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******** COLÉGIO SÃO JUDAS TADEU ********
APOSTILA DE ELETRÔNICA INDUSTRIAL - PAGANINI
PROCESSAMENTO DOS SINAIS DE TELEVISÃO
SISTEMA "PAL" - PADRÃO "M"
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1- INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE PROCESSAMENTO DOS SINAIS DE TV
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A transmissão de qualquer informação através de ondas de rádio implica
necessariamente na transformação dessa informação em variação de uma grandeza elétrica
(tensão ou corrente), como se faz habitualmente com as transmissões de som (rádiodifusão), onde as vibrações sonoras são transformadas em um sinal elétrico, através de um
transdutor chamado "microfone". Este aparelho, como sabemos, através de variações
capacitivas, indutivas, resistivas ou piezoeléctricas, capta as vibrações das moléculas do ar,
e as transforma em sinal elétrico, cuja amplitude é proporcional à amplitude da onda
sonora por ele captada. Neste caso, fizemos então um "ouvido eletrônico", que de forma
semelhante ao ouvido humano, tem a capacidade de processar a informação sonora. o
ouvido humano envia o sinal elétrico correspondente ao sinal sonoro à região de audição
do cérebro, e então teremos a sensação auditiva.
O Microfone envia o sinal elétrico a um amplificados, para que o mesmo
possa ser amplificado e posteriormente sofrer os processamentos necessários para a
transmissão via ondas de rádio.
Em nosso caso, pretendemos transmitir, via ondas de rádio, as informações
de uma cena ótica, e portanto, teremos de transformar essa cena ótica em um sinal elétrico
correspondente, ou seja, precisaremos de um transdutor que execute essa operação, antes
de podermos processar a transmissão, e portanto, precisaremos construir um "olho
eletrônico", ou seja, um dispositivo que possa captar a cena ótica e transforma-la em sinal
elétrico equivalente, para que esse sinal possa posteriormente ser processado.

1.1 - CARACTERÍSTICAS DO OLHO HUMANO
Para que possamos compreender melhor o funcionamento desse
diapositivo, precisaremos conhecer algumas características do olho humano, pois o
processo de televisão a ser desenvolvido será para humanos se beneficiarem e não abelhas
ou cães, e felizmente, o olho humano (que já foi projetado e construído há milhares de
anos, e funciona bem até agora...) faz exatamente a função que precisamos, ou seja,
transforma (por um processo foto-eletro-químico), um sinal luminoso em um sinal
elétrico, e o remete à região de visão do cérebro, e dessa forma, teremos no máximo que
Engo. Dercio A. Paganini

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copiar esse projeto, adaptando-o às nossos ínfimos conhecimentos, comparados com os
do Projetista Original.
1.1.1- MEMÓRIA E IMAGINAÇÃO
Quando se fala em olho humano, devemos lembrar que especificamente, o
globo ocular, não é o único responsável por nossa sensação de visão, porém é um dos
elementos do "SISTEMA VISUAL", que por sua vês envolve também o nervo ótico e a
região de visão do cérebro, a qual estará intimamente ligada com duas outras regiões
importantes para o nosso processo, que são as regiões de MEMÓRIA e IMAGINAÇÃO,
que pelo pouco que se conhece do cérebro, acredita-se que apenas o gênero humano as
possui, pelo menos no que diz respeito à imaginação, pois alguns animais pedem ter até
alguns vestígios de memória. Essas duas propriedades serão de grande valia em nosso
projeto de transformação de cenas óticas em cenas elétricas.
1.1.2- PERSISTÊNCIA DA VISÃO
Esta propriedade física do olho (globo ocular), não é privilégio apenas do
olho humano, pois animais com sistemas de visão semelhantes também a possuem.
A persistência da visão corresponde ao fato de que a retina do olho não
processa instantaneamente as informações recebidas através do "diafragma" (menina dos
olhos), e focalizadas pela "lente" (cristalino), pois o processo eletroquímico é ligeiramente
moroso. Para que uma imagem projetada na retina possa ser inteiramente processada, e
transformada em sinais elétricos de modo que o nervo ótico consiga transferi-los ao
cérebro, é necessário que esta imagem permaneça na retina durante um tempo médio de
1/20 de segundo.(tempo de persistência da visão do olho humano médio, ou seja da
grande maioria da população comprovada estatisticamente)

1.1.3- ACUIDADE VISUAL
Para que se possa definir exatamente o mínimo tamanho do detalhe de
imagem que se quer transmitir, precisamos saber qual é a mínima amplitude de imagem
que o olho humano médio consegue ver sem ajuda de aparelhos.
Essa mínima amplitude depende de muitos fatores, tais como idade, tipo de
serviço, hábitos do indivíduo, além de fatores externos tais como iluminação, cor,
distância, forma etc ... do objeto observado.
Devido a esse grande número de variáveis, tornar-se-ia quase impossível
definir um parâmetro geral que contivesse todas essas informações, e portanto,
considerando a influência de todas elas, os físicos definiram um "angulo de acuidade
visual", o qual é formado pelas retas que passam pelas extremidades do objeto e se cruzam
no ponto focal da retina do olho.
Comprovou-se estatisticamente que o olho humano médio possui um
ângulo de acuidade visual 'A': 0,4' < A < 5' ( entre 0,4 e 5 minutos de grau). Para efeito de
cinema, fotografia e televisão, foi adotado internacionalmente esse ângulo como sendo
A=1'.
Engo. Dercio A. Paganini

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1.1.4- SISTEMAS DE PROTEÇÃO ÁS SOBRECARGAS
Todos os órgãos dos sentidos do corpo humano tem um sistema automático
de proteção contra excessos que poderão prejudicar ou ferir o organismo, assim sendo,
ninguém em sã consciência irá tocar em uma chapa quente e ficar segurando, apenas para
se queimar, pois assim que encoste na chapa, automaticamente retirará a mão de modo
instintivo.
O sistema sensitivo humano, possui a parte consciente e subconsciente, e
de acordo com as últimas pesquisas da parapsicologia, o subconsciente funciona como um
gravador de fita, guardando todas as informações recebidas pelos órgãos dos sentidos,
desde o instante que o cérebro é formado no útero materno, ou seja a partir dos 3 meses
de gestação, e assim permanecerá gravando por toda a vida normal do indivíduo.
A parte consciente do sistema sensitivo porém, guarda apenas as
informações mais importantes, ou que sejam de maior interesse de cada assunto, e
facilmente esquece, da mesma forma que facilmente poderá lembrar, obviamente
dependendo da maior ou menor capacidade individual. Algumas pessoas conseguem
facilmente, trazer do subconsciente para o consciente as informações corretas na hora
certa e necessária outras pessoas tem maior dificuldade.
Essa propriedade do sistema sensitivo consciente não se sobrecarregar de
informações desnecessárias, se manifesta de modo muito acentuado no sistema visual, pois
ao olharmos para uma cena qualquer, obviamente nosso olho estará vento todos os
infinitos detalhes da cena, porém a parte consciente da visão atentará apenas para os
detalhes de maior importância na cena. Como exemplo podemos citar esses "jogos dos
sete erros" que todos já vimos em jornais ou revistas, onde o desenhista faz dois quadros
bastante semelhantes, e informa que existem sete (ou mais) erros, e pede para que os
encontremos. Dependendo do tipo de erro, muitas vezes, em uma figura relativamente
simples precisaremos ficar olhando muito tempo para que possamos encontrar os sete
erros, pois esses erros, apesar de ali estarem, e de sabermos que existem e em número de
sete, são variações tão insignificantes ao assunto principal da cena, que o sistema visual
consciente normalmente os despreza.
Kell, nos Estados Unidos, comprovou estatisticamente que o sistema visual
humano médio (a grande maioria da população) normalmente despreza cerca de 35% dos
detalhes de uma cena estática, sendo que esse número aumentará com cenas móveis e com
maior número de detalhes, e assim definiu-se um "fator de aceitamento da visão" ou fator
Kell= 65% (0,65)
2 - COMO O OLHO HUMANO VÊ AS CORES
Como o sistema de televisão tem por objetivo o olho humano, e sabendo
que o olho é um instrumento projetado para funcionar na presença de luz, fica claro que
para conhecermos melhor o funcionamento de nosso sistema visual, precisaremos
conhecer este fator fundamental em nosso projeto, que é a luz, pelo menos em algumas de
suas propriedades que dizem respeito à transformação de uma cena ótica em cena elétrica.
As propriedades da luz que interessa mais a fundo em nosso estudo são
BRILHO, LUMINÂNCIA, MATIZ e SATURAÇÃO.
2.1 - BRILHO
Engo. Dercio A. Paganini

apesar de o espelho também refletir toda a luz que incide sobre ele. uma emitindo luz verde e outra emitindo luz violeta. assim sendo..) Dessa forma. Dercio A. consegue refletir uma quantidade de luz muito maior que a parede. pela maior ou menor quantidade de luz emitida ou refletida por um objeto qualquer. uma lâmpada de 100 watts emitirá uma intensidade de luz muito maior que uma lâmpada de 15 watts. Em se tratando de objetos refletores. O olho humano é projetado para ver todas a cores do chamado "espectro visível" de radiações eletromagnéticas. que são chamados cones e bastonetes. Da mesma forma é que os técnicos conseguem distinguir um pedaço de vidro de um diamante. cujos comprimentos de ondas variam entre 400 pm (pico-metros) que corresponde à luz violeta. e o preto é ausência total de luz. que ocorrem na retina. como por exemplo. um objeto bem iluminado. existem diversos tipos de elementos foto sensíveis. ou seja.LUMINÂNCIA A luminância de uma determinada luz está intimamente ligada com a sensibilidade do olho pelas cores. com a mesma intensidade de iluminação. as quais chamaremos de CORES PRIMÁRIAS. o espelho. pois com pouca intensidade de luz. pois apesar de os dois refletirem toda a luz que lhes chega. e então dizemos que a lâmpada de 100 watts tem mais brilho que uma lâmpada de 15 watts. e portanto é muito mais brilhante. que corresponde às luzes verde e amarela. se tivermos duas lâmpadas. e também. A esse fenômeno. o olho humano possui três tipos de elementos sensíveis às cores VERDE. VERMELHO e AZUL. nos conseguimos ver essa parede pois a mesma reflete toda a luz que incide sobre ela. são composições dessas três primárias. não se pode distinguir perfeitamente a cor do gato. e o porque do ditado popular "à noite todos os gatos são pardos". na cor amarela. aquela de luz verde nos parecerá "mais brilhante". Essa máxima sensibilidade é detectada para cenas iluminadas com grande quantidade de luz (luz do dia). ao chamarmos Engo. Assim . devido à sensibilidade maior do olho humano por determinados comprimentos de onda. é óbvio que conseguiremos distinguir perfeitamente o espelho da parede. por ser uma superfície polida. e 700 pm que corresponde à luz vermelha. é que chamamos de LUMINÂNCIA. uma parede pintada de branco. e portanto diremos que o espelho tem muito mais brilho que a parede. Paganini . e portanto poderemos definir BRILHO. Todas as outras cores do espectro visível. por exemplo: no caso de fontes de luz. A distinção feita entre o espelho e a parede se dá pela quantidade de luz refletida pelos dois objetos. pois na retina do olho. ( isso explica porque as luzes de sinalização noturna normalmente são vermelhas. sendo que fundamentalmente. pois o branco é a mistura de todas as cores do espectro. 2. ambas de 15 watts.2 . Observe-se que branco e preto não são cores. aparecerá aos nossos olhos "mais brilhante" que um objeto azul. a sensibilidade às cores diminui bastante ( cerca de 50%). porém a maior sensibilidade do olho está em torno de 550 pm. e a curva de sensibilidade passa a ter seu maior pico na região do vermelho. mas se tomarmos um espelho e pendurarmos nessa parede. através da luz que os mesmos emitem ou refletem. pois o diamante reflete uma quantidade de luz bem maior que o vidro. pois quando a intensidade de luz é diminuída.4 Conseguimos ver os objetos.

portanto não estaremos alterando o matiz. 3. veremos este objeto percorrer os infinitos pontos de uma trajetória qualquer.3 . até o instante final. o matiz magenta da groselha estará ficando cada vez menos saturado.SATURAÇÃO Saturação de um matiz. um determinado comprimento de onda. de modo a poder reproduzi-lo posteriormente. apenas a sua saturação na luz branca. e se olharmos esse movimento. que nos fornece a impressão de uma determinada cor. Supondo uma pedra pendurada por um fio. cometendo um erro. Assim sendo em nosso estudo será errado afirmar que o "verde-bandeira" é um matiz da luz verde. Vamos supor que queiramos registrar fotograficamente esse evento. e que queiramos registrar fotograficamente esse movimento. cyan. obviamente necessitaremos de infinitas fotos dessa queda.5 um negro de cidadão de cor. veremos a pedra nas infinitas posições deste o instante inicial da queda. verde. Para fazermos isso. e sim. Agora. como por exemplo. e as diversas tonalidades desse matiz corresponderão à maior ou menor diluição do matiz original. tecnicamente. e o negro deveria ser cidadão "sem cor". Ao estudarmos a visão de movimentos vamos nos referir inicialmente aos movimentos de cinema. 2. amarelo. a pedra cairá. Se quisermos fotografar o movimento exatamente como é visto pelo olho. estaremos.COMO O OLHO HUMANO "VÊ" OS MOVIMENTOS. em vez de revelarmos o filme fotográfico em um papel. revelaremos o Engo. por exemplo: suponhamos 2 cm de groselha no fundo de um copo. ou seja de dividirmos uma cena em um número muito grande de partes. porém permanecerá magenta. Podemos dizer que essa quantidade de líquido tem o matiz magenta. pois o matiz é verde. e à medida que formos aumentando a quantidade de pinga no copo. de saturação total. vermelho. lilás. 2. ou seja. o que será tecnicamente inviável Supondo também que o tempo decorrido entre o corte do barbante e a posição final da pedra demore um tempo de 1 segundo. vamos despejar a mesma no copo com groselha.1 . 3 . pois este apareceu bem antes da televisão e dele foram utilizados inúmeros parâmetros para a concretização dos sistemas de televisão. Paganini . em um outro matiz qualquer.4 . a cor propriamente dita. Dercio A. A pinga estará aqui fazendo o papel da luz branca.MATIZ Em nosso estudo chamaremos de MATIZ. pois o branco é que é cidadão de cor. e depois analisamos ponto a ponto para poder processar a cena completa. será a maior ou menor diluição de um matiz qualquer na luz branca. etc.MOVIMENTOS "NATURAIS" E "ARTIFICIAIS" Quando olhamos naturalmente um objeto em movimento. ao cortarmos o fio. e o princípio é o mesmo. usando certa quantidade de "pinga". quando a mesma atinge um ponto de repouso.

os detalhes ausentes.1 . e o mesmo ocorrerá em relação ao segundo. Ora. os fotogramas serão apresentados à retina com um intervalo de 1/50s. Dessa forma.1. pois apesar de que o tempo de duração do movimento na tela. vimos que a quantidade de fotogramas registrados é muito inferior à quantidade de posições reais da pedra. teremos feito 10 fotos em 1 segundo. antes de a retina processar inteiramente o primeiro.. e então. vamos registrar (fotografar) apenas 10 posições da pedra em sua trajetória. ocorrer exatamente igual ao tempo do movimento real. e portanto a imaginação se incumbirá de anexar à ilusão de movimento. e contínuo (período de exibição de cada fotograma< tempo de persistência da visão). Paganini . porém ao assistirmos o filme. mas sim em um número finito de fotos.6 mesmo em uma fita plástica transparente (filme de cinema). Se em vez de 10 fotogramas por segundo (fot/s). Note-se que fotografamos apenas algumas amostras do movimento. o cérebro nos fornecerá a ILUSÃO de estarmos vendo um movimento natural ( tempo de exibição = tempo de amostragem). teremos um total de 10 "fotogramas". Dercio A. e ao revelarmos esse filme em um filme de cinema. e como o tempo de persistência da visão é de 1/20s. por exemplo. b) mesmo que uma pessoa nunca tenha visto o referido movimento. exatamente como ocorreu na realidade. não perceberemos essas descontinuidades pois: a) trata-se de um movimento corriqueiro que qualquer pessoa já o viu ao natural. 3. porém como os fotogramas ocorrerão na retina na mesma seqüência com que foram fotografados.. e exibirmos esses fotogramas à retina com a mesma freqüência (freqüência de exibição. não vamos acionar a câmara fotográfica infinitas vezes em um segundo.Fe). porém. Ocorre então que cada fotograma ficou exibido na tela por um período de 1/10s. o tempo de apresentação dos fotogramas à retina. e o segundo antes do terceiro e assim por diante. serlhe-á apresentado o segundo e o terceiro.2 FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM ÓTIMA E FREQÜÊNCIA DE EXIBIÇÃO CRÍTICA Engo. nessas condições. o nervo ótico transmitirá ao cérebro a impressão de fotogramas completamente separados. Se tivermos um projetor para esses fotogramas e projetarmos o filme em uma tela. foi muito grande. e por isso chamaremos a freqüência com que foram fotografadas essas amostras de FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM . o cérebro nos dará a ilusão de um movimento da pedra. e portanto a memória encaixará nas descontinuidades as partes faltantes do movimento. mesmo assim será perfeitamente capaz de imagina-lo. Já sabemos que o tempo de persistência da visão é de 1/20s e portanto. aumentarmos a Fa para 50 fot/s. 3.ao qüinquagésimo fotogramas. porém a ilusão será de um movimento descontínuo..Fa. e assim. ao terceiro. a retina do olho teve tempo suficiente de processar inteiramente o primeiro fotograma antes de lhe ser apresentado o segundo. o filme terá uma duração de 1 segundo. o nervo ótico transmitirá ao cérebro as impressões de três fotogramas simultâneos. com a mesma velocidade com que foram feitas as fotos.ATUAÇÃO DA MEMÓRIA E IMAGINAÇÃO Na explanação acima.

porém com isso perdemos detalhes do movimento.1 .1. ao passo que com Fa=50 fot/s a qualidade será bem superior. e então. os produtores tiveram que reduzir ao máximo o custo. e supondo que ocorram em um tempo de 24 horas. utilizaremos na câmara. com a ilusão de realidade e continuidade. sem grande perda de qualidade. é claro que esse fato não aparecerá na tela. o custo total será bem baixo. Engo. Vimos então que para acelerar o movimento fizemos uma Fa<Fec. e portanto o movimento foi acelerado. e na tela o filme demorará cerca de 20 segundos. de 24 horas para 20 segundos. e com 50 fot/s o movimento já nos parece natural e contínuo. e impuseram aos técnicos a determinação de uma freqüência de amostragem compatível com a relação custo/benefício Os técnicos perceberam que o período de exibição do fotograma deve ser menor que o tempo de persistência da visão. jamais veremos esse movimento das pétalas. o movimento do desabrochar de uma flor.7 Vimos que com 10 fot/s a ilusão era de um movimento descontínuo. teremos um total de 480 fotogramas. e ao assistirmos o filme. Vamos então exibir esses fotogramas na Fec=24 fot/s. Sabemos que existe o movimento das pétalas.ALTERAÇÕES NO MOVIMENTO Quando os movimentos são normais e corriqueiros. através de pesquisas estatísticas chegaram à conclusão que para se ter a ilusão de um movimento real e contínuo.2. o tempo crítico de exibição ( o maior tempo possível) era de 1/24s. Essas freqüências foram adotadas internacionalmente para todas as câmaras e projetores profissionais de cinema. até a posição de uma flor completa. que se fizermos um filme com 24 fot/s não teremos a ilusão real de movimento. Note-se porém. desde a posição de botão. porém teremos um filme de péssima qualidade. ou seja. Quando o cinema deixou de ser uma arte para ser um produto de consumo de massa. porém o custo será bem maior. 3. pois supondo que entre o n e o n+1 fotogramas chegou até a flor uma abelha e permaneceu na mesma 30 segundos. Para podermos ver o movimento. teremos a ilusão de um movimento real e contínuo. o filme demorará na tela as 24 horas e da mesma forma não conseguiremos ver o movimento em questão. o que nos fornece uma freqüência de amostragem ótima Fao=24 fot/s. que neste caso perdemos detalhes do movimento. se tentarmos ficar olhando incansavelmente para a flor.1 . Estudando a relação custo/benefício. ou extremamente lentos. um disparador automático e o regularemos para por exemplo para disparar a cada 3 minutos. notamos que com Fa=10 fot/s. porém existem alguns tipos de movimentos ou muito rápidos. 20 fotogramas por hora.ACELERAÇÃO Por exemplo. e portanto uma freqüência de exibição crítica Fec=Fao=24 fot/s. mas esses movimentos são muito lentos.2. 3. com a mínima perda de qualidade. Paganini . essa Fao é perfeitamente utilizável. Dercio A. e no final de 24 horas. e se fizermos um filme cinematográfico com Fa=24 fot/s e o exibirmos com a mesma freqüência.

pois no momento da exibição todos se lembrarão das cenas. não temos uma câmara lenta. O nome em inglês. quando um cidadão compra uma câmara de Super-8. porém em cinema amador. Para esse efeito. ou imaginarão os detalhes faltantes. Se utilizarmos uma câmara especial cuja objetiva se abre e fecha a uma velocidade bem maior. "SLOW MOTION". com a visão de um número muito maior de detalhes da cena. dor de barriga etc.1. e então o olho perceberá nitidamente a cintilação da tela. Para evitar esse problema. envês de apresentarmos o fotograma na tela durante o tempo de 1/24s.1s. da mesma forma que jamais a veremos em um filme fotografado a 24 fot/s. A solução encontrada pelos técnicos foi a seguinte: mantém-se a freqüência de amostragem em 24 fot/s.2.RETARDO Supondo agora que queiramos registrar um movimento muito rápido. tal como o disparo de uma arma de fogo. porém o sistema visual humano. 3. e nesse caso. assim como a freqüência de exibição. como por exemplo 1440 fot/s. costuma-se chamar esse movimento. porém teremos uma ótima qualidade. (movimento retardado) é muito mais significativo.2. normalmente o filme será exibido à mesma platéia que assistiu ou até participou das filmagens.CINEMA AMADOR As Fac e Feo de 24 fot/s são adotadas internacionalmente para o cinema profissional. se o filme for visto por um tempo relativamente grande dependendo do assistente.PROBLEMAS DE CINTILAÇÃO A imagem depois de projetada na retina ali permanece por um tempo de 1/20s para que possa ser devidamente processada e transmitida ao cérebro. obviamente a tela deverá apagar e acender 24 vezes por segundo. para filmar cenas corriqueiras de uma viagem ou das estrepolias de uma criança. registraremos durante esse tempo. 3. Dizemos erroneamente. pois a câmara de amostragem é muito mais rápida. Sabemos que o projétil se movimenta a uma velocidade supersônica. Paganini . comprovado estatisticamente tem a propriedade de perceber uma luz piscando com uma freqüência de até 45 piscadas por segundo.2 . No Brasil. porém. e se tentarmos olhar ao natural.3 . e o projetor tem velocidade normal. a solução seria exibir o filme a uma freqüência superior a 45 fot/s. pois a Fa deveria também ser alterada para Fa>45 fot/s.8 3. faremos essa apresentação Engo. pois como foi visto. Dercio A. um total de 144 fotogramas. onde a platéia que irá assistir o filme não é a mesma que assistiu a filmagem. tais como dor de cabeça. jamais veremos a bala. Exibindo esse filme à velocidade normal de 24 fot/s. portanto fizemos uma Fa>Fec. mal estar. e esse fato poderá causar alguns incômodos ao espectador. o que acarretaria uma despesa maior de produção. e supondo que o tempo ocorrido entre o disparo da arma e o projétil atingir o alvo demora cerca de 0.2 . com a câmara em ação. erroneamente de "câmara lenta". è claro que neste caso o custo do filme será bem mais caro. e pode-se adotar freqüências de amostragem e exibição de até 18 fot/s. com a intenção de economia de fita. o filme durará na tela um tempo de 6 segundos e teremos então a visão total do movimento. e se o filme for exibido a 24 fot/s. os auxílios da memória e imaginação são muito mais marcantes.

o olho humano.1.ELEMENTOS FOTO-VOLTÁICOS Estes elementos possuem a característica especial de poderem transformar diretamente a energia luminosa em energia elétrica. Já sabemos que para a transmissão de imagens através de ondas de rádio. etc. Paganini . iconoscópios. e atualmente são bastante empregados principalmente em fontes de alimentação de satélites artificiais.. germânio.CÂMARA DE TELEVISÃO. Dercio A. Possivelmente. exibimos na tela o fotograma durante 1/48s. e buscando na natureza. e como já temos um modelo. mas até o presente. calculadoras. um olho eletrônico para executar essa função. arseniato de gálio. apagamos a tela e exibimos novamente o mesmo fotograma. e o olho humano não mais perceberá. atualmente não são mais utilizados nas câmaras modernas...2 . no futuro. pois os mais modernos conseguem transformar cerca de 2 watts por metro quadrado de área de elementos. dessa forma. relógios e outros pequenos dispositivos ativados pela luz do sol. Infelizmente o rendimento desses elementos é ainda muito baixo. quando existir o fornecimento de algum tipo de energia Engo. ou seja.ELEMENTOS FOTO-CONDUTORES OU FOTO-RESISTORES Com o advento dos semicondutores à base de silício. e para tanto precisamos de um transdutor. normalmente metálicos ou ligas de metais de baixa função de extração.ELEMENTOS FOTO SENSÍVEIS Inicialmente vimos que no olho humano. e essa energia é extremamente baixa para ativar elementos de maior porte.. que possuem a propriedade de emitir elétrons. e continuaremos com a Fao=Fec=24 fot/s. quando atingidos por outras formas de energia. precisaremos transformar a cena ótica em sinal elétrico.9 em duas etapas. 4.ELEMENTOS FOTO-EMISSORES São elementos. tais como calor ou luz. tais como os orticons. 4. são comercialmente inviáveis. a imagem é transformada em sinal elétrico através de corpúsculos foto-senssíveis. percebeu-se que a junção P-N dos diodos ou transistores. conseguem produzir pares elertron-lacuna.PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO. a freqüência das piscadas passará a ser 48 piscadas/segundo. 4.3 .1 . encontraremos diversos tipos de elementos que possuem as características de serem sensibilizados pela luz. pois necessitavam de muitas quantidade de luz para produzir imagens relativamente boas. de formas diferentes: 4. vamos tentar construir nosso olho eletrônico baseado nos mesmos princípios. tenhamos elementos desse tipo que possam servir como uma fonte inesgotável de energia. do qual estudamos alguns detalhes. ou seja. Esses elementos constituíam as placas fotosenssíveis de todas as válvulas de imagem até algum tempo atras. iconoscópios de transferência de imagem etc..1.1.1.Devido ao seu baixo rendimento. 4.

Paganini . determinado pela quantidade de luz que o mesmo recebeu da cena. a imagem da cena será subdividida em um número muito grande de partes que chamaremos de "elementos de Imagem". Os foto-resistores são elementos que tem sua resistência ohmica grandemente alterada com a presença ou a ausência de luz. onde a luz de uma cena ótica poderá ser transformada ponto a ponto. Através de um sistema de lentes. tais como foto-resistores. e no nosso caso interessa principalmente os foto-resistores. Engo. e emitirá um feixe eletrônico em direção ao alvo. Cada um dos fotoresistores ficará com um certo valor de resistência. poderemos montar o seguinte dispositivo: Todos os foto-resistores serão ligados a uma placa metálica transparente.2 .10 nessa junção. elemento por elemento. Precisamos agora transformar essa cena elétrica em um sinal elétrico equivalente. e que de ora em diante será conhecida apenas por "alvo". e ligada ao terminal positivo de uma fonte de alimentação. No terminal desse capacitor. À medida que o feixe for contatando o terminal livre de cada um dos elementos. calorífica ou luminosa. (fonte "B") através de uma resistência.TRANSFORMAÇÃO DA CENA ÓTICA EM SINAL ELÉTRICO. plumbicons e outros da mesma família. fará circular pela placa metálica certa quantidade de corrente cuja amplitude é proporcional à resistência ohmica desse elemento. cuja amplitude é proporcional à intensidade de resistência dos elementos de imagem do alvo. a qual será captada pelo capacitor ligado em paralelo com o resistor. então. aumentando ou diminuindo sua resistência ohmica. de acordo com a quantidade de energia fornecida. que por sua vez é proporcional à intensidade de luz da cena naquele ponto. tais como energia elétrica. Assim. teremos um sinal elétrico. Partindo da placa de elementos foto-senssíveis que estudamos acima. cujo cátodo estará ligado ao terminal negativo da fonte "B". começando pelo canto esquerdo superior. O mais importante é que essa energia a ser fornecida pode ser de diversas formas. Através de um sistema de deflexão. eletrostático (placas) ou eletrodinâmico (bobinas). a qual estará colocada na frente desses elementos. poderemos construir elementos sensíveis à luz. A esse conjunto chamaremos de ALVO. transformamos a cena ótica em uma cena elétrica. e com isso. teremos uma placa foto-senssível. em uma cena elétrica. construiremos um "canhão eletrônico".. foto-diodos.. o qual como já dissemos estará ligado ao terminal positivo dessa mesma fonte. até o último da canto direito inferior. tais como os vidicons. e portanto de construirmos uma placa composta de um número muito grande desses elementos. faremos com que o feixe de elétrons explore todos os elementos do alvo. e seqüencialmente. 4. e assim poderemos controlar a condutividade do material. foto-transistores etc. Dercio A. Este tipo de elementos são a base de todos os tubos de imagem modernos. provocando aí uma queda de tensão. e portanto. Essa corrente circulará pela resistência em série com o circuito da fonte. focalizaremos a luz proveniente da cena ótica sobre esse alvo. e procederemos da seguinte forma: Na parte posterior do alvo..

e portanto terão uma capacidade de resolução melhor que aquela do ASA 400.2 . e das limitações técnicas a que estaremos sujeitos. para os filmes fotográficos está intimamente ligada com a sensibilidade do filme à luz. se tivermos que fotografar uma cena para posterior AMPLIAÇÃO. mas como vimos anteriormente. 5.CAPACIDADE EFETIVA DE RESOLUÇÃO Como foi visto no item 1.CARACTERÍSTICAS DA IMAGEM CONSEGUIDA ATRAVÉS DO VIDICON O sinal elétrico acima descrito. um filme de ASA 60 terá uma sensibilidade à luz menor que um filme de ASA 400. pois os mesmos não serão vistos. Essa capacidade de resolução. devido ao sistema de proteção do conjunto de visão. foi conseguido através de uma válvula de emissão termiônica chamada "vidicon" (cujo funcionamento foi muito sumariamente descrito). e não adianta termos elementos de imagem cujas dimensões sejam menores que o ângulo de acuidade visual. O valor desse ângulo limita o tamanho mínimo do elemento de imagem de nosso alvo.1 . conforme comprovado por Kell. em relação ao que efetivamente queremos e podemos transmitir. deveremos faze-lo com um filme de número ASA menor. jamais conseguirá reproduzir um detalhe da imagem que possua uma área menor que 2 cm2. de acordo com as características do olho humano.1 . dessa forma. agora precisaremos processar essa informação.11 Dessa forma.4'< ângulo < 5').ELEMENTOS DE IMAGEM E RESOLUÇÃO Supondo uma placa de elementos foto-senssíveis com uma área S =400 cm2. de toda a capacidade de resolução de uma placa qualquer.CAPACIDADE DE RESOLUÇÃO DE UMA TELA DE TELEVISÃO Engo. e portanto com área zero. da placa foto sensível. 5 . e para o nosso olho eletrônico convencionamos que esse ângulo deverá valer 1 minuto de grau.4. Cada elemento de imagem terá então uma área de S/R = 400/200 = 2 cm2. Paganini . obviamente essa placa terá uma capacidade de resolução muito pobre. transformamos a cena ótica em cena elétrica e posteriormente a cena elétrica em sinal elétrico correspondente à intensidade de luz (brilho e luminância ) da cena ótica. afim de que possa ser transmitida através de uma onda eletromagnética. Dercio A. cuja amplitude é correspondente à intensidade de luz da cena. pois seus elementos de imagem são menores. e para tanto.65) 5. 5. assim sendo. e com R=200 elementos de imagem. e portanto poderemos definir : CAPACIDADE EFETIVA DE RESOLUÇÃO = S/K*R (onde K é o fator Kell de 0. Este tipo de alvo. precisamos conhecer algumas particularidades desse sinal. o olho humano apenas conseguirá ver cerca de 65% dos detalhes. terá então uma definição de imagem de 2 cm2. A esse valor chamamos de CAPACIDADE DE RESOLUÇÃO. Neste caso.1. pois quanto menor for a área do elemento. e então teríamos a reprodução de detalhes infinitamente pequenos da cena. ou seja. Uma placa ideal portanto deveria ter infinitos elementos de imagem.1. menor será o detalhe de imagem reproduzido pela placa. o olho humano possui um angulo de acuidade visual(0.

CONCEITO DE QUADRO Quando o feixe eletrônico explorou totalmente o alvo do vidicon. o problema da cintilação foi eliminado fazendo-se a exibição dupla de cada fotograma. mas sim a quantidade de vezes que a tela apaga e acende por segundo. com uma deflexão vertical de 60 Hz. isto é. exibirmos a imagem em duas partes iguais. tais como japoneses ou chineses. e dizemos que a tela estará apagada. dizemos que foi explorado 1 QUADRO completo. O importante não é exatamente a freqüência de exibição. não existirá feixe eletrônico. com um intervalo de apagamento entre elas. No padrão "M" o tempo necessário para essa exploração.1 . Considerando que a freqüência de quadros é o inverso do período. que acarretaria os mesmos problemas vistos no caso do cinema. poderemos pensar na possibilidade de apagar a tela na metade do tempo desse quadro. desde o primeiro elemento no canto esquerdo superior. o padrão adotado é o "M". em televisão.CONCEITO DE CAMPO . e a esse tempo chamaremos de "RETRAÇO" vertical. até o último elemento do canto direito inferior da tela. chamaremos de "TRAÇO" vertical. 5. e assim temos diversos padrões internacionais de televisão. assim sendo. Para uma maior facilidade técnica. Obviamente. Dercio A. e esse feixe de elétrons estará a qualquer instante sujeito à ação de dois campos magnéticos ( ou elétricos). efetivamente Engo. e portanto fv=30 Hz. e retorna para começar nova exploração. isto significa que a tela apagará a cada 1/30 de segundo. O tempo que o feixe eletrônico demora para defletir de cima para baixo na tela. e portanto. um que o faz defletir na direção vertical e outro na direção horizontal. elemento por elemento. o feixe eletrônico irá explorar o alvo do vidicon. e quando o último elemento é lido. da esquerda para a direita e de cima para baixo. desde que seja mantida a mesma seqüência na exploração e na varredura. ocorre simplesmente porque a televisão foi desenvolvida por ocidentais. e o que se movimenta efetivamente são as linhas de força do campo magnético que faz o feixe defletir. muito possivelmente a exploração do alvo. costuma-se associar a deflexão vertical de acordo com a freqüência da rede local de energia elétrica. Sabemos que o olho humano médio consegue ver piscadas de uma luz até uma freqüência de 45 Hz. já que não podemos repetir duas vezes o mesmo quadro. Paganini . ou seja. No caso do Brasil. ou seja. Dessa maneira. o período total de 1 quadro é de 1/30 seg. bem como a varredura da tela do cinescópio seria de cima para baixo e da direita para a esquerda. e dessa forma ao assistirmos um programa de televisão.ELIMINAÇÃO DA CINTILAÇÃO Vimos que no caso do cinema.2 . ou seja. obviamente o feixe estará "apagado". seria impossível a repetição de um quadro. o feixe deve retornar ao canto esquerdo superior para começar nova exploração. 5. durante esse tempo de retraço obviamente não haverá geração de sinal elétrico.12 A capacidade de resolução de uma tela de televisão está ligada ao número de linhas que compõe a cena. pois como vimos. principalmente em programas ao vivo (lembrar que o vídeo-tape apareceu muito tempo depois de a televisão ter se desenvolvido). pois teoricamente é indiferente a movimentação do feixe. em uma determinada seqüência. teríamos o incômodo da cintilação. O movimento do feixe eletrônico aqui descrito. Durante o retraço vertical. pois se tivesse sido inventada por orientais. que é a freqüência da rede nacional das concessionárias de energia elétrica.2.2.

6a. é necessário que na retina do olho. 3. 12a. 8a. pois o feixe explorará/varrerá primeiramente as linhas 1. Note-se que na tela de um receptor não existe um espaço delimitado para a s linhas pares e ímpares.EXPLORAÇÃO E VARREDURA INTERCALADAS Pelo exposto. transmitiremos a 2a. tanto a exploração como a varredura do feixe eletrônico ocorrerão intercaladamente.e posteriormente as linhas 2.. 7a. pois para reproduzirmos a imagem em duas metades. obviamente se deslocará segundo uma trajetória inclinada em relação à horizontal. Numa primeira fase transmitiremos as linhas ímpares. 14a. as linhas se encaixem perfeitamente. a qual servirá para os dois campos. espaços estes que deverão ser preenchidos por meia linha para que sejam imperceptíveis ao telespectador. e não seqüencialmente. aí apagamos a tela. Efetivamente é isso que faremos..3 .(no padrão M: 1 quadro = 2 campos = 525 linhas). sem haver superposição de linhas.. porém dividindo a tela em 525 faixas horizontais (as quais. necessariamente deveremos ter um número impar de coisas. existem 3 condições absolutamente necessárias: a) que o período dos dois campos sejam absolutamente iguais: dessa forma poderemos construir um único oscilador que gerará uma forma de onda dente-de-serra com a freqüência de 60 Hz. quando aparecer a imagem produzida pelo campo 2. e a imagem produzida pelas linhas do primeiro campo ficarão presas na retina durante um tempo bem maior que o tempo que a imagem fica exposta na tela. 11a. pois se houver esse fenômeno. 3a.. 10a... 9a. e 16a. no padrão M adotado no Brasil. mas sim de 60 Hz. 13a. chamados respectivamente de "CAMPO 1 ou CAMPO DAS LINHAS ÍMPARES" e "CAMPO 2 ou CAMPO DAS LINHAS PARES". e portanto. isto é. e portanto sobraria um espaço sem varredura no canto direito superior. Dercio A.2. 4a. e 15a. Paganini .. Por motivos tecnológicos. e quando a mesma for acesa novamente. devido ao tamanho reduzido da tela. Cada metade do quadro receberá o nome de "CAMPO". Para que haja esse intercalamento automático de linhas. (no padrão M: 1 campo = 262. 5a. e no canto esquerdo inferior. 4.5 linhas) c) O número de linhas deve ser impar Esta condição é decorrente das duas anteriores. pois se temos que dividir um certo número de coisas em duas partes iguais de modo que cada parte seja composta de um número inteiro de coisas e mais meia coisa. transmitindo a 1a. e assim sendo. que já não mais será percebida pelo olho humano médio. 5. iremos enxergar apenas meia imagem. apagaremos a trela e na segunda fase transmitiremos as linhas pares. um quadro completo terá 525 linhas. Engo.5 linhas cada um.. é claro que não iremos dividir o quadro em uma metade superior e uma inferior. 5. poderemos por exemplo dividir a tela em 16 partes. 6. passarão a chamar-se LINHAS).13 teremos uma freqüência de apagamento não de 30 Hz. divididas em dois campos de 262. (Tv = período vertical ou período de campo = 1/60 seg) b) que cada campo seja composto de um número inteiro de linhas e mais meia linha Em virtude de o feixe eletrônico estar a qualquer instante sujeito à ação de um campo vertical e um campo Horizontal.

Ainda na mesma estatística.1 . seja em cinema.14 5.RESOLUÇÃO Como sabemos.DEFINIÇÃO DE IMAGEM . adotada e utilizada internacionalmente para telas de cinescópios de televisão. nos vidicons. já dimensionam o cenário no sentido de eliminar a defasagem. poderemos calcular o tamanho dos lados. em relação à realidade. (p/ ex. a definição de uma imagem.32 = 493 linhas reais de imagem Engo. 5. diminuindo assim o número real de elementos de imagem. não se tem a necessidade de especificar altura e largura. para uma maior facilidade técnica durante a transmissão. o feixe poderá excitar diversos elementos ao mesmo tempo. pois se a seção reta do feixe for muito grande. desde o primeiro até o último elemento de imagem. conhecendo o problema. e portanto: 525 . fotografia ou televisão.RELAÇÃO DE ASPECTO Comprovou-se estatisticamente que o olho humano médio tem preferência em ver imagens. e dessa forma. tem-se a impressão de que a mesma é mais baixa do que se imaginava.RESOLUÇÃO VERTICAL No padrão M temos um total de 525 linhas horizontais que compõe um quadro completo. a relação de aspecto é de 5:4. onde a dimensão horizontal é maior que a vertical. ou seja. Paganini . em telas de formato retangular. O motivo dessa preferência calcula-se que seja porque a maioria dos movimentos realizados naturalmente pelo homem. são movimentos horizontais. apenas os sentimos. ou resolução. já vimos que o feixe eletrônico do vidicon explora o alvo ponto a ponto. e linha a linha. para o retraço vertical (16 linhas em cada campo para o retorno do feixe de baixo para cima). porém quando se vê pessoalmente uma pessoa cuja imagem se viu muitas vezes na tela. A definição de imagem portanto será diretamente proporcional ao número desses elementos. principalmente imagens em movimento. Dercio A. Sendo assim. haverá uma pequena defasagem na altura das pessoas e do cenário vistas na TV. quando se vai dimensionar um tubo receptor de TV. mesmo que os elementos sejam pequenos. ou no máximo composições de horizontais com verticais ( p/ ex. Os cenógrafos. No caso particular de TV.: se a diagonal de um tubo mede 50 cm. Dessas 525 linhas. quando se sobe uma escada). porém esses veículos normalmente são fechados e efetivamente não vemos os movimentos. 5. e inversamente proporcional à área da seção reta do feixe que chega aos elementos. a tela do vidicon é mais quadrada que a tela do cinescópio. pois especificando apenas o valor da diagonal. é especificada pelo número de elementos de imagem que compõe uma tela qualquer. percebeuse que a relação entre as dimensões é de 4 na horizontal para 3 na vertical.4 . Um dos únicos movimentos efetivamente verticais que operamos é o de se viajar em um elevador. o que nos leva à chamada RELAÇÃO DE ASPECTO = 4/3 . porém.4. por um simples cálculo matemático de semelhança de triângulos. devemos descontar 32.3 . então os lados medirão respectivamente 30 cm de altura e 40 cm de largura) Essa relação de aspecto de 4:3 é mantida nos receptores.

na direção horizontal da tela a imagem terá efetivamente 426 elementos de imagem. mais concentrados estarão os elementos. apenas conseguiremos ver efetivamente 493 x 0. Assim sendo. um receptor com cinescópio de 26" deverá ser olhado a uma distância mínima entre 3. Paganini .320 elementos Esse número total de elementos de imagem é ligeiramente maior que o de um filme de 16 mm.2 . se olharmos um receptor de tela pequena a uma distância muito grande ocorrerá que as imagens poderão ter dimensões menores que a abertura de nosso ângulo de acuidade visual e não teremos a possibilidade de distinguir perfeitamente os componentes da cena. independentemente do tamanho do cinescópio. seria de se esperar que o número de elementos de imagem na direção horizontal fosse exatamente igual ao número de elementos na direção vertical.O SINAL DE VÍDEO Engo. em virtude de que a tela é maior nessa direção que na direção vertical. ou seja.4. 6.RESOLUÇÃO HORIZONTAL Se a tela fosse quadrada.RESOLUÇÃO TOTAL O número total de elementos de imagem em umas tela qualquer de TV será o produto da Rv por Rh. ou seja. Dercio A. dizemos que a resolução vertical efetiva Rvef = 320. Isto significa que quanto menor for a tela. porém. e vice-versa.5m. Note-se também que não foi especificado aqui o tamanho da tela.3 .15 Dessas 493 linhas reais que compõe a imagem. porém inferior à definição de um filme de fotografia de 35 mm. além dos problemas de radiação provocados pelo choque do feixe eletrônico com o vidro (emissão de raios X). por exemplo. mas sim os elementos ( linhas) que compõe a mesma. (dizemos normalmente "resolução de 320 linhas) 5. ainda teremos o problema de ver não a imagem completa. teremos: Rhef = (4/3) x Rvef = (4/3) x 320 = 426 ou seja. Se assistirmos TV com cinescópios grandes a distâncias menores que as recomendadas. Por esta razão é que de acordo com o tamanho do cinescópio. e portanto tanto um cinescópio de 50 cm (20") quanto um cinescópio de 5 cm (2") terão o mesmo número de elementos de imagem gerados pelo sinal de vídeo. 5.5m a 5. ou seja com relação de aspecto 1:1.4. efetivamente veremos um total de 320 elementos de imagem.65 = 320. deveremos olhar os receptores a determinadas distâncias. considerando a relação de aspecto dos cinescópios. No caso contrário. esse número de elementos é definido pelas próprias características do sistema. enquanto um cinescópio de 5" deverá ser assistido a no máximo 2m de distância. ou seja: Rt = Rh x Rv = 320 x 426 = 136. devido ao fator Kell. numa coluna qualquer da tela.

I é a intensidade de corrente do feixe. mas varia de acordo com uma curva exponencial. o feixe eletrônico irá explorar o alvo do vidicom linha a linha. Este expoente é normalizado em cada país. o sinal elétrico conseguido no vidicon. pois no cinescópio do receptor. 6. ou SINAL DE LUMA. pois os pontos cinza escuro apareceriam pretos e os pontos cinza-claro apareceriam brancos).5) Para compensar essa não-linearidade. (no Brasil =2. para que possa retornar à esquerda. de acordo com o tipo de material a ser utilizado na confecção do cinescópio. a variação de brilho não é linear com a variação da intensidade de corrente.1 . que é o estudo da segunda parte deste trabalho).FREQÜÊNCIAS E PERÍODOS . Normalmente utiliza-se o termo sinal de VÍDEO para o sinal composto de luminância e crominância ( quando se transmite em cores. dada pela equação: B=K. cuja variação de amplitude é proporcional à intensidade luminosa da cena ótica correspondente. o sinal de LUMA passa por um circuito que o eleva a um expoente - ( extrai a raiz ). como o erro é igual para todos os cinescópios (distorção em contraste. mas sabemos que ou o feixe existe ou não existe. pois o feixe não é um raio luminoso). 6. ao sinal correspondente a uma imagem em branco e preto. Dercio A. e portanto. K é a constante de proporcionalidade e  é um expoente que varia de acordo com o material eletroluminescente utilizado no tubo. sem a correspondente exploração. Engo. Este sinal elétrico passará por diversos processadores e finalmente irá fazer a modulação de uma portadora para poder ser transmitido via ondas de rádio. deveremos inserir no sinal. passará por um circuito de correção GAMA (). da esquerda para a direita.PULSOS DE APAGAMENTO DE LINHA E CAMPO Como foi descrito acima. e sinal de LUMA. ( dizemos que o feixe volta apagado.16 Chamaremos de SINAL DE VÍDEO.I onde B represente o Brilho de um ponto na tela. se faz a correção na própria emissora. chamaremos de SINAL DE VÍDEO COMPOSTO.1 .1.CARACTERÍSTICAS DO SINAL DE LUMINÂNCIA (LUMA) O sinal de luma gerado pelo Vidicon. diminuindo assim o custo do receptor. e portanto no final de cada linha. quando o feixe chega à margem direita da tela. A essa portadora modulada pelo sinal de luma. ao envês de se fazer um circuito em cada receptor. um pulso de apagamento de linha. ou seja depois de o feixe explorar uma linha do alvo. antes de qualquer outro processo. deverá sofrer um apagamento. Paganini . pois.

35 = 10. o que corresponde a um tempo para cada linha. quando o feixe completar a exploração das 246. o período vertical de cada campo. pois sabemos que o feixe eletrônico do cinescópio deverá seguir exatamente a mesma seqüência.7 s) que posteriormente será utilizado para o envio do BURST . Então. e exatamente na mesma fase do feixe do vidicon. deveremos inserir um pulso de apagamento de campo.84 x 63. Paganini .750 Hz Da mesma forma. cuja duração é de 10.01 ms e portanto a freqüência de campos ou freqüência vertical será 60 Hz 6.08 us). Durante os pulsos de apagamento de linha.02H (1.5 .66 ms ( = 262. para que a imagem possa ser reproduzida com perfeito sincronismo.08H (= 5. gerando o sinal de luma. com a duração de 16 linhas.pulso de sincronismo de cor Engo.16 de retraço)).5 = 53.15 s Considerando então o período H = 63. um quadro completo com 525 linhas ocorre em um tempo de 1/30 seg.750 Hz) bastante baixas.06H (3.1. não se terá qualquer inconveniente em reproduzi-las fielmente no receptor.35 s (traço horizontal) retraço horizontal = 63. que é de 1/60 seg. Dercio A. Para sanar esse problema.5 linhas x 63.27 s) depois do início do apagamento.5 s.5 linhas x 63. o tempo de traço ( tempo que o feixe demora para se deslocar da esquerda para a direita. para que os osciladores locais do receptor possam ser fielmente sincronizados. serão então enviados.5x10-6 = 15. corresponde a: 1/60 s = 16. para o retraço vertical. com duração de 0.15 s.17 No padrão M.5 .PULSOS DE SINCRONISMO DE LINHA E CAMPO Sendo as freqüências vertical (60 Hz) e horizontal (15. ou simplesmente H: H = (1/30) / 525 = 63.5 s = 1.2 .53. e o tempo do retraço aos restantes 16% (H . em um nível acima do nível de apagamento. No pulso de apagamento sobrará portanto um pórtico posterior de 0. a emissora deverá mandar junto com o sinal de luma. teremos uma freqüência que chamaremos de freqüência de linhas ou freqüência horizontal: fh = 1/63.5 s) o traço vertical: 246. corresponde a 84%(H') do período total. também os pulsos de sincronismo de linha e campo. os quais terão início cerca de 0.5 linhas ( 262.5 s desse período.H')): H' = 0. o problema maior será ajustar exatamente a fase dos osciladores.5 s = 15.84H = 0. que chamaremos de período de linha ou período horizontal.65 ms o retraço vertical: 16 linhas x 63. os pulsos de sincronismo de linha ou simplesmente sincronismo horizontal.

o oscilador horizontal estará sempre com a mesma fase no início e no fim do sincronismo vertical. e durante o tempo de 9 linhas (até a linha 8. Dercio A. Não haverá maiores problemas para a transmissão desses pulsos. e depois de 3H (190.04 s). pois o espaço é suficiente para contelos. a cada campo deverá ser feito novo ajuste de fase. três antes. e para evitar esse problema. deveremos ter uma forma de onda retangular de 213 ciclos( pois a cada ciclo teremos um ponto branco e um ponto preto). não em 15. e três depois do sinc-V. durante o tempo H' (53. e os demais pulsos H contidos no pulso V.1/2 do campo par e até a linha 11 do campo impar) os pulsos de sinc-H serão enviados com a freqüência de recorrência de 31. estarão em contra-fase com essa primeira subida.2 . Apesar de esse tempo ser pequeno (193.5 kHz. uma imagem formada por 213 pontos brancos e 213 pontos pretos. como por exemplo. serão enviados. A esses pulsos extras de sinc-H.04 s) serão enviados no mesmo nível do sincronismo de linha. onde não temos mais amplitude do sinal para o envio dos pulsos de sincronismo de linha. 6. pois esse tempo de 1. com uma duração de 3. Para evitar esse problema.1.04 H). que ocorre na linha 517.2. ou seja.04H (193. Fazendo as contas teremos: Engo.08 H.5 s) do início deste. Desde o início do apagamento-V. pois os mesmos são retalhados do sinc-V.LARGURA DE FAIXA DO SINAL DE LUMA Como vimos anteriormente. os pulsos de sincronismo de linha. em qualquer campo. serão enviados pulsos de sinc-H. Essa inversão de fase do sinc-H poderá acarretar uma rotação de fase de 180o na fase do oscilador H. o pulso de sincronismo vertical será recortado durante 0. a uma freqüência de recorrência de 31. e portanto. serão enviados os chamados PULSOS EQUALIZADORES. Ocorre que a subida do pulso de sincronismo vertical será interpretada pelo diferenciador. deverão ser transmitidos os pulsos de sincronismo de linha. três durante. a resolução efetiva horizontal é de 426 elementos.01 ms é suficiente para que o oscilador horizontal saia fora da fase correta das oscilações. será suficiente para fazer com que o oscilador horizontal entre em defasagem com o sinal da emissora. e portanto se quisermos uma imagem que possa utilizar todos os elementos em cada linha. a cada 1H.18 Os pulsos de sincronismo de campo.500 Hz (2 Fh) Portanto. uma vez que os pulsos de sinc atingem o nível 100 % do sinal. 6.PULSOS EQUALIZADORES Durante o tempo do pulso de apagamento vertical (16 H).1/2 para o campo impar e na linha 518 para o campo par.1 . chamamos de pulsos equalizadores. mesmo durante o sincronismo de campo. desde o início do pulso de apagamento vertical. como no tempo normal do campo. pois poderia ser demonstrada gráfica ou analiticamente que com essa inserção.750 Hz. Restará portanto apenas o espaço correspondente ao tempo de sincronismo vertical (3.35 s). durante o sincronismo de campo teremos 3 retaliações de sincronismo de linha. da mesma forma como se fosse um pulso de sinc de linha. porém sobre os pulsos de apagamento de campo. Paganini . e para tanto. mas sim.

e as tolerâncias para os canais vizinhos. ou seja. ou de apagamento a 75% da amplitude máxima.06H 0. Como na época em que se desenvolveram as transmissões de TV. perderemos um pouco de definição de imagem. poderemos consegui-los com uma senoide.5 S TUDE 0.AMPLITUDES RELATIVAS DO SINAL DE LUMA Se considerarmos o gráfico abaixo de amplitude em função do tempo poderemos ver que para o padrão M o nível BRANCO é estabelecido entre 10 e 13% da amplitude do sinal. e como já sabemos. não se tinha tecnologia suficientemente barata para produzir receptores nessa faixa de freqüências. Em compensação. e em compensação a banda passante total do sinal fica em 4 MHz.02 ¦ Engo. bem como os pulsos equalizadores.992. também chamado nível MAIS-PRETO-QUE-PRETO. e portanto.19 213 ciclos/ 53. com essa onda senoidal de 4 MHz. e ainda. e nesse nível localizam-se os pulsos de sincronismo de linha e de campo. o que daria uma largura de faixa total de 60 MHz (4 x 15).3 Hz = 4 MHz ou seja.502. ou seja. no sinal completo de uma emissora de TV precisamos enviar o canal de som. porém.84H PONTO CINZA ESCURO . o que quer dizer que apenas para o sinal de luma necessitaríamos de uma Bp = 60 MHz. precisaremos de uma Bp de no mínimo 62 MHz. DE LINHA 100% nível de sinc PÓRTICO POSTERIOR nível 75% PRETO 0.3 . verificaremos que essa onda será composta por uma senoide fundamental de 4 MHz. (por motivos da modulação em amplitude que veremos adiante). e pelo menos mais 15 harmônicas de freqüência cada vez maior e amplitude cada vez menor. e o nível PRETO. teremos um "degradê" de tonalidades cinzas entre o ponto branco e o ponto preto. resolveu-se diminuir a largura de faixa dos canais de TV.35 s = 3. AMPLIH=63. Além do nível PRETO aparece o nível de SINCRONISMO. perdendo com isso alguma coisa de definição de imagem: ao envês de conseguirmos os 426 elementos através de uma onda retangular. mas sim. Se fizermos a decomposição dessa retangular pela série de Fourier. Entre 10 e 75% são considerados os níveis CINZA. a freqüência mínima para a transmissão de TV nesse sistema seria de 600 MHz. 6.08H SINC. o limite entre o nível branco e o nível preto não ficará perfeitamente definido. dentro da faixa de UHF. essa é a freqüência máxima do sinal de luminância no padrão M de transmissão. a senoide não terá harmônicas e portanto utilizará uma faixa de apenas 4 MHz para sua transmissão. Paganini 0. Considerando todas essas informações. adotado no Brasil. a portadora precisa ter uma freqüência no mínimo 10 vezes superior à moduladora. Dercio A. para a máxima definição de imagem precisaremos de uma onda retangular de 4 MHz. para que haja uma perfeita modulação. para que possamos transmitir os sinais de TV em VHF. Assim sendo.

20 ¦ ¦ níveis de cinzas 0. porém esse pulso tem a mesma amplitude e forma de onda dos pulsos de linha. terá início depois de 3H do início do apagamento ( pórtico anterior) e será serrilhado pelos pulsos de sinc de linha e pelos equalizadores.OSCILOGRAMAS DE LINHAS DE UMA IMAGEM DE TV 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 100% 75% 60% 50% 30% PRETO CINZA ESCURO CINZA MÉDIO CINZA CLARO 10% BRANCO LINHA 4 Engo. a diferenciação entre eles está na duração: a) o pulso de apagamento de campo tem uma duração de 16 H (1. 6. não foi possível o desenho do pulso de apagamento e sincronismo de campo.04 H. nível 10% BRANCO 0% PONTO BRANCO GRÁFICO DE AMPLITUDE EM FUNÇÃO DO TEMPO P/ SINAL DE LUMA Devido a problemas de escala.4 . Dercio A.16H 53.01 ms) b) o pulso de sincronismo de campo tem a duração de 3.35 S apagamento de linha . Paganini .

21 100% 75% 60% 50% 30% 10% PRETO CINZA ESCURO CINZA MÉDIO CINZA CLARO BRANCO LINHA 14 Considerando o que foi visto no parágrafo anterior. Dercio A. Paganini . pois o que realmente acontece. seriam muito semelhantes ao da linha 12. os oscilogramas das linhas 11 e 13. Engo. se tivermos uma imagem estática como a representada na figura acima. e esse fenômeno será aproveitado mais tarde na composição cromática de uma cena qualquer. podemos imaginar como será a forma de onda ( oscilograma) de uma linha qualquer dessa cena: Podemos notar que se fizéssemos os oscilogramas das linhas 3 ou 5 eles seriam muito parecidos com o da linha 4 e da mesma forma. é que sinais de linhas consecutivas são muito parecidos.

pois foi o primeiro e mais elementar método de se fazer transmissões via ondas de rádio.2 .22 7 . bem como das condições favoráveis à transmissão-recepção de sinais. estaremos então dentro da faixa de VHF (Very High Frequency). cuja PV tinha a freqüência de 45. e atualmente as transmissões nos padrões comerciais de TV começam pelo canal 2. a mesma ainda era muito pouco utilizada.ESCOLHA DO TIPO DE MODULAÇÃO Na época em que foi desenvolvida a transmissão de TV. então optou-se por modulação em AM. Como a portadora deve ter uma freqüência no mínimo 10 vezes maior que a moduladora. os técnicos optaram por uma solução intermediária. e cujas características gerais vimos até o capítulo anterior. Paganini . de modo que tenhamos o máximo rendimento possível. examinando a relação custo-benefício.ESCOLHA DA FREQÜÊNCIA DA PORTADORA Como já foi visto no parágrafo 6. cuja PV está localizada em 55. basicamente não importa o quanto se gaste na emissora. que é igual a duas vezes a máxima freqüência a ser transmitida. e também que se possa fazer um receptor de baixo custo pois os receptores é que deverão ser comprados pela maioria da população. apesar de já ser conhecida a modulação em freqüência.25 MHz. diminuindo bastante o custo do receptor. esse canal foi posteriormente abandonado. ou seja. que para a época eram muito caros.2. e no caso de TV. No início das transmissões comerciais de TV. a máxima freqüência do sinal de luma é de 4 MHz. o que tornaria inviável economicamente os receptores. limitado pela relação entre boa qualidade de imagem e conhecimentos técnicos da época em que foi desenvolvido o sistema de TV. Com esse processo.25 MHz 7. ainda tem o problema da largura de faixa. os filtros necessários seriam muito mais baratos. a modulação da PV em AM-VSB (modulação em amplitude com banda lateral vestigial). Baseados nesses cálculos. Dercio A. Esse processo alem de desperdiçar grande quantidade de potência na transmissão da portadora e de uma das bandas laterais. e dessa forma. a banda total apenas para o sinal de luma deveria ser de 8 MHz. 7. mas tinha o inconveniente de exigir no receptor filtros de corte muito agudo.MODULAÇÃO DA PORTADORA DE LUMINÂNCIA (PORTADORA DE VÍDEO PV) O sinal conseguido no vidicon. Todas as emissoras comerciais de radiodifusão transmitiam em AM-DSB (modulação em amplitude com banda lateral dupla). onde se transmite uma banda completa (a superior no caso de TV) e apenas vestígios da outra banda (inferior). Já se conhecia também a transmissão em AM-SSB (modulação em amplitude com banda lateral única) que fazia grande economia na largura de faixa.1 . pois deveremos ter no mínimo 40 MHz para a PV. Por motivos que veremos adiante. principalmente por tradição. Engo. e portanto teremos que utiliza-lo para fazer a modulação de uma portadora de radiofreqüências. deverá ser transmitido por ondas eletromagnéticas. realmente adotou-se o canal 1. desde que se tenha receptores acessíveis à grande maioria da população.

e portanto entre o final da banda de LUMA e o inicio da banda de SOM haverá um intervalo de 485 kHz. ou seja. nas transmissões de TV. Paganini . quando fizermos a modulação. Como a Fh >> Fv. e esta sempre localizada 4. com o sinal de luma DC. a Portadora de Som (PS) é transmitida completamente independente da portadora de LUMA. e para maior facilidade de separação dos mesmos durante a recepção. a portadora de vídeo é modulada em AM-DSB. 7. ou seja. no mínimo. ocorrerá a modulação da freqüência horizontal pela freqüência vertical. como mostra a figura: Fh ¦ Fh-Fv ¦ Fh+Fv ¦ Fh-2Fv Fh+2Fv Fh-nFv Fh+nFv Esses "pacotes" de informação é que irão modular a portadora de vídeo. o que é suficiente para a transmissão de um som Hi-Fi). Dercio A. escolheuse a modulação em FM para a transmissão do som.CARACTERÍSTICAS DA MODULAÇÃO DA PV Já sabemos que o sinal de luma é descontínuo.5 MHz acima da PV no espectro de freqüências.3 . e teremos então uma raia de freqüência Fh. passa por um filtro de corte brando. 7. pois seria por demais inconveniente assistir TV muda. ladeada por raias de Fv.23 Assim sendo. da banda superior completa (4 MHz) e de vestígios da banda inferior (1. como veremos no espectro de freqüências mais adiante. Como foi escolhida a modulação em AM para o sinal de LUMA.25 MHz).5 MHz acima da máxima freqüência de LUMA.NOTAS SOBRE O SOM EM TV É claro que uma emissora de TV não pode transmitir unicamente a imagem. Por convenção. ou toda preta. dentro do modulador existirão as Fh e Fv. e também para se evitar mistura de sinais durante a transmissão.750 Hz. Considerando uma imagem toda branca. que é suficiente para a transmissão de FM-estéreo que atualmente algumas emissoras estão processando Engo.25 MHz para o sinal de luma. e teremos a transmissão da portadora. perfazendo assim uma largura de faixa total de 5. e isso foi feito em virtude de a largura de faixa exigida para o sinal sonoro ser de apenas 30 kHz (15 kHz em cada banda. ou seja. a mesma emissora deve transmitir a imagem acompanhada pelo som correspondente à cena transmitida.4 . e a cada campo ocorrerá o pulso de apagamento e sincronismo vertical com uma freqüência de recorrência de 60 Hz. em AM-DSB. a cada linha ocorrerá um pulso de apagamento e sincronismo horizontal com a freqüência de recorrência de 15. Essa portadora tem uma banda passante total de 30 kHz e está localizada então a 0.

V.25 MHz 4. Paganini CORRETOR  AMPLIF.25 MHz é a portadora de vídeo desse canal C) 59. GERADOR SINC.DIAGRAMA DE BLOCOS DE UM TRANSMISSOR DE TV A figura abaixo representa o diagrama de blocos de um transmissor de TV.25 MHz (LSB) 4. DE LUMA GERADOR DE P.5 .V.25 1. SOMADOR DE SINC.0 MHz (LUMA) (USB) 59. Dercio A. simplificado: DIAGRAMA DE BLOCOS SIMPLIFICADO DE UM TRANSMISSOR DE TV P&B CÂMARA DE TV MIC Engo.O ESPECTRO DE FREQÜÊNCIAS DO SINAL DE VÍDEO Se analisado em um espectógrafo de radiações. nas transmissões em cores. MODULADOR DE P.75 0.25 59. o sinal de vídeo terá então o seguinte aspecto de amplitude em função da freqüência: OBSERVAÇÕES: A) o número 54 em MHz indica o início da transmissão do canal 2 B) 55.24 7. sobram espaços vazios os quais vão se alargando à medida que nos afastamos da portadora. ANTENA .5 MHz (distância entre PV e PS) 6 MHz (largura total do canal no padrão M) Podemos perceber então a descontinuidade do sinal de LUMA.5 MHz 60 0.S.25 MHz é o final da banda de luma para o canal 2 PV (AM-VSB) PS (FM) PV+Fh PV+2Fh PV+nFh 54 55. pois entre as raias de PV+Fh ladeadas por raias de Fv. GERADOR DE P. 8 . Nesses espaços vazios é que faremos posteriormente o intercalamento das freqüências de Crominância.

e daí para a antena transmissora. Dercio A.1 . O sinal elétrico assim conseguido terá uma amplitude correspondente à intensidade luminosa de cada ponto da cena ótica.(9) que faz uma pré correção da informação para evitar uma distorção em contraste que ocorre no cinescópio do receptor. já com os pulsos de sinc. um feixe eletrônico proveniente do canhão e convenientemente defletido (pelas correntes geradas no gerador de varredura (6). O sinal modulado em FM passará ao amplificador de RF (13) e daí transferido para o Diplexador (9). Percebemos assim que a transmissão de LUMA é completamente independente da transmissão de som. transformando assim a cena elétrica em sinal elétrico. fazendo o devido casamento de impedâncias para remetê-los diretamente à antena transmissora (15). percorrendo 246. O sinal sonoro da cena ótica é captado pelo microfone (10) e enviado ao amplificador de som (11). o qual recebe a portadora de som gerada no oscilador de portadora de som (14).5 linhas e utilizando um tempo de 16 linhas para o retraço vertical.5 MHz acima da freqüência da PV. O feixe eletrônico explora todos os pontos de um quadro 60 vezes por segundo. é como se houvessem duas emissoras independentes uma transmitindo o som e outra transmitindo a imagem. explorará todo o alvo. DE ÁUDIO MODULADOR (FM) DIPLEXADOR 8. 9 . ponto a ponto. Esse gerador ou oscilador de PV (8) é controlado a cristal e é o determinante da freqüência da emissora. e é enviado ao Modulador de PV (5).25 MHz. Engo. A única restrição desse oscilador é que o mesmo deve oscilar sempre 4. para o canal 3 em 61. Do corretor gama. onde modulará a portadora gerada no gerador de PV (8). e recebe a sincronização do gerador de sinc) (7).DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO TRANSMISSOR DE TV A cena ótica (1) é projetada através de um sistema de lentes no alvo do vidicon (câmara de Tv) (2). O sinal modulado e amplificado é transferido para o diplexador (9). Os pulsos de sinc são gerados no gerador de sinc. os canais adotados internacionalmente vão do 2 ao 13 na faixa de VHF e do 14 ao 83 na faixa de UHF. o sinal está pronto para ser transmitido. sem misturá-los. Depois de amplificado o sinal é enviado ao Modulador de FM (12). No vidicon. por exemplo para o canal 2 oscila em 55. da esquerda para a direita e de cima para baixo. O diplexador é um bloco utilizado apenas para juntar os sinais da PV e PS. Paganini . O sinal Y (LUMA) é então transferido para o circuito corretor gama. Agora. devido à não linearidade entre a variação de brilho e intensidade de corrente do feixe naquela válvula. pois gerará pulsos para sincronizar tanto o sinal Y como também todos os osciladores locais de todas as câmaras e monitores do estúdio.25 MHz e assim por diante. onde é transformada em cena elétrica através dos elementos foto-condutores. o sinal é enviado para o circuito somador de pulsos de sincronismo (4). Esse bloco é necessário para que o sinal Y possa levar as informações de sinc de linha e de campo afim de sincronizar os respectivos osciladores no receptor. que muitas vezes é embutido dentro da própria câmara. que normalmente é uma unidade central na emissora.LOCAÇÃO DE FAIXAS PARA OS CANAIS DE TV Nos padrões comerciais de transmissão de televisão.25 AMPLIFIC.

75 60 101 3 60 61.75 144 185 E(18) 144 145. ainda tem em seus seletores o número 1.25 71. e começar do número 2. e por isso. entre 27 e 33 MHz. policiais. a portadora de som a 49. ou seja.75 82 123 6 82 83. todos com o número 1 no seletor.75 174 215 7 174 175. os receptores muito antigos (se é que existe algum em funcionamento).25 MHz.25 59.75 88 129 de 88 a 108 MHz faixa destinada às emissoras de FM de 108 a 120 MHz faixa destinada a transmissões militares. Paganini . resolveu-se então.75 138 179 canal início PV PS fim osc. como mostra o quadro abaixo: TABELA DAS LOCAÇÕES DE FAIXAS PARA OS CANAIS DE TV NO BRASIL banda BANDA I ou canais baixos BANDA MÉDIA canais desbanda tinados à transmissão de TV a cabo ou antenas coletivas canal início PV PS fim osc.local (MHz) (MHz) (MHz) (MHz) 2 54 55.75 168 211 I(22) 168 169.25 125.75 66 107 4 66 67. posteriormente foi destinada aos radio-amadores PX (faixa do RadioCidadão).25 131.75 MHz. sem se preocupar com as TVI (interferências em receptores de TV). portos e aeroportos A(14) 120 121. a portadora de vídeo estava localizada em 45.75 162 205 H(21) 162 163. nos Estados Unidos tinha-se o Canal 1. as autoridades resolveram alterar a faixa de FI dos receptores para os valores entre 44 e 50 MHz.25 167.25 149. Esse canal era possível pois a Freqüência Intermediária (FI) dos receptores estava localizada na faixa dos 11 metros.75 180 221 Engo. cuja freqüência inicial era de 44 MHz.25 143.local (MHz) (MHz) (MHz) (MHz) D(17) 138 139. e assim.25 65.75 150 191 F(19) 150 151. e dessa forma. e o final da faixa em 50 MHz.25 173.25 137.25 161.26 No início das transmissões comerciais de TV. na faixa de VHF teremos uma disponibilidade de 12 canais. Dercio A. Como já existiam milhares de aparelhos vendidos.75 156 199 G(20) 156 157. porém como essa faixa é de fácil transmissão.75 72 113 faixa livre de 4 MHz destinada antigamente às transmissões militares e de rádio-patrulhamento 5 76 77.25 155.75 126 167 B(15) 126 127.75 132 173 C(16) 132 133. simplesmente abandonar as transmissões nesse canal. começaram a haver muitas interferências nos receptores. principalmente porque os cidadãos comuns. Os receptores mais modernos já não mais possuem essa característica. anulando dessa forma o Canal 1. com muito pouco ou nenhum conhecimento de eletrônica podiam simplesmente comprar um transceptor em qualquer loja e fazer sua própria instalação de antena.25 179.25 81.25 87. e com o congestionamento dessa faixa.

Paganini 180 181.75 294 294 295.75 204 204 205.75 330 330 331.25 419.25 365.25 383.25 227.25 233.75 312 312 313. Dercio A.75 276 276 277.75 378 378 379.75 408 408 409.75 360 360 361.25 185.75 216 216 217.75 390 390 391.25 197.25 203.25 293.25 305.25 335.25 395.75 300 CANAIS DE TV NA FAIXA DE UHF 300 301.75 210 210 211.25 323.75 342 342 343.25 287.75 384 384 385.25 413.75 318 318 319.25 257.25 347.25 281.75 354 354 355.75 324 324 325.75 420 227 233 239 245 251 257 osc.75 234 234 235.25 341.25 245.75 306 306 307.25 317.25 215.25 329.75 228 228 229.75 186 186 187.25 353.25 269.75 222 222 223.75 372 372 373.25 239.75 246 246 247.75 192 192 193.75 252 252 253.75 240 240 241.75 282 282 283.25 221.75 396 396 397.25 251.75 198 198 199.75 366 início PV PS fim (MHz) (MHz) (MHz) (MHz) 366 367.75 258 258 259.75 414 414 415.75 270 270 271.27 BANDA II ou canais altos SUPER BANDA VHF idem à banda média SUPER BANDA UHF idem à banda banda média 8 9 10 11 12 13 J(23) K(24) L(25) M(26) N(27) O(28) P(29) Q(30) R(31) S(32) T(33) U(34) V(35) W(36) AA(37) BB(38) CC(39) DD(40) EE(41) FF(42) GG(43) HH(44) II(45) JJ(46) KK(47) canal LL(48) MM(49) NN(50) OO(51) PP(52) QQ(53) RR(54) SS(55) TT(56) Engo.25 359.25 377.25 191.25 209.75 348 348 349.local .25 275.75 336 336 337.25 311.75 402 402 401.75 264 264 265.25 299.25 401.25 407.25 389.25 263.25 371.75 288 288 289.

75 455.8 W 11.25 425.926 HORIZONTAL 625 LINHAS Pantalla 1 12.25 471.25 247.75 475.75 481.25 445.75 884 890 925 931 CINTURÃO DE SATÉLITES PARA TRANSMISSÃO DE TV NO BRASIL: SATÉLITE GALAXY IIIR CLASS NAHUEL C ANIK C1 Opera em BANDA KU e somente é Engo.75 431.75 426 432 438 444 450 456 476 482 488 517 523 529 878 884 879. Lançamento previsto para 1997 73  W 72 W Lançamento previsto 1996 71.5 W as posições foram requeridas pelo ministério das Comunicações junto à UIT (União 73  W Internacional de Telecomunicações).75 443.75 487.25 451. Dercio A.75 437.109 E VERTICAL 50 Hz Crônica Noticiosa 12.25 483.75 889.25 433.139 El Canal de Turismo .Cine 11.25 477.75 449. Paganini POSIÇÃ FREQÊN POLARIZAÇ PADRÃO NOME DO CANAL O CIA DE ÃO DE COR DESCIDA (GHz) 95 W lançamento previsto p/1995 77.25 883.28 nesta BANDA todos os canais são adjacentes UU(57) VV(58) WW(59) XX(60) YY(61) ZZ(62) 14 15 16 “ “ 82 83 420 426 432 438 444 450 470 476 482 420.25 439.900 LINEAR: PAL-N / B 365 .25 885.

74 LINEAR: PAL-M 3.09 4.13 POSIÇÃ FREQÊN POLARIZAÇ PADRÃO O CIA DE ÃO DE COR DESCIDA (GHz) 4.85 3.82 (6) BRASILSAT B1 Programação para freqüência de descida em BANDA C usa apenas MEIO TRANSPONDER * sinal codificado ** sinal codificado com compressão digital SATÉLITE BRASILSAT -B2 BRASILSAT -B3 INTELSAT-5AF13 INTELSAT 707 PANAMSAT PAS1 Programação para freqüência de des- Engo.80 VERTICAL 3.13 CULTURA (V) 4.83 3.86 (8) ATC-Cable .11 4.29 captável no sul do Brasil 3.Sempre Mujer Júpiter .177 ATC-Argentina 50 W lançamento em outubro de 1995 3.89 3.81 60 Hz 3.8 (5) sinal codificado por transponder 3.76 (3) 3.91 3.94 a 4.87 3.URUGUAI CANAL 12 .78 E 525 LINHAS 3. Dercio A.72 3.83 3.08 4.ARGENTINA 12x24 .91 3.17 AMAZONSAT (H) 4.Back-Trax TVA .059 HORIZONTAL ESPN * 70 W .URUGUAI CANAL 4 .89 3. Paganini 3.798 LINEAR: NTSC TNT * 4.TVQ CANAL 10 .723 CNN * 3.86 3.11 4.15 TVE-Piauí/TV Jangadeiro (H) 4.19 EMBRATEL (V) 65 W Servirá de apoio ao Brasilsat B1 .Universo Canal 8 de Mar Del Plata .93 3.SP* (H) Tvjockey-RJ*/KTV (H) EMBRATEL (H) Globosat/Fox* (V) Globosat/GNT * (V) TVA** (H) TVA** (H) NOME DO CANAL 3.17 EMBRATEL (H) 4.15 CNT (V) 4.lançamento imprevisto 61 W lançamento imprevisto 53 W Programação por freqüência de descida na Banca C -4.76 HORIZONTAL 3.URUGUAI GLOBO (H) SBT (V) TVE-RIO (H) MANCHETE (V) BANDEIRANTES (H) Globosat/Telecine (V) Globosat/SporTV (H) MTV** (H) TVA** (H) RECORD (V) TVOESTE (H) EMBRATEL (H) Globosat/Multishow*(V) Globosat/CNN* (V) TVJOCKEY .

14 (22) 12. Paganini 43 W 30 W 27.825 4.88 (9) 4.74 3.78 (4) 3.5315 11.codificado ** .88 3.025 FOX ** TV5 ** ECO ** DISCOVERY** NBC ** HBO ** TELE-HITS ** Canal de las estrelas ** E VERTICAL lançamento p/ final de 1995 LINEAR: TVE.845 3. Dercio A.325 3.226 3.5 W 21.995 11.078 12.30 cida em BANDA C 45 W * .5585 11.5 W A1 A1 A1 A1 A1 3.ESPANHA HOR/VERT HISPAVISION CIRCULAR TF1 ESQUERDA TV CADENA (LH) E Venezuela de Television DIREITA(RH) Wordnet-C SPAN LINEAR: REUTERS HOR/VERT transmissões eventuais 525 LINHAS 60 Hz NTSC 525/60 Hz NTSC 525/60 Hz NTSC e PAL-G Deutscwelle/ RAI /Teleplus lançamento em abril de 1995 CIRCULAR TV MARCONI DIREITA TV MADAGASCAR TV CUBA RTPI (Portugal) NTSC PAL SECAM 50/60 Hz .825 3.digital comprimida por trans ponder PANAMSAT IIIR HISPASAT H1 BANDA Ku INTELSAT 5F11 Programação para freqüência de descida em BANDA C INTELSAT K BANDA Ku INTELSAT 707 EXPRESS II Programação para freqüência de descida em BANDA C Engo.6050 18 W 14 W 3.