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U  R  I  

Universidade  Regional  Integrada  do  Alto  Uruguai  e  das  Missões  

CÂMPUS  DE  ERECHIM  
 
 
 
 
 
 

 

DEPARTAMENTO  DE  ENGENHARIAS  E  CIÊNCIA  DA  COMPUTAÇÃO  
 
 
 
 
 

ENGENHARIA  MECÂNICA  
 
 
 
 
 
 

ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS  
 
 

Prof. PEDRO VIANA

URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM  
ENGENHARIA  MECÂNICA  
ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS  

 

Capítulo  I  –  Índice  

ÍNDICE
1

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA ......................................................................................... 4
1.1 EMENTA ............................................................................................................................ 4
1.2 OBJETIVOS ....................................................................................................................... 4
1.3 METODOLOGIA DE ENSINO ........................................................................................... 4
1.4 MATERIAL DIDÁTICO ...................................................................................................... 4
1.5 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO ............................................................................... 5
1.5.1 NOTA DO SEMESTRE ............................................................................................... 5
1.5.2 FREQÜÊNCIA ............................................................................................................. 5
1.5.3 APRESENTAÇÃO DAS PROVAS PELOS ACADÊMICOS ........................................ 5
1.6 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ........................................................................................ 6
1.7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA................................................................................................... 7
1.8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR.................................................................................. 7

2

ENGENHARIA ECONÔMICA ................................................................................................... 8
2.1 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA ECONÔMICA ............................................................... 8
2.1.1 CONCEITO ................................................................................................................. 8
2.1.2 ABORDAGEM ............................................................................................................. 8
2.1.3 PRINCÍPIOS ................................................................................................................ 9
2.2 MATEMÁTICA FINANCEIRA ............................................................................................ 9
2.2.1 JUROS E TAXA DE JUROS ....................................................................................... 9
2.2.2 REGIME DE CAPITALIÇÃO POR JUROS SIMPLES ............................................... 10
2.2.3 REGIME DE CAPITALIZAÇÃO POR JUROS COMPOSTOS .................................. 10
2.2.4 REGIME DE CAPITALIZAÇÃO CONTÍNUA ............................................................. 11
2.2.5 COMPARAÇÃO ENTRE OS REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO ................................ 12
2.2.6 DIAGRAMA DE FLUXO DE CAIXA .......................................................................... 13
2.2.7 PAGAMENTOS SIMPLES ........................................................................................ 13
2.2.7.1 FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL (FAC) ............................................... 14
2.2.7.2 FATOR DE VALOR ATUAL ................................................................................ 14
2.2.8 PAGAMENTOS MÚLTIPLOS SÉRIE UNIFORME .................................................... 14
2.2.8.1 FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL – série uniforme ............................... 14
2.2.8.2 FATOR DE VALOR ATUAL – série uniforme ..................................................... 14
2.2.8.3 FATOR DE FORMAÇÃO DO CAPITAL .............................................................. 15
2.2.8.4 FATOR DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL ....................................................... 15
2.2.8.5 EXEMPLO DE PAGAMENTO SIMPLES E PAGAMENTO MÚLTIPLO .............. 15
2.2.9 PAGAMENTOS MÚLTIPLOS SÉRIE GRADIENTE .................................................. 15
2.2.10 TAXA DE JUROS NOMINAL E EFETIVA ............................................................... 16
2.2.11 INFLAÇÃO E TAXA DE JUROS ............................................................................. 17
2.3 ANEXO I – CONCEITOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA ........................................... 19
2.4 ANEXO II – RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA.................................................................. 20

3

SISTEMAS DE FINANCIAMENTO ......................................................................................... 21
3.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 21
3.2 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS ............................................................................. 21
3.2.1 AMORTIZAÇÃO DE CURTO PRAZO COM JUROS SIMPLES POSTECIDOS ....... 21
3.2.2 AMORTIZAÇÃO DE CURTO PRAZO COM JUROS SIMPLES ANTECIPADOS ..... 21
3.2.3 AMORTIZAÇÃO COM RECIPROCIDADE ................................................................ 22
3.3 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS DE LONGO PRAZO ........................................... 23
3.3.1 MÉTODO FRANCÊS – TABELA PRICE ................................................................... 23
3.3.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃ CONSTANTE – SAC ................................................. 25
3.3.3 SISTEMA AMERICANO – SINKING FUND .............................................................. 27
3.3.3.1 SISTEMA AMERICANO – SINKING FUND ........................................................ 28
3.3.4 EMPRÉSTIMO COM CARÊNCIA ............................................................................. 29
3.3.5 AMORTIZAÇÃO COM ‘PARCELAS INTERMEDIÁRIAS’ ......................................... 32
3.3.6 CLÁUSULAS DE REAJUSTAMENTO ...................................................................... 32

4

CUSTOS .................................................................................................................................. 35
4.1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO CUSTO....................................................................... 35
4.1.1 HISTÓRICO DE CUSTOS ........................................................................................ 35
4.1.2 CONCEITOS ............................................................................................................. 37
4.2 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS ................................................................................... 39

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Capítulo  I  –  Índice  

4.2.1 CUSTO TOTAL E CUSTO UNITÁRIO ...................................................................... 39
4.2.2 CUSTO FIXO E CUSTO VARIÁVEL ......................................................................... 39
4.2.3 CUSTOS MISTOS ..................................................................................................... 40
4.2.4 CUSTO DIRETO E CUSTO INDIRETO .................................................................... 40
4.2.5 CUSTO RELEVANTE E CUSTO NÃO-RELEVANTE ............................................... 40
4.2.6 RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO ............................................................................ 41
4.3 CUSTEIO ......................................................................................................................... 41
4.3.1 DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 41
4.3.2 SISTEMA DE CUSTEIO ............................................................................................ 42
4.3.3 PRINCÍPIOS E MÉTODOS DE CUSTEIO ................................................................ 43
4.3.4 PRINCIPAIS MÉTODOS DE CUSTEIO - Contabilidade ........................................... 47
4.3.5 CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS SISTEMAS ............................................... 48

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Capítulo  I  –  Apresentação  

1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
ENGENHARIA ECONÔMICA E CUSTOS
1.1 EMENTA
Custos operacionais e elementos do custo. Demonstrações financeiras. Custo de
fabricação. Demonstração de lucros e perdas. Etapas de desenvolvimento da
contabilidade de processos. Rentabilidade. Rotatividade. Ponto de equilíbrio.
Comparação entre alternativas de investimentos. Engenharia econômica.
1.2 OBJETIVOS
GERAIS:
Capacitar os alunos a resolver problemas de alternativas de investimentos.
Aprimorar o conhecimento dos alunos em custos industriais, rentabilidade e
rotatividade do capital investido na área industrial.
ESPECÍFICOS:
a) Elaborar e levantar dados para o fluxo de caixa.
b) Analisar alternativas de investimentos.
c) Otimizar os recursos existentes.
d) Elaborar planilhas de análise de custos.
e) Elaborar orçamento de peças e máquinas.
1.3 METODOLOGIA DE ENSINO
Fundamentos, conceitos, Informações básicas. Exercícios e estudos de problemas.
Análise e estudos de casos industriais.
Durante o semestre será observada a seguinte metodologia:
a) Aulas expositivas, cujo tema será apresentado pelo Professor e o
respectivo conteúdo explicado, comentado e interpretado através de
exemplos teóricos e/ou práticos.
b) No decorrer de cada aula, está aberto o diálogo através de
questionamentos, comentários, dúvidas e observações de parte dos
Acadêmicos, bem como a necessidade de reapresentar o conteúdo
quando o mesmo não estiver suficientemente claro aos Acadêmicos.
1.4 MATERIAL DIDÁTICO
Um roteiro das aulas é disponibilizado para a turma. Fica explícito que esse
material é orientativo e não-exclusivo, servindo como apoio e demonstra a
seqüência a ser observada.
Os livros indicados na bibliografia básica constituem o material didático de maior
relevância e que deverá receber maior atenção dos Acadêmicos, servindo como
a principal fonte de estudo.
As exposições, explicações, comentários, exemplos e apresentação de assuntos
indiretamente relacionados com a disciplina, mesmo quando apresentados
exclusivamente na forma oral pelo Professor, fazem parte do conteúdo,
constituem material didático cuja anotação (se desejada) cabe ao Acadêmico,
podendo tal material ser incluído nas avaliações previstas para o decorrer do
semestre.
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apresentação de trabalhos. O número de questões é variável.3 APRESENTAÇÃO DAS PROVAS PELOS ACADÊMICOS a) As questões devem ser respondidas em letra de imprensa. Se esse número não for atingido. calculada pela soma das notas de cada avalição realizada. Se o resultado for igual ou superior a 5. serão consideradas até a primeira casa decimal. b) Provas respondidas a lápis não terão notas revisadas. o Acadêmico estará aprovado sem necessidade de prestar exame.5. As provas terão uma parte composta por questões teóricas e outra parte composta por questões práticas. bem como o conteúdo integrante do ensino formal de primeiro e segundo graus ministrados conforme diretrizes da Legislação aplicável. a reprovação é automática. As notas compreendidas em 5. sem arredondamentos. e sobre elas não são aceitas reclamações de erros de correção. trabalhos práticos. sendo estes dois itens definidos pelo Professor. com o uso adequado dos sinais matemáticos necessários e com números legíveis. problemas propostos cuja solução deve ser desenvolvida e demonstrada pelo Acadêmico. é necessário 75% de presenças no semestre. então. Cada avaliação poderá ser composta por duas provas e um trabalho envolvendo aplicação do conteúdo trabalhado no período. de casa. Pedro Viana Página 5 de 48 .0 (cinco) e 6. 1. 1. Exercícios de aula.5 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO As regras para avaliação são estabelecidas pelo Estatuto da Universidade. argüição oral e escrita.5. no quadro.1 NOTA DO SEMESTRE Será obtida pela realização de três avaliações.2 FREQÜÊNCIA Para aprovação por média 7 (sete) ou para prestar exame.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  I  –  Apresentação   Igualmente fazem parte do material didático (na forma de conhecimentos já adquiridos) todos os conteúdos de disciplinas anteriores (estejam ou não indicadas como pré-requisitos). No caso da resolução de problemas a letra deve ser clara e precisa. 1. sem necessidade de “procurar” pela informação ao corrigir a prova. assim como o valor atribuído a cada questão. Prof. Os cálculos devem ser apresentados em seqüência. divida por três. duas provas. possibilitam ao Acadêmico realizar o exame final. 1. ou seja. Toda a nota atribuída seja em provas ou no cálculo de médias.5.9 (seis vírgula nove). a soma da nota do semestre com a nota obtida no exame final será divida por dois. Se o resultado obtido for igual ou superior a 7 (sete). A nota do semestre será.0 (cinco) o Acadêmico estará aprovado na disciplina. observado o critério da freqüência. Nessa situação.

3 Fator de acumulação de capital. 2 COMPARAÇÃO ENTRE ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 2. série uniforme. 1.4 Fator de valor atual. d) As respostas das questões devem ser interpretações (comentadas. explicadas e conceitualmente fundamentadas na teoria apresentada em aula) do conteúdo apresentado e/ou constante no material didático e bibliografia.5 Taxas mínimas de atratividade.9 Exercícios.8 Índices de rentabilidade: ponto de equilíbrio. 2.6 Fator de recuperação de capital. na ordem que devem ser vistas pelo Professor.1 Industriais. 3. rentabilidade.3 Taxa de retorno. 2. Pedro Viana Página 6 de 48 . Prof.5 Fator de formação de capital.6 Administrativos. 2.4 Variáveis. 2. lucratividade.3 Indiretos. Também é necessário que em cada folha conste a assinatura legível do Acadêmico. série uniforme.2 Pagamento simples. Série uniforme. 1. 3. 3. 1.4 Alternativas com vidas diferentes. 3. 1. 3.2 Diretos. 2.2 Custo anual. 1. 3. 1. 4 CUSTO DO PRODUTO 5 SISTEMAS DE ABSORÇÃO DOS CUSTOS FIXOS E INDIRETOS 6 DEPRECIAÇÕES 7 TRABALHO PRÁTICO DE CUSTOS NAS EMPRESAS DA REGIÃO. 3.8 Exercícios.1 Método do valor atual.7 Série em gradiente.1 Fator de acumulação de capital.7 Operacionais. 2. 1. Série uniforme.6 Critérios de decisão. 3 CUSTOS: 3.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  I  –  Apresentação   c) Cada pessoa deverá enumerar as folhas que utilizar para responder as questões da prova.8 Tabelas.5 Fixos. 2.6 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1 ENGENHARIA ECONÔMICA 1. retorno. 1.7 Taxas múltiplas. 1.

Uma teoria evolucionária da mudança econômica. Pedro Viana Página 7 de 48 . 2009.ed. Frederico.7   Capítulo  I  –  Apresentação   BIBLIOGRAFIA BÁSICA 1-PENROSE. Custo e estratégias de resultado. 7. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Richard R. 2009. Rolando. Análise de investimentos: Projetos industriais e engenharia econômica. Porto Alegre: Sagra. 6-OLIVEIRA.. Campinas: Unicamp. Geraldo (Et al. Engenharia econômica. Eliseu. São Paulo: McGraw-Hill. Cesar das. Engenharia econômica e análise de custos: Aplicações práticas para economistas. 3-HERRMANN JÚNIOR.). Henrique. 9. São Paulo: Atlas. 2005. São Paulo: Difel. Dálvio J. 5-MARTINS. 1985. 3-HIRSCHFELD.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   1. São Paulo: Atlas. amp. 7. atual. 4-NEVES.. 1. José Alberto Nascimento de. Edith. 2-NELSON. 1968. rev. 2-BEULKE. 2009. A teoria do crescimento da firma. Sidney G. BERTÓ. Prof. Contabilidade de custos. engenheiros. 1981. 1985. 1982. Engenharia econômica: Uma abordagem ás decisões de investimento. WINTER.ed.ed. analistas de investimentos e administradores. São Paulo: Atlas. Custos industriais: Organização administrativa e contábil das empresas industriais.8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 1-HESS. São Paulo: Unicamp.

é o conjunto de conhecimentos necessários para tomar decisões sobre investimentos. Pedro Viana Página 8 de 48 .1.2 ABORDAGEM A abordagem dos problemas econômico-financeiros das soluções técnicas. refere-se às decisões que o profissional deve tomar tendo por base o conhecimento de alguns conceitos.1 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA ECONÔMICA 2.1. d) Uma das alternativas de solução deve ser escolhida. em geral segue uma abordagem que contempla (pelo menos) os seguintes itens de análise: a) Existe uma problema (técnico) para ser resolvido. b) Há mais de uma solução possível. De um modo mais direcionado. c) É necessário analisar as alternativas identificadas.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   2 ENGENHARIA ECONÔMICA 2. Contabilidade e Finanças. Prof. métodos e técnicas envolvendo as ciências de Administração. Fontes de renda 2.1 CONCEITO Basicamente.

d) Estudo sobre os valores presentes e a sua projeção para um valor futuro. mês ou dia.1. 2. “n“ “n“ Quantidade de períodos de capitalização. e) Optar por uma alternativa equilibrada entre solução técnica e viabilidade econômica. 2. E podese iniciar o estudo sobre o tema com a seguinte frase: “NÃO SE SOMA OU SUBTRAI QUANTIAS EM DINHEIRO QUE NÃO ESTEJAM NA MESMA DATA” Nomeclatura / Simbologia Significado Simbologia inglês Alguns autores BR “i“ “i“ Taxa de juros por período de capitalização. “G“ “G“ Série gradianete crescentes).2 MATEMÁTICA FINANCEIRA A Matemática Financeira se preocupa com o valor do dinheiro no tempo. uma questão técnica foi resolvida por estudo e análise das possíveis tecnologias disponíveis. quer seja ano. “ PMT ” “A” Série uniforme de pagamentos (prestações fixas). b) Levantamento de custos. Geralmente apresentada em %. Pedro Viana Página 9 de 48 . 2. “J“ “J“ Juro. ser analisada do ponto de vista econômico-financeiro. Prof. J=F-P Taxa de Juros é a grandeza que: – – Quantifica a remuneração de capital. c) Identificação da fonte de financiamento.3 PRINCÍPIOS No que se refere a análise e definição de uma OPÇÃO DE INVESTIMENTO.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   Assim.2. A efetiva escolha e implantação deve.1 de pagamentos (prestações JUROS E TAXA DE JUROS Juro é a diferença entre o que foi emprestado no presente (P) e o que é cobrado no período de tempo futuro (F). “ PV ” “P” Quantia de dinheiro na data atual (valor presente). agora. o princípio Engenharia Econômica considera: a) Definição das opções técnicas.

50× 5 = 250 F = P + J = 100 + 250 = 350 Note que os juros são iguais para todos os períodos! 2. n ) Jn são os juros acumulados até o final de n períodos de capitalização.i 2.3 REGIME DE CAPITALIZAÇÃO POR JUROS COMPOSTOS Regime de capitalização por juros compostos. i. o juro é incorporado ao principal ou capital. no final de cada período.00 capitalizados a 50% ao ano em cinco anos? Extrai-se do enunciado diretamente que P = 100. e i = 50% ao ano.n Períodos (anos) Valor início período Juros no período Valor no fim do período 0 1 2 3 4 5 0 100 150 200 250 300 0 50 50 50 50 50 100 150 200 250 300 350 F = 100 × (1+0. É possível calcular diretamente: Jn = P.n F = P + Jn Combinando as equações: F = P . ( 1+ i .2. passando a render juros no próximo período.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   i = J /P = (F-P) / P J=P. apenas o capital inicial rende juros.50× 5) = R$ 350. Jn = P.i. as parcelas adicionais são um valor proporcional a esse capital e ao tempo de aplicação.00 De outra forma: J = P. ou seja.2 REGIME DE CAPITALIÇÃO POR JUROS SIMPLES Neste regime. Pedro Viana Página 10 de 48 . EXEMPLO: Qual o montante equivalente a R$ 100. Prof. n = 100× 0.i.2.

Jn são os juros acumulados até o final de n períodos de capitalização. dt é o acréscimo infinitesimal de tempo.i = C0.75 253.4 REGIME DE CAPITALIZAÇÃO CONTÍNUA Regime de capitalização que ocorre de forma contínua.00 225.00 150. dCt = Ct.00 337. .i.00 225.00 112. calcula-se o valor para cada período. C1 = C0 + C0.25 759.12 100.37 Note que os juros em cada período equivalem a 50% do saldo devedor no início do mesmo período.2. em intervalos infinitesimais de tempo.00 capitalizados a 50% ao ano em cinco anos? Usando a fórmula FV = PV . montamos a tabela: Período (anos) Saldo devedor início do período Juros do período Saldo devedor fim do período 0 1 2 3 4 5 0 100. . Ct é o capital total em t.(1+i) = C0. i é a taxa de juros .00 75.50 506. EXEMPLO: Qual o montante equivalente a R$ 100.(1+i)2 FV = PV . Pedro Viana Página 11 de 48 .25 0 50.dt Onde: dCt é o acréscimo do capital total entre t e (t +dt).50 506.Cn é o capital disponível ou exigível no final do período n.(1+i)n.(1+i)n Jn = C0 . 2.50 168.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   É o método empregado por instituições bancárias e financeiras.00 337.(1+i) C2 = C1+C1. [(1+i)n –1] Onde: .i = [C0.(1+i)].C0 é o capital inicial. Para maior clareza.00 150. Prof. É o método empregado em mercados financeiros e na análise de retorno para substituição de equipamentos.

00 com juros de 50% a.000 . e(0. ei.05) = 1. ei.000 .URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   Após integração.000 . 1. qual o montante equivalente para um mês à frente? E para 40 dias? Aplicando a fórmula CT = C0. tem-se para 30 dias: C30 = 1.051 = R$ 1.067) = R$ 1.718(0.718(0.T Onde: ‘T’ é o tempo decorrido para capitalização.27 ⋅ Para o período de 40 dias.2.T (9).000. temos:   Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   CT = C0.5 ⋅ COMPARAÇÃO ENTRE OS REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO Comparação de valores para um um empréstimo de R$ 100.a.⋅ e(0.05 4/3) = 1. 2.05) = 1000 . 2.00 tomado com juros de 5% ao mês capitalizados continuamente ao longo do tempo. EXEMPLO: Dado um empréstimo de R$ 1.94 ⋅ 2.718). Comparação entre regimes de juros 1400 1200 Valor 1000 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 Período Juros simples Prof.051.068. a solução é análoga: C40 = 1. e(0.000⋅ . Pedro Viana Juros compostos Juros contínuos Página 12 de 48 . e(0. ‘e’ é o número neperiano (2.05 30/30) = 1.000 .05 40/30) = 1.000 .

Pedro Viana Página 13 de 48 .(1+i)n P = F/(1+ i)n C0 = Cn/(1+i)n Prof. na qual são representados os valores monetários. 2. dos períodos e dos valores monetários envolvidos em cada período. é simplesmente a representação gráfica numa reta. A Engenharia Econômica vai trabalhar com gráficos do tipo da abaixo. Traça-se uma reta horizontal que é denominada eixo dos tempos. assim como os fundamentos da Matemática Financeira. n P F = P. considerando-se a seguinte convenção: dinheiro recebido .7 PAGAMENTOS SIMPLES Diagrama de fluxo de caixa de um pagamento simples: F 0 1 2 3 4 ……….. considerando-se uma certa taxa de juros.2.2.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   2.seta para baixo.6   Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   DIAGRAMA DE FLUXO DE CAIXA Um diagrama de fluxo de caixa.seta para cima dinheiro pago .

divididos regularmente num período de tempo.(1+i)n ] Prof.2.8. Pedro Viana Página 14 de 48 .8.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   2.(1+i)n ] FV = PMT ⋅ [ (1+i)n – 1 ] / i PMT = FV ⋅ i / [ (1+i)n – 1 ] PMT = PV⋅ [ i(1+i)n] / [ (1+i)n – 1] 2. desembolsos ou prestações.2.2 FATOR DE VALOR ATUAL Estabele a equivalência entre o valor presente e o valor futuro em uma operação financeira no regime de juros simples.1 FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL – série uniforme Permite encontrar o valor futuro a partir de uma série uniforme de pagamentos. n PV = PMT ⋅ [(1+i)n – 1 ] / [ i. A 0 1 P 2 3 4 …… ….2.7.8 PAGAMENTOS MÚLTIPLOS SÉRIE UNIFORME Pode-se definir uma série uniforme como uma sucessão de recebimentos. [(1+i)n – 1 ] / [ i.7.1 FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL (FAC) Estabele a equivalência entre o valor futuro e o valor presente em uma operação financeira no regime de juros simples. de mesmo valor.. [ (1+i)n – 1 ] / i 2.2. 1 / (1+ i)n 2.2. (1+i)n 2.2 FATOR DE VALOR ATUAL – série uniforme Permite encontrar o valor presente a partir de uma série uniforme de pagamentos.

Usando a taxa de juros de 0. GRADIENTE ARITMÉTICO • São aquelas em que nos instantes 1.00. Sabendo-se que a taxa de juros utilizada será de 0. encontra-se P = R$ 53.26 < R$ 53.00.87 > R$ 53.000.G 3G 0 2G G 1 2 3 4 ………. Pedro Viana Página 15 de 48 . PMT = R$ 1. i / [ (1+i)n – 1 ] 2.2.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   2.248.00.8. o total é de R$ 53. se se dispõe do total a ser pago a vista? E se a taxa de juros fosse de 0. n. 2. 4. i = 0.00.00.3 FATOR DE FORMAÇÃO DO CAPITAL Permite encontrar a série uniforme de pagamentos a partir do valor futuro da operação. devido a suas características são empregadas em casos onde haja um aumento do valor a ser pago (ou recebido) durante o tempo.725. opta-se pela opção a prazo.000.8..26. 3.40% ao mês.725. n P Prof. os respectivos capitais constituem uma PA (progressão aritmética) em que o primeiro termo é 0 e a razão (gradiente) é (n-1).000.50% ao mês. [ i(1+i)n] / [ (1+i)n – 1] 2.87 Como R$ 53.248.2. Como R$ 51. qual a opção.000.50% ao mês. Para pagamento a vista. 2.5 EXEMPLO DE PAGAMENTO SIMPLES E PAGAMENTO MÚLTIPLO Um apartamento é vendido em 5 anos.2.000. Aplicando a fórmula vem P = R$ 51. com parcelas mensais de R$ 1. opta-se pela compra a vista.40% ao mês? Convertendo a série para o valor presente (PV) só se necessita aplicar a fórmula FV = PMT ⋅ [ (1+i)n – 1 ] / i sabendo que: n = 12⋅ 5 = 60 meses.9 PAGAMENTOS MÚLTIPLOS SÉRIE GRADIENTE As séries gradiente.8.4 FATOR DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL Permite encontrar a série uniforme de pagamentos a partir do valor presente da operação.2.

É preciso tomar cuidado com o uso deste tipo de taxa em cálculos. Esta será uma taxa efetiva. pois frequentemente ela é imprópria para o uso. os respectivos capitais constituem uma PA (progressão geométrica) em que o primeiro termo é 0 e a razão (gradiente) é um percentual do valor inicial. pois há coincidência entre as unidades de tempo da taxa e o período de capitalização. pode-se pensar nos seguintes casos: a) Taxa de 120% ao ano com capitalização mensal. e então é necessário convertê-la para uma taxa efetiva correspondente. Pedro Viana Página 16 de 48 . que da mesma maneira é uma taxa efetiva. b) Taxa de 15% ao mês com capitalização anual. n P A obtenção da série uniforme equivalente à uma série em gradiente é feita observando que a série em gradiente pode ser decomposta em diversas séries uniformes G. 4. Por isto tem de estar muito claro seu significado e a equivalência entre ela e outras maneiras de se apresentar taxas de juros. 2.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   GRADIENTE GEOMÉTRICO • São aquelas em que nos instantes 1.10 TAXA DE JUROS NOMINAL E EFETIVA Taxa efetiva de juros é aquela em que a unidade de tempo coincide com a unidade de tempo do período de capitalização.. 3. A taxa efetiva é que tem de ser utilizada na maioria dos cálculos em matemática financeira e engenharia econômica. Na taxa nominal a unidade de tempo da taxa é diferente da unidade de tempo do período de capitalização. n. (1+i)n } 2.i) ] / i [(1+i)n – 1] } P = G . Outro exemplo de taxa efetiva é 10% ao mês com capitalização mensal. Prof. com capitalização anual. { [1+i)n -1 – (n. A = G { [ (1+i)n -1 – (n. cada uma começando a cada período de duração da operação. Como exemplo.G 3G 0 2G G 1 2 3 4 ………. Como exemplo pode-se pensar em uma taxa de140 % ao ano. (n-1).i)] / i2 .2.

68% ao ano. pois a capitalização é feita a intervalos menores.2. Pedro Viana Página 17 de 48 . temos.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   Existe confusão quanto a esta taxa as vezes ela é usada para mascarar a verdadeira taxa de juros que esta envolvida na operação.m.Índice de Preços no período 1 • A inflação é dada por: θ = I1 / I0 – 1 à I1 / I0 = (1+θ ) No caso de inflação nula (I1=I0). (12% a. Taxa efetiva anual i = [1+(12%/12)]12-1 = 12. • Considere a seguinte situação: I0 .11 INFLAÇÃO E TAXA DE JUROS INFLAÇÃO Relação entre índices de preços em dois períodos consecutivos.) /12 meses por ano = 1% a. EXEMPLO: Qual a taxa efetiva anual equivalente a uma taxa nominal de 12% a.Índice de Preços no período 0 I1 . Taxas efetivas são sempre maiores que as taxas nominais. entre dois períodos consecutivos: F = P. M é o número de meses (de períodos de capitalização à taxa efetiva anual). • Fundamental quando se avalia propostas em diferentes países. Taxa efetiva mensal = r/M. (1+i)1 = (1+r/M)M i = (1+r/M)M-1 Onde: i é a taxa de juros efetiva anual. ou seja. ou seja M=12 (o ano tem 12 meses). com capitalização mensal? Taxa nominal: 12% ao ano (r) com capitalização mensal.a. 2. r é a taxa de juros nominal anual.a. (1+i) Prof.

1 } i’ = 1. Prof.5% a.m.1 i’ = 26. (1.15% = 26. desenvolvemos: F/I1 = [P⋅ (1+ i )]/I0.1} = {(1.a.a. Taxa de inflação 15% a. De forma ilustrativa: 10% + 15% + 10%. ou F = [P⋅ (1+ i )] ⋅{I1/I0 } F = P⋅ (1+θ )⋅ (1+ i ) Chamando i’ de taxa de juros inflacionada. Pedro Viana Página 18 de 48 .15) .10) . temos: F = P⋅(1+i’) (1+i’)=(1+i)⋅(1+θ) i’={[(1+i) ⋅ (1+θ)]-1} EXEMPLO: Taxa real de juros: 10% a.265 .5% Juros reais + Inflação + Inflação dos juros ou juros da inflação = taxa inflacionada.5% a. Logo.10) . obtemos: i’ = {(1+0.15) .URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   Utilizando os índices de preço.a. a taxa inflacionada é de 26. (1+0. Qual a taxa inflacionada? A partir de i’={[(1+i) ⋅ (1+θ)]-1} (24).

Taxa de juros Contínua (ou continuamente composta) Sob um regime de capitalização contínua. independentemente de ser nominal ou efetiva. que é feita continuamente. o investidor recebe descontada a variação da inflação ou de qualquer indicador desejado. o juro recebido/pago sobre determinado montante de dinheiro aplicado/investido/emprestado é tratado da mesma forma que em um regime de juros compostos. sempre há um empréstimo de recursos. Taxa de juros efetiva É aquela que é expressa na mesma unidade de tempo em que os juros são capitalizados. Taxa de juros Composta Sob um regime de taxa de juros composta. Taxa de juros real É aquela que. ou seja. ou seja. a taxa é expressa em uma unidade de tempo e a forma de acumulação dos juros (seja em regime simples ou composto) é feita em outra unidade de tempo. Por exemplo: um financiamento em que a taxa nominal é expressa em bases anuais. ou seja. o conceito-chave da matemática financeira é TAXA DE JUROS.3   Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   ANEXO I – CONCEITOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução A matemática financeira é um ramo da Matemática que se preocupa em estudar os cálculos relacionados a operações de investimento e financiamento realizados por agentes atuantes no mercado financeiro. Pedro Viana Página 19 de 48 . nominal ou efetiva. Sendo assim. Independentemente do tipo de operação. mas também sobre os juros já acumulados até então. mas a capitalização é feita em bases mensais. de dinheiro envolvido. é proporcional à taxa de juros nominal de aplicação. Juros Juro é a diferença entre o que foi emprestado no presente e o que é cobrado no período de tempo futuro. o juro recebido/pago sobre determinado montante de dinheiro aplicado/investido/emprestado é linearmente proporcional ao prazo em que os juros são referenciados nominalmente. com a única diferença residindo na freqüência de capitalização. ou seja. a cada período de capitalização os juros incidem não só sobre o principal. respectivamente. o juro recebido/pago sobre determinado montante de dinheiro aplicado/investido/emprestado é geometricamente proporcional ao prazo em que os juros são referenciados nominalmente. a Prof. mês ou dia. quer seja ano. Cálculo de juros Taxa de juros Simples Sob um regime de taxa de juros simples. A taxa pode ser encontrada em diferentes situações no mercado financeiro. Taxa de juros nominal É aquela que é expressa em uma unidade de tempo diferente daquela em que os juros são capitalizados. ou seja.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   2.

2. Valor Futuro O valor futuro de um fluxo de caixa é o somatório do “carregamento” de cada fluxo. utilizando uma taxa de juros predefinida. As relações de equivalência permitem a obtenção de fluxos de caixa que se equivalem no tempo.4 ANEXO II – RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA Pode-se obter o valor dos pagamentos uniformes relacionando com o valor presente ou futuro do montante. para encontrar o valor futuro de um fluxo de caixa. deve-se tomar cada recebimento e pagamento e calcular o valor futuro desses fluxos individuais. até o vencimento da operação.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  II  –  Engenharia  Econômica   cada instante. seja negativo ou positivo. sendo o “instante” definido como a menor medida possível de tempo. ou seja. Conceitos de valor presente e valor futuro Valor Presente O chamado valor presente de um fluxo de caixa é o somatório dos valores presentes dos fluxos individuais – positivos e negativos. Em outras palavras. é o valor de cada fluxo de caixa descontado ao momento presente pela taxa de juros prevalecente durante o período remanescente. até o pagamento final pela taxa de juros prevalecente durante o período remanescente. A simbologia que será utilizada é: • i = taxa de juros por período de capitalização • n = número de períodos a ser capitalizado • P = quantia de dinheiro na data de hoje • F = quantia de dinheiro no futuro • A = série uniforme de pagamento • G = série gradiente de pagamento Prof. Pedro Viana Página 20 de 48 .

Justamente por ser importante.n) Onde: j é a taxa de juros (nominal) do financiamento n é o número de períodos Prof.2. n ) * Onde: FV = valor futuro PV = valor presente * Fórmula para cálculo de juros simples. 3. a 4% ao mês.2 AMORTIZAÇÃO DE CURTO PRAZO COM JUROS SIMPLES ANTECIPADOS • Na prática. bancos cobram antecipadamente os juros do empréstimo. ou seja.n) ou i = j / (1 .URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   3 SISTEMAS DE FINANCIAMENTO 3. prazo. Um sistema de financiamento nada mais é do que a o método de cálculo do valor que será cobrado como remuneração pelo empréstimo.000 (1+20%) = R$ 120. É como se o banco cobrasse “um aluguel” do valor emprestado. i = taxa de juros no período n = número de parcelas EXEMPLO Empréstimo de R$ 100.1 INTRODUÇÃO Embora possa ter um patrimônio substancial. resultando assim na possibilidade de tomar emprestado tal valor em instituições financeiros. torna-se necessário pedir emprestado mais do que se necessita.1 • • AMORTIZAÇÃO DE CURTO PRAZO COM JUROS SIMPLES POSTECIDOS Operação comum de curto prazo (até 2 anos). As instituições financeiras cobram juros por tais empréstimos.000 com prazo de 5 meses. Pagamento do capital e dos juros é realizado de uma única vez. Pedro Viana Página 21 de 48 .2 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS Amortização é o pagamento do empréstimo tomado. ao final do prazo do empréstimo FV = PV .2.000 3. Qual o valor devido? F = 100.4%) = 100. os quais variam conforme o valor. tal projeto ou oportunidade de investimento não podem ser mantidos em espera da geração de capital próprio por parte da empresa.j.000 (1+5. risco da operação e outros fatores típicos.j. nem sempre uma empresa terá disponiblidade de dinheiro (capital) para fazer determinado investimento. ( 1+ i . acrescido dos juros estabelecidos na negociação do contrato. 3. Calculando a taxa de juros i: • PV = (E – E.n) = E (1+i. mesmo em projetos prioritários e importantes.

47 – 176. j = 2..n) expressos em $ E é o valor de referência do empréstimo (P+J) FV é o pagamento do valor de referência do empréstimo (valor futuro) i é a taxa real de juros simples Diagrama do fluxo de caixa Fica com o banco J E Entregue ao tomador do empréstimo PV 0 1 3 4 .n) = 1000.. tira-se o valor de P: P = E – J = 1.000.2.47 Verificando-se os cálculos.j.. representado pela permanência um saldo mínimo em conta.47..6) J = 1.n)..15 = R$ 176.02941 ou 2. podese responder às perguntas abaixo: Dados: P = 1000 .3 • • • AMORTIZAÇÃO COM RECIPROCIDADE É um mecanismo adicional de ganho.0.025.5% ao mês.. O valor de referência a ser obtido junto ao banco será: Prof.025..176.6) = 1000. n = 6 meses Qual a taxa real de juros a ser paga? i = 0.n = 1.j.025 / [1-0.94% ao mês (taxa real de juros simples) Qual o valor do empréstimo (E) a ser tomado? E = P.47 Qual o valor dos juros J pagos? J = E.(1.5% ao mês. Juros antecipados são obtidos conforme mostrado no item anterior (E.(0.85 i = 0..025 / [1-(0. Saldo a ser mantido em conta é dado pela taxa de reciprocidade (r)....02941.15] = 0. Pedro Viana Página 22 de 48 .025/0.47 = R$ 1..(1+i. Comum de empréstimos de prazo bastante curto.176.. Valor devolvido ao banco n FV = E EXEMPLO: Uma pessoa.1765) = R$ 1176. tomou emprestado em um banco que cobra nesse tipo de financiamento juros simples antecipados à taxa de 2.j.(1+0. necessitando de R$ 1.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   PV é a quantia emprestada efetivamente (valor presente) J são os juros (E.5..000.176.6)] = 0. Substituindo os valores nos elementos da fórmula...00 3...00 por 6 meses.

025.56% ao mês. e n = 6 meses E supondo r = 10% i = [r+j. de 2.3 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS DE LONGO PRAZO • São calculado através de capitalização por juros compostos.10-0.5% ao mês. • A prestação é composta por uma parte do capital e outra dos juros sobre o saldo devedor no início de cada período. quando levada em conta a reciprocidade.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   P = E – r . uma taxa efetiva bem maior que a nominal.n)] –1 i.r – j .n]/(1-r-j. E – j .n) i = [r+j.5% ao mês. n . • A amortização em cada período depende do sistema de amortização contratado entre o tomador e o financiador.n)] EXEMPLO: Substituindo os dados do problema anterior: P = 1000.(1-r-j. sempre. 3. o valor referente a ‘reciprocidade’ é liberado.(1-r-j.1 MÉTODO FRANCÊS – TABELA PRICE • • • Método mais empregado no Brasil.0556 = 5. n) Ao fim do empréstimo. A elaboração de uma tabela de amortização é simples: • O saldo devedor no início do primeiro período é o valor do empréstimo. encontra-se a taxa efetiva.(1-0.n) i. n) (++) Igualando (+) e (++).3. – Sistema Americano: juros constantes. • Os sistemas de amortização mais usados são: – Tabela Price: prestações constantes.n = [1-1+r+j.6)/6. (1 + i . n) (+) E / P = 1 / (1 – r .025. i = 5. j = 2.n)] = (1+i. Pagamento em parcelas constantes.56% Portanto. conforme a taxa efetiva obtida por: F = E = P .n = [1/(1-r-j.E   e Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   E = P / (1 . levando em conta a reciprocidade: E / P = [1/(1-r-j. e o valor de referência (E) será pago. • Os juros devidos ao final de cada período são iguais ao produto da taxa de juros pelo saldo devedor no início daquele período.n]/[n. Cálculo da parcela.n)] Substituindo: i = (0.10 + 0.n]/[n. 3. J .6) = 0. Expressão da série anual uniforme: Prof. Pedro Viana Página 23 de 48 . – Sistema de Amortização Constante (SAC): amortização constante. n) e E/P = (1 + i .

00) = R$ 313. calcular juros e pagamentos anuais.000. compõe-se a seguinte tabela: Prof.a1 =(5.i Onde: ax é a amortização do principal no ano x. EXEMPLO: Supor um empréstimo de R$ 5. 10% . A forma de amortização é a Tabela Price.27. O saldo devedor no final do ano 1 reduz-se a S1 = S0 .10) 10-1] = 813.73.000. • Os juros são sempre calculados sobre esse saldo devedor. é o valor financiado (P) Características: • Valor total constante de cada prestação é o resultado da adição dos juros à amortização do capital em cada período. É pedido montar a tabela. Sx-1 é o saldo devedor ao final do ano x-1. S0 é o saldo devedor no início do primeiro ano.10)10/[(1. Jx são os juros no ano x. a juros de 10% ao ano. ou Sistema Francês.00. a amortização é a1=(813.73 – 500.00 . dos juros. • O valor da amortização é subtraído do saldo devedor do período anterior. os juros no ano 1 (J1) são J1 = 5. isto é. e o resultado será o saldo devedor do período atual. Por meio da fórmula (15) obtém-se: A = P⋅ [ i(1+i)n] / [ (1+i)n – 1] A = 5000 . saldo esse que ao final do período de financiamento será zerado.00 pelo prazo de 10 anos.73. Prosseguindo para os próximos anos da mesma forma. Pedro Viana Página 24 de 48 . Assim.686.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   A = P ⋅ i ⋅ (1+i)n/((1+i)n – 1) Amortização: Dada pela diferença entre Juros e Parcela. • O valor da amortização é obtido subtraindo-se da prestação ‘A’.73)=R$ 4.10% = R$ 500.313. (1. ax = A – Jx Jx = S(x-1). Sabendo que P = 5.000. Para x = 1.000.

73 8.73 R$ 813.40 R$ 308.73 R$ 813.137.27 Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   (D) Amort R$ 313.00 R$ 400.75 R$ 4.579.59 R$ 2.61 R$ 417.00 R$ 200.47 R$ 257.17 R$ 3.38 R$ 3.33 R$ 2.83 R$ 1. Pedro Viana Página 25 de 48 . Montar a tabela de pagamentos.12 R$ 396.75 5. e fazer gráfico semelhante ao do exemplo anterior.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   (A) Parcela 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Totais (B) Pgto R$ 813.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Período Pagamento 3.25 R$ 739.n Calcula-se o saldo devedor em todos os anos: Sj = Sj-1 . o banco ou a financeira em questão estipula pagamento segundo o método de amortização constante.33 R$ 505.25 R$ 5.73 R$ 813.686.00 R$ 468. Prof..10 R$ 379.n Calcula-se os juros.n EXEMPLO Supor que a mesma empresa do exemplo anterior faz um empréstimo no mesmo valor.412.038.3.73 R$ 813.543.961. sobre o saldo devedor: Ji = Si-1 .01 R$ 1.00 (E) Acum R$ 313. a série de pagamentos NÃO É UNIFORME.420.73 R$ 813.63 R$ 434.56 R$ 3.Tabela Price R$ 1.27   (C) Juros R$ 500.137.27 R$ 4.37 R$ 672. Segue-se este procedimento: – Calculam-se as amortizações inicialmente: – – aj = P / n j = 1.36 R$ 141.73 R$ 658.456. mas dessa vez..73 R$ 813.57 R$ 459.00 R$ 600.000.16 R$ 354.00 R$ 0.341..73 R$ 813.94 R$ 202.260.ai j=1.023.73 R$ 813.73 R$ 345.67 R$ 2.00 Valor R$ 800.50 R$ 739.23 R$ 73.73 R$ 813.000.587.976.ai j=1.2 • Juros Amortização SISTEMA DE AMORTIZAÇÃ CONSTANTE – SAC Como a amortização é constante.26 R$ 555.98 3.79 R$ 611.41 R$ 2.084.62 R$ 1.00 (F) Saldo R$ 4.99 R$ 3.915.44 R$ 1.000.75 R$ 0.00 Pagamentos .

00 Amortização (D) R$ 500.000.500.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Saldo Devedor (F) 500.500.00 R$ 500.00 4.500.00 R$ 150. i variando de 1 a 10) No ano 1.000.00.00 e assim por diante.00 R$ 200.00 R$ 400.000.00 R$ 2.00 R$ 750.00 1.000.00 Amortização Paga Acumulada (E) R$ 500. tem-se S1=5. conforme (30).00 R$ 900. os juros incidentes serão: R$ 5.00 R$ 100.00 R$ 350. no ano 2 é de R$ 950.00 5.00 R$ 1.00.000.000.00 No ano 2.00 R$ 600.000. Sistema de Amortização Constante ( SAC ) Período (A) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Totais Pgto (B) Juros (C) R$ 1.000.00 R$ 400.00 R$ 5.00 R$ 500.00 do principal (ai = P/n.00 R$ 4.000.000.00 R$ 3.00 R$ 4.00 1.00 R$ 200.00 R$ 800.00 R$ 3.00 R$ 500. os juros pagos serão: R$ 4.000.00 2. i= 10% a.500.(10%) = R$ 450.00 R$ - SAC .00 R$ 500.00 R$ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pe r íodo Pagamento Prof.750.00 R$ 550. Com a amortização abatendo-se do principal.500. e assim por diante. n= 10 anos.000.00 R$ 50.00 R$ 850.00. Inicialmente.00 R$ 600.00 3. a cada ano se atribui a amortização de R$ 500.00 R$ 650.00 V alor R$ 800.00 R$ 500.00.00 R$ 500.00 R$ 1.500.00 R$ 1.500.Sis te m a de Am or tiz ação Cons tante R$ 1.000..000.00 R$ 7.00 R$ 450.00 R$ 250. até o ano 10.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   Relembrando: P = R$ 5.00 R$ 500.00 R$ 300.500.(10%) = R$ 500.00 3.00 R$ 2.200. Pedro Viana Juros A mortiz aç ão Página 26 de 48 .000 – 500 = R$ 4.000.00 R$ 500.00 R$ 2.00 R$ 950.00 4.00 R$ 700. A parcela total a ser paga no ano 1 é de R$ 1.500.00 R$ 500.00 R$ 500.a.500.750.00 2.

000.00 R$ 5.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Saldo Devedor (F) 5.00 500. O principal é amortizado integralmente no final do empréstimo.00 R$ 1.00 500.3.000. – Parcela de pagamento igual aos juros.000.00 500.000.00.500.00 500.00 R$ 5.000.00 R$ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Período Prof.00 V alor Pagamento R$ 3. (B) R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Juros (C) 500.00 R$ 5.00 500.00 500.00 R$ 4.00 5. Calcular as tabelas e fazer o gráfico correspondente a esse financiamento.00 R$ 5.000.00 Juros A mortiz aç ão R$ 2.00 500.00 R$ 5.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   3.00 500.00 R$ - Siste m a Am e rica no R$ 6. Período (A) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pgto.00 R$ 5.000.000. – No último ano.000.00 500.000.000. a parcela é dada por juros + principal.00 500.00 R$ 5.00 500.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Amortização (D) 500.00 R$ 5.000.00 500.000. A amortização está toda concentrada no último período. Pedro Viana Página 27 de 48 .3 • •   Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   SISTEMA AMERICANO – SINKING FUND O pagamento referre-se apenas aos juros.00 R$ 5.00 500.000. EXEMPLO: O financiamento do exemplo anterior foi realizado utilizando-se agora o sistema americano.00 500.00 Amortização Paga Acumulada (E) R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 5.000.00 R$ 5. A parcela de juros em todos os anos será J = 5.00 500.000. sem amortização.00 500.10% = R$ 500.000.000.00 500.

00 R$ 313.73 10% R$ 813.00 R$ 278.5%.000. comparar a prestação pela tabela price com aquela obtida pelo Sistema Americano com um sinking fund à taxa de 7.11 Americano Página 28 de 48 .5%): (F=5.73 Indiferente 12. então.43 = SF (F=5. remunerados a uma taxa isf. i / [ (1+i)n – 1 ] Obtemos. é mais vantajoso ao tomador de empréstimo utilizar o sistema americano.00 R$ 353.000.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   3.i=7.5%.43 Price 10% R$ 500. 10% ou 12. o sistema francês será preferível.5%. É prática comum formar um fundo de reserva (sinking fund). Se isf for maior que a taxa de financiamento. podemos utilizar a fórmula A = F . então A = R$ 313. Para calcular a parcela do sinking fund.5%.5%. 10% e 12.3. EXEMPLO: Tabela Price X Sinking Fund Para o exemplo de financiamento utilizado.3. então A = R$ 353. Pedro Viana 7.11 R$ 778. no último ano.73 10% R$ 813.1 SISTEMA AMERICANO – SINKING FUND • • • • A empresa que opta por financiamentos via sistema americano deve se preparar para.i=10%.n=10). Se isf for menor que a taxa de financiamento.n=10).000.11 = SF Comparação: TAXA DE JUROS (empréstimo) Tabela Price Prestação (constante) 10% R$ 813.73 R$ 813.73 = SF (F=5. então A = R$ 278. ter um desembolso alto (o valor do principal).i=12.43 R$ 853. para as três taxas (7.73 TAXA DE REMUNERAÇÃO (Sinking Fund) Sistema Americano Parcela Juros: cte Parcela Sinking fund Total (J+SF) Opção Prof. com o objetivo de cobrir o pagamento do principal no último ano.50% R$ 500.n=10). através de depósitos periódicos e iguais durante o período de financiamento.50% R$ 500.

o empréstimo é quitado através de algum método pré-determinado. com 2 anos de carência. Nos dois primeiros anos. a juros de 10% ao ano. A = P⋅ [ i(1+i)n] / [ (1+i)n – 1] encontra-se Prof. EXEMPLO: Financiamento de 60% do valor total de um investimento. prazo total de 10 anos. Utilizando-se a fórmula (15).Durante o prazo de carência.4 Sis tema A meric ano + Sinking Fund EMPRÉSTIMO COM CARÊNCIA • Dois tipos de carência são abordados: – Caso 1 .00 V alor R$ 900.00 R$ 700. os juros são somados ao saldo devedor. nem de juros sobre o saldo devedor. resultando um saldo devedor maior.Tabela Pric e 3.00 Tax a de juros SF (is f ) Pres taç ão .00 R$ 850.00 R$ 950. (10%) = R$ 1. Dessa forma. apenas os juros sobre o principal são devidos – Caso 2 .000.00 Como se escolheu o Sistema Price para amortização. no valor de R$ 10 milhões. deve se calcular a série uniforme para o principal em 8 anos. de R$ 10. apenas os juros sejam pagos. Pedro Viana Página 29 de 48 . há apenas pagamento de juros do principal. não há pagamento nenhum.00 R$ 750. sem pagamento de amortização. pelo qual durante um certo período de tempo. anteriormente citados.Durante o prazo de carência.000.00 .000. • Acordo entre tomador de empréstimo e financiador.050.00 R$ 800.000. nem de amortização do principal. • Quando se atinge o fim da carência.00 R$ 1.000.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   Com par ação Pr ice x Am e r icano R$ 1.3.00 R$ 650. Fazer a projeção do financiamento utilizando-se o método Francês (Tabela Price) para os casos 1 e 2.00 % 20 % 18 % 16 % 14 % 12 % 10 8% 6% 4% 2% 0% R$ 600.

408.704.00 R$ 1.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   A = R$ 1. estes são incorporados ao principal.338.00 R$ 0.44 1.874.00 R$ 1.995.72 R$ 4.32 R$ 2.44 R$ 1. encontra-se a seguinte tabela: CASO 1 Tabela Price (em $000) (A) Parcela 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Totais (B) Pgto. Prof. (C) Juros (D) Amort (E) Acum (F) Saldo R$ 1.00 Ca rê ncia com Pgto.52 R$ 10.00 R$ 0. Pedro Viana Página 30 de 48 .44 1.163.00 R$ 9.500.941.44 R$ 16.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Período Pagamento Juros A mortiz aç ão CASO 2 Como há ausência de pagamentos de juros nos dois primeiros anos.44   Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   Calculando-se os juros e a amortização.000.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1.295.000.44 1.00 1.40 R$ 4.661.00 R$ 874.058.995.28 R$ 5.105.746.44 R$ 961.704.17 R$ 466.12 R$ 1.549.874.00 R$ 500.125.280.874.84 R$ 8.54 R$ 6.163.00 V alor R$ 2.37 R$ 710.874.88 R$ 1.16 R$ 1.000.874.44 1.44 1.00 R$ 912.836.894.000.00 R$ 10.000.96 R$ 10.874.52 R$ 6.04 R$ 0.00 R$ 874.56 R$ 8.874.000.000.29 R$ 1.68 R$ 7.44 1.07 R$ 1.56 R$ 816.46 R$ 3.00 R$ 0.500.27 R$ 1.60 R$ 5.874.253.40 R$ 0.15 R$ 325.000.000.000.32 R$ 170.56 R$ 594.04 R$ 0.00 R$ 10.44 1.00 1.000.00 R$ 1.874.058. Juros R$ 2.88 R$ 1.00 R$ 1.

268.878.038.00 R$ 2.268.210.58 (D) Amort R$ 0.00 2.07 R$ 2.104.68 R$ 10.00 R$ 0.704.000.95 R$ 3.07 2.07 2.058.268.93 R$ 9.00 R$ 1.07 R$ 18.88 1.500.00 R$ 0.22 R$ 4.408. obtendo-se a tabela: Tabela Price (A) Parcela 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (B) Pgto R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Totais (Em $000) (C) Juros R$ 0.95 R$ 564.100.32 R$ 2.88 R$ 0. Juros R$ 2.280.502.163.268.00 R$ 1.80 R$ 859.44 2. Pedro Viana Página 31 de 48 .936.05 R$ 8.144.00 R$ 12.268.78 R$ 718.07 2.19 R$ 6.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Utilizando-se a fórmula (10) encontra-se: Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   F = 12. Prof.268.268.51 R$ 6.00 R$ 11.78 R$ 7.07 2.00 R$ 0.00 R$ 1.00 R$ 11.061.597.04 R$ 393.500.640.00 1.459.041.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Período Pagamento Juros A mortização Pagamentos maiores decorrentes do grace period.29 1.221.19 R$ 987.000.64 R$ 8.00 R$ 0.58 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ (E) Acum R$ 0.07 2.549.1 milhões A partir daí.268.00 Ca rê ncia se m Pgto.189.00 R$ 12.163.100.12 1.49 R$ 5.100.63 R$ 206.00 R$ 500.910.07 1.000.058.044.07 2.00 V alor R$ 1. a resolução é exatamente igual à anterior.88 (F) Saldo R$ 0.04 1.07 2.00 R$ 1.27 1.061.874.36 R$ 3.12 R$ 12.00 R$ 0.

000. encontrar situações como esta: 30% de entrada. utilizar a variação monetária ano a ano. Pedro Viana Ano Inflação 1 2 3 4 5 20.3. e a segunda parcela.6 meses) + 15 anos = 17 anos.00% 17.00% 18.a. devendo ser resgatado ao final deste período. pode haver desconto para uma amortização prematura do débito.3. EXEMPLO Suponha-se que um empréstimo de R$ 200.i. 4 intermediárias semestrais de 5% cada (=20%).6 CLÁUSULAS DE REAJUSTAMENTO • Alguns contratos poderão ter cláusulas de reajustamento para compensar a perda de poder aquisitivo da moeda • Retornando à seção sobre inflação (2.00% 16. 10% na entrega das chaves.00 foi tomado à taxa de juros de 8% a. Depois.5   Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   AMORTIZAÇÃO COM ‘PARCELAS INTERMEDIÁRIAS’ • Em compras de imóveis não é difícil. O exemplo dado a seguir ilustrará bem a situação.(1+θ ) • A primeira parcela desta equação é o reajuste do principal.(1+θ )+ P. • Haverá sempre. • 3. pelo prazo de 5 anos. a equação (22) será ampliada da seguinte forma: • F = P. reajustando-se valores tanto de principal como de juros.7). por exemplo. por meio do reajuste pela estimativa de inflação abaixo: Prof. Usar a tabela Price para calcular os 5 pagamentos anuais.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   3.00% 17. abatimento de amortizações e pagamento de juros sobre o saldo Dependendo do financiador. de acordo com o sistema de financiamento.50% Página 32 de 48 . • Assim. o reajustamento dos juros. podem-se calcular as novas parcelas de pagamentos. e Prazo Total: 2 anos (4. Saldo (40%) financiado pela Caixa Econômica Federal em 15 anos à taxa de juros de 10% ao ano.

Pedro Viana Página 33 de 48 .16.00 $34. para n=5 anos.091. Inicialmente.(1+θ 1).146.090.i.000.29) = R$ 40.71 $129.20) = R$ 199.000 = R$ 19.764.(1+θ 1). Esse valor é exatamente igual ao reajuste do saldo devedor inicial. Esse reajuste incidirá de forma igual sobre juros e amortização.00 $13. foram multiplicados por (1+θ1).109.00 $34.A = R$ 60.08) = R$ 259. Após o pagamento.327.818.200.(1.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   A primeira parte do exercício já é conhecida.(1+θ 2) = J2.59 $39.29 $50.21 $46.00 No fim do primeiro ano. No entanto.82 $0. Resolvendo-se as equações.091.55.(34. Os juros também se alteram: j1’= 1.55.619.456.091.(1+θ 1).00 Acum $0. encontra-se a tabela: Tabela Price s/ Reajuste Parcela 0 1 2 3 4 5 Total Pgto Juros Amort $0.(1+i) = R$ 200.(1+θ 2) = C2.091.2. Como índices inflacionários incidem como juros compostos sobre saldos devedores.45 $200.00 = R$ 60.(1+θ 2) = C1.08 $42. que todos os valores foram devidamente reajustados pelo índice da inflação deste ano.29 $70. o valor reajustado do saldo devedor (acrescido de juros) é de: C1’ = C1.29 $36.(1+i). Total = 40.29 $50.55 + 19.272. calcula-se a parcela da série anual uniforme equivalente ao valor presente considerando-se a taxa de juros de 8% ao ano.55.909.55.97 $153.090.a1 = 1. R$ 165.18 $200.55.380.(1+ θ 1).(1+0.29 $50.2).29.00 $165.(1+θ 1).091.091.000.456.71.00.673.000.00 $50.200. Imediatamente antes do pagamento da primeira parcela da dívida. como houve inflação de 20%.710.89 $110.380.000.2. o devedor deverá pagar R$ 50. Prof. Verifica-se então.090.109.29 $50. ou seja.(1+θ 2). os valores deverão ser reajustados. a inflação do período 2 terá seu efeito da seguinte forma: C2’ = C1.909.i.00.29 $0.091.945.326.08 $3.909.82 $250.(1+θ 1).200. na linha relativa ao ano 1.45 $50.47 $0. isto é.70 $10.11 $89.00 $16.000 (1.03 $46.(1+θ 2) a2’ = C2’ – J2’ = (C2-J2).908.(1+θ 2) J2’ = C1’. O devedor pagará a quantia (1+θ1). o saldo devedor será C1’ – A1’ = R$ 199.091. Dessa forma.j1 = 1.21 $7.2.00 Saldo $200.(1+θ 2) = a2.091.2. a amortização passa a ser a1’= 1.(1+θ 1).908.

109.14 $17. Pedro Viana Acum $0.902.109.55 $52.791.27 $82.00 $60.851.24 $97.988.090. a cada período. conseguir-se-á calcular o reajuste causado pela inflação.70 $8.55 $70.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  III  –  Sistemas  de  Financiamento   Ou seja.00 Página 34 de 48 .987.76 $0.45 $182.378.736.40 $183.(1+θ2).29 $13.00 $40.638.236.07 $113.00 $40.135.82 Prof.08 $346.95 $83.334.82 $424.115.90 $77.00 $18.794.929.909.13 $65. devem ser tomados o valor de prestação. a amortização do período e amortização total acumulada.60 $147.000.38 $104. juros e saldo devedor calculados sem reajuste e atualizá-los pela inflação composta (1+θ1).00 $199.85 $0.23 $89.909.902.77 $297.00 $19.63 $451.769.408.55 $100. A tabela reajustada está a seguir: Tabela Price c/ Reajuste Parcela 0 1 2 3 4 5 Total Pgto Juros Amort $0.095.243.95 $0.877.355.44 Saldo $200.200.(1+θn) O quadro completo só poderá ser calculado por etapas. pois só após saber o índice de inflação relativo ao ano.….

Aumento da complexidade pelo uso de máquinas. Pedro Viana Página 35 de 48 . Contabilidade de custos .Avaliação dos estoques para a determinação do lucro.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   4 CUSTOS 4. .1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO CUSTO 4. .1.Dificuldade em quantificar os o custo dos produtos. Determinação do lucro (+) (-) (=) (-) (-) (-) (=) Receita Custo das mercadorias vendidas Lucro Bruto Despesas administrativas Despesas comerciais Despesas financeiras Lucro líquido b) Revolução industrial Perfil . comerciais. - Informações da contabilidade de custos usadas como auxílio gerencial.As empresas são.1 HISTÓRICO DE CUSTOS a) Idade Moderna Perfil . Contabilidade financeira .Receita x despesa é usada para apuração do lucro do período.Produção é artesanal. Prof. predominantemente. (+) (-) (=) (-) (-) (-) (=) Receita Custo dos produtos vendidos Lucro Bruto Despesas administrativas Despesas comerciais Despesas financeiras Lucro líquido c) Crescimento das empresas - Aumento da complexidade do sistema produtivo.

èAções de melhoria. èPonto de equilíbrio.   e)  Gestão  dos  estoques   f) Custo dos produtos vendidos (+) (-) (=) Inventário inicial de produtos acabados Custos dos produtos fabricados Inventario final de produtos acabados Custo dos produtos vendidos g) Custo dos produtos fabricados (+) (-) (=) Prof. Apoio à tomada de decisões: èLucratividade e rentabilidade de produtos. èPlanejamento. Pedro Viana Inventário inicial de produtos em processo Custos do período Inventario final de produtos em processo Custo dos produtos fabricados Página 36 de 48 . èMensuração das perdas e desperdícios do sistema produtivo. èFabricar ou comprar.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   d) Custo como auxílio gerencial Apoio ao controle: èComparação do custo ocorrido com padrões e orçamentos.

um mapa com o apontamento da mão de obra. uma vez que somadas as do ambiente externo e sobre a concorrência. Alguns materiais pouco relevantes em termos de custos. subdivididas em despesas variáveis e fixas. Para se apurar com precisão o custo de produção de um bem é necessário ter em mãos um relatório com as despesas gerais. Prof. como parafusos.2 Inventário inicial de matéria-prima Compras do período Inventario final de matéria-prima Custo de matéria-prima no período CONCEITOS CUSTOS INDUSTRIAIS Chamamos de custo industrial a soma dos gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção de outros bens. pregos. bem como. são denominados mão-de-obra indireta. todo empresário compromissado com resultados deve contar com um mínimo de organização interna. etc. para auxiliá-lo nas decisões. capacitando-o ao gerenciamento eficaz do seu negócio a) Custo de produção É a soma dos custos de matéria-prima (MP). Trabalhadores em atividades de suporte. Mão de obra direta Custos (salários + encargos) do trabalho humano relacionado com a fabricação do produto. como supervisores. capaz de posicioná-lo sobre os custos dos produtos. tais informações assumem papel importante. permitem a correta interpretação das diretrizes do mercado. mão-de-obra direta (MOD) e custos indiretos de fabricação (CIF).URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   h) Matéria-prima (+) (-) (=) 4. podem ser considerados material de consumo. um demonstrativo das horas máquinas e um almoxarifado que controle as saídas das matérias primas e materiais secundários. Pedro Viana Página 37 de 48 . Em ocasiões de retração da demanda. Custo  de  produção  =  MP  +  MOD  +  CIF Matéria-prima Relaciona-se com os materiais integrantes do produto acabado que podem ser relacionados a ele de forma conveniente. Atualmente. um bom critério de rateio. diretas e indiretas.1.

Para alocar os CIF aos diversos produtos fabricados faz-se uso de esquemas especiais arbítrios. energia (consumida nas indústrias eletrointensivas alumínio. e Instalações Depreciação –> Imobilizado da Produção Leasing –> Imobilizado da Produção Seguros –> Imobilizado da Produção Aluguéis de Edificações Industriais Serviços de Terceiros Outros gastos com custos indiretos industriais Sistemas de custeio Cada sistema de custeio possui uma base conceitual e um conjunto de regras. celulose e papel etc. de acordo com as quais os custos são alocados à organização para fins de controle do resultado financeiro da empresa e registros legais e contábeis. Pedro Viana Página 38 de 48 . Prof. f) Perda Valor dos bens e serviços consumidos de forma anormal e involuntária. Custos Indiretos – CIF – compreendem gastos industriais de fabricação que não podem ser imputados ou relacionados diretamente a produto específico. Consiste. por serem gastos comuns a vários outros. relacionados com o processo de produção. d) Despesa Valor dos insumos consumidos para outras funções que não a fabricação. estimativas etc. não caracterizados como materiais primários.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   Custos indiretos de fabricação Todos os outros custos de produção. cobre. e) Custo gerencial Valor dos insumos utilizados na empresa. b) Gasto Valor dos insumos adquiridos pela empresa. tais como: materiais de embalagens. cuja atribuição ao bem ou serviço é de difícil alocação. c) Custo de fabricação Valor dos insumos usados na fabricação dos produtos da empresa. zinco. Exemplo: Materiais Indiretos Consumidos Mão-de-Obra Indireta – MOI / Leasing de MOI Manutenção – Maq. Obs: Outros Insumos Diretos – representa gastos com materiais e outros insumos diretos. Equip. portanto num grupo de gastos. g) Derperdício Valor dos insumos utilizados de forma não eficiente. são denominados custos indiretos de fabricação. com exceção da matéria-prima e da mãode-obra direta.) e outros. tais como critérios de rateios..

2 • • CUSTO FIXO E CUSTO VARIÁVEL Custos fixos . .2. Qual empresa foi mais eficiente? 4.Custo para fabricar um conjunto de unidades do produto. i) Custos de transformação Os custos de transformação (CT) são a soma dos custos de mão-de-obra direta (MOD) e custos indiretos de fabricação (CIF).Custo para fabricar uma unidade do produto. CT  =  MOD  +  CIF 4. Custos variáveis Custos fixos $ Volume de produção Prof. Custos variáveis . Pedro Viana Página 39 de 48 .00.A empresa B produziu 5.Independem do volume de produção.1 • • CUSTO TOTAL E CUSTO UNITÁRIO Custo total .000.000 itens e teve um custo total de $3. Custo unitário . Exemplo: .Crescem com o aumento da produção.2 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS 4.000 itens e teve um custo total de $1.2.000.A empresa A produziu 2.00. no curto prazo.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   h) Custo ideal Valor dos insumos usados eficientemente pela empresa.

00 / un. Exemplo: Fabricar ou comprar? Custo de MP : Custo de MOD: Outros custos (fixos): Custo: Preço para compra: $10. • Custos relevantes . $20.3   Capítulo  IV  –  Custos   CUSTOS MISTOS $ Custo composto Custo escalonado Volume de produção 4.00 / un.2.Não se alteram com a decisão tomada.Alteram-se com a tomada de decisão.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   4.Facilmente identificáveis com os produtos.2. CUSTO RELEVANTE E CUSTO NÃO-RELEVANTE Quanto ao auxílio na tomada de decisões. $25.4 • • 4. Custos indiretos Necessitam de certo grau de subjetividade para serem alocados aos produtos. $ 5. $10.00 / un.5 CUSTO DIRETO E CUSTO INDIRETO Custos diretos . • Custos não relevantes .00 / un.00 / un. Pedro Viana Página 40 de 48 .2.  Quais custos são relevantes para a análise desta decisão?  Qual seria a decisão? Prof.

Permite definir quais os produtos que devam merecer maiores esforços de venda dado a sua contribuição ao lucro.3.VANTAGENS .6   Capítulo  IV  –  Custos   RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO a) Visão b) Equilíbrio 4. baseado em dados contábeis.2. . Pedro Viana Página 41 de 48 . .URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   4.OBJETIVO da técnica do custeio é ser um instrumento gerencial que.3 4. permita amparar decisões de curto prazo. Prof.CUSTEIO é definido como o processo pela qual se efetua a apropriação dos custos.1 CUSTEIO DEFINIÇÕES .

Pedro Viana Página 42 de 48 . Favorecer o entendimento entre a relação custo. 4. preços e lucro. . volume.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   . de um segmento produtivo. Amparar a decisão de abandono.2 SISTEMA DE CUSTEIO Prof. descontos especiais. Contribuir para subsidiar a avaliação de alternativas de reduções de preços. . campanhas publicitária e prêmios visando o incremento no volume de vendas de cada produto.3. ou manutenção. levando a melhores decisões sobre a definição dos preços.

Considerando os Custos Diretos. avaliação de desempenho. MLC.Permite. a. Franz Allora. BAB. identificação de medidas corretivas e de oportunidades de redução de custos.Origem: Alemanha.Eng.Outros nomes: RKW. Método UEP. baseia-se no Princípio de Custeio por “Absorção Parcial”. .Visão uniforme da Produção. .3) CUSTEIO DIRETO (ou VARIÁVEL) => Os custos fixos não são distribuídos à produção. .3. Início: .1) CUSTO-PADRÃO Origem : EUA.Método de alocação de custos aos produtos mais usada no Brasil e no mundo. Pedro Viana Página 43 de 48 . Seções Homogêneas.Planejamento.2) CENTROS DE CUSTO .1) CUSTEIO POR ABSORÇÃO (ou INTEGRAL) => Todos os custos fixos são distribuídos à produção. Prof.Matéria-Prima (MP) e Mão-de-Obra Direta (MOD) .Enfoca basicamente os Custos Diretos . b. anos 70. anos 20 .3) UEP – Unidade de esforço de produção .Utilização da noção de “Agregação de Valor”: a matéria-prima é apenas “objeto de trabalho” . controle e custeio de processos de fabricação. orçamento confiável. França. .Eng. 1900. determinação de responsabilidades. 2. . Brasil. Continuidade: .Seu objetivo é estabelecer padrões de consumo de recursos (eficiência de utilização dos meios de produção).URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS   4. a. b.Sua sistemática representa os procedimentos da contabilidade de custos tradicional. . 1.Administração Científica (Taylor). para os Custos Diretos.desenvolvido no período em que estas eram as maiores parcelas do Custo Total. . b) Métodos b. George Perrin. anos 50. BAB: Betriebsabrechnungsbogen (Mapa de Alocação de Custos) RKW: Reichskuratorium für Wirtschaft (Instituto que estabeleceu as regras básicas para o custeio de produtos) MLC: Mapa de Localização de Custos .3   Capítulo  IV  –  Custos   PRINCÍPIOS E MÉTODOS DE CUSTEIO a) Princípios a.2) CUSTEIO POR ABSORÇÃO PARCIAL => Somente uma parcela ideal (normal) dos custos fixos é distribuída à produção. Método GP.

consiste numa análise do lucro a longo prazo. . tornando a obtenção do custo alvo uma atividade de administração do lucro por toda a empresa.Objetivo: desenvolver uma sistemática de alocação de custos que permitisse avaliar a eficiência (VALOR AGREGADO) das atividades que consumiam os recursos e geravam os CIF. desenvolvimento e engenharia do produto.Otimizar o custo total do produto sem fazê-lo perder a qualidade.Origem americana (anos 80). . num sistema de custeio por meta. . . atendendo demanda do meio empresarial. .Margem-meta de lucro.É um sistema de gestão de custos e planejamento de lucros centrado principalmente nas fases de pesquisa. para fins de gerenciamento.Alcançar o lucro alvo esperado. .URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   b. mas também no seu ciclo de vida completo. onde o custo não é o fator que determina o preço e sim o preço é que determina o custo.Preço-meta de venda de um produto.CIF).Pode ser definido como a diferença entre o preço-meta de venda e a margemmeta de lucro.pesquisa cooperativa Causa: os sistemas tradicionais de alocação de custos não atendiam mais a realidade das empresas (crescimento dos CUSTOS INDIRETOS FIXOS .4) ABC – Custeio baseado em atividades . Pedro Viana Página 44 de 48 . “Cost Management System (CMS)” .Desenvolvido pela academia (HARVARD).Conceito .O custo “permissível” para um produto é calculado levando-se em conta a participação de mercado e a margem de lucro. . .Mudar a visão da formação do preço de venda.Promover uma completa integração entre todos os setores da empresa. b. Os objetivos são: . num sistema de custeio por meta. . Prof.5) Custeio por meta . se baseia no valor percebido do produto pelo consumidor.Fazer a análise do custo do produto não apenas no seu estágio de produção. .

o produto é analisado do ponto de vista de aceitação. Pedro Viana Página 45 de 48 . - O segundo ponto de vista é o do consumidor que teria como foco o custo de aquisição. Logo. serviço de pós-venda e retirada ou abandono. Assim.o ciclo de vida do produto é verificado nas fases de introdução.o ciclo de vida do produto é analisado sob a ótica de quem adquire o bem ou serviço.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   b.6) Custeio por ciclo de vida “O custeio do ciclo de vida (CCV) é uma metodologia desenvolvida para a tomada de decisão nas aquisições de capital e em projetos. Prof. inicialmente deve-se definir o ciclo de vida de um produto. a partir daí pode-se identificar dois pontos de vista: - O primeiro é o ponto de vista do fabricante que analisaria o ciclo de concepção. Ainda segundo o mesmo autor existem três visões importantes dos estágios da vida de um produto ou serviço: - Visão do fabricante o ciclo de vida do produto engloba a investigação da viabilidade e projeto do conceito. onde utiliza uma compreensível análise econômica de alternativas competitivas. produção e venda do produto. produção de protótipos. o produto é analisado do ponto de vista de planejamento de custos e produção. e custo de descarte. crescimento. Usa procedimentos contábeis universalmente aceitos para a determinação do custo total do projeto ou da aquisição de propriedade. que vem a ser todo o tempo desde a sua concepção até o descarte do último consumidor. e neste estágio são verificados os custo de aquisição. Visão do cliente . bem como todos os custos que aí incidem. produção inicial. - Para analisar o custeio do ciclo de vida de um ativo." “O custeio por ciclo de vida é a prática de se organizar os custos de acordo com os estágios da vida de um produto ou serviço e usar este perfil para se tomar decisões a respeito do mesmo”. - Visão mercadológica . custos de operação e manutenção. produção e/ou prestação plena. e. já que as outra duas abordagens colocadas somente avaliavam-na no ponto de vista do fabricante/comerciante. previsão de receitas e marketing. Leva em consideração todos os serviços previstos no período útil de vida do citado projeto ou aquisição. declínio e abandono. manutenção e descarte. o projeto detalhado.

Reduzir o custo por departamento a cada período.br FONTE: SAKURAI. integrante do 'Sistema Toyota de Produção". Gerenciamento integrado de custos. b.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   EXTRAÍDO DE ARTIGO TÉCNICO PUBLICA NA INTERNET.com. Prof.kcc@brturbo. 1997. DE AUTORIA DE: RAFAEL KOIFMAN C. DA CUNHA Mestre em Contabilidade (UnB/UFRN/UFPB) e Professor do Unieuro Rafael. envolve dois tipos de atividades: - Reduzir o custo de cada produto. Pedro Viana Página 46 de 48 .br BRUNO VINÍCIUS RAMOS FERNANDES Doutorando em Contabilidade (UnB/UFRN/UFPB e Professor do Unieuro brunoramos@unb. São Paulo: Atlas. CUSTEIO O custeio Kaizen. tem por objetivo reduzir as perdas do processo e aumentar constantemente os ganhos de produtividade. Alberto Ferreira das Neves. Trad.7) Custeio Kaizen KAIZEN Método de melhoria contínua. M.

Consiste na apropriação de todos os custos (diretos e indiretos. Gerencialmente. sendo os custos fixos considerados diretamente no resultado do exercício. A aquisição de bens de consumo eventual cujo valor não exceda a 5% do custo total dos produtos vendidos no período de apuração anterior poderá ser registrada diretamente como custo (RIR/199 art. para efeitos contábeis.Visa reduzir custos reais para um nível inferior ao do custo-padrão de um produto.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   CARACTERÍSTICAS DO CUSTEIO KAIZEN . . sua utilização implica na exigência de 2 sistemas de custos: O sistema de custo contábil (absorção ou integral) e Uma sistemática de apuração paralela.Procura ter controle para obter redução do custo-alvo (custeio por meta). fixos e variáveis) causados pelo uso de recursos da produção aos bens elaborados. mas. é um método muito utilizado. Prof. . . isto dentro do ciclo operacional interno. CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio por Absorção (também chamado “custeio integral”) é o método derivado da aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. O custo final do produto (ou serviço) será a soma do custo variável.3. e só os de produção. atribui para cada custo um classificação específica.4 PRINCIPAIS MÉTODOS DE CUSTEIO .Contabilidade Cada método tem suas vantagens e desvantagens.Adota ações corretivas imediatas quanto a redução do custo-alvo não é atingida. mas. visando reduzir o custo-alvo. previstos para eliminar diferenças entre lucro-alvo e lucroestimado. servindo de base para a administração mediar e eficiência da produção e conhecer as variações de custo. O custo padrão pode ser adotado na contabilidade. Em sua concepção gerencial. tomado como base para o registro da produção antes da determinação do custo efetivo. somente o custeio por absorção é admissível. o custo-padrão indica um “custo ideal” que deverá ser perseguido. Pedro Viana Página 47 de 48 . Todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos.Faz análises constantes entre custo-alvo e custo-real. por sua restrição fiscal e legal. CUSTEIO PADRÃO O custo-padrão é um custo pré-atribuído. desde que as variações ocorridas sejam ajustadas em períodos mínimos trimestrais. . 290. ou Variável. dividido pela produção correspondente. parágrafo único). CUSTEIO VARIÁVEL O Método de Custeio Direto. 4. na forma de custo fixos ou custos variável.Conduz atividades Kaizen durante todo o ano comercial. segregando-se custos fixos e variáveis. por exemplo). enquanto um sistema de custeio padrão só faz tal análise uma ou duas vezes por ano. .Estabelece novos alvos de redução de custos a cada período (mês.

dentre os quais aparece o Princípio do Registro pelo Valor Original que determina a avaliação dos componentes do patrimônio pelos valores originais das transações com o mundo exterior a valor presente em moeda nacional. Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista. posto que este pode divergir da transação efetiva que descarta a utilização do custo-padrão para fins de avaliação dos estoques e dos custos dos produtos vendidos. auditor. sendo mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. consultor de empresas.5 CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS SISTEMAS Prof.3. o que descarta a utilização do custo-padrão para fins de avaliação dos estoques e dos custos dos produtos vendidos.URI  –  CAMPUS  DE  ERECHIM   ENGENHARIA  MECÂNICA   ENGENHARIA  ECONÔMICA  E  CUSTOS     Capítulo  IV  –  Custos   Esse custo ideal seria aquele que deveria ser obtido pela indústria nas condições de plena eficiência e máximo rendimento. A Resolução CFC nr 750/93 fixou os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Pedro Viana Página 48 de 48 . posto que este pode divergir da transação efetiva. professor universitário. autor de diversos livros de matéria contábil e tributária e membro da redação dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade 4.