Guia de Práticas de Eletrônica 1

Eletrônica I

SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel

Guia de Práticas de Eletrônica 1

Laboratório de Eletrônica I
Prática Introdutória: Identificação do Laboratório
Objetivo:

Apresentação do Laboratório de Eletrônica.

Material:

Bancadas

Fontes de Corrente Continua

Procedimentos:
1.
2.
3.
4.

Apresentar os recursos diversos do laboratório:
Definir regras de distribuição de pontos;
Definir regras sobre utilização dos recursos do laboratório, limpeza e organização;
Identificar alimentação das bancadas e Fontes de tensão Continua fixa e ajustável;

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Guia de Práticas de Eletrônica 1

Prática 01:

Teste estático do diodo

Objetivo:

Realizar o teste estático do diodo semicondutor.

Material:

Multímetro
1 diodo de sinal 1N4007

Testes com o diodo
Os diodos, assim como qualquer componente eletrônico, operam em determinadas correntes
elétricas que são especificadas em seu envólucro ou são dadas pelo fabricante em folhetos
técnicos. Além da corrente, a tensão inversa (quando o diodo está polarizado inversamente)
também é um fator que deve ser analisado para a montagem de um circuito e que tem suas
especificidades fornecidas pelo fabricante. Se ele for alimentado com uma corrente ou tensão
inversa superior a que ele suporta, o diodo pode danificar, ficando em curto ou em aberto.
Utilizando de um ohmimetro ou um multimetro com teste de diodo, pode-se verificar se ele está
com defeito. Colocando-se as pontas de prova desses aparelhos nas extremidades do diodo
(catodo e anodo), verifica-se que existe condução quando se coloca a ponta de prova positiva no
anodo e a negativa no catodo, além de indicar isolação quando ocorre o inverso. Assim o diodo
está em perfeitas condições de operação e com isso é possível a localização do catodo e do
anodo, porém se os aparelhos de medição indicarem condução dos dois caminhos do diodo, ele
está defeituoso e em curto. Se os aparelhos de medição indicarem isolação nos dois caminhos,
ele também está defeituoso e em aberto

Procedimentos:
5. Utilizando o ohmímetro na escala x100 ohms faça o teste estático do diodo 1N4007 (diodo de
sinal) e complete a tabela abaixo:
Grandeza
Resistência Direta
Resistência Reversa

Valor esperado

Valor medido

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Polarização direta Polarizar um diodo diretamente significa aplicar positivo (+) ao terminal do anodo A) e negativo (−) no terminal do catodo (K). tendo seu valor vinculado ao valor da fonte. a corrente se torna alta. Material: • • • • Multímetro 1 diodo de sinal 1N4007 1 resistor de 270 ohms Fonte de tensão contínua ajustável Procedimentos: Parte teórica: Existem duas formas de se polarizar um diodo: • • Polarização direta. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Polarização reversa. Polarização reversa Polarizar um diodo reversamente significa aplicar negativo (−) ao terminal do anodo (A) e positivo (+) no terminal do catodo (K).Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 02: Curva característica do diodo Objetivos: • Levantar a curva característica do diodo. relativamente ao anodo. relativamente ao anodo. A partir do momento em que o valor da fonte supera a barreira de potencial.

SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .7V. Para diodos de silício. No primeiro quadrante o diodo é polarizado diretamente. esta tensão de limiar é de aproximadamente 0. No terceiro quadrante. o diodo conduzirá intensamente e será destruído devido à dissipação excessiva de potência. Caso esta tensão atinja o valor de ruptura (BV) (especificada pelo fabricante). conforme a tabela abaixo. Ligue a fonte de tensão contínua e ajuste-a até obter as quedas de tensão direta (VF) sobre o diodo. Parte A: Polarização direta 1. pequenos aumentos na tensão de polarização implicam em grandes variações na corrente direta.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Curva do diodo Podemos distinguir duas regiões distintas no gráfico abaixo. denominada tensão de joelho. A partir daí. inicialmente não se tem corrente fluindo pelo diodo. Faça a montagem abaixo: 2. aumentando-se negativamente a polarização reversa. denominado corrente de fuga. atinge-se um ponto em que o diodo inicia a condução. obtém-se apenas o fluxo de uma corrente inicialmente desprezível (nano ou microampères). Aumentando-se gradativamente a polarização direta. Nessa região.

0 2.2 0. Tensão da fonte V 0V 5V 10V 15V Tensão reversa (VR) (IR) Valor esperado no diodo (IR) Valor medido 4.4 0. conforme a tabela abaixo.0 15.0 8. Inverta a posição do diodo no circuito.0 Valor esperado (IF) Valor medido (IF) Parte B: Polarização reversa 3. Desligue a fonte de tensão contínua.0 4.8 1. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .Guia de Práticas de Eletrônica 1 Para cada caso meça o valor da corrente direta (IF) sobre o diodo e anote na tabela. Tensão direta (VF) 0 0. Com os valores obtidos no item 2 (polarização direta) e 3 (polarização reversa) trace a curva característica do diodo. Ligue a fonte de tensão contínua e ajuste-a até obter as quedas de tensão reversa (VR) sobre o diodo.6 0. Para cada caso meça o valor da corrente reversa (IR) sobre o diodo e anote na tabela.

Material: • • • • Multímetro 2 diodos 1N4007 1 resistor de: 220 ohms.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 03: Circuitos de corrente contínua com diodos Objetivos: • Analisar circuitos de corrente contínua com diodos. Faça o teste estático dos diodos. 2. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 3. 1Kohms Fonte de tensão contínua ajustável Procedimentos: 1. 330 ohms. 560 ohms. Monte cada um dos circuitos e meça o valor da tensão e da corrente em cada diodo. Anote os valores na tabela abaixo. Calcule o valor da tensão e da corrente em cada diodo e anote na tabela abaixo.

Guia de Práticas de Eletrônica 1 DIODO Valor calculado Tensão Corrente Valor medido Corrente Tensão D1 D2 D3 D4 D5 D6 Faça as observações para todos os circuitos estudados e apresente as conclusões: SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .

Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 04: Diodo emissor de luz Objetivo: • Verificar o funcionamento e as características de um diodo emissor de luz Material: • • • • 1 Multímetro 1 módulo de eletrônica analógica Led´s: vermelho. 1 resistor de 390 Ω /1/2W Os LEDs diferem dos diodos comuns pelo fato de quando polarizados diretamente. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 2o) Olhando um LED por baixo. Vamos a elas: 1o) O terminal do catodo geralmente é o mais curto. amarelo. irradiarem energia sob a forma de luz (enquanto nos diodos comuns a energia é irradiada sob forma de calor). no terminal do catodo existe um chanfro ou corte. verde. Símbolo do LED Identificação dos terminais de um LED Existem três maneiras básicas de identificar os terminais anodo e catodo em LEDs. 3o) A região interna ao encapsulamento de maior dimensão é o catodo.

Monte o circuito abaixo com o led vermelho. 02. Ajuste o valor da fonte de tensão contínua para 10V.35 a 3V. sendo considerados como valores usuais (médios) VLED = 2V e ILED = 20mA Teste estático do LED. 05. e a corrente (ILED) máxima é 130mA. Substitua o led vermelho pelo amarelo e repita o item 3. 04. Procedimentos: 01. Led Vermelho Amarelo Verde Tensão direta (VF) Corrente direta (IF) SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . dependendo do tipo de cor irradiada. Substitua o led amarelo pelo verde e repita o item 3. 03.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Tensão e corrente nos LEDs: a tensão do LED (VLED) varia de aproximadamente 1. Meça e anote na tabela abaixo o valor da queda de tensão no led (VF) e o valor da corrente (IF).

Ajuste o valor da fonte de tensão contínua para 10V. U. 4. 6. 7. 9. P. 8. E. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Cada segmento está identificado com sua letra e o pino correspondente no display. b. 03. H. Material: • 1 Multímetro • 1 módulo de eletrônica analógica • 1 display 5082-7760 ou similar (catodo comum) • 8 resistores de 390 Ω /1/2W Procedimentos: 01. j. Monte o circuito abaixo: Obs: Cada led representa um segmento do display. C. 1. 5. S.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 05: Display de sete segmentos Objetivo: • Verificar o funcionamento e as características de um display de sete segmentos. d. 2. A. O Catodo comum está ligado nos pinos 3 e 14. o. 02. G. 3. Fechando as chaves forme os seguintes símbolos: 0. I. L. F. n.

60V 0.55V 0.10V 0.70V 0.30V 0.75V Valor esperado (IF) Valor medido (IF) SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . conforme a tabela abaixo. Tensão direta (VF) 0.50V 0.65V 0.20V 0.40V 0.00V 0. Para cada caso meça o valor da corrente direta (IF) sobre o diodo e anote na tabela. Faça a montagem abaixo: 2.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 06: Curva característica do diodo Zener Objetivos: • Levantar a curva característica do diodo Zener. Material: • • • • Multímetro 1 diodo de Zener de 12V/1W – 1N4720 1 resistor de 180 ohms – 1/2W Fonte de tensão contínua ajustável Procedimentos: Parte A: Polarização direta 1. Ligue a fonte de tensão contínua e ajuste-a até obter as quedas de tensão direta (VF) sobre o diodo.

SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . conforme a figura abaixo. Para cada caso meça o valor da corrente reversa (IR) sobre o diodo e anote na tabela.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Parte B: Polarização reversa 3. 4. conforme a tabela abaixo. Ligue a fonte de tensão contínua e ajuste-a até obter as quedas de tensão reversa (VR) sobre o diodo. Desligue a fonte de tensão contínua. Com os valores obtidos no item 2 (polarização direta) e 3 (polarização reversa) trace a curva característica do diodo Zener. Tensão da fonte V 0V 5V 10V 15V 20V Tensão reversa (VR) (IR) Valor esperado no diodo (IR) Valor medido 5. Inverta a posição do diodo no circuito.

Com o osciloscópio desenhe as formas de onda no secundário do transformador.Forma de Onda no Secundário do Trafo Ilustração 2 . Grandeza Valor Calculado Valor Medido Tensão do Secundário (Vs) Corrente média no Diodo (ICC) Tensão média na Carga (VCC) 12Vef 05. Monte o circuito abaixo: 03. Meça os valores pedidos na tabela abaixo. Ilustração 1 .Fio Procedimentos: 01.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 07: Retificador de meia-onda Objetivo: • Verificar o funcionamento de um circuito retificador de meia onda sem filtro.Forma de Onda no Diodo Ilustração 3 . Teste o diodo retificador 02. 04. Material: • • • • • 1 Osciloscópio 1 Multímetro 1 módulo de eletrônica analógica 1 diodo retificador 1N4001 1 resistor de 560 Ω /5W . no diodo e na carga. Calcule os valores pedidos na tabela abaixo.Forma de onda da Carga SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .

Grandeza Valor Calculado Valor Medido Tensão do Secundário (Vs) Corrente em um Diodo (ICC) Corrente na carga (IRL) Tensão na Carga (VCC) 12Vef SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 04. Meça os valores pedidos na tabela abaixo. Material: • • • • • 1 Osciloscópio 1 Multímetro 1 módulo de eletrônica analógica 1 ponte retificadora 1 resistor de 560 Ω /5W – Fio Procedimentos: 01.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 08: Retificador de Onda Completa em ponte Objetivo: • Verificar o funcionamento de um circuito retificador de onda completa em ponte sem filtro. Teste a ponte retificadora 02. Calcule os valores pedidos na tabela abaixo. Monte o circuito abaixo: 03.

Ilustração 4 . Com o osciloscópio desenhe as formas de onda no secundário do transformador. nos diodos D1/D3 e D2/D4 e na carga.Forma de Onda nos Diodos D2/D4 Ilustração 7 .Forma de Onda nos Diodos D1/D3 Ilustração 6 .Guia de Práticas de Eletrônica 1 05.Forma de Onda na Carga SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .Forma de onda no secundário trafo Ilustração 5 .

Calcule os valores pedidos na tabela abaixo. Grandeza Valor Calculado Valor Medido Tensão do Secundário (Vs) Corrente em um Diodo (ICC) Corrente na carga (IRL) Tensão na Carga (VCC) 12Vef 05. 02. 04. Meça os valores pedidos na tabela abaixo. Material: • • • • • 1 Osciloscópio 1 Multímetro 1 módulo de eletrônica analógica diodos retificadores 1N4001 1 resistor de 560 Ω /5W . nos diodos D1 e D2 e na carga. Com o osciloscópio desenhe as formas de onda no secundário do transformador. Monte o circuito abaixo: 03. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Teste os diodos.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 09: Retificador de Onda Completa com derivação Objetivo: • Verificar o funcionamento de um circuito retificador de onda completa com derivação sem filtro.Fio Procedimentos: 01.

Forma de onda no secundário trafo Ilustração 9 .Guia de Práticas de Eletrônica 1 Ilustração 8 .Forma de Onda na Carga SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .Forma de Onda nos Diodos D2/D4 Ilustração 11 .Forma de Onda nos Diodos D1/D3 Ilustração 10 .

Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 10: Retificador com Filtro Capacitivo Objetivo: • Verificar o funcionamento de um circuito retificador de meia onda e de onda completa com derivação com filtro. Lembre-se que o capacitor pode explodir. Monte o circuito abaixo. Muita atenção com a polaridade do capacitor eletrolítico e a posição dos diodos. Teste os diodos retificadores antes de utilizá-los na montagem. 02. 03. Material: • 1 Osciloscópio • 1 Multímetro • 2 diodos retificadores 1N4001 • 1 resistor de 560 Ω /5W – Fio • 1 capacitor eletrolítico de 220 µF /25V Procedimentos: 01. Mantenha as chaves S1 e S2 abertas. Calcule os valores pedidos na tabela abaixo. Meça os valores pedidos na tabela abaixo: Grandeza Valor Calculado Tensão eficaz no Secundário 1 (Vs) Tensão eficaz no Secundário 2 (Vs) Corrente contínua no resistor de carga (RL) Tensão contínua na Carga (VCC) Freqüência na carga (Hz) 12Vef 12Vef Valor Medido SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .

ligando o capacitor de filtro ao circuito retificador. mantendo a chave S2 também fechada. Meça os valores pedidos na tabela abaixo: Grandeza Valor Calculado Valor Medido Corrente contínua no resistor de carga (RL) Tensão contínua na Carga (VCC) Tensão de ondulação (ripple) na carga (VPP) SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Qual o nome do circuito? ____________________________________________ 09. Feche a chave S1. Observe e desenhe a forma de onda da tensão na carga (osciloscópio com acoplamento DC) e da tensão de ondulação (VOND) na carga (osciloscópio com acoplamento CA). Calcule o valor da tensão média e da corrente média na carga e o valor da tensão de ondulação. 07. Mantenha a chave S1 aberta e feche somente a chave S2. Qual o nome do circuito? ____________________________________________ 05. 06. Meça os valores pedidos na tabela abaixo e compare com os valores calculados: Grandeza Valor Calculado Valor Medido Corrente contínua no resistor de carga (RL) Tensão contínua na Carga (VCC) Tensão de ondulação (ripple) na carga (VPP) 08. Calcule novamente o valor da tensão média e da corrente média na carga e o valor da tensão de ondulação 11.Guia de Práticas de Eletrônica 1 04. Com o osciloscópio desenhe a forma de onda sobre a carga (RL). 10.

Guia de Práticas de Eletrônica 1 12. Observe e desenhe a forma de onda da tensão na carga (osciloscópio com acoplamento DC) e da tensão de ondulação (VOND) na carga (osciloscópio com acoplamento CA). Qual o nome do circuito? ____________________________________________ SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .

02. Material: • • • • • • 1 Multímetro 1 módulo de eletrônica analógica 1 osciloscópio 2 diodos 1N4001 ou 1N4007 1 diodo zener 1N4720 (12V/1W) 1 capacitor eletrolítico de 220 µF /25V e um de 470 µF /25V • • 1 resistor de 68 Ω /1/2W 2 resistores de 560 Ω /1/2W Procedimentos: 01. 03. Muita atenção com a polaridade do capacitor eletrolítico e a posição dos diodos. Lembre-se que o capacitor pode explodir. Meça os valores pedidos na tabela abaixo: Grandeza Valor Medido Tensão eficaz no Secundário 1 (Vs) Tensão eficaz no Secundário 2 (Vs) Corrente contínua no resistor série (Rs) Corrente contínua no zener (IZ) Tensão de Ondulação (VOND) no capacitor Tensão de Ondulação (VOND) no Zener Tensão contínua na Carga (VCC) Freqüência na carga (Hz) SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Teste os diodos retificadores e o diodo zener antes de utilizá-los na montagem. Monte o circuito abaixo.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 11: Regulador paralelo com diodo zener Objetivo: • Verificar o funcionamento de uma fonte de tensão CC estabilizada com diodo zener.

atenção com a polaridade. conforme a figura: 06. Meça os valores pedidos na tabela abaixo: Grandeza Valor Medido Corrente no resistor série (Rs) Corrente no zener (IZ) Corrente no Led 1 (ILED) 07. Ligue a carga à saída da fonte de alimentação estabilizada. O que você observou? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ _________________________________________________________ SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 05. Substitua o capacitor eletrolítico de 220uF por um de 470uF. Observe a forma de onda da tensão de ondulação sobre o capacitor.Guia de Práticas de Eletrônica 1 04. Com o osciloscópio desenhe as formas de onda no filtro capacitivo e no zener.

sem nos preocuparmos com a configuração interna do circuito integrado. um circuito amplificador de erro. Perceba no diagrama que a indicação de uma corrente IQ. CI 7805 é um regulador para tensão positiva de saída igual a 5V SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . A figura abaixo mostra o diagrama em blocos de um regulador monolítico. Reguladores monolíticos Os reguladores monolíticos são reguladores de tensão sob forma de circuitos integrados disponíveis em invólucros de três terminais. mas incorpora uma fonte de tensão de referência com compensação de temperatura. Esta corrente quiescente é de aproximadamente 8mA e é um dado do fabricante do regulador. e têm grandes vantagens como baixo custo e facilidade de utilização. estabilizador térmico e finalmente um transistor de passagem. um circuito limitador de corrente. Por esses motivos iremos analisar os reguladores de tensão monolíticos como caixas pretas.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 12: Regulador de tensão • Verificar a regulação de tensão fixa e variável baseada em reguladores de tensão monolíticos. corrente quiescente que flui pelo ponto comum do regulador. O circuito interno é bastante complexo para ser discutido nesse momento do curso. Estes dispositivos podem fornecer correntes de carga de 100mA a 5A.

Vo = V REG + V R 2 = 1.25V) e a equação para calculo da tensão de saída Vo.25V) com a tensão de referencia aplicada. Acrescentado se dois resistores externos R1 e R2. O CI LM317 é um regulador monolítico de três terminais variável. A figura abaixo mostra a forma de ligarmos o regulador para obtermos tensões diferentes do valor fixado pelo fabricante (1. poderemos mudar o valor da tensão fixa de saída do regulador.25 ⋅  2 + 1  + I Q R2  R1  Pinagem dos CIs SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .Guia de Práticas de Eletrônica 1 Regulador de Tensão Variável LM 317 Apesar dos reguladores das séries 78XX/79XX serem reguladores de tensão fixos muito úteis.25  Vo = 1.25 +  + I Q  ⋅ R 2  R1  R  Vo = 1. Por essa razão ele é denominado terminal adj (ajuste).25 + V R 2 = 1. relativamente ao terra (GND) teremos uma tensão de saída que será a soma da tensão fixa (1. o terminal comum não é conectado ao 0V.25 + V R 2 V R 2 = I 2 ⋅ R2 I2 = I1 + IQ I1 = 1.25V. Desse modo. em muitas circunstâncias necessitamos de uma tensão de saída variável dentro de uma faixa estabelecida pelo fabricante.25 + IQ R1  1. No regulador LM 317. mas o aplicamos uma referência diferente de zero volts gerada por um divisor de tensão normalmente variável.25 R1 I2 = 1. Os reguladores de tensão da série 78XX/79XX têm a tensão de saída fixa tomada em relação ao terminal comum ou terra (GND) do mesmo. que inicialmente vem especificada em 1.

7V. Quando inverter a polaridade do sinal de entrada. Os limitadores podem ser positivos. o circuito retira as partes positivas do sinal. Assim teremos idealmente todo o sinal de entrada sobre a carga na saída (Vo). Limitador polarizado Consiste ligar um gerador CC em série com o diodo. Assim. No primeiro semiciclo do sinal de entrada. conforme ilustrado abaixo. a tensão de saída (Vo) fica limitada ao valor de condução do diodo (0.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 13: Circuitos especiais com diodos Objetivo: • Estudar a função dos circuitos limitadores. negativos e polarizados. grampeadores e detectores de pico a pico. obtemos um limitador negativo. Invertendo-se a polaridade do diodo. o diodo fica polarizado reversamente indo para o corte (chave aberta). o diodo está polarizado diretamente e conduz.7V). SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .7V. obtém-se sobre a carga praticamente todo o sinal de entrada. para limitadores negativos. Síntese Teórica Circuito Limitador Função: limitar sinais de tensão abaixo ou acima de um determinado nível. variando assim a forma dos mesmos. para limitadores positivos. Limitador Positivo e negativo Também chamado ceifador. Estabelecendo-se uma relação entre a carga (RL) e o resistor limitador (R) maior ou igual a 100 vezes. e −VCC − 0. a fim de se conseguir ceifar o sinal em VCC+0.

Assumindo uma constante RLC muito maior que o período (T) do sinal de entrada. levando o capacitor a carregar até aproximadamente VP. isto é.C Função: adicionar uma tensão contínua a um sinal CA de entrada. Pouco depois do pico negativo. Invertendo-se a polaridade do diodo. Grampeador de C. conforme ilustrado abaixo. o capacitor permanece completamente carregado durante todo o tempo em que o diodo estiver cortado. o diodo corta. Para isso. necessitar de limitação do sinal de entrada em ambos os semiciclos. utilizamos os circuitos limitadores associados. Grampeador positivo No primeiro semiciclo negativo da tensão de entrada. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . de forma a obter o efeito desejado.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Limitador positivo polarizado Limitador negativo polarizado Associação de limitadores Podemos em algumas situações. obtemos um grampeador negativo. nas partes positiva e negativa de um sinal de entrada. o diodo fica polarizado diretamente e conduz.

de modo a obtermos uma tensão contínua no valor de aproximadamente 2VP e uma ondulação de saída relativamente pequena. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Devemos fazer a constante RLC. Consiste em associar em cascata um grampeador de CC e um retificador de meia-onda. muito maior que o período do sinal de entrada.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Detector de Pico Função: detectar o valor de pico a pico de um sinal CA de entrada.

Combinando ambas. Síntese da teoria Transistor Bipolar de Junção (TBJ) prefixo TRANS. O emissor é dopado fortemente. a base.vem da palavra inglesa TRANSFER e o sufixo -ISTOR de RESISTOR. O coletor é a maior das três regiões. As figuras a seguir mostram duas estruturas cristalinas: uma NPN e outra PNP. pois nele é gerada uma quantidade de calor maior. temos algo semelhante a uma “tradução”: resistor de transferência. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . base e coletor. Visualmente percebe-se três regiões: emissor. pois dele partem os elétrons para a outra região. e é assim designado pelo fato dos elétrons da base convergirem para lá (diz-se que o coletor junta ou coleta os elétrons da base). está entre os níveis de dopagem da base e do emissor.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 14: Teste Estático do Transistor Bipolar Objetivo: • Efetuar o teste estático de Transistores Bipolares de Junção (TBJs) de pequena e média potência. O nível de dopagem do coletor é intermediário. a maioria dos elétrons injetados pelo emissor passa para o coletor. que é fina e fracamente dopada. Na base.

os dois diodos. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . ou seja. emissor e coletor. ou seja. OBS. os dois diodos. Se o resultado de algum dos testes do diodo emissor ou coletor indicar uma resistência muito elevada ou muito baixa. ora no coletor. ficam polarizados diretamente (veja a figura abaixo). ora no coletor. o valor numérico indicado no display pode variar entre os diversos tipos de multímetros. 2o) Feche as pontas de prova VERMELHA e PRETA entre si. o diodo está polarizado diretamente. 4o) Fixando a ponta de prova negativa (−) no terminal de base e com a ponta de prova positiva (+) ora no emissor. é próximo ao potencial de barreira do diodo. 3o) Fixando a ponta de prova positiva (+) no terminal de base e com a ponta de prova negativa (−) ora no emissor. o 1 ) Ligue o multímetro e coloque-o na escala representada pelo símbolo de um diodo ( ). uma resistência muito baixa. Verifique se apareceu o número zero. Uma ressalva.: deve aparecer o símbolo no lado esquerdo do display. Isto indica que não existe nenhuma circulação de corrente entre as pontas de prova (é o mesmo que resistência infinita ou muito alta entre as pontas de prova).Guia de Práticas de Eletrônica 1 Procedimento: Passemos às etapas de teste dos TBJs. na polarização direta. o diodo correspondente pode estar aberto (alta resistência) ou em curto (baixa resistência). emissor e coletor. de 0.56V a 0. Nesse caso.7V ou de 560mV a 700mV. Na maioria dos multímetros digitais o valor indicado no display. ficam polarizados reversamente (veja a figura abaixo).

Em seguida. troque a ponta de prova do coletor com a ponta de prova do emissor. o 5 ) Deixando o terminal de base aberto. conforme figura abaixo.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Não deve haver nenhuma indicação numérica no display e o símbolo infinito deve ser mostrado no canto esquerdo visor LCD. Se o resultado de algum dos testes do diodo emissor ou coletor indicar uma resistência muito baixa. conforme figura abaixo. coloque a ponta de prova positiva (+) no terminal de coletor e com a ponta de prova negativa (−) no emissor. O multímetro deve registrar alta resistência . O multímetro deve registrar alta resistência . SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . o diodo correspondente provavelmente está em curto (baixa resistência).

a reta de carga para um circuito com TBJ como chave deve ter o ponto de operação Q oscilando entre saturação (chave fechada) e o corte (chave aberta). é o circuito que define como a será a reta de carga e não o transistor. A reta de carga é uma ferramenta de análise de circuitos com TBJ e não um parâmetro do fabricante. Material: 1 multímetro digital 1 fonte de alimentação CC com saídas de 0 ~ +20V e +5V 1 par de pontas de prova. que expresse como estamos polarizando um TBJ. Como desejamos que o transistor atue como chave.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 15: Transistor Bipolar funcionando como chave eletrônica Objetivo: • • Verificar a operação de um TBJ como chave na região de saturação. quaisquer outros pontos que não sejam nas extremidades da reta estão proibidos de ocorrem num circuito como chave. para o multímetro 2 cabos pretos com pinos banana 2 cabos vermelhos com pinos banana 02 Resistores R1 e R2 01 Transistor 01 LED Vermelho SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . Adotando a regra de projeto acima. Reta de Carga na operação como Chave Podemos desenhar no plano IC versus VCE uma reta. PRETA e VERMELHA. Assim. Traçar a reta de carga para um TBJ. denominada carga de carga.

Guia de Práticas de Eletrônica 1 Procedimento: Monte o circuito abaixo: 0 V1 10 V V2 5V 1 2 R1 220k Ω R2 560Ω 6 5 J1 Ke y = A LED 1 4 Q1 3 BC337 0 • Calcule os parâmetros do circuito. manter a o circuito fechado e medir a corrente IC e a tensão VCE. 4. considerando um Beta de 280 e a chave A fechada. alimentar o circuito de base em 10 volts positivo (+) e o circuito de coletor com 5 volts positivo (+). Abrir a chave e verificar o que acontece com LED. Traçar a reta de carga. o Tensão de Coletor-emissor VCE. o Corrente de Coletor IC o Corrente de Saturação IC Sat. 6. Ligar as fontes fixa de 5 Volts e fonte ajustável em 10volts deixando o borne negativo (-) em comum. 5. Ligar um multímetro na escala de tensão para medir a tensão VCE. o Corrente de base IB. 3. 1. Ligar um amperímetro em serie com o LED para medir a corrente do Coletor. Utilizar um cabo como chave. SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 2.

VCECORTE = VCC Por último. Exemplo: vamos desenhar a reta de carga para os circuitos a seguir e marcar o ponto Q. V BB − I B . outra vez na equação da malha de coletor.RC SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel .Guia de Práticas de Eletrônica 1 Prática 16: Transistor Bipolar funcionando como fonte de corrente Objetivos: • • Estudar a configuração fonte de corrente utilizando um TBJ como fonte de corrente Analisar a operação de um TBJ na região linear.RC − VCEQ = 0 ⇒ VCE = VCC − I CQ . primeiramente escrevemos a lei de Kirchhoff para tensão na malha do coletor: VCC − I C . na equação da malha de coletor. aplicamos a lei de Kirchhoff na malha da base para obter uma corrente. I CSAT = VCC RC E então. usamos a idéia da chave eletrônica de coletor para emissor. no caso IB.R B − V BE = 0 ⇒ IB = V BB − V BE RB (malha da base) VCC − I CQ .RC − VCE = 0 ⇒ IC = VCC − VCE RC (malha do coletor) Em seguida. Tomando VCE = 0V (chave fechada) obtemos a corrente de saturação ICSAT. Circuito: Usando os critérios anteriores. impomos a condição oposta IC = 0A (chave aberta) para calcular a tensão de corte VCECORTE.

RC = 4KΩ e β = 50. A partir da relação entre IB e IC para a região ativa (IC = β .7V) / 100KΩ ⇒ IB = 40µA ICQ = 50 x 40µA ⇒ ICQ = 2mA VCEQ = 18 – 2mA x 4KΩ ⇒ VCEQ = 10V Desenhando a reta de carga para o circuito com estes dados. Usando as relações anteriores. IB). visualizamos o ponto de operação do circuito. acompanhada da respectiva tensão VCEQ. temos: VCECORTE = 18V ICSAT = 18V/ 4KΩ ⇒ ICSAT = 4. Material: 1 multímetro digital 1 fonte de alimentação CC com saídas de 0 ~ +20V e +5V 1 par de pontas de prova.5mA IB = (4.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Sendo I CQ = β . calculamos a corrente ICQ de operação. A reta de carga e as curvas de coletor ficam: Se no circuito anterior VCC = 18V. PRETA e VERMELHA. vamos desenhar a reta de carga. para o multímetro 2 cabos pretos com pinos banana 2 cabos vermelhos com pinos banana 02 Resistores R1 e R2 01 Transistor SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . RB =100KΩ·.I B . VBB = 4.7V.7V-0.

Ligar um amperímetro em serie com o LED para medir a corrente do Coletor. 1. o Tensão de Coletor-emissor VCE. considerando um Beta de 280 e a chave A fechada. o Corrente de Coletor IC o Corrente de Saturação IC Sat. Traçar a reta de carga SENAI – CETEL / Centro Tecnológico de Eletroeletrônica “César Rodrigues” – Instrutores: Rildo/Emanuel . 2.Guia de Práticas de Eletrônica 1 Procedimento: Monte o circuito abaixo: 0 V1 5V V2 10 V 1 2 R1 220k Ω R2 1k Ω 3 4 Q1 B C337 0 • Calcule os parâmetros do circuito. alimentar o circuito de base em 10 volts positivo (+) e o circuito de coletor com 5 volts positivo (+). 4. 3. Ligar um multímetro na escala de tensão para medir a tensão VCE. o Corrente de base IB. Ligar as fontes fixa de 5 Volts e fonte ajustável em 10volts deixando o borne negativo (-) em comum.