calor emitido pelos produtos a serem resfriados ou congelados. também.calor em BTU/h K . espaços livres entre paredes. onde: Qd .  espuma fenólica rígida.5. 7.  Calor devido a entrada de ar quente quando a porta é aberta (calor de troca de ar)  Calor devido às luzes.  espuma de poliuretano.  poliestireno expandido (isopor).  lã-de-rocha.Diferença de temperatura entre o interior e o exterior em K 7. piso e teto.massa dos produtos em lb. O cálculo do calor que entra pelas paredes é dado através da seguinte expressão: Qd  K  A  T .

3 Cálculo da troca de ar (Qt) Este cálculo é afetado por tantos fatores que não pode ser obtido com qualquer precisão. Sabendo-se que 1W = 3.5.calor em BTU/24h P . 7. que apresenta os chamados fatores de uso (Fu).calor em BTU/24h Fu .4 Cálculo das perdas variadas (Qv) Podem ser avaliadas as cargas das lâmpadas e dos motores elétricos. N . que depende da diferença de temperatura. onde Qv . Uma estimativa pode ser feita utilizando-se de uma tabela. 7.5 Carga total de refrigeração (Q) .  N .calor específico do produto em BTU/lb.diferença de produto entre o produto a ser armazenado e a câmara. Volume 3 interno (pé ) Tipo de serviço 15 Normal Pesado Normal Pesado Normal Pesado Normal Pesado Normal Pesado Normal Pesado 50 100 200 300 400 o 40 108 134 97 124 85 114 74 104 68 98 65 95 Diferença de temperatura F (Temperatura interna menos temperatura do refrigerador) 45 50 55 60 65 70 75 122 135 149 162 176 189 203 151 168 184 201 218 235 251 109 121 133 145 157 169 182 140 155 171 186 202 217 233 96 107 117 128 138 149 160 128 143 157 171 185 200 214 83 93 102 111 120 130 139 117 130 143 156 169 182 195 77 85 94 102 111 119 218 110 123 135 147 159 172 184 73 81 89 97 105 113 122 107 119 130 142 154 166 178 80 216 268 194 248 170 228 148 208 136 196 130 190 Obtido o fator Fu.oF T .5.2. fornecida pela ASRE (American Society of Refrigeration Engineering).2.5. onde: Qt . pode-se calcular as cargas variadas pela expressão: Qv  P  31415 .2.90 c .pé3 Vi .número de horas de funcionamento diário do equipamento.fator de uso em BTU/24h.pé3.415 BTU/h. do volume interno e do tipo de serviço (normal ou pesado).Potência em W do equipamento. cuja unidade é o BTU/24h. pode-se calcular o calor de troca de ar pela expressão: Qt  Fu  Vi . O fator de uso é uma constante. 7.volume interno da câmara em pé3.

. ( )Dois são os tipos de cargas térmicas advindas do sol: radiação e condução 4. Quais as duas formas de cargas térmicas de aquecimento advindas do calor do sol e qual a diferença de tratamento que deve ser aplicado a elas? 5. O que se deve fazer em relação a umidade. O que significa dizer que um equipamento possui uma capacidade de uma tonelada de refrigeração? 7.Explique o ciclo de refrigeração destacando o nome de seus componetes principais e suas finalidades. 11. 12. ( )Os filtros devem ser instalados antes das serpentinas. Assinale com um X dentro dos parênteses as alternativas corretas quanto à condicionamento de ar. ( )A serpentina de resfriamento pode se situar antes ou depois do ventilador. Q  Qd  Qp  Qt  Qv 7. no inverno.91 A carga total é a soma das quatro cargas com as unidades devidamente compatibilizadas. ( )A umidade penetra no ambiente pelas infiltrações e tende a se conedensar.Qual a diferença entre compressor hermético. semi-hermético e aberto?. 9.Cite os quatro componentes básicos de um ciclo de refrigeração.3 - Exercícios 1. Em que altura (alto ou baixo) você instalaria um ar condicionado destinado a operar apenas no inverno? 3. ( )Para ar seco. quando um ciclo de ar condicionado aumenta a temperatura do ar? 10. ( )A umidade é retirada automaticamente de um sistema de ar condicionado. 6. seguindo uma sequência lógica. Explique o ciclo de ar condicionado. 8. Cite 3 aplicações industriais do condicionamento de ar 2. Cite 4 fatores que são controlados pelo condicionamento de ar. Cite 6 componentes de um ciclo básico de condicionamento de ar. é necessário fazer a umidificação através de convecção.

Cite 4 características desejáveis de isolantes.Defina e explique o funcionamento de um evaporador. 18.92 13.Cite 4 características desejáveis de refrigerantes.Cite as funções do compressor.Porque paredes duplas espaçadas são utilizadas como isolantes? . 16.O que é resfriamento indireto num ciclo de refrigeração? 14. 17. 15.

2. São de fundição maleável. É no cilindro onde o êmbolo se desloca com movimento retilíneo alternativo. 8.2 Partes Móveis 8.2.1 . As camisas denominam-se ÚMIDAS quando formam a parede interna da câmara d'água. Um bloco de cilindros pode ter camisas. .1.2.2.93 Capítulo 8 .2.4 Coletor de Admissão Canal por onde entra a mistura ar + combustível.2.1. Ela comporta sempre a sede das válvulas de ignição. das câmaras d’água.2.Definição São máquinas térmicas de fluxo que convertem energia química de um combustível em energia mecânica utilizável. 8.3 .1 Pistões Elemento móvel situado no interior do cilindro responsável pela transmissão da força de impulsão resultante da pressão criada no interior da câmara de combustão.5 Coletor de Descarga Canal por onde as gases da combustão deixam o cilindro. da sede das válvulas. Estes dois últimos metais permitem fazer pistões mais leves. Neste caso.1 Peças Fixas 8.1. A sua parte inferior forma depósito de óleo.2.1. cuja fundição fácil permite executar as mais variadas formas do bloco. 8. As camisas denominam-se SECAS quando a sua superfície exterior não estiver em contato com a câmara de ar de arrefecimento. 8.Partes Componentes 8. o cabeçote fecha este último formando a câmara de compressão e de explosão. 8.1 Cilindros São de ferro fundido. o seu colarinho deve ser perfeitamente vedado para evitar uma infiltração de água no cárter do motor. de liga de alumínio ou de aço.2 .Cárter O cárter forma a principal parte do bloco do motor e contém o virabrequim.2 Cabeçote Colocado na extremidade superior do cilindro.Motores De Combustão Interna 8. dos canais de admissão e de escape.1. O cabeçote é aplicado no bloco de cilindros por intermédio de uma junta metaloplástica ou por vezes por uma junta de cobre recozido muito fina.2. o eixo de cames e a bomba de óleo. 8.

2.2.5 Eixo de Manivelas ou Virabrequim Peça responsável pela transmissão de potência das bielas para a parte externa do motor. 8. .2. estampado e por vezes de liga de alumínio.2.7 Válvulas de Admissão e de Descarga Permitem a passagem da mistura ar-combustível ou gases de descarga no momento apropriado.2. São de ferro doce ou de aço.4 Bielas Responsáveis pela transformação de movimenta alternativo do pistão em movimento rotativo do eixo de manivelas.2.94 8.2. o volante absorve a energia desenvolvida e restitui-a nos tempos não motores.6 Volante Destina-se a regularizar a rotação do virabrequim.2.2. 8.2. 8. 8.2. o que lhe diminui o peso.3 Pino do Pistão Elo de ligação entre a biela e o pistão. São feitas de aço-liga.2 .Anéis de Segmento Asseguram a vedação da câmara de combustão e a raspagem do excedente de óleo que teria tendência a acumular-se na câmara de explosão.2. 8. temperado e retificado. depois tratado a resistência (têmpera e revenimento). são feitos de aço cementado. É sempre tubular. No momento da explosão. São feitos de aço cromo-níquel forjado. São movimentadas por um mecanismo chamado COMANDO DE VÁLVULAS.

Princípio de Funcionamento O motor a explosão é composto por um ou mais cilindros nos quais se movem os pistões. O virabrequim gira nas mancais. . o pistão atinge uma posição chamada ponto morto. O pistão é ligado ao virabrequim por intermédio de uma biela cujo papel é o de transformar o movimento alternado do pistão num movimento circular contínuo do virabrequim. O ponto morto junto ao cabeçote chama-se ponto morto superior (PMS) e o ponto morto junto ao virabrequim chama-se ponto morto inferior (PMI). cuja parte inferior forma um reservatório de óleo.Motor Básico A maioria das partes básicas descritas acima e constantes do desenho abaixo se aplicam tanto aos motores de inflamação por centelha como aos de inflamação por compressão.4 .95 8. é envolvido por um cárter. Em cada extremidade do seu percurso. PISTÃO VÁLVULA BIELA VIRABREQUIM 8. A extremidade do cilindro oposta ao pistão é hermeticamente fechada pelo cabeçote.3 .

A máquina de combustão interna aspira ar da atmosfera. aviões e equipamentos agrícolas.4. 8. Os motores a 2 tempos são pouco utilizados devido ao elevado consumo de combustível. são utilizados sobretudo em carros de passeio.96 A entrada e saída das gases de combustão fazem-se por meio de válvulas acionadas por um eixo de cames e por engrenagens de distribuição ou por meio de orifícios chamados aberturas. . e podem funcionar segundo os ciclos: 2 tempos – Dois cursos do embola para rada ciclo de funcionamento. o pistão afasta-se do cabeçote e cria uma depressão provocando a aspiração de uma certa quantidade de mistura. na câmara de combustão. 8.1 Motor de Inflamação por Centelha Denominados também de motores de CICLO OTTO.4. ônibus. ao se expandirem. ou seja.1. As razões de compressão para estes tipos de motores oscilam entre 5 a 8 para motores a gasolina e 10 a 12 para motores a álcool. caminhões. Os gases. destapadas no momento oportuno por um êmbolo ou pelo próprio pistão (motor a 2 tempos). e permite que a queima de combustível com o ar ocorra na parte da máquina que converte o calor em energia mecânica. embarcações. 4 tempos – Quatro cursos do embolo para cada ciclo de funcionamento. atuam diretamente sobre o êmbolo e os produtos da combustão são descarregados para a atmosfera.1 Motores de Quatro Tempos ] A seqüência de transformações em um motor quatro tempos é a seguinte:  TEMPO 1 – ADMISSÃO Acionado pela biela e pelo virabrequim. Os motores de combustão interna são classificados em dois tipos básicos: máquinas de inflamação por centelha e por compressão. Esta mistura penetra no cilindro graças à válvula de admissão que durante todo o curso do pistão se mantém aberta.

4. A sua expulsão total realiza-se durante todo o espaço de tempo em que o pistão faz o seu retorno ao PMS. a válvula de admissão se fecha e os gases comprimidos no cilindro sofrem então uma forte compressão. transmitindo deste modo ao virabrequim uma força motriz favorável à rotação.  TEMPO 3 – EXPANSÃO A inflamação do combustível gaseificada na câmara de compressão efetua-se no final do tempo 2. A inflamação de toda a massa de gás provoca aumento de pressão. .1. No final deste tempo. Estes novos gases são dirigidos para a cabeçote a fim de evitar que se misturem com os gases queimados e que saiam prematuramente. o virabrequim efetuou uma rotação completa. Esta pressão comprime violentamente o pistão do PMS ao PMI. Ao iniciar este movimento. Neste momento a válvula de escape fecha-se a de admissão abre-se e logo começa um novo ciclo.97  TEMPO 2 – COMPRESSÃO Partindo do PMI. As válvulas são hermeticamente fechadas e os gases ficam comprimidos num determinado espaço a que se chama câmara de compressão.2 Motores de Dois Tempos A seqüência de funcionamento de um motor a 2 tempos é a seguinte:  TEMPO 1 Quando o pistão está no PMI. o pistão encontra-se de novo no PMS.  TEMPO 4 – ESCAPE Mais ou menos no final do tempo 3. a válvula de escape começa a abrir-se e os gases queimados podem escapar para o exterior do motor. o pistão sobe até o cabeçote. os canais são destampados e os gases queimados escapam do cilindro enquanto a nova mistura entra nele sob pressão pelo canal de admissão. alguns milímetros antes do pistão ter atingido o PMS. 8. É o TEMPO MOTOR.

Os gases queimados escapam do cilindro enquanto que uma nova carga de ar penetra nele. o motor a 2 tempos respira com dificuldade. Ha verdade. a regimes de rotação sensivelmente mais elevadas.2 Comparação entre os Ciclos Mecânicos a 2 Tempos e os Ciclos a 4 Tempos Os motores funcionando segundo o ciclo a 2 tempos efetuam uma explosão por rotação. Daí resulta uma potência 1. este é o TEMPO MOTOR. Como em cada rotação do eixo de manivelas há um curso de trabalho. teoricamente. os gases queimados são completamente eliminados e nos baixos regimes a plena admissão. uma parte do gás novo passa diretamente para o escape.98 Quando o pistão se desloca do PMI para o PMS. os gases são inflamados e a alta pressão obtida volta a empurrar o pistão para o seu ponto morto oposto. a potência. Um pouco antes de atingir a PMI. o motor a 2 tempos possui um regime determinado de funcionamento econômico. Começa um novo ciclo. Os motores a 2 tempos prestam-se. Sendo a carga explosiva visivelmente mais fraca.5 vezes superior à dos motores a 4 tempos. Com uma cilindrada igual. no entanto. eles deveriam fornecer uma potência dupla da desenvolvida por um motor a 4 tempos. portanto. Por outro lado. a potência efetiva de um motor a 2 tempos é superior apenas à de um motor a 4 tempos que tenha a mesma cilindrada e o mesmo regime. depois o de escape e comprime a nova carga de mistura.4. ele fecha primeiramente o canal de admissão. o pistão destampa primeiramente os canais de escape e em seguida os de admissão. Acima deste regime.2 a 1. 8. a freqüência destes cursos e. O motor de dois tempos foi projetado com o objetivo de se conseguir uma simplificação nas válvulas e uma potência maior com uma máquina do mesmo tamanho. seria o dobro da máquina de quatro tempos de iguais características. A . porque nele as fenômenos de admissão e de escape são muito mais curtos (rápidos) e menos energéticos que num motor a 4 tempos.  TEMPO 2 Na final da compressão. sendo os fenômenos de admissão e de descarga simultâneos.

4. sendo a combustão iniciada devida às elevadas temperatura e pressão do ar comprimido. expansão e descarga. São empregados sobretudo em caminhões e ônibus pesados. 2-3 . num motor deste tipo. O pistão se desloca ao PMS e comprime o ar aprisionado no cilindro. Quando o canal de admissão é descoberto. pois trabalham com maiores pressões e temperaturas na câmara de combustão. Estas fases. a válvula de descarga é aberta.Válvula de descarga fechada. compressão. sendo introduzido no cilindro ar sob pressão.3. não encontrando largo emprego onde o fator peso tenha importância capital. somente AR é aspirado e comprimido no curso de compressão.99 variedade dos regimes de utilização de um motor a 2 tempos é bem mais limitada que a de um motor a 4 tempos. tratores e construção pesada.1 Motor de Inflamação por Compressão a 4 Tempos. O combustível é injetado diretamente no cilindro próximo ao fim do curso de compressão. Pouco antes do êmbolo descobrir as janelas de admissão. abre-se a válvula de descarga e parte dos gases são expelidos por diferença de pressão entre o cilindro e o coletor de descarga. 8. Eles funcionam nos ciclos de 2 ou 4 tempos.2 Motor de Inflamação por Compressão a 2 Tempos O ciclo de 2 tempos compreende as mesmas fases básicas do ciclo de 4 tempos. .3. contudo.3 Motor de Inflação por Compressão Este motor está baseado no trabalho do alemão Rudolph Diesel e opera segundo um ciclo conhecido como CICLO DIESEL. Embora as cursos básicos sejam os mesmos.Pistão se dirigindo ao PMI.4. admissão. explosão e descarga). Essa injeção feita de maneira pulverizada. os gases remanescentes serão expulsos pela pressão do ar admitido ou do “AR DE LAVAGEM". semelhantes aos descritos para os motores de inflamação por centelha.O combustível é injetado quando o embolo se aproxima do PMS. 3-4 . compresso. 8. Em conseqüência disto.4. Motores Diesel operam com pressões mais elevadas do que o motor por centelha. é mais robusto. 1 . ou seja. inflama-se e a expansão das gases da combustão força o êmbolo para baixo no curso de trabalho. (admissão. A razão de compressão dos motores de inflamação por compressão é maior que os de centelha (12 a 18). equipamentos agrícolas. Sua razão de compressão oscila entre 16 e 18. 8. são completadas em apenas 2 cursos do êmbolo.

Ponto morto inferior. causadas sobretudo pelo atrito entre as partes móveis. Volume limitado pela face do êmbolo e a parte superior do cilindro quando em PMS. resultante no eixo do motor denomina-se trabalho efetivo.Energia em um Motor O combustível é fornecido à câmara onde é queimado. V2 .10 0 8. convertendo energia química em calor.6 . a partir dai. pois parte é perdida pelo resfriamento e pela descarga A partir daí. pode-se definir o rendimento térmico indicado como sendo a relação entre a energia utilizada para mover o êmbolo (trabalho indicado) e a energia fornecida em forma de combustível. E a posição em que êmbolo se encontra o mais afastado possível do cabeçote. onde sofre. o rendimento mecânico que é a relação entre o trabalho efetivo e o trabalho indicado. Relação entre a volume do espaço morto e o volume correspondente ao ponto morto inferior.Terminologia Padrão D – Diâmetro do cilindro.Espaço morto.V2 8. PMS .Cilindrada. É a posição em que o êmbolo se encontra o mais próximo possível do cabeçote. Diferença entre o volume do cilindro quando em PMI (V1) e o volume do espaço morto (V2).Curso. É a distância linear percorrida pela êmbolo entre o PMI e o PMS. Rm  We Wi . L .5 . perdas mecânicas (Pm).Razão de compressão. C . Nem toda essa energia é aproveitada em termos de trabalho realizado pelo êmbolo (trabalho indicado Wi). Tem-se. PMI . então.Ponto morto superior. rc = V1 . Rti  Wi Pc A energia do êmbolo é transmitida à biela. C = V1 – V2 rc . O trabalho realmente utilizado.

A C  ma mf Onde: ma – massa de ar mf – massa de combustível Para a gasolina comum. Rte  We Pc Das expressões acima pode-se tirar outra relação para o rendimento térmico efetivo em função dos rendimentos térmico indicado e mecânico: Rte  Rti  Re Procura-se.transformada em energia mecânica e absorvida pelos atritos internas do motor (perdas mecânicas). através dos gases de escape. entre 21 e 25 %.transformada em energia mecânica disponível na extremidade do virabrequim (embreagem). então.10 1 Considerando-se todas as perdas. como sendo a quantidade de ar necessária para queimar o combustível e a quantidade de combustível. em média. O rendimento de um motor a explosão funcionando com gasolina oscila. cada kg de combustível requer cerca de 15 kg de ar para queimar completamente. Pode-se definir. Kg de combustível. 35% .transferida sob forma de calor gasto pelo sistema de arrefecimento dos cilindros. tem-se o rendimento térmico efetivo. A fim de liberar a maior quantidade de energia possível.cedida ao ambiente. 8% . e 25% . sob forma de calor. dado pela relação entre a energia na eixo e a energia fornecida pelo combustível. A energia fornecida ao motor está sob a forma de energia química no combustível. . de maneira geral. PC – Kcal/kg. O de um motor Diesel pode chegar a 35% ou mais. e este. desde a energia fornecida pelo combustível até a energia fornecida no eixo. combinando-se com o oxigênio do ar. melhorar os rendimentos. é necessário que as quantidades de ar e combustível existentes na mistura estejam nas proporções ideais. Para o óleo Diesel a razão ar-combustível varia entre 11 e 14 kg de ar para cada kg de combustível. fornecerá energia sob a forma de calor. A energia total produzida pela combustão da gasolina no motor a explosão distribui-se do seguinte modo: 32% . Assim defini-se o poder calorífico de um combustível como sendo a quantidade de energia contida em 1. a RAZÃO AR-COMBUSTÍVEL. aumentando a energia utilizável e diminuindo as perdas.

A – Área do êmbolo L – Curso do êmbolo. tem-se: Mistura rica – excesso de combustível. dado pela expressão: Wi  p  A  L onde: p – Pressão dos gases sobre a face do embola. Assim. A pressão p.7.10 2 Para um motor real. as condições de queima não são as ideais. Este é o trabalho indicado. . a mistura é dita MISTURA RICA quando a quantidade de combustível está acima da normal. Mistura pobre – excesso de ar. em cada curso do embolo. supôs-se uma pressão média atuando no êmbolo. durante um curso. conhecida como pressão média indicada. Durante o funcionamento do motor a pressão no cilindro varia durante todo o ciclo. é obtida com base no diagrama do ciclo. fazendo com que esta relação varie conforme o regime de trabalho do motor. Por outro lado tem-se uma MISTURA POBRE quando há pouco combustível para a quantidade de ar existente. 8. Em algumas situações se necessita de mais ar e em outras de menos. Em resumo.7 - Potência dos Motores Temos de considerar duas medidas básicas de potência em um motor: POTÊNCIA INDICADA = Wi POTÊNCIA EFETIVA = We t t 8.1 Potência Indicada Para calcularmos a potência indicada em um motor é preciso antes saber qual o trabalho efetuada pelo embolo devido à queima produzida no interior da cilindro. A fim de possibilitar o cálculo da potência indicada.

. 8. portanto: pmi  Wi  pmi  A  L Para acharmos a potência indicada: Pi  pmi  L  A  n  i onde: n – RPM i – Número de cilindros. em CV. dará o valor de Pi. A potência indicada.m. n – RPM Uma expressão alternativa. ou seja. O valor desta área. multiplicada pela escala da mola do indicador. multiplicada pelo número de cilindros.7. dará. A . Esta altura.Kgf/cm2.10 3 ÁREA( 1234 ) V1  V 2 A área do diagrama do indicador é medida com um planímetro. L . a potência total de um motor é obtida a partir da potência de um cilindro. utilizando as unidades inglesas e dada por: Pi  pmi  L  A  n  i (HP) 33000 onde as unidades são: pmi – lbf/in2 L – ft A – in2 Como se pode notar pelas expressões acima. é dada por: Pi  pmi  L  A  n  i (CV) 4500 onde as unidades dos elementos envolvidas são: pmi . dividido pelo comprimento do diagrama. a potência realmente desenvolvida pelo motor. Tem-se.cm2.2 Potência Efetiva A potência desenvolvida no eixo do motor. a altura do retângulo de área equivalente.

8 - Conjugado Motor É a capacidade do motor para. Esta parcela.força medida no freio (kgf) R . que podem ser facilmente medidas. mas é vantajoso para servir de base ao estabelecimento da fórmula da potência efetiva. Pode-se então avaliar a força rotacional do motor. Este tipo de. Uma alavanca C. o atrito entre a cinta e o volante tende a fazer girar a alavanca. geralmente. resultando em: T  RF  4500  Pe ( Kgf.. Um dos aparelhos utilizados é o freio de Prony. Tal aparelho desenvolve forças contrárias à força do motor. pode moverse num setor limitado e se apoia numa balança. adaptando-se ao eixo da motor um dispositivo de absorção de trabalho. engloba as "PERDAS MECÂNICAS" . Pe.10 4 Toda potência desenvolvida no cilindro não é fornecida ao eixo. que é a diferença entre a potência indicada.. Pi. rigidamente fixada à cinta. produzir trabalho. Pm. Um volante H. potência efetiva. Quando o eixo e o volante giram. Sua expressão pode ser obtida da potência efetiva. é envolvido por uma cinta de fricção ajustável B. e a. fixado no extremo do eixo de manivelas.m ) 2   n . ou potência no eixo. A expressão resultante para o cálculo da potência efetiva é a seguinte: Pe  2   R  F  n (CV) 4500 onde: F . aplicando uma força sobre a balança. aparelho só é aplicável a motores de baixa rotação.rotação do eixo de sida do motor (rpm) 8. Pm  Pi  Pe A potência efetiva é medida.braço da alavanca (m) n .

10 5 Apêndice Tabelas de perdas em encanamentos Curvas características de Bombas Hidráulicas .