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11/05/2015

Carbúnculo Sintomático

SINONÍMIA

CARBÚNCULO
SINTOMÁTICO

 Manqueira
 Mal do Ano
 Mancha (espanhol)
 Blackleg (inglês)

Carbúnculo Sintomático

Carbúnculo Sintomático

INTRODUÇÃO

DEFINIÇÃO

É uma enfermidade aguda, gangrenosa ou septicêmica em
conseqüência da ativação de esporos latentes de Clostridium
chauvoei na musculatura dos animais.

- Doença universal de bovinos.
- Enfermidade não contagiosa, de curso clínico agudo
ou superagudo, geralmente fatal.
- Ainda hoje é uma das mais importantes doenças
bacterianas de bovinos com menos de 3 anos de
idade.

Carbúnculo Sintomático

Carbúnculo Sintomático

HISTÓRICO

ETIOLOGIA

Clostridium chauvoei
-1782 (Chabert)  reconhecida como doença distinta.

 Bastonete, Gram+, móvel, com flagelos peritríquios;

-1883  primeira vacina liofilizada.

 Esporo  ovalado, central ou subterminal;
 Anaeróbio estrito;
 Produz toxinas  , , , .
 Resistente  fervura e a desinfetantes fenólicos e amônia
quaternária;

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 Bovinos  se desenvolve quando esporos latentes dentro dos grandes grupos musculares germinem.  Bovinos (3 . cães.  As células vegetativas crescem.  Surtos em bovinos tendem a ser sazonais. Carbúnculo Sintomático EPIDEMIOLOGIA Carbúnculo Sintomático PATOGENIA  Esporos altamente resistentes às condições ambientais.  Pássaros. coelhos e humanos  resistentes. com distribuição em blocos. fermentam o glicogênio muscular.  Caprinos. PATOGENIA injúria muscular PATOGENIA Ingresso de esporos + Anaerobiose Injúria muscular Germinação de esporos latentes na musculatura Germinação dos esporos Produção de toxinas Anaerobiose Produção de toxinas Toxemia Necrose tecidual Toxemia Necrose tecidual MORTE MORTE 2 . multiplicam-se.  Resultando em áreas de baixo potencial de oxi-redução.  O papel das toxinas na patogenia da doença ainda é incerto. camelos e veados  raramente afetados.  Multiplicam-se quando esses músculos são traumatizados. chauvoei mundialmente distribuído nos rebanhos. eqüinos. digerem proteínas e produzem exotoxinas e gases. suínos. gatos. IMPORTANTE ! A doença está relacionado com a fase de erupção dos dentes em bovinos (9 meses de idade)  muda dentição decídua para a permanente. mantendo-se viáveis por muitos anos fora do organismo animal.11/05/2015 Carbúnculo Sintomático Carbúnculo Sintomático EPIDEMIOLOGIA Clostridium chauvoei  Infecções por C.3 anos) e ovinos (jovens ou adultos)  mais comumente afetados.4 meses a 2 . Essencialmente desconhecida.

estase ruminal. Ovinos e outras espécies  pequena proporção podem sobreviver (resultado infecção de feridas). intramuscular e outros intersticiais estão distendidos por fluído edematoso amarelo (pode estar parcialmente hemorrágico e conter bolhas de gás). geralmente menos de 24 horas. odor adocicado e rançoso.  Carcaças  sofrem rápida putrefação e incham.  Sinais clínicos não são freqüentemente observados nos animais acometidos antes da morte. Bovinos  maioria não se recupera.  Lesão primária grandes grupos musculares de um membro claudicação rigidez muscular Músculos superficiais afetados crepitação local inchaço subcutâneo inchaço  rapidamente (tamanho e severidade) Fase inicial: quente e dolorido. Fase terminal: frio e indolor.  Ao corte  músculo afetado exsuda.11/05/2015 Carbúnculo Sintomático Carbúnculo Sintomático SINAIS CLÍNICOS SINAIS CLÍNICOS BOVINOS  Curso clínico rápido.   T ° corpórea.  Tecidos subcutâneo. 3 . Aumento de volume no membro anterior direito Área de crepitação  virilha e membro posterior Mionecrose  produção de gás PATOLOGIA Carbúnculo Sintomático  Alterações clínico-patológicas  não são características. perda do apetite.

11/05/2015 Carcaça  intensa produção de gás Carcaça  intensa produção de gás Mionecrose Mionecrose  Músculo Semitendinoso Mionecrose Mionecrose 4 .

11/05/2015 Mionecrose Músculo  produção de gás Mionecrose  Masseter Mionecrose  Músculo Longo Dorsal Mionecrose  Língua Mionecrose  Miocárdio 5 .

chauvoei  Imunofluorescência direta 6 .11/05/2015 Carbúnculo Sintomático PATOLOGIA Edema Pulmonar Cavidade torácica e peritoneal  fluído seroso avermelhado Pulmões  edema e severa hiperemia Histologicamente  lesões musculares  necrose extensa  separação das fibras musculares  hemorragia  presença de bolhas de gás  grande número de clostrídios  ausência de resposta inflamatória Carbúnculo Sintomático DIAGNÓSTICO Mionecrose  Histopatológico PRESUNTIVO  história  sinais clínicos  lesões  necropsia LABORATORIAL  Microbiológico  amostras de fígado e músculos afetados meio de cultura  isolamento  testes bioquímicos  Inoculação em Cobaio  Imunofluorescência direta  Imunohistoquímica  Histopatológico Inoculação em cobaio  Mionecrose C.

 Ovinos  não devem ser tosquiados durante os surtos.  Revacinação anual  até 3 anos de idade. 7 .  Período de indução de imunidade  10 –15 dias.11/05/2015 C. Carbúnculo Hemático (Anthrax)  Destruição Veneno de cobra das carcaças  incineração profundo.  Reforço 30 dias após (bacterina morta com ou sem adjuvante). chauvoei  Imunohistoquímica C. ou enterro  Não usar seringas e material cirúrgico contaminados.  Em surtos: tratar enfermos ? vacinar todos os animais entre 3 meses e 3 anos. chauvoei  Histolopatológico Carbúnculo Sintomático DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Carbúnculo Sintomático PREVENÇÃO & CONTROLE  Quimioterapia específica no início do quadro  pequena porcentagem de animais se recuperam. Carbúnculo Sintomático PREVENÇÃO & CONTROLE VACINAÇÃO  Dose inicial  entre 3 e 4 meses de idade.

8 .11/05/2015 Carbúnculo Sintomático IMPORTÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA Não é zoonose.