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TRINTA DICAS PARA ESCREVER BEM

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado.
Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações (repetição da mesma consoante) altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?? Então valeu!
9. Palavras de baixo calão, po..., podem transformar o seu texto numa droga.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A
repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a
palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: 'Quem cita os outros não
tem ideias próprias'.
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é,
basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma
ideia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem
sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
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22. Evite mesóclises. Repita comigo: 'mesóclises: evitá-las-ei!'
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas
contida e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu
conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos
componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas,
parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais
curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto
pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo
esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E
como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e
vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em
não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por
denunciar a região onde tu moras, lazarento!... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu
bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é
insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
Autor: Professor João Pedro da UNICAMP

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« Como é mesmo que dizia Riobaldo? Mire, veja: o mais importante e bonito, do
mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas –
mas que elas vão sempre mudando, tal como a linguagem. »
(ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. 15. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
2001, p.42.)
EMENTA : Semiótica da comunicação: o que é comunicação. Estudo da linguagem,
da língua, da fala e do discurso. Elementos da comunicação. Funções da linguagem.
Língua falada e língua escrita. Tipos de discurso. Gêneros e tipologias textuais:
leitura, análise e produção de textos. Coesão e coerência textuais. Elementos
estruturais do texto.

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Os romanos falavam uma língua chamada latim. 4 . que comandava um conjunto de cerca de trinta cidades. onde hoje se localizam Portugal e Espanha. lavradores. uma planície que era constantemente atacada por povos vizinhos. as línguas neolatinas ou românicas (línguas originárias do latim vulgar). por exemplo. Havia um latim falado pelo povo (soldados. A Língua Portuguesa é falada por aproximadamente 250 milhões de pessoas e é a sexta língua mais falada no mundo. diversos modos de falar o latim foram se estabelecendo. usado pelas pessoas instruídas (oradores. por isso. a língua latina passou a ser o meio de expressão dos mais diversos povos. o espanhol. O domínio árabe contribuiu para aumentar as diferenças entre as várias línguas que haviam se formado a partir do latim vulgar. Mas não conseguiram impor suas línguas. o latim das províncias foi sofrendo transformações profundas. Assim. O Império Romano foi muito poderoso durante séculos e conquistou quase todo o mundo conhecido da época. assim. o idioma falado pelos antigos habitantes do Lácio. o italiano e o romeno. os habitantes das províncias dominadas deixaram de ter contato com os de Roma e.) As línguas modernas como a portuguesa. O português é uma língua neolatina. Luiz Antônio. os habitantes das regiões conquistadas misturavam a sua língua original com o latim e acabavam formando uma terceira língua. Os árabes também dominaram a Península Ibérica e lá ficaram durante setecentos anos. O latim vulgar não era muito elegante ou bem cuidado. comerciantes) que era o latim vulgar. e o homem é capaz de aprender de 3500 a 4000 palavras ao longo da existência. e um latim escrito. Uma delas era Roma. denominado latim clássico. Entre as regiões conquistadas estavam a Península Ibérica. Com o tempo. Surgiram. Como as regiões habitadas pelo Império Romano eram habitadas por povos diferentes. Obrigados a falar uma língua nova. o francês. (FERREIRA.Como surgiu a nossa língua? Os romanos têm muita relação com nossa língua. cada um com sua própria língua. O latim vulgar foi a língua predominante em toda a região. Os povos que invadiram as terras do Império Romano acabaram com as escolas nas quais se ensinava o latim e destruíram boa parte da cultura dos romanos. pois originou-se do latim vulgar. Lições de Gramática. como o português. seus habitantes construíram cidadelas. Os antigos romanos habitavam um pequeno território chamado Lácio. possuem cerca de 500 mil palavras. o Império Romano foi entrando em decadência. Para defendê-lo. 1999. poetas e escritores de Roma). Por isso.

podemos concluir que tudo é comunicação. ou. os sons. A linguagem não é uma faculdade específica do homem. é o leitor/ouvinte em quem pensa o autor no momento da produção de um texto. pois o ser humano é o único animal capaz de criar e utilizar a palavra como meio de comunicação. as imagens. A principal função da linguagem é garantir a comunicação. em outras palavras. É importante ressaltar que somente se comunicam seres da mesma espécie. A comunicação ocorre nas situações em que há intenção de comunicar algo a alguém causando uma reação ou um efeito sobre o outro. desenvolveram um sistema de comunicação essencial para a sobrevivência da espécie. não só um contexto.COMUNICAÇÃO O que é comunicação? No final do século XIX. compreensão. os gestos. Portanto. Então. lá chegando. pois ela é de fundamental importância na vida de todos os seres vivos. a alegria. os papagaios poderiam sair do local onde vivem e ir para outros lugares e. o texto. Se assim o fosse. damos o nome de linguagem e cada espécie possui uma linguagem própria. por exemplo. compreensão. intercâmbio de mensagens. Todos os animais que vivem em sociedade utilizam a comunicação. Ela tem caráter universal porque é a capacidade que todos os seres vivos têm de trocar ou de compreender mensagens. É também conhecida como língua. A essa capacidade de se comunicar. as cores. o apelo à ajuda. já que outros animais podem estabelecer comunicação com seus semelhantes. estabelecer comunicação com outras pessoas ou com outros papagaios. os símbolos. entendimento. comunicação era troca. dirige-se preferencialmente. intercâmbio de mensagens entre seres da mesma espécie e atualmente é troca. esse conceito foi ampliado e comunicação passou a ser definida como troca. ● Verbal (sígnica): é aquela que utiliza sempre as palavras. são os únicos seres capazes de se expressar por meio de palavras. nunca seriam vistos conversando com outros papagaios ou com outras pessoas. no século XX. O interlocutor de um texto é o leitor/ouvinte a quem ele. Existem dois tipos de linguagem: a verbal e a não verbal ● Não verbal (simbólica): é aquela que não utiliza palavras. para cada texto. Os homens são os únicos seres dotados de linguagem verbal. Há. As formigas e as abelhas. Não devemos achar que existe uma comunicação entre os homens e os papagaios. ou seja. as abelhas comunicam ao enxame o local onde se encontra o néctar por meio de uma dança. Também os golfinhos modulam sons para comunicar entre si a aflição. linguagem verbal ou língua são a mesma coisa. entendimento. compreensão. 5 . Mesmo que sejam treinados para repetir algumas palavras. mas também um interlocutor preferencial. São exemplos de linguagem não verbal os sinais. intercâmbio de mensagens entre seres da mesma espécie desde que haja interação/colaboração/cooperação por parte do emissor (E) e do receptor (R). as expressões faciais e corporais. Por exemplo. COMUNICAÇÃO → MENSAGEM → TEXTO → LINGUAGEM LINGUAGEM: A linguagem é a expressão do pensamento. entendimento.

nossa maneira de encarar o mundo ou determinada situação. ela é uma entidade abstrata e também social porque foi instituída ou imposta. Aquele homem é um bom garfo. para a expressão do pensamento. A língua existe em estado potencial. ou seja. a palavra é empregada em sentido real. comum a todos. Iracema era a jovem índia dos lábios de mel. sentimentos e ideologias. como tal. nossa marca. clara. deixamos expressa nossa crença. nossa filosofia. pois é por meio dela que a língua se materializa e toma forma. econômicas. Sendo assim. já que cada pessoa tem uma maneira própria de se expressar. em outro contexto. nossa ideologia. ou seja. DISCURSO: O conceito de discurso é mais abrangente que o de fala.A linguagem é a forma concreta por meio da qual o homem expressa os próprios pensamentos. já que aquele compreende tanto a modalidade realizada oral (fala) quanto a realizada graficamente (escrita). deve ser obedecida e seguida. pois está armazenada na memória dos falantes de uma coletividade. Então. Podemos afirmar que a fala é também concreta. ou seja. É o valor conotativo da palavra. fatores interacionais (dependem da situação). 6 . Cada indivíduo se apropria da língua de modo ímpar. FALA: é a utilização da língua pelo falante a seu modo. O SENTIDO DAS PALAVRAS: DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Dependendo do contexto em que se encontra. LÍNGUA: é um conjunto de signos e de regras de combinação desses signos com a finalidade de externar um pensamento. pois procura selecionar as formas de enunciação que melhor exprimam gostos e pensamentos. Exs. opinar por meio de que idioma queria se comunicar. Na fala.: O leão é o rei dos animais. É o valor denotativo da palavra (sentido do dicionário) Exs. de maneira própria para se expressar. O mel é produzido pelas abelhas. uma palavra pode ter uma significação objetiva. sociais. já que se trata de uma sistematização de elementos representativos (signos). mas ela tem vários usos. pode sugerir outros significados. segundo as possibilidades dele. em momento algum. A mesma palavra. é um contrato social firmado e. A língua é uma consequência da evolução da linguagem. pois dentro de uma unidade. enfim. outras interpretações.: Aquele homem é um leão. Consiste na emissão de determinados sons combinados de modo a transmitir significações a outras pessoas. discurso é a apropriação da língua na modalidade falada (oral) ou escrita. É a escolha pessoal que o indivíduo faz dos signos (palavras/vocábulos) da língua. há variações: regionais. A língua é única. Nenhum usuário da língua pôde. Aquele garfo é de inox. É um ato individual. faixa etária. ou seja.

a) rato: ________________________________________________________________________ b) cobra: ________________________________________________________________________ c) coruja: ________________________________________________________________________ d) toupeira: ________________________________________________________________________ e) gata: ________________________________________________________________________ f) víbora: ________________________________________________________________________ 7 . Escreva uma frase com sentido figurado para cada uma delas.EXERCÍCIO Dê a significação que as palavras abaixo adquirem quando empregadas para atribuir sentido conotativo aos humanos.

é quem elabora ou formula a mensagem ou toma a iniciativa de enviá-la. escrita. é quem recebe a mensagem e pode tornar-se. também um emissor (resposta). É a situação concreta ou real da mensagem. a situação e os objetos aos quais a mensagem remete. ouvinte ou leitor. fonte ou remetente. um conjunto de signos e de regras de combinação desses signos. Mais especificamente. Pode ser individual ou coletivo. as quais o emissor e o receptor devem conhecer muito bem para se comunicarem com eficiência. ruídos. é a concretização da mensagem. etc. música. mais claros ou menos claros. codificador. em seguida. imagens fixas ou animadas. Pode ser individual ou coletivo. receptor.ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Conforme dito anteriormente. decodificador ou destinatário. etc. RECEPTOR: também conhecido como enunciatário. Mais especificamente. todo ato de comunicação é um processo no qual estão envolvidos seis elementos: emissor. 8 . Canal sonoro: fala. mensagem. Canal visual: desenhos. CÓDIGO: é a linguagem verbal ou não verbal utilizada. canal e referente. ou seja. código. é o conteúdo das informações transmitidas. EMISSOR: também conhecido como enunciador. MENSAGEM: também conhecida como enunciado. que o emissor envia ao receptor. CANAL: é o meio concreto que possibilita a transmissão da mensagem. o conjunto de signos bem organizados ou não. REFERENTE: São o contexto.

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ d) Um motorista ultrapassa o sinal fechado.EXERCÍCIOS 1. a) Luís escreveu um bilhete para Beatriz em que se podia ler: “Estou com saudades”. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ c) Um brasileiro toma um sorvete em uma sorveteria. aponta para o sorvete e diz: “Good”. Ao perceber que um americano está olhando. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ b) O pai conversa com a filha ao telefone e diz que vai chegar atrasado para o jantar. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 9 . Do outro lado da rua. indique os elementos do processo. o guarda de trânsito aponta-lhe o sinal vermelho e notifica-o de que foi multado mostrando a ocorrência por escrito. Nas situações de comunicação abaixo. dirige-se a este.

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 10 .

______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ FUNÇÕES DA LINGUAGEM .NOME: __________________________________________________________________ CURSO: _________________________________________________________________ PERÍODO: _______________________________________________________________ (Folha separada) 2) Crie uma situação de comunicação e indique todos os elementos da comunicação.

Os textos, orais ou escritos, buscam sempre um efeito. Isso nos permite classificálos com base nos elementos que eles destacam na situação de comunicação. De acordo
com o elemento destacado, existe uma função presente na situação de comunicação.
Portanto, se há seis elementos de comunicação, consequentemente, há seis funções de
linguagem. São elas:
1) Função emotiva ou expressiva: Está centrada no emissor, na 1ª pessoa (eu). Expressa
os sentimentos, as emoções, a opinião, os julgamentos de quem fala em relação àquilo de
que está falando.O texto é subjetivo (texto subjetivo é aquele centrado na 1ª pessoa, em
que o emissor fala dos próprios sentimentos e emoções).
Ex.: Como estou feliz hoje!
2) Função conativa ou apelativa: Está centrada no receptor, na 2ª pessoa (tu/ você). É
dirigida ao receptor com o objetivo de influenciá-lo a fazer ou a deixar de fazer alguma
coisa. Principais características:
a) verbos no imperativo:
Exs.: Beba coca cola.
Compre batom.
b) presença do pronome de tratamento “você”.
Ex. Se eu fosse você, só usava Havaianas.
c) presença dos pronomes possessivos “seu(s), sua(s)”.
Ex.: Fusion, o carro que tem o seu estilo.
3) Função poética: Está centrada na própria mensagem. Valoriza a informação pela forma
como é veiculada. A função poética realça a elaboração da mensagem e caracteriza-se pela
criação da linguagem. Percebe-se um cuidado especial na organização da mensagem por
meio da exploração das figuras de linguagem, do ritmo e das sonoridades.
Exs.:
girafas
africanas
como meus avós
quem me dera
ver o mundo
tão do alto
quanto vós.
“Quem cabritos vende, e cabras não tem, de algum lugar lhe vêm.”
4) Função metalinguística: Está centrada no código. Traz sempre uma explicação,
procurando definir o que não está claro. Toda mensagem que fala sobre a própria
linguagem é metalinguística. Metalinguagem é, portanto, a linguagem sobre a linguagem,
a utilização da linguagem para esclarecer ou explicar o próprio código a alguém.
Ex.: O que significa a palavra “televisão”?
Trata-se de um vocábulo híbrido porque é constituído por dois radicais distintos: um grego
e um latino: tele = a distância + visão = ver. Portanto, significa “visão a distância”.

5) Função fática: Está centrada no canal ou apenas no contato. Ocorre quando o emissor
deseja verificar se o canal de comunicação está funcionando.
Ex.: “Alô, alô, marciano, aqui quem fala é da Terra!”
6) Função referencial ou informativa: Centrada no referente ou no assunto. Ocorre toda
vez que a mensagem faz referência a acontecimentos, fatos, pessoas, animais ou coisas,
com o objetivo de transmitir informações. Nesta função, o objetivo é informar apenas.
Exs.: O Sol é o centro do nosso sistema planetário.
O serviço de meteorologia prevê chuvas e queda de temperatura neste final de semana.
OBS.: Numa mensagem, podem ser encontradas duas ou mais funções, porém, sempre
haverá predominância de uma delas.

NOME: __________________________________________________________________

CURSO: _________________________________________________________________
PERÍODO: _______________________________________________________________
(Folha separada)
EXERCÍCIOS
Identifique as funções de linguagem presentes nos textos abaixo:
1)
Impressão digital a olhos vistos: Vai chegar o dia em que você vai abrir portas com
um simples olhar. É o que pretende a empresa americana Sensar, que criou um sistema de
identificação pela íris. O processo começa com uma câmera que fotografa o olho em pretoe-branco. Depois, computadores classificam as áreas escuras que aparecem na foto e criam
uma espécie de código de barras para a íris. Na hora de identificar o dono do olho, o
computador simplesmente puxa o código gravado e compara com a íris do indivíduo. A
Sensar acredita que o novo sistema, chamado Irisdent, estará em uso em caixas eletrônicos
até o final deste ano. Com a promessa de fazer identificações mais confiáveis até que as
tradicionais impressões digitais.
2)
– Pois é…
- Então…
- É fogo!
- Ô.
- Nem fale.
- É!
- Ô se é!
3)
“(…) Acho, no entanto, que me falta inteligência para explicar essa imagem, mas não
me falta emoção para sentir o remoto e silencioso fascínio de seus segredos. Por isso
limito-me a fixar meus olhos neste quadro de Magritte e, sem saber o que dizer, atino tãosomente com um vago e contraditório sentimento de atração. (…) Prego mais uma vez
meus olhos nesta imagem e revivo a impressão de que ela fita algum enigma em meu olhar
e, sem achar expressão para meu desconcerto, deixo que estas palavras digam o que
realmente sinto e não sei dizer.”
4)
O essencial é saber ver
Saber ver sem estar a pensar.
Saber ver quando se vê.
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
5)
6)
7)

Em terra de olho quem tem um cego… Ih! Errei!
O que significa “olhar vulpino”?
– Significa “olhar de raposa”.
– Melhoral é melhor e não faz mal!

8) – Alô, alô, responde!
– Ahn? Quem?
– Sei lá.

9) Na propaganda: “um filtro solar em que você poderá ser a musa dos próximos verões”. ( ) l) Os elogios são para você. ( ) h) Costurar é um ato de amor. usos do pronome possessivo ou do pronome de tratamento “você”. temos um exemplo de função de linguagem: a) ( ) referencial b) ( ) metalinguística c) ( ) fática d) ( ) emotiva e) ( ) apelativa 10) A função conativa ou apelativa está centrada no receptor da mensagem e solicita a atenção dele. use C&A. ( ) . assinale os que apresentam função conativa: a) Um diamante é para sempre. ( ) d) Põe na Cônsul. ( ) f) Abuse. Abaixo. ( ) i) Legítimas. bons produtos indica. ( ) m) Dá o branco que a sua família merece. ( ) c) Knorr é melhor. encontramos alguns dos mais conhecidos slogans. É uma função muito utilizada nas propagandas por meio do uso de verbos no imperativo. só usava Valisère. tome um Dreher. ( ) g) O Itaú está onde você precisa. ( ) j) Se eu fosse você. ( ) e) Fogos Caramuru não dão chabu. ( ) k) Se a marca é Cica. só Havaianas. ( ) b) Deu duro.

2 – Língua popular. por esse motivo. fazem da língua falada a modalidade mais expressiva. mostrando as características e as vantagens de uma e de outra. É importante salientar que a norma a ser empregada deve variar de acordo com a situação em que se desenvolver o discurso. a entoação (melodia da frase). não dispõe de recursos próprios da língua falada. É justamente em nome dessa unidade. ou da Nação. mais elaborada e menos econômica. dinamismo e expressividade. segue as regras ditadas pela Gramática Normativa. Ela obedece ao padrão culto. etc. dependendo da situação de comunicação. olhares. a nação alguma interessa o surgimento de dialetos. deve sempre prevalecer o padrão culto. já que. econômica. Portanto. conforme já visto. a culta garante convivência. aquelas em que não existe a língua escrita. Nenhuma. cultural. Existem sociedades ágrafas. porém. estando. geográfica. na fala. ou seja.). além de ser a que faz o pensamento atravessar o espaço e o tempo. na verdade. LÍNGUA ESCRITA (NORMA CULTA) E LÍNGUA FALADA (NORMA COLOQUIAL) A língua escrita. . Isso não significa dizer que se deve admitir tudo na língua falada. Cabe à escola ensinar as duas modalidades. é um código de que se serve o homem para elaborar mensagens. Para viver. piscadas. com o objetivo de se comunicar. que é ensinada nas escolas e difundida nas gramáticas. não existe. é preciso conhecer a língua culta. consequência natural do enorme distanciamento entre uma modalidade e outra. ou seja. na escrita. A língua escrita é. para conviver. porque é a modalidade que mantém a unidade linguística de um povo. estática. além da possibilidade de gestos. mas sim somente a falada. cotidiana ou coloquial: É mais espontânea. revistas. a sintaxe. pois a nenhum povo interessa a multiplicação de línguas. Essa modalidade deve ser preservada porque assegura a unidade da língua nacional. ou seja. o nível coloquial pode ser empregado. mais criativa. as pausas (intervalos significativos no decorrer do discurso). sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade ou inferioridade. jornais. foi e sempre será mais elaborada que a língua falada. mais expressiva e bem menos presa às regras gramaticais. etc. o ambiente sociocultural determina o nível da língua que deverá ser utilizado. O vocabulário. é preciso conhecer a língua popular com sua espontaneidade. criatividade. Apresenta altos níveis de variação (social. a pronúncia e até a entoação variam. etc.). ou seja. se sobrepõe a outra em importância. mais dinâmica.LÍNGUA – NORMAS CULTA E COLOQUIAL A língua. tão importante do ponto de vista político e cultural. Existem basicamente duas modalidades de língua. segundo esse nível.. A língua coloquial garante vivência. É utilizada pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade (emissoras de rádio e televisão. mais criativa. mais sujeita a transformações/modificações. A acentuação (relevo da sílaba ou sílabas). duas línguas funcionais: 1 – Língua culta ou língua-padrão: é a língua vernácula. mais espontânea e natural.

Linguagem Informal: é usada em textos descontraídos. casuais. A um ver. Informal: Quando o usineiro bateu as botas. com relação à gramaticalidade. pessoas iletradas. Entretanto. por apresenta vários erros.LINGUAGEM FORMAL. o uso de uma ou de outra irá resultar num tom diferente: Exs. é necessário escolher entre linguagem formal e informal. gírias nem contrações. pode apresentar coloquialismos. gírias. suposição e análise. seus familiares se esforçaram para agradar à viúva. por exemplo. COLOQUIAL CULTA FORMAL É uma linguagem fiscalizada Tem a preocupação de seguir a norma gramaticalmente. sendo utilizada na aula. como estudos de pesquisa. esse autor por vezes insiste demais em supostas diferenças de vocabulário. conceitos abstratos e processos de raciocínio elevados. reuniões. com estruturas mais complexas.. devo observar que. procurarem distinguir entre o “deserto” e “ermo”. expressa-se em estruturas gramaticais mais simples. É usada. de olho na gorda herança a ser rachada. contrações e abreviações. apresenta vocabulário técnico relacionado ao assunto. como bilhetes informais ou correspondência pessoal. salas de aula. não apresenta avaliações pessoais. Considere as características e os usos de cada uma delas. coloquialismos. . Tem um caráter híbrido.: Formal: Quando o usineiro morreu. Linguagem Acadêmica: é usada comumente em livros didáticos. Diferentes modalidades e níveis de língua LÍNGUA FALADA LÍNGUA ESCRITA VULGAR VULGAR Não existe preocupação com a norma É usada por pessoas sem escolaridade e gramatical. e não foge a uma correspondência empresarial e em naturalidade de expressão. frequentemente usada para escrever sobre ideias complexas. etc. COLOQUIAL DESPREOCUPADA DESPREOCUPADA É a língua usada na conversação corrente. ao examinar o problema. expressa-se em períodos completos. hipótese. geralmente. como cartas para amigos – mais especificamente para FALAR. editoriais e cartas comerciais. INFORMAL E ACADÊMICA Dependendo do assunto e dos leitores. Para minha hipótese. avaliação. pois é utilizada com algumas intromissões de gírias e por pessoas escolarizadas mas em expressões familiares. apesar de alguns autores. utilizada em salas de gramatical vigente. monografias. apresentações e livros. como dissertações. e tem um situações que não exigem tanta atenção policiamento gramatical pequeno. usa linguagem cotidiana. essa distinção seria irrelevante. Assim. tendo em vista receber alguns benefícios do incalculável espólio a ser dividido. palestras e textos formais. eu emprego esses termos indiferentemente. a familiarada toda fez das tripas coração para bajular a viúva. Linguagem Formal: é usada em textos sérios. Pode-se usar linguagem formal ou informal para escrever sobre um mesmo tópico.

são transgressões da norma culta.  A ocorrência de quebra dos procedimentos gramaticais que constroem a imagem de letramento. Há várias maneiras de expressar ideias e seu uso depende da situação. o que se comete. isto é. normalmente. Um repórter. só ela evitará:  O uso de termos compreendidos apenas por uma das partes envolvidas na comunicação. ninguém comete erro em língua. diz: “Ninguém deixou ele falar”. ao cometer uma transgressão na fala. em reuniões com os amigos ou qualquer outra situação de informalidade em que os interlocutores estão livres para falar. O momento íntimo é aquele em que as falas são livres e descontraídas: em casa com os parentes. responder a solicitações e passar uma informação sobre diversos assuntos. quais características você acredita serem qualidades do texto empresarial? Vocabulário sofisticado? Frases curtas? Sim Vocabulário Sim Não simples Não Vocabulário informal? Sim Não Clareza? Sim Sim e formal? Não Frases longas? Sim Não Frases rebuscadas? Sim Não Gramática correta? Não Sim Não Objetividade? Sim Não O CONCEITO DE ERRO EM LÍNGUA Em rigor. procura quebrar determinadas padronizações para obter o efeito estilístico desejado. num momento íntimo do discurso.FORMAL LITERÁRIA Imita em tudo a escrita e. mas transgressão da norma culta. exceto em ortografia.: . de um grau de escolaridade propiciador de credibilidade. aquele que. transgride tanto quanto um indivíduo que comparece a um jantar trajando bermuda e camiseta.  O uso de expressões informais. neutro ou solene. Exs. pois. soa artificial. unindo o conteúdo a uma forma inovadora. Por que então o texto empresarial deve privilegiar a linguagem formal? Porque. Ao escrever a um cliente. por isso mesmo. não comete propriamente erro. elas determinariam a quebra da imparcialidade na transmissão da informação e a possibilidade de descrédito da mensagem. O que deve ser levado em consideração é o momento do discurso que pode ser íntimo. Embora respeite as normas gramaticais. De fato. ao contrário das demais variantes.

naturalmente. Eu o/a amo. a gíria só é admitida na língua falada. etc. Entrou e saiu do ônibus. deve prevalecer a língua-padrão. revistas. Ainda que criativa e expressiva. que á a língua da Nação. O momento neutro é o utilizado nos meios de comunicação de massa (rádio. a gíria é um elemento da língua que denota expressividade e revela grande criatividade.” GÍRIA: Ao contrário do que muitos pensam. JARGÃO: É a gíria das profissões. ou em casos especiais de comunicação entre amigos. informatiquês. depois vinha me pedindo: ‘Toque o berrante seu moço e é pra mim ficar ouvindo’. Nesse momento. as construções devem ser: (Eu) Não a vi hoje. de longe eu avistava a figura de um menino. caracterizada pela linguagem informal. acessível a poucos. familiares. é o da arte poética. desencadeando um processo não só de esquecimento. Em se tratando de arte. como forma de respeito. Deixe eu ver isso. caracterizado por momentos de rara beleza. ao receptor e ao meio. Nos momentos neutros. Eu lhe amo. Não assisti o futebol. eis o que designamos de “licença poética”. a gíria não constitui um flagelo da língua. tecnologês. Não assisti ao futebol. porém. etc. Entrou no ônibus e saiu dele. jornais.Eu não vi ela hoje. Eis por que a transgressões não são admitidas. adequada à mensagem.. Deixe-me ver isso. desde que.). que corria. O momento solene. Visa à precisão técnica e normalmente aparece também na forma escrita: juridiquês. O mal maior da gíria reside na adoção dela como forma permanente de comunicação.: “Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro fino. cuja intenção é apenas documentar um fato. pedagogês. a não ser na reprodução da fala de determinado meio ou época. tudo é permitido. televisão. . Usada no momento certo. A língua escrita não a tolera. abria a porteira. como de desprezo do vocabulário oficial. Ex.

tem a ver.25). Lições de texto. o que um texto significa. Ainda podemos definir texto como uma unidade global de sentido. Não existe texto inocente. a palavra texto é familiar a qualquer pessoa. considerar o contexto é de suma importância. apresentar um assunto. Ou seja. não é possível falar que um conjunto de frases é um texto se este conjunto não mantém relações entre si e com a situação em que são produzidas. As condições histórico-sociais e ideológicas são também elementos da situação discursiva e constituem as chamadas condições de produção do discurso. contar uma história. três conhecimentos têm que ser acionados: ● Conhecimento linguístico (domínio do léxico: vocabulário de uma língua) ● Conhecimento textual (diz respeito ao gênero textual) ● Conhecimento prévio. No momento da interpretação de um texto. uma palestra. No entanto. Podemos considerar um conjunto de palavras um texto? Se as palavras estiverem ordenadas numa sequência de modo que transmitam uma mensagem e que o conjunto de frases que formou o texto é afim com o código utilizado pelos falantes e ouvintes. nas quais se produz um texto. independentemente da sua extensão.O QUE É TEXTO? A palavra texto vem do latim TEXTUS e significa tecido. p. transmite uma mensagem. todo texto tem uma intenção: expressar uma opinião. uma carta. numa certa situação espaço-temporal e com certas finalidades. podemos dizer que texto é um todo significativo que. Então. Para se entender um texto na sua totalidade. com a situação com a qual as sequências linguísticas estão relacionadas. ou uma sequência de várias frases. uma frase. necessariamente. é possível constatar que não é só a situação imediata que é constitutiva do sentido de um texto. um quadro. mas não há como falar do que seja um texto sem ter uma ideia do que é a significação e do que é a linguagem. mas o fato de ele ser uma unidade de sentido em relação à situação (contexto). Sem dúvida alguma. ou seja. uma tabela são atualizações desses sistemas de significados. podendo ser interpretados como textos” (PLATÃO & FIORIN. de mundo ou repertório Contexto: São as condições de produção de um texto. A essa intenção chamase intenção comunicativa ou intenção discursiva. O que define um texto não é a sua extensão. uma foto. sim. Concluindo. . DEFININDO TEXTO “Texto é toda a construção cultural que adquire um significado devido a um sistema de códigos e invenções: um romance. já que um texto pode ser constituído por uma palavra. informar algo.

de forma infinita. mudanças de estado. se há mudanças sociais. anedota. São processos por estarem intimamente relacionados ao social. Os gêneros são como processos e ações sociais. os gêneros textuais são caracterizados por funções específicas e organização retórica mais ou menos típica. A fim de simplificar o entendimento de diversos estudos em torno desse assunto. charge. crônica. por meio dos gêneros são realizadas ações. que têm uma função específica. Os gêneros são língua em uso. Podemos falar em gêneros variados que vão do cartão-postal e do telegrama ao texto científico e conto. ou seja. São textos que circulam no mundo. e-mail. são instrumentos de comunicação. cartaz. receita.GÊNEROS E TIPOLOGIAS TEXTUAIS Gêneros textuais são tipos específicos de texto de qualquer natureza. por conseguinte. coisas são feitas causando. ofício. fábula. . por não serem entidades prontas e acabadas. processos e ações sociais e envolvem questões de acesso (quem usa quais textos) e poder. etc. foi criado o quadro abaixo. Como são instrumentos de comunicação indispensáveis. O fato de todas as pessoas dominarem pelo menos alguns gêneros. pautando-se no estudo de Luiz Antônio Marcuschi. na realidade. São ações sociais por promoverem modificações no mundo. São reconhecíveis pelas características funcionais e organizacionais que exibem e pelos contextos onde são utilizados. todas as pessoas usam gêneros para se comunicar. Tanto na forma oral como na escrita. poema. Gêneros textuais são formas de interação. são língua viva. dá uma base para que elas possam aprender outros e mais outros. manual. isto é. reprodução e possível alteração sociais que constituem ao mesmo tempo. há alterações na constituição do gênero. com isso. para um público específico e com características próprias. literários ou não.

percebe-se que não existe gênero que não tenha tipo(s) textuais.Tipos textuais Gêneros textuais Designam uma sequência definida pela natureza linguística de sua composição. função. materializado em alguma configuração textual. composição. Esses apresentam características sociocomunicativas definidas por seu estilo. etc. ♣ Histórias em quadrinhos (HQ) De acordo com o quadro acima. MSN. conteúdo e canal. ♣ Descrição ♣ Narração ♣ Dissertação: argumentativa (argumentação com o objetivo de convencer). ‘encarnado’ em uma ou mais sequências tipológicas. e expositiva ou opinativa (exposição de uma ideia sem tentativa de convencimento) ♣ Injunção (texto apelativo) ♣ Informativo ou explicativo ♣ Poético ♣ Carta pessoal ♣ Bilhete ♣ Diário pessoal ♣ Agenda ♣ Anotações ♣ Romance ♣ Resenha ♣ Blog ♣ E-mail ♣ Bate-papo (Chat) ♣ Orkut. São os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. TIPOLOGIAS TEXTUAIS . sintáticos. virá. relações lógicas. todo gênero. Facebook ♣ Videoconferência ♣ Fórum ♣ Aula expositiva. por conseguinte. São observados aspectos lexicais. virtual ♣ Reunião de condomínio ♣ Debate ♣ Entrevista ♣ Lista de compras ♣ Piada ♣ Sermão ♣ Cardápio ♣ Horóscopo ♣ Manual de instruções de uso ♣ Inquérito policial ♣ Telefonema ♣ Receitas ♣ Bulas de remédio. tempos verbais.

O mais comum é encontrarmos os vários tipos em um só texto. bulas de remédio. etc. devem ser flexionados no pretérito imperfeito do modo indicativo. “sua(s)” Ex. tem a função de informar algo a alguém. explora rimas. informativos ou explicativos. poesias de modo geral. manuais de instrução. não possui ações. damos o nome de texto misto (aquele em que as tipologias aparecem mescladas). revistas. . por meio de adjetivos. injuntivos ou apelativos e poéticos. letras de músicas. geralmente. narrativos. lugares. informativa. A esse fenômeno. apelando para os sentimentos e emoções dele cujo objetivo é vender uma ideia ou um produto. travalínguas. Texto presente nas propagandas.verbos no imperativo (modo verbal que designa ordem. 4) INFORMATIVO ou EXPLICATIVO – (Função de linguagem presente: Referencial. num texto narrativo. O texto descritivo é estático.” . Os verbos de ação.: “Omo.Pronome de tratamento “você” Ex. objetos. desejo. slogans. ou explicativa) Como o próprio nome diz. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS TIPOLOGIAS TEXTUAIS Resumo 1) DESCRIÇÃO – (texto descritivo). podendo ser descritivos. sonoridade. . trabalhos científicos. convite).pronome possessivo “seu(s)”. figuras de linguagem. parlendas. dissertativos ou argumentativos. situações.: Venha nos conhecer e seja nosso cliente.: UNIMED: o plano de saúde que você merece. Ex. Presente nos textos literários. livros didáticos. Descrever é caracterizar pessoas. verbos de estado (de ligação) metáforas e comparações.Os textos variam conforme as intenções do autor. métrica. está contido numa outra tipologia. o sabão que dá o branco que sua família merece. Está presente nos textos de jornais. informativo. 2) POÉTICO – (Função de linguagem presente: Poética). poético. São características desta tipologia: . valoriza a forma. busca sensibilizar o interlocutor por meio da persuasão (elemento fundamental nesta tipologia). Raramente um texto é construído com as características de um só tipo. por exemplo. provérbios. Texto estruturado em forma de poesia. Também não obedece a uma estrutura. animais. 3) INJUNTIVO ou APELATIVO – (Função de linguagem presente: Conativa ou Apelativa). ele. isto é. quando utilizados.

sobre o ponto de vista defendido pelo autor do texto). desfecho ou conclusão. enredo. conclusão) e foco narrativo: 1ª ou 3ª pessoa. A estrutura desta tipologia compreende: introdução ou apresentação. possui elementos: personagem. Os verbos devem estar flexionados no presente do modo indicativo.5) NARRAÇÃO – (texto narrativo). espaço. ao contrário da descrição. busca convencer o interlocutor. Os textos narrativos têm a função de narrar. possui uma estrutura (introdução. desenvolvimento: complicação e clímax. um acontecimento (real ou não) numa sequência temporal linear. possui verbos de ação flexionados no pretérito perfeito do modo indicativo. Esta tipologia caracteriza-se pela “defesa de uma opinião” com ou sem o objetivo de convencer (elemento presente nas dissertações que leva o interlocutor a refletir. relatar um fato. . 6) DISSERTAÇÃO – (texto dissertativo: núcleo é a ideia). tempo. por meio de um raciocínio. contar. então. Existem dois tipos de dissertação: a opinativa ou expositiva: esta não tem a intenção de convencer o interlocutor e a argumentativa: esta trabalha com o convencimento. por essa razão. desenvolvimento ou argumentação. O convencimento ocorre por meio de argumentos (argumentum: palavra de origem latina que significa “fazer brilhar ou cintilar uma ideia”). A narração. portanto. desfecho ou conclusão). é um texto dinâmico.

J. branco. animados ou inanimados) retratados. o texto pode ser estruturado num único parágrafo. os verbos estão no pretérito imperfeito do indicativo ou são verbos de ligação.” (VASCONCELOS. belos. Os olhos grandes.: “Era grande. são os substantivos acompanhados de adjetivos. aquela utiliza a imagem e este. 1972. Normalmente.72) . E quando se descrevem pessoas. As patas pisavam duras e elegantes. p. Ex. brilhantes. a descrição pode também incluir uma parte psicológica. Estilisticamente. Coração Dourado. os cascos negros. Quando se descreve apenas um ser. as figuras de linguagem que predominam são as metáforas e as comparações. apresentar aspectos ou atributos dos seres (imaginários ou reais. Linguisticamente. revelavam a raça dele. caída sobre o pescoço firme. O peito de músculos avançava com a certeza de um deus. com crina brilhante de vento e luz. a intenção do autor é a de caracterizar (por meio de adjetivos). M. A boa descrição consiste em descrever tão fiel e perfeitamente algo que nem se faz necessário citar o que foi descrito. a palavra. O texto descritivo pode ser comparado a uma fotografia.TEXTO DESCRITIVO No texto descritivo. com a diferença de que.

_________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ . _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 2) Descreva um objeto.NOME: __________________________________________________________________ CURSO: _________________________________________________________________ PERÍODO: _______________________________________________________________ (Folha separada) EXERCÍCIOS 1) Descreva física e psicologicamente um colega de sala de aula. Lembre-se de utilizar adjetivos e comparações.

Poesia completa e prosa. não mais que de repente.) . De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. Uma das formas verbais do texto injuntivo é o modo imperativo. De repente. p. SONETO DE SEPARAÇÃO De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Compre batom. o plano de saúde que tem o atendimento que a sua família merece! TEXTO POÉTICO (Função de linguagem presente: Poética) No texto poético. A palavra injunção significa “ordem formal. Os textos injuntivos exemplificam o uso da linguagem na função apelativa (ou conativa). O texto poético valoriza sons. o objetivo é a própria construção da mensagem. 226-227. Vinícius de. 1986. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. exigência”. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. imposição. Podemos encontrar textos poéticos narrativos. informativos ou injuntivos.TEXTO INJUNTIVO OU APELATIVO (Função de linguagem presente: Conativa ou Apelativa). descritivos. ritmos e a variedade de sentidos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.: Beba coca-cola. Exs. coma batom! Vem pra Caixa você também! UNIMED. (MORAES. como algumas mensagens publicitárias.

TEXTO INFORMATIVO OU EXPLICATIVO
(Função de linguagem presente: Referencial ou Informativa) É aquele tipo de texto
presente em jornais (texto de imprensa), revistas, livros didáticos, trabalhos científicos,
relatórios. Como o próprio nome diz, tem a função de informar o leitor sobre algum
acontecimento.
O texto informativo deve ter uma linguagem objetiva e não se confunde com os textos
de natureza artística ou literária. Procura transmitir conhecimentos ou analisar um
fenômeno ou uma teoria.
Ex.: CADERNO TRAZ NOVO DICIONÁRIO DE IDEIAS FEITAS
Quatorze intelectuais apontam os principais clichês do discurso atual, inspirados no
Dicionário de idéias feitas, do escritor francês Gustave Flaubert (1821 – 1880). Entre os
principais lugares-comuns, estão: “Fome Zero”, “globalização”, neoliberalismo”, e
“retomada do cinema brasileiro”.
(Folha de S. Paulo, 21/9/2003)
Aplicação das diferentes formas de composição deste tipo de texto
EDITORIAL
1.
Conceito: O editorial veicula a opinião do jornal ou, mais especificamente, da
direção do órgão jornalístico. Consiste em um comentário sobre o mais importante fato
noticiado, seja anteriormente, seja na mesma edição ou até mesmo em outro jornal ou meio
de comunicação.
2. Características: Tem caráter opinativo, e, assim, aproxima-se da dissertação, pela
exposição de opinião; distingue-se da notícia, que veicula informação. Por representar a
opinião da direção do jornal, geralmente não traz assinatura e deve adotar um tom, quanto
possível, impessoal.
3. Estruturação: O editorial, por ter caráter dissertativo, estrutura-se nas três partes
fundamentais: introdução, explanação, desenvolvimento ou argumentação e conclusão ou
fecho. A introdução não deve ser longa; deve ser breve, clara, instigante para chamar a
atenção do leitor. A explanação deve ser concatenada, lógica, organizada, levando à
conclusão do texto.
Características do texto jornalístico: Uma notícia ou reportagem costuma ser dividida
em três partes: manchete ou título, primeiro parágrafo e restante da notícia.
a) Manchete ou título: Tem o objetivo de tentar despertar o interesse do leitor pela leitura.
É uma mensagem condensada, rápida e, muitas vezes, surpreendente; destaca-se
graficamente do resto da notícia, pois vem sempre em letras maiúsculas, em negrito e
centralizada.
b) “olho” da notícia: Vem logo abaixo do título. Frase de impacto que tem a função de
criar no leitor interesse pela notícia, por meio de uma síntese dela. Distingue-se do título

por apresentar um tamanho de letra menor, em geral, em estilo itálico. Isso faz com que
também se diferencie do corpo do texto, já que este aparece num tamanho ainda menor.
Nem todas as notícias possuem “olho”.
c) Lide (lead): É o primeiro parágrafo da notícia e o mais importante. Caracteriza-se por:
- conter as primeiras informações;
- ser breve: apenas um parágrafo;
- responder às perguntas: QUEM? O QUÊ? QUANDO? ONDE? POR QUÊ? COMO?;
- citar o local de origem da notícia, quando esta não for local.
O redator da notícia deve resumir os fatos no primeiro parágrafo (lide) com o cuidado de
manter o interesse do leitor pelo resto da coluna. Portanto, seleciona os elementos mais
importantes para o lide.
d) Sublead: pode aparecer ou não (2º parágrafo)
e) Restante da notícia: é tudo o que vem depois do primeiro parágrafo.

NOME: __________________________________________________________________
CURSO: __________________________________________________________________
PERÍODO: ________________________________________________________________
(Folha separada)
EXERCÍCIO
Selecione uma notícia de jornal que contenha todos os elementos citados acima. Em
seguida, indique-os. No lide, identifique todos os elementos:
QUEM?
O QUÊ?
QUANDO?
ONDE?
POR QUÊ?

Ele pode ser em 1ª ou 3ª pessoa.Tempo: QUANDO? .DESENVOLVIMENTO: → complicação: recurso utilizado pelo narrador para prender a atenção do leitor. Ocorre quando o narrador “invade”o pensamento das personagens e mostra o que elas pensam ou sentem. Manuel. os verbos e os pronomes são empregados na 3ª pessoa. As novelas ou filmes a que assistimos.TEXTO NARRATIVO No texto narrativo. acontecimentos reais ou imaginários que se sucedem no tempo (sequência linear). ela não só conta. 1974. ● 3ª pessoa: narrador observador: o narrador observa os fatos de fora e registra-os. o momento decisivo. por exemplo. Uma noite. 2) . Nesse caso. ou seja.Personagem (ns): QUEM? . ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. O narrador se funde com a personagem. Estrela da manhã. ● 1ª pessoa: narrador-personagem: narrador participa da história como personagem. → clímax: é o ponto máximo do conflito. p. Ex. b) Os elementos da narração são: .: “Poema tirado de uma notícia de jornal João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número. Normalmente. como também vivencia a história. Os verbos e os pronomes são empregados na 1ª pessoa.CONCLUSÃO OU DESFECHO: é o final da narrativa. . a intenção do autor é a de narrar/relatar/contar fatos. envolvendo personagens e ação.Desfecho ou Conclusão: POR ISSO. a) A estrutura da narração é: . que pode ou não ser a principal.” (BANDEIRA.Enredo: COMO?/QUAL A HISTÓRIA QUE SE CONTA? . os verbos estão no pretérito perfeito do indicativo. Narrador onisciente: sempre em 3ª pessoa. fazem sucesso porque apresentam diversos conflitos que se desencadeiam até alcançar o clímax.Espaço ou lugar: ONDE? .INTRODUÇÃO . c) O foco narrativo é o ponto de vista que o escritor utiliza para contar a história. e as tensões provenientes dessa situação de desequilíbrio devem aumentar gradativamente até atingir o clímax.

uma facada. uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.prostituída. com 63 anos de idade. (Manuel Bandeira. Boca do Mato. Por fim na Rua da Constituição. Rua Clapp. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita. pagou médico. matou-a com seis tiros. Misael mudava de casa. Dava tudo quanto ela queria. com sífilis. Inválidos. outra vez no Estácio. . dentista. manicura.. Olaria. Catumbi. instalou-a num sobrado no Estácio. funcionário da Fazenda. Não fez nada disso: mudou de casa.. Rocha. Viveram três anos assim. Podia dar uma surra. arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. dermite nos dedos. Rua General Pedra. indique a estrutura. Encantado. Niterói. os elementos constitutivos e o foco narrativo.NOME: __________________________________________________________________ CURSO: _________________________________________________________________ PERÍODO: _______________________________________________________________ (Folha separada) EXERCÍCIO No texto narrativo abaixo. e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal. Rua Marquês de Sapucaí. TRAGÉDIA BRASILEIRA Misael. privado de sentidos e de inteligência. um tiro. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado. Todos os Santos. vestida de organdi azul. Conheceu Maria Elvira na Lapa.. Ramos. onde Misael. Misael tirou Maria Elvira da vida. Catete. Bonsucesso. Vila Isabel. Estrela da vida inteira) . Os amantes moraram no Estácio.. Lavradio.

Por isso. que enuncia o ponto de vista que será objeto de demonstração. DIFERENÇA ENTRE CONVENCER E PERSUADIR CONVENCER ● é um exercício lógico ● dirige-se unicamente à razão ● possui caráter puramente demonstrativo e atemporal ● é capaz de atingir um “auditório universal” PERSUADIR ● é um exercício retórico ● procura atingir o sentimento ● tem caráter ideológico. pelo menos. . subjetivo e temporal ● dirige-se a um “auditório particular” TEMA: O tema é geral assunto que será abordado por todos. elementos abstratos geralmente apresentados em ordem crescente de importância e que justificam a tese. por meio de argumentos (exemplos. visa a defender uma tese ou rejeitá-la. TÍTULO: Dizemos que o título é particular porque cada autor do texto atribuirá a ele um título que será criação própria. a levá-lo a crer no que foi dito e a fazer o que foi proposto.os argumentos.TEXTO DISSERTATIVO OU ARGUMENTATIVO A intenção do autor de um texto dissertativo é a de expor e discutir ideias. . evidências). O texto dissertativo deve ter.Desenvolvimento ou Argumentação: Os argumentos apresentados na primeira parte (na introdução) são desenvolvidos aqui buscando convencer ou influenciar o leitor. depoimentos ou citações de intelectuais reconhecidos. Portanto. A palavra “argumento” é de origem latina “argumentum” em que “argu” significa: fazer brilhar. mesmo. o desenvolvimento de uma argumentação comporta três etapas: . argumentação é todo procedimento linguístico que visa a convencer. Em geral. O texto argumentativo não se confunde com os textos informativos. propondo ou impondo ao receptor uma interpretação particular de quem o produz. . justificativas. . pois nestes os fatos e ideias não são geralmente expostos com o objetivo de convencer o receptor. cintilar uma ideia.Introdução ou Apresentação: Esta parte consiste na apresentação do tema + argumentos resumidos. iluminar. única. .Desfecho ou Conclusão: Reafirmação do tema + posicionamento do autor (proposta de solução).e as provas que sustentam os argumentos e que devem ser elementos concretos (fatos ocorridos.uma tese. O texto argumentativo procura convencer. três parágrafos: Estrutura: . fatos históricos). a fazer o receptor aceitar o que foi comunicado.

mais uma condição necessária à participação. portanto. ● nunca deve vir entre aspas. das redes informatizadas como a INTERNET.Características do título ● deve vir centralizado na folha. Em terceiro lugar. pontos de exclamação podem ser usados e pontos de interrogação também podem desde que a pergunta feita no título seja respondida no texto. ● nunca deve vir sublinhado. recebe todo tipo de informação que lhe permite saber o que ocorre no país e no mundo. mas também para que se torne um cidadão habituado a participar das decisões. criticá-las e. Deixá-lo à margem das decisões significa tirarlhe o direito de decidir sobre a própria vida. de reformulá-las se lhe apresentam um argumento contrário convincente. o aluno tem um direito legítimo de participar das decisões escolares: ele é o elemento principal da escola. MODELOS DE TEXTOS DISSERTATIVOS Participação do aluno O aluno tem direito de participar das decisões escolares. das revistas. Tem. Por tudo isso. Ora. preposições. ● pular uma linha entre o título e o corpo do texto. deter informações é um primeiro e importante requisito para tomar decisões adequadas. não só porque esse é um direito de qualquer pessoa e ele é capaz de exercê-lo. dos jornais. a maioria das crianças e adolescentes têm acesso aos meios de comunicação de massa. de analisá-las. que só existe para formá-lo. o aluno. Hoje. Ou seja. ● deve ser bastante criativo e original (atraente) para atrair a atenção do leitor e este sintase interessado em ler o texto). como qualquer ser humano dotado de inteligência. transmitindo-lhe conhecimentos e valores adequados à vida pessoal e social. Além de ter informações. pois possui informações. ● deve conter no máximo três palavras (lembre-se de que artigos. o aluno deve ser solicitado a dar opiniões e a ajudar na solução dos problemas do cotidiano escolar. é capaz de pensar. nunca usar ponto-final. ● no final do título. conjunções e pronomes são contados como palavras). . tem ideias próprias como qualquer pessoa e a vida dele é afetada por aquilo que ocorre na escola. de formular ideias originais. Por meio da televisão. a escola tem uma influência considerável na vida do aluno. quando for o caso.

Paulo. país não consegue alfabetizar adequadamente a) Relatório encomendado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados a sete especialistas na área concluiu que o país não está conseguindo alfabetizar adequadamente suas crianças e que as avaliações existentes há mais de dez anos não estão sendo utilizadas para melhorar a qualidade do ensino. O pardalzinho morreu. farinha e gesso. tépido o ar. Assim fiz.” (Camilo Castelo Branco) d) Queixei-me de baratas. a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência. (Mário Quintana) f) O pardalzinho nasceu livre. o gesso esturricaria o de dentro delas. (Folha de S.. comida e carinhos. a alma.NOME: __________________________________________________________________ CURSO: _________________________________________________________________ PERÍODO: _______________________________________________________________ (Folha separada) EXERCÍCIOS Nos fragmentos abaixo.. Täo pequenina que até causa dó. Foram cuidados em vão: A casa era uma prisão. o contraste dos interesses. essa voou para o céu dos passarinhos! (Manuel Bandeira) . o olhar da opinião. Sacha lhe deu uma casa. identifique o(s) tipo(s) de texto. A farinha e o açúcar as atrairiam. e o melhor da obrigação é quando à força de embaçar os outros. e a hipocrisia. e as bouças e montes floridos. Para especialistas. Água. Com seus burricos a pastar na praça Sua igrejinha de uma torre só. que é uma sensação penosa. porque em tal caso poupa-se o vexame. Deu-me a receita de como matá-las. embaça-se um homem a si mesmo. (Clarice Lispector) e) Cidadezinha cheia de graça. a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos. 16/9/2003) b) Na vida. que é um vicio hediondo. Morreram. a disfarçar os rasgões e os remendos. em véspera de natal.. Uma senhora ouviu-me a queixa. (Machado de Assis) c) “Estava claro o céu. Quebraram-lhe a asa.. O corpo. Sacha enterrou No jardim. O mês era de dezembro de 1963. Que misturasse em partes iguais açúcar.

nosso cérebro conecta dados que acabou de guardar com outros acumulados no decorrer dos anos”. perfil fino e corpo vibrante (. cheia de suas formas e do forte cheiro daquelas adolescências brunidas pelo suor do trabalho doméstico. Fica quieta. era um pouco dentuça. o estadista. Não se chamava Catita. saiu e ainda foi jogado contra o barranco pelo vento da locomotiva que passava bufando. ria à toa. acabava de descer do almoço. num trilho da Piau. ensina a mente a resolver problemas e nos faz aprender o que toda a concentração de um dia inteiro de vigília é incapaz de conseguir... dispunha-se a prosseguir no trabalho interrompido pouco antes. o artista e o gênio na vida social. o deus dos sonhos.” (Ciro Marcondes Filho) i) Os gregos temiam Morfeu. nos filmes e nas propagandas de tevê que ao homem cabem os principais papéis: ele é o mais esperto e inteligente nos filmes policiais. já se vê. Vontade deles. que já volto. 1974.. Respondia pela graça de Evangelista Berta e logo minha avó pulou. porém. dormindo. gostava de entremear as tranças com cravinas e folhas de manjericão – mas logo a Inhá Luísa! Te raspo a cabeça piolhenta. dos sinhozinhos e faça-se nelas segundo a sua vontade. A Catita. O quê? Berta? Como minha filha? Absolutamente! Isso não é nome de negra.. A Catita foi posta pela mãe. como o friso de uma jarra antiga. fecha o olho. Assim.. Com a pena atrás da orelha e o lenço por dentro do colarinho. cabelo bom. A ciência. ao pôr-do-sol. Desde pequeno se aprende na família. Apesar de tudo. nas revistas em quadrinhos. (Superinteressante. essa. Ele organiza as ideias. levantou. capazes de expressão com as palavras. apesar de todos os esmagamentos e de todas as manipulações.. Ancilas – servas! Do Sinhô. não. está conseguindo provar que o sono é um bom professor. Zerbina ou Catita. como silhuetas mitológicas descendo a encosta do cabo Sounion. enfim é sempre o protagonista de uma narrativa feita por e para homens. novembro/1999) j) “A Clarinda era uma mulatinha quase branca. afirmou à Super o neurologista Robert Stickgold. que estamos sempre construindo. bem quietinha. ao adormecer. contra céu impassível e mar terrível. a divindade poderia atormentá-los enviando pesadelos aterrorizantes. Clemência. p. Mas o diabinho acordou. Porcina. Vieram entregá-la em nossa casa. dorme. Emília Amaral) h) “Todo homem é machista. o centro das decisões na vida familiar. porque acreditavam que toda noite. O tal complexo ancilar. na escola. somos todos capazes de linguagem. Ela e as outras recortam-se na minha memória como sombras graciosas. Entrou no escritório e foi sentar-se à secretária.g) “As palavras atravessam praticamente todas as dimensões da nossa realidade.” (Aluísio Azevedo) .. Eufrosina.5) k) “Seriam onze horas da manhã. nos Estados Unidos. da Universidade Harvard. Vai ser Catita.” (Nava. O Campos. Iria pelos seus sete anos e regulava com meu irmão José. segundo o costume.” (Severino Barbosa. Oportuna. o chefe de seção. Ancilas.) Teria seus quatorze ou quinze anos. falamos e pensamos. Nome de negra é Balbina.. “Enquanto dormimos. Ânfora que ficou da infância. era menina.

.  porque. já que.  Como (igual). tanto mais quanto menos..  a fim de que.. mais quanto menos. porque. pior . depois que. apesar de que.  embora.. Causais – expressam sempre ideia de causa e consequência. conquanto.. segundo. mal. que. tanto menos quanto mais. menos quanto menos.CONJUNÇÕES – ELEMENTOS DE COESÃO Conjunções subordinativas adverbiais Temporais – indicam tempo  quando. que. enquanto. ainda que.. Comparativas – indicam comparação entre dois seres...... Finais – expressam finalidade. que. mesmo que.. que. a menos que.. (tanto) quanto.. logo que. que.... pois que .. melhor . à proporção que.. dois objetos. Proporcionais – indicam proporcionalidade.  se. Concessivas – indicam concessão.. exceto se. mais quanto mais. uma vez que.... (menos . sempre que. menor . tanto mais quanto menos.. que ou do que). se bem que. maior . mais . antes que.. contanto que. duas situações. tanto menos quanto mais. conforme. ao passo que quanto mais. para que. menos Condicionais – indicam condição. visto que. até que... que..          à medida que. salvo se. desde que. Conformativas – indicam conformidade: estar de acordo com  como. que. caso. sem que. consoante. como.

Devem ter posto muita água na planta. tão) . Conformativa  Eles nos trataram como esperávamos.conforme Causal   Porque estava ansioso. Porque   conjunção subordinativa causal conjunção coordenativa explicativa Conjunção Coordenativa Explicativa  Depois de uma oração que apresenta verbo no imperativo.igual Conformativa . que Como    Causal . porque ela morreu. Comparativas  Ela é vaidosa como (é) a mãe (é).. ela cedeu.. agiu precipitadamente. tanto.porque Comparativa . Como eu insisti. Que se entendam.  (tal. porque estamos fartos dessa situação. Venha cá porque estou mandando  Depois de uma oração que apresenta verbo no subjuntivo exprimindo desejo (oração optativa). tamanho.  Em orações que expressam um fato que ocorreu após o fato indicado na oração anterior.Consecutivas – expressam ideia de consequência. .

capazes de lotar duzentos estádios como o do Maracanã.. procura saber como vão os gastos sociais. o que torna mais profunda a crise econômica. c) ( ) A crise econômica sofre as implicações desses milhões de jovens miseráveis que se abrigam em vários estádios como o Maracanã.” c) ( ) “. nas praças.” b) ( )“Essa triste situação tem implicações diretas nos 32 milhões de jovens miseráveis. Essa triste situação tem implicações diretas nos 32 milhões de jovens miseráveis capazes de lotar duzentos estádios como o do Maracanã. teremos um congresso fraco. a) ( ) “Com o agravamento da crise econômica. a) ( ) O cobertor está menor porque aumentaram os pedintes. mas o cobertor está menor..” (Gilberto Dimenstein) 1) Assinale a alternativa coerente com as ideias do texto acima. enfim. estão as despesas com saúde. produzindo um escândalo atrás do outro e que será causa de dores de cabeça e de vergonha para todos.” e) ( ) “Quando alguém está preocupado em reduzir as desigualdades sociais.” (Tereza Caniatti) As palavras destacadas no fragmento têm como função respectivamente: a) ( ) introduzir ideia de condição e retomar vários elementos citados anteriormente. Não apenas mais pessoas estão querendo cobertor. “Quando alguém está preocupado em reduzir as desigualdades sociais. c) ( ) introduzir ideia de condição e retomar “Congresso”. Nesses gastos.” d) ( ) “Não apenas mais pessoas estão querendo cobertor. .. mas o cobertor está menor. d) ( ) introduzir ideia de adversidade e retomar “Congresso”.” 3) “Se votarmos sem critério. d) ( ) As desigualdades são agravadas por esses miseráveis que se amontoam nas ruas. em todo lugar público. b) ( ) O aumento do número de jovens miseráveis é proporcional aos crescentes gastos sociais. educação e alimentação gratuita para os carentes. e) ( ) Os pobres aumentaram.NOME: _________________________________________________________________ CURSO: _________________________________________________________________ PERÍODO: _______________________________________________________________ (Folha separada) EXERCÍCIOS – ELEMENTOS DE COESÃO Texto para as questões 1 e 2.) Com o agravamento da crise econômica. (.. e o gasto social caiu. a miséria aumentou. a miséria aumentou. b) ( ) introduzir ideia de alternância e retomar “escândalo”. 2) Identifique o período que contém ideia de causa e consequência. procura saber como vão os gastos sociais.

um novo ciclo e fechado outro. d) ( ) tempo anterior e tempo posterior. b) ( ) meio e fim. .” (Carlos Heitor Cony) Considere as seguintes afirmações: I – Os Estados Unidos são o maior parceiro econômico do planeta Terra nesta virada de milênio. os Estados Unidos podem parecer o gigante Gulliver amarrado por pigmeus. b) ( ) Quando é pouca a farinha. b) ( ) finalidade. c) ( ) Ainda que a farinha seja pouca. c) ( ) condição. a gente se satisfaz apenas com a ilusão de que ele existe. meu pirão primeiro” está corretamente desenvolvida. expressa-se a condição para que um novo ciclo histórico se estabeleça. o maior parceiro comercial do planeta Terra nessa virada de milênio. a relação entre as ideias é de causa e consequência. e) ( ) comparação e comparado. primeiro é meu o pirão. ou seja. a relação estabelecida pelo conector “de modo que” é de: a) ( ) causa e consequência. o primeiro pirão vem para eu comer. incluíram Europa. c) ( ) se apenas I está correta. corria e subia em árvores como os garotos. d) ( ) Sem muita farinha. poderei comer primeiro o meu pirão. b) ( ) se apenas II e III estão corretas. Assinale: a) ( ) se todas estão corretas. III – No terceiro parágrafo.” Nesse trecho. meu pirão vem em primeiro lugar. A oração em destaque expressa: a) ( ) tempo. 7) A forma sintética do provérbio “Farinha pouca. às vezes. d) ( ) consequência. e não havendo pirão. Sendo o principal comprador e o principal vendedor de quase toda a produção mundial. no Rio de Janeiro. d) ( ) se apenas I e II estão corretas. Caribe e América Latina. Mas é possível que a roda da história tenha iniciado devagarinho. aqui mesmo no Brasil. sou o primeiro a reclamar. 4) “Eu assobiava. c) ( ) condição e condicionado. 5) “Os blocos reunidos na Cimeira. nesta outra versão: a) ( ) Havendo pouca farinha. aquilo que chamamos de Ocidente sem os Estados Unidos. e) ( ) proporção. 6) O amor é um sentimento tão delicado que. e) ( ) se apenas I e III estão corretas. sem alteração de sentido. De modo que a ideia de libertação das mulheres não chegou a me ocorrer.e) ( ) introduzir ideia de concessão e retomar “Congresso”. II – No segundo parágrafo. e) ( ) Desde que tenha pouca farinha.

a oração destacada expressa ideia de: a) ( ) condição.” “A exploração descontrolada de petróleo acarretará a exaustão de suas reservas. 9) Reúna os períodos abaixo utilizando um conectivo que mantenha as mesmas relações semânticas do texto original. Observava o pregão da bolsa de valores. b) ( ) tempo. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ c) A mulher enfrenta sérios problemas no mercado de trabalho. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ e) “As reservas petrolíferas do mundo são limitadas. Não há vontade política. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ d) O Brasil pagou a dívida externa. e) ( ) comparação. O tão esperado dinheiro do FMI será liberado para o nosso país brevemente.8) No período a seguir: “A persistirem os sintomas. um médico deverá ser procurado”. d) ( ) consequência.” _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ . c) ( ) causa. a) Informou imediatamente o economista. A mulher negra é duas vezes discriminada. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Os problemas educacionais não se resolvem.

Serve para situar o leitor dentro do assunto a ser desenvolvido. de autoria do escritor cearense Mino. Coesão (nível microtextual): São elementos como as conjunções. não apresentando fatos ou razões. as razões e os fatos exigidos pelo que foi anunciado na introdução) e conclusão ou fecho (“é o que pede alguma coisa antes e nada depois”. conteúdo é forma arcaica do particípio passado do verbo conter. não cabe ao aluno escrever um poema. deve organizar-se em função de um só núcleo temático. segundo Aristóteles. Se se solicitar ao aluno uma descrição. unem. um conto ou uma dissertação. pois sua finalidade é predispor o espírito do leitor para o que virá a seguir). consoante a sua finalidade ou funcionalidade. desenvolvimento e conclusão) devem ser organizadas como um todo. do escritor Ricardo Tamos. evidentemente não se pode admitir a forma narrativa. segundo Aristóteles. Nunca é demais lembrar que uma redação comporta três partes: introdução (“é o que não admite nada antes e pede alguma coisa depois”. Observe os dois textos abaixo. Entretanto. um parágrafo a outro garantindo ao texto a concatenação das ideias. a) a estrutura compreende: unidade. No segundo. Coerência (nível macrotextual): A redação deve apresentar um conteúdo em que haja ideias fundamentais e pertinentes ao tema proposto. Etimologicamente. articulado de forma coerente e lógica. coerência e clareza. se a solicitação for uma carta comercial. a principal observação a ser feita é que não pode haver fuga do tema proposto. Um texto pode ser analisado a partir de três elementos fundamentais: estrutura. Tal forma sobrevive como substantivo e significa a própria mensagem a ser transmitida. desenvolvimento (é o corpo do trabalho propriamente dito. organicidade e forma. conectam” uma palavra à outra. só existem verbos. As ideias devem ser elaboradas segundo critérios que possibilitem perfeita redação. Nele. Organicidade: As partes da redação (introdução. O tema poderá ser abordado de forma descritiva. visando ao entendimento entre emissor e receptor. No primeiro. os dois são extremamente coerentes. os advérbios e as preposições que “ligam. É o conjunto que encerra a redação. de tal modo que seja desnecessário aduzir-se algo mais). Neste item. Forma: É a maneira de apresentar-se o conteúdo. . nem inclusão de citações ou informações que não sejam pertinentes ao desenvolvimento do assunto. só há substantivos. são apresentadas as ideias. b) O conteúdo exige coesão.ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO TEXTO Um texto pode ser escrito de diversas formas. uma oração à outra. os pronomes. Unidade: A redação constitui-se de um só assunto. narrativa ou dissertativa. conteúdo e expressão.

Despachou. água. pastas. cueca. cadeiras. Suou. Bolinou. Beijou. Entregou. Leu. Interrompeu. relógio. Água. Acordou. Comentou. Abotoaduras. Deitou-se Mexeu. gravata. gravata. Vendeu-se. Dormiu. fotos. Despertou. caneta. xícara. pratos. Antecipou. níqueis. Examinou. Subiu. Jornal. Despertou. telefone. fósforo. cigarro. Despachou. cigarro. pincel. caixa de fósforo. cinzeiro. guardanapos. Perfumou-se. papéis. Mesa. maço de cigarros. papel. Vendeu. Fungou. jornal. Poltrona. Mesa e poltrona. chinelos. toalha. papéis. Suou. relatórios. copo com lápis. Sonhou. Escova. xícara e pires. Maço de cigarros. papéis. Papéis. Orientou. Abraçou. Despiu-se. bule. água quente. Cigarro. bilhetes. Dormiu. Lanchou. Irritou-se. Cigarro e fósforo. Mesa. pasta. Lucrou. Vendeu. Quadros. revista. notas. Justificou-se. Cigarro e fósforo. Levantouse. pijama. Convocou. cinzeiros. telefone. giz. paletó. creme de barbear. Insistiu. meias. Advertiu. cartas. água fria. Explorou. sabonete. Paletó. caneta. canetas. Dormiu. documentos. Presenteou. Mictório. Suspendeu. Lamentou. agenda. papel e caneta. papéis. projetor de filmes. papéis. cavalete. guardanapo.. Ansiou. Temeu. Elogiou. papel e caneta. Levantou. Checou. Demitiu. Pasta. cartaz. Aprontou-se. Aprontou-se. Gemeu. relógio. xícara pequena.. Leu. talheres. calça. Repreendeu. descarga. quadro-negro. Mesa. espuma. Beijou. Virou-se. Depositou. caneta e papel. Circuito Fechado (1) Chinelos. Lucrou. Vendeu. vales. Apanhou. externo. papel. Saiu. Lucrou. Preparou-se. Abraçou. Carro. papéis. maço de cigarros. Negou. poltrona. Roncou. telefone interno. Rasgou. copos. Tentou. vaso com plantas. telefone. gilete. escova. Depositou. Burlou. água. espátula. água. Cumprimentou. quadros. Vendeu. Babou. revista. descarga. abotoaduras. lenço. caixas de entrada. Temeu. cadeiras. Negou. Ansiou. Cueca. Assinou. Cumprimentou. Bandeja. bloco de notas. Rasgou. Poltrona. Barbeou-se. Ganhou. Quadros. caixa de fósforo. Carteira. Entrou. vaso. Pia. xícara. espuma. talheres. Lucrou. Creme para cabelo. Despachou. Irritou-se. cadeira. cigarro. sabonete. cheques.Como se conjuga um empresário Acordou. calça. chaves. Ganhou. lápis. bloco de papel. xícara. Chegou. Lavou-se. de saída. carro. Envergonhou-se. Frustrou. esboços de anúncios. toalha. Bebeu. Explorou. Dirigiu-se. sapatos. Lesou. Relógio. Depositou. Vigiou. Convidou. Conferiu. Cigarro e fósforo. garrafa. camisa. telefone. Bebeu. Levantou-se. copos. Safou-se. pia. Ordenou. pia. Leu. caneta e papel. guardanapo. Depositou. Escovou. caixa de fósforo. Tentou. memorandos. Temeu. cigarro. creme dental. Televisor. prato. cadeiras. Estimulou. fósforo. pratos. Acordou. Mesa. fósforo. Associou-se. Saiu. Engoliu. meias. cigarro. Engoliu. . Enxugou-se. Dormiu. Beijou. camisa. água. Escondeu. Insistiu. Assentou-se. talheres. Mesa e poltrona. Sobressaltou-se. Relaxou-se. fósforo. Esperou. Cigarro e fósforo. Desceu. Vendeu. Sacou. Telefonou. Preocupou-se. Táxi. copo. água. Demitiu. Vaso. telefone. Controlou. pente. livro. pasta. telefone. Sacou. fósforo. Saiu. copo de papel. prova de anúncio. Escova de dentes. folheto. cadeiras. Xícaras. fósforo. cigarro. Chegou. Lesou. Convocou. Desconfiou. Comprou. sapatos. Ganhou. Despiu-se. fósforo. cortina. Entrou. Chegou.

eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia. bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa. nefasto) .Evitar pleonasmos: Exs. porvir = futuro) Participamos de um jantar opíparo. não usar palavras cujo significado não seja familiar. (pedicuro) Atingir os páramos do porvir. bebi o resto e joguei o copo na pia. Não me lembro do que fiz com a patroa! Clareza: A clareza é consequência da coerência.: O senhor Mauro é um quiropedista. diluídos ao longo da redação. Peguei a segunda garrafa. peguei na garrafa e bebi o resto.Evitar palavras ou expressões vagas: Exs. . água. Coberta. Joguei a nona pia no copo. Chinelos. (que tem esplendor.: A vida é um negócio sério. Fui à Água Doce Cachaçaria e tomei uma cachaça da boa. . Exs. Peguei a terceira garrafa. Peguei a primeira garrafa. bebi a garrafa e joguei o copo no resto. bebi um copo e joguei o resto na pia. convém atentar para o seguinte: . cume. a abordagem tangencial ou fragmentada afetam a clareza por apresentar o conteúdo sem contornos definidos. O décimo copo. Peguei a quarta garrafa.creme dental. A falta de contato com o tema. A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia. Peguei a sexta pia. bebi outro copo e joguei o resto na pia. mas Dona Patroa me obrigou a jogar tudo fora. (ponto mais alto. Peguei no copo.a simplicidade deve prevalecer sobre a linguagem rebuscada. mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa. espuma. travesseiro. Outro obstáculo à clareza é a frase malestruturada ou ambígua que dificulta a compreensão e distorce o sentido. (que traz má sorte. joguei a rolha na pia e bebi a garrafa. Quanto à clareza. Peguei o quinto copo. Veja este texto abaixo e analise sob o ponto de vista da coerência: RAPAZ. suntuoso) Tétrica noite aziaga. bebi na pia e joguei o resto no copo.: Parasita que vive às custas dos outros. cama.

Os chamados “clichês estilísticos” devem ser igualmente evitados: Exs. lugares-comuns: Exs. R.: Neste momento solene.Há de se evitar chavões. . Concisão: Consiste em exprimir apenas o necessário. Espero contar com a colaboração de todos. Morrer na flor da idade.: A especialidade da loja é vender camas para crianças de ferro. Para se conseguir boa expressão. seja variando expressões comuns.Evitar o uso de palavras ou expressões ambíguas: Exs. o redundante. é fundamental a leitura de bons escritores e o manuseio constante. obrigatório apenas nos casos de ênfase ou antítese: . Propriedade: É o uso de palavras ou expressões adequadas ao assunto. devem-se considerar os seguintes tópicos: criatividade. Consiste em saber apresentar uma positiva contribuição pessoal. . No item expressão. seja concorrendo para a renovação de formas antigas. em oposição à prolixidade. O funcionário obteve licença por doença de dez dias.Todo machismo masculino. . Para conseguir-se tal síntese de pensamento.: Desde os tempos mais remotos. c) Expressão refere-se ao domínio do léxico e estrutura da língua.evitar o emprego do pronome pessoal sujeito. Devem ser evitadas as impropriedades vocabulares tais como: “A cachorra também é um ser humano. propriedade.eliminar o uso excessivo dos indefinidos um e uma. Eu não tenho palavras para agradecer. Magri) O ser humano nasce cru. . habitual do dicionário. Criatividade: Diz respeito à originalidade.eliminar o supérfluo.” (A. . concisão e correção. deve-se .

é preferível usar a ordem direta da frase. chefes do . . . . Contribuem para eficácia da redação empresarial o conhecimento e a utilização adequada das formas de tratamento. Entre outros conselhos.ênfase) Correção: Consiste no uso de formas adequadas. são usados no trato cortês a pessoas que merecem um tratamento especial. V. A fórmula ideal é uma oração principal e duas subordinadas.evitar o uso de gírias. do ponto de vista da gramática normativa. Pronome Você Vossa Alteza Vossa Eminência Vossa Excelência Abreviatura Singular Plural v. . . .Exs.: “Eu sou o bom pastor.a subordinação deve ser usada para evitar a repetição de ideias. que são usados na língua formal. como:  Você  Senhor  Vossa Excelência  Sua Senhoria Esses pronomes. É desaconselhável expressar uma ideia fundamental numa oração subordinada.ª VV. princesas. principalmente no início dos períodos. ligando duas frases em um só período.separar núcleos de ideias em parágrafos diferentes. . V. AA.a ordem das frases deve corresponder à ordem das ideias. ou seja.as V. . porque expressam uma atitude cerimoniosa.ter cuidado com o gerúndio. expressando uma ideia de cada vez. Ex. pessoas íntimas príncipes . Em. Em. útil apenas para as anotações. Exas. situações informais.não pular linhas para separar os parágrafos.usar frases curtas.empregar corretamente a pontuação. V. . Emprego tratamento familiar. destacam-se: . evitar períodos longos (prejudicam a compreensão e o ritmo da frase). são denominados pronomes de tratamento certas palavras ou expressões que valem por pronomes pessoais.evitar o emprego de abreviaturas de caráter prático.” (Evangelho . A. observando a conexão entre eles. duques cardeais Altas autoridades: Presidentes da República e vices-presidentes.ª V. PRONOMES PESSOAIS DE TRATAMENTO Segundo a gramática.

Revma V. os mais comuns são:  Atenciosamente. etc. . Vossa Senhoria (O tratamento de Vossa Senhoria varia de acordo com o grau hierárquico do signatário e do destinatário.A um juiz: Meritíssimo Juiz Podem-se utilizar.as V. Usado por extenso V. vereadores. Sas. deputados estaduais e federais. (sempre usado só no singular porque existe somente um papa) Estado-Maior do Exército. chefes do Gabinete Civil e Militar da Presidência da República e dos Governos Estaduais. diferentes formas de tratamento: Senhor. S. V.Aos Reitores de Universidade: Magnífico Reitor .  Cordiais saudações (para pessoas muito amigas. reitores de universidades reis.Ao Presidente da República. prefeitos. Mag. papa Na carta comercial ou no ofício. S. Revma. embaixadores. Senhora. Sa. VV. M. escreve-se por extenso: Excelentíssimo Senhor ou Vossa Excelência . Marinha ou Aeronáutica. funcionários públicos.Vossa Magnificência Vossa Majestade Vossa Meritíssima Vossa Reverendíssima Vossa Senhoria Reverendíssima Vossa Senhoria Vossa Santidade V. . V. o vocativo deve corresponder ao tratamento devido a cada um: . senadores.Às demais autoridades.  Respeitosamente. MM. S. V. na correspondência comercial. cordial significa sincero. V. Mag. Revmas. íntimo. Assim. escreve-se: Exmo. antes dom texto. Revmas.A um tribunal: Egrégio ou Colendo Tribunal . FECHOS DE CORTESIA São constituídos pelo último parágrafo. V. afetuoso). imperadores Juízes de Direito sacerdotes monsenhores Autoridades de modo geral. Sr. clientes comerciais. deve ser usado quando o destinatário for de hierarquia equivalente ou superior à do signatário).ª V.

 Apreciaremos sua pronta resposta.  Cordialmente (para pessoas muito amigas.)  Um grande abraço. Eis alguns fechos antiquados:  Aguardando suas notícias. o despedimo-nos e o sem mais para o momento. Saudações.  Abraços.  Saudações atenciosas. aqui vai meu abraço carinhoso. aqui vai meu abraço cordial e atencioso. aqui vai meu abraço cordial e amável.  É tendência moderna evitar o subscrevo-me. de nossa elevada consideração.  Com nossos agradecimentos. subscrevemo-nos .  Na expectativa de suas breves notícias.  No aguardo de suas breves notícias. renovamos as expressões de nossa elevada consideração e distinta amizade.  Sendo o que se apresenta para o momento.  Com as expressões prazerosamente.

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL .

 Correspondência empresarial: é aquela por meio da qual as empresas (estabelecimentos bancários.. CORRESPONDÊNCIA COMERCIAL Definição: Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2001. relatório. indústria e comércio) se comunicam com as pessoas físicas ou jurídicas. E nem por isso temais que pareça o estilo baixo. procuração. oficial ou empresarial.“Aprendemos no céu o estilo da disposição e também o das palavras. conjunto de cartas. e altíssimas. cartas. Redações técnicas: currículo. O estilo pode ser muito claro e muito alto.846). Estratégias de leitura do texto técnico. ofício. Podemos então definir correspondência como uma forma de comunicação escrita que se estabelece entre pessoas – físicas ou jurídicas – para tratar de assuntos de mútuo interesse. Dissertação: do projeto ao texto. etc. carta de apresentação e de solicitação. Assim há de ser o estilo (.).  Correspondência oficial: ocorre entre órgão da administração direta ou indireta do serviço público civil ou militar. no âmbito municipal.” (Padre Antonio Vieira. processo ou efeito de corresponder. . entre pessoas promovido por meio do serviço próprio (carta comercial. Coesão e coerência textuais. estadual ou federal. tendo em vista variadas finalidades. correio eletrônico). ata. mensagens telegramas.. e muito claras. muito distinto e muito claro. as estrelas são muito distintas. estilos e procedimentos. memorando. intercâmbio de mensagens.]”.. requerimento. Seminários sobre redações empresariais ou técnicas. de apresentar ou estabelecer reciprocidade. p. Resenha crítica. correspondência significa “ato.  Correspondência particular: é aquela que ocorre entre pessoas físicas. tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito a entender os que não sabem.. Formação de repertório a partir da análise textual e assimilação de conceitos. etc. procuração.. Análise crítica: os vários sentidos da palavra.. expedidas ou recebidas [. As estrelas são muito distintas e muito claras. podendo ter ou não caráter de intimidade. A correspondência pode ser particular. cultura e linguagem: Semiótica da cultura. 1608 – 1697) Ementa: Homem. Resumo: técnicas de resumo e simplificação textual.

Nesse tipo de comunicação. já que. como também desmotivação para a leitura. tem como prioridade uma resposta objetivo àquilo que é transmitido. reforçando ou conferindo novos rumos à cultura da empresa. essa comunicação tem valores bem-definidos: a clareza e a objetividade nas informações proporcionam e impulsionam a fidedignidade das mensagens e a agilidade das decisões. o meio empresarial gasta fortunas em . Com a necessidade de se trabalhar na direção da qualidade total. A EFICÁCIA DE UM TEXTO A comunicação empresarial. a perda advinda de falhas nas transmissões de comunicações é substancial. É inegável que um texto mal-escrito representa não só perda financeira substancial para a empresa. por quê? A necessidade de modernização de estilo e de linguagem das correspondências empresariais ocorreu no final dos anos 70 devido a um acontecimento econômico histórico. A eficácia de um texto é medida pela resposta. não basta apenas investir em informatização e tecnologia. não e então o texto terá de ser obrigatoriamente reescrito. os procedimentos e os padrões utilizados no dia a dia. o destinatário é o cliente e é para ele que é redigido o texto e também é ele quem dará a resposta.REDAÇÃO EMPRESARIAL: ASPECTOS MODERNOS X VÍCIOS ASPECTOS MODERNOS ESTILO E LINGUAGEM DO TEXTO EMPRESARIAL MODERNO Modernizar. consagrada pelos oradores. E esta funciona como instrumento de marketing indireto. o texto foi eficaz. Em termos empresariais. Em se tratando de mercados mundiais e luta por sobrevivência na era da globalização. diferentemente do texto jornalístico e do literário. o texto escrito continha uma função expressiva e persuasiva. desde os tempos mais remotos. foram incrementados para tornar a linguagem mais clara e sem duplicidade de sentido (ambiguidade) a fim de evitar que o trabalho fosse refeito e acelerar o intervalo de tempo entre os fatos e as ações. caso contrário. Se o cliente der a resposta que se esperava. e a necessidade de conquistar um lugar no competitivo mercado mundial tornou-se maior. e uma das estratégias que passou a ser utilizada mundialmente foi a redação de informações de maneira muito mais objetiva. Atualmente. dáse o nome de EFICÁCIA. falta de credibilidade em quem o envia. conflitos internos que podem gerar desagregação na empresa já que as mensagens externas não funcionarão como geratrizes de novos negócios Portanto. A EFICÁCIA É OBTIDA POR MECANISMOS DE PERSUASÃO A eficácia do texto empresarial moderno está associada à força da retórica antiga. molas da sobrevivência e do lucro. A essa característica. mas sim naquilo que dentro da sociedade humana é valor de troca: A COMUNICAÇÃO.

A objetividade consiste em definir quais são as informações relevantes que se deseja transmitir naquele momento. dessa forma. aprender a colocar em execução convenientemente o material idiomático.marketing direto. ou seja. QUALIDADES DO TEXTO EMPRESARIAL ● Concisão: expressar o máximo de informações com o mínimo de palavras. obrigando o emissor a se expressar com harmonia tanto na relação de sentido entre as palavras (ater-se à significação de cada uma delas) quanto ao encadeamento lógico de ideias (relações de tempo.o uso de termos compreendidos só por uma das partes envolvidas na comunicação. (cachorro-quente) Pedro e Paulo vão separar-se. O excessivo coloquialismo não é a forma adequada à comunicação empresarial escrita. qualidade ou atitude de ser coerente: ligação ou harmonia entre situações. seja no aspecto motivacional. seja no econômico evitando que um texto tenha que ser refeito. acontecimentos ou ideias. a linguagem escrita deverá ser a formal porque esta não privilegia qualquer tipo de variante e. mas de toda e qualquer comunicação escrita ao longo dos tempos. não. esquecendo-se de usar os recursos discursivos os quais configuram um precioso instrumento no relacionamento com o cliente. Concluindo: A noção de eficácia aplica-se a todos os textos escritos com a função de transmitir uma mensagem empresarial. retirando do texto todas as supérfluas. as principais. conexão. Linguagem formal (obediência à norma culta): No texto empresarial. A língua escrita exige um rigor e uma disciplina de expressão muito maiores do que a língua falada. ● Objetividade: Refere-se às ideias relevantes que serão expressas. será aquele em que todas as palavras e informações utilizadas tenham uma função significativa. Cachorro faz mal à moça. .a ocorrência de quebra dos procedimentos gramaticais que constroem a imagem de letramento. (cada um da mulher dele) Coerência: (do latim cohaerentia) Estado. . que está bem gordo. causa e consequência) dentro do texto. Simplicidade. que levam o leitor a se perder do foco do assunto tratado. A redação empresarial deve ser vista como um instrumento relacionado à função estratégica da empresa sob diversos ângulos: seja na cultura da empresa. Estes instrumentos persuasivos que devem ser elementos constitutivos fundamentais dos textos empresariais são diferentes daqueles usados nas propagandas. excesso de informalidade. . Esta característica não é apenas do texto moderno. espaço. ela evitará: . ● Clareza: Para obtenção da clareza. sim. consequentemente. pois ele pode gerar falta de credibilidade – mesmo que essa se dê por correio eletrônico. O texto bemescrito e que pretenda ser conciso. Exs. dois procedimentos são fundamentais: educar a capacidade de organização mental.o uso de expressões informais já que estas determinam a quebra de uma imparcialidade na transmissão da informação e. de um grau de escolaridade propiciador de credibilidade. a possibilidade de descrédito da mensagem. isto é.: Vou te mandar um porco pelo meu irmão.

desiderato colimado objetivo temos a informar que informamos para dirimir dúvidas para esclarecer dúvidas precípua principal destarte dessa forma/maneira referenciado referido antecipadamente somos gratos agradecemos aprazada dentro do prazo Frases e parágrafos longos: dificultam a identificação da ideia principal. A verbosidade. automáticas. foi determinado pela autoridade competente que adicionais e/ou novos fornecedores do componente acima mencionado deveriam ser procurados com vistas a aumentar o número de peças que deveriam ser mantidas disponíveis no armazém de depósito. Ex. parágrafos longos e construções intercaladas ou invertidas. . antes considerada um valor positivo por demonstrar cultura e status. portanto. o que pode ser dito de maneira mais simples. para estamparia e introduziram-se novos métodos de economia de tempo e trabalho. porque aquele foi o ano em que se instalaram as novas prensas de estamparia. aumentando o número de peças estampadas durante o período. e que também contribuíram para uma média maior de produção. A média de produção do último ano fiscal foi maior que a do ano anterior.: A média de produção para o último ano fiscal é maior do que a do ano anterior. Instalaram-se novas máquinas hidráulicas. passa a desempenhar o papel de empecilho da comunicação. assim como também foi o ano em que se introduziram novos métodos de economia de tempo e economia de mão de obra. Ex. é preferível usar sempre frases curtas. Portanto. Sa. é fundamental que ele não apresente vício de linguagem algum. de alta velocidade. e quaisquer procedimentos ultrapassados tornam o texto pesado e sem eficácia para atingir o destinatário.Verbosidade: característica de dizer de forma complexa. para que um texto esteja adequado à situação de comunicação.: Como resultante de persistente e continuado suprimento insatisfatório do componente J-7 (arruela de equilíbrio do rotor interno). O texto acima é repetitivo e monótono. automáticas e hidráulicas.VÍCIOS Atualmente. solicitamos. As redações empresariais modernas não fogem a essa regra. Eis alguns vícios: . impreciso e prolixo. Outros exemplos Expressões evitáveis Substituir por supracitado citado acima citado citado encarecemos a V.

com palavras diferentes. por exemplo.: Inolvidável consignar-se que o tema eleito para a disciplina legislativa também se apresenta insurgente ao interesse público... circunstância esta que empresta ao projeto em pauta a nota de indesejável paralelismo organizacional. Tautologias: repetições viciadas – trata-se de um vício de linguagem que consiste em repetir uma ideia de forma viciada.. solicitar. substituir por referido. Eis alguns exemplos: . é necessário que os chavões sejam eliminados para que o texto seja eficaz. pela presente. ao Centro de Processamento de Dados do Rio de Janeiro – Proderj.. fazer travessia) Venho. Solicitamos o pagamento das mensalidades até as datas de vencimento constantes do carnê.Verborragia: Apresentação de ideias em um vocabulário sofisticado e sem a preocupação de uma pausa que organize melhor a lógica delas. Chavões: São expressões antiquadas. Deve-se escrever uma ideia em cada parágrafo. deve ser evitado e substituído por Respeitosamente – autoridades superiores. ( não existe a palavra referenciado. solicitar.. eis que presentemente cometidas as atribuições de planejamento dos serviços de informática. porém já condicionadas a pertencer ao texto empresarial. Ex. inclusive Presidente da República. Exs.. Atualmente. Vocabulário sofisticado: contribui para a ineficácia do entendimento do texto: Solicitamos o pagamento das mensalidades nas datas aprazadas no dito carnê.: Outrossim: do mesmo modo. inutilmente. Atenciosamente – para autoridades da mesma hierarquia ou de hierarquia inferior) Sem mais para o momento: forma rude de dizer que não tem mais nada a acrescentar Deve ser usada em comunicações em que não se pretende encerrar de forma polida como cartas de cobrança. (ausente é que não poderia ser) Acusamos o recebimento de seu ofício. Debalde: em vão. (atravessar. mas com o mesmo sentido. citado) Reiteramos os protestos de elevada estima e consideração (fecho incoerente em termos de significação. dessa maneira. nos moldes em que foi vazada.. Vimos. Denomina-se chavão a um vício de estilo já incorporado como linguagem do texto empresarial. em se tratando de chavão. e seus consectários mediatos e imediatos. (verbo em desuso) Em resposta ao contrato referenciado. através desta. colaborando destarte para a manutenção precípua deste sodalício na orientação e assistência dos seus associados.. Destarte: desse modo.

foi criada pela Presidência da República uma comissão que visava à uniformização e à simplificação das normas de redação de atos e oficiais. em 1991. resultou a Instrução Normativa nº 4. economistas.: Visando a ajudar os órgãos no entendimento da Circular nº 4. com a finalidade de racionalizar e padronizar a redação das comunicações oficiais. mas toda linguagem de um grupo fechado deve sofrer uma adequação quando os destinatários se ampliam. em 1992. via tabela de limite de competência para definir que contratos devem ter prosseguimento nas bases pactuadas e quais os que deverão ser objeto de reavaliação. analistas de sistemas). Desse estudo. falar em unidade dos padrões de correspondência relacionadas aos atos administrativos oficiais. CORRESPONDÊNCIA OFICIAL Uniformização da correspondência oficial No serviço público não se podia. Visando a ajudar os órgãos no entendimento da Circular nº 4.522/95. o Manual de Redação da Presidência da República. esclarecemos que. A partir do trabalho dessa comissão.elo de ligação detalhes minuciosos acabamento final conviver junto juntamente com todos foram unânimes fato real planejar antecipadamente encarar de frente abertura inaugural criação nova última versão definitiva retornar de novo comparecer em pessoa surpresa inesperada gritar bem alto em duas metades iguais demasiadamente excessivo sintomas indicativos a seu critério pessoal há anos atrás exceder em muito outra alternativa Vereador da cidade Jargão técnico fora do contexto: é a maneira característica e específica de um determinado grupo se comunicar (advogados. de 6 de março de 1992. Ex.522/95. no âmbito interno. Porém. há uma delegação subentendida da direção da Companhia aos superintendentes de órgãos e chefes de serviço. até pouco tempo atrás. . informamos que a Tabela de Limite de Competência em vigor na Companhia é válida para estabelecer quais os contratos que devem prosseguir nas bases pactuadas e quais os que deverão ser objeto de reavaliação. que visa a consolidar aquelas normas e torná-las obrigatórias no âmbito federal. foi elaborado.

CURRICULUM VITAE – CURRÍCULO .

incluindo a resposta do anúncio. Em português. nós também usamos o nome currículo. e evite criar frases complicadas e até mesmo confusas para facilitar a compreensão de suas ideias. a vaga disponível ou a área que gostaria de trabalhar dentro da empresa. utilize o papel branco A4 com tinta de cor azul ou preta. Um Curriculum Vitae bem-elaborado deve conter:  informações pessoais. transcreva o motivo do envio de seu Curriculum Vitae. sua Carta de Apresentação não deverá conter mais do que 3 ou 4 parágrafos. . solicite de maneira cordial. apenas) tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para um empregador.  Vá direto ao ponto e seja breve. porém não exagere. é necessário descrever o motivo pelo qual você selecionou a empresa.  Desenvolva sua Carta de Apresentação de maneira formal. como também o setor de futura atuação.  Dicas para facilitar a maneira de se fazer um Currículum  Em relação ao papel. o Curriculum Vitae (ou Currículo.  experiências profissionais.O que é um Curriculum Vitae? O CV é a sigla de "Curriculum Vitae". entretanto.  escolaridade. pois atualmente é necessário que a Carta de Apresentação deva ser feita por meio do computador.  Por fim. mostrando que você não só conhece a empresa. exceto para os casos em que a empresa solicita que seja escrita a mão.  As cartas escritas a mão são do passado. dê maior destaque para os seus objetivos e competências.  No terceiro parágrafo.  No primeiro parágrafo.  habilidades. seja claro. De modo geral. nunca se esquecendo de transmitir uma imagem de profissionalismo e formalidade. uma entrevista para que você possa ter a chance de conversar de forma mais abrangente sobre seus objetivos transcritos na carta. disponibilizando maior valorização pessoal para maior interesse para uma realização de uma entrevista. isto é. sendo que no segundo parágrafo. que significa "História de uma vida" em Latim.

25 ERROS FATAIS NO CURRÍCULO Se o currículo é a "chave" que detém a possibilidade de introduzir um profissional em uma empresa. O currículo extenso só é bem recebido na área acadêmica.Fotos inadequadas O encaminhamento de fotografia. apresentá-lo com erros pode ser o atalho mais curto para fechar as portas no mercado. A "tendência" hoje é a compactação exagerada. como as de recepcionista e de "hostess". os candidatos têm deslizado bastante nesse sentido. o candidato que costuma enviar documento com mais de três páginas pode ter certeza de que ele não será lido completamente. Foram ouvidas dez empresas e consultorias de recursos humanos atuantes em São Paulo para chegar a uma lista com 25 erros comuns nos currículos. 5 – Referências . 2 . 4 – Supercompactação Se o currículo muito extenso é prejudicial. enviando fotos em situação de lazer. Na ansiedade de não cair no excesso de dados. Não pode ser tão longo que canse nem pode omitir dados importantes para o recrutamento. pedir ajuda de alguém mais apto. reduzindo suas chances de recolocação. Com o fenômeno. Segundo os consultores. os candidatos têm dado "um jeitinho" de concentrar tudo numa página. o candidato "dá um jeito" de pôr tudo em uma página. 1 . novo inimigo dos selecionadores -que surgiu como uma espécie de resposta ao combate incisivo aos currículos longos nos últimos anos. apontam os selecionadores. com a família ou ainda em trajes íntimos ou poses sensuais. 3 .Atentado à gramática Os erros de português causam impressão de formação deficiente e evidenciam falta de cuidado na finalização do documento. o contrário também ocorre. passando uma imagem de "desleixo". Para conseguir o tamanho mínimo. [o candidato] diminui tanto a fonte que é preciso ler com lupa. é desnecessário. ainda que omitam informações importantes ou desrespeitem a boa aparência. Esse é o tempo médio de leitura dedicado a cada currículo nos recrutamentos mais concorridos. Mas não falta quem cometa deslizes na hora de elaborar o documento. e o volume de erros desse tipo é absurdo A dica é fazer uma revisão rigorosa e. por exemplo. Portanto. Só tem peso nas posições em que aparência é diferencial. Chegar ao tamanho ideal tem a ver com bom senso. a menos que seja solicitado pelo potencial empregador. alertam os consultores. se preciso. E omite informações importantes para a sua apresentação. A mesma cautela é válida para erros de digitação.Páginas demais De 40 segundos a um minuto.

"Sou uma pessoa de fácil relacionamento e que adora aprender". pois o currículo não deve ser assinado. os especialistas endossam que são absolutamente desnecessários. CPF. do certificado de pessoa física. constituem vivências internacionais sólidas e agregam valor. 10 – Autógrafo "Mancada" menos comum hoje do que foi há alguns anos. 6 . Embora muitos candidatos achem tentador rechear o currículo com esses dados. "Nada contra o hobby artístico.Frases de (d)efeito "Sou o melhor profissional da minha empresa". 12 . programações de férias ("Visitei o Paraguai e adorei") ou viagens que fez a trabalho para cidades vizinhas. alguns candidatos chegam a reconhecer a firma em cartório. dividida em referências pessoais e profissionais. indagou o gerente. mas para que eu precisava saber daquilo?". Números da carteira de identidade. Mas há quem relate excursões de lazer. a mania de assinar o currículo ainda existe e perdura em aproximadamente 40% dos documentos. 11 . Pior que isso só escrever "Deus é fiel" no pé do documento. Há ainda quem anexe cópias de todos os documentos ao currículo.. É desnecessário. Moral da história: hobbies não devem ser incluídos. Jargões e frases de efeito têm reinado nas páginas dos currículos. 7 . às vezes. 9 .A. Essa regra deve ser seguida com o máximo rigor para os que concorrem a postos executivos.. 8 – Turista Uma viagem só deve ser mencionada no currículo se agrega valor profissional ao mesmo – intercâmbios e cursos no exterior. E há quem o faça.Cursos inúteis Cursos que não estão relacionados à posição que o candidato está pleiteando não têm razão para serem mencionados no currículo. A medida é pura perda de tempo e de dinheiro.Salário à vista . por exemplo. do passaporte e até da certidão de nascimento. (que prefere não ser identificado) deparou-se com a seguinte afirmação num currículo: "Adoro esculpir em pedra-sabão". ele entra em contato com o antigo empregador por meios próprios. Se preciso. o que é ainda mais dispensável. dizem os especialistas. da carteira de trabalho.Hobbies e artes Enquanto buscava estagiários para a sua equipe em uma instituição financeira. a conhecida lista de nomes com telefones é. Para garantir a legitimidade da rubrica.Para atestar a capacidade do candidato. causando "arrepios" nos selecionadores. que descartou o candidato.RG. o gerente C. Citar referências é inadequado.

inclusive.A remuneração é assunto para ser discutido. Conhecimentos de idioma pedem especificação de nível – noções. mesmo no caso de a pretensão salarial ser solicitada em anúncio.Língua afiada Parece mentira. 18 . intermediário ou fluente.Portunhol fluente Se você não sabe espanhol."Conheça-me mais" É preciso elaborar o currículo tendo sempre em mente que é um documento para fins profissionais. mas há quem aproveite o currículo para falar mal do antigo patrão. tentar usar esse espaço para transmitir detalhes das suas . a inclusão não é unanimidade entre os especialistas. imprime o currículo em papel cor de cenoura. O resultado é um currículo que beira o incompreensível. No entanto. por exemplo. "exagerinhos" nos resultados obtidos e distorção de funções – que podem ser facilmente checados com o antigo empregador. Quem faz isso corre o risco pagar um "mico" arranhando um "portunhol" na frente do selecionador antes de ser dispensado da seleção. de preferência. 19 . Entendam-se por mentiras. com nome das instituições e ano de conclusão. o currículo dispensa que o profissional se estenda em detalhes da sua vida escolar. é melhor nunca mentir. como a verificação é simples e rápida. E mentira em currículo tem até hora certa para ir por água abaixo – na entrevista.Histórico sem fim Apesar de pedir um tópico intitulado "Formação acadêmica". 13 . 14 . "lavar roupa suja" sobre os motivos da demissão ou até incluir informações supostamente confidenciais da empresa em que trabalhou anteriormente. Esse tipo de erro revela falhas de postura inadmissíveis. muitos documentos trazem o nome de todas as escolas por onde o candidato passou. desde o jardim-de-infância. em entrevista. Especialistas consideram "gravíssimo" o fato de um candidato ser "pego na mentira". 15 – Pinóquio A máxima popular já ensina que mentira tem perna curta. o candidato escolhe fontes modernas que acha no menu do computador e cria um layout "superousado". O certo é pôr apenas a formação universitária e especializações posteriores. E. básico. E. não invente de dizer que sabe porque é "parecido com português".Visual para "abalar" Para fazer um currículo "bem diferente". Imaginando que vai fazer sucesso. Portanto."Tecniquês" Engenheiros e profissionais de tecnologia são recordistas nesse deslize: o abuso da linguagem técnica. 17 . 16 .

um objetivo muito amplo pode diminuir suas chances. decidem encadernar o "livrinho". só quando é pedida. Para completar.é um erro muito comum. 24 . 23 . 1 de fevereiro de 2004. Mantenha o arquivo sempre a mão e insira as mudanças que ocorrem na carreira. A lata de lixo é o destino certo da papelada extra. Enviar um documento desatualizado é um deslize que pode trazer prejuízos. Perde-se espaço para incluir dados relevantes.) .Mais do mesmo O candidato menciona o que faz no "Objetivo".Pessoas verbais Conjugar verbos na primeira pessoa do plural -"Coordenamos projetos". Às vezes. Cópias de diplomas e de certificados. Destacar que era o primeiro aluno no colegial ou citar as medalhas recebidas na escola é inútil. F1. como novos cursos. que não tem utilidade. É melhor substituir por uma definição de ação ou usar a primeira pessoa do singular .habilidades pessoais não é adequado. 25 . Uma moda mais recente é a de começar o currículo com um parágrafo com jeito de bilhete. Folha Empregos. repete nas "Qualificações profissionais" e depois conta de novo lá no "Histórico" – onde especifica o que fez em cada uma das empresas em que trabalhou." Dá a ideia de que a ação foi de outro funcionário. p. Pior ainda é fazer referência a si usando a terceira pessoa: "Obteve resultados satisfatórios. (Folha de São Paulo. como o do candidato que quer mudar de área.Cartas e bilhetes Carta de apresentação.Túnel do tempo Atualização constante. Essa é a uma regra básica para manter a eficiência do currículo. Informações repetidas reduzem a concentração de quem lê. e o selecionador pode ter o trabalho de destruir a encadernação. Ou em casos que requerem explicação. o que é mais errado ainda. cartas de recomendação e até fotocópias autenticadas dos documentos. 21 . todas as palavras são idênticas. 22 .Loucos por anexos Como se não bastasse o currículo. os candidatos abrem ao máximo esse item usando definições difusas. É uma péssima ideia. 20 ."Coordenação de projetos" ou "Coordenei projetos". Nem pensar em incluir novos dados manuscritos. Com medo de perder oportunidades. há quem goste de encaminhar anexos para fazer mais "volume". independentemente de estar empregado ou não.Sem objetivo Em vez de ajudar.

 semibloco (semi-blocked): mescla as características dos aspectos endentado e bloco. as outras duas.  com referência. podemos classificá-lo em:  endentado/dentado (full block-letter): apresenta entrada nos parágrafos.). essa ordem: ● apresenta a pessoa ou a entidade. seja na maneira de fazer a entrega da carta ao favorecido por ela. ● expõe o principal objetivo da carta (apresentação. via de regra. ou das condições da entidade. negócios. emprego. naturalmente. O preparo dessas missivas segue. às vezes. certos ditames de etiqueta que conduzem as relações sociais influem na elaboração e tramitação da carta de apresentação. ou epigrafada: quando trata de um único assunto. Por outro lado. abono ou recomendação). ● faz referência ao fim visado pela pessoa ou entidade apresentada (visita. inspeção. uma simples frase a mais transforma a carta de apresentação em carta de abono e esta em carta de recomendação. colocados em destaque. etc. ● diz as qualidades pessoais ou profissionais. .  bloco/marginado/americanizado (bloked style): não apresenta entrada de parágrafo. seja na escolha do papel em função do apresentado. quanto na comercial ou na particular. Aliás. bancária ou comercial. CARTA DE APRESENTAÇÃO A carta de apresentação é comum tanto na correspondência bancária.  circular: quando se trata de um ou mais assuntos e é encaminhada a vários destinatários. a carta de recomendação inclui.CARTA Na correspondência empresarial. Quanto ao aspecto (apresentação/formatação). Note-se que. cujo resumo (síntese) aparece no alto. o documento acompanha a margem esquerda. a carta é classificada em:  simples: quando trata de um único assunto.  com tópicos: quando trata de vários assuntos abordados em mensagens anteriores pelo destinatário. entre o endereço interno e o vocativo.

    Diga apenas aquilo que você julga ser verdadeiro. B descreve a carta nos seguintes termos: “A tem excelente caligrafia e até hoje não foi preso”. esses implícitos só podem ser descobertos por um trabalho de conjectura feito a partir de uma avaliação global da situação comunicativa. por si só. para isso.). O problema proposto por essa estória consiste em explicar por que C conclui que A é ruim. Querendo obter emprego em uma determinada universidade. A solução clássica. O caso mais típico da indireta são as chamadas “implicaturas conversacionais”. Só diga as coisas relevantes para o propósito da comunicação. B. confuso ou desnecessariamente rebuscado na escolha do vocabulário. o ouvinte a perguntar: “O que foi que ele quis dizer com isso?”. Mensagens que comportam esse tipo de implícito são sempre interpretadas como indiretas e obrigam. etc. Importantíssimos para a interpretação final da mensagem. consiste em admitir que os interlocutores estão normalmente empenhados em construir juntos uma comunicação eficaz e que. em que o ouvinte procura recuperar as intenções do falante. Diga o máximo que você pode dizer. não são negativas. . implícitos que não podem ser previstos com base apenas no sentido literal. tipicamente. vai a um de seus antigos professores. proposta pelo filósofo norte-americano Peter Grice. aplicam as seguintes “máximas conversacionais”. Aonde ele quis chegar?”.As mensagens linguísticas comportam. às vezes. C lê a carta e conclui que A não é aproveitável. e pede-lhe que mande uma carta recomendando-o para o emprego a C. etc. cujo estudo começou pela análise de estórias como esta: A é um professor de Filosofia recém-formado. quando as informações dadas por B. Diga as coisas que você quer dizer da melhor maneira possível (por exemplo: evite ser prolixo. o diretor da tal universidade.

Observação: O modelo “em bloco” segue o padrão norte-americano. e o texto não é justificado. .

nos Estados Unidos. out. sendo mensagens de texto – mesmo quando aparecem com fotos. Na prática. diferentemente do que se poderia prever. 2002). como a preposição do lugar – para separar a identificação de uma caixa postal do nome do local que a hospeda. devendo ser justificado o não comparecimento. releitura. mas o correio eletrônico já está com 32 anos. ele ainda é uma novidade não completamente dominada. CORREIO ELETRÔNICO (E-MAIL) Para muitos de nós. . seguindo um certo ritual de leitura. cores e documentos anexos – que vão de um lado a outro em uma rede de computadores. a correspondência tem normas de etiqueta e elegância de estilo. Além disso. com a escolha do símbolo @ (arroba) – em inglês at. Há uma preocupação com o estilo do autor. só que mais no sentido de intimidação. mas. O e-mail se tornou instrumento de trabalho. como toda mensagem virtual. de divulgação de notícias e anúncios. O e-mail veio reanimar a comunicação escrita. originando o comparecimento. Os e-mails continuam. não consegue passar emoções como as que transmitimos por meio da voz (pelo telefone) e na comunicação direta (gestos e voz). O nascimento foi em outubro de 1971. a comunicação eletrônica popularizou-se a ponto de se tornar muito mais do que simples envio de mensagens de texto.CONVOCAÇÃO A convocação corresponde ao convite. enquanto convite é somente uma solicitação. como naquela época. de diversão e até mesmo de realizar transferências monetárias (Grupo Sinos.

 Lembre-se que o e-mail é um documento eletrônico.  Lembre-se de que as palavras escritas são mais fortes que as faladas. nesse caso você poderá descartar o tratamento formal.  Se alguém enviar um e-mail para vários destinatários e você quiser dar alguma resposta pessoal. mesmo ao se comunicar com uma pessoa conhecida. responda diretamente a quem enviou o e-mail. denominado netiqueta. . com brevidade e objetividade.  Seja cortês no tratamento. Cuidado ao escrever um e-mail quando você se sentir ofendido com alguma palavra. isso indica que ela recebeu a mensagem e está respondendo com certa intimidade. As impressões e conotações podem ser diferentes.  Cuidado com as regras de ortografia e concordância verbal e nominal.  Evite escrever ou retransmitir (encaminhar) mensagens muito longas. É melhor você falar com o remetente por outros meios. Cuidados em relação aos e-mails Existe um conjunto de recomendações interessantes. Entre elas.  Cuidado ao copiar mensagens para outras pessoas.  Escrever o e-mail em CAIXA ALTA é comparável a GRITAR as palavras ao destinatário.  Cuidado com arquivos anexados muito longos. e o seu remetente lerá isso em outro momento. Lembre-se que o e-mail é uma forma assíncrona. Utilize esse recurso para enfatizar algo ou prefira colocar o texto em negrito ou sublinhado.  O correio eletrônico serve para a comunicação e para o encaminhamento de informações. O português incorreto pode passar uma imagem ruim.  organizar textos simples e objetivos. Não é adequado utilizar um e-mail para escrever palavras que você não diria pessoalmente.Características  redigir mensagens breves. Se a pessoa responder sem o tratamento. Verifique se o conteúdo da mensagem pode realmente ser compartilhado. nem tudo o que você fala de maneira direta e pessoalmente poderá ser entendido da mesma forma em uma mensagem eletrônica. procure utilizar formalidades como caro fulano ou prezado beltrano.  dar respostas rápidas.  Procure ser formal. o campo assunto ou subject. portanto evite tratar de assuntos comprometedores. Utilize essa ferramenta de modo racional. CORREIO ELETRÔNICO – E-MAIL O correio eletrônico. utilize o telefone.  Procure não abreviar palavras como vc e qdo. é uma forma de comunicação denominada assíncrona. ou seja. mas não obrigatórias e pouco formalizadas. ou a correspondência por meio de e-mails. pelo fato de as pessoas não trocarem mensagem de que podem variar de poucos segundos até dias ou meses. podemos destacar:  Utilize bem. Se o assunto for longo. Algumas dessas recomendações são feitas para que haja uma comunicação mais bem protocolada.

bem como a estrutura formal da mensagem.O correio eletrônico nas empresas O correio eletrônico é hoje em dia o meio de comunicação mais utilizado nas empresas. grau de formalidade será determinado pelo conteúdo e pelo destinatário. tragam já os assuntos estudados. Tragam esses assuntos já estudados. Entretanto. Se funcionar como memorando ou comunicação interna. Quanto à linguagem. sua linguagem apresentará um alto grau de informalidade. De: Teresa Para: Fulano da Silva. Beltrano Amaral Assunto: Reunião Pessoal. Um abraço. devemos organizar a sequência das informações a serem transmitidas. Temos vários assuntos para analisar. Ao assumir papel de bilhete ou contato telefônico. Sicrano Queiroz. apresentando má organização das ideias e falta de clareza. verificaremos um cuidado maior no planejamento textual e na gramática. às 14 horas. Caso sirva para enviar uma carta. Para evitar isso. por exemplo. o correio eletrônico segue a padronização estética de carta. O maior problema hoje nas empresas é que a informalidade chegou a um extremo tão grande que o assunto PE redigido como se fosse uma fala despreocupada. portanto. Estou confirmando nossa reunião de quinta-feira. pois temos vários assuntos para analisar. observamos uma significativa diferença na linguagem e na forma empregadas se o compararmos a documentos oficiais. aproximando-se da fala. Beltrano Amaral Assunto: Reunião Pessoal. quando utilizado como documento interno. Vocês não podem se atrasar pra reunião de quinta-feira. às 14 horas. Quando no primeiro caso. Sicrano Queiroz. desenvolvimento e fecho. com apresentação inicial. Não se atrasem. ele é só um meio mais moderno e eficaz de fazer chegar com rapidez a informação e deve manter-se na formalidade exigida pela situação. Vocês estão sabendo que as conclusões deverão ser apresentadas à diretoria na próxima segunda-feira. Teresa De: Teresa Para: Fulano da Silva. Além de não cometermos erros gramaticais. com grau de formalidade também determinado pelo conteúdo da mensagem e pelo destinatário. Por meio deles transmitimos informações para clientes ou funcionários. OK? .

sumário do que contém uma providencia legal ou do que decidiu uma autoridade. Teresa De: Teresa Para: Fulano da Silva. De: Para: Assunto: Equipe. sumário. pois temos vários assuntos para analisar. Como as conclusões serão apresentadas à diretoria na próxima segunda-feira. súmula. Teresa Exercício Escreva um e-mail para o encarregado do almoxarifado de uma empresa-cliente.Um abraço. Estou confirmando nossa reunião de quinta-feira. tragam já os assuntos estudados. Solicito que não se atrasem. comentário. explicando o porquê do atraso da chegada da peça requerida e o novo prazo de entrega. às 14 horas. tragam já os assuntos estudados. pois temos vários assuntos para analisar. nota. Solicito que não se atrasem. Faz parte integrante da estrutura de um parecer ou decreto. Atenciosamente. . EMENTA Ementa significa apontamento. Beltrano Amaral Assunto: Reunião Equipe. Como as conclusões serão apresentadas à diretoria na próxima segunda-feira. É um comentário sucinto sobre algum assunto. reunião de quinta-feira. Nas universidades. Sicrano Queiroz. é comum fazer-se ementas de conteúdos programáticos. às 14 horas.

deixar uma margem superior de 6 cm e uma margem esquerda de 7cm. constar as seguintes partes: Estrutura: Deve ser dividido em três partes:  Abertura  Solicitação  Encerramento 69 . . Ou Ilmo Sr.Requerimento O requerimento é uma redação técnica por meio do qual uma pessoa física faz uma petição dirigida a uma entidade oficial.usar uma folha branca ou uma folha própria para o efeito. requerer. dignar-se. ou benefícios: anulação de matrícula. (em contexto escolar) e pedido de autorizações ou benefícios diversos (na globalidade da vida do cidadão). solicitar. identidade. etc. etc. deve-se: . podendo apoiar-se na legislação em vigor. Características do registro linguístico  Uso de registro formal. ou seja. Apresentação Na apresentação de um requerimento.separar os diferentes pontos do requerimento por uma linha em branco. . Por outro lado. Como o requerimento é sempre dirigido ao responsável por um determinado setor ou serviço. a apresentação da situação deverá ser feita com clareza.  recurso a palavras ou expressões específicas (requerente. etc. Devem. Ex. devemos escrever V.  emprego da primeira ou da terceira pessoa do singular.adequar as formas de tratamento à entidade a que se destina (começa-se por: Exmo Sr. culto.ª ou.). organismo ou instituição. moradia. solicita uma necessidade ou um interesse. por isso. deve utilizar-se um tratamento solene e adequado à entidade a quem se dirige e um registro de língua cuidado.  utilização de uma linguagem objetiva (identificação. deferimento. Estrutura do requerimento Um requerimento bem-estruturado contribui para uma melhor compreensão daquilo que é pedido. há que ter alguns cuidados. e no interior do texto. Muitas são as situações do cotidiano em que as pessoas são confrontadas com a necessidade de requerer determinados serviços. consulta e reapreciação de prova.. por extenso Vossa Excelência). ou seja. para possibilitar uma fácil compreensão. conceder. mudança de turma.). Assim. . respeitosamente.

É ele a autoridade que aprova a solicitação do requerente. para obter o deferimento desejado. uma vez que nela ele terá de comunicar o teor do pedido. objeto do requerimento. ► Solicitação  Dados Pessoais (nome completo.  O destinatário não é. espera deferimento”  “Nesses termos. peço deferimento”  “Nesses termos.  A solicitação é. ► Encerramento O encerramento consta da seguinte fórmula:  Termo de encerramento  Localidade e Data (esta. profissão. de forma clara e convincente. o executor da tarefa.► Abertura  Contém apenas a indicação do destinatário. identidade e outras informações necessárias).: Entre o endereçamento e o corpo do texto. a parte que pode oferecer maior dificuldade ao redator. aguarda deferimento” Ou  “Nesses termos. pede deferimento”  “Nesses termos. para ser executada em outro nível. na verdade. 70 . espero deferimento”  “Nesses termos.  Documentos Anexos. normalmente. deve-se deixar de sete (7) a dez (10) espaços para que se obtenha a resposta: solicitação deferida ou indeferida.  Dever conter pronomes de tratamento e invocativos. por extenso)  Assinatura do requerente ► Termos de encerramento  “Nesses termos. aguardo deferimento” Obs.

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“Tenho o prazer de”. Assunto ou Epígrafe: resumo do teor do documento. O nome do mês escreve-se com letra minúscula e. utilizando-se o padrão culto da língua. Forma e estrutura 1. ajustes. este deve ser posto no cabeçalho da página. Quanto ao endereçamento no envelope. e o endereçamento ficará assim: Senhor Eduardo Maia Secretário Municipal de Saúde Rua XYZ. Destinatário: o nome. Texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos. 5. etc. deve-se dirigir a ele como Vossa Senhoria. Características Circula entre Agentes Públicos ou entre um Agente Público e um Particular. se as comunicações forem dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. Local e data em que foi assinado com alinhamento à direita.. 4. A linguagem deve ser formal sem ser rebuscada. com o máximo de clareza possível. enfim. terá a seguinte forma: Excelentíssimo Senhor Fulano de Tal Diretor da Fatec de São Paulo Rua ABC. Timbre. na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. Telefone e endereço eletrônico. A finalidade é informar. seguido da sigla do órgão que o expede. especialmente quando o destinatário é do órgão público. solicitar providências ou informações. acordos. Este item é facultativo. o expediente deve conter a seguinte estrutura: • Introdução: que se confunde com o parágrafo de abertura. empregue a forma direta. após o ano. encaminhar documentos importantes. 3. propor convênios. 2. nº 123 01010-000 – São Paulo/SP  Quando ao destinatário não se empregar o tratamento de Excelência. Ele serve para informar. 72 .Nome do órgão ou setor. coloca-se ponto final. nº 789 012301-000 – Rio de Janeiro/RJ 6. tratar o destinatário com especial fineza e consideração. Tipo e número do expediente.OFÍCIO Conceito: O ofício é um tipo de correspondência externa muito usado. “Cumpre-me informar que”. o cargo e o endereço da pessoa a quem é dirigida a comunicação. Evite o uso de formas: “Tenho a honra de”. Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente: . Endereço postal.

Atualmente são utilizados somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: • • • Para autoridades superiores: Respeitosamente.• Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado. indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo. e assunto de que trata). • Fecho: possui. usa-se Excelentíssimo Senhor. deve iniciar com a informação do motivo da comunicação. origem ou signatário. se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto. em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. o que confere maior clareza à exposição. que é encaminhar. Para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente. além da finalidade óbvia de arrematar o texto. seguido do respectivo cargo. Vocativo. a estrutura é a seguinte: • Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. abaixo do local de sua assinatura. seguido de vírgula. a de saudar o destinatário. todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede. em caso contrário. e a razão pela qual está sendo encaminhado. e • Identificação do signatário: • Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República. poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento. ► Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos. seguido do respectivo cargo. • Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada. elas devem ser tratadas em parágrafos distintos. • Para os chefes de Poder. • Conclusão. data. que invoca o destinatário. • Assinatura do autor da comunicação. • As demais autoridades são tratadas pelo vocativo Senhor. não há parágrafos de desenvolvimento em ofício de mero encaminhamento. A forma da identificação deve ser a seguinte: • (espaço para assinatura) • Nome 73 .

já que toda pessoa é digna de ocupar o cargo que ocupa. k) deve ser impresso em papel de tamanho A-4. h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo ou. a continuação se dará na página seguinte.5 cm. f) o campo destinado à margem lateral esquerda deve ter. relevo. e nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos. de uma linha em branco. poderão ser utilizadas as fontes Symbol e Wingdings. i) não deve haver abuso de negrito. d) os parágrafos do texto devem ser numerados. sombra. bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações. com o fecho e a assinatura. O destinatário e o endereçamento ficam sempre na primeira página. 297 x 210 mm. g) o campo destinado à margem lateral direita deve ter 1. 11 nas citações. itálico. e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2. c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página. 74 . no mínimo.• • Nome do cargo Observação: quando o Ofício tiver mais de uma página. sublinhado.0 cm de largura. b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman. caso o editor de texto não comporte tal recurso.5 cm de distância da margem esquerda. ou seja. e 10 nas notas de rodapé. sombreado. l) não se usa mais o tratamento DD. Forma de diagramação: O Ofício deve obedecer à seguinte forma de apresentação: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral. 3. j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. exceto o primeiro e o último parágrafos (que é o fecho). (Digníssimo). letras maiúsculas.

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Acordar é concordar. chegar a um acordo. 78 .ACORDO Acordo é um ajuste. uma convenção.

 Quem recebe o mandato é o mandatário.  Outorgar: conceder. c) extrajudicial: quando confere um deles para um mandatário praticar negócios comuns.  Outorgante: pessoa que dá/delega poderes para. de cunho civil ou comercial.  Não se separam os números dos documentos pessoais. se lavrada em cartório. d) judicial: quando confere poderes a um advogado. o cartório fornecerá certidão.  Pode ser pública. havendo necessidade de outras cópias. dar. é um documento em que uma pessoa delega poderes a outra para agir em seu nome.  Você já pode ir com o texto escrito ou pegar modelos prontos no cartório. procurador ou outorgado. INSTRUMENTOS DE PROCURAÇÃO  Deve-se dirigir até um cartório para passar uma procuração.  Quem passa a procuração é o mandante.  Substabelecer: transferir a outro a procuração recebida de alguém.  A partitura silábica deve ser gramatical. OBSERVAÇÕES  A palavra “procuração” deve vir no centro da folha. constituinte ou outorgante. de fazer as vezes. devidamente habilitado para representar.  Toda procuração deve ser registrada em cartório. nos tribunais.PROCURAÇÃO A procuração é um instrumento de mandato. Pode ser: a) por instrumento particular quando feita ou escrita pelo próprio mandante com o reconhecimento de firma. recebendo-se o traslado. ou seja. b) por instrumento público quando lavrada em cartório. 79 . declarar em escritura pública. o mandante na qualidade de autor ou réu.  O mandante pode ser a pessoa física (natural) ou jurídica. fora dos tribunais. em seu lugar.

80 . OBRIGAÇÕES DO MANDANTE  satisfazer a todas as obrigações contraídas pelo mandatário. tendo.  concluir um negócio já começado.  apresentar o instrumento do mandato. FORMATO  O papel: Formato Ofício  Data e assinatura: Colocadas na forma escrita pela lei. todavia de subordinar-se a certas regras formais para que se identifique como ato perfeito.  obrigação para com aqueles com quem o procurador contratou. zelo) na execução do mandato.  pela morte de uma das partes.  adiantar a importância das despesas necessárias à execução do mandato.  pagar juros.  pela conclusão do negócio. EXTINÇÃO DO MANDATO  pela revogação.  pelo término do prazo. se passada de próprio punho pela pessoa que a dá.  prestar contas. OBRIGAÇÕES DO MANDATÁRIO  aplicar toda a sua diligência (esforço. Ou particular. empenho. presteza em fazer alguma coisa.  pela renúncia. ● ressarcir ao mandatário as perdas que sofrer com a execução do mandato sempre que não resultam de culpa sua ou excesso de poderes.  pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas de execução do mandato.

em 1ª pessoa e terminar em 3ª ou vice-versa. 81 . A procuração.► Toda procuração poderá ser redigida em 1ª ou 3ª pessoa. como qualquer outra redação técnica. deve obedecer à uniformidade da pessoa gramatical. ou seja. começar. por exemplo. O que não pode ocorrer é a mistura das pessoas gramaticais. Ambas são corretas.

Ressalvas 82 . congregações. tem. as ocorrências. sérios inconvenientes. o que lhes dá cunho oficial. resoluções e decisões das assembleias. com objetivos fraudulentos. preencher os eventuais espaços em branco como pontos ou outros sinais convencionais. sistema que. tipos de Atas que. nos espaços em branco. no entanto. embora ofereça algumas vantagens de caráter prático. Na Ata. Geralmente é lançada em livro próprio. são lançados em formulários com espaços a serem preenchidos. conselhos. por outro lado. Mesmo nesse tipo de Ata é conveniente. cujas páginas são rubricadas por quem redigiu os termos de abertura e de encerramento. com a finalidade de prevenir qualquer fraude. para evitar que. Há os que substituem os livros por folhas soltas. deve ser lavrada de tal maneira que não se possam introduzir modificações posteriores. por se referirem a atos rotineiros e de procedimento padronizado. ELABORAÇÃO Cuidados A Ata é documento de valor jurídico. Existem. tais como a facilidade de extravio e de acréscimos ou modificações posteriores. de forma exata e metódica. não se fazem parágrafos ou alíneas (linhas que marcam aberturas de um parágrafo. corporações ou outras entidades semelhantes. se façam acréscimos. devidamente autenticado.ATA (ASSEMBLEIA DE TRÂMITES ADMINISTRATIVOS) DEFINIÇÃO Ata é o documento em que se registram. o mesmo que inciso): escreve-se tudo seguidamente. reuniões ou sessões realizadas por comissões. Por essa razão.

disposição de caráter geral. Como a Ata deve ser um registro fiel dos fatos ocorridos em determinada reunião. Para ressaltar erro constatado durante a redação. para a demonstração ou extravasamento de prováveis ou supostos dotes literários do redator.: Aos dezesseis dias do mês de agosto. usa-se a palavra digo.. É também oportuna esta observação: “Em caso de contestações ou emendas ao texto apresentado. PARTES DA ATA As partes de uma ata variam segundo a natureza das reuniões cujos eventos se registram. designado na ocasião ou somente para ela. todas as pessoas presentes à reunião.. reuniu-se o. eventual.. as mais importantes e que mais frequentemente aparecem. clara. ano e hora da reunião (por extenso). seguindo-se a emenda ou o acréscimo: Em tempo: Na linha onde se lê “abono”. depois da qual se repete a palavra ou expressão anterior ao mesmo erro: Ex. que é colocada após o escrito. por isso mesmo. não se admitem rasuras. Não há. geralmente.. do mês de setembro de dois mil e dez.. isto é. onde se lê “os seguintes critérios”. Entretanto.Na Ata. leia-se “abandono” Em tempo: Na linha. além do título e das assinaturas.” Redações e estilo A Ata é redigida por um secretário efetivo do órgão ou. acrescente-se “de julgamento”. por um secretário “ad hoc”. precisa e concisa. não se prestando. sobre este assunto. digo. mês. Na data de 2010 Quando se constata erro ou omissão após a redação. Assinatura Assinam a Ata. 83 . sua linguagem deve ser simples e despretensiosa. a ata só poderá ser assinada depois de aprovadas as correções. usa-se a expressão em tempo. são as seguintes:  Dia. na falta desse.

10 de fevereiro de 20. devidamente qualificadas (conselheiros.: “Por falta de quorum não houve hoje. deliberações. deverá ter apenas o espaço para a assinatura do presidente e do secretário.  Entre uma Ata e outra.. houver algum erro. o que não impede que você repita-os em algarismos. Por isso. cinco de fevereiro de dois mil e onze.  As linhas da Ata devem ser enumeradas. Ex. para que o fato fique registrado.). etc. em Ata só existe um parágrafo. o espaço restante na linha deve ser completado com um traço.  Se a reunião não teve quórum.  Os números são sempre grafados por extenso. Eu. etc. professores. para impossibilitar acréscimos indevidos.). escrevendo-se “Em tempo” em vez de “Ressalva”. as ressalvas na Ata se fazem pela partícula “digo”.  Se o erro só for percebido após o término da Ata. 84 . reunião do LEO Clube de Ipatinga. será assinada. lavro a presente ata que após lida e aprovada. Local da reunião.. votações.  Se no decorrer da redação da Ata. sendo que o único fato a registrar é a própria falta de quórum. Ipatinga.  Presidente e secretário dos trabalhos  Ordem do dia (discussões. (nome do secretário). Ao final da Ata. delegados. o secretário deve lavrar a Ata assim mesmo.  Pessoas presentes. procede-se da mesma forma da ressalva.  Fecho IMPORTANTE  Não deixe espaço algum em branco em nenhum lugar da Ata. sem espaço inicial.

85 .

por que devo escrever esse relatório? . apresentar propostas práticas. atente para: . dos fatos de uma administração pública ou privada.o que pretendo escrever? . antes. tabelas. Ao escrever um relatório. Esse procedimento é fundamental para seleção de ideias pertinentes ao assunto e para não haver dispersão e confusão quanto às informações a serem transmitidas. pormenores inúteis que podem confundir o leitor. com base na descrição e na interpretação do fato.econômico . Fixar o objetivo é selecionar a linha de pensamento que orientará o encadeamento a condução de ideias. assim. descrevê-lo cuidadosamente. determinar os verdadeiros objetivos. ilustrações.eventual: surgimento irregular ► O fim: tantos tipos quantos forem os objetivos pretendidos: .jurídico . procure.quem irá lê-lo? . evitando.RELATÓRIO Relatório é a exposição de ocorrências ou da execução de serviços ou. sendo essa exposição acompanhada.como irei fazê-lo? 86 . de gráficos. Existem vários tipos de relatórios: desde os mais simples até os mais elaborados.pesquisa .coletivo: mais de um signatário ► A periodicidade: . quando necessário.normal: surgimento regular . ainda.científico POR ONDE COMEÇAR? O primeiro passo para se redigir um bom relatório é determinar e fixar o objetivo do que se vai escrever. interpretá-lo e. CLASSIFICAÇÃO: Podemos considerar três classes: ► O número de signatários: . mapas.individual: um signatário . O relator deve tomar como base um fato real. Antes de iniciar o trabalho.

É daqui que o relatório começará a se definir. a única distinção entre elas e os relatórios é quanto à apresentação de sumário ou resumo. indicado para monografias menos formais. logo no início do texto. Um deles é simplesmente começar a escrever o texto para trabalhá-lo depois. bem como facilita ao leitor seguir uma linha de compreensão. O sumário é a “enumeração das principais seções. artigos ou contribuições mais importantes de um fascículo. observamos que podemos ter dois grandes grupos: o das causas e o das consequências: ESTRUTURA Agora é fundamental estruturar a apresentação das informações. De qualquer forma. (ABNT – NB-62) Já o resumo. sendo frequentemente redigido por outras pessoas que não o autor”. o importante é saber que. até mesmo. É meramente questão de estilo ou. você pode seguir diversas maneiras de estruturar o texto. Sempre. Além disso. Não se pode afirmar que um desses caminhos seja melhor que o outro. (ABNT – NB-87) A estrutura é fundamental. é “a apresentação concisa e frequentemente seletiva do texto de um artigo. este é apenas o segundo momento. qualquer que seja o caminho escolhido. vale a pena saber que o relatório deve primar pela organização e unidade. Uma pessoa pode sentir mais confortável listando primeiramente aquilo que pretende escrever ou passando direto para o papel (ou tela) o desenvolvimento de sua ideia. ambos igualmente válidos. até as mais elaboradas. Portanto. A estruturação nada mais é do que a organização de blocos ou grupos de informações. TERCEIRO MOMENTO Depois do segundo momento é importante planejar a apresentação das informações. pondo em destaque os elementos de maior interesse e importância. feita na mesma ordem em que nele se sucedem ”. Então. Dependendo do tipo de relatório (há vários!). Mesmo que para quem já escreveu o texto. 87 . pois ela revela a organização do pensamento que será seguida. em qualquer tipo de texto. obra ou outro documento. deve haver uma ideia central que orienta toda a redação. para escrever o seu relatório você pode seguir dois caminhos.SEGUNDO MOMENTO Depois de fixar o objetivo. com análises parciais e comentários de pontos positivos e negativos. todas as ideias devem ser relevantes e convergir para a central. em que há uma exposição de ideia por meio da sequência de introdução-desenvolvimento-conclusão. não há como descuidar dessa etapa essencial. desde aquela mais simples. Organização e unidade estão relacionadas à ideia central. de momento. Em relação às monografias. O outro é listar as várias ideias que lhe ocorram sobre o assunto para posteriormente estruturá-las em um texto. exigindo uma organização.

pode seguir a estrutura básica de introdução-desenvolvimento-conclusão. a introdução apresenta um cenário em que serão inseridas as informações prestadas. com a confirmação dos pontos de vista do autor. não estritamente essenciais à compreensão do assunto. No desenvolvimento. Anexos: material ilustrativo complementar – gráficos. cada relatório tem a sua particularidade e o seu conjunto de informações. Portanto. . Desenvolvimento: é o texto propriamente dito com a explanação simples e clara do assunto. Exemplo 1 – Introdução Apresentação dos itens observados Comentários Conclusão 88 .. as informações seguem o prometido na introdução. ELEMENTOS: Folha de rosto: nela. etc. setor ou departamento. Sumário: (deverá ser elaborado no final do trabalho) onde devem constar os principais títulos e subtítulos com as respectivas páginas. Referências: indicações precisas e minuciosas que permitem a identificação de publicações.sugestões dispostas clara e ordenadamente. Na introdução. TIPOS DE PLANOS PARA RELATÓRIOS Há muitas possibilidades de planos (ou esqueletos) de relatórios divididos em grupo. Seguem abaixo algumas possibilidades. autor. constarão dados de identificação como: entidade ou empresa. local e data. .agradecimentos.considerações finais. cujo objetivo é levar o leitor à compreensão do assunto. abordando a exposição de um motivo ou de um tema. Introdução: apresentação inicial do trabalho. É a seção central. .deduções lógicas de argumentação que a precede. delimitando-o e estabelecendo suas coordenadas gerais.COMPOSIÇÃO DA ESTRUTURA Um relatório simples. cabe ao redator do texto analisar e escolher qual a melhor maneira de estruturar as suas ideias. despedida. Na verdade. título. tomando ciência imediata do conteúdo. O fecho é o encerramento e deve conter: . Conclusão: encerramento do trabalho. Entretanto. no todo ou em parte. tendo-se o cuidado de caminhar na direção de um fecho. apresenta-se o assunto. tabelas. etc.

Cenário Enumeração de fatos Relações de consequência Comentários Conclusão Exemplo 4 – Cenário Aspectos Positivos Aspectos Negativos Considerações gerais Conclusão 89 .Exemplo 2 .Introdução Relato cronológico dos acontecimentos Apresentação dos itens observados Análise de causas Proposta de soluções Conclusão Exemplo 3 .

FATEC – FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SERTÃOZINHO TECNOLOGIA EM MECÂNICA: PROCESSOS DE SOLDAGEM TÍTULO DO TRABALHO Nome do Aluno SERTÃOZINHO 2013 90 .

INTRODUÇÃO Deve apresentar um levantamento bibliográfico (desenvolvimento teórico) sobre o assunto abordado. (máximo uma página) 91 . com os conceitos básicos envolvidos.

92 .1 OBJETIVO DO TRABALHO Deixar claro o que se pretende obter ou realizar em cada etapa da pesquisa.

Deve ser de fácil compreensão. 93 . de modo que o leitor possa reproduzir a experiência. Procedimento O procedimento adotado na execução do trabalho/da experiência deve ser descrito em detalhes. se necessário. tempo e temperatura e métodos.2 MATERIAIS E MÉTODOS Material utilizado Apresentar todo o material utilizado. incluindo quantidades.

incluindo Tabelas de resultados e Gráficos e explicar as razões da obtenção dos resultados. b) Os Gráficos devem ser enumerados (caso exista mais de um) como as Figuras. o autor deve mostrar os dados coletados no decorrer do trabalho/da experiência.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste item.: a) As Tabelas devem ser enumeradas (caso exista mais de uma). 94 . Obs.

95 . a resposta ao assunto abordado na introdução e deve reafirmar a ideia principal tratada no desenvolvimento do trabalho.CONCLUSÃO Deve ser breve e fazer referências aos objetivos do trabalho/da experiência. evidenciando a contribuição trazida pela pesquisa. É a síntese do experimento.

mais precisamente. a NBR 6023.REFERÊNCIAS As fontes bibliográficas consultadas devem ser relacionadas segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 96 . A apresentação deve seguir a ordem alfabética do sobrenome do primeiro autor.

Deverá ser descrito em ordem alfabética. Se for inserida. 2. deverá aparecer antes do sumário. 4. Se for inserida. figuras. conclusões e propostas de melhorias para o assunto abordado. deverá aparecer antes do sumário. acompanhadas das respectivas definições. nome completo do autor. Lista de Abreviaturas: consiste na relação alfabética das abreviaturas utilizadas no trabalho. Elementos Pré-Textuais 1. (Modelo Glossário). (Modelo Capa). Capa: deve-se incluir o nome da instituição de ensino. Resumo: elaborado conforme a ABNT NBR 6028 (Modelo Resumo) 3. seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso. deverá aparecer após as referências. organograma. 3. Referências: elaboradas conforme ABNT NBR 6023/2002. Elemento Textual Desenvolvimento: descrição da fundamentação teórica do trabalho (revisão bibliográfica) e o conteúdo detalhado do trabalho desenvolvido (materiais e métodos. 4. resultados e discussão. título do trabalho. Glossário: relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro. 97 . Se for inserida. textuais e pós-textuais. local da instituição e ano. Lista de Tabelas: composta por conteúdo numérico. histórico da empresa. (Modelo Lista de Tabelas). nome do curso. utilizadas no texto. arranjo físico atual. 2. 2. APRESENTAÇÃO Este documento fixa as condições exigíveis para a elaboração de Relatório Técnico-Científico. 5. (Modelo Lista de Siglas). (Modelo Lista de Ilustrações). Lista de Ilustrações: composta por fotos. Elementos Opcionais 1. segundo a ABNT NBR 10719/2009. Introdução: descrição dos objetivos do trabalho. deverá aparecer antes do sumário. Se for inserida.RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO 1. Lista de Siglas: relação alfabética das siglas utilizadas no texto. (Modelo Lista de Abreviaturas). Elementos Pós-Textuais 1. deverá aparecer antes do sumário. Conclusões: descrição dos resultados obtidos. ESTRUTURA DO RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO A estrutura de um Relatório Técnico-Científico é constituída obrigatoriamente por elementos pré-textuais. 2. identificação da empresa (atividade e natureza). Sumário: elaborado conforme a ABNT NBR 6027 (Modelo Sumário). quadros e gráficos. nome completo do orientador e sua titulação. Se for inserido.

tamanho 10.Legendas das Ilustrações e das Tabelas: ►Fonte Arial ►Tamanho 10 ►Negrito ►Alinhamento à esquerda 98 .5 cm .5 cm Paginação . a formatação deve ser: fonte courier new.Alinhamento à esquerda Fonte e Espaçamento do Texto . tamanho 12. A numeração é colocada a partir da primeira folha do elemento textual (INTRODUÇÃO) em algarismos arábicos. Se for inserido. 7. que serve de fundamentação.Todas as folhas do trabalho devem ser contadas sequencialmente.Tamanho do papel A4 .5 cm entrelinhas e alinhamento justificado.Fonte Arial .Alinhamento justificado . (Modelo Anexo). Aspectos Gerais de Formatação Margens . no canto superior direito do cabeçalho. travessão e pelos respectivos títulos.Espacejamento de 1.Tamanho 12 . (Modelo Apêndice).Fonte Arial .5 cm de primeira linha Observação: se o aluno inserir código-fonte em seu trabalho. Títulos .Tamanho 14 . Apêndice: texto ou documento elaborado pelo autor. Os anexos são identificados por letras maiúsculas. Anexo: texto ou documento não elaborado pelo autor. Essa numeração consecutiva segue até a última página do trabalho. espaçamento de 1.Tamanho 12 .Ilustrações e Tabelas: alinhamento centralizado .5 cm entrelinhas .Margens esquerda e superior: 3.Recuo de 1. deverá aparecer após as referências.Negrito .6. estilo normal. deverá aparecer após as referências. Legendas e Posicionamentos das Ilustrações e Tabelas . Se for inserido. com tipo de fonte arial.Negrito . comprovação e ilustração.Letras minúsculas com a inicial maiúscula .Fonte Arial . mas não devem ser numeradas. travessão e pelos respectivos títulos.Margens direita e inferior: 2.Letras maiúsculas . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas. a fim de complementar sua argumentação.Alinhamento à esquerda Subtítulos .

São Paulo: Cortez. Teoria semiótica do texto. 2005. Ingedore Villaça. A coerência textual. Luiz Carlos. TRAVAGLIA. Argumentação e linguagem. BELTRÃO Mariúsa. São Paulo: Ática. Vanda Maria. Campinas. 2000. São Paulo: Prentice Hall.REFERÊNCIAS ANDRADE. de. BELTRÃO.. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. KOCH.Desvendando os segredos do texto. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever. São Paulo: Cortez. Diana Luz Pessoa de. CUNHA. Maria Margarida. GARCIA. GOLD. Celso. Odacir. aprendendo a pensar. empresarial e particular. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 2005. Luís F. Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização. 2006. HENRIQUES. 2001. 1998. São Paulo: Contexto. Ler e compreender: os sentidos do texto. Ângela. 99 . 1997. ______ . 1998. São Paulo: Contexto.V. 1997. 2007. CINTRA. BARROS. Othon M. Correspondência: linguagem e comunicação oficial. ______ . Rio de Janeiro: F. KOCH. SP: 1999. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ELIAS. KOCH. KOCH. São Paulo: Contexto. Ingedore Villaça. São Paulo: Contexto.G. Miriam. Língua portuguesa: noções básicas para cursos superiores. A coesão textual. 1999. O texto e a construção de sentidos. Ingedore Villaça. Lindley. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 2007. Ingedore Villaça. Antônio. KLEIMAN.

São Paulo: Ática. 2004. MANDRYK. Carlos Alberto. 2000. ELIAS. José Luiz. Vanda Maria. Língua Portuguesa: prática de redação para estudantes universitários. 1998. 2009. RJ: Vozes. Petrópolis. 2009. MEDEIROS. J. Cahen. Francis. Francisco Platão. Usos da linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita. SAVIOLI. Ingedore Villaça. FARACO. David. Lições de texto: leitura e redação. ROGER. Comunicação Empresarial. São Paulo: Best Seller.B. FIORIN. Ler e escrever: estratégias de produção textual. Redação empresarial. 1999.KOCH. São Paulo: Atlas. 100 . São Paulo: Martins Fontes. VANOYE. São Paulo: Contexto.