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Processo Civil

1-APELAÇÃO (ARTIGOS 1.009/1.014 DO CPC):
1.1-introdução: a apelação é o primeiro, e de maior amplitude, recurso previsto pelo
Código de Processo Civil, cuidando, segundo a mais autorizada doutrina, de recurso
padrão, visto que sua disciplina, no que for cabível, aplica-se também aos demais
recursos. É o recurso que se presta para impugnar sentença, entendida como o
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos artigos 485 e 487, põe
fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução (artigo
203, § 1º, do CPC). “A apelação vem desde o direito romano e esteve sempre presente
nos sistemas processuais afins ao nosso como o recurso ordinário e genérico que atende
ao princípio básico do duplo grau de jurisdição. Na apelação, é possível voltar a discutir
todas as questões discutidas em primeiro grau, tanto as de fato quanto as de direito,
renovando-se integralmente o exame da causa, com exclusão, apenas, das questões
decididas antes da sentença, em relação às quais tenha ocorrido a preclusão” (Vicente
Greco Filho).
1.2-conceito: “É o recurso que se interpõe das sentenças dos juízes de primeiro grau de
jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais do segundo grau, visando a obter uma
reforma total ou parcial da decisão impugnada, ou mesmo sua invalidação” (Humberto
Theodoro Júnior).

1.3-cabimento: é cabível contra sentença (artigo 1.009 do CPC), entendida como o
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos artigos 485 e 487, põe
fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução (artigo
203, § 1º, do CPC), ou seja, contra sentenças terminativas ou definitivas. “Esse recurso
tem cabimento, como preceitua o art. 1.009 do CPC, sempre que se tiver interesse em
impugnar uma sentença (arts. 203,§ 1º, 485 e 487). Qualquer tipo de sentença proferida
em qualquer espécie de processo – seja de jurisdição voluntária ou contenciosa – pode
ser objeto de recurso de apelação” (Luiz Guilherme Marinoni; Sérgio Cruz Arenhart; e
Daniel Mitidiero). Essa regra comporta algumas exceções, senão vejamos: contra
sentença proferida nos Juizados Especiais, o recurso cabível é o recurso inominado e
não a apelação (artigo 41 da Lei nº 9.099/95); contra sentença proferida por Juiz
Federal, nas causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou
pessoa domiciliada ou residente no País, o recurso cabível é o ordinário para o Superior
Tribunal de Justiça e não a apelação (artigos 105, II, c, e 109, II, da CF e artigo 1.27, II,
b, do CPC).
1.3.1-cabimento contra decisão interlocutória que não comporta agravo de
instrumento: “No novo Código, porém, o recurso de apelação serve não apenas para
impugnar as questões decididas na sentença, mas também se presta para impugnar todas
as questões decididas ao longo do procedimento que não comportarem recurso de
agravo de instrumento (art. 1.009, § 1º). Com efeito, as decisões interlocutórias
proferidas ao longo do processo que não comportarem agravo de instrumento não são
alcançadas pela preclusão e podem ser impugnadas no bojo da apelação, em capítulo
preliminar próprio, ou nas contrarrazões (artigo 1.009, §§ 1º e 3º, do CPC). Se a
impugnação for oferecida nas contrarrazões, o recorrente será intimado para, em 15
(quinze) dias, manifestar-se a respeito dela (artigo 1.009, § 2º, do CPC).
1.4-objetivos: “Dois são os objetivos possíveis do recurso de apelação, a depender da
matéria que tenha sido incluída em seu interior por iniciativa do recorrente, a saber: a
reforma da sentença ou a sua invalidação. No primeiro caso, encontramo-nos diante do

torna-se imperioso fazer uma distinção entre a extensão e a profundidade da devolução: . visto que vários atos processuais serão praticados após o pedido de reexame da sentença impugnada e até o julgamento da apelação interposta. do CPC). avultam-se: a) a ampliação procedimental da relação processual. de natureza processual. A apelação objetiva a obter do juízo de segundo grau (juízo ad quem). § 3º. no segundo. além desses efeitos jurídicos. 03-para a União. de escritórios de advocacia distintos (artigo 229 do CPC). por oportuno. A apelação pode ser plena ou limitada. conforme a impugnação atinja toda a sentença ou apenas parte dela. b) acarreta o adiamento da coisa julgada da sentença apelada. efeito suspensivo. os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público (artigo 183 do CPC). do CPC. Todavia. mas da certificação do direito material em favor de pessoa diversa da que a prova dos autos e as alegações das partes indicavam como sendo o justo vencedor do litígio. encontramo-nos diante de sentença que retrata irregularidade formal.013. ainda que não tenham sido solucionadas. os efeitos mais importantes da apelação são o devolutivo e o suspensivo. No error in procedendo. Sendo limitada (parcial). os Estados. A interposição tempestiva da apelação dependerá de protocolo em cartório ou conforme as normas de organização judiciária. portanto. que. o conhecimento das questões suscitadas e discutidas no processo. §§ 1º e 2º. 1. dentre elas. 1. do error in procedendo.5-prazo para a interposição da apelação e para resposta: o prazo para interposição e para resposta da apelação é idêntico para ambas as partes.1-efeito devolutivo: a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada (artigo 1. por meio da reapreciação da causa. Transfere-se ao tribunal competente. 1. a apelação devolve ao tribunal o conhecimento da causa decidida pelo juiz de primeiro grau. por meio da apelação. por ela plantada ou já existente antes da sua prolação.013 do CPC).6-efeitos da apelação: emerge. a justificar o pedido de reexame da decisão. e 5-para os escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito reconhecidas na forma da lei e para as entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios firmados com a Defensoria Pública (artigo 186. efeito translativo. Conta-se o prazo para interpor e para responder a apelação levando-se em consideração apenas os dias úteis (artigo 219 do CPC). conseqüentemente. ou seja. do CPC). 02-para o Ministério Púbico (artigo 180 do CPC). presentes em todos os recursos. No que tange ao efeito devolutivo. Registre-se. e. O equívoco do magistrado. efeito substitutivo e efeito expansivo (estudados no item 10).error in judicando. por ter equivocadamente analisado os fatos e as provas do processo. § 1º. § 3º. uma série de conseqüências jurídicas (efeitos jurídicos).6. Nisso consiste o efeito devolutivo da apelação. o Distrito Federal. do CPC). A fluência do prazo para a interposição da apelação está disciplinada no artigo 1003. a reforma (total ou parcial) ou a invalidação da sentença proferida pelo juiz singular (juízo a quo). esta regra comporta exceções. é de 15 (quinze) dias. não é de natureza processual. O error in judicando apóiase na alegação de que a sentença é injusta. visto que os prazos serão contados em dobro: 01-havendo litisconsórcio e os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. desde que relativas ao capítulo impugnado (artigo 1. 04-para a Defensoria Pública (artigo 186 do CPC). da interposição do recurso de apelação. Todavia. ressalvado o disposto em regra especial (artigo 1003. a moderna doutrina processual aponta os seguintes efeitos da apelação: efeito devolutivo. denunciando a presença de um vício na atuação do magistrado” (Misael Montenegro Filho). a devolução alcançará apenas a matéria impugnada. segundo a mais abalizada doutrina.

ainda que não hajam sido expressamente referidos nas razões do recurso interposto (efeito devolutivo em profundidade). também não acolhida pelo magistrado singular).1. 1. somado às regras oferecidas pelo art. deve a parte recorrente especificar. “Se.013. §§ 1º e 2º. recorre a parte autora apenas em relação ao não acolhimento da pretensão à cobrança (deixando de lado a pretensão ao despejo. poderá o tribunal negar provimento ao recurso. perante o direito brasileiro a interposição do recurso somente devolve (atribui) à apreciação do tribunal a matéria impugnada (tantum devolutum quantum apelatum). nas razões de seu recurso. sem que isso infrinja o princípio em exame.1. o tribunal deverá limitar a acolher ou rejeitar o que lhe foi requerido pelo apelante (exemplo: se o pedido foi de reforma parcial não pode existir reforma integral). “Em razão de regra decorrente da aplicação do princípio da demanda. § 1º). não poderá ser decretado o despejo. ou seja. de um lado. em sua defesa perante uma ação de reintegração de posse. impede a eficácia da .013. sendo rejeitada a pretensão reintegratória. o pedido de revisão de uma sentença de mérito pode calcar-se em argumentos como a errônea aplicação da regra sobre o ônus da prova. o autor poderá oferecer apelação para afastar a exceção acolhida.6. todas as questões suscitadas no processo que podem interferir em seu acolhimento ou em sua rejeição. 1. Entretanto.2-efeito devolutivo quanto à profundidade: a profundidade alcança os antecedentes jurídicos da decisão atacada. permitindo assim ao tribunal avaliar a extensão máxima que poderá dar à sua deliberação” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). por falta de devolutividade desse tema. terão de ser levadas em consideração pelo tribunal (artigo 1.013.. ainda que o tribunal dê provimento ao recurso.1-efeito devolutivo quanto à extensão: a extensão é limitada pelo pedido do apelante. Observe-se que o pedido de nova decisão pode ter inúmeros fundamentos – por exemplo. cumulada com pagamento de aluguéis. 1. de outro. alegar a ausência da prova da posse e do esbulho e aduzir ainda exceção de usucapião. ainda que se alegue apenas ausência de usucapião da área. quanto aos fundamentos desse pedido. porque não se extrapolou o limite do pedido de reforma formulado pelo recorrente (art. dessa forma. É certo que. observando falta de prova da posse ou do esbulho. o pedido de nova decisão que pretende.6. nas razões do recurso que interpõe. do CPC. se em uma ação de despejo por falta de pagamento. É o que se denomina de efeito devolutivo em extensão. Trata-se do desdobramento do princípio da fungibilidade da forma do fundamento (aplicável também aos demais recursos).2-efeito suspensivo: a interposição da apelação suspende a eficácia executiva da sentença até o seu julgamento pelo órgão competente (tribunal ad quem). ainda que a parte não tenha alegado.6. é livre para examinar a todos. é lícito ao tribunal conhecer de todos eles – sem violação ao princípio da demanda –. fixada a extensão do objeto do recurso pelo requerimento levado a efeito pelo recorrente. do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). § 2º. Por tal motivo. o tribunal fica vinculado ao pedido de nova decisão formulado pelo recorrente. Assim. a que aludia Pontes de Miranda. e é vigente no que tange à ação proposta em juízo. 1. por conta do reconhecimento da usucapião sobre a área. mas o recorrente pode servir-se de todos ou de apenas alguns deles. a admissão de confissão em casos em que ela seria inaceitável etc. a não apreciação de uma prova nos autos. todavia. se o réu. desde que se atenha ao pedido de revisão formulado pelo recorrente. todos os fundamentos.1. reconhecendo o direito de receber os aluguéis não adimplidos. assim. já que essa matéria ficou fora do âmbito de sua cognição. Mas na apelação.

Bruno Dantas). além de outras hipóteses previstas no art. impugnada por apelação. suscitada na apelação: “As questões de fato não propostas no juízo inferior poderão ser suscitadas na apelação. Eduardo Talamini. dos seus efeitos normais (Moacyr Amaral Santos). não proposta no juízo inferior por motivo de força maior. do mencionado artigo.012. para a suspensão da eficácia da sentença. algo assemelhado à aparência do bom direito). 932.012. do CPC/2015)” (Teresa Arruda Alvim Wamber. 1.012. o § 1º.2. estamos diante de pretensão cuja natureza é de típica tutela de urgência. 1. a sentença. por exemplo. Bruno Dantas). houver risco de dano grave ou de difícil reparação: “Nesta segunda hipótese de suspensão dos efeitos da sentença mediante excepcional atribuição de efeito suspensivo à apelação. se já distribuída a apelação” (artigo 1. houver risco de dano grave ou de difícil reparação” (artigo 1. a demonstração conjunta da relevância da fundamentação (vale dizer. pois se exige. do CPC). Fredie Didier Jr.sentença até o julgamento dela (apelação) pelo tribunal. uma vez interposta apelação. ou de difícil reparação” (Teresa Arruda Alvim Wamber. ou julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. nos casos em que a apelação não tem efeito suspensivo (artigo 1. § 2º. fica suspensa até o julgamento dela pelo tribunal competente. do CPC). ou seja. Assim. conceder ou revogar a tutela provisória. o relator está autorizado a conceder efeito suspensivo ao recurso em duas hipóteses.. 1.3-cumprimento provisório da sentença: o apelado.7-questão de fato. ou seja: a) quando demonstrada a probabilidade do recurso: “Há aqui uma espécie de tutela de evidência para fins de atribuição de efeito suspensivo à apelação. ou ainda decretar a interdição desafia execução provisória.012. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior” (artigo 1. do CPC). e o risco de que.012. do CPC). com distintos requisitos. suspende os efeitos da sentença.012 do CPC: “A apelação terá efeito suspensivo”. § 4º. ou seja. conforme enuncia o artigo 1. Fredie Didier Jr. a sentença poderá gerar dano irreparável.014 do . o apelado poderá promover o pedido de cumprimento provisório depois de publicada a sentença (artigo 1.. sem cogitar-se de demonstração de periculum in mora: demonstrando a parte que seu recurso reúne elevada probabilidade de provimento (porque a decisão apelada hostiliza jurisprudência sumulada ou firmada em julgamento de recurso repetitivo. ou condenar à prestação de alimentos. isto é. § 3º. em regra. se for passível de cumprimento desde sua publicação. a eficácia executiva da sentença impugnada. O efeito suspensivo consiste na suspensão da eficácia natural da sentença. V. a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso ou se. § 1º. ambas desafiando pedido do apelante. “O pedido de concessão de efeito suspensivo nas hipóteses do § 1o poderá ser formulado por requerimento dirigido ao: I . grave. ou extinguir sem resolução de mérito ou julgar improcedentes os embargos do executado. poderá promover o pedido de cumprimento provisório depois de publicada a sentença (artigo 1. no período compreendido entre a interposição da apelação e sua distribuição. ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-la. II relator. ou confirmar. sendo relevante a fundamentação. Todavia. ou b) quando sendo relevante a fundamentação. avalia-se o quão relevante é a pretensão recursal.tribunal. É o que impede a eficácia da sentença desde o momento da interposição da apelação e até que esta seja decidida. do CPC). Eduardo Talamini. que homologar a divisão ou a demarcação.1-efeito suspensivo concedido pelo relator: “Nas hipóteses do § 1o.6. § 2º.6. I a VI. isto é. A apelação. alinha as hipóteses em que a interposição da apelação não impede a eficácia da sentença.

examinando as demais questões. não julga sozinho. § 3º.o pedido de nova decisão” (artigo 1. se a causa estiver em condições de imediato julgamento. As hipóteses de julgamento singular do recurso de apelação estão alinhadas no artigo 932. O comprovante do preparo. independentemente de juízo de admissibilidade” (artigo 1.as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade. elaborará seu voto para julgamento do recurso pelo órgão colegiado” (artigo 1. interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau.a exposição do fato e do direito. hipótese em que poderá julgá-lo. tanto em matéria preliminar como de mérito. II .013. o relator monocraticamente poderá: 1) não conhecer de recurso inadmissível.010. 1. o tribunal. IV . em julgamento singular. do CPC). todavia. assim.decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do art. I. III . “O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias. impugnando. “Após as formalidades previstas nos §§ 1o e 2o.010.reformar sentença fundada no art. I a IV. Porém. “Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição. do CPC). o tribunal deve decidir desde logo o mérito quando: I . conterá: I . § 3º. na apelação.se não for o caso de decisão monocrática. o relator: I . deve ser apresentado no ato da interposição da apelação.010. 1. § 4º. do CPC). Assim. do CPC). O tribunal. julgará o mérito. III a V. II . cabe à parte demonstrar o fato e o motivo de força maior que o impediu de suscitá-lo no juízo inferior. apontando e criticando os vícios e erros da sentença.013. II .decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação” (artigo 1. deve decidir desde logo o mérito. prejudicado ou . se possível. III . Finalmente. do CPC).9-interposição e procedimento da apelação no juízo de primeiro grau (juízo a quo): “A apelação. o juiz intimará o apelante para apresentar contrarrazões (artigo 1. deve consignar o pedido de reforma (no caso de error in judicando) ou de invalidação (no caso de error in procedendo) da sentença apelada. do CPC (artigo 1. I e II.decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir. 1.constatar a omissão no exame de um dos pedidos. o código lhe atribui em alguns casos o poder de decidir. sob pena de deserção (artigo 1. I a IV. Assim.8-conhecimento pelo tribunal. os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz. Se o apelado interpuser apelação adesiva.10. bem como que apresente as razões de seu inconformismo. 485.007 do CPC). desnecessário se torna uma nova qualificação na petição de interposição do recurso.011.011.1-julgamento singular da apelação no tribunal: o relator dirige o procedimento na instância recursal.10-procedimento da apelação no juízo de segundo grau (juízo ad quem): “Recebido o recurso de apelação no tribunal e distribuído imediatamente. os argumentos que lhe dão arrimo. 932. Estando o apelante e o apelado já qualificados nos autos. salvo quando este é dispensado pela legislação. 1. em regra.CPC). ocorrendo qualquer das hipóteses acima indicadas. IV . sem determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau” (artigo 1. §§ 1º e 2º. do CPC). é imprescindível que o apelante faça a exposição do fato e do direito. do CPC). incisos III a V. valendo seu ato como decisão do tribunal. de questões não decididas em primeiro grau de jurisdição quando a causa estiver em condições de imediato julgamento: “Se o processo estiver em condições de imediato julgamento. Por outro lado.os nomes e a qualificação das partes.

para todos os fins legais. do CPC). o relator e os demais membros do órgão colegiado proferirão seus votos. a fim de sustentarem suas razões” (artigo 937 do CPC). nos casos de sua intervenção. III a V. “Na sessão de julgamento. do CPC). b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos. do CPC). serão apresentados ao presidente. pelo menos. se vencido este. o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível” (artigo 932. as notas taquigráficas o substituirão. Os autos. § 2º. de imediato.10. o presidente dará a palavra. do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal. b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos. em 30 (trinta) dias. no órgão colegiado. 2) negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal. em regra.021 do CPC). pelo voto de 3 (três) juízes (artigo 941. as conclusões e a ementa e mandará publicar o acórdão” (artigo 944. observadas. será tomada. c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência (artigo 932. designando para redigir o acórdão o relator ou. parágrafo único. terá ele. § 1º. “Não publicado o acórdão no prazo de 30 (trinta) dias. pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um. § 2º. a um tribunal superior e será obtido pelo pronunciamento coletivo de seu plenário. “Antes de considerar inadmissível o recurso.2-julgamento colegiado da apelação no tribunal: o julgamento do recurso interposto cabe.que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida. mas também como colegiado.1-recurso cabível contra decisão monocrática do relator: “Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado. 1. que designará dia para julgamento. depois da exposição da causa pelo relator. restituí-los-á. do CPC). sucessivamente. o prazo de 5 (cinco) dias (artigo 935 do CPC). “Proferidos os votos. quanto ao processamento. do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal. do CPC). com relatório à secretaria do órgão colegiado a que pertence (artigo 931 do CPC). no julgamento do recurso de apelação. salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído” (artigo 941. c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência. o presidente do tribunal lavrará. o autor do primeiro voto vencedor. conforme o regimento interno do tribunal. parágrafo único. contado da data da sessão de julgamento.1. o presidente anunciará o resultado do julgamento. a decisão. ao recorrente. que. independentemente de revisão. Entre a data da publicação da pauta e a da sessão de julgamento decorrerá. 1. A ementa do acórdão será publicada no órgão oficial no prazo de 10 (dez) dias (artigo 943. ordenando a publicação da pauta no órgão oficial (artigo 934 do CPC). Finalmente. registro próprio e distribuição imediata ao órgão competente para julgá-lo (artigo 929 do CPC). os autos serão imediatamente conclusos ao relator. 3) dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal. ao recorrido e. Recebido o feito no tribunal. O voto poderá ser alterado até o momento da proclamação do resultado pelo presidente. ao membro do Ministério Público. as regras do regimento interno do tribunal” (artigo 1. Em seguida. depois de elaborar o voto. do CPC). Realizada a distribuição. No caso do caput. após sua devolução à secretaria pelo relator (artigo 931 do CPC). assim como acontece com as ações. .10. ou de algum órgão fracionário que atua em seu nome. com ou sem sustentações.

não permite ao juiz retratar da sentença por ela impugnada. as apelações ofertadas contra sentença de indeferimento da petição inicial (artigo 331 do CPC). XIII . ou seja.incidente de desconsideração da personalidade jurídica. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença. §§ 1º e 2º. II . do CPC.10. da decisão agravada. 02-para o Ministério . com base no artigo 485 e 487. encontradiça apenas em alguns recursos. no caso de error in judicando (erro na aplicação do direito material).1.2-cabimento: “Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: I .11-juízo de retratação na apelação: juízo de retratação é a faculdade conferida ao juízo prolator da decisão recorrida (juízo a quo). do CPC). essa regra comporta três exceções.020 DO CPC): 2.015/1. bem como contra decisão de julgamento antecipado parcial do mérito (artigo 356. § 5º. § 7º. tornando-o prejudicado.(VETADO). em regra. assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. Todavia. XII . parágrafo único.outros casos expressamente referidos em lei. 1. XI .concessão. é de 15 (quinze) dias.rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio. V . no caso de error in procedendo (erro na aplicação das normas de procedimento). de escritórios de advocacia distintos (artigo 229 do CPC). § 3º. Sendo possível. Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento” (artigo 942. parágrafo único. IV . a depender da matéria nele versada. modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução. Caberá ainda agravo de instrumento contra decisão proferida no julgamento conforme o estado do processo que. VIII . do CPC). 2.admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros. I a XIII. contra sentença de improcedência liminar do pedido (artigo 332. do CPC) e contra sentença de extinção do processo sem resolução de mérito (artigo 485.redistribuição do ônus da prova nos termos do art.rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação.exibição ou posse de documento ou coisa. § 1o. que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno. 2.3-julgamento não unânime da apelação: “Quando o resultado da apelação for não unânime. uma vez interposto o recurso. no processo de execução e no processo de inventário” (artigo 1.tutelas provisórias. visto que os prazos serão contados em dobro: 01-havendo litisconsórcio e os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. do CPC).015. pode ter por objetivo a reforma. 2-AGRAVO DE INSTRUMENTO (ARTIGOS 1. IX .1-conceito: é a espécie de agravo que se interpõe contra decisão interlocutória passível de preclusão e cuja hipótese de cabimento está taxativamente prevista no Código de Processo Civil. X . esta regra comporta exceções. VI . III . Todavia.3-objetivos do agravo de instrumento: o agravo de instrumento.exclusão de litisconsorte. 373. o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão. do CPC). extingue parcialmente o processo sem ou com resolução de mérito (artigo 354. do CPC) admitem o juízo de retratação no prazo de 05 (cinco) dias.rejeição da alegação de convenção de arbitragem. A apelação. ou seja. 2. VII .mérito do processo. colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado. II e III.4-prazo para a interposição do agravo de instrumento e para resposta: o prazo para interposição e para resposta do agravo de instrumento é idêntico para ambas as partes. em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial. para. o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores. reconsiderá-la. ou a invalidação.

III .Púbico (artigo 180 do CPC).017. sob registro. do CPC).postagem. se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave. IV .protocolo realizado na própria comarca. V . 2. 2. do CPC. o agravo será interposto por: I . sob registro. parágrafo único. § 2º. nos termos da lei.transmissão de dados tipo fac-símile. visto que a sua interposição devolve para o tribunal competente (juízo ad quem) o conhecimento da matéria nele impugnada a fim de que possa reexaminá-la e proferir uma nova decisão no sentido de reformar. seção ou subseção judiciárias. parágrafo único. a concessão de efeito suspensivo pelo relator desafia requerimento do recorrente e o atendimento dos requisitos delineados no sobredito preceito legal. III postagem.5-efeitos do agravo de instrumento: o agravo de instrumento conta com efeito devolutivo. do CPC).os nomes das partes. § 2º. § 3º.6-juízo de retratação no agravo de instrumento: juízo de retratação é a faculdade conferida ao juízo prolator da decisão recorrida (juízo a quo). isto é.protocolo realizado na própria comarca.017. II . de difícil ou impossível reparação. os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público (artigo 183 do CPC). por meio de petição com os seguintes requisitos: I . Todavia.outra forma prevista em lei” (artigo 1. §§ 1º e 2º. encontradiça apenas em alguns recursos.as razões do pedido de reforma ou de . com aviso de recebimento. ofertado o agravo de instrumento é facultado ao juiz promover a retratação (reconsideração) da decisão agravada (1. do CPC). e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso” (artigo 995. o agravo será interposto por: I . 03-para a União. com aviso de recebimento. “No prazo do recurso.018. II .1-petição do agravo de instrumento: “O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente.outra forma prevista em lei” (artigo 1. Todavia. ou seja: a) se da imediata produção dos efeitos da decisão recorrida houver risco de dano grave. 04-para a Defensoria Pública (artigo 186 do CPC). III . 2. os Estados. nos termos da lei. O agravo de instrumento. admite o juízo de retratação. 2. tornando-o prejudicado.7.protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo. o Distrito Federal. do CPC). e 5-para os escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito reconhecidas na forma da lei e para as entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios firmados com a Defensoria Pública (artigo 186. II .a exposição do fato e do direito. seção ou subseção judiciárias. de invalidar ou de manter a decisão agravada. de difícil ou impossível reparação. § 1º. para.1-efeito suspensivo concedido pelo relator do agravo de instrumento: “A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator.5. IV transmissão de dados tipo fac-símile. 2. posto que a sua interposição não impede a eficácia da decisão agravada (artigo 995. do CPC). V .protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo. “No prazo do recurso. o agravo de instrumento não conta com efeito suspensivo.7-procedimento do agravo de instrumento: o agravo de instrumento é interposto por petição dirigida diretamente ao tribunal competente para julgá-lo. assim como as demais espécies de agravo. Conta-se o prazo para interpor e para responder o agravo de instrumento levando-se em consideração apenas os dias úteis (artigo 219 do CPC). do CPC). reconsiderá-la. uma vez interposto o recurso. A fluência do prazo para a interposição do agravo de instrumento está disciplinada no artigo 1003. e b) se ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.

7. a petição do agravo de instrumento deve ser endereçada ao tribunal competente para julgá-lo e conter os nomes das partes (agravante e agravado). parágrafo único” (artigo 1. os argumentos que lhe dão arrimo. § 5º. quando devidos. § 3º. sob pena de sua responsabilidade pessoal.4-agravo de instrumento e autos eletrônicos: no caso de agravo de instrumento contra decisão proferida em autos eletrônicos.017.017. conforme tabela publicada pelos tribunais” (artigo 1. deve ficar nela consignado também o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo.2-falta de cópia de qualquer peça ou existência de vício que comprometa a admissibilidade do recurso: “Na falta da cópia de qualquer peça ou no caso de algum outro vício que comprometa a admissibilidade do agravo de instrumento. 2. Nessa situação. I a III. com outras peças que o agravante reputar úteis. do CPC). § 1º. do CPC).7. É necessário nela constar o pedido de reforma (no caso de error in judicando) ou de invalidação (no caso de error in procedendo) da decisão agravada. do CPC). antes de considerar inadmissível o agravo de instrumento. as peças devem ser juntadas no momento de protocolo da petição original” (artigo 1. conseqüentemente. devendo conter também a exposição do fato e do direito. IV .1.017.7.obrigatoriamente. do CPC) acarreta o não conhecimento do recurso por irregularidade formal. Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno.o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo” (artigo 1. feita pelo advogado do agravante. do CPC).1. da certidão da respectiva intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado.017.1. A carência de qualquer das peças obrigatórias (1. 932. III facultativamente. aos autos do processo.1-documentação (obrigatória e facultativa) que deve instruir a petição do agravo de instrumento: “A petição de agravo de instrumento será instruída: I . providência esta que tem razão de ser no fato de que o recurso é interposto no próprio tribunal. fica dispensada a documentação obrigatória prevista nos incisos I e II do artigo 1.2-comunicação da interposição do agravo de instrumento ao juiz prolator da decisão agravada: “O agravante poderá requerer a juntada. ocasiona o não conhecimento do recurso por deserção. concederá o prazo de 05 (cinco) dias ao agravante para o saneamento do vício ou a complementação da documentação (artigo 932.com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos no inciso I. 2.017. I a IV. da contestação. a ausência do comprovante do pagamento das custas e do porte de retorno. deve o relator aplicar o disposto no art.017 (caput). parágrafo único.7. do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos . de cópia da petição do agravo de instrumento. II . impugnando. 2.7. I e II. Finalmente. o relator.3-agravo de instrumento por fac-símile: “Se o recurso for interposto por sistema de transmissão de dados tipo fac-símile ou similar. com cópias da petição inicial. 2.1. do CPC). § 4º. precisando esse saber se as partes estão devidamente representadas e como proceder às intimações. facultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis para a compreensão da controvérsia (artigo 1. quando devidos. Assim. da própria decisão agravada. do CPC).invalidação da decisão e o próprio pedido. A fundamentação (as razões do pedido de reforma ou de invalidação) nada mais é do apontar e criticar os erros da decisão agravada. 2. da petição que ensejou a decisão agravada.016. que consiste em relatar a decisão e as razões pelas quais foi proferida.

018. não julga sozinho. quando não tiver procurador constituído. do CPC). a dar provimento monocraticamente ao agravo de instrumento. III e IV.7. III . o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível” (artigo 932. II .3-procedimento do agravo de instrumento no tribunal (juízo ad quem): “Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente. “Antes de considerar inadmissível o recurso. Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão. §§ 1º ao 3º. facultando-lhe juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso. do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal.7. 2. pelo legislador.3. o relator. por carta com aviso de recebimento.poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir. c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência (artigo 932. do CPC). tanto em matéria preliminar como de mérito.ordenará a intimação do agravado pessoalmente.018. quando for o caso de sua intervenção. III e IV.que instruíram o recurso. desde que argüido e provado pelo agravado. para que responda no prazo de 15 (quinze) dias. em julgamento singular.7.determinará a intimação do Ministério Público. o relator monocraticamente poderá: 1) não conhecer de recurso inadmissível. o código lhe atribui em alguns casos o poder de decidir. incisos III e IV.019. no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de instrumento. O descumprimento da exigência de que trata o § 2o. importa na sua inadmissibilidade (artigo 1. III e IV do CPC: o relator dirige o procedimento na instância recursal. Tratando-se de decisão proferida em autos físicos (não eletrônicos).019 do CPC). importa inadmissibilidade do agravo de instrumento” (artigo 1.3. do CPC). Não sendo eletrônicos os autos.1-atribuição de efeito suspensivo ou efeito ativo ao agravo de instrumento: “Poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir. a pretensão recursal. a ausência de comunicação da interposição do agravo de instrumento ao juiz da causa. Assim. parágrafo único. §§ 2º e 3º. no prazo de 5 (cinco) dias: I . valendo seu ato como decisão do tribunal. preferencialmente por meio eletrônico. 2. 932. total ou parcialmente. para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias” (artigo 1. todavia. em regra. Porém. em antecipação de tutela. se não for o caso de aplicação do art.2-providências a serem adotadas pelo relator quando não for o caso de julgamento singular do agravo de instrumento: 2. o agravante tomará a providência prevista no caput. b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos. “O relator solicitará dia para julgamento em prazo não superior a 1 (um) mês da intimação do agravado” (artigo 1. ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado. desde que argüida e provada pelo agravado. As hipóteses de julgamento singular do agravo de instrumento estão alinhadas no artigo 932.020 do CPC). comunicando ao juiz sua decisão. do CPC (artigo 1. 2.2. do CPC).7. total ou . do CPC).3. e 2) negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal. O relator não foi autorizado. prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida. I a III. em antecipação de tutela.1-julgamento singular do agravo de instrumento quando for o caso de aplicação do artigo 932. o relator considerará prejudicado o agravo de instrumento.

para que responda no prazo de 15 (quinze) dias.2. Poderá também o relator deferir. Finalmente. 2. A ementa do acórdão será publicada no órgão oficial no prazo de 10 (dez) dias (artigo 943. de imediato. a um tribunal superior e será obtido pelo pronunciamento coletivo de seu plenário. Recebido o feito no tribunal. conforme o regimento interno do tribunal. III. Entre a data da publicação da pauta e a da sessão de julgamento decorrerá. Não publicado o acórdão no prazo de 30 (trinta) dias. a pretensão recursal. “Proferidos os votos. lavrará.020 do CPC). para todos os fins legais. O presidente do tribunal.2. do CPC). o prazo de 5 (cinco) dias (artigo 935 do CPC). ordenando a publicação da pauta no órgão oficial (artigo 934 do CPC). a pretensão recursal. os autos serão imediatamente conclusos ao relator. do CPC). desde que observados os requisitos previstos no artigo 995. para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias” (artigo 1. Na sessão de julgamento. pelo voto de 3 (três) juízes (artigo 941. facultando-lhe juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso” (artigo 1.019. O relator. a decisão. mas também como colegiado.3-intimação do Ministério Público: “Determinará a intimação do Ministério Público.019. contado da data da sessão de julgamento. pelo menos. serão apresentados ao presidente. se vencido este. independentemente de revisão.3. registro próprio e distribuição imediata ao órgão competente para julgá-lo (artigo 929 do CPC). total ou parcialmente. assim como acontece com as ações.019. Em seguida. as conclusões e a ementa e mandará publicar o acórdão (artigo 944. poderá suspender a eficácia da decisão agravada.4-julgamento colegiado do agravo de instrumento no tribunal: “O relator solicitará dia para julgamento em prazo não superior a 1 (um) mês da intimação do agravado” (artigo 1. devolvendo os autos com relatório à secretaria do órgão colegiado a que pertence (artigo 931 do CPC). bem como a tutela de urgência cautelar que foi negada pelo juízo inferior (efeito ativo). após sua devolução à secretaria pelo relator (artigo 931 do CPC). salvo aquele já proferido por juiz afastado ou substituído (artigo 941.7.parcialmente. quando não tiver procurador constituído. o autor do primeiro voto vencedor. os demais membros do órgão colegiado proferirão seus votos. no caso de agravo de instrumento. que. do CPC). no caso do artigo 944 (caput). as notas taquigráficas o substituirão. que designará dia para julgamento. em antecipação de tutela. 2. I. 2. Realizada a distribuição. terá ele. do CPC). será tomada. O voto poderá ser alterado até o momento da proclamação do resultado pelo presidente. designando para redigir o acórdão o relator ou. no julgamento de agravo de instrumento. preferencialmente por meio eletrônico. Os autos. No julgamento de agravo de instrumento.7. salvo quando . parágrafo único. quando for o caso de sua intervenção.3. por carta com aviso de recebimento. comunicando ao juiz sua decisão” (artigo 1. do CPC. do CPC). O julgamento do recurso interposto cabe. § 1º. do CPC). ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado. § 2º.7. em regra. o presidente anunciará o resultado do julgamento.2-intimação do agravado: “Ordenará a intimação do agravado pessoalmente. no órgão colegiado.020 do CPC). parágrafo único. comunicando ao magistrado prolator da decisão agravada sua decisão. ou de algum órgão fracionário que atua em seu nome. § 2º. o presidente dará a palavra ao relator para a exposição da causa e para voto. depois de relatar o recurso e de elaborar seu voto. II. do CPC). solicitará dia para julgamento em prazo não superior a 1 (um) mês da intimação do agravado (artigo 1.

de difícil ou impossível reparação. é de 15 (quinze) dias. o Distrito Federal. 3. 3. visto que os prazos serão contados em dobro: 01havendo litisconsórcio e os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. §§ 1º e 2º. não tem sustentação oral (artigo 937. encontradiça apenas em alguns recursos. Eduardo Talamini. visto que a sua interposição devolve ao órgão colegiado competente o conhecimento da matéria nele impugnada a fim de que possa reexaminá-la e proferir uma nova decisão. VIII. 03para a União. parágrafo único. no âmbito dos tribunais” (Luiz Orione Neto). e 5-para os escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito reconhecidas na forma da lei e para as entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios firmados com a Defensoria Pública (artigo 186. do CPC). de difícil ou impossível reparação. ou seja: a) se da imediata produção dos efeitos da decisão recorrida houver risco de dano grave. do CPC. os Estados. . Todavia. da causa de competência originária ou do recurso decidido monocraticamente pelo relator. Todavia. 3-AGRAVO INTERNO (ARTIGO 1.1-conceito-“o agravo interno é o recurso cabível contra decisão interlocutória monocrática proferida por relator.2-cabimento: “O agravo interno é recurso cabível contra decisão unipessoal de relator nos recursos ou nas causas de competência originária de tribunal de justiça.. Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal” (Teresa Arruda Alvim Wamber. § 3º. parágrafo único. Conta-se o prazo para interpor e para responder o agravo de interno levando-se em consideração apenas os dias úteis (artigo 219 do CPC). ou seja. e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso” (artigo 995. 02-para o Ministério Púbico (artigo 180 do CPC). posto que a sua interposição não impede a eficácia da decisão agravada (artigo 995.021 DO CPC): 3. de escritórios de advocacia distintos (artigo 229 do CPC). 04-para a Defensoria Pública (artigo 186 do CPC). os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público (artigo 183 do CPC). 3. esta regra comporta exceções.4-prazo para a interposição do agravo interno e para resposta: o prazo para interposição e para resposta do agravo interno é idêntico para ambas as partes. pelo órgão colegiado. Bruno Dantas). 3.5-efeitos do agravo de interno: o agravo de interno tem efeito devolutivo.5.3-objetivo do agravo de interno: o agravo interno tem por objetivo provocar o exame. do CPC). do CPC). A fluência do prazo para a interposição do agravo interno está disciplinada no artigo 1003. tribunal regional federal. do CPC).6-juízo de retratação no agravo de interno: juízo de retratação é a faculdade conferida ao juízo prolator da decisão recorrida (juízo a quo). se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave.1-efeito suspensivo concedido pelo relator do agravo de interno: “A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por decisão do relator. de natureza terminativa ou definitiva. Todavia. 3. o agravo interno não tem efeito suspensivo. 3. Fredie Didier Jr. a concessão de efeito suspensivo pelo relator desafia requerimento do recorrente e o atendimento dos requisitos delineados no sobredito preceito legal.interposto contra decisão versando sobre tutela provisória. e b) se ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.

§ 2º. A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4 o. o agravo interno. O agravo interno. ordinariamente.021. ofertado o agravo de interno é facultado ao relator promover a retratação (reconsideração) da decisão agravada (artigo 1. isto é.026 do Código de Processo Civil.esclarecer obscuridade ou eliminar contradição. do CPC).026 DO CPC): 4. 3. 4-EMBARGOS DE DECLARAÇÃO (ARTIGOS 1. condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa. reconsiderá-la. Parte da doutrina nega-lhes a natureza de recurso. O agravo interno não comporta sustentação oral. os embargos de declaração são um instituto de natureza bastante controvertida. §§ 4º e 5º. Em primeiro lugar. cabendo ao intérprete. II . o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado.021. decisão interlocutória ou sentença). o órgão colegiado.022/1. § 1º.021. elimine a contradição. desde que determine previamente a intimação do recorrente para. preferindo considerar que se trata de mero incidente do julgamento. acatá-la” (Alexandre Freitas Câmara). dispensa o preparo. tornando-o prejudicado. em decisão fundamentada. não depende de custas. pelo Ministério Público e por terceiro. Assim.suprir omissão de ponto ou .2-conceito: manejável pelas partes. supra a omissão ou corrija o erro material existente no julgado (acórdão. que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 (quinze) dias.024. de forma expressa. Outros autores há que consideram os embargos de declaração verdadeiro recurso. 1. o preparo. § 1o (artigo 1.1-introdução: “Previstos nos arts. não havendo retratação. será incluído em pauta e julgado pelo órgão colegiado. 1. ao juiz ou tribunal prolator da decisão. do CPC). assim como as demais espécies de agravo. não havendo retratação pelo relator. ao final do qual. Esta última parece-nos mesmo a melhor posição. admite o juízo de retratação. à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça. O agravo interno.022 a 1. do CPC. salvo na hipótese prevista no artigo 937. de modo a ajustá-las às exigências do art. § 3º. “Na petição de agravo interno.3-cabimento: “Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para: I . 4. § 2º. no prazo de 5 (cinco) dias. com inclusão em pauta” (artigo 1. há que se considerar que a atribuição de natureza recursal a determinado instituto é função do legislador. tão-somente. 3. Todavia. § 3º. do CPC).021. que esclareça a obscuridade. complementar as razões recursais.7-procedimento do agravo interno: “O agravo será dirigido ao relator. 4. como o novo CPC não dispensa.021.8-fungibilidade de embargos de declaração com agravo interno: “O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser este o recurso cabível. que farão o pagamento ao final” (artigo 1. os embargos de declaração são a espécie de recurso apta a pedir. ou seja. 3. do CPC).9-agravo interno manifestamente inadmissível ou improcedente: “Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime. como aliás são considerados pela lei processual. o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” (artigo 1. uma vez interposto o recurso. lei estadual (Justiça Estadual) ou lei federal (Justiça Federal) pode exigi-lo.para. do CPC).

são cabíveis contra qualquer decisão que contenha obscuridade. IV . Tirando outro exemplo.corrigir erro material” (artigo 1. I e II.022. III . a contradição. haverá erro material quando a falha de expressão é evidente e clara para o leitor. I a III. do CPC). e Daniel Mitidiero). Inexatidão material constitui erro na redação da decisão-e não no julgamento nela exprimido” (Luiz Guilherme Marinoni. por descuido.se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula. tornando difícil a sua exata interpretação ou verdadeira inteligência. infirmar a conclusão adotada pelo julgador.022. do CPC. 4. Enfim. sendo correto o entendimento extratizado no enunciado 360 do FPPC.deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. com erro quanto a critério de cálculo ou elementos de cálculo. no decisório embargado. a) obscuridade: falta de clareza da decisão. na decisão interlocutória ou no acórdão de algum dos vícios previstos no artigo 1. jurisprudência ou precedente invocado pela parte. à reprodução ou à paráfrase de ato normativo. Em tais circunstâncias. sentença ou acórdão. I a III. Assim. “O erro material se configura quando fica claro que o ato judicial contém falha de expressão escrita. do CPC).não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de. § 1o (artigo 1. II . no sentido de que “A não oposição de embargos de declaração em caso de erro material na decisão não impede sua correção a qualquer tempo” (Teresa Arruda Alvim Wamber. sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso.invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão.se limitar à indicação. não se sujeitando à preclusão ou à coisa julgada. que: I . omissão ou erro material. o magistrado julga improcedente o pedido contido em ação de cobrança e condena o autor a pagar 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação corrigido. . assim entendidos os erros de cálculo e as inexatidões materiais (art. Se o pedido condenatório foi afastado. o erro material pode ser retificado de ofício ou a requerimento da parte (art. VI . do CPC). seja ela interlocutória. § 1º. parágrafo único. 4. que constituem erros de julgamento a respeito do cálculo). Bruno Dantas). em ação reivindicatória de João contra José. I).. O § 1º do artigo 489 do CPC assim dispõe: “Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial. 494. sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento” (artigo 489. há evidente erro material na fixação da verba honorária. proposições inconciliáveis entre si. Erro de cálculo consiste no erro aritmético (não se confunde. a interposição dos embargos de declaração está condicionada à existência na sentença. o julgador julga procedente o pedido. contradição.4-objetivo: os embargos de declaração têm por objetivo afastar de qualquer decisão a obscuridade. colocando João como réu e José como autor. V . sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos. III .incorra em qualquer das condutas descritas no art. ou seja. II empregar conceitos jurídicos indeterminados. b) contradição: ocorre a contradição quando estão presentes. cabem embargos de declaração para correção de erro material. sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida. Assim. em tese. troca o nome de outras partes. porém. a omissão ou o erro material. Sérgio Cruz Arenhart. 489. pois a base de cálculo (condenação) não existe. Eduardo Talamini.questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento. mas na parte dispositiva. É o uso de palavras e/ou algarismos que não representam as idéias do julgador.1-decisão considerada omissa: “Considera-se omissa a decisão que: I .deixar de seguir enunciado de súmula.3. I a VI. e d) erro material: “Por fim. que comete deslizes no plasmar destas para o ato judicial. c) omissão: quando o órgão prolator da decisão embargada omite ponto ou questão sobre o qual devia pronunciar-se.022. Por exemplo. 494 do NCP). Fredie Didier Jr.

os Estados.1-efeito interruptivo: a apresentação de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição de recurso (artigo 1. Assim. o fluxo do prazo para a interposição de qualquer outro recurso. sobre eles se manifestar no prazo de 05 (cinco) dias. todavia. não há que se falar em prazo para responder aos embargos. salvo na mencionada exceção. “Os embargos de declaração não se sujeitam a preparo e não conferem direito a resposta. na doutrina e na jurisprudência. em regra.2-efeito devolutivo: predomina na doutrina o entendimento de que os embargos de declaração ostentam efeito devolutivo.6. 02-para o Ministério Púbico (artigo 180 do CPC). . entretanto. “Os embargos de declaração interrompem. Não se abre vista à parte contrária para manifestação.4. Nos embargos de declaração não há. quando for o caso. o Distrito Federal. porque esse recurso não se presta a adquirir nova decisão sobre a causa. para qualquer das partes (e não apenas para o embargante). 04-para a Defensoria Pública (artigo 186 do CPC). Predomina. 4. 4. O prazo para interpor os embargos de declaração e.026 do CPC).026 do CPC. para respondê-los. visto que os prazos serão contados em dobro: 01-havendo litisconsórcio e os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. os embargos de declaração não conta com prazo para resposta.026 do CPC). §§ 1º e 2º. todavia. Interrompido (e não apenas suspenso) esse prazo. logo. salvo se o juiz verificar que seu eventual acolhimento pode implicar na modificação da decisão embargada. visto que a devolução é para o mesmo órgão que proferiu a decisão objurgada. consoante a mais autorizada doutrina. querendo.026. para que tãosomente a partir daí passe a correr o prazo (que é integral) para a interposição do recurso originariamente cabível contra a decisão embargada (art. Os embargos de declaração não têm efeito suspensivo. também com efeito devolutivo. A fluência do prazo para a interposição dos embargos de declaração está disciplinada no artigo 1003.5-prazo para interposição dos embargos de declaração e para resposta: é de 05 (cinco) dias o prazo para a interposição dos embargos de declaração. comporta exceções. caput. trata-se de efeito devolutivo regressivo. 4. assim. do CPC). o entendimento de que a referida interrupção de prazo não vinga se os embargos de declaração forem intempestivos. do CPC. os embargos de declaração levando-se em consideração apenas os dias úteis (artigo 219 do CPC). caso em que intimará o embargado para.6-efeitos: “Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposição de recurso” (artigo 1. intimação da outra parte para apresentar resposta. de escritórios de advocacia distintos (artigo 229 do CPC). § 3º. mas apenas aperfeiçoar a decisão já tomada” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). do CPC)” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). somente o não conhecimento deles (embargos de declaração) por intempestividade afasta a interrupção de prazo preconizada no artigo 1. 1. Conta-se o prazo para interpor e para responder. os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público (artigo 183 do CPC). as partes deverão ser intimadas da decisão proferida em virtude dos embargos de declaração. contam com efeito interruptivo e.6. 03-para a União. quando for o caso. e 5-para os escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito reconhecidas na forma da lei e para as entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios firmados com a Defensoria Pública (artigo 186. não prevê o legislador prazo para respondê-los.

desde que determine previamente a intimação do recorrente para. Quando os embargos de declaração forem opostos contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida em tribunal.7-fungibilidade de embargos de declaração com agravo interno: “O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser este o recurso cabível. oportunidade para oferecimento de contra-razões nos embargos de declaração. manifestar-se. a eficácia da decisão embargada pode ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator (artigo 1.024. com indicação do erro. segundo o qual o prazo das contra-razões é idêntico ao da interposição do recurso. é mero reflexo do princípio da isonomia)” (Alexandre . o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação” (artigo 1.9. “O juiz julgará os embargos em 5 (cinco) dias. do CPC). 4. § 2º. nos embargos de declaração destinados a suprir omissão da decisão).4. contradição ou omissão. o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subseqüente. §§ 1º e 2º).3. sobre os embargos opostos. porém. o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões. o órgão prolator da decisão embargada decidi-los-á monocraticamente” (artigo 1.3-efeito suspensivo: os embargos de declaração no têm efeito suspensivo (artigo 1. § 1º.026. 4.023. § 3º. se houver risco de dano grave ou de difícil reparação” (artigo 1. 4. sendo relevante a fundamentação. O juiz intimará o embargado para. no prazo de 5 (cinco) dias. em petição dirigida ao juiz.021. complementar as razões recursais. do CPC). que.8-modificação da decisão embargada no julgamento dos embargos de declaração e outro recurso anteriormente interposto: “Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada. 4. e.6.6. obscuridade. §§ 4º e 5º. § 1º. e não se sujeitam a preparo.026 do CPC). no prazo de 5 (cinco) dias. querendo. § 1o (artigo 1.9-procedimento dos embargos de declaração: “Os embargos serão opostos.024. 4. do CPC). do CPC). em respeito ao princípio. Não há. do CPC). o que. Parece-nos. 1. de modo a ajustá-las às exigências do art. em razão da possibilidade de se produzir efeito infringente do julgado. contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. aliás. será o recurso incluído em pauta automaticamente. no prazo de 5 (cinco) dias. Nos tribunais. proferindo voto.1-efeito suspensivo concedido pelo juiz ou relator: “A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou. o que facilmente se compreende se tivermos em mente que a finalidade essencial do recurso é o esclarecimento da decisão já proferida.026. nos exatos limites da modificação. caso seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão embargada” (artigo 1. Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior. no prazo de 15 (quinze) dias. no caso dos embargos de integração (ou seja. genericamente observado. deve-se dar oportunidade ao embargado para se manifestar (devendo se considerar o prazo de cinco dias para oferecimento das contra-razões. porém. pois. não havendo julgamento nessa sessão.024.1-resposta do embargado: “É de se notar que a lei não prevê o contraditório nos embargos de declaração.

4. gerar uma decisão complementar obscura. do CPC). cabem novos embargos de declaração. “vícios como a contradição e a omissão podem. §§ 2º ao 4º. 1. do julgamento dos embargos. com certa naturalidade. 4. se for o caso. acolhê-lo para julgar improcedente a demanda. Nisso não reside nenhuma atitude vedada por lei. com o fim de complementá-la ou aperfeiçoála. Imagine-se. 4.10-embargos manifestamente protelatórios: “Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração. que a recolherão ao final. Pense-se.11-embargos de declaração com caráter infringente: o recurso em exame tem por finalidade basilar apenas aperfeiçoar a decisão já tomada e não uma nova decisão sobre a demanda. acima transcrita. .022 do CPC) no ato judicial” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa.Freitas Câmara). Dessa nova decisão.12-embargos de declaração ofertados contra decisão proferida em embargos de declaração-“note-se que. resulta da própria essência integrativa da decisão dos embargos de declaração” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart). em decisão fundamentada. tornando-o inteligível. por ocasião do exame dos embargos de declaração. enquanto subsistir algum vício (daqueles apresentados pelo art. ou mesmo contraditória no exame daquele ponto inicialmente omisso. Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois) anteriores houverem sido considerados protelatórios” (artigo 1. um dos fundamentos da defesa (o mais importante). ao contrário. à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça. julgando procedente o pedido. mantendo-se. que uma sentença omissa quanto a um ponto suscitado pode. A lição do professor Alexandre Freitas Câmara. interpostos os embargos de declaração. para o exame do ponto omitido. Todavia. o que se pretende com os embargos de declaração é que o juízo dê outra redação ao provimento recorrido. o juiz ou o tribunal. que o juiz deixe de avaliar. e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa. e assim sucessivamente. o conteúdo da decisão.026. pode resultar outra decisão também viciada. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a dois por cento sobre o valor atualizado da causa. está em perfeita sintonia com a disciplina normativa dada pelo novo CPC aos embargos de declaração. porém. por exemplo. alterar a substância da decisão recorrida. portanto. na sentença. por exemplo. Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios. terá o magistrado de avaliá-lo por completo e.