DISCIPLINA: D.

Civil, Direito de Família
PROFESSOR: Eliza Cruz
Leis e artigos importantes:
 art. 1.557

art. 733, CPC

Art. 1.725, CC

art. 1.558

Art. 732, CPC

art. 1.658 e segs, CC

Art. 1.560, III

art. 1.700, CC

art. 5º da lei 9.278

lei 5.478

Art. 2º da lei 8.971

art. 7º, lei 8.560/1992

Art. 3º, lei 8.971

art. 1.660, II ou V,
CC

art. 475-J

Lei 9.278 de 1996,
Art. 5º

art. 1.780, CC

Art. 745-A, CPC

Palavras-chave:
Erro essencial sobre a pessoa. Casamento. Alimentos provisórios. Alimentos provisionais. Prisão
civil por dívida de alimentos. Obrigação alimentar. União Estável. Teoria da sociedade de fato.
Presunção de esforço. Teoria do ato jurídico perfeito. Solidariedade. Curatela administrativa ou
curatela mandato. Ação de instituição de filiação socioafetiva para instituição de
multiparentalidade. Multiparentalidade. Tese de Patrimônio Mínimo.

TEMA: DIREITO DE FAMÍLIA
PROFESSORA: Eliza Cruz
QUESTÃO 01

Tema da questão: erro essencial sobre a pessoa. Mariana afirma ter casado com “pessoa que
não reconhece, que não sabe dizer quem é”. O erro essencial sobre a pessoa é um dos poucos
vícios da vontade que permite a anulação do casamento.
Além do erro essencial sobre a pessoa, há a coação. Na Parte Geral CC há 6 causas de
anulabilidade de ato jurídico, no D. de Família as causas de anulabilidade por vício da vontade
são duas: erro essencial sobre a pessoa (art. 1.557) e coação (art. 1.558).
Erro essencial sobre a pessoa é desconhecimento ou ignorância sobre quem é o outro cônjuge.
O erro essencial sobre a pessoa que vicia a vontade em um casamento decorre de situação que
existe antes e é descoberta após o casamento. A descoberta do erro torna a vida em comum
insuportável.

Matéria: Direito de Família – Prof.: Eliza Cruz

: Doença anterior provavelmente se manifesta antes se o convívio for longo. deve ser contado da data da ciência. É possível argumentar que o prazo legal. para a qual é irrelevante a condenação). II. Princípio da Presunção de Inocência – embora não seja esta a posição majoritária na doutrina. hoje.: Eliza Cruz . Art. embora superado o prazo decadencial da lei. 1. não havia conhecimento – mas há casos em que o convívio anterior é relevante. Ex.64835 TJRJ Matéria: Direito de Família – Prof. prevalece que basta a prática.Não é qualquer situação que permite a invocação desse erro. A mera prática do ato pode ser gravosa o suficiente para gerar insuportabilidade no outro cônjuge.557: I – Identidade. Antes da ciência do vício. ex.: Esterilidade não é causa para anulação do casamento. pois apenas então a parte poderá se opor a ele (Teoria da Actio Nata). Na questão. apenas as descritas no rol do art. Art. Pode-se interpretar a situação de modo a encaixar-se em um dos incisos. mas não se pode criar nova hipótese.001. de fato.557 (rol taxativo). 1. IV – doença mental grave. não tem finalidade de procriação. transexualidade. III – ex. Na defesa de Mariana deve-se sustentar a viabilidade da ação de anulação.: homossexualidade. Do casamento ao pedido decorreram 3 anos e 8 meses. Obs. cirurgia de alteração de sexo II –ignorância de crime anterior ao casamento. No caso concreto. III: prazo decadencial de 3 anos para requerer a anulação do casamento a contar da celebração do ato. preenchem-se os 3 requisitos para a anulação do casamento. A questão dá a entender que. pois preenchidos os requisitos e.: Apelação 2008. o convívio foi de 7 anos antes do casamento. ao invés de ser contado da data da celebração. honra e boa-fama. A família. o termo inicial deve começar a contar da ciência do vício (ou mesmo da condenação. Obs. pois apenas com a condenação o crime tornou-se certo. discute-se se é necessária a condenação prévia. não é necessária a condenação prévia para a anulação do casamento. não há um direito de oposição concreto que justifique o curso do prazo. Quando ao inc.: Entende-se majoritariamente que a incapacidade de manter relações sexuais configura causa de anulação do casamento. A Jurisprudência analisa também o tempo anterior ao casamento como forma de se verificar o não conhecimento. 1.560.

CPC: Ex.alimentos fixados por título judicial. Não há razoabilidade entre a gravidade da Matéria: Direito de Família – Prof.478. 585. “Natureza alimentar” é considerada como aquela das 3 últimas prestações vencidas antes do ajuizamento da demanda – e as que se vencerem no curso do processo. Fundamento no art.QUESTÃO 02 É cabível ação de investigação de paternidade com pedido cumulado de alimentos. . 7º. Se não pagar ou a justificativa não for considerada suficiente. Alimentos provisionais: são mais próximo da ação cautelar – tanto que existe a ação cautelar de alimentos provisionais. A questão não coloca que ele é o pai. No caso em questão. não há certeza de que o réu é o pai da criança. 733 para execução de verbas com natureza alimentar. sequer é necessário pedido expresso. O devedor é citado para pagamento em 3 dias ou apresentação de justificativa. 733 serão produzidos em execução de sentença e de liminar. art. mas também é possível o rito do art. Usualmente. É possível que a fixação dos provisionais se dê por liminar.: partilha extrajudicial entre cônjuges. O principal efeito é importar na prisão do devedor caso se mantenha inadimplente. lei 8. mas apenas é possível a imposição da prisão civil por dívida se houver certeza de que o réu é o pai. será título extrajudicial. contudo. CPC . 733. Só se pode usar o art. Obs. 475-J: cobrança de quantia (cumprimento de sentença). No caso em questão juiz entendeu que havia indícios suficientes de paternidade e periculum in mora suficiente para fixação dos alimentos provisionais. Hoje o pedido de alimentos é considerado implícito à investigação de paternidade. Pode haver cobrança de verba de alimentos de 3 formas: . pode-se estabelecer cláusula de alimentos. Fixação de “alimentos provisionais” x “alimentos provisórios” Alimentos provisórios: fixados nas ações de alimentos regidos pela lei 5. cobrança de quantia certa: art. O réu deixou. art. contudo. 733. CPC: prisão civil por dívida de alimentos.560/1992. de pagar a verba de natureza alimentar. deve haver a condenação em alimentos. usa-se esse rito para execução de sentença. STJ: pode-se usar o rito do art. 733 para execução de liminares. Todos os efeitos inerentes à execução pelo art. O credor inicia o processo de execução e deve optar expressamente por esse rito na Inicial. 732.alimentos fixados por título judicial.alimentos fixados por título extrajudicial. poderá ser decretada sua prisão (de 30 a 90 dias). 732.: Eliza Cruz . mas reconhecida a paternidade.: Art. se preenchidos os requisitos do art.

Com a cessão da obrigação Matéria: Direito de Família – Prof. pelo não pagamento dos alimentos fixados judicialmente. Hoje. o espólio responde pela dívida constituída. inicialmente. falecido o credor ou o devedor de alimentos. Tal é a posição de Caio Mário da Silva Pereira (posição contra legem. Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald: há transmissibilidade da obrigação. Súmula 309 2º) O art. 1. Em contrário. já que essas parcelas não têm o caráter de urgência que permite o rito do art. pois apenas elas têm caráter alimentar de maior urgência. o espólio se dissolve e os herdeiros recebem cada qual sua quota-parte. 1. no caso. extingui-a a obrigação de alimentos. a obrigação cessa. Resposta: Persistindo o inadimplemento. TJRJ. STJ. RHC 28. seria cobrada pelo espólio ou do espólio. CPC. CPC é adstrito ás 3 últimas parcelas vencidas. Antigamente. só elas justificam eventual prisão civil por dívida. pois não permite a prisão. Deve haver concretização do dever de prestar alimentos para gerar a transmissão em virtude da morte do devedor. O rito acaba por tornar-se ineficaz. falecido o devedor de alimentos. a prisão seria em virtude do descumprimento. se quem falece é quem recebe os alimentos. sua principal medida. STJ. entre janeiro e maio). Havendo dívida constituída antes da morte. de acordo com a jurisprudência do STJ não cabe a prisão civil do devedor. o dispositivo fala em “sucessores”.700. 733.700. Mas se quem falece é quem paga os alimentos. 733. contudo). mas reconhece-se que a transmissão da obrigação alimentar é para o espólio). deve-se requerer a extinção parcial do processo em relação às parcelas que excedem os 3 meses (que. poderia sustentar-se que o juiz reconheceu a existência de indícios e houve o descumprimento de uma ordem judicial para a qual a sanção é a prisão – ou seja. A medida é extremamente onerosa e não se revela razoável considerado o estado de incerteza quanto à paternidade. Portanto. CC permite a transferência da obrigação alimentar ao espólio (o artigo permite a transferência da obrigação alimentar ao espólio. STJ. sobrevindo a partilha. A responsabilidade do espólio perdura até que haja a partilha. O rito é inadequado a estes meses cobrados. CPC. 1º) O rito do art.: Eliza Cruz .232 QUESTÃO 03 O devedor de alimentos era Marcio. essa obrigação transmite-se ao espólio com base no art. A transmissão ocorre se houver fixação da obrigação alimentar (por sentença ou decisão liminar).medida e a insegurança que existe no processo.

: Não é possível ajuizamento de ação de alimentos após o falecimento de quem deveria pagar. . Em 2002 há o código civil. o sobrevivente terá direito a metade dos bens adquiridos na vigência da união estável. imposta exclusivamente contra o devedor. Não é legítimo impor ao inventariante a prisão civil por dívida. e mesmo assim.12. as questões patrimoniais eram resolvidas pela teoria da sociedade de fato – inclusive nos casos anteriores à 1988 (quando a união estável era conhecida como concubinato puro). era possível partilha desigual. 3º) O inventariante não pode ser preso pelo não pagamento de prestações alimentícias. o alimentante deve buscar quem mais for responsável pelos alimentos e ajuizar a ação competente. Em 29.: É possível o mesmo caso se a obrigação alimentar houver sido constituída entre excônjuges. Obs. as partes retirariam exatamente a mesma proporção que contribuíram para formar. Trouxe o primeiro conceito de união estável (vinculado a união de 2 anos ou prole). O art.No período em que não há lei regulamentadora. A prisão é sanção de natureza pessoal.alimentar. Art. 2º da lei 8.Art. HC 224. Em 1988 a União estável é reconhecida como entidade familiar. lei 8. 2º ainda é relevante pois as sucessões de pessoas que morreram em UE na vigência dessa lei ainda a aplicam. todos acerca da União estável. se comprovar que contribuiu à formação do patrimônio. Mero administrador não pode ser penalizado por sanção de caráter pessoal.: Eliza Cruz . O inventariante responde apenas pela administração da herança. . Há hoje no STJ discussão no STJ envolvendo sucessão de leis.1994 há a lei 8. Ou seja. Matéria: Direito de Família – Prof. dando direito ao usufruto ou.769 QUESTÃO 04 Efeitos patrimoniais da União Estável. STJ. na inexistência de descendentes e ascendentes o direito de propriedade do patrimônio do companheiro falecido. Por essa teoria. na dissolução da união. Obs. 3º.971. deve haver colaboração. Em 1996 há a lei 9278: alterou o conceito legal de UE e previu o direito real de habitação.971 de 1994: tratava da sucessão de companheiros.971: havendo colaboração efetiva do companheiro na formação do patrimônio. Até o final 1994 não havia lei regulamentando a lei estável. A questão é de sucessão processual de Marcio ao espólio. Ou seja.

REsp. Pela comunhão parcial (art. permanece como particular. sendo comunicável. V. Ex. seria apenas dele). Por essa orientação (STJ. CC: na UE aplica-se o regime da comunhão parcial de bens. pois de natureza indenizatória. Verbas de natureza alimentícia. divide-se igualmente a ambos. 959. a verba alimentícia vira indenização (art. Art.660. 1. 1.278 de 1996. Não importa o tempo do recebimento. a doutrina e jurisprudência sempre entenderam que aplica-se a data da lei vigente na data da aquisição.659 está fora da comunhão.Lei 9. 5º: bens adquiridos a título oneroso na constância da UE passam a pertencer a ambos. . Art. As regras da comunhão impõem muito além da aquisição onerosa que se inclui na comunhão. se mudar a natureza jurídica. em 1997.a moto. mas cujo fruto da alienação for para comprar algo durante o casamento. o que está no art.: Eliza Cruz . em não havendo pacto de convivência. 1.o que for anterior à união. em 10 anos).660: II. . Independentemente disso. apenas a ele pertencendo o veículo. II ou V. que é partilhável.725. 1. . foi comprada com recurso de ambos. Não seria incluída pelo art. (Se houvesse recebido em doação ou como herança. ou se seria possível colaboração indireta ou moral (contribuir de outras formas que não com dinheiro).Controvertia-se apenas se a colaboração devia ser efetiva.213): . CC). ao serem recebidas no tempo correto. 5º da lei 9. Há presunção de esforço.: Alugueres recebidos durante a união estável devem ser partilhados por imposição legal.971 era de forma igualitária.278 pois não é adquirida onerosamente. 1. § único: sub-rogação . por se tratar de aquisição onerosa durante a UE. . É como se a verba fosse colocada na poupança: perde a natureza alimentar e se torna investimento. o excompanheiro terá direito. Presume-se esforço comum dos companheiros.: loteria. A partilha pela lei 8.o bem de 1992 era adquirido sob a teoria da sociedade de fato com patrimônio apenas de Marcelo. CC). Matéria: Direito de Família – Prof. Trata-se de decorrência da teoria do ato jurídico perfeito.660 está fora da comunhão. pode dar ensejo à comunicação – ao ser recebida pela via judicial. pois o direito indenizatório surgiu durante a relação. mantêm essa natureza e não se comunicam. Caso a verba só venha a ser executada e recebida no futuro (por exemplo. 1. o que está no art. Ex. como na sociedade de fato.Art. Caso a dissolução da união estável se dê com aquisição do patrimônio em diversos desses momentos.em 2014 Flávia recebe indenização trabalhista.658 e segs. mas quando surgiu o direito.

Portanto. STJ. A partir daí. Cada prestação é considerada como consolidação da propriedade.: O curador defende os interesses do curatelado mas não precisa se opor a todos os interesses do autor. presume-se adquirido por ambos. mas incapacidade física.780. Nancy Andrighi entendeu que a solidariedade é inerente à união estável como entidade familiar. Obs. 1. O efeito da curatela não é o de interditar a pessoa. Como tal. curadoria sem tornar a pessoa incapaz para os atos da vida civil. Estava-se diante de união estável encerrada sob a égide da lei de 1998. o espírito da lei de 1998 é o que deveria ter informado o legislador desde sempre. o que é pago durante a união. CC. Ainda que ela só estudasse. de uma procuração. Matéria: Direito de Família – Prof. mas deve ser retirada a decretação de interdição pelo juiz. mantem-se o nome de ação de interdição. mas é um contrato de mandato judicial. QUESTÃO 05 Não há que se falar em interdição por falta de locomoção. não pode um companheiro ser prejudicado apenas porque não contribuiu financeiramente para isso. Obs. houve o esforço inerente à entidade familiar. a solidariedade pressupõe o esforço em comum. Portanto.: Eliza Cruz . com bens adquiridos antes. Nancy Andrighi e um voto vencido de Luiz Felippe Salomão) em que se começa a alterar esse entendimento. Trata-se de nomeação de curadoria sem interdição. No caso da questão há mera incapacidade física. todo o patrimônio do casal seria dividido igualmente entre ambos.: Financiamento de bens: o que é pago antes do casamento não se comunica. É chamada de curatela mandato pois aproxima-se de um mandato. determina-se a partilha de todos os bens com base em presunção de esforço. Pela vedação ao enriquecimento sem causa. e é o que deve guiar o intérprete aplicador do direito na solução dos casos patrimoniais de união estável.Mas há duas decisões no STJ (min. cujo objetivo é a formação da comunhão plena de vida. Apesar disso.349. Há discernimento. caso em que aplica-se o art. nesse caso deve haver apelação pois é possível a decretação da curadoria (pois a pessoa é incapaz de se locomover).788 Pelo raciocínio desses precedentes do STJ. Chamada de curatela administrativa ou curatela mandato. REsp. 1. O STJ pode vir a repensar o assunto. A interdição civil pressupõe falta de discernimento parcial ou integral.

de reconhecimento de paternidade socioafetiva.Obs. A guarda é uma das faculdades inerentes ao poder familiar. Trata-se de multiparentalidade: reconhecimento de parentalidade por três pessoas. Pode-se argumentar que a interdição é medida drástica que só pode ocorrer caso haja perda de discernimento.2013 TJDF 2013. privilegiando a liberdade e autonomia da pessoa. A criança teria dois pais e uma mãe. sem exclusão do pai biológico. desde que deixasse claro que não deseja retirar o poder familiar do pai ou da mãe. impedimentos para casamento.06. A guarda pelo padastro atende ao melhor interesse da criança e o torna também responsável legal pela criança.001874-5 Matéria: Direito de Família – Prof. Obs. impossibilitada de deixar o hospital. seria possível apenas a guarda. É discussão que surge no bojo de família recomposta. seria possível a ação de guarda. Filiação não é mais entendida sob o conceito binário de um pai e uma mãe. pois pressupõe a ausência de genitores para a nomeação de um tutor. Essa medida torna mais forte a dignidade da Pessoa Humana. ou ação de instituição de filiação socioafetiva para instituição de multiparentalidade. direitos sucessórios. Mas é possível a adoção por tios. TJMG 10024096395116001 QUESTÃO 06 Não é possível a tutela. A multiparentalidade deve atender ao melhor interesse da criança. Ainda que sob o nome de filiação socioafetiva. pois deixa a incapacidade como medida efetivamente residual.: É possível que se peça a nomeação de curador sem interdição caso a pessoa esteja internada. mas não necessariamente o fenômeno ocorre nesse contexto.1.: Eliza Cruz .: Há vedação para que ascendente adote. o filho tem um novo devedor de alimentos. Deve ser entendida sob o aspecto de função – exercício de função paterna e materna. TJAC 0711965-75. A questão deixa clara a afetividade entre eles a justificar medida como essa. Uma vez reconhecida a filiação. A ação pode ser chamada ação de adoção. Trata-se do reconhecimento e tutela do afeto dentro do direito de família. não é possível a adoção por avô. A medida mais moderna é a adoção (reconhecimento de paternidade socioafetiva) para incluir o padastro como pai socioafetivo da criança. o novo pai terá os mesmos direitos do biológico.

A despeito da cessão. Pode ser feito de outra forma (petição).: Eliza Cruz . Em uma penhora em cumprimento de sentença. Informativo 543 Matéria: Direito de Família – Prof. O STJ aproxima-se da Tese do Patrimônio Mínimo. O bem de família é para tutela da pessoa. O STJ entende que foi mantida a destinação residencial. A finalidade de residência mantém íntegra a impenhorabilidade do bem de família.216. em prova. tendo havido cessão a parente próximo. 745-A.009). pois sendo bem de família. Não se pode afetar o patrimônio da pessoa quando o imóvel permanece guardando domicílio de outra pessoa.QUESTÃO 07 Informativo 543 Desconstitui-se a ideia de que bem de família é para moradia. Deve-se pleitear a invalidação da penhora e sua desconstituição. houve manutenção da finalidade do bem e proximidade de que mora no imóvel. e aproxima-se da ideia de proteção de patrimônio mínimo e proteção da família. Art. Contudo. da sua moradia e de um mínimo para sua sobrevivência – Tese de Patrimônio Mínimo. bem desenvolvida por Luiz Edson Fechin. CPC. a peça é a impugnação ao cumprimento de sentença. A importação dessa ideia é possível na impugnação ao valor da causa.187. a peça mais técnica é a impugnação. Embargos de Divergência em REsp 1. sobre os embargos à execução: o credor é forçado a aceitar parcelamento quando se paga 30% das dívidas e parcela-se o restante em até 6 vezes. ainda que não do titular do direito. A penhora é nula por recair sobre bem de família. a penhora não pode recair sobre o bem (a não ser as exceções da lei 8.